Mais de 50% das empresas brasileiras têm dificuldades em definir estratégias de marketing digital

Pesquisa realizada pela consultoria Web Estratégica aponta os principais desafios das organizações e as iniciativas mais usadas pelas companhias na internet

A tecnologia segue mudando a relação entre empresas e consumidores, mas grande parte das organizações ainda não entendeu a importância das ações no mundo digital, pois 56,4% das empresas investem apenas de 10% a 20% do orçamento de marketing nos canais digitais. O dado faz parte de uma pesquisa realizada com 1.024 empresas brasileiras, pela Web Estratégica, consultoria de marketing focada em negócios no mundo digital. De acordo com o levantamento, a principal dificuldade enfrentada por mais de 50% das empresas é identificar quais são as melhores estratégias de divulgação para os negócios na internet.

A iniciativa de investir na produção de conteúdo, para melhorar o posicionamento orgânico no Google, foi apontada como a ação que mais gera resultado por 34,2% das empresas. Já a gestão de redes sociais ocupou o segundo lugar nesse ranking, sendo apontada por 23,8% como a estratégia mais eficiente para as organizações. Entre as redes de anúncios, o Facebook Ads levou o crédito pelos melhores resultados em 18% dos negócios e o Google Ads em 16% das empresas.

Investir em marketing digital também é algo novo para a maior parte das empresas, pois 47,6% delas realizam ações dessa natureza há apenas um ano, 20,4% já investem nos canais digitais entre dois a quatro anos, e 13,2% já destinam verba para a divulgação na internet há um período que varia de um a três anos. “Embora as pessoas estejam cada vez mais comprando pela internet, muitas organizações ainda não estão preparadas para essa nova realidade, e têm perdido espaço no mercado”, comenta Rafael Rez, especialista em marketing digital e sócio da Web Estratégica.

A falta de investimentos em marketing digital também impede que as empresas alcancem todo o seu potencial com a divulgação na internet, segundo o levantamento para 57,3% das empresas as ações dessa natureza são responsáveis por 10% a 20% das vendas. Já para 13,1% das companhias esse número sobe, girando entre 20% a 30%. O marketing digital é extrema importância para cerca de 18% das organizações, para as quais representa mais da metade das vendas.

A profissionalização do setor também é uma deficiência de uma parcela significativa das empresas, pois 17,7% delas não têm nenhum profissional interno dedicado à função, porém a maior parte das organizações já enxerga a necessidade desses profissionais, já que 63,9% contam com equipes internas que variam de uma a três pessoas, e as demais possuem acima de três profissionais dedicados in loco ao setor.

As empresas que normalmente contam com equipes enxutas, costumam terceirizar os trabalhos, pois 77,2% preferem contratar fornecedores para criação e gestão de sites, 10,3% utilizam serviços terceirizados para a gestão de redes sociais, e somente 5,9% contratam outras organizações para produzir conteúdo. Para Rafael Rez, as empresas ainda investem muito pouco em marketing digital. “Os resultados da pesquisa mostram que muitos negócios seguem tendências, mas não procuram saber para que serve cada ferramenta”, comenta Rez. Outro ponto abordado na pesquisa, foi a frequência do acompanhamento de métricas, que muitas vezes é deixado de lado pelas empresas e acabou surpreendendo, pois 18% afirmaram fazer um acompanhamento diário.

O principal objetivo do marketing digital para 60,8% das empresas é alavancar as suas vendas e 22,3% apostam na exposição da marca. “Apesar de ser fundamental para as instituições, as empresas ainda sentem dificuldades para entender como usar o marketing digital, pois muitas ainda não possuem um objetivo definido”, comente Rez.

Em relação ao investimento para o próximo ano, 52,9% das empresas pretendem aumentar o valor investido em marketing digital entre 10% e 20%, e somente 27,5% pretendem aumentar o investimento em marketing digital em mais de 30%.

 

Fonte: Revista Live Marketing

Marketing boca a boca e a importância de se trabalhar com dados

Já parou para pensar que quando você está com seus amigos, acaba recomendando os produtos que te satisfazem? Também se deparou com promoções como, “indique um amigo e ganhe descontos”? Pois bem, isso se chama marketing boca a boca ou referral marketing – marketing de indicação. Isso ocorre para que o cliente seja incentivado a divulgar uma marca.

De acordo com um levantamento de pesquisas realizadas pelo Buzzlead, 92% dos consumidores ao redor do mundo destacaram que confiam totalmente na indicação de um amigo ou familiar, acima de qualquer outra forma de propaganda.

Algumas empresas usam o marketing digital – aliado com o marketing boca a boca – para promover seus produtos por meio de seus próprios clientes. Algumas corporações, como Uber, iFood e a 99 fazem uso do marketing de indicação e recompensam com descontos seus consumidores que divulgam a marca para amigos.

Os benefícios do marketing boca a boca

  • Propaga-se muito rápido
  • Acelera a velocidade da compra
  • É confiável
  • Direcionado
  • É mais barato

A importância de trabalhar com dados no referral marketing – marketing de indicação

Para fazer bom uso do marketing boca a boca é necessário fazer o uso de dados no marketing, reiterando-se acerca de seu público-alvo e identificando qual a probabilidade de ele recomendar seu produto para um amigo. Existem ferramentas que demonstram essa possibilidade, auxiliando o seu negócio.

Para Keller e Kotler, no livro Administração de Marketing, “a pesquisa de marketing corresponde à elaboração, à coleta, à análise e à edição de relatórios sistemáticos de dados e descobertas relevantes sobre uma situação específica de marketing enfrentada pela empresa”.

Dave McClure, um dos maiores investidores de StartUps do mundo, desenvolveu um framework de crescimento denominado AARRR:

O funil de McClure é regido por 5 etapas que representam todo o processo de indicação

  • Acquisition (aquisição)
  • Activation (ativação)
  • Retention (retenção)
  • Revenue (revenda)
  • Referral (indicação)

Com base em um funil, o processo retrata todos os passos que um cliente passa até compactuar com o referral marketing. Assim, entendemos que a utilização de dados no marketing serve para gerar um grande embasamento na tomada de decisões, evitando a precipitação, além de apresentar um raio-x de seus clientes.

