Na economia digital, confiança de marca se torna prioridade

4ª edição do estudo global Future Focus da iProspect mostra estratégias das empresas em um ambiente de negócios digital, hipersensível e com baixa confiança e atenção

A confiança sempre foi a base dos mercados financeiros, da política e dos relacionamentos. No entanto, esta percepção vem caindo em todo o mundo: apenas um em cada quatro diz que a maioria das pessoas pode ser confiada, apenas 40% acreditam que os meios de comunicação fazem um bom trabalho para distinguir a ficção da realidade e apenas 26% acreditam que as empresas são transparentes no uso de seus dados pessoais. De outro lado, a atenção nunca foi tão escassa, com 62% das pessoas das 23 maiores economias admitindo que estão constantemente olhando para telas – segundo a Apple, usuários do iPhone destravam seus aparelhos 80 vezes ao dia em média e passam mais de 2 horas por dia em redes sociais.

Neste cenário, em 2019, a confiança de marca ganhou um papel central. É o que aponta a 4ª edição do Future Focus, estudo global da iProspect, agência de marketing digital full performance presente em 55 países. Para a análise, a iProspect entrevistou 300 clientes globais, incluindo empresas do FTSE 100 e do Fortune 500, e utilizou dados de pesquisa primárias com amostras superiores a 10 mil pessoas. O relatório também inclui entrevistas exclusivas com líderes globais de empresas como The New York Times, IBM, Microsoft, Hilton, The Economist, Rachel Zoe, Inc. e AccorHotels. O estudo aponta que 88% dos gestores de marketing entrevistados tem a confiança de marca como sua prioridade para 2019 e 76% afirmam também que a confiança é importante para manter seus clientes consumindo sua marca.

“À medida que a tecnologia borra mais a linha entre troca de informações e de bens/serviços, a confiança do consumidor se torna ainda mais primordial. Confiança já não é mais apenas uma questão, mas sim a questão”, afirma Bruno Mosconi, diretor geral da iProspect Brasil. O executivo completa ainda que “para reconquistar a confiança, as marcas precisam adotar princípios que respeitem, respondam e valorizem a escassez de tempo das pessoas”. O Future Focus aponta que a confiança está baseada em três pilares principais: Credibilidade, Relevância e Confiabilidade. O estudo mostra também que cada pilar ganhou contornos novos, frente a um cenário de comunicação hipersensível.

A Credibilidade foi fortemente impactada pelas fake news, pela maior preocupação com dados pessoais e por novas normas de gestão de dados. “Neste novo contexto, os consumidores esperam mais responsabilidade, transparência e prestação de contas antes de dar sua confiança. As marcas precisarão redobrar seus esforços para aparecem como opções confiáveis”, ressalta o diretor geral da iProspect. Três fatores podem auxiliar a marca nesta área. Primeiro, o estabelecimento de um propósito de marca forte e o envolvimento ativo em questões sociais (a maioria da população, especialmente os milennials, considera este engajamento uma obrigação moral). Segundo, a comunicação das marcas deve se basear em estratégias de produção de conteúdo, posicionamento em buscas e presença em mídias sociais. E, por fim, as marcas devem utilizar a tecnologia, com destaque para a inteligência artificial, bots e ativação por voz, para possibilitar a entrega em larga escala e com segurança da promessa de marca.

Já a busca pela Relevância está associada ao uso correto de dados para o desenvolvimento de experiências individualizadas, a integração dos recursos digitais a vida cotidiana das pessoas e o investimento na crescente utilização das assistentes digitais acionados por voz. “Embora os profissionais de marketing possam acessar mais dados do consumidor do que nunca, eles precisarão avaliar cuidadosamente cada um para se concentrar naqueles que podem realmente ajudar a melhorar a experiência do consumidor, online e offline. Além disso, compra, pequenas tarefas e buscas por voz já são uma realidade e este ponto de contato tende a excluir os demais e as marcas não podem ficar de fora”, explica Bruno Mosconi.

A Confiabilidade, por sua vez, se refere à percepção de qualidade na interação do consumidor com as marcas, seja ela oriunda de experiências próprias ou de terceiros. A importância deste fator vem crescendo, sendo que muitos consumidores estão dispostos a pagar mais por uma conveniência maior. A maioria dos gestores de marketing (58%), inclusive, consideram que construir uma experiência de marca mais conveniente irá alavancar mais o crescimento dos negócios do que o fortalecimento de marca. A busca por mais conveniência para o consumidor deve começar pela reanálise deste quesito em todos os canais digitais da marca. Os feeds de informação sobre produtos e serviços merecem especial atenção. Eles devem ser precisos, detalhados e constantemente enriquecidos. Se a marca conseguir manter esse padrão de informação em todos os pontos de contato, mais forte ainda será a mensagem. Por fim, os marketplaces podem alavancar os e-commerces das empresas, uma vez que eles vêm influenciando cada vez mais a decisão de compra.

“Na era conveniência, os profissionais de marketing precisarão equilibrar corretamente seus esforços entre construir suas marcas e projetar soluções altamente convenientes. Eles terão que remover o atrito em qualquer lugar onde os consumidores se envolvam com a marca: website, escritórios, mídias e plataformas de vendas”, concluiu o diretor da iProspect Brasil.

Fonte: Proxxima

Aliadas, tecnologia e dados de consumo ajudam marcas a otimizar sua performance em vendas

Por Ricardo Rodrigues (*)

Você sabia que, em média, menos de 2% dos visitantes que chegam a um e-commerce compram no ato? Desse dado é possível concluir muita coisa. Primeiro que nenhum negócio consegue sobreviver exclusivamente de compras por impulso. A conta de investimento em atração de público versus vendas nunca vai fechar desse jeito. O que nos leva ao segundo ponto: só porque 98% de usuários deixam um site sem comprar nada, não significa que eles não gostaram dos produtos ou não têm intenção de converter com a marca em algum momento. Essas pessoas simplesmente não estavam prontas para comprar.

E isso pode acontecer por diversos motivos – o consumidor estava sem o cartão de crédito na hora, com pressa para buscar o filho na escola ou se distraiu com um e-mail de trabalho. Isso acontece porque a jornada de compra não é linear. Ao mesmo tempo, as marcas não podem simplesmente desperdiçar todo esse volume de potenciais clientes, que entraram no site e demonstraram interesse nos produtos. Portanto as empresas precisam ajudar as pessoas a tomarem uma decisão de compra e o melhor caminho para fazer isso é através dos dados de consumo, que indicam o perfil e comportamento do público de uma empresa e podem orientar campanhas mais assertivas.

