Twitter para de usar dados de terceiros em sua plataforma

O Twitter anunciou nessa quarta-feira, 7, que está banindo dados de terceiros de sua plataforma de anúncios, levando anunciantes a comprar seus próprios portfólios se quiserem continuar a usá-los para segmentar anúncios. Assim, a plataforma deixaria de integrar esses provedores, como Acxiom, Oracle Data Cloud, Epsilon e outros, que têm uma vasta reserva de informações em audiência para anunciantes. A segmentação identifica pessoas baseadas em idade, gênero, renda, status familiar e outras características.

Em 2018, o Facebook realizou uma movimentação similar, após a exposição do caso Cambridge Analytica, quando um desenvolvedor externo se apropriou de forma ilegal dos dados de 87 milhões de usuários da rede. Também no ano passado, a União Europeia implementou a GDPR, que forçou anunciantes e plataformas a obterem o consentimento explícito dos usuários ao usar seus dados. O governo brasileiro também implementou recentemente a LGPD, com propósito semelhante. Nos Estados Unidos, o Congresso estuda medidas similares.

O clima inóspito mudou o cenário de dados no último ano. O IPG comprou a Acxiom por US$ 2,3 bilhões. Em abril, o Publicis Groupe comprou a Epsilon por US$ 4,4 bilhões. Marcas têm buscado, então, formas de coletar dados de consumidores que possam ser chamados de “first-party”.

Em nota, o Twitter afirmou que busca mudar o foco para sua API de integração com a segmentação dos próprios anunciantes. Também na quarta-feira, o Twitter admitiu que tratou de forma errada alguns dados de consumidores. Segundo a plataforma, eles podem ter mostrado anúncios baseados em informações coletadas com base no comportamento online fora de seu serviço.

Segundo o Twitter, eles foram capazes de conectar usuários a endereços de e-mail dos quais as pessoas nunca compartilharam com o serviço – o que permitiu à rede social coletar informações úteis para a segmentação publicitária. O Twitter não falou quantas pessoas foram afetadas ou o período de tempo em que isso ocorreu.

“Vocês confiaram a nós suas escolhas e falhamos aqui”, afirmou a companhia em um blog. “Pedimos desculpas pelo ocorrido e estamos tomando caminhos para fazer com que nunca mais cometamos esse tipo de erro.”

 Fonte: Meio & Mensagem

ARP promoverá 2ª edição de workshop sobre dados como diferencial nas estratégias de comunicação

A ótima adesão de sócios da Associação Riograndense de Propaganda (ARP) no workshop “Data Driven Marketing” promovido pela entidade, estimulou a realização de uma segunda edição do evento. Na oportunidade, o CEO e cofundador da Zeeng, Eduardo Prange, expôs aos participantes sua experiência e deu dicas sobre como usar os dados como diferencial nas estratégias de comunicação.

Prange é empreendedor, possui MBA em Gerenciamento de Marketing e em Planejamento Estratégico e Marketing Interativo. Atuou como sócio-fundador da Seekr (Hi Platform), empresa de tecnologia voltada à gestão e monitoramento de marcas em mídias sociais. Além disso, presidiu o Comitê de Mídias Sociais da Associação Brasileira de Agentes Digitais – ABRADI. Para completar, venceu o prêmio ABComm de Inovação Digital por dois anos seguidos (2016 e 2017), como melhor profissional de social mídia do mercado brasileiro.

O workshop volta a acontecer no mês de agosto, dando a chance de participação daqueles que não puderam comparecer na primeira edição. Exclusivo para sócios e convidados da entidade, o encontro será realizado no dia 13, das 19h30 às 22h, na sede da ARP (Rua Tobias da Silva, 120 – Moinhos de Vento). Interessados em participar devem confirmar presença pelo e-mail arp@arpnet.com.br ou pelo WhatsARP: (51) 9.9872.5567.

Fonte: Felipe Vieira – Jornalista

Para CMOs, transformação digital carece de métricas

Para 12% dos CMOs de grandes empresas brasileiras, a maior dificuldade da transformação digital é comprovar resultados dos investimentos. O dado é fruto de uma pesquisa realizada pela E-Consulting com 291 líderes de marketing entre as mil maiores empresas do País. Entre os executivos, 11% afirmaram que, no longo prazo, o desafio é obter resultados concretos que motivem acionistas a investirem no conceito.

Já para 10% dos entrevistados, a barreira está na capacidade de investimento menor do que o necessário. E, para 9%, o obstáculo é não saber lidar com o manuseio dos dados para conhecer o usuário, o cliente ou o consumidor. As entrevistas foram feitas de fevereiro a junho deste ano.

