Instagram libera desenvolvimento de filtros para marcas e usuários

No Stories, do Instagram, um filtro fotográfico coloca o usuário no rosto do Faustão. Outro insere a frase do meme “juntos e shallow now” acima de sua cabeça, assim como dezenas de outras opções com memes. Outros trazem até games que funcionam a partir da interação com a câmera. Uma variedade de filtros customizados do Instagram começou a pipocar na rede social nos últimos dois meses, até então desenvolvidos por um grupo seleto de desenvolvedores, designers e artistas. Nesta terça-feira, 13, o Facebook anuncia a abertura de sua plataforma de criação em realidade aumentada, o Spark AR Studio, para todos os usuários – inclusive perfis de marcas.

A ideia é ampliar as possibilidades de expressão artística e a interatividade dentro do Facebook e do Instagram. O programa funcionava até agora em fase de testes, direcionado a artistas, designers e desenvolvedores selecionados pela plataforma.
“Estamos bastante animados com o que vimos na fase beta fechada”, afirma Silvia Ramazzotti, gerente de marketing de produto do Instagram. O uso do Spark AR é gratuito, e por enquanto não há previsão de monetização relacionada aos filtros. Outra novidade é o lançamento da Galeria de Efeitos no Instagram, um espaço onde usuários podem descobrir filtros de realidade aumentada de forma mais intuitiva.

Globalmente, grandes contas e personalidades como Kylie Jenner, Ariana Grande, Rihanna e Gucci já criaram seus efeitos. “Estamos animados para ver como as marcas brasileiras vão utilizar a ferramenta para conectar com o público do Brasil, que é altamente engajado”, acrescenta Silvia.

A expectativa é de que marcas contem com um formato mais orgânico para se conectarem com usuários. “O filtro é diferente de um formato mais passivo. É uma máscara que as pessoas usam para se expressar como indivíduos e tribos. Acho que os filtros vão começar a entrar no pacote de mídia de agências para marcas”, opina Gustavo Vitulo, designer dono do perfil “@vitulox” e criador do filtro do Faustão, entre outros com memes.

Designers e desenvolvedores em destaque

A viralização dos filtros também dá visibilidade a profissionais que tradicionalmente ficam nos bastidores do processo criativo, os designers e desenvolvedores. Não por acaso, há uma nova leva de “influenciadores designers” no Instagram.

A designer Vanessa Dutra, dona do perfil “@sereiahipster”, começou a desenvolver filtros com inspiração em perfis estrangeiros, até encontrar seu nicho nos memes. Criadora de filtros com as frases “juntos e shallow now” e o do “papel de trouxa”, ela viu seu número de seguidores subir de 500 para quase 300 mil em pouco mais de dois meses.

“Os filtros viraram um suporte para divulgar meu trabalho como designer e meu estilo. Consegui ganhar mais voz como profissional, ter acesso a grandes marcas e abrir novos canais de comunicação”, opina.

Gustavo Vitulo também conquistou praticamente toda a sua audiência de 360 mil seguidores por conta dos filtros. Ele conta que todas as suas criações em realidade aumentada já alcançaram mais de 300 milhões de impressões no total. Também acredita que o Spark AR quebrou o paradigma de que é preciso programar para trabalhar com realidade aumentada.

“Há alguns anos atrás, seria necessário uma capacidade de programação muito maior para fazer um filtro, e agora só com conhecimentos básicos de design é possível criar um”, afirma. À medida em que o volume de filtros aumenta, contudo, a tendência é que usuários cobrem por mais qualidade. “É preciso de mais conhecimentos em programação e interfaces 3D para criar coisas mais complexas, mas por outro lado já há muitos tutoriais, inclusive em português, para o desenvolvimento de filtros mais simples”, finaliza Vanessa.

Fonte: Meio & Mensagem

4 alicerces da transformação digital

transformação digital é massivamente discutida e apontada como fator-chave para que as empresas sejam capazes de sobreviver à era digital. De acordo com a IDC, até 2020, 40% das maiores organizações da América Latina verão a manutenção e sucesso de seus negócios dependerem de suas capacidades de se digitalizarem.

Para driblar esse desafio, deverão utilizar tecnologias de modo estratégico de forma a criar novos modelos de negócios, processos e capacidades que lhes permitam aumentar eficiência, reduzir custos desnecessários e, principalmente, prover novos serviços e/ou melhores experiências a seus clientes, o que impacta diretamente na lucratividade do negócio.

Não há dúvidas de que a transformação digital deve ser pauta prioritária no planejamento das empresas. No Brasil, entretanto, caminhamos na contramão, pois seu planejamento e adoção ainda esbarram na velha crença de que investir em tecnologia é uma despesa sem retorno direto e que deve ser reduzida ao máximo.

