Grupo Vega, na Grande Belém, aumenta 30% das vendas com estratégias de marketing digital

Com atuação expressiva na Grande Belém, o Grupo de concessionárias Vega conta com reforço da Lead Force, agência de marketing digital especializada em concessionárias, há um ano e já colhe frutos dessa parceria ao registrar aumento na geração de leads e por consequência nas vendas. O Grupo tem duas lojas Volkswagen e uma Ford.

De acordo com Paulo Mutran, diretor da Vega, a concessionária registrou aumento de 30% nas vendas depois de contratar os serviços da Lead Force. A empresa realiza o trabalho de estratégia digital da marca de forma direcionada e com o objetivo de gerar e converter leads.

“O que nos impressiona é o suporte que a Lead Force nos dá, de maneira ágil. Anteriormente, perdíamos muito tempo tendo que abrir chamados para que a comunicação e as ações digitais pudessem acontecer”, analisa Paulo.

No atendimento à Vega, a Lead Force desenvolve campanhas de Google Ads, Instagram, Facebook, SMS a clientes e e-mail marketing. Para tanto, a empresa dispõe de uma equipe prestativa e que avalia cada elemento para criar a estratégia digital da concessionária. Tudo para que a Vega mantenha o relacionamento pré-venda e venda.

O Grupo Vega atende a Região Metropolitana de Belém desde 2016 e, hoje, conta com 250 funcionários. Os dois sites da empresa, Vega Ford e Vega Volkswagen, foram criados pela Lead Force que, direta e indiretamente, impacta nas vendas dos automóveis.As concessionárias ainda utilizam os serviços de CRM da Syonet, que é líder em soluções de Gestão de Relacionamento com o Cliente para concessionárias no Brasil.

“No projeto do Grupo Veja, além de seguir o guideline de criação de cada marca, focamos também em várias formas de geração de leads, como por exemplo: formulários, Chat robô, linhas de calltracking e clique e ligue, porque não adianta investir em mídias como Google e Face Ads se as “iscas digitais” não estiverem prontas para captar o lead. O próximo passo com o Grupo Vega será implantar nosso integrador de estoque GiroCar, com os anúncios de veiculos com visão 360 graus para aumentar ainda mais a geração de leads e por consequência aumentar a rentabilidade do Grupo Vega, afinal foi para isto que a Lead Force foi contratada”, complementa o diretor da Lead Force, Isac Campos.

“Estamos muito satisfeitos com essa parceria e dou nota 10 para Lead Force, que tem sido fundamental para o desenvolvimento de nossas campanhas de vendasna web”, finaliza Paulo Mutran.

Fonte: Revista Live Marketing

4 dicas para escolher uma plataforma de inteligência de dados

Os dados são nossos parceiros de negócio e essa já é uma realidade instalada no mercado atual. Há algum tempo, as pessoas, empresas e profissionais de áreas comentam sobre como as informações, geradas tanto no ambiente online quanto no off-line, têm servido para compor estratégias e mudar verdadeiramente o rumo de ações e campanhas

Artigo produzido por: Eduardo Prange

Como você já deve ter percebido: estou falando de uma nova era, a era das plataformas de inteligência de dados.

Segundo a Gartner, principal empresa de consultoria e pesquisa do mundo, 2,2 milhões de terabytes de novos dados são criados todos os dias e a expectativa é que, até 2020, exista um total de 40 trilhões de gigabytes de dados espalhados pelo mundo.

Isso quer dizer que, em pouco tempo, tudo o que conhecemos de informação será apenas uma ponta (muito pequena) do iceberg conhecido como Big Data.

A tendência é que a quantidade de dados gerados nos próximos anos seja tão grande que parecerá impossível mensurá-la e, para as empresas, fazer leituras deste cenário se torna imprescindível.

Pensando em ajudar você nessa jornada de competição acirrada, separei algumas dicas para auxiliar na escolha de uma ferramenta de inteligência que atenda tanto os seus desejos, como os dos leads, que poderão contar com um fornecedor que oferece mais do que bons produtos, mas ótimas experiências. Confira!

1. Captura de dados eficiente: As plataformas de inteligência de dados são ambientes que reúnem enormes quantidades de informações de diferentes bases públicas, mídias sociais, etc., e que precisam ser eficientes para cruzamentos e análises de conteúdo complexos.

O objetivo é que, além das grandes coletas de dados, as informações capturadas sejam eficazes do ponto de vista estratégico. Que sirvam para identificar comportamentos e conhecer os perfis dos consumidores, por meio de cruzamento de dados usando ferramentas como o Analytics de forma inteligente.

A ideia é que os dados coletados sirvam como base para melhores tomadas de decisão. Por isso, procure por uma solução que entregue: usabilidade, praticidade, organização e que também está pronta para as grandes análises de dados.

2. Gestão de dados inteligente: Além do auxílio na coleta de informações significativas para a empresa, uma plataforma de dados tem como proposta aumentar sua capacidade de gestão.

Com uma solução que faz uma leitura de dados complexa existem mil maneiras de melhorar os resultados do negócio. Em vez de despender tempo fazendo uma coleta e seleção enorme de informações, você já tem os dados mais interessantes distribuídos em dashboards e relatórios, basta fazer a leitura.

A tecnologia, portanto, facilita muito o trabalho de controle sobre o que está servindo de insumo para as estratégias da empresa.

O gerenciamento das informações – uma prática fundamental quando se lida com dados – deixa de ser uma tarefa morosa e passa a funcionar como um meio muito eficiente para geração de insights.

3. Visualização facilitada: Outro fator que deve ser levado em consideração é optar por ferramentas totalmente visuais. Ou seja, os dados precisam ser apresentados de maneira que todos tenham acesso prático, desde as pessoas de negócios até os profissionais que lidam diariamente com inteligência.

Uma boa plataforma deve ser funcional ao ponto de permitir avaliações rápidas de cenários para reverter problemas pontuais, como mudar uma campanha de marketing com o objetivo de aumentar as conversões em leads, por exemplo.

4. Análise estratégica: Uma plataforma de inteligência de dados muito completa permite que a empresa se diferencie das outras no mercado e isso está totalmente relacionado ao seu poder de análise.

Para que a empresa ganhe destaque entre seus concorrentes diretos e indiretos, é importante que ela tenha potencial analítico e encontre facilmente respostas para seus planos, ações e estratégias em dados muito valiosos.

Com o auxílio de boas plataformas é possível diminuir o risco das avaliações apressadas de cenário. Todo e qualquer levantamento feito pela sua empresa será fundamentado em dados estratégicos, pois a própria solução funciona de maneira inteligente, oferecendo relatórios comparativos, simplificando o trabalho de análise.

Com isso, a produtividade das equipes acaba aumentando e insights diferenciados surgem para melhorar os negócios da empresa.

O tempo de retrabalho é reduzido, assim como os custos, e gestores e líderes passam a desempenhar funções ainda mais estratégicas, mudando positivamente a realidade das empresas, agora muito mais inteligentes.

Para finalizar, posso dizer que por ter acompanhado os resultados da segunda edição do estudo “Índice de Inteligência Empresarial”, realizado pela Zebra Technologies Corp., empresa inovadora na estrutura de negócios com soluções e parceiros que permitem às companhias capturar sua vantagem competitiva, percebi que o número de empresas enquadradas na categoria “smart” dobrou em 2018, em relação ao ano anterior.

Isso quer dizer que elas estão aproximando cada vez mais o mundo físico com o digital, impulsionando suas ações por meio de tecnologia e plataformas inteligentes.

*Eduardo Prange é CEO da Zeeng – Data Driven Platform, e atua com Marketing Digital há mais de doze anos, com participação em mais de cem projetos relacionados ao tema.

Fonte: Crypto ID

Big Data ou Small Data? Entenda as diferenças e saiba como usar cada um

gerenciamento de dados nunca foi tão importante quanto é hoje. Não à toa, o Big Data nasceu da necessidade cada vez maior em conseguir lidar com a grande quantidade de informações gerada a partir dos processos cotidianos de uma empresa.