Desvendando o perfil do consumidor através dos dados

Para otimizar a estratégia de marketing digital, o primeiro passo é  identificar quem são os visitantes do site – as necessidades e desejos do consumidor. Entender com profundidade o comportamento desses usuários  enquanto navegam nas páginas do site e quais são os produtos e categorias em que tem mais interesse é essencial para que as marcas criem campanhas mais direcionadas e personalizadas, com maior potencial de conversão, fazendo com que cada consumidor se sinta especial, mais próximo e querido pela empresa.

Todo este processo, desde a primeira identificação do cliente com a marca até a fidelização e recompra, é definido pela jornada de compra.  O objetivo de qualquer negócio online é buscar a evolução do visitante nesse processo, para que se torne um comprador fiel e constante, justamente pela boa experiência vivida no e-commerce.

Uma estratégia baseada em dados

Uma vez identificados os perfis de consumo dos consumidores, é possível aplicar uma comunicação humanizada, adequada ao momento em que aquele usuário está na sua jornada de compra.

Por exemplo: resultados preliminares de uma pesquisa de neurociência e linguística, liderada pela Social Miner, mostram que quando um novo visitante entra num site e está na fase de consideração da sua jornada de compra, usar uma linguagem mais afetiva e empática pode performar até 17% melhor. Ou seja, para cadastrar mais leads, o ideal é que as marcas sejam receptivas e encantem o seu potencial cliente. Na fase de avaliação, o compartilhamento de informações sobre os produtos – utilidades e vantagens – pode garantir resultados até 23% melhores.

Já na fase de conversão, a oferta de benefícios financeiros, como descontos e condições especiais, são mais relevantes em 60% dos casos e, na fase de retenção, o cuidado com a experiência pós-compra, bem como conteúdos que proporcionam uma boa experiência garantem a fidelização.

Estudamos ainda a relação entre a navegação do usuário em um site com a sua intenção de compra. E descobrimos que quanto mais engajado esse consumidor está, visitando mais páginas, maiores são as suas chances de conversão. Isso significa que podemos prever, com baixíssimo grau de erro, a probabilidade de um visitante comprar ou não, baseado em seu comportamento de navegação. Uma boa estratégia de engajamento ajuda as marcas a guiarem a navegação dos seus visitantes dentro do site, multiplicando as oportunidades de venda.

Automação x humanização: é possível ter os dois ao mesmo tempo?

A automação, aliada à personalização, permite que as marcas tratem os seus clientes com exclusividade e melhor: faça isso de forma escalável. Ou seja, a tecnologia faz o trabalho duro de análise de dados, enquanto as equipes de marketing podem focar no que realmente importa: as pessoas e o que elas esperam das marcas.

É, portanto, um recurso essencial tanto para grandes, quanto para pequenas e médias empresas. Num cenário de grandes e-commerces, os recursos ajudam a vencer o desafio de criar campanhas humanizadas, em escala. Já para o pequeno e médio empreendedor, oferece diferencial competitivo – baseada na experiência de compra humanizada – já que nem sempre essas organizações podem brigar por preço. Chamamos essa metodologia, que garante até 3,5 vezes mais conversões para as marcas, de People Marketing.

Por fim, é sempre importante buscar parceiros de confiança para que a sua marca esteja em boas mãos, afinal é a sua reputação que está em jogo. Existem empresas que podem te ajudar nesse sentido: criando verdadeiros laços entre a sua marca e seus clientes. Nós da Social Miner promovemos uma comunicação humanizada e automatizada para e-commerces aumentarem suas vendas. Minha dica é: valorize seu consumidor e fale com ele como se fossem bons amigos. Seja autêntico e, com certeza, você irá se destacar no mercado.

(*) Ricardo Rodrigues é cofundador da Social Miner

Fonte: Proxxima

O que você não está vendo no MWC: fim dos apps e edge computing.

Está no MWC, mas nem todo mundo está vendo.

Os apps como os conhecemos vão ir desaparecendo aos poucos, cedendo lugar a uma nova era de “aplicativos”, se é que os chamaremos assim, em que a integração com a internet será mais íntima e pervasiva, em que plataformas de interação cognitiva, anabolisadas por dados, falarão (literalmente) de forma mais próxima conosco e em que as marcas terão a sua disposição, para conversar de maneira interativa direta, recursos digitais em tempo real, one to one, como nunca tivemos antes.

Quem acompanha o MWC todos os anos está vendo isso acontecer em capítulos. De uma certa forma, quase em câmera lenta.

Embora sempre repitamos, com razão, que as transformações tecnológicas digitais avançam a uma velocidade estonteante, essa substituição dos apps, instalados em nossos celulares, por uma nova geração tecnológica de interação direta entre o emissor (qualquer emissor, aquele que aciona uma cadeia de interação) e nós, humanos consumidores e usuários, vem se dando de maneira gradual. E deverá seguir assim.

Quando digo fim dos apps, digo fim dos aplicativos que temos hoje populando a tela de início dos nos celulares, você sabe. Eles nos são hoje indispensáveis e fica difícil imaginar a vida sem eles.

Mas veja, tudo o que fazem e os benefícios que nos entregam, seguirão. E serão ainda mais sofisticados. O que fica cada vez mais claro a cada MWC é que eles irão cedendo espaço a plataformas que conversarão mais conosco, seja por voz (as assistentes de voz que viraram celebridades de dois anos para cá), que é a tendência mais clara hoje, seja por video-conf (imagem), e que estarão embarcadas em todas as coisas, a Internet das Coisas.

Até os próprios celulares, na mesma linha da câmera lenta, irão sendo substituídos aos poucos por torradeiras. If you know what I mean.

Isso está no MWC 2019 como está também, só que nas salas mais técnicas, a discussão sobre edge computing, que é mais cabeçuda e difícil para quem não é do mundo telcom, como é o seu caso e o meu, mas que vale aqui comentarmos, porque é um pedaço importante de todos os parágrafos aí de cima, aquela parte que nós leigos não vemos, mas que viabiliza a interface que chega até nós e com a qual interagimos.

