ProXXIma: veja tudo o que rolou no evento

Se você nunca ouviu falar ou não conhece o ProXXIma, não se preocupe que a gente te explica.

Uma definição bem curtinha e simples, que está disponível no próprio site do evento:

O mais respeitado evento do setor de marketing e comunicação digital do Brasil. Reúne líderes e gestores de marca para discutir o impacto que a inovação e a tecnologia podem ter nos negócios, com apresentações de palestrantes internacionais, cases e experiências de sucesso no mundo.

Você pode ver mais informações sobre o evento, aqui no site oficial.

E nós, a convite da nossa parceira Squid (adoramos!), estivemos por lá. Aqui você vai conferir o que vimos e aprendemos no primeiro dia de evento, que acontecerá também amanhã 08/05.

Antes de falarmos sobre as palestras, é legal a gente falar sobre a estrutura do evento. O espaço é incrível e como a programação conta com palestras internacionais, os participantes tem acesso aos fones para tradução. Todo mundo conseguia consumir o conteúdo e entender do que se tratava o papo.

Mas e as palestras? Vamos ao que interessa!

TENHA MEDO. TENHA MUITO MEDO. MAS SIGA EM FRENTE.

Começamos com a palestra do Fernando Machado – CMO Global, Burger King e Ariel Grunkraut – Vice Presidente de Marketing e Vendas, Burger King Brasil.

O papo já começou com uma informação super legal sobre a marca, caso você não saiba, o Burger King foi eleito a marca mais criativa do mundo em 2018. Claro, um título merecido pelos inesquecíveis cases de sucesso criados pela marca. Em 2015 a marca passou pelo processo de entendimento, que até então estava criando campanhas genéricas. As embalagens e os espaços dos restaurantes não eram bem utilizados no sentido criativo.

Como foi o processo de mudança do Burger King?

  1. Entender a marca. Chegou a hora de ir pra rua conversar com as pessoas. A equipe perguntou para as pessoas, quando pensavam no BK o que vinha a cabeça? TODOS falavam Whopper. O BK não é o lugar onde tu vai levar alguém para um date, pois as pessoas se sujam comendo. Fast food é uma ocasião feliz. A coroa, por exemplo, tem grande significado para os clientes e para marca. Quando você coloca a coroa na pessoa, parece que a versão de 12 anos dela vem à tona <3 O tom da marca, tem que estar em toda comunicação, como por exemplo, no recente vídeo que refere-se à campanha vetada, do Banco do Brasil.
  2. Fazer um bom briefing – O bom briefing não precisa ser uma longa carta.
  3. Deixar a ideia crescer – quando um leão cresce é muito fácil de matar. Você precisa trabalhar com medo, mas não deixar que isso te impeça de fazer as coisas. Os ciclos são muito curtos, as pessoas vão comentar sobre sua campanha durante as primeiras 48hs e os seus picos de mídia espontânea serão curtos e rápidos. E você vai ver as pessoas falando de coisas que você aprovou com medo e nervoso. Isso faz parte do processo 😉
  4. O maior risco é não tomar nenhum risco.
  5. Um time – O time conta com seus criativos, mas todas as pessoas se envolvem no processo. Desde o briefing.

A partir dessas mudanças, a marca começou a ser premiada, vender e crescer ainda mais.

Depois dessa grande aula de branding e criatividade, passamos para a próxima palestra do evento.

QUEM É VOCÊ NA FILA DO PÃO? E NA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL?


Se a transformação digital é o futuro dos negócios, é essencial poder medi–la. O Isobar Brasil Group – estrutura que conta com Cosin Consulting, Isobar, LOV e Pontomobi – lança o Digital Strength Index (DSI), criado para medir qual a maturidade digital das marcas no país. Vamos conhecer a primeira versão brasileira do índice que estabelece novos parâmetros na transformação de marcas e negócios na economia digital.
Alessandro Cosin – CEO, Cosin Consulting linked by Isobar

A apresentação mostrou o modelo de medição da transformação de marcas e negócios no digital. A medição é feita através do DSI, dá uma olhada na imagem:

A medição foi realizada e testada em 300 marcas, para entender a sua maturidade digital. E como podemos ver na imagem abaixo, o Varejo encontra-se mais preparado e maduro no mercado digital, diante dos outros setores.

