O enorme poder do marketing digital

O marketing digital é hoje uma necessidade incontornável para as empresas, grandes e pequenas, em qualquer sector. Na conferência “Futura”, organizada pelo Negócios, vamos debater as grandes tendências do marketing digital.

Há conferências e palestras que não se esquecem. Nunca me hei-de esquecer da aula de Michael Wade, professor da IMD, em Lausanne, que no Verão de 2017 explicou a uma sala apinhada a estratégia de marketing digital da campanha eleitoral de Donald Trump. Como ao início o presidente escarnecia das redes sociais e como depois elas se tornaram, graças ao Facebook e à Cambridge Analytica, uma arma decisiva.

O escândalo só rebentaria meses depois, em Março deste ano, quando a jornalista do The Guardian, Carole Cadwalladr, contou ao mundo a forma como na campanha foram usados dados pessoais cedidos pela maior rede social do mundo, sem consentimento dos utilizadores. Quem esteve na sala a ouvir o Michael Wade, além de um arrepio na espinha, ficou com uma demonstração muito real do poder do marketing digital.

Nunca como antes os “marketeers” tiveram ao seu dispor ferramentas tão poderosas para conhecer o cliente, chegar ao cliente, interagir com o cliente e, o mais importante para as marcas, ganhar o cliente. O “big data“, a inteligência artificial ou o “machine learning” abriram possibilidades imensas e há novas a surgir a cada dia que passa.

O tema do marketing digital não é uma moda, é já hoje uma realidade incontornável para as empresas, transversal a toda a organização. Ciente dessa importância, o Negócios, em parceria com a Omnicom MediaGroup, organiza a Futura, uma conferência que junta oradores de prestígio internacional e nomes de grande relevo nacionais para falar sobre as grandes tendências do marketing digital.

Fonte: Jornal de Negócios

Microsoft utiliza inteligência artificial para solucionar problemas ambientais

O meio ambiente há muito tempo sofre com os resultados das atitudes humanas. Com isso em mente, a Microsoft desenvolveu o AI For Earth, programa que auxilia para a busca de soluções sustentáveis por meio da inteligência artificial.

Focado em quatro áreas fundamentais para a saúde do planeta, sendo estas: mudanças climáticas, diminuição da biodiversidade, escassez de água e desempenho agrícola, a novidade impulsionou 140 projetos em 45 países, sendo um deles o Conservation Meetrics. Nele, a IA é utilizada para impedir a caça ilegal de elefantes africanos e o contrabando do marfim, uma vez que sua população diminuiu cerca de 30% nos últimos sete anos devido à atividades ilícitas relacionadas.

A Microsoft parece otimista com a iniciativa. O líder da AI For Earth, Lucas Joppa, afirma “os problemas ambientais são criados por pessoas e as soluções para eles também serão. A inteligência artificial permite capacitar os cidadãos a encontrar soluções mais rápido”.

Fonte: Adnews

 

O uso estratégico do dados não está transformando só a indústria, também mudará a vida humana como a que conhecemos hoje

Charles Darwin fez múltiplas contribuições para a Teoria de Evolução, mas uma das mais importantes está relacionada à capacidade de adaptabilidade dos seres humanos. Como o cientista afirmou, “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Em outras palavras, quem não se adapta, acaba se extinguindo.

Será que hoje essa afirmação é válida? Mesmo que não precisamos ser nômades, nem caçar animais para sobreviver. Contudo, algo que continua sendo essencial é a capacidade de adaptar-se aos novos ambientes. O mundo corporativo é um claro exemplo disso, já que se uma empresa não se adapta às demandas do mercado, provavelmente vai tornar-se pouco competitiva e infelizmente pode falir diante de outros concorrentes que souberam se adaptar.

Agora, a pergunta é se os seres humanos  estão preparados para adaptar essas novas tecnologias? Ou simplesmente vão sumir assim como as outras espécies? Sem dúvidas, a humanidade não vai se extinguir, pelo menos não nos próximos séculos. O fato, contudo, é que as pessoas precisam usar a seu favor tecnologias como machine learning, inteligência artificial, big data, junto com um elemento que a acompanha desde tempos primitivos: a paixão pelos dados e métricas.

