As empresas brasileiras estão prontas para a próxima onda digital?

Um relatório divulgado nesta ter-feira (5) pelo Pew Research Center coloca o Brasil como o líder no uso de smartphone entre os emergentes, mas esse é um número que ainda não pode ser tão comemorado, é o que diz o especialista em marketing digital, Natanael Oliveira.

A pesquisa aponta o Brasil liderando os países em desenvolvimento. O Brasil alcança a África do Sul na adoção de smartphones, porém, lá o número de cidadãos que não têm celular ou smartphone é de apenas 6%.

A pesquisa aponta que no Brasil, 60% dos adultos no país têm um smartphone, enquanto 33% têm um aparelho móvel não inteligente. Um outro dado importante mostra que 17% não têm acesso a qualquer tipo de tecnologia móvel.

Apesar da liderança entre os países em desenvolvimento, os números dos países desenvolvidos mostram uma grande desigualdade. Enquanto uma média de 76% têm smartphones nos países ricos, o número cai para 45% nas economias em desenvolvimento.

Vale ressaltar que boa parte desse percentual está entre pessoas jovens e escolarizadas. Um outro dado que mostra a desigualdade no desenvolvimento tecnológico envolve o uso da internet.

Nos países desenvolvidos, o uso da internet chega a 90%, enquanto nos países em desenvolvimento ainda gira em torno de 60%. Seguindo os mesmos dados comparativos, o uso de redes sociais é de 67% (países desenvolvidos) e de 49% nos países em desenvolvimento.

O especialista em Marketing Digital, Natanael Oliveira, apresenta o tema “Desigualdade Tecnológica” como um fenômeno que pode atrasar o avanço dos negócios digitais nos países em desenvolvimento.

De acordo com Natanael, o “encantamento digital” é o que pode atrasar todo esse avanço nos países emergentes, entre eles, o Brasil.

“Os países ricos estão mais acostumados com a tecnologia, com a internet e com o mundo digital. Isso dá uma maturidade um pouco maior no seu uso. Natanael usa como base os dados do relatório “2018 Global Digital”, da We Are Social da Hootsuite, que aponta que o Brasileiro passa mais de 3 horas e meia por dia nas redes sociais.

O relatório aponta que o Brasil está entre os três países do mundo no qual a população passa, em média, mais de 9 horas navegando na internet. O Brasil aparece como um dos dois únicos países onde o tempo diário gasto nas redes sociais supera 3 horas e meia.

Natanael defende que esse é o ponto mais preocupante com o que ele chama de a próxima onda do digital. “O brasileiro ainda está se acostumando com esse mundo.

“Nossos pais estão se acostumando com as mídias sociais, WhatsApp, grupos, “correntes”, memes, etc.

Nos EUA, o SMS é algo absolutamente comum há muitos anos. Um outro fator que impacta esse momento são as referências para os jovens e adolescentes. Muitos querem a fama das mídias sociais, do YouTube, do Instagram, do Facebook. Se não iniciarmos um movimento da próxima geração olhando para a internet e a tecnologia com outro propósito, além do entretenimento, vamos ficar para trás.”

Natanael faz um alerta: “De um lado, temos pessoas entre 60-80 anos descobrindo as mídias sociais, e dedicando horas e horas no WhatsApp, Instagram e Facebook. Do outro lado, temos jovens entre 12, 18, alguns na casa dos 30 anos, que sonham em virar celebridades nas mídias sociais. Onde fica o olhar para a inovação e a internet como plataforma? Onde fica o olhar para a internet como ambiente para inovação?

É claro que temos pessoas com esse olhar, além do entretenimento, mas esse número é muito pequeno.”

Como as empresas brasileiras devem olhar para esse cenário? Oliveira defende que as empresas não devem apenas ficar reforçando esse “encantamento digital”. E que os empresários precisam mudar boa parte da abordagem atual.

– Você pode dar exemplos de como as empresas estão reforçando o encantamento digital?

– Claro. Basta você prestar atenção nas propagandas na TV. Muitas empresas estão mais preocupadas em mostrar que agora são digitais e modernas. Você não precisa falar que a sua empresa é “digital”. Você apenas é.

– Você pode dar mais algum exemplo?

– Observe algumas redes de supermercado. Eles fazem anúncios em portais de notícias para dizer que: “Agora você pode fazer pedidos pelo aplicativo.” Quando eles já deveriam ter campanhas de vendas 100% online, com membros Vip, clube de descontos online e uma série de outras ações que já existem nos EUA.

Natanael aponta que em alguns casos, os próprios empresários estão vivendo a fase do encantamento digital.

“A primeira onda digital foi com a chegada da internet nas casas e empresas do Brasil. Mesmo que não em sua totalidade. Mas a segunda onda que está crescendo, é a consolidação da internet no bolso dos brasileiros. As companhias telefônicas criaram planos altamente agressivos para popularizar a internet. Essa foi a segunda onda.

A próxima onda que será a mais forte de todas, irá acontecer (cedo ou tarde), quando tivermos internet “móvel” de qualidade. Hoje ainda precisamos esperar carregar, ainda lidamos com “a internet está ruim”. Mas a tendência é que com o passar do tempo, iremos para um próximo nível. E essa é a grande onda que os empresários precisam ficar muito atentos.”

Se o Brasileiro usa muito a internet (mesmo sem muita qualidade), imagine o que vai acontecer? Porém, assim como aconteceu nos países desenvolvidos, o acesso à tecnologia e a internet, tendem a gerar maturidade no uso.

Ou pelo menos, um uso mais “avançado”, que não se limite apenas as mídias sociais. E é aqui que as empresas precisam ficar muito conectadas.”

Qual a sua aposta? Pergunto para Natanael.

“Eu aposto na educação. As pessoas irão equilibrar o uso da internet. Menos entretenimento e mais educação. É por isso que o mundo do EAD é tão poderoso para as empresas. Mas antes disso, existe algo que precisamos prestar atenção.”

Qual o passo? Questiono novamente.

O IBGE fez uma pesquisa que fala o seguinte: de 69 milhões de casas, só 2,8% não têm TV no Brasil. Basta olhar para os EUA. Uma integração perfeita da TV com a Internet. Empresas que usam a TV para se tornarem conhecidas na Internet. A ideia que a internet vai matar a TV, precisa ser revista urgentemente. Precisamos aprender como usar as duas mídias se quisermos aproveitar a próxima onda.

Fonte:Exame

Como a Lei Geral de Proteção de Dados impacta na experiência do seu cliente?

