TI deve crescer 10% em 2019 no Brasil. Saiba onde estarão os investimentos

O mercado de TI no Brasil deve crescer 10,5% neste ano, na comparação com 2018, segundo previsão da IDC, que prevê um forte impacto positivo sobretudo do segmento de dispositivos. Quando somado ao setor de Telecom, que deve ter retração de 0,3%, o mercado de TIC (Tecnologias da informação e comunicação) brasileiro terá avanço de 4,9%.

“O mercado de TI está otimista. Tanto fabricantes quanto consumidores estão sinalizando uma melhora e estamos projetando esses números com base nisso”, apontou Pietro Delai, gerente de pesquisas da IDC, nesta terça-feira (2/5) durante apresentação dos resultados.

Delai ressalta que os números de 2018 ainda não foram fechados, mas a previsão de crescimento no ano passado era de 2,2% – o que evidencia o cenário positivo do mercado para 2019. “O Brasil está levemente acima da média da América Latina. Em relação ao mundo, o avanço é bem parecido”, afirmou.

A tendência, segundo o estudo da consultoria, é de que as empresas brasileiras avancem para alcançar uma TI flexível, não apenas do ponto de vista de operação, mas também nos custos. “Serviços de TI estão cada vez mais presentes por conta da agilidade e falta de recursos dentro de casa”, adicionou Delai.

Alguns dos principais investimentos estarão em itens como cloud pública, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial. Confira as principais tendências:

Segurança da informação

Luciano Ramos, coordenador de pesquisas de software na IDC, lembrou que, desde 2017, com o ataque em massa WannaCry, o tema segurança da informação virou pauta presente nas organizações. “Sabemos que o WannaCry chegou ao Brasil. Isso mostra que não está só no vizinho e pode acontecer a qualquer momento”, pontuou. “O WannaCry não derrubou a TI, ele derrubou empresas. Isso trouxe grande impacto.”

Com o assunto ganhando relevância, soluções de próxima geração (NextGen) ganharão ainda mais importância, recorrendo a recursos como inteligência artificial e machine learning para combater ataques complexos.

Em 2019, essas soluções de próxima geração atingirão US$ 671 milhões no Brasil, crescimento 2,5 vezes mais rápido do que produtos considerados tradicionais. Ainda, os gastos com Managed Security Services (Serviços Gerenciados de Segurança) ultrapassarão os US$ 548 milhões, acirrando a competição entre provedores “puros” e operadoras de telecomunicações, que estão enxergando oportunidades neste mercado.

Inteligência artificial

A projeção da IDC global para inteligência artificial é de um crescimento anual (CAGR) de 46,2%, chegando a US$ 52 bilhões em 2021. Ainda segundo a consultoria, em 2022, 22% das corporações usarão tecnologias de fala para interação com clientes.

No Brasil, 15,3% das médias e grandes empresas têm AI entre as principais iniciativas e esperam que isto dobre nos próximos quatro anos.

Os principais casos de uso destacados pelos especialistas são agentes automáticos de atendimento, análise e investigação de fraudes, automação de TI, bem como diagnóstico e tratamentos de doenças.

Big data e Analytics

O momento do mercado de big data e Analytics ainda é de crescimento, podendo chegar a US$ 4,2 bilhões em 2019. Mas Ramos pondera que o avanço não tem sido no ritmo que a consultoria vinha estimando nos últimos anos. “Acreditávamos que as empresas teriam potencial para mais”, disse.

Ele comenta que existe uma clara dificuldade de entendimento das tecnologias de gestão de dados. Inclusive, um estudo com 122 empresas de médio e grande portes mostrou que 3/4 dos entrevistados não conheciam in-memory computing ou não têm interesse no tema. “In-memory computing é fator importante para Analytics avançado”, ressaltou.

Ainda, apenas 13,8% das empresas têm como prioridade de negócios expandir sua capacidade de triar proveito de dados para criar ou potencializar novas fontes de receitas. “Nossa expectativa para esse ano, diferentemente de anos anteriores, não é de crescimento de dois dígitos. Mas ainda assim é acima da média do mercado de software e serviços”, explicou Ramos.

Cloud pública

Delai explica que cloud pública é um mercado que demorou para engrenar no Brasil. Prova disso é que somos o sexto maior mercado de TIC no mundo, mas apenas o 14º em uso de cloud pública. “Isso mostra claramente como começamos mais tarde. Mas isso faz com que tenhamos um ritmo insano”, disse.

Esse ritmo insano, como define o especialista, levará o mercado de cloud pública a um crescimento acelerado de 35,5% no Brasil, chegando a US$ 2,3 bilhões. Ainda, a previsão é chegar a US$ 5,8 bilhões até 2022.

“O mercado já enxerga multicloud como caminho, embora os entendimentos de todos os ‘sabores’ de cloud ainda não esteja na ponta da língua dos gestores”, comentou Delai.

Internet das coisas

Mesmo sem direcionamentos em relação ao Plano Nacional de IoT, que ainda não foi aprovado pela Presidência da República, o mercado de internet das coisas (IoT) seguirá avançando de forma exponencial no país.

Delai comenta que, de fato, empresas brasileiras estão fazendo mais do que falando de IoT. “É algo que já está acontecendo e evoluindo. São diversos projetos já realizados”, comentou.

Globalmente, IoT deve reunir US$ 745 bilhões em investimentos em 2019 e, até 2022, chegará a marca de US$ 1 trilhão, alavancando principalmente os setores de Manufatura e Consumo.

No Brasil, 44,7% dos gestores reconhecem ao menos um projeto de IoT implementado, o que mostra que IoT é aqui e agora.

Arquiteturas modernas e DevOps

O estudo aponta que os benefícios da nuvem para o desenvolvimento de soluções de software já são evidentes para as empresas. Contudo, ainda predominam os projetos em arquiteturas tradicionais – mesmo que boa parte desses já rodam em IaaS (Infraestrutura como serviço).

