A eleição das fake news

À medida em que nos aproximamos das eleições gerais, cresce a expectativa de que a escolha de um novo presidente, legitimado pelas urnas, nos tire da confusão política em que nos metemos.

Lá se vão quatro anos de reviravoltas, crises, protestos e polarização. Um clima que, convenhamos, ninguém mais tem paciência. Um governo minimamente viável, um líder capaz de comunicar-se com a maior parte dos cidadãos, que construa uma base no Congresso estável o suficiente para conduzir o país. Não é pedir muito. Mas nesse 2018 imprevisível não se pode descartar que as cosias piorem. Porque elas sempre podem piorar. Jornalistas, analistas, partidos políticos e até o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão preocupados com o ambiente em que se dará o processo eleitoral.

Num ecossistema de mídia em que quase todos podem, além de informar-se, informar, o eleitor decidirá em quem votar no meio de um verdadeiro tiroteio. Além das notícias produzidas e veiculadas por jornalistas e veículos profissionais, agora integram a agenda eleitoral todo tipo de manifestação registrada e publicada em meios digitais. Todo esse problema foi compactado no termo da moda: as fake news, ou notícias falsas.

Há, sim, grupos e empresas obscuras prontos para atuar a favor e contra candidatos, fabricando fatos e disseminando-os online. Mas também há muita falsidade naquilo que cidadãos descuidados, ou pouco preocupados com a qualidade da informação, repassam a amigos, familiares e colegas de trabalho. O exercício da democracia exigirá mais esforço de cidadãos e de candidatos em 2018. Será necessário lançar mão de tecnologia, de sistemas inteligentes para encontrar sentido na imensidão de informações imprecisas, descontextualizadas ou apenas mentirosas.

Candidatos terão de investir em inteligência, em meios mais ágeis e eficientes de diagnosticar o sentimento do eleitorado durante a campanha. E no monitoramento das fake news, que podem ser mais danosas que uma reportagem bombástica do Jornal Nacional. Por outro lado, também serão imprescindíveis fontes qualificadas de informação. E os cidadãos têm parte na missão de selecioná-las.

Desse esforço em mão dupla pode resultar uma atmosfera política menos beligerante, que faça do Brasil um país melhor para se fazer negócios, criar filhos, projetar um futuro. Só não se pode perder de vista a chance de que as coisas piorem. Porque podem piorar.

Post escrito por Evandro de Assis, Jornalista e Pesquisador.

4 Passos para Implantar uma Cultura de Dados na sua Empresa

Não é novidade para ninguém que hoje os dados são o bem mais valioso de qualquer empresa. No entanto, apesar de muitas empresas já reconhecerem hoje a importância dos dados, poucas são as que efetivamente se baseiam em informações concretas para tocar o seu dia-a-dia. A prática predominante no Brasil (e na maioria dos países latinos) é da tomada de decisões baseada na experiência prévia, com deferência ao conhecimento acumulado de profissionais mais sêniores.

Por mais valiosa que seja a experiência (e ela nunca pode ser desprezada), o volume de informações que está disponível hoje tem o potencial de mudar completamente a forma como decisões são tomadas e análises são feitas. Para isso, no entanto, é fundamental ser criada dentro das companhias uma cultura de dados, ou seja, uma cultura que privilegia e valoriza decisões embasadas em dados concretos, fruto de um processo estruturado de construção de hipóteses, teste dessas hipóteses, e validação de sua aplicabilidade de forma concreta e irrefutável.

 No post de hoje, vamos explorar quatro pontos fundamentais para você começar a implementar uma cultura de dados dentro da sua empresa. Confira abaixo.

 Qualidade dos dados

 Esse é o item principal para quem quer estabelecer uma cultura de dados. A qualidade da fonte de informação é a matéria prima de todo o processo. E aqui você tem dois caminhos: construir sua própria base de dados, e desenvolver ferramentas para administrá-la e transformar esses dados em informação, ou então contratar uma empresa especializada que já vai fornecer essas informações prontas e prestar todo o suporte, quando necessário. Assim como tudo na vida, cada uma dessas alternativas tem vantagens e desvantagens. O que você deve considerar para determinar a melhor opção para o seu negócio é o tamanho da sua empresa, a estrutura que você tem e o quanto está disposto a investir.

