As empresas brasileiras estão prontas para a próxima onda digital?

Um relatório divulgado nesta ter-feira (5) pelo Pew Research Center coloca o Brasil como o líder no uso de smartphone entre os emergentes, mas esse é um número que ainda não pode ser tão comemorado, é o que diz o especialista em marketing digital, Natanael Oliveira.

A pesquisa aponta o Brasil liderando os países em desenvolvimento. O Brasil alcança a África do Sul na adoção de smartphones, porém, lá o número de cidadãos que não têm celular ou smartphone é de apenas 6%.

A pesquisa aponta que no Brasil, 60% dos adultos no país têm um smartphone, enquanto 33% têm um aparelho móvel não inteligente. Um outro dado importante mostra que 17% não têm acesso a qualquer tipo de tecnologia móvel.

Apesar da liderança entre os países em desenvolvimento, os números dos países desenvolvidos mostram uma grande desigualdade. Enquanto uma média de 76% têm smartphones nos países ricos, o número cai para 45% nas economias em desenvolvimento.

Vale ressaltar que boa parte desse percentual está entre pessoas jovens e escolarizadas. Um outro dado que mostra a desigualdade no desenvolvimento tecnológico envolve o uso da internet.

Nos países desenvolvidos, o uso da internet chega a 90%, enquanto nos países em desenvolvimento ainda gira em torno de 60%. Seguindo os mesmos dados comparativos, o uso de redes sociais é de 67% (países desenvolvidos) e de 49% nos países em desenvolvimento.

O especialista em Marketing Digital, Natanael Oliveira, apresenta o tema “Desigualdade Tecnológica” como um fenômeno que pode atrasar o avanço dos negócios digitais nos países em desenvolvimento.

De acordo com Natanael, o “encantamento digital” é o que pode atrasar todo esse avanço nos países emergentes, entre eles, o Brasil.

“Os países ricos estão mais acostumados com a tecnologia, com a internet e com o mundo digital. Isso dá uma maturidade um pouco maior no seu uso. Natanael usa como base os dados do relatório “2018 Global Digital”, da We Are Social da Hootsuite, que aponta que o Brasileiro passa mais de 3 horas e meia por dia nas redes sociais.

O relatório aponta que o Brasil está entre os três países do mundo no qual a população passa, em média, mais de 9 horas navegando na internet. O Brasil aparece como um dos dois únicos países onde o tempo diário gasto nas redes sociais supera 3 horas e meia.

Natanael defende que esse é o ponto mais preocupante com o que ele chama de a próxima onda do digital. “O brasileiro ainda está se acostumando com esse mundo.

“Nossos pais estão se acostumando com as mídias sociais, WhatsApp, grupos, “correntes”, memes, etc.

Nos EUA, o SMS é algo absolutamente comum há muitos anos. Um outro fator que impacta esse momento são as referências para os jovens e adolescentes. Muitos querem a fama das mídias sociais, do YouTube, do Instagram, do Facebook. Se não iniciarmos um movimento da próxima geração olhando para a internet e a tecnologia com outro propósito, além do entretenimento, vamos ficar para trás.”

Natanael faz um alerta: “De um lado, temos pessoas entre 60-80 anos descobrindo as mídias sociais, e dedicando horas e horas no WhatsApp, Instagram e Facebook. Do outro lado, temos jovens entre 12, 18, alguns na casa dos 30 anos, que sonham em virar celebridades nas mídias sociais. Onde fica o olhar para a inovação e a internet como plataforma? Onde fica o olhar para a internet como ambiente para inovação?

É claro que temos pessoas com esse olhar, além do entretenimento, mas esse número é muito pequeno.”

Como as empresas brasileiras devem olhar para esse cenário? Oliveira defende que as empresas não devem apenas ficar reforçando esse “encantamento digital”. E que os empresários precisam mudar boa parte da abordagem atual.

– Você pode dar exemplos de como as empresas estão reforçando o encantamento digital?

– Claro. Basta você prestar atenção nas propagandas na TV. Muitas empresas estão mais preocupadas em mostrar que agora são digitais e modernas. Você não precisa falar que a sua empresa é “digital”. Você apenas é.

– Você pode dar mais algum exemplo?

– Observe algumas redes de supermercado. Eles fazem anúncios em portais de notícias para dizer que: “Agora você pode fazer pedidos pelo aplicativo.” Quando eles já deveriam ter campanhas de vendas 100% online, com membros Vip, clube de descontos online e uma série de outras ações que já existem nos EUA.

Natanael aponta que em alguns casos, os próprios empresários estão vivendo a fase do encantamento digital.

“A primeira onda digital foi com a chegada da internet nas casas e empresas do Brasil. Mesmo que não em sua totalidade. Mas a segunda onda que está crescendo, é a consolidação da internet no bolso dos brasileiros. As companhias telefônicas criaram planos altamente agressivos para popularizar a internet. Essa foi a segunda onda.

A próxima onda que será a mais forte de todas, irá acontecer (cedo ou tarde), quando tivermos internet “móvel” de qualidade. Hoje ainda precisamos esperar carregar, ainda lidamos com “a internet está ruim”. Mas a tendência é que com o passar do tempo, iremos para um próximo nível. E essa é a grande onda que os empresários precisam ficar muito atentos.”

Se o Brasileiro usa muito a internet (mesmo sem muita qualidade), imagine o que vai acontecer? Porém, assim como aconteceu nos países desenvolvidos, o acesso à tecnologia e a internet, tendem a gerar maturidade no uso.

Ou pelo menos, um uso mais “avançado”, que não se limite apenas as mídias sociais. E é aqui que as empresas precisam ficar muito conectadas.”

Qual a sua aposta? Pergunto para Natanael.

“Eu aposto na educação. As pessoas irão equilibrar o uso da internet. Menos entretenimento e mais educação. É por isso que o mundo do EAD é tão poderoso para as empresas. Mas antes disso, existe algo que precisamos prestar atenção.”

Qual o passo? Questiono novamente.