 A expectativa é de aceleração de arquiteturas Cloud-Related com maior uso de containers e serverless computing, puxados principalmente pelos provedores de soluções sob medida.

Atualmente, apenas um em cada três soluções (seja um novo desenvolvimento ou uma sustentação) já é pronta para nuvem. É esperado que este patamar avance 40% até o fim deste ano.

O mercado de PaaS (Plataforma como serviço) deve atingir US$ 425 milhões em 2019 no Brasil, crescimento de 35,7% em relação ao último ano.

Dispositivos

O mercado de dispositivos será o grande destaque dos investimentos de TI para este. Segundo a IDC, ele representará 38% de todo investimento em 2019, ou seja, cerca de US$ 24,5 bilhões.

O crescimento não será em unidades, mas sim em valor – sendo alta de 18% nos preços de smartphones e 7% em PCs e tablets. As vendas B2B representam 10% deste mercado.

SD-WAN

Para André Loureiro, gerente de pesquisas da IDC, 2019 será o ano da consolidação da SD-WAN no mercado brasileiro – que ainda apresenta baixa maturidade em termos de adoção.

Fonte: ComputerWorld

Proteção de dados e cyber security regados a muita transformação digital

Quando questionado sobre as tendências 2019, logo penso em Segurança da Informação – principalmente na Proteção de Dados – como uma crescente realidade. Temos visto empresas brasileiras e estrangeiras no sufoco para se adequarem, rapidamente, à GDPR (General Data Protection Regulation) e à sua “versão brasileira” LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Sem dúvida, a corrida para estar em conformidade será uma das tônicas de 2019, mas a busca por Continuidade dos Negócios e Cyber Segurança não ficam para trás.

Apresentei a palestra “O Lado B do Marketing: quando a sua estratégia precisa ir além dos leads e ROI, envolvendo TI na parada”, na 9ª edição do Expo Fórum Digitalks em São Paulo. A oportunidade de conversar com profissionais de Marketing, Tecnologia e Transformação Digital sobre Gestão de Riscos, Segurança e Cyber Segurança, foi bastante interessante. Atuando há mais de 20 anos em consultoria de Gestão de Riscos, geralmente, conversamos diretamente com as diretorias, e, raramente, temos contato com outras equipes que lidam, diretamente, com o bem mais valioso das empresas: os dados. No evento recebi várias perguntas: “Tenho MAC devo me preocupar?”, e outras do tipo “Meu negócio vai quebrar se eu não me adaptar?”, e ainda outras como “Estamos seguros? Privacidade é coisa do passado?”. Todas as perguntas foram importantes e relevantes e demonstraram:

  1. O interesse no tema é muito grande e crescente;
  2. Temos que falar mais sobre isso e propor painéis e discussões nos eventos e fóruns que existem;
  3. As pessoas comuns e suas famílias merecem orientação;
  4. Seu negócio não vai acabar, mas sem Gestão de Riscos, no centro da discussão, pode ser que não sobreviva tanto!

 

O próximo ano promete muitas emoções, começando pelo comando do país e o comportamento da economia frente a isso. Para os empresários, isso será um fator crucial de negócios e comportamento, mas independente disso, ajustar seus processos, tecnologia e cadeia de suprimentos à nova Lei Geral de Proteção de Dados não poderá ficar para 2020. Começar é preciso e necessário, e as multas podem ser pesadas.

Mesmo não estando, diretamente, sob a GDPR (lei europeia), muitas empresas estão na cadeia de suprimentos e de Valor e podem sofrer com multas de até 20 milhões de euros. E acredite, melhorar a Gestão de Segurança da Informação e adotar boas práticas em Cyber Segurança são o caminho mais adequado e recomendado para cumprir a LGPD ou atender à GDPR. Gostei dessas leis que protegem a Privacidade (muito ameaçada nesse momento), pois trouxeram todo mundo para a MESA de novo, ou seja, os velhos e cansados comitês de Gestão de Riscos ou Segurança estão tendo quórum novamente.

A última Pesquisa Nacional de Segurança da Informação, realizada em 2018, pela DARYUS, confirmou a importância do investimento em SI e Cyber nas empresas. Entre as ameaças mais temidas, os ciberataques ocupam o primeiro lugar (70%) e a proteção de dados lidera a lista de prioridades de investimento para os próximos 12 meses (48%). A Gestão de Riscos também foi muito citada e demonstra que as empresas estão revendo, reestruturando e se interessando em mudar a Governança, a Gestão de Riscos e as práticas de conformidade, pois os modelos atuais estão ficando obsoletos.

Em nossa pesquisa, quase 50% das empresas respondentes não possuem um Plano de Continuidade de Negócios e 63% nunca realizaram a BIA (Business Impact Analysis) – talvez até desconheçam esses termos – além disso, 50% nem sequer fizeram uma Análise de Riscos! Fato é que no Brasil, hoje, 60% das empresas vão à falência em seus primeiros cinco anos, por não estarem preparadas para enfrentar situações de crises ou desastres, que podem ser desde um recall, questões econômicas, fraudes, ciberataques ou, simplesmente, erros de posicionamento de produtos e serviços nas redes sociais.

Num evento recente, um painel apresentou uma “Carta pesadelo ao compliance”. Uma carta fictícia de um cliente solicitando inúmeras informações sobre como seus dados pessoais estão sendo utilizados por uma determinada empresa de acordo com tópicos da nova lei brasileira. Abaixo, cito um pequeno trecho para ilustrar o quão assustadora essa demanda pode ser para TI, Jurídico, Marketing/CRM e Diretoria:

a)“Desejo confirmação se vocês estão ou não processando meus dados pessoais. Se sim, por favor forneçam as categorias de dados pessoais que vocês têm sobre mim em seus arquivos e banco de dados.