Após longos debates com a sociedade civil, que levaram quase nove anos, a Lei Geral de Proteção de Dados, mais conhecida pela sigla LGPD, foi promulgada em agosto de 2018, cuja eficácia plena se dará em agosto de 2020. Baseada em sua “irmã mais velha”, a europeia GDPR – General Data Protection Regulation – vai de encontro a uma tendência já apontada pelo Gartner em 2017, na sua pesquisa anual Iconoculture Values and Lifestyle.
Esta pesquisa já apontava, na época, o que a privacidade, representada por fatores como segurança e serenidade, passava a prevalecer sobre a conveniência como preocupação ou experiência desejada por consumidores em todo o mundo. Este resultado, de certa maneira, surpreende os especialistas, já que, durante a última década, a tendência sempre foi acumular informações sobre o cliente para surpreende-lo com ofertas e serviços personalizados. Com isso, imaginaram eles, fidelizariam e encantariam seus clientes.
Na esteira deste pensamento, tecnologias emergentes vieram para facilitar e tornar viável não só a coleta e armazenamento destas informações, mas, principalmente, seu uso efetivo para atrair e reter clientes. Enquanto isso, as fontes de informação passaram daquelas disponíveis somente nas bases de dados das próprias empresas para a infinidade e abrangência das informações que transitam nas redes sociais e blogs. Big datamachine learning e, finalmente, a inteligência artificial passam a ser a ordem do dia para utilizar ao máximo toda essa informação e melhorar a experiência do cliente.
Neste fim de década, as empresas enfrentam agora um desafio: o cliente passa a exigir a privacidade no tratamento de suas informações. Não aceitam mais a troca delas por conveniência. Querem a garantia de que será cuidada e protegida. Mais do que isso, querem saber o que fazem com ela. O direito à privacidade e à segurança de suas informações é um tema quente. Não tenham dúvidas disso.
Uma frase que li outro dia na internet, “se você dá sua confiança a alguém que não a merece, estará concedendo-lhe, na verdade, o poder de destruí-lo” talvez mostre porque a questão da privacidade se tornou tão importante. Se você fornece suas informações a empresas ou instituições que não são capazes de protegê-las em troca de conveniência, benefícios de uma oferta boa, ou um produto interessante, estará correndo o risco de ter sua vida virada de ponta a cabeça. Seja em um mau uso, vazamento de dados ou outro incidente causado pelo desleixo ou falta de preocupação com o assunto. É isso que a pesquisa do Gartner parece ter concluído.
Assim, minha recomendação às empresas é que entendam a lei, não como um estorvo ou motivo para tirar dinheiro, mas como uma oportunidade de criar condições para proteger as informações de seus clientes, ganhar sua confiança e usufruir de todo o poder que ela trará em termos dos benefícios do seu uso consistente.
Ao confiar que seu potencial fornecedor protege suas informações, potenciais consumidores e clientes entregarão um poder a sua empresa para lhe vender cada vez mais. E este poder, acreditem, será um diferencial importante daqui para a frente. Entender o uso da LGPD como uma ferramenta para melhorar a experiência do seu cliente nestes aspectos pode ser uma boa ideia. Vale uma reflexão.
Fonte: Digitalks

Como dados podem ser mais do que uma estratégia de vendas

Data is not just data. it’s the storie that you tell with data.” Esta frase mostra como podemos trabalhar com essas informações no momento atual. Para as empresas, dados são muito mais do que números, são estratégias. Usando os dados, você pode contar o que sua marca tem a dizer e o que ela representa para as pessoas. Por meio da análise de dados, é possível entender melhor o seu cliente, o que ele busca, seus desejos e suas dores e, assim, oferecer que ele realmente necessita.

O conhecimento gerado pelos dados, aliás, permite realizar uma série de ações práticas que vão muito além das vendas propriamente ditas. A venda final será uma consequência da aplicabilidade se conseguir com eles, e assim vencer a batalha ZMOT, o tão importante momento zero da verdade, pois é muito importante saber o que e quando falar com o consumidor no seu momento de pesquisa e decisão.

Com essas informações em mãos, podemos pensar em como produzir conteúdo relevante para os seus clientes, e também planejar ações B2B. Também podemos utilizá-los em ações B2B, ações de endomarketing e várias outras.  O céu é o limite para quem enxerga além das vendas. O conhecimento gerado pelos dados também pode ser usado em todas as fases do modelo See (awareness), Think (consideração), Do (comprar) e Care (fidelização). Mas lembre-se: em cada um desses estágios você precisa realizar a abordagem correta, com anúncios e formas de contato apropriadas.

O modelo que utilizamos aqui na Ad3+  é a captação de 1st e 2nd party data, para, com eles, conseguir a plena compreensão do público da campanha e traçar seu perfil de comportamento. Realizamos a captação dos dados por meio de uma DSP proprietária junto com a Lotame.. Assim, entendemos o público que foi impactado ou interagiu com as campanhas e com o site do anunciante.   Com isso, determinamos os targets primários; conhecendo os targets construímos as personas, e, sabendo o que interessa e os hábitos da persona, criamos a jornada do consumidor, mostrando o que ele faz no seu dia a dia, quais os tipos de interação realiza, seu humor em cada um dos momentos.

A partir de tudo isso, traçamos as premissas estratégicas, gerando insights que vão muito além da mídia paga em si, com um conhecimento que pode ajudar a criar diversos tipos de ações multidisciplinares, como below the line (eventos com temas de afinidade), marketing de conteúdo (buscando com os dados o que melhor se encaixa em uma matriz de conteúdo), relacionamento (por exemplo, se descobrimos que o público tem bastante interesse por filmes, pode-se buscar parcerias com redes de cinema) etc.

Em qualquer manual de marketing sempre é dito que nada é mais importante do que conhecer seu cliente. Ao contrário do que ocorria no passado, em que eram necessárias pesquisas de mercado caras e demoradas, hoje as plataformas de dados permitem trazer uma enorme quantidade de informação em tempo real. Com isso, também em tempo real, criamos um modelo próprio e evoluído de funil, utilizando os dados para descobrir o comportamento, mapear o target, isolar os prospects (aqueles que de alguma forma interagiram com a campanha) e os supects (aqueles com comportamentos parecidos com os prospects). Assim, podemos enviar a mensagem correta no momento certo, aumentando a probabilidade de conseguir a desejada conversão.

Tudo isso é feito como se fosse uma contada uma grande história, e ao final dela, os dados permitirão não só potencializar as conversões, mas também melhorar os indicadores de awareness e brand, fortalecendo a imagem das marcas. Com isso, seus clientes poderão não só aumentar suas vendas, como entrar no coração e mente de seus consumidores, pois é muito mais fácil conquistar uma pessoa quando se conhece muito sobre ela.

Fonte: Digitalks

COMO EVITAR AS ARMADILHAS DA PERSONALIZAÇÃO

Na era da hiper-personalização é possível direcionar a publicidade para consumidores específicos com base em um número quase infinito de dados, desde idade e renda até a localização e interesses. Hoje, o targeting de anúncios para segmentos específicos de público com o objetivo de maximizar o sucesso de uma campanha virou lei. É uma abordagem que funciona: de acordo com uma pesquisa global da Reuters, 63% dos consumidores dizem que conteúdos pessoalmente relevantes melhoram sua percepção com relação à marca.