Baseando-se em três princípios: volume, velocidade e variedade, o objetivo é armazenar e analisar estes dados, sendo possível, por exemplo, organizar relatórios que mostrem os comportamentos, preferências e necessidades dos clientes.

Hoje é fundamental contar com soluções de Big Data para garantir o sucesso contínuo da empresa, pois, apenas ele é capaz de lidar com tanta rapidez e eficiência com a quantidade gigantesca de dados que as companhias geram e salvam atualmente.

Já o Small Data vem ganhando protagonismo no mercado nos últimos tempos graças às expectativas e necessidades dos clientes que querem personalização e um atendimento diferenciado, o que incentiva as organizações a buscarem maneiras inovadoras de trazer algo único para seu público-alvo.

A ferramenta analisa os dados de forma qualitativa, enquanto o Big Data faz isso quantitativamente. Além disso, ainda possibilita a análise de detalhes e opiniões sobre a experiência do cliente, seus desejos e necessidades, permitindo insights e decisões que, talvez, o Big Data não pudesse proporcionar. O resultado é maior conhecimento para entregar ao cliente a melhor experiência possível e produtos desenhados exatamente de acordo com o que ele deseja.

Para entender como o Big Data e o Small Data podem ser vantajosos para o seu negócio, a seguir, listo as principais diferenças entre essas tecnologias e como elas podem gerar resultados para a sua marca:

Condições dos dados

Como o Big Data lida com uma grande quantidade de informações, estas ficam armazenadas de forma não-estruturada, exigindo um trabalho minucioso de agregação e de interpretação para que possam ser analisadas. Enquanto isso, o Small Data atua com um volume menor, o que faz com que os dados dessa ferramenta estejam prontos para análise sempre que necessário.

Localização

O Big Data opera com todas as informações da organização, colhendo-as a partir dos sistemas na nuvem, do SQL Server, dos bancos de dados, dos PCs da empresa, entre outros lugares nas quais são geradas. Já o Small Data costuma trabalhar apenas com elementos vindos dos PCs, dos CRMs, de pesquisas e das redes sociais. A partir desses meios, é possível ter acesso direto às opiniões, hábitos, dúvidas, reclamações e necessidades dos clientes.

Tamanho e complexidade

A medida que o Big Data atua com medidas como terabyte e petabyte, o Small Data — que, lembre-se, recolhe dados de poucas fontes — lida com quantidades que, além de pequenas, também são consideravelmente mais simples. Uma única venda já é capaz de gerar subsídios muito importantes para o Small Data.

Importância e utilidade

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o Small Data não chegou para substituir o Big Data. A mineração e a análise de dados continuam tendo uma importância crescente dentro das companhias, que nunca geraram tantas informações digitais como hoje.

Com isso, é possível perceber que ambas são tecnologias complementares. Elas solucionam diferentes necessidades das empresas, possibilitando melhores resultados, decisões mais embasadas e eficientes, além de um crescimento contínuo das organizações.

*Alexandre Glikas é diretor-geral da Locaweb Corp, unidade corporativa da Locaweb

Fonte: Computer World

Disposição incansável para testar e oferecer a melhor experiência para os clientes

A experiência de varejo vem mudando drasticamente. Por mais que alguns competidores mantenham aversão ao e-commerce e às novas formatações de loja e tecnologias digitais, a maior parte dos varejistas tradicionais, nascidos a partir da predominância de lojas físicas, estão adotando novas tecnologias em áreas como marketing e operações que transformam a experiência de compra on-line e nas lojas. A ideia de colaboração para criar parcerias que incorporem inovação para se conectar aos clientes de novas maneiras, é uma tendência forte. Trazer restaurantes gourmet e outros serviços para as lojas físicas é outra iniciativa. Nesta sessão, Phil Wabba, articulista sênior da Fortune conversou com Neela Montogomery, CEO da Crate & Barrelna primeira parte do painel: “Novas experiências de varejo – a visão dos líderes”, no Shoptalk. Na segunda parte, Ken Fenyo, líder de mercados de consumo da McKinsey conversou com Jocelyn Wong, a Chief Marketing Officer da Lowe’s. O tema central desses pingue-pongues, claro, foi a inovação na experiência do cliente.

A Crate and Barrel Holdings é uma varejista global de artigos para o lar com bandeiras como Crate and Barrel, Crate e Kids e CB2. A empresa, que tem mais de 100 lojas e franquias parceiras em 9 países, está abrindo seu primeiro restaurante nesta primavera. Também fez uma parceria com a Zola, um esforço para criar uma experiência mais completa para casais. A Zola é um sucesso entre casais que criam suas listas de presentes de casamento. Desde 1º de outubro de 2018, os casais podem se inscrever para sugerirem mais de 3.500 produtos exclusivos da Crate and Barrel diretamente em suas listas na Zola, juntamente com os mais de 60.000 presentes, experiências e fundos em dinheiro já oferecidos pela plataforma. A Crate and Barrel é a maior loja parceira a ser lançada no Zola e, por meio dessa colaboração, expande seu alcance digital para ainda novos potenciais clientes para seu cadastro.

Segundo Neela Montgomery, essas e outras iniciativas visam fazer com que a Crate and Barrel crie novas experiências de varejo para seus clientes, a partir de um esforço voltado para a inovação. A empresa hoje já tem 45% de suas vendas realizadas no canal on-line. Explorando o conceito de ecossistema, a Crate & Barrel oferece produtos fabricados por mais de 100 artesãos em 42 países, majoritariamente mulheres (65% do total da comunidade). Esse ecossistema é uma forma da empresa exercer seus valores. Por outro lado, esses valores estão misturados, combinados com soluções digitais que oferecem serviços personalizadas, com dicas embarcadas por mais de 40 mil designers acessíveis pelos clientes via app.

Ecossistema de varejo

“A estratégia de ecossistema trouxe outras marcas que colaboram para parceirizar conteúdo, ofertas e engajamento de clientes que assumem novos comportamentos em velocidade recorde”, afirma Neela. Ela ainda destaca que as lojas da rede recebem mais de 26 milhões de clientes com taxa de conversão superior a 25%. Para mobilizar consumidores, as lojas oferecem eventos – foram 75 emm 2018. Nesse contexto, Phil Wabba questionou a CEO sobre a estratégia para competir com diversos concorrentes, especializados ou multidisciplinares, como Amazon, Mayfair e Walmart? No entender de Neela, os consumidores entendem que a Crate & Barrel oferece design exclusivo, tendências inéditas, padrões inusitados, que fogem dos produtos comuns da concorrência. A força da marca está justamente no conceito de ecossistema, que. estimula designers criativos a atingirem a casa das pessoas.

Vale ressaltar que a Crate & Barrel também vende móveis, que não são produtos de compra recorrente. A CEO da empresa afirma que os clientes da rede são mais atentos à necessidade de renovar seus ambientes, de olharem para os espaços e buscarem novas soluções de design. Phill também manifestou interesse na Zola, empresa recém-adquirida pela varejista. O objetivo foi incorporar conhecimento para proporcionar uma experiência o mais fluida possível para os clientes e a Zola reunia as credenciais para apresentar produtos, com um sistema de registro e demonstração de produtos realmente eficiente. A motivação para redimensionar a experiência do cliente chegou até mesmo aos restaurantes das lojas, para que os menus pudessem estar integrados ao ambiente e os menus fossem mais atrativos. Essa tendência será incentivada com mais serviços e mais eventos. Phil Wabba satirizou a histeria de flagships que faz marcas criarem “lojas megalomaníacas em NY”, mas a CEO da Crate & Barrel não manifestou interesse em direcionar sua estratégia para esse formato.

O que os consumidores querem?

Jocelyn Wong, da Lowes, e Phil Wabba,
da Fortune, durante o Shoptalk 2019

A Lowe’s, uma loja de departamentos focada em artigos domésticos de US$ 71 bilhões de faturamento, por sua vez, tem estado na vanguarda do investimento em novas tecnologias e estratégias que enriquecem a experiência do cliente. É investindo em tecnologias como machine learning e inteligência artificial, que a rede consegue criar engajamento significativo com os clientes. Jocelyn Wong, explicou como a Lowe está reinventando a experiência do cliente em suas lojas e em plataformas digitais – incluindo o marketing digital – para ficar à frente das mudanças nas preferências do consumidor.

