SBT cria espaço para produção de conteúdo digital

Chamado de Nano Box, estúdio servirá para a produção de lives, webséries, entrevistas e ações de branded content exibidas na plataforma online

Para ampliar a produção de conteúdo voltado às plataformas digitais, o SBT anuncia a criação do Nano Box, um espaço exclusivamente dedicação ao desenvolvimento de formatos e produção de programas, atrações, lives, webséries e outros tipos de conteúdo que serão exibidos nas plataformas digitais do canal.

De acordo com o comunicado, a emissora projeta o lançamento de várias atrações nos próximos meses como forma de ampliar a conexão com sua audiência nos meios digitais e, também, criar diferentes fontes de receita comercial. Uma das funções do Nano Box será, inclusive, ajudar a conectar creators e marcas em projetos que explorem o conteúdo da emissora.

Para estrear a área, o SBT produziu um vídeo com alguns nomes de seu elenco – como Celso Portiolli, Maísa Silva e Carlos Alberto de Nóbrega – reagindo a vídeos de câmeras escondidas exibidos pelo canal e com uma breve apresentação no novo estúdio. Veja:

Fonte: Meio & Mensagem

Jornal chinês é apresentado por âncora com Inteligência Artificial

Uma agência de notícias do governo chinês começou a utilizar inteligência artificial para apresentar as notícias do país. A “IA âncoras” foi criada pela agência Xinhua em parceria com a Sogou, empresa responsável por um dos buscadores mais populares da China.

Dois modelos foram criados, um para noticias em inglês e outra para a língua local. Para o desenvolvimento dos apresentadores, foram utilizados imagens e áudios de jornalistas reais que trabalham na emissora.

No entanto a tecnologia tem bastante limitações, já que as expressões do apresentador são com poucos movimentos de outras partes do corpo durante a fala. A voz também não é muito avançada e aparenta ser mais robótica do que de outras empresas.

Mesmo com esses problemas a companhia continuará com a tendência para a evolução na área.

Veja a apresentação do jornal abaixo:

Fonte: AdNews

Facebook usará IA para saber com quem você mora e como é a sua casa

O modelo de negócios do Facebook requer que a rede social saiba cada vez mais sobre quem são seus usuários para melhor direcionar as publicidades. Assim, quanto mais a rede souber sobre alguém, melhor.

Uma patente registrada recentemente pelo Facebook e publicada no site do Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos EUA revela que a rede social parece estar encontrando formas de saber como são as casas de seus usuários e com quem eles moram:

“Um sistema online prevê características familiares de um usuário, por exemplo, tamanho do domicílio e composição demográfica, com base nos dados de imagem do usuário, por exemplo, fotos de perfil, fotos postadas pelo usuário e fotos postadas por outros usuários conectados socialmente com o usuário, e dados no perfil do usuário que sugerem relacionamentos entre indivíduos mostrados nos dados de imagem do usuário.”

A técnica utiliza aprendizado de máquina e reconhecimento de imagens por inteligências artificiais para interpretar fotos, interações entre usuários, relações de parentesco e relacionamentos. O objetivo, de acordo com o registro, é “fornecer uma entrega de conteúdo aprimorada e direcionada ao usuário e sua família’. Usando os novos algoritmos, o Facebook será capaz de entender quem são seus colegas de quarto ou mesmo se há crianças pequenas que não possuem perfis na rede social vivendo sob o mesmo teto que você.

A novidade pode ser um diferencial para o Facebook, já que nenhuma outra empresa possui informações suficientes para oferecer serviços que englobem toda uma unidade residencial e seus ocupantes, fornecendo melhorias no direcionamento de publicidades. A patente, que foi publicada na última quinta-feira (15), foi registrada em maio, mas nada pode assegurar que já não esteja sendo utilizada pela rede social no fornecimento de anúncios segmentados. Esta mais uma prova de que não sabemos como nossos dados estão sendo utilizados pelas empresas a quem os confiamos.

Fonte: PhoneArena

Área de Customer Success cresce nas empresas

O cliente é quem dá a vida para que uma empresa possa existir. Por isso, conhecê-lo melhor, entender o que cada um deles desejam, acompanhar todos os processos durante e após uma compra se tornou obrigação para todas as empresas, independentemente da área de atuação. É importante que o cliente sinta que ele é ouvido, e mais do que isso, que é entendido.

Em meio a essa necessidade do mercado nasce a área de Customer Success, Sucesso do Cliente (em português), que tem o objetivo de se aproximar e melhorar a experiência entre os clientes e as empresas. A área busca transformar o processo de pós-venda e garantir o sucesso do consumidor e sua retenção na empresa.

Entretanto, essa área ainda não é muito praticada aqui no Brasil. Um estudo realizado pela MindMiners, startup brasileira especializada em pesquisas digitais, ouviu 300 profissionais da área de todo País e mostrou que 86% das empresas que não possuem a área de Customer Success (CS) têm o objetivo de desenvolvê-la ainda em 2018. “O estudo apontou que o conceito de Customer Success ainda é muito novo no Brasil, e não está claro que o investimento em CS pode ser tão ou mais vantajoso que a área de vendas, por exemplo” relata Diego Azevedo, Customer Success Manager da MindMiners.