Fonte: itforum365

 

Inteligência artificial deve movimentar R$ 730 mi no Brasil em 2018

Inteligência artificial deve movimentar R$ 730 milhões (US$ 180 mi) este ano, segundo estimativas do Sebrae em relatório sobre o tema. Ainda segundo um novo levantamento da IBM, o Brasil é o segundo país que mais utiliza o Watson, motor de IA da empresa. Mas, afinal, o que faz da ferramenta tão preciosa para o mercado?

“As empresas brasileiras já entenderam que têm condições de utilizar a IA para melhorar seus negócios. Não são apenas as grandes, muitas startups utilizam o Watson”, destaca o líder de vendas da ferramenta no Brasil, Roberto Celestino. Ao todo, a companhia aponta ao menos 20 tipos de indústrias que trabalham com o Watson, entre grandes bancos até sistemas de educação e pequenas empresas.

Uma das startups, por exemplo, é a I.Systems, situada em Campinas (SP). Uma das funções da empresa é fornecer soluções de produção usando inteligência artificial, principalmente para gestão de energia industrial. Segundo um dos fundadores da companhia, Igor Santiago, a IA tem capacidade de reconhecer os locais que precisam mais de energia de acordo com a produção. Por exemplo, se um setor está “a pleno vapor”, o sistema automaticamente aumenta a geração de energia nas caldeiras direcionada para o setor. “O nosso sistema fica observando quando são ligados e desligados os equipamentos. Com isso conseguimos aumentar a quantidade de energia gerada pela caldeira quando prevemos que uma máquina vai entrar em operação”, explica Santiago. Isso é capaz de gerar uma economia, entre 2% a 10%, ele estima.

Outro setor que se beneficia de investimentos do tipo é do pinturas automotivas. A startup chamada Autaza criou uma IA capaz de reconhecer distorções micrométricas na pintura. Tal sistema está sendo implantado pela General Motors na fábrica da Chevrolet em São Caetano do Sul, no estado de São Paulo, e com isso, a expectativa é de que caia em 60% a necessidade de retrabalho de pintura, além de aumento da velocidade de inspeção.

Os sistemas funcionam com exemplo e aprendizagem. No caso do sistema de pintura, há um banco de dados em nuvem com uma série de exemplos de defeitos comparados com modelos perfeitos de pintura. Quando o sistema reconhece um micro defeito como os apontados no banco de dados, acusa o erro.

Embora a inteligência artificial possa ser eficiente em produção e análise de informações , ela ainda tem um problema, que é o direcionamento. A ferramenta só funciona em sistemas fechados, isto é, exige que todo o cenário e treinamento seja feito para uma determinada função e nada mais.

“A inteligência artificial não tem vontade própria. Ela deve fazer aquilo para o que ela foi treinada. No caso de Watson, se eu treinei para responder sobre determinado domínio de conhecimento, qualquer coisa diferente daquilo, ela não vai conseguir fazer”. O especialista ainda lembra que a IBM e as outras grandes desenvolvedoras têm um acordo ético. “O objetivo é que possamos desenvolver a tecnologia pensando na utilização de forma mais ética possível. Temos que trazer facilidade para o ser humano”, aponta Celestino.

Contudo, o que pode ser um limitante para o trabalho, também funciona como segurança para a possibilidade de a máquina “criar vida própria”.

Outra questão é sobre proteção de dados. Para o bom treinamento de uma IA, é preciso que muitas informações sejam colocadas em nuvem, algo na casa dos milhares ou milhões de dados que podem carregar segredos industriais.

Estes dois dados são apontados pela IBM como os principais desafios para o futuro da implantação de inteligência artificial na indústria.

Fonte: Canal Tech

13 cursos online para aprender sobre Data Science e Inteligência Artificial

Com tanta gente interessada em dar os primeiros passos rumo à carreira de Data Scientist, uma das profissões que mais crescem no mercado de trabalho atual, é natural que existam algumas dúvidas em relação aos principais termos utilizados no meio ou mesmo sobre qual caminho seguir para aprender tudo o que é exigido pelas empresas que estão em busca de profissionais qualificados.

Foi pensando nisso que a plataforma de ensino online Udacity criou as trilhas de dados voltadas para diferentes perfis profissionais. Dependendo do seu interesse na área, é possível escolher o caminho mais adequado e conferir os cursos essenciais para prosseguir nesse ramo.

Confira abaixo as trilhas da Udacity, compostas por vários cursos diferentes, e veja qual delas desperta seu interesse ou está de acordo com os objetivos que você já tem em mente.

