Criar vídeos falsos com deepfake nunca foi tão assustadoramente fácil

Criar vídeos fake ficou tão fácil quanto digitar o que você quer que uma pessoa fale. Cientistas da Universidade de Stanford, do Instituto Max Planck de Informática, da Universidade de Princeton e da Adobe Research desenvolveram novos softwares que usam aprendizado de máquina para permitir a edição da transcrição do texto de um vídeo para adicionar, excluir ou alterar as palavras que saem da boca de uma pessoa.

As falsificações são tão realistas que é difícil diferenciá-las do material original, tanto do ponto de vista da imagem quanto do áudio, informou o site The Verge. A prova disso é que os pesquisadores pediram para os participantes de um estudo gravarem um novo áudio usando IA com as mudanças feitas no texto da fala e a qualidade comprovou que as falsificações estão perto de se tornarem perfeitas.

O projeto ainda está no início e não foi disponibilizado ao consumidor. Mas como a Adobe já divulgou detalhes do protótipo de software que foi usado na pesquisa, chamado VoCo, que permite aos usuários editar gravações de fala tão facilmente quanto modificar uma imagem, o lançamento do projeto não estaria tão longe.

Em simulações divulgadas pelos pesquisadores, o sistema foi capaz de alterar a famosa frase do filme Apocalypse Now. De “Eu amo o cheiro de napalm pela manhã” a citação foi alterada com perfeição para “Eu amo o cheiro de rabanada pela manhã”.

Para criar as falsificações de vídeo, os cientistas combinam várias técnicas. Primeiro, eles escaneiam o vídeo original para isolar os fonemas falados pelo sujeito. Eles então combinam esses fonemas com visemas (que representam a expressão da face e da boca ao dizer uma palavra) para criar um modelo 3D da parte inferior do rosto do emissor no vídeo falso.

Desse modo, o software consegue combinar todos os dados capturados a partir dos fonemas, visemas e do modelo 3D quando o texto do vídeo é editado. Assim, novas cenas são recriadas com base nos textos inseridos e adicionados no vídeo final. Os algoritmos funcionam apenas em vídeos que mostram a cabeça de uma pessoa e exigem 40 minutos de material inicial para que os dados sejam capturados.

Em testes realizados com um grupo de 138 participantes, cerca de 60% afirmaram que as edições eram reais. Em comparação, 80% desse mesmo grupo consideraram que a gravação original e não editada também era legítima.

A tecnologia ainda está em desenvolvimento, mas seus resultados atestam que a disponibilização de um software que permite a qualquer pessoa editar o que as pessoas dizem em vídeos está mais próxima do que nunca. Os pesquisadores, no entanto, reconhecem que o projeto pode ser usado para “falsificar declarações pessoais e caluniar indivíduos”, como enfatizaram em um paper sobre o novo software.

Fonte: It Midia

Instagram reformula opções de gênero

Instagram anunciou que está reformulando suas opções de seleção de gênero para perfis públicos.

Segundo a plataforma, atualmente eles oferecem apenas duas opções para os usuários – masculino ou feminino – além de uma terceira alternativa “não especificado”, mas que isso mudará na próxima atualização do app.

A novidade permitirá que os usuários escolham entre gêneros mais personalizados, incluindo opções como trans e gender nonconforming. Ainda segundo o comunicado do Instagram, a mudança vem para que o aplicativo possa ser “Mais inclusivo e refletivo sobre como as pessoas se identificam hoje.”

O novo recurso estará disponível já nesta semana, e também fazem parte das comemorações do Mês do Orgulho LGBT+.

O guia sobre bem-estar voltado para adolescentes LGBT+ destaca, principalmente, as ferramentas que podem mantê-los seguros e os suportes oferecidos pela plataforma para denúncias e ajuda.

Fonte: Promoview

Facebook Watch: um rival para à altura do YouTube?