Porém, já existem empresas que estão investindo no segmento e mostram resultados positivos. Na upLexis, empresa de tecnologia, a área foi implementada em 2016 com 4 profissionais e após dois anos a equipe já possui mais de 10 pessoas envolvidas no sucesso dos clientes. “Nosso foco é o cliente, entender o que ele precisa, ajudando-o no uso da nossa plataforma e mostrando o valor que existe no que ele contratou. É uma cultura que centraliza no cliente um pensamento que vai muito além de vender. É cuidar e gerir tudo que envolve o processo de compra e permanência na empresa”, comenta Eduardo Tardelli, CEO da upLexis.

Já na BizCapital, fintech que torna o crédito mais acessível e atende micro e pequenas empresas que estão fora do radar dos grandes bancos, têm a área desde maio de 2017, atualmente são 7 profissionais dedicados no departamento. “Nosso foco é ter uma atitude consultiva com ele em todas as etapas do processo, abrindo um canal de comunicação para deixá-lo mais seguro e confortável em obter o empréstimo para crescimento da sua empresa. Caso o empréstimo não seja concluído, ele perceba que possui um canal disponível para uma futura parceria”, comenta Thiago Angola, diretor de Customer Success.

A MVarandas, plataforma que desenvolve soluções de gestão operacional para estabelecimentos comerciais do ramo alimentício. Implementou o departamento há pouco mais de 5 meses na empresa, com 6 colaboradores disponíveis entre eles, Customer Success Manager, Customer Success Implementation e Customer Success Training. “A implementação da cultura de CS é essencial, pois ela visa equalizar os objetivos de todas áreas, focando na garantia da entrega dos resultados esperados pelo cliente.” explica Rafael Gouveia, coordenador de Customer Success.

Na Agrosmart, plataforma de agricultura digital, a área de Customers Sucess tem grande influência na empresa e é essencial para garantir o seu sucesso. A empresa criou a área para atender melhor o cliente, proporcionar melhores experiências e potencializar a percepção de valor do serviço do negócio para o mercado. Em pouco tempo, conquistaram uma ampliação no monitoramento nas áreas internas, impulsionando diretamente no trabalho da empresa e na retenção de clientes.

Para Eduardo Prange, CEO da Zeeng, plataforma de big data para a área de marketing e comunicação, o sucesso do cliente é o sucesso de uma empresa. “A área sempre foi tratada como crucial para o negócio, não conseguiríamos imaginar como seria se não tivéssemos a implementado. Recentemente evoluímos a área trazendo uma visão mais data driven sobre o comportamento de nossos clientes como forma de nos anteciparmos de possíveis perdas, visto que diagnosticamos que o nível de engajamento dos clientes com a Plataforma possui relação direta com a sua retenção” comenta Prange.

Já no Promobit, social commerce de promoções, a área não existia desde o começo, mas foi após a aplicação do CS que se deu escala a um hábito vital: entender quem realmente importa e melhorar sua experiência. “O hábito de escutar os usuários, colher feedbacks, compreender problemas e gerar insights sempre esteve entre nós, porém com o crescimento da plataforma, nos últimos, anos passou a ser necessária a estruturação da área de CS, bem como a utilização de ferramentas, para isso foi implementado o NPS e Ombudsman” completa Fabio Carneiro, COO do Promobit.

Para Jordão Bevilaqua, Head de Marketing da Xtech Commerce, o diálogo com os clientes está mais próximo após a implementação da área de CS na empresa. “Só com o atingimento do sucesso de nossos clientes somos capazes de mantê-los, especialmente porque passamos a dialogar de forma mais próxima. Para conseguir isso toda nossa capacidade de desenvolvimento tecnológico é utilizada associada a nossa área de CS para tornar as nossas soluções mais robusta”, revela Jordão. Para aproximar e auxiliar os clientes, a Xtech desenvolveu materiais de apoio como ebooks, vídeos e hangouts.

Para Enrico Vincioni, Head de Customer Experience da BeeTech, fintech especializada em transações cross border, a implementação desta área foi uma evolução do atendimento e a recorrência de clientes é cada vez maior. “Sempre nos preocupamos com o atendimento nos mais diversos canais de comunicação (telefone, e-mail,Whatsapp, etc) e em entregar o melhor serviço. Fomos uma das primeiras fintechs do Brasil com atendimento via chat. Investimos em treinamento e em pesquisas sobre tendências de mercado para conseguir ajudar os clientes com excelência nos mais diversos assuntos. Por mais tecnológicas que sejam nossas plataformas não queremos perder nossa característica humana, explica Vincioni.

O Supermercado Now, plataforma de supermercado online, investe em CS desde o início. “Sabíamos que a experiência dos clientes seria fundamental para nosso sucesso. Isso gera a recorrência”, explica Denise Garcia coordenadora de relacionamento. A startup acompanha toda a jornada dos clientes uma vez que eles são seus steakholders. “Eles nos ajudam a tomarmos decisões internas. Sabemos quais são nossas fortalezas e pontos a melhorar e isso é priorizado em nosso planejamento.” explica. “Realizamos ações diferenciadas. Separamos todos os meses alguns nomes que serão prestigiados, seja aniversário ou datas especiais. Enviamos cartas assinadas à mão e até produtos que sabemos que eles gostam”, diz a coordenadora.

