8 tendências para empreendedores em 2019

O Brasil fechou o ano de 2018 com 10 mil startups em atividade, segundo a base de dados da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), instituição sem fins lucrativos que mapeia startups de todo Brasil. Esse mercado, portanto, está em pleno crescimento. Novas ferramentas e plataformas surgem a cada ano, e com elas novas formas de interagir com os clientes, criando assim as mais variadas possibilidades mercadológicas.

Para ajudar os empreendedores a entenderam as mudanças, o Sebrae/PR preparou o Caderno de tendências 2018/2019, analisando o mercado atual e com ênfase nas PMEs. Confira oito dessas tendências e empresas inseridas nesse contexto.

1. Cliente no controle

O jovem consumidor contemporâneo tem visto a publicidade on-line como uma inconveniência, preferindo ter o controle daquilo que consome no ambiente online. Por isso, compreender esse público, direcionando a criação de conteúdos ou ações a ele, tem se tornado essencial para o êxito de qualquer negócio.

Especializada em oferecer as principais ferramentas para o marketing digital, a leadlovers auxilia os empreendedores que queiram atrair potenciais clientes para seu negócio, sem gastar muito.

Para engajar ainda mais os consumidores, a Cazamba, empresa de tecnologia e inovação em mídia, cria formatos de anúncios customizados e de alto impacto no digital, para possibilitar mais interação das marcas com seus públicos.

Além disso, a análise de concorrência é um ponto crucial para realizar campanhas de forma eficiente. Para auxiliar neste processo, a Zeeng, primeira plataforma de big data analytics para o setor de comunicação e marketing, ajuda a monitorar seus concorrentes em três vertentes: redes sociais, imprensa e web analytics.

Outro exemplo é a GhFly, agência referência em marketing digital e líder em performance. A empresa é especializada em gestão de campanhas criativas e inovadoras com foco em resultado, aliando mídia online com um formato de consultoria.

2. Consumidores investigativos

Estudos recentes indicam que 70% dos consumidores procuram saber mais sobre as empresas que consomem. Se as organizações não fornecem dados, certamente o consumidor irá procurar tais informações na internet. Para ajudar nessa busca, muitas startups criaram tecnologias capazes de melhorar na pesquisa por informações verdadeiras sobre as marcas no ambiente online.

É o caso da Trustvox primeira e única certificadora de reviews no Brasil, que possui uma ferramenta que permite que os lojistas publiquem apenas as opiniões verdadeiras dos clientes, ou seja, daqueles que realmente compraram na loja mesmo não sendo comentários positivos, sem que haja moderação nos comentários, para que haja transparência entre o cliente e a loja.

3. Cultura de aprendizagem

As diversas mudanças no século XXI também resultaram no surgimento de uma preocupação quanto à construção de uma cultura de aprendizagem, inclusive no campo corporativo. Pesquisas apontam que empresas que exercem uma mentalidade de crescimento ao estimularem a educação e a capacitação de seus funcionários podem se tornar três vezes mais lucrativas.

Entre as empresas que oferecem tecnologias para auxiliar empresas na criação de treinamentos personalizados para seus colaboradores está a Qranio, plataforma mobile que usa gamificação para estimular seus usuários com conteúdos educacionais.

Outro exemplo é a Solides, HR Tech mineira especializada em gestão de pessoas e people analytics, que traz para o mercado o Self Coach, um software que funciona a partir da tecnologia de aprendizado de máquina, que é capaz de fornecer treinamento personalizado de funcionários sem interação humana.

4. Compradores imediatistas

Os tipos de serviço criados para facilitar e agilizar a entrega de produtos e serviços para o consumidor fizeram com que eles se acostumassem ao ritmo imediato e à “pronta-entrega”. Já habituados ao mundo digital, os clientes estão se tornando cada vez mais impacientes, fazendo com que empresas surgissem para responder a essa demanda como a MVarandas plataforma que desenvolve soluções de gestão operacional para estabelecimentos comerciais do ramo alimentício.

A startup proporciona por meio de suas ferramentas um suporte 24 horas, integração, parceria com aplicativos e adquirentes e gestão 360º: salão, cozinha, estoque e financeiro, segurança e sigilo dos dados.

