Facebook vai cobrar taxa de 30% de grupos privados que têm assinaturas

Facebook passou a testar há cerca de um ano a opção para grupos privados cobrarem uma assinatura de participantes em troca de conteúdo extra. A experiência parece ter dado certo e, a partir de 1º de janeiro de 2020, a rede social começará a reivindicar sua parcela sobre a receita.

Segundo o TechCrunch, o Facebook cobrará uma taxa de até 30%, dependendo do dispositivo em que o usuário começou a assinar o grupo privado. A comissão vale apenas para asssinaturas feitas a partir de 2020, mas deve impactar muitos administradores.

A diretora de monetização de mídia do Facebook, Kate Orseth, afirma que a empresa garantirá 70% dos ganhos aos donos de grupos. O restante do valor será destinado ao Facebook, que até o momento não cobrou nada, ou taxas de outras empresas.

Como o aplicativo do Facebook utiliza os sistemas de pagamento do iOS e do AndroidApple e Google ficam com 30% do valor das assinaturas no primeiro ano e 15%, no segundo. O Facebook ganhará a partir dessa redução, pois ficará com os outros 15% que iriam para as donas das plataformas.

Na prática, a mudança não afetará os administradores de grupos, já que parte do valor terá somente um novo destino. Em assinaturas feitas no desktop, no entanto, a rede social cobrará uma taxa de 30% que, até então, não existia.

O Facebook também permitirá a criação de grupos exclusivos de assinantes, com valores de US$ 4,99 a US$ 29,99. Com isso, administradores não precisarão criar publicações para quem não paga por conteúdo extra sobre temas como culinária, criação de filhos e organização doméstica.

Fonte: Tecnoblog

Músicas no Stories do Instagram chegam ao Brasil

Para adicionar músicas aos Stories, basta selecionar o novo adesivo após tirar uma foto ou gravar um vídeo. Ele inclui uma opção de busca para você encontrar a canção desejada e permite cortar apenas o trecho que será escutado por seus seguidores. Caso a música escolhida tenha letras disponíveis no Instagram, elas aparecerão na tela.

Dublagem ao vivo no Facebook

Além do adesivo para Stories, o Facebook também ganhou duas novidades envolvendo música. A primeira delas é o Lip Sync Live, ferramenta de dublagem de músicas ao vivo. Ela permite que o resultado seja transmitido para todos os seus amigos e seguidores na rede social, que acompanham a performance em tempo real.

O Facebook também adicionou suporte a músicas no perfil. Quando selecionadas, elas aparecem logo abaixo da sua foto de perfil para que todos conheçam qual é sua canção favorita no momento. Todas as atualizações estão disponíveis no Android e no iOS.

Fonte: Tecmundo

Uso do Facebook caiu 20% desde escândalo de Cambridge Analytica

A receita do Facebook pode continuar nas alturas, mas estudos feitos por empresas de análise de negócios apontam uma tendência preocupante – e sintomática – da rede social: uma queda expressiva de engajamento dos usuários. O sinal mais recente disso foi registrado pelo The Guardian, que recebeu um levantamento feito pela Mixpanel, que mostrou uma queda de 20% de atividade no Facebook desde abril de 2018.

A medida é simbólica porque começa no primeiro mês completo após o escândalo de Cambridge Analytica, que abalou a credibilidade pública da rede social. No gráfico apresentado pela publicação britânica, há uma queda quase contínua na quantidade de curtidas, compartilhamentos e postna rede social, com subidas em julho, outubro e dezembro de 2018, além de janeiro de 2019. De fevereiro a maio deste ano, não houve altos e baixos

Há 10 dias, a eMarketer, empresa de pesquisa de mercado, também havia apresentado uma pesquisa com resultados semelhantes. Aplicado aos Estados Unidos, o levantamento indica que os usuários do Facebook estão passando cada vez menos tempo na plataforma e, por consequência, diminuindo o uso total de redes sociais.

De 2016 a 2017, o tempo de uso de redes sociais nos EUA subiu 10,7%, o que resultou em uma média de 1h15 dedicadas a plataformas do tipo. De 2017 a 2018, houve queda de 1,9%, com média de uso de 1h14 por dia. No caso do Facebook, no entanto, o número foi de 41 minutos diários para 38 minutos, com a expectativa de uma queda ainda maior para 2019.