Tentando facilitar nossa vida aqui, o tal edge computing é uma camada de infra-estrutura de armazenagem e transmissão de dados que vai ficar (já está ficando) entre a nuvem e nossos aparatos móveis de dia a dia. Ela vai trazer mais agilidade, eficiência e flexibilidade ao tráfego de dados e, portanto, para nossa vida em geral. Chama-se edge porque fica na franja de rede mais próxima dos devices que levamos no bolso hoje, ou de qualquer aparelho/máquina que se conecte com a internet.

É papo de infra-estrutura de rede, mas que vai possibilitar que novos e ainda mais diversificados recursos de aparelhos celulares possam ser desenvolvidos e que, por exemplo, campanhas interativas das marcas sejam resolvidas com maiores e melhores recursos digitais interativos.

Bom, se não entendeu, deixa pra lá. Quis apenas sinalizar aqui que o edge computing vai vir e que vai ajudar a nos conectarmos de forma ainda mais rápida e rica, no ambiente mobile.

Mais do que toda a nova coleção de aparelhos móveis que o MWC 2019 está exibindo, são essas transformações as que de fato vão mudar mais profundamente o mundo (cada vez mais mobile) em que vivemos.

Fonte: Proxxima

Empreendedorismo e aprendizado contínuo: universidade do futuro?

Fundado em 1924, o Instituto de Tecnologia de Israel‎ – Technion é a universidade mais antiga de Israel. No início da sua atuação, a grade curricular era voltada apenas para engenharia e arquitetura e a primeira classe contava com 17 estudantes, sendo 16 homens e uma mulher. Com o passar dos anos, a entidade educacional, que é conhecida como o MIT de Israel, ampliou os temas e o jogo virou. O Technion conta agora com 54% de mulheres. “Não somos adeptos de cotas. Os que aqui ingressam são admitidos por mérito”, contou Peretz Lavie (foto), presidente do Technion, em conversa com a Computerworld.

Lavie indica que o Technion tem papel único hoje nacional e internacional e ele arrisca dizer que o Technion apoiou massivamente o progresso tecnológico israelense. Segundo ele, todo engenheiro de Israel e de grande parte da indústria de tecnologia local e global recebeu seu diploma no Instituto de Tecnologia de Israel‎. Grandes empresas, como Intel, eBay, HP e IBM têm parcerias com o Instituto.

Celeiro de startups

O país se converteu ao longo dos anos como um verdadeiro celeiro de startups e renomadas empresas de base tecnológica. Hoje, Israel tem mais de 90 empresas registradas na NASDAQ, consagrando-se como o terceiro país com mais empresas listadas na bolsa, e histórico de startups vendidas por bilhões, como foi o caso do Waze, comprado pelo Google por US$ 1,1 bilhão, e o ICQ, adquirido em 1998 pela America Online por US$ 400 milhões. Milhares de novos negócios foram estabelecido pelos ex-alunos do Technion, alguns dos quais são bem-sucedidos em escala global, observa Lavie.

Mas, afinal, como o Technion consegue ser um berço da inovação e reunir em seus 300 edifícios tantas mentes brilhantes? A base está nas atualizações constantes da prática de ensino, além de estratégias diferenciadas de integração.

Uma delas é o apoio aos alunos aprovados no processo seletivo. Eles ganham um ‘big brother’ ou uma ‘big sister’, uma espécie de mentor que ajuda os novatos a navegarem pelo campus e a ter sucesso em seus estudos. Outra iniciativa é o ensino de soft skills, que Lavie chama de ‘leadership skills’. “Educamos pessoas e não robôs. Por isso, essas competências são tão importantes”, revela.

A preocupação com a formação de talentos, portanto, é permanente, segundo Lavie, sobretudo por se tratar de uma ação conjunta com as universidades. Ele reconhece que essas instituições de ensino estão passando pelo desafio universal da reformulação dos empregos.

“Hoje, um talento não precisa mais aprender a resolver equações ou fazer cálculos. Tudo isso já pode ser feito por um smartphone, por exemplo. Como as universidades lidam com esse cenário? Como preparar estudantes para a nova revolução industrial, na qual muitas profissões irão desaparecer?”, destaca o executivo, acrescentando que as posições que são insubstituíveis pelas máquinas, não importam quão inteligentes sejam, exigem inteligência social, criatividade e percepção – características que são cultivadas no Technion.

E são essas ‘leadership skills’ a chave para fomentar o empreendedorismo, tão incentivado pela cultura israelense. “Empreender é uma arte e para isso é preciso intuição, comunicação, trabalhar em time e expressar as ideias”, observa ele. Para que os alunos desenvolvam o lado soft, o Technion fomenta diversas experiências hands on. “Não se pode ensinar apenas lendo livros. É preciso experienciar”, enfatiza ele.

Nesses momentos, os alunos aprendem a apresentar uma ideia, como chamar a atenção de investidores e a montar um time multicultural. “Um dos aspectos mais importantes para nós é assumir riscos. É preciso abraçar e entender a falha.”

Na prática

Lavie destaca que o Instituto Jacobs Technion-Cornell (JTCI), situado na Ilha Roosevelt, na cidade de Nova York (EUA), fruto da parceria entre as duas universidades, já atua com o olhar voltado para o futuro. Sua missão é fomentar a cultura de startup, mas conectar estudantes ao mercado. Toda a pesquisa e o ensino científicos estão profundamente engajados com domínios de aplicação que fornecem problemas reais, inspiradores, importantes e relevantes.

“Mudamos a forma de estudar. As aulas são em um estúdio, assim como fazem os arquitetos. Pessoas da indústria dividem o mesmo prédio com a academia, em um intercâmbio único. Essa é uma das formas de enfrentar os desafios do futuro”, contou.

Outra técnica colocada em prática é o flipped classroom, um novo formato que muda a ordem do ensino. Em vez de ir para a sala de aula e aprender com o professor, o aluno estuda a disciplina em casa e leva suas visões sobre o tema para discussão com os colegas e o mentor do grupo.

Aprendizado contínuo

Um dos temas que ganham destaque no setor educacional é o conceito de lifelong learning, ou o aprendizado ao longo da vida. Na visão de Lavie esse é um caminho que precisa ser trilhado pelas entidades educacionais. Para ele, o estudo concluído há 30 anos hoje já está obsoleto e é preciso mudar esse quadro. “A universidade precisa fazer parte disso. Esse é um papel futuro da universidade”, concluiu.