Mas, para além das dificuldades, ainda não há um consenso sobre o objetivo de transformar digitalmente uma empresa. Segundo a pesquisa, a maior parcela dos respondentes, 17%, acham que o papel da mudança é preparar os negócios das empresas para o futuro. Para um grupo também de 17%, é uma resposta tecnológica à pressão de clientes, consumidores e usuários.

“Entretanto, há uma diferença de percepção entre setores. Nos bancos, a questão digital é muito mais quente, e há uma apropriação do tema muito mais agressiva. Outros setores, como varejo ou bens e consumo, isso é bem tímido”, afirma Daniel Domeneghetti, coordenador da pesquisa e CEO da E-Consulting.

Da porta para fora

Como motores externos da transformação digital, 14% dos CMOs indicam que investiram para ampliar o relacionamento com o cliente, usando a favor o consolidado cenário de conectividade digital. Para 13% dos entrevistados, outro motivo para realocar recursos é a globalização seguida da amplificação dos padrões de escolha e consumo. Outra parcela de executivos, 13%, separa o orçamento por conta da popularização do tripé: revolução tecnológica, universalização de acesso e barateamento das tecnologias.

Ainda segundo a pesquisa, 11% dos CMOs investiriam em transformação digital como resposta à pressão do mercado, enquanto 9% poderiam aderir ao conceito para se diferenciar dos concorrentes. Para 9%, investir em tecnologias digitais teria um foco de crescimento nas vendas em função do acesso a novos mercados e segmentos.

Já 8% dos líderes enxergam no conceito a melhor maneira de conhecer o cliente, consumidor, usuário por meio da inteligência de dados. Para 7%, o principal motivo é a combinação de aumento de eficiência, sinergia e produtividade com redução de custos aliados a novos métricas produtivas.

 Fonte: Meio & Mensagem

Extensões do Chrome e Firefox vazaram sites visitados por milhões de internautas

O especialista em segurança Sam Jadali veio a público com uma pesquisa demonstrando como uma série de práticas em sistemas corporativos, serviços on-line, extensões de navegadores e compartilhamento de dados que resultaram no vazamento de informações privadas, incluindo fotos, reuniões e documentos financeiros armazenados em endereços web particulares.

Esses endereços foram coletados por extensões disponíveis para os navegadores Google e Firefox e instaladas por mais de quatro milhões de internautas.

Jadali deu ao caso o nome de “DataSpii”, misturando as palavras “data” (dados), spy (espião) e PII, sigla em inglês para “informação pessoalmente identificável”.

O especialista identificou extensões disponibilizadas para os navegadores Chrome e Firefox que coletam todos os endereços web acessados pelo usuário e descobriu que dados eram enviados a um servidor de controle para serem repassados à Nacho Analytics, um serviço de marketing. Essa empresa permitia que qualquer pessoa assinasse um serviço de “monitoramento de domínio” para ver, praticamente em tempo real, o que as pessoas estavam acessando no site monitorado.

Por exemplo, é possível assinar o serviço para monitorar o endereço “1drv.ms” e visualizar todos os links compartilhados do OneDrive da Microsoft que foram acessados pelos usuários que instalaram essas extensões. O link em si dá acesso ao documento compartilhado.

Redes sociais, como o Facebook, também permitem que fotos sejam acessadas sem a realização do login caso alguém tenha o link direto para o arquivo da imagem, abrindo outra brecha para expor informações a partir dos links vazados.

Mas não são apenas documentos e arquivos em serviços de armazenamento em nuvem que podem ficar expostos. Sistemas internos de empresas, mesmo que não sejam acessíveis pela internet, também podem expor informações. Se um funcionário realiza uma pesquisa em um sistema interno, essas informações podem ser registradas pela extensão. As informações podem fazer referência a projetos comerciais, nomes de clientes ou outras questões sigilosas da empresa, mesmo que o conteúdo em si não seja acessível pela internet.

Jadali descobriu que funcionários de empresas de segurança e montadoras de veículos tinham instalado alguma das extensões e por isso estavam vazando dados internos. Ele também identificou reuniões cadastradas no serviço de conferências on-line Zoom solicitando o monitoramento do endereço “zoom.us” e balanços financeiros por meio do monitoramento da Intuit, criadora de um software de contabilidade.

Dados de passageiros ou de viagens também estavam presentes em endereços de sites de companhias aéreas e de transporte, enquanto dados médicos ficavam em endereços de serviços de saúde.

