As empresas brasileiras estão prontas para a próxima onda digital?

Um relatório divulgado nesta ter-feira (5) pelo Pew Research Center coloca o Brasil como o líder no uso de smartphone entre os emergentes, mas esse é um número que ainda não pode ser tão comemorado, é o que diz o especialista em marketing digital, Natanael Oliveira.

A pesquisa aponta o Brasil liderando os países em desenvolvimento. O Brasil alcança a África do Sul na adoção de smartphones, porém, lá o número de cidadãos que não têm celular ou smartphone é de apenas 6%.

A pesquisa aponta que no Brasil, 60% dos adultos no país têm um smartphone, enquanto 33% têm um aparelho móvel não inteligente. Um outro dado importante mostra que 17% não têm acesso a qualquer tipo de tecnologia móvel.

Apesar da liderança entre os países em desenvolvimento, os números dos países desenvolvidos mostram uma grande desigualdade. Enquanto uma média de 76% têm smartphones nos países ricos, o número cai para 45% nas economias em desenvolvimento.

Vale ressaltar que boa parte desse percentual está entre pessoas jovens e escolarizadas. Um outro dado que mostra a desigualdade no desenvolvimento tecnológico envolve o uso da internet.

Nos países desenvolvidos, o uso da internet chega a 90%, enquanto nos países em desenvolvimento ainda gira em torno de 60%. Seguindo os mesmos dados comparativos, o uso de redes sociais é de 67% (países desenvolvidos) e de 49% nos países em desenvolvimento.

O especialista em Marketing Digital, Natanael Oliveira, apresenta o tema “Desigualdade Tecnológica” como um fenômeno que pode atrasar o avanço dos negócios digitais nos países em desenvolvimento.

De acordo com Natanael, o “encantamento digital” é o que pode atrasar todo esse avanço nos países emergentes, entre eles, o Brasil.

“Os países ricos estão mais acostumados com a tecnologia, com a internet e com o mundo digital. Isso dá uma maturidade um pouco maior no seu uso. Natanael usa como base os dados do relatório “2018 Global Digital”, da We Are Social da Hootsuite, que aponta que o Brasileiro passa mais de 3 horas e meia por dia nas redes sociais.

O relatório aponta que o Brasil está entre os três países do mundo no qual a população passa, em média, mais de 9 horas navegando na internet. O Brasil aparece como um dos dois únicos países onde o tempo diário gasto nas redes sociais supera 3 horas e meia.

Natanael defende que esse é o ponto mais preocupante com o que ele chama de a próxima onda do digital. “O brasileiro ainda está se acostumando com esse mundo.

“Nossos pais estão se acostumando com as mídias sociais, WhatsApp, grupos, “correntes”, memes, etc.

Nos EUA, o SMS é algo absolutamente comum há muitos anos. Um outro fator que impacta esse momento são as referências para os jovens e adolescentes. Muitos querem a fama das mídias sociais, do YouTube, do Instagram, do Facebook. Se não iniciarmos um movimento da próxima geração olhando para a internet e a tecnologia com outro propósito, além do entretenimento, vamos ficar para trás.”

Natanael faz um alerta: “De um lado, temos pessoas entre 60-80 anos descobrindo as mídias sociais, e dedicando horas e horas no WhatsApp, Instagram e Facebook. Do outro lado, temos jovens entre 12, 18, alguns na casa dos 30 anos, que sonham em virar celebridades nas mídias sociais. Onde fica o olhar para a inovação e a internet como plataforma? Onde fica o olhar para a internet como ambiente para inovação?

É claro que temos pessoas com esse olhar, além do entretenimento, mas esse número é muito pequeno.”

Como as empresas brasileiras devem olhar para esse cenário? Oliveira defende que as empresas não devem apenas ficar reforçando esse “encantamento digital”. E que os empresários precisam mudar boa parte da abordagem atual.

– Você pode dar exemplos de como as empresas estão reforçando o encantamento digital?

– Claro. Basta você prestar atenção nas propagandas na TV. Muitas empresas estão mais preocupadas em mostrar que agora são digitais e modernas. Você não precisa falar que a sua empresa é “digital”. Você apenas é.

– Você pode dar mais algum exemplo?

– Observe algumas redes de supermercado. Eles fazem anúncios em portais de notícias para dizer que: “Agora você pode fazer pedidos pelo aplicativo.” Quando eles já deveriam ter campanhas de vendas 100% online, com membros Vip, clube de descontos online e uma série de outras ações que já existem nos EUA.

Natanael aponta que em alguns casos, os próprios empresários estão vivendo a fase do encantamento digital.

“A primeira onda digital foi com a chegada da internet nas casas e empresas do Brasil. Mesmo que não em sua totalidade. Mas a segunda onda que está crescendo, é a consolidação da internet no bolso dos brasileiros. As companhias telefônicas criaram planos altamente agressivos para popularizar a internet. Essa foi a segunda onda.

A próxima onda que será a mais forte de todas, irá acontecer (cedo ou tarde), quando tivermos internet “móvel” de qualidade. Hoje ainda precisamos esperar carregar, ainda lidamos com “a internet está ruim”. Mas a tendência é que com o passar do tempo, iremos para um próximo nível. E essa é a grande onda que os empresários precisam ficar muito atentos.”

Se o Brasileiro usa muito a internet (mesmo sem muita qualidade), imagine o que vai acontecer? Porém, assim como aconteceu nos países desenvolvidos, o acesso à tecnologia e a internet, tendem a gerar maturidade no uso.

Ou pelo menos, um uso mais “avançado”, que não se limite apenas as mídias sociais. E é aqui que as empresas precisam ficar muito conectadas.”

Qual a sua aposta? Pergunto para Natanael.

“Eu aposto na educação. As pessoas irão equilibrar o uso da internet. Menos entretenimento e mais educação. É por isso que o mundo do EAD é tão poderoso para as empresas. Mas antes disso, existe algo que precisamos prestar atenção.”

Qual o passo? Questiono novamente.

O IBGE fez uma pesquisa que fala o seguinte: de 69 milhões de casas, só 2,8% não têm TV no Brasil. Basta olhar para os EUA. Uma integração perfeita da TV com a Internet. Empresas que usam a TV para se tornarem conhecidas na Internet. A ideia que a internet vai matar a TV, precisa ser revista urgentemente. Precisamos aprender como usar as duas mídias se quisermos aproveitar a próxima onda.

