Movimentando US$ 189 bilhões, tecnologia de Analytics galga espaço no Brasil

Em 2019, o mercado global de soluções de Big Data e Business Analytics movimentará cerca de US$ 189,1 bilhões, de acordo com relatório da IDC. O valor representa alta de 12% sobre 2018 e mostra a saúde deste segmento, que cresce movido ao interesse das empresas em entender o consumidor, as tendências de seus segmentos e as nuances gerais que tangem ao negócio.

Atenção que pode ser medida: segundo estudo da Forbes, até 2020, a análise preditiva e prescritiva atrairá 40% dos investimentos empresariais em Business Intelligence (BI) e Business Analytics (BA).

Uma cena que move não apenas compradores, mas também fornecedores destas tecnologias. No Brasil, empresas especializadas na área têm concentrado esforços em expandir funções das soluções oferecidas e demonstrar benefícios obtidos por clientes que já as usam.

Um exemplo, a BIMachine, empresa especializada em BI e BA que tem sede no Rio Grande do Sul, escritório em São Paulo, atuação nacional e está em fase de internacionalização para América Latina e Europa. A companhia, que acumula cases de utilização de seu sistema em setores como indústria, varejo, moveleiro, calçados, alimentício, entre outros, também abre espaço para debates da tecnologia por meio de eventos.

O próximo da agenda dos especialistas será o BIMachine Moving, encontro que já reuniu mais de 550 participantes em edições pelo país e chega, na sexta-feira, 14/06, a Porto Alegre-RS. Voltado a diretores, gerentes, executivos e tomadores de decisão, será realizado na uMove.me Arena (Rua Prof. Cristiano Fischer, 464 – Petrópolis), na capital gaúcha.

A programação vai das 8h15 às 11h20, contando com as palestras “Evolução Tecnológica – O que Esperamos do Futuro”, ministrada por Augusto Fleck, CTO da BIMachine, “Analytics e Mobilidade: a Tendência e a Realidade da Gestão Inteligente”, com Augusto Fleck e Marcelo Carneiro, executivo Comercial da uMov.me, e o painel “O Fim da Era do Eu Acho: O Poder da Informação na Tomada de Decisões”, comandado por Douglas Scheibler, CEO da BIMachine, Eduardo Baltar, CEO da Merithu, e Alexandre Trevisan, CEO da uMov.me.

“Além das tendências e soluções abordadas na programação, traremos cases que mostrarão, na prática, como nossos clientes alcançaram benefícios de gestão que se traduziram em ganhos de negócio por meio da tecnologia de Business Intelligence e Business Analytics”, comenta Douglas Scheibler, CEO da BIMachine.

A ideia, segundo a CMO da companhia, Ana Paula Thesing, é proporcionar um debate real sobre os problemas de negócios mais comuns das empresas, permitindo aos participantes uma reflexão sobre seus negócios, cultura de análise de dados e a melhor forma de aplicar uma gestão orientada a dados dentro de sua realidade.

Inscrições pelo link: http://bit.ly/bimachine-moving-porto-alegre

Fonte: Terra

Perfis Monitoráveis no Instagram

Para ser monitorável, um perfil do Instagram necessita ter sido selecionado como um “perfil comercial” pelo administrador, o que é feito na grande maioria das vezes por parte das empresas. No entanto, há casos em que os perfis estão como pessoais e, portanto, não estarão disponíveis na plataforma da Zeeng.

 

Para verificar se um perfil é monitorável, basta abrir o Instagram da empresa por um dispositivo móvel e verificar se, embaixo do nome, há o setor que a empresa atua em cinza, como mostrado na imagem abaixo:

 

 

Por que não é possível captar dados de perfis pessoais públicos?

 

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP), proíbe a captura de dados nos perfis particulares.

 

Caso fique com alguma dúvida entre em contato conosco pelo FacebookInstagramTwitter ou pelo e-mail: contato@zeeng.com.br.

#CaseZeeng – WoW – Como acelerar uma Aceleradora?

Vídeo Case da WoW, uma das principais Aceleradoras de Startups do Brasil, que adotou o Data Driven Marketing em suas estratégias de comunicação e obteve retorno rápido e extremamente representativo.

Para nossa satisfação a gente bateu o recorde no número de inscrições na última turma, com aumento de mais de 50% no número de inscritos, em relação a turma anterior. Com certeza eu recomendo a Zeeng. Pela nossa experiência fez muita diferença para o nosso trabalho. (André Ghignatti, CEO da WoW Aceleradora).

Desafio: Como acelerar uma Aceleradora?

