Big Data ou Small Data? Entenda as diferenças e saiba como usar cada um

gerenciamento de dados nunca foi tão importante quanto é hoje. Não à toa, o Big Data nasceu da necessidade cada vez maior em conseguir lidar com a grande quantidade de informações gerada a partir dos processos cotidianos de uma empresa.

Baseando-se em três princípios: volume, velocidade e variedade, o objetivo é armazenar e analisar estes dados, sendo possível, por exemplo, organizar relatórios que mostrem os comportamentos, preferências e necessidades dos clientes.

Hoje é fundamental contar com soluções de Big Data para garantir o sucesso contínuo da empresa, pois, apenas ele é capaz de lidar com tanta rapidez e eficiência com a quantidade gigantesca de dados que as companhias geram e salvam atualmente.

Já o Small Data vem ganhando protagonismo no mercado nos últimos tempos graças às expectativas e necessidades dos clientes que querem personalização e um atendimento diferenciado, o que incentiva as organizações a buscarem maneiras inovadoras de trazer algo único para seu público-alvo.

A ferramenta analisa os dados de forma qualitativa, enquanto o Big Data faz isso quantitativamente. Além disso, ainda possibilita a análise de detalhes e opiniões sobre a experiência do cliente, seus desejos e necessidades, permitindo insights e decisões que, talvez, o Big Data não pudesse proporcionar. O resultado é maior conhecimento para entregar ao cliente a melhor experiência possível e produtos desenhados exatamente de acordo com o que ele deseja.

Para entender como o Big Data e o Small Data podem ser vantajosos para o seu negócio, a seguir, listo as principais diferenças entre essas tecnologias e como elas podem gerar resultados para a sua marca:

Condições dos dados

Como o Big Data lida com uma grande quantidade de informações, estas ficam armazenadas de forma não-estruturada, exigindo um trabalho minucioso de agregação e de interpretação para que possam ser analisadas. Enquanto isso, o Small Data atua com um volume menor, o que faz com que os dados dessa ferramenta estejam prontos para análise sempre que necessário.

Localização

O Big Data opera com todas as informações da organização, colhendo-as a partir dos sistemas na nuvem, do SQL Server, dos bancos de dados, dos PCs da empresa, entre outros lugares nas quais são geradas. Já o Small Data costuma trabalhar apenas com elementos vindos dos PCs, dos CRMs, de pesquisas e das redes sociais. A partir desses meios, é possível ter acesso direto às opiniões, hábitos, dúvidas, reclamações e necessidades dos clientes.

Tamanho e complexidade

A medida que o Big Data atua com medidas como terabyte e petabyte, o Small Data — que, lembre-se, recolhe dados de poucas fontes — lida com quantidades que, além de pequenas, também são consideravelmente mais simples. Uma única venda já é capaz de gerar subsídios muito importantes para o Small Data.

Importância e utilidade

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o Small Data não chegou para substituir o Big Data. A mineração e a análise de dados continuam tendo uma importância crescente dentro das companhias, que nunca geraram tantas informações digitais como hoje.

Com isso, é possível perceber que ambas são tecnologias complementares. Elas solucionam diferentes necessidades das empresas, possibilitando melhores resultados, decisões mais embasadas e eficientes, além de um crescimento contínuo das organizações.

*Alexandre Glikas é diretor-geral da Locaweb Corp, unidade corporativa da Locaweb

Fonte: Computer World

Como vencer o desafio de qualificar leads com conteúdo inteligente

Adotar as estratégias de marketing certas para o seu negócio, melhorar a comunicação entre a marca e o consumidor e qualificar leads é o desejo de toda organização. Mas alcançar estes objetivos nem sempre é uma tarefa fácil.

Não existe fórmula mágica ou algum tipo de receita para conquistar clientes interessados no seu produto ou serviço e ter sucesso em suas ações e campanhas. Tudo está relacionado a forma como as empresas se preparam para encarar os desafios do marketing digital, a imagem que elas apresentam para os consumidores em todos os pontos de contato, a forma como se posicionam e resolvem um problema e, principalmente, como elas entendem o conceito de produção de conteúdo inteligente.

 

O desafio de qualificar leads

Um dos desafios do marketing é qualificar leads. Chamar a atenção dos consumidores certos para o seu negócio e mantê-los interessados é uma grande  dificuldade, principalmente quando não se sabe como agir dentro das diversas possibilidades que o universo da comunicação apresenta. Mas, uma coisa é certa: para alcançar esses clientes, é preciso ir além das estratégias de marketing óbvias (ou até mesmo ultrapassadas).

  • Atrair os consumidores em potencial com informações rasas
  • Insistir em mensagens de autopromoção sem efetivamente resolver os problemas dos clientes
  • Usar os mais variados canais para conquistar leads sem calcular se os meios escolhidos são os que mais se alinham ao seu perfil

Esses são apenas alguns exemplos sobre como as empresas têm tentado melhorar a sua base de leads. O que não se sabe, muitas vezes, é que para envolver os consumidores certos – ou seja, aqueles que demonstram engajamento e tem muito potencial de compra – é necessário produzir conteúdo inteligente. E mais do que isso: saber que qualquer estratégia de conteúdo de valor exige tempo, manutenção, teste, coleta e análise de dados, segmentação, estudo e pesquisa constante sobre as Personas e muito alinhamento de discurso.

Portanto, mais do que nunca, a sua empresa deve conhecer os caminhos do marketing que levam uma organização ao sucesso. Para não somente alcançar milhares de consumidores que talvez nunca comprem ou tenham interesse pelo seu serviço e para que não se gaste mais tempo com planejamentos e produções que podem não chegar os resultados esperados.

Confira, a seguir, as três principais maneiras de qualificar leads e melhorar a sua base de clientes:

 

1. Atração

Uma das principais formas de interagir com os consumidores quando o objetivo é que eles conheçam a marca e se interessem pelas suas ofertas é usando marketing de atração, conhecido também como Inbound Marketing. Uma metodologia que, somente pelo nome, já mostra ao que veio: atrair mais leads para a base de contatos.

O mais interessante é que essa estratégia não funciona como no marketing tradicional, quando qualquer pessoa pode ser classificada como um cliente em potencial. Por meio de Inbound, a ‘atração’ acontece de forma direcionada e a panfletagem ou propaganda é substituída por campanhas e anúncios que alcançam diretamente o público-alvo da marca. Em vez de ir até os clientes para mostrar as suas ofertas e procurar atraí-lo a todo e qualquer custo, são utilizados meios mais discretos (e também mais efetivos) de chamar a atenção, conquistando e engajando leads muito mais qualificados.

A ideia é reduzir tempo de trabalho e fazer com que o consumidor venha até a marca com menos esforço. Sendo assim, a sensação é como se você estivesse pegando uma pessoa pela mão – que por alguma ação, click, comentário ou comportamento nas suas páginas de relacionamento demonstrou interesse pelo negócio -, mostrando a ela o valor do produto ou serviço, para que a mesma, naturalmente, acesse o site da marca e conheça o que ela tem a oferecer.

Para que isso dê certo, não basta ser um produtor de conteúdo vazio e criar diversas publicações sem levar em conta a construção de um planejamento e de uma estratégia de comunicação coerente – fatores essenciais para o sucesso no marketing digital.

Nessas horas, é necessário priorizar o uso de conteúdo inteligente – isto é, aquele que tem um propósito, que oferece valor para o consumidor e de forma objetiva resolve seus problemas e dúvidas. Estamos falando de postagens em mídias sociais, materiais com conteúdo mais denso, publicações com caráter educacional, anúncios nos mecanismos de buscas, e-mails marketing personalizados, entre outros formatos de entrega, produzidos com muita qualidade, que ajudam no desenvolvimento de uma estratégia de atração.

Feito isso, é essencial destacar que todo conteúdo qualificado é produzido com base em muito conhecimento e pesquisa. De nada adianta construir peças gráficas atrativas se esse conteúdo não é pensado e direcionado para as pessoas certas. O cliente deve estar sempre no centro do marketing de atração. Achar que você sabe o que ele deseja não vai levá-lo a lugar nenhum, pois conhecer seu público consumidor profundamente significa estar constantemente analisando seus comportamentos, feedbacks e comentários e interagindo ao máximo para saber se aquela pessoa é realmente um lead qualificado para o seu negócio.

