Uso do Facebook caiu 20% desde escândalo de Cambridge Analytica

A receita do Facebook pode continuar nas alturas, mas estudos feitos por empresas de análise de negócios apontam uma tendência preocupante – e sintomática – da rede social: uma queda expressiva de engajamento dos usuários. O sinal mais recente disso foi registrado pelo The Guardian, que recebeu um levantamento feito pela Mixpanel, que mostrou uma queda de 20% de atividade no Facebook desde abril de 2018.

A medida é simbólica porque começa no primeiro mês completo após o escândalo de Cambridge Analytica, que abalou a credibilidade pública da rede social. No gráfico apresentado pela publicação britânica, há uma queda quase contínua na quantidade de curtidas, compartilhamentos e postna rede social, com subidas em julho, outubro e dezembro de 2018, além de janeiro de 2019. De fevereiro a maio deste ano, não houve altos e baixos

Há 10 dias, a eMarketer, empresa de pesquisa de mercado, também havia apresentado uma pesquisa com resultados semelhantes. Aplicado aos Estados Unidos, o levantamento indica que os usuários do Facebook estão passando cada vez menos tempo na plataforma e, por consequência, diminuindo o uso total de redes sociais.

De 2016 a 2017, o tempo de uso de redes sociais nos EUA subiu 10,7%, o que resultou em uma média de 1h15 dedicadas a plataformas do tipo. De 2017 a 2018, houve queda de 1,9%, com média de uso de 1h14 por dia. No caso do Facebook, no entanto, o número foi de 41 minutos diários para 38 minutos, com a expectativa de uma queda ainda maior para 2019.

Ambos os resultados vão na contramão do que o próprio Facebook divulga. A empresa afirma que o número de usuários ativos por mês e ano subiu 8% na comparação de março de 2018 para março de 2019. A rede social contou com 1,56 bilhão de pessoas acessando o serviço todo dia e 2,38 bilhões fazendo login pelo menos uma vez por mês no período.

As métricas podem parecer contraditórias, mas podem coexistir. Embora o número de pessoas usando a rede social aumentou, os usuários estão gastando menos tempo diariamente na plataforma. Não é necessariamente má notícia para a empresa de Mark Zuckerberg, já que boa parte destes olhos podem estar se voltando para o Instagram ou WhatsApp, já que ambos são de propriedade do Facebook.

Um número que caiu, se compararmos o primeiro trimestre de 2018 e o de 2019 do Facebook é o lucro líquido da empresa. Ainda que a receita tenha subido de 11,9 bilhões para 15 bilhões, o lucro caiu de 4,9 bilhões para 2,4 bilhões.