  1. b) Por favor digam o que vocês têm sobre mim nos seus sistemas de informações, mais especificamente, o que está contido nos bancos de dados, incluindo e-mails, documentos em suas redes e/ou voz ou qualquer outra mídia.

  2. c) Adiciona-se a isto um pedido de informações sobre em quais países os meus dados pessoais estão armazenados ou são acessados. Neste caso, se você se utiliza de serviços de nuvem para armazenar e processar meus dados pessoais, informe também em quais países estão localizados os servidores onde os meus dados estão armazenados ou foram armazenados nos últimos 12 meses.

  3. c) Forneça-me uma cópia ou um acesso aos meus dados pessoais que vocês têm ou estão processando.”

 

Se algum cliente solicitar informações como essas, hoje, quem estaria de fato preparado para responder? E indo além, estendo a pergunta aos profissionais do marketing: na “caça aos leads” de todos os dias, como fica a proteção e privacidade dos dados colhidos? Qual o nível de conhecimento sobre o uso que é feito dos dados pessoais de cada lead? E como ficam as listas dos eventos? Esse é um aperitivo das “novas/velhas” preocupações que precisam ser pensadas e, principalmente, ser analisadas como questões sensíveis dentro da Gestão de Riscos e Compliance.

Portanto, para todos aqueles que foram contagiados pelo espírito empreendedor e desejam abrir novos negócios, a maior dica é ter atenção aos riscos e, principalmente, fazer um Planejamento considerando um bom Plano de Continuidade de Negócios. Por fim, a palavra de ordem: resiliência, resiliência e resiliência. Haja o que houver no mercado, tendo ciência dos riscos a que se está vulnerável, com um bom PCN em mãos e se mantendo resiliente, as empresas sobreviverão. Ninguém sai inteiro de uma grande crise, mas o importante é conseguir sair e continuar a caminhada. Essa é a dica para 2019!

Fonte: Digitalks

O marketing digital está se adaptando às novas mídias

Se pararmos para fazer um overview do mercado de marketing digital percebemos que ele está em constante evolução. No último ano, por exemplo, sentimos que muitas empresas estavam em busca de uma ferramenta que pudesse salvar ou alavancar seu negócio e houve também uma discussão sobre o uso de chatbots e mobile marketing para criar um relacionamento mais próximo com cliente, mas acredito que essa prática será melhor utilizada e implementada pelas empresas esse ano.

Para 2019, uma das tendências está na automatização dos processos. Quanto mais as marcas conseguirem conectar todos seus canais para visualizar o fluxo de vendas e saber quais são os locais que trazem o retorno de maior qualidade, melhor. Porém, para conseguir que isso seja feito da melhor forma possível, as ferramentas precisam estar cada vez mais integradas. Aqui na leadlovers, por exemplo, nós temos diversas integrações que permitem com que os clientes possam mensurar todos seus resultados de maneira mais assertiva.

Investir em ferramentas específicas para ler seus anúncios e suas comunicações é essencial para trazer informações de leads captados e conseguir fazer uma análise mais rápida. É exatamente nesse ponto que as pessoas normalmente se perdem, pois demoram muito para fazer as análises dos dados ou muitas vezes fazem de forma errada, o que acarreta em investimento onde não tem necessidade.

A realidade é que hoje, toda comunicação é pensada para o mobile. Por isso, as marcas precisam estar preparadas para rodar suas campanhas em todos os canais possíveis, principalmente nos smartphones. Um ponto que considero extremamente importante, independente do local que você esteja fazendo uma campanha, teste primeiro e valide se aquilo que você está pensando realmente dará certo.

Segundo o estudo realizado pela Smart lnsights, 80% dos usuários da internet são conectados por meio dos smartphones.  Diante desse cenário, outra tendência que está muito forte no mercado é o mobile marketing, uma estratégia de marketing digital que capta o público-alvo em seus dispositivos móveis, desde e-mails, redes sociais e aplicativos. O investimento é praticamente certeiro e o principal objetivo é a divulgação de produtos e serviços.

O que percebo é que as marcas estão mais antenadas e melhorando suas percepções, mas que ainda não entenderam que é preciso se colocar no lugar do usuário para avaliar se aquilo que eles estão pensando em oferecer faz sentido. Quem conseguir ser mais autêntico quanto ao seu propósito e objetivo terá mais facilidade para conquistar o consumidor.

De acordo com a Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, realizada pela PwC, os investimentos em marketing digital no Brasil devem crescer 12% ao ano até 2021. Esses dados mostram o potencial de mercado que temos e acredito que quem souber se antecipar e se adaptar às tendências e as mudanças, conseguirá entregar algo mais completo para seu cliente.

Fonte: Digitalks

Dores da transformação digital: 5 principais entraves para implementar mudanças nas empresas

transformação digital já é uma realidade e as empresas que ainda não estão de olho nesse movimento precisam correr atrás do tempo perdido, para não ficarem ultrapassadas. E não se trata apenas de levar tecnologia ou inovação para dentro da companhia, e sim, mudar a estrutura da organização para aumentar o desempenho e buscar resultados melhores.

Segundo George Arraes, Gerente Sênior de Customer Experience da CI&T, a mudança de ‘mindset’ é um dos principais entraves, já que é necessário mudar a cultura da empresa, alterar a estrutura de comando e controle e fazer com que os profissionais trabalhem integrados em busca do mesmo objetivo. “A atuação da CI&T é de cunho cultural e não tecnológico, como todo mundo pensa. Tem que modificar a estrutura, quebrar silos, mudar a maneira como a comunicação acontece. Toda essa mudança traz questões, porque sai da zona de conforto”, afirma.

A transformação digital propõe uma mudança gradual, segura e estruturada da empresa em uma jornada que tem como objetivo o aperfeiçoamento constante de processos, durante um longo período. Neste contexto, outro entrave é conseguir pensar em melhorias e soluções que realmente vão fazer diferença e entregar valor ao consumidor final. O cliente deve ser colocado no centro do negócio e o trabalho é voltado para atender às necessidades que o consumidor possui em sua experiência, de ponta a ponta.

