A inteligência artificial e os dados reais

A tecnologia não existe “no vácuo”, mas é fruto de escolhas sociais: uma combinação entre comportamentos, mercados e processos históricos muito mais complexa que as mais recentes “redes neurais”. Como ficam então os avanços nas áreas de análise de dados e inteligência artificial combinados com mudanças demográficas, conscientização crescente sobre a importância dos dados pessoais, crise ambiental e economia nacional estagnada? A resposta (que eu não tenho) para esta pergunta vai ser o “make or break” dos anunciantes e agências nos próximos anos no Brasil.

Nossa renda per capita ainda não se recuperou do estrago da última recessão, e tudo indica que mesmo com a aprovação de uma reforma razoável da Previdência, o fluxo de investimento necessário para gerar emprego e renda em um volume suficiente para crescermos de forma sustentada (3% – 4% ao ano) não vai se materializar tão cedo, mesmo se não tivermos grandes sustos no cenário internacional (um dos melhores estudos recentes sobre o tema foi publicado pelo FMI, “Brazil: Boom, Bust and the Road to Recovery”. A produtividade do trabalhador brasileiro é baixa e está praticamente estagnada nas últimas três décadas. A reversão deste quadro exige investimentos maciços em educação e infraestrutura, que não maturam em menos de cinco ou dez anos.

Neste cenário, podemos esperar um investimento crescente das marcas em promoções e formatos de publicidade mais direta. Segundo Marc Pritchard, CMO da P&G, em recente conferência da Associação Americana de Anunciantes, estamos assistindo uma “mudança de visualização em massa para alcance em massa, com uma precisão crescente”. O contato direto via plataformas digitais permite a obtenção de dados mais personalizados, que por sua vez alimentam a geração de conteúdo de maneira “autorreplicável” pelo consumidor. De acordo com o executivo, isso explica o melhor resultado de vendas da empresa nos últimos cinco anos, apesar de uma redução de 6% na verba de comunicação.

Não por acaso, os produtos que mais tendem a se beneficiar destes formatos são os consumidos pela parcela mais jovem da população e que também demonstram um apelo ao meio ambiente (o caso exemplar na P&G, segundo Pritchard, foi o da Pampers Pure, feita com algodão ecológico por meio de uma cadeia de fornecedores certificada, que em menos de um ano alcançou a liderança no segmento nos EUA).

Neste ambiente, não apenas a coleta de dados, mas também seu tratamento e sua contextualização são um fator decisivo para atingir a vantagem competitiva. Em um livrinho bastante interessante, “Information, a very short introduction”, o professor de Oxford Luciano Floridi menciona o conceito de “pequenos padrões”, familiar para todos nós que trabalhamos com publicidade: metade dos seus dados é lixo, o problema é saber qual metade, uma vez que a série de pontos da outra metade, se agregados, se tornam fortes preditores de comportamento. O valor deste tipo de conhecimento só vai aumentar na medida em que os consumidores e o ambiente regulatório tornarão cada vez mais complexo o uso de dados pessoais — a oportunidade da sua obtenção será cada vez “custosa” em termos da confiança no relacionamento com a marca.

Mas o grande desafio é “materializar” a informação sobre o consumidor em produtos e serviços, e aqui entram a inteligência artificial e as novas técnicas de desenvolvimento de projetos (debaixo do guarda-chuva das metodologias ágeis), produção e aprendizado organizacional. Em um contexto brasileiro de baixo crescimento de mercado e crescente pressão por resultados, se as agências não desenvolverem estas habilidades ou pelo menos conectarem seus clientes com quem as possui, veremos cada vez mais os anunciantes internalizando essas funções ou recorrendo a outras organizações que dominem essas competências (sim, me refiro às consultorias, entre outras).

Obviamente não existe uma receita de bolo, mas quando acompanho os casos bem (e mal) sucedidos de evolução digital no Brasil aqui na GV, verifico que o ponto em comum, além do decisivo apoio do CEO, é a criação de uma cultura de decisões baseadas em dados capaz de se impor sobre o processo tradicional de “silos de competências” (algumas vezes essa cultura precisa ser construída de forma quase clandestina, para então ser incorporada pelas demais áreas).

Se este ainda é um tema periférico na sua empresa, melhor ficar de olho: com a entrada de novos mecanismos regulatórios (a Lei Geral de Proteção de Dados, que vai vigorar a partir de agosto do ano que vem) e o cenário cada vez mais acirrado pela disputa do consumidor, pensar em maneiras de implantar esta cultura de dados sem muitos investimentos de capital será um grande desafio. Um primeiro passo que tenho recomendado é partir da seguinte pergunta: qual a experiência média que nosso consumidor espera e vai encontrar no mercado em cinco ou dez anos? Se você parar para pensar, vai ver que boa parte da proposta de valor para atender esse cliente passa por maior personalização, velocidade e custo. Concentre seus esforços de coleta de dados em cima de relações de causa e efeito dessas variáveis — é aí que aparecerão as primeiras lacunas sobre as quais sua empresa deve atuar.