Ambos os resultados vão na contramão do que o próprio Facebook divulga. A empresa afirma que o número de usuários ativos por mês e ano subiu 8% na comparação de março de 2018 para março de 2019. A rede social contou com 1,56 bilhão de pessoas acessando o serviço todo dia e 2,38 bilhões fazendo login pelo menos uma vez por mês no período.

As métricas podem parecer contraditórias, mas podem coexistir. Embora o número de pessoas usando a rede social aumentou, os usuários estão gastando menos tempo diariamente na plataforma. Não é necessariamente má notícia para a empresa de Mark Zuckerberg, já que boa parte destes olhos podem estar se voltando para o Instagram ou WhatsApp, já que ambos são de propriedade do Facebook.

Um número que caiu, se compararmos o primeiro trimestre de 2018 e o de 2019 do Facebook é o lucro líquido da empresa. Ainda que a receita tenha subido de 11,9 bilhões para 15 bilhões, o lucro caiu de 4,9 bilhões para 2,4 bilhões.

Fonte: UOL

Facebook Watch: um rival para à altura do YouTube?

O Facebook Watch tem aposta no conceito de que o conteúdo audiovisual ajuda o usuário a se conectar; faz sua experiência ser menos passiva e solitária. Levando em consideração os 720 milhões de pessoas que todos os meses assistem a pelo menos um minuto de vídeo no mecanismo, não seria precipitado pensar que o Watch tem atingido seu objetivo.

Interatividade é uma das explicações

Os meios de interação disponíveis são uma das razões do sucesso. Comentários, compartilhamentos, reações, enquetes, grupos, mensagens, Watch Parties podem potencializar a conexão virtual entre indivíduos. Um exemplo é a possibilidade de encontrar grupos através do Facebook Watch. Por exemplo: se você estiver assistindo a um episódio do Red Table Talk no Watch, verá o grupo oficial ao lado do vídeo; e você, então, poderá conversar com outras pessoas interessadas neste assunto.

Outra estratégia do serviço é o Facebook Watch Originals, que disponibiliza programas originais exclusivamente na plataforma. A adaptação do icônico MTV The Real World, por exemplo, faz parte desse porgrama e estreiará em breve. Dentre os lançamentos dos próximos meses, temos: Human Discoveries (Premiere), em julho; Ball in the Family (5ª Temporada), Curse of Akakor (Premiere), Five Points (2ª Temporada), Huda Boss (2ª Temporada), em agosto; The Birch (Premiere), Limetown (Premiere),  Sorry For Your Loss (2ª Temporada), em outubro.

As colaborações entre criadores e publishers digitais também fazem parte das estratégias de atração de público. Em março deste ano, o Facebook anunciou um programa que conecta criadores de conteúdo a veículos de mídia digitais. O resultado foi a criação de novos conteúdos para estrear no Facebook Watch. Vários destes shows estarão disponíveis nos próximos meses, incluindo: Sundays at Nonna’s da Tastemade, com Ian Hecox (junho), The Players’ Tribune’s Generations, com Megan Rapinoe e Lindsey Horan (junho), Studio71’s Fetch Me A Date, com Jonathan Bennett e Dorothy Wang (julho) e Mi Quinceañera Come True do Buzzfeed apresentando PeroLike (outubro).

A conta sempre vem

Mas, nem tudo são flores. A tendência é que a quantidade de anúncios aumente nos conteúdos do Watch. Os chamados Ad Breaks estão disponíveis em mais de 40 países, inclusive no Brasil. O número de páginas ativamente usando o recurso mais do que triplicou no ano passado. A quantidade de páginas que ganham mais de US$ 1 mil por mês aumentou mais de 8 vezes, enquanto a de páginas ganhando mais de US$ 10 mil mensais aumentou mais de 3 vezes.  BuzzFeed e o Group Nine Media são alguns dos publishers que estão tendo sucesso com os Ad breaks. Com o retorno financeiro sendo comprovado, a tendência é de crescimento das produções e, também, é claro, dos anúncios que as sustentam.