O IBGE fez uma pesquisa que fala o seguinte: de 69 milhões de casas, só 2,8% não têm TV no Brasil. Basta olhar para os EUA. Uma integração perfeita da TV com a Internet. Empresas que usam a TV para se tornarem conhecidas na Internet. A ideia que a internet vai matar a TV, precisa ser revista urgentemente. Precisamos aprender como usar as duas mídias se quisermos aproveitar a próxima onda.

Fonte:Exame

Sua empresa sabe transformar dados dos clientes em insights poderosos?

marketing digital já é uma tendência que ganha cada vez mais espaço. O tema se torna fundamental na estratégia de negócios das empresas que querem conquistar novos clientes e fidelizar os que já existem. Entretanto, apoiar-se apenas em ferramentas deixou de ser uma solução. O momento agora é de ganhar espaço com a utilização dos dados dos clientes para insights capazes de otimizar os resultados por meio de um relacionamento eficiente.

Antes, nos baseávamos no funil de vendas – onde a preocupação era atrair por meio de conteúdo. Hoje, complementar a isso, é fundamental encontrar maneiras de transformar as informações apuradas e entender para qual setor o dado pode trazer benefícios. Isso porque, qualquer informação gerada pode ser valiosa para a empresa, só é preciso encontrar o melhor caminho.

Algumas áreas como as de marketing e de vendas, por exemplo, podem se beneficiar de inúmeras maneiras. O conhecimento sobre o histórico de acesso, e-mails abertos, artigos lidos, permite avaliar o assunto mais interessante para abordar, e o momento certo de iniciar uma conversa ou venda. Dessa forma, o tempo é otimizado e a abordagem se torna muito mais assertiva, pois está alinhada com a necessidade do seu cliente ou prospect.

Essa assertividade reflete, diretamente, na credibilidade da empresa, o que gera ainda mais confiança para o cliente, e este, por sua vez, sente que sua necessidade está sendo atendida. Por falar nisso, quando você estuda os dados armazenados na sua base, você também é capaz de mapear os problemas. Ao identificar situações que podem ser evitadas, você pode salvar possíveis negócios que já estariam perdidos.

feedback é um exemplo relevante de utilização das informações dos clientes em qualquer time de uma organização. Baseado na resposta, o time de desenvolvimento pode entender o que deve ser melhorado no produto. Já o time de atendimento consegue  entender a melhor hora de investir em um novo treinamento ou avaliar a utilização de chatbots para responder perguntas mais frequentes. E por que não avaliar se a satisfação com o serviço e a forma que os clientes falam sobre o seu produto é uma maneira de linguagem eficiente para o time de marketing se comunicar com eles? Isso pode (e deve!) ser utilizado a favor do seu negócio.

Abaixo, algumas dicas para auxiliar na utilização dos dados de forma criativa e alinhada, tanto com seu cliente quanto com o objetivo do seu negócio:

Avalie o cenário

Entenda o momento e o cenário que sua empresa vive. É importante saber sobre a indústria em que o seu negócio está a fim de determinar quais canais você terá mais sucesso para atingir o seu público. Você sabe quem é seu melhor cliente? Quanto ele te custa? Após definir o perfil, toda sua estratégia passa a ser orientada para atingir aquele usuário.

 

Integre os departamentos

Com a estratégia definida, estude os setores da sua empresa e perceba se todos se comunicam da maneira correta. Tenha certeza que 100% das áreas são mensuradas: se uma informação interessante foi aproveitada pelo time de marketing, é fundamental que as outras áreas tenham conhecimento e busquem maneiras de trabalhar de forma alinhada com esses dados. Entenda muito bem todas essas referências para conseguir aproveitá-las na reestruturação ou melhoria dos processos.

 

Busque integrar sua tecnologia

Atente-se para as ferramentas que já viabilizam mais transparência entre as áreas com a otimização da rotina do seu time. Centralizar processos e dados em um só ambiente permite uma visão ampla e garante a entrega otimizada de resultados. Além disso, insights que geralmente são perdidos no trajeto, são preservados quando integrados – pois tudo está lá, armazenado e à disposição dos seus colaboradores. Tenha em mente o que é mais valioso para o seu negócio no momento e entenda qual a melhor ferramenta para automatizar cada um dos processos.

 

Valorize a opinião do seu cliente

Ele é sua melhor fonte de feedback. Converse e pesquise o motivo dele estar ali. Para aqueles que ainda não se tornaram clientes, investigue a razão e enxergue formas de melhorar. Muitas vezes, as empresas apresentam resistência ao receber uma crítica, entretanto, seu cliente mais “difícil” pode ser sua melhor fonte de informação. Se você ainda não tem um perfil de cliente ideal bem definido, foque nisso primeiro, estude o seu mercado, compartilhe informações de valor com seu público-alvo, se torne referência na sua indústria e entregue valor antes de querer receber valor do seu cliente.

 

Avalie sempre as questões relacionadas à segurança

Por fim, mas não menos importante, trabalhar com dados exige cada vez mais cuidado. Com leis que surgem para regulamentar o uso da informação, atente-se para que seu negócio esteja alinhado às leis e seja transparente tanto dentro (validando processos e informações com a área jurídica) quanto fora (apoiando-se em parceiros capazes de otimizar a utilização de ferramentas e de informar as pessoas sobre a utilização dos seus dados pessoais).

 

Fonte: Digitalks

O que as melhores agências para trabalhar têm em comum?

Equipe da Mirum, avaliada como a Melhor Agência de grande porte. Foto: Divulgação

As melhores agências para se trabalhar oferecem treinamentos e mentoria a seus colaboradores, estimulam a colaboração e caminham para o equilíbrio cada vez maior entre homens e mulheres em cargos de liderança. É o que mostra a sétima edição do ranking Melhores Agências do estudo Melhores Empresas para Trabalhar, divulgado nesta segunda-feira, 14.

Relativo ao ano de 2018, o levantamento foi feito com mais de 10 mil empresas em 59 países, considerando questionários quantitativos com colaboradores, comentários dos funcionários e avaliação de cultura e práticas das empresas. Na edição mais recente do estudo, participaram agências com no mínimo 30 funcionários: ao todo, foram 52 agências inscritas, contabilizando 7,3 mil funcionários.