A empresa está empenhado em usar muito o Analytics para compreender o consumidor. Os dados estão no coração da estratégia, da cadeia de valor, da jornada do cliente, da jornada da oferta, o produto certo, no preço certo, para o consumidor certo na hora certa. “Se um cliente estiver buscando o tom perfeito de azul, nós temos que estar prontos a atender esse desejo. Imagine uma consumidora que busca uma smar tv, que faz uma busca no Google e que vê um resultado surpreendente: a Lowe’s tem a TV ideal. E quando a cliente acessa o site da Lowe’s, vê o produto, serviços e consegue fazer a compra de modo muito fluido. Isso é o que buscamos constantemente”, explica Jocelyn. Nesse sentido, a empresa busca tecnologias capazes de eliminar todos os pontos de fricção, sistemas de geolocalização, que impulsionem ofertas e ideias – acopladas a sistemas de machine learning – para gerar tráfego e conversões rápidas. A Lowe’s pensa obsessivamente em aumentar a eficiência e as tecnologias assumem essa função.

Assim como a Crate & Barrel, a empresa desenvolve parcerias e assume que aprende mais com outras parceiras para se renovar e inovar. Há novas ferramentas para serem utilizadas no arsenal de marketing, que fazem o papel dessa disciplina, de mudar os hábitos dos clientes, acontecer de fato. Jocelyn diz que o marketing deve ser efetivo, eficiente e engajador.

A executiva diz que a Lowe’s também consegue engajar o público interno. Um bom exemplo, foi a recente campainha de TV, que trouxe atores contracenando com colaboradores reais, o que mostrou claramente que eles são os heróis da marca, aqueles que fazem a magia acontecer. Dessa forma, segundo Jocelyn, o conteúdo ganha autenticidade e força.

Como mensagem final, a executiva defendeu o papel e a relevância do varejo tradicional. Segundo ela, há tantas experiências intensas e descontraídas que podem ser trazidas e muito espaço para explorar novas formas de tornar a loja física única e distinta. “Pense em montar uma cozinha. O cliente quer ver, manusear, sentir os armários, os utensílios. Essas virtudes estão nas lojas físicas. E por mais que as coisas estejam fáceis e ao alcance de nossos dedos hoje em dia, as pessoas não abrem mão do contato humano. Nós precisamos sim reforçar cada vez mais os pontos que levam as pessoas a irem para as lojas. Não acredito que lojas robotizadas sejam tendência”, concluiu.

Fonte: No Varejo

Eficiência de marketing: como deixar de jogar no escuro

A avalanche dos meios digitais, com sua ampla gama de ferramentas de medição, mudou o midset das empresas na área de comunicação e marketing. Agora, os investimentos no próprio meio digital ou mídia tradicional, eventos, brindes e ações variadas estão condicionados a provar sua real contribuição aos objetivos de negócio das empresas, sejam eles refletidos em fortalecimento de marca ou, principalmente, contribuição com as vendas.

 É então que chegamos à grande pergunta: mas conseguimos medir com razoável nível de solidez e de forma exequível o retorno financeiro (ou em imagem) dos investimentos em marketing? A resposta cabal é sim, mesmo nas ações off-line.

 A dúvida que fica então é “como fazer isso?”. Uma primeira resposta apressada seria realizando pesquisas de campo, o que de fato é possível, porém é custoso e demanda um tempo que, na maioria das vezes, acaba sendo lento para retroalimentar as estratégias de negócios.

 Desenvolvemos, porém, uma abordagem que mescla os conhecimentos de negócio e estatística avançada de consultorias com o conhecimento do perfil dos meios e ações das agências de comunicação para desenvolver uma solução que batizamos de Engenharia de Mídia. Nela, buscamos garantir que a estratégia e tática de marketing alcancem os melhores resultados possíveis para os clientes ao impactar mais pessoas, com o melhor uso do investimento e com foco em conversão.

 No caso de investimentos e ações no meio digital, a medição é direta, especialmente naquelas associadas a plataformas de e-commerce. Nos demais casos, utilizamos uma modelagem estatística para medir de forma indireta esse retorno. Os modelos mais usuais combinam dados de vendas e de impactos gerados por meio de ações de marketing para entender a correlação entre estes dois fatores. São cálculos estatísticos complexos, baseados em dados históricos e de mercado, para os quais contamos com o suporte de estatísticos e matemáticos experientes.

 Há ainda metodologias que alavancam o conhecimento do negócio de clientes, no qual a expertise de mídia e a comunicação das agências podem identificar e utilizar as variáveis corretas, de acordo com a realidade e o objetivo de cada cliente.

 Recentemente, tivemos um exemplo em uma grande rede de shoppings centers identificando qual a melhor forma de alavancar o negócio utilizando ações de marketing. Sabemos que shoppings não investem de forma significativa em mídia tradicional ou digital e que também as vendas não são necessariamente a melhor métrica de sucesso para o departamento de marketing desse segmento. Nesse caso, os modelos tradicionais não se aplicam.

Diante disso, foi preciso desenvolver uma modelagem customizada criando um registro histórico de eventos temáticos realizados nas diferentes unidades, informações de fluxo de pessoas e outros dados como indicadores socioeconômicos e metragem de cada unidade para construir um modelo que respondesse à seguinte pergunta: Qual o fluxo adicional de clientes gerado por cada tipo de evento em cada um dos diferentes shoppings da rede? Dessa forma, foi possível desenvolver uma ferramenta que suportasse, de forma analítica, a criação de planos de comunicação mais  eficientes para cada uma das unidades.

Para adequar as ações, esse tipo de análise suporta executivos de marketing na tomada de decisão para escolher a melhor forma de aplicar seus investimentos em comunicação nos veículos, formatos e conteúdos que geram maior potencial de resultado para o seu negócio.

Com isso, é possível construir modelos customizados utilizando indicadores e pesquisas de percepção de valor da marca para identificar quais estratégias de comunicação têm mais efetividade em gerar esse tipo de impacto nos consumidores. Tudo isso de forma analítica e baseada em dados.

 Aplicar esse tipo de modelo é um investimento que se paga e traz para os anunciantes mecanismos para “deixar de jogar no escuro”, possibilitando o modelo operacional muito mais robusto e que favorece o desenvolvimento contínuo em termos de estratégia e resultados financeiros.

 É importante ressaltar que esta abordagem não substitui o trabalho das agências, que continuam responsáveis pelo planejamento, criação e execução das ações. Trata-se de empoderar o cliente de ferramentas para que ele possa ter melhores resultados e insumos para pleitear mais recursos em sua organização.

 Fonte: Proxxima

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Qual é o estágio de maturidade do marketing digital no Brasil? O estudo Digital Marketing Readiness da McKinsey revela seu status e propõe um roadmap para alcançá-la.

O mercado de marketing digital brasileiro é um dos mais importantes do mundo , e consiste em um vetor crítico de crescimento das empresas. Entretanto, ainda há uma grande disparidade entre a oportunidade que o marketing digital representa e o nível de maturidade nessa disciplina dentro das empresas no país.

Embora o marketing digital seja uma importante alavanca no crescimento das empresas, no Brasil, o ritmo de migração dos anunciantes das mídias tradicionais para a mídia digital ainda se encontra longe do ideal. Apesar de ser o país com maior percentual de investimentos em marketing digital na América Latina , quando comparado com a média global de 43.5% da verba total de mídia investida em marketing digital, os 24.4% do Brasil ainda refletem desafios não apenas do ponto de vista das empresas, mas também das agências de publicidade.

Mas, o que impede as empresas de avançar e tornarem-se líderes digitais? Quais são os caminhos que podem ser trilhados para acelerar o amadurecimento das empresas e colher os benefícios da plena adoção do marketing digital?

O estudo DMR – Digital Marketing Readiness – realizado pela McKinsey com o apoio da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), propõe um roadmap para que as empresas atuantes no país possam atingir a maturidade no marketing digital. O estudo contou com a participação de 79 empresas líderes de 10 setores e teve como objetivos traçar um panorama da maturidade do marketing digital no Brasil, analisar as melhores práticas adotadas pelas empresas líderes e sugerir caminhos para os anunciantes evoluírem nessa capacidade que se tornou um diferencial de negócios crítico para o sucesso das empresas.

