Big Data ou Small Data? Entenda as diferenças e saiba como usar cada um

gerenciamento de dados nunca foi tão importante quanto é hoje. Não à toa, o Big Data nasceu da necessidade cada vez maior em conseguir lidar com a grande quantidade de informações gerada a partir dos processos cotidianos de uma empresa.

Baseando-se em três princípios: volume, velocidade e variedade, o objetivo é armazenar e analisar estes dados, sendo possível, por exemplo, organizar relatórios que mostrem os comportamentos, preferências e necessidades dos clientes.

Hoje é fundamental contar com soluções de Big Data para garantir o sucesso contínuo da empresa, pois, apenas ele é capaz de lidar com tanta rapidez e eficiência com a quantidade gigantesca de dados que as companhias geram e salvam atualmente.

Já o Small Data vem ganhando protagonismo no mercado nos últimos tempos graças às expectativas e necessidades dos clientes que querem personalização e um atendimento diferenciado, o que incentiva as organizações a buscarem maneiras inovadoras de trazer algo único para seu público-alvo.

A ferramenta analisa os dados de forma qualitativa, enquanto o Big Data faz isso quantitativamente. Além disso, ainda possibilita a análise de detalhes e opiniões sobre a experiência do cliente, seus desejos e necessidades, permitindo insights e decisões que, talvez, o Big Data não pudesse proporcionar. O resultado é maior conhecimento para entregar ao cliente a melhor experiência possível e produtos desenhados exatamente de acordo com o que ele deseja.

Para entender como o Big Data e o Small Data podem ser vantajosos para o seu negócio, a seguir, listo as principais diferenças entre essas tecnologias e como elas podem gerar resultados para a sua marca:

Condições dos dados

Como o Big Data lida com uma grande quantidade de informações, estas ficam armazenadas de forma não-estruturada, exigindo um trabalho minucioso de agregação e de interpretação para que possam ser analisadas. Enquanto isso, o Small Data atua com um volume menor, o que faz com que os dados dessa ferramenta estejam prontos para análise sempre que necessário.

Localização

O Big Data opera com todas as informações da organização, colhendo-as a partir dos sistemas na nuvem, do SQL Server, dos bancos de dados, dos PCs da empresa, entre outros lugares nas quais são geradas. Já o Small Data costuma trabalhar apenas com elementos vindos dos PCs, dos CRMs, de pesquisas e das redes sociais. A partir desses meios, é possível ter acesso direto às opiniões, hábitos, dúvidas, reclamações e necessidades dos clientes.

Tamanho e complexidade

A medida que o Big Data atua com medidas como terabyte e petabyte, o Small Data — que, lembre-se, recolhe dados de poucas fontes — lida com quantidades que, além de pequenas, também são consideravelmente mais simples. Uma única venda já é capaz de gerar subsídios muito importantes para o Small Data.

Importância e utilidade

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o Small Data não chegou para substituir o Big Data. A mineração e a análise de dados continuam tendo uma importância crescente dentro das companhias, que nunca geraram tantas informações digitais como hoje.

Com isso, é possível perceber que ambas são tecnologias complementares. Elas solucionam diferentes necessidades das empresas, possibilitando melhores resultados, decisões mais embasadas e eficientes, além de um crescimento contínuo das organizações.

*Alexandre Glikas é diretor-geral da Locaweb Corp, unidade corporativa da Locaweb

Fonte: Computer World

Disposição incansável para testar e oferecer a melhor experiência para os clientes

A experiência de varejo vem mudando drasticamente. Por mais que alguns competidores mantenham aversão ao e-commerce e às novas formatações de loja e tecnologias digitais, a maior parte dos varejistas tradicionais, nascidos a partir da predominância de lojas físicas, estão adotando novas tecnologias em áreas como marketing e operações que transformam a experiência de compra on-line e nas lojas. A ideia de colaboração para criar parcerias que incorporem inovação para se conectar aos clientes de novas maneiras, é uma tendência forte. Trazer restaurantes gourmet e outros serviços para as lojas físicas é outra iniciativa. Nesta sessão, Phil Wabba, articulista sênior da Fortune conversou com Neela Montogomery, CEO da Crate & Barrelna primeira parte do painel: “Novas experiências de varejo – a visão dos líderes”, no Shoptalk. Na segunda parte, Ken Fenyo, líder de mercados de consumo da McKinsey conversou com Jocelyn Wong, a Chief Marketing Officer da Lowe’s. O tema central desses pingue-pongues, claro, foi a inovação na experiência do cliente.

A Crate and Barrel Holdings é uma varejista global de artigos para o lar com bandeiras como Crate and Barrel, Crate e Kids e CB2. A empresa, que tem mais de 100 lojas e franquias parceiras em 9 países, está abrindo seu primeiro restaurante nesta primavera. Também fez uma parceria com a Zola, um esforço para criar uma experiência mais completa para casais. A Zola é um sucesso entre casais que criam suas listas de presentes de casamento. Desde 1º de outubro de 2018, os casais podem se inscrever para sugerirem mais de 3.500 produtos exclusivos da Crate and Barrel diretamente em suas listas na Zola, juntamente com os mais de 60.000 presentes, experiências e fundos em dinheiro já oferecidos pela plataforma. A Crate and Barrel é a maior loja parceira a ser lançada no Zola e, por meio dessa colaboração, expande seu alcance digital para ainda novos potenciais clientes para seu cadastro.