Fonte: UOL

Como o marketing holístico reduz a distância entre a marca e o sucesso

Quem não conhece a famosa frase “A união faz a força”? Pois então, ela traduz, de forma simples, o caminho do sucesso. Afinal, ninguém consegue chegar ao êxito sozinho. Aí você me pergunta ”Como assim Prange? Eu tenho conquistas individuais!”. Claro, você tem seus méritos, mas o que eu quero dizer é que ninguém consegue alcançar grandes objetivos sem ajuda em algum momento da caminhada.
Nessa perspectiva, Steve Jobs precisou de Ronald Wayne e Steve Wozniak para fundar a Apple, a maior empresa do planeta. Entrando no mundo da internet, Larry Page precisou da parceria de Sergey Brin para criar o Google. Não está entendendo onde eu quero chegar? Quero chegar a um assunto que está transformando o mundo dos negócios, o marketing holístico. Esse conceito diz que uma empresa, assim como os personagens que citei anteriormente, não deve atuar de forma desconexa, muito menos enxergar barreiras entre departamentos internos, para alcançar assim novos patamares de produtividade.
Como o marketing holístico quebra silos
Em tempos tecnológicos, o que não faltam são fórmulas prontas para chegar ao sucesso, independente da área. Vídeos e mais vídeos no youtube prometem o dobro do faturamento em algumas semanas. Postagens nas redes sociais garantem ter o segredo das vendas. Mas na execução não é bem assim. Para aumentar o potencial de uma empresa no mercado, implementar iniciativas e inovações soltas não é o suficiente. E é aí que entra o marketing holístico.
Nessa perspectiva, não basta ter ideias específicas para atender as necessidades de cada setor se o conjunto como um todo não for alinhado. Com estratégias separadas por departamentos, os silos ganham força e a tendência é que as ações e decisões tomadas sejam desconexas e ineficazes, impedindo que a empresa cresça.
Porém, trabalhando com práticas holísticas de integração entre as partes, é possível criar um ambiente muito diferente do qual descrevi acima. Ou seja, muito mais sólido e preparado para integrar os setores de forma única, captar novos clientes e satisfazer os já presentes, superando os resultados esperados.
É desafiador? Muito! Vai dar trabalho? Vai! Mas só saindo da zona de conforto que se consegue avançar de forma holística. E entre os benefícios, estão não só o aumento da produtividade, mas a possibilidade de chegar a melhores resultados de negócio, transformando o trabalho das equipes, que passam a compartilhar ideias e experiências e criar juntas iniciativas muito conectadas com os princípios da empresa.
O paralelo com o sucesso
Como visto antes, o sucesso não é algo construído sozinho, assim como não cai do céu. É preciso estar sempre pronto para a colaboração e para gerar novas soluções de negócio. E, nessa mesma perspectiva, caminha o marketing, que alcança melhor os seus objetivos quando não tratado de forma solitária. A aproximação com as equipes comerciais, de vendas e de produtos, ou seja, o trabalho conjunto, promove melhorias para as iniciativas da área e, consequentemente, para a empresa como um todo.
Por outro lado, ao falar do todo, é necessário estar a par não somente do que acontece dentro da própria empresa, mas também com os concorrentes. Por exemplo, os gestores nunca podem ficar por fora das últimas ações e movimentos feitos pelas outras marcas. Isso porque, em um mercado tão competitivo, é indispensável ter uma visão 360º em relação às tendências e novidades surgidas no seu contexto de negócio.
Para isso, as informações existentes no ambiente online podem ser suas grandes aliadas. Por meio do acesso aos dados gerados no digital é possível perceber que os algoritmos nos encaminham para as respostas e que eles são ferramentas poderosas que nos auxiliam a reconhecer o que está bombando nas mídias sociais e quais estratégias estão sendo usadas pelo seu concorrente para engajar mais o público.
A partir disso, você começa a identificar o verdadeiro potencial que a coleta e a análise de informações pode ter para o seu negócio e para o desempenho das suas equipes. Percebe que elas funcionam como um instrumento essencial para as práticas holísticas ao permitir que informações precisas da concorrência ou até mesmo da performance das suas próprias ações e campanhas sejam usadas para direcionar estratégias futuras.
O futuro é integrado
Assim como em um casamento, é hora de unir as coisas. Ou seja, integrar os conhecimentos das suas equipes para fazer uma boa leitura do cenários e contextos, cruzando dados e informações da sua própria empresa, com as da concorrência e dos clientes, para que toda e qualquer iniciativa sua seja cada vez mais personalizada. Afinal, é com a junção de times que você terá informações mais completas e poderá identificar as necessidades de cada cliente, oferecendo aquilo que ele, de fato, deseja receber.
É como diz o ditado: “Duas cabeças funcionam melhor do que uma”. Então, nesse contexto, a integração entre áreas e profissionais faz com que diversas perspectivas sejam geradas, produzindo uma discussão heterogênea e mais produtiva. O conflito de ideias leva a empresa a respostas que abrangem uma maior de gama de soluções para os problemas analisados e, dessa forma, tanto a empresa quanto o cliente sai satisfeito com o trabalho exercido.
Portanto, não hesite. Modificar a cultura do negócio implementando novas formas de desenvolver ideias, gerar insights e realizar ações e campanhas é uma ótima maneira de se manter em um mercado tão competitivo. Com o marketing holístico esse poder de transformação ocorre com a agilidade que é preciso ter – o que torna o jogo dos negócios mais interessante. E aqui convido você a pensar, a sua empresa está preparada para essa mudança?
*Eduardo Prange é co-Founder e CEO da Zeeng – Data Driven Platform

Existe privacidade na internet?

Há um princípio na área da segurança militar que diz: o ataque está sempre à frente da defesa. Em termos práticos, o avião de guerra com a melhor blindagem pode resistir à artilharia antiaérea, mas não permanecerá no ar se o inimigo tiver a melhor arma. Em outras palavras, enquanto se prepara uma proteção contra a arma mais poderosa atualmente, o desenvolvimento bélico já terá dado um passo à frente e, contra o mais novo ataque, a defesa estará despreparada. Assim, o ataque será sempre mais forte do que a defesa.

