Sim, sua empresa vai ter de passar pela LGPD, mas não é tão ruim quanto parece

Em 14 de agosto de 2018, o Presidente da República, Michel Temer, sancionou a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Lei 13.709:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13709.htm

Em 8 de julho de 2019, o Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, alterou a Lei anterior para dispor sobre a proteção de dados pessoais para criar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados; além de dar outras providencias. Lei 13.853:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13853.htm#art1

Olhando com outros olhos:

Os benefícios da LGPD vão além de simplesmente garantir maior confiabilidade e respeitar a privacidade, ou criar proteção contra vazamentos de dados. Vantagens e benefícios econômicos surgem com a nova Lei, é uma oportunidade de nivelar a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.

A publicação da lei coloca o Brasil em uma lista de mais de 100 países que atualmente podem ser considerados adequados para proteger a privacidade e o uso de dados. A LGPD no Brasil tem relacionamento com a GDPR (General Data Protection Regulation) na Europa, e esta, por sua vez tem validade para empresas brasileiras quando existir oferta de bens e/ou serviços para indivíduos localizados na União Europeia assim como quando existir monitoramento de comportamento de titulares de dados na União Europeia.

Se a real possibilidade de proibição pela União Europeia de que empresas brasileiras tratem dados europeus não baste, a não adequação à LGPD implica em advertência e multa. Para algumas empresas isso pode ser insignificativo, mas imagine a publicação e repercussão na mídia com uma notícia sobre sua empresa estar infringindo esta Lei. Com certeza haverá prejuízos para sua imagem e marca, e estes podem ser significantes.

Ainda não está satisfeito?

Quer um exemplo prático do que acontecerá no Brasil? Tome como exemplo a notícia publicada em 12/07/2019 na revista Istoé Dinheiro. O Information Commissioner’s Office (ICO), agência que trata da proteção de dados e informações no Reino Unido, aplicou uma multa recorde no país, de 183 milhões de libras (cerca de US$ 230 milhões), contra a British Airways, por violação de dados de 500 mil passageiros, em 2018. Link: https://www.istoedinheiro.com.br/por-violacao-de-dados-british-airways-e-multada-em-us-230-milhoes/

Em ritmo acelerado:

Ou atrasado. É muito provável que os escândalos de vazamento de dados do Facebook, além de outras redes e empresas, tenham levado diversos países a acelerarem leis de proteção de informações pessoais. Depois que a União Europeia publicou seu Regulamento Geral de Proteção de Dados – GDPR – o Senado Federal aqui no Brasil aprovou o Projeto de Lei da Câmera, nº 53, de 2018, consolidando assim como a Lei Geral de proteção de Dados – LGPD. Link: https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/133486

Disposição:

A Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

Alguns modelos de negócios devem passar por adaptações, mas não deixarão de existir. Entenda que isso não é responsabilidade da TI, nem do Jurídico, mas sim responsabilidade de todos, inclusive da diretoria e conselho administrativo. A transparência pode se tornar uma vantagem competitiva.

Fundamentos:

Em resumo, a Lei fundamenta-se no respeito à privacidade, a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem; e a defesa do consumidor. No inciso V do Artigo 2º a Lei inclui o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação.

O desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação é algo presente em empresas com visão de futuro focada no crescimento. De fato em muitos ambientes a tecnologia é a espinha dorsal para o acesso e interação direta de clientes, fornecedores, parceiros de negócios e colaboradores. Não é possível pensar em proporcionar uma experiência positiva sem pensar no ambiente e sua infraestrutura tecnológica.

Um adendo: o profissional que não pensa fora da caixa está fora do mercado, esta é a realidade. Pensar fora da caixa faz a diferença em um projeto muito bem elaborado e de sucesso e mantém o profissional empregado e competitivo. Isso é indiscutível. Um bom profissional custa caro e para minimizar os impostos pagos, e diminuir o vínculo empregatício, muitas empresas contratam os colaboradores na modalidade de Pessoa Jurídica (PJ). Na área de TI isso é comum. Alguns são contratados em projetos específicos através de uma cooperativa a qual deve se filiar, outros em contratação direta mediante contrato de trabalho que repassa autonomia para o desempenho das funções no cargo que ocupa.

Aqui vai uma dica a estes profissionais: verifique seu contrato de trabalho pois você como um colaborador na modalidade PJ tem responsabilidades e poderá ser elegível em algum aspecto da Lei.