Segundo Neela Montgomery, essas e outras iniciativas visam fazer com que a Crate and Barrel crie novas experiências de varejo para seus clientes, a partir de um esforço voltado para a inovação. A empresa hoje já tem 45% de suas vendas realizadas no canal on-line. Explorando o conceito de ecossistema, a Crate & Barrel oferece produtos fabricados por mais de 100 artesãos em 42 países, majoritariamente mulheres (65% do total da comunidade). Esse ecossistema é uma forma da empresa exercer seus valores. Por outro lado, esses valores estão misturados, combinados com soluções digitais que oferecem serviços personalizadas, com dicas embarcadas por mais de 40 mil designers acessíveis pelos clientes via app.

Ecossistema de varejo

“A estratégia de ecossistema trouxe outras marcas que colaboram para parceirizar conteúdo, ofertas e engajamento de clientes que assumem novos comportamentos em velocidade recorde”, afirma Neela. Ela ainda destaca que as lojas da rede recebem mais de 26 milhões de clientes com taxa de conversão superior a 25%. Para mobilizar consumidores, as lojas oferecem eventos – foram 75 emm 2018. Nesse contexto, Phil Wabba questionou a CEO sobre a estratégia para competir com diversos concorrentes, especializados ou multidisciplinares, como Amazon, Mayfair e Walmart? No entender de Neela, os consumidores entendem que a Crate & Barrel oferece design exclusivo, tendências inéditas, padrões inusitados, que fogem dos produtos comuns da concorrência. A força da marca está justamente no conceito de ecossistema, que. estimula designers criativos a atingirem a casa das pessoas.

Vale ressaltar que a Crate & Barrel também vende móveis, que não são produtos de compra recorrente. A CEO da empresa afirma que os clientes da rede são mais atentos à necessidade de renovar seus ambientes, de olharem para os espaços e buscarem novas soluções de design. Phill também manifestou interesse na Zola, empresa recém-adquirida pela varejista. O objetivo foi incorporar conhecimento para proporcionar uma experiência o mais fluida possível para os clientes e a Zola reunia as credenciais para apresentar produtos, com um sistema de registro e demonstração de produtos realmente eficiente. A motivação para redimensionar a experiência do cliente chegou até mesmo aos restaurantes das lojas, para que os menus pudessem estar integrados ao ambiente e os menus fossem mais atrativos. Essa tendência será incentivada com mais serviços e mais eventos. Phil Wabba satirizou a histeria de flagships que faz marcas criarem “lojas megalomaníacas em NY”, mas a CEO da Crate & Barrel não manifestou interesse em direcionar sua estratégia para esse formato.

O que os consumidores querem?

Jocelyn Wong, da Lowes, e Phil Wabba,
da Fortune, durante o Shoptalk 2019

A Lowe’s, uma loja de departamentos focada em artigos domésticos de US$ 71 bilhões de faturamento, por sua vez, tem estado na vanguarda do investimento em novas tecnologias e estratégias que enriquecem a experiência do cliente. É investindo em tecnologias como machine learning e inteligência artificial, que a rede consegue criar engajamento significativo com os clientes. Jocelyn Wong, explicou como a Lowe está reinventando a experiência do cliente em suas lojas e em plataformas digitais – incluindo o marketing digital – para ficar à frente das mudanças nas preferências do consumidor.

A empresa está empenhado em usar muito o Analytics para compreender o consumidor. Os dados estão no coração da estratégia, da cadeia de valor, da jornada do cliente, da jornada da oferta, o produto certo, no preço certo, para o consumidor certo na hora certa. “Se um cliente estiver buscando o tom perfeito de azul, nós temos que estar prontos a atender esse desejo. Imagine uma consumidora que busca uma smar tv, que faz uma busca no Google e que vê um resultado surpreendente: a Lowe’s tem a TV ideal. E quando a cliente acessa o site da Lowe’s, vê o produto, serviços e consegue fazer a compra de modo muito fluido. Isso é o que buscamos constantemente”, explica Jocelyn. Nesse sentido, a empresa busca tecnologias capazes de eliminar todos os pontos de fricção, sistemas de geolocalização, que impulsionem ofertas e ideias – acopladas a sistemas de machine learning – para gerar tráfego e conversões rápidas. A Lowe’s pensa obsessivamente em aumentar a eficiência e as tecnologias assumem essa função.

Assim como a Crate & Barrel, a empresa desenvolve parcerias e assume que aprende mais com outras parceiras para se renovar e inovar. Há novas ferramentas para serem utilizadas no arsenal de marketing, que fazem o papel dessa disciplina, de mudar os hábitos dos clientes, acontecer de fato. Jocelyn diz que o marketing deve ser efetivo, eficiente e engajador.

A executiva diz que a Lowe’s também consegue engajar o público interno. Um bom exemplo, foi a recente campainha de TV, que trouxe atores contracenando com colaboradores reais, o que mostrou claramente que eles são os heróis da marca, aqueles que fazem a magia acontecer. Dessa forma, segundo Jocelyn, o conteúdo ganha autenticidade e força.

Como mensagem final, a executiva defendeu o papel e a relevância do varejo tradicional. Segundo ela, há tantas experiências intensas e descontraídas que podem ser trazidas e muito espaço para explorar novas formas de tornar a loja física única e distinta. “Pense em montar uma cozinha. O cliente quer ver, manusear, sentir os armários, os utensílios. Essas virtudes estão nas lojas físicas. E por mais que as coisas estejam fáceis e ao alcance de nossos dedos hoje em dia, as pessoas não abrem mão do contato humano. Nós precisamos sim reforçar cada vez mais os pontos que levam as pessoas a irem para as lojas. Não acredito que lojas robotizadas sejam tendência”, concluiu.

