Conteúdo segue sendo Rei. Mais do que nunca

Está caindo uma ficha (um paralelepípedo, seria a melhor analogia) na cabeça de quem anda pensando um pouquinho mais sobre o assunto, e a constatação é que a publicidade tradicional, intrusiva e pouco interativa, está em cheque, e que as marcas terão mesmo que transformarem-se em criadoras, produtoras e disseminadoras de conteúdo.

Houve uma época, para quem como eu viu a internet nascer – e isso parece que faz um milênio atrás – quando os grandes líderes da nascente indústria digital propulsionada por aquela maluquice que era (e segue sendo) a Internet, defendiam a plenos pulmões que o conteúdo era o grande asset da nova Era Digital. O conteúdo então anabolizado pela web.

“Content is King”, bradavam.

E era mesmo.

Os grandes portais – particularmente no Brasil, em que os primeiros portais de Internet nasceram das entranhas dos nossos grandes players editoriais e casas de publishing – entendiam que seria o conteúdo que atrairia o tráfego, muito como nas áreas de comunicação até ali existentes (isso faz quase 30 anos agora). Tinha uma camadinha de serviços ainda embrionária nascente, mas a internet era pouco ou nada interativa e serviço era também informação. Basicamente. Portanto, mesmo serviço, era igualmente um tipo de conteúdo.

Bom.

Essa verdade foi mudando com o tempo e o mundo web se tornou tão complexo, que afirmar hoje que Content is King parecerá a muitos old school. Desconhecimento de quem não acompanhou a história da Internet. Ou pior, uma afirmação de quem não sabe onde essa história está hoje.

Pois eu afirmo que é exatamente o contrário.

O conteúdo de fato foi empanado em relevância pelos serviços infinitos que hoje a internet promove, pelo e-commerce, pelas plataformas tecnológicas anabolizando nossas vidas, pela chegada atropelante dos dados, a ponto de afirmarem que dados é o novo petróleo … e por aí foi.

Mas o fato é que agora está caindo uma ficha (um paralelepípedo, seria a melhor analogia) na cabeça de quem anda pensando um pouquinho mais sobre o assunto, e a constatação é que a publicidade tradicional, intrusiva e pouco interativa, está em cheque, e que as marcas terão mesmo que transformarem-se em criadoras, produtoras e disseminadoras de conteúdo, para construir com suas audiências um relacionamento mais duradouro e íntimo. Ainda que seja pra meter lá no meio uma promoção no ar e vender à pândega. Não tem problema. Mas conteúdo já é agora e seguirá sendo, rei, sim senhor.

Sobre isso é o RIO2C, do qual nós aqui no M&M somos parceiros, evento que começou ontem no Rio e vai até o final de semana.

Acompanhe a cobertura no M&M que tá bem legal.

Mas o ponto aqui é esse. O evento coloca em questão exatamente os pontos que acabo de listar acima. O que é vital ser discutido.

Participei como moderador de um debate ontem (ontem, no RIO2C, foi o dia do mercado publicitário estar presente, com curadoria dos temas feita pelo M&M, sob comando do nosso head of content e editor Jonas Furtado), com a presença da Érika Mello Aredes, Gerente de Marketing da Youse e head of content da companhia; Vinicius Malinoski, Head of Zoo, a área do Google que ajuda anunciantes e agências a criarem projetos de conteúdo e de comunicação em geral; além do Cleber Paradela, Head de Brand Experience da 99 Taxis.

Como você pode ver, só plataformas digitais. Todas elas com estruturas internas de criação, produção e distribuição de conteúdo. Algumas bem parrudas.

É isso. Plataformas digitais acreditando que é esse o caminho para as marcas. As suas próprias e as de seus parceiros. Certamente, o caminho para cativar e reter o consumidor final.

Caminho sem volta, aliás.

Conteúdo é Rei. E será cada vez mais.

Fonte: Proxxima

COMO AUMENTAR A TAXA DE CONVERSÃO EM MEUS CANAIS DIGITAIS?

Hoje vivemos na era da experiência, o que é muito contrária a era das vendas, que acontecia entre 1920 e 1940, onde a diferenciação e concorrência eram os preços dos produtos e serviços.

Com o passar de anos, chegou a internet e com ela o posicionamento marketing de produtos, os 4 p’s do marketing até hoje com a nova era da experiência.

novo consumidor não busca apenas o melhor preço ou a melhor qualidade de produto, ele busca a experiência que a marca pode oferecer durante o consumo do produto ou serviço entregue.