Aplicabilidade:

Aplica-se a qualquer operação de tratamento realizada por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, independentemente do meio, do país de sua sede ou do país onde estejam localizados os dados, desde que os tratamentos dos dados sejam realizados no Brasil, a atividade de tratamento tenha por objetivo a oferta ou o fornecimento de bens ou serviços, assim como quando os dados tenham sido coletados no Brasil, a pessoa ou empresa esteja prestando serviço no Brasil e os dados tenham sido processados no Brasil.

Alguma empresa foge disso? Dificilmente!

Quando não se aplica:

Em resumo, para fins exclusivamente particulares e não econômicos, para fins exclusivamente jornalístico, artísticos e acadêmicos; ou ainda para fins exclusivos de segurança pública, defesa nacional, segurança do Estado, ou atividades de investigação e repressão de infrações penais.

Considerações:

Dados pessoais: informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável.

Dados pessoais sensíveis: são dados relacionados à personalidade e escolhas pessoais, como religião, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural.

Dados anonimizados: são relativos a um titular que não possa ser identificado, considerando a utilização de meios técnicos razoáveis no momento do tratamento.

Banco de dados: conjunto estruturado de dados pessoais, estabelecido em um ou em vários locais, em suporte eletrônico ou físico.

Titular: pessoa natural a quem se referem os dados pessoais que são objeto de tratamento.

Controlador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais.

Operador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador.

Encarregado: pessoa indicada pelo controlador e operador para atuar como canal de comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

E o que é tratamento de dados pessoais?

A lista é extensa. Considera-se toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração.

Leia novamente a lista acima. Tem algum item que sua empresa não se enquadre? É provável que não.

Por que é tão difícil e complexo?

A segurança da informação é um quesito que tem grande peso e correlação com a nova Lei. Um termo conhecido aos profissionais de TI é “defesa em profundidade”, que na realidade é um termo emprestado dos militares, que se refere a táticas empregadas para criar camadas de defesas para impedir o progresso de um atacante, forçando-o a esgotar seus recursos disponíveis, em outras palavras, é destinado a identificar, mitigar e erradicar ataques.

Não basta mais estar seguro, sua empresa precisa mostrar que está segura. Por mais forte que um mecanismo de segurança possa parecer, não se deve depender apenas dele, do contrário, um único mecanismo de segurança com problemas pode comprometer a segurança como um todo.

Além disso, nas organizações é comum ter dados estruturados e não estruturados, com perfis ou hierarquias distintas de acesso aos dados, e registros contínuos de eventos para fins de auditoria. O backup e o armazenamento são tão comuns que as vezes nem se pensa em criptografa-lo. Lembre-se de que quando solicitada a remoção dos dados, ela deve ser permanente, inclusive dos backups.

É demorada e morosa a análise de todas as atividades de tratamento de dados. Identificar os tipos de coleta ou a forma de obtenção de consentimento envolverá várias pessoas e setores. Várias medidas de segurança poderão ser envolvidas a fim de se ter um diagnóstico de governança e segurança de dados. É enorme o trabalho de adequar os procedimentos internos e criar um compliance para assegurar a obtenção e conformidade das autorizações necessárias ao tratamento dos dados observando todas as obrigações legais.

E por fim, os parceiros de negócios são envolvidos no cumprimento dos procedimentos que asseguram a ampla informação dos titulares e aí poderá entrar a revisão e criação de documentos, políticas e processos. Isso demora.

O tratamento dos dados deve observar:

Finalidade: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular, sem possibilidade de tratamento posterior de forma incompatível com essas finalidades; ou seja, os mesmos que foram informados ao titular no momento da obtenção do consentimento.

Adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, de acordo com o contexto do tratamento.

Necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas finalidades, com abrangência dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em relação às finalidades do tratamento de dados; ou seja, deve-se processar somete os dados que são necessários para atender a finalidade.

Livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a duração do tratamento, bem como sobre a integralidade de seus dados pessoais.

Qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, clareza, relevância e atualização dos dados, de acordo com a necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu tratamento.

Segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou difusão.

Prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do tratamento de dados pessoais.

Não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios, ilícitos e abusivos.