Com base nas respostas às 54 perguntas da pesquisa em forma de autoavaliação, às quais foram dadas notas de 1 a 5, sendo 5 o mais alto, as empresas participantes foram classificadas em quatro níveis de maturidade em relação ao marketing digital dentro de cada dimensão:

  • Líderes – empresas com pontuação global superior a 4.5 de maturidade em marketing digital nas quatro dimensões;
  • Ascendentes – empresas com pontuação global acima de 3.5, mas inferior à dos líderes;
  • Emergentes – empresas com desempenho mediano e ampla oportunidade de melhoria;
  • Iniciantes – empresas com desempenho abaixo da média, que ainda não embarcaram em um processo de digitalização do marketing ou que não conseguiram capturar seus benefícios.

Os resultados obtidos foram traduzidos em um framework (Quadro 1) com quatro dimensões, descritas a seguir, e 14 alavancas que visam auxiliar as empresas a avançar rumo ao alcance da maturidade do marketing digital:

  1. Pessoas, Processo e Cultura: esta dimensão analisa os processos, as competências e a cultura que sustentam o marketing digital de alta performance.
  2. Dados e Tecnologia: refere-se à qualidade, quantidade e velocidade no uso de dados e das tecnologias de gestão e automação de marketing.
  3. Investimento e Mensuração: avalia a forma como o investimento em mídia ocorre ao longo do funil de conversão e o modo como o impacto do marketing digital é mensurado, bem como a atribuição de resultados a outros meios.
  4. Jornada e Experiência: refere-se a como a jornada e a experiência com a marca são vivenciadas pelos consumidores em todos os canais digitais das empresas5 .

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Um país mais conectado, empresas não necessariamente no mesmo ritmo

Dois terços da população brasileira já está conectada à internet, no entanto, 80% das empresas pesquisadas ainda estão em estágios iniciais de maturidade em marketing digital

Com um aumento de penetração de aproximadamente 8% ao ano entre 2011 e 2017 , a internet já faz hoje parte da realidade de dois terços da população brasileira – ou seja, mais de 120 milhões de brasileiros .

A democratização do acesso à internet é reforçada pelo fato de que o conteúdo digital está presente no dia a dia de 86% dos domicílios brasileiros com renda média igual ou superior a três salários mínimos . Ademais, 74% da classe socioeconômica C e 40% das classes D/E já estão conectadas (Quadro 2). O Brasil é um dos países com maior expressividade quanto ao número de usuários de plataformas como Facebook, Instagram e Youtube , e o tempo médio de acesso diário à internet no país chega a nove horas, um valor 50% superior ao verificado nos Estados Unidos, onde a média é de seis horas diárias.

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Adicionalmente, é inegável que a internet ajuda a moldar as decisões de compras dos consumidores brasileiros – dados do terceiro trimestre de 2017 mostram que 46% dos brasileiros conectados realizaram compras online, 55% pesquisaram online antes de efetuarem uma compra, principalmente para comparar preços, e 70% realizaram transações bancárias por meio de canais digitais.

Contudo, a distribuição dos investimentos entre a mídia tradicional e digital no país ainda não acompanha a evolução do comportamento do consumidor e muitos anunciantes e agências ainda veem a mídia digital no Brasil como um canal de alcance apenas das classes sociais mais altas, apesar de que a internet está presente no dia a dia de 86% dos domicílios brasileiros com renda média igual ou superior a três salários mínimos. Embora apresente um índice de atenção 13% inferior ao da mídia digital (325 minutos por semana na TV e 375 minutos por semana no ambiente digital), a televisão ainda recebe investimentos desproporcionalmente mais altos, respondendo por 67% de todo o investimento publicitário no Brasil em 2016 .

Os resultados do estudo DMR evidenciam a baixa maturidade em marketing digital no Brasil. Oitenta por cento das empresas pesquisadas no país ainda se encontram em estágios iniciais da escala de maturidade da pesquisa – na classificação geral, 23% das empresas são classificadas como Iniciantes e 57% como Emergentes (Quadro 3).

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Pessoas, processos e cultura – para Além do universo do marketing

Mudanças em processos intrínsecos ao dia-a-dia do departamento de marketing são importantes, porém, não suficientes. A transformação da cultura empresarial de maneira mais ampla, com o objetivo de tornar a tomada de decisões mais ágil e assertiva, é chave para o amadurecimento do marketing digital.

O processo de amadurecimento em marketing digital é encabeçado pela dimensão que envolve as pessoas, os processos e a cultura da organização. Tais elementos constituem os alicerces sobre os quais as empresas poderão evoluir nas demais dimensões.

Para se obter resultados expressivos em marketing digital, é necessário o comprometimento de toda a organização para que sejam efetuadas mudanças em todos os seus âmbitos , e que as estruturas sejam pensadas de fora para dentro, focando sempre no cliente (centralidade no cliente). É essencial a criação de equipes multidisciplinares, constituídas por profissionais das áreas de produto, comercial, jurídico, financeiro e operações que trabalhem de forma coordenada, derrubando silos e desburocratizando o processo de tomada de decisões.

Nesse sentido, a dimensão “Pessoas, Processos e Cultura” da pesquisa DMR visou avaliar as empresas quanto à capacidade de transformar seus processos de trabalho e sua cultura empresarial para se tornarem mais ágeis e assertivas – seja na remuneração de equipes, no relacionamento com agências, na adoção de metodologias ágeis, seja no foco em teste e aprendizado, garantindo o impacto das decisões estratégicas de marketing.

O estudo DMR verificou que, nesta dimensão, apenas 10% das empresas se autoavaliam como Iniciantes, enquanto 60% se classificam como Emergentes.

Ao se analisar o estágio atual de maturidade em ações do dia-a-dia do marketing, nota-se que 47% das participantes das pesquisas se classificam entre Ascendentes e Líderes quanto ao aprimoramento dos processos de criação de briefing e 53% quanto à adoção da estratégia de uso das redes sociais como um canal de marketing. Ou seja, os primeiros passos das empresas entrevistadas rumo à maturidade compreenderam a adaptação dos processos offline para necessidades e possibilidades mais objetivas do marketing digital, mudanças táticas como criação de briefings, integração de equipes de marketing digital e tradicional e criação de processos de criação de conteúdo.

Por outro lado, a maior parte das empresas ainda falha em aplicar mudanças estruturais que sejam verdadeiramente “disruptivas” e não apenas “evolutivas”. A dificuldade de transpor tal barreira reflete a mentalidade predominante: o receio de obter resultados negativos em testes, a dificuldade de empoderar equipes para se auto-organizarem e a complexidade de desenvolver capacidades internas para a criação e teste de produtos mínimos viáveis (MVPs). Os resultados da pesquisa mostram que apenas 20% das empresas entrevistadas testam e criam novos produtos e jornadas em conjunto com seus clientes, e que somente 22% aplicam a metodologia de teste e aprendizado.

Além disso, verificou-se que 82% das empresas ainda utilizam métodos de remuneração tradicionais ou híbridos para suas agências, sem adoção de remuneração e bônus baseados em performance, de forma a promover avanços concretos nos objetivos de marketing.

Embora as melhorias táticas nos processos tradicionais de marketing venham preparando o terreno para o marketing digital, ainda são necessárias disrupções estruturais para alcançar a liderança nessa prática.

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Dados e tecnologia – o mantra da automatização

Cinquenta e oito por cento das empresas ainda se encontram em nível Iniciante de maturidade – não contam com estruturas de integração de dados e geram análises ad-hoc. Apenas 2% já usam visão 360º e CDP – Customer Data Plataform.

A dimensão “Dados e Tecnologia” classifica as empresas quanto à capacidade de coletar e usar dados próprios e de terceiros para alimentar em tempo real os processos de decisão de uso de ferramentas de marketing digital focadas na compra de mídia, personalização da experiência do cliente e automação de processos.

