Gestão da informação em tempo real e o aumento da produtividade das empresas

Considerado o novo petróleo por conter alto valor na geração de negócios, os dados são cada vez mais peça-chave na condução da gestão das empresas. Seja na tomada de decisão ou na capacidade de crescimento da produtividade, analisar e entender a grande quantidade de informações que temos à disposição é algo estratégico e indispensável para as companhias, independente do seu porte ou setor de atuação.

Extrair valor das iniciativas de big data analytics tem acelerado a busca por soluções e ferramentas que auxiliem nesse processo. De acordo com estimativas da consultoria IDC, os gastos com esses serviços devem crescer este ano no Brasil cerca de 18% em relação a 2017, e os gastos totais, incluindo infraestrutura, software e serviços, vão atingir US$3,2 bilhões no país.

Diversos setores já entenderam a importância da big data analytics e da gestão da informação em tempo real. Essa capacidade fornece aos gestores e tomadores de decisão informações acuradas e consistentes sobre o seu negócio, aumentando a assertividade nas ações. O principal objetivo é atingir maturidade que resulte em redução de custo, em melhor eficiência e, acima de tudo, em ganho de produtividade.

Outro ponto de extrema importância quando falamos em análise de informações é compreender possíveis falhas que podem gerar impactos negativos. O monitoramento de dados pode levar a uma maior identificação de erros, buscando a sua resolução com agilidade. O uso de ferramentas de big data analytics consegue utilizar de capacidade preditiva para encontrar problemas mais graves, o que leva a tomada de decisões eficientes para corrigi-los mais rapidamente.

 

A gestão da informação também diz respeito a dados retroativos. Ou seja, manter o histórico de dados coletados garante a realização de análises preditivas, que também possuem alto valor.

Além disso, caracterizar os tipos de dados que devem ser geridos em tempo real, a partir das melhores estratégias do seu negócio, também é fundamental para garantir ganho de eficiência. Diante de um processo que assegure que os dados sejam úteis e gerem novos insights para o gestor, é preciso criar padrões, tanto de qualidade, como de aplicações. A partir da compreensão específica do seu mercado, deve-se identificar dados que atendam à redução dos riscos operacionais, à padronização dos processos repetíveis e à melhoria dos fluxos de trabalho, por exemplo.

Em termos práticos, uma boa gestão da informação em tempo real oferece, além dos benefícios já mencionados, uma melhor realocação de recursos humanos e tecnológicos. Isso resulta em desgargalamento de operações críticas dentro da empresa. Além disso, também cria um workflow mais claro e objetivo das diversas etapas de comunicação entre os diferentes setores da companhia. Ou seja, reforça uma cultura organizacional que preze pela correção, responsabilidade e qualidade nos trabalhos desenvolvidos.

Em um mundo cada vez mais interligado, e que qualquer ação realizada gera dados e informações, é natural que todos as empresas queiram o otimizar a gestão a partir da análise correta. As companhias podem fazer essa implementação desde um profissional dedicado a essa função, até um cientista de dados, ou por meio de plataformas tecnológicas que integrem aos sistemas de gestão já presentes nas empresas.

Fonte: Ecommerce News

Mais de 50% das empresas brasileiras têm dificuldades em definir estratégias de marketing digital

Pesquisa realizada pela consultoria Web Estratégica aponta os principais desafios das organizações e as iniciativas mais usadas pelas companhias na internet

A tecnologia segue mudando a relação entre empresas e consumidores, mas grande parte das organizações ainda não entendeu a importância das ações no mundo digital, pois 56,4% das empresas investem apenas de 10% a 20% do orçamento de marketing nos canais digitais. O dado faz parte de uma pesquisa realizada com 1.024 empresas brasileiras, pela Web Estratégica, consultoria de marketing focada em negócios no mundo digital. De acordo com o levantamento, a principal dificuldade enfrentada por mais de 50% das empresas é identificar quais são as melhores estratégias de divulgação para os negócios na internet.

A iniciativa de investir na produção de conteúdo, para melhorar o posicionamento orgânico no Google, foi apontada como a ação que mais gera resultado por 34,2% das empresas. Já a gestão de redes sociais ocupou o segundo lugar nesse ranking, sendo apontada por 23,8% como a estratégia mais eficiente para as organizações. Entre as redes de anúncios, o Facebook Ads levou o crédito pelos melhores resultados em 18% dos negócios e o Google Ads em 16% das empresas.

Investir em marketing digital também é algo novo para a maior parte das empresas, pois 47,6% delas realizam ações dessa natureza há apenas um ano, 20,4% já investem nos canais digitais entre dois a quatro anos, e 13,2% já destinam verba para a divulgação na internet há um período que varia de um a três anos. “Embora as pessoas estejam cada vez mais comprando pela internet, muitas organizações ainda não estão preparadas para essa nova realidade, e têm perdido espaço no mercado”, comenta Rafael Rez, especialista em marketing digital e sócio da Web Estratégica.

A falta de investimentos em marketing digital também impede que as empresas alcancem todo o seu potencial com a divulgação na internet, segundo o levantamento para 57,3% das empresas as ações dessa natureza são responsáveis por 10% a 20% das vendas. Já para 13,1% das companhias esse número sobe, girando entre 20% a 30%. O marketing digital é extrema importância para cerca de 18% das organizações, para as quais representa mais da metade das vendas.