A Trustvox, plataforma de certificação de reviews, implantou a área de Customer Success desde o início do negócio, pois o cuidado com o cliente sempre foi prioridade para a empresa. “Nós procuramos fazer um trabalho proativo, ajudando a gerar insights estratégicos para os clientes. Devido ao trabalho que estamos realizando na área de CS sentimos uma melhora na qualidade e frequência no contato com eles, já que muitos processos foram estruturados de acordo com aquilo que ele precisava. Além disso, eles passaram a conhecer a Trustvox e por isso o índice de satisfação melhorou”, afirma Isabella Barthem, responsável pela área de Customer Success da Trustvox.

Há cinco anos, a Propz, empresa que oferece soluções de CRM, inteligência analítica e big data que entendem, predizem e reagem ao comportamento de consumo em tempo real e de forma automatizada, implementou a área de CS, que hoje conta com 18 profissionais. Na empresa, o profissional de Customer Success entra em ação, trabalhando para que cada expectativa alinhada com o cliente seja atendida, gerando satisfação e sucesso do mesmo. Para isso, fazemos disparos de campanhas, sugestões de segmentação e enviamos ofertas, pegando os desejos dos consumidores e trazendo-os para a realidade.

Fonte: Segs

Zeeng Score – Indicador que permite comparar marcas e/ou empresas no ambiente digital

Integrada a Zeeng Platform, nova funcionalidade unifica parametrização da análise competitiva de marcas no ambiente digital

Em um mundo cada vez mais complexo, onde os modelos de comunicação se fragmentam e criam um ambiente caótico que transforma rapidamente os hábitos de consumo, as marcas sofrem para se manterem ativas e competitivas. Sempre antenada ao mercado e com a missão de otimizar a gestão dos profissionais de marketing e comunicação, a Zeeng, primeira plataforma de big data analytics voltada para o setor, anuncia o Zeeng Score.

Com a ampliação de seu portfólio de funcionalidades, o Zeeng Score traduz de forma objetiva e tangível a mensuração e comparação do desempenho online de diferentes marcas, em uma única interface digital. “Antigamente, nossos clientes até tinham informações sobre as estratégias e desempenhos de seus concorrentes no ambiente online, mas de maneira mais ‘solta’ e de difícil interpretação. Por isso, o Zeeng Score chega como um parceiro estratégico no âmbito de cada negócio onde o gestor de área consegue, em poucos cliques e de modo muito intuitivo, entender o que os seus principais concorrentes estão fazendo e onde estes têm se saído melhor. E mais do que isso, consegue perceber qual é o seu real posicionamento neste ambiente competitivo”, explica Eduardo Prange, CEO da Zeeng.

Incorporado à plataforma da Zeeng, o ZS utiliza métodos estatísticos para classificar de forma qualitativa as empresas, utilizando indicativos que co-relacionam diferentes bases de análise como: melhores práticas de web analytics, presença das marcas na imprensa online e portais de comunicação bem como os comportamentos destas nas redes sociais, gerando uma nota para cada player competidor cadastrado na Plataforma.

“O Zeeng Score é fruto de um trabalho muito intenso para dar as ferramentas certas às empresas que buscam entender a atuação dos seus concorrentes no ambiente digital e como utilizar estes dados a seu favor. Possibilitamos um olhar parametrizado sobre diferentes ambientes competitivos de forma holística, robusta e sistematizada”, explica Prange.

Quer saber o score da sua empresa?

Big Data: Quando os dados ditam o que você vai comprar

As empresas, com informações extremamente relevantes e mineradas da forma adequada, estão um passo à frente dos desejos do consumidor.

O mundo digital poderia ser definido como uma grande estante com milhares de gavetas cheias de informações. Nomes, CPFs, localizações, preferências, restaurantes favoritos, amigos… A lista é gigante! Estes são só alguns dos infindáveis dados que a internet nos permite ter acesso. Neste mundo tão high tech, nos tornamos consumidores altamente conectados e deixamos traços da nossa vida online por onde passamos. O conjunto de todas essas informações é o tão falado big data.

As empresas, com informações extremamente relevantes e mineradas da forma adequada, estão um passo à frente dos desejos do consumidor. Ter a capacidade de antecipar tendências de consumo é o objetivo de todo varejista. Conhecer a rotina de compra do cliente, cada vez mais hiperconectado é estar atento ao que ele procura.

Como consumidores, estamos cada vez mais ligados a marcas, empresas, causas, etc. Neste ponto, a tecnologia nos apresenta uma nova forma de consumir, onde estamos pautados pela experiência de compra, onde o preço não é fator determinante. É muito mais atraente comprar em uma loja segura, que entregue os produtos com agilidade e que tenha atenção no cliente, ao ponto de oferecer o que nós precisamos – mesmo quando nem sabemos que precisamos.

Um recente estudo da Euromonitor Internacional, empresa de pesquisas digitais, mostrou que os consumidores comparam preços no ambiente digital pelo menos uma vez por semana e pelo menos uma vez na vida interagiram com uma empresa via mídias sociais. Além disso, destacam-se três características marcantes desse público: imediatismo; personalização e independência. Em todos estes aspectos, o big data pode, e muito provavelmente estará completamente incluso, facilitando a vida de quem compra e de quem vende.

