A importância da inteligência competitiva no contexto digital

Utilizada em conjunto com a inteligência competitiva, a inteligência de mercado contribui no desenvolvimento de ações inovadoras, já que a análise das informações da concorrência e das demandas dos consumidores possibilita que uma empresa inove em seus serviços ou produtos, causando impacto muito positivo diante do seu público-alvo.

 

Eduardo Prange – CEO da Zeeng

 

Você já ouviu falar em inteligência competitiva (IC)? Se está atento e acompanhando o buzz sobre temas como transformação digital e o que vem ocorrendo no mercado, no mínimo tem uma boa ideia do que estamos falando. Empresas de todos os portes e segmentos já percebem que devem ser orientadas por dados. Assim, uma das principais abordagens em qualquer organização – e que é adotada, com certeza, por aquelas que procuram aperfeiçoar sua capacidade de compreender seu ecossistema e seu público para se manterem vivas – é o uso da inteligência.

Aplicada sobre as informações relevantes do negócio, a inteligência competitiva possibilita verificar tendências, prever movimentos, encontrar oportunidades e dar forte embasamento às decisões estratégicas da companhia, em um trabalho que pode visar o longo prazo.

 

Por que falar sobre isso?

Estamos em um mundo que experimenta mudanças constantes e em altíssima velocidade – e a verdade é que nunca se gerou tanta informação quanto nos tempos atuais. Produzimos dados a todo instante, e esse imenso volume está à disposição para ser analisado e bem trabalhado pelas companhias.

Utilizada em conjunto com a inteligência competitiva, a inteligência de mercado contribui no desenvolvimento de ações inovadoras, já que a análise das informações da concorrência e das demandas dos consumidores possibilita que uma empresa inove em seus serviços ou produtos, causando impacto muito positivo diante do seu público-alvo.

 

“Uma marca não é mais o que nós dizemos que é, mas sim o que os consumidores dizem uns aos outros sobre elas”.

Scott Cook, fundador da Intuit

 

Nessa era do conhecimento, a informação está mais e mais acessível. E aplicando a inteligência para entender (e utilizar bem) os dados sobre o ambiente, as empresas conseguem informações que têm valor real para os seus negócios e clientes, além de garantir o conhecimento do que está acontecendo no seu mercado, o que as coloca em posição vantajosa, à frente dos seus competidores.

Afinal, é somente com uma análise mais aprofundada que se consegue conhecer bem o cliente, compreender o setor do mercado com seus problemas, desafios e oportunidades. E a IC realmente se mostra importante porque, com essa orientação, conseguimos obter informações relevantes, fazer cruzamentos interessantes e conhecer profundamente quem concorre com a nossa empresa. A partir daí, podemos antever algumas direções ou ocorrências de modo a nos posicionarmos de uma maneira melhor, mais competitiva – e isso não tem preço.

 

Inteligência para conhecer a fundo o mercado e a concorrência

É fundamental hoje poder analisar as iniciativas de quem disputa o mercado com você, tanto para saber como o competidor se comporta quanto para verificar como o público reage a essas ações. Quanto mais você atua sobre bases de conhecimento sólido, mais vai deixando o “achismo” de lado, pois a construção de uma inteligência competitiva verdadeira contribui para que sua tomada de decisão tenha mais embasamento e, consequentemente, seja mais certeira e poderosa.

Digamos que você atua numa agência de comunicação e precisa desenvolver uma estratégia de comunicação em mídias sociais para uma determinada rede de farmácias. Trata-se de um segmento altamente concorrido, portanto, a inteligência competitiva se mostra absolutamente fundamental para que, munido das melhores informações sobre o ecossistema – e o conhecimento profundo sobre a concorrência – você consiga desenvolver o que pode ser a melhor linha de ação para que a rede cliente ganhe destaque.

Perceba que, assim, ao chegar para conversar com o cliente você terá, além dos dados sobre ele, seus objetivos e demandas, um olhar sobre o ambiente de competição que ele enfrenta, entendendo o que os rivais fazem e já avaliando a reação do público e como eles se comunicam. Ou seja, você terá condições de mostrar ao cliente que conhece as circunstâncias do mercado dele, as falhas e os acertos dele e da concorrência e, a partir daí, procurar oportunidades estratégicas para atuar com destaque e ganhar mercado. Suas chances de sucesso com este cliente crescem, não é mesmo?

Portanto, o uso da inteligência competitiva é um elemento cada vez mais importante para aperfeiçoar a execução das suas iniciativas e gerar resultados muito melhores para os clientes. Para monitorar o mercado, entender o cliente e agir proativamente em relação às estratégias da concorrência, investir em soluções que contemplem a inteligência competitiva é com certeza a melhor alternativa.  

As informações estão aí, e é fundamental trabalhar bem com elas para não perder terreno e não ficar para trás. E para otimizar e tornar menos árduo esse trabalho, a tecnologia – para variar – é a melhor aliada.

 

O papel da tecnologia

Como dissemos em outro artigo, o marketing hoje é potencializado pela tecnologia, e as agências contam com ferramentas, plataformas e soluções alinhadas para o marketing digital. Surgem as Martechs, que mesclam e trabalham com os dois setores para tornar ainda melhores e mais eficientes as mais variadas iniciativas. Afinal, as ações de marketing e comunicação só têm a ganhar com o cuidadoso acompanhamento da movimentação da concorrência, verificando como ela atua nas redes sociais, nos blogs e sites, como são as interações que ocorrem, que tipo de retorno o público oferece.