Esse princípio vale também para a segurança digital, a segurança na internet. Na verdade, o princípio da segurança na internet é: ‘se querem uma informação sobre você, e você está conectado à internet, vão conseguir essa informação’.

A questão é: quantas pessoas estão preocupadas em saber alguma coisa sobre você, sobre a sua vida?

Um usuário comum da internet — eu e possivelmente você, por exemplo —, mesmo com cuidados de navegação e precauções básicas esperadas, não está livre de ter invadida aquilo que considera sua privacidade on-line. Um hacker conseguiria burlar a segurança desse usuário e ter acesso a contas de serviços on-line se tivesse interesse. Basta lembrar de autoridades que tiveram contas ou dispositivos invadidos, ou de personalidades cujas fotografias íntimas foram acessadas e publicadas sem autorização.

Não importa o grau de confidencialidade de uma informação, o ataque está sempre um passo — pelo menos um passo — à frente da defesa.

Na divulgação das conversas entre o juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, por exemplo, foi mencionado o aplicativo de mensagens utilizado. Esse aplicativo utiliza comunicação criptografada, o que o torna relativamente seguro. Ainda que não tenha havido nenhuma falha de segurança no aplicativo que permitisse acesso ao conteúdo por terceiros (hackers), as informações podem ter sido divulgadas por algum dos envolvidos nas conversas. Mesmo que mensagens transmitidas on-line fossem literalmente impossíveis de serem interceptadas e decifradas (o que não são), se o inimigo estiver na linha, ele não precisa burlar nenhuma medida de segurança para ter acesso.

Ademais, ainda que os interlocutores sejam confiáveis, de nada adianta ter os melhores recursos tecnológicos de segurança digital de comunicação se os aparelhos que trazem o conteúdo não são também protegidos por senha e criptografia, ou se são emprestados para alguém, furtados ou roubados. Melhor ainda, que as mensagens sejam lidas e apagadas, sem backup nenhum, diminuindo a chance de outras pessoas terem acesso a elas — com o contraponto de o usuário também perder a sua própria mensagem, ficando apenas em sua própria memória.

Pode ser que hoje ninguém queira saber algo sobre nós, e assim nos sentimos seguros. Mas um hacker experiente pode devassar o conteúdo da vida que demonstramos on-line, na internet, mesmo que pensemos que estamos compartilhando apenas com amigos ou que só estejamos guardando para nós mesmos.

Assim, a privacidade na internet não é um mito, mas é praticamente impossível.

O teclado inteligente que temos no celular, que nos corrige e sugere palavras, consegue esse feito porque captura e guarda tudo o que digitamos. O servidor gratuito em que guardamos nossas fotos, vídeos e documentos de toda espécie (Dropbox, Google Drive, OneDrive), tem por trás uma grande empresa, e sabemos o que move as empresas. Se nossos dados estão seguros ali, é porque hoje, para elas, a imagem positiva no mercado e a informação que guardam para si rendem mais dividendos (dão mais lucro) do que vazar na internet o conteúdo de seus usuários.

A atitude correta frente à incerteza da segurança digital é uma só: não tenhamos algo a esconder.

Pois se divulgarem tudo que temos e tudo que fazemos na internet, nossas fotos, nosso histórico de navegação, nossas mensagens familiares, no máximo conheçam os quatro cantos de nossa casa, saibam onde passamos as férias, vejam fotos de nossos filhos brincando, deem risada de nossas discussões em grupos de trabalho e estranhem como nos divertimos com coisas simples. E, no fim, apenas passemos receio e vergonha pela abertura de nossa vida, mas que nada nela e, especialmente, nada do que registramos eletronicamente, possa ser uma arma contra nós.

Mário Quintana já disse: “Sorri com tranquilidade/ Quando alguém te calunia/ Quem sabe o que não seria Se ele dissesse a verdade…” (poema Da Calúnia)

(*) Antoine Youssef Kamel é coordenador adjunto do curso superior tecnológico em Investigação Profissional do Centro Universitário Internacional Uninter.

