CI&T aponta tendências da transformação digital para 2019

Relevância da cultura baseada em dados, necessidade de autonomia às áreas e mudanças no marketing digital estão entre as tendências para a jornada de transformação digital das empresas no próximo ano

De acordo com o Gartner, a transformação digital de negócios passou de experimento para mainstream. As iniciativas digitais vão liderar a lista de prioridades dos CIOs em 2019, com 33% das empresas nas etapas de escala ou refino da maturidade digital – um número acima dos 17% em 2018. Outro dado que chama a atenção é que apenas 4% das organizações não terão nenhuma iniciativa digital no próximo ano, o que sinaliza essa mudança do digital como uma plataforma mainstream.

CI&T, multinacional brasileira especializada em transformação digital de grandes marcas com presença global, compartilha algumas tendências desse mercado para o próximo ano:

Adoção da cultura data-driven: As organizações deverão intensificar o uso de dados como parte do planejamento e estratégias de negócios para todas as suas áreas. Uma cultura baseada em dados permite o monitoramento em tempo real das principais fontes de informação, tanto para guiar processos-chave de transformação digital como realizar atualizações tempestivas no desempenho de lançamentos de novos produtos e serviços. Para compreender as interações com os consumidores, as empresas terão que possuir maior competência em análise de dados (analytics). O uso do analytics fará toda a diferença para criar novas jornadas, onde o consumidor terá suas necessidades antecipadas e supridas de forma sem precedentes, assim como a identificação e a correção tempestiva de pontos de fricção. Ao se tornar uma organização mais inteligente e data-driven, será possível retroalimentar o negócio com dados e insights, construindo uma cultura de valor com foco no cliente e, consequentemente, impulsionando os negócios.

Mudanças do marketing no digital – Em 2019, as marcas deverão intensificar ainda mais a substituição das técnicas tradicionais por um novo mindset, mudando suas estratégias de marketing para focá-las no estímulo à experimentação e, principalmente, na inserção do cliente no centro do negócio entendendo não apenas seu mix de canais, mas sua relação com múltiplos touchpoints on e offline. O chamado Agile Marketing precisará ser implementado, com ciclos curtos e rápidos aprendizados como parte do processo de transformação digital. Para isso, equipes de marketing deverão estudar mais e correr atrás dos resultados.

Revolução da Inteligência Artificial (IA) – Outra tendência que crescerá exponencialmente será a aplicação da Inteligência Artificial, especialmente em assistentes virtuais para a oferta de experiências altamente convenientes, personalizadas e onipresentes aos consumidores. A IA vai provocar uma verdadeira revolução nos negócios peer-to-peer oupeer-to-machine, para transformá-los em machine-to-machine através da voz.

Autonomia e empoderamento das áreas – A quebra de estruturas de silos (departamentos) para dar lugar às equipes multidisciplinares (SQUADs) nas organizações está entre as ações-chave do processo de mudança cultura da transformação digital. A tendência é a formação de equipes com mais autonomia e empoderamento, agindo de forma colaborativa, em torno de um objetivo comum e com incentivo à experimentação e inovação, para que a empresa ganhe a velocidade que o mercado exige na tomada de decisões que vão gerar real valor aos seus consumidores.

Capacidade de lidar com riscos – A transformação digital traz muitos desafios e riscos também. Ano a ano, as empresas precisarão estar cada vez mais preparadas para lidar com os riscos dessa jornada, que inclui testes e experimentos fundamentais para a evolução da marca no ambiente digital. As organizações vão precisar entender que a missão de resolver problemas vai além de uma área específica, para ser tratada de forma global por todas as esferas, especialmente a do cliente.

“Em 2019, teremos que ter um olhar ainda mais profundo para as capacidades disruptivas dessas tendências, que vão provocar grandes transformações nas relações entre os consumidores e as marcas”, disse Marcelo Trevisani, CMO da CI&T.

Fonte: Proxxima

5 lições de marketing digital importantes que podemos tirar das eleições 2018

As eleições de 2018 finalmente chegaram ao fim, depois de uma campanha extensa e de o país protagonizar uma divisão de ideais como nunca.

Mas, para quem deseja usar o potencial da internet, essas eleições trouxeram outras lições importantes e que não podem ser ignoradas.

Basta observarmos que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, foi na contra mão do senso comum eleitoral e conseguiu vencer a eleição no segundo turno com 55,10% dos votos válidos.

Mas o que trouxe essa vitória a Bolsonaro? Qual foi o papel do marketing digital nas eleições 2018?

Estas e outras reflexões é que vamos fazer juntos neste post.

Mas, antes disto, um aviso importante: Esse é um post de marketing digital e não de política. Portanto, as análises e reflexões serão feitas como aprendizado da estratégia digital usada por Bolsonaro. Por favor, vamos nos manter dentro da proposta do artigo e evitar comentários políticos.

As 5 lições de marketing digital das eleições 2018

Qual foi o impacto da internet e das redes sociais nas eleições? Realmente você enxergou tudo o que aconteceu nessas eleições?

Vamos observar a fundo 5 lições de marketing digital das eleições 2018 e ver o que podemos aprender com elas. Acompanhe esses 5 pontos que destaquei e descubra como a sua empresa ou negócio podem usá-los a seu favor. Confira!

1. Seguidores e não apenas eleitores

Jair Bolsonaro deixou clara a sua estratégia em uma reportagem especial do Fantástico, transmitida pela Rede Globo nesse Domingo (28).

A campanha do novo presidente do Brasil começou quatro anos antes, em 2014. E nesse período ele se dedicou totalmente ao marketing digital, fazendo suas mídias sociais crescerem cerca de 3.900% nesse período.