 

Fonte: Parana Portal

HubSpot Academy oferece cursos gratuitos de Marketing Digital

Certificação permite ampliar o conhecimento de ferramentas e técnicas no âmbito de automação de marketing, iniciativa cada vez mais presente na estratégia das empresas

A preocupação em entregar um conteúdo de qualidade já está na agenda das empresas há anos. Entretanto, com a chegada da Era Digital, é possível notar a rapidez da difusão das informações onde os usuários passam a ter cada vez mais acessos à diferentes opiniões e troca de experiências. Essa característica exige que os conteúdos estejam alinhados tanto com a necessidade do cliente, como com o objetivo de negócio e com o time de vendas.

Pensando em levar o conhecimento para auxiliar as organizações na otimização de seus conteúdos a partir da experiência do usuário, a HubSpot desenvolveu o HubSpot Academy. Desde 2012, o ambiente transforma a maneira de fazer negócio das pessoas e empresas ao oferecer treinamentos gratuitos: cursos, projetos, certificações e treinamento de software. No Brasil já são 6,5 mil pessoas certificadas nos cursos da academia.

De acordo com Rodrigo Souto, gerente de marketing da HubSpot para o Brasil, o interesse em automação de marketing cresceu significativamente no país, o que reforça a importância de oferecer cursos focados para esse tipo de público: “Nosso estudo, ‘O Estado do Inbound’, aponta que a instabilidade econômica do Brasil afetou diretamente as estratégias de marketing digital das empresas de maneira que 36% afirmam ter aumentado os esforços em marketing de conteúdo motivados pelo cenário econômico. Com a HubSpot Academy, nosso propósito é educar e inspirar as pessoas para que, juntos, possamos transformar a maneira como o mundo faz negócios. Atingimos desde pessoas que já têm contato com ferramentas de automação de marketing e querem otimizar a maneira de fazer negócios, até iniciantes que buscam ampliar seu conhecimento sobre o tema”, completa.

A pesquisa “O Estado do Inbound 2018”, reforça a importância do marketing digital ao confirmar que a confiança na eficácia da estratégia de marketing aumenta até 75% para equipes que trabalham com inbound. As empresas devem, inclusive, manter (ou aumentar) a presença em vídeos do YouTube, Instagram e Facebook, além de se concentrarem em descobrir como fazer negócios em aplicativos profissionais como o LinkedIn, o Snapchat e o Slack – ainda apontados como um mistério para a maioria das empresas.

Os cursos da HubSpot Academy podem ser encontrados diretamente no site da academia.

Certificação de Inbound em destaque

Um dos cursos gratuitos da academia que mais atrai os usuários do Brasil é Certificação de Inbound, disponível no site da empresa em Português. Composto por doze aulas sobre os fundamentos e os quatro estágios da metodologia Inbound, o curso inclui conteúdos como otimização do site, anatomia da landing page, aprimoramento das habilidades de vendas de inbound e tópicos como SEO, blog, email marketing e mídias sociais.

No final das aulas, o usuário deve realizar uma prova composta de 60 questões de múltiplas escolhas e atingir uma nota de 45 para comprovar o domínio da metodologia inbound e receber o certificado da HubSpot. No total, mais de 4 mil foram certificados no Brasil e outras 40 mil pessoas estão inscritas no curso de Inbound em português.

Fonte: It Frum 365

Outubro Rosa e o marketing digital

De acordo com o Google, assuntos relacionados a health care estão entre os mais buscados durante todo o ano. No mês de outubro, há picos de procura por palavras-chaves como “câncer de mama”, “Outubro Rosa” e “auto-exame”. Segundo o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, na comparação entre outubro de 2016 e outubro de 2017 houve um incremento de 1,74% nas buscas por consultas com mastologistas.

O Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo e dirigido à sociedade, em especial, às  mulheres. Empresas e entidades também se engajam nos temas de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, tipo de câncer mais frequente entre as mulheres. No Brasil, apenas em 2018, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou 59.700 novos casos, dos quais mais de 14.388 resultaram em morte.

O movimento surgiu na última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990, pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. Para sensibilizar as populações à sensibilidade do tema, desde então, cidades são enfeitadas com os laços rosas e diversas ações. A primeira iniciativa do Outubro Rosa no Brasil foi a iluminação do Obelisco do Ibirapuera no dia 02 de outubro de 2002. A iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa de prevenção ao câncer de mama que, com o apoio de uma empresa de cosméticos, iluminou de rosa o Obelisco em alusão ao Outubro Rosa.

Durante todo o mês de outubro, campanhas de marketing digital realizadas por empresas da área de saúde ajudam a promover a conscientização da população sobre o câncer de mama. Além de serem uma poderosa ferramenta de conscientização para mulheres em busca de diagnóstico precoce ou mesmo de tratamento elas também trazem visibilidade aos profissionais.

De acordo com o Google, assuntos relacionados a health care estão entre os mais buscados durante todo o ano. No mês de outubro, há picos de procura por palavras-chaves como “câncer de mama”,  “Outubro Rosa” e “auto-exame”. Segundo o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, na comparação entre outubro de 2016 e outubro de 2017 houve um incremento de 1,74% nas buscas por consultas com mastologistas.

“As campanhas sazonais de prevenção, como o Outubro Rosa, contribuem muito para a conscientização da população e servem como um alerta para tema. Com isso, as pessoas passam a se informar, pesquisar o tema e buscar profissionais especialistas para a realização de consultas e exames. No ano passado, por meio de campanhas preventivas de marketing digital, conseguimos nos posicionar na internet e tivemos incremento de 20% no número de consultas relativas aos demais meses”, explica o mastologista Daniel Gallo, da Clínica Dediq.

