A eleição das fake news

À medida em que nos aproximamos das eleições gerais, cresce a expectativa de que a escolha de um novo presidente, legitimado pelas urnas, nos tire da confusão política em que nos metemos.

Lá se vão quatro anos de reviravoltas, crises, protestos e polarização. Um clima que, convenhamos, ninguém mais tem paciência. Um governo minimamente viável, um líder capaz de comunicar-se com a maior parte dos cidadãos, que construa uma base no Congresso estável o suficiente para conduzir o país. Não é pedir muito. Mas nesse 2018 imprevisível não se pode descartar que as cosias piorem. Porque elas sempre podem piorar. Jornalistas, analistas, partidos políticos e até o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão preocupados com o ambiente em que se dará o processo eleitoral.

Num ecossistema de mídia em que quase todos podem, além de informar-se, informar, o eleitor decidirá em quem votar no meio de um verdadeiro tiroteio. Além das notícias produzidas e veiculadas por jornalistas e veículos profissionais, agora integram a agenda eleitoral todo tipo de manifestação registrada e publicada em meios digitais. Todo esse problema foi compactado no termo da moda: as fake news, ou notícias falsas.

Há, sim, grupos e empresas obscuras prontos para atuar a favor e contra candidatos, fabricando fatos e disseminando-os online. Mas também há muita falsidade naquilo que cidadãos descuidados, ou pouco preocupados com a qualidade da informação, repassam a amigos, familiares e colegas de trabalho. O exercício da democracia exigirá mais esforço de cidadãos e de candidatos em 2018. Será necessário lançar mão de tecnologia, de sistemas inteligentes para encontrar sentido na imensidão de informações imprecisas, descontextualizadas ou apenas mentirosas.

Candidatos terão de investir em inteligência, em meios mais ágeis e eficientes de diagnosticar o sentimento do eleitorado durante a campanha. E no monitoramento das fake news, que podem ser mais danosas que uma reportagem bombástica do Jornal Nacional. Por outro lado, também serão imprescindíveis fontes qualificadas de informação. E os cidadãos têm parte na missão de selecioná-las.

Desse esforço em mão dupla pode resultar uma atmosfera política menos beligerante, que faça do Brasil um país melhor para se fazer negócios, criar filhos, projetar um futuro. Só não se pode perder de vista a chance de que as coisas piorem. Porque podem piorar.

Post escrito por Evandro de Assis, Jornalista e Pesquisador.

A Folha perde ao retirar seu conteúdo do Facebook.

Hoje, os veículos digitais dominam uma grande audiência, controlam dados de seus leitores e têm autoridade sobre o conteúdo num momento em que as marcas buscam se posicionar como publishers. Portanto, é preciso buscar independência de fato, para ter mais domínio sobre os dados da audiência. Use o Facebook a favor da sua proposta de valor.

A notícia rodou o mundo inteiro. Após a decisão de alterar o algoritmo para valorizar mais as interações pessoais entre os usuários, muitos veículos de comunicação ficaram com vontade de fazer o que a Folha de SP decidiu logo após o comunicado do Mark Zuckerberg. A Bloomberg noticiou o fato como sendo o primeiro grande portal a bater de frente com o Facebook. Até o momento em que escrevo este artigo, a Folha foi o único que manifestou publicamente a retirada do conteúdo da plataforma social.

Respeito a soberania da empresa em definir sua estratégia e tomar as decisões que entendem serem as melhores para o futuro do negócio. A questão é: o que um publisher ganha e perde ao retirar seu conteúdo do Facebook?

É importante ressaltar que eu não sou advogado do Facebook ou de qualquer outra plataforma social. Nem tenho ações da empresa justificando uma defesa. Convivo há bastante tempo com os dilemas da transformação digital em veículos de comunicação. Minha visão pessoal é que a Folha se precipitou neste caso.