Para marcas e empresas que querem obter um crescimento exponencial de negócios no século XXI, é preciso utilizar o pensamento lean (ou enxuto, processo focado no cliente que simplifica tarefas e elimina desperdícios, reduzindo o tempo de entrega e aumentando a efetividade da empresa), aliado a design atitude para entregar resultados consistentes. E vale lembrar que, assim como qualquer metodologia “Mesmos nos casos de sucesso haverá momentos de dor, principalmente quando silos são quebrados e estruturas e estratégias são questionadas”, ressalta Cesar Gon, CEO e fundador da CI&T.

Veja abaixo os 5 principais entraves para implementar a transformação digital em grandes companhias:

1) Percepção da urgência

Muitas empresas não percebem que precisam se reinventar ou mudar o negócio para acompanhar as ofertas disponíveis no mercado e as necessidades do cliente, que mudam de tempos em tempos. Algumas deixaram até de existir porque não tiveram a percepção que precisam se transformar. A Blockbuster, por exemplo, foi extinta porque não enxergou a grande oportunidade que o mercado de streaming permitia. A empresa viu a Netflix nascer e ocupar os espaços que seu serviço não atendia.

A percepção de urgência dessa mudança é uma questão de saúde para o negócio. Existem muitas instituições conservadoras e que ainda não são pressionadas, mas em um setor de alta competitividade, elas precisam estar dispostas a passar pelo desconforto para não serem engolidas pelo mercado”, disse Arraes.

2) Aprendizado rápido

A maioria das empresas está acostumada a ter um processo longo para implementar novos projetos. E assim, o desenvolvimento das soluções demora e os consumidores não recebem o que precisam. “É preciso estar pronto para ter uma estrutura que faça testes de hipóteses, construa experimentos rápidos e aprenda com eles. O sucesso no mundo atual é baseado em resiliência, aprendizado e evolução”, afirmou o Gerente Sênior.

O aprendizado é muito relevante dentro do processo de transformação digital. Testar hipóteses e implementar MVPs (Produto Mínimo Viável) para ter feedbacks rápidos do cliente ou consumidor ajudam a agilizar esse processo.

A velocidade é super importante. A velocidade pela velocidade produz lixo na velocidade da luz, mas a velocidade associada ao aprendizado, com análise de dados e números, mostra o que o experimento permitiu”, completou.

 

3) Deixar a estrutura de comando e controle

A estrutura de comando e controle é o padrão da maioria das empresas. Nela, o chefe é a figura principal e quem tem mais experiência diz o que fazer, enquanto os demais apenas executam, sem conversa ou discussão sobre o assunto. No entanto, essa conduta atrapalha o desenvolvimento rápido de ideias e projetos.

Hoje, não existe garantia de que a sua ideia seja a melhor ideia. Ela está sujeita a questionamentos e a falhas. O líder tem que se transformar do comando e controle para um líder que é inspirador”, ressalta Cesar Gon. “Por isso, o papel da liderança é fundamental para quebrar esse paradigma de comando e controle e, assim, promover o engajamento dos colaboradores no novo modelo de trabalho“, apontou.

Com a transformação digital essa prática deve mudar. Todos devem trabalhar em prol do mesmo objetivo e as ideias e projetos devem ser discutidos. Todos são convidados para colaborar e trocar informações. Além disso, os departamentos devem repensar as métricas segmentadas para alcançar esse objetivo principal.

 

4) Criar a cultura da experimentação

Na cultura de mercado atual, a experimentação é praticamente inexistente. Existem poucas empresas que apostam em hipóteses e ideias para testar os seus projetos. O mais tradicional é seguir com um planejamento anual e complexo, que muitas vezes não traz os resultados esperados.

Na transformação digital, a experimentação é um dos pontos principais. Os MVPs permitem que hipóteses sejam testadas em prazos mais curtos e as mudanças podem ser implementadas enquanto o produto recebe melhorias e atualizações.

A experimentação permite mudanças e renovações mais rápidas e assim que um problema é identificado, a equipe já pode tentar solucioná-lo já que não é preciso esperar outras etapas acontecerem para atuar.

Quando a empresa tem como foco resolver o problema, todos estão no mesmo barco e atuam em busca do mesmo resultado. “Esse choque de abandonar o passado é muito desconfortável porque é muito intenso, vai amadurecendo ao longo do tempo” disse Arraes.

 

5) Expor erros

Na cultura corporativa tradicional, os erros são abomináveis e nunca devem aparecer ou fazer parte do dia a dia do trabalho. Muitas empresas encontram dificuldades para atuar com a possibilidade de errar.

Com a transformação digital, essa rotina muda: os erros devem ser expostos, discutidos e analisados. Os problemas sempre vão existir, mas quem não os conhece não consegue se preparar para imprevistos ou situações incômodas.

É preciso expor esse erro, buscar resolver o problema e não tentar achar o culpado. Na hora que o erro é repreendido, o aprendizado acabou porque as pessoas passam a se proteger e não falam mais”, fala Arraes. É importante aprender rápido com esse erro, ao invés de simplesmente ver o erro e não se posicionar.

 Fonte: Digitalks

Gastos globais com TI chegarão a US$ 3,8 trilhões em 2019, aumento de 3,2%

Estimativas do Gartner apontam que os gastos mundiais com serviços e produtos de Tecnologia da Informação (TI) totalizem US$ 3,76 trilhões em 2019, um aumento de 3,2% em relação a 2018.