 

2. Relacionamento

Outra possibilidade que o marketing permite é a de qualificar leads por meio de estratégias de relacionamento. E, aqui, não nos referimos somente aos mecanismos digitais, que podem auxiliar na atração, nutrição e fidelização de consumidores, mas aos mais tradicionais, utilizados pelas empresas há séculos para manter uma boa relação com o cliente.

É como o caso de uma equipe que trabalha no setor comercial ou de marketing, conhecidos como Inside Sellers, que pode auxiliar na construção de melhores relacionamentos. Por exemplo, durante um evento direcionado para o seu segmento de atuação, é possível conversar com diversas pessoas, mostrar o propósito da marca e capturar dados (como nome, contato e e-mail dos participantes) para depois iniciar uma estratégia de relacionamento muito efetiva, envolvendo diferentes times da organização.

Essas informações podem ser direcionadas para a equipe de marketing que, por meio do método tradicional, realiza ligações para os leads, procurando maior aproximação. A proposta aqui é começar o relacionamento de forma mais direta e com o auxílio do time de telemarketing, lembrando a pessoa qual é a oferta da empresa e afirmando que as portas estão abertas para negociações. Depois, entra em cena o setor comercial oferecendo uma demonstração do produto ou uma promoção para os consumidores que demonstraram interesse no primeiro contato. E assim começam novas parcerias para as empresas.

Outra maneira de qualificar leads é por meio de estratégias de relacionamento que envolvem a equipe de marketing digital. É possível usar os dados de campanhas de ativação para conhecer os consumidores, entender seus comportamentos e segmentá-los a partir dos seus gostos e desejos, oferecendo materiais direcionados ao interesse de cada um por meio de e-mails marketing e outras ações estratégicas.

Nesse momento, mostrar que a empresa domina diferentes temáticas e conhece a fundo sobre assuntos relacionados ao seu segmento de atuação pode fazer toda a diferença. Além de passar muita credibilidade para os leads, que poderão perceber o nível de qualidade da sua empresa ao receber conteúdos inteligentes e muito bem produzidos, é uma forma de conquistá-los e mantê-los informados e interessados sobre o seu negócio.

 

3. Venda

A qualificação de leads tem o poder de transformar os resultados das suas equipes de marketing e comercial. Mas, como é possível chegar a esse ponto e realmente conquistar consumidores mais interessados para o negócio? Uma das estratégias mais usadas é a de marketing voltado para a promoção de produtos e serviços.

Nesse caso, o objetivo da marca é vender. Ou seja, alcançar aqueles consumidores maduros para efetuar uma compra. O foco está totalmente na oferta e todo conteúdo produzido será orientado para contribuir com essa proposta. Para isso, não é preciso envolver grandes equipes ou o setor comercial da empresa, basta ter conhecimento em produção de conteúdo inteligente e usar os recursos de marketing digital certos para alcançar os leads.

Fonte: Doxxa

Marketing data-driven, chatbots e serviços de voz devem crescer em 2019, diz Google

O mundo está se transformando e migrando totalmente para o digital. Com o marketing, não é diferente. Esse cenário gerou uma mudança de pensamento responsável por alterar o comportamento de consumo das pessoas, o que vem exigindo algumas adequações por parte do mercado.

Com essa realidade, diversas ferramentas surgiram para auxiliar as marcas a atingirem o seu público-alvo de forma mais efetiva. Em uma previsão sobre quais delas serão destaque em 2019, o Google aponta o Marketing Data-Driven, o uso de Chatbots e de serviços de voz como algumas dos principais métodos utilizados pelas empresas para melhorar suas entregas e o seu relacionamento com o cliente. Confira:

 

Marketing Data-Driven

O uso de dados na tomada de decisões otimiza diversos processos e estratégias de marketing digital. Pensando nisso, o próprio Google prevê para 2019 o lançamento de novas estruturas acionáveis que contemplem os chamados 5A’s do Marketing Data-Driven. Segundo ela após a dominação destes 5As – audiência, assets, acesso, atribuição e automação – será possível as marcas se equiparem através da transformação digital, fornecendo experiências cada vez mais completas a seus clientes.

Chatbots

A tendência é que a nova geração de Chatbots com Inteligência Artificial agrade mais o público, já que, hoje, de acordo com uma pesquisa do Instituto Statista, apenas 34% dos entrevistados preferem conversar com Chatbots. A previsão é que essa mudança no comportamento dos robôs possibilitará uma conversação mais realista, com diálogos mais verdadeiros. E até 2020, pelo menos 85% das interações entre marcas e cliente sejam feitas por Chatbots.

 

Serviços de voz

O uso de ferramentas de voz deve ser integrado a ferramentas de marketing e estima-se que até o fim de 2019 as vendas de smart speakers cresçam 50%, movimentando US$ 2,7 bilhões nesse mercado. A tendência é que cada vez mais vejamos aplicativos que farão uso de serviços de voz, desde deliveries a portais de notícias e lojas de varejo. A loja H&M Home, por exemplo, lançou recentemente um aplicativo que, em conjunto com o Google Assistant, dá conselhos sobre a decoração de ambientes em diversos estilos e ainda ajuda a navegar no catálogo da loja e encontrar produtos adequados.

Fonte: Thinkwithgoogle, Doxxa

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Qual é o estágio de maturidade do marketing digital no Brasil? O estudo Digital Marketing Readiness da McKinsey revela seu status e propõe um roadmap para alcançá-la.

O mercado de marketing digital brasileiro é um dos mais importantes do mundo , e consiste em um vetor crítico de crescimento das empresas. Entretanto, ainda há uma grande disparidade entre a oportunidade que o marketing digital representa e o nível de maturidade nessa disciplina dentro das empresas no país.

Embora o marketing digital seja uma importante alavanca no crescimento das empresas, no Brasil, o ritmo de migração dos anunciantes das mídias tradicionais para a mídia digital ainda se encontra longe do ideal. Apesar de ser o país com maior percentual de investimentos em marketing digital na América Latina , quando comparado com a média global de 43.5% da verba total de mídia investida em marketing digital, os 24.4% do Brasil ainda refletem desafios não apenas do ponto de vista das empresas, mas também das agências de publicidade.

Mas, o que impede as empresas de avançar e tornarem-se líderes digitais? Quais são os caminhos que podem ser trilhados para acelerar o amadurecimento das empresas e colher os benefícios da plena adoção do marketing digital?

O estudo DMR – Digital Marketing Readiness – realizado pela McKinsey com o apoio da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), propõe um roadmap para que as empresas atuantes no país possam atingir a maturidade no marketing digital. O estudo contou com a participação de 79 empresas líderes de 10 setores e teve como objetivos traçar um panorama da maturidade do marketing digital no Brasil, analisar as melhores práticas adotadas pelas empresas líderes e sugerir caminhos para os anunciantes evoluírem nessa capacidade que se tornou um diferencial de negócios crítico para o sucesso das empresas.

Com base nas respostas às 54 perguntas da pesquisa em forma de autoavaliação, às quais foram dadas notas de 1 a 5, sendo 5 o mais alto, as empresas participantes foram classificadas em quatro níveis de maturidade em relação ao marketing digital dentro de cada dimensão:

  • Líderes – empresas com pontuação global superior a 4.5 de maturidade em marketing digital nas quatro dimensões;
  • Ascendentes – empresas com pontuação global acima de 3.5, mas inferior à dos líderes;
  • Emergentes – empresas com desempenho mediano e ampla oportunidade de melhoria;
  • Iniciantes – empresas com desempenho abaixo da média, que ainda não embarcaram em um processo de digitalização do marketing ou que não conseguiram capturar seus benefícios.

