Quantas são e o que fazem as martechs brasileiras

As martechs, startups que prestam serviços de marketing, já são 194 no Brasil. A constatação é do levantamento Liga Insights MarTechs, realizado pela aceleradora Liga Ventures em parceria com a Astela Investimentos. Do montante analisado, os serviços mais comuns prestados são relacionados a atendimento, produtividade, social media e comunicação, analytics, performance e ferramentas de fidelidade do cliente. Com menor representatividade estão CRM, vendas e geração de leads.

Para chegar ao número, a Liga Ventures analisou um banco de dados com mais de 11 mil startups no país durante o ano de 2018 e selecionou as mais promissoras prestadoras de serviços de marketing. O levantamento também considerou entrevistas de especialistas de empresas como Uber, Centauro, Mercado Pago, Magazine Luiza e XP Investimentos. “Essas startups auxiliam na criação e execução de estratégias e conteúdos nas áreas de marketing, além de ajudarem no gerenciamento de grandes times focando em produtividade”, diz Raphael Augusto, startup hunter da Liga ventures e responsável pelo estudo.

“Nosso ecossistema vem amadurecendo e, com isso, várias iniciativas em diversos setores vêm se estabelecendo. Por uma questão de proximidade do dia-a-dia do potencial empreendedor, que aí consegue avaliar de uma maneira mais clara a oportunidade de empreender, alguns setores saem na frente nessa corrida – como o varejo, afinal, todos nós compramos ou vendemos quase que diariamente, independente da nossa formação ou profissão”, reforça Raphael.

Das startups mapeadas, 42% estão na cidade de São Paulo seguidos por Florianópolis, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, São José dos Campos, Recife, Londrina e Goiânia. Marcelo Sato, sócio da Astela Investimentos, explicou em artigo recente no ProXXIma, que o resultado da junção entre marketing e tecnologia impulsionou o fortalecimento dessas empresas. “O primeiro desafio das empresas é a concepção de um produto que demonstre uma proposta de valor e o seguinte é construir o canal de distribuição para seu produto. Encontrada essa combinação, temos a gêneses de negócios que prosperam e crescem exponencialmente”, observa.

Outro estudo, o “100 Startups to Watch”, fruto de uma parceria entre a Editora Globo e a Corp.vc, braço de corporate venture da consultoria EloGroup, identificou as 13 martechs brasileiras mais promissoras. Entre elas estão Contentools e Exact Sales, de Florianópolis, a Decision6 e Forebrain, do Rio de Janeiro, Meus Pedidos, de Joinville, Mindminers, SenseData, SocialMIner, Squid e Ramper, todas de São Paulo. Além de Tracksale, de Belo Horizonte, Zeeng, de Porto Alegre e Trakto, de Maceió. O estudo, que reúne outros segmentos além de marketing, demandou mais de cinco meses de análise de dados e selecionou as startups de um total de 1,3 mil inscritas.

Luiz Morcelli, CMO do Ahoy! Berlin, centro de inovação em São Paulo, afirma que as martechs são uma necessidade para as agências, consultorias e áreas de marketing das empresas. “Dentro desse ecossistema de inovação, dessa nova economia, elas complementam o trabalho das outras startups. Um exemplo próximo e recente é a InLoco e que acabou de ganhar o Caboré e passou recentemente por um programa de aceleração”, observa.

Fonte: Meio&Mensagem

Marcas testam interação do Google Assistente em português

Mercado Livre, Bradesco Seguros, Caixa, Magazine Luiza e G1 são algumas das trinta empresas que já possuem interface do serviço no Brasil

Disponível em português no Brasil desde o ano passado, o Google Assistente tem sido também a oportunidade de que marcas locais testem interações e funcionalidades da plataforma. Vislumbrando não somente uma nova forma de conexão com os consumidores, mas também a oportunidade de se estabelecerem naquela que, segundo vários estudos de tendências, pretende ser a interface do futuro.

Marco Oliveira, gerente de parcerias do Google Brasil, contabiliza mais de trinta parceiros que utilizam o assistente em português. Entre eles estão Mercado Livre, Bradesco Seguros, Caixa, Magazine Luiza, G1 e Terra. “Atualmente no Brasil, o Assistente já permite saber como será o seu dia, fazer listas de compras, pesquisar sobre qualquer assunto e também é possível chamar outras empresas para a conversa. Nos chamados ‘Actions on Google’, é possível conferir o resultado da loteria com a Caixa, pesquisar preço de produtos com o Mercado Livre, rastrear a sua compra com a Magazine Luiza, pedir ajuda para seu carro com o Bradesco Seguros e até mesmo conversar sobre as eleições presidenciais com o G1 Eleições”, explica.

Segundo Oliveira, desde o ano passado, qualquer empresa ou desenvolvedor no Brasil pode criar os Actions on Google. “Nesse breve começo, vemos muitas empresas empolgadas em criar uma nova conversação com seus clientes e usuários. As possibilidades são imensas e para qualquer segmento, desde entretenimento, educação, varejo, financeiro até seguros. Além disso, vemos uma mudança na forma como usamos o nosso celular através das tecnologias de voz e isso irá mudar a relação das pessoas com suas marcas e serviços favoritos. Isso não é uma tendência só no exterior”, diz Oliveira.

O Brasil é o terceiro maior mercado do Google Assistente para smartphone e o português é o segundo idioma mais usado nesta interface. Francisco Leme, gerente de soluções digitais da Bradesco Seguros, conta que sempre é possível melhorar a experiência do usuário. A empresa já permite o acesso aos serviços de assistência para casos de pane, troca de pneu, batida de carro ou ajuda com chaveiro pelo aplicativo. “Neste serviço, a BIA é de extrema importância. Implementada em 2017 para clientes do banco, faz parte de um plano amplo do Bradesco para melhorar a experiência do usuário com inteligência artificial”, afirma.

De acordo com a Bradesco Seguros, com apenas 10 meses do lançamento, a BIA recebe 74 mil usuários por dia, tendo já realizado, aproximadamente, 44 milhões de interações, com 85% de satisfação do usuário. Atualmente, o sistema responde cerca de 5.500 perguntas por hora sobre 85 tipos diferentes de serviços do banco.

Daniel Aguiar, diretor de marketing do Mercado Livre, conta que a empresa utiliza a plataforma desde 2017 em português e trabalha em uma versão em espanhol com lançamento previsto para o fim deste ano. “Como todas as tecnologias que utilizam o machine learning, essa ferramenta depende da interação diária com o aplicativo e das experiências dos usuários para se tornarem ainda mais eficientes e inteligentes. Assim, quanto mais se torne um hábito, a tendência é que estes aplicativos evoluam e passem a fazer ainda mais parte do dia a dia dos consumidores brasileiros”, explica Aguiar.

Em setembro, o G1 lançou o serviço ‘G1 Eleições’, que também disponibiliza esclarecimentos a respeito de boatos e publicações falsas investigados pela equipe do projeto ‘Fato Ou Fake’. Uma das interfaces utilizadas pelo site será o Assistente. O usuário precisa dizer o comando “Falar com o G1 Eleições” e, na sequência, pedir a informação que precisa. O ‘G1 Eleições’ faz parte de um conjunto de iniciativas para gerar aprendizado sobre a distribuição e o consumo de conteúdos da Globo em assistentes de voz.

 

Fonte: Meio & Mensagem