Ferramentas digitais geram conexões mais assertivas

No mundo fora do marketing digital, em que além de atingir seu público–alvo as empresas também impactavam os não alvos de maneira indireta, era mais difícil saber com quem uma instituição estava realmente “conversando”. Novas ferramentas inéditas vieram para mudar esse cenário e hoje é possível alcançar positivamente quem é considerado o real receptor da mensagem que se deseja transmitir.

Mas, esse novo cenário vai além da aproximação entre empresa e público. A realidade virtual proporciona mecanismos que garantem o contato direto com as pessoas certas, aquelas que querem ser atingidas e realmente precisam receber informações do produto oferecido naquele momento.

Grandes aliadas da implementação de estratégia para aproximar clientes de diversas empresas que o mercado possui hoje, as ferramentas que compõem o marketing digital geram conexões mais assertivas. Por isso, destaquei algumas ferramentas importantes para esse alcance:

Redes Sociais – Sem dúvidas uma parcela do seu público está nas redes sociais, por isso, é importante que a empresa conte com esse artifício em seu plano de marketing. Mas, é importante analisar a persona e o público-alvo e entender quais plataformas mais se identificam com a sua estratégia e os objetivos da instituição.

E-mail marketing – Essa ferramenta é essencial para conquistar clientes. É ainda o meio mais eficaz para potencializar conversão se seguindo um modelo de funil de vendas. Porém, é importante dividir a lista de contatos baseando-se em critérios como interesses ou perfil, para desenvolver uma comunicação distinta para cada segmento. Elaborar um layout que se encaixe na identidade da marca e trazer ofertas interessantes, também é importante.

Links patrocinados – A cada segundo, o Google processa cerca de 40 mil buscas. A empresa pode ter toda essa exposição ao alcance do negócio ao anunciar na página de resultados. Esse é o objetivo do Google AdWords, plataforma de links patrocinados do buscador. Nele, é possível escolher as palavras de buscas que gostaria de inserir anúncios e somente é pago quando o público realmente interagir com ele.

Rede de display do Google – Esse sistema de publicidade é atrelado ao Google Ads e permite mostrar conteúdo em uma série de páginas parceiras, o que inclui a maioria dos sites da Internet. Ao elaborar a campanha, o próprio algoritmo exibe o anúncio para o público certo, não importa onde ele esteja.

Inbound marketing – Um conjunto de estratégias voltadas para educar a audiência de forma contínua até que ela fique pronta para consumir. O inbound marketing não vai atrás do seu público-alvo. Em vez disso, utiliza conteúdo de qualidade para atrair essas pessoas e se estabelece como uma autoridade no meio de atuação de uma empresa. Dessa forma, é um caminho de como conquistar clientes usando ofertas pensadas para cada perfil e um planejamento.

Marketing de conteúdo – Para impactar a audiência de uma empresa e de forma competente, é preciso oferecer um conteúdo relevante que mereça receber engajamento. Isso significa que está na hora de implementar o marketing de conteúdo. Para isso, é preciso analisar quais parecem ser as principais necessidades do público e elaborar uma lista de possíveis pautas para explorar. Posts informativos, que são capazes de cativar o público porque oferecem justamente o que o público está procurando.

Vídeos – O formato audiovisual proporciona um consumo fácil por parte do público e pode ser um mecanismo bastante eficiente para divulgar uma marca e reter clientes. Ele pode ser utilizado em redes sociais e diferentes canais de comunicação. A ferramenta funciona como uma forma de engajar melhor o público, cativá-lo de maneira pessoal e entregar o conteúdo por uma fácil assimilação. Dá para mostrar entrevistas, tutoriais, incluindo assuntos complexos e o que mais se encaixar na estratégia da empresa.

Marketing local – O marketing local leva em consideração a geolocalização do usuário para oferecer a ele uma publicidade direcionada, voltada para aquele ponto. Portanto, é mais indicado a estabelecimentos físicos, como lojas, restaurantes, academias, entre outros.