5. Consumo on-the-go

Hoje, o consumidor tem buscado otimizar seu tempo, por meio da utilização aplicativos nas mais diversas ocasiões, desde o agendamento de entrega das compras de supermercado a domicílio à marcação de consultas online. Para trazer mais praticidade e conveniência aos seus consumidores, a Liv Up, startup de alimentação saudável, oferece um cardápio variado de refeições e porções ultracongeladas, snacks, além de opções de lanches doces e salgados, possibilitando que o cliente agende a entrega no horário que for mais conveniente para ele. Além disso, a empresa mantém um controle de qualidade dos ingredientes via incentivo da produção familiar e pequenos produtores.

Outro exemplo dessa tendência é o Supermercado Now, maior plataforma de supermercados online, que atende hoje mais de 1000 bairros da capital paulista além das regiões do ABC e Alphaville.

6. Caça ao desconto

Encontrar os melhores preços para itens de desejo é o que o consumidor mais procura na internet. Desde a recessão de 2008, que impactou a economia mundial, as pessoas têm buscado por ofertas baseadas em preços baixos, refletindo diretamente no crescimento de negócios baseados em descontos. É o caso da Promobit, rede social que reúne os melhores cupons e descontos do e-commerce brasileiro. Todas as ofertas passam por uma curadoria, garantindo que as lojas são seguras e os preços reais.

7. Espaço integrados e sociais

O mercado autônomo tem se desenvolvido em todo mundo. Por isso, a demanda por espaços de coworking, e de convivência em condomínios residenciais, também devem aumentar, assim como, a flexibilização dos espaços de trabalho para colaboradores. É o caso do CO.W., coworking que tem como objetivo conectar empresas, novas ideias e culturas diferentes em um clima voltado ao networking e à construção de um futuro cada vez mais próspero e empreendedor.

8. Cocriação

Seja por meio de recursos físicos ou digitais, as marcas agora podem tornar suas relações com os clientes cada vez mais íntimas, informais e, consequentemente, reveladoras. Conhecer o seu cliente e saber com qual a frequência que ele vai até a sua loja, são informações importantes para melhorar a sua experiência de compra. Para isso, a Propz, empresa que oferece soluções de CRM, inteligência analítica e big data que entendem, predizem e reagem ao comportamento de consumo em tempo real e de forma automatizada.

Fonte: IDGNow

“Má gestão de dados e informações relevantes são risco real para empresas”, diz Rafael Morales da TBL Manager

Empresa de Business Analytics lista principais carências apresentadas pela grande maioria das empresas, especificamente demandas do mercado de sustentabilidade e apresenta solução.

Em tempo de Big Data, termo utilizado para descrever o grande volume de dados estruturados e não estruturados que são gerados a cada segundo, é cada vez mais comum e constante a busca por soluções capazes pela disrupção de processos de gestão. Nas grandes empresas, tem sido uma constante a possibilidade de mudar como as coisas sempre foram feitas, ou seja, sair do tradicional e oferecer soluções que otimizem resultados, custos e priorizem a qualidade.

Gerir dados e informações relevantes nem sempre é tarefa fácil e a má gestão das informações pode trazer diversos riscos para uma administração corporativa saudável. No que diz respeito especificamente às demandas exigidas pelo mercado de sustentabilidade, esse cuidado deve ser ainda maior, uma vez que o desempenho ambiental e social das empresas, são aspectos de valoração do negócio.

Dentre as principais carências apresentadas pela grande maioria das empresas estão: dificuldade na gestão dos dados corporativos, a falta de eficiência das planilhas que não garantem a segurança dos dados, nem mesmo padronizam as informações; dificuldade na transparência e na busca por dados de gestão, entre outros.

Rafael Morales, diretor da TBL Manager, empresa especializada em soluções para excelência na gestão de indicadores e performance de sustentabilidade, destaca a importância de mantê-los organizados e consolidados de maneira intuitiva, clara e confortável aos diferentes públicos. “As empresas precisam ser transparentes diante das informações apresentadas para seus stakeholders. É uma cadeia de informações integradas que precisam ser apresentadas de forma consistente para definir as diretrizes e estratégias da empresa.” explica.

“Especificamente os aspectos de sustentabilidade precisam ser apresentados e gerenciados de maneira coerente, segura e eficaz, porque traduzem o comprometimento da empresa com seus diferentes stakeholders. A má gestão de dados e informações relevantes são risco real para empresas”, concluiu.

