Como a cultura digital first esta influenciando o marketing

O digital se tornou algo intrínseco na vida da sociedade atual, principalmente para as novas gerações que já nasceram em um mundo conectado, os chamados nativos digitais. Não é à toa que uma recente pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (IBOPE) constatou que mais da metade da população do Brasil (52%) é incapaz de ficar distante de seus smartphones durante um dia inteiro.

As pessoas querem marcar presença e ter uma identidade própria no ambiente online. Além disso, anseiam cada vez mais por experiências únicas. Segundo dados do 13º estudo anual Global Consumer Pulse, da Accenture Strategy, 66% dos consumidores brasileiros estão propensos a realizar compras com empresas que oferecem experiências personalizadas, desde que a confiança do cliente não seja comprometida.

Outra pesquisa também desenvolvida pela Accenture, a Technology Vision 2019, classificou o período que estamos vivendo como “a era pós-digital”, na qual a realidade individual de cada ser humano possui extrema relevância. Portanto, o desafio das empresas atualmente é proporcionar experiências únicas a fim de atender as expectativas digitalmente maduras dos seus clientes.

Diante desse contexto, surge o conceito da Cultura Digital First, que entende o digital como primeiro passo na interação entre pessoas. Empresas que compreendem o conceito já utilizam o digital como o primeiro canal para desenvolver estratégias de comunicação e marketing, desmembrando as ações da marca para as outros canais posteriormente.

O Digital em primeiro lugar

Engana-se quem pensa que esse conceito está relacionado apenas à criação de comunicações mobile first ou ao desenvolvimento de um site responsivo para cada plataforma de mídia digital. Para quem quer se adaptar às exigências da nova economia e inserir em suas rotinas a Cultura Digital First, é importante entender que o digital não é só um canal de comunicação e sim um item que está intrínseco no dia a dia das pessoas.

Fazendo uma comparação: imagine se, hoje, você tivesse que abdicar do conforto do seu banho quente ou da facilidade que o fogão elétrico trouxe? Da mesma forma que isso seria impensável para quase toda a população, porque já está introjetado nos hábitos sociais, o digital também se tornou algo impossível de abandonar, visto que está atrelado à nossa realidade de vida.

O ambiente online, muitas vezes, guia nosso modo de pensar, agir e até resolver problemas. As marcas precisam observar essa relação dos indivíduos com o digital e com a tecnologia e, tornar esse um dos pontos de partida para melhorar serviços, produtos e até otimizar campanhas. E algumas empresas já começaram a entender esse novo contexto e repensar suas estratégias.

mindset da Cultura Digital First tende a transformar toda a estrutura de uma organização, pois, a empresa que opta por adotar esse conceito, começa a enxergar o digital de uma maneira diferenciada e passa a repensar sua proposta de valor aos clientes, além de reformular seus processos internos e estratégias de marketing. Está aqui a razão pela qual o processo de ambientação a uma Cultura Digital First está incluída na Transformação Digital dos negócios atuais, que também exige uma intensa mudança nos modelos de pensamento diante de diversas frentes.

 

Novos canais, comunicação e vendas

É fato que as tendências sociais mudam o comportamento das pessoas e, por sua vez, essas transformações também afetam as empresas e a forma como elas precisam lidar com os consumidores. Com a Cultura Digital First surgem possibilidades de novos produtos e serviços que serão pensados a partir desse mindset. Além disso, também é uma tendência o aparecimento de novos canais de mídia como, por exemplo, os aparelhos conectados pela Internet das Coisas (IoT).

Segundo uma recente pesquisa realizada pela AdMaster, televisores inteligentes e aparelhos eletrônicos se tornarão alguns dos novos canais de publicidade para impactar clientes.

De acordo com a edição de 2019, do Internet of Things Report, produzido pela Business Insider Intelligence, haverá mais de 64 bilhões de dispositivos IoT instalados em todo o mundo até 2026. Além disso, tanto as empresas como os consumidores gastarão cerca de US$ 15 trilhões em dispositivos, soluções e sistemas de suporte da IoT até 2026. A pesquisa também prevê que o investimento anual em Internet das Coisas deverá superar US$ 1 trilhões em 2021.

A internet das Coisas também foi uma das tecnologias emergentes apontada pelos principais profissionais de marketing entrevistados no estudo 20/20 Vision: A Marketing Leader’s View of Digital’s Future. Outras tendências mencionadas por esse grupo de profissionais foram: inteligência artificial, tecnologia de aplicativos e social customer service.

Entretanto não é só nos produtos que as tecnologias emergentes, acopladas à Cultura Digital First, estão provocando mudanças. A inteligência artificial (AI, na sigla em inglês), por exemplo, está permitindo a otimização de anúncios.

Uma pesquisa da LoopMe revelou que 71% dos profissionais de marketing estão investindo em AI para criar e distribuir anúncios personalizados, e 58% deles acredita que um dos maiores benefícios da inteligência artificial para o marketing é exatamente essa questão da personalização.

Outro hábito que advém da Cultura Digital First e está se tornando mais comum a cada dia é a busca e até a compra por voz. Segundo a ComScore, até 2020, metade das pesquisas na internet serão feitas através do uso da voz, e o mercado de reconhecimento de voz movimentará cerca de US$ 601 milhões no ano que vem.

A busca por voz é um dos recursos no qual as empresas precisam começar a pensar em utilizar para impactar o novo consumidor digital. As organizações podem preparar seus sites para suportar essa tecnologia, talvez inserir essa facilidade até em seus aplicativos ou mesmo em produtos.