Fonte: Computer World

Big techs têm ano de altos e baixos

O Facebook de Mark Zuckerberg registrou perda de 25% em 2018
CHIP SOMODEVILLA/AFP/JC

O ano para as ações das principais empresas de tecnologia pode ser dividido em valorização até meados de setembro e declínio de outubro em diante. O movimento levou companhias como o Facebook a registrar perda de 25% em 2018 – primeira queda desde a abertura de capital, em 2012.

Apesar do recuo nas bolsas norte-americanas, de multas e depoimentos ao Congresso dos Estados Unidos, 2018 foi um ano de receitas recordes para as integrantes do Faang, acrônimo de Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google (controlada pela Alphabet), ou Famg (que exclui Netflix e inclui a Microsoft).

Com destaque, Apple e Amazon conquistaram uma marca inédita. Foram as pioneiras em atingir o valor de mercado de US$ 1 trilhão (R$ 3,8 trilhões), em agosto e setembro, respectivamente. A empresa cofundada por Steve Jobs aproveitou a liderança em smartphones caros para surfar no otimismo do mercado norte-americano.

Já a Amazon dá sinais, ano após ano, de que revolucionou o varejo de forma irrevogável e de que pode se expandir mais para mercados promissores, como Índia e Brasil. Para Eduardo Glitz, sócio da StartSe, a marca da Apple foi mais uma consequência da bolsa americana do que de perspectiva de inovação, ao contrário da Amazon.

“A Apple não lançou um produto que mudou a história da empresa. Ela reposicionou o preço do iPhone, mas não entrou em um mercado completamente novo em que passou a ser relevante. A Amazon também foi positivamente impactada pela bolsa, mas ainda tem a figura de Jeff Bezos, homem mais rico do mundo, querendo inovar e pode tomar diversos mercados que não tomou.”

Entre suas novidades anuais, a Apple lançou um Apple Watch com eletrocardiograma, que capta a frequência cardíaca dos usuários pelo relógio, e fez adaptações em seus aparelhos, como aumentar a tela e a resistência à água.

Alguns pontos, entretanto, preocuparam investidores no último trimestre. A previsão de crescimento máximo de 5% de receita anual para a temporada de festas, o anúncio de cortes a fornecedores do iPhone, a decisão de não divulgar números sobre a venda de aparelhos (como smartphones e iPads) e as consequências da guerra comercial entre EUA e China estão entre os principais receios que permanecerão em 2019.

“Existe uma grande cautela sobre os impactos da tensão comercial no setor de tecnologia, até porque boa parte dos consumidores da Apple está na China. Se houver mais barreiras para chegar ao país asiático, as perspectivas das empresas que dependem desses consumidores também serão afetadas”, diz Arthur Siqueira, sócio da GEO Capital.

Além disso, a empresa chegou a um ponto de maturidade em que a perspectiva de aumentar a base instalada é baixa. Analistas dizem que, para continuar crescendo, a companhia californiana precisa criar uma camada de serviços e fazer com que as pessoas migrem de produtos diferentes na mesma plataforma, gastando recursos na Apple Pay, Apple Music e App Store.

“Mesmo que o sistema iOS tenha uma frente menor de mercado em relação ao Android, ela tem uma captura de valor muito acima da dos usuários Android. A empresa tinha cerca de US$ 200 bilhões (R$ 774 bilhões) em caixa no início do ano, suficientes para comprar a Disney. Para os investidores, o que a Apple vai fazer com o dinheiro é uma pergunta que ainda não está respondida”, diz Maximiliano Carlomagno, fundador da Innosciense, consultoria em gestão da inovação.

A Amazon, por sua vez, transcendeu o conceito de comércio eletrônico pelo qual foi reconhecida nas últimas duas décadas. Adquiriu a cadeia de supermercados Whole Foods Market, com cerca de 470 lojas, para reduzir a logística para a entrega de alimentos, e abriu lojas da Amazon Go, em que o processo é automatizado e dispensa atendentes.

Fonte: Jornal do Comercio

2019: o ano do ecossistema digital orientado por dados

Um dos desafios como provedor de tecnologia é ajudar o cliente a prever o futuro, não só de sua operação para preparar a infraestrutura para as demandas dos negócios, mas o futuro da própria sociedade e qual será o impacto na área de atuação das empresas. Não é fácil e, por isso, na Dell essa tarefa é uma constante.

Um estudo do Instituto for the Future (IFTF), realizado em parceria com a Dell Technologies, mapeou as consequências que as novas tecnologias devem ter na vida e no trabalho das pessoas até 2030. No ano passado, apontamos oito tendências que impactariam de forma significativa o mercado em 2018, o que nos obriga a avaliar os acertos e ajudar novamente nossos parceiros de negócios a pensar em 2019.

Fizemos previsões ousadas ano passado — algumas se concretizaram um pouco mais rápido do que outras. Sabemos que ainda há muito a ser feito em relação aos avanços das tecnologias de machine learning, inteligência artificial e sistemas autônomos, que seguem mostrando seu potencial de transformar os negócios. Enquanto isso, as organizações ainda enfrentam o desafio de preparar sua infraestrutura e sua força de trabalho para comportar todo o potencial ainda desconhecido dessas tecnologias.

Em 2019, vamos ver o ecossistema digital orientado por dados ganhar força, apoiado por seis movimentações da indústria, que exploramos a seguir:

Tecnologia imersa na vida, pessoal e profissional

Assistentes virtuais e tecnologias conectadas – casa, coisas e carros, aprendendo suas preferências e fornecendo de maneira proativa conteúdo e informações com base em interações anteriores, devem ganhar força ao se unir à realidade virtual e aumentada para criar experiências verdadeiramente imersivas. Destaca-se aí dispositivos de monitoramento de bem-estar ainda mais inteligentes, que podem capturar informações sobre o corpo, como variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e padrões de sono, com a possibilidade de poder facilmente compartilhar essas informações com médicos para cuidar melhor da saúde.

Inteligência imersiva também nos seguirá no trabalho, com PCs e dispositivos aprendendo de forma contínua com nossos hábitos e proativamente conectando com os serviços e aplicativos certos no momento certo. Avanços em tecnologias de voz e processamento de linguagem natural criarão um diálogo mais produtivo com máquinas, enquanto a automação e robótica criarão uma colaboração mais fluida e rápida para realizar mais trabalhos. Com os aplicativos de realidade virtual e aumentada criando experiências imersivas, as pessoas terão acesso aos dados que precisam para realizar suas tarefas quando e onde estiverem.