O estudo revela que 80% dos respondentes se autoavaliaram como Iniciantes ou Emergentes, refletindo uma utilização subótima de fontes de dados. Cinquenta e oito por cento das empresas se encontram em nível Iniciante em termos de integração de dados, pois ainda exportam dados e geram análises ad hoc. Isso sugere que, mesmo quando conseguem coletar dados, a alta complexidade de extraí-los e cruzá-los com outras fontes inibe a captura de valor ou insights. Em termos do uso da visão 360º e CDP – Customer Data Plataform, o percentual de empresas pesquisadas que os adotam é de meros 2% no total.

Por outro lado, o estudo mostra que já existem no Brasil empresas que, a exemplo de grandes companhias do Vale do Silício, utilizam marketing baseado em dados (data driven) estrategicamente: entre as Líderes, já integraram a visão 360º de clientes em processos, cruzando informações de diversas fontes online e offline (dados transacionais, de atendimento ao cliente, comportamento de navegação) e criando uma “fonte única da verdade” (CDP – Customer Data Plataform). Isso possibilita fácil acesso aos dados em toda a organização e captura de grande valor com a geração de insights e personalizações de campanhas online em tempo real, permitindo-lhes investir em campanhas ao longo de todo o funil de conversão e mensurar os resultados em tempo real.

A existência de 3% de empresas que já usam estrategicamente dados e tecnologia no Brasil sugere a necessidade de correr contra o tempo. Um dos motivos dessa urgência é o fato de que a disponibilidade de dados para toda a organização permite a tomada de decisões – seja por pessoas, seja por sistemas automáticos – mais frequente e precisa, gerando vantagem competitiva. Segundo a pesquisa, 53% das empresas com alto grau de maturidade em marketing digital usam advanced analytics para tomar decisões em diferentes níveis e setores, enquanto entre as Iniciantes e Emergentes este número é de apenas 10%.

Outro bom motivo para uma mobilização imediata são os avanços na obtenção e disponibilização de dados, que permitem a captura de valor por meio da adoção da tecnologia de marketing. O estudo revelou que a maioria das empresas Líderes possuem um stack de marketing integrado que viabiliza a captura de valor através da compra de mídia automática e mais eficiente, personalização em massa e uso de recursos analíticos preditivos, mas isso ocorre em apenas 17% das Iniciantes e Emergentes.

Vale ressaltar que mesmo as empresas mais maduras apresentam espaço para melhoria em determinados temas desta dimensão. Um exemplo ilustrativo é o de que somente 1 em cada 20 empresas que participaram do estudo DMR automatizam suas ações de marketing totalmente, indicando que muitas das empresas que adotam a automação de ações ainda não o fazem de maneira integral, apresentando interferências manuais em alguns processos.

Investimento e mensuração do impacto – Branding & Performance

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Anunciantes mais sofisticados estão trabalhando com modelos de atribuição que permitem cruzar o impacto de marca (branding) com a venda de amanhã (performance) – em todos os canais. Apenas 1% das empresas participantes da pesquisa adotam as melhores práticas globais.

O modelo de alocação de investimentos baseado na equação “Um clique a R$X gera R$Y de venda com ROI de Z”, foi um dos motores de crescimento do marketing digital na primeira metade desta década. Contudo, nos dias de hoje, observa-se a fusão entre geração e captura de demanda, ou branding e performance, com tecnologias que permitem mensurar a atribuição da publicidade no tempo para entender se a propaganda exibida a um consumidor em determinado momento influenciará sua decisão no futuro.

Isto significa que os anunciantes mais sofisticados estão trabalhando com modelos de atribuição que permitem cruzar o impacto de marca que a empresa gera hoje com a venda de amanhã, em todos os canais de venda. Naturalmente, tal estágio de sofisticação requer novas habilidades, pessoas, processos, tecnologia e mentalidade.

Consequentemente, “Investimento e Mensuração do impacto“ do marketing digital é a dimensão na qual se observa o menor número de empresas no nível de líder digital – apenas 1% dos participantes da pesquisa adotam as melhores práticas globais. Essa porcentagem revela que, dentre as empresas pesquisadas, pouquíssimas são capazes de administrar o orçamento de marketing maximizando o impacto de cada real investido. Isso se deve possivelmente à crença de que o marketing digital somente é eficaz nas etapas finais do funil, isto é, aquelas diretamente ligadas à conversão de vendas.

Os resultados do estudo DMR revelaram que as empresas conhecidas como “nativas digitais” foram o único subgrupo de participantes classificado como Ascendente no que diz respeito à aplicação de fluxos automáticos de campanhas ao longo de todo o funil, enquanto as demais foram classificadas como Iniciantes. Mas isso está longe de ser uma surpresa – as nativas digitais compartilham alguns comportamentos que as tornam mais bem-sucedidas em termos de marketing digital que as empresas “tradicionais”, tais como investimento em ações de marketing digital diferenciadas, granulares, com métricas, regras e ações específicas de comunicação em cada fase do funil. Ao criarem ações de marketing “sob medida” para cada estágio do funil de compras, as empresas nativas digitais são capazes de inferir o valor dessas ações em cada estágio do funil.

Em termos dos resultados gerais do estudo, os destaques mais positivos nesta dimensão estão relacionados ao uso de Search Engine Optimization e Search Engine Marketing, uma vez que 30% das empresas respondentes se classificam como líderes na integração entre as ferramentas, ou seja, compartilham métricas e processos, que são analisados com uma visão colaborativa dos resultados obtidos. Além disso, 39% das empresas já conseguem ter uma visão granular de todo o funil de conversão, com estratégias de palavra-chave e KPIs distintos.

Ainda assim, o mercado brasileiro apresenta baixa maturidade em temas complexos como a capacidade de implementação de campanhas omnicanal e respectiva mensuração de resultados, nos quais somente 6% dos respondentes afirmam ter capacidade de oferecer os mesmos serviços e identificar os seus consumidores em canais distintos.

Jornada e experiência com a marca – encantando o cliente

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

A tecnologia não sobrevive isoladamente

Para alcançar a maturidade do marketing digital, as empresas atuantes no mercado brasileiro precisam construir um sólido alicerce na dimensão “Pessoas, Processos e Cultura”, através de concretas mudanças na mentalidade e nas estruturas vigentes que permitam a integração de equipes multidisciplinares, a tomada de decisão baseada em dados e a adoção de uma cultura centrada no cliente.

Uma vez construído o alicerce da primeira dimensão, as empresas estarão aptas a alavancar a segunda, com o uso de dados e tecnologia para desenvolver uma visão 360º de seus clientes e agilizar a tomada de decisão. Ao mesmo tempo, serão capazes de avançar na terceira dimensão, fazendo investimentos e mensurando o impacto do marketing digital a fim de tomar decisões de investimentos em tempo real, com campanhas ao longo de todos os passos do funil de conversão e capacidade de implementação e mensuração de resultados de campanhas omnicanal.

Aumentar o investimento em digital não é a única solução

A migração da verba de outras mídias para o digital por si só não é a solução. Muitas empresas com participação de investimentos no digital acima de 50% apresentam retornos inferiores se comparados a certos anunciantes que investem a metade disso. Dessa forma, é crucial que as empresas transformem seus processos e cultura, adotando uma mentalidade que abrace a migração para o marketing digital.

“Um clique a R$X gera R$Y de venda com ROI de Z” começa a perder força

O modelo de alocação de investimentos baseado na equação “Um clique a R$X gera R$Y de venda com ROI de Z”, comumente utilizada pelos pure players no passado, direcionou mais verbas para o canal digital e foi um dos motores de crescimento do marketing digital na primeira metade desta década. Mas a partir deste ano já se observa uma fusão entre a geração e a captura de demanda ou branding e performance, no jargão do mercado. Isto significa que os anunciantes mais sofisticados estão trabalhando com modelos de atribuição que permitem cruzar o impacto de marca que a empresa gera hoje com a venda de amanhã, em todos os canais de venda. Naturalmente, tal estágio de sofisticação requer novas habilidades, pessoas, processos, tecnologia e mentalidade.