Aqui você pode ver quais são as líderes de cada segmento, de acordo com a medição.

Antes de mais nada, é importante levar em consideração que esse resultado é apenas uma ponta de uma grande transformação pela qual as marcas passam.

Não podemos pensar apenas no retorno financeiro ou no objetivo final. A transformação digital influencia na cultura, nos investimentos, nas metodologias, na arquitetura tecnológica, entre outros fatores. A mudança estrutural é muito maior.

Agora o papo é sobre agência 😉

 UM NOVO MODELO DE AGÊNCIA ESTÁ SURGINDO. MAS QUAL, MESMO?

Cada agência de propaganda do mundo busca hoje seu próprio caminho de reinvenção. Para quem investe nesse negócio em transformação, o desafio é: em qual modelo apostar? A S4, de Martin Sorrell, tem sua resposta.
Wesley ter Haar – COO, MediaMonks e Diretor Executivo, S4 Capital Group.

O momento de uma Nova Era. Novas soluções. Nova economia.

O que foi feito de diferente?

  • Mais rápido. Mais barato. Mais eficiente. Temos que destruir o modelo Mad Man e criar algo que traga valor de fato para as empresas.
  • Modelo somente digital
    A única forma de ganhar dinheiro, é ser bom e rápido. E a escola é por meio da tecnologia e não pessoas.
  • Único P&L
  • Foco no crescimento orgânico
  • Somos puramente digital
  • Vivemos na Época do ecossistema de marca
  • Geografia, idade e gênero – não querem dizer nada. Temos que misturar empatia e engenharia. As pessoas querem ser ouvidas, mas não espionadas. Conteúdo hoje é como se você tivesse que fazer uma campanha eleitoral, sem saber quando vai acontecer.
  • A grande ideia é editava e espremida em diferentes canais digitais.
  • Precisamos entender onde tem fit de formato de conteúdo entre marca e consumidor.
  • Em média vemos anúncios por 1.7 segundos – dados do Facebook.

Ufa! Muita coisa, né? Esses dados deixam a cabeça cheia de ideias. Agora, vamos falar sobre inovação?

INOVAÇÃO COMO MISSÃO


Uma conversa sobre inovação na maior cervejaria do mundo, abrangendo tanto marcas quanto processos e o papel e a importância da ZX Ventures nesse ecossistema.Ricardo Dias – Vice Presidente de Marketing, AMBEV.

80% das ideias inovadoras fracassam.

Sabe por que o Fornite é a maior ameaça pra Netflix atualmente? Pois a briga é pela atenção das pessoas. Independente do formato.

A saída das marcas é usar a tecnologia para que elas acompanhem o comportamento dos consumidores. A tecnologia está ligada diretamente à cultura e ao comportamento da sociedade.

Por isso você precisa conhecer o seu mercado e saber quem são os seus leões (os seus concorrentes diretos). Eles existem e vão existir por muito tempo, mas enquanto isso, você precisa gerar contato com o seu cliente.

Contato? Isso mesmo. O contato gera intimidade com as pessoas. Sem intimidade, não se tem nada.

Por isso, pra AMBEV hoje ter dados é essencial. O foco da empresa é ter esses dados para que a partir deles, se consiga gerar um contato e uma intimidade com as pessoas.

E funciona?

Ao que tudo indica, sim 😉

Agora é o momento da DPZ&T, o que uma grande agência de publicidade preparou?

A gente não queria ser mais agência de propaganda, mas sim agentes de mudança do negócio dos nossos clientes.”

Como eles vão fazer isso? Usando dados como inspiração (mais uma vez, os dados estão presentes nas transformações das empresas).

Assim, a agência criou um braço de performance. Dá uma olhada na imagem abaixo.

Quanto do resultado que o cliente teve, pode ser atribuído ao trabalho feito pela agência? 
Essa é a nova pergunta.