Além disso, o marketing digital gera engajamento e pode ajudar mulheres com dificuldades relacionadas ao diagnóstico e tratamento da doença, com barreiras relacionadas a aspectos emocionais – como medo, ansiedade, negação, depressão -, crenças pessoais – percepções errôneas, preferências e aspectos religiosos e espirituais – e aspectos físicos – efeitos colaterais e mudança corporal provocados pelo tratamento, além de comunicação ruim com a equipe de saúde e experiências prévias negativas, que buscam novas alternativas e profissionais no mundo virtual.

Fonte: Proxxima

Análise preditiva: o futurismo aplicado no marketing digital

A habilidade de prever o futuro seria gloriosa, imagine se pudéssemos saber o que aconteceria no dia de amanhã, poderíamos evitar muitos problemas e tomar decisões mais assertivas. Pois, saiba que no mundo corporativo o marketing digital já torna isso possível graças à inteligência artificial e análise preditiva.

A Análise Preditiva é uma forma de prever padrões comportamentais do seu público interno e externo. Essa ferramenta visa antecipar possíveis acontecimentos, como crises econômicas e picos de crescimento. Tudo isso, aliado ao uso de ferramentas com machine learningbig data, além da inteligência artificial em si.

Em uma série denominada “Prevendo o Futuro“, lançada pela empresa americana IBM –  Internacional Business Machinejá destacava“[…] a análise preditiva tem estado presente por muitas décadas. Um tema em destaque na academia por muitos anos, sua relevância no segmento de mercado cresceu juntamente com a quantidade de dados sendo capturados pelas pessoas […]”.

Qual sua relevância como estratégia aplicada no marketing digital?

Como estratégia aplicada no marketing digital a análise preditiva é essencial para gerenciar possíveis crises e identificar qual será o “ápice” de sua empresa, reduzindo gastos e ganhando tempo em relação aos concorrentes. Além de auxiliar na segmentação e nutrição de leads, pois com base nos dados de “gostos” do nosso público podemos trabalhar de maneira mais efetiva nosso marketing de conteúdo.

Análise Preditiva aplicada na prática

Imagine que estamos entrando no inverno. Trabalhamos em uma empresa focada em vender jaquetas de couro de veludo para mulheres. Nossos produtos estão em alta, porém devemos fazer um planejamento de vendas para o ano seguinte. Com auxilio da análise preditiva podemos elaborar uma estratégia examinando questões como:

  • Percentual de vendas no verão;
  • Peças a serem produzidas nesse intervalo de tempo;
  • Investimento em marketing digital.

A estratégia utilizada pode evitar que a empresa entre em colapso durante os meses de verão. Assim, chegamos a conclusão de que nesse intervalo de tempo, nosso público-alvo não está focado em adquirir nosso produto.

Além do mais, concluímos que a produção de jaquetas poderia ser menor, por conta do número de interesses, e o investimento em marketing digital poderia ser otimizado. Ou seja, a análise preditiva fez com que nossa empresa ficasse preparada para lidar com a baixa demanda de vendas, e nos ajudou a mediar nosso orçamento.

Fonte: Paraná Portal

6 estratégias de Marketing Digital que vão destacar a sua empresa

Além de toda a visibilidade online, outros fatores mostram a importância do Marketing Digital: ajuda a construir uma audiência qualificada para a marca, tem um investimento mais baixo quando comparado ao Marketing Tradicional e ainda proporciona resultados reais e mensuráveis.

Muitas empresas brasileiras já entenderam a importância do Marketing Digital. Só na Resultados Digitais são mais de 8 mil clientes que estão investindo recursos na internet e colhendo bons frutos desse investimento.

No RD Summit de 2016, o Eric Santos, CEO aqui da RD, falou sobre como o Marketing Digital tem ajudado o mercado brasileiro. Citou que há 16 milhões de empresas no Brasil, mas apenas 10 mil utilizando soluções de Marketing Digital.

Isso mostra que apenas 0,06% das empresas investem de fato em Marketing Digital, um número ainda muito baixo.

Em virtude dessa baixa porcentagem, precisamos falar sobre o assunto e mostrar como o Marketing Digital pode contribuir no desenvolvimento de um negócio.

A seguir, vamos mostrar 6 pontos que provam o valor e a importância do Marketing Digital para empresas:

1. Garantir uma presença forte na internet

Quando você tem um problema ou uma dúvida, o que você faz?

Se a sua resposta for: procuro no Google, saiba que você não está sozinho.

O Google é o maior buscador online do mundo. Um bom investimento em Marketing Digital pode contribuir para que sua empresa apareça nos resultados e seja encontrada, reduzindo muito o custo de aquisição de clientes.

Não só quando alguém procura por uma solução que sua empresa oferece, mas também quando alguém procura pela sua própria empresa.

Alguma vez você já se sentiu frustrado ao procurar por uma empresa no Google ou no Facebook e não encontrá-la?

Ter uma presença digital hoje em dia é fundamental. E se o cliente está buscando por sua empresa e não a encontra na internet, as chances de ele não entrar em contato com você são imensas.

Claro que a presença digital vai além de mecanismos de busca e redes sociais. Um site com um domínio próprio é o mínimo que sua empresa precisa para ter uma boa presença digital.

2. Construir uma audiência qualificada

Como você se relaciona hoje com sua audiência? Você sabe quem são os seus clientes? Seus hábitos de consumo? Seus comportamentos? Suas profissões?

Outro ponto importante do Marketing Digital para empresas é o fato de você poder construir uma audiência que realmente deseja consumir seu produto/solução e se relacionar com ela até fidelizá-la.

O Marketing Digital possibilita que você atraia as pessoas que realmente estão interessadas e possuem fit com seu produto/solução.

Além disso, você pode organizar esses contatos, seja por meio de emails cadastrados, assinantes de uma newsletter ou até mesmo fãs no Facebook. Com o passar do tempo, essa audiência se tornará um ativo fundamental para a empresa.

