Google rebate críticas de Donald Trump sobre resultados de busca

Na manhã desta terça-feira (28), Donald Trump usou o Twitter para descarregar a sua ira contra o Google. Para o presidente dos Estados Unidos, a companhia manipula as buscas para priorizar resultados com críticas negativas ao seu governo. Mais tarde, o Google soltou um comunicado refutando as acusações.

Não é incomum Trump usar o Twitter para criticar veículos de imprensa ou serviços de mídia. Porém, nos últimos dias, essas manifestações têm sido mais frequentes. No início da semana, por exemplo, o presidente acusou as redes sociais de “silenciar milhões de pessoas”, uma aparente referência às ações do Facebook e Google para apagar contas que espalham desinformação ou interferem em eleições.

Com relação ao Google, Donald Trump declarou que 96% dos resultados do buscador para “Trump News” são de veículos nacionais de esquerda que, no seu entendimento, dão apenas informações falsas ou negativas. O presidente afirmou também que, ao mesmo tempo, notícias de veículos conservadores ou republicamos são suprimidos das buscas.

Trump não revelou detalhes sobre como chegou a essa conclusão, apenas deu a entender que irá tomar providências. O jornal The Guardian sugere, porém, que o presidente faz referência a uma pesquisa do site PJ Media que sugere que os 100 melhores resultados do Google News para “Trump” trazem “um padrão de preconceito contra conteúdo de direita”.

Se de modo suficiente ou não, companhias como Google e Facebook vêm promovendo esforços para evitar a disseminação de notícias falsas em seus serviços. É natural, portanto, que queixas surjam por parte de quem se sente prejudicado com essas ações.

O que chama atenção no caso das reclamações contra o Google é que o presidente Trump parece não entender que os resultados são dinâmicos e, portanto, podem variar rapidamente em curtos intervalos de tempo ou de acordo com os hábitos de navegação de cada usuário, por exemplo.

Além disso, não raramente, os resultados exibem links para serviços de notícias como ABC, CBS, New York Times e Washington Post. Há tempos que esses e outros veículos despertam a antipatia do presidente.

De qualquer forma, o Google tratou de rebater as acusações:

“Quando os usuários inserem termos na busca do Google, nosso objetivo é garantir que eles recebam as respostas mais relevantes em questão de segundos. O mecanismo não é usado para definir uma agenda política e nós não influenciamos os resultados em prol de nenhuma ideologia política.”

 

 

Fonte: Tecnoblog

O Exército Invisível do Google que todo estrategista de SEO e conteúdo deveria conhecer

Profissionais de SEO e estrategistas de conteúdo utilizam o programa de avaliação do Google como referência para entender o que o gigante das buscas entende por relevância

Você sabia que o Google utiliza feedback de avaliadores humanos para classificar a relevância dos resultados retornados pelo buscador? Estima-se que a empresa disponha de cerca de 10.000 avaliadores de qualidade de pesquisa (search quality raters, em inglês) espalhados pelo mundo. Um verdadeiro exército oculto que pouca gente ouviu falar.

Em que consiste a avaliação de qualidade de pesquisa

A principal tarefa dos avaliadores é atribuir uma nota de relevância aos resultados de pesquisa com base em termos de busca utilizados pelos usuários. Para isso, eles se baseiam nas orientações de um documento de mais de 150 páginas conhecido como “(em inglês, general guidelines for search quality raters).

Apesar de as notas dos avaliadores não afetarem diretamente o ranqueamento dos resultados no Google, elas servem como feedback para que os engenheiros avaliem se as mudanças nos algoritmos estão retornando resultados de maior relevância e qualidade para o usuário.

Impactos nas estratégias de SEO e Conteúdo

O programa de avaliação do Google existe há cerca de 10 anos, mas foi somente a partir de 2015 que a empresa começou a liberar as diretrizes gerais publicamente. Desde então, profissionais de SEO e estrategistas de conteúdo do mundo todo utilizam o documento como referência para inferir o que o gigante das buscas entende por relevância.

Cada atualização das diretrizes costuma repercutir bastante entre esses profissionais no Twitter, e a mais recente ocorreu em meados de julho deste ano. O entendimento é de quando o Google inclui novas orientações aos avaliadores, é porque ocorreram atualizações nos algoritmos referentes aos pontos que foram acrescentados. Faz sentido.

E o que dizem as diretrizes gerais

Basicamente, as diretrizes de avaliação abordam dois aspectos fundamentais de todo resultado de pesquisa: Qualidade e Relevância.