Fonte: Meio&Mensagem

A longa jornada da transformação digital começou por marketing

Faz muito tempo que o mercado fala sobre a Transformação Digital, tão necessária para todas as empresas se adequarem aos hábitos dos consumidores atuais. A exigência de experiências fluidas, integradas e alinhadas aos seus contextos, fez com que esse tema fosse realmente tratado como uma prioridade, e já causou grandes transformações na maneira como o marketing é feito.

Começamos pelo consumidor

Isso pode ser muito bem observado quando analisamos a importância que a estratégia Customer Centric vem ganhando em todas as frentes. Design Thinking já virou parte do nosso dia-a-dia, e a preocupação com Customer Experience é constante.

Passamos a monitorar e estudar todos os comportamentos dos nossos consumidores, indo muito além do momento, da oferta e do canal de conversão, para realmente entender toda a jornada de compra e tomada de decisão.
Essa primeira etapa da transformação digital parece realmente ter começado pelos consumidores, então, naturalmente, foi vista como um problema de Marketing e CRM, pois são essas áreas que sempre lidaram com a interface e as experiências destes consumidores.

Cenário atual

Nesse panorama, vimos o surgimento de ferramentas e plataformas – que compilam diversas tecnologias transformadoras – sendo oferecidas como serviço para áreas de Marketing (“as a service”). Tecnologias essas que tornam viáveis a entrega de experiências fluidas para nossos consumidores e a execução de estratégias sofisticadas em múltiplos canais digitais e/ou físicos para nossos times de Marketing.

Assuntos bastante complexos e técnicos, como Inteligência Artificial, Algoritmos de Recomendação, Modelos de Propensão, Detecção Automática de Atrito, Automação de Processos, Correspondência de Identidade, etc., estão sendo consumidos pelas áreas de Marketing há um bom tempo. E junto com eles também veem muitos desafios de tecnologia.

Uma consequência disso é o viés mais técnico que os profissionais de marketing estão adquirindo, cargos como Marketing Technologist são cada vez mais frequentes no mercado. De certa maneira, as áreas de Marketing estão sendo pioneiras em trazer essas tecnologias transformadoras para suas empresas.

Próxima etapa da transformação

Se resgatarmos então a necessidade de entendermos a jornada completa dos consumidores e de entregar experiências realmente fluidas e integradas, muitas vezes o Marketing esbarra em plataformas transacionais, sistemas legados e outros processos fundamentais da empresa que ainda não estão prontos para isso.

Por isso, entendemos que a Transformação Digital agora está em uma segunda etapa. Invés de impulsionada pelos consumidores, precisa ser impulsionada pela própria empresa, transformando e modernizando todos os processos chave: transacionais, operacionais, logísticos, etc.

Tudo isso precisa fazer parte de uma Plataforma de Negócios, alimentada por dados, sustentada por Inteligência Artificial e com grande capacidade de integração. Essa plataforma precisa falar naturalmente – e em tempo real – com as estratégias Customer Centric citadas.

Esse é um grande desafio de tecnologia e inovação, que permeia todas as áreas de uma empresa. O Marketing já está profundamente digital, essa é sua nova natureza. CMO e CTO nunca precisaram estar tão próximos.

Fonte: Digitalks

IBM explica venda de sua plataforma de marketing

Na semana passada, a IBM anunciou, em Nova York, um acordo definitivo para a venda de sua divisão Watson Marketing, plataforma que utiliza inteligência artificial para oferecer soluções de comunicação aos clientes. O comprador é o fundo de investimentos Centerbridge Partners e a ideia dos novos donos é construir uma empresa independente, e que ofereça um portfólio abrangente de produtos para atender aos maiores desafios do CMO em marketing e publicidade.

As soluções da plataforma incluem ferramentas de automação de campanhas, análise de dados e experiência dos clientes, um sistema de gerenciamento de conteúdo com tecnologia de inteligência artificial, além de diversas outras APIs. Como a transação ainda está sob revisão dos órgãos regulatórios, a IBM deu apenas poucos detalhes sobre como a negociação pode impactar algo na operação brasileira.

Por meio de um comunicado, no entanto, a companhia deixou claro que a venda da divisão está alinhada com os própositos estratégicos do grupo. “Podemos adiantar que como parte da estratégia da IBM para liderar nos segmentos emergentes e de alto valor da indústria de TI, atuamos com um modelo integrado que prioriza a inovação e a expertise em áreas como inteligência artificial, blockchain, cloud e supply chain”, diz o texto.

