Novos tempos, novas tribos: conheça os sete grandes grupos sociais atuais

A imagem mental que você tem de um velhinho aos poucos ficará apenas na lembrança da vovó e do vovô. Avanços na medicina e na tecnologia mudaram radicalmente a vida e os hábitos de quem tem acesso a bens de consumo. Uma pessoa de 30 anos vive hoje de forma completamente diferente, na comparação com os 30 de seus pais.

De forma geral, nos tornamos mais dinâmicos, inquietos, em movimento. A reconfiguração de hábitos é tão radical que inquieta especialistas: se a idade cada vez menos nos define, como entender o comportamento da população? Um estudo inédito ao qual GaúchaZH teve acesso tentou mapear perfis de comportamento para além da clássica separação por gerações. Ao longo de seis meses, a Sunbrand, braço de consultoria de estratégias da agência de publicidade gaúcha G5, ouviu 2.450 pessoas, entre grupos focais e questionários online, para produzir a pesquisa Painel Gerações.

Em comum, independentemente da idade, os entrevistados demonstraram hábitos e preferências semelhantes em certos aspectos. Tais características foram agrupadas em sete tribos comportamentais: gourmet, ativista, zen, green, workaholic, esportista e nerd – cada uma delas exposta nas páginas a seguir. Essas divisões são capazes de reorientar o próprio mercado publicitário, que antes focava em gerações, raça e gênero e, agora, encontra mais afinidades agrupando as pessoas nesses perfis – aos quais elas se manterão vinculadas por décadas, não importa a idade que tiverem: as tribos são transgeracionais.

Contudo, apesar de perenes, as tribos são atualizadas conforme o espírito de cada época. Ativistas sempre lutam por uma causa, por exemplo. Mas, se o ativista que pertence à geração baby boomer (nascidos entre 1945 e 1964) saía às ruas para protestar pela paz, o ativista da geração Y (nascidos entre 1985 e 1999) prefere discutir, via redes sociais, causas mais específicas. Em ambos os casos, há uma tendência de encampar um debate para transformar a sociedade.

— A grande questão para a qual não temos resposta: como será o comportamento de um millenial (sinônimo para geração Y) ao entrar nos 60 anos? Eu tenho 53 e não sou como meu pai era nessa idade. Sob o ponto de vista do marketing, isso muda o mapa de abordagem do consumidor. Antes, o foco era idade, classe social e gênero. Hoje, é mais complexo, independe da idade. Vivemos um gerúndio, uma época de transição — analisa o publicitário João Satt Filho, presidente do G5.

Eu tenho 53 e não sou como meu pai era nessa idade. Sob o ponto de vista do marketing, isso muda o mapa de abordagem do consumidor. Antes, o foco era idade, classe social e gênero. Hoje, é mais complexo, independe da idade.

JOÃO SATT FILHO
Publicitário

Os perfis não são conclusivos sobre a personalidade de cada indivíduo: é possível fazer parte de mais de uma tribo ao mesmo tempo ou migrar para outra ao longo da vida. Hoje, temos individualismos muito sui generis e, com frequência, fugimos a estereótipos. Personalidades são líquidas, escorrem para fora de rótulos.

Nas ruas de Santa Cruz do Sul, Luís Fernando Cardoso de Freitas, 33 anos, é um mecânico industrial magro, tatuado e de cabelo comprido. Em casa, é um nerd convicto, com uma coleção invejável de histórias em quadrinhos espalhadas pelo apartamento. Já a analista de marketing Fernanda Faertes tem 26 anos e não trabalha em uma megacorporação meritocrática da década de 1950, mas orgulhosamente se considera workaholic e dedica grande parte do dia a bolar soluções criativas na empresa em que trabalha.

Para além das sete tribos, a Sunbrand identificou que algumas gerações tendem a inspirar mudanças em outras. O avô baby boomer que destinou a vida a comprar uma casa e a manter o casamento pode se espelhar no neto da geração Z e começar a viajar pelo mundo, por exemplo. Cada vez mais, a busca é por autenticidade, aponta o estudo.