 Sistemas e processos de mensuração

 No momento em que você começa a usar dados no seu negócio, é preciso acompanhar com muita atenção os indicadores obtidos a partir de então. Ao utilizar essas novas informações em busca de melhores resultados, você deve desenvolver sistemas e processos capazes de medir todas as etapas e variáveis de estão envolvidas, de forma a aferir o quanto o seu negócio está reagindo a elas, e de que forma.

 Engajamento da equipe

 Uma empresa não é feita de um homem só, nem apenas de um seleto grupo de gestores. Para uma empresa fluir com o máximo de produtividade, é necessário que todos os colaboradores estejam envolvidos no processo e alinhados em um mesmo propósito. Se você acredita que adotar a cultura de dados é a melhor decisão para o seu negócio, precisa comunicar primeiro a quem trabalha lado a lado com você. É provável que esse seja o momento em que a expressão “cultura de dados” seja aplicada no seu sentido mais literal. Então, para engajar a sua equipe, comunique (e cobre!) que todas as decisões, propostas e relatórios apresentados sejam baseados em dados. E lembre-se, o exemplo vem sempre de cima.

 Esteja preparado para experimentar e errar!

 Essa talvez seja a lição mais valiosa de todas. Você pode estar pensando que o uso de dados no seu negócio vai resolver todos os problemas, disparar as vendas e elevar o lucro à estratosfera, tudo isso imediatamente. Se você estiver com essa expectativa e ela não se realizar, bom, é natural que você se sinta frustrado. Então, em primeiro lugar você deve estar preparado para não atingir os resultados que você espera na velocidade que deseja. No início, o uso de dados pode ser meio que guiado pela boa e velha tentativa-e-erro. Não se preocupe, isso é normal. E toda vez que der errado e você se frustrar, tenha em mente que essa já é uma resposta valiosa, e quer dizer que você está um passo mais próximo do caminho certo.

 A cultura de dados, ou cultura de decisões baseadas em dados, tem se mostrado cada vez mais um diferencial competitivo para empresas no mais diferentes setores e segmentos do mercado, e quem não está trilhando esse caminho corre um sério risco de ficar para trás. Portanto, adote os passos que mencionamos e se prepare para experimentar uma grande transformação no seu dia-a-dia de trabalho.

Fonte: Big Data Corp

Big data: como tornar as estratégias de marketing mais assertivas?

Conjuntos de dados grandes e complexos perdem seu potencial se gerenciados apenas por meio de processos tradicionais

O big data, termo popular nos últimos anos, descreve um grande volume de dados armazenados na internet. A quantidade desses dados no mundo tem dobrado a cada dois anos e atingirá 40 trilhões de gigabytes em 2020, de acordo com estatísticas do Gartner e IDC – Instituto de Inteligência de Mercado.

Entretanto, essa tecnologia ainda não é comum aos tomadores de decisão, que não entendem ao certo o que podem fazer com todas as informações obtidas por meio do Big Data Analytics. Um estudo feito pela The Economist Intelligence Unit revela que 35% dos executivos acreditam que o grande obstáculo para empregar esses dados é a falta de conhecimento de como utilizá-los em seus setores.

O grande X dessa questão está aí. Não na quantidade de dados oferecidos, mas no que as empresas têm feito com essas informações. Conjuntos de dados grandes e complexos perdem seu potencial se gerenciados apenas por meio de processos tradicionais. Análises estratégicas geram valor para seus negócios e serão um importante diferencial competitivo nos próximos anos.

Quando usados de forma correta, os dados possuem potencial para extrair insights, reduzir custos de operações, desenvolver novos produto, criar ofertas otimizadas, entre muitas outras vantagens. Falar com o público-alvo da sua empresa nunca foi tão complexo e ao mesmo tempo tão assertivo. Consumidores omnichannel, cada vez mais conectados, espalham ricas informações por onde se conectam. O que podemos fazer com tudo isso? A tecnologia big data e as novas formas de processamento oferecem infinitas possibilidades de se aproximar, comunicar e cativar a atenção seu cliente, viabilizando a otimização das experiências que ele tem com a sua marca.

