Facebook e Instagram agora avisam quanto tempo o usuário passa nas redes sociais

Há algum tempo, o Facebook tinha anunciado a ferramenta “Tempo no Facebook” para ajudar os usuários a gerenciarem quanto tempo eles passam navegando pela rede social. Eis que nesta quarta-feira (21), o recurso é enfim lançado, chegando gradativamente aos dispositivos Android e iOS. Na seção em questão, é possível visualizar quantos minutos foram gastos no app no aparelho celular em uso durante a última semana.

O usuário também pode definir um limite diário e receber um lembrete para que o aplicativo o avise para dar uma pausa na navegação após um determinado tempo. É importante ressaltar que a ferramenta não se aplica apenas ao Facebook, já que o Instagram também está recebendo esse novo painel de atividades. Para encontrar os novos recursos, basta acessar a página de configurações em qualquer um dos dois apps.

No Facebook, toque em “Tempo no Facebook”, e no Instagram, basta selecionar “Sua atividade”. Na parte superior, haverá um painel revelando o tempo médio que cada app foi usado. É possível ver somente o total do dia, também. E para definir um lembrete diário, que o alertará quando atingir o tempo estipulado para passar na rede social, basta configurar o painel na parte de baixo. O lembrete pode ser alterado ou cancelado a qualquer momento.

(Imagem: Facebook Newsroom)

Caso queira um empurrão extra para não acessar muito ambas as redes, basta ir em “Configurações de notificação” e ativar a nova opção “Silenciar notificações Push”. Com isso, as notificações do Facebook e do Instagram serão silenciadas por um tempo. Apesar de estarem um pouco escondidas, as duas ferramentas podem ajudar os usuários a se manterem um pouco mais desapegados das mídias sociais, focando as atenções em outras atividades.

Contudo, o recurso está chegando apenas para aplicativos e, portanto, nas versões web do Facebook e do Instagram o uso permanece livre, sem opções de auto gerenciamento de tempo. Isso levanta questões sobre opções mais pesadas de restrições, ou pelo menos mais expostas, às vistas dos usuários. Além disso, não há uma distinção exata da contagem de tempo ativa e passiva no painel, o que pode dificultar um pouco o gerenciamento.

Isso significa que não dá exatamente como ver detalhadamente quanto tempo é gasto visualizando o feed de notícias, assistindo Stories ou explorando fotos e perfis; tampouco é definido se/quando o usuário cria postagens ou comentários e/ou envia mensagens privadas e interage em grupos. Ter um gráfico com tais detalhes certamente forneceria uma visão mais clara e possivelmente ajudaria a pessoa a transformar seu tempo nas redes sociais em algo mais produtivo.

Em agosto, quando as novidades foram anunciadas oficialmente, o comunicado afirmava que as ferramentas foram desenvolvidas para que “o tempo que as pessoas passam no Facebook e no Instagram seja positivo, inspirador e com propósito”. A companhia de Mark Zuckerberg ainda desejava que “as novas ferramentas proporcionem mais controle sobre o tempo que as pessoas passam em nossas plataformas e também estimulem conversas entre pais e filhos sobre os hábitos online mais adequados para eles”.

Fonte: WiredTech CrunchFacebook Newsroom 

Netshoes é empresa varejista mais digital, diz E-Consulting

A consultoria nacional E-Consulting Corp. analisou as maiores empresas com negócios no varejo para saber quais estão mais avançadas e consolidadas no que tangem aos conceitos e práticas de Transformação Digital em seus modelos de negócio.

O objetivo do estudo foi medir como o varejo usa os elementos da Transformação Digital de forma inteligente, tanto de dentro para fora, como de fora para dentro. As empresas que oferecem a tecnologia de maneira mais funcional, indo além do quesito inovação, foram as que tiveram mais destaque na análise. “Não é só adquirir novas tecnologias. É saber adotar”, diz Daniel Domeneghetti, CEO da E-Consulting e responsável pelo estudo “Régua da Transformação Digital no Varejo”.