VAREJO CONECTADO
MOBILE, SOCIAL, AR/VR, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E MUITO MAIS

Diante de nós, numa velocidade acelerada, o varejo foi deixando de ser a loja da esquina para se transformar em plataformas conectadas omnichannel de ativação e vendas. E mais: integrado a marketing e comunicação. É o comércio 4.0. Sean Lyons – CEO GLOBAL R/GA (EUA)

“O digital quebrou a diferença entre MKT e vendas. Agora é tudo a mesma coisa.”

As marcas que nasceram antes da revolução digital, hoje estão tendo uma dificuldade para crescer. Por que ? Porque a tecnologia chegou e mudou tudo. E os concorrentes são aqueles que nasceram no mundo digital.

Mais da metade da lista das 500 maiores empresas do mundo de 2017, pararam de crescer.

Nós tínhamos hábitos de mídia e agora temos hábitos de tecnologia.

Por que eu deveria entrar na sua loja se não for pra comprar?

Este é o novo desafio das lojas físicas. A Apple oferece palestras dentro das lojas, a Nike oferece a experiência de você experimentar um tênis em uma situação real de corrida, a Bonobos (comprada pelo Walmart há 3 anos) vende roupas, mas você apenas experimenta na loja e recebe em casa.

O ato de comprar se tornou uma grande experiência.

A conveniência é basicamente o “facilite minha vida”.

AS MARAVILHAS E DIFICULDADES DE SER MULTIPLATAFORMA

Foi-se o tempo em que produzir conteúdo para uma só plataforma era o suficiente e que ligar um só aparelho atendia todos os nossos desejos de consumidor.

Com o desenvolvimento da tecnologia, o tempo pede pressa ou somos nós que perdemos o eixo? Como estar em todos os lugares ao mesmo tempo, como acompanhar tudo o que acontece e ainda manter a sua identidade e sanidade? Vanessa Oliveira – Diretora da VIU HUB, Globosat

A VIU é a área da Globosat, a maior programadora da América Latina, focada no desenvolvimento de projetos e conteúdos digitais.

A TV está deixando de ser um lugar para programas televisivos e sim um espaço para marcas. Mesmo sendo vista como uma mídia tradicional há tempos, o crescimento dos influenciadores transformou a maneira que vemos a televisão.

O momento de levar em conta que todos somos marcas. Todos influenciamos e todos criamos é agora.

Vamos falar sobre o futuro? 😀

O FUTURO DO CONTEÚDO É TECNOLOGIA CONECTANDO GENTE


Nossa palestrante deixou sua posição de Country Manager do Google na Colômbia para a de Country Manager da Discovery no País por acreditar que o futuro passa pela curadoria de conteúdos através de plataformas tecnológicas conectadas ao consumidor final.
Carolina Angarita – Country Manager e Diretora da Operação Digital LATAM, Discovery Inc. (Colômbia).

Estamos vivendo o melhor momento da TV, agora ela é personalizada.

As marcas precisam ser obcecadas pelo consumidor. Não é apenas colocá-lo no centro.

Dá uma olhada nessas informações:

  • 60% dos consumidores da América Latina, diz que pagaria mais para marcas que se preocupa com meio ambiente.
  • As pessoas estão com obsessão por bem estar.
  • Queremos participar do dia a dia das marcas.
  • Nascemos com 78 órgãos mas agora temos mais 1 o celular. E isso fez nosso pensamento visual ficar vertical.

A Discovery possui uma ferramenta de I.A. 😉

Além de gerar ações comerciais com mais precisão, a nova solução também permite otimizações e correções em tempo real.

“Não é novidade fazer mapeamento de performance e otimizar ações em tempo real no ambiente digital, mas na TV isso ainda é uma inovação. Teremos estrutura para, junto com nossos clientes e suas agências de publicidade, fazer otimizações constantes para que os resultados e as entregas sejam efetivos”, reforça Carolina.

“Conteúdo que não é útil e relevante, não é conteúdo é paisagem.”

O QUE SUA MARCA PODE APRENDER COM AS CAMPANHAS DE TRUMP E BOLSONARO?