Os resultados obtidos foram traduzidos em um framework (Quadro 1) com quatro dimensões, descritas a seguir, e 14 alavancas que visam auxiliar as empresas a avançar rumo ao alcance da maturidade do marketing digital:

  1. Pessoas, Processo e Cultura: esta dimensão analisa os processos, as competências e a cultura que sustentam o marketing digital de alta performance.
  2. Dados e Tecnologia: refere-se à qualidade, quantidade e velocidade no uso de dados e das tecnologias de gestão e automação de marketing.
  3. Investimento e Mensuração: avalia a forma como o investimento em mídia ocorre ao longo do funil de conversão e o modo como o impacto do marketing digital é mensurado, bem como a atribuição de resultados a outros meios.
  4. Jornada e Experiência: refere-se a como a jornada e a experiência com a marca são vivenciadas pelos consumidores em todos os canais digitais das empresas5 .

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Um país mais conectado, empresas não necessariamente no mesmo ritmo

Dois terços da população brasileira já está conectada à internet, no entanto, 80% das empresas pesquisadas ainda estão em estágios iniciais de maturidade em marketing digital

Com um aumento de penetração de aproximadamente 8% ao ano entre 2011 e 2017 , a internet já faz hoje parte da realidade de dois terços da população brasileira – ou seja, mais de 120 milhões de brasileiros .

A democratização do acesso à internet é reforçada pelo fato de que o conteúdo digital está presente no dia a dia de 86% dos domicílios brasileiros com renda média igual ou superior a três salários mínimos . Ademais, 74% da classe socioeconômica C e 40% das classes D/E já estão conectadas (Quadro 2). O Brasil é um dos países com maior expressividade quanto ao número de usuários de plataformas como Facebook, Instagram e Youtube , e o tempo médio de acesso diário à internet no país chega a nove horas, um valor 50% superior ao verificado nos Estados Unidos, onde a média é de seis horas diárias.

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Adicionalmente, é inegável que a internet ajuda a moldar as decisões de compras dos consumidores brasileiros – dados do terceiro trimestre de 2017 mostram que 46% dos brasileiros conectados realizaram compras online, 55% pesquisaram online antes de efetuarem uma compra, principalmente para comparar preços, e 70% realizaram transações bancárias por meio de canais digitais.

Contudo, a distribuição dos investimentos entre a mídia tradicional e digital no país ainda não acompanha a evolução do comportamento do consumidor e muitos anunciantes e agências ainda veem a mídia digital no Brasil como um canal de alcance apenas das classes sociais mais altas, apesar de que a internet está presente no dia a dia de 86% dos domicílios brasileiros com renda média igual ou superior a três salários mínimos. Embora apresente um índice de atenção 13% inferior ao da mídia digital (325 minutos por semana na TV e 375 minutos por semana no ambiente digital), a televisão ainda recebe investimentos desproporcionalmente mais altos, respondendo por 67% de todo o investimento publicitário no Brasil em 2016 .

Os resultados do estudo DMR evidenciam a baixa maturidade em marketing digital no Brasil. Oitenta por cento das empresas pesquisadas no país ainda se encontram em estágios iniciais da escala de maturidade da pesquisa – na classificação geral, 23% das empresas são classificadas como Iniciantes e 57% como Emergentes (Quadro 3).

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Pessoas, processos e cultura – para Além do universo do marketing

Mudanças em processos intrínsecos ao dia-a-dia do departamento de marketing são importantes, porém, não suficientes. A transformação da cultura empresarial de maneira mais ampla, com o objetivo de tornar a tomada de decisões mais ágil e assertiva, é chave para o amadurecimento do marketing digital.

O processo de amadurecimento em marketing digital é encabeçado pela dimensão que envolve as pessoas, os processos e a cultura da organização. Tais elementos constituem os alicerces sobre os quais as empresas poderão evoluir nas demais dimensões.

Para se obter resultados expressivos em marketing digital, é necessário o comprometimento de toda a organização para que sejam efetuadas mudanças em todos os seus âmbitos , e que as estruturas sejam pensadas de fora para dentro, focando sempre no cliente (centralidade no cliente). É essencial a criação de equipes multidisciplinares, constituídas por profissionais das áreas de produto, comercial, jurídico, financeiro e operações que trabalhem de forma coordenada, derrubando silos e desburocratizando o processo de tomada de decisões.

Nesse sentido, a dimensão “Pessoas, Processos e Cultura” da pesquisa DMR visou avaliar as empresas quanto à capacidade de transformar seus processos de trabalho e sua cultura empresarial para se tornarem mais ágeis e assertivas – seja na remuneração de equipes, no relacionamento com agências, na adoção de metodologias ágeis, seja no foco em teste e aprendizado, garantindo o impacto das decisões estratégicas de marketing.

O estudo DMR verificou que, nesta dimensão, apenas 10% das empresas se autoavaliam como Iniciantes, enquanto 60% se classificam como Emergentes.

Ao se analisar o estágio atual de maturidade em ações do dia-a-dia do marketing, nota-se que 47% das participantes das pesquisas se classificam entre Ascendentes e Líderes quanto ao aprimoramento dos processos de criação de briefing e 53% quanto à adoção da estratégia de uso das redes sociais como um canal de marketing. Ou seja, os primeiros passos das empresas entrevistadas rumo à maturidade compreenderam a adaptação dos processos offline para necessidades e possibilidades mais objetivas do marketing digital, mudanças táticas como criação de briefings, integração de equipes de marketing digital e tradicional e criação de processos de criação de conteúdo.

Por outro lado, a maior parte das empresas ainda falha em aplicar mudanças estruturais que sejam verdadeiramente “disruptivas” e não apenas “evolutivas”. A dificuldade de transpor tal barreira reflete a mentalidade predominante: o receio de obter resultados negativos em testes, a dificuldade de empoderar equipes para se auto-organizarem e a complexidade de desenvolver capacidades internas para a criação e teste de produtos mínimos viáveis (MVPs). Os resultados da pesquisa mostram que apenas 20% das empresas entrevistadas testam e criam novos produtos e jornadas em conjunto com seus clientes, e que somente 22% aplicam a metodologia de teste e aprendizado.

Além disso, verificou-se que 82% das empresas ainda utilizam métodos de remuneração tradicionais ou híbridos para suas agências, sem adoção de remuneração e bônus baseados em performance, de forma a promover avanços concretos nos objetivos de marketing.

Embora as melhorias táticas nos processos tradicionais de marketing venham preparando o terreno para o marketing digital, ainda são necessárias disrupções estruturais para alcançar a liderança nessa prática.

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Dados e tecnologia – o mantra da automatização

Cinquenta e oito por cento das empresas ainda se encontram em nível Iniciante de maturidade – não contam com estruturas de integração de dados e geram análises ad-hoc. Apenas 2% já usam visão 360º e CDP – Customer Data Plataform.

A dimensão “Dados e Tecnologia” classifica as empresas quanto à capacidade de coletar e usar dados próprios e de terceiros para alimentar em tempo real os processos de decisão de uso de ferramentas de marketing digital focadas na compra de mídia, personalização da experiência do cliente e automação de processos.

O estudo revela que 80% dos respondentes se autoavaliaram como Iniciantes ou Emergentes, refletindo uma utilização subótima de fontes de dados. Cinquenta e oito por cento das empresas se encontram em nível Iniciante em termos de integração de dados, pois ainda exportam dados e geram análises ad hoc. Isso sugere que, mesmo quando conseguem coletar dados, a alta complexidade de extraí-los e cruzá-los com outras fontes inibe a captura de valor ou insights. Em termos do uso da visão 360º e CDP – Customer Data Plataform, o percentual de empresas pesquisadas que os adotam é de meros 2% no total.

Por outro lado, o estudo mostra que já existem no Brasil empresas que, a exemplo de grandes companhias do Vale do Silício, utilizam marketing baseado em dados (data driven) estrategicamente: entre as Líderes, já integraram a visão 360º de clientes em processos, cruzando informações de diversas fontes online e offline (dados transacionais, de atendimento ao cliente, comportamento de navegação) e criando uma “fonte única da verdade” (CDP – Customer Data Plataform). Isso possibilita fácil acesso aos dados em toda a organização e captura de grande valor com a geração de insights e personalizações de campanhas online em tempo real, permitindo-lhes investir em campanhas ao longo de todo o funil de conversão e mensurar os resultados em tempo real.