Conhecer essa jornada e os interesses dos consumidores garante uma oferta personalizada e estratégica. Quem nunca pesquisou determinado produto e segundos depois encontrou diversos semelhantes no seu feed de notícias? Ou recebeu um SMS assim que entrou no shopping? O consumidor está mais exigente e alcança-lo de forma positiva vai ajudá-lo a escolher o que ele vai comprar e onde.

Com toda essa transformação digital, o cliente ganha o poder de dizer e ser ouvido no mesmo instante por milhares de pessoas sobre um produto ou marca, e essa opinião compartilhada passa a influenciar as decisões de outros consumidores.

Aproveitar tudo o que a internet e as tecnologias podem oferecer é participar dessa transformação que temos, aos poucos, vivido. Ou seja, as ideias e as decisões das empresas são embasadas na análise das informações coletadas sobre o público e o mercado. Tal público se baseia na reputação, segurança e cuidado que esta empresa oferece aos seus clientes. Com a união de ambas as partes, a mensagem que chega ao cliente é a que ele quer ouvir (ou ler), onde quer que ele esteja, e na hora em que ele quiser.

Por isso, estar conectado é ser visto e abordado pelas marcas. Elas oferecem incontáveis oportunidades, por vezes descontos e até um relacionamento personalizado. Analise com base em suas necessidades, dores e experiências o que mais te satisfaz. Isso é o futuro.

Fonte: Olhar DigitalProxxima

Alerta de Notícias Zeeng

Agora é possível receber alerta de notícias da sua empresa e de seus concorrentes diretamente pelo seu e-mail, basta configurar na plataforma as empresas que deseja e os usuários que receberão 😀

O alerta é enviado todos os dias de manhã, uma vez ao dia, sempre que existirem novas notícias para as empresas monitoradas.

Como fazer?

  1. Acesse a plataforma: https://platform.zeeng.com.br/Login/Index
  2. Vá até o ícone de alertas:
  3. Selecione o título do alerta (este será o assunto do e-mail)
  4. Selecione os perfis (empresas que deseja receber a notificação de novas notícias)
  5. Selecione os usuários da plataforma que receberão este alerta

Esta pronto!

A partir de agora você começará a receber os alertas todos os dias de manhã 😉

Se desejar parar de recebê-los, basta clicar no ícone sinalizado abaixo:

Aproveite para fazer grupos com diferentes empresas e mandar para diferentes usuários!

 

Criar o próprio algoritmo valoriza o serviço e o negócio

Desenvolver o próprio algoritmo pode ser um diferencial para o serviço que uma empresa oferece? Especialistas dizem que sim. “Pode ser grande diferencial, porque mantém o empreendedor que desenvolve a ferramenta mais próximo do cliente para que possa fazer alterações e adaptações caso a caso. O risco de usar algoritmo pronto é trabalhar com uma solução engessada”, diz o especialista em análise de big data (pela FIA/USP) e em internet das coisas (pela Poli/USP) César Cavini Almiñana, que atua na consultoria Ekantika.

Segundo ele, é vantajoso criar o próprio algoritmo quando o modelo de negócio é voltado a um objetivo bastante específico. “Trabalhar com algoritmo pronto e genérico resolve os problemas, só que de forma mediana, enquanto o algoritmo próprio proporciona precisão e melhor desempenho.” Almiñana afirma que, até do ponto de vista de investimento, a empresa que detém o próprio algoritmo tem menos barreiras. “O motivo é que a inteligência e tecnologia estão dentro de casa e o empreendedor não é refém de terceiros.”

Professor de pós-graduação em pequenas e médias empresas e do MBA gestão empresarial na Fia/USP, Alexandre Del Rey considera que é vantajoso quando se tem equipe técnica muito capaz, que consegue ter compreensão aprofundada de um determinado mercado. “Criar algoritmos que resolvem problemas e necessidades importantes de um segmento é ótimo caminho para o sucesso.”

Ambos dizem, no entanto, que utilizar algoritmos desenvolvidos por grandes empresas de tecnologia, para criar uma arquitetura única e diferenciada, também é estratégia assertiva.

César Cavini Almiñana, consultor da Ekantika.
Foto: Beatriz Ribas/Divulgação

Antes de optar por um dos dois caminhos, o consultor diz que os empreendedores devem responder perguntas como: vou fazer um algoritmo melhor que o que já está disponível no mercado? Quanto tempo vai demorar? Vai valer à pena? Qual será o investimento?

“A falta de flexibilidade é um erro de muitos empreendedores, por resultar em soluções engessadas. Muitos desenvolvem algoritmo robusto, mas tão engessado, que adaptar uma linha do código vira um inferno.”

Construir uma ferramenta flexível foi o que estimulou Tom Canabarro a criar o próprio código e fundar a Konduto, que oferece serviços de prevenção a fraude de cartão de crédito nas lojas de e-commerce.

“Como desenvolvedor posso ajustar a solução. Essa é a principal vantagem. Trabalhar com uma ferramenta pronta deixa o empreendedor travado, ele não pode oferecer coisas novas. Ao mesmo tempo, ter a propriedade intelectual do algoritmo é uma grande força na valorização da empresa, porque na hora de levantar investimento, uma das primeiras perguntas é se o algoritmo é próprio ou se tem muitas coisas de terceiros.”