O público possui acesso a informações de forma contínua e rápida. Sem tempo de consumir o bombardeio de informações disseminadas pelos veículos, essas pessoas buscam seguir marcas que estão de acordo com o seu perfil de consumo.

O público consome cada vez mais vídeos, fotos e textos curtos e objetivos que acionem sentimentos como emoção ou alegria, assim, isso insere-se de forma mais verdadeira na história da pessoa.

Entenda o que é marketing de conteúdo: Qual a importância do Marketing de conteúdo para a sua empresa?

As empresas buscam inserir-se nesse novo modelo de  relacionamento com o consumidor, fazendo pesquisas para desenvolverem ações que convertam suas vendas.

Afinal, como converto ações em vendas?

O primeiro passo, é entender seu target, sabendo isso, a empresa consegue medir previsões de retorno de suas futuras ações.

Após entender o target e onde ele  está, a empresa deve trabalhar branding e performance de forma integrada, sabendo que essas duas palavras devem andar juntas sempre.

Branding é algo construído a médio e longo prazo, num conjunto de ações e estudos. Já a performance é algo com resultado a ser medido a curto prazo, com o objetivo de conversão.

Saiba mais sobre branding: Saiba o que é branding e como isso influencia na sua empresa

Aumentar a conversão de vendas é além de uma meta, é manter o posicionamento e imagem da marca positivos diante da sociedade.

Clareza no posicionamento de marca é um dos passos para manter a empresa fortalecida. Além disso, a relação entre consumidor e empresa é algo que deve ser muito transparente, humanizado e ágil.

Fonte: Digitalks

Na economia digital, confiança de marca se torna prioridade

4ª edição do estudo global Future Focus da iProspect mostra estratégias das empresas em um ambiente de negócios digital, hipersensível e com baixa confiança e atenção

A confiança sempre foi a base dos mercados financeiros, da política e dos relacionamentos. No entanto, esta percepção vem caindo em todo o mundo: apenas um em cada quatro diz que a maioria das pessoas pode ser confiada, apenas 40% acreditam que os meios de comunicação fazem um bom trabalho para distinguir a ficção da realidade e apenas 26% acreditam que as empresas são transparentes no uso de seus dados pessoais. De outro lado, a atenção nunca foi tão escassa, com 62% das pessoas das 23 maiores economias admitindo que estão constantemente olhando para telas – segundo a Apple, usuários do iPhone destravam seus aparelhos 80 vezes ao dia em média e passam mais de 2 horas por dia em redes sociais.

Neste cenário, em 2019, a confiança de marca ganhou um papel central. É o que aponta a 4ª edição do Future Focus, estudo global da iProspect, agência de marketing digital full performance presente em 55 países. Para a análise, a iProspect entrevistou 300 clientes globais, incluindo empresas do FTSE 100 e do Fortune 500, e utilizou dados de pesquisa primárias com amostras superiores a 10 mil pessoas. O relatório também inclui entrevistas exclusivas com líderes globais de empresas como The New York Times, IBM, Microsoft, Hilton, The Economist, Rachel Zoe, Inc. e AccorHotels. O estudo aponta que 88% dos gestores de marketing entrevistados tem a confiança de marca como sua prioridade para 2019 e 76% afirmam também que a confiança é importante para manter seus clientes consumindo sua marca.

“À medida que a tecnologia borra mais a linha entre troca de informações e de bens/serviços, a confiança do consumidor se torna ainda mais primordial. Confiança já não é mais apenas uma questão, mas sim a questão”, afirma Bruno Mosconi, diretor geral da iProspect Brasil. O executivo completa ainda que “para reconquistar a confiança, as marcas precisam adotar princípios que respeitem, respondam e valorizem a escassez de tempo das pessoas”. O Future Focus aponta que a confiança está baseada em três pilares principais: Credibilidade, Relevância e Confiabilidade. O estudo mostra também que cada pilar ganhou contornos novos, frente a um cenário de comunicação hipersensível.

A Credibilidade foi fortemente impactada pelas fake news, pela maior preocupação com dados pessoais e por novas normas de gestão de dados. “Neste novo contexto, os consumidores esperam mais responsabilidade, transparência e prestação de contas antes de dar sua confiança. As marcas precisarão redobrar seus esforços para aparecem como opções confiáveis”, ressalta o diretor geral da iProspect. Três fatores podem auxiliar a marca nesta área. Primeiro, o estabelecimento de um propósito de marca forte e o envolvimento ativo em questões sociais (a maioria da população, especialmente os milennials, considera este engajamento uma obrigação moral). Segundo, a comunicação das marcas deve se basear em estratégias de produção de conteúdo, posicionamento em buscas e presença em mídias sociais. E, por fim, as marcas devem utilizar a tecnologia, com destaque para a inteligência artificial, bots e ativação por voz, para possibilitar a entrega em larga escala e com segurança da promessa de marca.