Observe no artigo 7º da Lei, que o direito dos titulares é algo excelente para quem é titular, e algo complexo para quem detém e trata os dados. O consentimento do titular é pré-requisito em muitas ocasiões, além de que que, no Artigo 8º está explícito que deverá ser fornecido por escrito ou por outro meio que demonstre a manifestação de vontade do titular.

Dentre outros direitos dos titulares, temos o direito de obter do controlador a confirmação da existência de tratamento; o acesso aos dados; a correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados; a anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários; a portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto; a eliminação dos dados; e a revogação do consentimento.

Dicas valiosas:

É notado que muitas empresas já começaram a adequação, estão antecipando a dor de cabeça. Não sou especialista no assunto, entretanto, após participação em alguns eventos sobre a Lei Geral de Proteção de Dados, pude constatar alguns pontos valiosos que agregam valor diante da complexidade do assunto.

Primeiro, lembre-se como sua empresa lida com dados pessoais. Coleta ou trata dados pessoais no exercício de suas atividades? Coleta ou trata dados de seus empregados ou colaboradores? Recebe, produz, classifica, armazena, acessa, transmite, processa, armazena ou modifica dados pessoais? Possui meios ou medidas para proteger os dados?

Comece logo.

Crie um comitê ou grupo de trabalho para conduzir o tema. É fundamental o apoio do Jurídico, diretoria e TI, e se houver necessidade, uma assessoria externa. Mantenha os envolvidos regularmente informados sobre as atividades e evoluções dos processos. A adequação da lei necessita o engajamento multidisciplinar. Entenda que é pouco provável dar estes passos sozinhos com recursos internos.

Crie um mapa de dados e tenha o controle do inventário de ativos como softwares e aplicativos. Faça entregas pequenas e frequentes, assim perceberá a evolução do assunto e envolvimento das pessoas. Não esqueça do mundo off-line pois informações armazenadas ou tratadas de forma off-line também são regidas por Lei.

Segmentar o passado, o legado, do presente e futuro pode facilitar. Revise contratos com fornecedores, parceiros e outras partes.

O perímetro de segurança não está na empresa, mas sim nas pessoas. É necessário conscientização e treinamento. Segmentar redes, ter recursos de autenticação, política de compliance e um gerenciamento de segurança é fundamental.

É provável que tenha investimentos financeiros. A ampla ocorrência de vazamento de dados resultou na valorização de empresas que lidam adequadamente com dados. A segurança não pode ser vista apenas como despesas, mas como o meio de propulsão para alavancar negócios e fidelizar de clientes, além de evitar danos à imagem da marca.

Valor X Complexidade:

Podemos aproveitar a nova Lei para colocar a casa em ordem e tirar proveito das políticas, normas, processos e compliance para não ficar apenas na análise descritiva. Então quando ocorrer um fato, a pergunta “o que aconteceu?” não será mais necessária. Estejamos preparados para responder a pergunta “o que vai acontecer?” e não simplesmente “o que aconteceu?”. E vamos mais além, no prescritivo, então estejamos preparados para responder “o que fazer quando acontecer?”.

Outros benefícios:

Outro lado positivo é que podemos ter uma análise de dados combinada aos negócios, onde Big Data, Analytics e Machine Learning contribuem para a antecipação de tendências e análises comportamentais com maior precisão.

O desenvolvimento de novos negócios e produtos é na prática a inovação, e traz consigo maior assertividade e personalização na oferta de novos produtos e serviços ao público. Com isso há uma ampliação dos consumidores alvos. Pense no marketing direcionado para cada grupo de consumidor em potencial.

A proteção de dados tem sua importância atrelada diretamente aos negócios, pode favorecer a inovação, fomentar novas práticas e tecnologias em diversos setores.

É uma boa oportunidade de nos adequarmos.

Fonte: It Fórum 365

SAS inicia terceira turma do curso de cientista de dados

Objetivo é capacitar profissionais a lidar com big data e as mais avançadas ferramentas de visualização e análise de dados do mercado

Com o sucesso do curso de Cientista de Dados do SAS, lançado no Brasil em junho de 2016, uma terceira turma terá início no próximo dia 31. A Academia para Ciência de Dados do SAS utilizará as mais avançadas ferramentas e técnicas de analytics, buscando formar profissionais altamente qualificados para lidar com big data.