O empresário também alerta quem quer entrar nesse mercado quanto à robustez da solução. “Muita gente faz um sistema robusto para aguentar milhões de dados, sendo que no começo não terá quase nada. É melhor focar na eficiência e no resultado do algoritmo, depois pode resolver o problema de suportar mais volume. Nós seguimos esse caminho e deu certo.”

Segundo ele, no início, o mais difícil foi não ter base de dados para forçar o algoritmo a identificar o que é fraude e o que não é, para que o robô pudesse aprender a diferenciar um do outro. “Foi difícil conseguir o primeiro cliente, pois não tínhamos nada para provar que a tecnologia funcionava.”

A conquista dependeu de muita sorte e de um jogo aberto. “Falamos que estávamos começando e oferecemos a tecnologia de graça por três meses para testar. Nesse período, coletamos base de dados e fizemos ajustes. No final, o cliente gostou e nos contratou, o que facilitou a conquista de outros clientes.”

Tudo começou em janeiro de 2014. Ele e o sócio, Milton Tavares Neto, trabalharam um ano e meio com recursos próprios, depois receberam investimento anjo. Hoje, empregam 43 pessoas e atendem 200 clientes. Em 2019, querem atrair investimento para lançar novo produto, aumentar a força de vendas e entrar em outros países. “Temos clientes no México e Argentina, mas queremos atingir toda a América Latina.”

Fundadores da startup de reconhecimento facial FullFace, Danny Kabiljo e José Guerrero passaram dois anos desenvolvendo o próprio algoritmo. “Em 2015, fomos para o mercado”, diz Kabiljo, CEO da empresa. Até 2014, trabalharam com recursos próprios, depois, receberam investimento anjo e aporte do fundo Primatec. Hoje, a empresa tem 13 funcionários e até o final do ano terão 22.

Danny Kabiljo, CEO da FullFace. Foto: Laureni Fochetto

Kabiljo diz que desenvolveram diferenciais. “O primeiro foi vencer a necessidade de usar um hardware específico para fazer a identificação. Hoje, nosso algoritmo faz reconhecimento facial em smartphone, webcam ou câmera de alta resolução. Outras tecnologias estão atreladas a um equipamento específico. Quebramos essa barreira.
Entre as dificuldades, conta que quebraram a cabeça para definir o modelo comercial. “Nosso modelo principal é venda por consumo.”

Segundo ele, para desenvolver algoritmo o empreendedor tem de acreditar no projeto, porque muitos fecham as portas. “Também precisa acreditar no próprio potencial, criar diferenciais em relação às tecnologias globais, e desenvolver tecnologia estruturada para aguentar expansão internacional.”

Ele afirma que ter um serviço que se encaixa nas necessidades dos clientes facilita todo o processo. “Dominamos a tecnologia que é viva, está sempre sendo aprimorada. Tecnologia não pode ficar parada.”

A Zeeng, de André Saldanha e Eduardo Prange, foi criada quando eles perceberam dentre os projetos que desenvolviam, que havia vários clientes com demandas comuns. “Criamos uma plataforma para agrupar informações e entregá-las de forma consolidada, para que os clientes possam consumir os dados sem a necessidade de aguardar um projeto específico”, diz Saldanha.

A ideia surgiu em setembro de 2016 e o negócio foi lançado em março de 2017. Hoje, atende mais de 30 clientes que possuem equipes de marketing, além de agências de publicidade. “Com nossas informações eles monitoram suas campanhas na web, bem como a dos concorrentes.”

Ele explica que com o algoritmo dá para saber quando o concorrente lança algo novo, passa por uma crise, ou fez uma publicação que não foi bem vista pelos usuários, que estão fazendo críticas nas redes sociais. “Fornecemos informações e apontamentos que geram insights e permitem análises rápidas.”

André Saldanha, CTO da Zeeng. Foto: Luis Fernando Martins/Divulgação

Utilizar algoritmo próprio, segundo ele, reduz custos, porque usar os que são desenvolvidos pela IBM ou Google gera cobrança de centavos de dólar para cada utilização. “Quem utiliza algoritmo dessas grandes empresas tem de usar os parâmetros genéricos oferecidos por elas. Quando é próprio pode adaptá-lo de forma específica”, ressalta.

Conceito existe há séculos e surgiu com matemáticos

“Ao sair de casa, pegamos carteira, documentos, chave do carro, fechamos as janelas, trancamos a porta – e verificamos se, de fato, ficou trancada – para então entrar no carro. No final das contas, isso trata-se de uma sequência lógica, finita e ordenada de passos que é seguida de forma automática.

No mundo da computação e das linguagens de programação chamamos essa sequência de algoritmo. Para executar uma operação de multiplicação, por exemplo, as calculadoras executam algoritmo que calcula somas um determinado número de vezes. Um programa de computador é o que resultado de uma sequência de códigos e algoritmos trabalhando em harmonia.

O conceito de algoritmo existe há séculos e o seu uso pode ser atribuído a matemáticos gregos. Contudo, o início da formalização do conceito de algoritmo ocorreu apenas em 1936, com a Máquina de Turing, dispositivo que escrevia e interpretava símbolos durante a Segunda Guerra Mundial, criada pelo matemático Alan Turing”, explica o consultor César Almiñana.