Segundo a mesma matéria, Bolsonaro saltou de pouco mais de 200 mil fãs no Facebook para mais de 8 milhões de seguidores. Somando todos os perfis nas principais redes sociais do candidato eleito, chegamos a um montante considerável de mais de 17 milhões de seguidores.

Bolsonaro se dedicou a gerar conteúdo, postar tudo o que acontecia com ele, compartilhar sua mensagem e atrair pessoas que se conectavam com ela. Uma estratégia que lhe rendeu um crescimento considerável nas mídias e o direito de residir no Palácio da Alvorada a partir de 1 de janeiro de 2019.

A estratégia de atrair fãs sem dúvida deu certo, pois os militantes digitais da campanha tiveram um papel muito importante nessas eleições. Eles foram os responsáveis por replicar o conteúdo de Bolsonaro e aumentar sua presença nas mídias digitais.

No Google Trends, que mede o interesse dos internautas em relação a um termo de pesquisa, o crescimento de Bolsonaro também é visível. Veja como a tendência de pesquisa foi aumentando com o passar do tempo:

Já pensou usar essa mesma estratégia a favor da sua empresa? Pense no impacto que sua marca poderia causar se usar as mídias digitais de forma adequada e estratégica.

2. Segunda opinião para os conteúdos

Algo que me chamou a atenção na entrevista de Bolsonaro, para o repórter Paulo Renato Soares, foi o fato de uma segunda opinião para os conteúdos postados na mídia. Jair Bolsonaro confidenciou que tinha um “amigo cabeça” para revisar seus conteúdos e dar uma segunda opinião.

Indo além das revisões de redação, o papel do amigo de Bolsonaro era medir o “tom” e o “sentimento” das mensagens. Fica claro que o novo presidente tinha receio de criar alguma crise por suas publicações e se precaveu disso buscando por segundas opiniões.

Essa é uma estratégia muito simples, mas que sem dúvida contribuiu para os resultados de Bolsonaro nas eleições 2018.

E a sua empresa, tem um curador de conteúdo ou uma segunda opinião para resguardar sua estratégia de marketing digital? Você toma esse cuidado na hora de publicar e compartilhar conteúdos em suas mídias?

Se ainda não faz, saiba que deve começar o quanto antes. Essa segunda opinião pode ser um amigo, funcionário, ou qualquer outra pessoa próxima. Mas, se puder contar com apoio
profissional é ainda melhor, como um consultor ou especialista em marketing digital.

3. Ouvir a sua audiência e atendê-las

Analistas políticos completaram as lições de marketing digital das eleições 2018 que podemos tirar. Segundo eles, Bolsonaro fixou seu discurso em temas que interessavam a população brasileira, pelo menos a maioria, e isso o fez ter sucesso em sua campanha.

Foi comum ver nos discursos do candidato, e agora presidente eleito, assuntos como combate a corrupção, aumentar a segurança no Brasil, liberdade e muitos outros temas. Percebemos que estes são os principais pontos levantados pelos brasileiros como aspectos a serem melhorados em nosso dia a dia.

Mas o que isso tem a ver com marketing digital ou mídias sociais? Se você adicionar os pontos de interesse de seu público nos discursos da sua empresa vai gerar conexão, atrair seguidores e posteriormente clientes.

Você com certeza gostaria disso, não é? Então, dedique-se a conhecer bem a sua persona e buscar atendê-la não só no discurso, como nas ações diárias em sua empresa (atendimento ao cliente, qualidade, pós venda, etc.).

4. Mídias tradicionais perdem espaço

É inquestionável que o papel das mídias tradicionais, como rádio e TV, perderam espaço para a internet nas eleições de 2018. Basta considerarmos que o candidato eleito, Jair Bolsonaro, tinha apenas 8 segundos de TV no primeiro turno contra 2 minutos e 23 segundos de Fernando Haddad, do PT.

Além disso, o candidato com o maior tempo de televisão, Geraldo Alckmin do PSDB, nem sequer chegou ao segundo turno e teve um dos piores desempenhos dessa campanha. Dados que comprovam que as mídias sociais estão tomando espaço dos canais tradicionais e sendo mais consideradas na hora de tomar decisões importantes.

Você ainda duvida que o seu cliente faz o mesmo para decidir comprar seu produto ou contratar seu serviço? Ou que ele não pesquisa na internet antes de comprar de você? É lógico que seus potenciais clientes estão conectados e você precisa se dedicar a encontrá-los na internet.

5. É possível fazer um bom marketing com menor investimento Já é sabido que as campanhas eleitorais no Brasil custam milhares de reais. Entretanto, as eleições de 2018 foram marcadas por escassez de recursos e limitações mais pesadas do TRE (Tribunal Superior Eleitoral).

Mesmo assim o candidato com menos recursos financeiros foi o grande vencedor dessa disputa. Jair Bolsonaro declarou R$1.721.537,42 gastos em sua campanha, contra R$ 34.400.867,06 de Fernando Haddad do PT.

O Candidato eleito também dispunha de menos recursos do Fundo Partidário que seu adversário (R$ 20.000 contra R$ 1.000.000).

Um outro dado que chama a atenção é que Jair Bolsonaro declarou R$ 115 mil gastos com a criação e inclusão de páginas na internet, revelando um pouco da sua estratégia de marketing digital. Enquanto isso, Fernando Haddad, não declarou despesa similar. Deixando claro que o foco de sua campanha foi nas mídias tradicionais.