O curso é presencial e tem duração de 14 meses, equivalente a 448 horas. Durante esse período, cada aluno passará por aulas teóricas, projetos em equipe, desenvolvimento de estudos de caso e provas de certificação. O programa é composto de dois módulos. O primeiro deles é voltado para a obtenção da Certificação SAS em Big Data e o segundo da Certificação SAS Advanced Analytics Professional. Um vez aprovado, o aluno obtém a Certificação SAS de Cientista de Dados.

Neste mês e em novembro, o SAS já formará a primeira e a segunda turma, respectivamente, de cientista de dados, o que representa cerca de 50 profissionais. Para um dos alunos, o especialista em Big Data, Analytics e Governança da Informação da CertSys, Herbert Morais, o curso teve um papel fundamental em sua vida profissional. “Ele abriu a minha mente e me ajudou a conseguir uma mudança na minha carreira, além de me permitir conhecer pessoas incríveis no próprio SAS. O treinamento foi pago pela minha antiga empresa, como um reconhecimento pelo meu trabalho, e agora estou trabalhando diretamente com cloud e analytics, o que tem sido muito gratificante”, diz o profissional, que participou da primeira turma.

As aulas incluem técnicas de gerenciamento e limpeza de grandes volumes de dados, análises exploratórias, visualização de dados SAS e HadoopMachine Learning e Deep Learning, incorporação de modelagem preditiva e outras habilidades necessárias à formação de um cientista de dados.

Além do conhecimento técnico, é necessário que os candidatos entendam de negócios e tenham experiência em programação, com conhecimentos em matemática aplicada, além de proficiência em inglês.

As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de outubro pelo e-mail andreia.santos@sas.com. Para mais detalhes sobre o curso, basta clicar no link Academia de Cientista de Dados.

Profissão do futuro

Atualmente, o cientista de dados é um dos profissionais mais valorizados pelo mercado devido à grande demanda das empresas e ao alto grau de conhecimento técnico desse especialista, o que torna também os salários bem atraentes. A importância desse profissional ganhou tamanha relevância a ponto de ter sido listada pelo Fórum Econômico Mundial como uma das mais relevantes profissões para o mercado até o ano de 2020.

Segundo a coordenadora de Treinamentos do SAS Brasil, Andréia Santos, o objetivo do curso é atender às demandas do mercado por profissionais com formação especializada. “Existe hoje uma necessidade grande das empresas em poder contar com profissionais capacitados em inteligência analítica e Big Data, capazes de extrair informações valiosas desse imenso volume de dados que as organizações têm à disposição. É nesse momento que a figura do cientista de dados ganha importância”, diz a executiva.

O certificado do SAS em Ciência de Dados é reconhecido internacionalmente, permitindo que o profissional possa trabalhar em qualquer mercado ao redor do mundo, conquistando, assim, novas perspectivas de carreira.

Fonte: ITForum365

Entenda como a tecnologia potencializa o marketing

O Marketing se aproxima cada vez mais de tecnologia e essa relação deverá determinar o sucesso dos profissionais e das marcas de agora em diante.

Com a consolidação da transformação digital dos negócios, muitos profissionais relacionados à tecnologia, provavelmente, já ouviram falar em Martechs. Mas o que, de fato, esse termo significa? Ele contempla projetos, ferramentas ou startups que tenham a tecnologia aliada diretamente ao marketing digital. As Martechs combinam esses dois setores com o objetivo de melhorar a performance das mais diversas iniciativas –  para marcar o brand ou conversão em alguma estratégia de marketing.

Hoje é comum que os responsáveis pelo marketing de uma empresa trabalhem diretamente com o setor de tecnologia da informação. Uma pesquisa realizada pelas consultorias DataXu, Morar Consulting e WithPR, revela que mais da metade desses profissionais possuem conhecimentos em TI ou estão trabalhando com especialistas da área lado a lado.

Além disso, em outros países, as empresas têm apostado cada vez mais nessa tendência. A Gartner, consultoria especializada no desenvolvimento de novas tecnologias, por exemplo, revelou em um estudo de 2016, que 33% dos orçamentos de marketing das empresas dos Estados Unidos e da Inglaterra já são destinados à tecnologia. Hoje, a mentalidade dos gestores do setor é de que quanto mais ferramentas tecnológicas forem utilizadas para tornar as ações de marketing mais inteligente, mensuráveis e efetivas, mais “Martech” torna-se a estratégia.