Estratégia: Adoção da Plataforma Zeeng para analisar e tomar decisões assertivas baseadas nas evidências informacionais de sucesso dos players atuantes no mercado de atuação.

Resultado: Duplicação do volume de inscrições, de forma qualificada, no processo seletivo das startups, ampliação da Encontrabilidade em mecanismos de busca, publicações de destaque nas Redes Sociais e evolução do posicionamento da marca no ambiente digital através do Zeeng Score, pulando da nona para a quarta posição entre os players monitorados.

Acho que o maior desafio de fazer a comunicação para uma aceleradora de startups está em equilibrar a balança entre o volume de startups inscritas nos processos de seleção e a qualidade delas. (Thiago Mohr Patusco, WoW Aceleradora)

Ficou interessado?

Facebook removeu 2,2 bilhões de contas no 1º trimestre de 2019

O Facebook anunciou que removeu 2,2 bilhões de contas falsas entre janeiro e março de 2019 – um número recorde para a empresa e que é ligeiramente menor que os 2,38 bilhões de usuários mensalmente ativos que a rede possui em todo o mundo. Os números fazem parte de um relatório global lançado nesta quinta-feira pela companhia; a partir de agora, os dados serão revelados trimestralmente pela empresa e incluirão outra de suas plataformas públicas: o Instagram.

“A saúde da rede social é tão importante quanto os balanços financeiros que soltamos, então faremos isso com a mesma frequência”, disse Mark Zuckerberg, em chamada com repórteres nesta quinta-feira. “Entender a presença de conteúdo danoso ajudará empresas e governos a desenhar sistemas melhores para lidar com o tema.”

Os dados chamam a atenção por serem substancialmente superiores aos números mais recentes divulgados pelo Facebook: entre outubro e dezembro de 2018, a empresa desativou 1,2 bilhão de contas falsas. No mesmo período em 2017, foram 694 milhões de contas. Os valores, claro, não são adicionados à conta total de usuários do Facebook, uma vez que os perfis falsos são desativados antes mesmo de serem adicionados à rede social, explicou o vice-presidente de análise de dados (analytics) do Facebook, Alex Schultz.

A empresa divulgou ainda que estima que 25 em cada 10 mil visualizações de conteúdo (vídeos ou fotos) violem as regras de violência e conteúdo adulto, não permitidos pela empresa na plataforma – desses, entre 11 e 14 a cada 10 mil visualizações são de nudez ou conteúdo de atividade sexual.

O Facebook comentou também que está melhorando sua capacidade de detectar vendas ilegais dentro da plataforma, como drogas ou armas – no primeiro trimestre, os sistemas da empresa conseguiram detectar 83,3% das violações de vendas de droga e 69,9% das de vendas de armas de fogo, sem necessidade de moderação humana. O Facebook acrescentou que “tomou atitudes” com relação a 19,4 milhões de peças de conteúdo no 1º trimestre deste ano – destas, 2,1 milhões passaram por “apelação” e 453 mil retornaram à rede após uma justificativa dos usuários ter sido aceita pela rede social.

Fonte: Correio do Povo

Marcas Mais Valiosas do Brasil crescem 11% em 2019, mostra ranking

 Varejo e bancos impulsionam o crescimento do valor total das marcas mais valiosas do ano

– Bradesco assume a liderança do ranking, passando do segundo ao primeiro lugar, com um valor de US$9,4 bilhões

– Magazine Luiza (+276%), Amil (+160%), Petrobras (+154%), Ypióca (+143%) e Renner (+132%) são as que tiveram maior incremento em 2019

– Google lidera o ranking das mais fortes no Brasil e pela primeira vez há cinco marcas nacionais na lista

O grupo WPP e a Kantar divulgam o novo ranking das 60 Marcas Mais Valiosas do Brasil, em parceria com a revista IstoÉ Dinheiro. Neste ano, os bancos tomaram as primeiras colocações, com o Bradesco (US$9,4 bilhões) em primeiro lugar, após um crescimento de valor de marca de 35% e Itaú (US$8,3 bilhões) na segunda colocação, também com um incremento de 35%. O terceiro lugar ficou com a Skol (US$7,2 bilhões).

O valor da soma das marcas do ranking teve um incremento de 11% em relação a 2018, alcançando US$69,9 bilhões, impulsionado principalmente pelo varejo, liderado pelo Magazine Luiza e seu crescimento de 276% em valor de marca. A Renner, rede varejista de moda, aumentou o valor da sua marca em 132%.