Dentro deste cenário, a IBM tambem aprofundou suas predileções em termos de direção de negócio. “As soluções de marketing e commerce vem sendo cada vez mais vendidas como produtos autônomos e não mais como parte central desse modelo integrado. Esse acordo definitivo assinado com Centerbridge é consistente com a nossa estratégia e acreditamos que a Centerbridge está bem posicionada para progredir com essas soluções no mercado”, finaliza o comunicado.

Nos próximos dias, a companhia deve anunciar um novo nome e identidade para a marca.

Fonte: Meio e Mensagem

GARTNER IDENTIFICA CINCO MITOS SOBRE O USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NAS EMPRESAS

Os líderes de TI e de negócios geralmente ficam confusos sobre o que a Inteligência Artificial (IA) pode fazer por suas organizações e são frequentemente desafiados por falsas ideias sobre como aplicar os conceitos dessa tecnologia em suas organizações. O Gartner Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, avalia que os gestores de TI e negócios que desenvolvem projetos de inteligência artificial devem separar a realidade dos mitos para elaborar suas estratégias de inovação para o futuro.

“Com a tecnologia de IA ​​entrando nas companhias, é crucial que os líderes de negócios e de TI compreendam completamente como as soluções inteligentes podem criar valor para seus negócios e onde estão suas limitações”, diz Alexander Linden, Vice-Presidente de pesquisa do Gartner. “As tecnologias de Inteligência Artificial só podem gerar valor se fizerem parte da estratégia da organização e forem usadas da maneira correta”.

Para evitar concepções erradas, o Gartner anuncia cinco mitos sobre o uso da Inteligência Artificial:

Mito 1: A Inteligência Artificial funciona da mesma maneira que o cérebro humano

A Inteligência Artificial é uma disciplina de engenharia da computação. Em seu estado atual, consiste em ferramentas de software destinadas a resolver problemas. Embora algumas formas de IA sejam altamente capacitadas e habilidosas, seria impossível pensar que as aplicações inteligentes atuais são semelhantes ou equivalentes à inteligência humana.

“Algumas formas de aprendizado de máquina (ML – de Machine Learning, em inglês), que é uma categoria de inteligência artificial, podem ter sido inspiradas pelo cérebro humano, mas não são equivalentes”, afirma Linden. “A tecnologia de reconhecimento de imagem, por exemplo, é mais precisa do que a maioria dos humanos, mas não é útil quando se trata de resolver um problema de matemática. A regra com a Inteligência Artificial, hoje, é que ela resolve uma tarefa extremamente bem, mas, se as condições da tarefa mudarem um pouco, essa tecnologia falhará”.

Mito 2: Máquinas inteligentes aprendem por conta própria

A intervenção humana é necessária para desenvolver uma máquina ou um sistema baseado em Inteligência Artificial. O envolvimento pode vir de experientes cientistas de dados humanos, que são imprescindíveis para executar tarefas como definir e enquadrar quais são as questões a serem executadas, preparar os dados, determinar conjuntos de informações apropriados para a análise, remover possíveis erros (ver mito 3) e – o mais importante – para atualizar continuamente o software, permitindo a integração de novos conhecimentos e de aprendizagem para o próximo ciclo de inovação presente nas máquinas.

Mito 3: Inteligência Artificial pode ser livre de preconceito

Toda tecnologia de Inteligência Artificial é baseada em dados, regras e outros tipos de informações fornecidas por especialistas humanos. Semelhante aos humanos, as aplicações inteligentes também são intrinsecamente enviesadas por uma forma ou outra de análise.

“Hoje, não há como banir completamente o preconceito, no entanto, temos que tentar reduzi-lo ao mínimo”, diz Linden. “Além de soluções tecnológicas, como diversos conjuntos de dados, também é crucial garantir a diversidade nas equipes que trabalham com a Inteligência Artificial e fazer com que os membros da equipe revisem o trabalho uns dos outros. Esse processo simples pode reduzir significativamente o viés de seleção e confirmação”.

Mito 4: A Inteligência Artificial só substituirá trabalhos repetitivos e que não exigem graus avançados

A Inteligência Artificial permite que as empresas tomem decisões mais precisas por meio de previsões, classificações e agrupamentos da análise de dados. Essas habilidades das soluções baseadas em IA permitiram que as empresas reduzissem as demandas acerca das tarefas mais comuns, mas, por outro lado, também aumentaram a complexidade das tarefas remanescentes. Um exemplo é o uso de Inteligência Artificial na avaliação de imagens na área da saúde. Uma radiografia de tórax baseada em IA pode detectar doenças mais rapidamente que radiologistas. No setor financeiro e de seguros, robôs estão sendo usados ​​para o gerenciamento de rendas ou detecção de fraudes. Essas capacidades não eliminam o envolvimento humano nessas tarefas, mas permitem que os humanos lidem apenas com os casos incomuns ou mais específicos. Com o avanço da Inteligência Artificial ​​no local de trabalho, os líderes de negócios e de TI devem ajustar os perfis de trabalho e o planejamento das habilidades de suas equipes, além de oferecer opções de certificações e reciclagem de conhecimento para os profissionais já presentes na companhia.