A tecnologia, portanto, ajuda o trabalho humano da inteligência a identificar aquilo que, dentre os padrões verificados nos players que disputam determinado mercado, está gerando melhores resultados, o que pode ser oportuno ou não naquele momento, etc. Uma coisa é certa: negócios cujos gestores obtêm e aproveitam informações estratégicas a respeito da concorrência e do mercado ganham muito em competitividade. E, com isso, podemos afirmar que talvez o que falte para a sua agência seja simplesmente esse tipo de conhecimento.

Como se comporta o seu mercado? Seus competidores fazem que tipo de campanha? Em que redes sociais estão presentes? De que modo? Como é a interação no blog deles? De que maneira eles se comunicam em cada um dos canais em que atuam? E como interagem com o público? Qual é a resposta dos clientes às interações das marcas? Estes são alguns dos muitos pontos possíveis de serem levantados e estudados a partir de uma plataforma completa que faça uso da inteligência competitiva.

A Zeeng, por exemplo, é uma plataforma completa especialmente voltada para as áreas de comunicação e marketing, com uma interface amigável e simples que possibilita antecipar os movimentos dos concorrentes acompanhando as ações de várias marcas no ambiente digital, entendendo o comportamento do mercado.

Como a primeira plataforma de Big Data Analytics voltada para essas áreas no Brasil, a Zeeng nasceu e atua nesse contexto, gerando inteligência a partir do cruzamento das informações de diversas origens e da interação com a marca. O objetivo é, sempre, ajudar o seu negócio a evoluir.

Gostou do artigo? Então eu te convido a conhecer a Zeeng – e ver tudo o mais que nós podemos fazer pela sua empresa.

Os dados vão pagar a conta?

Assim como qualquer outro fator, só vão pagar contas da indústria criativa se gerarem valor para os anunciantes ou para os consumidores

Dados já foram chamados de o novo petróleo, o new black, e, recentemente, ganhei uma camiseta com os dizeres “Data is the new bacon” (dado é o novo bacon). Fato é que nunca se falou tanto em dados e sua importância. Até para uma profissional como eu, que trabalho há mais de 15 anos nesta área de análise de dados e insights em empresas de mídia e consultoria, é surpreendente. Pessoas de diferentes áreas, incluindo criação e desenvolvimento de conteúdo, me abordam quase diariamente para saber mais sobre o assunto.

Porém, o enorme volume de dados disponíveis se tornou diretamente proporcional ao desconhecimento sobre o que fazer com eles — principalmente na indústria criativa. E foi exatamente o entendimento de que havia uma questão maior a ser tratada que me estimulou a dedicar meus últimos meses à análise da pergunta que se tornou minha tese na Berlin School of Creative Leadership: “Can data pay the bill? – Os dados vão pagar as contas?”.

Esse empoderamento da palavra dados é consequência das mudanças do mundo e da sociedade, bastante impactados por tecnologias como a internet das coisas (IoT) e big data. Como afirma o Fórum Econômico Mundial em seu relatório, “The future of jobs”, setores econômicos como os conhecemos irão mudar. Como resultado, modelos de negócios deverão ser reformulados, novas características profissionais serão exigidas e posições existentes no mercado de trabalho irão desaparecer.

Algumas indústrias já sentiram na pele, e no bolso, essas mudanças. A indústria criativa, que incluí mídia e agências de publicidade, é uma delas. A era digital, e o tsunami de informações que promove, colocou em xeque o bem-sucedido modelo de negócios, baseado na negociação de pontos de audiência bruta (gross rating points – GRPs) e impactos, que por anos funcionou muito bem na indústria criativa. Portanto, entender se os dados têm essa capacidade de pagar a conta é bastante relevante.

O principal objetivo da pergunta, aparentemente genérica, “os dados vão pagar as contas?” é entender qual o valor que os dados agregam para os serviços prestados pela indústria criativa aos seus clientes. Baseei-me nos conceitos de valor criado (value creation) e valor capitalizado (value capture) desenvolvidos por Paul Verdin. Neles, o autor afirma que, para ter sucesso sustentável, uma empresa ou indústria precisa criar valor para seus clientes e consumidores e, posteriormente, ser capaz de monetizá-lo. O que evidencia é que, sem valor criado, não existe monetização. Portanto, para mim, o dado assim como qualquer outro fator, só vai pagar contas da indústria criativa se ele gerar valor para os anunciantes ou para os consumidores.

Pois bem. Na pesquisa (baseada em estudos de caso), descobri que os dados têm o potencial de pagar as contas, mas tudo depende de uma combinação de fatores que vai levar ou não, à criação de valor.

Por exemplo, dados puros, sem análise, não pagam a conta. Os dados só fazem sentido se forem contextualizados, considerando o entendimento e emoção de quem os produziu: as pessoas. Quanto maior o nível de contextualização dos dados (análise não apenas dos números, mas também do comportamento do consumidor, por exemplo), mais valiosos e com maior poder de monetização serão.

Performance, por si só, também não é suficiente para pagar a conta. Monitorar a performance de uma campanha ou o desempenho de um programa contribui, sim, para otimizar investimentos, mas não paga a conta toda. Hoje, com o fácil acesso aos dados, as agências estão enfrentando a chamada comoditização dos dados e um relatório de performance deixou de ter valor, pois tornou-se um serviço operacional. Para que performance possa gerar valor e ser monetizado pelas agências, os dados precisam ser transformados em conhecimento. O time de business intelligence tem que ser capaz de não apenas extrair os números e colocá-los em um dashboard bonito, mas também e, principalmente, ter a capacidade de transformar dados em insights e insights em ação para o negócio e para o cliente.

