As empresas brasileiras estão prontas para a próxima onda digital?

Um relatório divulgado nesta ter-feira (5) pelo Pew Research Center coloca o Brasil como o líder no uso de smartphone entre os emergentes, mas esse é um número que ainda não pode ser tão comemorado, é o que diz o especialista em marketing digital, Natanael Oliveira.

A pesquisa aponta o Brasil liderando os países em desenvolvimento. O Brasil alcança a África do Sul na adoção de smartphones, porém, lá o número de cidadãos que não têm celular ou smartphone é de apenas 6%.

A pesquisa aponta que no Brasil, 60% dos adultos no país têm um smartphone, enquanto 33% têm um aparelho móvel não inteligente. Um outro dado importante mostra que 17% não têm acesso a qualquer tipo de tecnologia móvel.

Apesar da liderança entre os países em desenvolvimento, os números dos países desenvolvidos mostram uma grande desigualdade. Enquanto uma média de 76% têm smartphones nos países ricos, o número cai para 45% nas economias em desenvolvimento.

Vale ressaltar que boa parte desse percentual está entre pessoas jovens e escolarizadas. Um outro dado que mostra a desigualdade no desenvolvimento tecnológico envolve o uso da internet.

Nos países desenvolvidos, o uso da internet chega a 90%, enquanto nos países em desenvolvimento ainda gira em torno de 60%. Seguindo os mesmos dados comparativos, o uso de redes sociais é de 67% (países desenvolvidos) e de 49% nos países em desenvolvimento.

O especialista em Marketing Digital, Natanael Oliveira, apresenta o tema “Desigualdade Tecnológica” como um fenômeno que pode atrasar o avanço dos negócios digitais nos países em desenvolvimento.

De acordo com Natanael, o “encantamento digital” é o que pode atrasar todo esse avanço nos países emergentes, entre eles, o Brasil.

“Os países ricos estão mais acostumados com a tecnologia, com a internet e com o mundo digital. Isso dá uma maturidade um pouco maior no seu uso. Natanael usa como base os dados do relatório “2018 Global Digital”, da We Are Social da Hootsuite, que aponta que o Brasileiro passa mais de 3 horas e meia por dia nas redes sociais.

O relatório aponta que o Brasil está entre os três países do mundo no qual a população passa, em média, mais de 9 horas navegando na internet. O Brasil aparece como um dos dois únicos países onde o tempo diário gasto nas redes sociais supera 3 horas e meia.

Natanael defende que esse é o ponto mais preocupante com o que ele chama de a próxima onda do digital. “O brasileiro ainda está se acostumando com esse mundo.

“Nossos pais estão se acostumando com as mídias sociais, WhatsApp, grupos, “correntes”, memes, etc.

Nos EUA, o SMS é algo absolutamente comum há muitos anos. Um outro fator que impacta esse momento são as referências para os jovens e adolescentes. Muitos querem a fama das mídias sociais, do YouTube, do Instagram, do Facebook. Se não iniciarmos um movimento da próxima geração olhando para a internet e a tecnologia com outro propósito, além do entretenimento, vamos ficar para trás.”

Natanael faz um alerta: “De um lado, temos pessoas entre 60-80 anos descobrindo as mídias sociais, e dedicando horas e horas no WhatsApp, Instagram e Facebook. Do outro lado, temos jovens entre 12, 18, alguns na casa dos 30 anos, que sonham em virar celebridades nas mídias sociais. Onde fica o olhar para a inovação e a internet como plataforma? Onde fica o olhar para a internet como ambiente para inovação?

É claro que temos pessoas com esse olhar, além do entretenimento, mas esse número é muito pequeno.”

Como as empresas brasileiras devem olhar para esse cenário? Oliveira defende que as empresas não devem apenas ficar reforçando esse “encantamento digital”. E que os empresários precisam mudar boa parte da abordagem atual.

– Você pode dar exemplos de como as empresas estão reforçando o encantamento digital?

– Claro. Basta você prestar atenção nas propagandas na TV. Muitas empresas estão mais preocupadas em mostrar que agora são digitais e modernas. Você não precisa falar que a sua empresa é “digital”. Você apenas é.

– Você pode dar mais algum exemplo?

– Observe algumas redes de supermercado. Eles fazem anúncios em portais de notícias para dizer que: “Agora você pode fazer pedidos pelo aplicativo.” Quando eles já deveriam ter campanhas de vendas 100% online, com membros Vip, clube de descontos online e uma série de outras ações que já existem nos EUA.

Natanael aponta que em alguns casos, os próprios empresários estão vivendo a fase do encantamento digital.

“A primeira onda digital foi com a chegada da internet nas casas e empresas do Brasil. Mesmo que não em sua totalidade. Mas a segunda onda que está crescendo, é a consolidação da internet no bolso dos brasileiros. As companhias telefônicas criaram planos altamente agressivos para popularizar a internet. Essa foi a segunda onda.

A próxima onda que será a mais forte de todas, irá acontecer (cedo ou tarde), quando tivermos internet “móvel” de qualidade. Hoje ainda precisamos esperar carregar, ainda lidamos com “a internet está ruim”. Mas a tendência é que com o passar do tempo, iremos para um próximo nível. E essa é a grande onda que os empresários precisam ficar muito atentos.”

Se o Brasileiro usa muito a internet (mesmo sem muita qualidade), imagine o que vai acontecer? Porém, assim como aconteceu nos países desenvolvidos, o acesso à tecnologia e a internet, tendem a gerar maturidade no uso.

Ou pelo menos, um uso mais “avançado”, que não se limite apenas as mídias sociais. E é aqui que as empresas precisam ficar muito conectadas.”

Qual a sua aposta? Pergunto para Natanael.

“Eu aposto na educação. As pessoas irão equilibrar o uso da internet. Menos entretenimento e mais educação. É por isso que o mundo do EAD é tão poderoso para as empresas. Mas antes disso, existe algo que precisamos prestar atenção.”