Influenciadores digitais – A publicidade online não se faz apenas com a ajuda de anúncios bem direcionados, mas com ações estratégicas que são capazes de entregar resultados de qualidade superior ao convencional. Esse é o caso dos influenciadores digitais, personalidades de múltiplas áreas que conseguem direcionar um público grande para os produtos de uma empresa.

Mobile first – Os dispositivos mobile são responsáveis pela maioria dos acessos à internet no Brasil e podem trazer uma série de oportunidades bastante valiosas para uma empresa. Vale a pena pensar na força que um SMS possui ao chamar a atenção do público.

Análise de resultados – Esse não é um canal de marketing digital,mas é essencial para potencializar os retornos e garantir o sucesso de campanhas. Para isso, é necessário ter o hábito de mensurar os resultados das campanhas para ter certeza de dois pontos bem importantes: o que deu certo e o que precisa de ajustes.

Por fim, as ferramentas digitais são de extrema importância para a comunicação de uma empresa. Sem esse recurso se torna difícil estabelecer metas e entender a evolução e desempenho de campanhas e ações online. Por isso, use e abuse dessas soluções da melhor forma.

Fonte: It Fórum 365

Facebook desativou 2,19 bilhões de contas falsas no primeiro trimestre de 2019

Em anúncio oficial para a imprensa, o Facebook revelou que desativou 2,19 bilhões de contas falsas no primeiro trimestre de 2019. O número impressiona ao considerar o último trimestre de 2018, quando 1,2 bilhões de contas foram banidas.

O número de contas que tomamos ações aumentou por conta de ataques automatizados, feitos por pessoas mal intencionadas e que querem criar um alto volume de contas de uma vez só“, afirma o pronunciamento.

Considerando que a rede social tem 2,38 bilhões de usuários ativos mensais, a estatística torna-se ainda mais relevante. A estimativa feita pela empresa é de que 5% dessas contas não são reais; ou seja, aproximadamente 119 milhões de contas conseguem driblar os parâmetros de segurança da rede.

Alex Schultz, vice-presidente de Analytics do Facebook, afirma que mesmo com os 2 bilhões sendo impressionantes, o foco deve ser na porcentagem que realmente consegue entrar na rede social – no caso, os 5%.

Ele explica que as duas metas da rede são “prevenir o abuso das contas falsas ao mesmo tempo que dá o poder das pessoas compartilharem conteúdo por meio de suas contas autênticas. Temos que acertar o equilíbrio entre esses dois objetivos“.

Por fim, em seu Relatório de Transparência, o Facebook mostrou a evolução de sua inteligência artificial e machine learning. Seus sistemas conseguiram detectar mais de 95% dos conteúdos ofensivos antes deles serem reportados por usuários.

A porcentagem é bastante similar à dos trimestres anteriores, mas com um detalhe interessante: o número de conteúdos bloqueados caiu de 24,6 milhões para 19,4 milhões.

Apesar da melhora na identificação de posts problemáticos, a rede social reconhece que precisa melhorar a detecção de discurso de ódio – apenas 65% do conteúdo é encontrado antes de ser reportado; ainda assim, o número é 24% maior do que há um ano.

Fonte: The Enemy

Dados pessoais de 49 milhões influencers vazaram do Instagram

Os dados pessoas de 49 milhões de influenciadores e celebridades foram vazados do Instagram, segundo informações publicadas pelo site TechCrunch nesta semana.

O banco de dados on-line foi encontrado pela pesquisadora Anurag Sen. Os responsáveis pelo material seriam da agência de marketing digital Chtrbox, com sede em Mumbai, na Índia. O acesso era facilitado por não precisar de logins ou senhas de acesso.

O TechCrunch ligou para dois números de telefones que apareciam na lista e as pessoas confirmaram as informações pessoais armazenadas no servidor, mas negaram relações que a Chtrbox. As tentativas do site de entrar em contato com um responsável não foram respondidas. Segundo a reportagem, o banco de dados foi tirado do ar.