Jadali teve que assinar o serviço para cada endereço junto à Nacho Analytics, então não é possível saber o nome de todas as companhias e empresas que tiveram informações vazadas. O especialista alerta que a companhia oferecia um serviço grátis para fins de “teste”, o que também pode ser aproveitado por criminosos.

A Nacho Analytics alegou que seu serviço é totalmente lícito e que todos os dados pertencem a usuários que autorizaram a coleta. De fato, as políticas das extensões autorizavam a coleta dos endereços visitados na web.

A Nacho Analytics também informou que removia informações sensíveis antes de disponibilizar os links para consulta no serviço e que os links eram disponibilizados de forma anônima, ou seja, sem ligação específica com o usuário. Isso significa que não havia meio de ver todos os sites acessados por uma só pessoa, por exemplo, ainda que todos os links acessados por essa pessoa estivessem abertos na ferramenta.

Após a denúncia de Jadali, as extensões foram todas removidas da Chrome Web Store e do repositório oficial de extensões do Firefox. No Twitter, a Nacho Analytics informou que não está comercializando novas assinaturas do serviço porque seu parceiro de dados interrompeu suas operações.

Dados em links

Não é recomendado que dados sigilosos sejam incluídos no endereço de páginas web. A prática mais segura é exigir uma senha ou código durante o acesso. Isso impediria o vazamento de dados sensíveis pelo endereço das páginas.

Em muitos casos, no entanto, não é conveniente exigir senhas ou autenticação. Por isso, esses endereços devem ser usados apenas de modo particular. Quando o endereço é vazado por uma extensão ou outro componente, a única medida de segurança – o sigilo do endereço – é violada e os dados ficam expostos.

Extensões que vazaram sites visitados

  • Hover Zoom (Chrome): 800 mil usuários
  • SpeakIt (Chrome): 1,4 milhão de usuários
  • SuperZoom (Chrome/Firefox): 329 mil usuários
  • SaveFrom.net Helper (Firefox): 140 mil usuários
  • FairShare Unlock (Chrome/Firefox): 1 milhão de usuários
  • PanelMeasurement (Chrome): 500 mil usuários
  • Branded Surveys (Chrome): 8 usuários
  • Panel Community Surveys (Chrome): 1 usuário

Como as extensões foram banidas dos repositórios oficiais, o navegador já deve informar que o funcionamento da extensão foi suspenso. Elas não devem ser reativadas e recomenda-se que sejam desinstaladas definitivamente.

A lista de extensões pode ser acessada pelos endereços chrome://extensions (Chrome) ou about:addons (Firefox).

Quem tinha alguma das extensões instaladas também deve modificar endereços de links compartilhados e trocar as senhas também pode ajudar. Programadores devem cadastrar novas chaves de “API”, pois elas podem ter sido vazadas.

Fonte: G1

Com investimentos de US$ 4 bilhões, estratégias baseadas em dados fomentam universo corporativo

Ainda em 2019, os investimentos em Big Data e Analytics deverão atingir um total de US$ 4,2 bilhões, segundo estudo da ABES e da IDC. Já o volume de dados circulantes em empresas de todo o mundo, atualmente medido em cerca de 4,4 zetabytes, tende a subir para 44 zetabytes em até 5 anos.

Neste cenário, estratégias de data science despontam entre os planos de crescimento das empresas. De acordo com a Frost e Sullivan, até 2022 o mercado de soluções para esta área deverá triplicar na América Latina, tendo o Brasil como carro-chefe.

De acordo com especialistas, a ciência por trás dos dados será o divisor de águas para a competitividade empresarial no mercado do futuro próximo. Everton Lenz, coordenador de Desenvolvimento da BIMachine, fabricante de soluções em Business Intelligence e Analytics, ressalta que questões como extração, limpeza e transformação dos dados em informações de valor serão a base para que os colaboradores das companhias tenham autonomia para tomar decisões rápidas e alavancarem seus negócios.

“Soluções de dados atuais precisam combinar inteligência com acessibilidade e intuitividade para todos os usuários, traduzindo a complexidade dos dados para um entendimento simples”, explica Lenz.

Já George Mueller, desenvolvedor na BIMachine, ressalta que tal evolução do uso da informação também passa pela experiência do usuário. “Pensar na escrita e no design das soluções analíticas ajuda a elevá-las a um outro nível, criando experiências agradáveis e evitando que retornem para uma planilha, por exemplo”, salienta.

Inovações como Machine Learning também são destacadas pelos especialistas, trazendo um status crucial para a criação de práticas sólidas no uso do data science nas estratégias corporativas.

