Sabe quanto vale sua marca para o consumidor na web? Quase nada.

Em recente e relevante entrevista a repórter Isabella Lessa, de Meio & Mensagem, Charles Houdoux, sócio e chief client officer da Havas Health & You, baseando-se no estudo Meaningful Brands, que o Havas Group realizou no ano passado, revelou que 74% dos consumidores não estão nem aí se sua marca sumir do mercado. Legal, né?

Você acorda todos os dias pensando e investindo no relacionamento com seu consumidor. Se você é um profissional de marketing com décadas de mercado, faz isso há décadas (e se você é um profissional de agência, idem). Se sua companhia ou marca tem séculos de vida, ela faz isso há séculos.

Ok, sua marca (ou do seu cliente) é conhecida e respeitada. Seu trabalho, apesar dos pesares, vem dando certo. Você e sua companhia vem fazendo seu melhor e, sem falsa modéstia, merecem méritos e reconhecimento. Parabéns! Vocês, de fato, são demais!

Mas hoje mesmo seu tão amado consumidor bandeou-se para outra marca. Hoje mesmo ele desdenhou a relação duradoura que vinha tendo com seu brilhante trabalho de marketing ou seu trabalho de agência. Mas como assim?

Em recente e relevante entrevista a repórter Isabella Lessa, de Meio & Mensagem, Charles Houdoux, sócio e chief client officer da Havas Health & You, baseando-se no estudo Meaningful Brands, que o Havas Group realizou no ano passado, revelou que 74% dos consumidores não estão nem aí se sua marca sumir do mercado.

Legal, né? Você trabalha feito louco, constrói valor, estreita a relação com seus públicos-alvo e esse tal público-alvo, ingrato de prontidão, te trai com a marca ali ao lado na gôndola. Ou ignora sua falência, se você vier a falir. What a shame!

Pois todas as companhias do mundo hoje deveriam fazer todos os dias estudos como o da Havas. Aliás, deveriam ter isso num dashboard digital 24/7, capturando o que estou chamando aqui de Índice de Volatilidade das Marcas no Mundo Líquido Digital, ou IVMMLD.

O IVMMLD é um índice fácil de compor. Aqui vão seus 5 princípios e indicadores básicos:

  1. Indicador de Caos – O mundo hoje, como bem sabemos – mas o marketing e as agências fazem questão de esquecer renitentemente – é um caos. Os mercados são caóticos ambientes de oferta e procura regidos, como todo caos, sem ordem aparente. O antigo fundamento de administrar marcas e campanhas a partir de modelos, padrões e personas não resiste mais à um único post numa rede social. Que dirá aos trilhões de posts diários nas redes sociais. O caos é a nova ordem. Põe aí na planilha.
  2. Indicador de Fugacidade – A velocidade do mundo acelerou de tal forma que hoje escapa a nossa tão humana e tão limitada capacidade de acompanhar esse novo ritmo, um ritmo que só máquinas podem e poderão acompanhar. Overload. Nada mais é permanente, tudo é fugaz. Sua marca está nesse bolo. Suas campanhas idem. Todas as suas ações mercadológicas também. Então, ora, se o mundo é fugaz, você e suas estratégias têm que ser também. Esqueça planejamento e construa marcas a partir do momento. Esse passa a ser a unidade padrão para as suas práticas e suas dinâmicas de mensuração. O tempo é um só: o tempo presente. Real time.
  3. Indicador de Volatilidade – Como o estudo do Havas muito bem quantificou, o consumidor hoje é vil. Não está nem aí para você. É fugaz, volátil e líquido. Seu centro é seu self. Si mesmo. Se não entendermos isso, ele não vai nos entender e perderemos contato para sempre. Incorpore volatilidade a sua lógica de negócios. Nunca mais, daqui para a frente, a ignore.
  4. Indicador de Digitalidade – A culpa de tudo isso é do digital. Foi ele que criou esse caos e será ele que continuará tirando seu sono eternamente, daqui para a frente. Foram as tecnologias digitais que destruíram as tradições e os modelos previamente concebidos, anabolizaram a fugacidade e a volatilidade. E será ela que viabilizará a exponencialidade (como veremos a seguir). Medir seu impacto na vida das pessoas e de seu consumidor é, portanto, tarefa não mais estratégica, mas essencial e permanente.
  5. Indicador de Exponencialidade – Esse você já deve ter ouvido falar e é basicão: todos os indicadores aí acima passarão a ser regidos por uma nova ordem de grandeza, a grandeza exponencial. O diagrama aí abaixo simplifica muito o entendimento. Antes, evoluíamos numa lógica historicamente linear. Vamos saltar para o exponencial em função dos novos fundamentos e avanços da tecnologia. Estamos exatamente no ponto em que a linha do exponencial se descola do linear. Veja no gráfico. Se tudo vai ser assim, só tem um jeito: você e suas atividades profissionais terão que ser assim também.

O IVMMLD, resumidamente, indica algo muito simples, em verdade: se você não se mexer, vai ficar no mesmo lugar. Lei da Física. Para nós, profissionais da comunicação e do marketing, a Lei da Irrelevância. Ou, se preferir, a Lei da Morte.

Como fazer? Eu não sei. Mas divido com você dois princípios:

  • Futuro nas existe. Pare de ser idiota e ficar preocupado com algo que nunca chega. A única coisa que tem valor e sobre a qual temos acesso é o presente. E o único tempo relevante é o agora. O segundo que passou também não tem o menor valor ( foi esse enquanto você lia a palavra “nós” e “vimos”, que valor tem isso ???);
  • Imagine sua agência e sua companhia como uma rede neural em constante rearranjo dinâmico; abaixo, o diagrama da sua empresa, em que cada círculo é uma pessoa ou uma área da companhia; numa ponta, entram realidades mercadológicas, na outra, saem soluções; no meio, uma máquina de produzir ideias e inovação. O gráfico abaixo é o diagrama de uma rede neural, base da Inteligência Artificial.