Qual o passo? Questiono novamente.

O IBGE fez uma pesquisa que fala o seguinte: de 69 milhões de casas, só 2,8% não têm TV no Brasil. Basta olhar para os EUA. Uma integração perfeita da TV com a Internet. Empresas que usam a TV para se tornarem conhecidas na Internet. A ideia que a internet vai matar a TV, precisa ser revista urgentemente. Precisamos aprender como usar as duas mídias se quisermos aproveitar a próxima onda.

Fonte:Exame

Como a Lei Geral de Proteção de Dados impacta na experiência do seu cliente?

Após longos debates com a sociedade civil, que levaram quase nove anos, a Lei Geral de Proteção de Dados, mais conhecida pela sigla LGPD, foi promulgada em agosto de 2018, cuja eficácia plena se dará em agosto de 2020. Baseada em sua “irmã mais velha”, a europeia GDPR – General Data Protection Regulation – vai de encontro a uma tendência já apontada pelo Gartner em 2017, na sua pesquisa anual Iconoculture Values and Lifestyle.
Esta pesquisa já apontava, na época, o que a privacidade, representada por fatores como segurança e serenidade, passava a prevalecer sobre a conveniência como preocupação ou experiência desejada por consumidores em todo o mundo. Este resultado, de certa maneira, surpreende os especialistas, já que, durante a última década, a tendência sempre foi acumular informações sobre o cliente para surpreende-lo com ofertas e serviços personalizados. Com isso, imaginaram eles, fidelizariam e encantariam seus clientes.
Na esteira deste pensamento, tecnologias emergentes vieram para facilitar e tornar viável não só a coleta e armazenamento destas informações, mas, principalmente, seu uso efetivo para atrair e reter clientes. Enquanto isso, as fontes de informação passaram daquelas disponíveis somente nas bases de dados das próprias empresas para a infinidade e abrangência das informações que transitam nas redes sociais e blogs. Big datamachine learning e, finalmente, a inteligência artificial passam a ser a ordem do dia para utilizar ao máximo toda essa informação e melhorar a experiência do cliente.
Neste fim de década, as empresas enfrentam agora um desafio: o cliente passa a exigir a privacidade no tratamento de suas informações. Não aceitam mais a troca delas por conveniência. Querem a garantia de que será cuidada e protegida. Mais do que isso, querem saber o que fazem com ela. O direito à privacidade e à segurança de suas informações é um tema quente. Não tenham dúvidas disso.
Uma frase que li outro dia na internet, “se você dá sua confiança a alguém que não a merece, estará concedendo-lhe, na verdade, o poder de destruí-lo” talvez mostre porque a questão da privacidade se tornou tão importante. Se você fornece suas informações a empresas ou instituições que não são capazes de protegê-las em troca de conveniência, benefícios de uma oferta boa, ou um produto interessante, estará correndo o risco de ter sua vida virada de ponta a cabeça. Seja em um mau uso, vazamento de dados ou outro incidente causado pelo desleixo ou falta de preocupação com o assunto. É isso que a pesquisa do Gartner parece ter concluído.
Assim, minha recomendação às empresas é que entendam a lei, não como um estorvo ou motivo para tirar dinheiro, mas como uma oportunidade de criar condições para proteger as informações de seus clientes, ganhar sua confiança e usufruir de todo o poder que ela trará em termos dos benefícios do seu uso consistente.
Ao confiar que seu potencial fornecedor protege suas informações, potenciais consumidores e clientes entregarão um poder a sua empresa para lhe vender cada vez mais. E este poder, acreditem, será um diferencial importante daqui para a frente. Entender o uso da LGPD como uma ferramenta para melhorar a experiência do seu cliente nestes aspectos pode ser uma boa ideia. Vale uma reflexão.
Fonte: Digitalks

Como dados podem ser mais do que uma estratégia de vendas

Data is not just data. it’s the storie that you tell with data.” Esta frase mostra como podemos trabalhar com essas informações no momento atual. Para as empresas, dados são muito mais do que números, são estratégias. Usando os dados, você pode contar o que sua marca tem a dizer e o que ela representa para as pessoas. Por meio da análise de dados, é possível entender melhor o seu cliente, o que ele busca, seus desejos e suas dores e, assim, oferecer que ele realmente necessita.

O conhecimento gerado pelos dados, aliás, permite realizar uma série de ações práticas que vão muito além das vendas propriamente ditas. A venda final será uma consequência da aplicabilidade se conseguir com eles, e assim vencer a batalha ZMOT, o tão importante momento zero da verdade, pois é muito importante saber o que e quando falar com o consumidor no seu momento de pesquisa e decisão.

Com essas informações em mãos, podemos pensar em como produzir conteúdo relevante para os seus clientes, e também planejar ações B2B. Também podemos utilizá-los em ações B2B, ações de endomarketing e várias outras.  O céu é o limite para quem enxerga além das vendas. O conhecimento gerado pelos dados também pode ser usado em todas as fases do modelo See (awareness), Think (consideração), Do (comprar) e Care (fidelização). Mas lembre-se: em cada um desses estágios você precisa realizar a abordagem correta, com anúncios e formas de contato apropriadas.

O modelo que utilizamos aqui na Ad3+  é a captação de 1st e 2nd party data, para, com eles, conseguir a plena compreensão do público da campanha e traçar seu perfil de comportamento. Realizamos a captação dos dados por meio de uma DSP proprietária junto com a Lotame.. Assim, entendemos o público que foi impactado ou interagiu com as campanhas e com o site do anunciante.   Com isso, determinamos os targets primários; conhecendo os targets construímos as personas, e, sabendo o que interessa e os hábitos da persona, criamos a jornada do consumidor, mostrando o que ele faz no seu dia a dia, quais os tipos de interação realiza, seu humor em cada um dos momentos.