Dados impulsionando a próxima “Corrida do Ouro” nos investimentos tecnológicos

As organizações vêm acumulando há anos grandes quantidades de dados, e a previsão é que, até 2020, se alcance o volume de 44 trilhões de gigabytes ou 44 zettabytes. A medida que a Transformação Digital ganha forma, é chegada a hora das empresas finalmente colocaram todos os dados a serviço dos negócios, motivando inovações e processos mais eficientes e gerando mais investimentos no setor de tecnologia. Novas startups devem surgir para lidar com o desafio de tornar a inteligência artificial uma realidade: para o gerenciamento e análise de dados, em que os insights podem ser obtidos virtualmente de praticamente todos os lugares, e soluções de compliance de dados para um modo mais seguro e inteligente de fornecer resultados incríveis.

Com o 5G, viveremos no limite

A rede 5G e os primeiros dispositivos compatíveis estão previstos para chegar ao mercado no próximo ano e prometem mudar completamente o consumo de dados em termos de velocidade e acessibilidade. A rede de baixa latência e alta largura de banda impactará em mais coisas, carros e sistemas conectados, o que deve acarretar em um grande volume de dados de inteligência artificial, machine learning (aprendizado de máquina) e computação na borda (edge computing), onde os dados são gerados. Não demorará muito para começarmos a ver micro-hubs ou mini data centers em nossas ruas. Os espaços urbanos estarão mais conectados do que nunca, preparando caminho para projetos de infraestruturas digitais e cidades inteligentes, revolucionando setores como saúde e indústria.

Estratégia multi-cloud para gerenciar crescimento no volume de dados

Ano passado, previmos a chegada da mega-nuvem, uma variedade de nuvens que compõem um modelo operacional multi-cloud, como parte da estratégia de TI para gerenciar o crescimento das aplicações e cargas de trabalho. Essa tendência segue forte no próximo ano, a medida em que as organizações percebem que precisam gerenciar com eficiência todos os dados gerados pela empresa. Um estudo recente da IDC apontou mais de 80% dos respondentes estavam repatriando os dados para nuvens privadas locais e podemos esperar que essa tendência continue, mesmo com projeções para crescimento da nuvem pública.

Ambientes de várias nuvens promoverão a automatização, processamento de Inteligência Artificial e aprendizagem de máquina em alta velocidade, permitindo às organizações gerenciar, mover e processar dados onde e quando for necessário. De fato, veremos mais nuvens surgirem à medida que os dados ficam cada vez mais distribuídos, computação de borda (edge computing) para dar suporte às atividades de veículos autônomos ou em fábricas inteligentes, em aplicativos nativos na nuvem, em data centers locais e protegidos para atender as exigências de conformidade e privacidade e, claro, a nuvem pública para uma variedade de aplicações e serviços que usamos todos os dias.

A Geração Z vai chegar ao local de trabalho

A Geração Z (nascidos depois de 1995) começa a integrar o mercado de trabalho, como uma força de trabalho diversificada, que se estenderá pelas próximas cinco gerações, criando uma variedade rica de experiências na vida e na tecnologia. Entre os integrantes da Geração Z, 98% terão usado tecnologia como parte de sua educação formal, muitos já entendem o básico de codificação de software e esperam contar com a melhor tecnologia disponível como parte de sua experiência de trabalho.

Esta nova geração, vai desencadear uma evolução em inovação tecnológica para a força de trabalho e criará oportunidades de educação tecnológica e aprendizagem contínua de novas habilidades com as gerações atuais. Realidade Aumentada e Realidade Virtual serão cada vez mais comuns e fecharão a lacuna de habilidades da força de trabalho atual, enquanto darão à Geração Z a velocidade e produtividade que exigem.

As cadeias de suprimentos ficarão mais fortes, mais inteligentes e mais verdes

Acreditando nas muitas vantagens de administrar um negócio sustentável, as organizações buscarão cada vez mais por maneiras de projetar todo o ciclo de seus produtos livre de resíduos, como parte de seus modelos de negócios, que inclui investir em inovações em reciclagem e boas práticas, até o correto descarte no encerramento do ciclo de vida. Na Dell, estamos compartilhando nosso projeto para transformar plásticos coletados nos oceanos em embalagens recicladas e transformar a fuligem dos gases de escape dos geradores a diesel em tinta para impressão em caixas.

Outro desafio será melhorar a rastreabilidade na cadeia de suprimentos, examinando e aproveitando as tecnologias emergentes para identificar possíveis falhas e tomar as medidas corretivas.Tecnologias de Blockchain devem contribuir para garantir confiança e segurança na terceirização, ao mesmo tempo em que garante informações e dados sobre bens e serviços ao longo da cadeia.

Parece muito desafiador, mas a verdade é que nunca tivemos um momento tão bom para tecnologia – com a inovação das redes 5G, inteligência artificial e aprendizagem de máquina, além de múltiplas nuvens e Blockchain a todo vapor.

Temos certeza que faremos uso muito positivo dos 44 zettabytes de dados gerados até 2020. Vamos destravar o poder dos dados de maneira nunca imaginada, transformando o dia a dia dos negócios e da vida cotidiana. Então, aperte os cintos, caminhamos a todo vapor para a Era dos Dados.

*Luis Gonçalves é vice-presidente Sênior e Gerente Geral da Dell EMC Brasil

Fonte: ComputerWorld

De olho na carreira do futuro: 10 mestrados internacionais em Ciência de Dados

A análise de dados é um campo em rápido crescimento, à medida que as empresas correm para utilizar os dados valiosos que coletam. Se você precisa aumentar a proficiência da sua equipe em Ciência de Dados, considere a possibilidade de investir em um mestrado na área.

Data Science Degree Programs Guide lista os melhores programas de mestrado em Ciências de Dados em universidades públicas e sem fins lucrativos. Um sistema de pontos foi desenvolvido com base em três categorias: relação aluno-professor, preço líquido médio e se a escola oferece áreas de concentração no programa de graduação.

Aqui estão algumas delas:

1. Purdue University: Krannert School of Management

Oferecido através da Krannert School of Management, o Mestrado em Ciência da Administração e Gestão de Informação da Purdue University é um programa de tempo integral que começa todos os anos em junho e dura três semestres. O programa de pós-graduação oferece três especializações em análise da cadeia de suprimentos, análise de investimentos ou análise de finanças corporativas.