 E só tem um jeito de colocar isso em prática: Agências e Marketing terão que ser centros geridos por Inteligência Artificial em todas as suas atividades, dinâmicas e tarefas cotidianas. Sem essa concepção funcional e sem essa máquina, não teremos nenhuma condição de nos adaptarmos as acima citadas transformações exponenciais da sociedade, do comportamento e do consumo. Do IVMMLD.

Acelera, Airton!

Fonte: Proxxima

O mercado não sabe o que é Web Analytics

Insights sobre dados podem trazer para a empresa uma descoberta de um erro que poderia impactar vendas ou uma melhoria que auxilie na resolução de um problema

 Recentemente tive mais de 99 recomendações no meu LinkedIn sobre Google Analytics, com diversos profissionais e amigos me recomendando sobre esse skill e fiquei muito contente por atingir esse número. Passada a euforia, eu fiquei com uma pulga atrás da orelha e algo me chamou muita a atenção. Apesar de ter mais de 99 recomendações nesse skill, em web analytics mesmo eu tinha apenas 34.

Claro que muitas pessoas podem me recomendar por Google Analytics e não fazer o mesmo em WA, mas isso me chamou muito a atenção pois é algo que vivemos muito no mercado. Vendo essa informação pude constatar que o mercado até hoje ainda possui muitas dúvidas sobre o que é Web Analytics e acaba confundindo a análise de dados com a ferramenta. Uma das principais causas disso é a falta de conhecimento em entender que web analytics está no fato de transformar os dados em ação e não importa onde estão esses dados, excel, Google analytics ou através de uma pesquisa com usuários.

Vamos fazer um exercício sobre Web Analytics e Interpretação de dados:

Interpretando os dados mostrados na imagem abaixo, o que você consegue concluir?

Analise um pouco o gráfico antes de saber a interpretação.
Este é um gráfico personalizado mostrando a hora que mais vende no site.  Interpretando esse gráfico, chegamos a decisão que a hora que mais vende no site é as 15:00. Agora a pergunta que tenho que fazer é? Ok, mas porquê? Qual canal que mais vende a essa hora?

Através do relatório personalizado que criamos no Google analytics conseguimos ver que a hora que mais vende é as 15:00 e que os canais que mais influenciam para isso são e-mail e Adwords, seguindo por Google orgânico e tráfego direto.

Nessa interpretação de dados, concluímos que se aumentarmos nosso investimento em Adwords às 15:00 podemos obter um retorno maior, ou que podemos enviar os e-mails segmentados para as bases antes das 15, mas vale a pena linkar isso com a taxa de abertura e cliques por hora também.

Outro exemplo:
Interpretando os dados abaixo, o que podemos concluir? Este é um gráfico de pesquisas internas do site!

Analise um pouco o gráfico antes de saber a interpretação.
Este é um gráfico com mais interpretações. Primeiro ponto que podemos interpretar é que Orquídea é meu produto mais buscado e vendido:

Segundo ponto que podemos analisar é que estamos perdendo oportunidade com a busca por girassol e margarida. Os usuários acessam meu site, buscam por essa informação e eu não vendo o produto. Se somarmos as buscas de “girassol”, “girasol” e margarida, temos 20 buscas, se tornam os mais buscados.

A principal interpretação desse relatório de Web Analytics é que os usuários estão entrando no seu site e dizendo: “Eu quero comprar margaridas” “Eu quero comprar girassol”, só que você não tem esse produto! Você está perdendo uma oportunidade aqui!

O terceiro ponto a ser analisado no relatório é uma possível falha na sua ferramenta de busca. A ferramenta está separando os resultados das buscas para “lirio” e “lirios” e “orquidea” e “orquideas”. Será que seu site diferencia singular de plural? Ou direciona ambos para o mesmo resultado? “Orquídea” no singular e “lírios” no plural possuem receita já “orquídeas” no plural e “lírio” no singular não possuem receita. Tem algo no mínimo estranho aí!

O último ponto a ser analisado neste relatório de buscas é a possível criação de uma categoria chamada “Presente de Aniversário” com dicas para presentear as pessoas com flores.

Se meu site tem 10 buscas por esse termo e ainda sim possui venda, significa que meus usuários querem saber dicas de como presentear alguém com flores. Talvez a criação de uma categoria de presentes de aniversário ou uma página ajudando o usuário a comprar presentes de aniversário pode aumentar a sua conversão, uma vez que os usuários já buscam por isso em seu site.

Em um gráfico simples de busca do site, analisamos diversos pontos para melhorar ou oportunidades para aumentar a nossa conversão e interação com o usuário.

Um trabalho de Web Analytics vai muito além de analisar as métricas mais conhecidas apenas e vai muito mais muito além da ferramenta. É como se você ganhasse um celular totalmente poderoso soubesse que ele faz infinitas coisas, mas não utiliza nada. Para que você tem esse telefone?

No mercado digital, temos junto a Web Analytics e suas ferramentas de monitoramento a possibilidade de mensurar os dados e de criar e inovar no mercado, pois podemos analisar o resultado positivo ou negativo de uma nova funcionalidade em real time. É por isso que dizemos que web analytics é mais que um gráfico bonitinho.

Fonte: Mundo do Marketing