Fonte:Exame

COMO EVITAR AS ARMADILHAS DA PERSONALIZAÇÃO

Na era da hiper-personalização é possível direcionar a publicidade para consumidores específicos com base em um número quase infinito de dados, desde idade e renda até a localização e interesses. Hoje, o targeting de anúncios para segmentos específicos de público com o objetivo de maximizar o sucesso de uma campanha virou lei. É uma abordagem que funciona: de acordo com uma pesquisa global da Reuters, 63% dos consumidores dizem que conteúdos pessoalmente relevantes melhoram sua percepção com relação à marca.

Mas, acertar no targeting é muito mais do que simplesmente selecionar alguns fatores para fazer a personalização. Se não tiver cuidado, publicitários acabam correndo o risco de criar uma cultura da exclusividade, restringindo o alcance e perdendo novos clientes potenciais. É muito comum ver consumidores bombardeados por anúncios repetidos de uma determinada marca ou produto porque seu comportamento de navegação os classificaram em um segmento específico de público.

Um exemplo: após procurarem por itens para recém-nascidos, mães muitas vezes passam a receber apenas anúncios digitais de fraldas, roupas para crianças e produtos infantis. Ou seja, embora continuem tendo os mesmos interesses únicos e diversificados de antes de seus filhos nascerem, elas não veem mais anúncios relacionados a essas atividades, pois foram fixadas no segmento de mães de bebês recém-nascidos.

Este targeting descuidado faz com que os consumidores se sintam incomodados e excluídos, que não recebem mais nada de novo ou inspirador e só encontram os mesmos produtos e marcas que já conhecem de suas próprias pesquisas feitas anteriormente. Do mesmo modo, outros clientes potenciais acabam perdendo experiências relevantes e bem-vindas com a marca porque não demonstraram o comportamento de navegação específico que os colocaria naquela categoria.

Sem a menor dúvida, o targeting e a personalização continuam sendo táticas valiosas no repertório dos publicitários, mas devem ser utilizados com muito cuidado para evitar o ostracismo de públicos e a limitação do alcance. Pensando nisso, conheça a seguir três modos importantes de evitar as armadilhas da personalização:

 Os dados são tudo

Um targeting e uma personalização eficientes exigem grandes quantidades de dados originados de fontes diversificadas.Em vez de confiar demais em apenas um tipo de dado, por exemplo, no histórico de navegação, as marcas devem mesclar vários fluxos de dados contextuais, comportamentais, transacionais e demográficos para compreender de verdade o usuário.

Elas também devem se assegurar de que os dados utilizados são atuais e atualizados com frequência, uma vez que os interesses e as prioridades dos consumidores mudam com rapidez. Por exemplo, um consumidor que no ano passado planejou as férias de luxo dos seus sonhos nas Ilhas Maldivas pode este ano estar mais interessado em uns dias de descanso de última hora em uma cidade da região. Sem dados em tempo real, as empresas de turismo vão acabar perdendo dinheiro, segmentando o foco nesse consumidor com mensagens irrelevantes e ultrapassadas.

 

Quebre as regras

Para processar as grandes quantidades de dados necessárias para tomar decisões de targeting, muitos publicitários já utilizam um recurso de inteligência artificial conhecido como machine learning (ML). No entanto, os algoritmos convencionais baseados em regras do machine learning contribuem para as armadilhas da personalização, pois categorizam os consumidores com base em ações ou informações determinadas. Quando focamos em pessoas reais, a tomada de decisões baseada em regras provavelmente não será muito eficiente. Por isso, em vez de se apoiar no machine learning tradicional, as marcas devem levar em consideração o reinforcement learning (RL). Este tipo de aprendizado aprofundado permite uma tomada de decisões mais adaptável, permitindo a escolha da melhor ação dentro de um contexto específico, ao utilizar recompensas positivas e negativas.

reinforcement learning permite que as marcas ofereçam mensagens que se alinhem às necessidades únicas do usuário, em vez de no segmento mais amplo do público. Além disso, elas podem aprender com a experiência, aumentando continuamente o impacto e a ressonância das mensagens para obter um retorno maior. Em vez de sobrecarregar os consumidores com anúncios para produtos pelos quais ele já exprimiram interesse, é possível prever o que pode ter valor para eles enquanto indivíduos, com base na experiência, apresento produtos ou serviços novos ou empolgantes.

 Imponha um limite

Mesmo quando os dados são diversificados e as previsões são perfeitas, os consumidores não gostam de ver o mesmo anúncio inúmeras vezes. Aquele lindo sofá em couro pode ser perfeito para a casa nova, mas depois de vê-lo 50 vezes em feeds do Facebook, em um aplicativo móvel de jogo e no topo de um site de notícias locais, os consumidores podem se irritar e, com toda a razão, decidirem não comprá-lo.

Para evitar sobrecarregar os consumidores com anúncios repetidos ou muito semelhantes, os publicitários devem implementar limites de frequência que permitam expor um anúncio uma quantidade de vezes suficiente para a conscientização e fixação do produto, mas sem chegar ao excesso. Os limites de frequência devem estar ativos em todos os canais e dispositivos, especialmente porque a previsão é de que os dispositivos móveis sejam responsáveis por mais de dois terços dos gastos com anúncios digitais no ano que vem. Os limites de frequência não só evitam que os consumidores se irritem com a publicidade, mas também permitem que, ao serem atingidos, as marcas passem seus anúncios para novos consumidores, aumentando, assim, o seu alcance.

personalização e o targeting são táticas incrivelmente positivas na publicidade digital, oferecendo mensagens relevantes e envolventes que geram resultados reais. Ao utilizarem uma ampla gama de fontes de dados em tempo real, ao empregarem algoritmos de aprendizado profundo fundamentados na experiência, em vez de em regras, e ao implementarem limites de frequência para evitar o bombardeamento de anúncios repetidos, os publicitários podem escapar das armadilhas da personalização e otimizar suas campanhas para obter o máximo retorno.

Fonte: Digitalks

Proteção de dados e cyber security regados a muita transformação digital

Quando questionado sobre as tendências 2019, logo penso em Segurança da Informação – principalmente na Proteção de Dados – como uma crescente realidade. Temos visto empresas brasileiras e estrangeiras no sufoco para se adequarem, rapidamente, à GDPR (General Data Protection Regulation) e à sua “versão brasileira” LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Sem dúvida, a corrida para estar em conformidade será uma das tônicas de 2019, mas a busca por Continuidade dos Negócios e Cyber Segurança não ficam para trás.