A profissionalização do setor também é uma deficiência de uma parcela significativa das empresas, pois 17,7% delas não têm nenhum profissional interno dedicado à função, porém a maior parte das organizações já enxerga a necessidade desses profissionais, já que 63,9% contam com equipes internas que variam de uma a três pessoas, e as demais possuem acima de três profissionais dedicados in loco ao setor.

As empresas que normalmente contam com equipes enxutas, costumam terceirizar os trabalhos, pois 77,2% preferem contratar fornecedores para criação e gestão de sites, 10,3% utilizam serviços terceirizados para a gestão de redes sociais, e somente 5,9% contratam outras organizações para produzir conteúdo. Para Rafael Rez, as empresas ainda investem muito pouco em marketing digital. “Os resultados da pesquisa mostram que muitos negócios seguem tendências, mas não procuram saber para que serve cada ferramenta”, comenta Rez. Outro ponto abordado na pesquisa, foi a frequência do acompanhamento de métricas, que muitas vezes é deixado de lado pelas empresas e acabou surpreendendo, pois 18% afirmaram fazer um acompanhamento diário.

O principal objetivo do marketing digital para 60,8% das empresas é alavancar as suas vendas e 22,3% apostam na exposição da marca. “Apesar de ser fundamental para as instituições, as empresas ainda sentem dificuldades para entender como usar o marketing digital, pois muitas ainda não possuem um objetivo definido”, comente Rez.

Em relação ao investimento para o próximo ano, 52,9% das empresas pretendem aumentar o valor investido em marketing digital entre 10% e 20%, e somente 27,5% pretendem aumentar o investimento em marketing digital em mais de 30%.

 

Fonte: Revista Live Marketing

20% mais vendas se o marketing usar dados

Estudo BCG/Google constatou que a maioria das empresas de varejo ainda está em estágios iniciais na utilização de informações para tomada de decisões. Veja aqui como galgar etapas

O setor de marketing da sua empresa já utiliza dados do consumidor para tomar decisões? E, se usa, com qual profundidade? Para responder a questões como essas, a consultoria BCG e o Google realizaram um estudo com mais de 60 profissionais dessa área que trabalham em diversos segmentos da economia, incluindo o varejo. O levantamento encontrou quatro estágios de maturidade no uso de informações para decisões de marketing: nascente, emergente, conectado e multimomento – nesta ordem.

A maioria das empresas varejistas está no segundo nível. Ou seja, tem dados, mas eles não estão integrados on e off line ou conectados com análises de retorno do investimento. Além disso, as decisões geradas não são personalizadas a partir do comportamento individual do cliente. Mas, afinal, qual é a vantagem de dar passos na direção do estágio mais avançado, em que tudo isso já acontece?

Segundo o estudo, as empresas que avançam no uso de dados na área de marketing elevam em até 20% seu faturamento e reduzem em até 30% seus custos. Tudo isso graças à assertividade das decisões. “No caso do varejo alimentar, é possível definir, por exemplo, se os folhetos de ofertas precisam ser personalizados para cada loja ou não, se serão distribuídos online ou em papel, etc.”, explica Eduardo Leone, sócio do BCG. “E mais: o varejista consegue entender em quais produtos o consumidor é mais sensível a preço e em quais não é, o que evita ofertas desnecessárias”, comenta. Para ele, também é importante que os varejos que trabalham com e-commerce integrem os dados obtidos nesse canal com os das lojas físicas. O cruzamento deles permite personalizar o sortimento nos dois canais, entre outros benefícios.

Estágios de maturidade no uso de dados em marketing

  • Nascente: decisões de marketing menos complexas pautadas em dados de terceiros, baixa ligação com resultados de vendas
  • Emergente: campanhas baseadas em dados próprios, com profundidade menor que em outros estágios, teste independente de canais de mídia
  • Conectado: dados integrados e ativados nos diferentes canais com clara conexão com retorno do investimento e resultado de vendas
  • Multimomento: execução dinâmica, otimizada e personalizada para cada cliente em todos os canais

O que você precisa para alcançar novos estágios

  • Dados: conectados Interligar todas as fontes de informação, online e off line
  • Tecnologia: contar com um conjunto de ferramentas tecnológicas de marketing, como de análise de web, sistemas de CRM e de personalização de mensagens
  • Métricas: gerar indicadores que permitam analisar o impacto nas vendas e no lucro
  • Competências Estratégicas: além de contratar cientistas de dados e experts, é importante que esses profissionais interajam com os demais talentos das empresas. Há companhias que contam com um desses profissionais no time de cada área
  • Novas Formas de Trabalho: implantar a cultura de “testar e aprender” e “falhar rápido” ajuda a ser mais ágil e a encontrar ciclos mais curtos de planejamento

 

Fonte: SA Varejo

Lei de dados: a corrida pela adaptação do mercado

Empresas terão de se adequar a uma realidade em que conhecer a legislação sobre consentimento e transparência será essencial

Num painel com debate intenso e repleto de aprendizados, Vanessa Vilar, gerente jurídica de Brasil e LatAm da Unilever; Renato Opice Blum, economista, advogado especializado em direito digital e coordenador dos cursos de Proteção de Dados e direto digital do Insper; e Igor Puga, diretor de marketing e marca do Banco Santander, falaram sobre as implicações das novas leis de dados da Europa e do Brasil sobre o mercado em geral e, em especial, na indústria de comunicação. No palco do Maximídia, em São Paulo, eles falaram sobre pontos técnicos da lei, dificuldades de adaptação e desafios entre compliance e inovação.