Desde o princípio, o Facebook deixou bem claro que não estava neste mercado para fazer caridade. O algoritmo foi alterado muitas vezes ao longo dos últimos anos para reduzir o alcance orgânico, obrigando marcas e publishers a pagar para aumentar o seu alcance no plataforma.

A minha surpresa neste episódio é que os veículos ficaram surpresos. Como eles não sabiam que isso iria acontecer novamente?

Uma das justificativas da Folha para a retirada do conteúdo foram as notícias falsas disseminadas durante as eleições americanas de 2016 no Facebook (e também no Twitter). Sinceramente achei que as notícias falsas impulsionada por perfis fakes de ambos lados, na época da disputa Dilma vs Aécio, já deveriam ter sido suficiente para esta decisão em prol do bom jornalismo. Mas eu entendo não sair do Facebook em 2014. Afinal o tráfego que o Face gerava naquela época era bem maior do que hoje.

Todo publisher que confia seu tráfego majoritariamente no Facebook (ou em qualquer outra rede social) está condenado. Um dos exemplos mais icônicos disso é o portal Upworthy. Logo que surgiu, apresentando um crescimento fora dos padrões, com uma estratégia totalmente baseada em clickbait, grandes portais e veículos tradicionais começaram a copiar a forma que eles construíram os títulos para gerar tráfego e compartilhamento em redes sociais. Essa estratégia de growth hacking não durou muito tempo. Hoje o Upworthy é um mero coadjuvante no mundo das notícias sensacionalistas. Moral da história: Quando aposta no clickbait, você gera tráfego mas não constrói uma audiência.

Esteja presente onde sua audiência está.

Retirar o conteúdo de uma rede social significa ignorar um canal de distribuição. Segundo a Naytev, empresa especialista em análise de conteúdo, cerca de 80% do impacto do Buzzfeed acontece fora do seu site, em rede sociais, chat apps, parceiros de conteúdo e aplicativos próprios. O comportamento dos usuários na web é cada vez mais diverso e personalizado. Os vencedores desse jogo da transformação digital serão aqueles que souberem dimensionar os seus recursos para distribuir o seu produto na maior quantidade de canais. Um exemplo disso é a transformação do e-commerce em marketplace. Em um momento onde o grande produto dos veículos digitais são os projetos de branded content, atingir o maior volume de audiência é algo estratégico para gerar valor.

Qual é o prejuízo financeiro em sair do Facebook?

Segundo o Similarweb.com, que é a fonte mais confiável para mensurar o tráfego de propriedades digitais, o tráfego proveniente de redes sociais da Folha é de 11,95%. Sendo que, deste montante, 76,14% é  do Facebook. O que significa uma queda de aproximadamente 9% no tráfego do Facebook para o site da Folha após a retirada do conteúdo. Em outras palavras, isso significa uma queda de 9% nas impressões de mídia. Abrir mão desse montante de uma fonte de receita é uma atitude bastante corajosa.

Instant Articles.

Eu não saberia dizer se a Folha utilizava os instant articles para exibir suas matérias para o público do Facebook. Mas a verdade é que este produto do Facebook gera uma receita considerável para os publishers que o utilizam. Uma justificativa para não utilizar os instant articles é que os veículos que baseiam suas estratégias de monetização em assinaturas entendem que este produto vai contra o consumo de page views, que ativam o gatilho do paywall. Pessoalmente, eu acredito que as duas estratégias podem conviver em conjunto para monetização.

É preciso diversificar as fontes de tráfego.

Seguindo a premissa de construir uma audiência e não apenas gerar tráfego, os veículos deveriam buscar parceiros que consigam capturar o leitor de notícias com maior valor. Yaron Galai, CEO da Outbrainescreveu um artigo ótimo que resume esse momento e dá uma visão de futuro com saídas concretas para o publishers. O recado é o seguinte: lembrem-se de como vocês buscavam leitores antes do Facebook existir. Acreditem nas suas origens e na qualidade do produto que vocês fazem, para conectar com a audiência que consome não somente uma notícia, mas toda proposta de valor do seu produto.