A partir de tudo isso, traçamos as premissas estratégicas, gerando insights que vão muito além da mídia paga em si, com um conhecimento que pode ajudar a criar diversos tipos de ações multidisciplinares, como below the line (eventos com temas de afinidade), marketing de conteúdo (buscando com os dados o que melhor se encaixa em uma matriz de conteúdo), relacionamento (por exemplo, se descobrimos que o público tem bastante interesse por filmes, pode-se buscar parcerias com redes de cinema) etc.

Em qualquer manual de marketing sempre é dito que nada é mais importante do que conhecer seu cliente. Ao contrário do que ocorria no passado, em que eram necessárias pesquisas de mercado caras e demoradas, hoje as plataformas de dados permitem trazer uma enorme quantidade de informação em tempo real. Com isso, também em tempo real, criamos um modelo próprio e evoluído de funil, utilizando os dados para descobrir o comportamento, mapear o target, isolar os prospects (aqueles que de alguma forma interagiram com a campanha) e os supects (aqueles com comportamentos parecidos com os prospects). Assim, podemos enviar a mensagem correta no momento certo, aumentando a probabilidade de conseguir a desejada conversão.

Tudo isso é feito como se fosse uma contada uma grande história, e ao final dela, os dados permitirão não só potencializar as conversões, mas também melhorar os indicadores de awareness e brand, fortalecendo a imagem das marcas. Com isso, seus clientes poderão não só aumentar suas vendas, como entrar no coração e mente de seus consumidores, pois é muito mais fácil conquistar uma pessoa quando se conhece muito sobre ela.

Fonte: Digitalks

COMO EVITAR AS ARMADILHAS DA PERSONALIZAÇÃO

Na era da hiper-personalização é possível direcionar a publicidade para consumidores específicos com base em um número quase infinito de dados, desde idade e renda até a localização e interesses. Hoje, o targeting de anúncios para segmentos específicos de público com o objetivo de maximizar o sucesso de uma campanha virou lei. É uma abordagem que funciona: de acordo com uma pesquisa global da Reuters, 63% dos consumidores dizem que conteúdos pessoalmente relevantes melhoram sua percepção com relação à marca.

Mas, acertar no targeting é muito mais do que simplesmente selecionar alguns fatores para fazer a personalização. Se não tiver cuidado, publicitários acabam correndo o risco de criar uma cultura da exclusividade, restringindo o alcance e perdendo novos clientes potenciais. É muito comum ver consumidores bombardeados por anúncios repetidos de uma determinada marca ou produto porque seu comportamento de navegação os classificaram em um segmento específico de público.

Um exemplo: após procurarem por itens para recém-nascidos, mães muitas vezes passam a receber apenas anúncios digitais de fraldas, roupas para crianças e produtos infantis. Ou seja, embora continuem tendo os mesmos interesses únicos e diversificados de antes de seus filhos nascerem, elas não veem mais anúncios relacionados a essas atividades, pois foram fixadas no segmento de mães de bebês recém-nascidos.

Este targeting descuidado faz com que os consumidores se sintam incomodados e excluídos, que não recebem mais nada de novo ou inspirador e só encontram os mesmos produtos e marcas que já conhecem de suas próprias pesquisas feitas anteriormente. Do mesmo modo, outros clientes potenciais acabam perdendo experiências relevantes e bem-vindas com a marca porque não demonstraram o comportamento de navegação específico que os colocaria naquela categoria.

Sem a menor dúvida, o targeting e a personalização continuam sendo táticas valiosas no repertório dos publicitários, mas devem ser utilizados com muito cuidado para evitar o ostracismo de públicos e a limitação do alcance. Pensando nisso, conheça a seguir três modos importantes de evitar as armadilhas da personalização:

 Os dados são tudo

Um targeting e uma personalização eficientes exigem grandes quantidades de dados originados de fontes diversificadas.Em vez de confiar demais em apenas um tipo de dado, por exemplo, no histórico de navegação, as marcas devem mesclar vários fluxos de dados contextuais, comportamentais, transacionais e demográficos para compreender de verdade o usuário.

Elas também devem se assegurar de que os dados utilizados são atuais e atualizados com frequência, uma vez que os interesses e as prioridades dos consumidores mudam com rapidez. Por exemplo, um consumidor que no ano passado planejou as férias de luxo dos seus sonhos nas Ilhas Maldivas pode este ano estar mais interessado em uns dias de descanso de última hora em uma cidade da região. Sem dados em tempo real, as empresas de turismo vão acabar perdendo dinheiro, segmentando o foco nesse consumidor com mensagens irrelevantes e ultrapassadas.

 

Quebre as regras

Para processar as grandes quantidades de dados necessárias para tomar decisões de targeting, muitos publicitários já utilizam um recurso de inteligência artificial conhecido como machine learning (ML). No entanto, os algoritmos convencionais baseados em regras do machine learning contribuem para as armadilhas da personalização, pois categorizam os consumidores com base em ações ou informações determinadas. Quando focamos em pessoas reais, a tomada de decisões baseada em regras provavelmente não será muito eficiente. Por isso, em vez de se apoiar no machine learning tradicional, as marcas devem levar em consideração o reinforcement learning (RL). Este tipo de aprendizado aprofundado permite uma tomada de decisões mais adaptável, permitindo a escolha da melhor ação dentro de um contexto específico, ao utilizar recompensas positivas e negativas.

reinforcement learning permite que as marcas ofereçam mensagens que se alinhem às necessidades únicas do usuário, em vez de no segmento mais amplo do público. Além disso, elas podem aprender com a experiência, aumentando continuamente o impacto e a ressonância das mensagens para obter um retorno maior. Em vez de sobrecarregar os consumidores com anúncios para produtos pelos quais ele já exprimiram interesse, é possível prever o que pode ter valor para eles enquanto indivíduos, com base na experiência, apresento produtos ou serviços novos ou empolgantes.