Vanessa abriu a conversa falando sobre os obstáculos no caminho até a lei brasileira passar a vigorar, em fevereiro de 2020. “A gente já tinha um conjunto de normas que atacava isso de certa forma, como o Código de Defesa do Consumidor e a própria Constituição, mas de forma imprecisa, pois não trazia questões para o mercado sobre o que é privacidade, o que são dados sensíveis e outros pontos que só se tornaram mais claro ao se acompanhar a lei europeia”, falou a executiva. Para Vanessa, a principal diferença, porém, da realidade europeia que levou à implantação da General Data Protection Regulation (GDPR), é que lá já havia uma cultura de discussão sobre isso entre o mercado muito anterior à nova regulação.

Igor Puga destacou os conteúdos de consentimento e transparência presentes na Lei Geral de Proteção de Dados, o texto brasileiro. “No marketing a gente lida com dados de uma forma muito solta, sem avaliar o impacto no consumidor final. Mas quando você vai comprar remédio e a farmácia pede seu CPF para dar um desconto, parece tao efêmero, tão pequeno, que ninguém pensa na sequência, que isso não é exatamente um benefício, um programa de fidelidade”, disse o publicitário. “Imagine uma rede de farmácias que pega essas informações, reúne seus dados de suas doenças, os remédios que compra, e vende isso para um plano de saúde. O tamanho do ecossistema no qual a gente está metido tem um volume de trânsito de dados muito grande. E até pouco tempo não havia legislação, e para trabalhar o marketing com esses dados nós íamos até o limite do que permitia dentro de um risco jurídico.”

Renato questionou se o mercado brasileiro, advogados e consumidores estão realmente preparados para a proteção de dados. “Ou melhor: Estamos preparados para a desproteção de dados?”, provocou. Ele citou os termo de uso, por exemplo, algo que não se costuma ler até o final, detalhadamente, mas deverá ser uma prerrogativa. “Quando começarmos a coletar dados que possam identificar uma pessoa, terei de ter o consentimento, e para isso é preciso conhecer os termos. É um dos pontos, o mais relevante”, disse Renato. “A Europa está com dificuldade de entender e aplicar a legislação lá, e aqui será a mesma coisa. Tem muito trabalho pela frente.”

Igor comentou que está numa situação privilegiada, dentro do Santander, pois para o setor financeiro em geral, dados dos clientes é o principal ativo e, por isso, já há muitos profissionais no setor que pelo menos entendem da gestão dessas informações. Mas ponderou que na indústria de bens e outros setores não tem a mesma expertise. “O grande dilema é que os profissionais de marketing têm necessariamente formação em comunicação e não em negócios, são muito ancorados em meios tradicionais que não fazem uso de dados. Então esses profissionais não têm repertório o suficiente, anterior, para entender aquela legislação nova”, comentou Igor.

Renato complementou que o trabalho de orientação também é um efeito, ainda que sintomático, da lei. “Ao exigir a organização de seus dados na internet, com multas pesadas em caso de descumprimento, o propósito é, além de regulamentar, deixar o tratamento de dados mais sério e organizar melhor o mercado. O consentimento também vai, portanto, educar digitalmente o usuário e o mercado, não é só imposição. Às vezes a lei ajuda a conscientizar, porque a evolução tecnológica é muito rápida, então a legislação vem proteger e fazer as pessoas entenderem a importância de entenderem sobre o compartilhamento de seus dados.”

Vanessa destacou que, para ajudar na educação digital, é essencial que as empresas tenham parceiros confiáveis, com revisão de contratos, e acompanhamento diário da gestão dessas informações. E também que revisem o modo que colocam suas cláusulas para o público consumidor. “Um dado da Deloitte diz que 90% dos consumidores não lê os termos de uso. Temos de nos colocar no lugar do consumidor e sempre pensar se estamos fazendo o melhor para a pessoa entender, de forma eficiente.”

Fonte: Meio e Mensagem 

Quantas marcas – e dados – cabem em um cérebro?

Desafio da publicidade diante das limitações cognitivas e das novas tecnologias foram tema de painel da Kantar Ibope Media

O consumidor sempre precisou estar no centro de qualquer estratégia de negócio. Essa necessidade, no entanto, passa a ser ainda mais latente quando analisamos os múltiplos desafios que o setor de consumo tem pela frente. Parte deles foi apresentada pela CEO da Kantar Ibope Media, Melissa Voguel, que fez um contraponto entre a forma como os dados e as múltiplas informações são capazes de aproximar empresas e pessoas e, ao mesmo tempo, ponderou como a capacidade cognitiva humana está apta a absorver esse oceano de impactos e informações diárias.