A agência publicou um tweet no qual nega que o vazamento tenha afetado tantas pessoas. A postagem no perfil da empresa afirma que 350 mil pessoas podem ter tido informações expostas na internet por no máximo 72 horas.

Ao R7, o Instagram enviou o seguinte posicionamento:

“Estamos analisando o problema para entender se os dados descritos, incluindo e-mail e números de telefone, são do Instagram ou de outras fontes. Estamos investigando com o Chtrbox para entender de onde esses dados vieram e como se tornaram disponíveis publicamente.”

Fonte: R7

Esconder número de likes e de views no Instagram tende a ser positivo

E se o número de curtidas nas fotos no Instagram não aparecesse mais? E se a contagem de visualizações não fosse mais pública? Você postaria a foto do seu almoço ou o vídeo do seu cachorro brincando? Será que a marca X apostaria no influenciador Y? Questões assim estão mais próximas de se tornarem reais e parte do dia a dia de quem utiliza a plataforma.

A rede social anunciou este mês que está testando essas possibilidades. O experimento ocorre no Canadá e, por enquanto, não há prazo para terminar nem indicação se a mudança será ou não adotada globalmente. “O recurso está sendo testado para que os seguidores se concentrem nas fotos e nos vídeos que são compartilhados, e não em quantas curtidas recebem”, aponta o posicionamento oficial do Instagram.

Ainda nessa linha de mais qualidade de uso da rede e reflexo do Instagram na vida de seus usuários, a plataforma tem outros recursos já trabalhados há algum tempo. As iniciativas de suporte incluem uma campanha de prevenção ao bullying, feita em parceria com a Unicef; ferramentas para ajudar no combate a essa prática e informações sobre recursos de apoio para quem pesquisa as #ansiedade e #depressão.

Leandro Bravo é head de relacionamento da Celebryts, startup cujo pilar principal é levar resultado dentro de uma campanha em rede de influência. “Verificamos todos os números e nuances, perfil de público, reating e outros, para identificar o melhor influenciador para a campanha”, comenta. A plataforma capta os nomes automaticamente pelo Instagram ou YouTube e mantém uma base filtrada e qualificada com cerca de 60 mil nomes. “Não temos casting, porque só indicamos os nomes que realmente fazem sentido para aquele cliente, e não o contrário”, explica.

Entre os clientes já atendidos pela Celebryts estão Nestlé, Leroy, Bob’s, Netshoes, Microsoft, O Boticário, Magazine Luiza e Domino’s. Com cerca de três anos, a empresa está em crescimento acelerado e vê com bons olhos os testes feitos pelo Instagram. “Tem um ponto positivo para as pessoas e marcas de aprofundar o foco no conteúdo e não no números de likes. Mas acho que para empresas especializadas como a nossa isso já era uma realidade. Quando temos de identificar o melhor nome, não vemos só números ou só uma métrica, é um conjunto, um conteúdo já faz parte da nossa empresa. Acredito que essa mudança tem muito mais a ver com público final”, diz Bravo.

O executivo acredita que, se o recurso for adotado, o número de likes estará dentro da parte de dados ao qual o influenciador e/ou a marca com a qual trabalha tem acesso. Outro ponto que ele chama a atenção é a importância de fazer com que os creators se sintam representados e valorizados.

Com uma visão semelhante, Eduardo Apolinário, diretor de relacionamento com clientes da Sprinklr para a América Latina, também está otimista com a possível mudança. Ele afirma que vê um resultado positivo para os usuários e para a rede ser usada de forma mais saudável, sem comparações e busca por números. “O like por si só é uma métrica não tão sólida para a gente confirmar se o conteúdo tem grande relevância ou não. Tem outras métricas, como de conversas e engajamento, para medir com mais qualidade a aceitação e a produtividade. Acho que todo mundo ganha. Mas é um teste, temos de esperar, para ter mais dados para corroborar se é bem aceito ou não, e os pontos negativos e positivos”, comenta.

Adaptação e evolução
Profissionais que trabalham com influenciadores e conteúdo ressaltam que ambientes de testes são muito comuns nas redes sociais, para avaliar sistemas e comportamentos, que por isso é preciso aguardar a definição do Instagram antes de tomar qualquer medida em relação ao dia a dia.

