Facebook processa vendedores de curtidas e seguidores falsos para Instagram

Os donos da Social Media Series Limited já haviam sofrido sanções do Facebook em 2018 por vender curtidas e seguidores artificiais, mas continuaram a atuar sob nomes falsos

O Facebook processou a Social Media Series Limited, empresa neozelandesa que vende curtidas, compartilhamentos e seguidores artificiais para usuários do Instagram. A companhia de Arend Nollen, Leon Hedges e David Pasanen driblou por anos os pedidos do Facebook para encerrar as atividades com bots — para isso, mudava o nome dos sites que ofereciam os benefícios. Agora, o processo pede que a corte dos EUA impeça a atuação da empresa e pede indenizações por manipular a plataforma.

Segundo o Facebook, os neozelandeses operam nas redes sociais desde 2015. Em 2018, eles receberam uma notificação para que parassem com as vendas de curtidas e seguidores, e fecharam o site original — mas não desistiram da atividade: Nollen, Hedges e Pasanen abriram outra loja (com nome falso) depois de terem suas contas banidas e milhões de likes artificiais bloqueados.

O Facebook estima que a Social Media Series Limited ganhou cerca de US$ 9,4 milhões com engajamento falso em mídias sociais. Segundo ele, o grupo tinha “uma rede de bots e contas do Instagram para entregar milhões de curtidas automatizadas aos clientes” e “algumas das contas controladas por eles eram responsáveis por dezenas de milhares de curtidas diariamente”.

Agora, mais uma vez, a rede social processa os vendedores por violação dos termos de serviço do Facebook e do Instagram. Depois de serem banidos das redes, os donos da empresa usaram bots para aumentar o engajamento. O processo afirma que eles mandaram comandos para os servidores das redes sociais para fraudar curtidas. Com esses dados, o Facebook declara violação da Lei de Fraude e Abuso de Computadores (CFAA).

Esse é o segundo processo recente que o Facebook registra contra contas falsas. No mês passado, várias empresas chinesas foram acusadas de vender likes e seguidores artificiais nas plataformas de Zuckeberg. Como antes, o Facebook chama isso de “mais um passo em nossos esforços contínuos para proteger as pessoas e evitar comportamentos não autênticos no Facebook e no Instagram”.

Fonte: Olhar Digital

Twitter: Um quinto de seguidores de políticos pode ser fake

As últimas eleições comprovaram a gravidade das fake news em momento de instabilidade política. A disseminação de informações vagas e difamações infundadas em redes sociais ganhou destaque na esfera pública e chamou a atenção para a importância de combater o fenômeno. Pensando nisso, a agência de reputação Bold Lion (www.boldlion.com.br) fez uma análise do Twitter de cinco importantes figuras públicas, com o objetivo de verificar a presença de perfis falsos entre seus seguidores: Jair Bolsonaro, Fernando Haddad, João Amoêdo, Tiririca e Carla Zambelli.

Em um total de 1.013 seguidores analisados, o perfil do Presidente Jair Bolsonaro (PSL) apresentou 22% de fakes, enquanto o ex-prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), teve um total de 18% de usuários-fantasma entre os membros de seu público.

“Nós coletamos aleatoriamente uma parcela do following de cada um e utilizamos uma ferramenta digital para identificar os bots, classificados como fakes”, afirma um dos sócios da Bold Lion, Gustavo De Amorim.

João Amoêdo (NOVO) teve o menor índice de seguidores falsos entre os ex-presidenciáveis, com 17% da amostragem inválida. Os demais nomes considerados foram o do humorista e atual Deputado Federal Tiririca (PR-SP) e da Deputada Federal Carla Zambelli (PSL-SP). O primeiro, apresentou um índice de 10% de seguidores falsos e a segunda, 5% – o que não configura menor gravidade para o problema.

Reação em cadeia para viralizar, diz especialista em mídias digitais

Segundo Michel Bekhor, da agência de comunicação Press Works e especialista em mídias digitais, “os bots programados para seguirem uma determinada figura pública podem, por exemplo, retuitar uma notícia falsa em favor de um indivíduo e gerar uma reação em cadeia, fazendo a informação falsa chegar a um usuário verificado que espalha o fato para milhares de pessoas. A partir daí, o estrago está feito”.