Na Cultura Digital First, para conquistar o sucesso, as organizações precisam prestar ainda mais atenção aos hábitos dos seus clientes e isso inclui o relacionamento deles com as tecnologias emergentes. A partir desse contexto, as marcas e empresas precisam recriar e inovar na maneira como divulgam e disponibilizam produtos e serviços.

Algumas empresas já nasceram digitais e já compreendem bem o conceito da Cultura Digital First, já outras ainda estão passando por essa adaptação de mentalidade. Para entender quais são os principais desafios em se adaptar de forma prática à Cultura Digital First, o Digitalks conversou com representantes de marcas que já estão atuando nessa frente. Confira a seguir alguns depoimentos e insights de negócios:

Fernando Vilela, Head de Growth e Marketing da Rappi no Brasil

“O fascinante de viver nesse modelo [de Cultura Digital First] é a adrenalina de renovar processos constantemente, pivotar ideias que pareciam ser incríveis e fazer, em apenas uma semana, o que muitos lugares fazem em um semestre. Vale ressaltar que para nós é super importante se concentrar no usuário e todas as iniciativas são feitas pensando nele. Para te dar um exemplo claro, temos um botão chamado “Qualquer Coisa”. Usamos ele como nossos ouvidos e assim conseguimos desenvolver internamente uma gama de novos serviços/verticais, como, por exemplo, Farmácia, Rappi Cash, entre outros.
O nosso grande desafio é como manter esse rápido crescimento global de 20% ao mês. […] Outro grande desafio é controlar e monitorar o que está acontecendo no mundo e nunca perder o timing de algo.”

 

Julio Duram, Diretor de Produto e Tecnologia do aplicativo Guiabolso

“Um pensamento digital não implica necessariamente em revoluções tecnológicas. Tem mais a ver com ser centrado no cliente, pensar, idealizar, testar, medir e redirecionar rapidamente, com custo baixo. Ou seja, pensar como uma startup sempre. […]
Atualmente, o caminho preferido pelos clientes é o smartphone, por estar sempre presente e ser ultra conveniente. É uma opção relativamente nova (aproximadamente 8 anos). Novos serviços baseados em interação por linguagem natural, seja por voz ou teclado, bem como a aplicação cada vez maior de inteligência para, de maneira preditiva, interagir com os clientes e surpreendê-los, demandarão uma revolução na forma como desenhamos e implementamos os produtos digitais. [Por isso], temos uma área de UX (User Experience) sempre conectada com as principais tecnologias que imaginamos para o futuro e planejando testes de conceito. Ao fim do dia, o cliente escolhe como e por onde quer interagir com nosso produto ou serviço. O segredo é estar sempre ouvindo e entendendo os sinais deixados por nossos usuários.”

Felipe Facchini, Diretor de Vendas da área de Middle Market do PayPal Brasil e México

“Para estar sempre na vanguarda em nosso mercado de atuação, mantemos dois laboratórios de inovação, um em San Jose, na Califórnia (onde fica a sede do PayPal), e outro em Nova York. É lá que nossas equipes se antecipam ao futuro dos pagamentos eletrônicos. A missão desses profissionais é fazer o meio digital se tornar orgânico na vida dos nossos clientes, tornando mais fáceis e rápidas certas tarefas do dia a dia, e dando a eles mais tempo para se dedicarem ao que realmente importa, ou seja, viver.
[…] [Já] a Internet das Coisas é inescapável, já é uma realidade possível no horizonte. E as empresas terão de lidar com essa mudança em algum momento de suas vidas. Aqui no PayPal trabalhamos com inteligência artificial e machine learning para criar produtos e serviços cada vez mais intuitivos para os nossos clientes. E apostamos em um cenário no qual o virtual e o real estarão tão próximos que, em alguns momentos, será difícil perceber quando um acaba e o outro começa.”

 

Reinaldo Nogueira, Professor da Business School São Paulo – BSP

“Pessoas, Pessoas, Pessoas. Nunca se falou tanto em transformar pessoas para ter o resultado na ponta do mercado – que é a oferta da empresa. Esta transformação passa pelo entendimento de oportunidades, novos formatos de trabalho, novos formatos de entrega de resultados e uma lista sem fim de novos hábitos que – na sua essência – mostrarão à empresa como ela poderá produzir à altura do que é esperado no formato digital. Não se trata, portanto, de tecnologia aplicada e sim de pessoas aplicadas à tecnologia. […] O desafio aqui reside em entender que tipo de comportamento poderá ser mapeado para ser atendido da melhor forma através de tecnologia da informação, tecnologia dos devices, entre outros temas. Novamente, a grande questão é a tratativa de iniciativas e atitudes que as empresas podem fomentar entre seus colaboradores para que haja o resultado esperado.”

Thiago Lima, CEO do LinkApi

“Seguimos sempre o princípio do digital first que foca em ‘fazer mais com menos’. […] No LinkApi estamos nos estruturando cada vez mais em relação a processos de coletar dados, automatizar e melhorar a vida dos nossos usuários finais. Essas são as três etapas básicas que seguimos para essa nova economia. Todas as decisões de negócio no LinkApi já partem de dados de comportamento dos nossos usuários e de mercado, e com o passar do tempo, essa inteligência tem ficado cada vez mais eficaz.
[…] Acreditamos muito no modelo de inovação aberta, no qual, você se posiciona como plataforma e o seu ecossistema te ajuda na construção das inovações e na entrega de valor ao mercado. Por isso, estamos reestruturando nosso modelo de negócios para que ele evolua a partir de ecossistemas e comunidades. […] Nossos principais canais serão nossos próprios usuários que são fãs da marca e, com isso, se tornam influenciadores através das mídias sociais. Além disso, seguiremos no conceito de uma plataforma que possibilita conexões do novo mundo e do legado, assim conseguiremos aproveitar qualquer nova onda dessa economia, como por exemplo: a de dispositivos IoT.”