Big Data auxilia na tomada de decisão

É inegável que na era digital em que vivemos, os dados são a essência da tomada de decisões empresariais. No entanto, até recentemente, a maioria desses dados eram provenientes de feedback dos clientes, testes de marketing e análises exaustivas de mercado sem o auxílio de nenhum tipo de tecnologia. Com a popularização do Big Data, no entanto, criou-se um cenário onde mais empresas podem lançar produtos com base em análises preditivas ao invés de testes experienciais. Foi uma verdadeira revolução no mercado.

Em um passado não muito distante, as pesquisas de mercado exigiam que as companhias criassem grupos específicos para testar um produto ou campanha publicitária. Entretanto, por vezes, esses conjuntos eram limitados, e o volume de dados coletados era insuficiente. Já as métricas disponíveis de Big Data abrem um leque de possibilidades para que as empresas testem novas estratégias. Como os conjuntos de dados disponíveis graças à tecnologia são muito maiores que os encontrados na maioria das pesquisas de mercado, eles proporcionam maior assertividade para o planejamento de marketing.

Imagine o quanto uma empresa não ganha em termos de competitividade quando seus gestores dispõem de informações estratégicas, como o lançamento de produtos de um concorrente, ou quantas vezes a própria marca foi citada na imprensa e nas redes sociais em um determinado período. Felizmente, já existem plataformas que conseguem mensurar esses e muitos outros indicadores.

O fato é que em pleno século XXI, é fundamental trabalhar com dados e evidências, deixando de lado a intuição para construir uma verdadeira inteligência competitiva que empodere os gestores na tomada de decisão. O futuro chegou e as companhias que apostarem em Martechs terão muito mais chances de atingir seus objetivos.

Artigo escrito por Eduardo Prange para o Portal Proxxima.

(*) Eduardo Prange é CEO da Zeeng – Data Driven Platform, e atua com Marketing Digital há mais de 10 anos, com participação em mais de 100 Projetos relacionados ao tema.

Ascensão do big data impacta o jornalismo (e a democracia)

Lidar com grandes volumes de informação sempre foi um desafio para jornalistas. Apuração, filtro e análise de dados integram o cotidiano desses profissionais. Por isso, quando ferramentas e métodos apoiados em tecnologias digitais potencializam o uso de dados na ciência, no marketing, na gestão de negócios e em políticas públicas, o jornalismo não poderia ficar de fora.

Há até um ramo específico da profissão que vem se ocupando de big data. É o “jornalismo de dados” ou ainda a “reportagem com auxílio do computador”. São rótulos para explicar práticas novas, mas que significam, na verdade, uma reafirmação do papel e da utilidade do jornalismo numa sociedade democrática.
No Brasil, o jornalismo apoiado em grandes quantidades de dados ganhou impulso em 2011, com a Lei de Acesso à Informação. A partir dela, órgãos e gestores públicos estão obrigados a divulgar todo e qualquer dado, exceto aqueles considerados sigilosos. Transparência passou a ser regra, e não exceção.
Com isso, gradativamente os portais públicos vêm ofertando enormes volumes de informações sobre contratos, licitações, remuneração de servidores, gastos com diárias, combustível etc. Qualquer cidadão tem acesso a tudo isso, mas poucos dispõem de tempo e expertise necessários para compreender as entrelinhas das infindáveis planilhas. Aí que entram os jornalistas, profissionais responsáveis por, entre outras coisas, fiscalizar o comportamento de gestores e o bom uso do dinheiro dos contribuintes.
Porém, como tudo ainda é recente, são poucos os profissionais que dominam as técnicas para se lidar com dados. A maior parte do vocabulário e das ferramentas adotados por especialistas e entusiastas de big data seguem inacessíveis a repórteres e editores de jornais, rádios, TVs e portais. No Brasil, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)  e o Knight Center for Journalism in the Americas vêm desempenhando papel importante na formação de jornalistas de dados. Mas ainda vai levar um bom tempo até que a cultura do big data contamine as redações.
Um passo importante para acelerar esse processo é aproximar jornalistas e profissionais de big data. Compartilhar conhecimento técnico em iniciativas como reportagens ou projetos específicos de fiscalização. Espero que este espaço cedido pela Zeeng para discutir jornalismo ajude a estabelecer essa conexão.
Nós jornalistas precisamos de ajuda. Se você tem tempo e conhecimento técnico, engaje-se. A democracia agradece.
Post escrito por Evandro de Assis, Jornalista e Pesquisador.