Quais são as gerações estudadas

Baby Boomer: nascidos entre 1945 e 1964 (de 54 a 73 anos).

Geração X: nascidos entre 1965 e 1984 (de 34 a 53 anos).

Geração Y (millenial): nascidos entre 1985 e 1999 (de 19 a 33 anos).

Geração Z: nascidos: entre 2000 e 2010 (de oito a 18 anos).

Perenial: este é um perfil com hábitos de várias gerações. Versátil, essa pessoa se adapta às novidades que surgem e as usa conforme suas vontades.

Fonte: GauchaZH

A importância da inteligência competitiva no contexto digital

Utilizada em conjunto com a inteligência competitiva, a inteligência de mercado contribui no desenvolvimento de ações inovadoras, já que a análise das informações da concorrência e das demandas dos consumidores possibilita que uma empresa inove em seus serviços ou produtos, causando impacto muito positivo diante do seu público-alvo.

 

Eduardo Prange – CEO da Zeeng

 

Você já ouviu falar em inteligência competitiva (IC)? Se está atento e acompanhando o buzz sobre temas como transformação digital e o que vem ocorrendo no mercado, no mínimo tem uma boa ideia do que estamos falando. Empresas de todos os portes e segmentos já percebem que devem ser orientadas por dados. Assim, uma das principais abordagens em qualquer organização – e que é adotada, com certeza, por aquelas que procuram aperfeiçoar sua capacidade de compreender seu ecossistema e seu público para se manterem vivas – é o uso da inteligência.

Aplicada sobre as informações relevantes do negócio, a inteligência competitiva possibilita verificar tendências, prever movimentos, encontrar oportunidades e dar forte embasamento às decisões estratégicas da companhia, em um trabalho que pode visar o longo prazo.

 

Por que falar sobre isso?

Estamos em um mundo que experimenta mudanças constantes e em altíssima velocidade – e a verdade é que nunca se gerou tanta informação quanto nos tempos atuais. Produzimos dados a todo instante, e esse imenso volume está à disposição para ser analisado e bem trabalhado pelas companhias.

Utilizada em conjunto com a inteligência competitiva, a inteligência de mercado contribui no desenvolvimento de ações inovadoras, já que a análise das informações da concorrência e das demandas dos consumidores possibilita que uma empresa inove em seus serviços ou produtos, causando impacto muito positivo diante do seu público-alvo.

 

“Uma marca não é mais o que nós dizemos que é, mas sim o que os consumidores dizem uns aos outros sobre elas”.

Scott Cook, fundador da Intuit

 

Nessa era do conhecimento, a informação está mais e mais acessível. E aplicando a inteligência para entender (e utilizar bem) os dados sobre o ambiente, as empresas conseguem informações que têm valor real para os seus negócios e clientes, além de garantir o conhecimento do que está acontecendo no seu mercado, o que as coloca em posição vantajosa, à frente dos seus competidores.

Afinal, é somente com uma análise mais aprofundada que se consegue conhecer bem o cliente, compreender o setor do mercado com seus problemas, desafios e oportunidades. E a IC realmente se mostra importante porque, com essa orientação, conseguimos obter informações relevantes, fazer cruzamentos interessantes e conhecer profundamente quem concorre com a nossa empresa. A partir daí, podemos antever algumas direções ou ocorrências de modo a nos posicionarmos de uma maneira melhor, mais competitiva – e isso não tem preço.

 

Inteligência para conhecer a fundo o mercado e a concorrência

É fundamental hoje poder analisar as iniciativas de quem disputa o mercado com você, tanto para saber como o competidor se comporta quanto para verificar como o público reage a essas ações. Quanto mais você atua sobre bases de conhecimento sólido, mais vai deixando o “achismo” de lado, pois a construção de uma inteligência competitiva verdadeira contribui para que sua tomada de decisão tenha mais embasamento e, consequentemente, seja mais certeira e poderosa.