Fonte: No Varejo

Eficiência de marketing: como deixar de jogar no escuro

A avalanche dos meios digitais, com sua ampla gama de ferramentas de medição, mudou o midset das empresas na área de comunicação e marketing. Agora, os investimentos no próprio meio digital ou mídia tradicional, eventos, brindes e ações variadas estão condicionados a provar sua real contribuição aos objetivos de negócio das empresas, sejam eles refletidos em fortalecimento de marca ou, principalmente, contribuição com as vendas.

 É então que chegamos à grande pergunta: mas conseguimos medir com razoável nível de solidez e de forma exequível o retorno financeiro (ou em imagem) dos investimentos em marketing? A resposta cabal é sim, mesmo nas ações off-line.

 A dúvida que fica então é “como fazer isso?”. Uma primeira resposta apressada seria realizando pesquisas de campo, o que de fato é possível, porém é custoso e demanda um tempo que, na maioria das vezes, acaba sendo lento para retroalimentar as estratégias de negócios.

 Desenvolvemos, porém, uma abordagem que mescla os conhecimentos de negócio e estatística avançada de consultorias com o conhecimento do perfil dos meios e ações das agências de comunicação para desenvolver uma solução que batizamos de Engenharia de Mídia. Nela, buscamos garantir que a estratégia e tática de marketing alcancem os melhores resultados possíveis para os clientes ao impactar mais pessoas, com o melhor uso do investimento e com foco em conversão.

 No caso de investimentos e ações no meio digital, a medição é direta, especialmente naquelas associadas a plataformas de e-commerce. Nos demais casos, utilizamos uma modelagem estatística para medir de forma indireta esse retorno. Os modelos mais usuais combinam dados de vendas e de impactos gerados por meio de ações de marketing para entender a correlação entre estes dois fatores. São cálculos estatísticos complexos, baseados em dados históricos e de mercado, para os quais contamos com o suporte de estatísticos e matemáticos experientes.

 Há ainda metodologias que alavancam o conhecimento do negócio de clientes, no qual a expertise de mídia e a comunicação das agências podem identificar e utilizar as variáveis corretas, de acordo com a realidade e o objetivo de cada cliente.

 Recentemente, tivemos um exemplo em uma grande rede de shoppings centers identificando qual a melhor forma de alavancar o negócio utilizando ações de marketing. Sabemos que shoppings não investem de forma significativa em mídia tradicional ou digital e que também as vendas não são necessariamente a melhor métrica de sucesso para o departamento de marketing desse segmento. Nesse caso, os modelos tradicionais não se aplicam.

Diante disso, foi preciso desenvolver uma modelagem customizada criando um registro histórico de eventos temáticos realizados nas diferentes unidades, informações de fluxo de pessoas e outros dados como indicadores socioeconômicos e metragem de cada unidade para construir um modelo que respondesse à seguinte pergunta: Qual o fluxo adicional de clientes gerado por cada tipo de evento em cada um dos diferentes shoppings da rede? Dessa forma, foi possível desenvolver uma ferramenta que suportasse, de forma analítica, a criação de planos de comunicação mais  eficientes para cada uma das unidades.

Para adequar as ações, esse tipo de análise suporta executivos de marketing na tomada de decisão para escolher a melhor forma de aplicar seus investimentos em comunicação nos veículos, formatos e conteúdos que geram maior potencial de resultado para o seu negócio.

Com isso, é possível construir modelos customizados utilizando indicadores e pesquisas de percepção de valor da marca para identificar quais estratégias de comunicação têm mais efetividade em gerar esse tipo de impacto nos consumidores. Tudo isso de forma analítica e baseada em dados.

 Aplicar esse tipo de modelo é um investimento que se paga e traz para os anunciantes mecanismos para “deixar de jogar no escuro”, possibilitando o modelo operacional muito mais robusto e que favorece o desenvolvimento contínuo em termos de estratégia e resultados financeiros.

 É importante ressaltar que esta abordagem não substitui o trabalho das agências, que continuam responsáveis pelo planejamento, criação e execução das ações. Trata-se de empoderar o cliente de ferramentas para que ele possa ter melhores resultados e insumos para pleitear mais recursos em sua organização.

 Fonte: Proxxima

TI deve crescer 10% em 2019 no Brasil. Saiba onde estarão os investimentos

O mercado de TI no Brasil deve crescer 10,5% neste ano, na comparação com 2018, segundo previsão da IDC, que prevê um forte impacto positivo sobretudo do segmento de dispositivos. Quando somado ao setor de Telecom, que deve ter retração de 0,3%, o mercado de TIC (Tecnologias da informação e comunicação) brasileiro terá avanço de 4,9%.

“O mercado de TI está otimista. Tanto fabricantes quanto consumidores estão sinalizando uma melhora e estamos projetando esses números com base nisso”, apontou Pietro Delai, gerente de pesquisas da IDC, nesta terça-feira (2/5) durante apresentação dos resultados.

Delai ressalta que os números de 2018 ainda não foram fechados, mas a previsão de crescimento no ano passado era de 2,2% – o que evidencia o cenário positivo do mercado para 2019. “O Brasil está levemente acima da média da América Latina. Em relação ao mundo, o avanço é bem parecido”, afirmou.

A tendência, segundo o estudo da consultoria, é de que as empresas brasileiras avancem para alcançar uma TI flexível, não apenas do ponto de vista de operação, mas também nos custos. “Serviços de TI estão cada vez mais presentes por conta da agilidade e falta de recursos dentro de casa”, adicionou Delai.

Alguns dos principais investimentos estarão em itens como cloud pública, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial. Confira as principais tendências:

Segurança da informação

Luciano Ramos, coordenador de pesquisas de software na IDC, lembrou que, desde 2017, com o ataque em massa WannaCry, o tema segurança da informação virou pauta presente nas organizações. “Sabemos que o WannaCry chegou ao Brasil. Isso mostra que não está só no vizinho e pode acontecer a qualquer momento”, pontuou. “O WannaCry não derrubou a TI, ele derrubou empresas. Isso trouxe grande impacto.”