Outro insight é que os melhores resultados e tomadas de decisões envolvendo dados vem da combinação dos algoritmos de processamento de dados com a ação e talento humanos. Isso porque o valor dos dados está na sua utilização ágil e entendimento fácil. A tecnologia contribui para rapidez da coleta dos dados, mas é fundamental saber qual é a história que eles nos contam. Ou seja, a mente humana e a criatividade continuam fundamentais na indústria criativa.

Existem outras questões que precisam ser debatidas para que os dados possam efetivamente gerar valor na indústria criativa e consequentemente gerar receita. O papel da liderança nesse processo é um deles, assim como a questão ética em relação a privacidade dos dados.

Porém, acredito que, na publicidade brasileira, a discussão deve começar com o questionamento sobre qual é o entendimento que se tem sobre dados e qual é a moeda de negociação utilizada nos modelos de publicidade.

Até hoje, os dados são encarados por essa indústria como material de suporte e performance. Audiência, GRPs, impactos, visualizações, downloads e alcance são variáveis — ou seja, dados — utilizados para dar suporte às negociações de mídia (das mais tradicionais como TV às mais modernas como os influenciadores). No entanto, a contagem dos eye balls, como falam os americanos, já não é o único dado disponível e, em tempos digitais, deixaram de ser os mais relevantes. Isso porque, além do número de impactos, é possível e necessário entender o reflexo do consumo do conteúdo de mídia na jornada ou no comportamento do consumidor para que se possa produzir conhecimento. E insights. Só assim o dado terá valor, pois tornará a comunicação com o consumidor mais efetiva e engajadora.

Portanto, é preciso encarar a necessidade de uma quebra de paradigma. Se as negociações continuarem a utilizar os dados exclusivamente como moedas de troca de mídia, nunca irão, por si só, pagar conta alguma. O pagamento continuará sendo da forma mais tradicional e antiga de negócios e a questão recai sobre a sustentabilidade do modelo de negócio em longo prazo. Entretanto, se os dados forem encarados como parte de um projeto de inovação ou comunicação capaz de gerar conhecimento, expertise ou engajamento, aí sim, poderão não apenas pagar contas, mas contribuir de maneira efetiva para um novo modelo de negócios em uma indústria em transformação.

Fonte: Meio & Mensagem 

Branded data e big content

Porque a revolução do big data não revolucionou a produção de conteúdo das marcas, ainda feita de uma maneira 1.0 e na base do achismo?

O melhor diagnóstico não saiu de nenhuma agência, consultoria nem diretoria de marketing, mas do Supremo Tribunal Federal. Há alguns meses, antes de apresentar uma batelada de estatísticas, o ministro Luís Roberto Barroso cravou: “Brasil é aquele país em que as pessoas acham, mesmo sem nunca ter procurado”. É a melhor descrição da forma como é feita boa parte do conteúdo para as marcas, hoje. De uma maneira 1.0, na base do achismo. “Eu sei que minha audiência vai gostar disso.”

Dados estão na base do trabalho dos mídias, das equipes de SEO, dos planejadores e diversas outras disciplinas. Mas não da produção de conteúdo, onde continua prevalecendo a lógica da superideia genial, como acontecia na criação publicitária dos tempos de Mad Men.

Claro, estamos na era do big data. Uma quantidade imensa de dados é coletada por meio de pesquisas de opinião, registros de algoritmos, interações com audiências e dispositivos. Mas pouquíssimos desses dados chegam vivos ao fim da longa jornada do dashboard, aos relatórios dos analistas e dali à cabeça dos planejadores e criadores de conteúdo. Parte da culpa é dos prazos, costuma-se dizer. Mas um tanto disso se deve ao processo dentro do qual os conteúdos são contratados e produzidos. Agências de publicidade, RP e digitais, houses, consultores de comunicação e estúdios de conteúdo mobilizam exércitos de analistas para produzir muitos relatórios e poucos insights.

Entretanto, da escolha de palavras até o design, da trilha sonora à foto do native, tudo só tem a ganhar com um banho de dados. Exemplo engraçado? Pesquisadores do Facebook decidiram saber como os americanos riem na rede social. “Haha” ou “hehe”? E o clássico “LoL”? Foi só puxar. A maioria das pessoas prefere “haha” (51%). Depois vêm os emojis (33,7%). “Hehe” em terceiro (12,7%) e “LoL” na lanterna (1,9%). O brasileiro “kkk” não entra na pesquisa, porque lá o significado da sigla — Ku-Klux-Klan — não tem graça nenhuma. A pesquisa também descobriu as diferenças demográficas. Em Chicago e Nova York, o emoji reina. Em Seattle e San Francisco, é “haha”. Jovens preferem emojis. E qual a importância disso? Pode ser considerável para quem fizer uma campanha usando “LoL” e achar que está falando a língua de sua audiência, quando na verdade está pagando de “vovô é uma brasa”.