 

André Pontual, CEO e Co Founder da NoBeta

“A Cultura Digital First é característica da Geração Pós-Digital, que vivencia o Digital como parte intrínseca da vida, servindo como extensão do próprio corpo. […] Nesse sentido, a NoBeta passou por um caminho inverso da maioria das empresas, pois nasceu com esse mindset, mas demorou muito para ser compreendida. Hoje, features como segmentação comportamental, alto viewability e preocupação com UX é novidade na maioria das empresas, mas sempre fez parte do core da empresa. […] Hoje o principal desafio da NoBeta é enfrentar uma cultura pré-estabelecida, baseada na Geração Digital, que não entende que a Geração Pós Digital se difere, e muito, da anterior. Essa nova geração é um tipo de usuário diferente, que entende que o conteúdo de qualidade precisa de dinheiro para existir e, portanto, não se incomoda com anúncios de publicidade, desde que estes sejam bem pensados e respeitem o consumo de conteúdo. Tanto é que é cada vez mais comum mecânicas de ” patrocínio” seja nos streams do Twitch, Super Chat do Youtube e Patron.”

 

Eduardo Baer, CEO da DogHero

“A DogHero começou como um site, em 2014, mas no início do ano seguinte lançou o seu aplicativo, por entender que poderia oferecer uma experiência mais interessante e completa para os usuários por meio da plataforma. O app DogHero é atualizado semanalmente, sempre com pequenas correções e novas funcionalidades. O Product Manager da empresa conversa diariamente com os anfitriões e aplica testes com outros heavy users para avaliar se as melhorias estão sendo bem recebidas. As mudanças no app são muito pautadas em cima das demandas dos users, que se manifestam por meio de vários canais de comunicação disponibilizados pela DogHero. Além de um grupo de anfitriões e de um time interno de atendimento, a empresa mantém uma equipe de Tecnologia focada em ouvir os feedbacksque chegam pelo canal de suporte e em pensar melhorias e novidades para o aplicativo. O serviço de passeios, por exemplo, lançado em 2018 pela empresa, surgiu desse contato direto e o objetivo é que outros serviços venham à tona da mesma maneira.”

Leandro Esposito, Gerente Geral do Waze para o Brasil

“No Waze, as pessoas se ajudam mutuamente com pequenos atos colaborativos e isso é um exemplo de impacto positivo da economia digital. Nós criamos uma nova oportunidade, dando a possibilidade de um anunciante utilizar o momento da mobilidade para transformar os seus negócios em destinos para os wazers. […] Para os negócios, o grande desafio é como o Waze entende esse comportamento do motorista no último instante, antes do consumo, e consegue sugerir facilidades e informações voltadas ao mundo comercial, como por exemplo, promoções de produtos de interesse do motorista que estejam próximos ou na rota dele. […] Para isso, o colocamos sempre em primeiro lugar, ouvindo feedbacks e buscando melhorar, dia após dia, nossos serviços, além de contribuir para a mobilidade urbana e cidades mais inteligentes.”

 

Eduardo L’Hotellier, CEO do GetNinjas

“Um dos principais desafios é justamente promover a migração do mercado de serviços para o online. Isso envolve criar um novo hábito na forma como as pessoas buscam por profissionais para executar serviços. O mesmo movimento já vem ocorrendo no modelo de negócio dos aplicativos de transporte ou da entrega de comida. […] O nosso produto é por si só um passo à frente da realidade que temos hoje: um mercado de serviços praticamente todo offline. Para acompanhar essa evolução das atividades humanas, por meio do universo digital, é importante estar sempre por dentro do que usuário quer e sente. É por meio desse contato constante com os usuários, que podemos criar soluções cada vez mais inovadoras e úteis para o dia a dia.”

 

Cassio Bobsin, CEO da Zenvia

“Vemos que, na realidade, os processos da maioria das empresas foram pensados em mundo analógico e voltados para a estrutura da organização, e não para o cliente. Os maiores desafios estão na gestão de informações que é descentralizada, a conexão entre as diferentes etapas que é baseada em interações humanizadas e fluxos de aprovação que são hierárquicos. Os desafios, portanto, passam por mudar o mindset e redesenhar os processos para privilegiar o acesso à informação e a tomada de decisão instantânea, focando na jornada e na experiência do consumidor. Vemos que existem muitos desafios para as organizações utilizarem os canais de mídias sociais, de voz e de mensagens. O IoT ainda é algo que não aparece no roadmap de curto e médio prazo das empresas brasileiras. A realidade é que há muito valor a criar com simples automações e integrações para melhorar a experiência do cliente nos canais que ele já utiliza pessoalmente, e ainda têm muito potencial para ser trabalhado pelas empresas.”

 

Fonte: Digital Talks

Disposição incansável para testar e oferecer a melhor experiência para os clientes

A experiência de varejo vem mudando drasticamente. Por mais que alguns competidores mantenham aversão ao e-commerce e às novas formatações de loja e tecnologias digitais, a maior parte dos varejistas tradicionais, nascidos a partir da predominância de lojas físicas, estão adotando novas tecnologias em áreas como marketing e operações que transformam a experiência de compra on-line e nas lojas. A ideia de colaboração para criar parcerias que incorporem inovação para se conectar aos clientes de novas maneiras, é uma tendência forte. Trazer restaurantes gourmet e outros serviços para as lojas físicas é outra iniciativa. Nesta sessão, Phil Wabba, articulista sênior da Fortune conversou com Neela Montogomery, CEO da Crate & Barrelna primeira parte do painel: “Novas experiências de varejo – a visão dos líderes”, no Shoptalk. Na segunda parte, Ken Fenyo, líder de mercados de consumo da McKinsey conversou com Jocelyn Wong, a Chief Marketing Officer da Lowe’s. O tema central desses pingue-pongues, claro, foi a inovação na experiência do cliente.