Metodologia

A pesquisa coletou uma amostra aleatória dos followers de cada personalidade e utilizou uma ferramenta digital para identificar perfis com alta chance de serem bots, classificados como fakes. Entre os critérios utilizados para verificar as contas duvidosas, estavam a presença na rede – a maioria dos bots contabilizam zero tuíte – e a utilização de nomes genéricos acompanhados de números – padrão comum entre usuários-fantasma.

“Vale lembrar que os perfis privados foram descartados da análise, uma vez que é impossível verificar suas atividades e, portando, defini-los como legítimos ou fakes”, diz

Fonte: Ecommerce News

Criador do Linux diz que redes sociais são doenças da atualidade

Todos sabemos que nem todo mundo sabe se comportar direito em redes sociais e as plataformas condicionam ao uso contínuo — duas das maiores críticas ao ambiente digital. Agora, quem falou um pouco mais sobre isso foi o criador do software livre Linux, o finlandês Linus Torvalds, e ele não poupou as maiores empresas do segmento de duras críticas, chamando gigantes como FacebookTwitter e Instagram de “lixo” e “doença”.

“Eu absolutamente detesto as ‘mídias sociais’ modernas, como o Facebook, o Twitter e o Instagram. São uma doença e parecem encorajar o mau comportamento”, disse, em entrevista ao Linux Journal, ao ser perguntado o que “consertaria” na tecnologia atual.

“O modelo de ‘curtir’ e ‘compartilhar’ é apenas lixo. Não há esforço, nem controle de qualidade. Na verdade, é tudo voltado para o reverso do controle de qualidade, com os menores denominadores comuns, clickbaits e coisas projetadas para gerar uma resposta emocional — muitas vezes uma ofensa moral.”

Anonimato complica ainda mais as coisas, diz Torvalds

Torvalds não é conhecido por ser bem-humorado, mas o que ele pensa a respeito é algo que vem se tornando mais comum nos últimos anos. Temos acompanhado uma queda acentuada de pessoas em redes sociais, especialmente por conta de assédio, mau comportamento, pepinos envolvendo privacidade e terrorismo.

Segundo Torvald, uma das causas dos problemas é o anonimato, que já ajuda o pessoal que alimenta um comportamento tóxico a se esconder na web. “Quando você nem mesmo coloca seu nome no seu lixo, ou no lixo que você compartilha, isso não ajuda.” Para ele, os usuários não deveriam ser permitidos a compartilhar ou “curtir” coisas sem provar suas identidades em primeiro lugar.

Nem o Facebook e o Instagram, ou Twitter, comentaram essas declarações até o momento.

Fonte: Tecmundo

Grupo CDI traz a relação das fake news com as marcas em e-book

Nunca se falou tanto sobre fake news. Com a evolução da comunicação via internet, a circulação de notícias cresceu em larga escala, porém nem todas as informações veiculadas são verdadeiras. É aí que entra a importância de checar o fato antes de compartilhá-lo.

Notícias falsas tem o poder de se disseminar facilmente. Seus produtores se aproveitam da falta de checagem de informações para alcançar seus objetivos, que na maioria das vezes visam arranhar a reputação de uma empresa ou indivíduo.

CONTEÚDO DO E-BOOK

Pensando nisso, o Grupo CDI reuniu um time de especialistas para compartilhar dicas de como prevenir a reputação das marcas contra as fake news. “Seu objetivo é ajudar a identificar conteúdos duvidosos, incentivar a avaliação crítica diante de dados recebidos e evitar a disseminação de fatos distorcidos”, explica Alexandre Alfredo, COO da CDI Comunicação Corporativa.

O que são fake news? Organizado em 16 páginas, o e-book trata do surgimento do termo e apresenta diversos temas atuais, pertinentes às marcas e indivíduos, como:

Iniciativas de fact-checking – Como os veículos da mídia estão se mobilizando para combater notícias falsas.