Para a avaliação desses aspectos, utiliza-se uma escala que vai de 1 a 5, sendo possível a atribuição de notas intermediárias como, por exemplo, 1,5 ou 3,5.

Qualidade

De acordo com o documento, os fatores mais importantes que influenciam a qualidade de uma página são:

  • Propósito da página
  • Expertise, Autoridade e Confiabilidade
  • Qualidade e quantidade de conteúdo
  • Informação sobre quem é o responsável pelo site e pelo conteúdo
  • Reputação do site e do responsável pelo conteúdo

 

Propósito da página

Toda página deve existir pelo propósito de oferecer conteúdo que ajuda o usuário. Websites ou páginas sem nenhum tipo de finalidade benéfica, incluindo páginas que potencialmente disseminam ódio, causam danos ou desinformam ou enganam os usuários, são consideradas de pior qualidade.

Expertise, Autoridade e Confiabilidade (E-A-C)

Além do propósito da página, outro fator de qualidade extremamente importante é a expertise, autoridade e confiabilidade tanto dos responsáveis pelo site quanto dos responsáveis pelo conteúdo sendo vinculado através da página.

Na prática, isso significa que um artigo produzido por um redator generalista, por exemplo, deve ser considerado de menor qualidade quando comparado ao conteúdo produzido por um especialista no assunto de que trata aquele artigo.

 

Qualidade e quantidade de conteúdo

Para a página ser considerada de boa qualidade, é importante que haja uma quantidade suficiente de conteúdo para satisfazer o propósito daquela página. Por exemplo: Um artigo de 200 palavras, sem links ou referências, cujo título é “O que é marketing digital” provavelmente não inclui conteúdo suficiente para satisfazer seu propósito, já que este é um tema amplo que exigiria muito mais informação do que 200 palavras são capazes de entregar.

 

Informação sobre quem é o responsável pelo site e pelo conteúdo

Para que o usuário se sinta confortável ao consumir determinado conteúdo online, é essencial que haja informação sobre quem é ou quem são os responsáveis pela página ou site e pelo próprio conteúdo que está sendo publicado. Geralmente, essa informação é encontrada na seção “Sobre” ou “Contato” do site ou na biografia do autor do artigo.

Em alguns tipos específicos de páginas, como as que abordam tópicos de saúde, por exemplo, é ainda mais importante que se tenha informações sobre os responsáveis, já que o conteúdo dessas páginas impacta profundamente a vida do usuário.

Páginas onde ocorrem transações financeiras (e-commerce) precisam também incluir informações detalhadas de atendimento e suporte ao cliente para serem consideradas de alta qualidade.

 

Reputação do site e do responsável pelo conteúdo

Reputação negativa compromete a qualidade do site ou conteúdo na visão do Google. Para determinar a reputação de um site, os avaliadores são solicitados a fazer pesquisa na web, o que corrobora a importância do gerenciamento de reputação online por qualquer marca que almeja ter uma presença de destaque na rede.

 

Relevância

Diferentemente da Qualidade da página, que pode ser analisada fora do contexto de busca, para aferir a Relevância de um resultado é necessário sempre considerar o termo de pesquisa utilizado pelo usuário. Nenhum resultado é relevante por si só, mas sim em relação às intenções ou necessidades do usuário que são deduzidas a partir do termo de pesquisa.

 

A escala de relevância utilizada nas diretrizes gerais é a seguinte:

Relevância 5: O resultado atende completamente às necessidades do usuário;

Relevância 4: O resultado atende altamente às necessidades do usuário;

Relevância 3: O resultado atende moderadamente às necessidades do usuário;

Relevância 2: O resultado atende superficialmente às necessidades do usuário;

Relevância 1: O resultado falha em atender às necessidades do usuário;

 

Resultados de Relevância 5

Esta é uma categoria de classificação especial, que se aplica apenas a determinados termos de pesquisa e resultados. Todos ou quase todos os usuários seriam imediata e totalmente satisfeitos pelo resultado e não precisariam ver outros resultados para satisfazer suas necessidades.

Exemplo:

Termo de pesquisa: uol esporte

Resultado: https://esporte.uol.com.br/

Explicação: O termo de pesquisa é explícito e deixa claro o que o usuário está buscando – a página de esportes do portal UOL. O resultado apresentado é exatamente aquilo que se procura. Portanto, este resultado atende completamente às necessidades do usuário.