Esse ponto deixa claro que a internet possibilita criar uma estratégia de marketing mais barata e eficaz, sem precisar de financiamentos milionários como outros canais. E o que a sua empresa pode fazer em relação a isso? Estar nas mídias digitais e ter uma estratégia de marketing digital eficaz é o primeiro passo para economizar e crescer ao mesmo tempo!

Qual a maior lição das eleições de 2018?

Observando todos os números que vimos anteriormente, fica claro o potencial do marketing digital nas eleições de 2018. Mas é visível que estes canais podem ser usados para expandir o alcance de sua mensagem, atrair pessoas que pensam da mesma forma que você e criar uma comunidade.

Essa estratégia pode ser usada não apenas como fonte de eleitores, mas de clientes e seguidores para sua marca também.

Portanto, espero que essa rápida reflexão faça você enxergar o real potencial das mídias digitais para o seu negócio. Afinal de contas, o Case Bolsonaro não deixa dúvidas que é possível crescer e ir além usando corretamente as mídias sociais.

Independente de sua posição política ou partido, é inegável que a campanha eleitoral de 2018 foi muito diferente das anteriores. Onde o não tão óbvio surpreendeu e os canais tradicionais foram superados pelo poder da internet.

E a sua empresa, como está usando o novo marketing para gerar negócios?

Fonte: Ecommerce News

O enorme poder do marketing digital

O marketing digital é hoje uma necessidade incontornável para as empresas, grandes e pequenas, em qualquer sector. Na conferência “Futura”, organizada pelo Negócios, vamos debater as grandes tendências do marketing digital.

Há conferências e palestras que não se esquecem. Nunca me hei-de esquecer da aula de Michael Wade, professor da IMD, em Lausanne, que no Verão de 2017 explicou a uma sala apinhada a estratégia de marketing digital da campanha eleitoral de Donald Trump. Como ao início o presidente escarnecia das redes sociais e como depois elas se tornaram, graças ao Facebook e à Cambridge Analytica, uma arma decisiva.

O escândalo só rebentaria meses depois, em Março deste ano, quando a jornalista do The Guardian, Carole Cadwalladr, contou ao mundo a forma como na campanha foram usados dados pessoais cedidos pela maior rede social do mundo, sem consentimento dos utilizadores. Quem esteve na sala a ouvir o Michael Wade, além de um arrepio na espinha, ficou com uma demonstração muito real do poder do marketing digital.

Nunca como antes os “marketeers” tiveram ao seu dispor ferramentas tão poderosas para conhecer o cliente, chegar ao cliente, interagir com o cliente e, o mais importante para as marcas, ganhar o cliente. O “big data“, a inteligência artificial ou o “machine learning” abriram possibilidades imensas e há novas a surgir a cada dia que passa.

O tema do marketing digital não é uma moda, é já hoje uma realidade incontornável para as empresas, transversal a toda a organização. Ciente dessa importância, o Negócios, em parceria com a Omnicom MediaGroup, organiza a Futura, uma conferência que junta oradores de prestígio internacional e nomes de grande relevo nacionais para falar sobre as grandes tendências do marketing digital.

Fonte: Jornal de Negócios

Empresas estimam o comportamento da geração Z durante a Black Friday

A geração Z é composta por quem nasceu entre 1995 e 2009 e será a principal base de consumidores em 2020. Essa parcela da população tem algo em comum: nenhum deles viveu em um mundo sem internet ou smartphones. Segundo uma pesquisa do Think With Google, portal de pesquisa e tendências da Google, dois em cada três adolescentes já estão fazendo compras online. Conectados o tempo todo, estes membros são menos pacientes e esperam encontrar o que precisam quando procuram.

De acordo com o estudo da IBM, empresa dos Estados Unidos voltada para a área de informática, estes recém consumidores têm acesso a U$ 44 bilhões em poder de compra e 75% deles confirmam que gastam mais da metade do dinheiro disponível para eles por mês. Ainda em questões de consumo, a Geração Z é um pouco menos consciente de preços. Cerca de 43% comparam os preços, em comparação com 49% dos milênios e 51% dos baby boomers, de acordo com pesquisas da Euclid Analytics, empresa de marketing de Wi-Fi e análise de visitantes.

Para eles não existe online e off-line. Tudo precisa estar conectado. Eles cresceram com a mídia social fazendo parte de suas vidas e, por isso, consome mais conteúdo on-line do que qualquer outra geração.

Segundo um estudo do Instagram, 1/3 dos stories mais visualizados são de empresas. No contexto atual onde há um consumo imenso das redes sociais, principalmente entre jovens, as empresas devem estar presentes com uma gestão assertiva de mídias sociais, como o Instagram. “Hoje vivemos a era da assistência, onde o consumidor está apto a ter diversos pontos de contato com uma marca. Nesse universo o online e offline se complementam e participam em conjunto na jornada de compra. Em uma pesquisa realizada pelo Google**, 90% dos anunciantes líderes dizem que usam budgets compartilhados, com mídia online e offline planejadas juntos”, explica Sérgio Hneda, Media Coordinator na agência GhFly.

Segundo ele, para as empresas, o principal ponto que se observa é a mudança de mindset. “Aqui entra em jogo o Omnichannel. As empresas precisam adotar o que o público quer, no caso dos mais jovens, essa exigência é ainda mais clara. Adoção de práticas como compre online e retire na loja; experimente na loja física e compre online são necessidades mais latentes”, conta Sérgio.

Diante dessa comunidade de jovens com grande poder de compra, o que as empresas podem fazer para acertar essas pessoas durante a Black Friday?