A existência de 3% de empresas que já usam estrategicamente dados e tecnologia no Brasil sugere a necessidade de correr contra o tempo. Um dos motivos dessa urgência é o fato de que a disponibilidade de dados para toda a organização permite a tomada de decisões – seja por pessoas, seja por sistemas automáticos – mais frequente e precisa, gerando vantagem competitiva. Segundo a pesquisa, 53% das empresas com alto grau de maturidade em marketing digital usam advanced analytics para tomar decisões em diferentes níveis e setores, enquanto entre as Iniciantes e Emergentes este número é de apenas 10%.

Outro bom motivo para uma mobilização imediata são os avanços na obtenção e disponibilização de dados, que permitem a captura de valor por meio da adoção da tecnologia de marketing. O estudo revelou que a maioria das empresas Líderes possuem um stack de marketing integrado que viabiliza a captura de valor através da compra de mídia automática e mais eficiente, personalização em massa e uso de recursos analíticos preditivos, mas isso ocorre em apenas 17% das Iniciantes e Emergentes.

Vale ressaltar que mesmo as empresas mais maduras apresentam espaço para melhoria em determinados temas desta dimensão. Um exemplo ilustrativo é o de que somente 1 em cada 20 empresas que participaram do estudo DMR automatizam suas ações de marketing totalmente, indicando que muitas das empresas que adotam a automação de ações ainda não o fazem de maneira integral, apresentando interferências manuais em alguns processos.

Investimento e mensuração do impacto – Branding & Performance

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Anunciantes mais sofisticados estão trabalhando com modelos de atribuição que permitem cruzar o impacto de marca (branding) com a venda de amanhã (performance) – em todos os canais. Apenas 1% das empresas participantes da pesquisa adotam as melhores práticas globais.

O modelo de alocação de investimentos baseado na equação “Um clique a R$X gera R$Y de venda com ROI de Z”, foi um dos motores de crescimento do marketing digital na primeira metade desta década. Contudo, nos dias de hoje, observa-se a fusão entre geração e captura de demanda, ou branding e performance, com tecnologias que permitem mensurar a atribuição da publicidade no tempo para entender se a propaganda exibida a um consumidor em determinado momento influenciará sua decisão no futuro.

Isto significa que os anunciantes mais sofisticados estão trabalhando com modelos de atribuição que permitem cruzar o impacto de marca que a empresa gera hoje com a venda de amanhã, em todos os canais de venda. Naturalmente, tal estágio de sofisticação requer novas habilidades, pessoas, processos, tecnologia e mentalidade.

Consequentemente, “Investimento e Mensuração do impacto“ do marketing digital é a dimensão na qual se observa o menor número de empresas no nível de líder digital – apenas 1% dos participantes da pesquisa adotam as melhores práticas globais. Essa porcentagem revela que, dentre as empresas pesquisadas, pouquíssimas são capazes de administrar o orçamento de marketing maximizando o impacto de cada real investido. Isso se deve possivelmente à crença de que o marketing digital somente é eficaz nas etapas finais do funil, isto é, aquelas diretamente ligadas à conversão de vendas.

Os resultados do estudo DMR revelaram que as empresas conhecidas como “nativas digitais” foram o único subgrupo de participantes classificado como Ascendente no que diz respeito à aplicação de fluxos automáticos de campanhas ao longo de todo o funil, enquanto as demais foram classificadas como Iniciantes. Mas isso está longe de ser uma surpresa – as nativas digitais compartilham alguns comportamentos que as tornam mais bem-sucedidas em termos de marketing digital que as empresas “tradicionais”, tais como investimento em ações de marketing digital diferenciadas, granulares, com métricas, regras e ações específicas de comunicação em cada fase do funil. Ao criarem ações de marketing “sob medida” para cada estágio do funil de compras, as empresas nativas digitais são capazes de inferir o valor dessas ações em cada estágio do funil.

Em termos dos resultados gerais do estudo, os destaques mais positivos nesta dimensão estão relacionados ao uso de Search Engine Optimization e Search Engine Marketing, uma vez que 30% das empresas respondentes se classificam como líderes na integração entre as ferramentas, ou seja, compartilham métricas e processos, que são analisados com uma visão colaborativa dos resultados obtidos. Além disso, 39% das empresas já conseguem ter uma visão granular de todo o funil de conversão, com estratégias de palavra-chave e KPIs distintos.

Ainda assim, o mercado brasileiro apresenta baixa maturidade em temas complexos como a capacidade de implementação de campanhas omnicanal e respectiva mensuração de resultados, nos quais somente 6% dos respondentes afirmam ter capacidade de oferecer os mesmos serviços e identificar os seus consumidores em canais distintos.

Jornada e experiência com a marca – encantando o cliente

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

A tecnologia não sobrevive isoladamente

Para alcançar a maturidade do marketing digital, as empresas atuantes no mercado brasileiro precisam construir um sólido alicerce na dimensão “Pessoas, Processos e Cultura”, através de concretas mudanças na mentalidade e nas estruturas vigentes que permitam a integração de equipes multidisciplinares, a tomada de decisão baseada em dados e a adoção de uma cultura centrada no cliente.

Uma vez construído o alicerce da primeira dimensão, as empresas estarão aptas a alavancar a segunda, com o uso de dados e tecnologia para desenvolver uma visão 360º de seus clientes e agilizar a tomada de decisão. Ao mesmo tempo, serão capazes de avançar na terceira dimensão, fazendo investimentos e mensurando o impacto do marketing digital a fim de tomar decisões de investimentos em tempo real, com campanhas ao longo de todos os passos do funil de conversão e capacidade de implementação e mensuração de resultados de campanhas omnicanal.

Aumentar o investimento em digital não é a única solução

A migração da verba de outras mídias para o digital por si só não é a solução. Muitas empresas com participação de investimentos no digital acima de 50% apresentam retornos inferiores se comparados a certos anunciantes que investem a metade disso. Dessa forma, é crucial que as empresas transformem seus processos e cultura, adotando uma mentalidade que abrace a migração para o marketing digital.

“Um clique a R$X gera R$Y de venda com ROI de Z” começa a perder força

O modelo de alocação de investimentos baseado na equação “Um clique a R$X gera R$Y de venda com ROI de Z”, comumente utilizada pelos pure players no passado, direcionou mais verbas para o canal digital e foi um dos motores de crescimento do marketing digital na primeira metade desta década. Mas a partir deste ano já se observa uma fusão entre a geração e a captura de demanda ou branding e performance, no jargão do mercado. Isto significa que os anunciantes mais sofisticados estão trabalhando com modelos de atribuição que permitem cruzar o impacto de marca que a empresa gera hoje com a venda de amanhã, em todos os canais de venda. Naturalmente, tal estágio de sofisticação requer novas habilidades, pessoas, processos, tecnologia e mentalidade.

Os melhores players em marketing digital atuam em todo o funil

Muitos anunciantes, principalmente os que concentram seus investimentos em mídia offline, focam nos indicadores do topo do funil de conversão referentes à geração de demanda (construção de marca, awareness, cobertura, frequência e engajamento), analisando o impacto geral em vendas apenas de forma retroativa, dado que muitas vezes não era (e ainda não é) trivial isolar as alavancas de crescimento das vendas entre publicidade e outras variáveis como preço, distribuição e incentivo.

Com o marketing digital, a ótica publicitária foi estendida até o final do funil, ou seja, até a captura de demanda: ao observar a intenção de busca ou comportamento do consumidor nas redes sociais, é possível exibir de maneira instantânea e acionável o produto de seu interesse (com o preço e um botão para comprar). Essa tecnologia veio associada a uma forma ultragranular de mensurar o funil, focando em um consumidor específico e permitindo uma maior acuracidade das análises de cada anunciante sobre o retorno de cada real investido em propaganda em relação às vendas.