Um dos recursos utilizados atualmente pelas agências de comunicação é o data driven marketing. Termo que se refere ao uso dos dados para análise e tomada de decisão empresarial. Ele permite que o marketing fale exatamente o que o consumidor deseja ouvir ou ler. Com esses dados, a empresa pode se antecipar e fazer projeções de acordo com o comportamento do cliente agora e no futuro, desenvolvendo estratégias objetivas.

Um bom exemplo sobre o uso de big data a favor das melhorias da comunicação entre empresa e consumidor é a rede de franquias McDonald’s. Eles usam os dados não estruturados, como fotos, localização, gênero, faixa etária e assuntos mais discutidos do momento em redes sociais, para o trabalho de brainstorm. Parecem informações “básicas”, mas, quando bem analisadas, auxiliam na criação de campanhas assertivas, que estimulam a conversão de prospects em novos clientes e fidelizam o seu atual consumidor.

Por fim, declaro: não existe mais a possibilidade de as empresas não unirem o marketing off-line ao online. É preciso convergir e integrar. Use a tecnologia a favor do seu negócio.

Fonte: Proxxima

Zeeng é destaque na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios

100 ideias de futuro para montar o seu negócio em 2018

A Zeeng foi destaque na edição da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios na matéria de capa sobre as startups que vêm se destacando em meio à revolução digital que dominou todas as áreas da economia.

A reportagem sobre as 100 ideias de futuro para montar o seu negócio em 2018 apresenta ferramentas como algoritmos de inteligência artificial, plataformas de realidade virtual e dispositivos de internet das coisas que já estão disponíveis para empresas de qualquer tamanho ou setor.

Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Com robô de arrecadação eleitoral, empresa cresce mirando 2018

Empresa gaúcha cresceu vinte vezes em um ano oferecendo prestação de contas digital, análise de big data e mecanismo para arrecadar doações

Cinco empreendedores do interior gaúcho iniciaram um negócio de prestação de contas eleitorais de forma digital. Em janeiro, tinham 25 clientes entre políticos, partidos e diretórios. Agora, esse número chegou a 510, vinte vezes mais, com a oferta de um novo serviço que coincide com a maior preocupação atual dos partidos de olho em 2018: a arrecadação eleitoral. Na próxima eleição, a doação de empresas privadas para campanhas está vetada, mas a doação de simpatizantes dos candidatos é permitida.

“Os partidos vivem hoje a síndrome do ‘sonho de ganhar na Mega-Sena’. Criamos a figura do doador oculto. A gente liga para os partidos e tenta fazer doação para eles. Eles dizem que as pessoas não doam, porque a política está desgastada e não existe essa cultura de doação. É verdade. Mas tentamos doar, como teste, para cinquenta diretórios do país e não tivemos sucesso com nenhum. O atendimento é ruim, não sabem informar se é por depósito, débito, boleto. A experiência é péssima”, contou a VEJA Guilherme Anderson Sturm, de 30 anos, contador e CEO da EssentJus.

A ideia de criar um “robô de arrecadação surgiu quando os contadores perceberam que muitos políticos ou diretórios não contratavam a prestação de contas digital por falta de previsão de verba para o ano que vem. Os clientes da EssentJus pertencem a treze partidos como PTPSDB e Progressistas, para citar alguns.

“Criamos essa funcionalidade onde o partido ou o candidato cadastra pessoas para montar listas. Então, nosso robô começa trabalhar: dispara convites por e-mail ou por mensagem de celular, arrecada fundos por meio de cartão de crédito ou boleto. Essas doações podem ser tanto pontuais como recorrentes, com programação mensal, por exemplo. O partido também pode usar o robô para vender bandeira, camiseta e ingresso para eventos”, explica o CEO.