Pelo segundo ano consecutivo, a Mirum, do grupo JWT, aparece como a melhor agência de grande porte para se trabalhar no Brasil (ver ranking abaixo).  Na segunda posição está a I-Cherry, do mesmo grupo, enquanto a RMA Comunicação manteve a terceira posição. Já entre as agências de médio porte, a primeira colocada é a DP6, à frente da Netza e da Audi Comunicação.

O incentivo ao bem-estar geral e ao desenvolvimento profissional dos colaboradores parecem ser unanimidade entre as agências premiadas pelo GPTW: 35% dispõem de verbas para programas de desenvolvimento; 40% oferecem cursos internos e 65% oferecem bolsas de estudos para cursos de idiomas, graduação e pós graduação. Ainda, 6 em cada 10 agências premiadas oferecem programas de coaching e mentoria aos funcionários.

Entre todos os colaboradores das agências premiadas, 15% foram promovidos durante 2018, taxa superior à de 2017 – que foi de 11%. Além disso, apenas 5% tiveram demissões em massa nos últimos 5 anos.

Fatores de retenção

A oportunidade de crescimento é o fator que mais “segura” os colaboradores nas agências, de acordo com 52% dos funcionários das 20 melhores agências. A qualidade de vida aparece como fator relevante para 24% dos funcionários, seguida do alinhamento de valores com a agência, importante para 13% deles. Só depois são considerados os benefícios e estabilidade profissional, apontados como os mais relevantes por 8% e 2% dos colaboradores, respectivamente.

Ainda, quanto maior o número de feedbacks dado aos colaboradores, maior é o índice de confiança em uma agência: cerca de 46% dos funcionários das agências premiadas receberam mais de três feedbacks no ano passado. “Incentivamos e cobramos que nossa liderança faça conversas periódicas com os times, pois assim conseguimos identificar o clima da área, da empresa e ajudá-los no desenvolvimento e crescimento profissional”, exemplifica Guilherme Gomide, CEO da Mirum.

Em 2018, a agência implementou campanhas e treinamentos de conscientização sobre o assédio moral, sexual e o machismo no ambiente de trabalho. No período, também criou um grupo de debate sobre diversidade, uma aceleradora de talentos para estagiários e estendeu a licença maternidade e paternidade.

Escritório da DP6, considerada a melhor agência de médio porte. Foto: Divulgação

A DP6, agência de performance considerada a melhor de médio porte, faz o monitoramento constante da satisfação dos funcionários para entender se estão recebendo desafios interessantes e adquirindo novos aprendizados. “Temos um plano de carreira claro e estruturado: todos recebem feedbacks constantes e temos avaliações 360º e de desempenho a cada seis meses. Isto faz com que as pessoas percebam que estão evoluindo”, afirma Fernanda Rezende Soares, responsável pela área de RH da agência.

Após as avaliações de desempenho, todos os colaboradores constroem um plano de desenvolvimento individual, e então sentam-se com os líderes mensalmente para fazer um acompanhamento e direcionamento de carreira.

Além de programas de educação continuada e horários flexíveis, as melhores agências para trabalhar costumam dar prioridade para seus próprios colaboradores na hora de preencher vagas de destaque. “Falamos abertamente sobre carreira e reconhecemos nosso time. As oportunidades existem para quem faz a diferença”, acrescenta Guilherme.

 

Equipe da Netza, segunda colocada entre as agências de médio porte. Foto: Divulgação

A Netza, que desde a primeira edição do ranking esteve entre as 5 primeiras colocadas, busca ainda manter um sistema de gestão mais colaborativo. “Nossa política de gestão horizontal tem como princípio básico uma estrutura sem valorização de relações de poder. Nossa dinâmica é mais participativa, nas quais as decisões são tomadas em conjunto”, afirma Fabiana Schaeffer, sócia-diretora da agência.

Lideranças

Conforme aponta o estudo, a maioria das agências reconhecidas pelo Great Place to Work caminham para um ambiente de trabalho igualitário em termos de gênero. As mulheres ocupam cerca de 54% das funções de média liderança e 46% dos cargos de alta liderança nas agências premiadas. Contudo, entre as 20 principais agências da lista, o cargo de CEO é ocupado por mulheres em apenas seis. O perfil médio dos CEOs é de profissionais com cerca de 42 anos, os quais ocupam o cargo há nove anos, em média.

Na relação com os líderes, colaboradores valorizam a capacidade de gerenciamento de pessoas e negócios, o respeito às suas questões profissionais e pessoais e a imparcialidade em relação a todos os funcionários.

A DP6, por exemplo, aposta em um formato de liderança acessível. “A liderança busca deixar todos os colaboradores informados sobre a estratégia e planos futuros, conquistas e perdas. Todos os líderes são acessíveis e existe muita abertura para sugestões. Novas ideias são ouvidas e levadas em consideração, independente de cargo e tempo de empresa”, conta Fernanda.

Remuneração

Mesmo entre as agências mais atraentes, contudo, há opiniões críticas dos colaboradores sobre a remuneração e modelos de gestão. Cerca de 36% dos funcionários acham que as pessoas de sua agência não são pagas adequadamente pelo serviço que fazem. Outros 27% acreditam que chefes lançam mão do favoritismo em relação a funcionários e não envolvem os colaboradores em decisões que afetam suas atividades.

Fonte: Meio&Mensagem

A necessidade de reaprender o marketing

Ciência, dados, análises, estatísticas, algoritmos. Essas expressões nem sempre fizeram parte do vocabulário do profissional de marketing. No entanto, nos últimos anos, elas não só compõem o repertório da área como ganharam o centro das atenções.

Desempenho e entrega eficiente são alguns dos resultados buscados com essa automatização. Michelle Peluso, CMO da IBM e Keith Weed, que em dezembro do ano passado deixou o posto de CMO da Unilever, acreditam que não dá mais para fazer marketing com a mentalidade ou as ferramentas que foram eficazes até aqui. Os dois dividiram um painel no C Space, área da CES dedicada à publicidade.