Os melhores players em marketing digital atuam em todo o funil

Muitos anunciantes, principalmente os que concentram seus investimentos em mídia offline, focam nos indicadores do topo do funil de conversão referentes à geração de demanda (construção de marca, awareness, cobertura, frequência e engajamento), analisando o impacto geral em vendas apenas de forma retroativa, dado que muitas vezes não era (e ainda não é) trivial isolar as alavancas de crescimento das vendas entre publicidade e outras variáveis como preço, distribuição e incentivo.

Com o marketing digital, a ótica publicitária foi estendida até o final do funil, ou seja, até a captura de demanda: ao observar a intenção de busca ou comportamento do consumidor nas redes sociais, é possível exibir de maneira instantânea e acionável o produto de seu interesse (com o preço e um botão para comprar). Essa tecnologia veio associada a uma forma ultragranular de mensurar o funil, focando em um consumidor específico e permitindo uma maior acuracidade das análises de cada anunciante sobre o retorno de cada real investido em propaganda em relação às vendas.

As empresas nativas digitais, especialmente as que vendem online, normalmente começam seu marketing digital pelo final do funil tentando dominar ferramentas como search marketing que buscam capturar uma intenção de compra de curto prazo. Esses dois mundos normalmente definidos como branding e performance finalmente começam a dialogar com tecnologias que permitem mensurar a atribuição da publicidade no tempo para entender se a propaganda exibida a um consumidor em determinado momento influenciará sua decisão no futuro.

Fonte: McKinsey

As empresas brasileiras estão prontas para a próxima onda digital?

Um relatório divulgado nesta ter-feira (5) pelo Pew Research Center coloca o Brasil como o líder no uso de smartphone entre os emergentes, mas esse é um número que ainda não pode ser tão comemorado, é o que diz o especialista em marketing digital, Natanael Oliveira.

A pesquisa aponta o Brasil liderando os países em desenvolvimento. O Brasil alcança a África do Sul na adoção de smartphones, porém, lá o número de cidadãos que não têm celular ou smartphone é de apenas 6%.

A pesquisa aponta que no Brasil, 60% dos adultos no país têm um smartphone, enquanto 33% têm um aparelho móvel não inteligente. Um outro dado importante mostra que 17% não têm acesso a qualquer tipo de tecnologia móvel.

Apesar da liderança entre os países em desenvolvimento, os números dos países desenvolvidos mostram uma grande desigualdade. Enquanto uma média de 76% têm smartphones nos países ricos, o número cai para 45% nas economias em desenvolvimento.

Vale ressaltar que boa parte desse percentual está entre pessoas jovens e escolarizadas. Um outro dado que mostra a desigualdade no desenvolvimento tecnológico envolve o uso da internet.

Nos países desenvolvidos, o uso da internet chega a 90%, enquanto nos países em desenvolvimento ainda gira em torno de 60%. Seguindo os mesmos dados comparativos, o uso de redes sociais é de 67% (países desenvolvidos) e de 49% nos países em desenvolvimento.

O especialista em Marketing Digital, Natanael Oliveira, apresenta o tema “Desigualdade Tecnológica” como um fenômeno que pode atrasar o avanço dos negócios digitais nos países em desenvolvimento.

De acordo com Natanael, o “encantamento digital” é o que pode atrasar todo esse avanço nos países emergentes, entre eles, o Brasil.

“Os países ricos estão mais acostumados com a tecnologia, com a internet e com o mundo digital. Isso dá uma maturidade um pouco maior no seu uso. Natanael usa como base os dados do relatório “2018 Global Digital”, da We Are Social da Hootsuite, que aponta que o Brasileiro passa mais de 3 horas e meia por dia nas redes sociais.

O relatório aponta que o Brasil está entre os três países do mundo no qual a população passa, em média, mais de 9 horas navegando na internet. O Brasil aparece como um dos dois únicos países onde o tempo diário gasto nas redes sociais supera 3 horas e meia.

Natanael defende que esse é o ponto mais preocupante com o que ele chama de a próxima onda do digital. “O brasileiro ainda está se acostumando com esse mundo.

“Nossos pais estão se acostumando com as mídias sociais, WhatsApp, grupos, “correntes”, memes, etc.

Nos EUA, o SMS é algo absolutamente comum há muitos anos. Um outro fator que impacta esse momento são as referências para os jovens e adolescentes. Muitos querem a fama das mídias sociais, do YouTube, do Instagram, do Facebook. Se não iniciarmos um movimento da próxima geração olhando para a internet e a tecnologia com outro propósito, além do entretenimento, vamos ficar para trás.”

Natanael faz um alerta: “De um lado, temos pessoas entre 60-80 anos descobrindo as mídias sociais, e dedicando horas e horas no WhatsApp, Instagram e Facebook. Do outro lado, temos jovens entre 12, 18, alguns na casa dos 30 anos, que sonham em virar celebridades nas mídias sociais. Onde fica o olhar para a inovação e a internet como plataforma? Onde fica o olhar para a internet como ambiente para inovação?

É claro que temos pessoas com esse olhar, além do entretenimento, mas esse número é muito pequeno.”

Como as empresas brasileiras devem olhar para esse cenário? Oliveira defende que as empresas não devem apenas ficar reforçando esse “encantamento digital”. E que os empresários precisam mudar boa parte da abordagem atual.

– Você pode dar exemplos de como as empresas estão reforçando o encantamento digital?

– Claro. Basta você prestar atenção nas propagandas na TV. Muitas empresas estão mais preocupadas em mostrar que agora são digitais e modernas. Você não precisa falar que a sua empresa é “digital”. Você apenas é.

– Você pode dar mais algum exemplo?

– Observe algumas redes de supermercado. Eles fazem anúncios em portais de notícias para dizer que: “Agora você pode fazer pedidos pelo aplicativo.” Quando eles já deveriam ter campanhas de vendas 100% online, com membros Vip, clube de descontos online e uma série de outras ações que já existem nos EUA.

Natanael aponta que em alguns casos, os próprios empresários estão vivendo a fase do encantamento digital.

“A primeira onda digital foi com a chegada da internet nas casas e empresas do Brasil. Mesmo que não em sua totalidade. Mas a segunda onda que está crescendo, é a consolidação da internet no bolso dos brasileiros. As companhias telefônicas criaram planos altamente agressivos para popularizar a internet. Essa foi a segunda onda.

A próxima onda que será a mais forte de todas, irá acontecer (cedo ou tarde), quando tivermos internet “móvel” de qualidade. Hoje ainda precisamos esperar carregar, ainda lidamos com “a internet está ruim”. Mas a tendência é que com o passar do tempo, iremos para um próximo nível. E essa é a grande onda que os empresários precisam ficar muito atentos.”

Se o Brasileiro usa muito a internet (mesmo sem muita qualidade), imagine o que vai acontecer? Porém, assim como aconteceu nos países desenvolvidos, o acesso à tecnologia e a internet, tendem a gerar maturidade no uso.

Ou pelo menos, um uso mais “avançado”, que não se limite apenas as mídias sociais. E é aqui que as empresas precisam ficar muito conectadas.”

Qual a sua aposta? Pergunto para Natanael.

“Eu aposto na educação. As pessoas irão equilibrar o uso da internet. Menos entretenimento e mais educação. É por isso que o mundo do EAD é tão poderoso para as empresas. Mas antes disso, existe algo que precisamos prestar atenção.”

Qual o passo? Questiono novamente.

O IBGE fez uma pesquisa que fala o seguinte: de 69 milhões de casas, só 2,8% não têm TV no Brasil. Basta olhar para os EUA. Uma integração perfeita da TV com a Internet. Empresas que usam a TV para se tornarem conhecidas na Internet. A ideia que a internet vai matar a TV, precisa ser revista urgentemente. Precisamos aprender como usar as duas mídias se quisermos aproveitar a próxima onda.

Fonte:Exame

O marketing digital está se adaptando às novas mídias

Se pararmos para fazer um overview do mercado de marketing digital percebemos que ele está em constante evolução. No último ano, por exemplo, sentimos que muitas empresas estavam em busca de uma ferramenta que pudesse salvar ou alavancar seu negócio e houve também uma discussão sobre o uso de chatbots e mobile marketing para criar um relacionamento mais próximo com cliente, mas acredito que essa prática será melhor utilizada e implementada pelas empresas esse ano.