O CEO da BIMachine, Douglas Scheibler, complementa avaliando que a evolução no tratamento das informações também transformará o perfil dos colaboradores, não somente criando novos cargos – como o Cientista de Dados, uma das profissões com maior procura atualmente no segmento de TI -, mas também indicando aos próprios funcionários novas maneiras de refletir, em suas rotinas, uma nova cultura, focada em expansão e resultados.

“As novas empresas terão suas estratégias cada vez mais orientadas por dados (data-driven), e as equipes terão que se adaptar a isso. Quem é desenvolvedor terá o desafio de fazer essa ponte para a transformação cultural dos negócios, por meio da tecnologia”, finaliza Scheibler.

Fonte: Terra

Cientista de dados: o novo profissional que o mercado procura

O mundo dos dados vem sofrendo uma grande transformação nos últimos anos e essa mudança diz respeito principalmente à quantidade, variedade e formato de informações com que temos que lidar. Há algum tempo era suficiente para uma empresa processar seus próprios dados e obter o que era necessário para a sua tomada de decisão, porém atualmente esse panorama mudou drasticamente.

As empresas querem descobrir novas relações e combiná-las com muitas outros dados que não estão em seus grandes bancos estruturados, como, por exemplo, os hábitos de consumo ou acontecimentos recentes na vida de seu cliente. Essas informações estão em posts de redes sociais, blogs e outras fontes externas e são gerados pela facilidade de utilização da Internet, proporcionada principalmente pelo uso crescente de dispositivos móveis, como tablets e smartphones.

Essa mudança de paradigma na forma como lidamos com dados trouxe também novas exigências para os profissionais que já estão ou que ainda entrarão no mercado de trabalho. O candidato a preencher a lacuna criada por essa nova necessidade precisará apresentar um perfil com algumas características que não eram muito exigidas anteriormente. Esse novo perfil engloba:

Proatividade: no mundo do Big Data Analytics, uma empresa que contrata alguém para lidar com grandes bases de dados não sabe exatamente qual a informação está procurando e nem o que pode ser extraído. É necessário que o profissional que se dispõe a lidar com esse novo paradigma tenha a iniciativa de se antecipar e descobrir quais dados são esses, onde eles estão e trazê-los à tona para que se transformem em informação útil.

Criatividade e Inovação: não basta o profissional seguir scripts prontos e fazer o que todo mundo já faz. É necessário criar, inovar e ir além dos concorrentes propondo soluções que ainda não foram implementadas e que possam trazer vantagem competitiva para as organizações. Conseguir realizar cruzamentos de dados que ninguém pensou e encontrar a informação mais escondida são capacidades raras e que trazem um grande diferencial para o profissional que se habilita a viver o mundo dos dados.

Comunicação:  o profissional de Big Data lida com diversos setores e interesses de uma organização e isso exige uma grande capacidade de comunicação para entender as demandas de cada um dos interessados. Essa comunicação pode envolver também as discussões com sua própria equipe de desenvolvimento, com o objetivo de estruturar e definir as melhores estratégias.

Conhecimento tecnológico: proatividade, criatividade e comunicação não são suficientes se o profissional não possuir conhecimento das principais ferramentas que envolvem o Big Data Analytics.  É preciso atualização constante, pois a cada dia novas tecnologias surgem para facilitar o trabalho relacionado à Ciência de Dados. Manter-se atualizado exige um grande esforço e dedicação e isso é um dos atalhos para o sucesso nesse campo de atuação.

É preciso estar preparado e atualizado para satisfazer o enorme apetite das empresas por resultados vindos da análise de Big Data. Esses resultados envolvem diversas questões, tais como: aumento de lucros, redução de custos e desperdícios, otimização e recomendação de aplicação de recursos e estratégias, etc.

Essa tecnologia já provou que não é apenas uma moda passageira e sim que veio para ficar e beneficiar diversos setores da sociedade com seus resultados surpreendentes. Inclusive, a palavra “surpreender” é a chave para o sucesso profissional de um Cientista de Dados. Surpreenda e encante todos os seus clientes com suas análises e descobertas.

Fonte: Proxxima

Dez dados essenciais para entender o futuro do conteúdo

PwC publicou a 20ª edição de seu estudo Global Entertainment & Media Outlook, que vem mapeando anualmente as dinâmicas desses mercados, incluindo insights sobre o futuro próximo. O relatório completo analisa números gerais dos segmentos de publicidade e conteúdo, globalmente, e também separado em 14 segmentos, com levantamento de 53 países, Brasil incluso.