O levantamento confirma o atual movimento do varejo brasileiro de, cada vez mais, incluir o digital no modelo de negócio, sendo considerado o “novo básico” para atender os consumidores. De acordo com o Domeneghetti, ter e-commerce ou aplicativo desintegrado não será vanguardismo nos próximos anos.

“O digital é o novo básico para o varejo. Por isso, a inovação estará ligada em saber trazer os benefícios da transformação digital no dia a dia e no relacionamento com cliente. E essa virada vai acontecer por meio de novas competências, como prototipação, design, experiência de compra, jornada, experimentação, analytics, Big Data, cloud, as a service, conexão, simultaneidade, algoritmos, colaboração e integração”, pontua o executivo.

Segundo o levantamento, a Netshoes foi considerada a organização que mais tem evidências e elementos ligados à Transformação Digital. Com DNA 100% digital, o e-commerce de calçados e artigos esportivos conquistou nota 4,0 – o máximo era nota 5,0 – por fortalecer sua atuação em marketplaces B2B, usar Blockchain em seu modelo de gestão, desenhar ofertas e serviços nativos digitais sempre com foco na melhor jornada de compra do consumidor e inserir inovação colaborativa.

A lista também reúne gigantes como: B2W (3,75), Home Refil (3,67), Supermercado Now (3,60) e Grupo Pão de Açúcar – GPA (3,40). Confira:

Metodologia

A E-consulting usou instrumentos de pesquisa como cliente oculto, enquetes on-line, inteligência competitiva, análise de mídias sociais, premiações, posições em rankings do setor. Entrevistas com executivos do varejo e com clientes, além de parceiros tecnológicos também serviram de base para concretizar os resultados do estudo “Régua da Transformação Digital no Varejo”

As notas do ranking, pontuadas de 0 a 5, foram construídas com base em diversos critérios que materializam o processo de competitividade a partir da transformação digital tanto internamente, envolvendo a apuração de sistemas de gestão, investimentos em TI, metodologias avançadas, organização produtiva e plataformas, bem como externamente. Ou seja, a partir da avaliação de seus diferentes stakeholders, tais como consumidores, clientes, funcionários e especialistas em consumo no varejo.

Fonte: ecommercebrasil

CEO do Google confirma sistema de busca com censura

Nesta terça-feira (16), o CEO do Google, Sundar Pichai, confirmou um plano de sistema de busca com censura para operar na China. Segundo o próprio, os testes internos da ferramenta têm sido promissores.

Pichai disse que o acesso à informação é um dos valores da marca. “Estamos impelidos por nossa missão de oferecer informações para todos, e a China representa 20% da população mundial”. Ainda afirmou que diversos fatores foram colocados na balança, incluindo as leis de cada país.

A China possui um enorme sistema de censura que proíbem palavras e frases que são vistas como subversivas. O Google se retirou da China em 2010, em meio a preocupações com censura e ciberataque que comprometeram algumas contas de ativistas de direitos humanos. Em agosto, cerca de 1500 funcionários assinaram uma carta aberta pedindo para saberem o que estava sendo desenvolvido.

Fonte: Adnews

Branded data e big content

Porque a revolução do big data não revolucionou a produção de conteúdo das marcas, ainda feita de uma maneira 1.0 e na base do achismo?

O melhor diagnóstico não saiu de nenhuma agência, consultoria nem diretoria de marketing, mas do Supremo Tribunal Federal. Há alguns meses, antes de apresentar uma batelada de estatísticas, o ministro Luís Roberto Barroso cravou: “Brasil é aquele país em que as pessoas acham, mesmo sem nunca ter procurado”. É a melhor descrição da forma como é feita boa parte do conteúdo para as marcas, hoje. De uma maneira 1.0, na base do achismo. “Eu sei que minha audiência vai gostar disso.”