Na dúvida, jamais compartilhe – Artigo por Anaísa Silva, diretora de atendimento da CDI Comunicação Corporativa, que trata sobre as responsabilidades dos cidadãos na disseminação de informações.

A preocupação e o combate nas empresas – Wagner Giovanini, especialista em compliance e código de conduta corporativa, alerta para o potencial das fake news em destruir reputações.

Além desses e outros conteúdos, o e-book conta com uma entrevista exclusiva com Pollyana Ferrari, doutora em Comunicação Social pela USP, jornalista e professora da PUC-SP, que comenta sobre quais são as melhores formas de combater as tão faladas fake news.

DO FATO AO BOATO

No início de setembro, a CDI promoveu o evento “Do Fato ao Boato: como as fake news podem destruir a sua reputação”. O encontro, em forma de talk show, contou com a participação dos especialistas: Patrícia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta; Lino Gaviolli, gerente de Compliance da Compliance Total; Francisco Brito Cruz, diretor do Internet Lab e Vinícius Mota, secretário de Redação da Folha de S. Paulo.

Confira o vídeo do evento na íntegra aqui.

Reputação é coisa séria. Demora anos para ser construída e pode ser abalada em poucos minutos. É necessário que as organizações e seus indivíduos estejam preparados para identificar conteúdos duvidosos e agir de maneira rápida e efetiva na proteção da sua imagem.

Esperamos que você possa aproveitar ao máximo esse conteúdo preparado especialmente para te orientar sobre um assunto atual e extremamente importante para o futuro das marcas. Tenha uma boa leitura!

 

 

Fonte: cdicom

33% dos brasileiros já compartilharam fake news, diz estudo

Cerca de 49% das pessoas disseram que nem sempre sabem identificar o que é ou não falso.

A MindMiners, startup brasileira especializada em pesquisas digitais, realizou um estudo para entender como os brasileiros enxergam a questão da privacidade de dados na era do Big Data. Um dos pontos discutidos no estudo foram as famosas fake news. 82% dos respondentes disseram que usam as redes sociais como fonte de informação e 33% já compartilharam um conteúdo falso. O mais incrível é que 49% das pessoas disseram que nem sempre sabem identificar o que é ou não falso.

Um outro ponto alarmante desse estudo são as questões da privacidade de dados, 62% dos respondentes disseram que se preocupam com a segurança de dados, mas em contrapartida, mais da metade dos entrevistados não se importariam em compartilhar seus dados se soubessem que estariam beneficiando outras pessoas comum.

 

Fonte: ipnews

WhatsApp recorre à mídia impressa para alertar sobre fake news

Rede social publica mensagem com três passos para que as pessoas verifiquem a autenticidade das informações e não passem adiante mensagens inverídicas

A edição desta segunda-feira, 27, da Folha de S.Paulo, traz um anúncio do WhatsApp alertando as pessoas a respeito da importância de verificar a autenticidade das notícias que recebem e, com isso, evitar a disseminação de informações falsas.

A mensagem publicitária faz parte da estratégia da empresa de combater a disseminação das fake news, algo que vem ganhando cada vez mais importância na pauta de marketing e comunicação da rede social. No anúncio publicado no jornal, o WhatsApp usa uma linguagem didática, mostrando às pessoas três passos que devem ser tomados para evitar o compartilhamento e a disseminação de notícias falsas.

O primeiro deles, segundo a rede social, é “saber identificar que notícias podem ser falsas”. Nesse tópico, o anúncio pede as pessoas que busquem sinais que possam tirar a credibilidade daquela mensagem recebida, como o fato de ela ter vindo de um contato desconhecido, a falta de evidências ou palavras que incitem a violência. “Fotos, vídeos e até áudios podem ser manipulados para tentar te enganar”, diz o texto.

O segundo passo sugerido pelo WhatsApp é a verificação de outras fontes para validar se uma informação é mesmo verdadeira. “Faça uma busca online pelos fatos e cheque sites confiáveis de notícias para ver de onde uma história veio”, diz o texto. O último conselho dado pela rede social diz respeito diretamente ao compartilhamento de conteúdo. “Ajude a parar a divulgação. Se você se deparar com algo falso, avise as pessoas e peça para que sempre verifiquem fatos antes de compartilhá-los”, pede o anuncio.