John-David Lovelock, vice-presidente de pesquisas do Gartner, comenta que, apesar da incerteza alimentada por rumores de recessão, o Brexit e guerras comerciais e tarifas, o cenário provável para os gastos com TI em 2019 é o crescimento. “No entanto, há muitas mudanças dinâmicas acontecendo em relação a quais segmentos impulsionarão o crescimento no futuro. Os gastos estão passando de segmentos saturados, como telefones celulares, PCs e infraestrutura de data center local para serviços em nuvem e dispositivos de internet das coisas (IoT). Os dispositivos de IoT, em particular, estão começando a reduzir a folga dos dispositivos. Onde o segmento de dispositivos está saturado, a IoT não está.”

Segundo ele, a TI não é mais apenas uma plataforma que permite às organizações executar seus negócios. Está se tornando o motor que move os negócios. Conforme os negócios digitais e os ecossistemas de negócios digitais avançam, a TI será o elemento que une os negócios.

Com a mudança para a nuvem, um dos principais impulsionadores dos gastos de TI, os softwares corporativos continuarão a apresentar forte crescimento, com gastos mundiais de software projetados para crescer 8,5% em 2019. Aumentará outros 8,2% em 2020, totalizando US$ 466 bilhões. Espera-se que as organizações aumentem os gastos com software de aplicativo corporativo em 2019, com mais do orçamento mudando para software como serviço (SaaS).


Smartphones

Apesar da desaceleração no mercado de telefonia móvel, o segmento de aparelhos deve crescer 1,6% em 2019. Os maiores e mais saturados mercados de smartphones, como China, Estados Unidos e Europa Ocidental, são impulsionados por ciclos de substituição. Com a Samsung enfrentando desafios que trazem smartphones premium bem diferenciados ao mercado e os altos benefícios de valor agregado da Apple para seus principais smartphones, os consumidores mantiveram seus telefones atuais e derrubaram o mercado de celulares em 1,2% em 2018.

Além de comprar mudanças de comportamento, também estamos vendo as habilidades da equipe interna começando a ficar para trás à medida que as organizações adotam novas tecnologias, como dispositivos de IoT, para impulsionar os negócios digitais”, disse Lovelock. “Quase metade da força de trabalho de TI tem necessidade urgente de desenvolver habilidades ou competências para apoiar suas iniciativas de negócios digitais. Os requisitos de habilidade para acompanhar, como inteligência artificial (AI), machine learning, API e design de plataforma de serviços e ciência de dados, estão mudando mais rápido do que já vimos antes”, completou.

Fonte: ComputerWorld

Monitorar e conhecer a concorrência para estar à frente dela

Calcule quanto tempo você dedica para monitorar as estratégias da concorrência e perceba que está falhando nesse quesito. Para ter sucesso, é preciso conhecer a fundo os competidores do mercado.

Quando se fala em concorrência, logo vem em mente palavras como rivalidade ou disputa. E, muitas vezes, elas soam como sendo um problema, como se fosse preciso vencer um oponente a qualquer custo. Porém, gostaria de desmistificar essa ideia mostrando porque as empresas que andam lado a lado podem servir como uma alavanca para o seu crescimento.

A concorrência no novo mercado

Vivemos em um mercado em que predomina a lei da demanda e da oferta – um modelo muito comum de determinação de preço, que busca estabilizar a procura e a oferta de um produto ou serviço. Dentro desse universo, podem surgir diversas empresas concorrentes, vendendo produtos similares ou até mesmo iguais, mexendo com o equilíbrio do mercado.

Por isso, dizemos que a concorrência é quem determina a forma como o mercado e as relações comerciais vão se comportar. Se a dois dias atrás você dominava certo nicho de mercado, amanhã pode nascer uma empresa com ofertas muito parecidas e dividir aqueles consumidores que antes estavam somente interessados no seu negócio.

Nesse contexto, é preciso lembrar também que o mercado mudou e não existem mais somente os grandes monopólios. As estruturas de mercado imutáveis agora moram no passado, pois hoje em dia vemos empresas com a mesma oferta coexistindo no cenário econômico mundial.

Um ponto muito interessante – e que faz você perceber como o mercado mudou – é quando competidores indiretos se tornam tão fortes quanto aqueles que oferecem a mesma solução que você. E o começo dessa história pode ser explicado pelas mais recentes entrantes do mercado: as startups.

As inúmeras empresas nascidas no universo digital fizeram com que a tecnologia assumisse o posto de “mãe da competição” e, hoje, qualquer produto digital acaba competindo com outro produto digital, mesmo que esses sejam de naturezas diferentes. É a famosa “uberização”, que ocorreu quando o Uber, a plataforma de transporte urbano mais conhecida do mundo, provocou mudanças em diversas indústrias do mercado ao introduzir fortemente conceitos como a agilidade e a velocidade nas entregas.

Muitas organizações, com base no que os próprios consumidores estão demandando, tem mudado as suas ofertas e voltado seu olhar para o mundo digital. Nele, estão introduzidos temas como aqueles trazidos pelo Uber, como as entregas mais rápidas e a praticidade, por exemplo. E, por isso, as empresas estão transformando seus modelos de operar, processar e atuar. Fator que não está relacionado apenas a estar à frente da concorrência, mas de vencer a si mesmo.

Quem são os seus concorrentes?

Como falei anteriormente, novas empresas surgem a todo o momento e, com elas, novos modelos de negócio para uma mesma solução. A oferta do Uber é um exemplo clássico, mas é possível escolher outros para destacar.

O avanço dos smartphones é um deles. Hoje, esses pequenos aparelhos móveis, além de eliminar fronteiras e diminuir distâncias, funcionam como um assistente pessoal, auxiliando na organização das tarefas do dia a dia e oferecendo funções que simplificam a rotina das pessoas. Assim como a história da Blockbuster, que se manteve fiel ao formato de locadora de vídeos e, com isso, perdeu espaço para a Netflix, a maior provedora global de filmes e séries em formato streaming da atualidade.

Neste cenário, sobreviveu a empresa que identificou mais rápido o que os clientes realmente desejavam e conseguiu se adaptar às novas necessidades e não aquela que estava a mais tempo no mercado. E, por isso, reforço que é fundamental saber quem são seus reais clientes e o que é possível fazer para melhorar as suas ofertas ao ponto de conquistá-los mais do que a loja ao lado.