Mito 5: Nem todas as empresas precisam de uma estratégia de Inteligência Artificial

Todas as organizações devem considerar o impacto potencial das soluções de Inteligência Artificial ​​em suas estratégias e investigar como essa tecnologia pode ser aplicada às demandas de suas operações. Evitar a exploração da Inteligência Artificial é o mesmo que abandonar a próxima fase da automação, o que, em última análise, poderia colocar as companhias em desvantagem competitiva.

“Mesmo que a estratégia atual de uma empresa não utilize a Inteligência Artificial, é importante que os líderes de negócios dessa companhia avaliem esse tema para tomar uma decisão consciente, baseada em muita pesquisa e avaliação do cenário. E como em relação a qualquer outra estratégia, é sempre recomendável que as companhias revisitem periodicamente seus planos, alterando suas diretrizes e rumos de acordo com as necessidades da organização. As ferramentas de Inteligência Artificial podem ser necessárias mais cedo do que o esperado”, finaliza Linden.

Fonte: Digitalks

Disposição incansável para testar e oferecer a melhor experiência para os clientes

A experiência de varejo vem mudando drasticamente. Por mais que alguns competidores mantenham aversão ao e-commerce e às novas formatações de loja e tecnologias digitais, a maior parte dos varejistas tradicionais, nascidos a partir da predominância de lojas físicas, estão adotando novas tecnologias em áreas como marketing e operações que transformam a experiência de compra on-line e nas lojas. A ideia de colaboração para criar parcerias que incorporem inovação para se conectar aos clientes de novas maneiras, é uma tendência forte. Trazer restaurantes gourmet e outros serviços para as lojas físicas é outra iniciativa. Nesta sessão, Phil Wabba, articulista sênior da Fortune conversou com Neela Montogomery, CEO da Crate & Barrelna primeira parte do painel: “Novas experiências de varejo – a visão dos líderes”, no Shoptalk. Na segunda parte, Ken Fenyo, líder de mercados de consumo da McKinsey conversou com Jocelyn Wong, a Chief Marketing Officer da Lowe’s. O tema central desses pingue-pongues, claro, foi a inovação na experiência do cliente.

A Crate and Barrel Holdings é uma varejista global de artigos para o lar com bandeiras como Crate and Barrel, Crate e Kids e CB2. A empresa, que tem mais de 100 lojas e franquias parceiras em 9 países, está abrindo seu primeiro restaurante nesta primavera. Também fez uma parceria com a Zola, um esforço para criar uma experiência mais completa para casais. A Zola é um sucesso entre casais que criam suas listas de presentes de casamento. Desde 1º de outubro de 2018, os casais podem se inscrever para sugerirem mais de 3.500 produtos exclusivos da Crate and Barrel diretamente em suas listas na Zola, juntamente com os mais de 60.000 presentes, experiências e fundos em dinheiro já oferecidos pela plataforma. A Crate and Barrel é a maior loja parceira a ser lançada no Zola e, por meio dessa colaboração, expande seu alcance digital para ainda novos potenciais clientes para seu cadastro.

Segundo Neela Montgomery, essas e outras iniciativas visam fazer com que a Crate and Barrel crie novas experiências de varejo para seus clientes, a partir de um esforço voltado para a inovação. A empresa hoje já tem 45% de suas vendas realizadas no canal on-line. Explorando o conceito de ecossistema, a Crate & Barrel oferece produtos fabricados por mais de 100 artesãos em 42 países, majoritariamente mulheres (65% do total da comunidade). Esse ecossistema é uma forma da empresa exercer seus valores. Por outro lado, esses valores estão misturados, combinados com soluções digitais que oferecem serviços personalizadas, com dicas embarcadas por mais de 40 mil designers acessíveis pelos clientes via app.

Ecossistema de varejo

“A estratégia de ecossistema trouxe outras marcas que colaboram para parceirizar conteúdo, ofertas e engajamento de clientes que assumem novos comportamentos em velocidade recorde”, afirma Neela. Ela ainda destaca que as lojas da rede recebem mais de 26 milhões de clientes com taxa de conversão superior a 25%. Para mobilizar consumidores, as lojas oferecem eventos – foram 75 emm 2018. Nesse contexto, Phil Wabba questionou a CEO sobre a estratégia para competir com diversos concorrentes, especializados ou multidisciplinares, como Amazon, Mayfair e Walmart? No entender de Neela, os consumidores entendem que a Crate & Barrel oferece design exclusivo, tendências inéditas, padrões inusitados, que fogem dos produtos comuns da concorrência. A força da marca está justamente no conceito de ecossistema, que. estimula designers criativos a atingirem a casa das pessoas.