“Vivenciamos a terceira era do consumo, que será pautada por múltiplos desafios de capacidade. O primeiro é a economia, que já não cresce mais, em diversos mercados, como cresceu no passo. O segundo é a capacidade de recursos naturais, que é finita. E o terceiro desafio é a capacidade cognitiva do ser-humano. Todos somos expostos a uma quantidade infinita de dados, mas o cérebro continua sendo o mesmo”, ponderou Melissa.

Na opinião da executiva, a atividade de consumo será estruturada em três pilares: experiência, relacionamentos e algoritmos. Para fazer a diferença nesse mundo de conexões tão múltiplas e geração de dados mais rápida do que a capacidade humana de processa-los, terão lugar, segundo a CEO da Kantar Ibope no Brasil, as marcas que conseguiram transformar informações tecnológicas em conexões relevantes, estabelecendo relacionamentos sólidos com as pessoas.

Para entender como os líderes de agências estão lidando com esse desafio, Melissa convidou ao palco do Maximídia o CEO e chairman da WMcCann, Hugo Rodrigues, o CEO da J. Walter Thompson, Ezra Geld e o sócio e CCO da Suno, Guga Ketzer. Cada um dos líderes falou sobre os desafios de usar os dados em prol da conexão humana.

Na opinião de Hugo Rodrigues, é preciso primeiramente aceitar que é impossível entender e prever as novas lógicas de consumo. “Estamos menos fieis, que tem condições está mais exigente e isso se deve a um aumento incrível da oferta que temos. Hoje temos mais ofertas e opções que jamais tivemos e a tecnologia, com sua contínua reinvenção, amplia esse cenário. A capacidade de reinvenção da tecnologia, hoje, é maior do que nossa capacidade de absorção. As marcas têm de ser humildes para entender que isso fará com que elas tenham consumidores menos fieis”, analisou o CEO e chairman da WMcCann.

Guga Ketzer ressaltou que todo o avanço tecnológico não pode afastar nunca o caráter humano da atividade. “A base da comunicação é sobre o ser humano e entende-lo passa por compreender um pouco de seu processo cognitivo. Não temos noção da rela capacidade que temos de pegar esses dados e transformá-los em outra coisa. O que acho é que vivemos um processo de alimentação via feed, que nos alimenta o tempo todo. E aí, vale um questionamento: até que ponto um algoritmo pode decidir o que ele acha que eu quero ver? O que tornou o ser humano um animal não-convencional foi, entre outras habilidades, a de caçar e criar instrumentos de cala. Quando só alimentamos os consumidores, será que estamos dando exatamente o que eles querem?”, questionou Guga.

Ezra Geld alertou sobre a possibilidade de a indústria estar, de certa forma, repetindo conceitos anteriores. “A gente vem se valendo de ferramentas que, aparentemente, nos ajudam a gerar relevância. Entendemos que isso nos permite chegar a targets mas não percebemos que isso substituiu o conceito de interrupção que já existia antes”, destacou o líder da J. Walter Thompson.

Fonte: Meio e Mensagem

Sua empresa está pronta para o futuro data-driven?

Todo mundo sabe da importância dos dados. Basta notar que as empresas que mais cresceram nos últimos anos tem no seu core esse compromisso de ser data-driven, e existe uma enorme oportunidade para muitas outras chegarem aos estágios mais avançados dessa transformação.

Dados são uma riqueza ainda tão pouco explorada, que ela não está sendo nem mesmo avaliada formalmente nas análises de valor das empresas. É como se a gente avaliasse o solo, mas ignorasse o potencial escondido no subsolo. No entanto, é apenas uma questão de tempo até o valor da massa de dados de um negócio começar a fazer parte do balanço das empresas, assim como o goodwillde marca já faz hoje. Segundo a consultoria Gartner, em 2021 isso já será uma realidade.

Nos últimos dois anos, foram produzidos 90% de todos os dados disponíveis no mundo. E nos próximos dois, vamos produzir um volume equivalente a todo o conhecimento gerado pela humanidade até hoje. Mas essas informações capturadas todos os dias precisam ser refinadas e transformadas em inteligência capaz de gerar riqueza para as empresas. Não adianta ter centenas de milhões de terabytes de dados se eles não forem acionáveis.

E como podemos acumular dados e extrair valor deles, colocando o consumidor no centro e criando vantagens competitivas para as empresas?

O primeiro passo é começar a reunir esses dados agora mesmo – tudo bem se você ainda não tiver uma estratégia definida do que fazer com eles. A verdade é que está ficando cada vez mais fácil usar as informações coletadas de forma inteligente. Não é à toa que vemos uma grande quantidade de empresas e universidades desenvolvendo e patenteando algoritmos no momento.

Um bom exemplo é a chinesa Alibaba.com. Com três plataformas de e-commerce, meio de pagamento mobile, navegador, empresa de vídeos e site de notícias próprios, eles se consolidaram como a 12ª empresa em market cap em 2017¹. Mas de onde eles extraem esse valor? Se você disse “dos dados”, acertou.