As empresas nativas digitais, especialmente as que vendem online, normalmente começam seu marketing digital pelo final do funil tentando dominar ferramentas como search marketing que buscam capturar uma intenção de compra de curto prazo. Esses dois mundos normalmente definidos como branding e performance finalmente começam a dialogar com tecnologias que permitem mensurar a atribuição da publicidade no tempo para entender se a propaganda exibida a um consumidor em determinado momento influenciará sua decisão no futuro.

Fonte: McKinsey

As empresas brasileiras estão prontas para a próxima onda digital?

Um relatório divulgado nesta ter-feira (5) pelo Pew Research Center coloca o Brasil como o líder no uso de smartphone entre os emergentes, mas esse é um número que ainda não pode ser tão comemorado, é o que diz o especialista em marketing digital, Natanael Oliveira.

A pesquisa aponta o Brasil liderando os países em desenvolvimento. O Brasil alcança a África do Sul na adoção de smartphones, porém, lá o número de cidadãos que não têm celular ou smartphone é de apenas 6%.

A pesquisa aponta que no Brasil, 60% dos adultos no país têm um smartphone, enquanto 33% têm um aparelho móvel não inteligente. Um outro dado importante mostra que 17% não têm acesso a qualquer tipo de tecnologia móvel.

Apesar da liderança entre os países em desenvolvimento, os números dos países desenvolvidos mostram uma grande desigualdade. Enquanto uma média de 76% têm smartphones nos países ricos, o número cai para 45% nas economias em desenvolvimento.

Vale ressaltar que boa parte desse percentual está entre pessoas jovens e escolarizadas. Um outro dado que mostra a desigualdade no desenvolvimento tecnológico envolve o uso da internet.

Nos países desenvolvidos, o uso da internet chega a 90%, enquanto nos países em desenvolvimento ainda gira em torno de 60%. Seguindo os mesmos dados comparativos, o uso de redes sociais é de 67% (países desenvolvidos) e de 49% nos países em desenvolvimento.

O especialista em Marketing Digital, Natanael Oliveira, apresenta o tema “Desigualdade Tecnológica” como um fenômeno que pode atrasar o avanço dos negócios digitais nos países em desenvolvimento.

De acordo com Natanael, o “encantamento digital” é o que pode atrasar todo esse avanço nos países emergentes, entre eles, o Brasil.

“Os países ricos estão mais acostumados com a tecnologia, com a internet e com o mundo digital. Isso dá uma maturidade um pouco maior no seu uso. Natanael usa como base os dados do relatório “2018 Global Digital”, da We Are Social da Hootsuite, que aponta que o Brasileiro passa mais de 3 horas e meia por dia nas redes sociais.

O relatório aponta que o Brasil está entre os três países do mundo no qual a população passa, em média, mais de 9 horas navegando na internet. O Brasil aparece como um dos dois únicos países onde o tempo diário gasto nas redes sociais supera 3 horas e meia.

Natanael defende que esse é o ponto mais preocupante com o que ele chama de a próxima onda do digital. “O brasileiro ainda está se acostumando com esse mundo.

“Nossos pais estão se acostumando com as mídias sociais, WhatsApp, grupos, “correntes”, memes, etc.

Nos EUA, o SMS é algo absolutamente comum há muitos anos. Um outro fator que impacta esse momento são as referências para os jovens e adolescentes. Muitos querem a fama das mídias sociais, do YouTube, do Instagram, do Facebook. Se não iniciarmos um movimento da próxima geração olhando para a internet e a tecnologia com outro propósito, além do entretenimento, vamos ficar para trás.”

Natanael faz um alerta: “De um lado, temos pessoas entre 60-80 anos descobrindo as mídias sociais, e dedicando horas e horas no WhatsApp, Instagram e Facebook. Do outro lado, temos jovens entre 12, 18, alguns na casa dos 30 anos, que sonham em virar celebridades nas mídias sociais. Onde fica o olhar para a inovação e a internet como plataforma? Onde fica o olhar para a internet como ambiente para inovação?

É claro que temos pessoas com esse olhar, além do entretenimento, mas esse número é muito pequeno.”

Como as empresas brasileiras devem olhar para esse cenário? Oliveira defende que as empresas não devem apenas ficar reforçando esse “encantamento digital”. E que os empresários precisam mudar boa parte da abordagem atual.

– Você pode dar exemplos de como as empresas estão reforçando o encantamento digital?

– Claro. Basta você prestar atenção nas propagandas na TV. Muitas empresas estão mais preocupadas em mostrar que agora são digitais e modernas. Você não precisa falar que a sua empresa é “digital”. Você apenas é.

– Você pode dar mais algum exemplo?

– Observe algumas redes de supermercado. Eles fazem anúncios em portais de notícias para dizer que: “Agora você pode fazer pedidos pelo aplicativo.” Quando eles já deveriam ter campanhas de vendas 100% online, com membros Vip, clube de descontos online e uma série de outras ações que já existem nos EUA.

Natanael aponta que em alguns casos, os próprios empresários estão vivendo a fase do encantamento digital.

“A primeira onda digital foi com a chegada da internet nas casas e empresas do Brasil. Mesmo que não em sua totalidade. Mas a segunda onda que está crescendo, é a consolidação da internet no bolso dos brasileiros. As companhias telefônicas criaram planos altamente agressivos para popularizar a internet. Essa foi a segunda onda.

A próxima onda que será a mais forte de todas, irá acontecer (cedo ou tarde), quando tivermos internet “móvel” de qualidade. Hoje ainda precisamos esperar carregar, ainda lidamos com “a internet está ruim”. Mas a tendência é que com o passar do tempo, iremos para um próximo nível. E essa é a grande onda que os empresários precisam ficar muito atentos.”

Se o Brasileiro usa muito a internet (mesmo sem muita qualidade), imagine o que vai acontecer? Porém, assim como aconteceu nos países desenvolvidos, o acesso à tecnologia e a internet, tendem a gerar maturidade no uso.

Ou pelo menos, um uso mais “avançado”, que não se limite apenas as mídias sociais. E é aqui que as empresas precisam ficar muito conectadas.”

Qual a sua aposta? Pergunto para Natanael.

“Eu aposto na educação. As pessoas irão equilibrar o uso da internet. Menos entretenimento e mais educação. É por isso que o mundo do EAD é tão poderoso para as empresas. Mas antes disso, existe algo que precisamos prestar atenção.”

Qual o passo? Questiono novamente.

O IBGE fez uma pesquisa que fala o seguinte: de 69 milhões de casas, só 2,8% não têm TV no Brasil. Basta olhar para os EUA. Uma integração perfeita da TV com a Internet. Empresas que usam a TV para se tornarem conhecidas na Internet. A ideia que a internet vai matar a TV, precisa ser revista urgentemente. Precisamos aprender como usar as duas mídias se quisermos aproveitar a próxima onda.

Fonte:Exame

Sua empresa sabe transformar dados dos clientes em insights poderosos?

marketing digital já é uma tendência que ganha cada vez mais espaço. O tema se torna fundamental na estratégia de negócios das empresas que querem conquistar novos clientes e fidelizar os que já existem. Entretanto, apoiar-se apenas em ferramentas deixou de ser uma solução. O momento agora é de ganhar espaço com a utilização dos dados dos clientes para insights capazes de otimizar os resultados por meio de um relacionamento eficiente.

Antes, nos baseávamos no funil de vendas – onde a preocupação era atrair por meio de conteúdo. Hoje, complementar a isso, é fundamental encontrar maneiras de transformar as informações apuradas e entender para qual setor o dado pode trazer benefícios. Isso porque, qualquer informação gerada pode ser valiosa para a empresa, só é preciso encontrar o melhor caminho.

Algumas áreas como as de marketing e de vendas, por exemplo, podem se beneficiar de inúmeras maneiras. O conhecimento sobre o histórico de acesso, e-mails abertos, artigos lidos, permite avaliar o assunto mais interessante para abordar, e o momento certo de iniciar uma conversa ou venda. Dessa forma, o tempo é otimizado e a abordagem se torna muito mais assertiva, pois está alinhada com a necessidade do seu cliente ou prospect.