3. Falar com o público certo na hora certa

No tópico acima, falamos sobre construir a audiência certa. No entanto, o Marketing Digital possibilita ir além e não só construir o público certo, mas comunicar-se com ele na hora certa.

Ao contrário do marketing offline, em que muitas vezes é impossível precisar exatamente para qual audiência você está falando, o Marketing Digital possibilita um nível de segmentação muito mais preciso do seu público.

É possível também criar mais de um público e segmentar a comunicação para cada tipo de audiência. Com as ferramentas existentes no mercado, tornou-se fácil monitorar as atividades e os perfis dos usuários.

Assim, é possível segmentar de forma bem específica as pessoas para quem você quer anunciar um produto, serviço ou conteúdo. Isso permite que você personalize muito mais suas ações e campanhas de marketing.

Por exemplo, se você segmentou suas ações para donos de pequenos mercados, isso possibilita que você faça anúncios e campanhas que respondam às dúvidas e dores específicas desse segmento.

Em virtude disso, seu público se identificará muito mais com suas ações, e assim os resultados tendem a ser muito melhores.

Sabe aquela campanha de email que você recebe e que não tem nada a ver com o que você precisa? Ou aquele flyer que você recebeu na caixa de correio e que oferece um produto que você já comprou?

Esses erros na comunicação costumam custar caro, e com o Marketing Digital você pode evitá-los.

4. Sair na frente da concorrência

Como falamos na introdução desse artigo, menos de 1% das empresas brasileiras investem em Marketing Digital.

Isso mostra que, se começar a investir hoje, você se diferenciará de boa parte de seus concorrentes.

Já falamos aqui no blog, no post Os benefícios do Marketing Digital para pequenas e médias empresas, que o Marketing Digital é a melhor opção para empresas que precisam de crescimento.

Sua empresa pode se diferenciar da concorrência com a criação de bons conteúdos que auxiliem o cliente na identificação e solução de seus problemas.

Imagine que você está buscando por uma solução e ainda não possui referências.

Sendo assim, em qual empresa você confia mais: uma empresa que possui um bom site, uma boa fanpage e um blog com conteúdos gratuitos e de valor ou em uma empresa que não tem nada disso?

5. Baixo investimento para começar

Não estamos querendo dizer que o Marketing Digital é gratuito. Não é. Mas com as ferramentas existentes hoje, com o alto poder de segmentação e com as mais variadas estratégias de otimização do site para mecanismos de busca, investir em Marketing Digital tornou-se muito mais barato do que investir na mídia tradicional.

Com o passar do tempo, o preço para fazer marketing offline acabou ficando alto. Anunciar na televisão, no rádio, na mídia impressa ou em outdoors custa caro. É um investimento alto e do qual a maioria das empresas, principalmente as que ainda possuem pouco faturamento, não consegue dar conta.

Já o Marketing Digital, embora exija, sim, um mínimo de investimento, pode ser muito mais barato do que o marketing de forma offline. Não à toa, as estratégias de marketing online ocupam também grande parte das estratégias de marketing de grandes empresas.

6. Analisar resultados com precisão

Como dissemos acima, o Marketing Digital permite que você determine com muito mais precisão quem é seu público e quais são seus gostos e preferências.

Da mesma forma, é possível acompanhar com a mesma precisão os resultados de qualquer ação de Marketing Digital.

Vamos usar como exemplo um anúncio em flyer e uma campanha de Email Marketing.

No primeiro caso você até sabe quantas peças imprimiu, mas não consegue saber exatamente quantas foram entregues, quantas foram de fato lidas e quantas geraram vendas para a sua empresa.

Já no segundo caso, você consegue ter o acesso exato de quantas pessoas abriram o email, quantas clicaram em algum link e até mesmo quantas efetuaram uma compra por meio dessa campanha.

O exemplo não se limita a esse tipo de campanha. É possível monitorar com extrema precisão o comportamento dos usuários em seu site, o desempenho de anúncios no Google, os resultados de uma postagem nas mídias sociais, o caminho de referência do usuário até ele se tornar cliente e muito mais.

Nesse aspecto, ferramentas de web analytics ajudam muito na hora de mensurar os mínimos detalhes dos resultados das estratégias de Marketing Digital.

A CULTURA DE DADOS COMO FATOR DETERMINANTE PARA O SUCESSO NO DIGITAL

Em tempo de transformação digital, é fundamental construir uma estratégia apoiada em profundas, sistemáticas e efetivas análises de dados

Os clientes são sempre lindamente, maravilhosamente insatisfeitos. Mesmo quando se dizem satisfeitos e os negócios estão indo bem, eles querem algo significativamente melhor”, Jeff Bezos. Esta frase do CEO da Amazon sintetiza bem o momento no qual estamos. Não há mais espaço no mercado para oferecer experiências mornas ou produtos que achamos que os consumidores desejam com base no nosso instinto ou no histórico de comportamentos observados até agora. A hora é de mais precisão. É necessário conhecer o cliente em profundidade, seguir seu momento de vida, acompanhar cada movimento que ele faça. E isso só é possível por meio de uma análise de dados efetiva.

Porém, quando se fala em análise de dados, é muito comum observar duas reações: a primeira é a de acreditar que o suficiente já está sendo feito. As companhias têm ferramentas e equipes de analytics e, com isso, já sentem que “cumprem essa obrigação” do mundo digital. A outra, é achar que não possuem dados suficientes ou condições adequadas para embarcar nesse universo big data. Geralmente, ambas estão equivocadas.