Rodrigo Soriano, fundador da Airfluencers, reforça que a novidade, se aprovada, deve afetar mais a parte de comportamento. “Tem pessoas que não gostam de dar o primeiro like, outras que gostam de dar like em algo que já foi avalizado por muita gente. Agora a reação terá de ser muito mais pelo conteúdo postado”, diz. Soriano avalia ainda que isso não deve interferir no trabalho com influenciadores, pelo contrário. “O mercado vai valorizar cada vez mais o conteúdo, ao tirar a visão dos números. A métrica vai se adequar. Mudanças são corriqueiras. E quem trabalha com social media está sempre preparado”, afirma.

A executiva Flavia Meirelles, sócia-diretora da Forma RP, também vê com bons olhos e considera possíveis reflexos na dinâmica entre influenciador e marca. “Ou a cultura do like vai deixar de ser uma métrica ou será cada vez mais necessária a intermediação de agências que tenham acesso aos dados dos influencers, já que esses dados não estarão disponíveis na rede. Nesse sentido, o foco hoje dedicado à geração de likes deve se voltar à criação de um conteúdo ainda mais engajador”, acredita.

Facilidade para comprar
Enquanto essa possibilidade está em teste, o Instagram expandiu outro recurso apresentado recentemente: a Checkout, ferramenta de compras iniciada em março. No fim de abril, a rede anunciou que em vez de o criador de conteúdo tagear as marcas que está usando, adicionar os detalhes na legenda e responder dúvidas em comentários e mensagens no Direct, agora ele pode marcar o que está usando. Anteriormente, só as marcas podiam fazer isso.

No anúncio da novidade, o Instagram afirmou que “independentemente do momento em que as pessoas se sentem inspiradas, o nosso compromisso é tornar a experiência de compras mais simples, conveniente e segura”. Os testes começaram com cerca de 50 criadores de conteúdo, entre eles a brasileira Camila Coelho e as personalidades da mídia e empresária Kim Kardashian West e Kylie Jenner.

“Meus seguidores sempre perguntam nos comentários e no Direct sobre quais marcas eu estou usando ou sobre onde comprar algumas peças. Essa ferramenta vai facilitar muito para que eu possa oferecer os detalhes e informações que meus seguidores estão procurando, com um único clique. Os dias de tirar print da tela, salvar na galeria de fotos e de caçar para encontrar meus produtos favoritos acabaram”, afirma Camila.

De acordo com o Instagram, para que os criadores marquem os produtos, as empresas devem fazer parte da versão beta da Checkout. Além disso, a rede vai fornecer insights sobre o desempenho das publicações de compras.

Fonte: Prop Mark

Facebook anuncia o retorno de função para visualizar seu perfil como público

No ano passado, o Facebook havia retirado um recurso que permitia aos usuários visualizarem os seus perfis na visão de outras pessoas. Isso acabou desapontando muita gente, que conseguiam editar os seus dados e fotos para que o perfil ficasse do jeito que gostaria ao público geral. No entanto, na terça (14), a gigante deu uma notícia muito boa para esses usuários, pois afirmou que está trazendo de volta essa função.

O recurso, conhecido como “Visualizar o meu perfil”, é uma ferramenta de segurança que permite aos usuários verem como seu perfil se parece na perspectiva das pessoas de quem não são amigos no Facebook. Com base nessa tela, os usuários também podem efetuar alterações nas informações disponíveis publicamente com um novo botão chamado “Editar perfil público”.

Apesar de agradar a muitos, esse recurso havia sido desativado em 2018 após um ataque hacker que se aproveitou de algumas brechas de segurança dessa mesma função, extraindo informações pessoais de 50 milhões de contas que, ao que tudo indica, foram utilizadas para planejar ações de marketing direcionadas.