Digamos que você atua numa agência de comunicação e precisa desenvolver uma estratégia de comunicação em mídias sociais para uma determinada rede de farmácias. Trata-se de um segmento altamente concorrido, portanto, a inteligência competitiva se mostra absolutamente fundamental para que, munido das melhores informações sobre o ecossistema – e o conhecimento profundo sobre a concorrência – você consiga desenvolver o que pode ser a melhor linha de ação para que a rede cliente ganhe destaque.

Perceba que, assim, ao chegar para conversar com o cliente você terá, além dos dados sobre ele, seus objetivos e demandas, um olhar sobre o ambiente de competição que ele enfrenta, entendendo o que os rivais fazem e já avaliando a reação do público e como eles se comunicam. Ou seja, você terá condições de mostrar ao cliente que conhece as circunstâncias do mercado dele, as falhas e os acertos dele e da concorrência e, a partir daí, procurar oportunidades estratégicas para atuar com destaque e ganhar mercado. Suas chances de sucesso com este cliente crescem, não é mesmo?

Portanto, o uso da inteligência competitiva é um elemento cada vez mais importante para aperfeiçoar a execução das suas iniciativas e gerar resultados muito melhores para os clientes. Para monitorar o mercado, entender o cliente e agir proativamente em relação às estratégias da concorrência, investir em soluções que contemplem a inteligência competitiva é com certeza a melhor alternativa.  

As informações estão aí, e é fundamental trabalhar bem com elas para não perder terreno e não ficar para trás. E para otimizar e tornar menos árduo esse trabalho, a tecnologia – para variar – é a melhor aliada.

 

O papel da tecnologia

Como dissemos em outro artigo, o marketing hoje é potencializado pela tecnologia, e as agências contam com ferramentas, plataformas e soluções alinhadas para o marketing digital. Surgem as Martechs, que mesclam e trabalham com os dois setores para tornar ainda melhores e mais eficientes as mais variadas iniciativas. Afinal, as ações de marketing e comunicação só têm a ganhar com o cuidadoso acompanhamento da movimentação da concorrência, verificando como ela atua nas redes sociais, nos blogs e sites, como são as interações que ocorrem, que tipo de retorno o público oferece.

A tecnologia, portanto, ajuda o trabalho humano da inteligência a identificar aquilo que, dentre os padrões verificados nos players que disputam determinado mercado, está gerando melhores resultados, o que pode ser oportuno ou não naquele momento, etc. Uma coisa é certa: negócios cujos gestores obtêm e aproveitam informações estratégicas a respeito da concorrência e do mercado ganham muito em competitividade. E, com isso, podemos afirmar que talvez o que falte para a sua agência seja simplesmente esse tipo de conhecimento.

Como se comporta o seu mercado? Seus competidores fazem que tipo de campanha? Em que redes sociais estão presentes? De que modo? Como é a interação no blog deles? De que maneira eles se comunicam em cada um dos canais em que atuam? E como interagem com o público? Qual é a resposta dos clientes às interações das marcas? Estes são alguns dos muitos pontos possíveis de serem levantados e estudados a partir de uma plataforma completa que faça uso da inteligência competitiva.

A Zeeng, por exemplo, é uma plataforma completa especialmente voltada para as áreas de comunicação e marketing, com uma interface amigável e simples que possibilita antecipar os movimentos dos concorrentes acompanhando as ações de várias marcas no ambiente digital, entendendo o comportamento do mercado.

Como a primeira plataforma de Big Data Analytics voltada para essas áreas no Brasil, a Zeeng nasceu e atua nesse contexto, gerando inteligência a partir do cruzamento das informações de diversas origens e da interação com a marca. O objetivo é, sempre, ajudar o seu negócio a evoluir.

Gostou do artigo? Então eu te convido a conhecer a Zeeng – e ver tudo o mais que nós podemos fazer pela sua empresa.