Em carta à Rosa Weber, IT&E cobra combate a fake news

Instituto Tecnologia e Equidade destaca a importância da alfabetização digital da população, além de montar uma espécie de sala de monitoramento de redes sociais para as próximas eleições.

As fake news assumiram boa parte das discussões durante as Eleições deste ano. Para muitos especialistas, as notícias falsas – que geram desinformação em massa – influenciaram os resultados nas urnas. Diferentes pesquisas também apontaram que os brasileiros não sabiam discernir o que era verdade e o que era mentira do conteúdo que recebiam em apps como o WhatsApp. Pesquisa do INCT (Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação) relatou que 68,3% da população brasileira não desconfia de nada daquilo que recebe como noticioso.

Entretanto, em entrevista após o resultado do segundo turno das eleições 2018, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, afirmou que o órgão saiu vencedor no combate às notícias falsas, que estiveram em destaque ao longo dos últimos meses no processo eleitoral. O Instituto Tecnologia e Equidade parece não concordar. Nessa segunda-feira (5), o Instituto encaminhou uma carta endereçada a ministra com recomendações para o combate às fake news para as próximas eleições, pois “acreditamos que as atuais ficarão marcadas na nossa história como as eleições da polarização”, assina a entidade em comunicado compartilhado com a imprensa.

Entre as recomendações, o Instituto destaca a importância da alfabetização digital da população como parte central para a diversidade do debate democrático, além de montar uma espécie de sala de monitoramento de redes sociais, plataformas digitais, agências de checagem de fatos, partidos políticos, empresas de mídia, mediadores e observadores.

No texto abaixo, você pode conferir a carta do IT&E na íntegra e as recomendações:

Excelentíssima Ministra Rosa Weber,

Viemos por meio desta carta, oferecer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) recomendações para as próximas eleições no Brasil, pois acreditamos que as atuais ficarão marcadas na nossa história como as eleições da polarização, do discurso de ódio e da desinformação. Cremos também que é possível evitar essa situação nas próximas campanhas.

Combater a desinformação é possível e necessário para garantir um processo democrático transparente, ético e equilibrado. Isso requer conhecimento em relação à dinâmica do Sistema Propaganda Eleitoral na Internet, seus estoques (conjuntos que podem ser medidos), processos, atores e ciclos de feedback, como pode ser visto no Mapa abaixo. Com um pouco de atenção, ele se mostra compreensível para qualquer pessoa. O conteúdo faz parte do White Paper “Recomendações sistêmicas para combater a desinformação nas eleições do Brasil”. O documento foi lançado em julho pelo IT&E (Instituto Tecnologia e Equidade).

Nós, do Instituto Tecnologia e Equidade, apresentamos, abaixo, três caminhos de ação concretos para o TSE agir. Esperamos que sejam considerados e implementados até as próximas eleições municipais em 2020″.

Alfabetização Digital, Midiática e Informacional para a população brasileira: o TSE deveria oferecer conteúdos regulares em Rádio, TV, Redes Sociais, Escolas, WhatsApp, entre outros tipos de plataformas de informação, sobre como evitar a polarização radical e o discurso de ódio, fomentar os valores democráticos; ensinar como fazer checagem de fatos, como não ser manipulado por conteúdos digitais, etc. Durante o período eleitoral, esse conteúdo deveria ocupar parcela considerável do tempo eleitoral gratuito.