Mas, acertar no targeting é muito mais do que simplesmente selecionar alguns fatores para fazer a personalização. Se não tiver cuidado, publicitários acabam correndo o risco de criar uma cultura da exclusividade, restringindo o alcance e perdendo novos clientes potenciais. É muito comum ver consumidores bombardeados por anúncios repetidos de uma determinada marca ou produto porque seu comportamento de navegação os classificaram em um segmento específico de público.

Um exemplo: após procurarem por itens para recém-nascidos, mães muitas vezes passam a receber apenas anúncios digitais de fraldas, roupas para crianças e produtos infantis. Ou seja, embora continuem tendo os mesmos interesses únicos e diversificados de antes de seus filhos nascerem, elas não veem mais anúncios relacionados a essas atividades, pois foram fixadas no segmento de mães de bebês recém-nascidos.

Este targeting descuidado faz com que os consumidores se sintam incomodados e excluídos, que não recebem mais nada de novo ou inspirador e só encontram os mesmos produtos e marcas que já conhecem de suas próprias pesquisas feitas anteriormente. Do mesmo modo, outros clientes potenciais acabam perdendo experiências relevantes e bem-vindas com a marca porque não demonstraram o comportamento de navegação específico que os colocaria naquela categoria.

Sem a menor dúvida, o targeting e a personalização continuam sendo táticas valiosas no repertório dos publicitários, mas devem ser utilizados com muito cuidado para evitar o ostracismo de públicos e a limitação do alcance. Pensando nisso, conheça a seguir três modos importantes de evitar as armadilhas da personalização:

 Os dados são tudo

Um targeting e uma personalização eficientes exigem grandes quantidades de dados originados de fontes diversificadas.Em vez de confiar demais em apenas um tipo de dado, por exemplo, no histórico de navegação, as marcas devem mesclar vários fluxos de dados contextuais, comportamentais, transacionais e demográficos para compreender de verdade o usuário.

Elas também devem se assegurar de que os dados utilizados são atuais e atualizados com frequência, uma vez que os interesses e as prioridades dos consumidores mudam com rapidez. Por exemplo, um consumidor que no ano passado planejou as férias de luxo dos seus sonhos nas Ilhas Maldivas pode este ano estar mais interessado em uns dias de descanso de última hora em uma cidade da região. Sem dados em tempo real, as empresas de turismo vão acabar perdendo dinheiro, segmentando o foco nesse consumidor com mensagens irrelevantes e ultrapassadas.

 

Quebre as regras

Para processar as grandes quantidades de dados necessárias para tomar decisões de targeting, muitos publicitários já utilizam um recurso de inteligência artificial conhecido como machine learning (ML). No entanto, os algoritmos convencionais baseados em regras do machine learning contribuem para as armadilhas da personalização, pois categorizam os consumidores com base em ações ou informações determinadas. Quando focamos em pessoas reais, a tomada de decisões baseada em regras provavelmente não será muito eficiente. Por isso, em vez de se apoiar no machine learning tradicional, as marcas devem levar em consideração o reinforcement learning (RL). Este tipo de aprendizado aprofundado permite uma tomada de decisões mais adaptável, permitindo a escolha da melhor ação dentro de um contexto específico, ao utilizar recompensas positivas e negativas.

reinforcement learning permite que as marcas ofereçam mensagens que se alinhem às necessidades únicas do usuário, em vez de no segmento mais amplo do público. Além disso, elas podem aprender com a experiência, aumentando continuamente o impacto e a ressonância das mensagens para obter um retorno maior. Em vez de sobrecarregar os consumidores com anúncios para produtos pelos quais ele já exprimiram interesse, é possível prever o que pode ter valor para eles enquanto indivíduos, com base na experiência, apresento produtos ou serviços novos ou empolgantes.

 Imponha um limite

Mesmo quando os dados são diversificados e as previsões são perfeitas, os consumidores não gostam de ver o mesmo anúncio inúmeras vezes. Aquele lindo sofá em couro pode ser perfeito para a casa nova, mas depois de vê-lo 50 vezes em feeds do Facebook, em um aplicativo móvel de jogo e no topo de um site de notícias locais, os consumidores podem se irritar e, com toda a razão, decidirem não comprá-lo.

Para evitar sobrecarregar os consumidores com anúncios repetidos ou muito semelhantes, os publicitários devem implementar limites de frequência que permitam expor um anúncio uma quantidade de vezes suficiente para a conscientização e fixação do produto, mas sem chegar ao excesso. Os limites de frequência devem estar ativos em todos os canais e dispositivos, especialmente porque a previsão é de que os dispositivos móveis sejam responsáveis por mais de dois terços dos gastos com anúncios digitais no ano que vem. Os limites de frequência não só evitam que os consumidores se irritem com a publicidade, mas também permitem que, ao serem atingidos, as marcas passem seus anúncios para novos consumidores, aumentando, assim, o seu alcance.

personalização e o targeting são táticas incrivelmente positivas na publicidade digital, oferecendo mensagens relevantes e envolventes que geram resultados reais. Ao utilizarem uma ampla gama de fontes de dados em tempo real, ao empregarem algoritmos de aprendizado profundo fundamentados na experiência, em vez de em regras, e ao implementarem limites de frequência para evitar o bombardeamento de anúncios repetidos, os publicitários podem escapar das armadilhas da personalização e otimizar suas campanhas para obter o máximo retorno.

Fonte: Digitalks

TI deve crescer 10% em 2019 no Brasil. Saiba onde estarão os investimentos

O mercado de TI no Brasil deve crescer 10,5% neste ano, na comparação com 2018, segundo previsão da IDC, que prevê um forte impacto positivo sobretudo do segmento de dispositivos. Quando somado ao setor de Telecom, que deve ter retração de 0,3%, o mercado de TIC (Tecnologias da informação e comunicação) brasileiro terá avanço de 4,9%.

“O mercado de TI está otimista. Tanto fabricantes quanto consumidores estão sinalizando uma melhora e estamos projetando esses números com base nisso”, apontou Pietro Delai, gerente de pesquisas da IDC, nesta terça-feira (2/5) durante apresentação dos resultados.

Delai ressalta que os números de 2018 ainda não foram fechados, mas a previsão de crescimento no ano passado era de 2,2% – o que evidencia o cenário positivo do mercado para 2019. “O Brasil está levemente acima da média da América Latina. Em relação ao mundo, o avanço é bem parecido”, afirmou.

A tendência, segundo o estudo da consultoria, é de que as empresas brasileiras avancem para alcançar uma TI flexível, não apenas do ponto de vista de operação, mas também nos custos. “Serviços de TI estão cada vez mais presentes por conta da agilidade e falta de recursos dentro de casa”, adicionou Delai.