Neste ano, o tema principal é personalização. “Consumidores estão usando um enorme leque de dispositivos conectados para organizar, curar e descobrir universos próprios e únicos de mídia. Em resposta, as empresas estão desenvolvendo suas ofertas revolvendo preferências pessoais, utilizando-se de dados e padrões de uso para apresentar seus produtos não para audiências de bilhões, mas separadamente para bilhões de indivíduos”, escrevem, na introdução do relatório, Ennèl van Eeden, líder em estudos globais de mídia e entretenimento e sócia da PwC Holanda, e Wilson Chow, líder de tecnologia, telecomunicação e mídia e sócio da PwC China.

Segundo eles, o progresso da hiper-segmentação deve tornar a entrega ainda mais qualificada à reboque do desenvolvimento das redes 5G, “criando novos cases de uso, melhorando a experiência do consumidor e acelerando o crescimento de muitos subsetores da indústria de E&M (entretenimento e mídia), desde games até o streaming de esportes em alta definição”, o que traz imensas oportunidades às companhias que responderem a esse cenário com eficiência. Separamos, a seguir, dez informações essenciais, acompanhadas de infográficos, sobre alguns dos principais achados do Entertainment & Media Outlook 2019.

1 – Macrotendências de E&M
O segmento de E&M será guiado principalmente pelo consumo digital. Como um todo, o setor terá um aumento nominal de 4,3% entre 2018 e 2023, de US$ 2,1 trilhões para US$ 2,6 trilhões. O maior ritmo virá da Índia, mas o maior volume será chinês, que deverá passar os Estados Unidos pela primeira vez. A China deverá fazer girar US$ 84 bilhões de E&M (+ 7,7% de 2018a 2023) no período, enquanto os EUA chegarão a US$ 71 bilhões.

Até 2023, anunciantes deverão direcionar mais de 50% de seus orçamentos a publicidade digital. A média global de crescimento anual será de 9,5% no período, e o Brasil estará acima disso, com 12,8%. O consumo de E&M em dispositivos móveis será um dos principais motores desse crescimento.

2 – Publicidade em TV
A capacidade de levar conteúdo a audiências massivas continuará a fazer da televisão linear um segmento dominante nas estratégias publicitárias. Mas o aumento do consumo de audiovisual pela internet também vai direcionar o crescimento da receita do segmento como um todo, enquanto a TV tradicional tende a diminuir seu share.

O consumo de televisão via internet vai crescer principalmente em mercados em desenvolvimento, puxados pela China — onde já existem 446 milhões de domicílios com banda larga. O consumo de eventos esportivos ao vivo também devem guiar boa parte desse desenvolvimento. O dilema sobre a diversidade de plataformas de streaming ou sob demanda, impossibilitando a assinatura reunida de todas as ofertas favoritas num só lugar, deverá chegar a diversos mercados, gerando oportunidades para operadoras de telecom na entrega de produtos multicanal por banda larga.

3 – Publicidade digital
No ano passado, a receita global de publicidade digital móvel já ultrapassou a verba anunciante gerada por meio de navegação a cabo. O smartphone é o principal dispositivo de conexão, mas outros aparelhos, como smart speakers e smart TVs, vêm acelerando essa mudança.

As preocupações recentes sobre privacidade dos usuários, as leis internacionais sobre gestão de dados e o alerta sobre brand safety desacelerou o crescimento desses investimentos, principalmente em mercados desenvolvidos. Competidores mais preparados e a consolidação de players em compliance legal abriram oportunidades nesse contexto.

4 – Receita de OTT
O aumento de consumo de audiovisual pela internet vai impulsionar as receitas de vídeos over-the-top (OTT). Comparado com as outras regiões, inclusive Emea (Europa, Oriente Médio e África), a América Latina terá um crescimento menos expansivo. Mas a Ásia deverá ultrapassar a América do Norte em 2021.

Em termos gerais, o mercado de vídeo OTT deverá dobrar no período, chegando a US$ 72,8 bilhões até 2023. O principal acelerador desse aumento serão serviços de assinaturas, que vão se aproximar dos US$ 60 bilhões de receita nos próximos quatro anos, enquanto o aluguel online deverá atingir a casa dos US$ 10 bilhões.

5 – Acesso à internet
A conexão à internet via smartphones seguirá em alta. A maior acessibilidade a pacotes de dados já existentes e futuros investimentos em redes 5G vão guiar esse aumento. A conexão por meio de tablets tende a se estabilizar, enquanto smart speakers deverão dobrar de tamanho entre o ano que vem e 2023.