A Alibaba usa seus algoritmos de recomendação de produtos para extrair valor de toda informação que coleta. A importância desses algoritmos para as vendas da empresa é tanta que, no ano passado, uma simples mudança neles acelerou o crescimento da receita de e-commerce em mais de 20 pontos percentuais². Além disso, eles também aplicam essa inteligência na personalização de anúncios para os parceiros do seu marketplace, incrementando ainda mais o volume de vendas da companhia.

Ok, isso tudo é extremamente interessante, mas como uma empresa se torna data-driven?

Na nossa visão, esse movimento deve se estruturar em cinco pilares: pessoas, processos, assets, dados e tecnologia.

1. Pessoas

É essencial que haja um esforço da empresa em correr atrás das pessoas que possam ajudar essa transformação a acontecer, e elas têm perfis profissionais bastante específicos, como, por exemplo, o CDO (Chief Data Officer).

Chief Data Officer é um dos líderes mais importantes para as organizações interessadas nessa mudança de direcionamento. Em 2015, apenas 25% das grandes empresas tinham esse cargo, no entanto, um estudo da Gartner estima que, em um futuro próximo, esse número alcançará 90%.³ Mas é claro que apenas líderes não bastam, também são necessários outros profissionais capacitados; um dos perfis mais valorizados para isso é o do cientista de dados, especialista que trabalha na intersecção entre matemática, negócios e sistemas de informação.

Infelizmente, hoje esses dois perfis são escassos no Brasil. Mas a boa notícia é que já temos diversas faculdades do país oferecendo especialização, MBA ou mestrado nessa área do conhecimento, além de um grande número de cursos de educação a distância disponíveis – muitos oferecidos por instituições internacionais renomadas. Com tamanha demanda no mercado, a tendência é que o interesse por essa profissão cresça rapidamente nos próximos anos.

2. Processos

As operações e processos das empresas data-driven apresentam diferenças cruciais em relação às empresas tradicionais. A principal é que nelas os dados não ficam isolados em silos, mas trabalham de forma integrada. Na prática, isso significa que as informações não são armazenadas nos computadores individuais de cada funcionário, mas disponibilizadas na nuvem, para todos dentro da organização. Por exemplo, em vez de o relatório de vendas ficar disponível apenas para o gerente comercial, ele pode ser acessado em tempo real pelo marketing e pela área de compras.

Assim, é possível deixar de trabalhar com base na produtividade individual e trazer a inteligência coletiva para resolver o problema da empresa como um todo. Ao fazer isso, você deixa de acumular trabalhos em filas para tornar o processo automático, ágil e em tempo real.

3. Assets

Quando falamos de assets, nos referimos às propriedades digitais de sua empresa, e um dos pontos mais importantes se chama velocidade móvel.

Os consumidores não aceitam mais ficar esperando quando acessam um site mobile. Mais da metade dos consumidores abandonam sites móveis quando não carregam em menos de 3 segundos⁴. Para grande decepção, 75% dos sites mobile das maiores marcas do Brasil demoram mais de 20 segundos para carregar⁵. Isso impacta nos resultados para a empresa e na qualidade dos dados capturados – afinal, que dados você vai gerar se o cliente abandonar seu site ou desinstalar o seu app?

Por exemplo, o Walmart descobriu que para cada segundo a menos de espera no carregamento de seu site mobile, as conversões aumentavam 2%. Na última atualização, eles enxugaram 4 segundos do tempo de loading, resultando em um incremento de 8% nas conversões. Imagina o que é isso pra uma empresa desse tamanho.

Para ajudar as empresas a solucionar esse problema, apresentamos duas ferramentas muito eficientes na hora de testar e otimizar a velocidade de sites mobile: o Speed Scorecard e Impact Calculator.

O Speed Scorecard permite que você compare a velocidade do seu site mobilecom sites de outras empresas dentro da sua indústria, por meio de dados baseados na experiência de usuários reais do Chrome quando acessam destinos populares da internet. Já a Impact Calculator permite estimar o impacto que melhorias na velocidade do seu site mobile podem causar na sua receita.

4. Dados

Ao falarmos de dados, é imprescindível que as empresas tenham uma política transparente, responsável e segura, e que ofereçam aos usuários maneiras claras de controlar as informações que são coletadas e armazenadas sobre eles. Confiança é fundamental.

Dito isso, para começar, reúna as informações que você já possui sobre seus clientes – elas são a coisa mais importante nesse início da sua jornada em direção ao modelo data-driven. Se esses dados estiverem armazenados offline, é muito importante transferi-los para um único ambiente digital. Isso irá ajudar a melhorar a rentabilidade dos seus investimentos em marketing, afinal, o consumidor é um só, alternando continuamente entre o on e offline.

A mágica acontece mesmo quando somamos as informações de seus clientes aos dados de pessoas que se engajaram com o Google – disponibilizados sempre de forma agregada e anônima.

O Google tem sete plataformas com mais de um bilhão de usuários – uma combinação de on e off que nos permite oferecer um entendimento do consumidor como nenhum outro player. Estamos falando de bilhões de sinais que, por meio de machine learning, permitem uma comunicação muito mais focada com os consumidores, revelando intenção deles em tempo real e permitindo a ampliação do alcance em muitas vezes.