 

Resultados de Relevância 4

Esta classificação se aplica a resultados que são muito úteis para muitos ou a maioria dos usuários. Alguns usuários poderiam querer ver resultados adicionais.

Exemplo:

Termo de pesquisa: uol

Resultado: https://www.facebook.com/UOL/

Explicação: Este termo de pesquisa não é tão específico como no exemplo anterior, porém a interpretação dominante é a de que o usuário está buscando o site do UOL. Também é possível que ele esteja buscando notícias veiculadas pelo UOL ou até mesmo informações sobre a empresa. O resultado apresentado é a página oficial do UOL no Facebook, que lista as principais e mais recentes notícias do portal, além de informações de contato. Esse resultado seria muito útil para muitos usuários.

 

Resultados de Relevância 3

Esta classificação se aplica a resultados que são úteis para muitos usuários ou muito úteis para alguns usuários. Alguns ou muitos usuários poderiam querer ver resultados adicionais.

Exemplo:

Termo de pesquisa: uol

Resultado: https://noticias.uol.com.br/politica/

Explicação: A interpretação dominante é a de que o usuário está buscando o site do UOL, mas também é possível que ele esteja buscando notícias veiculadas pelo UOL ou até mesmo informações sobre a empresa. O resultado apresentado é a subseção de Política dentro da página de notícias do UOL, o que é um tanto específico para este termo de pesquisa. Mesmo assim, é possível que este resultado seja muito útil para alguns usuários já que este é um tema relativamente popular dentro do portal.

 

Resultados de Relevância 2

Esta classificação se aplica a resultados que são úteis para poucos usuários. Existe uma conexão entre o termo de pesquisa e o resultado, mas essa relação é fraca ou insatisfatória. Muitos ou a maioria dos usuários iriam querer ver resultados adicionais.

Exemplo:

Termo de pesquisa: uol

Resultado: https://www.alexa.com/siteinfo/uol.com.br

Explicação: A interpretação dominante é a de que o usuário está buscando o site do UOL, mas também é possível que ele esteja buscando notícias veiculadas pelo UOL ou até mesmo informações sobre a empresa. Este resultado apresenta as estatísticas de tráfego do portal UOL no site em inglês Alexa, o que é muito específico para o termo de pesquisa utilizado. Apesar de haver uma conexão entre o termo de pesquisa e o resultado, a maioria dos usuários iria querer ver resultados adicionais.

 

Resultados de Relevância 1

Esta classificação se aplica a resultados que falham completamente em atender às necessidades dos usuários. Todos ou quase todos os usuários necessitariam de resultados adicionais.

Exemplo:

Termo de pesquisa: uol esporte

Resultado: https://economia.uol.com.br/

Explicação: O usuário está buscando a página de esportes do UOL. O resultado apresentado é a página de economia do portal, que falha completamente em atender às necessidades do usuário para este termo de pesquisa. Todos os usuários necessitariam ver resultados adicionais.

 

Obviamente, as definições de relevância apresentadas acima são simplificações, pois o objetivo deste texto é mais o de conscientizar o leitor sobre a existência do programa de avaliação e das diretrizes gerais.

Ao se informar sobre o que o Google entende por qualidade e relevância através dessas diretrizes, é possível incorporar esse conhecimento nas suas próprias estratégias de presença na web. Para quem quiser ir além, este artigo (em inglês) aborda um exemplo prático de como esses conceitos de avaliação podem ser úteis na estratégia de conteúdo.

 

 

Fonte: Digitalks

Entenda o que pode e o que é proibido nas redes sociais na eleição

Postagens pagas por candidatos são permitidas e uso de robôs é vetado

A eleição de 2018 será a primeira com uma legislação específica que prevê o que os candidatos podem fazer e o que ilegal fazer nas redes sociais. O uso do Facebook, Twitter, Instagram e outras redes sociais são permitidos nas campanhas. Há, porém, limitações de práticas. O candidato pode, por exemplo, pagar para aumentar o alcance de postagens.

É ilegal, porém, que um eleitor financie diretamente essas postagens. Elas só podem ser pagas pela candidatura e precisa estar registradas em prestações de contas.

Veja o que é permitido e o que é proibido nas redes sociais:

  • Candidaturas podem pagar para aumentar alcance de postagens nas redes sociais?