Nesse cenário, é improvável que novas operadoras de telecom tentem disputar o mercado de dados com as gigantes do setor. A tendência é que as multinacionais que já lideram o mercado se consolidem na liderança por meio de aquisições e crescimento orgânico, principalmente pela oferta de pacotes de dados que incluam benefícios junto a plataformas sociais, por exemplo, além de novas experiências de consumo e ofertas de conteúdo em vídeo.

6 – Realidade virtual
Apesar de ser ainda um conceito comercialmente novo, a realidade virtual tende a mostrar força enquanto modalidade de consumo de E&M, especialmente para games. Também nesse segmento, dispositivos móveis conectados a smartphones serão os principais meios de crescimento.

Apesar de ainda não ser um produto de consumo massivo nos próximos cinco anos, dispositivos de realidade virtual seguirão crescendo e podem apontar tendências de futuro. Novamente, as redes 5G serão determinantes nessa escala. Em 2023, o mercado de VR global deverá movimentar mais de US$ 6,1 bilhões nos dez mercados onde há maior adesão ao formato (Alemanha, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Itália Japão, Reino Unido, Rússia), com crescimento de 22,2% no período.

7 – Consumo de dados
A conexão crescente e massiva terá impacto direto no tráfego na rede: em 2023, o consumo anual será de 4,4 quadrilhões de dados. Pacotes mais acessíveis, barateamento das tecnologias de dispositivos móveis e implantação de redes 5G estarão entre os principais catalisadores desse aumento.

Apesar do incremento no volume proporcionado pelas redes 5G, 90% das pessoas conectadas em 2023 ainda deverão utilizar 3G e 4G. Além das questões estruturais, outros desafios para o setor são  privacidade e proteção de dados, cibersegurança e qualidade de conteúdo disponível.

8 – Publicidade out-of-home
O contexto digital tem direcionado grande parte da mudança nos hábitos de consumo, mas alguns meios tradicionais — conectados à rede ou não — seguem atraindo receita. A mídia exterior é uma delas. Embora ainda não ofereça entregas de publicidade hiper-segmentada como num smartphone, boa parte desse inventário tem se digitalizado e possibilitado novas formas de entrega de comunicação.

Mais uma vez, a Ásia desponta como líder do segmento, puxada pela China, contribuindo com mais de 50% do share de receita do segmento até 2023. Em 2021, a receita de publicidade OOH não-digital começará a declinar, enquanto painéis e faces estáticas forem trocadas por monitores conectados à rede.

9 – Mercado de livros
Apesar das crises recentes, o setor editorial de livros tende a se tornar um ecossistema integrado de formatos físicos e digitais. Nesse mercado em especial, a América Latina aponta um crescimento sólido, maior que Europa e América do Norte, e próxima à Ásia.

Ainda que o meio impresso permaneça como protagonista por muitos anos, diversos segmentos deverão abocanhar parte dessa participação. Entre eles, livros digitais, audiobooks, vendas de usados (como segunda mão e sebos) e autopublicações independentes. A receita global do setor era de US$ 122 bilhões em 2018 e deverá chegar a US$ 129 bilhões em 2023.

10 – Impressos caem menos
Embora a receita publicitária de jornais e revistas impressos siga em queda, esse encolhimento diminuirá nos próximos anos. Mesmo assim, a busca por novas formas de receita e modelos de negócios permanece como uma prioridade para a sustentabilidade do setor.

A circulação diária média, em todas as regiões, tende a se estabilizar. Esse fator e a desaceleração na queda de publicidade podem ser compensadas, principalmente, pelo desenvolvimento de novas linhas de receitas, como vídeos, podcasts, eventos e experiências. Embora ainda esteja lento, o crescimento de assinaturas digitais têm trazido novo dinheiro, que poderá ser incrementado com modelos como clubes de fidelidade e doações.

Gartner apresenta quatro tendências de Data & Analytics para empresas de médio porte

Gartner alerta que a aplicação dos recursos para a gestão de dados em empresas de médio porte se tornará, em breve, um fator crítico para a sua diferenciação e até mesmo para a sobrevivência em longo prazo. Segundo a consultoria, a produção de organizações de médio porte podem melhorar drasticamente usando as ferramentas analíticas de forma disruptiva.

Os agricultores, por exemplo, podem aumentar sua capacidade de cultivar uma área exponencialmente maior com o mesmo número de funcionários (ou menos). Do mesmo modo, as análises e visualizações de vídeo também podem permitir que os varejistas entendam os perfis dos compradores e os padrões de tráfego de compras.