As últimas campanhas políticas nos mostraram como a comunicação mudou! Mas o que mudou? O que o marketing político do mundo contemporâneo tem a ensinar para as marcas do mesmo mundo contemporâneo. O que fazer. E o que não fazer…
André Torretta – Sócio Fundador, Torreta.br

A política nos trouxe a narrativa visual. Eu não preciso mais falar para ser entendido.
Em 2012 começamos com a Big Data na política e isso chegou com o Obama, dá uma olhada nesse link depois:

Com tática polêmica, página de Obama no Facebook é ‘curtida’ por 1 mi em um dia

Você sabia que para cada pessoa o Obama manda um e-mail diferente? Isso muda a experiência das pessoas, diante de uma compra, assim como diante de uma campanha eleitoral.

Até que em 2013 nasceram as Fake News na política. O que é uma bomba de semiótica.

E vale lembrar que compartilhar Fake News pode gerar consequências jurídicas aos envolvidos. Por isso tenha muito cuidado com as informações que você disponibiliza pras pessoas.

Agora o papo é de coração pra coração <3

HEARTBEATS: O FUTURO DAS EXPERIÊNCIAS HUMANAS

Depois que a tecnologia transformou as batidas do nosso coração em dados e informação, são elas que passaram a ser a nova métrica de sucesso das experiências humanas. É a biométrica da vida, da interatividade e do marketing.
Eco Moliterno – Chief Creative Officer Latam, Accenture Interactive

Já parou pra pensar que antes mesmo de nascermos, os nossos batimentos cardíacos são a nossa forma de comunicação? O ritmo dos batimentos já falam sobre o nosso estado, nossas emoções, quando ainda nem sabemos o que é respirar.

Por isso o batimento cardíaco é a linguagem mais universal do mundo.
O batimento cardíaco é a métrica mais verdadeira possível. Pois não pode ser falsa.

Estamos vivendo a evolução da personalização.

O processo começou com a impressão digital e agora é uma validação digital (leitura de iris).  Estamos indo para validação através do coração e ele é cognitivo.

A tecnologia de Segurança Cognitiva, por exemplo, conseguiria detectar se existem batimentos cardíacos no ambiente. E tudo isso não está distante dos dias atuais. Dá uma olhada:

O Apple Watch salvou alguém que estava para morrer, através de um alerta ao diagnosticar os seus batimentos que estavam fora do normal.

A saúde toma um outro rumo quanto ao acesso de informações. Por exemplo, você poderia saber exatamente com quantos dias está grávida, ao acessar os batimentos cardíacos. Quem sabe monitorar os batimentos cardíacos do seu pet e proporcionar uma experiência ainda melhor quanto ao que ele precisa? 🙂

E se você tiver acesso aos dados de outra pessoa?

Demais, né? Veja só as inúmeras possibilidades que os dados estão proporcionando para as pessoas. A nossa ideia de personalização está ficando pra trás mesmo. E são muitos exemplos onde os batimentos já foram testados e utilizados como dados de acesso.

Até hoje focamos em balancear muito o lado emocional e racional do cérebro. Agora o balanceamento é dos dois lados do corpo. Existe inteligência artificial, mas não existe emoção artificial. Então tudo que fizemos tem que ser de baixo pra cima.

A gastronomia, antes era feita apenas de olfato e paladar. Agora não, temos a visão, a audição, estamos vendo os pratos, estamos ouvindo o que os chefs tem a dizer. O chef é o novo publicitário, porque ele criou experiência humanas.

A publicidade do futuro precisa ser como na imagem acima. Ela deve se guiar por todos os sentidos 😉

Por exemplo, se eu quiser ver um filme que me deixa mais animada, eu busco o filme de 160 batimentos. Nós vamos nos guiar através das batidas dos nossos corações e assim, vamos ter ainda mais opinião e informação sobre o que consumimos.

Então qual é o papel da comunicação aqui?

Ajudar a criar experiências que toque os corações. Na verdade, esse poder sempre existiu, mas agora estamos estudando como transformar e aumentar o nível de cada uma dessas experiências. Assim, teremos conexões que nunca foram vistas. <3

Segundo dia de evento

Começamos a quarta-feira com uma palestra sensacional:

MÍDIAS SOCIAIS, O FENÔMENO HATER E NOSSOS VÍCIOS CONECTADOS

A sociedade contemporânea tem novos vícios. Digitais, a maior parte deles, explodindo globalmente nas mídias sociais. Haters ganham protagonismo. Como ser relevante nesse mundo online de conflitos em tempo real?
Brian Solis – Futurista e Principal Analista, Altimeter Group (EUA)

Uma curiosidade sobre a palestra. O Brian começou a escrever o 8º livro dele, mas ainda não conseguiu terminar, pois as coisas mudam muito rápido. Como acompanhar o ritmo das transformações?