Com o assunto ganhando relevância, soluções de próxima geração (NextGen) ganharão ainda mais importância, recorrendo a recursos como inteligência artificial e machine learning para combater ataques complexos.

Em 2019, essas soluções de próxima geração atingirão US$ 671 milhões no Brasil, crescimento 2,5 vezes mais rápido do que produtos considerados tradicionais. Ainda, os gastos com Managed Security Services (Serviços Gerenciados de Segurança) ultrapassarão os US$ 548 milhões, acirrando a competição entre provedores “puros” e operadoras de telecomunicações, que estão enxergando oportunidades neste mercado.

Inteligência artificial

A projeção da IDC global para inteligência artificial é de um crescimento anual (CAGR) de 46,2%, chegando a US$ 52 bilhões em 2021. Ainda segundo a consultoria, em 2022, 22% das corporações usarão tecnologias de fala para interação com clientes.

No Brasil, 15,3% das médias e grandes empresas têm AI entre as principais iniciativas e esperam que isto dobre nos próximos quatro anos.

Os principais casos de uso destacados pelos especialistas são agentes automáticos de atendimento, análise e investigação de fraudes, automação de TI, bem como diagnóstico e tratamentos de doenças.

Big data e Analytics

O momento do mercado de big data e Analytics ainda é de crescimento, podendo chegar a US$ 4,2 bilhões em 2019. Mas Ramos pondera que o avanço não tem sido no ritmo que a consultoria vinha estimando nos últimos anos. “Acreditávamos que as empresas teriam potencial para mais”, disse.

Ele comenta que existe uma clara dificuldade de entendimento das tecnologias de gestão de dados. Inclusive, um estudo com 122 empresas de médio e grande portes mostrou que 3/4 dos entrevistados não conheciam in-memory computing ou não têm interesse no tema. “In-memory computing é fator importante para Analytics avançado”, ressaltou.

Ainda, apenas 13,8% das empresas têm como prioridade de negócios expandir sua capacidade de triar proveito de dados para criar ou potencializar novas fontes de receitas. “Nossa expectativa para esse ano, diferentemente de anos anteriores, não é de crescimento de dois dígitos. Mas ainda assim é acima da média do mercado de software e serviços”, explicou Ramos.

Cloud pública

Delai explica que cloud pública é um mercado que demorou para engrenar no Brasil. Prova disso é que somos o sexto maior mercado de TIC no mundo, mas apenas o 14º em uso de cloud pública. “Isso mostra claramente como começamos mais tarde. Mas isso faz com que tenhamos um ritmo insano”, disse.

Esse ritmo insano, como define o especialista, levará o mercado de cloud pública a um crescimento acelerado de 35,5% no Brasil, chegando a US$ 2,3 bilhões. Ainda, a previsão é chegar a US$ 5,8 bilhões até 2022.

“O mercado já enxerga multicloud como caminho, embora os entendimentos de todos os ‘sabores’ de cloud ainda não esteja na ponta da língua dos gestores”, comentou Delai.

Internet das coisas

Mesmo sem direcionamentos em relação ao Plano Nacional de IoT, que ainda não foi aprovado pela Presidência da República, o mercado de internet das coisas (IoT) seguirá avançando de forma exponencial no país.

Delai comenta que, de fato, empresas brasileiras estão fazendo mais do que falando de IoT. “É algo que já está acontecendo e evoluindo. São diversos projetos já realizados”, comentou.

Globalmente, IoT deve reunir US$ 745 bilhões em investimentos em 2019 e, até 2022, chegará a marca de US$ 1 trilhão, alavancando principalmente os setores de Manufatura e Consumo.

No Brasil, 44,7% dos gestores reconhecem ao menos um projeto de IoT implementado, o que mostra que IoT é aqui e agora.

Arquiteturas modernas e DevOps

O estudo aponta que os benefícios da nuvem para o desenvolvimento de soluções de software já são evidentes para as empresas. Contudo, ainda predominam os projetos em arquiteturas tradicionais – mesmo que boa parte desses já rodam em IaaS (Infraestrutura como serviço).

 A expectativa é de aceleração de arquiteturas Cloud-Related com maior uso de containers e serverless computing, puxados principalmente pelos provedores de soluções sob medida.

Atualmente, apenas um em cada três soluções (seja um novo desenvolvimento ou uma sustentação) já é pronta para nuvem. É esperado que este patamar avance 40% até o fim deste ano.

O mercado de PaaS (Plataforma como serviço) deve atingir US$ 425 milhões em 2019 no Brasil, crescimento de 35,7% em relação ao último ano.

Dispositivos

O mercado de dispositivos será o grande destaque dos investimentos de TI para este. Segundo a IDC, ele representará 38% de todo investimento em 2019, ou seja, cerca de US$ 24,5 bilhões.

O crescimento não será em unidades, mas sim em valor – sendo alta de 18% nos preços de smartphones e 7% em PCs e tablets. As vendas B2B representam 10% deste mercado.

SD-WAN

Para André Loureiro, gerente de pesquisas da IDC, 2019 será o ano da consolidação da SD-WAN no mercado brasileiro – que ainda apresenta baixa maturidade em termos de adoção.