Fonte: Proxxima

Dez dados essenciais para entender o futuro do conteúdo

PwC publicou a 20ª edição de seu estudo Global Entertainment & Media Outlook, que vem mapeando anualmente as dinâmicas desses mercados, incluindo insights sobre o futuro próximo. O relatório completo analisa números gerais dos segmentos de publicidade e conteúdo, globalmente, e também separado em 14 segmentos, com levantamento de 53 países, Brasil incluso.

Neste ano, o tema principal é personalização. “Consumidores estão usando um enorme leque de dispositivos conectados para organizar, curar e descobrir universos próprios e únicos de mídia. Em resposta, as empresas estão desenvolvendo suas ofertas revolvendo preferências pessoais, utilizando-se de dados e padrões de uso para apresentar seus produtos não para audiências de bilhões, mas separadamente para bilhões de indivíduos”, escrevem, na introdução do relatório, Ennèl van Eeden, líder em estudos globais de mídia e entretenimento e sócia da PwC Holanda, e Wilson Chow, líder de tecnologia, telecomunicação e mídia e sócio da PwC China.

Segundo eles, o progresso da hiper-segmentação deve tornar a entrega ainda mais qualificada à reboque do desenvolvimento das redes 5G, “criando novos cases de uso, melhorando a experiência do consumidor e acelerando o crescimento de muitos subsetores da indústria de E&M (entretenimento e mídia), desde games até o streaming de esportes em alta definição”, o que traz imensas oportunidades às companhias que responderem a esse cenário com eficiência. Separamos, a seguir, dez informações essenciais, acompanhadas de infográficos, sobre alguns dos principais achados do Entertainment & Media Outlook 2019.

1 – Macrotendências de E&M
O segmento de E&M será guiado principalmente pelo consumo digital. Como um todo, o setor terá um aumento nominal de 4,3% entre 2018 e 2023, de US$ 2,1 trilhões para US$ 2,6 trilhões. O maior ritmo virá da Índia, mas o maior volume será chinês, que deverá passar os Estados Unidos pela primeira vez. A China deverá fazer girar US$ 84 bilhões de E&M (+ 7,7% de 2018a 2023) no período, enquanto os EUA chegarão a US$ 71 bilhões.

Até 2023, anunciantes deverão direcionar mais de 50% de seus orçamentos a publicidade digital. A média global de crescimento anual será de 9,5% no período, e o Brasil estará acima disso, com 12,8%. O consumo de E&M em dispositivos móveis será um dos principais motores desse crescimento.

2 – Publicidade em TV
A capacidade de levar conteúdo a audiências massivas continuará a fazer da televisão linear um segmento dominante nas estratégias publicitárias. Mas o aumento do consumo de audiovisual pela internet também vai direcionar o crescimento da receita do segmento como um todo, enquanto a TV tradicional tende a diminuir seu share.

O consumo de televisão via internet vai crescer principalmente em mercados em desenvolvimento, puxados pela China — onde já existem 446 milhões de domicílios com banda larga. O consumo de eventos esportivos ao vivo também devem guiar boa parte desse desenvolvimento. O dilema sobre a diversidade de plataformas de streaming ou sob demanda, impossibilitando a assinatura reunida de todas as ofertas favoritas num só lugar, deverá chegar a diversos mercados, gerando oportunidades para operadoras de telecom na entrega de produtos multicanal por banda larga.

3 – Publicidade digital
No ano passado, a receita global de publicidade digital móvel já ultrapassou a verba anunciante gerada por meio de navegação a cabo. O smartphone é o principal dispositivo de conexão, mas outros aparelhos, como smart speakers e smart TVs, vêm acelerando essa mudança.

As preocupações recentes sobre privacidade dos usuários, as leis internacionais sobre gestão de dados e o alerta sobre brand safety desacelerou o crescimento desses investimentos, principalmente em mercados desenvolvidos. Competidores mais preparados e a consolidação de players em compliance legal abriram oportunidades nesse contexto.

4 – Receita de OTT
O aumento de consumo de audiovisual pela internet vai impulsionar as receitas de vídeos over-the-top (OTT). Comparado com as outras regiões, inclusive Emea (Europa, Oriente Médio e África), a América Latina terá um crescimento menos expansivo. Mas a Ásia deverá ultrapassar a América do Norte em 2021.

Em termos gerais, o mercado de vídeo OTT deverá dobrar no período, chegando a US$ 72,8 bilhões até 2023. O principal acelerador desse aumento serão serviços de assinaturas, que vão se aproximar dos US$ 60 bilhões de receita nos próximos quatro anos, enquanto o aluguel online deverá atingir a casa dos US$ 10 bilhões.