Por isso o foco é entender o comportamento das pessoas no uso das redes sociais, pois só assim sua marca poderá aproveitar bem estes canais. Enquanto você estiver focado em tecnologias, o comportamento das pessoas estará mudando e você não vai conseguir atingir a sua audiência da melhor forma.

Entenda e estude sobre o comportamento das pessoas.

As redes sociais fazem com que seja muito difícil respirar, ela nos tira o foco. A nossa falta de concentração é muito perceptível.

“Eu estava escrevendo um livro e acabei escrevendo um artigo no meu blog sobre distração e falta de foco.”

No mundo onde todos tem acesso a tudo, aos melhores filtros, agora estamos dependendo da tecnologia para nos expressar e sermos criativos? Quanto mais a gente consome coisas, menos a gente cria, compartilhar não é criar. O ato de compartilhar, passou a ser obrigatório para quem cria. Já parou pra pensar nisso?

Qual foi a última vez que você sentou e não fez nada?

A vida vale ser compartilhada mas também precisa ser vivida. Temos que usar a tecnologia para ser útil e que traga mais benefícios para todos e não o contrário.

Imaginem um dia sem bateria? Estamos começando a nos tornar uma sociedade de narcisistas, pois pensamos que precisamos mostrar tudo que estamos fazendo para ter validação social. Curtidas se tornaram moedas.

Nós medimos o quanto somos bons, pelo quantidade de seguidores e curtidas. Se você não recebe muitas curtidas, você apaga certo? Pois não é legal, compartilhar algo que as pessoas não demonstraram que gostaram.

(sim, essa palestra mexeu bastante com a nossa cabeça)

Em meio a uma era digital, passamos dos limites e paramos de compartilhar uma vida que costumava ser real.

Ninguém nos ensinou como equilibrar a tecnologia com a vida real. Ninguém ensinou o que fazer quando você se torna um pouquinho famoso na internet. Não é mesmo?

Estamos mudando até as ruas por causa do celular. O digital está interferindo de forma drástica na vida real. E nem sempre isso acontece para melhorar a qualidade de vida.

Quando abrimos as redes sociais temos muitas notificações, elas foram criadas de propósito, pois ao vê-las nosso corpo ativa 6 estímulos de prazer e relaxamento e por isso que não conseguimos deixar de usar.

Você sabia que a tecnologia está mudando o seu cérebro?

A nossa forma de viver, com o contexto de hiperconectividade que nos encontramos atualmente, o nosso cérebro mudou a forma de operar e se conectar. Isso acontece por conta da Neuroplasticidade. Calma, vou te explicar.

A Neuroplasticidade é a capacidade do nosso Sistema Nervoso mudar e se adaptar às condições em que vivemos. Isso acontece de forma estrutural e funcional. Ou seja, se você é uma pessoa super conectada, o seu cérebro irá mudar a forma de funcionamento, para acompanhar o seu ritmo de vida. A tecnologia, por exemplo, tem o poder de nos deixar sem foco e com dificuldades de nos concentrarmos em uma única tarefa por mais tempo. Isso não é uma simples distração, é o seu cérebro.

Esse assunto já está na pauta de grandes líderes atuais:

A tecnologia está acabando com nossa capacidade de ter um mergulho mais profundo em nossa consciência, pois estamos esperando pelas informações e não mais indo atrás delas. Às vezes você nem recebeu uma notificação, mas pega o celular, pois está acostumado a fazer isso muitas vezes no seu dia.

É o momento de entendermos as consequências que o uso das redes sociais traz para a nossa saúde e para as nossas vidas. Criou-se a erosão da auto estima, pois nos comparamos todos os dias a muitas pessoas. E esse processo está longe de ser saudável.

Vamos deixar de usar as redes sociais?

Não! A ideia é que precisamos reaprender a usá-las, de uma forma menos agressiva.