Trilha do Analista de Dados

Ideal para quem tem um perfil mais analítico, essa trilha não exige conhecimentos prévios em programação. Nela, você aprende a analisar dados utilizado o Microsoft Excel e a linguagem SQL, além de montar testes para validar suas descobertas. É dividida em dois cursos, o Nanodegree Fundamentos da Análise de Dados, com os passos fundamentais para iniciantes, e o Nanodegree Analista de Dados, em que você aprenderá técnicas avançadas de coleta, tratamento e análise de dados.

Trilha do Cientista de Dados

Seguindo esse caminho, você se tornará apto a trabalhar com grandes quantidades de dados, utilizar essas informações para encontrar insights e apresentar esses resultados como um bom contador de histórias. A trilha começa com os cursos Nanodegree Fundamentos de Data Science I e Fundamentos de Data Science II, que ensinam programação em Python e os primeiros conceitos de machine learning.

Ao finalizar seus estudos com o Nanodegree Data Scientist, você estará pronto para se tornar um verdadeiro cientista de dados, tendo domínio de conceitos como engenharia de software, big data e modelo de programação MapReduce, além de sair com um portfólio de tarefas pronto para ser apresentado em entrevistas de emprego.

Trilha do Engenheiro de Machine Learning

Essa é uma boa escolha para quem deseja trabalhar com Machine Learning e Inteligência Artificial e não tem medo de lidar com números e estatísticas diariamente. Com o Nanodegree Fundamentos de AI & Machine Learning, você aprende Python, álgebra linear, estatística e visualização de dados, seguindo para o Nanodegree Engenheiro de Machine Learning e terminando no Nanodegree Deep Learning, que ensina como criar redes neurais profundas.

Cursos para ser um especialista em Inteligência Artificial

Além de todas essas trilhas, a Udacity oferece ainda uma variedade de cursos para quem tem interesse em inteligência artificial e deseja se aprofundar nessa área. Selecionamos alguns exemplos abaixo que você também pode conferir.

Ficou interessado em algum dos cursos e quer aprender mais sobre essa área? Como falamos anteriormente, a trilha de Dados, Data Science e Machine Learning da Udacity é a melhor maneira de iniciar os estudos. Os cursos são criados em parceria com grandes companhias, como Amazon, Google, IBM e Nvidia, e você pode escolher o ponto de partida ideal, de acordo com os seus conhecimentos atuais.

Além disso, todos os programas foram pensados para atender as demandas do mercado de trabalho. Portanto, você sai com o certificado de conclusão do seu Nanodegree e ainda tem um portfólio completo para mostrar aos possíveis contratantes. Acesse o site da Udacity, escolha a sua trilha e comece os estudos.

Fonte: Tecmundo

Nova ferramenta do LinkedIn traz Big Data e inteligência artificial para recrutamento de candidatos

Nesta terça-feira (25/9), o LinkedIn anunciou o lançamento do LinkedIn Talents Insights, uma ferramenta voltada à profissionais de RH responsáveis pela área de recrutamento e que usa aplicações de Inteligência Artificial e Big Data, trazendo datas em tempo real que podem ajudar na contratação de novos funcionários.

De acordo com a rede social, a ferramenta utiliza o banco de dados de mais de seus 575 milhões de usuários. A partir disso, ela fornece análises estratégicas sobre concorrência, perfis de contratação, habilidades mais procuradas para determinadas funções, entre outras métricas. O serviço pode ser adquirido como um plano de licenças anual, que varia de acordo com o número de funcionários presentes no LinkedIn.

Como funciona

 O acesso à plataforma permite a consulta de duas formas: por cargos ou companhias. Na pesquisa por cargos, por exemplo, é possível visualizar onde estão os talentos geograficamente e, por exemplo, planejar onde abrir um escritório ou investir em programas de recrutamento. Já na pesquisa por companhias, o recrutador consegue visualizar para quais empresas está perdendo candidatos ou de qual empresa se contrata com mais frequência.

LinkedIn Talents Insights ainda permite a extração de relatórios por planilhas ou apresentações, o que facilita a análise de dados pelos tomadores de decisão da empresa.

Maior eficiência

Segundo estudo recente do LinkedIn, feito com mais de 9 mil profissionais de Recursos Humanos, 64% dos entrevistados já utilizaram dados no processo de recrutamento. Dos que ainda não usam, 79% afirmam que pretendem fazê-lo para selecionar os melhores candidatos nos próximos dois anos.