Apresentei a palestra “O Lado B do Marketing: quando a sua estratégia precisa ir além dos leads e ROI, envolvendo TI na parada”, na 9ª edição do Expo Fórum Digitalks em São Paulo. A oportunidade de conversar com profissionais de Marketing, Tecnologia e Transformação Digital sobre Gestão de Riscos, Segurança e Cyber Segurança, foi bastante interessante. Atuando há mais de 20 anos em consultoria de Gestão de Riscos, geralmente, conversamos diretamente com as diretorias, e, raramente, temos contato com outras equipes que lidam, diretamente, com o bem mais valioso das empresas: os dados. No evento recebi várias perguntas: “Tenho MAC devo me preocupar?”, e outras do tipo “Meu negócio vai quebrar se eu não me adaptar?”, e ainda outras como “Estamos seguros? Privacidade é coisa do passado?”. Todas as perguntas foram importantes e relevantes e demonstraram:

  1. O interesse no tema é muito grande e crescente;
  2. Temos que falar mais sobre isso e propor painéis e discussões nos eventos e fóruns que existem;
  3. As pessoas comuns e suas famílias merecem orientação;
  4. Seu negócio não vai acabar, mas sem Gestão de Riscos, no centro da discussão, pode ser que não sobreviva tanto!

 

O próximo ano promete muitas emoções, começando pelo comando do país e o comportamento da economia frente a isso. Para os empresários, isso será um fator crucial de negócios e comportamento, mas independente disso, ajustar seus processos, tecnologia e cadeia de suprimentos à nova Lei Geral de Proteção de Dados não poderá ficar para 2020. Começar é preciso e necessário, e as multas podem ser pesadas.

Mesmo não estando, diretamente, sob a GDPR (lei europeia), muitas empresas estão na cadeia de suprimentos e de Valor e podem sofrer com multas de até 20 milhões de euros. E acredite, melhorar a Gestão de Segurança da Informação e adotar boas práticas em Cyber Segurança são o caminho mais adequado e recomendado para cumprir a LGPD ou atender à GDPR. Gostei dessas leis que protegem a Privacidade (muito ameaçada nesse momento), pois trouxeram todo mundo para a MESA de novo, ou seja, os velhos e cansados comitês de Gestão de Riscos ou Segurança estão tendo quórum novamente.

A última Pesquisa Nacional de Segurança da Informação, realizada em 2018, pela DARYUS, confirmou a importância do investimento em SI e Cyber nas empresas. Entre as ameaças mais temidas, os ciberataques ocupam o primeiro lugar (70%) e a proteção de dados lidera a lista de prioridades de investimento para os próximos 12 meses (48%). A Gestão de Riscos também foi muito citada e demonstra que as empresas estão revendo, reestruturando e se interessando em mudar a Governança, a Gestão de Riscos e as práticas de conformidade, pois os modelos atuais estão ficando obsoletos.

Em nossa pesquisa, quase 50% das empresas respondentes não possuem um Plano de Continuidade de Negócios e 63% nunca realizaram a BIA (Business Impact Analysis) – talvez até desconheçam esses termos – além disso, 50% nem sequer fizeram uma Análise de Riscos! Fato é que no Brasil, hoje, 60% das empresas vão à falência em seus primeiros cinco anos, por não estarem preparadas para enfrentar situações de crises ou desastres, que podem ser desde um recall, questões econômicas, fraudes, ciberataques ou, simplesmente, erros de posicionamento de produtos e serviços nas redes sociais.

Num evento recente, um painel apresentou uma “Carta pesadelo ao compliance”. Uma carta fictícia de um cliente solicitando inúmeras informações sobre como seus dados pessoais estão sendo utilizados por uma determinada empresa de acordo com tópicos da nova lei brasileira. Abaixo, cito um pequeno trecho para ilustrar o quão assustadora essa demanda pode ser para TI, Jurídico, Marketing/CRM e Diretoria:

a)“Desejo confirmação se vocês estão ou não processando meus dados pessoais. Se sim, por favor forneçam as categorias de dados pessoais que vocês têm sobre mim em seus arquivos e banco de dados.

  1. b) Por favor digam o que vocês têm sobre mim nos seus sistemas de informações, mais especificamente, o que está contido nos bancos de dados, incluindo e-mails, documentos em suas redes e/ou voz ou qualquer outra mídia.

  2. c) Adiciona-se a isto um pedido de informações sobre em quais países os meus dados pessoais estão armazenados ou são acessados. Neste caso, se você se utiliza de serviços de nuvem para armazenar e processar meus dados pessoais, informe também em quais países estão localizados os servidores onde os meus dados estão armazenados ou foram armazenados nos últimos 12 meses.

  3. c) Forneça-me uma cópia ou um acesso aos meus dados pessoais que vocês têm ou estão processando.”

 

Se algum cliente solicitar informações como essas, hoje, quem estaria de fato preparado para responder? E indo além, estendo a pergunta aos profissionais do marketing: na “caça aos leads” de todos os dias, como fica a proteção e privacidade dos dados colhidos? Qual o nível de conhecimento sobre o uso que é feito dos dados pessoais de cada lead? E como ficam as listas dos eventos? Esse é um aperitivo das “novas/velhas” preocupações que precisam ser pensadas e, principalmente, ser analisadas como questões sensíveis dentro da Gestão de Riscos e Compliance.

Portanto, para todos aqueles que foram contagiados pelo espírito empreendedor e desejam abrir novos negócios, a maior dica é ter atenção aos riscos e, principalmente, fazer um Planejamento considerando um bom Plano de Continuidade de Negócios. Por fim, a palavra de ordem: resiliência, resiliência e resiliência. Haja o que houver no mercado, tendo ciência dos riscos a que se está vulnerável, com um bom PCN em mãos e se mantendo resiliente, as empresas sobreviverão. Ninguém sai inteiro de uma grande crise, mas o importante é conseguir sair e continuar a caminhada. Essa é a dica para 2019!

Fonte: Digitalks

O marketing digital está se adaptando às novas mídias

Se pararmos para fazer um overview do mercado de marketing digital percebemos que ele está em constante evolução. No último ano, por exemplo, sentimos que muitas empresas estavam em busca de uma ferramenta que pudesse salvar ou alavancar seu negócio e houve também uma discussão sobre o uso de chatbots e mobile marketing para criar um relacionamento mais próximo com cliente, mas acredito que essa prática será melhor utilizada e implementada pelas empresas esse ano.