 Imponha um limite

Mesmo quando os dados são diversificados e as previsões são perfeitas, os consumidores não gostam de ver o mesmo anúncio inúmeras vezes. Aquele lindo sofá em couro pode ser perfeito para a casa nova, mas depois de vê-lo 50 vezes em feeds do Facebook, em um aplicativo móvel de jogo e no topo de um site de notícias locais, os consumidores podem se irritar e, com toda a razão, decidirem não comprá-lo.

Para evitar sobrecarregar os consumidores com anúncios repetidos ou muito semelhantes, os publicitários devem implementar limites de frequência que permitam expor um anúncio uma quantidade de vezes suficiente para a conscientização e fixação do produto, mas sem chegar ao excesso. Os limites de frequência devem estar ativos em todos os canais e dispositivos, especialmente porque a previsão é de que os dispositivos móveis sejam responsáveis por mais de dois terços dos gastos com anúncios digitais no ano que vem. Os limites de frequência não só evitam que os consumidores se irritem com a publicidade, mas também permitem que, ao serem atingidos, as marcas passem seus anúncios para novos consumidores, aumentando, assim, o seu alcance.

personalização e o targeting são táticas incrivelmente positivas na publicidade digital, oferecendo mensagens relevantes e envolventes que geram resultados reais. Ao utilizarem uma ampla gama de fontes de dados em tempo real, ao empregarem algoritmos de aprendizado profundo fundamentados na experiência, em vez de em regras, e ao implementarem limites de frequência para evitar o bombardeamento de anúncios repetidos, os publicitários podem escapar das armadilhas da personalização e otimizar suas campanhas para obter o máximo retorno.

Fonte: Digitalks

Alemanha estabelece limite para coleta de dados do Facebook

O Escritório Federal de Concorrência (FCO) da Alemanha anunciou nesta quinta-feira (7) novos limites à maneira como o Facebook coleta dados de suas subsidiárias Whatsapp e Instagram, assim como de sites que incorporam funções do Facebook como a opção “curtir”.

“No futuro, o Facebook não estará autorizado a forçar os usuários a aceitar a coleta praticamente ilimitada de seus dados por meio de outros aplicativos”, resumiu o diretor da FCO, Andreas Mundt, antes de insistir na necessidade de “consentimento voluntário” para qualquer tipo de coleta de dados, de acordo com a France Presse.

O Facebook afirmou que vai recorrer da decisão, resultado de um processo de três anos, em que a empresa foi investigada por uma série de lapsos de privacidade, incluindo o vazamento de dados de milhões de usuários, assim como o uso extenso de publicidade por estrangeiros buscando influenciar o resultado de eleições nos Estados Unidos.

De acordo com a Reuters, o FCO declarou objeção, em particular, à forma como o Facebook obtém dados de pessoas a partir de outros aplicativos – incluindo WhatsApp e Instagram, que pertencem ao próprio Facebook – e o rastreamento de pessoas que sequer são membros do serviço. Esse rastreamento, de acordo com a Reuters, é feito por meio de páginas web nas quais são incluídos os botões de “curtir” e “compartilhar” do Facebook, e mesmo por páginas nas quais a presença da rede social não é óbvia.

“Nós discordamos das conclusões e pretendemos apelar para que as pessoas na Alemanha continuem usufruindo dos nossos serviços”, disse o Facebook em nota. A decisão ainda não pode ser aplicada e a rede social tem um mês para recorrer.

Fonte: G1

TI deve crescer 10% em 2019 no Brasil. Saiba onde estarão os investimentos

O mercado de TI no Brasil deve crescer 10,5% neste ano, na comparação com 2018, segundo previsão da IDC, que prevê um forte impacto positivo sobretudo do segmento de dispositivos. Quando somado ao setor de Telecom, que deve ter retração de 0,3%, o mercado de TIC (Tecnologias da informação e comunicação) brasileiro terá avanço de 4,9%.

“O mercado de TI está otimista. Tanto fabricantes quanto consumidores estão sinalizando uma melhora e estamos projetando esses números com base nisso”, apontou Pietro Delai, gerente de pesquisas da IDC, nesta terça-feira (2/5) durante apresentação dos resultados.

Delai ressalta que os números de 2018 ainda não foram fechados, mas a previsão de crescimento no ano passado era de 2,2% – o que evidencia o cenário positivo do mercado para 2019. “O Brasil está levemente acima da média da América Latina. Em relação ao mundo, o avanço é bem parecido”, afirmou.

A tendência, segundo o estudo da consultoria, é de que as empresas brasileiras avancem para alcançar uma TI flexível, não apenas do ponto de vista de operação, mas também nos custos. “Serviços de TI estão cada vez mais presentes por conta da agilidade e falta de recursos dentro de casa”, adicionou Delai.

Alguns dos principais investimentos estarão em itens como cloud pública, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial. Confira as principais tendências:

Segurança da informação

Luciano Ramos, coordenador de pesquisas de software na IDC, lembrou que, desde 2017, com o ataque em massa WannaCry, o tema segurança da informação virou pauta presente nas organizações. “Sabemos que o WannaCry chegou ao Brasil. Isso mostra que não está só no vizinho e pode acontecer a qualquer momento”, pontuou. “O WannaCry não derrubou a TI, ele derrubou empresas. Isso trouxe grande impacto.”

Com o assunto ganhando relevância, soluções de próxima geração (NextGen) ganharão ainda mais importância, recorrendo a recursos como inteligência artificial e machine learning para combater ataques complexos.

Em 2019, essas soluções de próxima geração atingirão US$ 671 milhões no Brasil, crescimento 2,5 vezes mais rápido do que produtos considerados tradicionais. Ainda, os gastos com Managed Security Services (Serviços Gerenciados de Segurança) ultrapassarão os US$ 548 milhões, acirrando a competição entre provedores “puros” e operadoras de telecomunicações, que estão enxergando oportunidades neste mercado.