Vale ressaltar que a Crate & Barrel também vende móveis, que não são produtos de compra recorrente. A CEO da empresa afirma que os clientes da rede são mais atentos à necessidade de renovar seus ambientes, de olharem para os espaços e buscarem novas soluções de design. Phill também manifestou interesse na Zola, empresa recém-adquirida pela varejista. O objetivo foi incorporar conhecimento para proporcionar uma experiência o mais fluida possível para os clientes e a Zola reunia as credenciais para apresentar produtos, com um sistema de registro e demonstração de produtos realmente eficiente. A motivação para redimensionar a experiência do cliente chegou até mesmo aos restaurantes das lojas, para que os menus pudessem estar integrados ao ambiente e os menus fossem mais atrativos. Essa tendência será incentivada com mais serviços e mais eventos. Phil Wabba satirizou a histeria de flagships que faz marcas criarem “lojas megalomaníacas em NY”, mas a CEO da Crate & Barrel não manifestou interesse em direcionar sua estratégia para esse formato.

O que os consumidores querem?

Jocelyn Wong, da Lowes, e Phil Wabba,
da Fortune, durante o Shoptalk 2019

A Lowe’s, uma loja de departamentos focada em artigos domésticos de US$ 71 bilhões de faturamento, por sua vez, tem estado na vanguarda do investimento em novas tecnologias e estratégias que enriquecem a experiência do cliente. É investindo em tecnologias como machine learning e inteligência artificial, que a rede consegue criar engajamento significativo com os clientes. Jocelyn Wong, explicou como a Lowe está reinventando a experiência do cliente em suas lojas e em plataformas digitais – incluindo o marketing digital – para ficar à frente das mudanças nas preferências do consumidor.

A empresa está empenhado em usar muito o Analytics para compreender o consumidor. Os dados estão no coração da estratégia, da cadeia de valor, da jornada do cliente, da jornada da oferta, o produto certo, no preço certo, para o consumidor certo na hora certa. “Se um cliente estiver buscando o tom perfeito de azul, nós temos que estar prontos a atender esse desejo. Imagine uma consumidora que busca uma smar tv, que faz uma busca no Google e que vê um resultado surpreendente: a Lowe’s tem a TV ideal. E quando a cliente acessa o site da Lowe’s, vê o produto, serviços e consegue fazer a compra de modo muito fluido. Isso é o que buscamos constantemente”, explica Jocelyn. Nesse sentido, a empresa busca tecnologias capazes de eliminar todos os pontos de fricção, sistemas de geolocalização, que impulsionem ofertas e ideias – acopladas a sistemas de machine learning – para gerar tráfego e conversões rápidas. A Lowe’s pensa obsessivamente em aumentar a eficiência e as tecnologias assumem essa função.

Assim como a Crate & Barrel, a empresa desenvolve parcerias e assume que aprende mais com outras parceiras para se renovar e inovar. Há novas ferramentas para serem utilizadas no arsenal de marketing, que fazem o papel dessa disciplina, de mudar os hábitos dos clientes, acontecer de fato. Jocelyn diz que o marketing deve ser efetivo, eficiente e engajador.

A executiva diz que a Lowe’s também consegue engajar o público interno. Um bom exemplo, foi a recente campainha de TV, que trouxe atores contracenando com colaboradores reais, o que mostrou claramente que eles são os heróis da marca, aqueles que fazem a magia acontecer. Dessa forma, segundo Jocelyn, o conteúdo ganha autenticidade e força.

Como mensagem final, a executiva defendeu o papel e a relevância do varejo tradicional. Segundo ela, há tantas experiências intensas e descontraídas que podem ser trazidas e muito espaço para explorar novas formas de tornar a loja física única e distinta. “Pense em montar uma cozinha. O cliente quer ver, manusear, sentir os armários, os utensílios. Essas virtudes estão nas lojas físicas. E por mais que as coisas estejam fáceis e ao alcance de nossos dedos hoje em dia, as pessoas não abrem mão do contato humano. Nós precisamos sim reforçar cada vez mais os pontos que levam as pessoas a irem para as lojas. Não acredito que lojas robotizadas sejam tendência”, concluiu.