“Todo mundo ganha nessa nova configuração, o consumidor que deixa de receber anúncios de coisas que ele não quer. A marca que consegue se conectar de forma relevante, a agência que passa a ter maior retorno sobre seu trabalho, ou seja, a grande questão é, neste momento, agrupar tantas ferramentas e transformações em um mesmo cenário”, disse Weed. Ele reforça que o momento atual do marketing é resultado de décadas em que a área veio se transformando e entendendo que não seria mais suficiente permanecer como estava. “Hoje o marketing é muito mais estratégico e ganhou muito espaço no centro de decisões das grandes empresas”, afirmou.

Para Peluso, da IBM, o fato de estar em uma empresa centenária mostra que o caminho da reinvenção e, em alguns casos da reconstrução, é inevitável. “Eu adoro esse assunto, apesar do desafio e o trabalho que ele traz, ele nos dá novas perspectivas, torna o marketing mais relevante, coloca mais inteligência em nosso trabalho”, disse. Hoje o profissional de marketing precisa reaprender sobre o significado dessa palavra, adicionar metodologias ágeis, ter um olhar científico e não apenas criativo.

Em entrevista ao Meio & Mensagem, em novembro de 2017, Peluso defendeu que o marketing evoluiu de uma área pensativa e funcional focada em criatividade para um driver dinâmico, tempo real, analítico e focado em experiência do cliente e dos desempenhos da empresa. “São muitas as grandes mudanças ocorridas no marketing, moldadas, sobretudo pela preocupação em nos conectarmos com os clientes, da necessidade de gerar resultados e liderar as equipes neste contexto de mudança. O digital, sem dúvida, mudou as transações”, diz Michelle.

Keith e Peluso não falaram apenas de dados e ferramentas, mas ressaltaram a influência da diversidade e das demandas da sociedade para o marketing. “Nunca houve um momento tão bom para fazer negócios, para contar com talentos das mais variadas origens e habilidades”, reforçou Peluso.

Novos tempos, novas tribos: conheça os sete grandes grupos sociais atuais

A imagem mental que você tem de um velhinho aos poucos ficará apenas na lembrança da vovó e do vovô. Avanços na medicina e na tecnologia mudaram radicalmente a vida e os hábitos de quem tem acesso a bens de consumo. Uma pessoa de 30 anos vive hoje de forma completamente diferente, na comparação com os 30 de seus pais.

De forma geral, nos tornamos mais dinâmicos, inquietos, em movimento. A reconfiguração de hábitos é tão radical que inquieta especialistas: se a idade cada vez menos nos define, como entender o comportamento da população? Um estudo inédito ao qual GaúchaZH teve acesso tentou mapear perfis de comportamento para além da clássica separação por gerações. Ao longo de seis meses, a Sunbrand, braço de consultoria de estratégias da agência de publicidade gaúcha G5, ouviu 2.450 pessoas, entre grupos focais e questionários online, para produzir a pesquisa Painel Gerações.

Em comum, independentemente da idade, os entrevistados demonstraram hábitos e preferências semelhantes em certos aspectos. Tais características foram agrupadas em sete tribos comportamentais: gourmet, ativista, zen, green, workaholic, esportista e nerd – cada uma delas exposta nas páginas a seguir. Essas divisões são capazes de reorientar o próprio mercado publicitário, que antes focava em gerações, raça e gênero e, agora, encontra mais afinidades agrupando as pessoas nesses perfis – aos quais elas se manterão vinculadas por décadas, não importa a idade que tiverem: as tribos são transgeracionais.

Contudo, apesar de perenes, as tribos são atualizadas conforme o espírito de cada época. Ativistas sempre lutam por uma causa, por exemplo. Mas, se o ativista que pertence à geração baby boomer (nascidos entre 1945 e 1964) saía às ruas para protestar pela paz, o ativista da geração Y (nascidos entre 1985 e 1999) prefere discutir, via redes sociais, causas mais específicas. Em ambos os casos, há uma tendência de encampar um debate para transformar a sociedade.

— A grande questão para a qual não temos resposta: como será o comportamento de um millenial (sinônimo para geração Y) ao entrar nos 60 anos? Eu tenho 53 e não sou como meu pai era nessa idade. Sob o ponto de vista do marketing, isso muda o mapa de abordagem do consumidor. Antes, o foco era idade, classe social e gênero. Hoje, é mais complexo, independe da idade. Vivemos um gerúndio, uma época de transição — analisa o publicitário João Satt Filho, presidente do G5.

Eu tenho 53 e não sou como meu pai era nessa idade. Sob o ponto de vista do marketing, isso muda o mapa de abordagem do consumidor. Antes, o foco era idade, classe social e gênero. Hoje, é mais complexo, independe da idade.

JOÃO SATT FILHO
Publicitário

Os perfis não são conclusivos sobre a personalidade de cada indivíduo: é possível fazer parte de mais de uma tribo ao mesmo tempo ou migrar para outra ao longo da vida. Hoje, temos individualismos muito sui generis e, com frequência, fugimos a estereótipos. Personalidades são líquidas, escorrem para fora de rótulos.

Nas ruas de Santa Cruz do Sul, Luís Fernando Cardoso de Freitas, 33 anos, é um mecânico industrial magro, tatuado e de cabelo comprido. Em casa, é um nerd convicto, com uma coleção invejável de histórias em quadrinhos espalhadas pelo apartamento. Já a analista de marketing Fernanda Faertes tem 26 anos e não trabalha em uma megacorporação meritocrática da década de 1950, mas orgulhosamente se considera workaholic e dedica grande parte do dia a bolar soluções criativas na empresa em que trabalha.

Para além das sete tribos, a Sunbrand identificou que algumas gerações tendem a inspirar mudanças em outras. O avô baby boomer que destinou a vida a comprar uma casa e a manter o casamento pode se espelhar no neto da geração Z e começar a viajar pelo mundo, por exemplo. Cada vez mais, a busca é por autenticidade, aponta o estudo.

Quais são as gerações estudadas

Baby Boomer: nascidos entre 1945 e 1964 (de 54 a 73 anos).

Geração X: nascidos entre 1965 e 1984 (de 34 a 53 anos).

Geração Y (millenial): nascidos entre 1985 e 1999 (de 19 a 33 anos).

Geração Z: nascidos: entre 2000 e 2010 (de oito a 18 anos).

Perenial: este é um perfil com hábitos de várias gerações. Versátil, essa pessoa se adapta às novidades que surgem e as usa conforme suas vontades.