O Gartner apresenta quatro tendências para essas empresas:

Tendência 1: implante opções de análise visual de dados para obter melhores decisões de negócios orientadas por dados – Tradicionalmente, as equipes de médio porte visualizam dados em poucas plataformas distintas. Nos últimos cinco anos, no entanto, novas tecnologias surgiram, com soluções que dividem os dados em ferramentas separadas, em diversas camadas para a visualização interativa e altamente integrada. A descoberta das soluções para a análise visual dos dados permite que os CIOs misturem fontes de informações diferentes, o que significa que eles são capazes de diagnosticar problemas de negócios e testar regularmente se as operações atuais são eficazes. Essas plataformas são baseadas principalmente nos conceitos de computação em nuvem, oferecendo flexibilidade e escalabilidade, além de uma capacidade de diagnóstico analítica mais profunda.

Tendência 2: use ferramentas de preparação de dados para elevar a produtividade e a governança das informações – Obter dados prontos para uso pode ser demorado e difícil, e as empresas de médio porte frequentemente não têm os recursos corretos para fazer isso bem. A preparação de dados é um processo iterativo e ágil, que permite melhorar e simplificar os esforços para a análise e compartilhamento de dados, além de estimular as iniciativas de reutilização e a governança das informações. Ferramentas de preparação de dados dão aos usuários a oportunidade de ver conexões importantes dentro do conjunto geral de dados criado na organização e, com isso, compartilhar as descobertas para diferentes equipes e áreas. Tecnologias emergentes, como os recursos aprimorados de aprendizado de máquina e catálogos de dados, facilitam ainda mais o compartilhamento de ideias de negócios.

Tendência 3: habilite mais autoatendimento e automação com soluções de Augmented Analytics – A visualização de dados simplifica alguns desafios de Data & Analytics, mas encontrar maneiras para identificar e construir modelos de análise mais eficientes continua a ser uma tarefa complexa e demorada. Além disso, é difícil saber em quais insights atuar e quais são significativos. Os recursos de Augmented Analytics usam técnicas de Inteligência Artificial para simplificar processos analíticos, como preparação de dados, descoberta de insights e compartilhamento de informações.

Tendência 4: implemente a análise preditiva para otimizar e incorporar análises em cenários comerciais de alto valor – A análise preditiva responde à pergunta “O que é provável que aconteça”. Anteriormente, os profissionais de marketing usavam a tecnologia para descobrir o que os clientes provavelmente fariam, mas a atual geração de recursos de análise preditiva tem permitido que as empresas apliquem essa oportunidade em toda sua rotina de negócios. À medida que as empresas que usam a tecnologia continuam relatando bons resultados, e à medida que a quantidade e a qualidade dos dados aumentam, também aumenta o interesse por essa tecnologia. A análise preditiva é relativamente fácil de ser implantada para funções comerciais específicas. Para contar com esses recursos, empresas de médio porte podem implementar aplicações empacotadas, embora essas opções possam ser limitadas em agilidade, personalização e quanto diferenciação competitiva elas oferecem.

Fonte: IP News

A era do dataísmo e os próximos passos do marketing

O dataísmo é a nova religião dos dados. No passado acreditava-se muito nos princípios da fé para ter respostas às angústias que nos cercavam. Agora os poderosos algoritmos nos dão encaminhamento para as respostas. Alguns usam as estatísticas assim como os bêbados, mais para apoio do que para iluminação.

Antes eu estimava o tempo que levaria para me locomover de A para B, hoje tenho o tempo exato. Antes recorria à intuição dos mais velhos para saber se ocorreria uma chuva durante o dia, hoje tenho a previsão exata se isto acontecerá. Antes fazia minhas orações para não ser acometido por uma doença grave, hoje os testes de DNA fazem análises preditivas. Quando queríamos saber alguma informação para nos ajudar a decidir, recorríamos antigamente ao professor, ao chefe e até ao padre da paróquia. Tínhamos como base de conhecimento as grandes religiões, como o Cristianismo, o Hinduísmo, o Budismo e o Islamismo.

Não sou mais um profissional de marketing, hoje sou um profissional de Matemarketing, minha vida é sufocada por dados. No passado quando encontrava os meus pares de mercado, a pergunta mutua que me faziam era: qual é a sua agência de publicidade?  Hoje perguntamos: quais são as martechs que estão plugadas no seu negócio? Todas as martechs tem no seu DNA algoritmos potentes que geram dados, que por sua vez geram informações, que por sua vez geram a big idea.