Fonte: No Varejo

4 alicerces da transformação digital

transformação digital é massivamente discutida e apontada como fator-chave para que as empresas sejam capazes de sobreviver à era digital. De acordo com a IDC, até 2020, 40% das maiores organizações da América Latina verão a manutenção e sucesso de seus negócios dependerem de suas capacidades de se digitalizarem.

Para driblar esse desafio, deverão utilizar tecnologias de modo estratégico de forma a criar novos modelos de negócios, processos e capacidades que lhes permitam aumentar eficiência, reduzir custos desnecessários e, principalmente, prover novos serviços e/ou melhores experiências a seus clientes, o que impacta diretamente na lucratividade do negócio.

Não há dúvidas de que a transformação digital deve ser pauta prioritária no planejamento das empresas. No Brasil, entretanto, caminhamos na contramão, pois seu planejamento e adoção ainda esbarram na velha crença de que investir em tecnologia é uma despesa sem retorno direto e que deve ser reduzida ao máximo.

Para ter sucesso nessa trajetória, o primeiro passo é a conscientização. A adoção de novas tecnologias deixa de ser opcional e passa a ser fundamental para sobrevivência, manutenção e sucesso dos negócios. A mídia, por exemplo, foi totalmente reinventada por empresas como Netflix, Amazon Video e Spotify. Vale lembrar ainda que o Uber e o Airbnb se tornaram grandes empresas de transporte e hotelaria sem ao menos possuir um único carro e hotel.

O segundo passo, é o entendimento das ferramentas e seus benefícios. Para isso, elenquei algumas tecnologias que podem viabilizar a transformação digital na sua empresa e como diferentes setores vêm se beneficiando com o uso destas ferramentas:

SD-WAN

É uma solução que utiliza o conceito de controle centralizado para trazer simplicidade, agilidade e automação para WAN. Além disso, agrega diversas funcionalidades – segurança, visibilidade de tráfego, definição de políticas de encaminhamento de tráfego baseado em aplicações e analytics – que permitem escolher os meios de transporte que melhor se adequem às necessidades de conectividade da empresa e, principalmente, possibilitam fazer o melhor uso dos seus recursos. Devido a essas funcionalidades, o SD-WAN é considerado o viabilizador da transformação digital, sendo a sua adoção o primeiro passo nessa jornada.

A rede de lojas GAP, por exemplo, foi um dos early adopters da solução. Segundo o arquiteto de redes da varejista, Snehal Patel, a adoção do SD-WAN levou a agilidade e a simplicidade necessárias para atender às demandas de negócios, além de permitir o uso de novos meios de transportes de dados que disponibilizam banda para adoção de novas aplicações e serviços, promovendo ainda, a redução de custos operacionais.

IoT

Nada mais é que o nome dado ao conceito de se conectar coisas à internet – eletrodomésticos, lâmpadas, motores industriais, carros etc. Essa tecnologia possibilita não apenas a criação de novos serviços, como também o aumento da eficiência de atividades existentes, o caso de diversas aplicações das cidades inteligentes, como monitoramento de lixeiras, bueiros, iluminação pública, etc.

O uso da MagicBand, pulseira conectada dos parques da Disney, é um caso de sucesso de IoT. A tecnologia atrela informações do usuário a diversos serviços, permitindo que funcionem como ingresso de atrações, chave do quarto de hotel e meio de pagamento. Além disso, permite que a Disney tenha acesso às informações dos usuários e as utilize para melhorar ainda mais a experiência deles.

Inteligência artificial

De maneira abrangente, é definida como a capacidade de computadores realizarem atividades que requerem inteligência e normalmente seriam realizadas por seres humanos. Porém, de uma forma mais específica e atual, está atrelada ao conceito de machine learning, em que os computadores têm capacidade de emularem a atuação de pessoas a partir da aprendizagem.

Assim, além da análise de dados e tomadas de decisões, há a capacidade de aprender com os resultados das ações e se retroalimentar com essas informações para gerar dados mais precisos e melhores decisões futuras.

Um exemplo de inteligência artificial que afeta diretamente nosso dia a dia são os chatbots e assistente virtuais, adotados para dar mais agilidade ao atendimento ao cliente tanto em pré-vendas quanto no pós-venda. Eles são utilizados para guiar os consumidores aos produtos de interesse e fornecer informações e recomendações que os ajudem em sua decisão de compra, além de auxiliar a resolver um dos principais pontos de reclamação dos clientes: o tempo de espera para atendimento. Iniciativa que apresenta uma grande adesão e aceitação dos consumidores.

Realidade Aumentada

As aplicações de realidade aumentada utilizam informações do mundo real, com dados virtuais, para simular um ambiente e/ou uma experiência.

A Sephora, rede de cosméticos internacional, verificou que 22% das desistências de compras online estavam ligadas à percepção de que o produto escolhido era diferente pessoalmente. Pensando nisso, a Sephora adotou uma aplicação de realidade aumentada para ajudar seus clientes a conhecerem melhor os produtos e melhorar a experiência de compra.

