Instagram oculta likes para usuários brasileiros

Em maio deste ano o Instagram anunciou que iria iniciar testes que ocultassem o número de likes das postagens dos usuários do Canadá. Na época, a plataforma não indicou mais detalhes, prazos ou se a mudança seria adotada globalmente.

Agora, o experimento chega ao Brasil. A partir desta quarta-feira, 17, a rede social passa a remover o número de curtidas em fotos e visualizações de vídeos em feeds e perfis do país. As quantidades ainda poderão ser visualizadas por cada usuário, mas não estarão mais abertas ao público.

De acordo com o Instagram, o objetivo é que os seguidores “se concentrem mais no conteúdo compartilhado”. “Não queremos que as pessoas sintam que estão em uma competição dentro do Instagram e nossa expectativa é entender se uma mudança desse tipo poderia ajudar as pessoas a focar menos nas curtidas e mais em contar suas histórias”.

A medida causa preocupação entre influenciadores e anunciantes, mas não deve alterar as métricas para as empresas no gerenciador de anúncios. A plataforma afirma ainda que está animada com os resultados iniciais da mudança, mas que ainda é necessário estudar mais a forma como isso afeta a experiência dos usuários.

Fonte: Propmark

Esconder número de likes e de views no Instagram tende a ser positivo

E se o número de curtidas nas fotos no Instagram não aparecesse mais? E se a contagem de visualizações não fosse mais pública? Você postaria a foto do seu almoço ou o vídeo do seu cachorro brincando? Será que a marca X apostaria no influenciador Y? Questões assim estão mais próximas de se tornarem reais e parte do dia a dia de quem utiliza a plataforma.

A rede social anunciou este mês que está testando essas possibilidades. O experimento ocorre no Canadá e, por enquanto, não há prazo para terminar nem indicação se a mudança será ou não adotada globalmente. “O recurso está sendo testado para que os seguidores se concentrem nas fotos e nos vídeos que são compartilhados, e não em quantas curtidas recebem”, aponta o posicionamento oficial do Instagram.

Ainda nessa linha de mais qualidade de uso da rede e reflexo do Instagram na vida de seus usuários, a plataforma tem outros recursos já trabalhados há algum tempo. As iniciativas de suporte incluem uma campanha de prevenção ao bullying, feita em parceria com a Unicef; ferramentas para ajudar no combate a essa prática e informações sobre recursos de apoio para quem pesquisa as #ansiedade e #depressão.

Leandro Bravo é head de relacionamento da Celebryts, startup cujo pilar principal é levar resultado dentro de uma campanha em rede de influência. “Verificamos todos os números e nuances, perfil de público, reating e outros, para identificar o melhor influenciador para a campanha”, comenta. A plataforma capta os nomes automaticamente pelo Instagram ou YouTube e mantém uma base filtrada e qualificada com cerca de 60 mil nomes. “Não temos casting, porque só indicamos os nomes que realmente fazem sentido para aquele cliente, e não o contrário”, explica.

Entre os clientes já atendidos pela Celebryts estão Nestlé, Leroy, Bob’s, Netshoes, Microsoft, O Boticário, Magazine Luiza e Domino’s. Com cerca de três anos, a empresa está em crescimento acelerado e vê com bons olhos os testes feitos pelo Instagram. “Tem um ponto positivo para as pessoas e marcas de aprofundar o foco no conteúdo e não no números de likes. Mas acho que para empresas especializadas como a nossa isso já era uma realidade. Quando temos de identificar o melhor nome, não vemos só números ou só uma métrica, é um conjunto, um conteúdo já faz parte da nossa empresa. Acredito que essa mudança tem muito mais a ver com público final”, diz Bravo.

O executivo acredita que, se o recurso for adotado, o número de likes estará dentro da parte de dados ao qual o influenciador e/ou a marca com a qual trabalha tem acesso. Outro ponto que ele chama a atenção é a importância de fazer com que os creators se sintam representados e valorizados.

Com uma visão semelhante, Eduardo Apolinário, diretor de relacionamento com clientes da Sprinklr para a América Latina, também está otimista com a possível mudança. Ele afirma que vê um resultado positivo para os usuários e para a rede ser usada de forma mais saudável, sem comparações e busca por números. “O like por si só é uma métrica não tão sólida para a gente confirmar se o conteúdo tem grande relevância ou não. Tem outras métricas, como de conversas e engajamento, para medir com mais qualidade a aceitação e a produtividade. Acho que todo mundo ganha. Mas é um teste, temos de esperar, para ter mais dados para corroborar se é bem aceito ou não, e os pontos negativos e positivos”, comenta.