 

 

 

Fonte: Meio Mensagem 

WhatsApp se compromete a combater compartilhamento de informações falsas

O WhatsApp quer encarar de frente o problema das fake news, principalmente aquelas notícias que geram ataques e ondas de violência. Esse foi o compromisso firmado pelo CEO da empresa, Chris Daniels, em um encontro com o ministro da tecnologia da Índia, Ravi Shankar Prasad, que acredita que a criação de um sistema de moderação dessa categoria não é nada complicado.

De acordo com declarações do governo indiano, o WhatsApp está trabalhando em ferramentas que permitem entender como uma notícia falsa é disseminada por meio da plataforma, além de determinar sua origem. Ao mesmo tempo, a companhia colabora com autoridades na investigação das motivações por trás de tais rumores, de olho na prática de crimes que possam surgir como decorrência disso.

O mercado indiano é o maior, em número de usuários, para o WhatsApp. Mais do que isso, desde junho, dezenas de mortes já foram registradas por conta de linchamentos motivados por mensagens compartilhadas pelo mensageiro, o que motivou uma resposta das autoridades e pedidos formais para que a plataforma também tomasse atitudes para impedir a disseminação desse tipo de conteúdo.

O encontro entre Daniels e Prasad ocorreu nesta terça-feira (21), com o executivo do WhatsApp tendo como principal intenção garantir ao governo que providências estão sendo tomadas. A preocupação se relaciona não apenas à pequena onda de violência, muitas vezes motivada por racismo e ódio de classe, mas também à aproximação das eleições presidenciais, que devem acontecer em 2019.

Mais uma vez, as fake news estão na mira, com o governo tentando garantir que adversários políticos não disseminem informações falsas de boca a boca e de forma descontrolada por meio do mensageiro. Uma de suas principais características é a criptografia de ponta a ponta, o que impediria o acesso às mensagens até mesmo pela própria companhia. É segurança para o usuário, mas também garantia de impunidade para quem é adepto de práticas desse tipo.

A situação indiana foi um dos estopins para mudanças recentes do WhatsApp, como o lançamento de campanhas de educação para os usuários sobre o compartilhamento de informações sem verificação e a indicação de que uma mensagem foi encaminhada de outra conversa. Seriam, acredita a empresa, maneiras de coibir a proliferação de fake news, mas cujo efeito foi considerado limitado. Daí o pedido governamental para que mais fosse feito.

 

Fonte: Canal Tech

Facebook classifica usuários internamente por nível de ‘confiabilidade’

No último ano, o Facebook tem implementado um sistema interno de avaliação de usuários que os classifica com base em “confiabilidade”. A ideia é identificar quais denúncias de conteúdo falso são mais confiáveis e quais nem merecem ser investigadas.

Tessa Lyons, gerente de produto do Facebook, foi quem revelou a existência da ferramenta, em entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post. Segundo ela, o sistema de reputação é uma arma no combate às informações falsas.

Qualquer usuário pode denunciar links como “fake news” na rede social. Se muita gente denuncia um mesmo conteúdo, há mais chances de que ele seja derrubado. No entanto, muitas vezes há quem tente “hackear” o sistema organizando boicotes a veículos de imprensa.

“Não é incomum que algumas pessoas nos digam que algo é falso simplesmente porque elas não concordam com a premissa de uma história ou estão tentando intencionalmente atacar um canal em particular”, disse Lyons ao jornal.

Classificar usuários por nível de confiabilidade foi a maneira encontrada pelo Facebook para avaliar se uma denúncia tem chances de ser real ou se pode ser só alguém querendo tirar uma história do ar por não gostar dela. Quanto mais “confiável” o usuário, mais chances a sua denúncia tem de ser investigada.

Lyons diz que o Facebook examina uma série de fatores comportamentais do usuário para definir seu nível de confiabilidade, entre eles a frequência com que a pessoa denuncia posts que, após investigação, são de fato considerados fake news.