No aplicativo “Sephora Virtual Artist”, os clientes podem testar virtualmente os produtos oferecidos e maquiagens criadas pelos experts da marca. Além disso, com o uso de aplicações de inteligência artificial é possível obter recomendações de maquiagem que mais combinem com a cor da sua pele.

Esses são apenas alguns exemplos de como está latente a necessidade de que a transformação digital seja considerada como prioridade no planejamento estratégico das empresas. Analisar a transformação do modelo de negócio da vertical em que atua nos últimos anos e as tendências de futuro para definir seus objetivos estratégicos é essencial.

Independentemente de em qual pilar seus objetivos estarão apoiados – eficiência operacional, geração de novos negócios, experiência do usuário – certamente a adoção de novas tecnologias será fundamental para a transformação e sucesso do seu negócio.

Fonte: ComputerWorld

CI&T aponta tendências da transformação digital para 2019

Relevância da cultura baseada em dados, necessidade de autonomia às áreas e mudanças no marketing digital estão entre as tendências para a jornada de transformação digital das empresas no próximo ano

De acordo com o Gartner, a transformação digital de negócios passou de experimento para mainstream. As iniciativas digitais vão liderar a lista de prioridades dos CIOs em 2019, com 33% das empresas nas etapas de escala ou refino da maturidade digital – um número acima dos 17% em 2018. Outro dado que chama a atenção é que apenas 4% das organizações não terão nenhuma iniciativa digital no próximo ano, o que sinaliza essa mudança do digital como uma plataforma mainstream.

CI&T, multinacional brasileira especializada em transformação digital de grandes marcas com presença global, compartilha algumas tendências desse mercado para o próximo ano:

Adoção da cultura data-driven: As organizações deverão intensificar o uso de dados como parte do planejamento e estratégias de negócios para todas as suas áreas. Uma cultura baseada em dados permite o monitoramento em tempo real das principais fontes de informação, tanto para guiar processos-chave de transformação digital como realizar atualizações tempestivas no desempenho de lançamentos de novos produtos e serviços. Para compreender as interações com os consumidores, as empresas terão que possuir maior competência em análise de dados (analytics). O uso do analytics fará toda a diferença para criar novas jornadas, onde o consumidor terá suas necessidades antecipadas e supridas de forma sem precedentes, assim como a identificação e a correção tempestiva de pontos de fricção. Ao se tornar uma organização mais inteligente e data-driven, será possível retroalimentar o negócio com dados e insights, construindo uma cultura de valor com foco no cliente e, consequentemente, impulsionando os negócios.

Mudanças do marketing no digital – Em 2019, as marcas deverão intensificar ainda mais a substituição das técnicas tradicionais por um novo mindset, mudando suas estratégias de marketing para focá-las no estímulo à experimentação e, principalmente, na inserção do cliente no centro do negócio entendendo não apenas seu mix de canais, mas sua relação com múltiplos touchpoints on e offline. O chamado Agile Marketing precisará ser implementado, com ciclos curtos e rápidos aprendizados como parte do processo de transformação digital. Para isso, equipes de marketing deverão estudar mais e correr atrás dos resultados.

Revolução da Inteligência Artificial (IA) – Outra tendência que crescerá exponencialmente será a aplicação da Inteligência Artificial, especialmente em assistentes virtuais para a oferta de experiências altamente convenientes, personalizadas e onipresentes aos consumidores. A IA vai provocar uma verdadeira revolução nos negócios peer-to-peer oupeer-to-machine, para transformá-los em machine-to-machine através da voz.

Autonomia e empoderamento das áreas – A quebra de estruturas de silos (departamentos) para dar lugar às equipes multidisciplinares (SQUADs) nas organizações está entre as ações-chave do processo de mudança cultura da transformação digital. A tendência é a formação de equipes com mais autonomia e empoderamento, agindo de forma colaborativa, em torno de um objetivo comum e com incentivo à experimentação e inovação, para que a empresa ganhe a velocidade que o mercado exige na tomada de decisões que vão gerar real valor aos seus consumidores.

Capacidade de lidar com riscos – A transformação digital traz muitos desafios e riscos também. Ano a ano, as empresas precisarão estar cada vez mais preparadas para lidar com os riscos dessa jornada, que inclui testes e experimentos fundamentais para a evolução da marca no ambiente digital. As organizações vão precisar entender que a missão de resolver problemas vai além de uma área específica, para ser tratada de forma global por todas as esferas, especialmente a do cliente.

“Em 2019, teremos que ter um olhar ainda mais profundo para as capacidades disruptivas dessas tendências, que vão provocar grandes transformações nas relações entre os consumidores e as marcas”, disse Marcelo Trevisani, CMO da CI&T.