Fonte: ComputerWorld

Pela gestão efetiva da tecnologia na publicidade

A publicidade voltada para dados passa por um período de desconfiança, como mostraram as falas dos executivos da Unilever e da P&G durante o CES 2019, evento que aconteceu na semana passada em Las Vegas. Por outro lado, esse mercado está sofrendo mudanças estruturais, sobretudo em um momento em que a Europa implementa sua legislação e o Brasil aprova uma regulação parecida. Durante 2018, em um mesmo ano, discutimos o hiperconhecimento do usuário, a tecnologia na comunicação e a ponta da equação – se na parte da automatização total ou da comunicação sem dados – na qual estaria a campanha ideal.

Segundo o relatório Dimension 2018, o número de brasileiros confiantes de que as marcas se comunicavam bem passou de 86% em 2017 para 80% em 2018 – embora seja uma porcentagem alta, esta queda mostra uma mudança na percepção do consumidor sobre a comunicação das marcas.

Também a relação entre usuário e publicidade online foi algo a se perceber:  54% dos consumidores globais bloqueiam, sempre ou esporadicamente, os anúncios online, sob o argumento de que não gostam da publicidade ou de que ela está piorando; apesar de nem sempre se engajarem com as campanhas, no entanto, eles também entendem que seus dados pessoais têm valor como matéria-prima para elas, motivo pelo qual considerariam a venda deles para marcas de sua preferência por 150 dólares ou mais.

Além das reações manifestadas pelo consumidor final, as questões regulatórias também implicaram em uma revisão de processos: uma pesquisa liderada pela Duke University, a Associação Nacional dos Anunciantes e a Deloitte mostra que mais de 10% dos profissionais de marketing americanos pretende reduzir o uso de dados 3rd party. Essa reação vem dos browsers utilizados pelos internautas, que têm políticas distintas – e cada vez mais restrititvas – sobre cookies, mas principalmente de escândalos sobre a utilização das informações desses cookies, como o famoso Cambridge Analytica, que chocou tanto o mercado no início do ano passado. A alternativa ao uso desse tipo de dados veio do Publisher que, ao obter dados legítimos e consentidos, se tornou um parceiro atrativo para campanhas feitas com dados confiáveis e dentro das leis.

 Como os dados podem agregar, em vez de substituir?

 Neste contexto, o que se vê é que não existe um abandono do uso da tecnologia para a comunicação, mas o desafio de usá-la de maneira mais estratégica do que tática, entendendo e medindo os reais ganhos que a publicidade traz e pode trazer. Para tanto, é necessário que pensemos nas inovações tecnológicas para a propaganda não só como ferramentas a serviço da criação, mas também como geradoras de negócio.

Em um viés criativo, o uso de dados pode contribuir, por exemplo, com a adoção de uma visão user-centric pela otimização de criativos dinâmicos (DCO).  Dessa maneira, a mensagem, traduzida em peças impactantes e criativas, é veiculada de maneira customizada com base nos  dados, que vão variar de acordo com as preferências, características ou lugar do consumidor dentro do funil de conversão.

Mas o verdadeiro valor do mercado adtech, sobretudo dos players do lado da compra da mídia programática, está (e tende a continuar) cada vez mais na mensuração e  na análise das campanhas. É com o acompanhamento das audiências que se identificam as melhores condições para a veiculação de uma campanha (como a frequência ideal, a recência, os domínios preferenciais e os perigosos para a marca) e se revela o padrão de compra de mídia mais adequado para gerar um incremento real no valor da publicidade (melhores preços de bid, formatos mais impactantes para cada desafio de comunicação, tipos de mensagem que geram maior engajamento).

O mercado dos dados se reinventa e renasce como inteligência. As restrições que sentimos nos mercados estrangeiros e que replicamos aqui são, antes de um fator limitante de negócios, o reflexo de um mercado que, por sua evolução, precisa encontrar soluções cada vez mais eficientes para manter seus resultados e sua expansão. Mudamos de era: partimos da automação desmedida para o gerenciamento estratégico – e criativo – da tecnologia, em que o valor não é só medido pelas muitas métricas pelas quais se pode pautar uma campanha, mas pelos insights que ela é capaz de trazer para os profissionais de marketing e publicitários.

Fonte: Proxxima

Sua empresa sabe transformar dados dos clientes em insights poderosos?

marketing digital já é uma tendência que ganha cada vez mais espaço. O tema se torna fundamental na estratégia de negócios das empresas que querem conquistar novos clientes e fidelizar os que já existem. Entretanto, apoiar-se apenas em ferramentas deixou de ser uma solução. O momento agora é de ganhar espaço com a utilização dos dados dos clientes para insights capazes de otimizar os resultados por meio de um relacionamento eficiente.

Antes, nos baseávamos no funil de vendas – onde a preocupação era atrair por meio de conteúdo. Hoje, complementar a isso, é fundamental encontrar maneiras de transformar as informações apuradas e entender para qual setor o dado pode trazer benefícios. Isso porque, qualquer informação gerada pode ser valiosa para a empresa, só é preciso encontrar o melhor caminho.

Algumas áreas como as de marketing e de vendas, por exemplo, podem se beneficiar de inúmeras maneiras. O conhecimento sobre o histórico de acesso, e-mails abertos, artigos lidos, permite avaliar o assunto mais interessante para abordar, e o momento certo de iniciar uma conversa ou venda. Dessa forma, o tempo é otimizado e a abordagem se torna muito mais assertiva, pois está alinhada com a necessidade do seu cliente ou prospect.