Alguns dos principais investimentos estarão em itens como cloud pública, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial. Confira as principais tendências:

Segurança da informação

Luciano Ramos, coordenador de pesquisas de software na IDC, lembrou que, desde 2017, com o ataque em massa WannaCry, o tema segurança da informação virou pauta presente nas organizações. “Sabemos que o WannaCry chegou ao Brasil. Isso mostra que não está só no vizinho e pode acontecer a qualquer momento”, pontuou. “O WannaCry não derrubou a TI, ele derrubou empresas. Isso trouxe grande impacto.”

Com o assunto ganhando relevância, soluções de próxima geração (NextGen) ganharão ainda mais importância, recorrendo a recursos como inteligência artificial e machine learning para combater ataques complexos.

Em 2019, essas soluções de próxima geração atingirão US$ 671 milhões no Brasil, crescimento 2,5 vezes mais rápido do que produtos considerados tradicionais. Ainda, os gastos com Managed Security Services (Serviços Gerenciados de Segurança) ultrapassarão os US$ 548 milhões, acirrando a competição entre provedores “puros” e operadoras de telecomunicações, que estão enxergando oportunidades neste mercado.

Inteligência artificial

A projeção da IDC global para inteligência artificial é de um crescimento anual (CAGR) de 46,2%, chegando a US$ 52 bilhões em 2021. Ainda segundo a consultoria, em 2022, 22% das corporações usarão tecnologias de fala para interação com clientes.

No Brasil, 15,3% das médias e grandes empresas têm AI entre as principais iniciativas e esperam que isto dobre nos próximos quatro anos.

Os principais casos de uso destacados pelos especialistas são agentes automáticos de atendimento, análise e investigação de fraudes, automação de TI, bem como diagnóstico e tratamentos de doenças.

Big data e Analytics

O momento do mercado de big data e Analytics ainda é de crescimento, podendo chegar a US$ 4,2 bilhões em 2019. Mas Ramos pondera que o avanço não tem sido no ritmo que a consultoria vinha estimando nos últimos anos. “Acreditávamos que as empresas teriam potencial para mais”, disse.

Ele comenta que existe uma clara dificuldade de entendimento das tecnologias de gestão de dados. Inclusive, um estudo com 122 empresas de médio e grande portes mostrou que 3/4 dos entrevistados não conheciam in-memory computing ou não têm interesse no tema. “In-memory computing é fator importante para Analytics avançado”, ressaltou.

Ainda, apenas 13,8% das empresas têm como prioridade de negócios expandir sua capacidade de triar proveito de dados para criar ou potencializar novas fontes de receitas. “Nossa expectativa para esse ano, diferentemente de anos anteriores, não é de crescimento de dois dígitos. Mas ainda assim é acima da média do mercado de software e serviços”, explicou Ramos.

Cloud pública

Delai explica que cloud pública é um mercado que demorou para engrenar no Brasil. Prova disso é que somos o sexto maior mercado de TIC no mundo, mas apenas o 14º em uso de cloud pública. “Isso mostra claramente como começamos mais tarde. Mas isso faz com que tenhamos um ritmo insano”, disse.

Esse ritmo insano, como define o especialista, levará o mercado de cloud pública a um crescimento acelerado de 35,5% no Brasil, chegando a US$ 2,3 bilhões. Ainda, a previsão é chegar a US$ 5,8 bilhões até 2022.

“O mercado já enxerga multicloud como caminho, embora os entendimentos de todos os ‘sabores’ de cloud ainda não esteja na ponta da língua dos gestores”, comentou Delai.

Internet das coisas

Mesmo sem direcionamentos em relação ao Plano Nacional de IoT, que ainda não foi aprovado pela Presidência da República, o mercado de internet das coisas (IoT) seguirá avançando de forma exponencial no país.

Delai comenta que, de fato, empresas brasileiras estão fazendo mais do que falando de IoT. “É algo que já está acontecendo e evoluindo. São diversos projetos já realizados”, comentou.

Globalmente, IoT deve reunir US$ 745 bilhões em investimentos em 2019 e, até 2022, chegará a marca de US$ 1 trilhão, alavancando principalmente os setores de Manufatura e Consumo.

No Brasil, 44,7% dos gestores reconhecem ao menos um projeto de IoT implementado, o que mostra que IoT é aqui e agora.

Arquiteturas modernas e DevOps

O estudo aponta que os benefícios da nuvem para o desenvolvimento de soluções de software já são evidentes para as empresas. Contudo, ainda predominam os projetos em arquiteturas tradicionais – mesmo que boa parte desses já rodam em IaaS (Infraestrutura como serviço).

 A expectativa é de aceleração de arquiteturas Cloud-Related com maior uso de containers e serverless computing, puxados principalmente pelos provedores de soluções sob medida.

Atualmente, apenas um em cada três soluções (seja um novo desenvolvimento ou uma sustentação) já é pronta para nuvem. É esperado que este patamar avance 40% até o fim deste ano.

O mercado de PaaS (Plataforma como serviço) deve atingir US$ 425 milhões em 2019 no Brasil, crescimento de 35,7% em relação ao último ano.

Dispositivos

O mercado de dispositivos será o grande destaque dos investimentos de TI para este. Segundo a IDC, ele representará 38% de todo investimento em 2019, ou seja, cerca de US$ 24,5 bilhões.

O crescimento não será em unidades, mas sim em valor – sendo alta de 18% nos preços de smartphones e 7% em PCs e tablets. As vendas B2B representam 10% deste mercado.

SD-WAN

Para André Loureiro, gerente de pesquisas da IDC, 2019 será o ano da consolidação da SD-WAN no mercado brasileiro – que ainda apresenta baixa maturidade em termos de adoção.

Fonte: ComputerWorld

O marketing digital está se adaptando às novas mídias

Se pararmos para fazer um overview do mercado de marketing digital percebemos que ele está em constante evolução. No último ano, por exemplo, sentimos que muitas empresas estavam em busca de uma ferramenta que pudesse salvar ou alavancar seu negócio e houve também uma discussão sobre o uso de chatbots e mobile marketing para criar um relacionamento mais próximo com cliente, mas acredito que essa prática será melhor utilizada e implementada pelas empresas esse ano.

Para 2019, uma das tendências está na automatização dos processos. Quanto mais as marcas conseguirem conectar todos seus canais para visualizar o fluxo de vendas e saber quais são os locais que trazem o retorno de maior qualidade, melhor. Porém, para conseguir que isso seja feito da melhor forma possível, as ferramentas precisam estar cada vez mais integradas. Aqui na leadlovers, por exemplo, nós temos diversas integrações que permitem com que os clientes possam mensurar todos seus resultados de maneira mais assertiva.