Fonte: GauchaZH

Concorrência e competência: mais que uma rima, uma solução

Analisar o cenário competidor, prever tendências e antecipar cenários pode mudar a realidade de uma empresa, tornando ela muito mais competente em suas ações.

Eduardo Prange – CEO da Zeeng – Data Driven Platform

 

Buscar o mercado ideal para o seu negócio, aquele em que você é quem comanda e dita as regras, é o desejo de toda empresa. Mas a verdade é que ser único em um ambiente de muita competição não é mais possível: sempre vai existir, em algum lugar, alguém com uma oferta igual ou parecida com a sua.

Vivemos em um mundo em que a cada dia surge uma nova companhia, startup ou fintech totalmente orientada por dados, abraçada em tecnologia e no universo digital. São competidores que chegam ocupando um espaço significativo dentro do mercado, e toda e qualquer organização para se manter ativa precisa estar atenta a essa movimentação.

Para entender o atual cenário competitivo basta lembrar que, hoje, se vive na era do Big Data, da análise de dados e da pronta-entrega, do imediatismo e também do real time marketing. Um produto ou serviço – mesmo que físico – precisa interagir com o universo digital, que é onde toda a magia entre empresa e cliente acontece atualmente. Mas, para isso, as empresas devem estar muito concentradas em tomar as melhores decisões de negócio, sabendo exatamente onde querem chegar e como podem alcançar isso.

As mais novas, por exemplo, entram no mercado mostrando todo o potencial de quem já nasce pronta para enfrentar os desafios impostos pela velocidade do digital, e acabam provocando mudanças muito rápidas em segmentos de atuação já consolidados. É como o caso de uma operadora de televisão percebendo a evasão de seus clientes para plataformas de streaming, como a Netflix. Das redes de hotéis recebendo menos hóspedes devido a ascensão do Airbnb. Ou dos motoristas de transporte urbano que usam canais digitais para encontrar seus passageiros, migrando para o mundo das ofertas ágeis, assim como a revolução que o crescimento das fintechs causou no mercado bancário.

 Nesse cenário, empresas tradicionais, de segmentos antes tidos como sólidos, como o de telefonia, hotelaria e até mesmo finanças, acabam vendo as suas ofertas se tornando obsoletas. E a única saída é rever os seus modelos de negócio, reparar processos e renovar as suas entregas. É preciso encarar o movimento das novas entrantes com olhar de quem está vendo um leão a sua frente. Afinal, não é à toa que para se manter ativo em um mercado altamente competitivo é necessário matar um leão por dia – ou até mesmo 10 ou 20 -, certo?

Por isso, mais certo do que qualquer outra afirmação que você vai ler neste artigo, é que as corporações que não procuram conhecer o contexto em que estão desenvolvendo as suas ofertas, não serão capazes de respirar por muito tempo. Elas podem até convencer seus consumidores de que o seu produto ou serviço, ainda assim, é o melhor, porém, não terão forças para brigar com aquelas que sabem muito bem “o que estão fazendo”, “porque estão fazendo” e “para quem estão fazendo” e entregam o máximo de valor a cada interação com o público.

Concorrência: um inimigo (nada) oculto

Contudo, não são só as novas entrantes que mexem com a competitividade do mercado e provocam esse sentimento nas empresas de querer sempre ser melhor do que a do terreno ao lado. Há séculos, sabemos que a concorrência é um inimigo nem um pouco oculto que pode, muitas vezes, derrubar a sua oferta se essa não for muito bem planejada e executada. 

O modelo das Cinco Forças de Porter, sugerido por Michael Porter, publicado no artigo “As cinco forças competitivas que moldam a estratégia”, em 1979, na Harvard Business Review, faz uma análise do cenário de competição existente entre empresas. Segundo Porter, existem algumas forças que influenciam a capacidade das empresas em atender seus clientes e ter lucros, e essas ainda mexem com todo o jogo de competição.

Entre elas estão: a ameaça de produtos substitutos, a ameaça de entrada de novos concorrentes, o poder de negociação dos clientes, o poder de negociação dos fornecedores e a rivalidade entre os concorrentes. Fatores que continuam impedindo o avanço e crescimento de muitas organizações no mercado.

O que mudou é que, hoje, não existem mais concorrentes diretos ou indiretos bem definidos. Independentemente do segmento em que a empresa atua, ela estará competindo com fatores que estão até mesmo acima das suas entregas, são eles: a agilidade e a velocidade.

 Startups como o Uber mudaram não somente a oferta de uma serviço, mas os desejos dos consumidores. O avanço do digital, o uso constante de novidades tecnológicas, ferramentas e softwares para construção de produtos e soluções de negócio, assim como o fenômeno da mobilidade, transformou o comportamento e os desejos das pessoas. Agora, elas querem ter produtos e serviços ao seu alcance com muita agilidade e priorizam aquelas organizações que conseguem resolver seus problemas em poucos minutos.

 E, nesse contexto, não se pode ficar de braços cruzados, esperando que as suas ofertas, assim como as suas ações e campanhas de marketing, sejam engolidas por outras muito mais animadoras e adequadas às expectativas dos consumidores. É preciso desenvolver uma nova mentalidade dentro da organização, transformar os processos produtivos e criativos, bem como a cultura da empresa como um todo. Começando por uma trabalho de leitura de dados que levará a um entendimento do cenário competidor, afinal, conhecer profundamente cada concorrente é fundamental para ter competência no mercado.

 

Competência: o motor por trás da competitividade

Por falar em competência, você já parou para pensar que ela é o motor por trás da competitividade? Quanto mais competentes as empresas se tornam, mais elas elevam o nível das suas entregas e sobem a régua para a concorrência. Para alcançá-las, é preciso produzir melhor, ou seja, ser mais competente a cada interação com o público. 

Nesse contexto, a minha pergunta é: o que você está fazendo, hoje, para ser mais competente? Uma das maneiras mais eficientes de conquistar boas atuações no mercado e atingir o sucesso desejado é por meio de muito conhecimento, um dos pilares da competência. Entender o cenário em que a empresa está inserida, conhecer a realidade dos competidores, assim como o comportamento dos consumidores – muito mais inseridos no ambiente online -, e combinar essa capacidade com os recursos e habilidades certas, é o que torna possível desenvolver ótimas soluções para o mercado.