Fonte: Olhar Digital

Facebook removeu 2,2 bilhões de contas no 1º trimestre de 2019

O Facebook anunciou que removeu 2,2 bilhões de contas falsas entre janeiro e março de 2019 – um número recorde para a empresa e que é ligeiramente menor que os 2,38 bilhões de usuários mensalmente ativos que a rede possui em todo o mundo. Os números fazem parte de um relatório global lançado nesta quinta-feira pela companhia; a partir de agora, os dados serão revelados trimestralmente pela empresa e incluirão outra de suas plataformas públicas: o Instagram.

“A saúde da rede social é tão importante quanto os balanços financeiros que soltamos, então faremos isso com a mesma frequência”, disse Mark Zuckerberg, em chamada com repórteres nesta quinta-feira. “Entender a presença de conteúdo danoso ajudará empresas e governos a desenhar sistemas melhores para lidar com o tema.”

Os dados chamam a atenção por serem substancialmente superiores aos números mais recentes divulgados pelo Facebook: entre outubro e dezembro de 2018, a empresa desativou 1,2 bilhão de contas falsas. No mesmo período em 2017, foram 694 milhões de contas. Os valores, claro, não são adicionados à conta total de usuários do Facebook, uma vez que os perfis falsos são desativados antes mesmo de serem adicionados à rede social, explicou o vice-presidente de análise de dados (analytics) do Facebook, Alex Schultz.

A empresa divulgou ainda que estima que 25 em cada 10 mil visualizações de conteúdo (vídeos ou fotos) violem as regras de violência e conteúdo adulto, não permitidos pela empresa na plataforma – desses, entre 11 e 14 a cada 10 mil visualizações são de nudez ou conteúdo de atividade sexual.

O Facebook comentou também que está melhorando sua capacidade de detectar vendas ilegais dentro da plataforma, como drogas ou armas – no primeiro trimestre, os sistemas da empresa conseguiram detectar 83,3% das violações de vendas de droga e 69,9% das de vendas de armas de fogo, sem necessidade de moderação humana. O Facebook acrescentou que “tomou atitudes” com relação a 19,4 milhões de peças de conteúdo no 1º trimestre deste ano – destas, 2,1 milhões passaram por “apelação” e 453 mil retornaram à rede após uma justificativa dos usuários ter sido aceita pela rede social.

Fonte: Correio do Povo

Facebook desativou 2,19 bilhões de contas falsas no primeiro trimestre de 2019

Em anúncio oficial para a imprensa, o Facebook revelou que desativou 2,19 bilhões de contas falsas no primeiro trimestre de 2019. O número impressiona ao considerar o último trimestre de 2018, quando 1,2 bilhões de contas foram banidas.

O número de contas que tomamos ações aumentou por conta de ataques automatizados, feitos por pessoas mal intencionadas e que querem criar um alto volume de contas de uma vez só“, afirma o pronunciamento.

Considerando que a rede social tem 2,38 bilhões de usuários ativos mensais, a estatística torna-se ainda mais relevante. A estimativa feita pela empresa é de que 5% dessas contas não são reais; ou seja, aproximadamente 119 milhões de contas conseguem driblar os parâmetros de segurança da rede.

Alex Schultz, vice-presidente de Analytics do Facebook, afirma que mesmo com os 2 bilhões sendo impressionantes, o foco deve ser na porcentagem que realmente consegue entrar na rede social – no caso, os 5%.

Ele explica que as duas metas da rede são “prevenir o abuso das contas falsas ao mesmo tempo que dá o poder das pessoas compartilharem conteúdo por meio de suas contas autênticas. Temos que acertar o equilíbrio entre esses dois objetivos“.

Por fim, em seu Relatório de Transparência, o Facebook mostrou a evolução de sua inteligência artificial e machine learning. Seus sistemas conseguiram detectar mais de 95% dos conteúdos ofensivos antes deles serem reportados por usuários.

A porcentagem é bastante similar à dos trimestres anteriores, mas com um detalhe interessante: o número de conteúdos bloqueados caiu de 24,6 milhões para 19,4 milhões.

Apesar da melhora na identificação de posts problemáticos, a rede social reconhece que precisa melhorar a detecção de discurso de ódio – apenas 65% do conteúdo é encontrado antes de ser reportado; ainda assim, o número é 24% maior do que há um ano.