Para 2019, uma das tendências está na automatização dos processos. Quanto mais as marcas conseguirem conectar todos seus canais para visualizar o fluxo de vendas e saber quais são os locais que trazem o retorno de maior qualidade, melhor. Porém, para conseguir que isso seja feito da melhor forma possível, as ferramentas precisam estar cada vez mais integradas. Aqui na leadlovers, por exemplo, nós temos diversas integrações que permitem com que os clientes possam mensurar todos seus resultados de maneira mais assertiva.

Investir em ferramentas específicas para ler seus anúncios e suas comunicações é essencial para trazer informações de leads captados e conseguir fazer uma análise mais rápida. É exatamente nesse ponto que as pessoas normalmente se perdem, pois demoram muito para fazer as análises dos dados ou muitas vezes fazem de forma errada, o que acarreta em investimento onde não tem necessidade.

A realidade é que hoje, toda comunicação é pensada para o mobile. Por isso, as marcas precisam estar preparadas para rodar suas campanhas em todos os canais possíveis, principalmente nos smartphones. Um ponto que considero extremamente importante, independente do local que você esteja fazendo uma campanha, teste primeiro e valide se aquilo que você está pensando realmente dará certo.

Segundo o estudo realizado pela Smart lnsights, 80% dos usuários da internet são conectados por meio dos smartphones.  Diante desse cenário, outra tendência que está muito forte no mercado é o mobile marketing, uma estratégia de marketing digital que capta o público-alvo em seus dispositivos móveis, desde e-mails, redes sociais e aplicativos. O investimento é praticamente certeiro e o principal objetivo é a divulgação de produtos e serviços.

O que percebo é que as marcas estão mais antenadas e melhorando suas percepções, mas que ainda não entenderam que é preciso se colocar no lugar do usuário para avaliar se aquilo que eles estão pensando em oferecer faz sentido. Quem conseguir ser mais autêntico quanto ao seu propósito e objetivo terá mais facilidade para conquistar o consumidor.

De acordo com a Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, realizada pela PwC, os investimentos em marketing digital no Brasil devem crescer 12% ao ano até 2021. Esses dados mostram o potencial de mercado que temos e acredito que quem souber se antecipar e se adaptar às tendências e as mudanças, conseguirá entregar algo mais completo para seu cliente.

Fonte: Digitalks

Dores da transformação digital: 5 principais entraves para implementar mudanças nas empresas

transformação digital já é uma realidade e as empresas que ainda não estão de olho nesse movimento precisam correr atrás do tempo perdido, para não ficarem ultrapassadas. E não se trata apenas de levar tecnologia ou inovação para dentro da companhia, e sim, mudar a estrutura da organização para aumentar o desempenho e buscar resultados melhores.

Segundo George Arraes, Gerente Sênior de Customer Experience da CI&T, a mudança de ‘mindset’ é um dos principais entraves, já que é necessário mudar a cultura da empresa, alterar a estrutura de comando e controle e fazer com que os profissionais trabalhem integrados em busca do mesmo objetivo. “A atuação da CI&T é de cunho cultural e não tecnológico, como todo mundo pensa. Tem que modificar a estrutura, quebrar silos, mudar a maneira como a comunicação acontece. Toda essa mudança traz questões, porque sai da zona de conforto”, afirma.

A transformação digital propõe uma mudança gradual, segura e estruturada da empresa em uma jornada que tem como objetivo o aperfeiçoamento constante de processos, durante um longo período. Neste contexto, outro entrave é conseguir pensar em melhorias e soluções que realmente vão fazer diferença e entregar valor ao consumidor final. O cliente deve ser colocado no centro do negócio e o trabalho é voltado para atender às necessidades que o consumidor possui em sua experiência, de ponta a ponta.

Para marcas e empresas que querem obter um crescimento exponencial de negócios no século XXI, é preciso utilizar o pensamento lean (ou enxuto, processo focado no cliente que simplifica tarefas e elimina desperdícios, reduzindo o tempo de entrega e aumentando a efetividade da empresa), aliado a design atitude para entregar resultados consistentes. E vale lembrar que, assim como qualquer metodologia “Mesmos nos casos de sucesso haverá momentos de dor, principalmente quando silos são quebrados e estruturas e estratégias são questionadas”, ressalta Cesar Gon, CEO e fundador da CI&T.

Veja abaixo os 5 principais entraves para implementar a transformação digital em grandes companhias:

1) Percepção da urgência

Muitas empresas não percebem que precisam se reinventar ou mudar o negócio para acompanhar as ofertas disponíveis no mercado e as necessidades do cliente, que mudam de tempos em tempos. Algumas deixaram até de existir porque não tiveram a percepção que precisam se transformar. A Blockbuster, por exemplo, foi extinta porque não enxergou a grande oportunidade que o mercado de streaming permitia. A empresa viu a Netflix nascer e ocupar os espaços que seu serviço não atendia.

A percepção de urgência dessa mudança é uma questão de saúde para o negócio. Existem muitas instituições conservadoras e que ainda não são pressionadas, mas em um setor de alta competitividade, elas precisam estar dispostas a passar pelo desconforto para não serem engolidas pelo mercado”, disse Arraes.

2) Aprendizado rápido

A maioria das empresas está acostumada a ter um processo longo para implementar novos projetos. E assim, o desenvolvimento das soluções demora e os consumidores não recebem o que precisam. “É preciso estar pronto para ter uma estrutura que faça testes de hipóteses, construa experimentos rápidos e aprenda com eles. O sucesso no mundo atual é baseado em resiliência, aprendizado e evolução”, afirmou o Gerente Sênior.

O aprendizado é muito relevante dentro do processo de transformação digital. Testar hipóteses e implementar MVPs (Produto Mínimo Viável) para ter feedbacks rápidos do cliente ou consumidor ajudam a agilizar esse processo.

A velocidade é super importante. A velocidade pela velocidade produz lixo na velocidade da luz, mas a velocidade associada ao aprendizado, com análise de dados e números, mostra o que o experimento permitiu”, completou.

 

3) Deixar a estrutura de comando e controle

A estrutura de comando e controle é o padrão da maioria das empresas. Nela, o chefe é a figura principal e quem tem mais experiência diz o que fazer, enquanto os demais apenas executam, sem conversa ou discussão sobre o assunto. No entanto, essa conduta atrapalha o desenvolvimento rápido de ideias e projetos.

Hoje, não existe garantia de que a sua ideia seja a melhor ideia. Ela está sujeita a questionamentos e a falhas. O líder tem que se transformar do comando e controle para um líder que é inspirador”, ressalta Cesar Gon. “Por isso, o papel da liderança é fundamental para quebrar esse paradigma de comando e controle e, assim, promover o engajamento dos colaboradores no novo modelo de trabalho“, apontou.

Com a transformação digital essa prática deve mudar. Todos devem trabalhar em prol do mesmo objetivo e as ideias e projetos devem ser discutidos. Todos são convidados para colaborar e trocar informações. Além disso, os departamentos devem repensar as métricas segmentadas para alcançar esse objetivo principal.

 

4) Criar a cultura da experimentação

Na cultura de mercado atual, a experimentação é praticamente inexistente. Existem poucas empresas que apostam em hipóteses e ideias para testar os seus projetos. O mais tradicional é seguir com um planejamento anual e complexo, que muitas vezes não traz os resultados esperados.

Na transformação digital, a experimentação é um dos pontos principais. Os MVPs permitem que hipóteses sejam testadas em prazos mais curtos e as mudanças podem ser implementadas enquanto o produto recebe melhorias e atualizações.

A experimentação permite mudanças e renovações mais rápidas e assim que um problema é identificado, a equipe já pode tentar solucioná-lo já que não é preciso esperar outras etapas acontecerem para atuar.

Quando a empresa tem como foco resolver o problema, todos estão no mesmo barco e atuam em busca do mesmo resultado. “Esse choque de abandonar o passado é muito desconfortável porque é muito intenso, vai amadurecendo ao longo do tempo” disse Arraes.