O que compartilhamos mostra muitas vezes o queríamos ser ou nos tornar e não o que somos de fato.”

Hoje, não temos como saber se algo foi escrito por uma pessoa ou por um robô. Essa tendência só vai aumentar, nós sabemos. Isso é bom? É uma reflexão que todos devemos fazer.

Tudo isso sem falar do FOMO, né? O famoso Fear Of Missing Out, que na verdade, deveria ser:

E se deixássemos de usar TANTO as redes sociais, já pensou em fazer um DETOX? Quais seriam os benefícios?

E se um dia as nossas moedas foram LIKES, hoje elas são as nossas fotos.

Qual a reflexão da primeira palestra (que deixou a gente bem reflexivo, por sinal)?

Precisamos viver a vida, mesmo que ninguém esteja assistindo.

Depois dessa, vamos continuar falando sobre ele, o cérebro!

MARCAS, DADOS E A MAIOR TECNOLOGIA DE TODAS: O CÉREBRO HUMANO

Dados e novas tecnologias para a ativação e comunicação de marcas virou o novo normal. Mas é a cabeça de seres humanos que controla tudo. Profissionais de mídia de excelência discutem o que é Data Mindset.
Apresentador:Paulo Ilha – Media VP, DPZ&T
Debatedores: Eduardo Schaeffer – Diretor de Negócios Integrados, Globo, Marco Bebiano – Diretor de Desenvolvimento de Negócios com Agências, Google Brasil e Federico Goyret – Diretor de Marketing, Renault do Brasil

Tudo está em transformação. Veículos, Agências e Clientes.

Transformação da Agência no ponto de vista de mídia
A transformação mudou muito pelo novo mindset digital. O que não gera valor é commodite e commodite vira custo e vai ser reduzido. Não é apenas sobre comprar mídia digital. É sobre aplicar o pensamento digital, gestão e métricas em todo o processo. E evoluímos de mindset digital para um mindset de dados.

Não existe pós ação, não existe pós venda. Tudo pode ser realimentado e a venda é uma constante.

Mídia tradicional
Começava pela produção conteúdo, que gera audiência e que gera receita. Agora temos um elemento novo que são os dados. Para entender o dados individualizado, por pessoa, temos que mergulhar no digital. Com foco de alimentar o conteúdo próprio e também o conteúdo publicitário, que quanto mais fluído for, mais vai funcionar.

Com o objetivo inicial de atender à Renault, a DPZ&T anuncia a criação da VivaSix, seu novo braço de performance.

Hoje os dados podem guiar as marcas para que os resultados sejam obtidos com maior eficiência, mas é bom lembrar que a regulação sobre a privacidades de dados do consumidor, que entra em vigor em agosto de 2020.

NÃO, NOSSO MERCADO AINDA NÃO É DIGITAL!


Estudo inédito da McKinsey revela que a indústria da comunicação no Brasil ainda tem que comer muitos bites e bits para virar gente grande e forte no mundo digital. Como suplementar essa inanição?
Apresentador: Marcelo Tripoli – Digital Vice, McKinsey
Debatedores: Igor Puga – Diretor de Marketing e Marca, Banco Santander e Othon Vela – Diretor de Marketing, Via Varejo

A performance no Santander, está muito mais nos dados gerados decorrentes de testes feitos pela companhia, do que com ferramentas que tragam mais dados das pessoas na internet.

Alguns mercados têm mais facilidade em ter maturidade digital, porque a cultura da indústria que veio antes do digital, já pensava em comissão, em jornada, em personalização, como o mercado financeiro, por exemplo. Pois este mercado, cria o produto e vende, então não ter uma jornada do consumidor bem estabelecida o banco já tinha quebrado. O que é totalmente diferente para uma empresa de alimentos, por exemplo.

A concorrência interna, move montanhas. Uma visão de TI, por Squad e não de VP de TI, pois não é mais ele que define como cada setor crescerá.

Agências precisam ser cada dia a mais cúmplices dos problemas dos clientes. 