Sim, as candidaturas podem patrocinar e aumentar o alcance de publicações pagando para empresas de redes sociais, casos de Facebook, Twitter e Instagram. Com isso, conseguem atingir mais internautas. Por exemplo: um post sem pagamento alcança um percentual de usuários que varia e é determinado pelo Facebook. Se um candidato paga para impulsionar a publicação, a rede social amplifica esse alcance e o conteúdo é exibido para mais pessoas. Esse pagamento precisa ser declarado na prestação de contas da campanha. A rede social informa aos usuários que o post é patrocinado.

  • Pessoas físicas, eleitores de um determinado candidato, podem pagar para impulsionar publicações dele nas redes sociais?

Não, apenas as campanhas estão liberadas para pagar às redes sociais. Um eleitor não pode financiar uma postagem de um candidato para que ela tenha maior alcance. Isso configura crime eleitoral e pode ser punido com multa no valor “de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 30.000,00 (trinta mil reais) ou em valor equivalente ao dobro da quantia despendida”, segundo a lei nº 13.488, de 2017, que inclui e alterou alguns pontos da lei eleitoral vigente.

  • Candidatos podem pagar a usuários com muitos seguidores para eles postarem comentários elogiosos? 

Não, isso é considerado crime eleitoral e passível de punição e multa de “de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 30.000,00 (trinta mil reais)” e processo criminal e civil, dependendo do caso, segundo o TSE. “É vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet, excetuado o impulsionamento de conteúdos”, diz o artigo 57 da lei nº 13.488.

  • Campanhas podem usar robôs para aumentar a influência de postagens nas redes sociais?

Não, é proibido o uso de perfis falsos e robôs, programas que replicam postagens e controlam contas e imitam o comportamento de usuários nas redes sociais para influenciar assuntos mais comentados e buscas. Segundo pesquisa da FGV, 10% das interações no Twitter, relacionadas com as eleições presidenciais de 2014 foram realizadas por contas vinculadas a robôs.

 

Fonte: Folha

Instagram tenta explicar por que IGTV ainda não deu certo

É fácil ignorar o IGTV, e formato vertical é pouco usado em vídeos longos; CEO do Instagram diz que “temos que esperar”

Você se lembra do IGTV? Essa é a investida do Instagram para concorrer com o YouTube, oferecendo vídeos verticais de até uma hora. Ele foi lançado há dois meses, mas não decolou da mesma forma que os Stories. O que aconteceu? O CEO Kevin Systrom tenta explicar.

São basicamente três problemas: o formato vertical é pouco usado para conteúdo longo; o Instagram não ensinou suas estrelas a gerar esse tipo de vídeo; e o IGTV pode ser facilmente ignorado na interface.

Em entrevista ao TechCrunch, o CEO do Instagram diz: “este é um novo formato. É diferente. Temos que esperar que as pessoas o adotem e isso leva tempo”. Systrom compara o IGTV a uma nova startup: “é como o Instagram era nos primeiros dias”.
O IGTV foi lançado em junho com um grande evento; a empresa não fazia isso desde 2013. Ela anunciou parceria com diversos criadores, que haviam recebido acesso antecipado à plataforma de vídeos verticais.

No entanto, seis desses criadores “early adopters” conseguem 6,8 vezes mais visualizações no feed, em média, que no IGTV. Por exemplo, a dançarina de k-pop Susie Shu publicou momentos diferentes de uma apresentação nos dois lugares: ela obteve 273 mil visualizações no feed, e só 27 mil no IGTV.

IGTV rende poucas visualizações

“É bastante difícil simplesmente pegar vídeos que já existem e simplesmente repostá-los. Isso não é verdade no feed. Isso basicamente força todos a criarem coisas novas”, diz Systrom.

O problema é que, rendendo poucas visualizações, não há muito incentivo para criar conteúdo no IGTV. Além disso, o Instagram não ensinou os canais a criar conteúdo longo na vertical. É fácil entreter seguidores durante stories de dez segundos; e quanto a vídeos de dez minutos?

Tem mais: é muito fácil ignorar o IGTV. Sua presença na interface se resume a um botão laranja na barra superior. Aparece uma barra de notificação quando há um vídeo de contas que você segue, mas só.

Há um aplicativo separado para o IGTV, que acumula 2,5 milhões de downloads no iOS e Android. No entanto, o número de instalações por semana despencou 94% desde seu lançamento, segundo o Sensor Tower. Só na App Store americana, ele caiu da posição 25 para 1.497 nesse período.