‘Mercado é promissor e carente de boas soluções

Alexandre Del Rey, professor da FIA

Criar o próprio algoritmo é uma boa estratégia?
Pode ser uma boa estratégia para empresas que conhecem muito do negócio e das regras de negócio do segmento que pretende atender. Essas regras são fontes de vantagem competitiva. O algoritmo de busca do Google, de roteirização do Waze, de recomendação de filmes da Netflix e de precificação da Amazon, por exemplo, são e foram muito importantes para o sucesso dessas empresas.

Em que caso é mais vantajoso criar o algoritmo?
Criar seu próprio algoritmo pode ser vantajoso quando se tem uma equipe técnica muito capaz, que consegue conversar com pessoas com a compreensão muito aprofundada daquele mercado. Desenvolver algoritmos que resolvem problemas e necessidades importantes para uma determinada indústria é um ótimo caminho para o sucesso.

O que o empreendedor deve avaliar antes de definir se irá criar o negócio em plataforma própria ou não?
Ter plataforma própria não necessariamente significa usar o próprio algoritmo. Criar a sua própria plataforma traz o desafio adicional de ter que gerar público para aquela plataforma. Muitos empreendedores comercializam seus algoritmos por meio de outras plataformas bem conhecidas como a AWS da Amazon, a Bluemix da IBM, para citar algumas.

Ser detentor do código dificulta ou facilita a entrada no mercado?
Na verdade, criar o próprio algoritmo não é muito diferente do que criar novos produtos e serviços. Primeiro é preciso criar um algoritmo que consiga tratar de maneira efetiva necessidades e desejos de um determinado mercado. Depois disso é preciso que este algoritmo passe a ser conhecido por este mercado. O desafio adicional encontrado é que são poucas as empresas com pessoal capacitado para poder compreender e julgar qualidade tecnológica de algoritmos. Assim, a reputação de uma grande marca pode ajudar muito nestes casos.

O mercado nacional tem preconceito em adotar tecnologia interna?
Reputação é algo que se conquista. Startups brasileiras que desenvolveram o próprio algoritmo ou arquitetura de solução como a 99Taxi, a QuintoAndar, a Inloco Mídia e a Oiti Tech conseguiram alcançar bastante sucesso. A qualidade das soluções normalmente prevalece. Veja o caso da 99Taxi, que entrou no mercado para disputar com gigantes como a Uber e a Cabify. Isso é muito relativo. Acredito que o mercado tem preconceito com soluções ruins.

Que avaliação faz do momento pelo qual está passando esse mercado?
Empreender no desenvolvimento de algoritmo é um mercado muito promissor. Há uma carência enorme de boas soluções em várias indústrias de diversos segmentos. Do outro lado, como ainda há muita dificuldade por parte dos tomadores de decisão em compreender todo o potencial destas novas tecnologias disruptivas que envolvem inteligência artificial e blockchain, por exemplo, há o desafio adicional de educar o mercado e de mudar a mentalidade.

Fonte: Estadão

Como as ferramentas de marketing digital podem impulsionar as vendas durante a black friday

Mas, para que as marcas possam se destacar da concorrência e aumentar as suas vendas é preciso realizar promoções e ações para engajar os clientes. O uso de ferramentas de marketing digital tem sido um ponto fundamental nas estratégias de divulgação, pois permite que os lojistas se aproximem do seu público e estejam presentes em todos os canais de comunicação. “Proporcionar uma experiência diferenciada, surpreendente e única para os clientes é fundamental e imprescindível para melhorar a jornada de compra dos consumidores. O uso de ações de push, mala direta, sms com campanhas promocionais pode ajudar a alcançar esse objetivo”, afirma Israel Nacaxe, COO da Propz, empresa que oferece soluções de CRM, inteligência analítica e big data que entendem, predizem e reagem ao comportamento de consumo em tempo real e de forma automatizada.

Segundo dados do Google, 82% das pessoas que compram alguma coisa durante  a Black Friday, fazem isso online. Para ajudar nesse processo, alguns empreendedores do segmento mostram como as ferramentas de marketing digital podem impulsionar as vendas durante a Black Friday:

Comunicação assertiva e investimento em marketplaces Oferecem condições especiais para novas compras é também uma forma de fazer o cliente

comprar de novo. Segundo Sidney Zynger, diretor de marketing do Bling, sistema de gestão empresarial (ERP) online para micro e pequenas empresas,  a jornada do consumidor é orgânica e não guiada apenas por um evento ou promoção. “Na Black Friday, as pessoas estão mais dispostas a arriscar com marcas que não conhecem. Esse pode ser o início de uma relação com novas lojas. É importante não focar apenas nesta data, pois muitos reservam suas compras para os dias antes e depois do evento: quase 40% das vendas do período ocorrem fora da sexta-feira. Isso pode acontecer devido a ofertas pontuais, e por isso que o empreendedor deve ficar atento para aproveitar ao máximo os sinais de intenção do consumidor”, explica.

Para Dannyel Filgueiras, CEO da Epicom, plataforma para gestão de marketplaces, investir em uma ferramenta que viabiliza produtos em múltiplos ambientes simultaneamente é essencial para que o negócio dê certo. “Por meio da Epicom, por exemplo, os clientes conseguem aumentar sua exposição, vendas, além de otimizar o tempo de gestão em um único ambiente”, explica.