Fonte: The Enemy

Facebook anuncia o retorno de função para visualizar seu perfil como público

No ano passado, o Facebook havia retirado um recurso que permitia aos usuários visualizarem os seus perfis na visão de outras pessoas. Isso acabou desapontando muita gente, que conseguiam editar os seus dados e fotos para que o perfil ficasse do jeito que gostaria ao público geral. No entanto, na terça (14), a gigante deu uma notícia muito boa para esses usuários, pois afirmou que está trazendo de volta essa função.

O recurso, conhecido como “Visualizar o meu perfil”, é uma ferramenta de segurança que permite aos usuários verem como seu perfil se parece na perspectiva das pessoas de quem não são amigos no Facebook. Com base nessa tela, os usuários também podem efetuar alterações nas informações disponíveis publicamente com um novo botão chamado “Editar perfil público”.

Apesar de agradar a muitos, esse recurso havia sido desativado em 2018 após um ataque hacker que se aproveitou de algumas brechas de segurança dessa mesma função, extraindo informações pessoais de 50 milhões de contas que, ao que tudo indica, foram utilizadas para planejar ações de marketing direcionadas.

Conforme os testes realizados em smartphones e notebooks, aparentemente o recurso ainda não foi liberado para todo mundo e está sendo disponibilizado aos poucos. Mas como o Facebook anunciou a volta da funcionalidade de forma pública, por meio de sua conta do Twitter, é possível que o recurso esteja à disposição de todos dentro de alguns dias.

Fonte: Canaltech

Sinalização de conteúdo pago no Instagram aumentou 56% em 2018

mercado de influência deve movimentar R$2,3 bilhões globalmente este ano, de acordo com o levantamento “Must-know Influencer Marketing Trends 2019”, divulgado esta semana pela Socialbakers. Este valor considera o volume crescente de posts patrocinados por marcas nas redes sociais. Para se ter ideia, no último ano, o número de influenciadores que utilizaram a hashtag #ad para indicar conteúdos patrocinados subiu 56%.

Conduzido entre janeiro de 2018 e março de 2019, o levantamento da Socialbakers mapeou mais de 12 milhões de perfis de influenciadores no Instagram em todos os continentes. Na América Latina, foram 2,3 milhões de influenciadores analisados. Os grandes influenciadores e celebridades, aqueles com mais de 1 milhão de seguidores, foram os que mais sinalizaram posts patrocinados: cerca de 26% deles utilizaram a hashtag #ad.

Na avaliação de Alexandra Avelar, country manager da Socialbakers no Brasil, a maior sinalização de posts patrocinados se deve ao amadurecimento dos influenciadores na relação com marcas. “Os conteúdos tagueados como publicidade deixaram de ser mal vistos pela audiência”, justifica.  Uma das descobertas do estudo foi a de que o conteúdo patrocinado e não-patrocinado geraram praticamente o mesmo nível de engajamento na média global, o que mostra que conteúdos de marcas podem ser tão bem-sucedidos como conteúdos orgânicos.

Os chamados macro-influenciadores, aqueles com entre 100 mil e 1 milhão de seguidores, são os mais propensos a colaborar com uma variedade maior de marcas e indústrias na produção de conteúdo. Os micro-influenciadores, com menos de 10 mil seguidores, por sua vez, são menos propensos a colaborar com um grande número de marcas e setores.  “Os micro-influenciadores, em geral, têm menos acesso às marcas e as marcas a eles. Muitas vezes, eles nem mesmo são considerados para algumas campanhas”, explica Alexandra.

Ao mesmo tempo, influenciadores menores também costumam ser mais seletivos em suas parcerias. “Ao contrário de muitas celebridades, que veem menos risco ao se associarem comercialmente às marcas, um micro-influenciador acaba criando uma relação tão próxima com sua audiência que uma associação ruim pode colocar toda a sua credibilidade em cheque”, argumenta a country manager.

A América Latina é a região com maior volume de micro-influenciadores. Entre os produtores de conteúdo online na região, 97% se enquadram nesta categoria. Para Alexandra, o sucesso de micro-influenciadores na região se deve à cultura. “Nosso modelo de relações é mais pessoal. Faz parte da nossa cultura ter uma proximidade maior com o outro”, acrescenta.