Para isso, o primeiro passo é identificar as particularidade do seu negócio. Qual o seu diferencial? Depois, acompanhar a trajetória e as escolhas feitas pelos seus concorrentes (todos eles, diretos e indiretos). Somente assim será possível fazer com que a sua marca se destaque e ganhe a visibilidade que merece ter.

 

Case de sucesso

Uma história muito interessante que ilustra bem isso é a do McDonald’s. A maior rede de fast food mundo, enfrenta sistematicamente entrantes no mercado, que provocaram algumas mudanças nesse reinado, forçando a rede a mudar o rumo das suas estratégias. Para isso, o CFO da empresa, Kevin Ozan conta que, mesmo vendendo produtos físicos, o maior investimento da marca nos últimos foi em tecnologia. “A maior área de aumento em nossos gastos foi em tecnologia, o que está ajudando a impulsionar nosso crescimento”, disse Ozan.

O Mcdonald’s em 2015 estava vivendo o auge de sua crise e Ozan assumiu o cargo de liderança para ajudar na transformação que a empresa precisa viver. E, nesse processo, o novo CFO do Mcdonald’s descobriu que o verdadeiro caminho para o sucesso era melhorar a experiência do cliente. “Você precisa de ofertas digitais. Mas, em última análise, os vencedores serão as empresas que melhor podem integrar o físico e o digital e tornar a experiência geral do cliente o mais prazerosa possível”, afirmou.

Ou seja, além de estar alinhado com o que de novo surgiu no mercado, a empresa se mostrou preparada para vencer seus próprios desafios, reconhecendo a necessidade da mudança, de olhar para as ofertas de forma diferente e rever as estratégias traçadas para satisfazer o consumidor.

Como ser original em um mar de novas ofertas?

As empresas, normalmente, só inovam quando se sentem ameaçadas pela concorrência. Elas estão tão preocupadas com o que devem fazer que esquecem que os melhores insights, muitas vezes, surgem quando se está olhando de uma maneira diferente para um mesmo lugar. Às vezes, basta mudar de ângulo para enxergar melhores saídas para um problema ou até mesmo uma solução de negócio. Porém, esse é um exercício que precisa ser feito constantemente.

Analisar todos os dias a estrutura do mercado atuante faz com que as suas ações se tornem originais, desde o começo, com a tomada de decisão, até a execução das ideias. Permitindo que você tome as decisões certas e não deixe que o concorrente seja mais esperto na sua estratégia de atração, retenção e conversão de clientes.

E, por isso, é preciso parar e questionar: o que a minha empresa está fazendo para estar à frente da concorrência? Será que estou no caminho certo? A minha sugestão para iniciar uma jornada de sucesso no novo mercado é passar a enxergar seus opositores como uma oportunidade de crescimento. Entretanto, para isso, é preciso mudar seu mindset em relação a concorrência.

Procure aproximar-se daqueles que estão em torno do seu radar, conhecendo suas ofertas, analisando seus comportamentos e procurando entender suas estratégias de comunicação com o público-alvo – elas são essenciais para o bom andamento das empresas no mercado. Além disso, lembre-se que monitorar a concorrência é uma tarefa que não pode ser feita de forma pontual, trata-se de um processo que deve ser realizado periodicamente, afinal, as mudanças – como já foi falado – são constantes.

Com avaliações diárias da concorrência são feitas leituras muito mais claras do cenário em que a você e seus concorrentes diretos e indiretos estão inseridos. É possível identificar os desafios vigentes do mercado, assim como oportunidades de negócio e lacunas a serem preenchidas, competindo à altura dos desejos dos seus consumidores.

Fica o convite para os amigos que quiserem conhecer a Zeeng tomar decisões estratégias de comunicação e marketing em uma plataforma totalmente orientada por dados.

 

Segurança da informação e a reviravolta da LGPD

Nos últimos meses os termos GDPR e LGPD ficaram sob os holofotes. Isto porque são regulamentações que impactam negócios e consumidores. Ou seja, a sociedade como um todo está sob suas diretrizes.

O GDPR, lei de proteção de dados da União Europeia, entrou em vigor em maio de 2018 e serviu de base para inúmeras outras regulações em todo o mundo. Inclusive para a Lei Geral de Proteção de Dados (LGDP) brasileira, a qual adiciona características locais.

Aprovada em agosto do último ano, a LGDP é um avanço. Entretanto, ao se tratar de Brasil e segurança da informação, deve-se ter em mente que apenas a adoção de soluções de ponta não garante a adequação à lei, bem como a proteção das ameaças.

Sendo assim, com a Lei Geral de Proteção de Dados brasileira, todas as empresas de pequeno, médio e grande porte terão que investir em cibersegurança e implementar sistemas de compliance efetivos para prevenir, detectar e remediar violações de dados pessoais, já que a lei prevê que a adoção de política de boas práticas será considerada como critério atenuante das penas, que podem chegar a 50 milhões de reais.

De acordo com o advogado Renato Opice Blum, considerado uma das sumidades em Direito Digital, Proteção de Dados e Educação Digital no Brasil, “o consentimento do uso de dados deve ocorrer de forma livre, informada e inequívoca do indivíduo, expressando sua concordância com o tratamento de suas informações pessoais para uma finalidade determinada”.

“Tudo que for mais adequado para se proteger do ponto de vista técnico e contratual será levado em conta em uma situação de vazamento de dados”, elucida Opice Blum. Isto significa que mesmo fazendo tudo que estava ao seu alcance, houve o vazamento.

Já a utilização do processo de anonimização, técnica que afasta a possibilidade de associação ao indivíduo sem possibilidade de reversão, é uma alternativa prevista na LGPD. Esta pode ser utilizada para dispensar o consentimento do titular dos dados pessoais objeto de tratamento – neste caso, o indivíduo não tem um rosto, o que torna mais fácil proteger sua identidade.