O papel dos publishers na transformação digital.

Hoje, os veículos digitais dominam uma grande audiência, controlam dados de seus leitores e têm autoridade sobre o conteúdo num momento em que as marcas buscam se posicionar como publishers. Portanto, é preciso buscar independência de fato, para ter mais domínio sobre os dados da audiência. Use o Facebook a favor da sua proposta de valor. Faça as plataformas gerarem dados e dinheiro para você. Resumindo: para declarar independência é preciso, primeiro, ser independente.

(*) Fabiano Goldoni é publicitário e já atuou em veículos digitais dos grupos Fox Latin American Channels, Grupo RBS e hoje é sócio-fundador e Secret Agent da ALRIGHT, empresa especializada em tecnologias de marketing digital.

Fonte: Proxxima

4 Passos para Implantar uma Cultura de Dados na sua Empresa

Não é novidade para ninguém que hoje os dados são o bem mais valioso de qualquer empresa. No entanto, apesar de muitas empresas já reconhecerem hoje a importância dos dados, poucas são as que efetivamente se baseiam em informações concretas para tocar o seu dia-a-dia. A prática predominante no Brasil (e na maioria dos países latinos) é da tomada de decisões baseada na experiência prévia, com deferência ao conhecimento acumulado de profissionais mais sêniores.

Por mais valiosa que seja a experiência (e ela nunca pode ser desprezada), o volume de informações que está disponível hoje tem o potencial de mudar completamente a forma como decisões são tomadas e análises são feitas. Para isso, no entanto, é fundamental ser criada dentro das companhias uma cultura de dados, ou seja, uma cultura que privilegia e valoriza decisões embasadas em dados concretos, fruto de um processo estruturado de construção de hipóteses, teste dessas hipóteses, e validação de sua aplicabilidade de forma concreta e irrefutável.

 No post de hoje, vamos explorar quatro pontos fundamentais para você começar a implementar uma cultura de dados dentro da sua empresa. Confira abaixo.

 Qualidade dos dados

 Esse é o item principal para quem quer estabelecer uma cultura de dados. A qualidade da fonte de informação é a matéria prima de todo o processo. E aqui você tem dois caminhos: construir sua própria base de dados, e desenvolver ferramentas para administrá-la e transformar esses dados em informação, ou então contratar uma empresa especializada que já vai fornecer essas informações prontas e prestar todo o suporte, quando necessário. Assim como tudo na vida, cada uma dessas alternativas tem vantagens e desvantagens. O que você deve considerar para determinar a melhor opção para o seu negócio é o tamanho da sua empresa, a estrutura que você tem e o quanto está disposto a investir.

 Sistemas e processos de mensuração

 No momento em que você começa a usar dados no seu negócio, é preciso acompanhar com muita atenção os indicadores obtidos a partir de então. Ao utilizar essas novas informações em busca de melhores resultados, você deve desenvolver sistemas e processos capazes de medir todas as etapas e variáveis de estão envolvidas, de forma a aferir o quanto o seu negócio está reagindo a elas, e de que forma.

 Engajamento da equipe

 Uma empresa não é feita de um homem só, nem apenas de um seleto grupo de gestores. Para uma empresa fluir com o máximo de produtividade, é necessário que todos os colaboradores estejam envolvidos no processo e alinhados em um mesmo propósito. Se você acredita que adotar a cultura de dados é a melhor decisão para o seu negócio, precisa comunicar primeiro a quem trabalha lado a lado com você. É provável que esse seja o momento em que a expressão “cultura de dados” seja aplicada no seu sentido mais literal. Então, para engajar a sua equipe, comunique (e cobre!) que todas as decisões, propostas e relatórios apresentados sejam baseados em dados. E lembre-se, o exemplo vem sempre de cima.

 Esteja preparado para experimentar e errar!