5. Tecnologia

Por fim, o último dos 5 pilares: tecnologia. Um exemplo simples de tecnologia é o Google Meu Negócio, uma ferramenta que permite ter dados de toda a jornada do consumidor, que 60% das vezes passa pelo digital, mesmo que a compra ocorra em uma loja física. Para isso, você precisa garantir a presença de suas lojas físicas no online, e o Google Meu Negócio funciona como uma grande vitrine de entrada: ele fornece ao consumidor endereço, telefone, horários de funcionamento e de pico, avaliações, entre outras informações úteis. Milhões de pessoas recorrem todos os dias ao Google Search e Google Maps para encontrar essas informações antes de visitar uma loja, e é o Google Meu Negócio que alimenta essas respostas. As buscas que usam o termo “perto de mim”, por exemplo, cresceram 75% no ano passado. Se o seu cadastro ali estiver atualizado – e ele é 100% gratuito, o consumidor vai conseguir ver informações corretas e tomar melhores decisões. Um grande varejista brasileiro colocou suas lojas no Google Meu Negócio e teve mais de 20 milhões de visualizações por mês — orgânicas e gratuitas. Com isso, a experiência do consumidor melhora e você passa a contar com dados preciosos sobre o processo de decisão de compra, inclusive visualizando estatísticas sobre visitas a suas lojas físicas de clientes que clicaram em seu anúncio digital.

E a tecnologia não para por aí. A computação em nuvem, por exemplo, está permitindo finalmente viver o sonho de tornar o big data acionável. Imagine um grande lago – um Data Lake – onde você consegue juntar todas as suas fontes de dados e disponibilizá-las de um jeito ágil, eficiente e acionável para seus executivos. Com a tecnologia de nuvem, finalmente, podemos viver esse sonho de acionar, de forma rápida e fácil, os dados que precisamos.

Agora imagine usar esse acesso para melhorar a experiência do consumidor e aumentar a eficiência de operações e marketing. Em Cingapura, o McDonald’s se fez três importantes perguntas: quais são as lojas mais e menos movimentadas? Quais os tempos de espera pelas entregas? Onde estão os consumidores interessados em delivery naquele exato momento? Cruzando essas informações em tempo real e usando nossas plataformas avançadas de marketing, eles otimizaram suas campanhas para só mostrar peças falando do delivery para consumidores em regiões onde a entrega pudesse ser rápida. Isso gerou um aumento de 58% no retorno sobre o investimento publicitário, incrementou as vendas em 9% e propiciou um salto na satisfação dos consumidores.⁶

Juntos nessa jornada

Um estudo realizado em parceria com o BCG que incluiu oito indústrias de diversos países europeus, comprovou os resultados que uma empresa pode obter quando baseia suas estratégias em dados: empresas mais maduras na transformação data-driven estão vendo até 30% maior eficiência e 20% de aumento em receita⁷.

Hoje, apenas 2% das empresas estão nesse estágio mais avançado do uso de dados, e isso revela um enorme potencial pela frente⁸.

Não é preciso esforços enormes para iniciar a caminhada em direção ao modelo data-driven. Passos simples como atualizar o seu Google Meu Negócio, testar a velocidade do seu site, fazer as melhorias de desempenho necessárias e adotar uma plataforma de analytics já são um excelente começo.

Temos plena consciência de que transformações profundas nem sempre são fáceis e levam algum tempo. Mas o importante é começar o quanto antes com o que estiver ao seu alcance e couber na realidade da sua empresa. Nós, no Google, estamos prontos para ajudá-los a tirar o máximo de proveito dessa jornada de transformação data-driven, afinal de contas, todas essas tecnologias e dados são muito mais eficientes quando desenvolvemos juntos uma estratégia sob medida para cada necessidade.

Fonte: Think with Google

Facebook suspende empresa de análise de dados por suspeita de uso indevido

Crimson Hexagon já foi contratada pelo governo americano e ONG russa para fazer monitoramento; empresa diz que tem mais de 1 trilhão de dados de usuários de redes sociais

O Facebook anunciou dia 19 de agosto a suspensão da empresa de análise de dados Crimson Hexagon de sua plataforma. Baseada em Boston, a empresa utiliza informações da rede social e de outros serviços, como Twitter e Instagram, para ajudar governos de EUA, Rússia e Turquia para monitorar o sentimento de suas populações.

A rede social comandada por Mark Zuckerberg disse que não encontrou evidências de mau uso da plataforma pela Crimson Hexagon, mas decidiu encerrar o acesso aos seus dados enquanto investiga a conduta da companhia. A empresa é uma das maiores companhias da uma indústria de análise de marketing, sendo avaliada em mais de US $ 1 bilhão nos últimos anos.

É um passo cauteloso da empresa para evitar novos escândalos como o da consultoria política Cambridge Analytica, conhecida por auxiliar a campanha presidencial de Donald Trump, que teve acesso indevido a dados pessoais de 87 milhões de usuários da rede social.

Revelado em março pelos jornais The Observer e The New York Times, o caso fez a empresa perder quase US$ 100 bilhões em valor de mercado, hoje já recuperados, e levou Mark Zuckerberg a depor por dez horas no Congresso americano. Atualmente, o Facebook ainda está sendo investigado por três agências federais dos Estados Unidos, incluindo o FBI.