Inteligência artificial

A projeção da IDC global para inteligência artificial é de um crescimento anual (CAGR) de 46,2%, chegando a US$ 52 bilhões em 2021. Ainda segundo a consultoria, em 2022, 22% das corporações usarão tecnologias de fala para interação com clientes.

No Brasil, 15,3% das médias e grandes empresas têm AI entre as principais iniciativas e esperam que isto dobre nos próximos quatro anos.

Os principais casos de uso destacados pelos especialistas são agentes automáticos de atendimento, análise e investigação de fraudes, automação de TI, bem como diagnóstico e tratamentos de doenças.

Big data e Analytics

O momento do mercado de big data e Analytics ainda é de crescimento, podendo chegar a US$ 4,2 bilhões em 2019. Mas Ramos pondera que o avanço não tem sido no ritmo que a consultoria vinha estimando nos últimos anos. “Acreditávamos que as empresas teriam potencial para mais”, disse.

Ele comenta que existe uma clara dificuldade de entendimento das tecnologias de gestão de dados. Inclusive, um estudo com 122 empresas de médio e grande portes mostrou que 3/4 dos entrevistados não conheciam in-memory computing ou não têm interesse no tema. “In-memory computing é fator importante para Analytics avançado”, ressaltou.

Ainda, apenas 13,8% das empresas têm como prioridade de negócios expandir sua capacidade de triar proveito de dados para criar ou potencializar novas fontes de receitas. “Nossa expectativa para esse ano, diferentemente de anos anteriores, não é de crescimento de dois dígitos. Mas ainda assim é acima da média do mercado de software e serviços”, explicou Ramos.

Cloud pública

Delai explica que cloud pública é um mercado que demorou para engrenar no Brasil. Prova disso é que somos o sexto maior mercado de TIC no mundo, mas apenas o 14º em uso de cloud pública. “Isso mostra claramente como começamos mais tarde. Mas isso faz com que tenhamos um ritmo insano”, disse.

Esse ritmo insano, como define o especialista, levará o mercado de cloud pública a um crescimento acelerado de 35,5% no Brasil, chegando a US$ 2,3 bilhões. Ainda, a previsão é chegar a US$ 5,8 bilhões até 2022.

“O mercado já enxerga multicloud como caminho, embora os entendimentos de todos os ‘sabores’ de cloud ainda não esteja na ponta da língua dos gestores”, comentou Delai.

Internet das coisas

Mesmo sem direcionamentos em relação ao Plano Nacional de IoT, que ainda não foi aprovado pela Presidência da República, o mercado de internet das coisas (IoT) seguirá avançando de forma exponencial no país.

Delai comenta que, de fato, empresas brasileiras estão fazendo mais do que falando de IoT. “É algo que já está acontecendo e evoluindo. São diversos projetos já realizados”, comentou.

Globalmente, IoT deve reunir US$ 745 bilhões em investimentos em 2019 e, até 2022, chegará a marca de US$ 1 trilhão, alavancando principalmente os setores de Manufatura e Consumo.

No Brasil, 44,7% dos gestores reconhecem ao menos um projeto de IoT implementado, o que mostra que IoT é aqui e agora.

Arquiteturas modernas e DevOps

O estudo aponta que os benefícios da nuvem para o desenvolvimento de soluções de software já são evidentes para as empresas. Contudo, ainda predominam os projetos em arquiteturas tradicionais – mesmo que boa parte desses já rodam em IaaS (Infraestrutura como serviço).

 A expectativa é de aceleração de arquiteturas Cloud-Related com maior uso de containers e serverless computing, puxados principalmente pelos provedores de soluções sob medida.

Atualmente, apenas um em cada três soluções (seja um novo desenvolvimento ou uma sustentação) já é pronta para nuvem. É esperado que este patamar avance 40% até o fim deste ano.

O mercado de PaaS (Plataforma como serviço) deve atingir US$ 425 milhões em 2019 no Brasil, crescimento de 35,7% em relação ao último ano.

Dispositivos

O mercado de dispositivos será o grande destaque dos investimentos de TI para este. Segundo a IDC, ele representará 38% de todo investimento em 2019, ou seja, cerca de US$ 24,5 bilhões.

O crescimento não será em unidades, mas sim em valor – sendo alta de 18% nos preços de smartphones e 7% em PCs e tablets. As vendas B2B representam 10% deste mercado.

SD-WAN

Para André Loureiro, gerente de pesquisas da IDC, 2019 será o ano da consolidação da SD-WAN no mercado brasileiro – que ainda apresenta baixa maturidade em termos de adoção.

Fonte: ComputerWorld

Estudo revela como anda a presença digital das marcas brasileiras mais valiosas

Zeeng e Blumahub divulgam estudo inédito que aponta posicionamento das marcas mais valiosas de 2018 no ambiente digital.

Anualmente, a Interbrand, consultoria global de marca, realiza estudo em que apresenta as 25 marcas mais valiosas do mercado brasileiro.

Com o objetivo de compreender melhor como essas empresas se comportam no ambiente digital, a Zeeng, plataforma de big data analytics voltada para o setor de marketing e comunicação, em parceria com a Bluma Hub, empresa focada em estratégias digitais, preparou o estudo inédito sobre o tema.

O ranking analisa o impacto positivo de um bom posicionamento na internet na visão dos consumidores. “Essa é uma provocação para estimular a reflexão de como as marcas do estudo estão se comportando e como isso pode atribuir ainda mais valor ou apresentar uma possibilidade de crescimento para essas empresas” comenta Eduardo Prange, CEO da Zeeng.

Ao todo, as empresas foram divididas em treze setores:

Financeiro: Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Cielo e BTG Pactual Digital são as cinco marcas mais presentes digitalmente. Quando analisadas separadamente, nota-se que o Banco do Brasil demonstra um posicionamento de notícias muito mais elevado do que qualquer outra competidora, enquanto nas redes sociais o Itaú é a marca que apresenta maior ativo social.