 Essa talvez seja a lição mais valiosa de todas. Você pode estar pensando que o uso de dados no seu negócio vai resolver todos os problemas, disparar as vendas e elevar o lucro à estratosfera, tudo isso imediatamente. Se você estiver com essa expectativa e ela não se realizar, bom, é natural que você se sinta frustrado. Então, em primeiro lugar você deve estar preparado para não atingir os resultados que você espera na velocidade que deseja. No início, o uso de dados pode ser meio que guiado pela boa e velha tentativa-e-erro. Não se preocupe, isso é normal. E toda vez que der errado e você se frustrar, tenha em mente que essa já é uma resposta valiosa, e quer dizer que você está um passo mais próximo do caminho certo.

 A cultura de dados, ou cultura de decisões baseadas em dados, tem se mostrado cada vez mais um diferencial competitivo para empresas no mais diferentes setores e segmentos do mercado, e quem não está trilhando esse caminho corre um sério risco de ficar para trás. Portanto, adote os passos que mencionamos e se prepare para experimentar uma grande transformação no seu dia-a-dia de trabalho.

Fonte: Big Data Corp

O grande truque: as reais mudanças no agendamento do Instagram

Hoje, as redes sociais tornaram-se um fator fundamental para vários setores, e isso não é só por que elas incentivam a interação entre os usuários, mas por que elas passaram a ser um importante canal para negócios publicidade e marketing.

Dentre as plataformas que ganham cada vez mais importância, o Instagram é uma das comunidades que mais cresce e não se cansa de atrair novos públicos e marcas para a sua rede.

Ciente de seu papel no compartilhamento de fotos e vídeos, a startup que faz parte do Facebook, anunciou mudanças que terão grande impacto no mercado digital e, por isso, as marcas têm que estarem atentas a essas transformações.

Na terça-feira (30), foi confirmado o lançamento de três novas funções na API Graph (Content Publishing Beta, Business Discovery e Menções) com o objetivo de oferecer mais benefícios às contas comercias ativas na rede.

Agora, páginas inscritas dessa maneira podem agendar publicações. Porém, é importante destacar que essas mudanças alteram só o conteúdo orgânico das empresas e não as suas propagandas.

De acordo com o blog Facebook Developers, algumas empresas do Instagram passam a estar no controle de agendamento de publicações orgânicas, ver onde forem mencionadas publicamente e visualizar outros perfis de negócios.

O grande truque

De acordo com a plataforma, tudo isso tem o objetivo de oferecer mais benefícios aos perfis empresariais na gestão de seus usuários. Porém, há um truque nesta novidade e ela não está disponível diretamente no aplicativo, mas através de dispositivos feitos justamente para gerencias diversas redes sociais.

Ou seja, embora qualquer marca com acesso ao Graph API possa usá-la para ver publicações em que foram marcadas e visitar perfis de outras contas (incluindo suas postagens, biografias, links para sites e contas de seguidores), para fazer o agendamento API é necessário utilizar um provedor que seja membro parceiro do Facebook ou do programa Instagram Partners.

Dessa maneira, as alterações procuram gerar um ambiente mais amigável para as marcas publicarem seu conteúdo com maior controle e qualidade. Isso é importante se analisarmos que segundo a Verto Analytics, em média, as empresas de todos os tamanhos postam entre 5 a 66 imagens ou 5 a 21 vídeos todos os meses.

É claro que as marcas veem nesta comunidade um cenário ideal para se conectar com seu público, especialmente entre os millennials e a geração Z. Atualmente, o Instagram possui mais de 800 milhões de usuários ativos, com uma média de 206 minutos por mês na plataforma, de acordo a  Verto.

Por isso é importante notar que o aplicativo de Mark quer convencer as marcas a permanecer na plataforma e, de acordo com as mudanças anuncias, o objetivo secundário é oferecer essas mesmas funções aos perfis “normais” para atrair uma base de usuários ainda maior.