A mini-reforma eleitoral passou o tempo de campanha de 90 para 45 dias. Portanto, é de suma importância exigir que as Plataformas Digitais, meses antes das eleições, façam e divulguem relatórios semanais de movimentos anormais de criação de grupos de compartilhamento de mensagens, de movimentos de spam, uso de robôs e demais mecanismos que indiquem uso indevido das tecnologias para amplificação de conteúdos para além do uso natural, individual e pessoal das redes sociais. Em caso de suspeitas, solicitar que as plataformas expliquem a natureza desses movimentos ou em caso de desconhecimento ou possibilidade de alto risco de serem grupos criados para manipular o processo eleitoral, que apliquem as suas Políticas de Comunidade com rigor e suspendam contas e grupos de modo a proteger o processo democrático de forma preventiva;

Montar uma Sala de Monitoramento (Sala de Crise) com atores qualificados em monitoramento de redes sociais, plataformas digitais, agências de checagem de fatos, partidos políticos, empresas de mídia, mediadores e observadores. O objetivo é que ela contribua para monitorar, em tempo real, os processos mais virais que ocorrem durante o período da propaganda. A partir dela, tomar rápidas decisões para antecipar processos desinformativos com tendências de viralização. Essas manadas de desinformação seriam rapidamente desarticuladas, com consequências punitivas diretas aos seus autores, incluindo candidaturas, que podem ser responsabilizadas por ações de seus militantes.

No mundo virtual, tudo ocorre na velocidade da luz. Se a Justiça Eleitoral não se atualizar em suas práticas, continuará achando que esse é um problema sem solução e continuará se eximindo de suas responsabilidades como ator mais importante em todo processo eleitoral.

Constatamos, em grande medida, a hipótese que motivou e deu origem aos projetos que desenvolvemos no IT&E neste ano de eleições: “o uso da tecnologia terá um impacto maior do que os recursos financeiros no resultado eleitoral”.

O uso da nossa metodologia, com base no pensamento sistêmico, tem sido uma ferramenta essencial na análise, no entendimento e na atuação estratégica em projetos para diminuir o impacto da desinformação nas eleições 2018 e procurar caminhos para fazer frente ao principal problema enfrentado pelas autoridades eleitorais. Oferecemos esta experiência, metodologia e aprendizados para o TSE.

Trata-se de um desequilíbrio no sistema eleitoral que impacta todos os atores que participam do processo democrático. Obviamente trata-se de um problema que atinge todos os partidos de alguma ou outra forma e o principal impactado é o eleitor.

Não seremos capazes de enfrentar esse processo de desinformação – que lamentavelmente tem desequilibrado o jogo democrático – sem ações articuladas, colaborativas, estruturadas fortes e corajosas.

Fonte: idgnow

WhatsApp recorre à mídia impressa para alertar sobre fake news

Rede social publica mensagem com três passos para que as pessoas verifiquem a autenticidade das informações e não passem adiante mensagens inverídicas

A edição desta segunda-feira, 27, da Folha de S.Paulo, traz um anúncio do WhatsApp alertando as pessoas a respeito da importância de verificar a autenticidade das notícias que recebem e, com isso, evitar a disseminação de informações falsas.

A mensagem publicitária faz parte da estratégia da empresa de combater a disseminação das fake news, algo que vem ganhando cada vez mais importância na pauta de marketing e comunicação da rede social. No anúncio publicado no jornal, o WhatsApp usa uma linguagem didática, mostrando às pessoas três passos que devem ser tomados para evitar o compartilhamento e a disseminação de notícias falsas.

O primeiro deles, segundo a rede social, é “saber identificar que notícias podem ser falsas”. Nesse tópico, o anúncio pede as pessoas que busquem sinais que possam tirar a credibilidade daquela mensagem recebida, como o fato de ela ter vindo de um contato desconhecido, a falta de evidências ou palavras que incitem a violência. “Fotos, vídeos e até áudios podem ser manipulados para tentar te enganar”, diz o texto.

O segundo passo sugerido pelo WhatsApp é a verificação de outras fontes para validar se uma informação é mesmo verdadeira. “Faça uma busca online pelos fatos e cheque sites confiáveis de notícias para ver de onde uma história veio”, diz o texto. O último conselho dado pela rede social diz respeito diretamente ao compartilhamento de conteúdo. “Ajude a parar a divulgação. Se você se deparar com algo falso, avise as pessoas e peça para que sempre verifiquem fatos antes de compartilhá-los”, pede o anuncio.