Essa assertividade reflete, diretamente, na credibilidade da empresa, o que gera ainda mais confiança para o cliente, e este, por sua vez, sente que sua necessidade está sendo atendida. Por falar nisso, quando você estuda os dados armazenados na sua base, você também é capaz de mapear os problemas. Ao identificar situações que podem ser evitadas, você pode salvar possíveis negócios que já estariam perdidos.

feedback é um exemplo relevante de utilização das informações dos clientes em qualquer time de uma organização. Baseado na resposta, o time de desenvolvimento pode entender o que deve ser melhorado no produto. Já o time de atendimento consegue  entender a melhor hora de investir em um novo treinamento ou avaliar a utilização de chatbots para responder perguntas mais frequentes. E por que não avaliar se a satisfação com o serviço e a forma que os clientes falam sobre o seu produto é uma maneira de linguagem eficiente para o time de marketing se comunicar com eles? Isso pode (e deve!) ser utilizado a favor do seu negócio.

Abaixo, algumas dicas para auxiliar na utilização dos dados de forma criativa e alinhada, tanto com seu cliente quanto com o objetivo do seu negócio:

Avalie o cenário

Entenda o momento e o cenário que sua empresa vive. É importante saber sobre a indústria em que o seu negócio está a fim de determinar quais canais você terá mais sucesso para atingir o seu público. Você sabe quem é seu melhor cliente? Quanto ele te custa? Após definir o perfil, toda sua estratégia passa a ser orientada para atingir aquele usuário.

 

Integre os departamentos

Com a estratégia definida, estude os setores da sua empresa e perceba se todos se comunicam da maneira correta. Tenha certeza que 100% das áreas são mensuradas: se uma informação interessante foi aproveitada pelo time de marketing, é fundamental que as outras áreas tenham conhecimento e busquem maneiras de trabalhar de forma alinhada com esses dados. Entenda muito bem todas essas referências para conseguir aproveitá-las na reestruturação ou melhoria dos processos.

 

Busque integrar sua tecnologia

Atente-se para as ferramentas que já viabilizam mais transparência entre as áreas com a otimização da rotina do seu time. Centralizar processos e dados em um só ambiente permite uma visão ampla e garante a entrega otimizada de resultados. Além disso, insights que geralmente são perdidos no trajeto, são preservados quando integrados – pois tudo está lá, armazenado e à disposição dos seus colaboradores. Tenha em mente o que é mais valioso para o seu negócio no momento e entenda qual a melhor ferramenta para automatizar cada um dos processos.

 

Valorize a opinião do seu cliente

Ele é sua melhor fonte de feedback. Converse e pesquise o motivo dele estar ali. Para aqueles que ainda não se tornaram clientes, investigue a razão e enxergue formas de melhorar. Muitas vezes, as empresas apresentam resistência ao receber uma crítica, entretanto, seu cliente mais “difícil” pode ser sua melhor fonte de informação. Se você ainda não tem um perfil de cliente ideal bem definido, foque nisso primeiro, estude o seu mercado, compartilhe informações de valor com seu público-alvo, se torne referência na sua indústria e entregue valor antes de querer receber valor do seu cliente.

 

Avalie sempre as questões relacionadas à segurança

Por fim, mas não menos importante, trabalhar com dados exige cada vez mais cuidado. Com leis que surgem para regulamentar o uso da informação, atente-se para que seu negócio esteja alinhado às leis e seja transparente tanto dentro (validando processos e informações com a área jurídica) quanto fora (apoiando-se em parceiros capazes de otimizar a utilização de ferramentas e de informar as pessoas sobre a utilização dos seus dados pessoais).

 

Fonte: Digitalks

O que as melhores agências para trabalhar têm em comum?

Equipe da Mirum, avaliada como a Melhor Agência de grande porte. Foto: Divulgação

As melhores agências para se trabalhar oferecem treinamentos e mentoria a seus colaboradores, estimulam a colaboração e caminham para o equilíbrio cada vez maior entre homens e mulheres em cargos de liderança. É o que mostra a sétima edição do ranking Melhores Agências do estudo Melhores Empresas para Trabalhar, divulgado nesta segunda-feira, 14.

Relativo ao ano de 2018, o levantamento foi feito com mais de 10 mil empresas em 59 países, considerando questionários quantitativos com colaboradores, comentários dos funcionários e avaliação de cultura e práticas das empresas. Na edição mais recente do estudo, participaram agências com no mínimo 30 funcionários: ao todo, foram 52 agências inscritas, contabilizando 7,3 mil funcionários.

Pelo segundo ano consecutivo, a Mirum, do grupo JWT, aparece como a melhor agência de grande porte para se trabalhar no Brasil (ver ranking abaixo).  Na segunda posição está a I-Cherry, do mesmo grupo, enquanto a RMA Comunicação manteve a terceira posição. Já entre as agências de médio porte, a primeira colocada é a DP6, à frente da Netza e da Audi Comunicação.

O incentivo ao bem-estar geral e ao desenvolvimento profissional dos colaboradores parecem ser unanimidade entre as agências premiadas pelo GPTW: 35% dispõem de verbas para programas de desenvolvimento; 40% oferecem cursos internos e 65% oferecem bolsas de estudos para cursos de idiomas, graduação e pós graduação. Ainda, 6 em cada 10 agências premiadas oferecem programas de coaching e mentoria aos funcionários.

Entre todos os colaboradores das agências premiadas, 15% foram promovidos durante 2018, taxa superior à de 2017 – que foi de 11%. Além disso, apenas 5% tiveram demissões em massa nos últimos 5 anos.

Fatores de retenção

A oportunidade de crescimento é o fator que mais “segura” os colaboradores nas agências, de acordo com 52% dos funcionários das 20 melhores agências. A qualidade de vida aparece como fator relevante para 24% dos funcionários, seguida do alinhamento de valores com a agência, importante para 13% deles. Só depois são considerados os benefícios e estabilidade profissional, apontados como os mais relevantes por 8% e 2% dos colaboradores, respectivamente.

Ainda, quanto maior o número de feedbacks dado aos colaboradores, maior é o índice de confiança em uma agência: cerca de 46% dos funcionários das agências premiadas receberam mais de três feedbacks no ano passado. “Incentivamos e cobramos que nossa liderança faça conversas periódicas com os times, pois assim conseguimos identificar o clima da área, da empresa e ajudá-los no desenvolvimento e crescimento profissional”, exemplifica Guilherme Gomide, CEO da Mirum.

Em 2018, a agência implementou campanhas e treinamentos de conscientização sobre o assédio moral, sexual e o machismo no ambiente de trabalho. No período, também criou um grupo de debate sobre diversidade, uma aceleradora de talentos para estagiários e estendeu a licença maternidade e paternidade.

Escritório da DP6, considerada a melhor agência de médio porte. Foto: Divulgação

A DP6, agência de performance considerada a melhor de médio porte, faz o monitoramento constante da satisfação dos funcionários para entender se estão recebendo desafios interessantes e adquirindo novos aprendizados. “Temos um plano de carreira claro e estruturado: todos recebem feedbacks constantes e temos avaliações 360º e de desempenho a cada seis meses. Isto faz com que as pessoas percebam que estão evoluindo”, afirma Fernanda Rezende Soares, responsável pela área de RH da agência.

Após as avaliações de desempenho, todos os colaboradores constroem um plano de desenvolvimento individual, e então sentam-se com os líderes mensalmente para fazer um acompanhamento e direcionamento de carreira.

Além de programas de educação continuada e horários flexíveis, as melhores agências para trabalhar costumam dar prioridade para seus próprios colaboradores na hora de preencher vagas de destaque. “Falamos abertamente sobre carreira e reconhecemos nosso time. As oportunidades existem para quem faz a diferença”, acrescenta Guilherme.

 

Equipe da Netza, segunda colocada entre as agências de médio porte. Foto: Divulgação

A Netza, que desde a primeira edição do ranking esteve entre as 5 primeiras colocadas, busca ainda manter um sistema de gestão mais colaborativo. “Nossa política de gestão horizontal tem como princípio básico uma estrutura sem valorização de relações de poder. Nossa dinâmica é mais participativa, nas quais as decisões são tomadas em conjunto”, afirma Fabiana Schaeffer, sócia-diretora da agência.