 

5) Expor erros

Na cultura corporativa tradicional, os erros são abomináveis e nunca devem aparecer ou fazer parte do dia a dia do trabalho. Muitas empresas encontram dificuldades para atuar com a possibilidade de errar.

Com a transformação digital, essa rotina muda: os erros devem ser expostos, discutidos e analisados. Os problemas sempre vão existir, mas quem não os conhece não consegue se preparar para imprevistos ou situações incômodas.

É preciso expor esse erro, buscar resolver o problema e não tentar achar o culpado. Na hora que o erro é repreendido, o aprendizado acabou porque as pessoas passam a se proteger e não falam mais”, fala Arraes. É importante aprender rápido com esse erro, ao invés de simplesmente ver o erro e não se posicionar.

 Fonte: Digitalks

9 tendências de marketing digital para 2019

Os rápidos avanços tecnológicos muitas vezes fazem com que as estratégias mudem muito rápido. Por isso, estar atento às tendências é uma boa ideia para sair na frente do mercado.

Para o mercado de marketing digital, o cenário não é diferente. Confira nove tendências apontadas por especialistas desta área para munir e preparar as companhias para as transformações que o marketing tem passado.

Inteligência competitiva

Analisar dados é ponto vital para desenhar estratégias e ações de crescimento para as empresas. A inteligência competitiva te coloca a frente dos concorrentes. “Utilizar dados de concorrência é fundamental para analisar os pontos que sua empresa precisa melhorar e até criar novas oportunidades de mídia. Além de basear suas campanhas em fatos reais e não em “achismos” comenta Eduardo Prange, CEO da Zeeng.

Automação de marketing

A tecnologia na área de marketing está sendo cada vez mais usada com o objetivo de otimizar processos, melhorar os resultados e o engajamento dos consumidores com as marcas, permitindo criar estratégicas cada vez mais eficazes para o público-alvo. “Mas, para isso é importante oferecer experiências diferenciadas aos consumidores, criar um bom relacionamento entre eles e permitir que ele se torne fiel aquela marca. E, com certeza a automação de marketing sempre será um grande aliado nesse momento”, afirma Israel Nacaxe, co-fundador da Propz.

Para Roberto Rocha CMO da leadlovers, automatizar é lindo! Até o nome fica bonito quando escrevemos. Pode parecer coisa de outro mundo mas já estamos inseridos nessa realidade tem tanto tempo que nem percebemos quando estamos sendo influenciados por algum processo que é automatizado. ”Por exemplo, hoje quase todo o processo de compras é automático e somos levados até a compra acreditando que todas as escolhas foram realizadas por nós mesmos”. O melhor da automação, no marketing, é dar escala a processos que antes seriam custosamente desenvolvidos por diversas pessoas. Quando falamos escala é ter a capacidade de vender 10 e 100 com praticamente os mesmos recursos.

Influenciadores digitais

Sabemos que as parcerias com influenciadores cresceram em 2018 e, por meio da atuação junto aos micro influenciadores, diversas marcas adotaram essa estratégia, principalmente as que atuam em mercados de nicho. Segundo a agência norte-americana da MediaKix o mercado de influenciadores no Instagram movimentou mais de U$ 1 bilhão em 2018 e estimativa de aumento significativo em 2019

Segundo Sérgio Hneda,Planning Specialist for New Business da GhFly, agência referência em marketing e performance, um ponto a ser observado durante o desenho de uma estratégia com influenciadores é selecionar aqueles que mais se encaixam ao negócio a ser anunciado. “Aqui não deve-se levar em consideração somente o alcance do influenciador, mas também sua relevância no mercado que a empresa a ser anunciada está inserida e se ele tem fit com o produto”, explica Sérgio.

Humanização de marcas

Os consumidores estão interagindo cada vez mais com as marcas nas redes sociais e nas suas páginas, opinando sobre os seus produtos e compartilhando as suas experiências de compras. “Os clientes não compram mais às escuras, eles pesquisam e procuram indicações de pessoas que já tenham consumido na loja. Por isso que as marcas precisam criar ações de engajamento e se preocupar com o que está sendo falado sobre ele”, afirma Tatiana Pezoa, CEO da Trustvox.

Consultoria é fundamental

Ainda segundo Sérgio Hneda, da GhFly, o uso de machine learning e automação de lances em canais pagos, como o Google Ads tem diminuído cada vez mais a necessidade frequente de atuações manuais. “Esse cenário faz com que os anunciantes e agências possam focar em análises macro e na construção de estratégias de negócio e desenvolvimento de comunicações eficazes. Hoje o papel de uma agência deve ser mais consultivo, indo além da geração de leads via canais pagos, por exemplo.”, explica.

Sérgio explica que, normalmente o maior problema das marcas está depois da aquisição dos leads. As dúvidas mais comuns são: ‘o que faço agora, ligo para eles, incluo em um fluxo de e-mails, quanto tempo esperar para ligar?’. “É nesse momento que a agência entra com um papel consultor, entendendo qual caminho adotar, estabelecendo fluxos de comunicação e de qualificação. Isso faz com que a agência se torne de fato um parceiro de negócios da marca e parte importante do resultado conquistado”, completa Sérgio.

Marketing digital nichado

Recentemente, a Cazamba lançou uma plataforma voltada para divulgar produtos, empresas e serviços para o setor de agronegócio. A ideia de criar uma ferramenta voltada para o universo agro surgiu a partir de uma necessidade do mercado “Ouvimos de um cliente que queria muito entrar na mídia digital, mas não queria desperdiçar verba nos grandes portais. Ele precisava descobrir qual era o público do agronegócio que estava perdido na imensidão da internet, e precisava criar estratégias que pudessem engajar sua marca de forma assertiva nesse segmento”, comenta Victor Canô, CEO da Cazamba. A ideia da empresa trouxe grandes resultados e confirmou que aposta na segmentação pode ser uma grande aposta para o marketing digital para os próximos anos. Além do agro, a Cazamba já visa expandir sua atuação também para a área de saúde e educação.

Marketing Interativo é uma tendência em franca expansão

Essa ação de marketing visa a interagir com as pessoas e podemos estabelecer uma conexão infalível entre as ações de marketing e o relacionamento com o cliente, que também é beneficiado pela adequação às suas preferências. A Cazamba, oferece para o mercado formato de anúncios interativos que impulsionam esse tipo de conexão empresa e cliente que atraiu e trouxe resultados relevantes. “O nosso objetivo é veicular uma mídia diferente de forma customizada e de alto impacto no digital, para possibilitar mais interação das marcas com seus públicos. Várias montadoras exatamente por causa da flexibilidade nos formatos das campanhas. A gente coloca o carro para girar, o usuário consegue trocar de acessório, trocar de cor, de roda. Mostramos tudo o que tem no painel do veículo, que também acende, por exemplo”, destaca.

Profound marketing

Essa é uma tendência que reúne o que há de melhor no Marketing, Vendas, Negócios e Tecnologia, para identificar oportunidades e gaps dentro de uma empresa e desenvolver estratégias que ajudem a alcançar objetivos específicos. É o que oferece a DIWE, primeira agência de profound marketing do país. Segundo o CMO da empresa, Eduardo Fonseca, a grande proposta de valor do Profound Marketing é fazer uma imersão completa no cliente, partindo da área de Marketing e Vendas para entender quais são as principais barreiras que impedem seu crescimento e quais estratégias podem ser desenvolvidas para resolvê-las e que, ao final, impactam todas as áreas do negócio. “Nós saímos da esfera de comunicação, apenas, e partimos para uma disciplina essencial a uma empresa: sua performance e escala enquanto negócio”, afirma Fonseca.

Comunicação em vídeo

Com a diversidade de plataformas e novas formas de receber informações, os vídeos precisam ser extremamente atraente e informativo. Cada vez mais o brand content ganha espaço nas mídias digitais e sendo um conteúdo atraente e informativo acaba sendo impulsionado pelos próprios consumidores. “Um conteúdo de marca bem idealizado e produzido ganha distribuição gratuita em diversas novas mídias por meio do interesse do consumidor por aquele tema” comenta Celso Vergeiro, CEO da Adstream, maior plataforma de distribuição de materiais publicitários via streaming.

Fonte: ItForum365