Segundo Alfredo Soares, fundador da Xtech Commerce, é importante estar presente em todos os canais digitais. Além da loja virtual, é necessário produzir um conteúdo relevante nas redes sociais, como Facebook e Instagram. “Essa geração busca relevância para suas compras e, se identificar com uma marca é o primeiro passo para isso”, relata. Além disso, invista na infraestrutura da sua loja, os Zs buscam por segurança no momento de fornecer dados pessoais, além de valorizar muito sua experiência em um site com um design agradável e responsivo. Quanto mais segura sua loja for, mais as chances de cativar esse consumidor.

Além disso, é importante conhecer de perto este público e, com o big data isso é possível. Sendo Eduardo Tardelli, CEO da upLexis, a internet oferece centenas de dados que podem colaborar com as estratégias de marketing para o evento, disponibilizando o produto ou serviço ideal para cada consumidor dessa geração, otimizando as vendas.

De acordo com a Tatiana Pezoa, CEO da Trustvox, os consumidores estão cada vez conectados com as redes sociais e antenados com aquilo que está sendo falado sobre as marcas. Isso ocorre porque elas estão pesquisando muito antes de finalizar uma compra e por este motivo que elas precisam se preocupar com a sua reputação e o que está sendo falado sobre ela. Diante desse cenário, as marcas têm que investir em plataformas que realizam a coleta de reviews para que sejam usados de maneira enriquecedora, para engajar e converter em novas vendas.

Entenda o seu posicionamento da sua marca e compare com o seu ambiente competitivo através da Zeeng a Primeira Plataforma de Inteligência Competitiva voltada para as áreas de marketing e comunicação do mercado brasileiro.

Fonte: AdNews

Três Rs do sucesso em marketing de conteúdo são tema de podcast

Mantendo a tradição de divulgar sempre às quartas-feiras um programa inédito, o Grupo Comunique-se apresenta amanhã, 31, a partir das 11h, o podcast “a estratégia de comunicação em três Rs” (acesse o link no final da matéria). O tema foi inspirado na palestra de abertura de Joe Pulizzi no Content Marketing World 2018 (foto), realizado em setembro na cidade norte-americana de Cleveland.

Pulizzi é visto pelo mercado mundial como uma espécie de “papa” do marketing de conteúdo. O podcast do Comunique-se será apresentado por Cassio Politi e Raony Coronado. Politi é especialista em content marketing e autor do primeiro livro em língua portuguesa sobre o assunto. Raony Coronado, por sua vez, é produtor de conteúdo do Grupo Comunique-se. O podcast “a estratégia de comunicação em três Rs” será disponibilizado neste link.

Durante o programa, o ouvinte vai conhecer os três Rs do sucesso em content marketing, que são:

Registrar: em que é fundamental definir para a marca objetivos por escrito. “Precisa ser algo grande e irracional”, ensina Joe Pulizzi.

Repetir: é necessário publicar conteúdos relevantes com consistência e regularidade. Em média, um canal de comunicação começa a gerar resultados após 20 meses. E nunca leva menos de nove meses. É preciso persistir e repetir o processo.

Remover: sobretudo, as distrações. Foco é o nome do jogo. E ele se aplica perfeitamente a canais. “As empresas erram feio ao tentar ser populares em muitos canais ao mesmo tempo. Precisam escolher um em que seja o chamado core channel, e usar os outros para promovê-lo”, explica Cássio Politi.

Esses três Rs servem não só para content marketing, mas para a vida também. Foi o que vimos na edição deste ano do Content Marketing World, em Cleveland.

Grupo Comunique-se – Nascido em 2001 e um dos maiores conglomerados de marketing e comunicação digital do país, o grupo desenvolve soluções tecnológicas variadas que ajudam empresas dos mais diversos tamanhos a gerirem a comunicação e o relacionamento com seus públicos estratégicos de interesse.

O Influency.me articula ações com influenciadores digitais. Com base composta por mais de 150 mil creators cadastrados, o software usa tecnologia proprietária que combina inteligência artificial, reconhecimento facial e taxonomia, aliada à consultoria especializada que ajuda empresas e marcas na conquista de resultados.

O Workr é ideal para departamentos de comunicação e agências especializadas que buscam mais produtividade e resultados, integrando equipes e reduzindo custos: são campanhas de email marketing, sites, releases, clippings e mailings de jornalistas de todo o Brasil juntos em um só lugar.

O DINO transforma automaticamente conteúdo em notícia, publicando em veículos de comunicação como: EXAME, InfoMoney, Agência Estado, Portal Terra, Agência Globo e muitos outros.

Já a SuaTV é a solução completa de TV Corporativa e sinalização digital, voltada a divulgação de conteúdos internos, comunicação no ponto de vendas e para redes de publicidade.

https://www.comunique-se.com.br/podcast/

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Fonte: Exame

Netshoes é empresa varejista mais digital, diz E-Consulting

A consultoria nacional E-Consulting Corp. analisou as maiores empresas com negócios no varejo para saber quais estão mais avançadas e consolidadas no que tangem aos conceitos e práticas de Transformação Digital em seus modelos de negócio.

O objetivo do estudo foi medir como o varejo usa os elementos da Transformação Digital de forma inteligente, tanto de dentro para fora, como de fora para dentro. As empresas que oferecem a tecnologia de maneira mais funcional, indo além do quesito inovação, foram as que tiveram mais destaque na análise. “Não é só adquirir novas tecnologias. É saber adotar”, diz Daniel Domeneghetti, CEO da E-Consulting e responsável pelo estudo “Régua da Transformação Digital no Varejo”.