Para 2019, uma das tendências está na automatização dos processos. Quanto mais as marcas conseguirem conectar todos seus canais para visualizar o fluxo de vendas e saber quais são os locais que trazem o retorno de maior qualidade, melhor. Porém, para conseguir que isso seja feito da melhor forma possível, as ferramentas precisam estar cada vez mais integradas. Aqui na leadlovers, por exemplo, nós temos diversas integrações que permitem com que os clientes possam mensurar todos seus resultados de maneira mais assertiva.

Investir em ferramentas específicas para ler seus anúncios e suas comunicações é essencial para trazer informações de leads captados e conseguir fazer uma análise mais rápida. É exatamente nesse ponto que as pessoas normalmente se perdem, pois demoram muito para fazer as análises dos dados ou muitas vezes fazem de forma errada, o que acarreta em investimento onde não tem necessidade.

A realidade é que hoje, toda comunicação é pensada para o mobile. Por isso, as marcas precisam estar preparadas para rodar suas campanhas em todos os canais possíveis, principalmente nos smartphones. Um ponto que considero extremamente importante, independente do local que você esteja fazendo uma campanha, teste primeiro e valide se aquilo que você está pensando realmente dará certo.

Segundo o estudo realizado pela Smart lnsights, 80% dos usuários da internet são conectados por meio dos smartphones.  Diante desse cenário, outra tendência que está muito forte no mercado é o mobile marketing, uma estratégia de marketing digital que capta o público-alvo em seus dispositivos móveis, desde e-mails, redes sociais e aplicativos. O investimento é praticamente certeiro e o principal objetivo é a divulgação de produtos e serviços.

O que percebo é que as marcas estão mais antenadas e melhorando suas percepções, mas que ainda não entenderam que é preciso se colocar no lugar do usuário para avaliar se aquilo que eles estão pensando em oferecer faz sentido. Quem conseguir ser mais autêntico quanto ao seu propósito e objetivo terá mais facilidade para conquistar o consumidor.

De acordo com a Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, realizada pela PwC, os investimentos em marketing digital no Brasil devem crescer 12% ao ano até 2021. Esses dados mostram o potencial de mercado que temos e acredito que quem souber se antecipar e se adaptar às tendências e as mudanças, conseguirá entregar algo mais completo para seu cliente.

Fonte: Digitalks

Dores da transformação digital: 5 principais entraves para implementar mudanças nas empresas

transformação digital já é uma realidade e as empresas que ainda não estão de olho nesse movimento precisam correr atrás do tempo perdido, para não ficarem ultrapassadas. E não se trata apenas de levar tecnologia ou inovação para dentro da companhia, e sim, mudar a estrutura da organização para aumentar o desempenho e buscar resultados melhores.

Segundo George Arraes, Gerente Sênior de Customer Experience da CI&T, a mudança de ‘mindset’ é um dos principais entraves, já que é necessário mudar a cultura da empresa, alterar a estrutura de comando e controle e fazer com que os profissionais trabalhem integrados em busca do mesmo objetivo. “A atuação da CI&T é de cunho cultural e não tecnológico, como todo mundo pensa. Tem que modificar a estrutura, quebrar silos, mudar a maneira como a comunicação acontece. Toda essa mudança traz questões, porque sai da zona de conforto”, afirma.

A transformação digital propõe uma mudança gradual, segura e estruturada da empresa em uma jornada que tem como objetivo o aperfeiçoamento constante de processos, durante um longo período. Neste contexto, outro entrave é conseguir pensar em melhorias e soluções que realmente vão fazer diferença e entregar valor ao consumidor final. O cliente deve ser colocado no centro do negócio e o trabalho é voltado para atender às necessidades que o consumidor possui em sua experiência, de ponta a ponta.

Para marcas e empresas que querem obter um crescimento exponencial de negócios no século XXI, é preciso utilizar o pensamento lean (ou enxuto, processo focado no cliente que simplifica tarefas e elimina desperdícios, reduzindo o tempo de entrega e aumentando a efetividade da empresa), aliado a design atitude para entregar resultados consistentes. E vale lembrar que, assim como qualquer metodologia “Mesmos nos casos de sucesso haverá momentos de dor, principalmente quando silos são quebrados e estruturas e estratégias são questionadas”, ressalta Cesar Gon, CEO e fundador da CI&T.

Veja abaixo os 5 principais entraves para implementar a transformação digital em grandes companhias:

1) Percepção da urgência

Muitas empresas não percebem que precisam se reinventar ou mudar o negócio para acompanhar as ofertas disponíveis no mercado e as necessidades do cliente, que mudam de tempos em tempos. Algumas deixaram até de existir porque não tiveram a percepção que precisam se transformar. A Blockbuster, por exemplo, foi extinta porque não enxergou a grande oportunidade que o mercado de streaming permitia. A empresa viu a Netflix nascer e ocupar os espaços que seu serviço não atendia.

A percepção de urgência dessa mudança é uma questão de saúde para o negócio. Existem muitas instituições conservadoras e que ainda não são pressionadas, mas em um setor de alta competitividade, elas precisam estar dispostas a passar pelo desconforto para não serem engolidas pelo mercado”, disse Arraes.

2) Aprendizado rápido

A maioria das empresas está acostumada a ter um processo longo para implementar novos projetos. E assim, o desenvolvimento das soluções demora e os consumidores não recebem o que precisam. “É preciso estar pronto para ter uma estrutura que faça testes de hipóteses, construa experimentos rápidos e aprenda com eles. O sucesso no mundo atual é baseado em resiliência, aprendizado e evolução”, afirmou o Gerente Sênior.

O aprendizado é muito relevante dentro do processo de transformação digital. Testar hipóteses e implementar MVPs (Produto Mínimo Viável) para ter feedbacks rápidos do cliente ou consumidor ajudam a agilizar esse processo.

A velocidade é super importante. A velocidade pela velocidade produz lixo na velocidade da luz, mas a velocidade associada ao aprendizado, com análise de dados e números, mostra o que o experimento permitiu”, completou.

 

3) Deixar a estrutura de comando e controle

A estrutura de comando e controle é o padrão da maioria das empresas. Nela, o chefe é a figura principal e quem tem mais experiência diz o que fazer, enquanto os demais apenas executam, sem conversa ou discussão sobre o assunto. No entanto, essa conduta atrapalha o desenvolvimento rápido de ideias e projetos.