Em um comunicado público, a Crimson Hexagon disse que está “colaborando com o Facebook para mostrar que não cometeu atos ilícitos.” A empresa utiliza prioritariamente dados públicos disponíveis nas rede sociais.

Segundo o jornal The Wall Street Journal, que antecipou a decisão da rede social, um possível motivo para a suspensão é a ligação da Crimson Hexagon com uma organização russa sem fins lucrativos, a Civil Society Development Foundation, bastante próxima ao governo de Vladimir Putin. De acordo com a reportagem, a empresa pode ter sido chave ao ajudar Putin a derrubar o acesso de russos ao Twitter em 2014, por exemplo, durante uma onda de protestos no país europeu.

Vale lembrar ainda que hoje o Facebook encontra-se no meio de uma grande controvérsia envolvendo Trump e os russos – a rede social há tempos investiga como pode ter sido utilizada por agentes do país europeu interessados em influenciar as eleições americanas de 2016. Nesta semana, quando Trump estreitou laços com o presidente russo, a polêmica voltou a ganhar força, especialmente quando o americano foi forçado a admitir, em uma rara ocasião, que pode ter sim havido influência externa no pleito em que foi vitorioso.

Fonte: Terra

Zeeng é destaque no projeto Draft

A Zeeng é uma plataforma de Big Data Analytics para marketing e comunicação

Nome:
Zeeng.

O que faz:
É uma plataforma de Big Data Analytics voltada para o setor de marketing e comunicação.

Que problema resolve:
Possibilita que dados obtidos por meio de sites, redes sociais e notícias sejam compilados em um mesmo lugar, auxiliando profissionais da área em brainstorms e em estudos de concorrência.

O que a torna especial:
De acordo com os fundadores, a startup permite que os gestores de marketing tenham em mãos, em tempo real, informações sobre o comportamento de suas marcas na mídia, ambiente digital e nas redes sociais, além de observar o movimento dos concorrentes.

Modelo de negócio:
A Zeeng lucra com a assinatura SaaS da plataforma que tem pacotes comerciais a partir de 1.500 reais mensais.

Fundação:
Março de 2017.

Sócios:
Eduardo Prange — CEO
André Saldanha — CTO
Cesar Paz — Advisory Board

Perfil dos fundadores:

Eduardo Prange — 33 anos, Porto Alegre (RS) — é formado em Turismo e Lazer pela Fundação Universidade Regional de Blumenau e tem MBA em Gerenciamento de Marketing pelo INPG e em Planejamento Estratégico e Marketing Interativo pela FIT-SP. Foi sócio-fundador da Seekr e ex-presidente do Comitê de Mídias Sociais da Associação Brasileira dos Agentes Digitais (ABRADI).

André Saldanha — 33 anos, Porto Alegre (RS) — é formado em Computação pelo Centro Universitário La Salle. Trabalhou na Plugar.

Cesar Paz — 53 anos, Porto Alegre (RS) — é formado em Engenharia pela PUC-RS. Atua como professor do curso de Comunicação Digital da Unisinos. Fundou a AG2 e a ABRADI e é sócio e membro do advisory board da Alright, EYXO, Delta, Zeeng, DEx01, Minovelt e Delta.

Como surgiu:
Eduardo conta que antes de empreender a Zeeng era cofundador da Seekr, empresa de monitoramento de mídias sociais no Brasil. Durante o período em que ficou à frente do negócio, ele diz que percebeu um problema comum nos projetos de marketing digital: a fragmentação de diferentes tecnologias de monitoramento de informações. A partir daí, surgiu a ideia de encontrar uma forma de consolidar em uma única plataforma esses recursos. Em setembro de 2016, já com os dois sócios, iniciou o processo de desenvolvimento do MVP e a Zeeng foi lançada no mercado em abril do ano passado.

Estágio atual:
A Zeeng conta com mais de 30 clientes ativos e cerca de 1 600 marcas monitoradas por sua plataforma.

Aceleração:
Foi acelerada pela InovatiVa Brasil e atualmente está no programa da Wow Aceleradora.

Investimento recebido:
Os sócios investiram 550 mil reais na empresa.

Necessidade de investimento:
Pretendem abrir conversas com potenciais fundos de investimento, em 2019, para captar uma rodada Série A de 3 milhões de reais.

Mercado e concorrentes:
“O ano de 2017 foi de validação de várias teses para a Zeeng. Porém, em 2018, já estamos trabalhando visando a expansão da empresa”, afirma Eduardo. Ele diz que o negócio não tem concorrentes diretos no Brasil, mas aponta alguns player internacionais que possuem semelhanças com seu produto, como SimiliarWeb, TapClicks e SocialBakers.

Maiores desafios:
“Acreditamos que o grande desafio em 2018 seja o de consolidar nosso modus operandi e gerarmos escala em todas as frentes da empresa: marketing, vendas, pesquisa e desenvolvimento e atendimento”, conta o CEO.

Faturamento:
300 mil reais (em 2017).

Previsão de break-even:
Já atingiu o break-even em outubro de 2017.