Bancos e varejo ganham destaque em 2019

Para Eduardo Tomiya, diretor executivo da Kantar Brasil, a experiência omnichannel, com uma ótima integração entre off e online foi a chave para o sucesso do setor varejista, nos casos do Magazine Luiza e Lojas Americanas. Já para a Renner, é a experiência do consumidor que fez a diferença, com investimentos em atendimento de qualidade variedade e uma nova disposição dos produtos nas lojas, entre outras estratégias.

Outro setor de destaque no ranking foi o de instituições financeiras, no qual, além do Bradesco e o Itaú, o Banco do Brasil se destaca com 90% de aumento no valor da sua marca em relação ao ano passado. Esse crescimento foi impulsionado pela implementação de novas soluções tecnológicas que facilitam a vida dos clientes (como a inteligência artificial ou interface de aplicativo mais intuitiva), uma resposta desses bancos tradicionais à chegada das fintechs.

Marcas nacionais se destacam entre as mais fortes

Além do ranking das Marcas Mais Valiosas do Brasil, a Kantar apresentou também o ranking das mais fortes com atuação no país. Este levantamento se refere à força das empresas nacionais ou estrangeiras que atuam no país e avalia o brand equity, ou seja, o poder de influência que ela tem no mercado e nos consumidores e que a converte na favorita do público.

Confira o ranking completo:

Esse ranking apresentou grandes mudanças, com cinco novos nomes entre as 20 marcas e a presença de mais brasileiras, passando de duas (2018) para cinco. O Guaraná Antarctica ainda alcançou o Top 10, ficando em 9° lugar, crescendo duas posições.

Metodologias diferentes

As Marcas Mais Valiosas do Brasil levam em consideração o valor financeiro (dados bolsa e da Bloomberg), além do valor de contribuição de marca: proporção do valor financeiro de uma marca gerado por sua capacidade de aumentar o volume de compra e carregar um premium price (metodologia Kantar).

Já no ranking das mais fortes são considerados apenas os aspectos de marca (brand equity), como a capacidade de gerar conexões emocionais mais significativas, a habilidade para se diferenciar de outros nomes da mesma categoria e a facilidade de se converter na primeira opção dos consumidores dentro de um grupo de produtos do mesmo segmento.

Sobre a Kantar

A Kantar é líder global em dados, insights e consultoria. Somos a empresa que mais entende como as pessoas pensam, sentem, compram, compartilham, escolhem e veem. Ao combinar nossa experiência sobre o conhecimento humano com tecnologias avançadas, as 30.000 pessoas que trabalham na Kantar contribuem para o sucesso e crescimento das principais organizações do mundo.

Sobre WPP

A WPP é o maior grupo de serviços de comunicação do mundo, com faturamento de US$ 73 bilhões e receita de US$ 19 bilhões. Através de suas empresas operacionais, o Grupo oferece uma ampla gama de serviços de publicidade e marketing, incluindo gestão de investimentos em publicidade e mídia; gestão de investimentos em dados; relações públicas e assuntos públicos; branding e identidade; comunicação de serviços de saúde; marketing direto, digital e de promoção e relacionamento, assim como comunicação especializada. A empresa emprega mais de 200.000 pessoas (incluindo associados e investimentos) em mais de 3.000 escritórios em 113 países. Para mais informações, visite www.wpp.com.

A WPP foi nomeada Holding do Ano no Festival Internacional de Criatividade do Lions de Cannes de 2016 pelo sexto ano consecutivo. A WPP também foi nomeada, pelo quinto ano consecutivo, a Holding mais Eficaz do Mundo no Effie Effectiveness Index de 2016, que reconhece a eficácia da comunicação de marketing. Em 2016, a WPP foi reconhecida pela Warc 100 como a World’s Top Holding Company (pelo segundo ano consecutivo).

TOP 60 Brazil 2019

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Fonte: Segs

Consolidada no mercado, profissão de youtuber pode conquistar direitos trabalhistas e tributários

Há muito tempo o Youtube deixou de ser apenas a maior plataforma de compartilhamento de vídeos da internet. Para milhares de pessoas mundo afora, tornou-se a principal ferramenta de trabalho. Tanto que já vem chamando a atenção das autoridades – inclusive as brasileiras – para as questões ligadas às atividades laborais desenvolvidas com base no portal. Em outubro do ano passado, por exemplo, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei Nº 10.938/2018, que visa exatamente regulamentar a atividade de youtuber no Brasil.