Hoje, não existe garantia de que a sua ideia seja a melhor ideia. Ela está sujeita a questionamentos e a falhas. O líder tem que se transformar do comando e controle para um líder que é inspirador”, ressalta Cesar Gon. “Por isso, o papel da liderança é fundamental para quebrar esse paradigma de comando e controle e, assim, promover o engajamento dos colaboradores no novo modelo de trabalho“, apontou.

Com a transformação digital essa prática deve mudar. Todos devem trabalhar em prol do mesmo objetivo e as ideias e projetos devem ser discutidos. Todos são convidados para colaborar e trocar informações. Além disso, os departamentos devem repensar as métricas segmentadas para alcançar esse objetivo principal.

 

4) Criar a cultura da experimentação

Na cultura de mercado atual, a experimentação é praticamente inexistente. Existem poucas empresas que apostam em hipóteses e ideias para testar os seus projetos. O mais tradicional é seguir com um planejamento anual e complexo, que muitas vezes não traz os resultados esperados.

Na transformação digital, a experimentação é um dos pontos principais. Os MVPs permitem que hipóteses sejam testadas em prazos mais curtos e as mudanças podem ser implementadas enquanto o produto recebe melhorias e atualizações.

A experimentação permite mudanças e renovações mais rápidas e assim que um problema é identificado, a equipe já pode tentar solucioná-lo já que não é preciso esperar outras etapas acontecerem para atuar.

Quando a empresa tem como foco resolver o problema, todos estão no mesmo barco e atuam em busca do mesmo resultado. “Esse choque de abandonar o passado é muito desconfortável porque é muito intenso, vai amadurecendo ao longo do tempo” disse Arraes.

 

5) Expor erros

Na cultura corporativa tradicional, os erros são abomináveis e nunca devem aparecer ou fazer parte do dia a dia do trabalho. Muitas empresas encontram dificuldades para atuar com a possibilidade de errar.

Com a transformação digital, essa rotina muda: os erros devem ser expostos, discutidos e analisados. Os problemas sempre vão existir, mas quem não os conhece não consegue se preparar para imprevistos ou situações incômodas.

É preciso expor esse erro, buscar resolver o problema e não tentar achar o culpado. Na hora que o erro é repreendido, o aprendizado acabou porque as pessoas passam a se proteger e não falam mais”, fala Arraes. É importante aprender rápido com esse erro, ao invés de simplesmente ver o erro e não se posicionar.

 Fonte: Digitalks

Gastos globais com TI chegarão a US$ 3,8 trilhões em 2019, aumento de 3,2%

Estimativas do Gartner apontam que os gastos mundiais com serviços e produtos de Tecnologia da Informação (TI) totalizem US$ 3,76 trilhões em 2019, um aumento de 3,2% em relação a 2018.

John-David Lovelock, vice-presidente de pesquisas do Gartner, comenta que, apesar da incerteza alimentada por rumores de recessão, o Brexit e guerras comerciais e tarifas, o cenário provável para os gastos com TI em 2019 é o crescimento. “No entanto, há muitas mudanças dinâmicas acontecendo em relação a quais segmentos impulsionarão o crescimento no futuro. Os gastos estão passando de segmentos saturados, como telefones celulares, PCs e infraestrutura de data center local para serviços em nuvem e dispositivos de internet das coisas (IoT). Os dispositivos de IoT, em particular, estão começando a reduzir a folga dos dispositivos. Onde o segmento de dispositivos está saturado, a IoT não está.”

Segundo ele, a TI não é mais apenas uma plataforma que permite às organizações executar seus negócios. Está se tornando o motor que move os negócios. Conforme os negócios digitais e os ecossistemas de negócios digitais avançam, a TI será o elemento que une os negócios.

Com a mudança para a nuvem, um dos principais impulsionadores dos gastos de TI, os softwares corporativos continuarão a apresentar forte crescimento, com gastos mundiais de software projetados para crescer 8,5% em 2019. Aumentará outros 8,2% em 2020, totalizando US$ 466 bilhões. Espera-se que as organizações aumentem os gastos com software de aplicativo corporativo em 2019, com mais do orçamento mudando para software como serviço (SaaS).


Smartphones

Apesar da desaceleração no mercado de telefonia móvel, o segmento de aparelhos deve crescer 1,6% em 2019. Os maiores e mais saturados mercados de smartphones, como China, Estados Unidos e Europa Ocidental, são impulsionados por ciclos de substituição. Com a Samsung enfrentando desafios que trazem smartphones premium bem diferenciados ao mercado e os altos benefícios de valor agregado da Apple para seus principais smartphones, os consumidores mantiveram seus telefones atuais e derrubaram o mercado de celulares em 1,2% em 2018.

Além de comprar mudanças de comportamento, também estamos vendo as habilidades da equipe interna começando a ficar para trás à medida que as organizações adotam novas tecnologias, como dispositivos de IoT, para impulsionar os negócios digitais”, disse Lovelock. “Quase metade da força de trabalho de TI tem necessidade urgente de desenvolver habilidades ou competências para apoiar suas iniciativas de negócios digitais. Os requisitos de habilidade para acompanhar, como inteligência artificial (AI), machine learning, API e design de plataforma de serviços e ciência de dados, estão mudando mais rápido do que já vimos antes”, completou.

Fonte: ComputerWorld

Monitorar e conhecer a concorrência para estar à frente dela

Calcule quanto tempo você dedica para monitorar as estratégias da concorrência e perceba que está falhando nesse quesito. Para ter sucesso, é preciso conhecer a fundo os competidores do mercado.

Quando se fala em concorrência, logo vem em mente palavras como rivalidade ou disputa. E, muitas vezes, elas soam como sendo um problema, como se fosse preciso vencer um oponente a qualquer custo. Porém, gostaria de desmistificar essa ideia mostrando porque as empresas que andam lado a lado podem servir como uma alavanca para o seu crescimento.

A concorrência no novo mercado

Vivemos em um mercado em que predomina a lei da demanda e da oferta – um modelo muito comum de determinação de preço, que busca estabilizar a procura e a oferta de um produto ou serviço. Dentro desse universo, podem surgir diversas empresas concorrentes, vendendo produtos similares ou até mesmo iguais, mexendo com o equilíbrio do mercado.