Cerveja: As marcas mais relevantes no ambiente digital são Skol, Brahma, Itaipava, WALS e Bohemia. As marcas Brahma e Bohemia podem melhorar seus ranking de Web Analytics, onde outras marcas nacionais estão melhores posicionadas.

Higiene pessoal, perfumaria e cosméticos: Os destaques foram Natura, Salon Line, Tô de Cacho, O Boticário e Hinode. Embora a Natura seja uma empresa de relevância nacional, em relação ao trabalho no digital, ocupa o segundo lugar, perdendo para a Salon Line.

Energia: petróleo, gás, etanol, gasolina, lubrificantes e afins: as empresas que estão no top 5 são: Petrobras, Ipiranga, Atvos, Raízen, CPFL Energia. É importante levar em consideração que a Petrobrás apresenta uma grande diferença, em seu posicionamento de notícias por ter sido constantemente citada em matérias relacionadas à política nacional.

Moda e produtos de luxo:  Os destaques são Lojas Renner, Riachuelo, C&A, Marisa e Reserva, respectivamente. Delas, a Lojas Renner – que é a 11ª marca mais valiosa da pesquisa – ocupa o 1º lugar no posicionamento online. Mesmo que as empresas apresentem um ativo social muito próximo um do outro, a Renner é muito mais ativa nas plataformas de mídias sociais.

Hospital, clínicas, laboratórios e afins: Hospital Israelita Albert Eintein, Hospital São Camilo, Hospital Sírio-Líbanês, Hospital Moinhos de Vento e o Laboratório Fleury são destaques no top 5.  Os hospitais mostram-se muito estruturados em relação à seu posicionamento digital, sendo 4 dos 5. Embora apareça no ranking, a empresa Fleury ainda pode explorar ações no ambiente digital e melhorar sua posição.

Para acessar o estudo completo com todas os setores, acesse aqui.

Fonte: Proxxima, Revista Live Marketing

Proteção de dados e cyber security regados a muita transformação digital

Quando questionado sobre as tendências 2019, logo penso em Segurança da Informação – principalmente na Proteção de Dados – como uma crescente realidade. Temos visto empresas brasileiras e estrangeiras no sufoco para se adequarem, rapidamente, à GDPR (General Data Protection Regulation) e à sua “versão brasileira” LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Sem dúvida, a corrida para estar em conformidade será uma das tônicas de 2019, mas a busca por Continuidade dos Negócios e Cyber Segurança não ficam para trás.

Apresentei a palestra “O Lado B do Marketing: quando a sua estratégia precisa ir além dos leads e ROI, envolvendo TI na parada”, na 9ª edição do Expo Fórum Digitalks em São Paulo. A oportunidade de conversar com profissionais de Marketing, Tecnologia e Transformação Digital sobre Gestão de Riscos, Segurança e Cyber Segurança, foi bastante interessante. Atuando há mais de 20 anos em consultoria de Gestão de Riscos, geralmente, conversamos diretamente com as diretorias, e, raramente, temos contato com outras equipes que lidam, diretamente, com o bem mais valioso das empresas: os dados. No evento recebi várias perguntas: “Tenho MAC devo me preocupar?”, e outras do tipo “Meu negócio vai quebrar se eu não me adaptar?”, e ainda outras como “Estamos seguros? Privacidade é coisa do passado?”. Todas as perguntas foram importantes e relevantes e demonstraram:

  1. O interesse no tema é muito grande e crescente;
  2. Temos que falar mais sobre isso e propor painéis e discussões nos eventos e fóruns que existem;
  3. As pessoas comuns e suas famílias merecem orientação;
  4. Seu negócio não vai acabar, mas sem Gestão de Riscos, no centro da discussão, pode ser que não sobreviva tanto!

 

O próximo ano promete muitas emoções, começando pelo comando do país e o comportamento da economia frente a isso. Para os empresários, isso será um fator crucial de negócios e comportamento, mas independente disso, ajustar seus processos, tecnologia e cadeia de suprimentos à nova Lei Geral de Proteção de Dados não poderá ficar para 2020. Começar é preciso e necessário, e as multas podem ser pesadas.

Mesmo não estando, diretamente, sob a GDPR (lei europeia), muitas empresas estão na cadeia de suprimentos e de Valor e podem sofrer com multas de até 20 milhões de euros. E acredite, melhorar a Gestão de Segurança da Informação e adotar boas práticas em Cyber Segurança são o caminho mais adequado e recomendado para cumprir a LGPD ou atender à GDPR. Gostei dessas leis que protegem a Privacidade (muito ameaçada nesse momento), pois trouxeram todo mundo para a MESA de novo, ou seja, os velhos e cansados comitês de Gestão de Riscos ou Segurança estão tendo quórum novamente.

A última Pesquisa Nacional de Segurança da Informação, realizada em 2018, pela DARYUS, confirmou a importância do investimento em SI e Cyber nas empresas. Entre as ameaças mais temidas, os ciberataques ocupam o primeiro lugar (70%) e a proteção de dados lidera a lista de prioridades de investimento para os próximos 12 meses (48%). A Gestão de Riscos também foi muito citada e demonstra que as empresas estão revendo, reestruturando e se interessando em mudar a Governança, a Gestão de Riscos e as práticas de conformidade, pois os modelos atuais estão ficando obsoletos.

Em nossa pesquisa, quase 50% das empresas respondentes não possuem um Plano de Continuidade de Negócios e 63% nunca realizaram a BIA (Business Impact Analysis) – talvez até desconheçam esses termos – além disso, 50% nem sequer fizeram uma Análise de Riscos! Fato é que no Brasil, hoje, 60% das empresas vão à falência em seus primeiros cinco anos, por não estarem preparadas para enfrentar situações de crises ou desastres, que podem ser desde um recall, questões econômicas, fraudes, ciberataques ou, simplesmente, erros de posicionamento de produtos e serviços nas redes sociais.