A Crate and Barrel Holdings é uma varejista global de artigos para o lar com bandeiras como Crate and Barrel, Crate e Kids e CB2. A empresa, que tem mais de 100 lojas e franquias parceiras em 9 países, está abrindo seu primeiro restaurante nesta primavera. Também fez uma parceria com a Zola, um esforço para criar uma experiência mais completa para casais. A Zola é um sucesso entre casais que criam suas listas de presentes de casamento. Desde 1º de outubro de 2018, os casais podem se inscrever para sugerirem mais de 3.500 produtos exclusivos da Crate and Barrel diretamente em suas listas na Zola, juntamente com os mais de 60.000 presentes, experiências e fundos em dinheiro já oferecidos pela plataforma. A Crate and Barrel é a maior loja parceira a ser lançada no Zola e, por meio dessa colaboração, expande seu alcance digital para ainda novos potenciais clientes para seu cadastro.

Segundo Neela Montgomery, essas e outras iniciativas visam fazer com que a Crate and Barrel crie novas experiências de varejo para seus clientes, a partir de um esforço voltado para a inovação. A empresa hoje já tem 45% de suas vendas realizadas no canal on-line. Explorando o conceito de ecossistema, a Crate & Barrel oferece produtos fabricados por mais de 100 artesãos em 42 países, majoritariamente mulheres (65% do total da comunidade). Esse ecossistema é uma forma da empresa exercer seus valores. Por outro lado, esses valores estão misturados, combinados com soluções digitais que oferecem serviços personalizadas, com dicas embarcadas por mais de 40 mil designers acessíveis pelos clientes via app.

Ecossistema de varejo

“A estratégia de ecossistema trouxe outras marcas que colaboram para parceirizar conteúdo, ofertas e engajamento de clientes que assumem novos comportamentos em velocidade recorde”, afirma Neela. Ela ainda destaca que as lojas da rede recebem mais de 26 milhões de clientes com taxa de conversão superior a 25%. Para mobilizar consumidores, as lojas oferecem eventos – foram 75 emm 2018. Nesse contexto, Phil Wabba questionou a CEO sobre a estratégia para competir com diversos concorrentes, especializados ou multidisciplinares, como Amazon, Mayfair e Walmart? No entender de Neela, os consumidores entendem que a Crate & Barrel oferece design exclusivo, tendências inéditas, padrões inusitados, que fogem dos produtos comuns da concorrência. A força da marca está justamente no conceito de ecossistema, que. estimula designers criativos a atingirem a casa das pessoas.

Vale ressaltar que a Crate & Barrel também vende móveis, que não são produtos de compra recorrente. A CEO da empresa afirma que os clientes da rede são mais atentos à necessidade de renovar seus ambientes, de olharem para os espaços e buscarem novas soluções de design. Phill também manifestou interesse na Zola, empresa recém-adquirida pela varejista. O objetivo foi incorporar conhecimento para proporcionar uma experiência o mais fluida possível para os clientes e a Zola reunia as credenciais para apresentar produtos, com um sistema de registro e demonstração de produtos realmente eficiente. A motivação para redimensionar a experiência do cliente chegou até mesmo aos restaurantes das lojas, para que os menus pudessem estar integrados ao ambiente e os menus fossem mais atrativos. Essa tendência será incentivada com mais serviços e mais eventos. Phil Wabba satirizou a histeria de flagships que faz marcas criarem “lojas megalomaníacas em NY”, mas a CEO da Crate & Barrel não manifestou interesse em direcionar sua estratégia para esse formato.

O que os consumidores querem?

Jocelyn Wong, da Lowes, e Phil Wabba,
da Fortune, durante o Shoptalk 2019

A Lowe’s, uma loja de departamentos focada em artigos domésticos de US$ 71 bilhões de faturamento, por sua vez, tem estado na vanguarda do investimento em novas tecnologias e estratégias que enriquecem a experiência do cliente. É investindo em tecnologias como machine learning e inteligência artificial, que a rede consegue criar engajamento significativo com os clientes. Jocelyn Wong, explicou como a Lowe está reinventando a experiência do cliente em suas lojas e em plataformas digitais – incluindo o marketing digital – para ficar à frente das mudanças nas preferências do consumidor.

A empresa está empenhado em usar muito o Analytics para compreender o consumidor. Os dados estão no coração da estratégia, da cadeia de valor, da jornada do cliente, da jornada da oferta, o produto certo, no preço certo, para o consumidor certo na hora certa. “Se um cliente estiver buscando o tom perfeito de azul, nós temos que estar prontos a atender esse desejo. Imagine uma consumidora que busca uma smar tv, que faz uma busca no Google e que vê um resultado surpreendente: a Lowe’s tem a TV ideal. E quando a cliente acessa o site da Lowe’s, vê o produto, serviços e consegue fazer a compra de modo muito fluido. Isso é o que buscamos constantemente”, explica Jocelyn. Nesse sentido, a empresa busca tecnologias capazes de eliminar todos os pontos de fricção, sistemas de geolocalização, que impulsionem ofertas e ideias – acopladas a sistemas de machine learning – para gerar tráfego e conversões rápidas. A Lowe’s pensa obsessivamente em aumentar a eficiência e as tecnologias assumem essa função.