A maioria das empresas que considera estar realizando um bom trabalho de análise não está aproveitando as potencialidades dos dados para atender seus consumidores com mais precisão. Muitas vezes, imersas em um mundo de informações e nas possibilidades que elas geram, perdem o foco das necessidades reais que devem ser atendidas. Ou, não tendo os fatos como bases reais para as tomadas de decisão, fazem uma leitura dos dados insuficiente (ou viciada), que acaba apenas por confirmar ideias de negócio pré-estabelecidas, e não atendendo o cliente a contento. Por outro lado, as empresas que acreditam que a análise de dados é “apenas para grandes companhias” perdem oportunidades fundamentais de utilizar as informações que têm disponíveis para aproximar-se de seus usuários, desenvolver ofertas mais adequadas e alcançar o crescimento.

Enquanto isso, empresas de todas as envergaduras que são verdadeiramente guiadas por dados – as chamadas data driven enterprises – conquistam o consumidor e ganham mercado com velocidade. Mas o que as diferencia? O que é ser verdadeiramente guiado por dados?

Ao contrário do senso comum citado acima, não é ter as ferramentas certas ou a quantidade ideal de dados. Hoje, existem inúmeras tecnologias de análise distintas e uma proliferação incomensurável de dados que podem direcionar a muitas abordagens diferentes – certas ou erradas – para resolver o mesmo problema de negócios. O que diferencia essas companhias então, não é ter as “condições perfeitas”, mas conseguir identificar os desafios corretos e usar os dados que se têm em mãos para criar boas hipóteses de solução.

E sobre “encontrar os desafios corretos“, eu costumo fazer a seguinte analogia: se queremos ser inovadores, devemos agir como os cientistas que revolucionaram com suas teorias. Todos eles se basearam na profunda observação dos fatos. Então, é preciso observar os fatos, analisá-los, gerar hipóteses, experimentá-las e, assim, sucessivamente, até fazer uma descoberta. Quando eu crio o ambiente, consigo observar, tenho os fatos na minha mão, passo a ter clareza sobre o desafio que preciso perseguir e tenho um primeiro passo de uma solução. E são esses pequenos passos, dados de forma sistemática, que nos levam ao resultado que será disruptivo.

A informação é o petróleo do século 21 e a análise é o motor de combustão Peter Sondergaard, vice-presidente sênior do Gartner.

Alcançando o potencial da análise de dados

Para aproveitar o potencial do big data, seja a sua empresa uma multinacional ou uma pequena operação familiar, não espere para ter tudo em mãos, comece pequeno: descubra os pontos de dor do seu value stream, do seu consumidor, uma necessidade estratégica de sua companhia e concentre-se nos dados que dizem respeito a essas questões.

Depois, crie na sua empresa uma cultura de experimentação sustentável que aproveite os insights gerados pelos dados. Aqui, o grande segredo é construir formas de cocriação com equipes multidisciplinares que tragam para a equação diferentes pontos de vista e, com essa inteligência coletiva, elaborar as hipóteses mais completas sobre os dados disponíveis. Assim, será possível chegar a soluções mais acertadas e atingir grandes resultados, além de alimentar constantemente as bases de informação da empresa.

“Em empresas tradicionais, a ‘inteligência de negócios’ é geralmente gerenciada por departamentos; as diferentes funções selecionam suas próprias ferramentas, controlam seus próprios bancos de dados e treinam seu próprio pessoal. Mas assim, o caos está instalado. (…) Por outro lado, os concorrentes que têm fortes bases de Analytics centralizam a inteligência de dados para garantir que informações críticas e outros recursos sejam bem gerenciados e que partes diferentes da organização possam compartilhar dados facilmente, sem os impedimentos de formatos, definições e padrões inconsistentes”, Thomas H. Davenport, em artigo no Harvard Business Review.

Para isso, na CI&T, por exemplo, temos como base a filosofia de gestão Lean e seu foco no que é valor para o consumidor, que estabelece e sustenta a cultura de colaboração e de aprendizado constante para atingir a melhoria contínua. E utilizamos também abordagem do design thinking – cujos pilares são a empatia, a cooperação e a experimentação – e as ferramentas de design que instrumentam esse formato.

Então, meu conselho para as lideranças nesse ambiente é: procure aprofundar-se em metodologias que sustentem um ambiente colaborativo, aplique princípios do Lean, busque respostas no design e comece de uma maneira simples. Traga para perto as pessoas envolvidas com analytics, crie grupos com diferentes habilidades e permita-se discutir os reais problemas de negócios com eles para encontrar as soluções conjuntamente a partir do que os dados retornam. E quando este processo tiver iniciado, naturalmente, outros dados de outras fontes surgirão para enriquecer as soluções nas quais os times estiverem trabalhando. O segredo é a empresa preparar suas bases e abrir-se para o mindset digital, para o mindset de crescimento e permitir-se arriscar, experimentar para adquirir aprendizado. Na segunda-feira, chame seu pessoal e comece a implementar!

Fonte: digitalks

Zeeng é destaque no projeto Draft

A Zeeng é uma plataforma de Big Data Analytics para marketing e comunicação

Nome:
Zeeng.

O que faz:
É uma plataforma de Big Data Analytics voltada para o setor de marketing e comunicação.

Que problema resolve:
Possibilita que dados obtidos por meio de sites, redes sociais e notícias sejam compilados em um mesmo lugar, auxiliando profissionais da área em brainstorms e em estudos de concorrência.

O que a torna especial:
De acordo com os fundadores, a startup permite que os gestores de marketing tenham em mãos, em tempo real, informações sobre o comportamento de suas marcas na mídia, ambiente digital e nas redes sociais, além de observar o movimento dos concorrentes.

Modelo de negócio:
A Zeeng lucra com a assinatura SaaS da plataforma que tem pacotes comerciais a partir de 1.500 reais mensais.

Fundação:
Março de 2017.

Sócios:
Eduardo Prange — CEO
André Saldanha — CTO
Cesar Paz — Advisory Board

Perfil dos fundadores:

Eduardo Prange — 33 anos, Porto Alegre (RS) — é formado em Turismo e Lazer pela Fundação Universidade Regional de Blumenau e tem MBA em Gerenciamento de Marketing pelo INPG e em Planejamento Estratégico e Marketing Interativo pela FIT-SP. Foi sócio-fundador da Seekr e ex-presidente do Comitê de Mídias Sociais da Associação Brasileira dos Agentes Digitais (ABRADI).