É um programa certificado pela STEM, concebido para educar os alunos sobre as mais recentes tecnologias e técnicas analíticas, através da experiência prática. Você também aprenderá a usar várias ferramentas relevantes do setor, como SAS, Python, Minitab e SQL. Ao se formar, a universidade promete que o profissional poderá aplicar suas habilidades a problemas de dados usando as práticas recomendadas mais recentes para análise de dados corporativos.

Local : West Lafayette, Indiana
Presencial ou online? Há a necessidade de frequentar as aulas no campus
Razão aluno-professor : 12: 1
Custo: US$ 29.741 para estudantes estrangeiros, US$ 47.786 para alunos de fora do estado
Foco: Análise da Cadeia de Suprimentos, Análise de Investimentos ou Análise de Finanças Corporativas

2. DePaul University

A DePaul University oferece um mestrado em Ciência de Dados que promete equipar os alunos com as habilidades certas para uma carreira na área. O programa requer uma pós-graduação anterior, mas o profissional pode escolher entre concluir um projeto de análise de dados aplicado, fazer um curso básico de Análise Preditiva, participar de um estágio de análise ou apresentar uma dissertação de mestrado.

A DePaul University também oferece quatro especializações em Ciência de Dados, que incluem métodos computacionais, assistência médica, hospitalidade e marketing. O currículo de cada especialização “enfatiza a proficiência técnica e a experiência prática” enquanto fornece aos alunos “habilidades avançadas em mineração de dados, Estatística, Machine Learning e Big Data”.

Localização: Chicago, Illinois
No campus ou online: todos os cursos de métodos computacionais estão disponíveis online; alguns cursos de saúde, marketing e hospitalidade são online, mas outros requerem aulas presenciais
Aluno-professor : 15: 1
Custo: US$ 1.060 por crédito/hora
Foco: Métodos Computacionais, Assistência Médica, Hospitalidade e Marketing

3. University of Rochester

A University of Rochester oferece um MS in Data Science através do Instituto Goergen de Ciência de Dados. O programa pode ser concluído em dois ou três semestres de estudo em tempo integral, mas o caminho de dois semestres inclui uma carga horária rigorosa, por isso é recomendado para alunos que já tenham uma sólida formação em Ciência da Computação e Matemática. Para aqueles sem um forte conhecimento em Ciência da Computação, há a opção de um curso de verão que irá ajudar o profissional a acelerar seus conhecimentos até o início do programa.

Ao longo do programa, o profissional terá a chance de concluir estágios e obter orientação profissional. E poderá escolher entre três especializações, incluindo Métodos computacionais e estatísticos, Ciências da Saúde e Biomédicas e Ciências sociais e de Negócios.

Local: Rochester, Nova Iorque
Presencial ou online: É necessária frequência no campus
Relação de aluno para professor: 10: 1
Custo: US$ 51.072, em média, para 32 créditos
Foco: Métodos computacionais e estatísticos, Ciências da Saúde e Biomédicas e Ciências Cociais e de Negócios.

4. New York University

A New York University oferece um MS em Data Science (MSDS) com opção entre várias especializações, incluindo Data Science, Big Data, Matemática e Dados, Processamento de Linguagem Natural e Física. O profissional precisará completar 36 créditos para se formar, o que leva os alunos em tempo integral a uma média de dois anos de curso, até a conclusão da primeira especialização.

O aluno também será solicitado a concluir um projeto de conclusão durante o programa que o conduzirá por todo o processo de solução de problemas reais com dados em todos os setores. Espera-se que os alunos obtenham experiência prática útil na coleta e processamento de dados e, em seguida, utilizem esses dados para projetar e implementar soluções.  

Localização: New York
No campus ou online: É necessária a presença no campus
Relação aluno-professor: 10: 1
Custo: US$2.286, mas é possível economizar em taxas de inscrição e de serviços pagando por mais de uma especialização de uma só vez
Foco: Ciência de Dados, Big Data, Matemática e Dados, Processamento de Linguagem Natural e Física

5. Carnegie Mellon University

A Carnegie Mellon University oferece um mestrado em Computação e Ciência de Dados (MCDS) através da Tepper School of Business. Durante o primeiro semestre, o aluno terá que fazer quatro cursos básicos: Computação em Nuvem, Machine Learning, Ciência de Dados interativa e um seminário sobre Ciência de Dados. Até o final do primeiro semestre, o aluno precisará selecionar três especializações, incluindo Sistemas, Análise ou Ciência de Dados centrada no ser humano. Sua escolha ajudará a formatar os cursos que fará no resto do programa.

O programa se concentra em projetos experimentais, coleta de dados, modelagem e análise de dados, resolução de problemas e interação homem-máquina. Os problemas nessas áreas são abordados usando um currículo de Ciência da Computação que inclui Engenharia de Software, Machine Learning e Estatística. Os alunos saem aptos a trabalhar com conjuntos de dados de larga escala em ambientes complexos de TI.

Local: Pittsburgh, Pensilvânia
No campus ou online : É necessária frequência no campus
Relação de aluno para professor : 10: 1
Custo : US$ 25.000 por semestre
Concentrações: Sistemas, Análise e Ciência de Dados centrada no ser humano

6. Columbia University na cidade de Nova York

A Columbia University oferece um mestrado em Ciência de Dados por meio do Data Science Institute, que exige 30 créditos para ser concluído. O curso oferece uma longa lista de especializações, incluindo Análise na área da Saúde, Segurança Cibernética, Finanças e Business Analytics e Cidades Inteligentes, entre outros tópicos.

Antes de se inscrever no programa, o profissional precisará ser capaz de codificar em vários idiomas, como R, Python, C e Java. O domínio de pelo menos um desses idiomas será necessário para o crédito de Algorithms for Data Science.

Local: Nova York
Presencial ou online : É necessária frequência no campus
Relação de aluno para professor: 6: 1
Custo: US$ 2.018 por crédito
Especializações : Sistemas de Computação para Ciência de Dados; Cíbersegurança; Dados, Mídia e Sociedade; Finanças e Business Analytics; Fundamentos da Ciência de Dados; Análise na área de Saúde; e Cidades Inteligentes

7. North Carolina State University

A North Carolina State University oferece um programa MS in Analytics (MSA) projetado como uma experiência de aprendizado  de 10 meses que enfoca o trabalho em equipe e o coaching individual.