Guilherme Anderson Sturm, de 30 anos, à esquerda, e os sócios da EssentJus, empresa de Tucunduva, no interior do Rio Grande do Sul, que ajuda candidatos de todo o Brasil a prestar contas e a arrecadar doações (EssentJus//Com robô de arrecadação eleitoral, empresa cresce mirando 2018/Divulgação)

O serviço funciona com uma mensalidade que, com a gestão legal das contas e robô de arrecadação, custa apenas 79,90 reais mensais para diretórios partidários de porte pequeno. A startup surgiu de uma empresa de mais de 40 anos que presta serviço a partidos desde 1998. Sturm trabalhou dezessete anos na empresa da família até criar a nova empresa. A startup funciona em Tucunduva, cidadezinha de 5.000 habitantes, no noroeste do estado, e tem clientes em São PauloGoiásRio Grande do NorteMinas Gerais e Santa Catarina. Sturm pretende dobrar o número de clientes ainda nesse ano e para crescer ainda mais no ano que vem. “Aprendemos com a política que quando atingimos a meta, nós dobramos a meta”, brinca.

A EssentJus atende até mesmo clientes que concorrem entre si. Em 2016, a empresa fez a prestação de contas tanto da campanha de Raul Pont (PT) à prefeitura de Porto Alegre como da campanha de Nelson Marchezan Jr. (PSDB), que foi eleito. “Temos uma postura discreta. E tomamos todos os cuidados como não ter ninguém na equipe que seja filiado a algum partido. Temos uma postura muito neutra e garantimos o sigilo sem vazamento de qualquer informação”, explica Sturm.

Para “dobrar a meta” de clientes, além da prestação de contas e arrecadação, a EssentJus está iniciando uma parceria que oferece também análise de dados, o chamado “big data”. Junto com a empresa Zeeng, a startup gaúcha vai ajudar candidatos a analisar o comportamento do eleitorado através de um monitoramento de ações digitais como postagens em redes sociais notícias e audiência.

Com a experiência de contador, o empresário percebeu que muitas campanhas têm a prestação de contas reprovada por falta de conhecimento, não necessariamente por falhas intencionais. Por isso, acredita que sua empresa pode colaborar para tornar a prestação e contas mais transparente. “Se a gente quer que a política mude, a gente tem que proporcionar mudanças para que o sistema melhore e não afaste um monte de gente legal que não vai querer entrar nesse circuito”, explica.

Fonte: VEJA

Zeeng Drops – #04 – Entrevista Domingos Secco Junior

Confira no Zeeng Drops de hoje a nossa entrevista com Domingos Secco Junior, sócio da Alright Media Technology Hub. Desde 1999 faz pesquisa, criação e planejamento no meio digital. Trabalhou nas agências AG2, Cubocc e LiveAd nas áreas de atendimento, mídia e business intelligence, atendendo clientes como Unilever, Diageo, Pepsico, Lojas Renner e Vivo. Como empreendedor atua com design, inovação e modelagem de negócios digitais. É co-criador dos projetos de empoderamento social PortoAlegre.cc e Redenção.cc. Palestrou no Proxxima 2017, onde apresentou sua visão sobre mídia programática.


Zeeng Drops é o nosso programa quinzenal com conteúdo exclusivo: entrevistas, curadoria de eventos, bate papos, entre outras iniciativas que visam fomentar o mercado de marketing e comunicação através da ciência de dados.

Quem você gostaria de ver em uma edição futura do Zeeng Drops?

Deixe nos comentários o nome ou link do profile no Linkedin de profissionais que vocês gostariam de contar com uma entrevista da Zeeng para as próximas edições do #ZeengDrops 😀

Itaú é o Banco com o maior ativo Digital, segundo estudo da Zeeng e Today

Empresas lançam estudo que revela como as principais instituições financeiras se comportam no ambiente online

A Zeeng Data Driven Platform, plataforma de Big Data Analytics voltada ao setor de Marketing e Comunicação, em parceria com a Today, agência especializada em estratégia e criatividade para marcas, anunciam o lançamento do relatório “Análise do Mercado Financeiro no Ambiente Digital”, que tem o objetivo de mostrar o comportamento dos principais players do mercado financeiro na internet. O estudo, que mapeou 20 instituições do setor, revelou que o Itaú é o líder em volume de seguidores e em interações nas redes sociais, além de ser o banco particular melhor colocado no ranking.
Para chegar a essas conclusões, o relatório explorou as redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter e YouTube), e indicadores como volume de notícias, média de visitantes diários, tempo de visita, taxa de rejeição, percentual de visitas oriundas de mecanismos de busca e exibições dos websites.