Para assim, ele se distanciar do Snapchat e Twitter; e se alinhar cada vez mais com o Facebook e o WhatsApp

Fonte: AdNews

Texto publicado originalmente por Ivan Nava no Merca 2.0

Notícias sobre Lula aumentam 241% no mês do julgamento do TRF4

Levantamento compara o volume de conteúdo sobre o ex-presidente entre agosto de 2017 e janeiro de 2018 em sites brasileiros

Um levantamento obtido com exclusividade por VEJA mostra que o número de notícias sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceu 241% entre agosto de 2017 e janeiro de 2018, mês em que Lula foi julgado e condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. Em agosto de 2017, foram publicadas 6.927 notícias sobre o petista enquanto em janeiro de 2018 foram 23.619 notícias.

O levantamento foi realizado pelas empresas gaúchas Zeeng, que trabalha com análise de big data, e Essent Jus, que atua na prestação de contas para políticos. O levantamento considerou os cinco mil sites brasileiros mais acessados. “Temos acesso a 200.000 portais, mas a gente restringe a busca pelo critério de relevância e número de acessos, por isso os dados ficam restritos aos cinco mil sites mais acessados”, explicou à reportagem Eduardo Prange, CEO da Zeeng.

Entre dezembro de 2017, quando o ex-presidente já estava em evidência por causa do julgamento, o número de notícias foi de 11.690, um crescimento de 102% em relação ao mês de janeiro.

O levantamento também analisou o perfil de Lula no Facebook. O maior número de interações ocorreu na véspera do julgamento, dia 23 de janeiro, em uma postagem com 56.900 comentários. No dia seguinte, a postagem com o discurso na Praça da República, em São Paulo, teve 17.000 compartilhamentos.

Já na página oficial do político no Facebook, o volume de interações de maior destaque foi para as postagens que o ex-presidente compartilhou no dia 23, um dia antes do julgamento, com 56.900 comentários, e no dia 24, após o julgamento em discurso realizado na Praça da República, com 17 mil compartilhamentos. No Twitter, a postagem após a condenação teve 3.900 compartilhamentos.

“O grande engajamento é por parte de sua militância, das pessoas que são a favor a ele. Os movimentos contra o ex-presidente não aconteceram dentro dos seus canais, mas em outros canais ou pessoas espontaneamente falando”, explicou Prange sobre as reses sociais.

Se fosse uma batalha entre adversários por engajamento on-line, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) seria o vencedor. A postagem em que ele aparece ao lado de uma televisão acompanhando o voto do relator do recurso de Lula, o desembargador João Pedro Gebran Neto, teve 47.000 compartilhamentos, mais que o dobro dos compartilhamentos do discurso de Lula.

Fonte: VEJA

Big data: como tornar as estratégias de marketing mais assertivas?

Conjuntos de dados grandes e complexos perdem seu potencial se gerenciados apenas por meio de processos tradicionais

O big data, termo popular nos últimos anos, descreve um grande volume de dados armazenados na internet. A quantidade desses dados no mundo tem dobrado a cada dois anos e atingirá 40 trilhões de gigabytes em 2020, de acordo com estatísticas do Gartner e IDC – Instituto de Inteligência de Mercado.

Entretanto, essa tecnologia ainda não é comum aos tomadores de decisão, que não entendem ao certo o que podem fazer com todas as informações obtidas por meio do Big Data Analytics. Um estudo feito pela The Economist Intelligence Unit revela que 35% dos executivos acreditam que o grande obstáculo para empregar esses dados é a falta de conhecimento de como utilizá-los em seus setores.

O grande X dessa questão está aí. Não na quantidade de dados oferecidos, mas no que as empresas têm feito com essas informações. Conjuntos de dados grandes e complexos perdem seu potencial se gerenciados apenas por meio de processos tradicionais. Análises estratégicas geram valor para seus negócios e serão um importante diferencial competitivo nos próximos anos.