Essa assertividade reflete, diretamente, na credibilidade da empresa, o que gera ainda mais confiança para o cliente, e este, por sua vez, sente que sua necessidade está sendo atendida. Por falar nisso, quando você estuda os dados armazenados na sua base, você também é capaz de mapear os problemas. Ao identificar situações que podem ser evitadas, você pode salvar possíveis negócios que já estariam perdidos.

feedback é um exemplo relevante de utilização das informações dos clientes em qualquer time de uma organização. Baseado na resposta, o time de desenvolvimento pode entender o que deve ser melhorado no produto. Já o time de atendimento consegue  entender a melhor hora de investir em um novo treinamento ou avaliar a utilização de chatbots para responder perguntas mais frequentes. E por que não avaliar se a satisfação com o serviço e a forma que os clientes falam sobre o seu produto é uma maneira de linguagem eficiente para o time de marketing se comunicar com eles? Isso pode (e deve!) ser utilizado a favor do seu negócio.

Abaixo, algumas dicas para auxiliar na utilização dos dados de forma criativa e alinhada, tanto com seu cliente quanto com o objetivo do seu negócio:

Avalie o cenário

Entenda o momento e o cenário que sua empresa vive. É importante saber sobre a indústria em que o seu negócio está a fim de determinar quais canais você terá mais sucesso para atingir o seu público. Você sabe quem é seu melhor cliente? Quanto ele te custa? Após definir o perfil, toda sua estratégia passa a ser orientada para atingir aquele usuário.

 

Integre os departamentos

Com a estratégia definida, estude os setores da sua empresa e perceba se todos se comunicam da maneira correta. Tenha certeza que 100% das áreas são mensuradas: se uma informação interessante foi aproveitada pelo time de marketing, é fundamental que as outras áreas tenham conhecimento e busquem maneiras de trabalhar de forma alinhada com esses dados. Entenda muito bem todas essas referências para conseguir aproveitá-las na reestruturação ou melhoria dos processos.

 

Busque integrar sua tecnologia

Atente-se para as ferramentas que já viabilizam mais transparência entre as áreas com a otimização da rotina do seu time. Centralizar processos e dados em um só ambiente permite uma visão ampla e garante a entrega otimizada de resultados. Além disso, insights que geralmente são perdidos no trajeto, são preservados quando integrados – pois tudo está lá, armazenado e à disposição dos seus colaboradores. Tenha em mente o que é mais valioso para o seu negócio no momento e entenda qual a melhor ferramenta para automatizar cada um dos processos.

 

Valorize a opinião do seu cliente

Ele é sua melhor fonte de feedback. Converse e pesquise o motivo dele estar ali. Para aqueles que ainda não se tornaram clientes, investigue a razão e enxergue formas de melhorar. Muitas vezes, as empresas apresentam resistência ao receber uma crítica, entretanto, seu cliente mais “difícil” pode ser sua melhor fonte de informação. Se você ainda não tem um perfil de cliente ideal bem definido, foque nisso primeiro, estude o seu mercado, compartilhe informações de valor com seu público-alvo, se torne referência na sua indústria e entregue valor antes de querer receber valor do seu cliente.

 

Avalie sempre as questões relacionadas à segurança

Por fim, mas não menos importante, trabalhar com dados exige cada vez mais cuidado. Com leis que surgem para regulamentar o uso da informação, atente-se para que seu negócio esteja alinhado às leis e seja transparente tanto dentro (validando processos e informações com a área jurídica) quanto fora (apoiando-se em parceiros capazes de otimizar a utilização de ferramentas e de informar as pessoas sobre a utilização dos seus dados pessoais).

 

Fonte: Digitalks

A necessidade de reaprender o marketing

Ciência, dados, análises, estatísticas, algoritmos. Essas expressões nem sempre fizeram parte do vocabulário do profissional de marketing. No entanto, nos últimos anos, elas não só compõem o repertório da área como ganharam o centro das atenções.

Desempenho e entrega eficiente são alguns dos resultados buscados com essa automatização. Michelle Peluso, CMO da IBM e Keith Weed, que em dezembro do ano passado deixou o posto de CMO da Unilever, acreditam que não dá mais para fazer marketing com a mentalidade ou as ferramentas que foram eficazes até aqui. Os dois dividiram um painel no C Space, área da CES dedicada à publicidade.

“Todo mundo ganha nessa nova configuração, o consumidor que deixa de receber anúncios de coisas que ele não quer. A marca que consegue se conectar de forma relevante, a agência que passa a ter maior retorno sobre seu trabalho, ou seja, a grande questão é, neste momento, agrupar tantas ferramentas e transformações em um mesmo cenário”, disse Weed. Ele reforça que o momento atual do marketing é resultado de décadas em que a área veio se transformando e entendendo que não seria mais suficiente permanecer como estava. “Hoje o marketing é muito mais estratégico e ganhou muito espaço no centro de decisões das grandes empresas”, afirmou.

Para Peluso, da IBM, o fato de estar em uma empresa centenária mostra que o caminho da reinvenção e, em alguns casos da reconstrução, é inevitável. “Eu adoro esse assunto, apesar do desafio e o trabalho que ele traz, ele nos dá novas perspectivas, torna o marketing mais relevante, coloca mais inteligência em nosso trabalho”, disse. Hoje o profissional de marketing precisa reaprender sobre o significado dessa palavra, adicionar metodologias ágeis, ter um olhar científico e não apenas criativo.

Em entrevista ao Meio & Mensagem, em novembro de 2017, Peluso defendeu que o marketing evoluiu de uma área pensativa e funcional focada em criatividade para um driver dinâmico, tempo real, analítico e focado em experiência do cliente e dos desempenhos da empresa. “São muitas as grandes mudanças ocorridas no marketing, moldadas, sobretudo pela preocupação em nos conectarmos com os clientes, da necessidade de gerar resultados e liderar as equipes neste contexto de mudança. O digital, sem dúvida, mudou as transações”, diz Michelle.