Dados estão na base do trabalho dos mídias, das equipes de SEO, dos planejadores e diversas outras disciplinas. Mas não da produção de conteúdo, onde continua prevalecendo a lógica da superideia genial, como acontecia na criação publicitária dos tempos de Mad Men.

Claro, estamos na era do big data. Uma quantidade imensa de dados é coletada por meio de pesquisas de opinião, registros de algoritmos, interações com audiências e dispositivos. Mas pouquíssimos desses dados chegam vivos ao fim da longa jornada do dashboard, aos relatórios dos analistas e dali à cabeça dos planejadores e criadores de conteúdo. Parte da culpa é dos prazos, costuma-se dizer. Mas um tanto disso se deve ao processo dentro do qual os conteúdos são contratados e produzidos. Agências de publicidade, RP e digitais, houses, consultores de comunicação e estúdios de conteúdo mobilizam exércitos de analistas para produzir muitos relatórios e poucos insights.

Entretanto, da escolha de palavras até o design, da trilha sonora à foto do native, tudo só tem a ganhar com um banho de dados. Exemplo engraçado? Pesquisadores do Facebook decidiram saber como os americanos riem na rede social. “Haha” ou “hehe”? E o clássico “LoL”? Foi só puxar. A maioria das pessoas prefere “haha” (51%). Depois vêm os emojis (33,7%). “Hehe” em terceiro (12,7%) e “LoL” na lanterna (1,9%). O brasileiro “kkk” não entra na pesquisa, porque lá o significado da sigla — Ku-Klux-Klan — não tem graça nenhuma. A pesquisa também descobriu as diferenças demográficas. Em Chicago e Nova York, o emoji reina. Em Seattle e San Francisco, é “haha”. Jovens preferem emojis. E qual a importância disso? Pode ser considerável para quem fizer uma campanha usando “LoL” e achar que está falando a língua de sua audiência, quando na verdade está pagando de “vovô é uma brasa”.

Esse tipo de dado, que está no dia a dia de quem compra palavras-chave, tem aplicações muito importantes no mundo do conteúdo, quando se precisa trabalhar com segmentação, inclusão e nichos. Ou quando se trata de temas específicos e delicados, como saúde, questões étnicas ou de gênero. Mesmo nos veículos de comunicação que têm estúdios de native advertising, os dados de keywords e audiência levantados pelas redações raramente geram inteligência para o conteúdo produzido para marcas.

Em geral, apenas a ponta do iceberg dos dados é usada. Sabe-se qual é o perfil do público que se quer atingir, ou a posição de um produto em relação a seus concorrentes. Mais ou menos as informações usadas para fundamentar uma campanha de marketing nos anos 1990. Monitorar o sucesso de posts e o compartilhamento de vídeos é rotina. Mas a disputa pela audiência no YouTube, hoje, ainda é a mera reencarnação da guerra dos domingos de 20 anos atrás, quando Gugu Liberato e Faustão tentavam se superar imitando programas americanos e procurando atrações cada vez mais bizarras — de olho em uma única variável, o número de TVs ligadas. Os youtubers continuam produzindo conteúdo para as marcas com base em um briefing básico, uma explicação sobre a identidade da marca que os contratou, muita empolgação e nenhum método, em busca simplesmente de visualizações.

Só que hoje é possível acessar muito mais informação sobre a repercussão dos conteúdos veiculados do que em qualquer momento da história. E usar essa informação para gerar novos conteúdos de maneira mais inteligente e eficiente. Mas talvez seja pedir muito, quando muitas pesquisas não incluem nem sequer um google para saber o que o youtuber tinha postado no verão passado.

Fonte: Meio & Mensagem 

Logins do Facebook podem ser comprados por US$ 2,60 cada na Dark Web

Mais surpreendente do que saber que é possível adquirir logins e senha do Facebook na Dark Web, é tomar conhecimento da cotação de semelhante informação nesse mercado negro virtual. De acordo com um levantamento do site Money Guru, as informações pessoais para acessar a rede social são passadas por apenas US$ 2,60 a compradores mal intencionados.