O Facebook Watch tem aposta no conceito de que o conteúdo audiovisual ajuda o usuário a se conectar; faz sua experiência ser menos passiva e solitária. Levando em consideração os 720 milhões de pessoas que todos os meses assistem a pelo menos um minuto de vídeo no mecanismo, não seria precipitado pensar que o Watch tem atingido seu objetivo.

Interatividade é uma das explicações

Os meios de interação disponíveis são uma das razões do sucesso. Comentários, compartilhamentos, reações, enquetes, grupos, mensagens, Watch Parties podem potencializar a conexão virtual entre indivíduos. Um exemplo é a possibilidade de encontrar grupos através do Facebook Watch. Por exemplo: se você estiver assistindo a um episódio do Red Table Talk no Watch, verá o grupo oficial ao lado do vídeo; e você, então, poderá conversar com outras pessoas interessadas neste assunto.

Outra estratégia do serviço é o Facebook Watch Originals, que disponibiliza programas originais exclusivamente na plataforma. A adaptação do icônico MTV The Real World, por exemplo, faz parte desse porgrama e estreiará em breve. Dentre os lançamentos dos próximos meses, temos: Human Discoveries (Premiere), em julho; Ball in the Family (5ª Temporada), Curse of Akakor (Premiere), Five Points (2ª Temporada), Huda Boss (2ª Temporada), em agosto; The Birch (Premiere), Limetown (Premiere),  Sorry For Your Loss (2ª Temporada), em outubro.

As colaborações entre criadores e publishers digitais também fazem parte das estratégias de atração de público. Em março deste ano, o Facebook anunciou um programa que conecta criadores de conteúdo a veículos de mídia digitais. O resultado foi a criação de novos conteúdos para estrear no Facebook Watch. Vários destes shows estarão disponíveis nos próximos meses, incluindo: Sundays at Nonna’s da Tastemade, com Ian Hecox (junho), The Players’ Tribune’s Generations, com Megan Rapinoe e Lindsey Horan (junho), Studio71’s Fetch Me A Date, com Jonathan Bennett e Dorothy Wang (julho) e Mi Quinceañera Come True do Buzzfeed apresentando PeroLike (outubro).

A conta sempre vem

Mas, nem tudo são flores. A tendência é que a quantidade de anúncios aumente nos conteúdos do Watch. Os chamados Ad Breaks estão disponíveis em mais de 40 países, inclusive no Brasil. O número de páginas ativamente usando o recurso mais do que triplicou no ano passado. A quantidade de páginas que ganham mais de US$ 1 mil por mês aumentou mais de 8 vezes, enquanto a de páginas ganhando mais de US$ 10 mil mensais aumentou mais de 3 vezes.  BuzzFeed e o Group Nine Media são alguns dos publishers que estão tendo sucesso com os Ad breaks. Com o retorno financeiro sendo comprovado, a tendência é de crescimento das produções e, também, é claro, dos anúncios que as sustentam.

Fonte: Olhar Digital

#CaseZeeng – WoW – Como acelerar uma Aceleradora?

Vídeo Case da WoW, uma das principais Aceleradoras de Startups do Brasil, que adotou o Data Driven Marketing em suas estratégias de comunicação e obteve retorno rápido e extremamente representativo.

Para nossa satisfação a gente bateu o recorde no número de inscrições na última turma, com aumento de mais de 50% no número de inscritos, em relação a turma anterior. Com certeza eu recomendo a Zeeng. Pela nossa experiência fez muita diferença para o nosso trabalho. (André Ghignatti, CEO da WoW Aceleradora).

Desafio: Como acelerar uma Aceleradora?

Estratégia: Adoção da Plataforma Zeeng para analisar e tomar decisões assertivas baseadas nas evidências informacionais de sucesso dos players atuantes no mercado de atuação.

Resultado: Duplicação do volume de inscrições, de forma qualificada, no processo seletivo das startups, ampliação da Encontrabilidade em mecanismos de busca, publicações de destaque nas Redes Sociais e evolução do posicionamento da marca no ambiente digital através do Zeeng Score, pulando da nona para a quarta posição entre os players monitorados.