André Saldanha — 33 anos, Porto Alegre (RS) — é formado em Computação pelo Centro Universitário La Salle. Trabalhou na Plugar.

Cesar Paz — 53 anos, Porto Alegre (RS) — é formado em Engenharia pela PUC-RS. Atua como professor do curso de Comunicação Digital da Unisinos. Fundou a AG2 e a ABRADI e é sócio e membro do advisory board da Alright, EYXO, Delta, Zeeng, DEx01, Minovelt e Delta.

Como surgiu:
Eduardo conta que antes de empreender a Zeeng era cofundador da Seekr, empresa de monitoramento de mídias sociais no Brasil. Durante o período em que ficou à frente do negócio, ele diz que percebeu um problema comum nos projetos de marketing digital: a fragmentação de diferentes tecnologias de monitoramento de informações. A partir daí, surgiu a ideia de encontrar uma forma de consolidar em uma única plataforma esses recursos. Em setembro de 2016, já com os dois sócios, iniciou o processo de desenvolvimento do MVP e a Zeeng foi lançada no mercado em abril do ano passado.

Estágio atual:
A Zeeng conta com mais de 30 clientes ativos e cerca de 1 600 marcas monitoradas por sua plataforma.

Aceleração:
Foi acelerada pela InovatiVa Brasil e atualmente está no programa da Wow Aceleradora.

Investimento recebido:
Os sócios investiram 550 mil reais na empresa.

Necessidade de investimento:
Pretendem abrir conversas com potenciais fundos de investimento, em 2019, para captar uma rodada Série A de 3 milhões de reais.

Mercado e concorrentes:
“O ano de 2017 foi de validação de várias teses para a Zeeng. Porém, em 2018, já estamos trabalhando visando a expansão da empresa”, afirma Eduardo. Ele diz que o negócio não tem concorrentes diretos no Brasil, mas aponta alguns player internacionais que possuem semelhanças com seu produto, como SimiliarWeb, TapClicks e SocialBakers.

Maiores desafios:
“Acreditamos que o grande desafio em 2018 seja o de consolidar nosso modus operandi e gerarmos escala em todas as frentes da empresa: marketing, vendas, pesquisa e desenvolvimento e atendimento”, conta o CEO.

Faturamento:
300 mil reais (em 2017).

Previsão de break-even:
Já atingiu o break-even em outubro de 2017.

Visão de futuro:
“Já temos o título de ser a primeira plataforma de Big Data Analytics voltada para as áreas de marketing e comunicação do mercado brasileiro. Porém, queremos o reconhecimento como os líderes deste mercado. Dentro dos nossos sonhos mapeados para os próximos cinco anos está atingir a marca de 3 mil clientes e levar nosso produto para outros países”, diz Eduardo.

Onde encontrar:
Site
Contato

Fonte: Draft

Senado aprova projeto de lei sobre proteção de dados pessoais

Brasil se junta a diversos países que já têm legislação sobre o tema

O plenário do Senado aprovou terça-feira (10) o Projeto de Lei número 53, da Câmara, que disciplina a proteção dos dados pessoais e define as situações em que estes podem ser coletados e tratados tanto por empresas quanto pelo Poder Público. O texto foi aprovado nos termos do conteúdo votado na Câmara dos Deputados no fim de maio.

Caso você não tenha lido nosso post sobre: REGULAÇÃO: COMO A GDPR INFLUENCIARÁ O TRATAMENTO DE DADOS NO BRASIL?

Com isso, o Brasil se junta a diversos países do mundo, que já possuem legislação sobre o tema. O projeto agora vai a sanção do presidente Michel Temer.

O texto disciplina a forma como as informações são coletadas e tratadas, especialmente em meios digitais, como dados pessoais de cadastro ou até mesmo textos e fotos publicadas em redes sociais. A proposta foi mantida na semana passada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), conservando o conteúdo da Câmara e indicando regime de urgência para votação na casa. A urgência foi apresentada em plenário, mas não chegou a ser apreciada.

O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos, destacou que a regulação do tema já é uma realidade no resto do mundo. “Mais de 100 países já colocaram de pé leis e diretrizes de proteção de dados no ambiente da internet. A internet não pode ser ambiente sem regras. A privacidade é um valor civilizatório”, salientou.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM), nomeado relator em plenário, defendeu a importância da proposta. “Na era digital dados são considerados grande ativo e patrimônio. Dados devem receber grau mínimo de proteção jurídica. Dados trafegam pelas redes e sem consentimento acabam sendo comercializados, em contraposição aos preceitos constitucionais, que garantem o direito à vida privada”, comentou.

“Todas as entidades, sem nenhuma exceção, foram partícipes na construção do projeto de lei e estamos votando algo que é uma unanimidade”, afirmou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). “Estamos vivendo a revolução das redes sociais. Agora vamos ter marco regulatório que permite que cidadão possa acionar aqueles que fizerem mau uso de seus dados”, acrescentou o senador Jorge Viana (PT-AC).

Entenda o projeto

O PLC 53 considera dados pessoais a informação relacionada a uma pessoa que seja “identificada” ou “identificável”. Ou seja, o projeto de lei regula também aquele dado que, sozinho, não revela a quem estaria relacionado (um endereço, por exemplo) mas que, processado juntamente com outros, poderia indicar de quem se trata (o endereço combinado com a idade, por exemplo).

Foi criada uma categoria especial, denominada dados “sensíveis”, que abrange registros de raça, opiniões políticas, crenças, condição de saúde e características genéticas. O uso desses registros fica mais restrito, já que traz riscos de discriminação e outros prejuízos à pessoa. Também há parâmetros diferenciados para processamento de informações de crianças, como a exigência de consentimento dos pais e a proibição de condicionar o fornecimento de registros à participação em aplicações (como redes sociais e jogos eletrônicos).