5 – Acesso à internet
A conexão à internet via smartphones seguirá em alta. A maior acessibilidade a pacotes de dados já existentes e futuros investimentos em redes 5G vão guiar esse aumento. A conexão por meio de tablets tende a se estabilizar, enquanto smart speakers deverão dobrar de tamanho entre o ano que vem e 2023.

Nesse cenário, é improvável que novas operadoras de telecom tentem disputar o mercado de dados com as gigantes do setor. A tendência é que as multinacionais que já lideram o mercado se consolidem na liderança por meio de aquisições e crescimento orgânico, principalmente pela oferta de pacotes de dados que incluam benefícios junto a plataformas sociais, por exemplo, além de novas experiências de consumo e ofertas de conteúdo em vídeo.

6 – Realidade virtual
Apesar de ser ainda um conceito comercialmente novo, a realidade virtual tende a mostrar força enquanto modalidade de consumo de E&M, especialmente para games. Também nesse segmento, dispositivos móveis conectados a smartphones serão os principais meios de crescimento.

Apesar de ainda não ser um produto de consumo massivo nos próximos cinco anos, dispositivos de realidade virtual seguirão crescendo e podem apontar tendências de futuro. Novamente, as redes 5G serão determinantes nessa escala. Em 2023, o mercado de VR global deverá movimentar mais de US$ 6,1 bilhões nos dez mercados onde há maior adesão ao formato (Alemanha, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Itália Japão, Reino Unido, Rússia), com crescimento de 22,2% no período.

7 – Consumo de dados
A conexão crescente e massiva terá impacto direto no tráfego na rede: em 2023, o consumo anual será de 4,4 quadrilhões de dados. Pacotes mais acessíveis, barateamento das tecnologias de dispositivos móveis e implantação de redes 5G estarão entre os principais catalisadores desse aumento.

Apesar do incremento no volume proporcionado pelas redes 5G, 90% das pessoas conectadas em 2023 ainda deverão utilizar 3G e 4G. Além das questões estruturais, outros desafios para o setor são  privacidade e proteção de dados, cibersegurança e qualidade de conteúdo disponível.

8 – Publicidade out-of-home
O contexto digital tem direcionado grande parte da mudança nos hábitos de consumo, mas alguns meios tradicionais — conectados à rede ou não — seguem atraindo receita. A mídia exterior é uma delas. Embora ainda não ofereça entregas de publicidade hiper-segmentada como num smartphone, boa parte desse inventário tem se digitalizado e possibilitado novas formas de entrega de comunicação.

Mais uma vez, a Ásia desponta como líder do segmento, puxada pela China, contribuindo com mais de 50% do share de receita do segmento até 2023. Em 2021, a receita de publicidade OOH não-digital começará a declinar, enquanto painéis e faces estáticas forem trocadas por monitores conectados à rede.

9 – Mercado de livros
Apesar das crises recentes, o setor editorial de livros tende a se tornar um ecossistema integrado de formatos físicos e digitais. Nesse mercado em especial, a América Latina aponta um crescimento sólido, maior que Europa e América do Norte, e próxima à Ásia.

Ainda que o meio impresso permaneça como protagonista por muitos anos, diversos segmentos deverão abocanhar parte dessa participação. Entre eles, livros digitais, audiobooks, vendas de usados (como segunda mão e sebos) e autopublicações independentes. A receita global do setor era de US$ 122 bilhões em 2018 e deverá chegar a US$ 129 bilhões em 2023.

10 – Impressos caem menos
Embora a receita publicitária de jornais e revistas impressos siga em queda, esse encolhimento diminuirá nos próximos anos. Mesmo assim, a busca por novas formas de receita e modelos de negócios permanece como uma prioridade para a sustentabilidade do setor.

A circulação diária média, em todas as regiões, tende a se estabilizar. Esse fator e a desaceleração na queda de publicidade podem ser compensadas, principalmente, pelo desenvolvimento de novas linhas de receitas, como vídeos, podcasts, eventos e experiências. Embora ainda esteja lento, o crescimento de assinaturas digitais têm trazido novo dinheiro, que poderá ser incrementado com modelos como clubes de fidelidade e doações.