Acho que o maior desafio de fazer a comunicação para uma aceleradora de startups está em equilibrar a balança entre o volume de startups inscritas nos processos de seleção e a qualidade delas. (Thiago Mohr Patusco, WoW Aceleradora)

Ficou interessado?

Facebook removeu 2,2 bilhões de contas no 1º trimestre de 2019

O Facebook anunciou que removeu 2,2 bilhões de contas falsas entre janeiro e março de 2019 – um número recorde para a empresa e que é ligeiramente menor que os 2,38 bilhões de usuários mensalmente ativos que a rede possui em todo o mundo. Os números fazem parte de um relatório global lançado nesta quinta-feira pela companhia; a partir de agora, os dados serão revelados trimestralmente pela empresa e incluirão outra de suas plataformas públicas: o Instagram.

“A saúde da rede social é tão importante quanto os balanços financeiros que soltamos, então faremos isso com a mesma frequência”, disse Mark Zuckerberg, em chamada com repórteres nesta quinta-feira. “Entender a presença de conteúdo danoso ajudará empresas e governos a desenhar sistemas melhores para lidar com o tema.”

Os dados chamam a atenção por serem substancialmente superiores aos números mais recentes divulgados pelo Facebook: entre outubro e dezembro de 2018, a empresa desativou 1,2 bilhão de contas falsas. No mesmo período em 2017, foram 694 milhões de contas. Os valores, claro, não são adicionados à conta total de usuários do Facebook, uma vez que os perfis falsos são desativados antes mesmo de serem adicionados à rede social, explicou o vice-presidente de análise de dados (analytics) do Facebook, Alex Schultz.

A empresa divulgou ainda que estima que 25 em cada 10 mil visualizações de conteúdo (vídeos ou fotos) violem as regras de violência e conteúdo adulto, não permitidos pela empresa na plataforma – desses, entre 11 e 14 a cada 10 mil visualizações são de nudez ou conteúdo de atividade sexual.

O Facebook comentou também que está melhorando sua capacidade de detectar vendas ilegais dentro da plataforma, como drogas ou armas – no primeiro trimestre, os sistemas da empresa conseguiram detectar 83,3% das violações de vendas de droga e 69,9% das de vendas de armas de fogo, sem necessidade de moderação humana. O Facebook acrescentou que “tomou atitudes” com relação a 19,4 milhões de peças de conteúdo no 1º trimestre deste ano – destas, 2,1 milhões passaram por “apelação” e 453 mil retornaram à rede após uma justificativa dos usuários ter sido aceita pela rede social.

Fonte: Correio do Povo

Consolidada no mercado, profissão de youtuber pode conquistar direitos trabalhistas e tributários

Há muito tempo o Youtube deixou de ser apenas a maior plataforma de compartilhamento de vídeos da internet. Para milhares de pessoas mundo afora, tornou-se a principal ferramenta de trabalho. Tanto que já vem chamando a atenção das autoridades – inclusive as brasileiras – para as questões ligadas às atividades laborais desenvolvidas com base no portal. Em outubro do ano passado, por exemplo, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei Nº 10.938/2018, que visa exatamente regulamentar a atividade de youtuber no Brasil.

No texto, o parlamentar define o ofício como “obreiro que cria vídeos e os divulga na plataforma social do YouTube”. O projeto dá aos youtubers profissionais o direito “de não participar de trabalho que ponha em risco sua integridade física” e estabelece “carga horária máxima de seis horas diárias e 30 horas semanais com intervalo de 45 minutos para almoço e descanso”, incluindo o tempo de planejamento, gravação, edição, publicação e promoção dos vídeos. Nos pontos não especificados no projeto, seriam aplicados os preceitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Já em abril de 2019, o deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE) propôs também na Câmara, em Brasília, que youtubers e influenciadores digitais possam ser reconhecidos como microempreendedores individuais (os chamados MEI). Assim, se o projeto for aprovado, eles ganharão direitos equivalentes a empresários (poderão emitir nota fiscal, por exemplo), com a vantagem da incidência de impostos menores do que em empreendimentos tradicionais.