Esse tipo de dado, que está no dia a dia de quem compra palavras-chave, tem aplicações muito importantes no mundo do conteúdo, quando se precisa trabalhar com segmentação, inclusão e nichos. Ou quando se trata de temas específicos e delicados, como saúde, questões étnicas ou de gênero. Mesmo nos veículos de comunicação que têm estúdios de native advertising, os dados de keywords e audiência levantados pelas redações raramente geram inteligência para o conteúdo produzido para marcas.

Em geral, apenas a ponta do iceberg dos dados é usada. Sabe-se qual é o perfil do público que se quer atingir, ou a posição de um produto em relação a seus concorrentes. Mais ou menos as informações usadas para fundamentar uma campanha de marketing nos anos 1990. Monitorar o sucesso de posts e o compartilhamento de vídeos é rotina. Mas a disputa pela audiência no YouTube, hoje, ainda é a mera reencarnação da guerra dos domingos de 20 anos atrás, quando Gugu Liberato e Faustão tentavam se superar imitando programas americanos e procurando atrações cada vez mais bizarras — de olho em uma única variável, o número de TVs ligadas. Os youtubers continuam produzindo conteúdo para as marcas com base em um briefing básico, uma explicação sobre a identidade da marca que os contratou, muita empolgação e nenhum método, em busca simplesmente de visualizações.

Só que hoje é possível acessar muito mais informação sobre a repercussão dos conteúdos veiculados do que em qualquer momento da história. E usar essa informação para gerar novos conteúdos de maneira mais inteligente e eficiente. Mas talvez seja pedir muito, quando muitas pesquisas não incluem nem sequer um google para saber o que o youtuber tinha postado no verão passado.

Fonte: Meio & Mensagem 

O Big Data pode otimizar o marketing de sua empresa

Antigamente, uma boa campanha de marketing precisava de relatórios e análises de mercado, mas um bom brainstorm era capaz de criar ações inovadoras e relevantes. Hoje, sem dados em mãos, é praticamente impossível desenvolver mensagens e iniciativas que impactam seu cliente. Por isso, utilizar as soluções de Big Data é fundamental para o sucesso de qualquer campanha de marketing, já que é possível extrair e compreender informações sobre o público-alvo e traçar estratégias.

É cada vez mais improvável imaginar a gestão e divulgação de um negócio sem a utilização de dados relevantes. Pesquisa conduzida pela KPMG Capital mostra que 99% dos profissionais acreditam que Big Data é importante para a tomada de decisão. Entretanto, saber lidar com essa grande quantidade e conteúdo segue como maior desafio: 85% confirmam ter dificuldades para interpretar essas informações e apenas 25% conseguem aplicar os insights em novas estratégias.

Hoje, o marketing utiliza e está dependente de dados para desenvolver suas estratégias para o público correto e, principalmente, com a mensagem mais adequada para impactá-lo. O Big Data é uma ferramenta que ajuda a embasar as decisões de marketing em informações reais – e não em meras possibilidades.  Localizar potenciais clientes, personalizar ofertas, melhorar as pesquisas de mercado e otimizar o engajamento são apenas alguns dos usos possíveis.

Muitas empresas já estão utilizando Big Data aliado à inteligência de mercado, especialmente para pensar ações de marketing. Entretanto, a simples utilização de dados com mais qualidade não garante o sucesso imediato das campanhas. É preciso saber o que fazer com essas novas informações. Elas devem gerar novos insights e servir como referência para as diferentes estratégias da equipe – e isso apenas com uma interpretação e investigação acurada dos relatórios.

Não são poucos os profissionais de marketing que torcem o nariz para a entrada dos recursos tecnológicos nos processos de criação de campanhas. Entretanto, é um caminho sem volta justamente por otimizar e trazer informações de qualidade para embasar as decisões. No caso específico do Big Data, é preciso entender que ele não chega para robotizar a criatividade inerente à área.  Na verdade, é uma ferramenta importante para auxiliar os grandes estrategistas, que agora podem usar informações reais ao invés de suposições baseados em simples estatísticas com margens de erro.

*Rafael Albuquerque é CEO da Unitfour, empresa brasileira referência em fornecimento de dados para as áreas de cobrança, call centers, risco, crédito, antifraude, CRM e marketing.

Fonte: Adnews

Mais de 50% das empresas brasileiras têm dificuldades em definir estratégias de marketing digital

Pesquisa realizada pela consultoria Web Estratégica aponta os principais desafios das organizações e as iniciativas mais usadas pelas companhias na internet

A tecnologia segue mudando a relação entre empresas e consumidores, mas grande parte das organizações ainda não entendeu a importância das ações no mundo digital, pois 56,4% das empresas investem apenas de 10% a 20% do orçamento de marketing nos canais digitais. O dado faz parte de uma pesquisa realizada com 1.024 empresas brasileiras, pela Web Estratégica, consultoria de marketing focada em negócios no mundo digital. De acordo com o levantamento, a principal dificuldade enfrentada por mais de 50% das empresas é identificar quais são as melhores estratégias de divulgação para os negócios na internet.

A iniciativa de investir na produção de conteúdo, para melhorar o posicionamento orgânico no Google, foi apontada como a ação que mais gera resultado por 34,2% das empresas. Já a gestão de redes sociais ocupou o segundo lugar nesse ranking, sendo apontada por 23,8% como a estratégia mais eficiente para as organizações. Entre as redes de anúncios, o Facebook Ads levou o crédito pelos melhores resultados em 18% dos negócios e o Google Ads em 16% das empresas.