O levantamento confirma o atual movimento do varejo brasileiro de, cada vez mais, incluir o digital no modelo de negócio, sendo considerado o “novo básico” para atender os consumidores. De acordo com o Domeneghetti, ter e-commerce ou aplicativo desintegrado não será vanguardismo nos próximos anos.

“O digital é o novo básico para o varejo. Por isso, a inovação estará ligada em saber trazer os benefícios da transformação digital no dia a dia e no relacionamento com cliente. E essa virada vai acontecer por meio de novas competências, como prototipação, design, experiência de compra, jornada, experimentação, analytics, Big Data, cloud, as a service, conexão, simultaneidade, algoritmos, colaboração e integração”, pontua o executivo.

Segundo o levantamento, a Netshoes foi considerada a organização que mais tem evidências e elementos ligados à Transformação Digital. Com DNA 100% digital, o e-commerce de calçados e artigos esportivos conquistou nota 4,0 – o máximo era nota 5,0 – por fortalecer sua atuação em marketplaces B2B, usar Blockchain em seu modelo de gestão, desenhar ofertas e serviços nativos digitais sempre com foco na melhor jornada de compra do consumidor e inserir inovação colaborativa.

A lista também reúne gigantes como: B2W (3,75), Home Refil (3,67), Supermercado Now (3,60) e Grupo Pão de Açúcar – GPA (3,40). Confira:

Metodologia

A E-consulting usou instrumentos de pesquisa como cliente oculto, enquetes on-line, inteligência competitiva, análise de mídias sociais, premiações, posições em rankings do setor. Entrevistas com executivos do varejo e com clientes, além de parceiros tecnológicos também serviram de base para concretizar os resultados do estudo “Régua da Transformação Digital no Varejo”

As notas do ranking, pontuadas de 0 a 5, foram construídas com base em diversos critérios que materializam o processo de competitividade a partir da transformação digital tanto internamente, envolvendo a apuração de sistemas de gestão, investimentos em TI, metodologias avançadas, organização produtiva e plataformas, bem como externamente. Ou seja, a partir da avaliação de seus diferentes stakeholders, tais como consumidores, clientes, funcionários e especialistas em consumo no varejo.

Fonte: ecommercebrasil

A importância da inteligência competitiva no contexto digital

Utilizada em conjunto com a inteligência competitiva, a inteligência de mercado contribui no desenvolvimento de ações inovadoras, já que a análise das informações da concorrência e das demandas dos consumidores possibilita que uma empresa inove em seus serviços ou produtos, causando impacto muito positivo diante do seu público-alvo.

 

Eduardo Prange – CEO da Zeeng

 

Você já ouviu falar em inteligência competitiva (IC)? Se está atento e acompanhando o buzz sobre temas como transformação digital e o que vem ocorrendo no mercado, no mínimo tem uma boa ideia do que estamos falando. Empresas de todos os portes e segmentos já percebem que devem ser orientadas por dados. Assim, uma das principais abordagens em qualquer organização – e que é adotada, com certeza, por aquelas que procuram aperfeiçoar sua capacidade de compreender seu ecossistema e seu público para se manterem vivas – é o uso da inteligência.

Aplicada sobre as informações relevantes do negócio, a inteligência competitiva possibilita verificar tendências, prever movimentos, encontrar oportunidades e dar forte embasamento às decisões estratégicas da companhia, em um trabalho que pode visar o longo prazo.

 

Por que falar sobre isso?

Estamos em um mundo que experimenta mudanças constantes e em altíssima velocidade – e a verdade é que nunca se gerou tanta informação quanto nos tempos atuais. Produzimos dados a todo instante, e esse imenso volume está à disposição para ser analisado e bem trabalhado pelas companhias.

Utilizada em conjunto com a inteligência competitiva, a inteligência de mercado contribui no desenvolvimento de ações inovadoras, já que a análise das informações da concorrência e das demandas dos consumidores possibilita que uma empresa inove em seus serviços ou produtos, causando impacto muito positivo diante do seu público-alvo.

 

“Uma marca não é mais o que nós dizemos que é, mas sim o que os consumidores dizem uns aos outros sobre elas”.

Scott Cook, fundador da Intuit

 

Nessa era do conhecimento, a informação está mais e mais acessível. E aplicando a inteligência para entender (e utilizar bem) os dados sobre o ambiente, as empresas conseguem informações que têm valor real para os seus negócios e clientes, além de garantir o conhecimento do que está acontecendo no seu mercado, o que as coloca em posição vantajosa, à frente dos seus competidores.

Afinal, é somente com uma análise mais aprofundada que se consegue conhecer bem o cliente, compreender o setor do mercado com seus problemas, desafios e oportunidades. E a IC realmente se mostra importante porque, com essa orientação, conseguimos obter informações relevantes, fazer cruzamentos interessantes e conhecer profundamente quem concorre com a nossa empresa. A partir daí, podemos antever algumas direções ou ocorrências de modo a nos posicionarmos de uma maneira melhor, mais competitiva – e isso não tem preço.

 

Inteligência para conhecer a fundo o mercado e a concorrência

É fundamental hoje poder analisar as iniciativas de quem disputa o mercado com você, tanto para saber como o competidor se comporta quanto para verificar como o público reage a essas ações. Quanto mais você atua sobre bases de conhecimento sólido, mais vai deixando o “achismo” de lado, pois a construção de uma inteligência competitiva verdadeira contribui para que sua tomada de decisão tenha mais embasamento e, consequentemente, seja mais certeira e poderosa.