Profissionais e Autoridade Nacional de Proteção de Dados

Dentro dessa nova realidade, caberá as empresas também nomear seu Encarregado de Proteção de Dados (DPO – Data Protection Officer), que terá como principal atividade o monitoramento e disseminação das boas práticas em relação à proteção de dados pessoais perante funcionários e contratados no âmbito da empresa, assim como será a interface com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), criada em dezembro/2018.

A ANPD é constituída como órgão da administração pública federal integrante da Presidência da República. Dentre suas principais atribuições, destacam-se o estabelecimento de padrões técnicos, a avaliação de cláusulas e jurisdições estrangeiras no que tange a proteção de dados, a determinação para a elaboração de Relatórios de Impacto, a fiscalização e aplicação de sanções, atividades de difusão e educação sobre a lei, e demais atribuições que visam a correta aplicação da lei e os princípios da proteção de dados pessoais como um todo.

Por ter sido anunciada quatro meses após a LGDP, houve adiamento da data de vigência da regulamentação. De um lado é positivo, pois as empresas terão um prazo maior para traçar e implementar um programa eficaz de segurança cibernética.

*Waldo Gomes é diretor de marketing e relacionamento da NetSafe Corp

 

Fonte: ComputerWorld

A necessidade de reaprender o marketing

Ciência, dados, análises, estatísticas, algoritmos. Essas expressões nem sempre fizeram parte do vocabulário do profissional de marketing. No entanto, nos últimos anos, elas não só compõem o repertório da área como ganharam o centro das atenções.

Desempenho e entrega eficiente são alguns dos resultados buscados com essa automatização. Michelle Peluso, CMO da IBM e Keith Weed, que em dezembro do ano passado deixou o posto de CMO da Unilever, acreditam que não dá mais para fazer marketing com a mentalidade ou as ferramentas que foram eficazes até aqui. Os dois dividiram um painel no C Space, área da CES dedicada à publicidade.

“Todo mundo ganha nessa nova configuração, o consumidor que deixa de receber anúncios de coisas que ele não quer. A marca que consegue se conectar de forma relevante, a agência que passa a ter maior retorno sobre seu trabalho, ou seja, a grande questão é, neste momento, agrupar tantas ferramentas e transformações em um mesmo cenário”, disse Weed. Ele reforça que o momento atual do marketing é resultado de décadas em que a área veio se transformando e entendendo que não seria mais suficiente permanecer como estava. “Hoje o marketing é muito mais estratégico e ganhou muito espaço no centro de decisões das grandes empresas”, afirmou.

Para Peluso, da IBM, o fato de estar em uma empresa centenária mostra que o caminho da reinvenção e, em alguns casos da reconstrução, é inevitável. “Eu adoro esse assunto, apesar do desafio e o trabalho que ele traz, ele nos dá novas perspectivas, torna o marketing mais relevante, coloca mais inteligência em nosso trabalho”, disse. Hoje o profissional de marketing precisa reaprender sobre o significado dessa palavra, adicionar metodologias ágeis, ter um olhar científico e não apenas criativo.

Em entrevista ao Meio & Mensagem, em novembro de 2017, Peluso defendeu que o marketing evoluiu de uma área pensativa e funcional focada em criatividade para um driver dinâmico, tempo real, analítico e focado em experiência do cliente e dos desempenhos da empresa. “São muitas as grandes mudanças ocorridas no marketing, moldadas, sobretudo pela preocupação em nos conectarmos com os clientes, da necessidade de gerar resultados e liderar as equipes neste contexto de mudança. O digital, sem dúvida, mudou as transações”, diz Michelle.

Keith e Peluso não falaram apenas de dados e ferramentas, mas ressaltaram a influência da diversidade e das demandas da sociedade para o marketing. “Nunca houve um momento tão bom para fazer negócios, para contar com talentos das mais variadas origens e habilidades”, reforçou Peluso.

Data-driven: vantagem competitiva com o uso produtivo dos dados

Na Nova Economia, o volume de dados disponíveis para empresas cresceu de maneira vertiginosa, não apenas em quantidade mas também em complexidade. Com o aumento do volume, diversidade, profundidade e latência, temas como Analytics, Big Data, Machine Learning, Data Science etc passaram a estar presentes no dia a dia das organizações. Apesar disso, o uso produtivo é que fica abaixo da expectativa. Destaque para “uso produtivo”. Digo isso porque é comum empresas com grandes DataLakes, ferramentas de Visualização de Dados e Dashboards não utilizarem as informações para guiar seus caminhos.

Uma recente pesquisa, realizada pela Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) em conjunto com o Google, aponta que 38% das empresas ainda utilizam a intuição para orientar suas decisões. Apenas 27% se consideram uma organização Data-driven, ou seja, que definem suas ações a partir das informações – foram ouvidos 3225 empresários. Acontece que, ao contrário do que se possa pensar, isso não ocorre pela falta de informação dentro das empresas. Um dos principais motivos que a pesquisa destaca é a falta de habilidade dos profissionais de marketing em se aprofundarem nas análises de forma a entender os fenômenos que compõem KPIs (Key Performance Indicator, em português, indicador-chave de desempenho) agregados.

Nos modelos tradicionais, a análise e disseminação dos conhecimentos gerados pelos dados ficavam centralizados em times específicos, como Planejamento, Inteligência de Marketing, CRM etc. Atualmente, as ferramentas de WebAnalytics empoderam o time de Marketing, que podem consultar as informações que precisam no momento que quiserem, inclusive de forma real-time. Porém, quando isso acontece de forma desestruturada, a consequência é uma incapacidade de desenvolver uma visão única e integrada do consumidor e dos resultados da empresa.

O que te impede de começar hoje?