Conteúdo do IGTV é muito aleatório

Eu praticamente nunca entrei no IGTV. Dei uma olhada agora, e o conteúdo não me interessou: trecho de debate dos candidatos à presidência (originalmente na horizontal); várias dicas da OnePlus (meu celular é da Motorola); desodorante caseiro da Bela Gil; a cantora Kelly Clarkson se preparando para jogar tênis etc.

“O IGTV parece muito aleatório, com virais inúteis e vídeos mal cortados para caberem na vertical aparecendo na seção Popular, ao lado de alguns criadores que tentam produzir talk shows e tutoriais de culinária feitos para o IGTV”, escreve o TechCrunch.

Ainda é cedo para declará-lo um fracasso, mas está longe do sucesso imediato que foi o Instagram Stories — ele já tinha 100 milhões de usuários em dois meses. (Foi mais fácil porque eles copiaram o Snapchat, mas ainda assim.) Quanto ao IGTV, a empresa não revela números. Será que ele vai, um dia, realmente competir com o YouTube?

Fonte: Tecnoblog

WhatsApp se compromete a combater compartilhamento de informações falsas

O WhatsApp quer encarar de frente o problema das fake news, principalmente aquelas notícias que geram ataques e ondas de violência. Esse foi o compromisso firmado pelo CEO da empresa, Chris Daniels, em um encontro com o ministro da tecnologia da Índia, Ravi Shankar Prasad, que acredita que a criação de um sistema de moderação dessa categoria não é nada complicado.

De acordo com declarações do governo indiano, o WhatsApp está trabalhando em ferramentas que permitem entender como uma notícia falsa é disseminada por meio da plataforma, além de determinar sua origem. Ao mesmo tempo, a companhia colabora com autoridades na investigação das motivações por trás de tais rumores, de olho na prática de crimes que possam surgir como decorrência disso.

O mercado indiano é o maior, em número de usuários, para o WhatsApp. Mais do que isso, desde junho, dezenas de mortes já foram registradas por conta de linchamentos motivados por mensagens compartilhadas pelo mensageiro, o que motivou uma resposta das autoridades e pedidos formais para que a plataforma também tomasse atitudes para impedir a disseminação desse tipo de conteúdo.

O encontro entre Daniels e Prasad ocorreu nesta terça-feira (21), com o executivo do WhatsApp tendo como principal intenção garantir ao governo que providências estão sendo tomadas. A preocupação se relaciona não apenas à pequena onda de violência, muitas vezes motivada por racismo e ódio de classe, mas também à aproximação das eleições presidenciais, que devem acontecer em 2019.

Mais uma vez, as fake news estão na mira, com o governo tentando garantir que adversários políticos não disseminem informações falsas de boca a boca e de forma descontrolada por meio do mensageiro. Uma de suas principais características é a criptografia de ponta a ponta, o que impediria o acesso às mensagens até mesmo pela própria companhia. É segurança para o usuário, mas também garantia de impunidade para quem é adepto de práticas desse tipo.

A situação indiana foi um dos estopins para mudanças recentes do WhatsApp, como o lançamento de campanhas de educação para os usuários sobre o compartilhamento de informações sem verificação e a indicação de que uma mensagem foi encaminhada de outra conversa. Seriam, acredita a empresa, maneiras de coibir a proliferação de fake news, mas cujo efeito foi considerado limitado. Daí o pedido governamental para que mais fosse feito.

 

Fonte: Canal Tech

Facebook suspende empresa de análise de dados por suspeita de uso indevido

Crimson Hexagon já foi contratada pelo governo americano e ONG russa para fazer monitoramento; empresa diz que tem mais de 1 trilhão de dados de usuários de redes sociais

O Facebook anunciou dia 19 de agosto a suspensão da empresa de análise de dados Crimson Hexagon de sua plataforma. Baseada em Boston, a empresa utiliza informações da rede social e de outros serviços, como Twitter e Instagram, para ajudar governos de EUA, Rússia e Turquia para monitorar o sentimento de suas populações.

A rede social comandada por Mark Zuckerberg disse que não encontrou evidências de mau uso da plataforma pela Crimson Hexagon, mas decidiu encerrar o acesso aos seus dados enquanto investiga a conduta da companhia. A empresa é uma das maiores companhias da uma indústria de análise de marketing, sendo avaliada em mais de US $ 1 bilhão nos últimos anos.

É um passo cauteloso da empresa para evitar novos escândalos como o da consultoria política Cambridge Analytica, conhecida por auxiliar a campanha presidencial de Donald Trump, que teve acesso indevido a dados pessoais de 87 milhões de usuários da rede social.