A Era do Mate-Marketing

O entrevistado Romeu Busarello é diretor de marketing da Tecnisa e há quase dez anos criou uma rodada de negócios para startups dentro da empresa. Mais de 80 projetos já foram fechados. No podcast, Busarello conta sobre as transformações do mercado. Ele acha que ter conhecimentos de matemática é fundamental para se manter competitivo. Os dados aplicados ao marketing acabaram com a era dos palpiteiros. A nova era é a do mate-marketing.

Ouça a entrevista concedida às jornalistas Camila Olivo, da CBN, e Adriana Salles, da HSM Management.

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Fonte: CBN

Especialista vê crescimento de Neymar nas redes sociais após acusação

Entre a série de polêmicas que protagonizou em sua carreira, Neymar está encarando a maior delas nos últimos dias. Acusado de estupro pela modelo Najila Trindade, o jogador do Paris Saint-Germain viu seu nome estourar nas redes sociais mais do que nunca, como analisou Eduardo Prange, CEO da Zeeng, primeira plataforma de big data analytics voltada para o setor de marketing e comunicação.

A análise mostrou que houve um impacto significativo na imagem da marca do atleta, que teve um pico muito representativo de notícias nos últimos dias, chegando a mais de mil matérias capturadas sobre Neymar em que, muitas delas, têm ligação direta com o caso.

“A gente consegue ver um impacto bastante significativo sobre a imagem do atleta, olhando para ele como uma marca. É possível perceber que muitas dessas notícias têm relação direta com o caso. Depois da menção ao termo atleta, a gente tem tanto crime quanto estupro como os casos de maior destaque”, disse Prange.

Apesar da grave acusação, Neymar não perdeu seguidores nas redes sociais, pelo contrário. O atleta ganhou fãs, fato que, segundo o CEO, indica que a população está a seu favor na acusação do suposto crime.

“Chama a atenção a questão do ativo social do Neymar. Mesmo com o ocorrido, a gente vê que ele tem obtido um crescimento significativo, principalmente nesses últimos dias, em relação à sua base de base fãs, seguidores, o que nos leva a crer que as pessoas estão do lado de Neymar e que, de uma forma ou de outra, esse caso tem repercutido muito, mas, no que diz respeito ao ativo, tem trazido um apoio e uma conotação favorável a ele”, finalizou.

Fonte: Gazeta Esportiva

Criar vídeos falsos com deepfake nunca foi tão assustadoramente fácil

Criar vídeos fake ficou tão fácil quanto digitar o que você quer que uma pessoa fale. Cientistas da Universidade de Stanford, do Instituto Max Planck de Informática, da Universidade de Princeton e da Adobe Research desenvolveram novos softwares que usam aprendizado de máquina para permitir a edição da transcrição do texto de um vídeo para adicionar, excluir ou alterar as palavras que saem da boca de uma pessoa.

As falsificações são tão realistas que é difícil diferenciá-las do material original, tanto do ponto de vista da imagem quanto do áudio, informou o site The Verge. A prova disso é que os pesquisadores pediram para os participantes de um estudo gravarem um novo áudio usando IA com as mudanças feitas no texto da fala e a qualidade comprovou que as falsificações estão perto de se tornarem perfeitas.

O projeto ainda está no início e não foi disponibilizado ao consumidor. Mas como a Adobe já divulgou detalhes do protótipo de software que foi usado na pesquisa, chamado VoCo, que permite aos usuários editar gravações de fala tão facilmente quanto modificar uma imagem, o lançamento do projeto não estaria tão longe.

Em simulações divulgadas pelos pesquisadores, o sistema foi capaz de alterar a famosa frase do filme Apocalypse Now. De “Eu amo o cheiro de napalm pela manhã” a citação foi alterada com perfeição para “Eu amo o cheiro de rabanada pela manhã”.

Para criar as falsificações de vídeo, os cientistas combinam várias técnicas. Primeiro, eles escaneiam o vídeo original para isolar os fonemas falados pelo sujeito. Eles então combinam esses fonemas com visemas (que representam a expressão da face e da boca ao dizer uma palavra) para criar um modelo 3D da parte inferior do rosto do emissor no vídeo falso.