LIDERANDO A MUDANÇA: APRENDENDO A APRENDER

Espera-se de nós cada vez mais criatividade e inovação. Nosso maior desafio é combinar o potencial das tecnologias exponenciais e da inteligência artificial com nossas forças humanas e inteligência emocional. Aprendizagem adaptativa é a resposta, para pessoas e empresas, nesta nova humanidade aumentada.
Tim Lucas – Palestrante e Líder de Negócios, Hyper Island

Nossa capacidade de apenas observar é limitada. Partimos direto para o julgamento. A IA não sabe ler contexto, ela vê coisas literais, pois isso ainda demora essa evolução de interpretação.

As coisas acontecem na loja, só lá você irá aprender de fato o que precisa fazer.

Comece resolvendo o problema de 1 pessoa, depois escala a solução. Se tentar resolver um problema de massa, dificilmente irá conseguir.

GERAÇÃO Z E O FUTURO DO TRABALHO

A geração Z, os nascidos de 1995 a 2010, se tornará o maior grupo populacional do planeta ainda este ano. Em 2020, já ocupará mais de 20% dos postos de trabalho, demandando mudanças contundentes tanto nas estruturas e processos corporativos quanto nas relações profissionais. Como as empresas da indústria da comunicação podem continuar atraentes para os talentos dessa primeira geração totalmente nativa digital?
Cintia Gonçalves – Sócia e CSO, AlmapBBDO

Somos afetados por mudanças políticas e tecnologias, mais do que nunca. O Z da Geração Z vem de ZAP = agilidade, rapidez e energia.

Durante essa palestra, fizemos um teste ao vivo. Dá uma olhada:

Aqui estão os resultados de todas as perguntas:

O papo sobre gerações, é menos sobre rótulo, mais sobre pano de fundo. Não se prenda a esteriótipos.

3 layers que influenciam no dia a dia da Geração Z:

É uma geração mais pé no chão. 77% acredita que vai ter que se esforçar mais profissionalmente para se realizar, do que as gerações anteriores.

Querem empresas que tenha um propósito e que possibilitem a ele a eles devolverem algo para a sociedade.

Quais são os benefícios que espera da empresa:
38% cuidados com a saúde
34% mentoria
10% trabalho remoto
13.5% tempo livre

Pesquisa da: Delloite

  • 79% deseja trabalhar em médias e grandes empresas
  • 14% declaram stratup como objetivo de trabalho

“A boa empresa é aquela que investe no meu futuro” foi a respostas de muitas pessoas da Geração Z.

  • Eles são aprendizes rápidos.
  • Eles têm diferentes experiências do conhecer.
  • 96% deles acham que um bom líder é aquele que busca o desenvolvimento da sua equipe e compartilha conhecimento a todo instante.
  • É a geração mais inclusiva da história.

Diversidade no ambiente de trabalho tem muito a ver com a questão social. Além de trazer criatividade e inovação.

Hierarquia se dá pelo conhecimento e não pelo cargo. Será o líder quem entende mais sobre o assunto do que está se falando no momento.

Líder é…

  • 96% busca o desenvolvimento da equipe
  • 95% trabalha junto com o seu time
  • 95% compartilha conhecimento
  • 70% fala nós e não eu

AI para geração do passado é “quantos robos vão roubar quantos empregos”. AI para geração Z esse papo não existe.

O melhor mundo é o humano!

ABRINDO O JOGO: AGÊNCIAS EM QUESTÃO

Sem papas na língua, dois dos mais destacados líderes de agências do País, discutem onde as agências precisam buscar mais relevância e entrar como protagonistas no jogo da inovação e transformação dos negócios dos clientes.
Fernando Musa – Chief Executive, Grupo Ogilvy Brasil e Hugo Rodrigues – Chairman & CEO, WMcCann
Moderador: Alexandre Zaghi Lemos – Editor-Chefe, Meio & Mensagem

O brasil é um país de extremos, ou é zero ou é 10, nunca é 7.
Quando você está em um ecossistema de mudança as pessoas querem falar sobre mudanças, o marketing e a publicidade ficaram 50 anos de boas, mas hoje não é mais.

A gente não pode evoluir destruindo, tá tudo em transformação, não é só a publicidade. E não quer dizer que fizemos errado no passado, mas temos que fazer diferente.

As agências não podem ter o onus da culpa da mudança, a mudança é de todo mundo, agência, veículo, anunciantes.

