Reputação é a coisa mais importante

A Ideal foi criada em 2007, pelos jornalistas Eduardo Vieira e Ricardo Cesar, para responder aos anseios do mercado – que buscava uma agência capaz de entregar com qualidade trabalhos de relações públicas, redes sociais, publicidade e conteúdo. A Ideal procura unir a expertise em comunicação corporativa à criatividade publicitária. A consistência jornalística à agilidade das mídias sociais. E o poder da propaganda à responsabilidade de formar opinião. São mais de 150 pessoas que acreditam estar ajudando a construir o futuro da comunicação. “Temos o privilégio de trabalhar em projetos locais, regionais e globais para mais de 55 clientes. E praticamos, num ambiente motivador, valores como excelência, inovação, meritocracia, ética, comprometimento e resultado sustentável”, diz a organização em sua apresentação institucional. “Tento capturar o Zeitgeist e tentar antecipar tendências, tempos e movimentos. Temos objetivos de negócios claros, que precisam estar alinhados com os dos nossos clientes. Para isso, olho sempre para os desafios de negócios dos principais mercados e para talentos – que são nossa matéria-prima”, afirma Eduardo Vieira, único profissional do Brasil e da América Latina a figurar na lista The Innovator 25 Americas 2017, publicada pelo The Holmes Report – o principal veículo especializado na cobertura do segmento de Relações Públicas do mundo.

Eduardo, como ser inovador num mundo tão dinâmico?

Se existe uma nova diretriz no mundo é a seguinte: não pare de estudar. Assim como as grandes empresas do mundo, entendo que nós, indivíduos, devemos estar em versão “beta perpétuo”, ou seja, aprendendo e focando em requalificação e melhoria de qualificações. É o único jeito.

Reputação e legitimidade são as palavras mágicas para profissionais que atuam com comunicação?

São duas das mais importantes. Se você não tem reputação boa e o que faz não é legítimo, você logo se tornará fake. O que é um desastre para quem atua com comunicação. Mas também colocaria na listinha as palavras flexibilidade, autonomia, inteligência emocional, iniciativa, pensamento crítico e persuasão.

Como se cria legitimidade e reputação de forma constante?

Construindo aos poucos, no longo prazo. Reputação é a coisa mais importante do mundo hoje em dia. Ela destrói ou constrói empresas e pessoas na velocidade de um clique. Não há como construir uma boa reputação sem ser legítimo constantemente, ao longo do tempo. Não é uma corrida de 100 metros, mas uma maratona.

O que é fundamental para uma empresa de relações públicas triunfar no mercado?

Entender que a atividade não é um complemento do marketing ou uma vertente isolada na comunicação das empresas. Está no core de qualquer estratégia, pois, lida com reputação, e deveria estar sentada na mesma mesa que os consultores, advogados e banqueiros, junto com os CEOs e acionistas. Quem enxergar isso deve ser bem-sucedido no mercado.

Branded Content ou Unbranded Content, o que é melhor para a comunicação e consequentemente relevância de uma marca?

Ambos! Dependo da estratégia, são duas vertentes muito relevantes e eficazes para aumentar a relevância e o valor de uma marca. Vai depender do que precisa ser comunicado, dos riscos, oportunidades e ferramentas disponíveis. São dois recursos que estão entre os mais utilizados hoje em dia.

O que deve ser a “bússola” de um comunicador?

Sua ética e transparência, pilares para alcançar um objetivo bem definido. Sem isso, não se chega a lugar algum de modo consistente. Sêneca já dizia: “se você não sabe onde quer chegar, nenhum vento lhe é favorável”.

Quais os principais pilares do Grupo Ideal?

As empresas do Grupo Ideal atuam no segmento de gestão de reputação, ajudando seus clientes a influenciarem seus públicos de interesse. Essa influência é exercida de forma particular: nativamente híbrida entre disciplinas de comunicação (ou seja, utilizando várias, de acordo com a estratégia); agnóstica de mídia (conquistada, paga, proprietária); e sem distinção entre formatos analógicos ou digitais.

O que norteia a sua visão enquanto Co-CEO da organização?

Tento capturar o Zeitgeist e tentar antecipar tendências, tempos e movimentos. Temos objetivos de negócios claros, que precisam estar alinhados com os dos nossos clientes. Para isso, olho sempre para os desafios de negócios dos principais mercados e para talentos – que são nossa matéria-prima.

Os dados e a inteligência artificial irão intervir de que forma em sua área de atuação?

Já exercem uma influência relevante. Nenhuma estratégia de comunicação hoje é criada sem ser “data driven”, ou seja, decretamos aqui um “chega de achismo” já há alguns anos. É mais eficiente basear uma estratégia em dados do que em suposições. Já a inteligência artificial ajuda na interpretação dos dados e em algumas partes mais operacionais, como escrita.

Você afirmou que um bom líder deve ter visão de futuro. Essa visão de futuro vem com intuição ou com experiência acumulada?

Ambas! Quanto mais experiência você tem, mas sua intuição fica afiada. Muitas vezes acontecem situações novas, em que há pouquíssima experiência acumulada, então seguimos totalmente a intuição e o nosso feeling.

O que o futuro reserva para o mundo das comunicações e que você considera ser uma das mudanças mais profundas dos últimos tempos?

A única coisa que não vai mudar é que a mudança será constante… (Risos). Empresas sempre vão precisar se comunicar com as pessoas, construindo uma boa reputação para se tornar admirada, atrair talentos e vender mais. Isso nunca vai mudar. O que muda é a maneira que essa comunicação é feita, pois, surgem formatos, ferramentas e maneiras novas todos os dias. Essa é a principal realidade: precisamos nos atualizar constantemente para acompanhar as mudanças num ritmo satisfatório. Mas a essência do nosso negócio não parece que vai mudar, nem no longo prazo.

Fonte: Panorama Mercantil

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