“Acredito que ao fazer uma análise detalhada sobre a interação dos consumidores com marcas de instituições financeiras nas mídias sociais, nós colaboramos com os gestores de marcas no desafio de fazer um diagnóstico do atual momento e definir estratégias de marketing e comunicação para suas empresas”, comenta Eduardo Prange, CEO da Zeeng.

O estudo também mostrou que a Caixa Federal é o banco com melhor índice do Ranking Brasil, que índica a popularidade de um site, comparado a todos os sites de todas categorias no Brasil, e foi o segundo que mais apareceu em notícias, só atrás do BNDES com 3478. Nas redes sociais, por exemplo, a instituição ficou em 3º no volume de seguidores e em 5º na quantidade de interações. O Banco do Brasil, por sua vez, apresentou números ligeiramente abaixo da Caixa no ranking e no volume de notícias, com 2067. Já Bradesco e Santander aparecem como os bancos particulares com o maior volume de notícias. Nas redes sociais, as duas instituições ficam, respectivamente em 2º e 3º, só atrás do Itaú, que é o 1º colocado.

“É notável que mercado financeiro tem passado por muitas mudanças, graças à transformação digital dos negócios. Como hoje, os novos hábitos de consumo são uma das principais forças atuantes no mercado, é importante entender o que as instituições de um setor tão tradicional como o financeiro têm feito para engajar o seu público”, finaliza Adilson Batista, fundador e diretor de estratégia da Today.

Confira o Estudo na íntegra:

O estudo completo pode ser baixado aqui.

Sobre a Zeeng

A Zeeng é a primeira plataforma de Big Data Analytics do mercado brasileiro voltada ao setor de Marketing e Comunicação, com o objetivo de auxiliar e otimizar a tomada de decisão dos gestores do segmento. A Zeeng Data Driven Platform reúne dados provenientes de redes sociais, notícias e Web Analytics.

Sobre a Today
A Today é especialista em estratégia e criatividade para marcas. Foi fundada em 2013 por Adilson Batista, profissional que tem 23 anos no mercado digital e atuação em grandes empresas. Entre seus clientes estão a Mercedes-Benz, CVC, Carrefour Serviços Financeiros, AOC, Philips, Avis/Budget, PagSeguro, Café Orfeu, Marfrig, Sem Parar, 99Corp, PagSeguros e FreeCô.

O Big Data e as eleições de 2018

HÁ UM ANO DAS ELEIÇÕES, BOLSONARO, LULA E DÓRIA REGISTRAM MAIORES ATIVOS DIGITAIS NO FACEBOOK

Jair Bolsonaro, Lula e João Dória possuem o maior ativo digital no Facebook entre os potenciais candidatos à presidência, com 4,7 milhões, 3 milhões e 2,8 milhões de fãs, respectivamente. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada pela Zeeng Data Driven Platform, plataforma de Big Data Analytics voltada ao setor de Marketing e Comunicação, que tem como objetivo construir um panorama do período que antecede as eleições de 2018.

Faltando pouco menos de um ano para a próxima eleição presidencial no Brasil, o levantamento avaliou a presença de possíveis candidatos à presidência nas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram e YouTube) e também na imprensa online. Foram analisados 12 nomes que provavelmente estarão na disputa: Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Eduardo Jorge (PV), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSC), Joaquim Barbosa (sem partido), João Doria (PSDB), Luciana Genro (PSOL), Lula (PT), Marina Silva (Rede) e Ronaldo Caiado (DEM).

Quando o assunto é o Twitter, Marina Silva desponta como a candidata com a maior base de fãs: 1.802.306 seguidores – um legado oriundo de sua candidatura nas eleições em 2014. A rede social, aliás, é a única onde Joaquim Barbosa possui base expressiva. O ex-ministro conquistou um ativo de mais de meio milhão de seguidores.

Já no Instagram, os destaques ficam por conta de João Dória e Jair Bolsonaro, onde isoladamente cada um possui uma base de seguidores maior do que todos os demais candidatos somados. Dória, que usou a ferramenta com bastante frequência durante sua candidatura a prefeito de São Paulo em 2016, aparece com pouco mais de 741 mil seguidores, enquanto Bolsonaro registra cerca de 612 mil.