Investir em marketing digital também é algo novo para a maior parte das empresas, pois 47,6% delas realizam ações dessa natureza há apenas um ano, 20,4% já investem nos canais digitais entre dois a quatro anos, e 13,2% já destinam verba para a divulgação na internet há um período que varia de um a três anos. “Embora as pessoas estejam cada vez mais comprando pela internet, muitas organizações ainda não estão preparadas para essa nova realidade, e têm perdido espaço no mercado”, comenta Rafael Rez, especialista em marketing digital e sócio da Web Estratégica.

A falta de investimentos em marketing digital também impede que as empresas alcancem todo o seu potencial com a divulgação na internet, segundo o levantamento para 57,3% das empresas as ações dessa natureza são responsáveis por 10% a 20% das vendas. Já para 13,1% das companhias esse número sobe, girando entre 20% a 30%. O marketing digital é extrema importância para cerca de 18% das organizações, para as quais representa mais da metade das vendas.

A profissionalização do setor também é uma deficiência de uma parcela significativa das empresas, pois 17,7% delas não têm nenhum profissional interno dedicado à função, porém a maior parte das organizações já enxerga a necessidade desses profissionais, já que 63,9% contam com equipes internas que variam de uma a três pessoas, e as demais possuem acima de três profissionais dedicados in loco ao setor.

As empresas que normalmente contam com equipes enxutas, costumam terceirizar os trabalhos, pois 77,2% preferem contratar fornecedores para criação e gestão de sites, 10,3% utilizam serviços terceirizados para a gestão de redes sociais, e somente 5,9% contratam outras organizações para produzir conteúdo. Para Rafael Rez, as empresas ainda investem muito pouco em marketing digital. “Os resultados da pesquisa mostram que muitos negócios seguem tendências, mas não procuram saber para que serve cada ferramenta”, comenta Rez. Outro ponto abordado na pesquisa, foi a frequência do acompanhamento de métricas, que muitas vezes é deixado de lado pelas empresas e acabou surpreendendo, pois 18% afirmaram fazer um acompanhamento diário.

O principal objetivo do marketing digital para 60,8% das empresas é alavancar as suas vendas e 22,3% apostam na exposição da marca. “Apesar de ser fundamental para as instituições, as empresas ainda sentem dificuldades para entender como usar o marketing digital, pois muitas ainda não possuem um objetivo definido”, comente Rez.

Em relação ao investimento para o próximo ano, 52,9% das empresas pretendem aumentar o valor investido em marketing digital entre 10% e 20%, e somente 27,5% pretendem aumentar o investimento em marketing digital em mais de 30%.

 

Fonte: Revista Live Marketing

Grupo CDI traz a relação das fake news com as marcas em e-book

Nunca se falou tanto sobre fake news. Com a evolução da comunicação via internet, a circulação de notícias cresceu em larga escala, porém nem todas as informações veiculadas são verdadeiras. É aí que entra a importância de checar o fato antes de compartilhá-lo.

Notícias falsas tem o poder de se disseminar facilmente. Seus produtores se aproveitam da falta de checagem de informações para alcançar seus objetivos, que na maioria das vezes visam arranhar a reputação de uma empresa ou indivíduo.

CONTEÚDO DO E-BOOK

Pensando nisso, o Grupo CDI reuniu um time de especialistas para compartilhar dicas de como prevenir a reputação das marcas contra as fake news. “Seu objetivo é ajudar a identificar conteúdos duvidosos, incentivar a avaliação crítica diante de dados recebidos e evitar a disseminação de fatos distorcidos”, explica Alexandre Alfredo, COO da CDI Comunicação Corporativa.

O que são fake news? Organizado em 16 páginas, o e-book trata do surgimento do termo e apresenta diversos temas atuais, pertinentes às marcas e indivíduos, como:

Iniciativas de fact-checking – Como os veículos da mídia estão se mobilizando para combater notícias falsas.

Na dúvida, jamais compartilhe – Artigo por Anaísa Silva, diretora de atendimento da CDI Comunicação Corporativa, que trata sobre as responsabilidades dos cidadãos na disseminação de informações.

A preocupação e o combate nas empresas – Wagner Giovanini, especialista em compliance e código de conduta corporativa, alerta para o potencial das fake news em destruir reputações.

Além desses e outros conteúdos, o e-book conta com uma entrevista exclusiva com Pollyana Ferrari, doutora em Comunicação Social pela USP, jornalista e professora da PUC-SP, que comenta sobre quais são as melhores formas de combater as tão faladas fake news.

DO FATO AO BOATO

No início de setembro, a CDI promoveu o evento “Do Fato ao Boato: como as fake news podem destruir a sua reputação”. O encontro, em forma de talk show, contou com a participação dos especialistas: Patrícia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta; Lino Gaviolli, gerente de Compliance da Compliance Total; Francisco Brito Cruz, diretor do Internet Lab e Vinícius Mota, secretário de Redação da Folha de S. Paulo.

Confira o vídeo do evento na íntegra aqui.

Reputação é coisa séria. Demora anos para ser construída e pode ser abalada em poucos minutos. É necessário que as organizações e seus indivíduos estejam preparados para identificar conteúdos duvidosos e agir de maneira rápida e efetiva na proteção da sua imagem.

Esperamos que você possa aproveitar ao máximo esse conteúdo preparado especialmente para te orientar sobre um assunto atual e extremamente importante para o futuro das marcas. Tenha uma boa leitura!

