Sinalização de conteúdo pago no Instagram aumentou 56% em 2018

mercado de influência deve movimentar R$2,3 bilhões globalmente este ano, de acordo com o levantamento “Must-know Influencer Marketing Trends 2019”, divulgado esta semana pela Socialbakers. Este valor considera o volume crescente de posts patrocinados por marcas nas redes sociais. Para se ter ideia, no último ano, o número de influenciadores que utilizaram a hashtag #ad para indicar conteúdos patrocinados subiu 56%.

Conduzido entre janeiro de 2018 e março de 2019, o levantamento da Socialbakers mapeou mais de 12 milhões de perfis de influenciadores no Instagram em todos os continentes. Na América Latina, foram 2,3 milhões de influenciadores analisados. Os grandes influenciadores e celebridades, aqueles com mais de 1 milhão de seguidores, foram os que mais sinalizaram posts patrocinados: cerca de 26% deles utilizaram a hashtag #ad.

Na avaliação de Alexandra Avelar, country manager da Socialbakers no Brasil, a maior sinalização de posts patrocinados se deve ao amadurecimento dos influenciadores na relação com marcas. “Os conteúdos tagueados como publicidade deixaram de ser mal vistos pela audiência”, justifica.  Uma das descobertas do estudo foi a de que o conteúdo patrocinado e não-patrocinado geraram praticamente o mesmo nível de engajamento na média global, o que mostra que conteúdos de marcas podem ser tão bem-sucedidos como conteúdos orgânicos.

Os chamados macro-influenciadores, aqueles com entre 100 mil e 1 milhão de seguidores, são os mais propensos a colaborar com uma variedade maior de marcas e indústrias na produção de conteúdo. Os micro-influenciadores, com menos de 10 mil seguidores, por sua vez, são menos propensos a colaborar com um grande número de marcas e setores.  “Os micro-influenciadores, em geral, têm menos acesso às marcas e as marcas a eles. Muitas vezes, eles nem mesmo são considerados para algumas campanhas”, explica Alexandra.

Ao mesmo tempo, influenciadores menores também costumam ser mais seletivos em suas parcerias. “Ao contrário de muitas celebridades, que veem menos risco ao se associarem comercialmente às marcas, um micro-influenciador acaba criando uma relação tão próxima com sua audiência que uma associação ruim pode colocar toda a sua credibilidade em cheque”, argumenta a country manager.

A América Latina é a região com maior volume de micro-influenciadores. Entre os produtores de conteúdo online na região, 97% se enquadram nesta categoria. Para Alexandra, o sucesso de micro-influenciadores na região se deve à cultura. “Nosso modelo de relações é mais pessoal. Faz parte da nossa cultura ter uma proximidade maior com o outro”, acrescenta.

As influenciadoras entre 25 e 34 anos dominam a base global de seguidores do Instagram e recebem a maior parcela de interações na rede social. Em segundo lugar no ranking de audiência, estão influenciadoras com entre 18 e 24 anos e, em terceiro, influenciadores homens com entre 24 e 24 anos.

Entre os segmentos de mercado mais engajados em práticas de marketing de influência no Instagram estão moda, beleza, ecommerce, automotivo e varejo, nesta ordem. Estes também são os setores com o maior número de menções de influenciadores na rede social. Abaixo, você confere o ranking das indústrias mais citadas globalmente por influenciadores no Instagram.

Fonte: Meio & Mensagem

10 tendências de marketing de influência, segundo Bia Granja

Bia Granja, fundadora do YouPix, palestrou durante a 21º Locaweb Digital Conference, ocorrida nesta terça-feira (30), no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP). A profissional, que foi anunciada recentemente como jurada no Cannes Lions 2019, elencou 10 tendências sobre marketing de influência, ou como ela definiu: “uma visão sobre como a gente consegue criar ações e campanhas de influência com resultados mais palpáveis”.

Confira:

1 – Jogo de Estratégia

Para Bia, é imprescindível pensar que uma ação de influência precisa de estratégia. “Muitos dos trabalhos são mais ou menos assim: temos um budget, daí mapeamos os influenciadores, definimos e contratamos os caras, mandamos o briefing, geralmente via intermediário, como agências – que é um telefone sem fio, vamos combinar – publica, rezando para dar tudo certo e mensura o básico”, exemplifica.

Segundo Bia, as pessoas não pensam estrategicamente, mas querem resultados dados com KPIs, com indicadores específicos.

“Não dá pra eu cobrar final de funil fazendo ações de awareness”, comenta a profissional. Ela elencou 17 itens para iniciar o trabalho de influência: definir objetivos claros; target; budget; objetivos mensuráveis; redes sociais; estudar target; definir narrativa; partir para criação ou cocriação; mapear influenciadores; estudar influenciadores; definir e contratá-los; preparar o briefing; começar a produção; publicar; amplificar e otimizar; mensurar e analisar e, por fim, retroalimentar.

2 – Foco em social vídeo

“Quando falo de social vídeo, acham que é vídeo postado em rede social. Não é isso. É vídeo pra estabelecer conversa”, esclarece Bia.

“Quando você está usando vídeo só como linguagem de conteúdo, você vai postar para as pessoas verem e consumirem. Em social, no universo digital, é o contrário. A partir do momento que você posta alguma coisa é que começa o seu trabalho. O social vídeo como ferramenta de conversa vem muito para isso”, comenta a palestrante.