Keith e Peluso não falaram apenas de dados e ferramentas, mas ressaltaram a influência da diversidade e das demandas da sociedade para o marketing. “Nunca houve um momento tão bom para fazer negócios, para contar com talentos das mais variadas origens e habilidades”, reforçou Peluso.

Data-driven: vantagem competitiva com o uso produtivo dos dados

Na Nova Economia, o volume de dados disponíveis para empresas cresceu de maneira vertiginosa, não apenas em quantidade mas também em complexidade. Com o aumento do volume, diversidade, profundidade e latência, temas como Analytics, Big Data, Machine Learning, Data Science etc passaram a estar presentes no dia a dia das organizações. Apesar disso, o uso produtivo é que fica abaixo da expectativa. Destaque para “uso produtivo”. Digo isso porque é comum empresas com grandes DataLakes, ferramentas de Visualização de Dados e Dashboards não utilizarem as informações para guiar seus caminhos.

Uma recente pesquisa, realizada pela Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) em conjunto com o Google, aponta que 38% das empresas ainda utilizam a intuição para orientar suas decisões. Apenas 27% se consideram uma organização Data-driven, ou seja, que definem suas ações a partir das informações – foram ouvidos 3225 empresários. Acontece que, ao contrário do que se possa pensar, isso não ocorre pela falta de informação dentro das empresas. Um dos principais motivos que a pesquisa destaca é a falta de habilidade dos profissionais de marketing em se aprofundarem nas análises de forma a entender os fenômenos que compõem KPIs (Key Performance Indicator, em português, indicador-chave de desempenho) agregados.

Nos modelos tradicionais, a análise e disseminação dos conhecimentos gerados pelos dados ficavam centralizados em times específicos, como Planejamento, Inteligência de Marketing, CRM etc. Atualmente, as ferramentas de WebAnalytics empoderam o time de Marketing, que podem consultar as informações que precisam no momento que quiserem, inclusive de forma real-time. Porém, quando isso acontece de forma desestruturada, a consequência é uma incapacidade de desenvolver uma visão única e integrada do consumidor e dos resultados da empresa.

O que te impede de começar hoje?

Um artigo recém publicado pela eMarketer divulgou uma pesquisa realizada pela Snowflake Computing em parceria com a Harvard Business review e destacou que pessoas, 44%, e processos, 29%, são os principais impedimentos para evoluir uma cultura de tomada de decisão a partir da intuição da liderança para uma mais baseada em dados. Para começar a implementar processos novos, organizamos abaixo um roteiro que tem funcionado e auxiliado diferentes empresas. Veja as três fases da implementação de um processo de análise de KPIs orientado a objetivos de negócios:

1- Conheça e alinhe os objetivos de negócio

Não comece a montar nenhuma tabela ou gráfico ainda. Organize, em primeiro lugar, os objetivos de negócio da sua área ou do âmbito que você atender. Por exemplo: Melhorar a rentabilidade, ganhar maior penetração de mercado e melhorar a satisfação do cliente. Posteriormente, desça um nível e entenda quais ações táticas serão necessárias para entregar os objetivos de negócio.

2- Mapeie as métricas e priorize

Agora que está claro os objetivos e as ações táticas que permitirão entregar os resultados, você precisará de KPIs que te ajudem a medir o progresso sem a necessidade de esperar prazos muito longos para saber se as ações deram certo ou não. Nesse processo, você deve primeiro explorar o máximo de métricas, colete sugestões e debata sobre os principais drivers relacionados às ações, não se limite as informações que você já usa nos relatórios atuais. O segundo passo dessa etapa é priorizar, todo indicador é uma métrica, mas nem toda métrica é um KPI, apenas as mais relevantes serão destacadas.

3- Avalie a maturidade dos dados e planeje a execução

Após os objetivos de negócio, as ações táticas e os KPIs, chegou o momento de avaliar a maturidade de dados atual da sua empresa. Esse momento é importante para alinhar as expectativas, ajustar caminhos e planejar a implementação das métricas de acordo com o nível de disponibilidade das informações.

Existe no mercado muitas ferramentas disponíveis que se propõem a lidar com o volume crescente de dados, sua mineração e visualizações. No entanto, muitas empresas estão mergulhando de cabeça em um volume abundante de elementos, as discussões se tornam cada vez mais complexas e técnicas, falta para os líderes de negócios conclusões que lhes dê a confiança necessária para agir.

Ao final deste roteiro, você estará pronto para iniciar uma mudança de mindset, e construir um processo que te leve para além do data-driven, mais orientado aos insights e melhor preparado na tomada de decisão, de modo ágil e preciso. Veja que em nenhum momento falamos sobre tecnologias, pois acreditamos que, independentemente da plataforma e mecanismo, as empresas precisarão de processos e pessoas que permitam extrair o máximo potencial de suas ferramentas, uma cultura verdadeiramente insight-driven.

Por Felipe Ladislau, consultor de CRM da aceleradora Organica

Fonte: Inforchannel

“Má gestão de dados e informações relevantes são risco real para empresas”, diz Rafael Morales da TBL Manager

Empresa de Business Analytics lista principais carências apresentadas pela grande maioria das empresas, especificamente demandas do mercado de sustentabilidade e apresenta solução.

Em tempo de Big Data, termo utilizado para descrever o grande volume de dados estruturados e não estruturados que são gerados a cada segundo, é cada vez mais comum e constante a busca por soluções capazes pela disrupção de processos de gestão. Nas grandes empresas, tem sido uma constante a possibilidade de mudar como as coisas sempre foram feitas, ou seja, sair do tradicional e oferecer soluções que otimizem resultados, custos e priorizem a qualidade.