Por isso, dizemos que a concorrência é quem determina a forma como o mercado e as relações comerciais vão se comportar. Se a dois dias atrás você dominava certo nicho de mercado, amanhã pode nascer uma empresa com ofertas muito parecidas e dividir aqueles consumidores que antes estavam somente interessados no seu negócio.

Nesse contexto, é preciso lembrar também que o mercado mudou e não existem mais somente os grandes monopólios. As estruturas de mercado imutáveis agora moram no passado, pois hoje em dia vemos empresas com a mesma oferta coexistindo no cenário econômico mundial.

Um ponto muito interessante – e que faz você perceber como o mercado mudou – é quando competidores indiretos se tornam tão fortes quanto aqueles que oferecem a mesma solução que você. E o começo dessa história pode ser explicado pelas mais recentes entrantes do mercado: as startups.

As inúmeras empresas nascidas no universo digital fizeram com que a tecnologia assumisse o posto de “mãe da competição” e, hoje, qualquer produto digital acaba competindo com outro produto digital, mesmo que esses sejam de naturezas diferentes. É a famosa “uberização”, que ocorreu quando o Uber, a plataforma de transporte urbano mais conhecida do mundo, provocou mudanças em diversas indústrias do mercado ao introduzir fortemente conceitos como a agilidade e a velocidade nas entregas.

Muitas organizações, com base no que os próprios consumidores estão demandando, tem mudado as suas ofertas e voltado seu olhar para o mundo digital. Nele, estão introduzidos temas como aqueles trazidos pelo Uber, como as entregas mais rápidas e a praticidade, por exemplo. E, por isso, as empresas estão transformando seus modelos de operar, processar e atuar. Fator que não está relacionado apenas a estar à frente da concorrência, mas de vencer a si mesmo.

Quem são os seus concorrentes?

Como falei anteriormente, novas empresas surgem a todo o momento e, com elas, novos modelos de negócio para uma mesma solução. A oferta do Uber é um exemplo clássico, mas é possível escolher outros para destacar.

O avanço dos smartphones é um deles. Hoje, esses pequenos aparelhos móveis, além de eliminar fronteiras e diminuir distâncias, funcionam como um assistente pessoal, auxiliando na organização das tarefas do dia a dia e oferecendo funções que simplificam a rotina das pessoas. Assim como a história da Blockbuster, que se manteve fiel ao formato de locadora de vídeos e, com isso, perdeu espaço para a Netflix, a maior provedora global de filmes e séries em formato streaming da atualidade.

Neste cenário, sobreviveu a empresa que identificou mais rápido o que os clientes realmente desejavam e conseguiu se adaptar às novas necessidades e não aquela que estava a mais tempo no mercado. E, por isso, reforço que é fundamental saber quem são seus reais clientes e o que é possível fazer para melhorar as suas ofertas ao ponto de conquistá-los mais do que a loja ao lado.

Para isso, o primeiro passo é identificar as particularidade do seu negócio. Qual o seu diferencial? Depois, acompanhar a trajetória e as escolhas feitas pelos seus concorrentes (todos eles, diretos e indiretos). Somente assim será possível fazer com que a sua marca se destaque e ganhe a visibilidade que merece ter.

 

Case de sucesso

Uma história muito interessante que ilustra bem isso é a do McDonald’s. A maior rede de fast food mundo, enfrenta sistematicamente entrantes no mercado, que provocaram algumas mudanças nesse reinado, forçando a rede a mudar o rumo das suas estratégias. Para isso, o CFO da empresa, Kevin Ozan conta que, mesmo vendendo produtos físicos, o maior investimento da marca nos últimos foi em tecnologia. “A maior área de aumento em nossos gastos foi em tecnologia, o que está ajudando a impulsionar nosso crescimento”, disse Ozan.

O Mcdonald’s em 2015 estava vivendo o auge de sua crise e Ozan assumiu o cargo de liderança para ajudar na transformação que a empresa precisa viver. E, nesse processo, o novo CFO do Mcdonald’s descobriu que o verdadeiro caminho para o sucesso era melhorar a experiência do cliente. “Você precisa de ofertas digitais. Mas, em última análise, os vencedores serão as empresas que melhor podem integrar o físico e o digital e tornar a experiência geral do cliente o mais prazerosa possível”, afirmou.

Ou seja, além de estar alinhado com o que de novo surgiu no mercado, a empresa se mostrou preparada para vencer seus próprios desafios, reconhecendo a necessidade da mudança, de olhar para as ofertas de forma diferente e rever as estratégias traçadas para satisfazer o consumidor.

Como ser original em um mar de novas ofertas?

As empresas, normalmente, só inovam quando se sentem ameaçadas pela concorrência. Elas estão tão preocupadas com o que devem fazer que esquecem que os melhores insights, muitas vezes, surgem quando se está olhando de uma maneira diferente para um mesmo lugar. Às vezes, basta mudar de ângulo para enxergar melhores saídas para um problema ou até mesmo uma solução de negócio. Porém, esse é um exercício que precisa ser feito constantemente.

Analisar todos os dias a estrutura do mercado atuante faz com que as suas ações se tornem originais, desde o começo, com a tomada de decisão, até a execução das ideias. Permitindo que você tome as decisões certas e não deixe que o concorrente seja mais esperto na sua estratégia de atração, retenção e conversão de clientes.

E, por isso, é preciso parar e questionar: o que a minha empresa está fazendo para estar à frente da concorrência? Será que estou no caminho certo? A minha sugestão para iniciar uma jornada de sucesso no novo mercado é passar a enxergar seus opositores como uma oportunidade de crescimento. Entretanto, para isso, é preciso mudar seu mindset em relação a concorrência.

Procure aproximar-se daqueles que estão em torno do seu radar, conhecendo suas ofertas, analisando seus comportamentos e procurando entender suas estratégias de comunicação com o público-alvo – elas são essenciais para o bom andamento das empresas no mercado. Além disso, lembre-se que monitorar a concorrência é uma tarefa que não pode ser feita de forma pontual, trata-se de um processo que deve ser realizado periodicamente, afinal, as mudanças – como já foi falado – são constantes.

Com avaliações diárias da concorrência são feitas leituras muito mais claras do cenário em que a você e seus concorrentes diretos e indiretos estão inseridos. É possível identificar os desafios vigentes do mercado, assim como oportunidades de negócio e lacunas a serem preenchidas, competindo à altura dos desejos dos seus consumidores.