 

 

 

Fonte: Meio Mensagem 

WhatsApp se compromete a combater compartilhamento de informações falsas

O WhatsApp quer encarar de frente o problema das fake news, principalmente aquelas notícias que geram ataques e ondas de violência. Esse foi o compromisso firmado pelo CEO da empresa, Chris Daniels, em um encontro com o ministro da tecnologia da Índia, Ravi Shankar Prasad, que acredita que a criação de um sistema de moderação dessa categoria não é nada complicado.

De acordo com declarações do governo indiano, o WhatsApp está trabalhando em ferramentas que permitem entender como uma notícia falsa é disseminada por meio da plataforma, além de determinar sua origem. Ao mesmo tempo, a companhia colabora com autoridades na investigação das motivações por trás de tais rumores, de olho na prática de crimes que possam surgir como decorrência disso.

O mercado indiano é o maior, em número de usuários, para o WhatsApp. Mais do que isso, desde junho, dezenas de mortes já foram registradas por conta de linchamentos motivados por mensagens compartilhadas pelo mensageiro, o que motivou uma resposta das autoridades e pedidos formais para que a plataforma também tomasse atitudes para impedir a disseminação desse tipo de conteúdo.

O encontro entre Daniels e Prasad ocorreu nesta terça-feira (21), com o executivo do WhatsApp tendo como principal intenção garantir ao governo que providências estão sendo tomadas. A preocupação se relaciona não apenas à pequena onda de violência, muitas vezes motivada por racismo e ódio de classe, mas também à aproximação das eleições presidenciais, que devem acontecer em 2019.

Mais uma vez, as fake news estão na mira, com o governo tentando garantir que adversários políticos não disseminem informações falsas de boca a boca e de forma descontrolada por meio do mensageiro. Uma de suas principais características é a criptografia de ponta a ponta, o que impediria o acesso às mensagens até mesmo pela própria companhia. É segurança para o usuário, mas também garantia de impunidade para quem é adepto de práticas desse tipo.

A situação indiana foi um dos estopins para mudanças recentes do WhatsApp, como o lançamento de campanhas de educação para os usuários sobre o compartilhamento de informações sem verificação e a indicação de que uma mensagem foi encaminhada de outra conversa. Seriam, acredita a empresa, maneiras de coibir a proliferação de fake news, mas cujo efeito foi considerado limitado. Daí o pedido governamental para que mais fosse feito.

 

Fonte: Canal Tech

Resumão do F8 – conferência anual do Facebook

Anualmente, o Facebook realiza sua conferência para anunciar posicionamentos novos, mudanças, evoluções. Em meio aos escândalos que envolvem a empresa, o F8 apresentou muitos recursos de inteligência artificial, realidade aumentada e virtual. Mas um dos temas que mais chamou a atenção foi a proposta de criar um concorrente do Facebook para o Tinder (a empresa de relacionamentos respondeu prontamente). E há quem diga que a companhia de Zuckerberg segue com os planos de dominar toda a internet. Veja sugestões de como usar as novidades em empresas de mídia. Destacamos alguns dos principais fatos tratados, caso não tenha conseguido acompanhar:

  • WhatsApp Business terá grandes empresas como foco e disponibilidade de vídeochamadas em grupo;
  • Uso do Whatsapp já é maior que do Instagram e Facebook (450 milhões de usuários/dia);
  • Conteúdos de stories devem, em breve ultrapassar os do feed;
  • Amigos continuam com prioridade de relevância na linha do tempo;
  • Investimentos e iniciativas para a disseminação de notícias locais;
  • Instagram terá videochamadas e adiciona ferramenta anti-bullying e integração com aplicativos de terceiros;
  • Possibilidade de realização de pagamentos via Messenger.

Confira todos os vídeos do evento na Pagína do Facebook for Developers 😀