Assim como a Crate & Barrel, a empresa desenvolve parcerias e assume que aprende mais com outras parceiras para se renovar e inovar. Há novas ferramentas para serem utilizadas no arsenal de marketing, que fazem o papel dessa disciplina, de mudar os hábitos dos clientes, acontecer de fato. Jocelyn diz que o marketing deve ser efetivo, eficiente e engajador.

A executiva diz que a Lowe’s também consegue engajar o público interno. Um bom exemplo, foi a recente campainha de TV, que trouxe atores contracenando com colaboradores reais, o que mostrou claramente que eles são os heróis da marca, aqueles que fazem a magia acontecer. Dessa forma, segundo Jocelyn, o conteúdo ganha autenticidade e força.

Como mensagem final, a executiva defendeu o papel e a relevância do varejo tradicional. Segundo ela, há tantas experiências intensas e descontraídas que podem ser trazidas e muito espaço para explorar novas formas de tornar a loja física única e distinta. “Pense em montar uma cozinha. O cliente quer ver, manusear, sentir os armários, os utensílios. Essas virtudes estão nas lojas físicas. E por mais que as coisas estejam fáceis e ao alcance de nossos dedos hoje em dia, as pessoas não abrem mão do contato humano. Nós precisamos sim reforçar cada vez mais os pontos que levam as pessoas a irem para as lojas. Não acredito que lojas robotizadas sejam tendência”, concluiu.

Fonte: No Varejo

Facebook usará IA para saber com quem você mora e como é a sua casa

O modelo de negócios do Facebook requer que a rede social saiba cada vez mais sobre quem são seus usuários para melhor direcionar as publicidades. Assim, quanto mais a rede souber sobre alguém, melhor.

Uma patente registrada recentemente pelo Facebook e publicada no site do Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos EUA revela que a rede social parece estar encontrando formas de saber como são as casas de seus usuários e com quem eles moram:

“Um sistema online prevê características familiares de um usuário, por exemplo, tamanho do domicílio e composição demográfica, com base nos dados de imagem do usuário, por exemplo, fotos de perfil, fotos postadas pelo usuário e fotos postadas por outros usuários conectados socialmente com o usuário, e dados no perfil do usuário que sugerem relacionamentos entre indivíduos mostrados nos dados de imagem do usuário.”

A técnica utiliza aprendizado de máquina e reconhecimento de imagens por inteligências artificiais para interpretar fotos, interações entre usuários, relações de parentesco e relacionamentos. O objetivo, de acordo com o registro, é “fornecer uma entrega de conteúdo aprimorada e direcionada ao usuário e sua família’. Usando os novos algoritmos, o Facebook será capaz de entender quem são seus colegas de quarto ou mesmo se há crianças pequenas que não possuem perfis na rede social vivendo sob o mesmo teto que você.

A novidade pode ser um diferencial para o Facebook, já que nenhuma outra empresa possui informações suficientes para oferecer serviços que englobem toda uma unidade residencial e seus ocupantes, fornecendo melhorias no direcionamento de publicidades. A patente, que foi publicada na última quinta-feira (15), foi registrada em maio, mas nada pode assegurar que já não esteja sendo utilizada pela rede social no fornecimento de anúncios segmentados. Esta mais uma prova de que não sabemos como nossos dados estão sendo utilizados pelas empresas a quem os confiamos.

Fonte: PhoneArena

13 cursos online para aprender sobre Data Science e Inteligência Artificial

Com tanta gente interessada em dar os primeiros passos rumo à carreira de Data Scientist, uma das profissões que mais crescem no mercado de trabalho atual, é natural que existam algumas dúvidas em relação aos principais termos utilizados no meio ou mesmo sobre qual caminho seguir para aprender tudo o que é exigido pelas empresas que estão em busca de profissionais qualificados.

Foi pensando nisso que a plataforma de ensino online Udacity criou as trilhas de dados voltadas para diferentes perfis profissionais. Dependendo do seu interesse na área, é possível escolher o caminho mais adequado e conferir os cursos essenciais para prosseguir nesse ramo.

Confira abaixo as trilhas da Udacity, compostas por vários cursos diferentes, e veja qual delas desperta seu interesse ou está de acordo com os objetivos que você já tem em mente.

Trilha do Analista de Dados

Ideal para quem tem um perfil mais analítico, essa trilha não exige conhecimentos prévios em programação. Nela, você aprende a analisar dados utilizado o Microsoft Excel e a linguagem SQL, além de montar testes para validar suas descobertas. É dividida em dois cursos, o Nanodegree Fundamentos da Análise de Dados, com os passos fundamentais para iniciantes, e o Nanodegree Analista de Dados, em que você aprenderá técnicas avançadas de coleta, tratamento e análise de dados.

Trilha do Cientista de Dados

Seguindo esse caminho, você se tornará apto a trabalhar com grandes quantidades de dados, utilizar essas informações para encontrar insights e apresentar esses resultados como um bom contador de histórias. A trilha começa com os cursos Nanodegree Fundamentos de Data Science I e Fundamentos de Data Science II, que ensinam programação em Python e os primeiros conceitos de machine learning.

Ao finalizar seus estudos com o Nanodegree Data Scientist, você estará pronto para se tornar um verdadeiro cientista de dados, tendo domínio de conceitos como engenharia de software, big data e modelo de programação MapReduce, além de sair com um portfólio de tarefas pronto para ser apresentado em entrevistas de emprego.

Trilha do Engenheiro de Machine Learning

Essa é uma boa escolha para quem deseja trabalhar com Machine Learning e Inteligência Artificial e não tem medo de lidar com números e estatísticas diariamente. Com o Nanodegree Fundamentos de AI & Machine Learning, você aprende Python, álgebra linear, estatística e visualização de dados, seguindo para o Nanodegree Engenheiro de Machine Learning e terminando no Nanodegree Deep Learning, que ensina como criar redes neurais profundas.