 

Conheça o seu público-alvo

Para Jordão Bevilaqua, Head de Marketing da Xtech Commerce plataforma que cria lojas virtuais para pequenas e médias empresas, você precisa primeiramente conhecer o seu cliente, saber onde ele está, como ele se comporta, quais são seus hábitos de compra, como ele prefere pagar e receber suas mercadorias. “O comportamento do seu cliente vai determinar como o seu negócio gira. Saiba onde ele mais te procura, por exemplo se é pelo Instagram, pense em maneiras de marketing através desta rede social”. Pense em quais mídias as ações de marketing serão veiculadas, qual é objetivo dessas ações e o público que deseja atingir.

 

Mantenha um bom relacionamento com seus clientes

Os consumidores estão cada vez mais curiosos, impacientes e exigentes. Isso significa que os esforços devem ser direcionados em entender as necessidades deste público e oferecer soluções personalizadas, de forma única e diferenciada. “As pesquisas por produtos e marcas aumentam significativamente antes da Black Friday, o que oferece uma grande oportunidade aos lojistas para chamar a atenção do seu público e iniciar a construção do relacionamento com o cliente”, explica Gustavo Hana, CEO da GhFly, agência referência em marketing digital e performance.

Outra maneira de garantir que as marcas tenham um relacionamento de confiança com os seus consumidores é agir de forma transparente e sincera. Por isso, é importante que as opiniões sobre a experiência de compra que são feitos sobre os produtos comercializados pela loja sejam publicados em todos os seus canais de comunicação. “Principalmente durante a Black Friday os consumidores investem seu tempo para buscar opiniões e histórias reais desses itens de interesse, por isso essas avaliações de produto e loja precisam ficar disponíveis, para que elas sejam usadas na tomada de decisão de compra”, ressalta Tatiana Pezoa, CEO da Trustvox, primeira certificadora de reviews.

 

Invista em conteúdos audiovisuais

Os vídeos são ferramentas poderosas para entreter e vender mais na internet. Além dos benefícios mais facilmente mensuráveis, como aumento do tempo médio de permanência no site e consequente melhoria no ranqueamento e SEO, com vídeos é possível posicionar melhor a marca no mercado e na mente do consumidor, criando uma melhor experiência de compra. “Para produzir vídeos que convertem é preciso elaborar materiais curtos e usar muito storytelling. Evite colocar preços de produtos/serviços nos vídeos, isso vai facilitar muito a manutenção dos materiais no futuro, evitando perda de tempo com edições desnecessárias. Outra dica importante é usar a Lei do Pareto: 80% de entretenimento e 20% de propaganda, conseguindo assim passar as informações mais importante para gerar engajamento”, explica Pedro Filizzola, CMO da Samba Tech.

Atenção na estratégia

Hoje já existem muitas ferramentas consagradas no meio digital para que as empresas escolham quais as melhores para a data. Mas, para Eduardo Prange, CEO da Zeeng, o cuidado a se tomar é a estratégia. “Atenção total para não lesar uma relação construída com estes novos clientes durante o período de descontos. No fim das contas falamos de baixa de preço, mas não gaste suas forças apenas oferecendo grandes descontos. É fundamental atrela-lo também à qualidade do seu serviço e à experiência desse consumidor com a sua marca”.

 

O impacto do marketing digital na Black Friday

Para os lojistas está sobretudo a democratização do espaço que antigamente era apenas dos gigantes. Hoje, todos podem gerar conteúdo para a internet, agregar valor para a sua audiência, aparecer para o público e ser lembrado por ele durante o ano todo.

Até mesmo anunciar ficou mais fácil e barato. Antes a publicidade se resumia em TV, jornal e revista, o que era muito custoso para a maioria das pequenas e médias empresas. Hoje, com o Facebook Ads e o Google AdWords, por exemplo, é possível impactar sua audiência com um capital bem mais modesto, além de conseguir mensurar o que está dando mais ou menos resultado, otimizando seus investimentos e aumentando suas chances de sucesso. Tudo em tempo real e na palma da mão.

Para Roberto Rocha, CMO da leadlovers“Quanto mais presente você estiver no dia a dia do seu público durante todos os dias do ano, mais resultados terá na Black Friday ou em qualquer outra data importante para o comércio”.

Segundo Filgueiras, da Epicom, é fundamental que os lojistas se preparem para oportunidades reais. “Hoje, a Black Friday tornou-se uma ótima forma de renovação e giro de estoque parado. Lançamentos também ocorrem e são aguardados pelo consumidor. Por isso, eles têm antecipado sua atenção e monitoramento sobre itens de seu interesse. por isso, acredito que é necessário oferecer de fato alguma vantagem”, finaliza.

Fonte: adnews

Em carta à Rosa Weber, IT&E cobra combate a fake news

Instituto Tecnologia e Equidade destaca a importância da alfabetização digital da população, além de montar uma espécie de sala de monitoramento de redes sociais para as próximas eleições.

As fake news assumiram boa parte das discussões durante as Eleições deste ano. Para muitos especialistas, as notícias falsas – que geram desinformação em massa – influenciaram os resultados nas urnas. Diferentes pesquisas também apontaram que os brasileiros não sabiam discernir o que era verdade e o que era mentira do conteúdo que recebiam em apps como o WhatsApp. Pesquisa do INCT (Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação) relatou que 68,3% da população brasileira não desconfia de nada daquilo que recebe como noticioso.