Para se inscrever no programa o profissional precisará de experiência com codificação em mais de um idioma, conhecimento de análise quantitativa complexa e ser graduado em Estatística. O programa de pós-graduação não requer a seleção de uma longa lista de disciplinas eletivas e aulas básicas. Em vez disso, o profissional seguirá um currículo afinado que incentiva o aprendizado interativo e o trabalho em equipe.

Localização: Raleigh, Carolina do Norte
Presencial ou online: É necessária frequência no campus
Relação de aluno para professor: 6: 1
Custo: US$ 23.460 para estudantes americanos, US$ 43.466 para estudantes estrangeiros
Especializações: Nenhuma

8. Georgia Institute of Technology

O Georgia Institute of Technology oferece um MS in Analytics que combina Estatística, Pesquisa Operacional, Computação e Negócios para oferecer um programa de graduação interdisciplinar para cientistas de dados. Ele é projetado para dotar os estudantes de Ciência de Dados nas habilidades adequadas para lidar com Inteligência de Negócios e tomada de decisões em um ambiente corporativo.

O programa MS inclui três trilhas: Ferramentas Analíticas, Análise de Negócios e Análise de Dados Computacionais. O estudante  pode escolher entre um programa no campus que pode ser concluído em um ano ou um programa de graduação online que normalmente é concluído em um ou dois anos. A optação pelo programa presencial dá acesso a orientação profissional.

Localização: Atlanta, Georgia
No campus ou online: Programas presenciais e online
Relação aluno-professor : 20:1
Custo: US$ 1.206 por crédito/hora para estudantes residentes, $ 1.665 por crédito/hora para estudantes de fora do estado; e $ 275 por crédito/hora para o programa online
Especializações: Ferramentas Analíticas, Análise de Negócios e Análise de Dados Computacionais

9. Universidade de Oklahoma

A Universidade de Oklahoma oferece um mestrado em Ciência de Dados e Analytics através das escolas de Ciência da Computação e Engenharia Industrial e de Sistemas. O curso combina conhecimentos de ambos os departamentos para ensinar aos alunos as habilidades certas para “projetar e construir ferramentas para extrair, assimilar e analisar dados”.

Alunos em período integral podem obter um diploma em 14 meses, mas também há opções para alunos em meio período. O grau mais simples, sem defesa de tese, requer nove disciplinas eletivas, 13 horas de cursos em cima das 24 horas necessárias de um curso de engenharia. O curso com defesa de tese requer três disciplinas eletivas em cima dos 20 disciplinas necessárias, uma hora de estágio de engenharia e seis horas gastas em um projeto de pesquisa.

Local : Norman, Oklahoma
Presencial ou online : no campus, opções online e híbridas
Relação aluno-professor : 18: 1
Mensalidade : US$ 30.000 por semestre, em média
Especializações: Nenhuma

10. Universidade de Iowa

A Universidade de Iowa oferece seu Mestrado em Ciência e Análise de Dados (MS DSA)através do Tippie College of Business. Essa graduação interdisciplinar combina Big Data e Business Analytics, permitindo que os alunos trabalhem “de ponta a ponta no campo do Big Data”, de acordo com a universidade.

O curso é realizado online e combina conceitos de Ciência da Computação e Engenharia de Sistemas. Alunos de pós-graduação podem escolher entre um caminho apenas de cursos ou um de defesa de tese. Em geral, leva 14 meses para que os alunos obtenham os 33 créditos necessários para a formatura. O mestrado requer passar pelos 10 cursos, mas, depois dos cinco primeiros, o aluno ganhará um certificado de especialização.

Local: Iowa City, Iowa
Proporção aluno-professor: 15: 1
Presencial ou online: Presença obrigatória no campus
Mensalidade: US $ 10.457 por semestre para estudantes residentes, US $ 16.860 para estudantes de fora do estado
Especialização: Nenhuma

Fonte:http: IDGNOW

Jornal chinês é apresentado por âncora com Inteligência Artificial

Uma agência de notícias do governo chinês começou a utilizar inteligência artificial para apresentar as notícias do país. A “IA âncoras” foi criada pela agência Xinhua em parceria com a Sogou, empresa responsável por um dos buscadores mais populares da China.

Dois modelos foram criados, um para noticias em inglês e outra para a língua local. Para o desenvolvimento dos apresentadores, foram utilizados imagens e áudios de jornalistas reais que trabalham na emissora.

No entanto a tecnologia tem bastante limitações, já que as expressões do apresentador são com poucos movimentos de outras partes do corpo durante a fala. A voz também não é muito avançada e aparenta ser mais robótica do que de outras empresas.

Mesmo com esses problemas a companhia continuará com a tendência para a evolução na área.

Veja a apresentação do jornal abaixo:

Fonte: AdNews

Microsoft utiliza inteligência artificial para solucionar problemas ambientais

O meio ambiente há muito tempo sofre com os resultados das atitudes humanas. Com isso em mente, a Microsoft desenvolveu o AI For Earth, programa que auxilia para a busca de soluções sustentáveis por meio da inteligência artificial.

Focado em quatro áreas fundamentais para a saúde do planeta, sendo estas: mudanças climáticas, diminuição da biodiversidade, escassez de água e desempenho agrícola, a novidade impulsionou 140 projetos em 45 países, sendo um deles o Conservation Meetrics. Nele, a IA é utilizada para impedir a caça ilegal de elefantes africanos e o contrabando do marfim, uma vez que sua população diminuiu cerca de 30% nos últimos sete anos devido à atividades ilícitas relacionadas.

A Microsoft parece otimista com a iniciativa. O líder da AI For Earth, Lucas Joppa, afirma “os problemas ambientais são criados por pessoas e as soluções para eles também serão. A inteligência artificial permite capacitar os cidadãos a encontrar soluções mais rápido”.

Fonte: Adnews

 

A importância da inteligência competitiva no contexto digital

Utilizada em conjunto com a inteligência competitiva, a inteligência de mercado contribui no desenvolvimento de ações inovadoras, já que a análise das informações da concorrência e das demandas dos consumidores possibilita que uma empresa inove em seus serviços ou produtos, causando impacto muito positivo diante do seu público-alvo.

 

Eduardo Prange – CEO da Zeeng

 

Você já ouviu falar em inteligência competitiva (IC)? Se está atento e acompanhando o buzz sobre temas como transformação digital e o que vem ocorrendo no mercado, no mínimo tem uma boa ideia do que estamos falando. Empresas de todos os portes e segmentos já percebem que devem ser orientadas por dados. Assim, uma das principais abordagens em qualquer organização – e que é adotada, com certeza, por aquelas que procuram aperfeiçoar sua capacidade de compreender seu ecossistema e seu público para se manterem vivas – é o uso da inteligência.