A Solução

Para atender essa necessidade do mercado, a TBL Manager criou o SIS – Sistema de Indicadores da Sustentabilidade, uma solução para excelência na gestão que possibilita a criação ou edição de indicadores e formulários de desempenho de acordo com as necessidades e demandas das empresas, para que elas façam mensuração dos seus indicadores, criando assim, uma melhor gestão dos seus aspectos de sustentabilidade.

A ferramenta permite que as empresas tangibilizem seus aspectos socioambientais, subsidiem análises e resultados das estratégias traçadas em tempo real e elaborem relatórios de desempenho, otimizando recursos, reduzindo custos e oferecendo informações para tomada de decisão por parte da alta gestão.

Sempre atenta às necessidades individuais de cada cliente e à rápida capacidade de oferecer autonomia aos usuários, a TBL mantém em sua carteira importantes clientes, como: Suzano Papel & Celulose, Amil, Copagaz, CPFL Renováveis, Even, Merck, Raízen, Lojas Renner, Banco Santander, entre outros.

Fonte: Segs

2019: o ano do ecossistema digital orientado por dados

Um dos desafios como provedor de tecnologia é ajudar o cliente a prever o futuro, não só de sua operação para preparar a infraestrutura para as demandas dos negócios, mas o futuro da própria sociedade e qual será o impacto na área de atuação das empresas. Não é fácil e, por isso, na Dell essa tarefa é uma constante.

Um estudo do Instituto for the Future (IFTF), realizado em parceria com a Dell Technologies, mapeou as consequências que as novas tecnologias devem ter na vida e no trabalho das pessoas até 2030. No ano passado, apontamos oito tendências que impactariam de forma significativa o mercado em 2018, o que nos obriga a avaliar os acertos e ajudar novamente nossos parceiros de negócios a pensar em 2019.

Fizemos previsões ousadas ano passado — algumas se concretizaram um pouco mais rápido do que outras. Sabemos que ainda há muito a ser feito em relação aos avanços das tecnologias de machine learning, inteligência artificial e sistemas autônomos, que seguem mostrando seu potencial de transformar os negócios. Enquanto isso, as organizações ainda enfrentam o desafio de preparar sua infraestrutura e sua força de trabalho para comportar todo o potencial ainda desconhecido dessas tecnologias.

Em 2019, vamos ver o ecossistema digital orientado por dados ganhar força, apoiado por seis movimentações da indústria, que exploramos a seguir:

Tecnologia imersa na vida, pessoal e profissional

Assistentes virtuais e tecnologias conectadas – casa, coisas e carros, aprendendo suas preferências e fornecendo de maneira proativa conteúdo e informações com base em interações anteriores, devem ganhar força ao se unir à realidade virtual e aumentada para criar experiências verdadeiramente imersivas. Destaca-se aí dispositivos de monitoramento de bem-estar ainda mais inteligentes, que podem capturar informações sobre o corpo, como variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e padrões de sono, com a possibilidade de poder facilmente compartilhar essas informações com médicos para cuidar melhor da saúde.

Inteligência imersiva também nos seguirá no trabalho, com PCs e dispositivos aprendendo de forma contínua com nossos hábitos e proativamente conectando com os serviços e aplicativos certos no momento certo. Avanços em tecnologias de voz e processamento de linguagem natural criarão um diálogo mais produtivo com máquinas, enquanto a automação e robótica criarão uma colaboração mais fluida e rápida para realizar mais trabalhos. Com os aplicativos de realidade virtual e aumentada criando experiências imersivas, as pessoas terão acesso aos dados que precisam para realizar suas tarefas quando e onde estiverem.

Dados impulsionando a próxima “Corrida do Ouro” nos investimentos tecnológicos

As organizações vêm acumulando há anos grandes quantidades de dados, e a previsão é que, até 2020, se alcance o volume de 44 trilhões de gigabytes ou 44 zettabytes. A medida que a Transformação Digital ganha forma, é chegada a hora das empresas finalmente colocaram todos os dados a serviço dos negócios, motivando inovações e processos mais eficientes e gerando mais investimentos no setor de tecnologia. Novas startups devem surgir para lidar com o desafio de tornar a inteligência artificial uma realidade: para o gerenciamento e análise de dados, em que os insights podem ser obtidos virtualmente de praticamente todos os lugares, e soluções de compliance de dados para um modo mais seguro e inteligente de fornecer resultados incríveis.