No texto, o parlamentar define o ofício como “obreiro que cria vídeos e os divulga na plataforma social do YouTube”. O projeto dá aos youtubers profissionais o direito “de não participar de trabalho que ponha em risco sua integridade física” e estabelece “carga horária máxima de seis horas diárias e 30 horas semanais com intervalo de 45 minutos para almoço e descanso”, incluindo o tempo de planejamento, gravação, edição, publicação e promoção dos vídeos. Nos pontos não especificados no projeto, seriam aplicados os preceitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Já em abril de 2019, o deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE) propôs também na Câmara, em Brasília, que youtubers e influenciadores digitais possam ser reconhecidos como microempreendedores individuais (os chamados MEI). Assim, se o projeto for aprovado, eles ganharão direitos equivalentes a empresários (poderão emitir nota fiscal, por exemplo), com a vantagem da incidência de impostos menores do que em empreendimentos tradicionais.

Cebrac oferece curso profissionalizante para videomakers

Quem pretende apostar na carreira de youtuber ou produzir vídeos para as mais diversas finalidades conta com uma excelente oportunidade de desenvolvimento e aperfeiçoamento. Organização fundada em 1995, o Centro Brasileiro de Cursos (Cebrac) oferece um programa de formação em Videomaker.

O curso é voltado a quem sonha em tornar-se youtuber profissional, a aquelas pessoas que buscam conhecimentos para aplicar no seu dia a dia, no ambiente escolar e na comunidade, ou ainda para os profissionais que planejam prestar serviços de produção multimídia e edição de vídeo, entre outros.

O programa inclui temas como roteiro e desenvolvimento (preparação de ambiente, desenvolvimento de multimídia, storyboard e storyline, composição fotográfica, enquadramentos e planos), equipamentos (captação de áudio e imagem, ângulos e movimentos de câmera), edição e pós-produção (Audacity, Inkscape, Gimp, Kdenlive, YouTube para Videomakers, ferramentas de edição) e divulgação e monetização (transmissão, Google Analytics e visão empreendedora).

Todos os cursos do Cebrac têm como foco a formação empreendedora do aluno com ferramentas interdisciplinares, oficinas, desenvolvimento da criatividade e da liderança no meio social. Para isso, a instituição conta com educadores especializados e uma metodologia de ensino diferenciada, que busca assegurar desenvolvimento pessoal e profissional de qualidade.

Os diferenciais do curso Videomaker incluem a capacitação do aluno para atuar como prestador de serviços na área de produção multimídia e de conteúdos gráficos para redes sociais, sua preparação para auxiliar profissionais da área de marketing, publicidade e agências na criação e edição de vídeos e imagens, além de despertar sua visão empreendedora, por meio da discussão sobre os passos iniciais na estruturação de um negócio voltado para produção multimídia e redes sociais.

Fonte: Exame

Transformação digital: entre a miragem e a miopia

Antes de se lançar em uma iniciativa de transformação digital, as empresas precisam analisar como as mudanças nos contextos social e tecnológico vão afetar sua proposta de valor nos próximos anos e como vão fazer para financiar as inevitáveis turbulências no fluxo de caixa até a consolidação do novo modelo. Alguns acontecimentos recentes no setor de e-commerce são ilustrativos nesse aspecto. A venda da Netshoes por uma fração do que valia quando abriu seu capital, o anúncio do encerramento das operações online do Walmart e alguns boatos sobre o destino de outras operações de comércio eletrônico mostram as dificuldades da diversificação de mercados e da integração com as operações tradicionais.

Obviamente, não se trata de um desafio impossível, como demonstra a operação até aqui bem-sucedida do Magazine Luiza. Mas o foco excessivo em um nicho de consumidores ou na solução tecnológica costuma gerar um “ponto cego” para a criação de um fluxo de caixa sustentável. No caso da Netshoes, uma análise dos últimos relatórios trimestrais deixa claro que as dificuldades em lidar com a diversificação de mercados (geográficos e de produtos) afetava seriamente a rentabilidade da operação.

Não é algo inédito: gestores que se dão bem em um segmento ou região têm uma perigosa tendência de subestimar a complexidade de estender suas operações para outros setores ou locais. Parte disso se deve à crença que o mindset que trouxe o sucesso até agora será o mesmo que vai levar ao sucesso em outras circunstâncias. Muitos processos de expansão ou transformação não são uma questão de gestão do conhecimento, ou seja, adaptar uma metodologia que “deu certo”, mas sim de “gestão da ignorância”: é necessário colocar tanto esforço no mapeamento das diferenças e suas consequências sobre a lucratividade quanto no mapeamento das similaridades. Isso é particularmente difícil em uma situação de mudança tecnológica acelerada ou transformações regulatórias como as que começamos a ver na questão da privacidade e posse dos dados pessoais, que podem alterar radicalmente os custos de alguns modelos de negócios.