Já a busca pela Relevância está associada ao uso correto de dados para o desenvolvimento de experiências individualizadas, a integração dos recursos digitais a vida cotidiana das pessoas e o investimento na crescente utilização das assistentes digitais acionados por voz. “Embora os profissionais de marketing possam acessar mais dados do consumidor do que nunca, eles precisarão avaliar cuidadosamente cada um para se concentrar naqueles que podem realmente ajudar a melhorar a experiência do consumidor, online e offline. Além disso, compra, pequenas tarefas e buscas por voz já são uma realidade e este ponto de contato tende a excluir os demais e as marcas não podem ficar de fora”, explica Bruno Mosconi.

A Confiabilidade, por sua vez, se refere à percepção de qualidade na interação do consumidor com as marcas, seja ela oriunda de experiências próprias ou de terceiros. A importância deste fator vem crescendo, sendo que muitos consumidores estão dispostos a pagar mais por uma conveniência maior. A maioria dos gestores de marketing (58%), inclusive, consideram que construir uma experiência de marca mais conveniente irá alavancar mais o crescimento dos negócios do que o fortalecimento de marca. A busca por mais conveniência para o consumidor deve começar pela reanálise deste quesito em todos os canais digitais da marca. Os feeds de informação sobre produtos e serviços merecem especial atenção. Eles devem ser precisos, detalhados e constantemente enriquecidos. Se a marca conseguir manter esse padrão de informação em todos os pontos de contato, mais forte ainda será a mensagem. Por fim, os marketplaces podem alavancar os e-commerces das empresas, uma vez que eles vêm influenciando cada vez mais a decisão de compra.

“Na era conveniência, os profissionais de marketing precisarão equilibrar corretamente seus esforços entre construir suas marcas e projetar soluções altamente convenientes. Eles terão que remover o atrito em qualquer lugar onde os consumidores se envolvam com a marca: website, escritórios, mídias e plataformas de vendas”, concluiu o diretor da iProspect Brasil.

Fonte: Proxxima

Bancos e setor de bebidas dominam ranking de marcas mais valiosas do Brasil, diz pesquisa

Itaú, Bradesco, Skol, Brahma e Banco do Brasil continuam na liderança, como nos últimos seis anos, segundo a Interbrand; veja a lista.

As empresas do setor financeiro e de bebidas continuam na liderança do ranking das 25 marcas mais valiosas do Brasil em 2018, de acordo com uma pesquisa da consultoria Interbrand divulgada nesta quinta-feira (22).

Das cinco primeiras posições, três são bancos e duas são marcas de bebidas alcoólicas.

Como nos últimos seis anos, as cinco marcas de maior valor são Itaú, Bradesco, Skol, Brahma e Banco do Brasil (veja abaixo a lista completa). Este ano, a marca Assaí passou a integrar o ranking, ocupando a 23ª posição, com um valor de R$ 459 milhões.

Itaú é a marca com maior valor de mercado do Brasil, segundo a Interbrands, com R$ 29,7 bilhões. — Foto: Sergio Moraes/ReutersItaú é a marca com maior valor de mercado do Brasil, segundo a Interbrands, com R$ 29,7 bilhões. — Foto: Sergio Moraes/Reuters

Itaú é a marca com maior valor de mercado do Brasil, segundo a Interbrand, com R$ 29,7 bilhões. — Foto: Sergio Moraes/Reuters

O valor total das marcas que compõem o ranking cresceu 2,7% em relação a 2017, se aproximando de R$ 120 bilhões. Das 25 marcas ranqueadas, nove perderam valor. Já as que estão no topo da lista ficaram ainda mais valiosas, com as cinco primeiras correspondendo a 75,8% do total, ante 75,3% no ano passado.