Confira o estudo na íntegra:

Para fazer o download do estudo, acesse: https://goo.gl/U3U4HQ

YouTube: plataforma é pouco explorada

Na contramão da forte atuação dos políticos nas outras plataformas digitais, o YouTube se mostrou uma ferramenta que pouco engaja os eleitores. As visualizações totais não ultrapassam 1 milhão, um número relativamente baixo, se considerarmos que no Brasil, 95% da população online acessa a plataforma pelo menos uma vez por mês, representando 98 milhões de brasileiros, segundo dados do Google.

Vale notar que João Dória e Ronaldo Caiado não deixam aberto o volume de inscritos em seu canal, e Joaquim Barbosa e Fernando Haddad não possuem perfis na rede. Já Jair Bolsonaro construiu uma base de inscritos absolutamente superior aos outros concorrentes e possui muitas interações positivas (curtidas) em seu canal.

Lula é destaque na imprensa online

Entre os meses de setembro e outubro, Lula foi o candidato com maior evidência na imprensa online. O ex-presidente registrou um total de 6.398 notícias com o seu nome na web. Dória, Alckmin e Bolsonaro aparecem em seguida com 3.117, 2.031 e 1.542, respectivamente.

O efeito dos dados na dinâmica dos CMOs

Agências, clientes, analistas e consultorias concordam que a área será cada vez mais analítica e focada em melhorar a experiência dos consumidores

De um lado, um consumidor cada vez mais conectado, exigente e vigilante quanto ao posicionamento das marcas. De outro, áreas que vivem transformações profundas recentes diante da necessidade de aplicar dinâmicas mais ágeis e passar a compreender a quantidade cada vez maior de dados disponíveis. Diante deste contexto, um tema em especial não sai da pauta dos executivos de marketing: a análise eficiente dos dados.

Levantamento da Harvard Business Review mostra que automação, big data e a inteligência artificial já foram capazes de afetar 50% da economia mundial. Na semana passada, Jeffrey Sachs, diretor da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, afirmou, em entrevista à Folha, que o mundo depende dos engenheiros e dos dados para sua preservação.

Em entrevista recente ao Meio & Mensagem, Michelle Peluso, chief marketing officer (CMO) da IBM, disse que o marketing evoluiu de uma área pensativa e funcional focada em criatividade para um driver dinâmico, tempo real, analítico e focado em experiência do cliente e dos desempenhos da empresa. “São muitas as grandes mudanças ocorridas no marketing, moldadas, sobretudo pela preocupação em nos conectarmos com os clientes, da necessidade de gerar resultados e liderar as equipes neste contexto de mudança. O digital, sem dúvida, mudou as transações”, diz Michelle.

Pesquisa recente, da própria IBM, feita em parceria com a consultoria Oxford Economics e baseada em entrevista com 525 CMOs, incluindo países da América Latina, mostra que 64% dos executivos entrevistados acreditam que suas indústrias estarão preparadas para gerenciar grande quantidade de dados e sistemas de inteligência artificial nos próximos três anos. Apesar do otimismo, no entanto, somente um grupo de 24% dos participantes da pesquisa afirma ter uma estratégia estabelecida atualmente para tal.

Fabrício Cardoso, sócio e líder de práticas digitais da EY, enxerga uma transformação no dia a dia do CMO que já é irreversível. “Na forma como ele tem de tratar a comunicação e a análise do ambiente. Esse ambiente se alterou. Antes, ele só tinha mídia off-line, agora, o ambiente é mais complexo”, afirma. Para Abel Reis, CEO da Dentsu Aegis Network, a mudança na forma de captar e gerenciar dados também tem impacto direto na dinâmica das agências e no relacionamento que elas possuem com seus clientes. “Vai ser indispensável, em muito pouco tempo, que as agências incorporem ou passem a sentar com o cliente à mesa e discutam um desafio de negócios e suas consequências do ponto de vista de comunicação com rigor analítico e capacidade de formulação de estratégias”, afirma Reis.
Apesar dos desafios de preparo em relação ao gerenciamento dos dados, Fernanda Rocha, diretora de marketing e relacionamento da Fortes Tecnologia, explica que os maiores ganhos deste movimento são a aplicação eficiente deles são em termos de experiência do cliente, usabilidade das soluções, melhor análise de ROI de Marketing. “Essa realidade está longe da maior parte das empresas brasileiras, que são em sua maioria de pequeno e médio porte. Entendo que para esse público, a computação cognitiva é uma promessa distante ainda”, reforça Fernanda.