Cursos para ser um especialista em Inteligência Artificial

Além de todas essas trilhas, a Udacity oferece ainda uma variedade de cursos para quem tem interesse em inteligência artificial e deseja se aprofundar nessa área. Selecionamos alguns exemplos abaixo que você também pode conferir.

Ficou interessado em algum dos cursos e quer aprender mais sobre essa área? Como falamos anteriormente, a trilha de Dados, Data Science e Machine Learning da Udacity é a melhor maneira de iniciar os estudos. Os cursos são criados em parceria com grandes companhias, como Amazon, Google, IBM e Nvidia, e você pode escolher o ponto de partida ideal, de acordo com os seus conhecimentos atuais.

Além disso, todos os programas foram pensados para atender as demandas do mercado de trabalho. Portanto, você sai com o certificado de conclusão do seu Nanodegree e ainda tem um portfólio completo para mostrar aos possíveis contratantes. Acesse o site da Udacity, escolha a sua trilha e comece os estudos.

Fonte: Tecmundo

Análise preditiva: o futurismo aplicado no marketing digital

A habilidade de prever o futuro seria gloriosa, imagine se pudéssemos saber o que aconteceria no dia de amanhã, poderíamos evitar muitos problemas e tomar decisões mais assertivas. Pois, saiba que no mundo corporativo o marketing digital já torna isso possível graças à inteligência artificial e análise preditiva.

A Análise Preditiva é uma forma de prever padrões comportamentais do seu público interno e externo. Essa ferramenta visa antecipar possíveis acontecimentos, como crises econômicas e picos de crescimento. Tudo isso, aliado ao uso de ferramentas com machine learningbig data, além da inteligência artificial em si.

Em uma série denominada “Prevendo o Futuro“, lançada pela empresa americana IBM –  Internacional Business Machinejá destacava“[…] a análise preditiva tem estado presente por muitas décadas. Um tema em destaque na academia por muitos anos, sua relevância no segmento de mercado cresceu juntamente com a quantidade de dados sendo capturados pelas pessoas […]”.

Qual sua relevância como estratégia aplicada no marketing digital?

Como estratégia aplicada no marketing digital a análise preditiva é essencial para gerenciar possíveis crises e identificar qual será o “ápice” de sua empresa, reduzindo gastos e ganhando tempo em relação aos concorrentes. Além de auxiliar na segmentação e nutrição de leads, pois com base nos dados de “gostos” do nosso público podemos trabalhar de maneira mais efetiva nosso marketing de conteúdo.

Análise Preditiva aplicada na prática

Imagine que estamos entrando no inverno. Trabalhamos em uma empresa focada em vender jaquetas de couro de veludo para mulheres. Nossos produtos estão em alta, porém devemos fazer um planejamento de vendas para o ano seguinte. Com auxilio da análise preditiva podemos elaborar uma estratégia examinando questões como:

  • Percentual de vendas no verão;
  • Peças a serem produzidas nesse intervalo de tempo;
  • Investimento em marketing digital.

A estratégia utilizada pode evitar que a empresa entre em colapso durante os meses de verão. Assim, chegamos a conclusão de que nesse intervalo de tempo, nosso público-alvo não está focado em adquirir nosso produto.

Além do mais, concluímos que a produção de jaquetas poderia ser menor, por conta do número de interesses, e o investimento em marketing digital poderia ser otimizado. Ou seja, a análise preditiva fez com que nossa empresa ficasse preparada para lidar com a baixa demanda de vendas, e nos ajudou a mediar nosso orçamento.

Fonte: Paraná Portal

Forbes usa inteligência artificial para mostrar a “cara” da corrupção no Brasil

Dados mencionados por profissionais que trabalham na Operação Lava Jato e publicados na imprensa informam que os recursos perdidos em esquemas de corrupção no País somam em torno de R$ 200 bilhões (US$ 61 bilhões) por ano. Se todo esse dinheiro fosse para as mãos de uma única pessoa, ela seria dona da quinta maior fortuna do mundo, de acordo com a Lista dos Bilionários Forbes de 2017. O personagem criado pela corrupção, portanto, estaria à frente de nomes como Mark Zuckerberg e Carlos Slim.

Quem poderia ser então esse “bilionário” brasileiro? Quais suas características físicas? O que ele pensa, quais seus hábitos de consumo? Quais são os segmentos da economia nos quais atua? Qual a sua opinião sobre operações que investigam corruptos no país? Com o objetivo de chamar a atenção de todos os brasileiros para o problema e ajudar a combater a corrupção, a revista Forbes Brasil, a agência Ogilvy e a empresa de tecnologia Nexo criaram, por meio de uma ferramenta de inteligência artificial, o que seria a “cara” da corrupção brasileira. Além do rosto, com todos os traços físicos, o projeto de “machine learning” conseguiu ir além e apontar características de personalidade desse homem, chamado de Sr. Ric Brasil – anagrama de Rica Corrupção do Brasil.

Confira o vídeo da ação:

O trabalho da campanha chamada “Ric Brasil” ainda está em andamento, com os últimos ajustes da ferramenta, e a imprensa será capaz de entrevistá-lo até o final deste mês e saber todos os detalhes sobre o homem mais “poderoso” do país. O projeto para se chegar ao Sr. Rico Brasil começou há mais de oito meses com uma ampla pesquisa baseada principalmente em entrevistas e depoimentos de alguns dos principais condenados nas operações Mensalão e Lava Jato.