Revelado em março pelos jornais The Observer e The New York Times, o caso fez a empresa perder quase US$ 100 bilhões em valor de mercado, hoje já recuperados, e levou Mark Zuckerberg a depor por dez horas no Congresso americano. Atualmente, o Facebook ainda está sendo investigado por três agências federais dos Estados Unidos, incluindo o FBI.

Em um comunicado público, a Crimson Hexagon disse que está “colaborando com o Facebook para mostrar que não cometeu atos ilícitos.” A empresa utiliza prioritariamente dados públicos disponíveis nas rede sociais.

Segundo o jornal The Wall Street Journal, que antecipou a decisão da rede social, um possível motivo para a suspensão é a ligação da Crimson Hexagon com uma organização russa sem fins lucrativos, a Civil Society Development Foundation, bastante próxima ao governo de Vladimir Putin. De acordo com a reportagem, a empresa pode ter sido chave ao ajudar Putin a derrubar o acesso de russos ao Twitter em 2014, por exemplo, durante uma onda de protestos no país europeu.

Vale lembrar ainda que hoje o Facebook encontra-se no meio de uma grande controvérsia envolvendo Trump e os russos – a rede social há tempos investiga como pode ter sido utilizada por agentes do país europeu interessados em influenciar as eleições americanas de 2016. Nesta semana, quando Trump estreitou laços com o presidente russo, a polêmica voltou a ganhar força, especialmente quando o americano foi forçado a admitir, em uma rara ocasião, que pode ter sim havido influência externa no pleito em que foi vitorioso.

Fonte: Terra

Facebook vai marcar anúncios políticos e indicar quem pagou por eles

Campanhas com fins eleitorais serão marcadas como “Propaganda Eleitoral” no Facebook e exibirão CPF ou CNPJ do responsável

Com a proximidade das eleições no Brasil, o Facebook vem adotando medidas para tratar com mais transparência as campanhas políticas divulgadas na rede social. Nesta quinta-feira (9), a companhia anunciou uma delas: vai marcar conteúdo político patrocinado e indicar quem está pagando por ele.

Mais precisamente, os anúncios com temática política deverão ter uma marcação na parte superior com os dizeres “Pago por” seguido do nome da entidade ou pessoa física responsável por promover aquele conteúdo na rede social.

 

Tem mais: se os anúncios forem marcados especificamente como eleitorais — fazem campanha direta para um candidato, por exemplo —, eles receberão a identificação “Propaganda Eleitoral”. O CPF ou CNPJ do responsável por promover anúncios desse tipo será informado junto à marcação.

Para veicular anúncios eleitorais na rede social, partidos políticos e candidatos deverão se registrar no Facebook e submeter documentos como número de CPF / CNPJ e comprovante de endereço para validação cadastral. Somente depois disso é que as campanhas serão liberadas.

Os anúncios autorizados começarão a ser veiculados em 16 de agosto. O Facebook disponibilizou esta página para registro e mais informações. A companhia também promete liberar uma “biblioteca de anúncios” que indicará gastos aproximados com propagandas eleitorais, o público-alvo destas e outras informações relacionadas.

De acordo com o Facebook, o Brasil é o segundo país em que a rede social passa a sinalizar anúncios com fins políticos. O principal objetivo com as medidas de transparência é tornar o serviço um ambiente menos tóxico, por assim dizer, durante o período de campanha eleitoral.

Mas não é só por isso que as medidas foram criadas: elas estão conciliadas com um conjunto de regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Presumivelmente, as medidas também deverão ajudar o Facebook a evitar escândalos similares ao da Cambridge Analytica.

Vale relembrar que combater fake news faz parte desses esforços. Recentemente, o Facebook removeu da rede social 196 páginas e 87 perfis brasileiros acusados de disseminar notícias falsas.

Fonte: Tecnoblog

Fake News – A fofoca na internet

“A notícia falsa é um conteúdo em geral disseminado na web, que emula uma página de jornal. Tem uma manchete, tem jeitão de notícia, mas não foi produzida conforme os protocolos do jornalismo”
Francisco Brito Cruz, diretor do InternetLab

“Gilmar Mendes mandou cancelar o BBB17”, “Governo de Goiás está distribuindo bonecas com órgãos sexuais trocados”, “Pombas são moídas junto com a cerveja”, “Projeto de Lei exigirá uniforme unissex em 2018”, “Pablo Vittar ganhará programa infantil com o apoio da Lei Rouanet”, “Filho do ex-presidente Lula é visto com uma Ferrari banhada a ouro no Uruguai”, “EUA e ONU sugerem intervenção militar no Brasil”… E por aí vai.