Num evento recente, um painel apresentou uma “Carta pesadelo ao compliance”. Uma carta fictícia de um cliente solicitando inúmeras informações sobre como seus dados pessoais estão sendo utilizados por uma determinada empresa de acordo com tópicos da nova lei brasileira. Abaixo, cito um pequeno trecho para ilustrar o quão assustadora essa demanda pode ser para TI, Jurídico, Marketing/CRM e Diretoria:

a)“Desejo confirmação se vocês estão ou não processando meus dados pessoais. Se sim, por favor forneçam as categorias de dados pessoais que vocês têm sobre mim em seus arquivos e banco de dados.

  1. b) Por favor digam o que vocês têm sobre mim nos seus sistemas de informações, mais especificamente, o que está contido nos bancos de dados, incluindo e-mails, documentos em suas redes e/ou voz ou qualquer outra mídia.

  2. c) Adiciona-se a isto um pedido de informações sobre em quais países os meus dados pessoais estão armazenados ou são acessados. Neste caso, se você se utiliza de serviços de nuvem para armazenar e processar meus dados pessoais, informe também em quais países estão localizados os servidores onde os meus dados estão armazenados ou foram armazenados nos últimos 12 meses.

  3. c) Forneça-me uma cópia ou um acesso aos meus dados pessoais que vocês têm ou estão processando.”

 

Se algum cliente solicitar informações como essas, hoje, quem estaria de fato preparado para responder? E indo além, estendo a pergunta aos profissionais do marketing: na “caça aos leads” de todos os dias, como fica a proteção e privacidade dos dados colhidos? Qual o nível de conhecimento sobre o uso que é feito dos dados pessoais de cada lead? E como ficam as listas dos eventos? Esse é um aperitivo das “novas/velhas” preocupações que precisam ser pensadas e, principalmente, ser analisadas como questões sensíveis dentro da Gestão de Riscos e Compliance.

Portanto, para todos aqueles que foram contagiados pelo espírito empreendedor e desejam abrir novos negócios, a maior dica é ter atenção aos riscos e, principalmente, fazer um Planejamento considerando um bom Plano de Continuidade de Negócios. Por fim, a palavra de ordem: resiliência, resiliência e resiliência. Haja o que houver no mercado, tendo ciência dos riscos a que se está vulnerável, com um bom PCN em mãos e se mantendo resiliente, as empresas sobreviverão. Ninguém sai inteiro de uma grande crise, mas o importante é conseguir sair e continuar a caminhada. Essa é a dica para 2019!

Fonte: Digitalks

O marketing digital está se adaptando às novas mídias

Se pararmos para fazer um overview do mercado de marketing digital percebemos que ele está em constante evolução. No último ano, por exemplo, sentimos que muitas empresas estavam em busca de uma ferramenta que pudesse salvar ou alavancar seu negócio e houve também uma discussão sobre o uso de chatbots e mobile marketing para criar um relacionamento mais próximo com cliente, mas acredito que essa prática será melhor utilizada e implementada pelas empresas esse ano.

Para 2019, uma das tendências está na automatização dos processos. Quanto mais as marcas conseguirem conectar todos seus canais para visualizar o fluxo de vendas e saber quais são os locais que trazem o retorno de maior qualidade, melhor. Porém, para conseguir que isso seja feito da melhor forma possível, as ferramentas precisam estar cada vez mais integradas. Aqui na leadlovers, por exemplo, nós temos diversas integrações que permitem com que os clientes possam mensurar todos seus resultados de maneira mais assertiva.

Investir em ferramentas específicas para ler seus anúncios e suas comunicações é essencial para trazer informações de leads captados e conseguir fazer uma análise mais rápida. É exatamente nesse ponto que as pessoas normalmente se perdem, pois demoram muito para fazer as análises dos dados ou muitas vezes fazem de forma errada, o que acarreta em investimento onde não tem necessidade.

A realidade é que hoje, toda comunicação é pensada para o mobile. Por isso, as marcas precisam estar preparadas para rodar suas campanhas em todos os canais possíveis, principalmente nos smartphones. Um ponto que considero extremamente importante, independente do local que você esteja fazendo uma campanha, teste primeiro e valide se aquilo que você está pensando realmente dará certo.

Segundo o estudo realizado pela Smart lnsights, 80% dos usuários da internet são conectados por meio dos smartphones.  Diante desse cenário, outra tendência que está muito forte no mercado é o mobile marketing, uma estratégia de marketing digital que capta o público-alvo em seus dispositivos móveis, desde e-mails, redes sociais e aplicativos. O investimento é praticamente certeiro e o principal objetivo é a divulgação de produtos e serviços.

O que percebo é que as marcas estão mais antenadas e melhorando suas percepções, mas que ainda não entenderam que é preciso se colocar no lugar do usuário para avaliar se aquilo que eles estão pensando em oferecer faz sentido. Quem conseguir ser mais autêntico quanto ao seu propósito e objetivo terá mais facilidade para conquistar o consumidor.

De acordo com a Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, realizada pela PwC, os investimentos em marketing digital no Brasil devem crescer 12% ao ano até 2021. Esses dados mostram o potencial de mercado que temos e acredito que quem souber se antecipar e se adaptar às tendências e as mudanças, conseguirá entregar algo mais completo para seu cliente.

Fonte: Digitalks

Dores da transformação digital: 5 principais entraves para implementar mudanças nas empresas

transformação digital já é uma realidade e as empresas que ainda não estão de olho nesse movimento precisam correr atrás do tempo perdido, para não ficarem ultrapassadas. E não se trata apenas de levar tecnologia ou inovação para dentro da companhia, e sim, mudar a estrutura da organização para aumentar o desempenho e buscar resultados melhores.