“A Forbes quer se posicionar contra a corrupção, então além de chamar a atenção dos brasileiros para o tamanho do problema em nosso país, pensamos nessa campanha também como uma forma de valorizar o empresário sério”, diz Antonio Camarotti, CEO da revista Forbes Brasil.  Desde 2017, na edição dos Bilionários Brasileiros os nomes que tiveram suas fortunas listadas e que se encontravam sob algum tipo de investigação de crimes ligados a corrupção, formação de quadrilha, evasão de divisas e outros crimes de lesa-pátria tiveram uma anotação indicando sob qual investigação estavam sujeitos.

A próxima revista Forbes Brasil com a Lista dos Bilionários conta com uma ação especial, também criada pela Ogilvy, para divulgar a campanha. A publicação chega às bancas a partir de 16 de abril.

“A principal ideia da campanha Ric Brasil é destacar o tamanho da corrupção no País. A lista da Forbes é a principal ferramenta para entendermos a riqueza de cada bilionário. Portanto mostrar que a corrupção no Brasil pode gerar uma fortuna desse tamanho é o melhor jeito de a revista usar informação para combater o problema”, comenta Claudio Lima, VP nacional de criação da Ogilvy Brasil.

Fonte: Adnews

SAS inicia terceira turma do curso de cientista de dados

Objetivo é capacitar profissionais a lidar com big data e as mais avançadas ferramentas de visualização e análise de dados do mercado

Com o sucesso do curso de Cientista de Dados do SAS, lançado no Brasil em junho de 2016, uma terceira turma terá início no próximo dia 31. A Academia para Ciência de Dados do SAS utilizará as mais avançadas ferramentas e técnicas de analytics, buscando formar profissionais altamente qualificados para lidar com big data.

O curso é presencial e tem duração de 14 meses, equivalente a 448 horas. Durante esse período, cada aluno passará por aulas teóricas, projetos em equipe, desenvolvimento de estudos de caso e provas de certificação. O programa é composto de dois módulos. O primeiro deles é voltado para a obtenção da Certificação SAS em Big Data e o segundo da Certificação SAS Advanced Analytics Professional. Um vez aprovado, o aluno obtém a Certificação SAS de Cientista de Dados.

Neste mês e em novembro, o SAS já formará a primeira e a segunda turma, respectivamente, de cientista de dados, o que representa cerca de 50 profissionais. Para um dos alunos, o especialista em Big Data, Analytics e Governança da Informação da CertSys, Herbert Morais, o curso teve um papel fundamental em sua vida profissional. “Ele abriu a minha mente e me ajudou a conseguir uma mudança na minha carreira, além de me permitir conhecer pessoas incríveis no próprio SAS. O treinamento foi pago pela minha antiga empresa, como um reconhecimento pelo meu trabalho, e agora estou trabalhando diretamente com cloud e analytics, o que tem sido muito gratificante”, diz o profissional, que participou da primeira turma.

As aulas incluem técnicas de gerenciamento e limpeza de grandes volumes de dados, análises exploratórias, visualização de dados SAS e HadoopMachine Learning e Deep Learning, incorporação de modelagem preditiva e outras habilidades necessárias à formação de um cientista de dados.

Além do conhecimento técnico, é necessário que os candidatos entendam de negócios e tenham experiência em programação, com conhecimentos em matemática aplicada, além de proficiência em inglês.

As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de outubro pelo e-mail andreia.santos@sas.com. Para mais detalhes sobre o curso, basta clicar no link Academia de Cientista de Dados.

Profissão do futuro

Atualmente, o cientista de dados é um dos profissionais mais valorizados pelo mercado devido à grande demanda das empresas e ao alto grau de conhecimento técnico desse especialista, o que torna também os salários bem atraentes. A importância desse profissional ganhou tamanha relevância a ponto de ter sido listada pelo Fórum Econômico Mundial como uma das mais relevantes profissões para o mercado até o ano de 2020.

Segundo a coordenadora de Treinamentos do SAS Brasil, Andréia Santos, o objetivo do curso é atender às demandas do mercado por profissionais com formação especializada. “Existe hoje uma necessidade grande das empresas em poder contar com profissionais capacitados em inteligência analítica e Big Data, capazes de extrair informações valiosas desse imenso volume de dados que as organizações têm à disposição. É nesse momento que a figura do cientista de dados ganha importância”, diz a executiva.

O certificado do SAS em Ciência de Dados é reconhecido internacionalmente, permitindo que o profissional possa trabalhar em qualquer mercado ao redor do mundo, conquistando, assim, novas perspectivas de carreira.