Cebrac oferece curso profissionalizante para videomakers

Quem pretende apostar na carreira de youtuber ou produzir vídeos para as mais diversas finalidades conta com uma excelente oportunidade de desenvolvimento e aperfeiçoamento. Organização fundada em 1995, o Centro Brasileiro de Cursos (Cebrac) oferece um programa de formação em Videomaker.

O curso é voltado a quem sonha em tornar-se youtuber profissional, a aquelas pessoas que buscam conhecimentos para aplicar no seu dia a dia, no ambiente escolar e na comunidade, ou ainda para os profissionais que planejam prestar serviços de produção multimídia e edição de vídeo, entre outros.

O programa inclui temas como roteiro e desenvolvimento (preparação de ambiente, desenvolvimento de multimídia, storyboard e storyline, composição fotográfica, enquadramentos e planos), equipamentos (captação de áudio e imagem, ângulos e movimentos de câmera), edição e pós-produção (Audacity, Inkscape, Gimp, Kdenlive, YouTube para Videomakers, ferramentas de edição) e divulgação e monetização (transmissão, Google Analytics e visão empreendedora).

Todos os cursos do Cebrac têm como foco a formação empreendedora do aluno com ferramentas interdisciplinares, oficinas, desenvolvimento da criatividade e da liderança no meio social. Para isso, a instituição conta com educadores especializados e uma metodologia de ensino diferenciada, que busca assegurar desenvolvimento pessoal e profissional de qualidade.

Os diferenciais do curso Videomaker incluem a capacitação do aluno para atuar como prestador de serviços na área de produção multimídia e de conteúdos gráficos para redes sociais, sua preparação para auxiliar profissionais da área de marketing, publicidade e agências na criação e edição de vídeos e imagens, além de despertar sua visão empreendedora, por meio da discussão sobre os passos iniciais na estruturação de um negócio voltado para produção multimídia e redes sociais.

Fonte: Exame

Transformação digital: entre a miragem e a miopia

Antes de se lançar em uma iniciativa de transformação digital, as empresas precisam analisar como as mudanças nos contextos social e tecnológico vão afetar sua proposta de valor nos próximos anos e como vão fazer para financiar as inevitáveis turbulências no fluxo de caixa até a consolidação do novo modelo. Alguns acontecimentos recentes no setor de e-commerce são ilustrativos nesse aspecto. A venda da Netshoes por uma fração do que valia quando abriu seu capital, o anúncio do encerramento das operações online do Walmart e alguns boatos sobre o destino de outras operações de comércio eletrônico mostram as dificuldades da diversificação de mercados e da integração com as operações tradicionais.

Obviamente, não se trata de um desafio impossível, como demonstra a operação até aqui bem-sucedida do Magazine Luiza. Mas o foco excessivo em um nicho de consumidores ou na solução tecnológica costuma gerar um “ponto cego” para a criação de um fluxo de caixa sustentável. No caso da Netshoes, uma análise dos últimos relatórios trimestrais deixa claro que as dificuldades em lidar com a diversificação de mercados (geográficos e de produtos) afetava seriamente a rentabilidade da operação.

Não é algo inédito: gestores que se dão bem em um segmento ou região têm uma perigosa tendência de subestimar a complexidade de estender suas operações para outros setores ou locais. Parte disso se deve à crença que o mindset que trouxe o sucesso até agora será o mesmo que vai levar ao sucesso em outras circunstâncias. Muitos processos de expansão ou transformação não são uma questão de gestão do conhecimento, ou seja, adaptar uma metodologia que “deu certo”, mas sim de “gestão da ignorância”: é necessário colocar tanto esforço no mapeamento das diferenças e suas consequências sobre a lucratividade quanto no mapeamento das similaridades. Isso é particularmente difícil em uma situação de mudança tecnológica acelerada ou transformações regulatórias como as que começamos a ver na questão da privacidade e posse dos dados pessoais, que podem alterar radicalmente os custos de alguns modelos de negócios.