 

 

Fonte: cdicom

Publicidade em mídias sociais continua a crescer em ritmo acelerado, aponta pesquisa

Segundo a pesquisa “Paid Social Trends” do 2º trimestre, investimento em anúncios em mídias sociais cresceu 40% em base anual

Os investimentos em publicidade em mídias sociais mantiveram sua trajetória de crescimento acelerado e registraram um crescimento de 40% em base anual (Jul/2017-Jun/2018 em relação ao mesmo período anterior). É o que mostra o estudo “Paid Social Trends” do 2º trimestre, desenvolvido pela iProspect. Essa taxa leva em consideração investimentos no Facebook, Instagram, Pinterest, Snapchat, Twitter e LinkedIn. A pesquisa foi realizada com mais de 210 marcas, cujas ações abrangem investimentos em vários países, incluindo o Brasil.

O anúncios em mídias sociais continuam a ganhar espaço dentro do mix de ações de marketing. Isso tanto pela mudança do comportamento do consumidor, como por melhorias das plataformas que continuam a desenvolver formatos mais amigáveis para os anunciantes. Apenas nos segundo trimestre, já foram ao menos 72 atualizações. Essas alterações impactam a performance das campanhas, retroalimentando o interesse neste tipo de comunicação”, explica Gustavo Macedo, diretor de Marketing e Creative Content da iProspect.

A pesquisa mostra que o LinkedIn foi a rede social que registrou o maior crescimento em investimentos em anúncios pagos, 167% comparado ao trimestre anterior e 245% em base anual. Tal desempenho está associado à sazonalidade das estratégias dos anunciantes na plataforma (o investimento no 2º trimestre costuma ser maior do que nos trimestres anteriores) e ao alto engajamento dos usuários do Linkedin que atraem muitas marcas de B2B ou mesmo de B2C com produtos corporativos e de luxo. Novas funções como o Lead Generation e o Carousel Ads também trouxeram grandes oportunidades para as marcas.

Já o Facebook Inc. (holding que reúne Facebook, Instagram e Audience Network) registrou uma variação positiva de 54% (base anual) e 17% (em relação ao trimestre anterior). Embora o crescimento se verifique em todas as plataformas da holding, a rede Facebook foi a que mais contribuiu para este crescimento que está associado a questões sazonais, expansão orgânica, busca de novos prospects e uso mais intensivo de modelos mais interativos de anúncios (a exemplo do Dynamic Ads for Broad Audiences), entre outros. Chama a atenção também o fato de os investimentos em anúncios em vídeo na holding já representarem 53% do total. Isso é devido à adoção de novidades como o Instagram Stories e In-Stream (mid-roll), bem como a maior adoção de recursos de vídeo e animação para blocos de anúncios.

Os gastos com o Snapchat aumentaram 142% em relação ao ano anterior e 9% em relação ao trimestre. Ambos os avanços são devidos à introdução de novos tipos de anúncios, incluindo filtros não geográficos e Lentes Snap, e para o maior espaço/destaque para a publicidade na plataforma. Houve um aumento de 168% comparado ano a ano em gastos com o Snap Ads, o que indica o amadurecimento deste formato e também a resposta positiva do mercado a criação da recém-lançada unidade de publicidade do Snapchat.

Pinterest registrou um crescimento de 17% em base anual e uma queda de 11% em relação ao trimestre anterior. Esta queda está associada a fatores sazonais e a iProspect espera que os investimentos nesta rede continuem a crescer, assim como vem ocorrendo nos trimestres anteriores. Isso porque a rede vem promovendo aprimoramentos importantes em termos de mensuração e formatos de publicidade que facilitam o desenvolvimento e acompanhamento de campanhas.

Por fim, o investimento no Twitter caiu 66% comparando ao ano anterior. Mas, está em alta em 2018, com 32% de aumento em comparação com o primeiro trimestre do ano. Vídeos no Twitter continuam a representar a maior parte do gasto por objetivo – 36% – no segundo trimestre de 2018, conforme as marcas continuam a ver fortes resultados com o formato Video In-Stream. O estudo aponta que as marcas estão começando a explorar o Twitter não apenas para obter visualização de seus vídeos, como para atingir outros objetivos de comunicação. Melhorias nos produtos de publicidade oferecidos e a possibilidade de checagem de dados de audiência por terceiros contribuem com este movimento.

“Como as redes sociais são um canal em constante evolução, o sucesso das marcas depende, em grande parte, de sua capacidade de acompanhar esses desenvolvimentos e adaptar suas estratégias, tanto em termos de mensagens e formatos, como em relação a diferentes aspectos da jornada do consumidor”, ressalta Gustavo Macedo.

Fonte: digitalks

Black Friday: 7 dicas de marketing digital para aplicar na data

Táticas eficazes impulsionam vendas em uma das datas mais importantes para o varejo

Black Friday é uma das datas mais aguardadas por consumidores e pelo comércio. Em 2018, deve registrar um crescimento de 15% em vendas, movimentando cerca de R$ 2,4 bi, segundo dados do E-bit. Mas, de acordo com especialistas, é preciso enxergar muito além da sexta-feira.

“A Black Friday abre as portas para novos consumidores e para o estreitamento de laços com antigos clientes. Por isso, precisa ser pensada dentro de uma estratégia que englobe não só o evento em si, mas também os possíveis momentos de compra futuros”, explica Aline Bezerra, gerente de Contas da NewBlue.