Fonte: Meio & Mensagem

O futuro do marketing segundo a CMO da IBM

Michelle Peluso vê uma área cada vez mais analítica, focada em dados e “clientrocentrista”

Há um ano no cargo de Chief Marketing Officer (CMO) da IBM, Michelle Peluso possui uma obsessão por discutir dados e o impacto que eles podem causar no cotidiano do profissional de marketing. “Se você não gosta de ser analítico ou não tem paixão pela análise, talvez você não seja o profissional mais indicado para o marketing”, observa.

Desde sua chegada à IBM, Michelle já treinou mais de 500 profissionais da empresa no mundo com o objetivo de desenvolver metodologias ágeis. Em passagem ao Brasil, onde se encontrou com os times de marketing e vendas e também conversou com clientes durante a comemoração dos 100 anos da IBM no País, Michelle falou ao Meio & Mensagem sobre o impacto da tecnologia na dinâmica da profissão.

Metodologia ágil
É uma mudança cultural importante e desafiadora não só interna, mas também no envolvimento dos nossos parceiros. Um dos desafios, é como trazer as agências e parceiros para trabalhar juntos em projetos. Neste caso, juntamente com a Ogilvy, estamos próximos em desenvolvimento de projetos pilotos já com essa mentalidade. E definir processos criativos que incluam toda a diversidade de canais de divulgação existentes atualmente. Em termos criativos isso é ótimo, por que você coloca todas as pessoas dos times de igual para a igual e de qualquer lado pode surgir um insight ou uma solução.

O papel do CMO
É cada vez mais dinâmico já que o marketing evoluiu de uma área pensativa e funcional focada em criatividade para um driver dinâmico, tempo real, analítico e focado em experiência do cliente e dos desempenhos da empresa. São muitas as grandes mudanças ocorridas no marketing, moldadas, sobretudo pela preocupação em nos conectarmos com os clientes, da necessidade de gerar resultados e liderar as equipes neste contexto de mudança. O digital, sem dúvida, mudou as transações e os topos de conteúdo. Agora, entramos na era social que tem sido pautada por engajamento e autenticidade. Isso derrubou aquela ideia de poder e fez com que as marcas mudassem sua forma de pensar. Depois vimos a era mobile e o domínio de uma tela menor passando por avanços relacionados à geolocalização. Tudo isso causou impacto importante para a nova forma de observar os rumos do marketing.

Profissional de marketing
Essa mudança se estende diretamente ao dia a dia do profissional de marketing. Se você não gosta de ser analítico ou não tem paixão pela análise, talvez você não seja o profissional mais indicado para o marketing. A relação com os clientes, centro de todas essas mudanças, é cada vez mais pautada pelo data driven. Neste contexto, existem oportunidades tremendas porque você passa a ter cada dólar investido acompanhado, mensurado e considerado. O resultado, o efeito, e as correções passam a ser coisas mais frequentes e do cotidiano. E as profundas transformações no marketing não param aqui. Elas serão cada vez mais rápidas, constantes e intensas. É falar sobre uso da inteligência artificial, ferramentas cognitivas, blockchain para compra de mídia e outras discussões.

Papel dos dados
É um ambiente de perguntas e não mais de respostas. Eu, como profissional de marketing focado na dinâmica estratégica, preciso ter atenção a como aplicar o uso dos dados. Eu preciso me preocupar em ter dado relevante. Existe uma grande quantidade de lixo que ainda se perde em meio ao processo de captação. E não é somente sobre dados. É sobre ferramentas que mapeiem e entendam o consumidor. Os insights, os monitoramentos de personalidades, a leitura de emoção. São várias coisas a serem consideradas. O outro passo é fazer com que essa dinâmica seja estratégica. É sobre conteúdo, construção e por aí vai.