A sequência é mais ou menos essa: Biga Data, Data, Small data, insight.  No período da big ideia pura, para aprovar uma campanha havia necessidade de muitas autorizações, assinaturas e carimbos dando autenticidade de que a ideia havia sido aprovada. Era um vai vem de papel, pranchas, assinaturas, etc. Hoje é muito comum o analista fazer uma campanha nas redes sociais, ninguém viu, ninguém aprovou e ninguém opinou. Ela impacta 1 milhão de pessoas, geram milhões de impressões, click views e centenas de clientes interessados etc. Com custo de aquisição de cliente e prospect, e acuracidade de 06 casas depois da vírgula. Tudo é absolutamente mensurado. Acabou a era dos palpiteiros de plantão.

Estamos vivendo a era do Dataísmo, a nova religião de dados, tudo se explica através de números. Os profissionais de marketing e comunicação que não acordarem para esta nova realidade estão fora da arena de negócios. Independentemente da carreira que atuamos, todos deveremos ser proficientes em competências analíticas, sobretudo os profissionais de humanas que passaram e ter que incorporar essa nova habilidade no seu grid. Ouso afirmar que o Big Data adquiriu um protagonismo significativo nos últimos anos a ponto de parear com o big ideia, no entanto um não vive sem o outro. Profissionais de humanas, bem-vindos ao mundo de exatas.

Fonte: Consumidor Moderno

Análise de dados auxilia no crescimento das marcas

Atualmente, nenhuma ação de comunicação de sucesso existe sem o uso de dados. Estamos em tempos de real time marketing, onde as marcas precisam se movimentar de acordo com os movimentos dos seus concorrentes e dos consumidores. Para isso, é importante monitorar a todo tempo informações que de alguma forma ajudem na concepção de soluções e estratégias de comunicação.

Ter sucesso no mercado é basicamente vender um produto ou serviço. E quando se analisa o ambiente competitivo, com muitos players e diversos canais para comunicação, ter visibilidade é essencial para impulsionar as vendas. Pensando nisso, reunimos opiniões de diversos especialistas de comunicação que relataram a importância de usar a análise de dados como trampolim para os negócios. Confira!

Mensuração de dados
Para os anunciantes, analisar dados é ideal para ter maior precisão nas compras de mídia e consequente na avaliação de resultados. Segundo Celso Vergeiro, CEO da Adstream, o cruzamento de informações como compra de mídia, valores investidos, exibição e audiência da mídia veiculada, é possível avaliar cada campanha, se os resultados esperados foram atingidos e até mudar o plano de voo caso os resultados não estejam sendo alcançados. “Muitas marcas utilizam ferramentas de medição, mas ainda pouco precisas. Quanto mais informação conseguirmos cruzar por meio dos relatórios analíticos, mais eficientes serão as campanhas” completa.

Análise da concorrência
Entender o posicionamento da sua empresa utilizando dados disponíveis no mercado a seu favor torna a tomada de decisão muito mais assertiva. “Mais do que monitorar o mercado é de suma importância analisar o comportamento da concorrência como forma de entender o que mais está funcionando em suas estratégias de comunicação. Você pode e deve usar estas evidências como forma de se diferenciar em seu mercado, tomando ações corretivas, embasadas e de maneira ágil. Como já diz algumas das máximas da administração: o que não pode ser medido não pode ser gerenciado!”, explica Eduardo Prange, CEO da Zeeng.

Comportamento do consumidor
O Analytics é uma ferramenta crucial para o entendimento do comportamento do consumidor nos meios digitais. Saber o que desperta seu interesse, quais as principais páginas e ações dentro de um site. Mas vai além disso, é importante entender também como o conteúdo é consumido, por qual canal, por quanto tempo, que tipo de assunto tem mais aderência. “Compreender os objetivos do consumidor é essencial para saber o que o marketing irá perseguir. Pensar nas pessoas não como um número, mas como parte integrante da engrenagem do sucesso das estratégias”, afirma Hérica Machado, Head de Performance da DIWE, primeira agência de profound marketing do país. “De maneira prática podemos usar como exemplo uma análise simples, mas que muda toda a maneira de pensar uma estratégia, que é entender qual o principal dispositivo de acesso ao seu site. Em um cenário que o mobile tenha uma parcela maior de acessos, o planejamento deve ser feito com o pensamento “mobile first”, campanhas, formatos e ações devem conversar diretamente com esse dispositivo. Por outro lado, entender se existe apenas volume por esse dispositivo mas não qualificação, ou seja, pelo Analytics, podemos acompanhar se o tráfego é qualificado e isso dá insumos para traçar planos de ação que possam aumentar essa qualidade. Todas essas características influenciam na maneira de consumo de informação e em como podemos otimizar a comunicação com o público aumentando a visualização da marca”, finaliza Hérica.