Quando usados de forma correta, os dados possuem potencial para extrair insights, reduzir custos de operações, desenvolver novos produto, criar ofertas otimizadas, entre muitas outras vantagens. Falar com o público-alvo da sua empresa nunca foi tão complexo e ao mesmo tempo tão assertivo. Consumidores omnichannel, cada vez mais conectados, espalham ricas informações por onde se conectam. O que podemos fazer com tudo isso? A tecnologia big data e as novas formas de processamento oferecem infinitas possibilidades de se aproximar, comunicar e cativar a atenção seu cliente, viabilizando a otimização das experiências que ele tem com a sua marca.

Um dos recursos utilizados atualmente pelas agências de comunicação é o data driven marketing. Termo que se refere ao uso dos dados para análise e tomada de decisão empresarial. Ele permite que o marketing fale exatamente o que o consumidor deseja ouvir ou ler. Com esses dados, a empresa pode se antecipar e fazer projeções de acordo com o comportamento do cliente agora e no futuro, desenvolvendo estratégias objetivas.

Um bom exemplo sobre o uso de big data a favor das melhorias da comunicação entre empresa e consumidor é a rede de franquias McDonald’s. Eles usam os dados não estruturados, como fotos, localização, gênero, faixa etária e assuntos mais discutidos do momento em redes sociais, para o trabalho de brainstorm. Parecem informações “básicas”, mas, quando bem analisadas, auxiliam na criação de campanhas assertivas, que estimulam a conversão de prospects em novos clientes e fidelizam o seu atual consumidor.

Por fim, declaro: não existe mais a possibilidade de as empresas não unirem o marketing off-line ao online. É preciso convergir e integrar. Use a tecnologia a favor do seu negócio.

Fonte: Proxxima

Zeeng é destaque na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios

100 ideias de futuro para montar o seu negócio em 2018

A Zeeng foi destaque na edição da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios na matéria de capa sobre as startups que vêm se destacando em meio à revolução digital que dominou todas as áreas da economia.

A reportagem sobre as 100 ideias de futuro para montar o seu negócio em 2018 apresenta ferramentas como algoritmos de inteligência artificial, plataformas de realidade virtual e dispositivos de internet das coisas que já estão disponíveis para empresas de qualquer tamanho ou setor.

Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Com robô de arrecadação eleitoral, empresa cresce mirando 2018

Empresa gaúcha cresceu vinte vezes em um ano oferecendo prestação de contas digital, análise de big data e mecanismo para arrecadar doações

Cinco empreendedores do interior gaúcho iniciaram um negócio de prestação de contas eleitorais de forma digital. Em janeiro, tinham 25 clientes entre políticos, partidos e diretórios. Agora, esse número chegou a 510, vinte vezes mais, com a oferta de um novo serviço que coincide com a maior preocupação atual dos partidos de olho em 2018: a arrecadação eleitoral. Na próxima eleição, a doação de empresas privadas para campanhas está vetada, mas a doação de simpatizantes dos candidatos é permitida.

“Os partidos vivem hoje a síndrome do ‘sonho de ganhar na Mega-Sena’. Criamos a figura do doador oculto. A gente liga para os partidos e tenta fazer doação para eles. Eles dizem que as pessoas não doam, porque a política está desgastada e não existe essa cultura de doação. É verdade. Mas tentamos doar, como teste, para cinquenta diretórios do país e não tivemos sucesso com nenhum. O atendimento é ruim, não sabem informar se é por depósito, débito, boleto. A experiência é péssima”, contou a VEJA Guilherme Anderson Sturm, de 30 anos, contador e CEO da EssentJus.

A ideia de criar um “robô de arrecadação surgiu quando os contadores perceberam que muitos políticos ou diretórios não contratavam a prestação de contas digital por falta de previsão de verba para o ano que vem. Os clientes da EssentJus pertencem a treze partidos como PTPSDB e Progressistas, para citar alguns.