No entanto, essa não é uma tarefa simples. Nem sempre as informações são fáceis de serem apuradas, coletadas e avaliadas. Além da análise de dados ser uma função complexa, exige certa preparação das empresas. Elas precisam conhecer o universo da inteligência de dados e contar com plataformas eficientes de coleta e mensuração de dados para somar resultados positivos.

Por meio delas, é possível entrar a fundo no universo do competidor, levantar informações pertinentes sobre a concorrência, antecipar possíveis cenários e tendências e reunir o conhecimento necessário para melhorar as suas estratégias. Assim, o trabalho das equipes de marketing e vendas, por exemplo, se torna muito mais prático e eficiente. Com os dados corretos em mãos, são desenvolvidos novos planejamentos, ocorrem mudanças no rumo de estratégias e a performance das ações e campanhas é aperfeiçoada, melhorando as tomadas de decisão da empresa como um todo.

Como vimos, concorrência e competência andam lado a lado quando se quer alcançar melhores desempenhos. Esses conceitos são mais que uma rima, eles são a verdadeira solução para as empresas, e você não precisa sofrer mais por falta de conhecimento ou por fazer as escolhas erradas e perder posições e clientes para os concorrentes. 

Fonte: Proxxima

Memo: onde a velha mídia acha uma nova fonte de receita

A Memo, uma startup que começa a operar em janeiro, está unindo duas grandes tendências globais — o uso de dados e os marketplaces — para criar um novo modelo de negócios que pode se revelar um alento para a indústria de notícias.

Criada por Eddie Kim, que tem mais de dez anos de experiência com analytics e big data, a Memo é um marketplace que vende os dados de matérias publicadas em grandes veículos para agências de PR, grandes empresas e qualquer um que tenha interesse em pagar por esse tipo de informação.

Funciona assim: os grupos de mídia que se cadastram na plataforma passam a disponibilizar informações como o número de visitantes, tempo médio de acesso e trechos mais lidos sobre cada uma de suas notícias, além do perfil dos leitores. Se um jornal publicar uma matéria sobre a Unilever, por exemplo, ela poderá entrar na plataforma, pagar uma taxa de cerca de US$ 100 e ter acesso aos principais dados relacionados àquela matéria.

O valor será dividido com o veículo que forneceu as informações e pode variar dependendo da popularidade da notícia. Hoje, algumas empresas já fornecem às companhias e agências de PR dados em tempo real sobre como as marcas estão repercutindo na internet. A grande sacada da Memo é oferecer insights sobre cada matéria individualmente e não uma visão geral do desempenho da marca.

Num momento em que a velha mídia busca formas alternativas para ganhar dinheiro não deve ser difícil convencer os grandes grupos do setor a aderirem à plataforma — que, além de fornecer uma nova fonte de receita sem custo adicional, pode servir como leads para novos anunciantes. “Na pspaço de relacionamento e geração de leerspectiva do publisher, é uma receita que virá de uma base completamente nova de compradores

— a indústria de relações públicas e comunicação”, o fundador da startup disse ao The Wall Street Journal. “Na plataforma, os veículos vão conseguir uma margem bruta de 100%, porque os dados já estão disponíveis.” Na outra ponta do negócio, a solução deve ter um apelo grande principalmente para as agências de relações públicas, que tem uma dificuldade histórica para conseguir mensurar os resultados de seu trabalho (apesar de serem cada vez mais cobradas por isso), e para as áreas de comunicação e marketing das grandes empresas.

Segundo a Memo, grupos de mídia como o BuzzFeed e a Meredith (dona da revista People) já aceitaram fornecer seus dados para a plataforma; na outra ponta, a Unilever, a marca de lentes Vision Path e a varejista Parachute Home assinaram para usar os serviços. Para Matt Minoff, o chief digital officer da Meredith, um dos pontos mais interessantes da plataforma é que ela pode estimular marcas a anunciar nos veículos do grupo. “O benefício indireto do serviço pode se provar, de um ponto de vista de receitas, maior do que o que vamos conseguir com a venda dos dados de matérias”, disse ao WSJ.

Fonte: Brazil Journal

CI&T aponta tendências da transformação digital para 2019

Relevância da cultura baseada em dados, necessidade de autonomia às áreas e mudanças no marketing digital estão entre as tendências para a jornada de transformação digital das empresas no próximo ano

De acordo com o Gartner, a transformação digital de negócios passou de experimento para mainstream. As iniciativas digitais vão liderar a lista de prioridades dos CIOs em 2019, com 33% das empresas nas etapas de escala ou refino da maturidade digital – um número acima dos 17% em 2018. Outro dado que chama a atenção é que apenas 4% das organizações não terão nenhuma iniciativa digital no próximo ano, o que sinaliza essa mudança do digital como uma plataforma mainstream.

CI&T, multinacional brasileira especializada em transformação digital de grandes marcas com presença global, compartilha algumas tendências desse mercado para o próximo ano:

Adoção da cultura data-driven: As organizações deverão intensificar o uso de dados como parte do planejamento e estratégias de negócios para todas as suas áreas. Uma cultura baseada em dados permite o monitoramento em tempo real das principais fontes de informação, tanto para guiar processos-chave de transformação digital como realizar atualizações tempestivas no desempenho de lançamentos de novos produtos e serviços. Para compreender as interações com os consumidores, as empresas terão que possuir maior competência em análise de dados (analytics). O uso do analytics fará toda a diferença para criar novas jornadas, onde o consumidor terá suas necessidades antecipadas e supridas de forma sem precedentes, assim como a identificação e a correção tempestiva de pontos de fricção. Ao se tornar uma organização mais inteligente e data-driven, será possível retroalimentar o negócio com dados e insights, construindo uma cultura de valor com foco no cliente e, consequentemente, impulsionando os negócios.