 

Competências essenciais para o cientista de dados e o engenheiro de big data

Dois profissionais estão sendo valorizados nos últimos anos: o cientista de dados e o engenheiro de big data. São duas carreiras que são ligadas à big data e vistas como promissoras. No post anterior foi escrito alguns caminhos e cursos que podem ajudar nessas profissões. Mas será que apenas os cursos bastam?

Vamos falar um pouco de outras competências que são imprescindíveis:

1 – Seja curioso sobre o assunto

Trabalhar com dados exige curiosidade. Não apenas pela parte técnica mas principalmente pelos dados. Não é apenas trabalhar com os dados, mas também entender os dados. Tente extrair o máximo da análise desses dados para que possamos ter mais valor no negócio. Entenda o significado deles, seja curioso.

2 – Entenda o negócio

Para extrair ao máximo dessas informações valiosas que temos, é necessário entender bem o negócio. Por exemplo: se você quer trabalhar com o big data de um banco é necessário entender sobre o mercado financeiro. Assim, você poderá ajudar em uma melhor tomada de decisão.

3 – Converse com todos

Não se prenda apenas ao seu conhecimento. Você nunca será especialista em tudo. Converse com todas as áreas, com o máximo de pessoas possíveis. Troque informações, seja internamente ou seja com clientes/fornecedores etc. Com isso você conseguirá extrair as informações mais importantes de cada pessoa, de cada departamento, de cada área.

4 – Olhe para o oceano de informações

Não utilize apenas as informações que você tem em mãos, mas utilize também as informações e dados que estão surgindo a cada dia, a cada hora, a cada minuto. O mundo está repleto de informações que podem agregar seus dados, inclusive dados públicos. Olhe todos os dados que você tem em mãos, mas também olhe para os dados externos.

5 – Esteja sempre atualizado

Estar atualizado com as ferramentas, técnicas e algoritmos faz muito sentido, mas também vá em eventos, faça networking. A melhor forma de se atualizar é conversar com as pessoas e ver o que os profissionais estão fazendo com os dados. Cursos, matérias, posts são importantes mas o mundo é feito por pessoas. Converse com elas, atualize-se com elas.

6 – Seja inovador

Entender o negócio como vimos é essencial, mas do que adianta se você construir as mesmas informações que o seu concorrente. Pense ‘fora da caixa”, pense diferente, seja inovador.

Post escrito por Alexandre Uehara, Innovation Tech Specialist na Alelo.

Data Driven Marketing – Menos feeling, Mais resultados!

No último dia 18.05.17 o nosso CEO, Eduardo Prange, proferiu uma palestra sobre Data Driven Marketing no 19º Encontro Locaweb Porto Alegre.

A palestra teve como objetivo apresentar exemplos de como se apropriar das Plataformas de Big Data Analytics para obter evidências informacionais que geram resultados no universo de marketing e comunicação.

A grade estava repleta de profissionais altamente gabaritados e com conteúdo riquíssimo.

Confira na íntegra a palestra abaixo:


SOBRE O EVENTO

A 19º edição do roadshow Encontro Locaweb tem como objetivo levar conteúdo de qualidade e promover networking para mais de 3000 profissionais de internet e empreendedores nas cidades de Belo Horizonte, Recife, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo.

Em Porto Alegre reuniu mais de 450 participantes, num Encontro de Ideias, divididos em 2 salas repletas de assuntos e palestrantes que agregarão muito com suas experiências profissionais.

Em parceria com a Locaweb, a iMasters levou uma sala com conteúdo exclusivo para desenvolvedores no modelo TED Talks, pequenas apresentações de 20min cada, com nomes renomados de Porto Alegre, além de um painel com as comunidades do estado, discutindo sobre o mercado local, suas iniciativas, dentre outros.

Com curadoria da Locaweb, a sala digital apresentou os assuntos mais comentados na área de marketing na atualidade para debate, como a tecnologia influência seus consumidores, neurociência, marketing digital e outros. Foi um total de 5 palestras, com duração de 1h cada.

Para acompanhar a programação das próximas edições do evento, acesse: http://eventos.locaweb.com.br/