Adaptação e evolução
Profissionais que trabalham com influenciadores e conteúdo ressaltam que ambientes de testes são muito comuns nas redes sociais, para avaliar sistemas e comportamentos, que por isso é preciso aguardar a definição do Instagram antes de tomar qualquer medida em relação ao dia a dia.

Rodrigo Soriano, fundador da Airfluencers, reforça que a novidade, se aprovada, deve afetar mais a parte de comportamento. “Tem pessoas que não gostam de dar o primeiro like, outras que gostam de dar like em algo que já foi avalizado por muita gente. Agora a reação terá de ser muito mais pelo conteúdo postado”, diz. Soriano avalia ainda que isso não deve interferir no trabalho com influenciadores, pelo contrário. “O mercado vai valorizar cada vez mais o conteúdo, ao tirar a visão dos números. A métrica vai se adequar. Mudanças são corriqueiras. E quem trabalha com social media está sempre preparado”, afirma.

A executiva Flavia Meirelles, sócia-diretora da Forma RP, também vê com bons olhos e considera possíveis reflexos na dinâmica entre influenciador e marca. “Ou a cultura do like vai deixar de ser uma métrica ou será cada vez mais necessária a intermediação de agências que tenham acesso aos dados dos influencers, já que esses dados não estarão disponíveis na rede. Nesse sentido, o foco hoje dedicado à geração de likes deve se voltar à criação de um conteúdo ainda mais engajador”, acredita.

Facilidade para comprar
Enquanto essa possibilidade está em teste, o Instagram expandiu outro recurso apresentado recentemente: a Checkout, ferramenta de compras iniciada em março. No fim de abril, a rede anunciou que em vez de o criador de conteúdo tagear as marcas que está usando, adicionar os detalhes na legenda e responder dúvidas em comentários e mensagens no Direct, agora ele pode marcar o que está usando. Anteriormente, só as marcas podiam fazer isso.

No anúncio da novidade, o Instagram afirmou que “independentemente do momento em que as pessoas se sentem inspiradas, o nosso compromisso é tornar a experiência de compras mais simples, conveniente e segura”. Os testes começaram com cerca de 50 criadores de conteúdo, entre eles a brasileira Camila Coelho e as personalidades da mídia e empresária Kim Kardashian West e Kylie Jenner.

“Meus seguidores sempre perguntam nos comentários e no Direct sobre quais marcas eu estou usando ou sobre onde comprar algumas peças. Essa ferramenta vai facilitar muito para que eu possa oferecer os detalhes e informações que meus seguidores estão procurando, com um único clique. Os dias de tirar print da tela, salvar na galeria de fotos e de caçar para encontrar meus produtos favoritos acabaram”, afirma Camila.

De acordo com o Instagram, para que os criadores marquem os produtos, as empresas devem fazer parte da versão beta da Checkout. Além disso, a rede vai fornecer insights sobre o desempenho das publicações de compras.

Fonte: Prop Mark

Facebook processa vendedores de curtidas e seguidores falsos para Instagram

Os donos da Social Media Series Limited já haviam sofrido sanções do Facebook em 2018 por vender curtidas e seguidores artificiais, mas continuaram a atuar sob nomes falsos

O Facebook processou a Social Media Series Limited, empresa neozelandesa que vende curtidas, compartilhamentos e seguidores artificiais para usuários do Instagram. A companhia de Arend Nollen, Leon Hedges e David Pasanen driblou por anos os pedidos do Facebook para encerrar as atividades com bots — para isso, mudava o nome dos sites que ofereciam os benefícios. Agora, o processo pede que a corte dos EUA impeça a atuação da empresa e pede indenizações por manipular a plataforma.

Segundo o Facebook, os neozelandeses operam nas redes sociais desde 2015. Em 2018, eles receberam uma notificação para que parassem com as vendas de curtidas e seguidores, e fecharam o site original — mas não desistiram da atividade: Nollen, Hedges e Pasanen abriram outra loja (com nome falso) depois de terem suas contas banidas e milhões de likes artificiais bloqueados.

O Facebook estima que a Social Media Series Limited ganhou cerca de US$ 9,4 milhões com engajamento falso em mídias sociais. Segundo ele, o grupo tinha “uma rede de bots e contas do Instagram para entregar milhões de curtidas automatizadas aos clientes” e “algumas das contas controladas por eles eram responsáveis por dezenas de milhares de curtidas diariamente”.