Para ela, é menos a marca dizendo “olha o que eu fiz” e mais em querer criar conversas. “Estamos saindo do universo passivo para fazer parte de comunidade”, diz. Ela ressalta que isso não é novidade, mas que, mesmo assim, não é feito.

“O criador é isso, ele já tem essa relação, você não pode ir para perturbar, se intrometer, mas para agregar. Influência é transferência de capital social. Confiança é a moeda do século. Eu to construindo isso através de reciprocidade”, comenta.

3 – Novas métricas

É preciso ir além da tríade like, comment e share como medidor de resultado. “Não é mais sobre se expor para um monte de gente, mas conseguir se conectar com cada comunidade […] Damos duplos cliques sem dar atenção”, diz a fundadora do YouPix. Ela exemplifica: “se eu perguntar qual a última coisa que você curtiu, você não vai lembrar. Se eu perguntar a última conversa que teve, você irá lembrar. Essa é a mudança”.

“Quem faz trabalho com influenciador já deve ter tido essa crise: você gastou milhões, a pessoa postou a foto e os comentários são: ‘linda!’, ‘Segue de volta'”, conta em meio a risos da plateia.

No digital, é preciso achar pessoas que estejam no centro da mensagem que a marca quer passar.

4 – Nicho é novo rico

“Marketing de influência não é marketing de celebridade. É diferente, não é sobre quem é conhecido, é sobre quem é conhecido daquela comunidade que a gente quer se conectar”, alerta.

“O recorte não é de seguidor. Invista primeiro em encontrar sua comunidade, comunidade gera conversa e conversa gera conversão”, finaliza.

5 – Creator Marketing

Trabalhar com formador de opinião não é uma novidade. Mas quais as mudanças? Antes do digital ou eram jogadores de futebol, astros da tv e música. Daí havia um longo processo para colocar o Tony Ramos, por exemplo, como astro da campanha. Contato com o empresário, agência para criar a campanha, produtora para filmar o comercial, Ibope para medir os resultados, entre outros.

No caso do universo digital, há o que Bia chama de Creator Marketing. “O cara que é o nativo digital é o conector da comunidade, ele não é um garoto propaganda, ele vai ser uma mini agência, vai criar, baseado em linguagem de uma forma que a comunidade vai receber bem, ele vai produzir e se você contratou ele é obrigado a te mandar um print do analytics”, compara.

O influenciador está cocriando e isso pode ser benéfico para a marca, como no caso de Bradesco com os Desimpedidos.

Outro exemplo é o Kondzilla, que virou consultor criativo da marca Orloff.

6 – Esse é pra casar

Bia diz que é preciso evitar a atitude de marca golfinho: aquela que aparece num post do influenciar, dá um alô e volta para a água.

“Você não consegue ter perenidade ou sustentar a mensagem junto aquela comunidade”, diz. Além disso, é preciso evitar o influenciador Samambaia.

Menos rostinho bonito e mais relações de perenidade.

7 – Não é sobre os 99%

Segundo Bia, quanto mais diversa for sua comunicação, mais lucro você terá. “Hoje é esperado das marcas que elas representem a diversidade do lugar onde elas tão”, comenta.

“‘Não me vejo, não compro’ é um movimento muito grande hoje”, alerta. Ela exemplifica um bom trabalho focado na diversidade feito pelo Bradesco ao lado da influenciadora e empreendedora Paula Xongani.

8 – Chama na responsa

“Não acreditem que vocês não vão ser cobrados como organização. Não existe mais essa coisa de não é problema meu”, afirma a profissional.

É preciso deixar de ter olhar extrativista para migrar para algo mais construtivista. “Não tem faculdade para influenciador, mas pra o que vocês fazem tem”, comenta.

Ela lembra a polêmica Cocielo e questiona como a Coca-Cola, à época parceira do influenciador, não se atentou a uma playlist do youtuber chamada Copa Cirrose.

9 – Vai regular

Bia também comenta que o digital e as redes sociais alcançaram a ala política e que o futuro terá, certamente, a regulamentação de alguns hábitos e profissões. “Estamos vendo isso no mundo inteiro”, alerta.

10 – Cuidado com a cabeça

A profissional destaca que é preciso estar atento à saúde mental. “Burnout é o mal do século”, comenta. Ela cita Egnalda Côrtes, CEO da Côrtes Assessoria e Agenciamento, como uma profissional que exige que os agenciados façam terapia.

Fonte: Propmark

8 motivos que influenciam os usuários a saírem do seu site

Os internautas procuram sites que possuem fácil acesso, informação e atração visual. É muito comum que usuários desistam de navegar quando estão insatisfeitos com algum fator de aparência ou manual.

Por isso, a equipe da Red Website Design realizou um estudo e compartilhou um infográfico com os 8 problemas mais comuns dos sites de pequenas empresas. Confira abaixo:

 

Traduzindo:

  • Leva uma eternidade para carregar
  • Não é otimizado para celular
  • Oferece pouca navegação
  • Ele usa pop-ups excessivos
  • Contém conteúdo multimídia que reproduz automaticamente
  • Vangloria-se de animações desorientadoras
  • Está cheio de imagens genéricas
  • Não explica claramente o que sua empresa faz

 

Fonte: AdNews