Muitos gestores de organizações tradicionais acreditam que é possível “injetar” um modo de fazer negócios em algum ponto de sua cadeia produtiva, mas tendem a subestimar duas variáveis: a eficiência operacional muitas vezes está intimamente relacionada com uma cultura muito específica, e uma alteração em um processo às vezes altera radicalmente outro setor da empresa (mudanças na logística frequentemente impactam a estrutura de RH, por exemplo). Pense no caso dos modelos de “marketplace” ou plataformas: embora apresentem uma estrutura de custos muito superior aos processos tradicionais, frequentemente implicam maior atrito com os integrantes da cadeia (por exemplo, o Uber).

Nem todas as empresas estão dispostas ou possuem uma cultura capaz de se adaptar à gestão de conflitos frequentes, ou são capazes de operar nas suas pontas (centros de distribuição, entrega ao consumidor final, elaboração de contratos etc.) na mesma velocidade com que seus novos “fornecedores”. A velocidade com que as empresas digitais lançam e abandonam produtos e serviços é fascinante e explica boa parte do seu sucesso. Mas como fazer isso em uma cultura que não dá autonomia para seus funcionários ou na hora da promoção privilegia o comportamento “estável”? Essa é uma situação típica das operações “omnichannel” e o alinhamento sempre é mais fácil no papel do que na vida real.

Esses são temas frequentemente ignorados quando falamos em transformação digital. Normalmente, o foco é sempre no tamanho da oportunidade em termos dos novos consumidores ou formatos de entrega de produtos e serviços. Mas sem um entendimento claro de qual a estrutura financeira que vai suportar a nova proposta de valor, essas iniciativas são abandonadas diante das primeiras dificuldades de caixa no negócio tradicional (foi o que aconteceu com as operações digitais do Carrefour, há alguns anos, e fique de olho nas decisões do GPA diante das repetidas notícias sobre os problemas da sua controladora na França).

A transformação digital vai requerer também uma mudança nos modelos de negócio e essa transição, na maior parte das vezes, afeta o fluxo de caixa e a rentabilidade de uma organização. Por isso é importante envolver o financeiro de uma empresa no processo desde o início. Não somente para viabilizar os recursos necessários até a estabilidade do novo modelo, mas também para ajudar as outras áreas a construírem indicadores que demonstrem a evolução nesta direção. Essa é uma parceria que vejo frequentemente ignorada na área de marketing e comunicação.

Quando examino os casos de sucesso e fracasso de implantação de iniciativas digitais, sempre me lembro do Miopia em Marketing, um texto clássico da nossa área que talvez alguns leitores mais novos não conheçam (afinal, o texto é contemporâneo do Kotler, rs). Ficamos frequentemente tão “maravilhados” com o que a tecnologia pode fazer por nossos produtos ou serviços que esquecemos de olhar o contexto no qual ela é consumida. E esse contexto é fundamentalmente determinado por coisas que acontecem fora das nossas empresas. Um exemplo do mercado de bens de consumo é ilustrativo: João Carlos Brega, CEO da Whirlpool da América Latina, me contou que a produtividade das fábricas brasileiras de multinacionais em diversos setores (inclusive no de eletrodomésticos) é igual ou superior às localizadas nos Estados Unidos ou na China.

O problema começa da produção “para fora”: o custo total do transporte de um contêiner entre São Paulo e Santos é quase o mesmo do envio entre China e Santos. Além disso, por conta dos trâmites alfandegários, o caminhão precisa chegar no porto cerca de duas semanas antes do embarque previsto, o que gera uma imobilização de capital que compromete qualquer ganho de produtividade na fábrica.