Fonte: Proxxima

Jornal chinês é apresentado por âncora com Inteligência Artificial

Uma agência de notícias do governo chinês começou a utilizar inteligência artificial para apresentar as notícias do país. A “IA âncoras” foi criada pela agência Xinhua em parceria com a Sogou, empresa responsável por um dos buscadores mais populares da China.

Dois modelos foram criados, um para noticias em inglês e outra para a língua local. Para o desenvolvimento dos apresentadores, foram utilizados imagens e áudios de jornalistas reais que trabalham na emissora.

No entanto a tecnologia tem bastante limitações, já que as expressões do apresentador são com poucos movimentos de outras partes do corpo durante a fala. A voz também não é muito avançada e aparenta ser mais robótica do que de outras empresas.

Mesmo com esses problemas a companhia continuará com a tendência para a evolução na área.

Veja a apresentação do jornal abaixo:

Fonte: AdNews

Facebook usará IA para saber com quem você mora e como é a sua casa

O modelo de negócios do Facebook requer que a rede social saiba cada vez mais sobre quem são seus usuários para melhor direcionar as publicidades. Assim, quanto mais a rede souber sobre alguém, melhor.

Uma patente registrada recentemente pelo Facebook e publicada no site do Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos EUA revela que a rede social parece estar encontrando formas de saber como são as casas de seus usuários e com quem eles moram:

“Um sistema online prevê características familiares de um usuário, por exemplo, tamanho do domicílio e composição demográfica, com base nos dados de imagem do usuário, por exemplo, fotos de perfil, fotos postadas pelo usuário e fotos postadas por outros usuários conectados socialmente com o usuário, e dados no perfil do usuário que sugerem relacionamentos entre indivíduos mostrados nos dados de imagem do usuário.”

A técnica utiliza aprendizado de máquina e reconhecimento de imagens por inteligências artificiais para interpretar fotos, interações entre usuários, relações de parentesco e relacionamentos. O objetivo, de acordo com o registro, é “fornecer uma entrega de conteúdo aprimorada e direcionada ao usuário e sua família’. Usando os novos algoritmos, o Facebook será capaz de entender quem são seus colegas de quarto ou mesmo se há crianças pequenas que não possuem perfis na rede social vivendo sob o mesmo teto que você.

A novidade pode ser um diferencial para o Facebook, já que nenhuma outra empresa possui informações suficientes para oferecer serviços que englobem toda uma unidade residencial e seus ocupantes, fornecendo melhorias no direcionamento de publicidades. A patente, que foi publicada na última quinta-feira (15), foi registrada em maio, mas nada pode assegurar que já não esteja sendo utilizada pela rede social no fornecimento de anúncios segmentados. Esta mais uma prova de que não sabemos como nossos dados estão sendo utilizados pelas empresas a quem os confiamos.

Fonte: PhoneArena

O enorme poder do marketing digital

O marketing digital é hoje uma necessidade incontornável para as empresas, grandes e pequenas, em qualquer sector. Na conferência “Futura”, organizada pelo Negócios, vamos debater as grandes tendências do marketing digital.

Há conferências e palestras que não se esquecem. Nunca me hei-de esquecer da aula de Michael Wade, professor da IMD, em Lausanne, que no Verão de 2017 explicou a uma sala apinhada a estratégia de marketing digital da campanha eleitoral de Donald Trump. Como ao início o presidente escarnecia das redes sociais e como depois elas se tornaram, graças ao Facebook e à Cambridge Analytica, uma arma decisiva.

O escândalo só rebentaria meses depois, em Março deste ano, quando a jornalista do The Guardian, Carole Cadwalladr, contou ao mundo a forma como na campanha foram usados dados pessoais cedidos pela maior rede social do mundo, sem consentimento dos utilizadores. Quem esteve na sala a ouvir o Michael Wade, além de um arrepio na espinha, ficou com uma demonstração muito real do poder do marketing digital.

Nunca como antes os “marketeers” tiveram ao seu dispor ferramentas tão poderosas para conhecer o cliente, chegar ao cliente, interagir com o cliente e, o mais importante para as marcas, ganhar o cliente. O “big data“, a inteligência artificial ou o “machine learning” abriram possibilidades imensas e há novas a surgir a cada dia que passa.

O tema do marketing digital não é uma moda, é já hoje uma realidade incontornável para as empresas, transversal a toda a organização. Ciente dessa importância, o Negócios, em parceria com a Omnicom MediaGroup, organiza a Futura, uma conferência que junta oradores de prestígio internacional e nomes de grande relevo nacionais para falar sobre as grandes tendências do marketing digital.

Fonte: Jornal de Negócios