Fonte: ITForum365

Caminhos para se tornar um Cientista de Dados

Que esta é a profissão do futuro já não restam mais dúvidas. Agora quais os primeiros passos para os interessados em se tornar um cientista de dados e como ingressar nesta profissão?
 Sempre associamos a imersão em um novo desafio profissional a elevados investimentos financeiros, mas muitas vezes as alternativas existentes dependem muito mais de tempo e dedicação do que dos recursos financeiros propriamente dito.
Neste sentido separei algumas dicas de cursos (gratuitos e pagos) sobre este tema  para os profissionais interessados em se desenvolver nesta fascinante e exponencial carreira.
A DSA é uma comunidade de especialistas em Ciência de Dados, que tem por objetivo levar treinamento e qualificação profissional em algumas das áreas que mais crescem atualmente. Data ScienceBig Data, Analytics e Internet das Coisas estão demandando profissionais altamente capacitados e a DSA está aí para fornecer treinamento qualificado e diferenciado!
Na Comunidade você encontra desde cursos gratuitos, como o de Fundamentos em Big Data e o de Introdução a Ciência de Dados, até cursos pagos como Formação em Cientista de Dados, Formação em Inteligência Artificial, entre outros.
Confira a lista completa de cursos no site da Data Science Academy.
2 – Udemy
O Udemy é um “marketplace” global para aprendizado on-line com uma extensa biblioteca de mais de 55.000 cursos ministrados por instrutores especializados.  Os preços dos cursos variam bastante, mas existem ótimas opções bem acessíveis como os cursos de Machine Learning e Data Science com Python e Data Science: do Dado à Tomada de Decisão.
3 – IGTI
O Instituto de Gestão e Tecnologia da Informação é um centro de especialização profissional em TI. Fundado em 2006, tem como missão contribuir para o desenvolvimento de competências e conhecimentos em Tecnologia da Informação.
Atualmente consolidado como referência na área e alunos distribuídos em todo o País, a sua reputação é o resultado de uma gestão acadêmica preocupada com a qualidade da educação, um modelo de ensino interativo e inovador, materiais didáticos de qualidade, uma equipe de professores experientes, um eficiente atendimento ao aluno e uma proposta de cursos com enfoque no desenvolvimento de carreiras em TI.
Dentre os cursos de maior aderência aos profissionais/entusiastas da Ciência de Dados destacam-se: MBA em Ciência de Dados (Big Data), MBA em Aprendizado de Máquina (Machine Learning), MBA em Engenharia de Dados e o MBA em Análise de Inteligência de Negócios.
4 –  IBPAD
Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados é um centro independente de pesquisa e formação de analistas e pesquisadores nas áreas de Pesquisa e Opinião Pública, Política e Relações Governamentais e Comunicação Digital. O foco do Instituto é na aplicação e ensino de técnicas e metodologias de análise de dados com sólida formação científica para atuação no mercado.
Existem ótimas opções e bem acessíveis em cursos como Programação em R, Séries Temporais e Modelos Preditivos. 
5 – Udacity
A Udacity surgiu de uma experiência na Universidade de Stanford. Sebastian Thrun e Peter Norvig ofereceram um curso online gratuito de “Introdução à Inteligência Artificial”, aberto ao público. Foram mais de 160 mil inscritos de 190 países, e logo depois nasceu a Udacity. Hoje é composta por uma equipe cada vez maior de educadores e engenheiros dedicados a mudar o futuro da educação, unindo as competências requisitadas na vida real, uma educação de relevância e empregabilidade.
Existem muitas ótimas opções de cursos na Udacity, porém destaco os seguintes cursos: Fundamentos de Data Science I, Introdução à Análise de Dados, Engenheiro de Machine Learning, Predictive Analytics for Business e o de Fundamentos de Deep Learning.
6 – Coursera
O Coursera proporciona acesso universal à melhor educação do mundo fazendo parcerias com as melhores universidades e organizações para oferecer cursos on-line.
O “cardápio” de opções são inúmeros e podem ser conferidos na lista completa de cursos, porém o destaque vai para o curso de Aprendizagem Automática.
7 – Amazon Web Services (AWS) – Fundamentos da Tecnologia de Big Data
O curso Big Data Technology Fundamentals oferece conhecimentos básicos e gerais sobre as tecnologias usadas em soluções de big data. Ele abrange o desenvolvimento de soluções de big data por meio do uso do ecossistema Hadoop, incluindo MapReduce, HDFS e as estruturas de programação Pig e Hive. Este curso on-line ajuda você a criar uma base para trabalhar com serviços da AWS para soluções de big data. O curso é gratuito e pode ser usado independentemente ou para ajudá-lo a se preparar para o curso Big Data on AWS com instrutor.
O programa apresenta uma visão contemporânea, tanto teórica como prática, que prepara o profissional do marketing no desenvolvimento de pilares fundamentais do marketing analytics, como: o entendimento do ambiente de negócios, gestão de dados e modelagem informacional, análise de redes Sociais, visual information systems, digital analytics, data mining e text Mining, cluster analysis, consumer insights, técnicas integradas de decision support systems. Disciplinas como Geomarketing e Inteligência Geográfica na Tomada de Decisão farão parte da grade.
Este curso de Especialização destina-se a  profissionais com formação em nível superior que atuam na área de Administração de dados e Tecnologia da Informação com interesse em ciência de dados, podendo ser gerentes, especialistas e técnicos. O curso procura abordar problemas inerentes não somente ao contexto de Big Data, mas de dados em geral. Aborda também as tecnologias associadas a Big Data, mostrando para o que servem e diferenças em relação as empregadas em BI. Outro aspecto considerado importante, é cada vez mais dados de indivíduos são disponibilizados e facilmente obtidos na web, é preciso discutir aspectos éticos e legais do uso desses dados.

O curso visa proporcionar aos profissionais capacitação e atualização na área de gerência de grandes volumes de dados, amplamente conhecidos pelos termos Big Data e Data Science. Os conteúdos a serem abordados giram em torno de temas como análise de dados, processamento de grandes volumes de dados, visualização analítica, e computação em nuvem. Além do conhecimento teórico, os egressos do curso irão experimentar as principais ferramentas para lidar com os diversos temas das áreas de Big Data & Data Science.

Big Data e Data Science não são constituídas apenas do agrupamento de um conjunto de tecnologias, mas é a capacidade de conectar não apenas cientistas de dados e tecnólogos, mas profissionais de todas as áreas. Sem dúvida, uma das principais formas de fazer isso é usar métodos avançados de análise de dados e visualizações que não se limitam a mostrar dados, números ou mesmo gráficos, mas que façam todos esses elementos ganharem vida.

Post escrito por Eduardo Prange, CEO da Zeeng.