As frases acima foram ditas na rede mundial de computadores – internet, onde desconhecidos, por meio de perfis falsos ou não, compartilharam informações inverídicas sobre determinadas personalidades, causando dúvidas aos espectadores e prejuízos morais aos ofendidos.

Difamar personalidades, mudar a opinião pública de um político, destruir a imagem de determinada empresa ou de um produto, distorcer fatos e opiniões, são alguns dos resultados deste mundo globalizado que a cada dia é mais dependente da tecnologia para se comunicar.

A facilidade de comunicação tem possibilitado a disseminação de notícias de origem duvidosa, que vem afetando periodicamente diversos brasileiros – famosos ou anônimos. Com a Zeeng,  plataforma de Big Data Analytics, você tem a informação com segurança e qualidade, pois o sistema verifica a relevância dos portais de notícia e os classifica.

A fofoca do dia a dia ganha cada vez mais forças, já que vem sendo exposta naturalmente nas redes sociais, na sua maioria: Twitter, Facebook e WhatsApp. Comportamento que, muitas vezes ingênuo, vem causando muita dor de cabeça aos citados.

Porém esse costume não é novidade. Ele acompanhou a virada dos séculos, distorcendo até a nossa história. Como exemplo na política podemos citar o que revelou Cesar Maia em sua obra “Política e Ciência” (Maia, Cesar. 1998. Editora Revan) “…500 pessoas espalhadas em vários botequins repetindo a mesma frase fazem um estrago e disseminam um boato”. Ele lembra o episódio das eleições municipais do Rio de Janeiro em 1996, em que deu uma ajudinha ao seu candidato a prefeito, Luiz Paulo Conde, para derrotar Sérgio Cabral — o ex-governador, hoje preso. Cesar Maia pediu a um assessor que colocasse 150 pessoas em bares tomando café e dizendo “Eu soube que o Cabral vai renunciar”. Adivinhe? Conde foi eleito.

Recentemente podemos citar o caso da vereadora do Psol, Marielle Franco, assassinada em março de 2018, que teve seu nome exposto de forma completamente leviana nas redes sociais, onde políticos “notáveis” citaram a líder comunitária Marielle como “ex-esposa do Marcinho VP”, traficante que comandava o tráfico na zona sul do Rio, “usuária de maconha” e “defensora de facção rival e eleita pelo Comando Vermelho”.

O departamento jurídico do Psol, familiares e voluntários mobilizaram uma força-tarefa para desmascarar os autores das “Fake News” que difamaram a vereadora, e junto ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) buscam punição dos autores, sendo que boa parte deles se desculparam publicamente e desmentiram os boatos.

Mas, do que vale a desculpa e o sentimento de arrependimento quando a notícia já se espalhou e já causou dor e sofrimento ao ofendido, assim como aos seus familiares, amigos e colegas de trabalho? O compartilhamento de notícia falsa pode acarretar consequências jurídicas graves para o autor da postagem, já que o abalo causado à vítima não é apenas moral ou em seu círculo de amigos, mas também material, como pode ocorrer em virtude da dispensa de um emprego.

Desta forma, além de incorrer em responsabilidade criminal, onde será apurado a conduta por crime de calúnia, injúria e difamação, a vítima ou até mesmo seus familiares (dano moral reflexo), podem buscar uma reparação civil na justiça com objetivo de recebimento de indenização.

No Brasil, em vista ao regime democrático, a verdade não é absoluta e o uso da internet é cercada por princípios, como a preservação e a garantia da neutralidade da rede (art. 3.º, inciso IV, Lei 12.965/14) e a liberdade de expressão, comunicação e manifestação de pensamento (art. 3.º, inciso I, Lei 12.965/14), e tem como objetivos o acesso à informação, ao conhecimento e à participação na vida cultural e na condução dos assuntos públicos (art. 4.º, inciso II, Lei 12.965/14).

“E ainda temos o Marco Civil na Internet – Lei nº 12.965/14 que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil, o qual deve ser observado não somente pelos usuários, mas também pelas empresas de comunicação em massa.”

Logo, todo cuidado é pouco. Sempre se deve procurar saber a fonte da informação, buscar verificar a notícia em um site jornalístico sério e de qualidade. E sempre desconfiar do apelo exagerado à sensação – sensacionalismo –, que viralizamos sentimentos de ódio, raiva, medo e revolta.