Investir em ferramentas específicas para ler seus anúncios e suas comunicações é essencial para trazer informações de leads captados e conseguir fazer uma análise mais rápida. É exatamente nesse ponto que as pessoas normalmente se perdem, pois demoram muito para fazer as análises dos dados ou muitas vezes fazem de forma errada, o que acarreta em investimento onde não tem necessidade.

A realidade é que hoje, toda comunicação é pensada para o mobile. Por isso, as marcas precisam estar preparadas para rodar suas campanhas em todos os canais possíveis, principalmente nos smartphones. Um ponto que considero extremamente importante, independente do local que você esteja fazendo uma campanha, teste primeiro e valide se aquilo que você está pensando realmente dará certo.

Segundo o estudo realizado pela Smart lnsights, 80% dos usuários da internet são conectados por meio dos smartphones.  Diante desse cenário, outra tendência que está muito forte no mercado é o mobile marketing, uma estratégia de marketing digital que capta o público-alvo em seus dispositivos móveis, desde e-mails, redes sociais e aplicativos. O investimento é praticamente certeiro e o principal objetivo é a divulgação de produtos e serviços.

O que percebo é que as marcas estão mais antenadas e melhorando suas percepções, mas que ainda não entenderam que é preciso se colocar no lugar do usuário para avaliar se aquilo que eles estão pensando em oferecer faz sentido. Quem conseguir ser mais autêntico quanto ao seu propósito e objetivo terá mais facilidade para conquistar o consumidor.

De acordo com a Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, realizada pela PwC, os investimentos em marketing digital no Brasil devem crescer 12% ao ano até 2021. Esses dados mostram o potencial de mercado que temos e acredito que quem souber se antecipar e se adaptar às tendências e as mudanças, conseguirá entregar algo mais completo para seu cliente.

Fonte: Digitalks

Dores da transformação digital: 5 principais entraves para implementar mudanças nas empresas

transformação digital já é uma realidade e as empresas que ainda não estão de olho nesse movimento precisam correr atrás do tempo perdido, para não ficarem ultrapassadas. E não se trata apenas de levar tecnologia ou inovação para dentro da companhia, e sim, mudar a estrutura da organização para aumentar o desempenho e buscar resultados melhores.

Segundo George Arraes, Gerente Sênior de Customer Experience da CI&T, a mudança de ‘mindset’ é um dos principais entraves, já que é necessário mudar a cultura da empresa, alterar a estrutura de comando e controle e fazer com que os profissionais trabalhem integrados em busca do mesmo objetivo. “A atuação da CI&T é de cunho cultural e não tecnológico, como todo mundo pensa. Tem que modificar a estrutura, quebrar silos, mudar a maneira como a comunicação acontece. Toda essa mudança traz questões, porque sai da zona de conforto”, afirma.

A transformação digital propõe uma mudança gradual, segura e estruturada da empresa em uma jornada que tem como objetivo o aperfeiçoamento constante de processos, durante um longo período. Neste contexto, outro entrave é conseguir pensar em melhorias e soluções que realmente vão fazer diferença e entregar valor ao consumidor final. O cliente deve ser colocado no centro do negócio e o trabalho é voltado para atender às necessidades que o consumidor possui em sua experiência, de ponta a ponta.

Para marcas e empresas que querem obter um crescimento exponencial de negócios no século XXI, é preciso utilizar o pensamento lean (ou enxuto, processo focado no cliente que simplifica tarefas e elimina desperdícios, reduzindo o tempo de entrega e aumentando a efetividade da empresa), aliado a design atitude para entregar resultados consistentes. E vale lembrar que, assim como qualquer metodologia “Mesmos nos casos de sucesso haverá momentos de dor, principalmente quando silos são quebrados e estruturas e estratégias são questionadas”, ressalta Cesar Gon, CEO e fundador da CI&T.

Veja abaixo os 5 principais entraves para implementar a transformação digital em grandes companhias:

1) Percepção da urgência

Muitas empresas não percebem que precisam se reinventar ou mudar o negócio para acompanhar as ofertas disponíveis no mercado e as necessidades do cliente, que mudam de tempos em tempos. Algumas deixaram até de existir porque não tiveram a percepção que precisam se transformar. A Blockbuster, por exemplo, foi extinta porque não enxergou a grande oportunidade que o mercado de streaming permitia. A empresa viu a Netflix nascer e ocupar os espaços que seu serviço não atendia.

A percepção de urgência dessa mudança é uma questão de saúde para o negócio. Existem muitas instituições conservadoras e que ainda não são pressionadas, mas em um setor de alta competitividade, elas precisam estar dispostas a passar pelo desconforto para não serem engolidas pelo mercado”, disse Arraes.

2) Aprendizado rápido

A maioria das empresas está acostumada a ter um processo longo para implementar novos projetos. E assim, o desenvolvimento das soluções demora e os consumidores não recebem o que precisam. “É preciso estar pronto para ter uma estrutura que faça testes de hipóteses, construa experimentos rápidos e aprenda com eles. O sucesso no mundo atual é baseado em resiliência, aprendizado e evolução”, afirmou o Gerente Sênior.

O aprendizado é muito relevante dentro do processo de transformação digital. Testar hipóteses e implementar MVPs (Produto Mínimo Viável) para ter feedbacks rápidos do cliente ou consumidor ajudam a agilizar esse processo.

A velocidade é super importante. A velocidade pela velocidade produz lixo na velocidade da luz, mas a velocidade associada ao aprendizado, com análise de dados e números, mostra o que o experimento permitiu”, completou.

 

3) Deixar a estrutura de comando e controle

A estrutura de comando e controle é o padrão da maioria das empresas. Nela, o chefe é a figura principal e quem tem mais experiência diz o que fazer, enquanto os demais apenas executam, sem conversa ou discussão sobre o assunto. No entanto, essa conduta atrapalha o desenvolvimento rápido de ideias e projetos.

Hoje, não existe garantia de que a sua ideia seja a melhor ideia. Ela está sujeita a questionamentos e a falhas. O líder tem que se transformar do comando e controle para um líder que é inspirador”, ressalta Cesar Gon. “Por isso, o papel da liderança é fundamental para quebrar esse paradigma de comando e controle e, assim, promover o engajamento dos colaboradores no novo modelo de trabalho“, apontou.

Com a transformação digital essa prática deve mudar. Todos devem trabalhar em prol do mesmo objetivo e as ideias e projetos devem ser discutidos. Todos são convidados para colaborar e trocar informações. Além disso, os departamentos devem repensar as métricas segmentadas para alcançar esse objetivo principal.

 

4) Criar a cultura da experimentação

Na cultura de mercado atual, a experimentação é praticamente inexistente. Existem poucas empresas que apostam em hipóteses e ideias para testar os seus projetos. O mais tradicional é seguir com um planejamento anual e complexo, que muitas vezes não traz os resultados esperados.

Na transformação digital, a experimentação é um dos pontos principais. Os MVPs permitem que hipóteses sejam testadas em prazos mais curtos e as mudanças podem ser implementadas enquanto o produto recebe melhorias e atualizações.