Muitos gestores de organizações tradicionais acreditam que é possível “injetar” um modo de fazer negócios em algum ponto de sua cadeia produtiva, mas tendem a subestimar duas variáveis: a eficiência operacional muitas vezes está intimamente relacionada com uma cultura muito específica, e uma alteração em um processo às vezes altera radicalmente outro setor da empresa (mudanças na logística frequentemente impactam a estrutura de RH, por exemplo). Pense no caso dos modelos de “marketplace” ou plataformas: embora apresentem uma estrutura de custos muito superior aos processos tradicionais, frequentemente implicam maior atrito com os integrantes da cadeia (por exemplo, o Uber).

Nem todas as empresas estão dispostas ou possuem uma cultura capaz de se adaptar à gestão de conflitos frequentes, ou são capazes de operar nas suas pontas (centros de distribuição, entrega ao consumidor final, elaboração de contratos etc.) na mesma velocidade com que seus novos “fornecedores”. A velocidade com que as empresas digitais lançam e abandonam produtos e serviços é fascinante e explica boa parte do seu sucesso. Mas como fazer isso em uma cultura que não dá autonomia para seus funcionários ou na hora da promoção privilegia o comportamento “estável”? Essa é uma situação típica das operações “omnichannel” e o alinhamento sempre é mais fácil no papel do que na vida real.

Esses são temas frequentemente ignorados quando falamos em transformação digital. Normalmente, o foco é sempre no tamanho da oportunidade em termos dos novos consumidores ou formatos de entrega de produtos e serviços. Mas sem um entendimento claro de qual a estrutura financeira que vai suportar a nova proposta de valor, essas iniciativas são abandonadas diante das primeiras dificuldades de caixa no negócio tradicional (foi o que aconteceu com as operações digitais do Carrefour, há alguns anos, e fique de olho nas decisões do GPA diante das repetidas notícias sobre os problemas da sua controladora na França).

A transformação digital vai requerer também uma mudança nos modelos de negócio e essa transição, na maior parte das vezes, afeta o fluxo de caixa e a rentabilidade de uma organização. Por isso é importante envolver o financeiro de uma empresa no processo desde o início. Não somente para viabilizar os recursos necessários até a estabilidade do novo modelo, mas também para ajudar as outras áreas a construírem indicadores que demonstrem a evolução nesta direção. Essa é uma parceria que vejo frequentemente ignorada na área de marketing e comunicação.

Quando examino os casos de sucesso e fracasso de implantação de iniciativas digitais, sempre me lembro do Miopia em Marketing, um texto clássico da nossa área que talvez alguns leitores mais novos não conheçam (afinal, o texto é contemporâneo do Kotler, rs). Ficamos frequentemente tão “maravilhados” com o que a tecnologia pode fazer por nossos produtos ou serviços que esquecemos de olhar o contexto no qual ela é consumida. E esse contexto é fundamentalmente determinado por coisas que acontecem fora das nossas empresas. Um exemplo do mercado de bens de consumo é ilustrativo: João Carlos Brega, CEO da Whirlpool da América Latina, me contou que a produtividade das fábricas brasileiras de multinacionais em diversos setores (inclusive no de eletrodomésticos) é igual ou superior às localizadas nos Estados Unidos ou na China.

O problema começa da produção “para fora”: o custo total do transporte de um contêiner entre São Paulo e Santos é quase o mesmo do envio entre China e Santos. Além disso, por conta dos trâmites alfandegários, o caminhão precisa chegar no porto cerca de duas semanas antes do embarque previsto, o que gera uma imobilização de capital que compromete qualquer ganho de produtividade na fábrica.

Pensar a transformação digital olhando apenas as tecnologias que vão sustentar a presença da sua organização na tela do celular ou computador é arriscado. Sem entender como será possível financiar a proposta de valor para seu consumidor do futuro, tudo o que você tem é uma miragem, que vai se desfazer “exponencialmente” no primeiro soluço do caixa da empresa.

Fonte: Meio & Mensagem

Como o marketing holístico reduz a distância entre a marca e o sucesso

Quem não conhece a famosa frase “A união faz a força”? Pois então, ela traduz, de forma simples, o caminho do sucesso. Afinal, ninguém consegue chegar ao êxito sozinho. Aí você me pergunta ”Como assim Prange? Eu tenho conquistas individuais!”. Claro, você tem seus méritos, mas o que eu quero dizer é que ninguém consegue alcançar grandes objetivos sem ajuda em algum momento da caminhada.