Afinal, a educação também deve estar presente na mídia e nas redes sociais, pois quem hoje compartilha, pode estar sendo um “alvo” amanhã. Devemos valorizar a liberdade conquistada em um espaço democrático, já que toda mudança de pensamento é construída com base no conhecimento ensinado, compartilhado e adquirido pelas diversas formas de expressão.

Fonte: Justificado

Preocupado com fake news, Lula desmente candidatura com Pabllo Vittar

As mídias sociais horizontalizaram a comunicação, mas também popularizaram as fake news. Em um mundo que qualquer usuário compartilha informações que podem ser vistas por milhares de pessoas, diversas postagens tomam proporções gigantescas. E em tempos eleitorais, esta forma de gerar conteúdos ganha um espectro ainda mais enviesado.

Uma das últimas demonstrações desta maneira de espalhar notícias aconteceu com Lula. Na última semana, o político anunciou que sua chapa teria Fernando Haddad como vice-presidente, porém a nota nem teve tempo de ser divulgada e a internet já correu para eleger outros presidenciáveis.

Por meio de uma montagem sem autoria definida, a web trocou Haddad por Pabllo Vittar. Feita de maneira inverossímil, a imagem, que foi levada na brincadeira, demonstra como as eleições deste ano serão influenciadas pelas redes sociais e o quanto os partidos estão preocupados com o fenômeno.

Tida como uma “brincadeira” que poucas pessoas acreditariam, a fake news ativou o alerta vermelho do PT e fez com que ele chegasse até a postar uma nota oficial em suas redes. Confira abaixo o comunicado que agora pode chamar a atenção, mas, que daqui alguns meses, poderá ser praxe nas páginas oficiais de presidenciáveis:

Está circulando essa imagem na rede então vamos explicar: o vice de Lula é Fernando Haddad e não Pabllo Vittar, pessoal. #OBrasilFelizDeNovo #timeLula

Publicado por Lula em Segunda, 6 de agosto de 2018

Fonte: adnews

Conheça 7 formas de engajar o público com posts em mídias sociais

A interação do público é de grande importância para a detecção da popularidade e da saúde de uma empresa. Porém, para apresentar números sólidos provenientes de uma base ativa de seguidores é necessário que diversas medidas sejam tomadas para que essa taxa de vitalidade nas mídias sociais se concretize.

Para facilitar os caminhos e apontar as estratégias mais aceitas nas redes para engajar, separamos sete dicas que podem alterar o alcance de fanpages em diversas plataformas;

Confira a lista completa abaixo:

1- Procure postar coisas atuais e relevantes

No mundo de hoje, em que as informações chegam nos usuários de forma rápida, é importante buscar assuntos diferentes e que o público deseje ler. Feriados, não somente tradicionais como o Natal ou o Ano Novo, são boas pautas e atraem diferentes públicos.

2- Tenha sua própria personalidade

As pessoas farão julgamentos a respeito do seu conteúdo baseadas na forma em que são publicados, por isso é importante ser autêntico e ter uma marca registrada. Pense como se sua empresa fosse uma pessoa física e como agiria nas redes sociais.

3- Incorpore as imagens corretas para seus posts

O Buzzsumo, ferramenta de monitoramento de mídias sociais, mostrou que adicionar imagens a um post no Facebook aumenta em 2,3% o engajamento do público. Já os tweets que possuem alguma imagem podem gerar 150% mais interação. Investir nas imagens corretas é uma forma de disseminar seu trabalho pelas redes.

4- Seja transparente

O público mais exigente sabe quando está sendo enganado. Portanto, deixar os valores da marca claros e ser honesto com o público é um grande diferencial.

5- Seja ativo e interaja: responda aos comentários

Hoje em dia, os internautas gostam de sentir que fazem a diferença, e, de fato, fazem. Quando se trata da interação entre empresa e público é muito importante que haja contato, portanto, procurar se comunicar com os clientes faz com que eles queiram voltar.

6- Peça por feedbacks e sugestões

Para buscar melhora é importante ouvir opiniões e sugestões que saiam da zona de conforto. Solicitar feedbacks e sugestões por meio das redes sociais são formas de agregar diferentes conteúdos e trazer outras pessoas para dentro da empresa.

7- Planeje conteúdo

Organização sempre será uma das chaves do negócio. Ter uma agenda de planejamento fará com que o conteúdo esteja atualizado e não correrá o risco dele se repetir nas redes.

Fonte: adnews