Pensar a transformação digital olhando apenas as tecnologias que vão sustentar a presença da sua organização na tela do celular ou computador é arriscado. Sem entender como será possível financiar a proposta de valor para seu consumidor do futuro, tudo o que você tem é uma miragem, que vai se desfazer “exponencialmente” no primeiro soluço do caixa da empresa.

Fonte: Meio & Mensagem

A North Face vandalizou a Wikipédia para melhorar seu ranqueamento no Google

A empresa de artigos esportivos outdoor The North Face passou uma bela vergonha semana passada, depois que uma agência de publicidade trabalhando para eles compartilhou vários artigos da Wikipédia de populares destinos turísticos com fotos de modelos usando roupas e acessórios da marca.

O golpe publicitário queria colocar os artigos North Face no topo dos resultados de imagem do Google para vários destinos (a notícia foi dada primeiro pela AdAge). A Wikipédia tem uma posição proeminente nos resultados do Google para basicamente todo local da Terra, então a agência achou que esse seria um jeito fácil de conseguir marketing indireto aparentemente orgânico de graça.

Infelizmente para a North Face e a agência de publicidade Leo Burnett Taylor Made, editar a Wikipédia sem revelar que você está sendo pago pra isso vai contra as regras do site. Os voluntários da enciclopédia online, que trabalham incansavelmente para garantir a exatidão das informações no site, não ficaram nada felizes com a ideia.

Daí que tuítes de editores da Wikipédia começaram a rodar denunciando as ações questionáveis da agência. Na quarta, a Fundação Wikimedia deu sua declaração oficial sobre o caso, chamando a campanha de “similar a depredar patrimônio público”. As imagens postadas pela agência foram deletadas desde então.

Como Liam Wyatt, um conhecido editor da Wikipédia e ex-wikipediano residente no Museu Britânico, explicou por Skype: “A questão é o segredo. Não é tanto um crime, mas acobertamento. Os Termos de Serviço da Fundação Wikimedia têm uma cláusula específica contra defesa paga não-declarada”.

Wyatt apontou que há um pequeno exército de editores pagos da Wikipédia em várias instituições culturais pelo mundo, mas a diferença-chave é que essas instituições estão divulgando sua atividade na Wikipédia e fazendo uma tentativa de boa-fé de melhorar os artigos do site com seus próprios recursos e especialidades. O que não era o caso com a North Face.

Muitas das fotos que a agência estava postando eram de qualidade inferior daquelas sendo substituídas. Fotos próprias para uma entrada de enciclopédia – ou seja, fotos que capturam com precisão o tema de maneira documental e informal – estavam sendo substituídas por fotos ensolaradas de modelos usando mochilas caras em primeiro plano, enquanto o cenário real era apenas de pano de fundo.

Segundo Wyatt, a agência poderia ter feito as coisas de um jeito mais responsável.

“Eles poderiam ter feito isso eticamente”, disse Wyatt, “acrescentando essas imagens aos artigos da Wikipédia, poderiam ter colocado um pequeno resumo ‘Imagem de tal empresa ou tal campanha’ ou ‘Estamos postando essas fotos como parte da seguinte atividade’, e aí tudo bem. Mas não fizeram isso, e não disseram nada em sua própria página. Eles sabiam o que estavam sabendo, porque usaram resumos quando fizeram essas edições, e os resumos das edição diziam coisas como ‘foto recente’”.

Pra piorar, depois de violar os termos de uso da Wikipédia, a agência lançou um vídeo se gabando da campanha. Eles até fizeram referência à campanha como “colaborando com a Wikipédia” em um dos textos no vídeo.

“Eles colocaram a palavra ‘colaborando’ com a Wikipédia, e aí… o vídeo dizia que o maior risco era eles serem descobertos. Se sua maior preocupação fazendo um projeto que é ostensivamente colaborativo é ser descoberto pelas pessoas com quem você está colaborando… então não é colaboração coisa nenhuma”, disse Wyatt.