Digamos que você atua numa agência de comunicação e precisa desenvolver uma estratégia de comunicação em mídias sociais para uma determinada rede de farmácias. Trata-se de um segmento altamente concorrido, portanto, a inteligência competitiva se mostra absolutamente fundamental para que, munido das melhores informações sobre o ecossistema – e o conhecimento profundo sobre a concorrência – você consiga desenvolver o que pode ser a melhor linha de ação para que a rede cliente ganhe destaque.

Perceba que, assim, ao chegar para conversar com o cliente você terá, além dos dados sobre ele, seus objetivos e demandas, um olhar sobre o ambiente de competição que ele enfrenta, entendendo o que os rivais fazem e já avaliando a reação do público e como eles se comunicam. Ou seja, você terá condições de mostrar ao cliente que conhece as circunstâncias do mercado dele, as falhas e os acertos dele e da concorrência e, a partir daí, procurar oportunidades estratégicas para atuar com destaque e ganhar mercado. Suas chances de sucesso com este cliente crescem, não é mesmo?

Portanto, o uso da inteligência competitiva é um elemento cada vez mais importante para aperfeiçoar a execução das suas iniciativas e gerar resultados muito melhores para os clientes. Para monitorar o mercado, entender o cliente e agir proativamente em relação às estratégias da concorrência, investir em soluções que contemplem a inteligência competitiva é com certeza a melhor alternativa.  

As informações estão aí, e é fundamental trabalhar bem com elas para não perder terreno e não ficar para trás. E para otimizar e tornar menos árduo esse trabalho, a tecnologia – para variar – é a melhor aliada.

 

O papel da tecnologia

Como dissemos em outro artigo, o marketing hoje é potencializado pela tecnologia, e as agências contam com ferramentas, plataformas e soluções alinhadas para o marketing digital. Surgem as Martechs, que mesclam e trabalham com os dois setores para tornar ainda melhores e mais eficientes as mais variadas iniciativas. Afinal, as ações de marketing e comunicação só têm a ganhar com o cuidadoso acompanhamento da movimentação da concorrência, verificando como ela atua nas redes sociais, nos blogs e sites, como são as interações que ocorrem, que tipo de retorno o público oferece.

A tecnologia, portanto, ajuda o trabalho humano da inteligência a identificar aquilo que, dentre os padrões verificados nos players que disputam determinado mercado, está gerando melhores resultados, o que pode ser oportuno ou não naquele momento, etc. Uma coisa é certa: negócios cujos gestores obtêm e aproveitam informações estratégicas a respeito da concorrência e do mercado ganham muito em competitividade. E, com isso, podemos afirmar que talvez o que falte para a sua agência seja simplesmente esse tipo de conhecimento.

Como se comporta o seu mercado? Seus competidores fazem que tipo de campanha? Em que redes sociais estão presentes? De que modo? Como é a interação no blog deles? De que maneira eles se comunicam em cada um dos canais em que atuam? E como interagem com o público? Qual é a resposta dos clientes às interações das marcas? Estes são alguns dos muitos pontos possíveis de serem levantados e estudados a partir de uma plataforma completa que faça uso da inteligência competitiva.

A Zeeng, por exemplo, é uma plataforma completa especialmente voltada para as áreas de comunicação e marketing, com uma interface amigável e simples que possibilita antecipar os movimentos dos concorrentes acompanhando as ações de várias marcas no ambiente digital, entendendo o comportamento do mercado.

Como a primeira plataforma de Big Data Analytics voltada para essas áreas no Brasil, a Zeeng nasceu e atua nesse contexto, gerando inteligência a partir do cruzamento das informações de diversas origens e da interação com a marca. O objetivo é, sempre, ajudar o seu negócio a evoluir.

Gostou do artigo? Então eu te convido a conhecer a Zeeng – e ver tudo o mais que nós podemos fazer pela sua empresa.

Os dados vão pagar a conta?

Assim como qualquer outro fator, só vão pagar contas da indústria criativa se gerarem valor para os anunciantes ou para os consumidores

Dados já foram chamados de o novo petróleo, o new black, e, recentemente, ganhei uma camiseta com os dizeres “Data is the new bacon” (dado é o novo bacon). Fato é que nunca se falou tanto em dados e sua importância. Até para uma profissional como eu, que trabalho há mais de 15 anos nesta área de análise de dados e insights em empresas de mídia e consultoria, é surpreendente. Pessoas de diferentes áreas, incluindo criação e desenvolvimento de conteúdo, me abordam quase diariamente para saber mais sobre o assunto.

Porém, o enorme volume de dados disponíveis se tornou diretamente proporcional ao desconhecimento sobre o que fazer com eles — principalmente na indústria criativa. E foi exatamente o entendimento de que havia uma questão maior a ser tratada que me estimulou a dedicar meus últimos meses à análise da pergunta que se tornou minha tese na Berlin School of Creative Leadership: “Can data pay the bill? – Os dados vão pagar as contas?”.

Esse empoderamento da palavra dados é consequência das mudanças do mundo e da sociedade, bastante impactados por tecnologias como a internet das coisas (IoT) e big data. Como afirma o Fórum Econômico Mundial em seu relatório, “The future of jobs”, setores econômicos como os conhecemos irão mudar. Como resultado, modelos de negócios deverão ser reformulados, novas características profissionais serão exigidas e posições existentes no mercado de trabalho irão desaparecer.

Algumas indústrias já sentiram na pele, e no bolso, essas mudanças. A indústria criativa, que incluí mídia e agências de publicidade, é uma delas. A era digital, e o tsunami de informações que promove, colocou em xeque o bem-sucedido modelo de negócios, baseado na negociação de pontos de audiência bruta (gross rating points – GRPs) e impactos, que por anos funcionou muito bem na indústria criativa. Portanto, entender se os dados têm essa capacidade de pagar a conta é bastante relevante.