O Facebook não deu mais detalhes de como o sistema funciona, mas também afirmou que a “reputação” do usuário não é o único critério levado em conta pela equipe antes de decidir investigar ou não uma denúncia de fake news ou outra violação dos termos de uso.

Fonte: Olhar Digital

Facebook vai marcar anúncios políticos e indicar quem pagou por eles

Campanhas com fins eleitorais serão marcadas como “Propaganda Eleitoral” no Facebook e exibirão CPF ou CNPJ do responsável

Com a proximidade das eleições no Brasil, o Facebook vem adotando medidas para tratar com mais transparência as campanhas políticas divulgadas na rede social. Nesta quinta-feira (9), a companhia anunciou uma delas: vai marcar conteúdo político patrocinado e indicar quem está pagando por ele.

Mais precisamente, os anúncios com temática política deverão ter uma marcação na parte superior com os dizeres “Pago por” seguido do nome da entidade ou pessoa física responsável por promover aquele conteúdo na rede social.

 

Tem mais: se os anúncios forem marcados especificamente como eleitorais — fazem campanha direta para um candidato, por exemplo —, eles receberão a identificação “Propaganda Eleitoral”. O CPF ou CNPJ do responsável por promover anúncios desse tipo será informado junto à marcação.

Para veicular anúncios eleitorais na rede social, partidos políticos e candidatos deverão se registrar no Facebook e submeter documentos como número de CPF / CNPJ e comprovante de endereço para validação cadastral. Somente depois disso é que as campanhas serão liberadas.

Os anúncios autorizados começarão a ser veiculados em 16 de agosto. O Facebook disponibilizou esta página para registro e mais informações. A companhia também promete liberar uma “biblioteca de anúncios” que indicará gastos aproximados com propagandas eleitorais, o público-alvo destas e outras informações relacionadas.

De acordo com o Facebook, o Brasil é o segundo país em que a rede social passa a sinalizar anúncios com fins políticos. O principal objetivo com as medidas de transparência é tornar o serviço um ambiente menos tóxico, por assim dizer, durante o período de campanha eleitoral.

Mas não é só por isso que as medidas foram criadas: elas estão conciliadas com um conjunto de regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Presumivelmente, as medidas também deverão ajudar o Facebook a evitar escândalos similares ao da Cambridge Analytica.

Vale relembrar que combater fake news faz parte desses esforços. Recentemente, o Facebook removeu da rede social 196 páginas e 87 perfis brasileiros acusados de disseminar notícias falsas.

Fonte: Tecnoblog

Fake News – A fofoca na internet

“A notícia falsa é um conteúdo em geral disseminado na web, que emula uma página de jornal. Tem uma manchete, tem jeitão de notícia, mas não foi produzida conforme os protocolos do jornalismo”
Francisco Brito Cruz, diretor do InternetLab

“Gilmar Mendes mandou cancelar o BBB17”, “Governo de Goiás está distribuindo bonecas com órgãos sexuais trocados”, “Pombas são moídas junto com a cerveja”, “Projeto de Lei exigirá uniforme unissex em 2018”, “Pablo Vittar ganhará programa infantil com o apoio da Lei Rouanet”, “Filho do ex-presidente Lula é visto com uma Ferrari banhada a ouro no Uruguai”, “EUA e ONU sugerem intervenção militar no Brasil”… E por aí vai.

As frases acima foram ditas na rede mundial de computadores – internet, onde desconhecidos, por meio de perfis falsos ou não, compartilharam informações inverídicas sobre determinadas personalidades, causando dúvidas aos espectadores e prejuízos morais aos ofendidos.

Difamar personalidades, mudar a opinião pública de um político, destruir a imagem de determinada empresa ou de um produto, distorcer fatos e opiniões, são alguns dos resultados deste mundo globalizado que a cada dia é mais dependente da tecnologia para se comunicar.