Desse modo, o software consegue combinar todos os dados capturados a partir dos fonemas, visemas e do modelo 3D quando o texto do vídeo é editado. Assim, novas cenas são recriadas com base nos textos inseridos e adicionados no vídeo final. Os algoritmos funcionam apenas em vídeos que mostram a cabeça de uma pessoa e exigem 40 minutos de material inicial para que os dados sejam capturados.

Em testes realizados com um grupo de 138 participantes, cerca de 60% afirmaram que as edições eram reais. Em comparação, 80% desse mesmo grupo consideraram que a gravação original e não editada também era legítima.

A tecnologia ainda está em desenvolvimento, mas seus resultados atestam que a disponibilização de um software que permite a qualquer pessoa editar o que as pessoas dizem em vídeos está mais próxima do que nunca. Os pesquisadores, no entanto, reconhecem que o projeto pode ser usado para “falsificar declarações pessoais e caluniar indivíduos”, como enfatizaram em um paper sobre o novo software.

Fonte: It Midia

Conheça o Draftline, estúdio de conteúdo da Ambev

Em funcionamento desde o começo deste ano, o Draftline é uma nova forma de a Ambev trabalhar a comunicação de suas marcas nas redes sociais. O estúdio de conteúdo atua nos perfis de oito marcas da empresa: Brahma, Budweiser, Corona, Fusion (energético), Guaraná Antarctica, Skol, Stella Artois e água Tônica Antarctica.

São feitas publicações quase diárias no Twitter, Facebook e Instagram de cada uma delas, além de diferentes atuações na ferramenta de busca do Google.

“Nosso trabalho é complementar aos das agências de publicidade”, afirmou Felipe Meretti, diretor de conteúdo do Draftline. A intenção, segundo ele, é se aproximar do público de uma forma natural e criativa.

“Aqui, nós descemos um degrau para falar lado a lado com os consumidores. Puxamos uma cadeira e sentamos nas mesas, no meio das conversas, sempre preocupados com timing e contexto”, declarou.

Interações em assuntos do dia a dia e que geraram memes nas redes sociais, são comuns. Este ano, produtora utilizou brincadeiras publicadas nas redes sociais para falar do lançamento de Skol Puro Malte

Equipe mescla funcionários e agências

O primeiro projeto do Draftline, ainda de forma experimental, aconteceu durante a Copa do Mundo da Rússia, em julho do ano passado. Após o torneio, a estrutura foi montada mesclando profissionais da Ambev e das agências Mutato e Soko. Todos atuam dentro de um mesmo escritório. A equipe brasileira possui cerca de 45 colaboradores, com diferentes perfis: jornalistas, publicitários, produtores de moda e até matemáticos. Os times são multifuncionais, com diretores de arte, redatores, gerentes de comunidades online (“community manager”, em inglês) e analistas de redes sociais (em funções como “social listening” e “social responding”).

Reunião de pauta diária e aprovação pelo WhatsApp

A equipe é dividida em quatro “squads” (pelotões, em inglês): dois exclusivos para Brahma e Skol, um que cuida das marcas de cerveja internacionais (Budweiser, Corona e Stella Artois) e outro que toma conta de bebidas não alcoólicas (Fusion, Guaraná e Tônica). As equipes se reúnem todos os dias pela manhã e fazem uma grande reunião de pauta. “Todo o processo é pensado como o do mundo editorial. Temos as reuniões de pauta, analisamos os assuntos mais quentes e inserimos nosso ponto de vista em cima de alguns deles”, disse Meretti. Segundo o executivo, os criativos voltam para as mesas e pensam nas publicações. As aprovações, feitas.

Há ainda uma área de inteligência de mídia, que atua de forma independente, na agência Blinks. “O objetivo é virar um ‘data driven content studio’, com análise de dados em tempo real e profissionais de inteligência de mídia ao lado da criação”, disse o executivo.

Estratégia começou na Colômbia

Com a abertura do estúdio por aqui, o Brasil se une a países como Estados Unidos, Austrália, México e China, outros dos dez que já possuem a estrutura pelo mundo. A Colômbia foi o primeiro país a receber a iniciativa. Atualmente, o escritório de Bogotá conta com cerca de 150 profissionais. Nos Estados Unidos, por exemplo, o Draftline trabalha com mais de 40 marcas da AB InBev, oferecendo uma gama de serviços que inclui produção de TV, mídia exterior, e-mail marketing e mídia programática. No Brasil, o estúdio tem sede em uma casa na zona sul de São Paulo, mas a ideia é mudar para um espaço maior no começo do segundo semestre.