Visão de futuro:
“Já temos o título de ser a primeira plataforma de Big Data Analytics voltada para as áreas de marketing e comunicação do mercado brasileiro. Porém, queremos o reconhecimento como os líderes deste mercado. Dentro dos nossos sonhos mapeados para os próximos cinco anos está atingir a marca de 3 mil clientes e levar nosso produto para outros países”, diz Eduardo.

Onde encontrar:
Site
Contato

Fonte: Draft

REGULAÇÃO: COMO A GDPR INFLUENCIARÁ O TRATAMENTO DE DADOS NO BRASIL?

No Brasil, com a aprovação do PL 4060/2012 pela Câmara,  a discussão avança rumo ao Senado e traz muitos conceitos parecidos com os da nova regulação europeia, a GDPR

 

A Regulação Geral de Proteção de Dados (traduzida do inglês GDPR), em vigor desde o dia 25 de maio, afeta os processos de tratamento de dados de cidadãos europeus. Mas quais são, de verdade, as consequências que isso traz para o mercado digital do Brasil?

Tanto as empresas subsidiárias, quanto as brasileiras que tratam regularmente ou esporadicamente dados europeus, já estão obedecendo as claras diretrizes sobre coleta, tratamento e armazenamento de “dados pessoais” –  tudo o que pode identificar um usuário. Mas, localmente, o debate avança e deve resultar em uma regulação de dados própria ao país.

No Brasil, são mais de 40 normas vigentes relacionadas ao assunto e nenhuma lei específica para os dados – o Marco Civil da Internet, sancionado em 2014, teve avanços tímidos nesse sentido, mas ainda existem muitos processos a serem regulados. Entretanto, com o PL 4060/2012, aprovado pela Câmara no dia 29 de maio desse ano, a discussão avança rumo ao Senado e traz muitos conceitos parecidos com os da nova regulação europeia.

Uma legislação em verde e amarelo

Segundo o PL, dados pessoais de qualquer cidadão em território brasileiro ainda recebem mais duas classificações: sensíveis (que revelam aspectos como etnia, religião e saúde), e anonimizados (com informações genéricas). Dentre as condições para que sejam tratados, destacam-se o consentimento do titular e o “interesse legítimo”, que contempla as finalidades comerciais e de marketing dirigido, como feito pela GDPR. O projeto também exige o contato das empresas com o dono do dado em situações como demandas do governo, necessidade de comunicação/compartilhamento ou pré-requisito para o oferecimento de um produto ou serviço, bem como a instituição de uma Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

Mesmo sendo um projeto maduro, nada é garantido. Após as aprovações do Senado e a sanção do Executivo, a regulação só pode entrar em vigor após um ano e meio.

Regulações locais, incertezas globais

A GDPR ainda gera muitas dúvidas. Segundo dados do site eMarketer, o tema recebeu 177 menções entre janeiro e março nas apresentações dos balanços de empresas em todo o mundo. Entretanto, os executivos se mostram otimistas: segundo pesquisa da IBV, feita esse ano, 60% deles acredita que a GDPR é uma oportunidade para desenvolver novos e melhores modelos de negócio.

Para Céline Craipeau, Solutions and Privacy Specialist da Tradelab na França, um dos desafios para a publicidade digital, principalmente para a especialidade da empresa, mídia programática, será desenvolver um conhecimento mais aprofundado sobre os diferentes tipos de dados. “Informações como coordenadas do GPS, coletadas por alguns aplicativos, podem ser consideradas mais pessoais pelo consumidor do que suas intenções de compra, mas essa é uma problemática que deverá ser explorada junto aos cidadãos, já que cabe a eles o consentimento do uso de seus dados. O que as empresas atingidas pela regulação e pertencentes ao segmento não podem fazer é, justamente, subestimar o assunto e não providenciar as pessoas e os investimentos devidos para a atender às novas regras – afinal, estão em jogo o respeito com o consumidor, a imagem da marca e sanções pesadas, de até 4% do faturamento global (ou 20 milhões de euros) para quem não agir em conformidade com a lei”, analisa a especialista.

No Brasil, as empresas também precisam estar atentas e atuantes, pois toda regulação representa uma quebra e também uma oportunidade. É o que explica Essio Floridi, Managing Director da Tradelab no país: “É importante ver essa e todas as mudanças que estão ocorrendo com as regulações locais e internacionais como uma nova maneira de fazer o marketing digital e principalmente a programática (que trabalha essencialmente com os dados), de forma a priorizar os players sérios e certificados para o tratamento de informações”. Para ele, acompanhar de perto as transformações, analisá-las e saber o que os players têm feito é fundamental. “É por isso que eventos como o Expo Fórum Digitalks somam tanto às estratégias de gestão – e nós estaremos lá para ajudar a enriquecer a discussão sobre essas mudanças de regulação que serão tão significativas”, completa.

Confira abaixo o infográfico que mostra o funcionamento da GDPR:

A Zeeng – Data Driven Platform,  a primeira Plataforma de Big Data Analytics voltada para as áreas de Marketing e Comunicação do mercado brasileiro, garante a segurança, transparência na coleta de dados e tranquilidade para seus usuários.

Fonte: digitalks