Para ter sucesso nessa trajetória, o primeiro passo é a conscientização. A adoção de novas tecnologias deixa de ser opcional e passa a ser fundamental para sobrevivência, manutenção e sucesso dos negócios. A mídia, por exemplo, foi totalmente reinventada por empresas como Netflix, Amazon Video e Spotify. Vale lembrar ainda que o Uber e o Airbnb se tornaram grandes empresas de transporte e hotelaria sem ao menos possuir um único carro e hotel.

O segundo passo, é o entendimento das ferramentas e seus benefícios. Para isso, elenquei algumas tecnologias que podem viabilizar a transformação digital na sua empresa e como diferentes setores vêm se beneficiando com o uso destas ferramentas:

SD-WAN

É uma solução que utiliza o conceito de controle centralizado para trazer simplicidade, agilidade e automação para WAN. Além disso, agrega diversas funcionalidades – segurança, visibilidade de tráfego, definição de políticas de encaminhamento de tráfego baseado em aplicações e analytics – que permitem escolher os meios de transporte que melhor se adequem às necessidades de conectividade da empresa e, principalmente, possibilitam fazer o melhor uso dos seus recursos. Devido a essas funcionalidades, o SD-WAN é considerado o viabilizador da transformação digital, sendo a sua adoção o primeiro passo nessa jornada.

A rede de lojas GAP, por exemplo, foi um dos early adopters da solução. Segundo o arquiteto de redes da varejista, Snehal Patel, a adoção do SD-WAN levou a agilidade e a simplicidade necessárias para atender às demandas de negócios, além de permitir o uso de novos meios de transportes de dados que disponibilizam banda para adoção de novas aplicações e serviços, promovendo ainda, a redução de custos operacionais.

IoT

Nada mais é que o nome dado ao conceito de se conectar coisas à internet – eletrodomésticos, lâmpadas, motores industriais, carros etc. Essa tecnologia possibilita não apenas a criação de novos serviços, como também o aumento da eficiência de atividades existentes, o caso de diversas aplicações das cidades inteligentes, como monitoramento de lixeiras, bueiros, iluminação pública, etc.

O uso da MagicBand, pulseira conectada dos parques da Disney, é um caso de sucesso de IoT. A tecnologia atrela informações do usuário a diversos serviços, permitindo que funcionem como ingresso de atrações, chave do quarto de hotel e meio de pagamento. Além disso, permite que a Disney tenha acesso às informações dos usuários e as utilize para melhorar ainda mais a experiência deles.

Inteligência artificial

De maneira abrangente, é definida como a capacidade de computadores realizarem atividades que requerem inteligência e normalmente seriam realizadas por seres humanos. Porém, de uma forma mais específica e atual, está atrelada ao conceito de machine learning, em que os computadores têm capacidade de emularem a atuação de pessoas a partir da aprendizagem.

Assim, além da análise de dados e tomadas de decisões, há a capacidade de aprender com os resultados das ações e se retroalimentar com essas informações para gerar dados mais precisos e melhores decisões futuras.

Um exemplo de inteligência artificial que afeta diretamente nosso dia a dia são os chatbots e assistente virtuais, adotados para dar mais agilidade ao atendimento ao cliente tanto em pré-vendas quanto no pós-venda. Eles são utilizados para guiar os consumidores aos produtos de interesse e fornecer informações e recomendações que os ajudem em sua decisão de compra, além de auxiliar a resolver um dos principais pontos de reclamação dos clientes: o tempo de espera para atendimento. Iniciativa que apresenta uma grande adesão e aceitação dos consumidores.

Realidade Aumentada

As aplicações de realidade aumentada utilizam informações do mundo real, com dados virtuais, para simular um ambiente e/ou uma experiência.

A Sephora, rede de cosméticos internacional, verificou que 22% das desistências de compras online estavam ligadas à percepção de que o produto escolhido era diferente pessoalmente. Pensando nisso, a Sephora adotou uma aplicação de realidade aumentada para ajudar seus clientes a conhecerem melhor os produtos e melhorar a experiência de compra.

No aplicativo “Sephora Virtual Artist”, os clientes podem testar virtualmente os produtos oferecidos e maquiagens criadas pelos experts da marca. Além disso, com o uso de aplicações de inteligência artificial é possível obter recomendações de maquiagem que mais combinem com a cor da sua pele.

Esses são apenas alguns exemplos de como está latente a necessidade de que a transformação digital seja considerada como prioridade no planejamento estratégico das empresas. Analisar a transformação do modelo de negócio da vertical em que atua nos últimos anos e as tendências de futuro para definir seus objetivos estratégicos é essencial.

Independentemente de em qual pilar seus objetivos estarão apoiados – eficiência operacional, geração de novos negócios, experiência do usuário – certamente a adoção de novas tecnologias será fundamental para a transformação e sucesso do seu negócio.

Fonte: ComputerWorld