Conforme os testes realizados em smartphones e notebooks, aparentemente o recurso ainda não foi liberado para todo mundo e está sendo disponibilizado aos poucos. Mas como o Facebook anunciou a volta da funcionalidade de forma pública, por meio de sua conta do Twitter, é possível que o recurso esteja à disposição de todos dentro de alguns dias.

Fonte: Canaltech

Análise de dados auxilia no crescimento das marcas

Atualmente, nenhuma ação de comunicação de sucesso existe sem o uso de dados. Estamos em tempos de real time marketing, onde as marcas precisam se movimentar de acordo com os movimentos dos seus concorrentes e dos consumidores. Para isso, é importante monitorar a todo tempo informações que de alguma forma ajudem na concepção de soluções e estratégias de comunicação.

Ter sucesso no mercado é basicamente vender um produto ou serviço. E quando se analisa o ambiente competitivo, com muitos players e diversos canais para comunicação, ter visibilidade é essencial para impulsionar as vendas. Pensando nisso, reunimos opiniões de diversos especialistas de comunicação que relataram a importância de usar a análise de dados como trampolim para os negócios. Confira!

Mensuração de dados
Para os anunciantes, analisar dados é ideal para ter maior precisão nas compras de mídia e consequente na avaliação de resultados. Segundo Celso Vergeiro, CEO da Adstream, o cruzamento de informações como compra de mídia, valores investidos, exibição e audiência da mídia veiculada, é possível avaliar cada campanha, se os resultados esperados foram atingidos e até mudar o plano de voo caso os resultados não estejam sendo alcançados. “Muitas marcas utilizam ferramentas de medição, mas ainda pouco precisas. Quanto mais informação conseguirmos cruzar por meio dos relatórios analíticos, mais eficientes serão as campanhas” completa.

Análise da concorrência
Entender o posicionamento da sua empresa utilizando dados disponíveis no mercado a seu favor torna a tomada de decisão muito mais assertiva. “Mais do que monitorar o mercado é de suma importância analisar o comportamento da concorrência como forma de entender o que mais está funcionando em suas estratégias de comunicação. Você pode e deve usar estas evidências como forma de se diferenciar em seu mercado, tomando ações corretivas, embasadas e de maneira ágil. Como já diz algumas das máximas da administração: o que não pode ser medido não pode ser gerenciado!”, explica Eduardo Prange, CEO da Zeeng.

Comportamento do consumidor
O Analytics é uma ferramenta crucial para o entendimento do comportamento do consumidor nos meios digitais. Saber o que desperta seu interesse, quais as principais páginas e ações dentro de um site. Mas vai além disso, é importante entender também como o conteúdo é consumido, por qual canal, por quanto tempo, que tipo de assunto tem mais aderência. “Compreender os objetivos do consumidor é essencial para saber o que o marketing irá perseguir. Pensar nas pessoas não como um número, mas como parte integrante da engrenagem do sucesso das estratégias”, afirma Hérica Machado, Head de Performance da DIWE, primeira agência de profound marketing do país. “De maneira prática podemos usar como exemplo uma análise simples, mas que muda toda a maneira de pensar uma estratégia, que é entender qual o principal dispositivo de acesso ao seu site. Em um cenário que o mobile tenha uma parcela maior de acessos, o planejamento deve ser feito com o pensamento “mobile first”, campanhas, formatos e ações devem conversar diretamente com esse dispositivo. Por outro lado, entender se existe apenas volume por esse dispositivo mas não qualificação, ou seja, pelo Analytics, podemos acompanhar se o tráfego é qualificado e isso dá insumos para traçar planos de ação que possam aumentar essa qualidade. Todas essas características influenciam na maneira de consumo de informação e em como podemos otimizar a comunicação com o público aumentando a visualização da marca”, finaliza Hérica.

Sinalização de conteúdo pago no Instagram aumentou 56% em 2018

mercado de influência deve movimentar R$2,3 bilhões globalmente este ano, de acordo com o levantamento “Must-know Influencer Marketing Trends 2019”, divulgado esta semana pela Socialbakers. Este valor considera o volume crescente de posts patrocinados por marcas nas redes sociais. Para se ter ideia, no último ano, o número de influenciadores que utilizaram a hashtag #ad para indicar conteúdos patrocinados subiu 56%.