“Hoje em dia, os dados de RH ainda são limitados. Na maioria das vezes, eles estão desatualizados, levam muito tempo para serem coletados e oferecem pouca visibilidade do talento que as empresas têm ou precisam encontrar”, comenta Milton Beck, diretor geral do LinkedIn para a América Latina. “O LinkedIn Talents Insights quer ajudar as empresas a atrair ou reter funcionários, mas também trabalhar a marca empregadora da empresa fazendo análises sofisticadas da sua principal audiência”, complementa.

Fonte: Olhar Digital

Análise preditiva: o futurismo aplicado no marketing digital

A habilidade de prever o futuro seria gloriosa, imagine se pudéssemos saber o que aconteceria no dia de amanhã, poderíamos evitar muitos problemas e tomar decisões mais assertivas. Pois, saiba que no mundo corporativo o marketing digital já torna isso possível graças à inteligência artificial e análise preditiva.

A Análise Preditiva é uma forma de prever padrões comportamentais do seu público interno e externo. Essa ferramenta visa antecipar possíveis acontecimentos, como crises econômicas e picos de crescimento. Tudo isso, aliado ao uso de ferramentas com machine learningbig data, além da inteligência artificial em si.

Em uma série denominada “Prevendo o Futuro“, lançada pela empresa americana IBM –  Internacional Business Machinejá destacava“[…] a análise preditiva tem estado presente por muitas décadas. Um tema em destaque na academia por muitos anos, sua relevância no segmento de mercado cresceu juntamente com a quantidade de dados sendo capturados pelas pessoas […]”.

Qual sua relevância como estratégia aplicada no marketing digital?

Como estratégia aplicada no marketing digital a análise preditiva é essencial para gerenciar possíveis crises e identificar qual será o “ápice” de sua empresa, reduzindo gastos e ganhando tempo em relação aos concorrentes. Além de auxiliar na segmentação e nutrição de leads, pois com base nos dados de “gostos” do nosso público podemos trabalhar de maneira mais efetiva nosso marketing de conteúdo.

Análise Preditiva aplicada na prática

Imagine que estamos entrando no inverno. Trabalhamos em uma empresa focada em vender jaquetas de couro de veludo para mulheres. Nossos produtos estão em alta, porém devemos fazer um planejamento de vendas para o ano seguinte. Com auxilio da análise preditiva podemos elaborar uma estratégia examinando questões como:

  • Percentual de vendas no verão;
  • Peças a serem produzidas nesse intervalo de tempo;
  • Investimento em marketing digital.

A estratégia utilizada pode evitar que a empresa entre em colapso durante os meses de verão. Assim, chegamos a conclusão de que nesse intervalo de tempo, nosso público-alvo não está focado em adquirir nosso produto.

Além do mais, concluímos que a produção de jaquetas poderia ser menor, por conta do número de interesses, e o investimento em marketing digital poderia ser otimizado. Ou seja, a análise preditiva fez com que nossa empresa ficasse preparada para lidar com a baixa demanda de vendas, e nos ajudou a mediar nosso orçamento.

Fonte: Paraná Portal

Só IA e big data para lidar com a informação disponível, diz médica

Tecnologia requer dados bem coletados e integração nacional entre os sistemas de saúde

Graças à crescente informatização da saúde e ao volume gigantesco de dados clínicos e genéticos disponíveis, o uso de técnicas de inteligência artificial é parte de uma revolução no tratamento do câncer. No entanto, aspectos regulatórios, tecnológicos e culturais importantes ainda são uma barreira para a eficiência e a adoção mais ampla destas técnicas.

A adoção da inteligência artificial e o uso de big data na luta contra a doença foram discutidos em um painel na quarta edição do seminário Tecnologia Contra o Câncer, promovido pela Folha, com patrocínio do laboratório Roche e apoio do Hospital Sírio-Libanês e da farmacêutica Abbvie.

As duas tecnologias estendem os limites impostos pelo cérebro humano e por sistemas de computação tradicional, ambos incapazes de lidar com toda a informação disponível. Segundo Mariana Perroni, médica e coordenadora de Healthcare Transformation, da IBM, dados mostram que um oncologista precisaria estudar cerca de 20 horas por dia para se manter atualizado na literatura de sua área, diz ela.

Perroni deu um exemplo de como a inteligência artificial encurta processos e preços: a leitura do sequenciamento genético de um paciente com câncer caiu de 160 horas (mais ou menos uma semana) para 15 minutos e por um custo 75% menor.