O principal objetivo da pergunta, aparentemente genérica, “os dados vão pagar as contas?” é entender qual o valor que os dados agregam para os serviços prestados pela indústria criativa aos seus clientes. Baseei-me nos conceitos de valor criado (value creation) e valor capitalizado (value capture) desenvolvidos por Paul Verdin. Neles, o autor afirma que, para ter sucesso sustentável, uma empresa ou indústria precisa criar valor para seus clientes e consumidores e, posteriormente, ser capaz de monetizá-lo. O que evidencia é que, sem valor criado, não existe monetização. Portanto, para mim, o dado assim como qualquer outro fator, só vai pagar contas da indústria criativa se ele gerar valor para os anunciantes ou para os consumidores.

Pois bem. Na pesquisa (baseada em estudos de caso), descobri que os dados têm o potencial de pagar as contas, mas tudo depende de uma combinação de fatores que vai levar ou não, à criação de valor.

Por exemplo, dados puros, sem análise, não pagam a conta. Os dados só fazem sentido se forem contextualizados, considerando o entendimento e emoção de quem os produziu: as pessoas. Quanto maior o nível de contextualização dos dados (análise não apenas dos números, mas também do comportamento do consumidor, por exemplo), mais valiosos e com maior poder de monetização serão.

Performance, por si só, também não é suficiente para pagar a conta. Monitorar a performance de uma campanha ou o desempenho de um programa contribui, sim, para otimizar investimentos, mas não paga a conta toda. Hoje, com o fácil acesso aos dados, as agências estão enfrentando a chamada comoditização dos dados e um relatório de performance deixou de ter valor, pois tornou-se um serviço operacional. Para que performance possa gerar valor e ser monetizado pelas agências, os dados precisam ser transformados em conhecimento. O time de business intelligence tem que ser capaz de não apenas extrair os números e colocá-los em um dashboard bonito, mas também e, principalmente, ter a capacidade de transformar dados em insights e insights em ação para o negócio e para o cliente.

Outro insight é que os melhores resultados e tomadas de decisões envolvendo dados vem da combinação dos algoritmos de processamento de dados com a ação e talento humanos. Isso porque o valor dos dados está na sua utilização ágil e entendimento fácil. A tecnologia contribui para rapidez da coleta dos dados, mas é fundamental saber qual é a história que eles nos contam. Ou seja, a mente humana e a criatividade continuam fundamentais na indústria criativa.

Existem outras questões que precisam ser debatidas para que os dados possam efetivamente gerar valor na indústria criativa e consequentemente gerar receita. O papel da liderança nesse processo é um deles, assim como a questão ética em relação a privacidade dos dados.

Porém, acredito que, na publicidade brasileira, a discussão deve começar com o questionamento sobre qual é o entendimento que se tem sobre dados e qual é a moeda de negociação utilizada nos modelos de publicidade.

Até hoje, os dados são encarados por essa indústria como material de suporte e performance. Audiência, GRPs, impactos, visualizações, downloads e alcance são variáveis — ou seja, dados — utilizados para dar suporte às negociações de mídia (das mais tradicionais como TV às mais modernas como os influenciadores). No entanto, a contagem dos eye balls, como falam os americanos, já não é o único dado disponível e, em tempos digitais, deixaram de ser os mais relevantes. Isso porque, além do número de impactos, é possível e necessário entender o reflexo do consumo do conteúdo de mídia na jornada ou no comportamento do consumidor para que se possa produzir conhecimento. E insights. Só assim o dado terá valor, pois tornará a comunicação com o consumidor mais efetiva e engajadora.

Portanto, é preciso encarar a necessidade de uma quebra de paradigma. Se as negociações continuarem a utilizar os dados exclusivamente como moedas de troca de mídia, nunca irão, por si só, pagar conta alguma. O pagamento continuará sendo da forma mais tradicional e antiga de negócios e a questão recai sobre a sustentabilidade do modelo de negócio em longo prazo. Entretanto, se os dados forem encarados como parte de um projeto de inovação ou comunicação capaz de gerar conhecimento, expertise ou engajamento, aí sim, poderão não apenas pagar contas, mas contribuir de maneira efetiva para um novo modelo de negócios em uma indústria em transformação.

Fonte: Meio & Mensagem 

Branded data e big content

Porque a revolução do big data não revolucionou a produção de conteúdo das marcas, ainda feita de uma maneira 1.0 e na base do achismo?

O melhor diagnóstico não saiu de nenhuma agência, consultoria nem diretoria de marketing, mas do Supremo Tribunal Federal. Há alguns meses, antes de apresentar uma batelada de estatísticas, o ministro Luís Roberto Barroso cravou: “Brasil é aquele país em que as pessoas acham, mesmo sem nunca ter procurado”. É a melhor descrição da forma como é feita boa parte do conteúdo para as marcas, hoje. De uma maneira 1.0, na base do achismo. “Eu sei que minha audiência vai gostar disso.”

Dados estão na base do trabalho dos mídias, das equipes de SEO, dos planejadores e diversas outras disciplinas. Mas não da produção de conteúdo, onde continua prevalecendo a lógica da superideia genial, como acontecia na criação publicitária dos tempos de Mad Men.