Com o 5G, viveremos no limite

A rede 5G e os primeiros dispositivos compatíveis estão previstos para chegar ao mercado no próximo ano e prometem mudar completamente o consumo de dados em termos de velocidade e acessibilidade. A rede de baixa latência e alta largura de banda impactará em mais coisas, carros e sistemas conectados, o que deve acarretar em um grande volume de dados de inteligência artificial, machine learning (aprendizado de máquina) e computação na borda (edge computing), onde os dados são gerados. Não demorará muito para começarmos a ver micro-hubs ou mini data centers em nossas ruas. Os espaços urbanos estarão mais conectados do que nunca, preparando caminho para projetos de infraestruturas digitais e cidades inteligentes, revolucionando setores como saúde e indústria.

Estratégia multi-cloud para gerenciar crescimento no volume de dados

Ano passado, previmos a chegada da mega-nuvem, uma variedade de nuvens que compõem um modelo operacional multi-cloud, como parte da estratégia de TI para gerenciar o crescimento das aplicações e cargas de trabalho. Essa tendência segue forte no próximo ano, a medida em que as organizações percebem que precisam gerenciar com eficiência todos os dados gerados pela empresa. Um estudo recente da IDC apontou mais de 80% dos respondentes estavam repatriando os dados para nuvens privadas locais e podemos esperar que essa tendência continue, mesmo com projeções para crescimento da nuvem pública.

Ambientes de várias nuvens promoverão a automatização, processamento de Inteligência Artificial e aprendizagem de máquina em alta velocidade, permitindo às organizações gerenciar, mover e processar dados onde e quando for necessário. De fato, veremos mais nuvens surgirem à medida que os dados ficam cada vez mais distribuídos, computação de borda (edge computing) para dar suporte às atividades de veículos autônomos ou em fábricas inteligentes, em aplicativos nativos na nuvem, em data centers locais e protegidos para atender as exigências de conformidade e privacidade e, claro, a nuvem pública para uma variedade de aplicações e serviços que usamos todos os dias.

A Geração Z vai chegar ao local de trabalho

A Geração Z (nascidos depois de 1995) começa a integrar o mercado de trabalho, como uma força de trabalho diversificada, que se estenderá pelas próximas cinco gerações, criando uma variedade rica de experiências na vida e na tecnologia. Entre os integrantes da Geração Z, 98% terão usado tecnologia como parte de sua educação formal, muitos já entendem o básico de codificação de software e esperam contar com a melhor tecnologia disponível como parte de sua experiência de trabalho.

Esta nova geração, vai desencadear uma evolução em inovação tecnológica para a força de trabalho e criará oportunidades de educação tecnológica e aprendizagem contínua de novas habilidades com as gerações atuais. Realidade Aumentada e Realidade Virtual serão cada vez mais comuns e fecharão a lacuna de habilidades da força de trabalho atual, enquanto darão à Geração Z a velocidade e produtividade que exigem.

As cadeias de suprimentos ficarão mais fortes, mais inteligentes e mais verdes

Acreditando nas muitas vantagens de administrar um negócio sustentável, as organizações buscarão cada vez mais por maneiras de projetar todo o ciclo de seus produtos livre de resíduos, como parte de seus modelos de negócios, que inclui investir em inovações em reciclagem e boas práticas, até o correto descarte no encerramento do ciclo de vida. Na Dell, estamos compartilhando nosso projeto para transformar plásticos coletados nos oceanos em embalagens recicladas e transformar a fuligem dos gases de escape dos geradores a diesel em tinta para impressão em caixas.

Outro desafio será melhorar a rastreabilidade na cadeia de suprimentos, examinando e aproveitando as tecnologias emergentes para identificar possíveis falhas e tomar as medidas corretivas.Tecnologias de Blockchain devem contribuir para garantir confiança e segurança na terceirização, ao mesmo tempo em que garante informações e dados sobre bens e serviços ao longo da cadeia.

Parece muito desafiador, mas a verdade é que nunca tivemos um momento tão bom para tecnologia – com a inovação das redes 5G, inteligência artificial e aprendizagem de máquina, além de múltiplas nuvens e Blockchain a todo vapor.

Temos certeza que faremos uso muito positivo dos 44 zettabytes de dados gerados até 2020. Vamos destravar o poder dos dados de maneira nunca imaginada, transformando o dia a dia dos negócios e da vida cotidiana. Então, aperte os cintos, caminhamos a todo vapor para a Era dos Dados.

*Luis Gonçalves é vice-presidente Sênior e Gerente Geral da Dell EMC Brasil

Fonte: ComputerWorld