Fica o convite para os amigos que quiserem conhecer a Zeeng tomar decisões estratégias de comunicação e marketing em uma plataforma totalmente orientada por dados.

 

Segurança da informação e a reviravolta da LGPD

Nos últimos meses os termos GDPR e LGPD ficaram sob os holofotes. Isto porque são regulamentações que impactam negócios e consumidores. Ou seja, a sociedade como um todo está sob suas diretrizes.

O GDPR, lei de proteção de dados da União Europeia, entrou em vigor em maio de 2018 e serviu de base para inúmeras outras regulações em todo o mundo. Inclusive para a Lei Geral de Proteção de Dados (LGDP) brasileira, a qual adiciona características locais.

Aprovada em agosto do último ano, a LGDP é um avanço. Entretanto, ao se tratar de Brasil e segurança da informação, deve-se ter em mente que apenas a adoção de soluções de ponta não garante a adequação à lei, bem como a proteção das ameaças.

Sendo assim, com a Lei Geral de Proteção de Dados brasileira, todas as empresas de pequeno, médio e grande porte terão que investir em cibersegurança e implementar sistemas de compliance efetivos para prevenir, detectar e remediar violações de dados pessoais, já que a lei prevê que a adoção de política de boas práticas será considerada como critério atenuante das penas, que podem chegar a 50 milhões de reais.

De acordo com o advogado Renato Opice Blum, considerado uma das sumidades em Direito Digital, Proteção de Dados e Educação Digital no Brasil, “o consentimento do uso de dados deve ocorrer de forma livre, informada e inequívoca do indivíduo, expressando sua concordância com o tratamento de suas informações pessoais para uma finalidade determinada”.

“Tudo que for mais adequado para se proteger do ponto de vista técnico e contratual será levado em conta em uma situação de vazamento de dados”, elucida Opice Blum. Isto significa que mesmo fazendo tudo que estava ao seu alcance, houve o vazamento.

Já a utilização do processo de anonimização, técnica que afasta a possibilidade de associação ao indivíduo sem possibilidade de reversão, é uma alternativa prevista na LGPD. Esta pode ser utilizada para dispensar o consentimento do titular dos dados pessoais objeto de tratamento – neste caso, o indivíduo não tem um rosto, o que torna mais fácil proteger sua identidade.

Profissionais e Autoridade Nacional de Proteção de Dados

Dentro dessa nova realidade, caberá as empresas também nomear seu Encarregado de Proteção de Dados (DPO – Data Protection Officer), que terá como principal atividade o monitoramento e disseminação das boas práticas em relação à proteção de dados pessoais perante funcionários e contratados no âmbito da empresa, assim como será a interface com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), criada em dezembro/2018.

A ANPD é constituída como órgão da administração pública federal integrante da Presidência da República. Dentre suas principais atribuições, destacam-se o estabelecimento de padrões técnicos, a avaliação de cláusulas e jurisdições estrangeiras no que tange a proteção de dados, a determinação para a elaboração de Relatórios de Impacto, a fiscalização e aplicação de sanções, atividades de difusão e educação sobre a lei, e demais atribuições que visam a correta aplicação da lei e os princípios da proteção de dados pessoais como um todo.

Por ter sido anunciada quatro meses após a LGDP, houve adiamento da data de vigência da regulamentação. De um lado é positivo, pois as empresas terão um prazo maior para traçar e implementar um programa eficaz de segurança cibernética.

*Waldo Gomes é diretor de marketing e relacionamento da NetSafe Corp

 

Fonte: ComputerWorld

Pela gestão efetiva da tecnologia na publicidade

A publicidade voltada para dados passa por um período de desconfiança, como mostraram as falas dos executivos da Unilever e da P&G durante o CES 2019, evento que aconteceu na semana passada em Las Vegas. Por outro lado, esse mercado está sofrendo mudanças estruturais, sobretudo em um momento em que a Europa implementa sua legislação e o Brasil aprova uma regulação parecida. Durante 2018, em um mesmo ano, discutimos o hiperconhecimento do usuário, a tecnologia na comunicação e a ponta da equação – se na parte da automatização total ou da comunicação sem dados – na qual estaria a campanha ideal.

Segundo o relatório Dimension 2018, o número de brasileiros confiantes de que as marcas se comunicavam bem passou de 86% em 2017 para 80% em 2018 – embora seja uma porcentagem alta, esta queda mostra uma mudança na percepção do consumidor sobre a comunicação das marcas.

Também a relação entre usuário e publicidade online foi algo a se perceber:  54% dos consumidores globais bloqueiam, sempre ou esporadicamente, os anúncios online, sob o argumento de que não gostam da publicidade ou de que ela está piorando; apesar de nem sempre se engajarem com as campanhas, no entanto, eles também entendem que seus dados pessoais têm valor como matéria-prima para elas, motivo pelo qual considerariam a venda deles para marcas de sua preferência por 150 dólares ou mais.

Além das reações manifestadas pelo consumidor final, as questões regulatórias também implicaram em uma revisão de processos: uma pesquisa liderada pela Duke University, a Associação Nacional dos Anunciantes e a Deloitte mostra que mais de 10% dos profissionais de marketing americanos pretende reduzir o uso de dados 3rd party. Essa reação vem dos browsers utilizados pelos internautas, que têm políticas distintas – e cada vez mais restrititvas – sobre cookies, mas principalmente de escândalos sobre a utilização das informações desses cookies, como o famoso Cambridge Analytica, que chocou tanto o mercado no início do ano passado. A alternativa ao uso desse tipo de dados veio do Publisher que, ao obter dados legítimos e consentidos, se tornou um parceiro atrativo para campanhas feitas com dados confiáveis e dentro das leis.

 Como os dados podem agregar, em vez de substituir?

 Neste contexto, o que se vê é que não existe um abandono do uso da tecnologia para a comunicação, mas o desafio de usá-la de maneira mais estratégica do que tática, entendendo e medindo os reais ganhos que a publicidade traz e pode trazer. Para tanto, é necessário que pensemos nas inovações tecnológicas para a propaganda não só como ferramentas a serviço da criação, mas também como geradoras de negócio.

Em um viés criativo, o uso de dados pode contribuir, por exemplo, com a adoção de uma visão user-centric pela otimização de criativos dinâmicos (DCO).  Dessa maneira, a mensagem, traduzida em peças impactantes e criativas, é veiculada de maneira customizada com base nos  dados, que vão variar de acordo com as preferências, características ou lugar do consumidor dentro do funil de conversão.