Summit no Brasil

A relevância da atuação do escritório brasileiro dentro da estratégia global da companhia já tem resultado. No final de julho, o país receberá o primeiro grande encontro dos estúdios “Draftline”, que terá a presença de cerca de 80 profissionais do mundo todo.

Fonte: UOL

Instagram reformula opções de gênero

Instagram anunciou que está reformulando suas opções de seleção de gênero para perfis públicos.

Segundo a plataforma, atualmente eles oferecem apenas duas opções para os usuários – masculino ou feminino – além de uma terceira alternativa “não especificado”, mas que isso mudará na próxima atualização do app.

A novidade permitirá que os usuários escolham entre gêneros mais personalizados, incluindo opções como trans e gender nonconforming. Ainda segundo o comunicado do Instagram, a mudança vem para que o aplicativo possa ser “Mais inclusivo e refletivo sobre como as pessoas se identificam hoje.”

O novo recurso estará disponível já nesta semana, e também fazem parte das comemorações do Mês do Orgulho LGBT+.

O guia sobre bem-estar voltado para adolescentes LGBT+ destaca, principalmente, as ferramentas que podem mantê-los seguros e os suportes oferecidos pela plataforma para denúncias e ajuda.

Fonte: Promoview

Facebook Watch: um rival para à altura do YouTube?

O Facebook Watch tem aposta no conceito de que o conteúdo audiovisual ajuda o usuário a se conectar; faz sua experiência ser menos passiva e solitária. Levando em consideração os 720 milhões de pessoas que todos os meses assistem a pelo menos um minuto de vídeo no mecanismo, não seria precipitado pensar que o Watch tem atingido seu objetivo.

Interatividade é uma das explicações

Os meios de interação disponíveis são uma das razões do sucesso. Comentários, compartilhamentos, reações, enquetes, grupos, mensagens, Watch Parties podem potencializar a conexão virtual entre indivíduos. Um exemplo é a possibilidade de encontrar grupos através do Facebook Watch. Por exemplo: se você estiver assistindo a um episódio do Red Table Talk no Watch, verá o grupo oficial ao lado do vídeo; e você, então, poderá conversar com outras pessoas interessadas neste assunto.

Outra estratégia do serviço é o Facebook Watch Originals, que disponibiliza programas originais exclusivamente na plataforma. A adaptação do icônico MTV The Real World, por exemplo, faz parte desse porgrama e estreiará em breve. Dentre os lançamentos dos próximos meses, temos: Human Discoveries (Premiere), em julho; Ball in the Family (5ª Temporada), Curse of Akakor (Premiere), Five Points (2ª Temporada), Huda Boss (2ª Temporada), em agosto; The Birch (Premiere), Limetown (Premiere),  Sorry For Your Loss (2ª Temporada), em outubro.

As colaborações entre criadores e publishers digitais também fazem parte das estratégias de atração de público. Em março deste ano, o Facebook anunciou um programa que conecta criadores de conteúdo a veículos de mídia digitais. O resultado foi a criação de novos conteúdos para estrear no Facebook Watch. Vários destes shows estarão disponíveis nos próximos meses, incluindo: Sundays at Nonna’s da Tastemade, com Ian Hecox (junho), The Players’ Tribune’s Generations, com Megan Rapinoe e Lindsey Horan (junho), Studio71’s Fetch Me A Date, com Jonathan Bennett e Dorothy Wang (julho) e Mi Quinceañera Come True do Buzzfeed apresentando PeroLike (outubro).

A conta sempre vem

Mas, nem tudo são flores. A tendência é que a quantidade de anúncios aumente nos conteúdos do Watch. Os chamados Ad Breaks estão disponíveis em mais de 40 países, inclusive no Brasil. O número de páginas ativamente usando o recurso mais do que triplicou no ano passado. A quantidade de páginas que ganham mais de US$ 1 mil por mês aumentou mais de 8 vezes, enquanto a de páginas ganhando mais de US$ 10 mil mensais aumentou mais de 3 vezes.  BuzzFeed e o Group Nine Media são alguns dos publishers que estão tendo sucesso com os Ad breaks. Com o retorno financeiro sendo comprovado, a tendência é de crescimento das produções e, também, é claro, dos anúncios que as sustentam.

Fonte: Olhar Digital