Tem uma nova geração entrando no mercado, a agência precisa estar preparada para receber essa galera. (se liguem agências!)

O melhor modelo, é aquele que seja transparente para todos, e que seja rentável para ambos. Não tem como achar um modelo, quando você trabalha em um ecossistema que muda toda hora, pois mesmo que se ache ele agora, amanhã ele ta defasado.

O melhor modelo, é aquele que entrega o melhor para o que o cliente quer e precisa.

Temos que aprender hoje para sobreviver amanhã e não para sobreviver nos próximos anos, porque vai mudar e nós sabemos disso. As marcas estão entendendo também que serão empresas de comunicação, além do que já fazem, como a AMBEV está fazendo, por exemplo.

A agência tem que ser cada vez mais Tailor Made.

David fez a campanha do BK, chamando casting da campanha do BB que foi boicotado, acha que o que eles fizeram foi muito mais sobre os movimentos da sociedade, a publicidade tem o papel de trazer a diversidade. A publicidade tem que retratar a vida das pessoas.

O FIM DA IDADE MÉDIA E O INÍCIO DA IDADE MÍDIA

O fim da Idade Média acontece apenas agora. Antes, éramos avaliados pela média e pelos protocolos genéricos. Graças à tecnologia e à inovação, agora, cada um de nós é todo um universo à parte. Únicos, nos tornamos agentes de mídia, transformadores sociais como nunca.
Walter Longo – CEO, Unimark e Sócio, BBL Games

A idade média está acabando na verdade somente agora, porque até hoje tudo que a gente faz ou fazia, era analisado ou orientado pela média da população, tudo era pela cultura mediana.

Exemplo: as taxas de juros, são avaliadas pelo número de inadimplentes e não pelo adimplentes. E isso está mudando.

Tudo é feito pela média das pessoas. E estamos saindo para uma idade personalizada, e ai vem o fim da idade média, e tudo isso com vinda do big data. Estamos deixando a idade média e entrando na idade mídia, onde somos respeitados na nossa individualidade.

Estamos no momento Wearables, o que vamos usar para gerar dados do nosso corpo.

Inicio da idade mídia, foi o dia em que foi quebrado do software e do hardware, mais que um lançamento de um novo device, isso gerou uma nova forma de ver o mundo. Isso aconteceu com várias coisas, como o celular, por exemplo. A cada dia que passa ele vai aprendendo novos truques.

A visão que o imutável pode ser mudado e até melhorado, fez tudo mudar.

A customização mimou as pessoas, pois nos fez entender que somos indivíduos que temos temos e vontades diferentes. Agora é tudo para personalizado para todos.

Hoje temos assentos de carro que se moldam a nós, porque hoje os produtos precisam se moldar para individualização de todos nós.

Antes a gente comprava da loja mais próxima, agora podemos comprar de qualquer loja do mundo todo. E tudo vai continuar evoluindo de forma dramática.

As bicicletas antes a gente achava muito moderno poder pegar na rua e largar nos pontos do itau, agora a gente pega a bicicleta e larga onde quiser, onde acharmos que devemos e precisamos.

Antigamente usávamos P, M e G. Agora as roupas vão se adaptar ao nosso tamanho e compraremos de acordo com as nossas medidas.

Agora com a idade mídia há uma nova premissa básica, não tem como agência ter um mesmo modelo para todos, tenho que criar um modelo para aquele clientes de acordo com o que ele precisa e com a maturidade de entendimento dele do mkt da empresa.

Temos que tratar desigualmente pessoas e empresas que sempre foram aparentemente iguais.

Hoje em dia temos que correr para não sair do lugar. Não é mais só para crescer. Trocamos o mundo da atenção para o mundo da distração. O foco tá cada vez mais pulverizado. Atenção e engajamento são cada vez mais escasso.

O que queremos em uma academia?

Da customização em massa para a individualização.

Criar algo para média hoje significa criar algo para ninguém.O Big Data é a chave que abre todas as portas da idade mídia.

Pessoa não são, pessoas estão.

Como usar o bigdata neste cenário ?

Passamos de ROI para ROL – Retorn of Learning

Bom, foi INCRÍVEL mas acabou 🙁

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