“Criamos essa funcionalidade onde o partido ou o candidato cadastra pessoas para montar listas. Então, nosso robô começa trabalhar: dispara convites por e-mail ou por mensagem de celular, arrecada fundos por meio de cartão de crédito ou boleto. Essas doações podem ser tanto pontuais como recorrentes, com programação mensal, por exemplo. O partido também pode usar o robô para vender bandeira, camiseta e ingresso para eventos”, explica o CEO.

Guilherme Anderson Sturm, de 30 anos, à esquerda, e os sócios da EssentJus, empresa de Tucunduva, no interior do Rio Grande do Sul, que ajuda candidatos de todo o Brasil a prestar contas e a arrecadar doações (EssentJus//Com robô de arrecadação eleitoral, empresa cresce mirando 2018/Divulgação)

O serviço funciona com uma mensalidade que, com a gestão legal das contas e robô de arrecadação, custa apenas 79,90 reais mensais para diretórios partidários de porte pequeno. A startup surgiu de uma empresa de mais de 40 anos que presta serviço a partidos desde 1998. Sturm trabalhou dezessete anos na empresa da família até criar a nova empresa. A startup funciona em Tucunduva, cidadezinha de 5.000 habitantes, no noroeste do estado, e tem clientes em São PauloGoiásRio Grande do NorteMinas Gerais e Santa Catarina. Sturm pretende dobrar o número de clientes ainda nesse ano e para crescer ainda mais no ano que vem. “Aprendemos com a política que quando atingimos a meta, nós dobramos a meta”, brinca.

A EssentJus atende até mesmo clientes que concorrem entre si. Em 2016, a empresa fez a prestação de contas tanto da campanha de Raul Pont (PT) à prefeitura de Porto Alegre como da campanha de Nelson Marchezan Jr. (PSDB), que foi eleito. “Temos uma postura discreta. E tomamos todos os cuidados como não ter ninguém na equipe que seja filiado a algum partido. Temos uma postura muito neutra e garantimos o sigilo sem vazamento de qualquer informação”, explica Sturm.

Para “dobrar a meta” de clientes, além da prestação de contas e arrecadação, a EssentJus está iniciando uma parceria que oferece também análise de dados, o chamado “big data”. Junto com a empresa Zeeng, a startup gaúcha vai ajudar candidatos a analisar o comportamento do eleitorado através de um monitoramento de ações digitais como postagens em redes sociais notícias e audiência.

Com a experiência de contador, o empresário percebeu que muitas campanhas têm a prestação de contas reprovada por falta de conhecimento, não necessariamente por falhas intencionais. Por isso, acredita que sua empresa pode colaborar para tornar a prestação e contas mais transparente. “Se a gente quer que a política mude, a gente tem que proporcionar mudanças para que o sistema melhore e não afaste um monte de gente legal que não vai querer entrar nesse circuito”, explica.

Fonte: VEJA

Zeeng Drops – #04 – Entrevista Domingos Secco Junior

Confira no Zeeng Drops de hoje a nossa entrevista com Domingos Secco Junior, sócio da Alright Media Technology Hub. Desde 1999 faz pesquisa, criação e planejamento no meio digital. Trabalhou nas agências AG2, Cubocc e LiveAd nas áreas de atendimento, mídia e business intelligence, atendendo clientes como Unilever, Diageo, Pepsico, Lojas Renner e Vivo. Como empreendedor atua com design, inovação e modelagem de negócios digitais. É co-criador dos projetos de empoderamento social PortoAlegre.cc e Redenção.cc. Palestrou no Proxxima 2017, onde apresentou sua visão sobre mídia programática.


Zeeng Drops é o nosso programa quinzenal com conteúdo exclusivo: entrevistas, curadoria de eventos, bate papos, entre outras iniciativas que visam fomentar o mercado de marketing e comunicação através da ciência de dados.

Quem você gostaria de ver em uma edição futura do Zeeng Drops?

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