Todas as edições feitas pela agência foram revertidas pelos voluntários da Wikipédia. Algumas horas depois que a declaração da Fundação Wikimedia foi publicada, a North Face se desculpou pela campanha pelo Twitter, e um porta-voz da empresa disse num e-mail para a VICE que eles estão “num processo de abordar diretamente a Wikipédia para encontrar o melhor jeito de consertar as coisas”.

Fonte: Vice

Marcas admitem preocupação com caso Neymar

Ao invés de gols e grandes jogadas, Neymar novamente ganha a manchete dos jornais por polêmicas fora de campo. O jogador é acusado de estupro e investigado por crime de informática, após expor fotos íntimas e um diálogo com a mulher que o acusou na justiça. Além da atenção da imprensa e do público em geral, o episódio passou a ser tornar um ponto de atenção para as marcas que mantém vínculo com o atleta.

Alguns patrocinadores do atacante já se posicionam mostrando preocupação com o desenrolar da história. “Nós estamos cientes e preocupados com as sérias alegações. Continuaremos acompanhando a situação”, afirmou a Mastercard, por meio de comunicado. O posicionamento da Nike, não foi muito diferente. “Estamos profundamente preocupados com essas acusações e seguimos acompanhando de perto a situação”, diz a nota da fabricante de material esportivo.

A mesma cautela mostrada pelas marcas está presente no discurso dos especialistas em marketing esportivo. Para Fabio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports & Marketing, é necessário aguardar o desfecho do caso. “É preciso evitar o exercício da futurologia, mas é fato que mais uma vez o nome do Neymar está atrelado com algo que não agrega nada de positivo para a sua marca. É indiscutível que ele é fora de série dentro de campo e que ele encanta os torcedores, o que agora se questiona é o quanto ele poderia preservar a sua imagem fora dos gramados”, afirma o especialista.

Independentemente do andamento jurídico desse caso, na visão de Anderson Gurgel, professor de marketing esportivo do Mackenzie e autor do livro Futebol S/A, há um desgaste na imagem do jogador que se acentuou nos últimos anos. “Pelo tamanho de sua exposição pública e as coisas que já realizou em campo, Neymar tem um capital de imagem a ser gasto. O problema é que esse capital está sendo gasto de uma maneira muito rápida. Esse impacto em sua imagem já vem de alguns outros casos recentes”, ressalta.

Em abril deste ano, Neymar agrediu um torcedor durante a final da Copa da França. Além disso, pelo fracasso da seleção brasileira e as acusações de simular faltas em campo, o atleta também virou motivo para memes e piadas durante a Copa do Mundo de 2018. As críticas foram tão pesadas que, por meio de um comercial da Gillette, logo após a competição, o atacante fez um mea culpa de suas atitudes. O próprio filme, em si, deu vazão a novas discussões sobre a gestão de imagem do atleta.

Embora não tenha dado informações de data por questões contratuais e de confidencialidade, depois da Copa do Mundo e antes das polêmicas atuais, a Gillette não renovou seu contrato de patrocínio com o atacante, vínculo que durou quatro anos. Apesar disso, o logo da empresa continua no site oficial do jogador.

Para Wolff, o que se pode tirar de positivo da história, até agora, é o posicionamento rápido dos patrocinadores de Neymar. “Há alguns anos, muitas empresas ficavam em silêncio em casos como esse. Hoje, no entanto, as marcas se sentem pressionadas pelo público para se movimentar e sair de sua zona de conforto. Vejo com bons olhos essas companhias que se posicionam, sobretudo em situações que impactam em seus valores e seu alinhamento estratégico”, analisa.

Gurgel pontua que, embora seja necessário tomar cuidado com a abordagem precipitada do assunto, que a todo momento ganha novos detalhes e informações, é possível dizer que a abordagem inicial de Neymar, com um vídeo em seu Instagram, não melhorou muito a situação do atleta em termos de imagem. “A defesa se deu de uma forma atabalhoada e criou outros problemas jurídicos (como a investigação sobre crime de informática). Um atleta do tamanho do Neymar não deveria se expor tanto e expor tanto os outros. A resposta deveria conter mais ponderação e profissionalismo”, avalia.