Segundo George Arraes, Gerente Sênior de Customer Experience da CI&T, a mudança de ‘mindset’ é um dos principais entraves, já que é necessário mudar a cultura da empresa, alterar a estrutura de comando e controle e fazer com que os profissionais trabalhem integrados em busca do mesmo objetivo. “A atuação da CI&T é de cunho cultural e não tecnológico, como todo mundo pensa. Tem que modificar a estrutura, quebrar silos, mudar a maneira como a comunicação acontece. Toda essa mudança traz questões, porque sai da zona de conforto”, afirma.

A transformação digital propõe uma mudança gradual, segura e estruturada da empresa em uma jornada que tem como objetivo o aperfeiçoamento constante de processos, durante um longo período. Neste contexto, outro entrave é conseguir pensar em melhorias e soluções que realmente vão fazer diferença e entregar valor ao consumidor final. O cliente deve ser colocado no centro do negócio e o trabalho é voltado para atender às necessidades que o consumidor possui em sua experiência, de ponta a ponta.

Para marcas e empresas que querem obter um crescimento exponencial de negócios no século XXI, é preciso utilizar o pensamento lean (ou enxuto, processo focado no cliente que simplifica tarefas e elimina desperdícios, reduzindo o tempo de entrega e aumentando a efetividade da empresa), aliado a design atitude para entregar resultados consistentes. E vale lembrar que, assim como qualquer metodologia “Mesmos nos casos de sucesso haverá momentos de dor, principalmente quando silos são quebrados e estruturas e estratégias são questionadas”, ressalta Cesar Gon, CEO e fundador da CI&T.

Veja abaixo os 5 principais entraves para implementar a transformação digital em grandes companhias:

1) Percepção da urgência

Muitas empresas não percebem que precisam se reinventar ou mudar o negócio para acompanhar as ofertas disponíveis no mercado e as necessidades do cliente, que mudam de tempos em tempos. Algumas deixaram até de existir porque não tiveram a percepção que precisam se transformar. A Blockbuster, por exemplo, foi extinta porque não enxergou a grande oportunidade que o mercado de streaming permitia. A empresa viu a Netflix nascer e ocupar os espaços que seu serviço não atendia.

A percepção de urgência dessa mudança é uma questão de saúde para o negócio. Existem muitas instituições conservadoras e que ainda não são pressionadas, mas em um setor de alta competitividade, elas precisam estar dispostas a passar pelo desconforto para não serem engolidas pelo mercado”, disse Arraes.

2) Aprendizado rápido

A maioria das empresas está acostumada a ter um processo longo para implementar novos projetos. E assim, o desenvolvimento das soluções demora e os consumidores não recebem o que precisam. “É preciso estar pronto para ter uma estrutura que faça testes de hipóteses, construa experimentos rápidos e aprenda com eles. O sucesso no mundo atual é baseado em resiliência, aprendizado e evolução”, afirmou o Gerente Sênior.

O aprendizado é muito relevante dentro do processo de transformação digital. Testar hipóteses e implementar MVPs (Produto Mínimo Viável) para ter feedbacks rápidos do cliente ou consumidor ajudam a agilizar esse processo.

A velocidade é super importante. A velocidade pela velocidade produz lixo na velocidade da luz, mas a velocidade associada ao aprendizado, com análise de dados e números, mostra o que o experimento permitiu”, completou.

 

3) Deixar a estrutura de comando e controle

A estrutura de comando e controle é o padrão da maioria das empresas. Nela, o chefe é a figura principal e quem tem mais experiência diz o que fazer, enquanto os demais apenas executam, sem conversa ou discussão sobre o assunto. No entanto, essa conduta atrapalha o desenvolvimento rápido de ideias e projetos.

Hoje, não existe garantia de que a sua ideia seja a melhor ideia. Ela está sujeita a questionamentos e a falhas. O líder tem que se transformar do comando e controle para um líder que é inspirador”, ressalta Cesar Gon. “Por isso, o papel da liderança é fundamental para quebrar esse paradigma de comando e controle e, assim, promover o engajamento dos colaboradores no novo modelo de trabalho“, apontou.

Com a transformação digital essa prática deve mudar. Todos devem trabalhar em prol do mesmo objetivo e as ideias e projetos devem ser discutidos. Todos são convidados para colaborar e trocar informações. Além disso, os departamentos devem repensar as métricas segmentadas para alcançar esse objetivo principal.

 

4) Criar a cultura da experimentação

Na cultura de mercado atual, a experimentação é praticamente inexistente. Existem poucas empresas que apostam em hipóteses e ideias para testar os seus projetos. O mais tradicional é seguir com um planejamento anual e complexo, que muitas vezes não traz os resultados esperados.

Na transformação digital, a experimentação é um dos pontos principais. Os MVPs permitem que hipóteses sejam testadas em prazos mais curtos e as mudanças podem ser implementadas enquanto o produto recebe melhorias e atualizações.

A experimentação permite mudanças e renovações mais rápidas e assim que um problema é identificado, a equipe já pode tentar solucioná-lo já que não é preciso esperar outras etapas acontecerem para atuar.

Quando a empresa tem como foco resolver o problema, todos estão no mesmo barco e atuam em busca do mesmo resultado. “Esse choque de abandonar o passado é muito desconfortável porque é muito intenso, vai amadurecendo ao longo do tempo” disse Arraes.

 

5) Expor erros

Na cultura corporativa tradicional, os erros são abomináveis e nunca devem aparecer ou fazer parte do dia a dia do trabalho. Muitas empresas encontram dificuldades para atuar com a possibilidade de errar.

Com a transformação digital, essa rotina muda: os erros devem ser expostos, discutidos e analisados. Os problemas sempre vão existir, mas quem não os conhece não consegue se preparar para imprevistos ou situações incômodas.

É preciso expor esse erro, buscar resolver o problema e não tentar achar o culpado. Na hora que o erro é repreendido, o aprendizado acabou porque as pessoas passam a se proteger e não falam mais”, fala Arraes. É importante aprender rápido com esse erro, ao invés de simplesmente ver o erro e não se posicionar.

 Fonte: Digitalks