Aplicada sobre as informações relevantes do negócio, a inteligência competitiva possibilita verificar tendências, prever movimentos, encontrar oportunidades e dar forte embasamento às decisões estratégicas da companhia, em um trabalho que pode visar o longo prazo.

 

Por que falar sobre isso?

Estamos em um mundo que experimenta mudanças constantes e em altíssima velocidade – e a verdade é que nunca se gerou tanta informação quanto nos tempos atuais. Produzimos dados a todo instante, e esse imenso volume está à disposição para ser analisado e bem trabalhado pelas companhias.

Utilizada em conjunto com a inteligência competitiva, a inteligência de mercado contribui no desenvolvimento de ações inovadoras, já que a análise das informações da concorrência e das demandas dos consumidores possibilita que uma empresa inove em seus serviços ou produtos, causando impacto muito positivo diante do seu público-alvo.

 

“Uma marca não é mais o que nós dizemos que é, mas sim o que os consumidores dizem uns aos outros sobre elas”.

Scott Cook, fundador da Intuit

 

Nessa era do conhecimento, a informação está mais e mais acessível. E aplicando a inteligência para entender (e utilizar bem) os dados sobre o ambiente, as empresas conseguem informações que têm valor real para os seus negócios e clientes, além de garantir o conhecimento do que está acontecendo no seu mercado, o que as coloca em posição vantajosa, à frente dos seus competidores.

Afinal, é somente com uma análise mais aprofundada que se consegue conhecer bem o cliente, compreender o setor do mercado com seus problemas, desafios e oportunidades. E a IC realmente se mostra importante porque, com essa orientação, conseguimos obter informações relevantes, fazer cruzamentos interessantes e conhecer profundamente quem concorre com a nossa empresa. A partir daí, podemos antever algumas direções ou ocorrências de modo a nos posicionarmos de uma maneira melhor, mais competitiva – e isso não tem preço.

 

Inteligência para conhecer a fundo o mercado e a concorrência

É fundamental hoje poder analisar as iniciativas de quem disputa o mercado com você, tanto para saber como o competidor se comporta quanto para verificar como o público reage a essas ações. Quanto mais você atua sobre bases de conhecimento sólido, mais vai deixando o “achismo” de lado, pois a construção de uma inteligência competitiva verdadeira contribui para que sua tomada de decisão tenha mais embasamento e, consequentemente, seja mais certeira e poderosa.

Digamos que você atua numa agência de comunicação e precisa desenvolver uma estratégia de comunicação em mídias sociais para uma determinada rede de farmácias. Trata-se de um segmento altamente concorrido, portanto, a inteligência competitiva se mostra absolutamente fundamental para que, munido das melhores informações sobre o ecossistema – e o conhecimento profundo sobre a concorrência – você consiga desenvolver o que pode ser a melhor linha de ação para que a rede cliente ganhe destaque.

Perceba que, assim, ao chegar para conversar com o cliente você terá, além dos dados sobre ele, seus objetivos e demandas, um olhar sobre o ambiente de competição que ele enfrenta, entendendo o que os rivais fazem e já avaliando a reação do público e como eles se comunicam. Ou seja, você terá condições de mostrar ao cliente que conhece as circunstâncias do mercado dele, as falhas e os acertos dele e da concorrência e, a partir daí, procurar oportunidades estratégicas para atuar com destaque e ganhar mercado. Suas chances de sucesso com este cliente crescem, não é mesmo?

Portanto, o uso da inteligência competitiva é um elemento cada vez mais importante para aperfeiçoar a execução das suas iniciativas e gerar resultados muito melhores para os clientes. Para monitorar o mercado, entender o cliente e agir proativamente em relação às estratégias da concorrência, investir em soluções que contemplem a inteligência competitiva é com certeza a melhor alternativa.  

As informações estão aí, e é fundamental trabalhar bem com elas para não perder terreno e não ficar para trás. E para otimizar e tornar menos árduo esse trabalho, a tecnologia – para variar – é a melhor aliada.

 

O papel da tecnologia

Como dissemos em outro artigo, o marketing hoje é potencializado pela tecnologia, e as agências contam com ferramentas, plataformas e soluções alinhadas para o marketing digital. Surgem as Martechs, que mesclam e trabalham com os dois setores para tornar ainda melhores e mais eficientes as mais variadas iniciativas. Afinal, as ações de marketing e comunicação só têm a ganhar com o cuidadoso acompanhamento da movimentação da concorrência, verificando como ela atua nas redes sociais, nos blogs e sites, como são as interações que ocorrem, que tipo de retorno o público oferece.

A tecnologia, portanto, ajuda o trabalho humano da inteligência a identificar aquilo que, dentre os padrões verificados nos players que disputam determinado mercado, está gerando melhores resultados, o que pode ser oportuno ou não naquele momento, etc. Uma coisa é certa: negócios cujos gestores obtêm e aproveitam informações estratégicas a respeito da concorrência e do mercado ganham muito em competitividade. E, com isso, podemos afirmar que talvez o que falte para a sua agência seja simplesmente esse tipo de conhecimento.

Como se comporta o seu mercado? Seus competidores fazem que tipo de campanha? Em que redes sociais estão presentes? De que modo? Como é a interação no blog deles? De que maneira eles se comunicam em cada um dos canais em que atuam? E como interagem com o público? Qual é a resposta dos clientes às interações das marcas? Estes são alguns dos muitos pontos possíveis de serem levantados e estudados a partir de uma plataforma completa que faça uso da inteligência competitiva.

A Zeeng, por exemplo, é uma plataforma completa especialmente voltada para as áreas de comunicação e marketing, com uma interface amigável e simples que possibilita antecipar os movimentos dos concorrentes acompanhando as ações de várias marcas no ambiente digital, entendendo o comportamento do mercado.

Como a primeira plataforma de Big Data Analytics voltada para essas áreas no Brasil, a Zeeng nasceu e atua nesse contexto, gerando inteligência a partir do cruzamento das informações de diversas origens e da interação com a marca. O objetivo é, sempre, ajudar o seu negócio a evoluir.

Gostou do artigo? Então eu te convido a conhecer a Zeeng – e ver tudo o mais que nós podemos fazer pela sua empresa.