Entretanto, em entrevista após o resultado do segundo turno das eleições 2018, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, afirmou que o órgão saiu vencedor no combate às notícias falsas, que estiveram em destaque ao longo dos últimos meses no processo eleitoral. O Instituto Tecnologia e Equidade parece não concordar. Nessa segunda-feira (5), o Instituto encaminhou uma carta endereçada a ministra com recomendações para o combate às fake news para as próximas eleições, pois “acreditamos que as atuais ficarão marcadas na nossa história como as eleições da polarização”, assina a entidade em comunicado compartilhado com a imprensa.

Entre as recomendações, o Instituto destaca a importância da alfabetização digital da população como parte central para a diversidade do debate democrático, além de montar uma espécie de sala de monitoramento de redes sociais, plataformas digitais, agências de checagem de fatos, partidos políticos, empresas de mídia, mediadores e observadores.

No texto abaixo, você pode conferir a carta do IT&E na íntegra e as recomendações:

Excelentíssima Ministra Rosa Weber,

Viemos por meio desta carta, oferecer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) recomendações para as próximas eleições no Brasil, pois acreditamos que as atuais ficarão marcadas na nossa história como as eleições da polarização, do discurso de ódio e da desinformação. Cremos também que é possível evitar essa situação nas próximas campanhas.

Combater a desinformação é possível e necessário para garantir um processo democrático transparente, ético e equilibrado. Isso requer conhecimento em relação à dinâmica do Sistema Propaganda Eleitoral na Internet, seus estoques (conjuntos que podem ser medidos), processos, atores e ciclos de feedback, como pode ser visto no Mapa abaixo. Com um pouco de atenção, ele se mostra compreensível para qualquer pessoa. O conteúdo faz parte do White Paper “Recomendações sistêmicas para combater a desinformação nas eleições do Brasil”. O documento foi lançado em julho pelo IT&E (Instituto Tecnologia e Equidade).

Nós, do Instituto Tecnologia e Equidade, apresentamos, abaixo, três caminhos de ação concretos para o TSE agir. Esperamos que sejam considerados e implementados até as próximas eleições municipais em 2020″.

Alfabetização Digital, Midiática e Informacional para a população brasileira: o TSE deveria oferecer conteúdos regulares em Rádio, TV, Redes Sociais, Escolas, WhatsApp, entre outros tipos de plataformas de informação, sobre como evitar a polarização radical e o discurso de ódio, fomentar os valores democráticos; ensinar como fazer checagem de fatos, como não ser manipulado por conteúdos digitais, etc. Durante o período eleitoral, esse conteúdo deveria ocupar parcela considerável do tempo eleitoral gratuito.

A mini-reforma eleitoral passou o tempo de campanha de 90 para 45 dias. Portanto, é de suma importância exigir que as Plataformas Digitais, meses antes das eleições, façam e divulguem relatórios semanais de movimentos anormais de criação de grupos de compartilhamento de mensagens, de movimentos de spam, uso de robôs e demais mecanismos que indiquem uso indevido das tecnologias para amplificação de conteúdos para além do uso natural, individual e pessoal das redes sociais. Em caso de suspeitas, solicitar que as plataformas expliquem a natureza desses movimentos ou em caso de desconhecimento ou possibilidade de alto risco de serem grupos criados para manipular o processo eleitoral, que apliquem as suas Políticas de Comunidade com rigor e suspendam contas e grupos de modo a proteger o processo democrático de forma preventiva;

Montar uma Sala de Monitoramento (Sala de Crise) com atores qualificados em monitoramento de redes sociais, plataformas digitais, agências de checagem de fatos, partidos políticos, empresas de mídia, mediadores e observadores. O objetivo é que ela contribua para monitorar, em tempo real, os processos mais virais que ocorrem durante o período da propaganda. A partir dela, tomar rápidas decisões para antecipar processos desinformativos com tendências de viralização. Essas manadas de desinformação seriam rapidamente desarticuladas, com consequências punitivas diretas aos seus autores, incluindo candidaturas, que podem ser responsabilizadas por ações de seus militantes.

No mundo virtual, tudo ocorre na velocidade da luz. Se a Justiça Eleitoral não se atualizar em suas práticas, continuará achando que esse é um problema sem solução e continuará se eximindo de suas responsabilidades como ator mais importante em todo processo eleitoral.

Constatamos, em grande medida, a hipótese que motivou e deu origem aos projetos que desenvolvemos no IT&E neste ano de eleições: “o uso da tecnologia terá um impacto maior do que os recursos financeiros no resultado eleitoral”.

O uso da nossa metodologia, com base no pensamento sistêmico, tem sido uma ferramenta essencial na análise, no entendimento e na atuação estratégica em projetos para diminuir o impacto da desinformação nas eleições 2018 e procurar caminhos para fazer frente ao principal problema enfrentado pelas autoridades eleitorais. Oferecemos esta experiência, metodologia e aprendizados para o TSE.

Trata-se de um desequilíbrio no sistema eleitoral que impacta todos os atores que participam do processo democrático. Obviamente trata-se de um problema que atinge todos os partidos de alguma ou outra forma e o principal impactado é o eleitor.

Não seremos capazes de enfrentar esse processo de desinformação – que lamentavelmente tem desequilibrado o jogo democrático – sem ações articuladas, colaborativas, estruturadas fortes e corajosas.

Fonte: idgnow