A experimentação permite mudanças e renovações mais rápidas e assim que um problema é identificado, a equipe já pode tentar solucioná-lo já que não é preciso esperar outras etapas acontecerem para atuar.

Quando a empresa tem como foco resolver o problema, todos estão no mesmo barco e atuam em busca do mesmo resultado. “Esse choque de abandonar o passado é muito desconfortável porque é muito intenso, vai amadurecendo ao longo do tempo” disse Arraes.

 

5) Expor erros

Na cultura corporativa tradicional, os erros são abomináveis e nunca devem aparecer ou fazer parte do dia a dia do trabalho. Muitas empresas encontram dificuldades para atuar com a possibilidade de errar.

Com a transformação digital, essa rotina muda: os erros devem ser expostos, discutidos e analisados. Os problemas sempre vão existir, mas quem não os conhece não consegue se preparar para imprevistos ou situações incômodas.

É preciso expor esse erro, buscar resolver o problema e não tentar achar o culpado. Na hora que o erro é repreendido, o aprendizado acabou porque as pessoas passam a se proteger e não falam mais”, fala Arraes. É importante aprender rápido com esse erro, ao invés de simplesmente ver o erro e não se posicionar.

 Fonte: Digitalks

Monitorar e conhecer a concorrência para estar à frente dela

Calcule quanto tempo você dedica para monitorar as estratégias da concorrência e perceba que está falhando nesse quesito. Para ter sucesso, é preciso conhecer a fundo os competidores do mercado.

Quando se fala em concorrência, logo vem em mente palavras como rivalidade ou disputa. E, muitas vezes, elas soam como sendo um problema, como se fosse preciso vencer um oponente a qualquer custo. Porém, gostaria de desmistificar essa ideia mostrando porque as empresas que andam lado a lado podem servir como uma alavanca para o seu crescimento.

A concorrência no novo mercado

Vivemos em um mercado em que predomina a lei da demanda e da oferta – um modelo muito comum de determinação de preço, que busca estabilizar a procura e a oferta de um produto ou serviço. Dentro desse universo, podem surgir diversas empresas concorrentes, vendendo produtos similares ou até mesmo iguais, mexendo com o equilíbrio do mercado.

Por isso, dizemos que a concorrência é quem determina a forma como o mercado e as relações comerciais vão se comportar. Se a dois dias atrás você dominava certo nicho de mercado, amanhã pode nascer uma empresa com ofertas muito parecidas e dividir aqueles consumidores que antes estavam somente interessados no seu negócio.

Nesse contexto, é preciso lembrar também que o mercado mudou e não existem mais somente os grandes monopólios. As estruturas de mercado imutáveis agora moram no passado, pois hoje em dia vemos empresas com a mesma oferta coexistindo no cenário econômico mundial.

Um ponto muito interessante – e que faz você perceber como o mercado mudou – é quando competidores indiretos se tornam tão fortes quanto aqueles que oferecem a mesma solução que você. E o começo dessa história pode ser explicado pelas mais recentes entrantes do mercado: as startups.

As inúmeras empresas nascidas no universo digital fizeram com que a tecnologia assumisse o posto de “mãe da competição” e, hoje, qualquer produto digital acaba competindo com outro produto digital, mesmo que esses sejam de naturezas diferentes. É a famosa “uberização”, que ocorreu quando o Uber, a plataforma de transporte urbano mais conhecida do mundo, provocou mudanças em diversas indústrias do mercado ao introduzir fortemente conceitos como a agilidade e a velocidade nas entregas.

Muitas organizações, com base no que os próprios consumidores estão demandando, tem mudado as suas ofertas e voltado seu olhar para o mundo digital. Nele, estão introduzidos temas como aqueles trazidos pelo Uber, como as entregas mais rápidas e a praticidade, por exemplo. E, por isso, as empresas estão transformando seus modelos de operar, processar e atuar. Fator que não está relacionado apenas a estar à frente da concorrência, mas de vencer a si mesmo.

Quem são os seus concorrentes?

Como falei anteriormente, novas empresas surgem a todo o momento e, com elas, novos modelos de negócio para uma mesma solução. A oferta do Uber é um exemplo clássico, mas é possível escolher outros para destacar.

O avanço dos smartphones é um deles. Hoje, esses pequenos aparelhos móveis, além de eliminar fronteiras e diminuir distâncias, funcionam como um assistente pessoal, auxiliando na organização das tarefas do dia a dia e oferecendo funções que simplificam a rotina das pessoas. Assim como a história da Blockbuster, que se manteve fiel ao formato de locadora de vídeos e, com isso, perdeu espaço para a Netflix, a maior provedora global de filmes e séries em formato streaming da atualidade.

Neste cenário, sobreviveu a empresa que identificou mais rápido o que os clientes realmente desejavam e conseguiu se adaptar às novas necessidades e não aquela que estava a mais tempo no mercado. E, por isso, reforço que é fundamental saber quem são seus reais clientes e o que é possível fazer para melhorar as suas ofertas ao ponto de conquistá-los mais do que a loja ao lado.

Para isso, o primeiro passo é identificar as particularidade do seu negócio. Qual o seu diferencial? Depois, acompanhar a trajetória e as escolhas feitas pelos seus concorrentes (todos eles, diretos e indiretos). Somente assim será possível fazer com que a sua marca se destaque e ganhe a visibilidade que merece ter.

 

Case de sucesso

Uma história muito interessante que ilustra bem isso é a do McDonald’s. A maior rede de fast food mundo, enfrenta sistematicamente entrantes no mercado, que provocaram algumas mudanças nesse reinado, forçando a rede a mudar o rumo das suas estratégias. Para isso, o CFO da empresa, Kevin Ozan conta que, mesmo vendendo produtos físicos, o maior investimento da marca nos últimos foi em tecnologia. “A maior área de aumento em nossos gastos foi em tecnologia, o que está ajudando a impulsionar nosso crescimento”, disse Ozan.

O Mcdonald’s em 2015 estava vivendo o auge de sua crise e Ozan assumiu o cargo de liderança para ajudar na transformação que a empresa precisa viver. E, nesse processo, o novo CFO do Mcdonald’s descobriu que o verdadeiro caminho para o sucesso era melhorar a experiência do cliente. “Você precisa de ofertas digitais. Mas, em última análise, os vencedores serão as empresas que melhor podem integrar o físico e o digital e tornar a experiência geral do cliente o mais prazerosa possível”, afirmou.

Ou seja, além de estar alinhado com o que de novo surgiu no mercado, a empresa se mostrou preparada para vencer seus próprios desafios, reconhecendo a necessidade da mudança, de olhar para as ofertas de forma diferente e rever as estratégias traçadas para satisfazer o consumidor.

Como ser original em um mar de novas ofertas?