As influenciadoras entre 25 e 34 anos dominam a base global de seguidores do Instagram e recebem a maior parcela de interações na rede social. Em segundo lugar no ranking de audiência, estão influenciadoras com entre 18 e 24 anos e, em terceiro, influenciadores homens com entre 24 e 24 anos.

Entre os segmentos de mercado mais engajados em práticas de marketing de influência no Instagram estão moda, beleza, ecommerce, automotivo e varejo, nesta ordem. Estes também são os setores com o maior número de menções de influenciadores na rede social. Abaixo, você confere o ranking das indústrias mais citadas globalmente por influenciadores no Instagram.

Fonte: Meio & Mensagem

Pesquisadores discutem o futuro do Facebook como um cemitério digital

Não é loucura pensar que a adoção do Facebook vai diminuir drasticamente ao longo do tempo. Embora um certo membro da diretoria da empresa esteja determinado a enganar a morte, a nossa própria mortalidade é ainda mais inevitável do que o declínio da rede social. Pesquisadores agora estão investigando o cruzamento dessas duas realidades, fazendo a pergunta: será que o Facebook vai se tornar, em breve, mais um cemitério do que uma rede social? E qual é nossa responsabilidade como sociedade para documentar essa vida digital após a morte?

O estudo — “Os mortos estão tomando conta do Facebook? Uma abordagem de Big Data para o futuro da morte online” — foi publicado neste mês no Big Data & Societypor pesquisadores do Instituto de Internet de Oxford. O artigo explora dois cenários possíveis, um em que o crescimento do Facebook para completamente a partir do ano passado e outro em que ele segue crescendo a uma taxa de 13% ao ano até atingir totalmente seu mercado alvo nas categorias de país, ano e idade.

Como os pesquisadores observaram no artigo, nenhuma dessas situações hipotéticas é suscetível de se desenvolver exatamente como ilustrado, mas eles apontaram que “o verdadeiro número” de perfis mortos “quase certamente cai” entre esses cenários, que servem como um teto e um piso para como a morte online pode se desdobrar. De qualquer forma, os pesquisadores concluíram que, até 2060 ou mais cedo, “o Facebook terá indubitavelmente centenas de milhões de usuários mortos”.

Os pesquisadores usaram dados da ONU para previsão das taxas de mortalidade por idade e nacionalidade, de acordo com o artigo. Eles também fizeram raspagem de dados na página Audience Insights, do Facebook, usando um script Python para dados sobre os usuários ativos mensais da rede social por idade e nacionalidade.

Mas, como os pesquisadores apontaram no estudo, há algumas ressalvas para suas conclusões, considerando a prática obscura anterior do Facebook de inflar suas métricas, assim como o fato de que os dados acessíveis publicamente da rede social excluem usuários menores de 18 anos, agrupam usuários maiores de 65 anos e excluem usuários que já morreram e que têm seus perfis ainda em serviço.

Dito isso, o estudo descobriu que “um mínimo de 1,4 bilhão de usuários falecerão antes de 2100, em um cenário em que o Facebook deixasse de atrair novos usuários a partir de 2018”. Esta hipótese é declaradamente improvável, a menos que um escândalo totalmente desastroso ocorra, visto que, mesmo depois da Cambridge Analytica, o Facebook ainda conseguiu novos usuários e muito dinheiro.

Se a rede social continuar em seu ritmo atual, o número de usuários que falecerão até 2100 “ultrapassará 4,9 bilhões”. E o estudo também descobriu que esses perfis póstumos estarão concentrados principalmente no sul da Ásia e na África.

“Em um nível social, apenas começamos a fazer essas perguntas e temos um longo caminho a percorrer”, disse o autor principal Carl Öhman à Universidade de Oxford, referindo-se a quem tem direito aos dados daqueles que faleceram e como eles devem ser mantidos eticamente.

“A gestão de nossos restos mortais digitais acabará afetando todos que usam as redes sociais, já que todos nós um dia morreremos e deixaremos nossos dados para trás. Mas a totalidade dos perfis dos usuários falecidos também equivale a algo maior do que a soma de suas partes. Ela é, ou pelo menos se tornará, parte da nossa herança digital global.”