Isso provavelmente diz algo sobre como os usuários e a própria companhia tratam esse volume de dados privados. Afinal, o relatório do referido site surge pouco depois do mais recente vazamento ocorrido no Facebook, cujo resultado foi o comprometimento de mais de 50 milhões de contas.

Mas os dados do Facebook não são os únicos transacionados na Dark Web. Logins e senhas individuais da rede social são apenas – é verdade – a mais barata das informações pesquisadas pelo Money Guru. Também é possível adquirir logins de emails por soma próxima, embora também estejam à disposição informações financeiras como os dados de cartões de crédito e débito, vendidos por US$ 14 e US$ 19,50, respectivamente.

Por fim, ao pesquisar um total de 26 dados privados associados aos principais serviços disponíveis na Web, o site revelou ser possível adquirir a identidade online completa de uma pessoa por menos de US$ 1 mil. Nesse pacote se incluem perfis em mídias sociais, contas em sites de venda e também em serviços de entretenimento, além de números de telefone e endereços.

“O fato de que scammers podem gastar menos de 750 libras para o acesso em potencial a dezenas de milhares [de contas pessoais] é algo assustador”, conclui o relatório. Sem dúvida que é.

Fonte: Money Guru

Facebook enfrenta bug e pode receber multa de até U$ 1,63 bilhão

Nesta sexta-feira (28) foi divulgada uma gigante falha de segurança no Facebook, onde hackers conseguiram total acesso a tokens de pelo menos 50 milhões de contas. Ou seja, potencialmente, os invasores teriam controle à todas as contas afetadas. Segundo o Wall Street Journal, a companhia acendeu a ameaça de uma multa que chega a U$ 1, 63 bilhão por parte da União Europeia.

O bug transitou em diversos recursos da rede social, o que fez com que a gigante tivesse de resetar os tokens dos 50 milhões de usuários e outras 40 milhões de contas como método de precaução.

O vice-presidente de gerenciamento de produtos da empresa afirmou à repórteres que os invasores tentaram coletar informações privadas dos usuários, mas ainda não se sabe ao certo se os hackers tiveram acesso à informações mais delicadas como conversas privadas no Messenger.

Segundo o Wall Street Journal, reguladores europeus não utilizaram ainda o GDPR para cobrar as multas. Resta saber agora se a multa aplicada seria a pena máxima, em especial se determinarem que o Facebook “tomou as medidas apropriadas para proteger os dados de usuários antes da invasão”.

Já nos EUA a possibilidade de multa é bastante remota, uma vez que eles não possuem um equivalente ao GDPR, portanto, enfrenta uma investigação da Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) sobre violações de dados.

Fonte: AdNews

Twitter anuncia novas políticas contra discursos de ódio generalizado

O Twitter anunciou uma nova política de moderação que promete lutar contra o que chama de discurso desumanizador, aquele voltado para atingir todo um grupo de pessoas, em vez de apenas um indivíduo. As novas medidas devem entrar em vigor no final deste ano e acrescentam às atuais regras de conduta da rede social, que, por enquanto, preveem apenas medidas contra ataques diretos e voltados a indivíduos.

O combate ao discurso de ódio vem sendo um dos principais pontos de atenção da rede social nos últimos meses. Mesmo dando grandes passos nesse sentido, o Twitter ainda é criticado por fazer pouco, principalmente, por considerar apenas como discurso de ódio ou violência aquele voltado a alguém específico. Isso significa que atacar uma mulher, por exemplo, é um ponto de atenção, mas o mesmo tratamento não é dado para um discurso que ofende e generaliza todas elas.

É justamente para chegar a um consenso em relação a isso que o Twitter anunciou as novas medidas, mas ainda não as colocou em vigor. A empresa convida os próprios usuários a participarem da construção das novas normas por meio de um formulário online, indicando, por exemplo, até que ponto consideram que as normas são claras e dando sugestões de como a companhia pode agir contra esse tipo de conduta.

O outro lado da moeda também é considerado, com os utilizadores sendo levados a indicar exemplos de conversas “sadias” que poderiam ser confundidos com discursos de ódio, bem como informações de gênero, localização e idade. A ideia é chegar a um meio termo, de forma que as medidas possam ser aplicadas de acordo com os anseios da comunidade e, também, de forma a protege-la.

Na visão do Twitter, o discurso desumanizador é todo aquele que trate alguém como menos do que um humano. Um exemplo claro é a comparação de etnias, religiões ou grupos a insetos ou vírus, assim como, também, reduzir todo um gênero ou raça a um único aspecto, como a genital ou a cor da pele.

A empresa também apresenta uma visão ampla do que pode constituir grupos desse tipo, indo além das obviedades e incluindo também deficiências físicas, problemas psicológicos, profissões, alinhamento político ou práticas sociais. É justamente devido à amplitude desse tratamento que o Twitter busca a ajuda da comunidade para implementação das regras, bem como, após sua liberação, continua dependendo de denúncias e indicações para realizar uma moderação adequada.

A motivação por trás das novas regras, entretanto, fica clara quando se leva em conta a linha do tempo até aqui. Os grupos de ódio são os principais alvos das novas medidas de moderação, principalmente depois do banimento de Alex Jones, do Infowars, de outras redes sociais. Inicialmente, o Twitter anunciou que não tomaria atitudes contra o conspirador, mas diante do feedback negativo da comunidade, decidiu não apenas agir como, também, antecipar a criação de normas mais abrangentes de moderação contra a desumanização.

De acordo com a rede social, a consulta pública estará aberta até o dia 9 de outubro, com os participantes não precisando se identificar, caso não queiram. Depois, as respostas serão analisadas para composição das regras finais, que ainda não têm data para entrarem em vigor.

 

Fonte: Twitter

As 100 palavras mais pesquisadas no Google

As tendências de busca sempre mudam, o que pode dificultar o acompanhamento do que acontece no mercado. Diante de tantas alterações, torna-se impossível se informar sobre as mudanças gerais, mas conhecer um quadro mais amplo pode ser útil, não apenas para ver interesses atuais, mas também para acompanhar tendências mundias.

Para ajudar nisso, as equipes da Ahrefs e da Siege Media se uniram para analisar os termos mais pesquisados no Google entre usuários nos EUA nos últimos 12 meses (terminando em 1º de junho de 2018).

Confira o infográfico:

 

 

Fonte: AdNews

Marketing de relacionamento: como conquistar e fidelizar clientes

Descubra o que é marketing de relacionamento, como aplicá-lo na sua empresa para fidelizar clientes e cases de sucesso. 

As redes sociais, a internet e as novas tecnologias aproximam clientes e marcas de uma forma nunca vista até então.

Hoje, é possível postar uma foto no Instagram com uma roupa da sua marca favorita, marcar a loja e receber uma curtida da própria empresa. Também ocorre de você fazer um desabafo no Facebook sobre uma situação chata que viveu envolvendo um produto, e dias depois receber em sua casa uma caixa do produto.

O marketing de relacionamento vem sendo muito bem aproveitado por diferentes marcas.

Se a sua empresa ainda não embarcou nessa, talvez seja a hora de parar para descobrir a importância que o marketing de relacionamento pode ter na sua empresa.

O que é marketing de relacionamento?

Marketing de relacionamento é toda e qualquer ação executada por uma empresa com o objetivo de criar e manter um bom relacionamento com seu cliente. A estratégia envolve ações de branding, prospecção e fidelização do cliente.

Para quem pretende atrair novos clientes, fidelizar antigos, conquistar defensores da marca, obter autoridade e tornar-se referência em seu mercado, o marketing de relacionamento pode ser a grande solução.

Por que marketing de relacionamento é importante?

Já faz um tempo que especialistas e analistas anunciam que estamos vivendo a era da experiência.

Os consumidores não querem mais apenas um produto de qualidade ou um serviço bem prestado. Eles desejam uma experiência única e memorável. Respostas rápidas, atendimento personalizado e soluções customizadas e surpreendentes fazem parte dessa experiência.

A empresa precisa encantar seus clientes. E o marketing de relacionamento é o caminho para se chegar lá. Ao demonstrar uma preocupação genuína com o seu cliente e um interesse em deixá-lo não só satisfeito, mas grato e realizado, você conquista mais do que um cliente. O seu consumidor passa a divulgá-lo, recomendá-lo e acompanhá-lo constantemente.

Hoje, o objetivo das marcas não é apenas conquistar clientes, mas fãs, seguidores e embaixadores da marca.

Como implantar marketing de relacionamento na minha empresa?

Parece complicado e caro, mas não é bem assim.

O marketing de relacionamento passa muito mais por uma mudança cultural do que por um investimento surreal. O primeiro passo é fazer com que todos os colaboradores da empresa entendam que a experiência do cliente envolve todo e qualquer contato que ele tenha com a sua marca.

Cada ligação, comentário no Facebook e cada visita a sua loja é uma oportunidade de encantar o seu cliente. Em todos esses casos, o foco deve estar totalmente no cliente.

Assim, se um consumidor entra no chat da sua empresa para fazer uma pergunta, o objetivo inicial do atendente deve ser esclarecer plenamente a dúvida, e não forçar uma venda. Se ele liga para fazer uma reclamação, o esforço deve ser para resolver o seu problema, e não para encontrar desculpas que livrem a barra do atendente ou da empresa.

Cases de sucesso de marketing de relacionamento

São tantos cases legais que fica difícil escolher alguns. Mas vou mostrar alguns exemplos em que é possível fazer marketing de relacionamento e ilustrá-los com cases reais de marcas:

Marketing de relacionamento em redes sociais

As redes sociais são excelentes canais para se aproximar e se relacionar com o seu consumidor. Dê atenção para as avaliações da sua página, para os comentários em publicações e também para o que estão dizendo da sua marca em outras postagens.

Com criatividade e bom humor, certamente haverá oportunidades para encantar e surpreender o seu cliente. Olha esse case de um cliente que fez uma reclamação no Twitter e se transformou em notícia nacional: um moço foi ao Estádio do Mineirão e, por questões de segurança, teve que jogar fora um desodorante roll-on. Indignado, o torcedor fez uma reclamação nas redes sociais e marcou o perfil do estádio.

O Mineirão começou a responder a reclamação de forma oficial, informando que eram regras do estatuto. Como o cruzeirense manteve sua reclamação, o estádio mostrou-se solícito para entender melhor o caso e afirmou que, para que não brigassem, era só ele falar qual era a marca do desodorante para que eles pudessem repor o prejuízo.

A história é longa e vale acompanhar o diálogo todo, que garante boas gargalhadas. Mas, para dar um spoiler, o torcedor ganhou uma caixa de desodorante e a história viralizou por todo o país. Isso só aconteceu porque a pessoa que era responsável pelo perfil da marca teve presença de espírito e enxergou uma oportunidade de converter um cliente insatisfeito.

Marketing de relacionamento com personalização

Ao acumular dados sobre os seus clientes, é possível proporcionar experiências únicas. O Spotify, por exemplo, usa com maestria o big data para personalizar a experiência do seu cliente. Quanto mais você utiliza o serviço, mais ele aprende sobre o seu gosto musical e oferece músicas e playlists exclusivas para você.

O mesmo acontece com o Netflix. Experimente entrar na tela inicial do serviço de streaming de um colega. Você verá que as recomendações e os filmes e séries exibidos podem ser completamente diferentes, de acordo com o que cada um gosta de assistir.

E ficamos tão felizes quando o Spotify toca aquela música que amamos ou apresenta uma banda que não conhecíamos, que automaticamente publicamos nas nossas redes sociais. É neste momento que nos tornamos divulgadores e fãs da marca.

 

 

Marketing de relacionamento por email

Existem diversas formas de criar proximidade e ter um bom relacionamento com seus clientes por email. Ofertas customizadas, conteúdos relevantes e ações de cross-selling com base no histórico de compras são só alguns exemplos.

Eu, por exemplo, sou apaixonada por livros e pela Amazon. As ações de email marketing deles são tão acertadas que, frequentemente, eu me descadastro do mailing deles. Aí descubro que perdi uma promoção importante, vou lá e reativo meu email. Começo a receber ofertas e promoções de livros que eu desejo loucamente, passo a receber uma caixa da Amazon por mês em minha casa, percebo que aquilo está se tornando uma compulsão, e vou lá e descadastro novamente.

Faz anos que nossa relação é assim, e sempre que comento isso em uma roda com mais de 10 pessoas, pelo menos uma delas diz que tem uma relação parecida.

Isso ocorre porque a Amazon, além de utilizar bem os dados, utiliza bem as estratégias de email marketing, que tornam suas ofertas personalizadas e sedutoras demais para que eu e outros aficionados por livros possam resistir.

Como a pesquisa de mercado pode ajudar no marketing de relacionamento?

A pesquisa de mercado é uma excelente ferramenta para ajudar a sua empresa a construir um bom marketing de relacionamento. Pedir que seus clientes preencham o questionário já é uma forma de construir relacionamento e uma oportunidade de encantar o cliente. Pense isso na hora de escrever o convite da sua pesquisa ou compartilhá-la em seus perfis de redes sociais.

Mas como os dados da pesquisa podem ajudar no marketing de relacionamento?

Conhecer o cliente

Acumular dados dos clientes é fascinante, mas nem sempre é possível. Se seu produto ou serviço é offline, por exemplo, fica bem mais difícil rastrear os hábitos de consumo e o comportamento do consumidor. Além disso, mesmo que seja possível acumular os dados, nem tudo é captado através do big data.

Percepções, relacionamento com concorrentes e opiniões sobre a experiência, normalmente, só podem ser obtidas perguntando diretamente ao cliente. A pesquisa de mercado pode oferecer informações valiosas sobre os seus consumidores.

Entenda a forma como ele pesquisa e consome produtos, as redes sociais que ele está presente, a imagem que ele tem da sua marca, a satisfação com seu produto e diversos outros dados importantes para você traçar sua estratégia de marketing de relacionamento.

Medir resultados

A pesquisa de satisfação é a forma mais imediata de compreender se seus clientes estão satisfeitos. Avalie os diferentes aspectos e pontos de contato do seu cliente com a marca. Assim você descobre se as ações estão gerando os resultados esperados.

Fonte: Opinion Box

O cuidado das marcas com interações polarizadas no digital

Estudo da Hello, que aponta que a publicidade online segue enfrentando rejeição dos internautas, corrobora a luta pela atenção dos anunciantes, preocupados com comentários negativos

Fortalecimento de pautas feministas, LGBT e políticas são alguns exemplos de manifestações sociais que eclodem, diariamente, nas redes. Segundo Davi Bertoncello, CEO da agência de pesquisa de mercado e inteligência Hello, o brasileiro já é reconhecidamente um povo sociável e conectado à internet. “O mundo online já se fundiu ao off-line”. Atentas a esse movimento, as marcas vêm construindo relacionamentos com seus consumidores no digital. No entanto, as intensas interações polarizadas, entre brandlovers e haters pressionam anunciantes, preocupados permanentemente em não cometer deslizes capazes de gerar uma enxurrada de comentários contrários e negativos às marcas.

Quase metade (49%) dos internautas possui interesse pelas redes sociais de anunciantes que admiram, 22% a mais que os números de 2016. O dado é da Hello, que, por meio do estudo Papo Digital, realizou entrevistas digitais com mais de 1.400 pessoas, maiores de 16 anos e integrantes das classes A, B e C. A pesquisa foi realizada entre 3 e 8 de maio deste ano.

Apesar da receptividade do público em relação às marcas no ambiente online, a publicidade na internet segue enfrentando rejeição. Cerca de 50% dos participantes do estudo da agência de pesquisa de mercado e inteligência admitem bloquear publicidade na internet, quando possível. De acordo com Davi, as pessoas deixam de lado anúncios ruins ou sem relevância. “Além disso, aqueles conteúdos publicitários que representam uma barreira à navegabilidade acabam não sendo aceitos”. Segundo o profissional, para que a comunicação consiga atingir o cliente, é preciso batalhar pela atenção.

O Papo Digital mostra, por exemplo, que 48% do público presta atenção em publicidade em posts das redes sociais, 35%, em banners e pequenos anúncios nos sites, e 33%, em vídeos. Mas, 56% estão compartilhando filmes publicitários se gostam de suas mensagens. O CEO da Hello explica que conteúdo audiovisual tem o maior potencial de engajamento online, “basta ver a importância de Youtube e Netflix para as audiências ou como, ao longo do tempo, serviços como Facebook e Instagram abriram cada vez mais espaço para compartilhamento de vídeos”. Diferente da TV, onde a mensagem é exibida para uma audiência de forma massificada, pela internet é possível atingir os públicos de forma segmentada, “o que demanda uma necessidade ainda maior de conhecer os clientes, seus valores, o uso que fazem em cada rede social e em qual momento da jornada online do consumidor a marca deseja impactá-lo”.

Nike (18%) e Adidas (15%), Samsung (7%) são as marcas mais admiradas, segundo estudo da Hello. Confira ranking completo dos anunciantes mais adorados pelos consumidores:

 

 

Ainda segundo o estudo da Hello, os jovens (67%) – de 16 a 24 anos – são os mais ativos na internet. Para Davi, esse público, desde cedo, está acostumado a desbravar o online. Nas redes sociais, o principal objetivo é a comunicação com amigos e familiares. “Isso explica o Instagram ser tão utilizado quanto Facebook e Whatsapp. Fora isso, ainda existe a questão intrínseca da busca de maior aceitação social que ocorre durante essa fase da vida, que gera uma necessidade de expandir a rede de contatos e competir pelo número de amigos nas redes, likes e compartilhamento”.

Apesar do engajamento dos jovens, as marcas não podem deixar de construir peças para um público mais velho – a partir de 55 anos. “Os anunciantes precisam lembrar que esse público se relaciona com o universo digital de forma diferente”, aponta o CEO. Segundo Davi, os seniores estão preocupados em postar notícias e assuntos ligados à saúde e causas sociais e menos interessados em expor seus gostos e seguir influenciadores e celebridades. “Vale lembrar também que outro público muito negligenciado pelas marcas é aquele formado por pessoas com deficiência. Apesar de formarem a maior minoria do mundo, com um bilhão de pessoas, e no Brasil serem 20% da população, nem 1% do conteúdo digital das grandes marcas brasileiras são acessíveis”, aponta.

A Hello mostra que a TV (53%) ainda é o meio que mais chama a atenção para anúncios. Diferentemente do Brasil, no mundo os investimentos de publicidade em meios digitais já superam os de televisão. “No País, a grande sacada é conseguir aproveitar essa descentralização dos canais de comunicação tradicionais e digitais para atingir seu consumidor de forma inteligente. É possível definir qual público atingir em cada meio, mas também quando, ou qual o melhor momento da jornada de um cliente para transmitir certa mensagem”, diz.

Veja os meios de publicidade que mais recebem atenção de acordo com o perfil do público (%):

Fonte: Meio e Mensagem