Um artigo recém publicado pela eMarketer divulgou uma pesquisa realizada pela Snowflake Computing em parceria com a Harvard Business review e destacou que pessoas, 44%, e processos, 29%, são os principais impedimentos para evoluir uma cultura de tomada de decisão a partir da intuição da liderança para uma mais baseada em dados. Para começar a implementar processos novos, organizamos abaixo um roteiro que tem funcionado e auxiliado diferentes empresas. Veja as três fases da implementação de um processo de análise de KPIs orientado a objetivos de negócios:

1- Conheça e alinhe os objetivos de negócio

Não comece a montar nenhuma tabela ou gráfico ainda. Organize, em primeiro lugar, os objetivos de negócio da sua área ou do âmbito que você atender. Por exemplo: Melhorar a rentabilidade, ganhar maior penetração de mercado e melhorar a satisfação do cliente. Posteriormente, desça um nível e entenda quais ações táticas serão necessárias para entregar os objetivos de negócio.

2- Mapeie as métricas e priorize

Agora que está claro os objetivos e as ações táticas que permitirão entregar os resultados, você precisará de KPIs que te ajudem a medir o progresso sem a necessidade de esperar prazos muito longos para saber se as ações deram certo ou não. Nesse processo, você deve primeiro explorar o máximo de métricas, colete sugestões e debata sobre os principais drivers relacionados às ações, não se limite as informações que você já usa nos relatórios atuais. O segundo passo dessa etapa é priorizar, todo indicador é uma métrica, mas nem toda métrica é um KPI, apenas as mais relevantes serão destacadas.

3- Avalie a maturidade dos dados e planeje a execução

Após os objetivos de negócio, as ações táticas e os KPIs, chegou o momento de avaliar a maturidade de dados atual da sua empresa. Esse momento é importante para alinhar as expectativas, ajustar caminhos e planejar a implementação das métricas de acordo com o nível de disponibilidade das informações.

Existe no mercado muitas ferramentas disponíveis que se propõem a lidar com o volume crescente de dados, sua mineração e visualizações. No entanto, muitas empresas estão mergulhando de cabeça em um volume abundante de elementos, as discussões se tornam cada vez mais complexas e técnicas, falta para os líderes de negócios conclusões que lhes dê a confiança necessária para agir.

Ao final deste roteiro, você estará pronto para iniciar uma mudança de mindset, e construir um processo que te leve para além do data-driven, mais orientado aos insights e melhor preparado na tomada de decisão, de modo ágil e preciso. Veja que em nenhum momento falamos sobre tecnologias, pois acreditamos que, independentemente da plataforma e mecanismo, as empresas precisarão de processos e pessoas que permitam extrair o máximo potencial de suas ferramentas, uma cultura verdadeiramente insight-driven.

Por Felipe Ladislau, consultor de CRM da aceleradora Organica

Fonte: Inforchannel

“Má gestão de dados e informações relevantes são risco real para empresas”, diz Rafael Morales da TBL Manager

Empresa de Business Analytics lista principais carências apresentadas pela grande maioria das empresas, especificamente demandas do mercado de sustentabilidade e apresenta solução.

Em tempo de Big Data, termo utilizado para descrever o grande volume de dados estruturados e não estruturados que são gerados a cada segundo, é cada vez mais comum e constante a busca por soluções capazes pela disrupção de processos de gestão. Nas grandes empresas, tem sido uma constante a possibilidade de mudar como as coisas sempre foram feitas, ou seja, sair do tradicional e oferecer soluções que otimizem resultados, custos e priorizem a qualidade.

Gerir dados e informações relevantes nem sempre é tarefa fácil e a má gestão das informações pode trazer diversos riscos para uma administração corporativa saudável. No que diz respeito especificamente às demandas exigidas pelo mercado de sustentabilidade, esse cuidado deve ser ainda maior, uma vez que o desempenho ambiental e social das empresas, são aspectos de valoração do negócio.

Dentre as principais carências apresentadas pela grande maioria das empresas estão: dificuldade na gestão dos dados corporativos, a falta de eficiência das planilhas que não garantem a segurança dos dados, nem mesmo padronizam as informações; dificuldade na transparência e na busca por dados de gestão, entre outros.

Rafael Morales, diretor da TBL Manager, empresa especializada em soluções para excelência na gestão de indicadores e performance de sustentabilidade, destaca a importância de mantê-los organizados e consolidados de maneira intuitiva, clara e confortável aos diferentes públicos. “As empresas precisam ser transparentes diante das informações apresentadas para seus stakeholders. É uma cadeia de informações integradas que precisam ser apresentadas de forma consistente para definir as diretrizes e estratégias da empresa.” explica.

“Especificamente os aspectos de sustentabilidade precisam ser apresentados e gerenciados de maneira coerente, segura e eficaz, porque traduzem o comprometimento da empresa com seus diferentes stakeholders. A má gestão de dados e informações relevantes são risco real para empresas”, concluiu.

A Solução

Para atender essa necessidade do mercado, a TBL Manager criou o SIS – Sistema de Indicadores da Sustentabilidade, uma solução para excelência na gestão que possibilita a criação ou edição de indicadores e formulários de desempenho de acordo com as necessidades e demandas das empresas, para que elas façam mensuração dos seus indicadores, criando assim, uma melhor gestão dos seus aspectos de sustentabilidade.

A ferramenta permite que as empresas tangibilizem seus aspectos socioambientais, subsidiem análises e resultados das estratégias traçadas em tempo real e elaborem relatórios de desempenho, otimizando recursos, reduzindo custos e oferecendo informações para tomada de decisão por parte da alta gestão.

Sempre atenta às necessidades individuais de cada cliente e à rápida capacidade de oferecer autonomia aos usuários, a TBL mantém em sua carteira importantes clientes, como: Suzano Papel & Celulose, Amil, Copagaz, CPFL Renováveis, Even, Merck, Raízen, Lojas Renner, Banco Santander, entre outros.

Fonte: Segs