Claro, estamos na era do big data. Uma quantidade imensa de dados é coletada por meio de pesquisas de opinião, registros de algoritmos, interações com audiências e dispositivos. Mas pouquíssimos desses dados chegam vivos ao fim da longa jornada do dashboard, aos relatórios dos analistas e dali à cabeça dos planejadores e criadores de conteúdo. Parte da culpa é dos prazos, costuma-se dizer. Mas um tanto disso se deve ao processo dentro do qual os conteúdos são contratados e produzidos. Agências de publicidade, RP e digitais, houses, consultores de comunicação e estúdios de conteúdo mobilizam exércitos de analistas para produzir muitos relatórios e poucos insights.

Entretanto, da escolha de palavras até o design, da trilha sonora à foto do native, tudo só tem a ganhar com um banho de dados. Exemplo engraçado? Pesquisadores do Facebook decidiram saber como os americanos riem na rede social. “Haha” ou “hehe”? E o clássico “LoL”? Foi só puxar. A maioria das pessoas prefere “haha” (51%). Depois vêm os emojis (33,7%). “Hehe” em terceiro (12,7%) e “LoL” na lanterna (1,9%). O brasileiro “kkk” não entra na pesquisa, porque lá o significado da sigla — Ku-Klux-Klan — não tem graça nenhuma. A pesquisa também descobriu as diferenças demográficas. Em Chicago e Nova York, o emoji reina. Em Seattle e San Francisco, é “haha”. Jovens preferem emojis. E qual a importância disso? Pode ser considerável para quem fizer uma campanha usando “LoL” e achar que está falando a língua de sua audiência, quando na verdade está pagando de “vovô é uma brasa”.

Esse tipo de dado, que está no dia a dia de quem compra palavras-chave, tem aplicações muito importantes no mundo do conteúdo, quando se precisa trabalhar com segmentação, inclusão e nichos. Ou quando se trata de temas específicos e delicados, como saúde, questões étnicas ou de gênero. Mesmo nos veículos de comunicação que têm estúdios de native advertising, os dados de keywords e audiência levantados pelas redações raramente geram inteligência para o conteúdo produzido para marcas.

Em geral, apenas a ponta do iceberg dos dados é usada. Sabe-se qual é o perfil do público que se quer atingir, ou a posição de um produto em relação a seus concorrentes. Mais ou menos as informações usadas para fundamentar uma campanha de marketing nos anos 1990. Monitorar o sucesso de posts e o compartilhamento de vídeos é rotina. Mas a disputa pela audiência no YouTube, hoje, ainda é a mera reencarnação da guerra dos domingos de 20 anos atrás, quando Gugu Liberato e Faustão tentavam se superar imitando programas americanos e procurando atrações cada vez mais bizarras — de olho em uma única variável, o número de TVs ligadas. Os youtubers continuam produzindo conteúdo para as marcas com base em um briefing básico, uma explicação sobre a identidade da marca que os contratou, muita empolgação e nenhum método, em busca simplesmente de visualizações.

Só que hoje é possível acessar muito mais informação sobre a repercussão dos conteúdos veiculados do que em qualquer momento da história. E usar essa informação para gerar novos conteúdos de maneira mais inteligente e eficiente. Mas talvez seja pedir muito, quando muitas pesquisas não incluem nem sequer um google para saber o que o youtuber tinha postado no verão passado.

Fonte: Meio & Mensagem 

O Big Data pode otimizar o marketing de sua empresa

Antigamente, uma boa campanha de marketing precisava de relatórios e análises de mercado, mas um bom brainstorm era capaz de criar ações inovadoras e relevantes. Hoje, sem dados em mãos, é praticamente impossível desenvolver mensagens e iniciativas que impactam seu cliente. Por isso, utilizar as soluções de Big Data é fundamental para o sucesso de qualquer campanha de marketing, já que é possível extrair e compreender informações sobre o público-alvo e traçar estratégias.

É cada vez mais improvável imaginar a gestão e divulgação de um negócio sem a utilização de dados relevantes. Pesquisa conduzida pela KPMG Capital mostra que 99% dos profissionais acreditam que Big Data é importante para a tomada de decisão. Entretanto, saber lidar com essa grande quantidade e conteúdo segue como maior desafio: 85% confirmam ter dificuldades para interpretar essas informações e apenas 25% conseguem aplicar os insights em novas estratégias.

Hoje, o marketing utiliza e está dependente de dados para desenvolver suas estratégias para o público correto e, principalmente, com a mensagem mais adequada para impactá-lo. O Big Data é uma ferramenta que ajuda a embasar as decisões de marketing em informações reais – e não em meras possibilidades.  Localizar potenciais clientes, personalizar ofertas, melhorar as pesquisas de mercado e otimizar o engajamento são apenas alguns dos usos possíveis.

Muitas empresas já estão utilizando Big Data aliado à inteligência de mercado, especialmente para pensar ações de marketing. Entretanto, a simples utilização de dados com mais qualidade não garante o sucesso imediato das campanhas. É preciso saber o que fazer com essas novas informações. Elas devem gerar novos insights e servir como referência para as diferentes estratégias da equipe – e isso apenas com uma interpretação e investigação acurada dos relatórios.

Não são poucos os profissionais de marketing que torcem o nariz para a entrada dos recursos tecnológicos nos processos de criação de campanhas. Entretanto, é um caminho sem volta justamente por otimizar e trazer informações de qualidade para embasar as decisões. No caso específico do Big Data, é preciso entender que ele não chega para robotizar a criatividade inerente à área.  Na verdade, é uma ferramenta importante para auxiliar os grandes estrategistas, que agora podem usar informações reais ao invés de suposições baseados em simples estatísticas com margens de erro.

*Rafael Albuquerque é CEO da Unitfour, empresa brasileira referência em fornecimento de dados para as áreas de cobrança, call centers, risco, crédito, antifraude, CRM e marketing.

Fonte: Adnews