Francisco Sapori, cientista da computação e especialista da área de Health da Microsoft, mencionou outro caso em que a tecnologia da informação conjugou maior rapidez com menor custo. O processo de demarcação da região a receber radioterapia, que normalmente demora de 40 minutos até duas horas, foi reduzido a alguns segundos e poucos cliques.

“A gente já vê sinais de aprendizado da própria ferramenta, que passa a perceber relações que nem na literatura estão”, declarou Pedro Meneleu, superintendente-geral do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), relatando o uso bem-sucedido do sistema da IBM Watson for Oncology.

Segundo Meneleu, um estudo preliminar retrospectivo com 200 pacientes revelou que, em 77% dos casos, o computador apontava o tratamento efetivamente adotado pelos especialistas. “Meu índice pessoal não chegaria a 30%.”

Paulo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp), concorda com o potencial das ferramentas de inteligência artificial, mas ressalva que elas não funcionam sem dados bem coletados ou integração nacional entre os sistemas de saúde.

“No nosso estado [SP], menos da metade dos serviços que tratam câncer está informatizada. Nós estamos muito longe da promessa de incluir os dados de todos os pacientes nessa análise.”

Outro aspecto essencial para o sucesso das novas tecnologias é a interação entre computador e especialista, uma opinião compartilhada por todos os participantes do painel.

“Hoje, esses sistemas servem muito mais como uma ferramenta de apoio a um bom médico e uma ferramenta que possa garantir uma qualidade mínima de atendimento onde o especialista não está disponível”, declarou Hoff.

Meneleu, do Instituto do Câncer do Ceará, enfatiza o mesmo. “Há um reforço absurdo em algumas coisas que a gente já estava enxergando e medindo de maneira precária. Ganhamos tempo.”

Segundo os participantes, o fluxo de informação clínica, que demanda esforços na operabilidade entre sistemas; atualmente incompatíveis, e a notificação compulsória dos casos de câncer seriam essenciais para melhorar o diagnóstico por inteligência artificial.

Outro avanço fundamental é o uso de processamento de linguagem natural, que é a leitura direta, pelo computador, das anotações do médico. Isto já está em uso em iniciativas da Microsoft, segundo Sapori, e tende a melhorar no futuro próximo.

Fonte: Folha

Forbes usa inteligência artificial para mostrar a “cara” da corrupção no Brasil

Dados mencionados por profissionais que trabalham na Operação Lava Jato e publicados na imprensa informam que os recursos perdidos em esquemas de corrupção no País somam em torno de R$ 200 bilhões (US$ 61 bilhões) por ano. Se todo esse dinheiro fosse para as mãos de uma única pessoa, ela seria dona da quinta maior fortuna do mundo, de acordo com a Lista dos Bilionários Forbes de 2017. O personagem criado pela corrupção, portanto, estaria à frente de nomes como Mark Zuckerberg e Carlos Slim.

Quem poderia ser então esse “bilionário” brasileiro? Quais suas características físicas? O que ele pensa, quais seus hábitos de consumo? Quais são os segmentos da economia nos quais atua? Qual a sua opinião sobre operações que investigam corruptos no país? Com o objetivo de chamar a atenção de todos os brasileiros para o problema e ajudar a combater a corrupção, a revista Forbes Brasil, a agência Ogilvy e a empresa de tecnologia Nexo criaram, por meio de uma ferramenta de inteligência artificial, o que seria a “cara” da corrupção brasileira. Além do rosto, com todos os traços físicos, o projeto de “machine learning” conseguiu ir além e apontar características de personalidade desse homem, chamado de Sr. Ric Brasil – anagrama de Rica Corrupção do Brasil.

Confira o vídeo da ação:

O trabalho da campanha chamada “Ric Brasil” ainda está em andamento, com os últimos ajustes da ferramenta, e a imprensa será capaz de entrevistá-lo até o final deste mês e saber todos os detalhes sobre o homem mais “poderoso” do país. O projeto para se chegar ao Sr. Rico Brasil começou há mais de oito meses com uma ampla pesquisa baseada principalmente em entrevistas e depoimentos de alguns dos principais condenados nas operações Mensalão e Lava Jato.