Mudanças do marketing no digital – Em 2019, as marcas deverão intensificar ainda mais a substituição das técnicas tradicionais por um novo mindset, mudando suas estratégias de marketing para focá-las no estímulo à experimentação e, principalmente, na inserção do cliente no centro do negócio entendendo não apenas seu mix de canais, mas sua relação com múltiplos touchpoints on e offline. O chamado Agile Marketing precisará ser implementado, com ciclos curtos e rápidos aprendizados como parte do processo de transformação digital. Para isso, equipes de marketing deverão estudar mais e correr atrás dos resultados.

Revolução da Inteligência Artificial (IA) – Outra tendência que crescerá exponencialmente será a aplicação da Inteligência Artificial, especialmente em assistentes virtuais para a oferta de experiências altamente convenientes, personalizadas e onipresentes aos consumidores. A IA vai provocar uma verdadeira revolução nos negócios peer-to-peer oupeer-to-machine, para transformá-los em machine-to-machine através da voz.

Autonomia e empoderamento das áreas – A quebra de estruturas de silos (departamentos) para dar lugar às equipes multidisciplinares (SQUADs) nas organizações está entre as ações-chave do processo de mudança cultura da transformação digital. A tendência é a formação de equipes com mais autonomia e empoderamento, agindo de forma colaborativa, em torno de um objetivo comum e com incentivo à experimentação e inovação, para que a empresa ganhe a velocidade que o mercado exige na tomada de decisões que vão gerar real valor aos seus consumidores.

Capacidade de lidar com riscos – A transformação digital traz muitos desafios e riscos também. Ano a ano, as empresas precisarão estar cada vez mais preparadas para lidar com os riscos dessa jornada, que inclui testes e experimentos fundamentais para a evolução da marca no ambiente digital. As organizações vão precisar entender que a missão de resolver problemas vai além de uma área específica, para ser tratada de forma global por todas as esferas, especialmente a do cliente.

“Em 2019, teremos que ter um olhar ainda mais profundo para as capacidades disruptivas dessas tendências, que vão provocar grandes transformações nas relações entre os consumidores e as marcas”, disse Marcelo Trevisani, CMO da CI&T.

Fonte: Proxxima

5 lições de marketing digital importantes que podemos tirar das eleições 2018

As eleições de 2018 finalmente chegaram ao fim, depois de uma campanha extensa e de o país protagonizar uma divisão de ideais como nunca.

Mas, para quem deseja usar o potencial da internet, essas eleições trouxeram outras lições importantes e que não podem ser ignoradas.

Basta observarmos que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, foi na contra mão do senso comum eleitoral e conseguiu vencer a eleição no segundo turno com 55,10% dos votos válidos.

Mas o que trouxe essa vitória a Bolsonaro? Qual foi o papel do marketing digital nas eleições 2018?

Estas e outras reflexões é que vamos fazer juntos neste post.

Mas, antes disto, um aviso importante: Esse é um post de marketing digital e não de política. Portanto, as análises e reflexões serão feitas como aprendizado da estratégia digital usada por Bolsonaro. Por favor, vamos nos manter dentro da proposta do artigo e evitar comentários políticos.

As 5 lições de marketing digital das eleições 2018

Qual foi o impacto da internet e das redes sociais nas eleições? Realmente você enxergou tudo o que aconteceu nessas eleições?

Vamos observar a fundo 5 lições de marketing digital das eleições 2018 e ver o que podemos aprender com elas. Acompanhe esses 5 pontos que destaquei e descubra como a sua empresa ou negócio podem usá-los a seu favor. Confira!

1. Seguidores e não apenas eleitores

Jair Bolsonaro deixou clara a sua estratégia em uma reportagem especial do Fantástico, transmitida pela Rede Globo nesse Domingo (28).

A campanha do novo presidente do Brasil começou quatro anos antes, em 2014. E nesse período ele se dedicou totalmente ao marketing digital, fazendo suas mídias sociais crescerem cerca de 3.900% nesse período.

Segundo a mesma matéria, Bolsonaro saltou de pouco mais de 200 mil fãs no Facebook para mais de 8 milhões de seguidores. Somando todos os perfis nas principais redes sociais do candidato eleito, chegamos a um montante considerável de mais de 17 milhões de seguidores.

Bolsonaro se dedicou a gerar conteúdo, postar tudo o que acontecia com ele, compartilhar sua mensagem e atrair pessoas que se conectavam com ela. Uma estratégia que lhe rendeu um crescimento considerável nas mídias e o direito de residir no Palácio da Alvorada a partir de 1 de janeiro de 2019.

A estratégia de atrair fãs sem dúvida deu certo, pois os militantes digitais da campanha tiveram um papel muito importante nessas eleições. Eles foram os responsáveis por replicar o conteúdo de Bolsonaro e aumentar sua presença nas mídias digitais.

No Google Trends, que mede o interesse dos internautas em relação a um termo de pesquisa, o crescimento de Bolsonaro também é visível. Veja como a tendência de pesquisa foi aumentando com o passar do tempo:

Já pensou usar essa mesma estratégia a favor da sua empresa? Pense no impacto que sua marca poderia causar se usar as mídias digitais de forma adequada e estratégica.

2. Segunda opinião para os conteúdos

Algo que me chamou a atenção na entrevista de Bolsonaro, para o repórter Paulo Renato Soares, foi o fato de uma segunda opinião para os conteúdos postados na mídia. Jair Bolsonaro confidenciou que tinha um “amigo cabeça” para revisar seus conteúdos e dar uma segunda opinião.

Indo além das revisões de redação, o papel do amigo de Bolsonaro era medir o “tom” e o “sentimento” das mensagens. Fica claro que o novo presidente tinha receio de criar alguma crise por suas publicações e se precaveu disso buscando por segundas opiniões.

Essa é uma estratégia muito simples, mas que sem dúvida contribuiu para os resultados de Bolsonaro nas eleições 2018.

E a sua empresa, tem um curador de conteúdo ou uma segunda opinião para resguardar sua estratégia de marketing digital? Você toma esse cuidado na hora de publicar e compartilhar conteúdos em suas mídias?

Se ainda não faz, saiba que deve começar o quanto antes. Essa segunda opinião pode ser um amigo, funcionário, ou qualquer outra pessoa próxima. Mas, se puder contar com apoio
profissional é ainda melhor, como um consultor ou especialista em marketing digital.