Na construção das estratégias para um resultado positivo e de longo prazo, o Marketing Digital é essencial. Além de garantir uma boa conversão de vendas, ele permite construir uma comunicação eficaz e de longo prazo com os consumidores. Confira a seguir sete dicas da especialista para aplicar o Marketing Digital na Black Friday, mas colher resultados durante o ano todo:

1. Descubra quem é o seu público

Um bom planejamento será centrado em utilizar a inteligência de dados antes do desenvolvimento de qualquer peça. Onde está o cliente? Por meio de qual dispositivo ele prefere comprar? “Uma vez mapeados os públicos e audiências, é possível criar formas mais eficientes de impactá-los no momento mais oportuno”, explica Aline.

2. Mantenha o foco no longo prazo

De acordo com dados de pesquisa da consultoria Provokers, disponibilizados pelo Google, 78% dos consumidores voltaram a comprar na loja depois de fazer a 1º compra na Black Friday. Ou seja, é preciso direcionar o Marketing Digital para a segunda venda. “Uma experiência positiva de compra aumenta as chances de um retorno. Ignorar o poder de efetivação de vendas no longo prazo é um enorme desperdício!”, diz a especialista.

3. Dados valem ouro

A Black Friday é uma fonte de informações valiosas para o negócio. Por isso, é importante considerar no planejamento o monitoramento e a organização dos dados captados. “Compreender como os clientes chegaram até você, por meio de quais canais, é essencial para o relacionamento futuro”, diz Aline. São eles que vão ajudar a gerar o lifetime value, uma das métricas mais importantes. Monitore e entenda as estratégias dos seus concorrentes.

4. Use a Black Friday como parte da estratégia

O consumidor tem hoje uma jornada de compra orgânica, e não se guia apenas por um evento ou uma promoção. Não adianta apostar todas as fichas somente nas últimas horas ou na semana da liquidação. A construção de uma estratégia efetiva de marketing para a Black Friday passa por diferentes momentos e por um caminho no qual não é possível pular etapas.

5. Reforce a presença da sua marca com antecedência

Nos dias mais próximos à Black Friday, por conta da maior demanda, os anúncios digitais em plataformas como o Google têm uma concorrência bem mais alta. “É preciso trabalhar com antecedência e considerando sempre cada etapa da jornada, interpretando todos os sinais do público. Assim, a empresa/marca poderá se destacar e criar relações mais profundas com os consumidores”, pontua Aline.

6. Pense no mobile primeiro

Grande parte dos usuários considera a experiência de compra mobile um dos atributos mais importantes para retornar em um segundo momento. Além disso, 70% deles usa o dispositivo móvel para buscar os produtos pelo Google. Pensar fora da caixa neste momento poderá fazer toda a diferença em relação à concorrência.

7. Seja Omnichannel

O digital ainda é muito expressivo na Black Friday. Mas a data também faz parte do universo das lojas físicas. “Muita gente opta por fazer as compras off-line ou por pedir na internet e retirar em uma loja física. Esse público faz parte do universo de consumidores e precisa ser considerado nas estratégias. Quanto mais gente você conseguir impactar, melhor para o seu negócio”, finaliza Aline.

Fonte: Itforum365

Marketing boca a boca e a importância de se trabalhar com dados

Já parou para pensar que quando você está com seus amigos, acaba recomendando os produtos que te satisfazem? Também se deparou com promoções como, “indique um amigo e ganhe descontos”? Pois bem, isso se chama marketing boca a boca ou referral marketing – marketing de indicação. Isso ocorre para que o cliente seja incentivado a divulgar uma marca.

De acordo com um levantamento de pesquisas realizadas pelo Buzzlead, 92% dos consumidores ao redor do mundo destacaram que confiam totalmente na indicação de um amigo ou familiar, acima de qualquer outra forma de propaganda.

Algumas empresas usam o marketing digital – aliado com o marketing boca a boca – para promover seus produtos por meio de seus próprios clientes. Algumas corporações, como Uber, iFood e a 99 fazem uso do marketing de indicação e recompensam com descontos seus consumidores que divulgam a marca para amigos.

Os benefícios do marketing boca a boca

  • Propaga-se muito rápido
  • Acelera a velocidade da compra
  • É confiável
  • Direcionado
  • É mais barato

A importância de trabalhar com dados no referral marketing – marketing de indicação

Para fazer bom uso do marketing boca a boca é necessário fazer o uso de dados no marketing, reiterando-se acerca de seu público-alvo e identificando qual a probabilidade de ele recomendar seu produto para um amigo. Existem ferramentas que demonstram essa possibilidade, auxiliando o seu negócio.

Para Keller e Kotler, no livro Administração de Marketing, “a pesquisa de marketing corresponde à elaboração, à coleta, à análise e à edição de relatórios sistemáticos de dados e descobertas relevantes sobre uma situação específica de marketing enfrentada pela empresa”.

Dave McClure, um dos maiores investidores de StartUps do mundo, desenvolveu um framework de crescimento denominado AARRR:

O funil de McClure é regido por 5 etapas que representam todo o processo de indicação

  • Acquisition (aquisição)
  • Activation (ativação)
  • Retention (retenção)
  • Revenue (revenda)
  • Referral (indicação)

Com base em um funil, o processo retrata todos os passos que um cliente passa até compactuar com o referral marketing. Assim, entendemos que a utilização de dados no marketing serve para gerar um grande embasamento na tomada de decisões, evitando a precipitação, além de apresentar um raio-x de seus clientes.