O projeto de lei abrange as operações de tratamento realizadas no Brasil ou a partir de coleta de dados feita no país. A norma também vale para empresas ou entes que ofertem bens e serviços ou tratem informações de pessoas que estão aqui. Assim, por exemplo, por mais que o Facebook recolha registros de brasileiros e faça o tratamento em servidores nos Estados Unidos, ele teria de respeitar as regras. Também é permitida a transferência internacional de dados (como no exemplo citado), desde que o país de destino tenha nível de proteção compatível com a lei ou quando a empresa responsável pelo tratamento comprovar que garante as mesmas condições exigidas pela norma por instrumentos como contratos ou normas corporativas.

Ficaram de fora das obrigações o tratamento para fins pessoais, jornalísticos e artísticos. Também não são cobertos o processamento de informações em atividades de segurança nacional, segurança pública e repressão a infrações. O texto indica que esses temas devem ser tratados em uma lei específica. O Poder Público ganhou também a possibilidade de tratar dados sem consentimento das pessoas, em determinadas situações, como na execução de políticas públicas. Para isso, o órgão deve informar em seu site em que hipótese o processamento de dados é realizado, sua finalidade e quais são os procedimentos adotados. Essas regras especiais se aplicam também aos cartórios.

Obrigações e direitos

Para coletar e tratar um dado, uma empresa ou ente precisa solicitar o consentimento do titular, que deve ser livre e informado. Essa autorização deve ser solicitada de forma clara, em cláusula específica, e não de maneira genérica. Caso uma empresa colete um dado para uma coisa e mude sua finalidade, deve obter novo consentimento. A permissão dada por alguém, entretanto, pode ser revogada se o titular assim o desejar.

O projeto prevê, contudo, algumas situações em que este não é necessário, como a proteção da vida, o cumprimento de obrigação legal e procedimento de saúde. A exceção mais polêmica é chamada de “legítimo interesse”, que na prática permite a uma empresa coletar um dado para um propósito e usá-lo para outro, desde que para “finalidades legítimas” e a “partir de situações concretas”. Nesse caso, somente os dados “estritamente necessários” podem ser manejados.

Outra obrigação das empresas incluída no relatório do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) é a garantia da segurança dos dados, impedindo acessos não autorizados e qualquer forma de vazamento. Caso haja algum incidente de segurança que possa acarretar dano ao titular da informação, a empresa é obrigada a comunicar à pessoa e ao órgão competente.

A redação prevê uma série de direitos ao titular, que pode solicitar acesso às informações que uma empresa tem dele – incluindo a finalidade, a forma e a duração do tratamento – e se houve uso compartilhado com algum outro ente e com qual finalidade. Também é possível requisitar a correção de um dado incompleto, a eliminação de registros desnecessários ou excessivos e a portabilidade para outro provedor de serviço. Ou seja, o usuário de uma conta de e-mail pode ter todas as suas mensagens, caso deseje abrir conta em outro serviço deste tipo. O titular também pode solicitar a revisão de uma decisão automatizada baseada em seus dados, como uma classificação para obtenção de crédito, por exemplo.

Fiscalização e órgão regulador

O relatório de Silva propõe a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que ficará responsável pela edição de normas complementares e pela fiscalização das obrigações previstas na lei. Essa autoridade terá poder, por exemplo, para exigir relatórios de impacto à privacidade de uma empresa, documento que deve identificar como o processamento é realizado, as medidas de segurança e as ações para reduzir riscos. Ou seja, se o órgão suspeitar que em alguma empresa há risco de problemas no tratamento dos dados, o relatório reúne informações necessárias para uma primeira apuração. Pode também fazer uma auditoria, em que se verifique no local da empresa se o manejo dos dados está sendo realizado corretamente.

Se constatar alguma irregularidade em qualquer atividade de tratamento, a autoridade pode aplicar uma série de sanções, entre as quais está prevista multa de até 2% do faturamento da empresa envolvida, com limite de R$ 50 milhões, o bloqueio ou eliminação dos dados tratados de maneira irregular e a suspensão ou proibição do banco de dados ou da atividade de tratamento. O substitutivo também institui o Conselho Nacional de Proteção de Dados, formado por 23 representantes do Poder Público, da sociedade civil, de empresas e de instituições científicas e tecnológicas. O colegiado tem como atribuições propor diretrizes estratégicas sobre o tema e auxiliar a autoridade nacional.

Apoios

O PLC tem apoio de diversas entidades, como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) e a Coalizão Direitos na Rede, que reúne entidades de defesa de direitos dos usuários de internet. Mas encontrava resistência em organizações do ramo financeiro, como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Confederação Nacional de Seguradoras.

“Este projeto é fundamental para o desenvolvimento da economia digital no Brasil porque ele alcança equilíbrio entre a proteção do direito do cidadão em um arcabouço que ajude as empresas a inovarem”, avaliou a diretora jurídica da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

“Essa discussão contou com dezenas de entidades da sociedade civil mas também com inúmeras entidades do setor empresarial, que entenderam que a proteção de dados é princípio que deve ser garantido na legislação brasileira”, comentou Marcos Urupá, do Coletivo Intervozes, entidade integrante da Coalizão Direitos na Rede, que reúne organizações de defesa de direitos dos usuários.

Fonte: Agência Brasil

Sabe quanto vale sua marca para o consumidor na web? Quase nada.

Em recente e relevante entrevista a repórter Isabella Lessa, de Meio & Mensagem, Charles Houdoux, sócio e chief client officer da Havas Health & You, baseando-se no estudo Meaningful Brands, que o Havas Group realizou no ano passado, revelou que 74% dos consumidores não estão nem aí se sua marca sumir do mercado. Legal, né?