3. Ouvir a sua audiência e atendê-las

Analistas políticos completaram as lições de marketing digital das eleições 2018 que podemos tirar. Segundo eles, Bolsonaro fixou seu discurso em temas que interessavam a população brasileira, pelo menos a maioria, e isso o fez ter sucesso em sua campanha.

Foi comum ver nos discursos do candidato, e agora presidente eleito, assuntos como combate a corrupção, aumentar a segurança no Brasil, liberdade e muitos outros temas. Percebemos que estes são os principais pontos levantados pelos brasileiros como aspectos a serem melhorados em nosso dia a dia.

Mas o que isso tem a ver com marketing digital ou mídias sociais? Se você adicionar os pontos de interesse de seu público nos discursos da sua empresa vai gerar conexão, atrair seguidores e posteriormente clientes.

Você com certeza gostaria disso, não é? Então, dedique-se a conhecer bem a sua persona e buscar atendê-la não só no discurso, como nas ações diárias em sua empresa (atendimento ao cliente, qualidade, pós venda, etc.).

4. Mídias tradicionais perdem espaço

É inquestionável que o papel das mídias tradicionais, como rádio e TV, perderam espaço para a internet nas eleições de 2018. Basta considerarmos que o candidato eleito, Jair Bolsonaro, tinha apenas 8 segundos de TV no primeiro turno contra 2 minutos e 23 segundos de Fernando Haddad, do PT.

Além disso, o candidato com o maior tempo de televisão, Geraldo Alckmin do PSDB, nem sequer chegou ao segundo turno e teve um dos piores desempenhos dessa campanha. Dados que comprovam que as mídias sociais estão tomando espaço dos canais tradicionais e sendo mais consideradas na hora de tomar decisões importantes.

Você ainda duvida que o seu cliente faz o mesmo para decidir comprar seu produto ou contratar seu serviço? Ou que ele não pesquisa na internet antes de comprar de você? É lógico que seus potenciais clientes estão conectados e você precisa se dedicar a encontrá-los na internet.

5. É possível fazer um bom marketing com menor investimento Já é sabido que as campanhas eleitorais no Brasil custam milhares de reais. Entretanto, as eleições de 2018 foram marcadas por escassez de recursos e limitações mais pesadas do TRE (Tribunal Superior Eleitoral).

Mesmo assim o candidato com menos recursos financeiros foi o grande vencedor dessa disputa. Jair Bolsonaro declarou R$1.721.537,42 gastos em sua campanha, contra R$ 34.400.867,06 de Fernando Haddad do PT.

O Candidato eleito também dispunha de menos recursos do Fundo Partidário que seu adversário (R$ 20.000 contra R$ 1.000.000).

Um outro dado que chama a atenção é que Jair Bolsonaro declarou R$ 115 mil gastos com a criação e inclusão de páginas na internet, revelando um pouco da sua estratégia de marketing digital. Enquanto isso, Fernando Haddad, não declarou despesa similar. Deixando claro que o foco de sua campanha foi nas mídias tradicionais.

Esse ponto deixa claro que a internet possibilita criar uma estratégia de marketing mais barata e eficaz, sem precisar de financiamentos milionários como outros canais. E o que a sua empresa pode fazer em relação a isso? Estar nas mídias digitais e ter uma estratégia de marketing digital eficaz é o primeiro passo para economizar e crescer ao mesmo tempo!

Qual a maior lição das eleições de 2018?

Observando todos os números que vimos anteriormente, fica claro o potencial do marketing digital nas eleições de 2018. Mas é visível que estes canais podem ser usados para expandir o alcance de sua mensagem, atrair pessoas que pensam da mesma forma que você e criar uma comunidade.

Essa estratégia pode ser usada não apenas como fonte de eleitores, mas de clientes e seguidores para sua marca também.

Portanto, espero que essa rápida reflexão faça você enxergar o real potencial das mídias digitais para o seu negócio. Afinal de contas, o Case Bolsonaro não deixa dúvidas que é possível crescer e ir além usando corretamente as mídias sociais.

Independente de sua posição política ou partido, é inegável que a campanha eleitoral de 2018 foi muito diferente das anteriores. Onde o não tão óbvio surpreendeu e os canais tradicionais foram superados pelo poder da internet.

E a sua empresa, como está usando o novo marketing para gerar negócios?

Fonte: Ecommerce News

O enorme poder do marketing digital

O marketing digital é hoje uma necessidade incontornável para as empresas, grandes e pequenas, em qualquer sector. Na conferência “Futura”, organizada pelo Negócios, vamos debater as grandes tendências do marketing digital.

Há conferências e palestras que não se esquecem. Nunca me hei-de esquecer da aula de Michael Wade, professor da IMD, em Lausanne, que no Verão de 2017 explicou a uma sala apinhada a estratégia de marketing digital da campanha eleitoral de Donald Trump. Como ao início o presidente escarnecia das redes sociais e como depois elas se tornaram, graças ao Facebook e à Cambridge Analytica, uma arma decisiva.

O escândalo só rebentaria meses depois, em Março deste ano, quando a jornalista do The Guardian, Carole Cadwalladr, contou ao mundo a forma como na campanha foram usados dados pessoais cedidos pela maior rede social do mundo, sem consentimento dos utilizadores. Quem esteve na sala a ouvir o Michael Wade, além de um arrepio na espinha, ficou com uma demonstração muito real do poder do marketing digital.

Nunca como antes os “marketeers” tiveram ao seu dispor ferramentas tão poderosas para conhecer o cliente, chegar ao cliente, interagir com o cliente e, o mais importante para as marcas, ganhar o cliente. O “big data“, a inteligência artificial ou o “machine learning” abriram possibilidades imensas e há novas a surgir a cada dia que passa.

O tema do marketing digital não é uma moda, é já hoje uma realidade incontornável para as empresas, transversal a toda a organização. Ciente dessa importância, o Negócios, em parceria com a Omnicom MediaGroup, organiza a Futura, uma conferência que junta oradores de prestígio internacional e nomes de grande relevo nacionais para falar sobre as grandes tendências do marketing digital.

Fonte: Jornal de Negócios