Veja abaixo as 25 marcas mais valiosas do Brasil em 2018:

  1. Itaú: R$ 29,7 bilhões (+6%)
  2. Bradesco: R$ 22,6 bilhões (+2%)
  3. Skol: R$ 16,9 bilhões (+6%)
  4. Brahma: R$ 11,3 bilhões (+1%)
  5. Banco do Brasil: R$ 10,1 bilhões (-2%)
  6. Natura: R$ 7,5 bilhões (+8%)
  7. Antarctica: R$ 4,04 bilhões (-1%)
  8. Petrobras: R$ 3,07 bilhões (+1%)
  9. Vivo: R$ 2,3 bilhões (-2%)
  10. Cielo: R$ 1,4 bilhão (-18%)
  11. Renner: R$ 1,32 bilhão (+2%)
  12. Lojas Americanas: R$ 1,15 bilhão (+1%)
  13. Ipiranga: R$ 1,12 bilhão (-2%)
  14. BTG Pactual: R$ 938 milhões (-13%)
  15. Magazine Luiza: R$ 745 milhões (50%)
  16. Casas Bahia: R$ 722 milhões (+5%)
  17. Porto Seguro: R$ 715 milhões (+12%)
  18. Havaianas: R$ 656 milhões (-5%)
  19. CVC: R$ 518 milhões (+21%)
  20. Extra: R$ 506 milhões (+1%)
  21. Bohemia: R$ 462 milhões (-3%)
  22. Localiza: R$ 461 milhões (+10%)
  23. Assaí: R$ 459 milhões
  24. Totvs: R$ 457 milhões (-8%)
  25. Fleury: R$ 441 milhões (+7%)
 Fonte: Interbrand

Amazon e Apple: o que vem depois do trilhão?

De acordo com especialistas em branding, a barreira ultrapassada pelas duas empresas em valor de mercado reforça conexão entre marketing e resultados

Um trilhão. Essa quantia, que ultrapassa o PIB de muitos países, foi a marca alcançada em valor de mercado por Apple e Amazon recentemente. A valorização dessas duas empresas, apesar de estar baseada na expectativa do mercado financeiro, sujeita a oscilações, reflete diretamente no valor das respectivas marcas. De acordo com o último estudo desenvolvido pela Interbrand, Apple e Amazon estão entre as cinco mais valiosas do mundo avaliadas, respectivamente em US$ 184,2 bilhões e US$ 64,8 bilhões. Neste contexto, o que a aposta do mercado tem em relação com a marca construída por trás dessas duas empresas?

Segundo Jaime Troiano, sócio fundador da Troiano Branding, o valor de mercado de ambas tem relação com a forma como elas foram gerenciadas e na maneira que construíram suas bases de entrega de experiência ao público. “E é, ao mesmo tempo, um enorme fortalecimento de sua reputação diante dos atuais e potenciais acionistas”. Ele considera que é a demonstração do quanto marcas que são inspiradas e conduzidas por propósitos tornam-se bem sucedidas. “Têm um poder natural de multiplicar seus resultados e deixam para outras empresas o exemplo da importância legitima de construir branding”, afirma.

A expectativa, base com a qual se trabalha o mercado financeiro para determinar o valor dessas empresas, é também construída por meio da conexão que essas marcas geram. “Quando falamos em expectativas, estamos falando de percepções, de opiniões, de futuro e, indissociavelmente, de marcas. Os diversos métodos que se propõem a determinar o valor das marcas nos oferecem números tão díspares quanto as regras que os governam. Ainda que por vezes um oceano os separe, importa aqui a intenção de medir a geração de valor deste intangível que captura e impulsiona riquezas para as organizações. Importa buscar compreender de alguma maneira este movimento”, observa Hélio Mariz de Carvalho, CEO e Sócio da FutureBrand.

André Matias, diretor de estratégia e brand valuation da Interbrand, afirma que esse valor simboliza a solidez da Apple e Amazon, mas está sujeito a movimentos. “Quando pensamos em valor de mercado, existe uma volatilidade maior pelo impacto especulativo de compra e venda de ações. Ou seja, apesar de histórico e simbólico, esse é um número que pode variar muito e não necessariamente representar o real valor dessas empresas”. Ele ainda ressalta que o valor de marca ajuda a balizar melhor a relevância da Apple e da Amazon no longo prazo por considerar o desempenho financeiro projetado para essas empresas.

“Isso nos leva a intuir que compreender as marcas não pode ser simplesmente atribuir a elas um valor. Talvez, quando avaliamos o impacto das marcas, as melhores perguntas devessem ser mais abrangentes e ambiciosas. O que vem depois do trilhão? Como garantir a continuidade do sucesso e a perpetuidade das organizações e suas marcas? Que papel marcas tão poderosas devem desempenhar nos dias de hoje e no futuro? Que retorno darão a todos nós? Viveremos melhor por causa delas? ”, explica Hélio.

Neste gráfico, desenvolvido pela Interbrand, a evolução de Apple e Amazon em valor de marca nos últimos dezessete anos.

 

Fonte: Meio e Mensagem