Essa discussão está no centro do que os pesquisadores estão explorando em suas tentativas de entender o quão grave será a amplitude dos mortos em redes sociais nas próximas décadas. Não se trata simplesmente de apontar que, sim, é provável que muitos perfis existam apenas para atender às necessidades da empresa e dos entes queridos vivos em luto. Trata-se também de começar uma conversa sobre o significado dessa riqueza de dados e a quem eles pertencem. Principalmente, que não devem pertencer exclusivamente a uma corporação com fins lucrativos, ainda mais uma atolada em polêmicas.

“É importante que os dados historicamente significativos sejam preservados de forma que sirva a toda a humanidade, e isso não pode ser feito atribuindo a curadoria de registros sociais históricos a qualquer agente que opere em seu próprio interesse racional”, escreveram os pesquisadores no artigo.

O estudo serve como um guia útil para onde os especialistas podem focar suas atenções, tanto em termos do escopo da tarefa em questão quanto geograficamente, onde esses dados estão mais concentrados — o que, como mencionamos, ocorrerá em países não ocidentais.

Mas as questões permanecem: como esses dados podem ser coletados de forma a proteger a privacidade do usuário individual e quem são os melhores guardiões e coletores para esse tipo de dados que é do interesse das gerações futuras? David Watson, coautor do artigo, apresentou a ideia de historiadores, arquivistas, arqueólogos e especialistas em ética como os peritos que o Facebook deveria considerar para curar esses dados.

“E, como Orwell tão habilmente observou no livro 1984, aqueles que controlam nosso acesso ao passado também controlam como percebemos o presente”, escreveram os pesquisadores. “Assim, a fim de evitar um futuro possivelmente distópico de assimetrias de poder e narrativas históricas distorcidas, a tarefa diante de nós é projetar uma solução sustentável e digna que leve em conta múltiplos interessados e valores. Isso inevitavelmente requer uma descentralização do controle e da propriedade de nossa herança digital coletiva.”

Fonte: Gizmodo Brasil

Facebook processa vendedores de curtidas e seguidores falsos para Instagram

Os donos da Social Media Series Limited já haviam sofrido sanções do Facebook em 2018 por vender curtidas e seguidores artificiais, mas continuaram a atuar sob nomes falsos

O Facebook processou a Social Media Series Limited, empresa neozelandesa que vende curtidas, compartilhamentos e seguidores artificiais para usuários do Instagram. A companhia de Arend Nollen, Leon Hedges e David Pasanen driblou por anos os pedidos do Facebook para encerrar as atividades com bots — para isso, mudava o nome dos sites que ofereciam os benefícios. Agora, o processo pede que a corte dos EUA impeça a atuação da empresa e pede indenizações por manipular a plataforma.

Segundo o Facebook, os neozelandeses operam nas redes sociais desde 2015. Em 2018, eles receberam uma notificação para que parassem com as vendas de curtidas e seguidores, e fecharam o site original — mas não desistiram da atividade: Nollen, Hedges e Pasanen abriram outra loja (com nome falso) depois de terem suas contas banidas e milhões de likes artificiais bloqueados.

O Facebook estima que a Social Media Series Limited ganhou cerca de US$ 9,4 milhões com engajamento falso em mídias sociais. Segundo ele, o grupo tinha “uma rede de bots e contas do Instagram para entregar milhões de curtidas automatizadas aos clientes” e “algumas das contas controladas por eles eram responsáveis por dezenas de milhares de curtidas diariamente”.

Agora, mais uma vez, a rede social processa os vendedores por violação dos termos de serviço do Facebook e do Instagram. Depois de serem banidos das redes, os donos da empresa usaram bots para aumentar o engajamento. O processo afirma que eles mandaram comandos para os servidores das redes sociais para fraudar curtidas. Com esses dados, o Facebook declara violação da Lei de Fraude e Abuso de Computadores (CFAA).

Esse é o segundo processo recente que o Facebook registra contra contas falsas. No mês passado, várias empresas chinesas foram acusadas de vender likes e seguidores artificiais nas plataformas de Zuckeberg. Como antes, o Facebook chama isso de “mais um passo em nossos esforços contínuos para proteger as pessoas e evitar comportamentos não autênticos no Facebook e no Instagram”.

Fonte: Olhar Digital