 

Fonte: Parana Portal

Eleições e instabilidade não barraram investimentos em Marketing esse ano, diz pesquisa

Os investimentos de marketing em 2018 sofreram pouco ou nenhum impacto neste ano devido às instabilidades financeiras e econômicas e às eleições. É o que revela a segunda edição da pesquisa “O Status do Marketing B2B no Brasil”, conduzida pela Intelligenzia, a primeira agência brasileira com foco nas empresas B2B.

Quase 80% dos entrevistados pelo estudo afirmaram que não tiveram sua verba de marketing restringida ao longo do ano por conta da instabilidade política. Pelo contrário, mais da metade das empresas não teve alterações em relação à verba de marketing ou tiveram um aumento na verba em 2018.

A pesquisa foi realizada entre os meses de maio e agosto, e contou com a participação 320 entrevistados – profissionais das áreas de Marketing e Comunicação das empresas. Ao menos 42% dos profissionais que responderam à pesquisa trabalham em empresas classificadas como de “grande porte”, de acordo com os critérios estabelecidos pelo IBGE. As médias, pequenas e microempresas correspondem a 58% dos entrevistados.

Atração de leads foi o foco neste ano 

A edição 2018 do estudo da Intelligenzia mostra que o marketing continua sendo um recurso importante na ampliação de oportunidades, especialmente diante de um cenário de crise. Um exemplo disso é o fato de a maioria dos participantes (67,5%) da pesquisa citar o desenvolvimento de uma estratégia de atração e gestão de leads qualificados como foco dos investimentos em 2018.

Outro destaque do estudo é uma evolução, ainda que pequena, no nível de maturidade das empresas em relação à estratégia de marketing.

No último ano, enquanto cerca de 52,9% dos entrevistados afirmaram que entendem, de maneira clara, quais são os principais passos para a implementação do marketing digital, este ano, 68,4% afirmaram o mesmo. Também caiu de 20% para 9% o número de entrevistados que, ao serem questionados sobre a estrutura da área de marketing, responderam que a empresa quase não faz marketing digital.

Nível de maturidade digital cresce 

Entre os anos de 2017 e 2018, houve pouca variação no número de empresas que utilizam o marketing digital para gerar oportunidades de negócio. No entanto, o número de entrevistados que afirmaram que suas empresas entendem, de maneira clara, quais são os passos para a implementação do marketing digital na organização subiu de 68,4% (2017) para 79,3% (2018).

O modo como o marketing está estruturado nas empresas também mostra um esforço maior em dar vazão a múltiplas atividades para atingir os objetivos de negócio, com uma redução considerável na porcentagem de empresas que não fazem marketing digital. Em 2017, 23% dos entrevistados disseram que quase não havia marketing digital em suas organizações; em 2018, esse número foi para 9% – uma queda de 55%.

Principais objetivos para os próximos meses 

Em relação aos objetivos de marketing, a geração de leads e a geração de vendas continuam sendo as prioridades, sendo citadas por, respectivamente, 81,8% e 79,2% dos participantes do estudo.

A principal mudança fica para os dois próximos principais objetivos da lista. Se antes o terceiro colocado era brand awareness, com 32,6%, esse objetivo agora ocupa o quinto lugar, sendo ultrapassado pelos objetivos de aumentar o engajamento e nutrir a base de leads, ambos citados por 41,6% dos entrevistados.

Assim como em 2017, considerando que a geração de leads é disparadamente o principal objetivo das empresas com marketing digital, não é surpresa que as métricas mais usadas também tenham relação com os leads gerados.

O estudo mostra, no entanto, uma mudança que, apesar de sutil, revela um importante ganho de maturidade, que é a priorização da qualidade do lead.

Em 2017, a quantidade de leads foi mais citada do que a qualidade de leads para medir o retorno do trabalho – ambas foram citadas por, respectivamente, 58% e 52%. Este ano, a qualidade dos leads foi citada por 67,6%, enquanto a quantidade de leads, por 58,1%. 

Marketing de Conteúdo ainda dá seus primeiros passos 

A edição atual do estudo mostrou que houve um aumento no número de empresas que contam com um planejamento para o marketing de conteúdo, ainda que pouco aplicado (de 30% para 31,6%).

Ao mesmo tempo, a quantidade de participantes que classificou sua estratégia de marketing de conteúdo como nos primeiros passos diminuiu de 48% para 31,6%.

De qualquer maneira, ainda é possível considerar que 63,2% das empresas ainda geram uma quantidade de conteúdo relativamente baixa, já que ainda estão nos primeiros passos ou contam com um planejamento pouco aplicado.

Ferramentas 

Entre as ferramentas mais usadas dentro da estratégia de marketing, assim como em 2017, o destaque ainda são as plataformas para envios de e-mails, que foram citadas por 83,3% dos entrevistados (em 2017, essas ferramentas também ocuparam o primeiro lugar entre as  estratégias utilizadas dentro do marketing, mas foram citadas por 57% dos participantes).

Em seguida, aparecem às ferramentas analíticas, com 59,7%, que tiveram um desempenho estável em relação ao ano passado, e as ferramentas para agendamento de mídias sociais, que tiveram um aumento de 24% em seu uso – de 41% para 51%.

Os softwares de automação de marketing também tiveram um crescimento expressivo, de 27% para 43% este ano.

 

Fonte: Ecommerce Brasil