A facilidade de comunicação tem possibilitado a disseminação de notícias de origem duvidosa, que vem afetando periodicamente diversos brasileiros – famosos ou anônimos. Com a Zeeng,  plataforma de Big Data Analytics, você tem a informação com segurança e qualidade, pois o sistema verifica a relevância dos portais de notícia e os classifica.

A fofoca do dia a dia ganha cada vez mais forças, já que vem sendo exposta naturalmente nas redes sociais, na sua maioria: Twitter, Facebook e WhatsApp. Comportamento que, muitas vezes ingênuo, vem causando muita dor de cabeça aos citados.

Porém esse costume não é novidade. Ele acompanhou a virada dos séculos, distorcendo até a nossa história. Como exemplo na política podemos citar o que revelou Cesar Maia em sua obra “Política e Ciência” (Maia, Cesar. 1998. Editora Revan) “…500 pessoas espalhadas em vários botequins repetindo a mesma frase fazem um estrago e disseminam um boato”. Ele lembra o episódio das eleições municipais do Rio de Janeiro em 1996, em que deu uma ajudinha ao seu candidato a prefeito, Luiz Paulo Conde, para derrotar Sérgio Cabral — o ex-governador, hoje preso. Cesar Maia pediu a um assessor que colocasse 150 pessoas em bares tomando café e dizendo “Eu soube que o Cabral vai renunciar”. Adivinhe? Conde foi eleito.

Recentemente podemos citar o caso da vereadora do Psol, Marielle Franco, assassinada em março de 2018, que teve seu nome exposto de forma completamente leviana nas redes sociais, onde políticos “notáveis” citaram a líder comunitária Marielle como “ex-esposa do Marcinho VP”, traficante que comandava o tráfico na zona sul do Rio, “usuária de maconha” e “defensora de facção rival e eleita pelo Comando Vermelho”.

O departamento jurídico do Psol, familiares e voluntários mobilizaram uma força-tarefa para desmascarar os autores das “Fake News” que difamaram a vereadora, e junto ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) buscam punição dos autores, sendo que boa parte deles se desculparam publicamente e desmentiram os boatos.

Mas, do que vale a desculpa e o sentimento de arrependimento quando a notícia já se espalhou e já causou dor e sofrimento ao ofendido, assim como aos seus familiares, amigos e colegas de trabalho? O compartilhamento de notícia falsa pode acarretar consequências jurídicas graves para o autor da postagem, já que o abalo causado à vítima não é apenas moral ou em seu círculo de amigos, mas também material, como pode ocorrer em virtude da dispensa de um emprego.

Desta forma, além de incorrer em responsabilidade criminal, onde será apurado a conduta por crime de calúnia, injúria e difamação, a vítima ou até mesmo seus familiares (dano moral reflexo), podem buscar uma reparação civil na justiça com objetivo de recebimento de indenização.

No Brasil, em vista ao regime democrático, a verdade não é absoluta e o uso da internet é cercada por princípios, como a preservação e a garantia da neutralidade da rede (art. 3.º, inciso IV, Lei 12.965/14) e a liberdade de expressão, comunicação e manifestação de pensamento (art. 3.º, inciso I, Lei 12.965/14), e tem como objetivos o acesso à informação, ao conhecimento e à participação na vida cultural e na condução dos assuntos públicos (art. 4.º, inciso II, Lei 12.965/14).

“E ainda temos o Marco Civil na Internet – Lei nº 12.965/14 que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil, o qual deve ser observado não somente pelos usuários, mas também pelas empresas de comunicação em massa.”

Logo, todo cuidado é pouco. Sempre se deve procurar saber a fonte da informação, buscar verificar a notícia em um site jornalístico sério e de qualidade. E sempre desconfiar do apelo exagerado à sensação – sensacionalismo –, que viralizamos sentimentos de ódio, raiva, medo e revolta.

Afinal, a educação também deve estar presente na mídia e nas redes sociais, pois quem hoje compartilha, pode estar sendo um “alvo” amanhã. Devemos valorizar a liberdade conquistada em um espaço democrático, já que toda mudança de pensamento é construída com base no conhecimento ensinado, compartilhado e adquirido pelas diversas formas de expressão.

Fonte: Justificado