As empresas, normalmente, só inovam quando se sentem ameaçadas pela concorrência. Elas estão tão preocupadas com o que devem fazer que esquecem que os melhores insights, muitas vezes, surgem quando se está olhando de uma maneira diferente para um mesmo lugar. Às vezes, basta mudar de ângulo para enxergar melhores saídas para um problema ou até mesmo uma solução de negócio. Porém, esse é um exercício que precisa ser feito constantemente.

Analisar todos os dias a estrutura do mercado atuante faz com que as suas ações se tornem originais, desde o começo, com a tomada de decisão, até a execução das ideias. Permitindo que você tome as decisões certas e não deixe que o concorrente seja mais esperto na sua estratégia de atração, retenção e conversão de clientes.

E, por isso, é preciso parar e questionar: o que a minha empresa está fazendo para estar à frente da concorrência? Será que estou no caminho certo? A minha sugestão para iniciar uma jornada de sucesso no novo mercado é passar a enxergar seus opositores como uma oportunidade de crescimento. Entretanto, para isso, é preciso mudar seu mindset em relação a concorrência.

Procure aproximar-se daqueles que estão em torno do seu radar, conhecendo suas ofertas, analisando seus comportamentos e procurando entender suas estratégias de comunicação com o público-alvo – elas são essenciais para o bom andamento das empresas no mercado. Além disso, lembre-se que monitorar a concorrência é uma tarefa que não pode ser feita de forma pontual, trata-se de um processo que deve ser realizado periodicamente, afinal, as mudanças – como já foi falado – são constantes.

Com avaliações diárias da concorrência são feitas leituras muito mais claras do cenário em que a você e seus concorrentes diretos e indiretos estão inseridos. É possível identificar os desafios vigentes do mercado, assim como oportunidades de negócio e lacunas a serem preenchidas, competindo à altura dos desejos dos seus consumidores.

Fica o convite para os amigos que quiserem conhecer a Zeeng tomar decisões estratégias de comunicação e marketing em uma plataforma totalmente orientada por dados.

 

9 tendências de marketing digital para 2019

Os rápidos avanços tecnológicos muitas vezes fazem com que as estratégias mudem muito rápido. Por isso, estar atento às tendências é uma boa ideia para sair na frente do mercado.

Para o mercado de marketing digital, o cenário não é diferente. Confira nove tendências apontadas por especialistas desta área para munir e preparar as companhias para as transformações que o marketing tem passado.

Inteligência competitiva

Analisar dados é ponto vital para desenhar estratégias e ações de crescimento para as empresas. A inteligência competitiva te coloca a frente dos concorrentes. “Utilizar dados de concorrência é fundamental para analisar os pontos que sua empresa precisa melhorar e até criar novas oportunidades de mídia. Além de basear suas campanhas em fatos reais e não em “achismos” comenta Eduardo Prange, CEO da Zeeng.

Automação de marketing

A tecnologia na área de marketing está sendo cada vez mais usada com o objetivo de otimizar processos, melhorar os resultados e o engajamento dos consumidores com as marcas, permitindo criar estratégicas cada vez mais eficazes para o público-alvo. “Mas, para isso é importante oferecer experiências diferenciadas aos consumidores, criar um bom relacionamento entre eles e permitir que ele se torne fiel aquela marca. E, com certeza a automação de marketing sempre será um grande aliado nesse momento”, afirma Israel Nacaxe, co-fundador da Propz.

Para Roberto Rocha CMO da leadlovers, automatizar é lindo! Até o nome fica bonito quando escrevemos. Pode parecer coisa de outro mundo mas já estamos inseridos nessa realidade tem tanto tempo que nem percebemos quando estamos sendo influenciados por algum processo que é automatizado. ”Por exemplo, hoje quase todo o processo de compras é automático e somos levados até a compra acreditando que todas as escolhas foram realizadas por nós mesmos”. O melhor da automação, no marketing, é dar escala a processos que antes seriam custosamente desenvolvidos por diversas pessoas. Quando falamos escala é ter a capacidade de vender 10 e 100 com praticamente os mesmos recursos.

Influenciadores digitais

Sabemos que as parcerias com influenciadores cresceram em 2018 e, por meio da atuação junto aos micro influenciadores, diversas marcas adotaram essa estratégia, principalmente as que atuam em mercados de nicho. Segundo a agência norte-americana da MediaKix o mercado de influenciadores no Instagram movimentou mais de U$ 1 bilhão em 2018 e estimativa de aumento significativo em 2019

Segundo Sérgio Hneda,Planning Specialist for New Business da GhFly, agência referência em marketing e performance, um ponto a ser observado durante o desenho de uma estratégia com influenciadores é selecionar aqueles que mais se encaixam ao negócio a ser anunciado. “Aqui não deve-se levar em consideração somente o alcance do influenciador, mas também sua relevância no mercado que a empresa a ser anunciada está inserida e se ele tem fit com o produto”, explica Sérgio.

Humanização de marcas

Os consumidores estão interagindo cada vez mais com as marcas nas redes sociais e nas suas páginas, opinando sobre os seus produtos e compartilhando as suas experiências de compras. “Os clientes não compram mais às escuras, eles pesquisam e procuram indicações de pessoas que já tenham consumido na loja. Por isso que as marcas precisam criar ações de engajamento e se preocupar com o que está sendo falado sobre ele”, afirma Tatiana Pezoa, CEO da Trustvox.

Consultoria é fundamental

Ainda segundo Sérgio Hneda, da GhFly, o uso de machine learning e automação de lances em canais pagos, como o Google Ads tem diminuído cada vez mais a necessidade frequente de atuações manuais. “Esse cenário faz com que os anunciantes e agências possam focar em análises macro e na construção de estratégias de negócio e desenvolvimento de comunicações eficazes. Hoje o papel de uma agência deve ser mais consultivo, indo além da geração de leads via canais pagos, por exemplo.”, explica.

Sérgio explica que, normalmente o maior problema das marcas está depois da aquisição dos leads. As dúvidas mais comuns são: ‘o que faço agora, ligo para eles, incluo em um fluxo de e-mails, quanto tempo esperar para ligar?’. “É nesse momento que a agência entra com um papel consultor, entendendo qual caminho adotar, estabelecendo fluxos de comunicação e de qualificação. Isso faz com que a agência se torne de fato um parceiro de negócios da marca e parte importante do resultado conquistado”, completa Sérgio.

Marketing digital nichado

Recentemente, a Cazamba lançou uma plataforma voltada para divulgar produtos, empresas e serviços para o setor de agronegócio. A ideia de criar uma ferramenta voltada para o universo agro surgiu a partir de uma necessidade do mercado “Ouvimos de um cliente que queria muito entrar na mídia digital, mas não queria desperdiçar verba nos grandes portais. Ele precisava descobrir qual era o público do agronegócio que estava perdido na imensidão da internet, e precisava criar estratégias que pudessem engajar sua marca de forma assertiva nesse segmento”, comenta Victor Canô, CEO da Cazamba. A ideia da empresa trouxe grandes resultados e confirmou que aposta na segmentação pode ser uma grande aposta para o marketing digital para os próximos anos. Além do agro, a Cazamba já visa expandir sua atuação também para a área de saúde e educação.