Agora, mais uma vez, a rede social processa os vendedores por violação dos termos de serviço do Facebook e do Instagram. Depois de serem banidos das redes, os donos da empresa usaram bots para aumentar o engajamento. O processo afirma que eles mandaram comandos para os servidores das redes sociais para fraudar curtidas. Com esses dados, o Facebook declara violação da Lei de Fraude e Abuso de Computadores (CFAA).

Esse é o segundo processo recente que o Facebook registra contra contas falsas. No mês passado, várias empresas chinesas foram acusadas de vender likes e seguidores artificiais nas plataformas de Zuckeberg. Como antes, o Facebook chama isso de “mais um passo em nossos esforços contínuos para proteger as pessoas e evitar comportamentos não autênticos no Facebook e no Instagram”.

Fonte: Olhar Digital

Instagram anuncia três novidades, incluindo o fim do número de curtidas em fotos e vídeos

Depois de alguns rumores e testes vazados, o Instagram anunciou oficialmente nesta terça-feira, 30/04, três novidades em sua plataforma: um adesivo de doação no Stories, uma atualização na aparência de sua câmera, e a remoção da contagem de curtidas em fotos e vídeos do feed.

O adesivo de doação foi mencionado pela primeira vez no Facebook Communities Summit, em fevereiro, mas só agora passa a estar disponível nos Estados Unidos. Com isso, os usuários poderão usar o novo adesivo para angariar fundos apenas para organizações sem fins lucrativos, como a Black Girls Code e a Malala Fund, apenas algumas das ONGs citadas como exemplos pelo Instagram.

O sticker pode ser acessado como qualquer outro que já estamos acostumados, através do Stories e selecionando o ícone. Num exemplo prático, você poderá postar uma foto ou vídeo, e colocar um sticker de uma ONG para a qual deseja chamar a atenção dos seus seguidores e dar um suporte.

Segundo o Instagram, 100% do dinheiro arrecadado via adesivos no Stories irá para as organizações sem fins lucrativos.

Outra novidade é o novo visual da câmera da plataforma, também dentro do Stories. O chamado Create Mode agora traz um espaço com mais ferramentas de edição e, consequentemente, mais alternativas na hora de compartilhar fotos e vídeos.

Por fim, o Instagram confirmou que a partir do próximo fim de semana, a plataforma começará um teste no qual removerá o número total de curtidas de fotos e vídeos no feed em todos os tipos de perfis.

O teste será feito primeiramente no Canadá. Segundo a empresa, a mudança tem como foco promover a conexão através do conteúdo, e não dos números: “Estamos testando isso porque queremos que seus seguidores se concentrem nas fotos e nos vídeos que você compartilha, e não em quantos likes eles têm”.

A empresa, porém, não informou quanto tempo o teste deve durar antes de ser lançado para o público geral.

Fonte: B9

Instagram nega teste do fim dos likes

Na semana passada, Jane Wong, especialista em fazer a engenharia reversa de redes sociais com a finalidade de descobrir ferramentas não-lançadas, vulnerabilidades e códigos, publicou em seu perfil no Twitter três fotos que mostram como o Instagram ficaria sem a contagem de likes públicos — apenas o usuário dono do perfil poderia ver a quantidade. De acordo com Wong, o app “quer que seus seguidores foquem no que você compartilha, e não em quantos likes você recebe”.

A descoberta está ainda hoje gerando discussões sobre se a nova versão é, de fato, um teste oficial da rede ou não. Se aplicada, a ferramenta pode impactar no trabalho de influenciadores que se respaldam nessa métrica para orçar o valor de publicações patrocinadas. O Instagram se pronunciou afirmando que não testou a ferramenta. “Não estamos testando isso no momento. Mas explorar formas de reduzir a pressão no Instagram é algo que sempre estamos pensando”, afirmou uma fonte ao portal The Verge.

O Instagram não é a única rede social que repensa a questão da pressão e popularidade. Em novembro do ano passado, Ev Williams, co-fundador do Twitter e conselheiro, disse no Web Summit de Lisboa, em Portugal, que mostrar o número de seguidores de usuário foi provavelmente extremamente prejudicial. “Deixa claro que o jogo é de popularidade”, afirmou.

Fonte: Meio & Mensagem