Você acorda todos os dias pensando e investindo no relacionamento com seu consumidor. Se você é um profissional de marketing com décadas de mercado, faz isso há décadas (e se você é um profissional de agência, idem). Se sua companhia ou marca tem séculos de vida, ela faz isso há séculos.

Ok, sua marca (ou do seu cliente) é conhecida e respeitada. Seu trabalho, apesar dos pesares, vem dando certo. Você e sua companhia vem fazendo seu melhor e, sem falsa modéstia, merecem méritos e reconhecimento. Parabéns! Vocês, de fato, são demais!

Mas hoje mesmo seu tão amado consumidor bandeou-se para outra marca. Hoje mesmo ele desdenhou a relação duradoura que vinha tendo com seu brilhante trabalho de marketing ou seu trabalho de agência. Mas como assim?

Em recente e relevante entrevista a repórter Isabella Lessa, de Meio & Mensagem, Charles Houdoux, sócio e chief client officer da Havas Health & You, baseando-se no estudo Meaningful Brands, que o Havas Group realizou no ano passado, revelou que 74% dos consumidores não estão nem aí se sua marca sumir do mercado.

Legal, né? Você trabalha feito louco, constrói valor, estreita a relação com seus públicos-alvo e esse tal público-alvo, ingrato de prontidão, te trai com a marca ali ao lado na gôndola. Ou ignora sua falência, se você vier a falir. What a shame!

Pois todas as companhias do mundo hoje deveriam fazer todos os dias estudos como o da Havas. Aliás, deveriam ter isso num dashboard digital 24/7, capturando o que estou chamando aqui de Índice de Volatilidade das Marcas no Mundo Líquido Digital, ou IVMMLD.

O IVMMLD é um índice fácil de compor. Aqui vão seus 5 princípios e indicadores básicos:

  1. Indicador de Caos – O mundo hoje, como bem sabemos – mas o marketing e as agências fazem questão de esquecer renitentemente – é um caos. Os mercados são caóticos ambientes de oferta e procura regidos, como todo caos, sem ordem aparente. O antigo fundamento de administrar marcas e campanhas a partir de modelos, padrões e personas não resiste mais à um único post numa rede social. Que dirá aos trilhões de posts diários nas redes sociais. O caos é a nova ordem. Põe aí na planilha.
  2. Indicador de Fugacidade – A velocidade do mundo acelerou de tal forma que hoje escapa a nossa tão humana e tão limitada capacidade de acompanhar esse novo ritmo, um ritmo que só máquinas podem e poderão acompanhar. Overload. Nada mais é permanente, tudo é fugaz. Sua marca está nesse bolo. Suas campanhas idem. Todas as suas ações mercadológicas também. Então, ora, se o mundo é fugaz, você e suas estratégias têm que ser também. Esqueça planejamento e construa marcas a partir do momento. Esse passa a ser a unidade padrão para as suas práticas e suas dinâmicas de mensuração. O tempo é um só: o tempo presente. Real time.
  3. Indicador de Volatilidade – Como o estudo do Havas muito bem quantificou, o consumidor hoje é vil. Não está nem aí para você. É fugaz, volátil e líquido. Seu centro é seu self. Si mesmo. Se não entendermos isso, ele não vai nos entender e perderemos contato para sempre. Incorpore volatilidade a sua lógica de negócios. Nunca mais, daqui para a frente, a ignore.
  4. Indicador de Digitalidade – A culpa de tudo isso é do digital. Foi ele que criou esse caos e será ele que continuará tirando seu sono eternamente, daqui para a frente. Foram as tecnologias digitais que destruíram as tradições e os modelos previamente concebidos, anabolizaram a fugacidade e a volatilidade. E será ela que viabilizará a exponencialidade (como veremos a seguir). Medir seu impacto na vida das pessoas e de seu consumidor é, portanto, tarefa não mais estratégica, mas essencial e permanente.
  5. Indicador de Exponencialidade – Esse você já deve ter ouvido falar e é basicão: todos os indicadores aí acima passarão a ser regidos por uma nova ordem de grandeza, a grandeza exponencial. O diagrama aí abaixo simplifica muito o entendimento. Antes, evoluíamos numa lógica historicamente linear. Vamos saltar para o exponencial em função dos novos fundamentos e avanços da tecnologia. Estamos exatamente no ponto em que a linha do exponencial se descola do linear. Veja no gráfico. Se tudo vai ser assim, só tem um jeito: você e suas atividades profissionais terão que ser assim também.

O IVMMLD, resumidamente, indica algo muito simples, em verdade: se você não se mexer, vai ficar no mesmo lugar. Lei da Física. Para nós, profissionais da comunicação e do marketing, a Lei da Irrelevância. Ou, se preferir, a Lei da Morte.

Como fazer? Eu não sei. Mas divido com você dois princípios:

  • Futuro nas existe. Pare de ser idiota e ficar preocupado com algo que nunca chega. A única coisa que tem valor e sobre a qual temos acesso é o presente. E o único tempo relevante é o agora. O segundo que passou também não tem o menor valor ( foi esse enquanto você lia a palavra “nós” e “vimos”, que valor tem isso ???);
  • Imagine sua agência e sua companhia como uma rede neural em constante rearranjo dinâmico; abaixo, o diagrama da sua empresa, em que cada círculo é uma pessoa ou uma área da companhia; numa ponta, entram realidades mercadológicas, na outra, saem soluções; no meio, uma máquina de produzir ideias e inovação. O gráfico abaixo é o diagrama de uma rede neural, base da Inteligência Artificial.

 E só tem um jeito de colocar isso em prática: Agências e Marketing terão que ser centros geridos por Inteligência Artificial em todas as suas atividades, dinâmicas e tarefas cotidianas. Sem essa concepção funcional e sem essa máquina, não teremos nenhuma condição de nos adaptarmos as acima citadas transformações exponenciais da sociedade, do comportamento e do consumo. Do IVMMLD.

Acelera, Airton!

Fonte: Proxxima