Gerir dados e informações relevantes nem sempre é tarefa fácil e a má gestão das informações pode trazer diversos riscos para uma administração corporativa saudável. No que diz respeito especificamente às demandas exigidas pelo mercado de sustentabilidade, esse cuidado deve ser ainda maior, uma vez que o desempenho ambiental e social das empresas, são aspectos de valoração do negócio.

Dentre as principais carências apresentadas pela grande maioria das empresas estão: dificuldade na gestão dos dados corporativos, a falta de eficiência das planilhas que não garantem a segurança dos dados, nem mesmo padronizam as informações; dificuldade na transparência e na busca por dados de gestão, entre outros.

Rafael Morales, diretor da TBL Manager, empresa especializada em soluções para excelência na gestão de indicadores e performance de sustentabilidade, destaca a importância de mantê-los organizados e consolidados de maneira intuitiva, clara e confortável aos diferentes públicos. “As empresas precisam ser transparentes diante das informações apresentadas para seus stakeholders. É uma cadeia de informações integradas que precisam ser apresentadas de forma consistente para definir as diretrizes e estratégias da empresa.” explica.

“Especificamente os aspectos de sustentabilidade precisam ser apresentados e gerenciados de maneira coerente, segura e eficaz, porque traduzem o comprometimento da empresa com seus diferentes stakeholders. A má gestão de dados e informações relevantes são risco real para empresas”, concluiu.

A Solução

Para atender essa necessidade do mercado, a TBL Manager criou o SIS – Sistema de Indicadores da Sustentabilidade, uma solução para excelência na gestão que possibilita a criação ou edição de indicadores e formulários de desempenho de acordo com as necessidades e demandas das empresas, para que elas façam mensuração dos seus indicadores, criando assim, uma melhor gestão dos seus aspectos de sustentabilidade.

A ferramenta permite que as empresas tangibilizem seus aspectos socioambientais, subsidiem análises e resultados das estratégias traçadas em tempo real e elaborem relatórios de desempenho, otimizando recursos, reduzindo custos e oferecendo informações para tomada de decisão por parte da alta gestão.

Sempre atenta às necessidades individuais de cada cliente e à rápida capacidade de oferecer autonomia aos usuários, a TBL mantém em sua carteira importantes clientes, como: Suzano Papel & Celulose, Amil, Copagaz, CPFL Renováveis, Even, Merck, Raízen, Lojas Renner, Banco Santander, entre outros.

Fonte: Segs

Cosin Consulting aponta principais desafios para as empresas com a Lei Geral de Proteção de Dados

Promulgada em agosto de 2018, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é um marco fundamental no setor de Data & Analytics e se soma a uma série de outros instrumentos legais, desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH/1948), passando pelo Marco Civil da Internet brasileira (Lei nº 12.965/2014), até a Regra Geral de Proteção de Dados Europeia (Diretiva 2016/680 & 2016/281), criando um cenário completamente novo para as empresas que operam com dados – basicamente todas, atualmente. É o que apontam os especialistas da Cosin Consulting, consultoria de negócios e tecnologia do grupo Dentsu Aegis Network (DAN) com mais de 2 mil projetos desenvolvidos, Mario Hime e Antonio Cipriano.

“Algumas práticas já eram comuns e existiam regras esparsas, mas o LGPD consolida este cenário criando leis específicas, mecanismos de controle e punições severas. Com isso, as empresas devem se preparar sob pena de riscos financeiros, jurídicos e para sua imagem. Acreditamos também que uma estrutura bem adaptada a esta nova realidade possa gerar uma vantagem competitiva, especialmente no relacionamento com o consumidor”, afirma Mario Hime, vice-presidente da Cosin Consulting. Já Antonio Cipriano, também vice-presidente da Cosin Consulting, completa que “os novos instrumentos legais trouxeram apreensão, mas é preciso ficar claro que a Lei não impõe a confidencialidade ou impossibilidade total de manipulação dos dados. O que é necessário é uma estrita proteção e a necessidade de se pedir o consentimento de pessoas físicas”.

Dentre os pontos de atenção para as empresas, os executivos destacam seis. O primeiro é o já mencionado consentimento explícito do consumidor. Esse processo precisa ser realizado de forma simples, mas efetivo e que possa ser rastreada em caso de necessidade. O segundo ponto – um dos mais descobertos no momento – é a criação de mecanismos de resposta rápida quando o consumidor retira sua autorização para a utilização de dados. O terceiro ponto é relativo à manipulação de dados sensíveis (financeiros, políticos, religiosos) e de menores de idade, que devem ter cuidados ainda mais estritos.

Uma inovação introduzida pelo LGPD (quarto ponto) é a obrigação de informar à Sociedade e às Autoridades em caso de vazamento de dados – um risco real, mesmo com todos os investimentos em segurança digital que estão sendo realizados atualmente. “Esse, talvez, seja o principal ponto de atenção da nova lei. As empresas precisam criar políticas e procedimentos a fim de viabilizar o atendimento desta norma, até para minimizar impactos em sua imagem”, ressalta Mario Hime.

Todos esses elementos trazem à tona novamente a importância de práticas sólidas de segurança da informação (quinto ponto). “Para dar conta deste grande desafio, as empresas devem ter um olhar amplo, considerando esta questão não apenas uma atribuição de TI, mas incluindo todos os departamentos, como RH, Jurídico, Vendas, Controladoria, etc. Recomendamos a criação de regulamentos internos específicos, com prazos, responsabilidade e sanções”, explica Antonio Cipriano. Os próprios dados dos colaboradores merecem atenção, ainda mais em empresas de maior porte (sexto ponto).

Os executivos concluem que “a mudança deve ser tão grande que é necessário que o atendimento à LGPD faça parte do plano de negócios da empresa”.

Fonte: Proxxima