Lideranças

Conforme aponta o estudo, a maioria das agências reconhecidas pelo Great Place to Work caminham para um ambiente de trabalho igualitário em termos de gênero. As mulheres ocupam cerca de 54% das funções de média liderança e 46% dos cargos de alta liderança nas agências premiadas. Contudo, entre as 20 principais agências da lista, o cargo de CEO é ocupado por mulheres em apenas seis. O perfil médio dos CEOs é de profissionais com cerca de 42 anos, os quais ocupam o cargo há nove anos, em média.

Na relação com os líderes, colaboradores valorizam a capacidade de gerenciamento de pessoas e negócios, o respeito às suas questões profissionais e pessoais e a imparcialidade em relação a todos os funcionários.

A DP6, por exemplo, aposta em um formato de liderança acessível. “A liderança busca deixar todos os colaboradores informados sobre a estratégia e planos futuros, conquistas e perdas. Todos os líderes são acessíveis e existe muita abertura para sugestões. Novas ideias são ouvidas e levadas em consideração, independente de cargo e tempo de empresa”, conta Fernanda.

Remuneração

Mesmo entre as agências mais atraentes, contudo, há opiniões críticas dos colaboradores sobre a remuneração e modelos de gestão. Cerca de 36% dos funcionários acham que as pessoas de sua agência não são pagas adequadamente pelo serviço que fazem. Outros 27% acreditam que chefes lançam mão do favoritismo em relação a funcionários e não envolvem os colaboradores em decisões que afetam suas atividades.

Fonte: Meio&Mensagem

A necessidade de reaprender o marketing

Ciência, dados, análises, estatísticas, algoritmos. Essas expressões nem sempre fizeram parte do vocabulário do profissional de marketing. No entanto, nos últimos anos, elas não só compõem o repertório da área como ganharam o centro das atenções.

Desempenho e entrega eficiente são alguns dos resultados buscados com essa automatização. Michelle Peluso, CMO da IBM e Keith Weed, que em dezembro do ano passado deixou o posto de CMO da Unilever, acreditam que não dá mais para fazer marketing com a mentalidade ou as ferramentas que foram eficazes até aqui. Os dois dividiram um painel no C Space, área da CES dedicada à publicidade.

“Todo mundo ganha nessa nova configuração, o consumidor que deixa de receber anúncios de coisas que ele não quer. A marca que consegue se conectar de forma relevante, a agência que passa a ter maior retorno sobre seu trabalho, ou seja, a grande questão é, neste momento, agrupar tantas ferramentas e transformações em um mesmo cenário”, disse Weed. Ele reforça que o momento atual do marketing é resultado de décadas em que a área veio se transformando e entendendo que não seria mais suficiente permanecer como estava. “Hoje o marketing é muito mais estratégico e ganhou muito espaço no centro de decisões das grandes empresas”, afirmou.

Para Peluso, da IBM, o fato de estar em uma empresa centenária mostra que o caminho da reinvenção e, em alguns casos da reconstrução, é inevitável. “Eu adoro esse assunto, apesar do desafio e o trabalho que ele traz, ele nos dá novas perspectivas, torna o marketing mais relevante, coloca mais inteligência em nosso trabalho”, disse. Hoje o profissional de marketing precisa reaprender sobre o significado dessa palavra, adicionar metodologias ágeis, ter um olhar científico e não apenas criativo.

Em entrevista ao Meio & Mensagem, em novembro de 2017, Peluso defendeu que o marketing evoluiu de uma área pensativa e funcional focada em criatividade para um driver dinâmico, tempo real, analítico e focado em experiência do cliente e dos desempenhos da empresa. “São muitas as grandes mudanças ocorridas no marketing, moldadas, sobretudo pela preocupação em nos conectarmos com os clientes, da necessidade de gerar resultados e liderar as equipes neste contexto de mudança. O digital, sem dúvida, mudou as transações”, diz Michelle.

Keith e Peluso não falaram apenas de dados e ferramentas, mas ressaltaram a influência da diversidade e das demandas da sociedade para o marketing. “Nunca houve um momento tão bom para fazer negócios, para contar com talentos das mais variadas origens e habilidades”, reforçou Peluso.

Novos tempos, novas tribos: conheça os sete grandes grupos sociais atuais

A imagem mental que você tem de um velhinho aos poucos ficará apenas na lembrança da vovó e do vovô. Avanços na medicina e na tecnologia mudaram radicalmente a vida e os hábitos de quem tem acesso a bens de consumo. Uma pessoa de 30 anos vive hoje de forma completamente diferente, na comparação com os 30 de seus pais.

De forma geral, nos tornamos mais dinâmicos, inquietos, em movimento. A reconfiguração de hábitos é tão radical que inquieta especialistas: se a idade cada vez menos nos define, como entender o comportamento da população? Um estudo inédito ao qual GaúchaZH teve acesso tentou mapear perfis de comportamento para além da clássica separação por gerações. Ao longo de seis meses, a Sunbrand, braço de consultoria de estratégias da agência de publicidade gaúcha G5, ouviu 2.450 pessoas, entre grupos focais e questionários online, para produzir a pesquisa Painel Gerações.

Em comum, independentemente da idade, os entrevistados demonstraram hábitos e preferências semelhantes em certos aspectos. Tais características foram agrupadas em sete tribos comportamentais: gourmet, ativista, zen, green, workaholic, esportista e nerd – cada uma delas exposta nas páginas a seguir. Essas divisões são capazes de reorientar o próprio mercado publicitário, que antes focava em gerações, raça e gênero e, agora, encontra mais afinidades agrupando as pessoas nesses perfis – aos quais elas se manterão vinculadas por décadas, não importa a idade que tiverem: as tribos são transgeracionais.

Contudo, apesar de perenes, as tribos são atualizadas conforme o espírito de cada época. Ativistas sempre lutam por uma causa, por exemplo. Mas, se o ativista que pertence à geração baby boomer (nascidos entre 1945 e 1964) saía às ruas para protestar pela paz, o ativista da geração Y (nascidos entre 1985 e 1999) prefere discutir, via redes sociais, causas mais específicas. Em ambos os casos, há uma tendência de encampar um debate para transformar a sociedade.

— A grande questão para a qual não temos resposta: como será o comportamento de um millenial (sinônimo para geração Y) ao entrar nos 60 anos? Eu tenho 53 e não sou como meu pai era nessa idade. Sob o ponto de vista do marketing, isso muda o mapa de abordagem do consumidor. Antes, o foco era idade, classe social e gênero. Hoje, é mais complexo, independe da idade. Vivemos um gerúndio, uma época de transição — analisa o publicitário João Satt Filho, presidente do G5.

Eu tenho 53 e não sou como meu pai era nessa idade. Sob o ponto de vista do marketing, isso muda o mapa de abordagem do consumidor. Antes, o foco era idade, classe social e gênero. Hoje, é mais complexo, independe da idade.

JOÃO SATT FILHO
Publicitário

Os perfis não são conclusivos sobre a personalidade de cada indivíduo: é possível fazer parte de mais de uma tribo ao mesmo tempo ou migrar para outra ao longo da vida. Hoje, temos individualismos muito sui generis e, com frequência, fugimos a estereótipos. Personalidades são líquidas, escorrem para fora de rótulos.

Nas ruas de Santa Cruz do Sul, Luís Fernando Cardoso de Freitas, 33 anos, é um mecânico industrial magro, tatuado e de cabelo comprido. Em casa, é um nerd convicto, com uma coleção invejável de histórias em quadrinhos espalhadas pelo apartamento. Já a analista de marketing Fernanda Faertes tem 26 anos e não trabalha em uma megacorporação meritocrática da década de 1950, mas orgulhosamente se considera workaholic e dedica grande parte do dia a bolar soluções criativas na empresa em que trabalha.

Para além das sete tribos, a Sunbrand identificou que algumas gerações tendem a inspirar mudanças em outras. O avô baby boomer que destinou a vida a comprar uma casa e a manter o casamento pode se espelhar no neto da geração Z e começar a viajar pelo mundo, por exemplo. Cada vez mais, a busca é por autenticidade, aponta o estudo.