Nessa perspectiva, Steve Jobs precisou de Ronald Wayne e Steve Wozniak para fundar a Apple, a maior empresa do planeta. Entrando no mundo da internet, Larry Page precisou da parceria de Sergey Brin para criar o Google. Não está entendendo onde eu quero chegar? Quero chegar a um assunto que está transformando o mundo dos negócios, o marketing holístico. Esse conceito diz que uma empresa, assim como os personagens que citei anteriormente, não deve atuar de forma desconexa, muito menos enxergar barreiras entre departamentos internos, para alcançar assim novos patamares de produtividade.

Como o marketing holístico quebra silos

Em tempos tecnológicos, o que não faltam são fórmulas prontas para chegar ao sucesso, independente da área. Vídeos e mais vídeos no youtube prometem o dobro do faturamento em algumas semanas. Postagens nas redes sociais garantem ter o segredo das vendas. Mas na execução não é bem assim. Para aumentar o potencial de uma empresa no mercado, implementar iniciativas e inovações soltas não é o suficiente. E é aí que entra o marketing holístico.

Nessa perspectiva, não basta ter ideias específicas para atender as necessidades de cada setor se o conjunto como um todo não for alinhado. Com estratégias separadas por departamentos, os silos ganham força e a tendência é que as ações e decisões tomadas sejam desconexas e ineficazes, impedindo que a empresa cresça.

Porém, trabalhando com práticas holísticas de integração entre as partes, é possível criar um ambiente muito diferente do qual descrevi acima. Ou seja, muito mais sólido e preparado para integrar os setores de forma única, captar novos clientes e satisfazer os já presentes, superando os resultados esperados.

É desafiador? Muito! Vai dar trabalho? Vai! Mas só saindo da zona de conforto que se consegue avançar de forma holística. E entre os benefícios, estão não só o aumento da produtividade, mas a possibilidade de chegar a melhores resultados de negócio, transformando o trabalho das equipes, que passam a compartilhar ideias e experiências e criar juntas iniciativas muito conectadas com os princípios da empresa.

O paralelo com o sucesso

Como visto antes, o sucesso não é algo construído sozinho, assim como não cai do céu. É preciso estar sempre pronto para a colaboração e para gerar novas soluções de negócio. E, nessa mesma perspectiva, caminha o marketing, que alcança melhor os seus objetivos quando não tratado de forma solitária. A aproximação com as equipes comerciais, de vendas e de produtos, ou seja, o trabalho conjunto, promove melhorias para as iniciativas da área e, consequentemente, para a empresa como um todo.

Por outro lado, ao falar do todo, é necessário estar a par não somente do que acontece dentro da própria empresa, mas também com os concorrentes. Por exemplo, os gestores nunca podem ficar por fora das últimas ações e movimentos feitos pelas outras marcas. Isso porque, em um mercado tão competitivo, é indispensável ter uma visão 360º em relação às tendências e novidades surgidas no seu contexto de negócio.

Para isso, as informações existentes no ambiente online podem ser suas grandes aliadas. Por meio do acesso aos dados gerados no digital é possível perceber que os algoritmos nos encaminham para as respostas e que eles são ferramentas poderosas que nos auxiliam a reconhecer o que está bombando nas mídias sociais e quais estratégias estão sendo usadas pelo seu concorrente para engajar mais o público.

A partir disso, você começa a identificar o verdadeiro potencial que a coleta e a análise de informações pode ter para o seu negócio e para o desempenho das suas equipes. Percebe que elas funcionam como um instrumento essencial para as práticas holísticas ao permitir que informações precisas da concorrência ou até mesmo da performance das suas próprias ações e campanhas sejam usadas para direcionar estratégias futuras.

O futuro é integrado

Assim como em um casamento, é hora de unir as coisas. Ou seja, integrar os conhecimentos das suas equipes para fazer uma boa leitura do cenários e contextos, cruzando dados e informações da sua própria empresa, com as da concorrência e dos clientes, para que toda e qualquer iniciativa sua seja cada vez mais personalizada. Afinal, é com a junção de times que você terá informações mais completas e poderá identificar as necessidades de cada cliente, oferecendo aquilo que ele, de fato, deseja receber.