O especialista em marketing esportivo também afirma que, embora complexa, a situação não é inédita, citando polêmicas envolvendo grandes atletas como Tiger Woods e Ronaldo, por exemplo. Ele lembra também que é um cenário difícil para o jogador, uma vez que as marcas nunca estiveram tão preocupadas com a imagem pública. “Vale lembrar que as grandes marcas globais têm mecanismos de segurança e medidas de proteção em casos de patrocínio ou mesmo de parceria. Em contextos extremos, as empresas não estão hesitando em acionar essas cláusulas”, finaliza.

 Fonte: Meio & Mensagem

Algoritmos do Google impactam diretamente sites de e-commerce nos mecanismos de pesquisa

Recentemente, em seu evento anual chamado Marketing Live, a Google anunciou diversas mudanças em suas plataformas, e essas reformulações são direcionadas a lojistas e anunciantes. O maior site de buscas tem o objetivo de entrar de forma incisiva no mundo do e-commerce, trazendo novas experiências e também atualizações nos mecanismos de pesquisa.

Segundo a apresentação no evento, a Google irá disponibilizar ferramentas por meio das quais será possível encontrar produtos e compará-los. Além disso, o consumidor terá a opção de comprar em sites ou em alguma loja física mais próxima. O usuário também poderá adquirir um produto diretamente de vídeos e anúncios no YouTube, por exemplo.

Alguns participantes do evento acharam que as novidades podem transformar a Google em um marketplace. Contudo, a própria empresa diz que esse não é o grande objetivo e que até mesmo os próprios marketplaces e e-commerces poderão usar as atualizações e novidades da Google para aumentar suas vendas e alcançar mais clientes.

Qual a importância e o impacto do algoritmo?

As alterações poderão favorecer os e-commerces, como a própria empresa diz, mas para que isso aconteça é necessário que as lojas online também façam a sua parte. Os algoritmos da Google têm um impacto direto no mecanismo de busca. Atualmente, a Google é um dos principais sites de busca, abrangendo um nível mundial. Então, para que seja possível encontrar o que deseja, os algoritmos são usados em programas e sistemas de computador que buscam por sites que respondam de forma efetiva às regras que existem em seus mecanismos. É dessa forma que são classificados quais sites serão os primeiros a aparecer e ter um bom posicionamento no ranking.

Ou seja, sites que não sigam plenamente as regras dos mecanismos de busca fazem com que os algoritmos não os encontrem e, com isso, não os apresentem como resultado de uma pesquisa realizada. São vários fatores e regras que influenciam os resultados de uma busca. Um exemplo é que, há algum tempo, o algoritmo priorizava sites leves para poupar os dados de internet e o tempo de espera para a página ser carregada por completo.

Como melhorar o posicionamento no ranking de pesquisas?

A cada atualização, também muda a forma de avaliar como será feito o ranqueamento de sites. Por exemplo, normalmente, as primeiras posições ficam para sites que cumprem todas as regras e entregam o melhor conteúdo, se preocupando em proporcionar a melhor experiência de navegação para o consumidor.

Sites pesados, com baixo conteúdo, responsividade ruim e URLS e outras características confusas, caem no ranking e não conseguem uma boa posição, muitas vezes nem aparecendo para o usuário. Para melhorar a posição no ranqueamento, todos esses fatores, e mais alguns, terão que ser aprimorados. Para que isso se torne efetivo, uma consultoria de marketing digital pode fazer toda a diferença!

A Consultoria Digital é uma empresa que oferece consultoria de marketing digital e otimização de sites (SEO). Esse conjunto de estratégias foi pensado para fazer com que seu site fique nas primeiras posições sem pagar para os mecanismos de buscas, ou seja, de forma orgânica. Dessa forma, seu site pode subir no ranking e ganhar mais relevância.

Fonte: Terra