Quais são as gerações estudadas

Baby Boomer: nascidos entre 1945 e 1964 (de 54 a 73 anos).

Geração X: nascidos entre 1965 e 1984 (de 34 a 53 anos).

Geração Y (millenial): nascidos entre 1985 e 1999 (de 19 a 33 anos).

Geração Z: nascidos: entre 2000 e 2010 (de oito a 18 anos).

Perenial: este é um perfil com hábitos de várias gerações. Versátil, essa pessoa se adapta às novidades que surgem e as usa conforme suas vontades.

Fonte: GauchaZH

Concorrência e competência: mais que uma rima, uma solução

Analisar o cenário competidor, prever tendências e antecipar cenários pode mudar a realidade de uma empresa, tornando ela muito mais competente em suas ações.

Eduardo Prange – CEO da Zeeng – Data Driven Platform

 

Buscar o mercado ideal para o seu negócio, aquele em que você é quem comanda e dita as regras, é o desejo de toda empresa. Mas a verdade é que ser único em um ambiente de muita competição não é mais possível: sempre vai existir, em algum lugar, alguém com uma oferta igual ou parecida com a sua.

Vivemos em um mundo em que a cada dia surge uma nova companhia, startup ou fintech totalmente orientada por dados, abraçada em tecnologia e no universo digital. São competidores que chegam ocupando um espaço significativo dentro do mercado, e toda e qualquer organização para se manter ativa precisa estar atenta a essa movimentação.

Para entender o atual cenário competitivo basta lembrar que, hoje, se vive na era do Big Data, da análise de dados e da pronta-entrega, do imediatismo e também do real time marketing. Um produto ou serviço – mesmo que físico – precisa interagir com o universo digital, que é onde toda a magia entre empresa e cliente acontece atualmente. Mas, para isso, as empresas devem estar muito concentradas em tomar as melhores decisões de negócio, sabendo exatamente onde querem chegar e como podem alcançar isso.

As mais novas, por exemplo, entram no mercado mostrando todo o potencial de quem já nasce pronta para enfrentar os desafios impostos pela velocidade do digital, e acabam provocando mudanças muito rápidas em segmentos de atuação já consolidados. É como o caso de uma operadora de televisão percebendo a evasão de seus clientes para plataformas de streaming, como a Netflix. Das redes de hotéis recebendo menos hóspedes devido a ascensão do Airbnb. Ou dos motoristas de transporte urbano que usam canais digitais para encontrar seus passageiros, migrando para o mundo das ofertas ágeis, assim como a revolução que o crescimento das fintechs causou no mercado bancário.

 Nesse cenário, empresas tradicionais, de segmentos antes tidos como sólidos, como o de telefonia, hotelaria e até mesmo finanças, acabam vendo as suas ofertas se tornando obsoletas. E a única saída é rever os seus modelos de negócio, reparar processos e renovar as suas entregas. É preciso encarar o movimento das novas entrantes com olhar de quem está vendo um leão a sua frente. Afinal, não é à toa que para se manter ativo em um mercado altamente competitivo é necessário matar um leão por dia – ou até mesmo 10 ou 20 -, certo?

Por isso, mais certo do que qualquer outra afirmação que você vai ler neste artigo, é que as corporações que não procuram conhecer o contexto em que estão desenvolvendo as suas ofertas, não serão capazes de respirar por muito tempo. Elas podem até convencer seus consumidores de que o seu produto ou serviço, ainda assim, é o melhor, porém, não terão forças para brigar com aquelas que sabem muito bem “o que estão fazendo”, “porque estão fazendo” e “para quem estão fazendo” e entregam o máximo de valor a cada interação com o público.

Concorrência: um inimigo (nada) oculto

Contudo, não são só as novas entrantes que mexem com a competitividade do mercado e provocam esse sentimento nas empresas de querer sempre ser melhor do que a do terreno ao lado. Há séculos, sabemos que a concorrência é um inimigo nem um pouco oculto que pode, muitas vezes, derrubar a sua oferta se essa não for muito bem planejada e executada. 

O modelo das Cinco Forças de Porter, sugerido por Michael Porter, publicado no artigo “As cinco forças competitivas que moldam a estratégia”, em 1979, na Harvard Business Review, faz uma análise do cenário de competição existente entre empresas. Segundo Porter, existem algumas forças que influenciam a capacidade das empresas em atender seus clientes e ter lucros, e essas ainda mexem com todo o jogo de competição.

Entre elas estão: a ameaça de produtos substitutos, a ameaça de entrada de novos concorrentes, o poder de negociação dos clientes, o poder de negociação dos fornecedores e a rivalidade entre os concorrentes. Fatores que continuam impedindo o avanço e crescimento de muitas organizações no mercado.

O que mudou é que, hoje, não existem mais concorrentes diretos ou indiretos bem definidos. Independentemente do segmento em que a empresa atua, ela estará competindo com fatores que estão até mesmo acima das suas entregas, são eles: a agilidade e a velocidade.

 Startups como o Uber mudaram não somente a oferta de uma serviço, mas os desejos dos consumidores. O avanço do digital, o uso constante de novidades tecnológicas, ferramentas e softwares para construção de produtos e soluções de negócio, assim como o fenômeno da mobilidade, transformou o comportamento e os desejos das pessoas. Agora, elas querem ter produtos e serviços ao seu alcance com muita agilidade e priorizam aquelas organizações que conseguem resolver seus problemas em poucos minutos.

 E, nesse contexto, não se pode ficar de braços cruzados, esperando que as suas ofertas, assim como as suas ações e campanhas de marketing, sejam engolidas por outras muito mais animadoras e adequadas às expectativas dos consumidores. É preciso desenvolver uma nova mentalidade dentro da organização, transformar os processos produtivos e criativos, bem como a cultura da empresa como um todo. Começando por uma trabalho de leitura de dados que levará a um entendimento do cenário competidor, afinal, conhecer profundamente cada concorrente é fundamental para ter competência no mercado.

 

Competência: o motor por trás da competitividade

Por falar em competência, você já parou para pensar que ela é o motor por trás da competitividade? Quanto mais competentes as empresas se tornam, mais elas elevam o nível das suas entregas e sobem a régua para a concorrência. Para alcançá-las, é preciso produzir melhor, ou seja, ser mais competente a cada interação com o público. 

Nesse contexto, a minha pergunta é: o que você está fazendo, hoje, para ser mais competente? Uma das maneiras mais eficientes de conquistar boas atuações no mercado e atingir o sucesso desejado é por meio de muito conhecimento, um dos pilares da competência. Entender o cenário em que a empresa está inserida, conhecer a realidade dos competidores, assim como o comportamento dos consumidores – muito mais inseridos no ambiente online -, e combinar essa capacidade com os recursos e habilidades certas, é o que torna possível desenvolver ótimas soluções para o mercado.

No entanto, essa não é uma tarefa simples. Nem sempre as informações são fáceis de serem apuradas, coletadas e avaliadas. Além da análise de dados ser uma função complexa, exige certa preparação das empresas. Elas precisam conhecer o universo da inteligência de dados e contar com plataformas eficientes de coleta e mensuração de dados para somar resultados positivos.

Por meio delas, é possível entrar a fundo no universo do competidor, levantar informações pertinentes sobre a concorrência, antecipar possíveis cenários e tendências e reunir o conhecimento necessário para melhorar as suas estratégias. Assim, o trabalho das equipes de marketing e vendas, por exemplo, se torna muito mais prático e eficiente. Com os dados corretos em mãos, são desenvolvidos novos planejamentos, ocorrem mudanças no rumo de estratégias e a performance das ações e campanhas é aperfeiçoada, melhorando as tomadas de decisão da empresa como um todo.

Como vimos, concorrência e competência andam lado a lado quando se quer alcançar melhores desempenhos. Esses conceitos são mais que uma rima, eles são a verdadeira solução para as empresas, e você não precisa sofrer mais por falta de conhecimento ou por fazer as escolhas erradas e perder posições e clientes para os concorrentes. 

Fonte: Proxxima