É como diz o ditado: “Duas cabeças funcionam melhor do que uma”. Então, nesse contexto, a integração entre áreas e profissionais faz com que diversas perspectivas sejam geradas, produzindo uma discussão heterogênea e mais produtiva. O conflito de ideias leva a empresa a respostas que abrangem uma maior de gama de soluções para os problemas analisados e, dessa forma, tanto a empresa quanto o cliente sai satisfeito com o trabalho exercido.

Portanto, não hesite. Modificar a cultura do negócio implementando novas formas de desenvolver ideias, gerar insights e realizar ações e campanhas é uma ótima maneira de se manter em um mercado tão competitivo. Com o marketing holístico esse poder de transformação ocorre com a agilidade que é preciso ter – o que torna o jogo dos negócios mais interessante. E aqui convido você a pensar, a sua empresa está preparada para essa mudança?

Por Eduardo Prange, Co-Founder e CEO da Zeeng – Data Driven Platform

A North Face vandalizou a Wikipédia para melhorar seu ranqueamento no Google

A empresa de artigos esportivos outdoor The North Face passou uma bela vergonha semana passada, depois que uma agência de publicidade trabalhando para eles compartilhou vários artigos da Wikipédia de populares destinos turísticos com fotos de modelos usando roupas e acessórios da marca.

O golpe publicitário queria colocar os artigos North Face no topo dos resultados de imagem do Google para vários destinos (a notícia foi dada primeiro pela AdAge). A Wikipédia tem uma posição proeminente nos resultados do Google para basicamente todo local da Terra, então a agência achou que esse seria um jeito fácil de conseguir marketing indireto aparentemente orgânico de graça.

Infelizmente para a North Face e a agência de publicidade Leo Burnett Taylor Made, editar a Wikipédia sem revelar que você está sendo pago pra isso vai contra as regras do site. Os voluntários da enciclopédia online, que trabalham incansavelmente para garantir a exatidão das informações no site, não ficaram nada felizes com a ideia.

Daí que tuítes de editores da Wikipédia começaram a rodar denunciando as ações questionáveis da agência. Na quarta, a Fundação Wikimedia deu sua declaração oficial sobre o caso, chamando a campanha de “similar a depredar patrimônio público”. As imagens postadas pela agência foram deletadas desde então.

Como Liam Wyatt, um conhecido editor da Wikipédia e ex-wikipediano residente no Museu Britânico, explicou por Skype: “A questão é o segredo. Não é tanto um crime, mas acobertamento. Os Termos de Serviço da Fundação Wikimedia têm uma cláusula específica contra defesa paga não-declarada”.

Wyatt apontou que há um pequeno exército de editores pagos da Wikipédia em várias instituições culturais pelo mundo, mas a diferença-chave é que essas instituições estão divulgando sua atividade na Wikipédia e fazendo uma tentativa de boa-fé de melhorar os artigos do site com seus próprios recursos e especialidades. O que não era o caso com a North Face.

Muitas das fotos que a agência estava postando eram de qualidade inferior daquelas sendo substituídas. Fotos próprias para uma entrada de enciclopédia – ou seja, fotos que capturam com precisão o tema de maneira documental e informal – estavam sendo substituídas por fotos ensolaradas de modelos usando mochilas caras em primeiro plano, enquanto o cenário real era apenas de pano de fundo.

Segundo Wyatt, a agência poderia ter feito as coisas de um jeito mais responsável.

“Eles poderiam ter feito isso eticamente”, disse Wyatt, “acrescentando essas imagens aos artigos da Wikipédia, poderiam ter colocado um pequeno resumo ‘Imagem de tal empresa ou tal campanha’ ou ‘Estamos postando essas fotos como parte da seguinte atividade’, e aí tudo bem. Mas não fizeram isso, e não disseram nada em sua própria página. Eles sabiam o que estavam sabendo, porque usaram resumos quando fizeram essas edições, e os resumos das edição diziam coisas como ‘foto recente’”.

Pra piorar, depois de violar os termos de uso da Wikipédia, a agência lançou um vídeo se gabando da campanha. Eles até fizeram referência à campanha como “colaborando com a Wikipédia” em um dos textos no vídeo.

“Eles colocaram a palavra ‘colaborando’ com a Wikipédia, e aí… o vídeo dizia que o maior risco era eles serem descobertos. Se sua maior preocupação fazendo um projeto que é ostensivamente colaborativo é ser descoberto pelas pessoas com quem você está colaborando… então não é colaboração coisa nenhuma”, disse Wyatt.

Todas as edições feitas pela agência foram revertidas pelos voluntários da Wikipédia. Algumas horas depois que a declaração da Fundação Wikimedia foi publicada, a North Face se desculpou pela campanha pelo Twitter, e um porta-voz da empresa disse num e-mail para a VICE que eles estão “num processo de abordar diretamente a Wikipédia para encontrar o melhor jeito de consertar as coisas”.

