Ascensão do big data impacta o jornalismo (e a democracia)

Lidar com grandes volumes de informação sempre foi um desafio para jornalistas. Apuração, filtro e análise de dados integram o cotidiano desses profissionais. Por isso, quando ferramentas e métodos apoiados em tecnologias digitais potencializam o uso de dados na ciência, no marketing, na gestão de negócios e em políticas públicas, o jornalismo não poderia ficar de fora.

Há até um ramo específico da profissão que vem se ocupando de big data. É o “jornalismo de dados” ou ainda a “reportagem com auxílio do computador”. São rótulos para explicar práticas novas, mas que significam, na verdade, uma reafirmação do papel e da utilidade do jornalismo numa sociedade democrática.
No Brasil, o jornalismo apoiado em grandes quantidades de dados ganhou impulso em 2011, com a Lei de Acesso à Informação. A partir dela, órgãos e gestores públicos estão obrigados a divulgar todo e qualquer dado, exceto aqueles considerados sigilosos. Transparência passou a ser regra, e não exceção.
Com isso, gradativamente os portais públicos vêm ofertando enormes volumes de informações sobre contratos, licitações, remuneração de servidores, gastos com diárias, combustível etc. Qualquer cidadão tem acesso a tudo isso, mas poucos dispõem de tempo e expertise necessários para compreender as entrelinhas das infindáveis planilhas. Aí que entram os jornalistas, profissionais responsáveis por, entre outras coisas, fiscalizar o comportamento de gestores e o bom uso do dinheiro dos contribuintes.
Porém, como tudo ainda é recente, são poucos os profissionais que dominam as técnicas para se lidar com dados. A maior parte do vocabulário e das ferramentas adotados por especialistas e entusiastas de big data seguem inacessíveis a repórteres e editores de jornais, rádios, TVs e portais. No Brasil, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)  e o Knight Center for Journalism in the Americas vêm desempenhando papel importante na formação de jornalistas de dados. Mas ainda vai levar um bom tempo até que a cultura do big data contamine as redações.
Um passo importante para acelerar esse processo é aproximar jornalistas e profissionais de big data. Compartilhar conhecimento técnico em iniciativas como reportagens ou projetos específicos de fiscalização. Espero que este espaço cedido pela Zeeng para discutir jornalismo ajude a estabelecer essa conexão.
Nós jornalistas precisamos de ajuda. Se você tem tempo e conhecimento técnico, engaje-se. A democracia agradece.
Post escrito por Evandro de Assis, Jornalista e Pesquisador.

 

Competências essenciais para o cientista de dados e o engenheiro de big data

Dois profissionais estão sendo valorizados nos últimos anos: o cientista de dados e o engenheiro de big data. São duas carreiras que são ligadas à big data e vistas como promissoras. No post anterior foi escrito alguns caminhos e cursos que podem ajudar nessas profissões. Mas será que apenas os cursos bastam?

Vamos falar um pouco de outras competências que são imprescindíveis:

1 – Seja curioso sobre o assunto

Trabalhar com dados exige curiosidade. Não apenas pela parte técnica mas principalmente pelos dados. Não é apenas trabalhar com os dados, mas também entender os dados. Tente extrair o máximo da análise desses dados para que possamos ter mais valor no negócio. Entenda o significado deles, seja curioso.

2 – Entenda o negócio

Para extrair ao máximo dessas informações valiosas que temos, é necessário entender bem o negócio. Por exemplo: se você quer trabalhar com o big data de um banco é necessário entender sobre o mercado financeiro. Assim, você poderá ajudar em uma melhor tomada de decisão.

3 – Converse com todos

Não se prenda apenas ao seu conhecimento. Você nunca será especialista em tudo. Converse com todas as áreas, com o máximo de pessoas possíveis. Troque informações, seja internamente ou seja com clientes/fornecedores etc. Com isso você conseguirá extrair as informações mais importantes de cada pessoa, de cada departamento, de cada área.

4 – Olhe para o oceano de informações

Não utilize apenas as informações que você tem em mãos, mas utilize também as informações e dados que estão surgindo a cada dia, a cada hora, a cada minuto. O mundo está repleto de informações que podem agregar seus dados, inclusive dados públicos. Olhe todos os dados que você tem em mãos, mas também olhe para os dados externos.

5 – Esteja sempre atualizado

Estar atualizado com as ferramentas, técnicas e algoritmos faz muito sentido, mas também vá em eventos, faça networking. A melhor forma de se atualizar é conversar com as pessoas e ver o que os profissionais estão fazendo com os dados. Cursos, matérias, posts são importantes mas o mundo é feito por pessoas. Converse com elas, atualize-se com elas.

6 – Seja inovador

Entender o negócio como vimos é essencial, mas do que adianta se você construir as mesmas informações que o seu concorrente. Pense ‘fora da caixa”, pense diferente, seja inovador.

Post escrito por Alexandre Uehara, Innovation Tech Specialist na Alelo.

Zeeng, a primeira Plataforma de Big Data Analytics voltada para as áreas de marketing e comunicação do mercado brasileiro!

Pensando em auxiliar os gestores de Marketing e Comunicação e democratizar a ciência de dados, a Zeeng criou a primeira plataforma de Big Data e Analytics do Brasil voltada ao setor – a Zeeng Data Driven Platform.

A empresa aposta em uma interface simples e amigável para que as companhias da área possam antecipar movimentos estratégicos de seus competidores, acompanhar as ações de diversas marcas no ambiente digital e entender o comportamento do mercado.

Para gerar inteligência competitiva aos seus clientes, a plataforma opera em cinco vertentes: antecipação de lançamento de produtos a partir de sua base de dados, monitoramento de notícias e promoções, e análises de comportamento em mídias sociais e presença online. Todos os dados podem ser visualizados em tempo real e são organizados em dashboards que facilitam a geração de insights.

A solução reúne informações oriundas de redes sociais, notícias, bases de dados públicas de instituições como Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Instituto Nacional Propriedade Industrial (INPI), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre outras. Este conteúdo é processado pela plataforma, que gera uma série de conclusões embasadas por noções sólidas do mercado, auxiliando os profissionais no planejamento e execução das ações e estratégias de marketing da sua empresa.

Confira o vídeo institucional da empresa: