Memo: onde a velha mídia acha uma nova fonte de receita

A Memo, uma startup que começa a operar em janeiro, está unindo duas grandes tendências globais — o uso de dados e os marketplaces — para criar um novo modelo de negócios que pode se revelar um alento para a indústria de notícias.

Criada por Eddie Kim, que tem mais de dez anos de experiência com analytics e big data, a Memo é um marketplace que vende os dados de matérias publicadas em grandes veículos para agências de PR, grandes empresas e qualquer um que tenha interesse em pagar por esse tipo de informação.

Funciona assim: os grupos de mídia que se cadastram na plataforma passam a disponibilizar informações como o número de visitantes, tempo médio de acesso e trechos mais lidos sobre cada uma de suas notícias, além do perfil dos leitores. Se um jornal publicar uma matéria sobre a Unilever, por exemplo, ela poderá entrar na plataforma, pagar uma taxa de cerca de US$ 100 e ter acesso aos principais dados relacionados àquela matéria.

O valor será dividido com o veículo que forneceu as informações e pode variar dependendo da popularidade da notícia. Hoje, algumas empresas já fornecem às companhias e agências de PR dados em tempo real sobre como as marcas estão repercutindo na internet. A grande sacada da Memo é oferecer insights sobre cada matéria individualmente e não uma visão geral do desempenho da marca.

Num momento em que a velha mídia busca formas alternativas para ganhar dinheiro não deve ser difícil convencer os grandes grupos do setor a aderirem à plataforma — que, além de fornecer uma nova fonte de receita sem custo adicional, pode servir como leads para novos anunciantes. “Na pspaço de relacionamento e geração de leerspectiva do publisher, é uma receita que virá de uma base completamente nova de compradores

— a indústria de relações públicas e comunicação”, o fundador da startup disse ao The Wall Street Journal. “Na plataforma, os veículos vão conseguir uma margem bruta de 100%, porque os dados já estão disponíveis.” Na outra ponta do negócio, a solução deve ter um apelo grande principalmente para as agências de relações públicas, que tem uma dificuldade histórica para conseguir mensurar os resultados de seu trabalho (apesar de serem cada vez mais cobradas por isso), e para as áreas de comunicação e marketing das grandes empresas.

Segundo a Memo, grupos de mídia como o BuzzFeed e a Meredith (dona da revista People) já aceitaram fornecer seus dados para a plataforma; na outra ponta, a Unilever, a marca de lentes Vision Path e a varejista Parachute Home assinaram para usar os serviços. Para Matt Minoff, o chief digital officer da Meredith, um dos pontos mais interessantes da plataforma é que ela pode estimular marcas a anunciar nos veículos do grupo. “O benefício indireto do serviço pode se provar, de um ponto de vista de receitas, maior do que o que vamos conseguir com a venda dos dados de matérias”, disse ao WSJ.

Fonte: Brazil Journal

Novos recursos aprimoram oportunidades de publicidade no Youtube

No primeiro semestre, o Google anunciou novos recursos de publicidade no YouTube que fornecem aos profissionais de marketing mais controle sobre a segmentação e a otimização de seus gastos na plataforma. O YouTube é o segundo maior mecanismo de pesquisa do mundo, com mais de 30 milhões de usuários diários e mais de 1,5 bilhão de usuários conectados mensalmente em 88 países. Calculando apenas os visitantes de dispositivos móveis, o YouTube alcança o público de 18 a 49 anos, muito mais do que qualquer canal de TV a cabo nos EUA, por exemplo. Ou seja, a plataforma traz grandes oportunidades para as marcas.

“Com base nesses números, o YouTube deve ser uma parte extremamente importante da estratégia de marketing de todas as marcas. No entanto, muitas vezes os anunciantes hesitam em aproveitar ao máximo os tipos de anúncios e as ferramentas de segmentação disponíveis. Existem várias razões para essa discrepância: os profissionais de marketing são obcecados em focar sempre nas palavras-chave. Sendo que é necessário aproveitar a granularidade das opções de segmentação por público do Google”, explica o Gustavo Macedo, diretor da iProspect.

Embora o YouTube seja uma plataforma de descoberta, a caixa de pesquisa ainda é um componente fundamental. Mas enquanto as caixas de pesquisa no YouTube e no Google parecem semelhantes, o comportamento do usuário para cada uma é bem diferente. Pesquisadores do Google estão declarando sua intenção de maneira muito clara, fazendo uma pergunta e solicitando uma resposta. As pesquisas no YouTube são mais difíceis de analisar, embora muitas vezes haja alguma indicação de intenção, esse nível de percepção granular geralmente é mascarado pelo fato da pesquisa estar concentrada no consumo de conteúdo de vídeo.

Ao aproveitar esse recurso, os anunciantes podem segmentar os anúncios em vídeo do YouTube com base no comportamento de pesquisa anterior do usuário no Google, onde sua declaração de intenção é mais robusta. Os profissionais de marketing podem criar listas de até 5.000 palavras-chave, que conectadas as campanhas de vídeo do YouTube para veicular anúncios quando alguém que pesquisou essas palavras-chave anteriormente no Google está assistindo a um vídeo no YouTube.

Devido ao seu alcance fantástico, os anúncios do YouTube sempre foram ótimos para entregar KPIs de branding. A pesquisa, no entanto, é um canal desenvolvido para o desempenho de resposta direta. Ao criar um bloco de anúncios do YouTube criado a partir do zero como um jogo de desempenho, o Google espera alavancar sua longa história na geração de resultados de negócios tangíveis e expandir essa força no espaço do anúncio em vídeo.

“Estamos promovendo sempre os melhores recursos, individualmente combinando com outras opções de segmentação do YouTube e formatos de anúncios. Procurando uma atualização futura, compartilhando os aprendizados e resultados”, finaliza o Gustavo.

 

 

Fonte: AdNews