Mas o verdadeiro valor do mercado adtech, sobretudo dos players do lado da compra da mídia programática, está (e tende a continuar) cada vez mais na mensuração e  na análise das campanhas. É com o acompanhamento das audiências que se identificam as melhores condições para a veiculação de uma campanha (como a frequência ideal, a recência, os domínios preferenciais e os perigosos para a marca) e se revela o padrão de compra de mídia mais adequado para gerar um incremento real no valor da publicidade (melhores preços de bid, formatos mais impactantes para cada desafio de comunicação, tipos de mensagem que geram maior engajamento).

O mercado dos dados se reinventa e renasce como inteligência. As restrições que sentimos nos mercados estrangeiros e que replicamos aqui são, antes de um fator limitante de negócios, o reflexo de um mercado que, por sua evolução, precisa encontrar soluções cada vez mais eficientes para manter seus resultados e sua expansão. Mudamos de era: partimos da automação desmedida para o gerenciamento estratégico – e criativo – da tecnologia, em que o valor não é só medido pelas muitas métricas pelas quais se pode pautar uma campanha, mas pelos insights que ela é capaz de trazer para os profissionais de marketing e publicitários.

Fonte: Proxxima

DATA DRIVEN ENTERPRISE: O PONTO DE PARTIDA PARA O SUCESSO DIGITAL

Ter bases construídas em anos de resultados consistentes é ótimo, mas, hoje, é fundamental entender que a experiência anterior das empresas não garante sucesso no mercado digital. É preciso construir a capacidade de alterar rapidamente os rumos, já que as expectativas de clientes se tornam mais altas e mudam de forma veloz. E a criação dessa articulação, entre a já estabelecida solidez e a agilidade para acompanhar a curva de expectativa de valor do público-alvo, é um grande desafio.

A hora é a de ver adiante do conhecido, e não há forma de fazer isso se a companhia não tiver informação qualificada sobre a realidade. Estamos falando de dados, sim, mas, principalmente, da habilidade de trabalhá-los.

É necessário ter uma cultura guiada por dados, uma cultura data driven, na qual as informações certas são captadas constantemente, servindo como base para as tomadas de decisão. Isso requer uso de tecnologias e ferramentas de análise de dados, como o Analytics, e o aproveitamento pleno da sua capacidade de dar subsídios para interpretar o mundo ao redor.

 

Há dados, há tecnologia. Onde está o problema?

As companhias têm uma noção equivocada sobre o que é ser data driven. Para se ter uma ideia, recentemente, a Forrester divulgou uma pesquisa sobre voice of customer que indica que 67% das empresas norte-americanas não sabem como transformar as informações que capturam dos clientes em ações efetivas.

De fato, hoje, no mercado, temos dois cenários bem comuns: no primeiro, a empresa acredita não ter dados suficientes – tem poucos, e os que têm, não estão integrados. O segundo cenário é o exato oposto. A companhia se considera data driven, possui todas as informações possíveis, bancos de dados e soluções de tecnologia, mas se perde nesse excesso. Ambas estão erradas.

E o erro das duas é o mesmo, é a forma do uso dos dados. Não adianta ter todas as ferramentas e informações, se a companhia não sabe como preparar times e interpretar dados, ela não vai avançar. E se empresa for pequena, mas trabalhar bem com as informações, terá sucesso.

É hora de construir um mindset data driven. Para isso, o primeiro passo é perceber que só as empresas verdadeiramente orientadas ao consumidor têm sucesso. Atender o público, a seus desejos e necessidades é o objetivo e a diretriz de todas as decisões dessas companhias. Entretanto, o modelo organizacional mais comum ainda é o orientado a produtos, isto é, o foco é desenvolver o produto “perfeito”. Perfeito para quem? Para os dirigentes e não para quem consome. Isso não funciona mais. O que a empresa “acha” que é melhor para o cliente, por intuição, raramente o será.

O próximo passo é definir o foco. Se não há clareza a respeito de qual é a dor do negócio a ser tratada, o que é valor para o público e onde se quer chegar, não há rumo nem resultado a ser acompanhado por dados. É preciso descobrir os reais problemas e desmembrá-los nas questões-chave que devem ser analisadas. Depois, usar dados para conhecer o consumidor, mapear necessidades não atendidas, priorizar as mais críticas e trabalhar em soluções de forma ágil. Experimente: faça testes, erre, aprenda, teste novamente e, nesse ciclo, utilize os dados para validar soluções e corrigir rumos com velocidade.

 

A inteligência de dados como base da gestão de experiências

Depois de construída a base data driven, é hora de ir além e usar essa inteligência de dados para desenvolver a capacidade de gerir, não apenas produtos satisfatórios, mas experiências surpreendentes. Isso porque, hoje, não importa se sua empresa é um banco, uma seguradora, uma marca de varejo, ela está sendo comparada à Amazon e ao Spotify no que tange à experiência que entrega.

gestão da experiência muda a direção do olhar da empresa para a centralidade do cliente. A nova ordem é ir até o consumidor, entender necessidades e, só então, desenvolver o produto. Tudo isso muito bem fundamentado na análise constante, cíclica e sistemática de dados. Só esse mindset data driven possibilitará insights certeiros e permitirá identificar como, quando e o que importa entregar para ganhar o jogo.

 

Por onde começar?

A necessidade é a de dobrar as mangas, reunir o time, refletir sobre o foco com vistas às necessidades do consumidor, conversar com clientes sobre experiências que eles desejam e quais são os pontos de satisfação e de insatisfação. E, então, começar a trabalhar os dados que a empresa tiver. Essa primeira análise clara sobre os problemas já trará insights valiosos sobre o que deve ser feito.

mindset data driven irá, naturalmente, estimular o nascimento de uma nova organização, mais aberta à experimentação, percebendo problemas como oportunidades de melhoria e cada vez mais capaz para a inovação e o sucesso digital.

*Eduardo Sangion é Senior Experience Manager da CI&T. Senior. Formado em Marketing, tem
experiência na criação de soluções criativas para ajudar companhias a impulsionar a
experiência de seus clientes e colaboradores, estimulando foco no cliente e impacto
de resultado de negócio por meio de práticas de gestão de experiência.

Fonte: Digitalks