Fonte: Vice

Marcas admitem preocupação com caso Neymar

Ao invés de gols e grandes jogadas, Neymar novamente ganha a manchete dos jornais por polêmicas fora de campo. O jogador é acusado de estupro e investigado por crime de informática, após expor fotos íntimas e um diálogo com a mulher que o acusou na justiça. Além da atenção da imprensa e do público em geral, o episódio passou a ser tornar um ponto de atenção para as marcas que mantém vínculo com o atleta.

Alguns patrocinadores do atacante já se posicionam mostrando preocupação com o desenrolar da história. “Nós estamos cientes e preocupados com as sérias alegações. Continuaremos acompanhando a situação”, afirmou a Mastercard, por meio de comunicado. O posicionamento da Nike, não foi muito diferente. “Estamos profundamente preocupados com essas acusações e seguimos acompanhando de perto a situação”, diz a nota da fabricante de material esportivo.

A mesma cautela mostrada pelas marcas está presente no discurso dos especialistas em marketing esportivo. Para Fabio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports & Marketing, é necessário aguardar o desfecho do caso. “É preciso evitar o exercício da futurologia, mas é fato que mais uma vez o nome do Neymar está atrelado com algo que não agrega nada de positivo para a sua marca. É indiscutível que ele é fora de série dentro de campo e que ele encanta os torcedores, o que agora se questiona é o quanto ele poderia preservar a sua imagem fora dos gramados”, afirma o especialista.

Independentemente do andamento jurídico desse caso, na visão de Anderson Gurgel, professor de marketing esportivo do Mackenzie e autor do livro Futebol S/A, há um desgaste na imagem do jogador que se acentuou nos últimos anos. “Pelo tamanho de sua exposição pública e as coisas que já realizou em campo, Neymar tem um capital de imagem a ser gasto. O problema é que esse capital está sendo gasto de uma maneira muito rápida. Esse impacto em sua imagem já vem de alguns outros casos recentes”, ressalta.

Em abril deste ano, Neymar agrediu um torcedor durante a final da Copa da França. Além disso, pelo fracasso da seleção brasileira e as acusações de simular faltas em campo, o atleta também virou motivo para memes e piadas durante a Copa do Mundo de 2018. As críticas foram tão pesadas que, por meio de um comercial da Gillette, logo após a competição, o atacante fez um mea culpa de suas atitudes. O próprio filme, em si, deu vazão a novas discussões sobre a gestão de imagem do atleta.

Embora não tenha dado informações de data por questões contratuais e de confidencialidade, depois da Copa do Mundo e antes das polêmicas atuais, a Gillette não renovou seu contrato de patrocínio com o atacante, vínculo que durou quatro anos. Apesar disso, o logo da empresa continua no site oficial do jogador.

Para Wolff, o que se pode tirar de positivo da história, até agora, é o posicionamento rápido dos patrocinadores de Neymar. “Há alguns anos, muitas empresas ficavam em silêncio em casos como esse. Hoje, no entanto, as marcas se sentem pressionadas pelo público para se movimentar e sair de sua zona de conforto. Vejo com bons olhos essas companhias que se posicionam, sobretudo em situações que impactam em seus valores e seu alinhamento estratégico”, analisa.

Gurgel pontua que, embora seja necessário tomar cuidado com a abordagem precipitada do assunto, que a todo momento ganha novos detalhes e informações, é possível dizer que a abordagem inicial de Neymar, com um vídeo em seu Instagram, não melhorou muito a situação do atleta em termos de imagem. “A defesa se deu de uma forma atabalhoada e criou outros problemas jurídicos (como a investigação sobre crime de informática). Um atleta do tamanho do Neymar não deveria se expor tanto e expor tanto os outros. A resposta deveria conter mais ponderação e profissionalismo”, avalia.

O especialista em marketing esportivo também afirma que, embora complexa, a situação não é inédita, citando polêmicas envolvendo grandes atletas como Tiger Woods e Ronaldo, por exemplo. Ele lembra também que é um cenário difícil para o jogador, uma vez que as marcas nunca estiveram tão preocupadas com a imagem pública. “Vale lembrar que as grandes marcas globais têm mecanismos de segurança e medidas de proteção em casos de patrocínio ou mesmo de parceria. Em contextos extremos, as empresas não estão hesitando em acionar essas cláusulas”, finaliza.

 Fonte: Meio & Mensagem