“A Forbes quer se posicionar contra a corrupção, então além de chamar a atenção dos brasileiros para o tamanho do problema em nosso país, pensamos nessa campanha também como uma forma de valorizar o empresário sério”, diz Antonio Camarotti, CEO da revista Forbes Brasil.  Desde 2017, na edição dos Bilionários Brasileiros os nomes que tiveram suas fortunas listadas e que se encontravam sob algum tipo de investigação de crimes ligados a corrupção, formação de quadrilha, evasão de divisas e outros crimes de lesa-pátria tiveram uma anotação indicando sob qual investigação estavam sujeitos.

A próxima revista Forbes Brasil com a Lista dos Bilionários conta com uma ação especial, também criada pela Ogilvy, para divulgar a campanha. A publicação chega às bancas a partir de 16 de abril.

“A principal ideia da campanha Ric Brasil é destacar o tamanho da corrupção no País. A lista da Forbes é a principal ferramenta para entendermos a riqueza de cada bilionário. Portanto mostrar que a corrupção no Brasil pode gerar uma fortuna desse tamanho é o melhor jeito de a revista usar informação para combater o problema”, comenta Claudio Lima, VP nacional de criação da Ogilvy Brasil.

Fonte: Adnews

O efeito dos dados na dinâmica dos CMOs

Agências, clientes, analistas e consultorias concordam que a área será cada vez mais analítica e focada em melhorar a experiência dos consumidores

De um lado, um consumidor cada vez mais conectado, exigente e vigilante quanto ao posicionamento das marcas. De outro, áreas que vivem transformações profundas recentes diante da necessidade de aplicar dinâmicas mais ágeis e passar a compreender a quantidade cada vez maior de dados disponíveis. Diante deste contexto, um tema em especial não sai da pauta dos executivos de marketing: a análise eficiente dos dados.

Levantamento da Harvard Business Review mostra que automação, big data e a inteligência artificial já foram capazes de afetar 50% da economia mundial. Na semana passada, Jeffrey Sachs, diretor da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, afirmou, em entrevista à Folha, que o mundo depende dos engenheiros e dos dados para sua preservação.

Em entrevista recente ao Meio & Mensagem, Michelle Peluso, chief marketing officer (CMO) da IBM, disse que o marketing evoluiu de uma área pensativa e funcional focada em criatividade para um driver dinâmico, tempo real, analítico e focado em experiência do cliente e dos desempenhos da empresa. “São muitas as grandes mudanças ocorridas no marketing, moldadas, sobretudo pela preocupação em nos conectarmos com os clientes, da necessidade de gerar resultados e liderar as equipes neste contexto de mudança. O digital, sem dúvida, mudou as transações”, diz Michelle.

Pesquisa recente, da própria IBM, feita em parceria com a consultoria Oxford Economics e baseada em entrevista com 525 CMOs, incluindo países da América Latina, mostra que 64% dos executivos entrevistados acreditam que suas indústrias estarão preparadas para gerenciar grande quantidade de dados e sistemas de inteligência artificial nos próximos três anos. Apesar do otimismo, no entanto, somente um grupo de 24% dos participantes da pesquisa afirma ter uma estratégia estabelecida atualmente para tal.

Fabrício Cardoso, sócio e líder de práticas digitais da EY, enxerga uma transformação no dia a dia do CMO que já é irreversível. “Na forma como ele tem de tratar a comunicação e a análise do ambiente. Esse ambiente se alterou. Antes, ele só tinha mídia off-line, agora, o ambiente é mais complexo”, afirma. Para Abel Reis, CEO da Dentsu Aegis Network, a mudança na forma de captar e gerenciar dados também tem impacto direto na dinâmica das agências e no relacionamento que elas possuem com seus clientes. “Vai ser indispensável, em muito pouco tempo, que as agências incorporem ou passem a sentar com o cliente à mesa e discutam um desafio de negócios e suas consequências do ponto de vista de comunicação com rigor analítico e capacidade de formulação de estratégias”, afirma Reis.
Apesar dos desafios de preparo em relação ao gerenciamento dos dados, Fernanda Rocha, diretora de marketing e relacionamento da Fortes Tecnologia, explica que os maiores ganhos deste movimento são a aplicação eficiente deles são em termos de experiência do cliente, usabilidade das soluções, melhor análise de ROI de Marketing. “Essa realidade está longe da maior parte das empresas brasileiras, que são em sua maioria de pequeno e médio porte. Entendo que para esse público, a computação cognitiva é uma promessa distante ainda”, reforça Fernanda.

Fonte: Meio & Mensagem