Marketing Interativo é uma tendência em franca expansão

Essa ação de marketing visa a interagir com as pessoas e podemos estabelecer uma conexão infalível entre as ações de marketing e o relacionamento com o cliente, que também é beneficiado pela adequação às suas preferências. A Cazamba, oferece para o mercado formato de anúncios interativos que impulsionam esse tipo de conexão empresa e cliente que atraiu e trouxe resultados relevantes. “O nosso objetivo é veicular uma mídia diferente de forma customizada e de alto impacto no digital, para possibilitar mais interação das marcas com seus públicos. Várias montadoras exatamente por causa da flexibilidade nos formatos das campanhas. A gente coloca o carro para girar, o usuário consegue trocar de acessório, trocar de cor, de roda. Mostramos tudo o que tem no painel do veículo, que também acende, por exemplo”, destaca.

Profound marketing

Essa é uma tendência que reúne o que há de melhor no Marketing, Vendas, Negócios e Tecnologia, para identificar oportunidades e gaps dentro de uma empresa e desenvolver estratégias que ajudem a alcançar objetivos específicos. É o que oferece a DIWE, primeira agência de profound marketing do país. Segundo o CMO da empresa, Eduardo Fonseca, a grande proposta de valor do Profound Marketing é fazer uma imersão completa no cliente, partindo da área de Marketing e Vendas para entender quais são as principais barreiras que impedem seu crescimento e quais estratégias podem ser desenvolvidas para resolvê-las e que, ao final, impactam todas as áreas do negócio. “Nós saímos da esfera de comunicação, apenas, e partimos para uma disciplina essencial a uma empresa: sua performance e escala enquanto negócio”, afirma Fonseca.

Comunicação em vídeo

Com a diversidade de plataformas e novas formas de receber informações, os vídeos precisam ser extremamente atraente e informativo. Cada vez mais o brand content ganha espaço nas mídias digitais e sendo um conteúdo atraente e informativo acaba sendo impulsionado pelos próprios consumidores. “Um conteúdo de marca bem idealizado e produzido ganha distribuição gratuita em diversas novas mídias por meio do interesse do consumidor por aquele tema” comenta Celso Vergeiro, CEO da Adstream, maior plataforma de distribuição de materiais publicitários via streaming.

Fonte: ItForum365

 

Pela gestão efetiva da tecnologia na publicidade

A publicidade voltada para dados passa por um período de desconfiança, como mostraram as falas dos executivos da Unilever e da P&G durante o CES 2019, evento que aconteceu na semana passada em Las Vegas. Por outro lado, esse mercado está sofrendo mudanças estruturais, sobretudo em um momento em que a Europa implementa sua legislação e o Brasil aprova uma regulação parecida. Durante 2018, em um mesmo ano, discutimos o hiperconhecimento do usuário, a tecnologia na comunicação e a ponta da equação – se na parte da automatização total ou da comunicação sem dados – na qual estaria a campanha ideal.

Segundo o relatório Dimension 2018, o número de brasileiros confiantes de que as marcas se comunicavam bem passou de 86% em 2017 para 80% em 2018 – embora seja uma porcentagem alta, esta queda mostra uma mudança na percepção do consumidor sobre a comunicação das marcas.

Também a relação entre usuário e publicidade online foi algo a se perceber:  54% dos consumidores globais bloqueiam, sempre ou esporadicamente, os anúncios online, sob o argumento de que não gostam da publicidade ou de que ela está piorando; apesar de nem sempre se engajarem com as campanhas, no entanto, eles também entendem que seus dados pessoais têm valor como matéria-prima para elas, motivo pelo qual considerariam a venda deles para marcas de sua preferência por 150 dólares ou mais.

Além das reações manifestadas pelo consumidor final, as questões regulatórias também implicaram em uma revisão de processos: uma pesquisa liderada pela Duke University, a Associação Nacional dos Anunciantes e a Deloitte mostra que mais de 10% dos profissionais de marketing americanos pretende reduzir o uso de dados 3rd party. Essa reação vem dos browsers utilizados pelos internautas, que têm políticas distintas – e cada vez mais restrititvas – sobre cookies, mas principalmente de escândalos sobre a utilização das informações desses cookies, como o famoso Cambridge Analytica, que chocou tanto o mercado no início do ano passado. A alternativa ao uso desse tipo de dados veio do Publisher que, ao obter dados legítimos e consentidos, se tornou um parceiro atrativo para campanhas feitas com dados confiáveis e dentro das leis.

 Como os dados podem agregar, em vez de substituir?

 Neste contexto, o que se vê é que não existe um abandono do uso da tecnologia para a comunicação, mas o desafio de usá-la de maneira mais estratégica do que tática, entendendo e medindo os reais ganhos que a publicidade traz e pode trazer. Para tanto, é necessário que pensemos nas inovações tecnológicas para a propaganda não só como ferramentas a serviço da criação, mas também como geradoras de negócio.

Em um viés criativo, o uso de dados pode contribuir, por exemplo, com a adoção de uma visão user-centric pela otimização de criativos dinâmicos (DCO).  Dessa maneira, a mensagem, traduzida em peças impactantes e criativas, é veiculada de maneira customizada com base nos  dados, que vão variar de acordo com as preferências, características ou lugar do consumidor dentro do funil de conversão.

Mas o verdadeiro valor do mercado adtech, sobretudo dos players do lado da compra da mídia programática, está (e tende a continuar) cada vez mais na mensuração e  na análise das campanhas. É com o acompanhamento das audiências que se identificam as melhores condições para a veiculação de uma campanha (como a frequência ideal, a recência, os domínios preferenciais e os perigosos para a marca) e se revela o padrão de compra de mídia mais adequado para gerar um incremento real no valor da publicidade (melhores preços de bid, formatos mais impactantes para cada desafio de comunicação, tipos de mensagem que geram maior engajamento).

O mercado dos dados se reinventa e renasce como inteligência. As restrições que sentimos nos mercados estrangeiros e que replicamos aqui são, antes de um fator limitante de negócios, o reflexo de um mercado que, por sua evolução, precisa encontrar soluções cada vez mais eficientes para manter seus resultados e sua expansão. Mudamos de era: partimos da automação desmedida para o gerenciamento estratégico – e criativo – da tecnologia, em que o valor não é só medido pelas muitas métricas pelas quais se pode pautar uma campanha, mas pelos insights que ela é capaz de trazer para os profissionais de marketing e publicitários.

Fonte: Proxxima