Conduzido entre janeiro de 2018 e março de 2019, o levantamento da Socialbakers mapeou mais de 12 milhões de perfis de influenciadores no Instagram em todos os continentes. Na América Latina, foram 2,3 milhões de influenciadores analisados. Os grandes influenciadores e celebridades, aqueles com mais de 1 milhão de seguidores, foram os que mais sinalizaram posts patrocinados: cerca de 26% deles utilizaram a hashtag #ad.

Na avaliação de Alexandra Avelar, country manager da Socialbakers no Brasil, a maior sinalização de posts patrocinados se deve ao amadurecimento dos influenciadores na relação com marcas. “Os conteúdos tagueados como publicidade deixaram de ser mal vistos pela audiência”, justifica.  Uma das descobertas do estudo foi a de que o conteúdo patrocinado e não-patrocinado geraram praticamente o mesmo nível de engajamento na média global, o que mostra que conteúdos de marcas podem ser tão bem-sucedidos como conteúdos orgânicos.

Os chamados macro-influenciadores, aqueles com entre 100 mil e 1 milhão de seguidores, são os mais propensos a colaborar com uma variedade maior de marcas e indústrias na produção de conteúdo. Os micro-influenciadores, com menos de 10 mil seguidores, por sua vez, são menos propensos a colaborar com um grande número de marcas e setores.  “Os micro-influenciadores, em geral, têm menos acesso às marcas e as marcas a eles. Muitas vezes, eles nem mesmo são considerados para algumas campanhas”, explica Alexandra.

Ao mesmo tempo, influenciadores menores também costumam ser mais seletivos em suas parcerias. “Ao contrário de muitas celebridades, que veem menos risco ao se associarem comercialmente às marcas, um micro-influenciador acaba criando uma relação tão próxima com sua audiência que uma associação ruim pode colocar toda a sua credibilidade em cheque”, argumenta a country manager.

A América Latina é a região com maior volume de micro-influenciadores. Entre os produtores de conteúdo online na região, 97% se enquadram nesta categoria. Para Alexandra, o sucesso de micro-influenciadores na região se deve à cultura. “Nosso modelo de relações é mais pessoal. Faz parte da nossa cultura ter uma proximidade maior com o outro”, acrescenta.

As influenciadoras entre 25 e 34 anos dominam a base global de seguidores do Instagram e recebem a maior parcela de interações na rede social. Em segundo lugar no ranking de audiência, estão influenciadoras com entre 18 e 24 anos e, em terceiro, influenciadores homens com entre 24 e 24 anos.

Entre os segmentos de mercado mais engajados em práticas de marketing de influência no Instagram estão moda, beleza, ecommerce, automotivo e varejo, nesta ordem. Estes também são os setores com o maior número de menções de influenciadores na rede social. Abaixo, você confere o ranking das indústrias mais citadas globalmente por influenciadores no Instagram.

Fonte: Meio & Mensagem

Twitter libera uso de GIFs, imagens e vídeo em retweets

Atendendo a pedidos de muitos usuários, o Twitter lançou, globalmente, um recurso que permite usar GIFs, imagens e vídeos em retweets com comentários. Segundo a companhia, em comunicado, a ferramenta que está disponível para as versões da plataforma nos sistemas iOS, Android, mobile.twitter.com, Twitter Lite e Twitter para Windows, possibilitará adicionar um vídeo, até quatro imagens ou um GIF em cada retweet.

Em nota, o Twitter também informou, que o recurso “ajuda as pessoas a se sentirem como se estivessem publicando um conteúdo original, mesmo que tenha sido criado por outros usuários”. Até o momento, somente texto podia ser inserido em retweets. A nova funcionalidade já está sendo utilizada por alguns usuários populares no Twitter no Brasil, como o canal Multishow e Rosana Hermann, apresentadora do programa Porta Afora.

ProXXIma: veja tudo o que rolou no evento

Se você nunca ouviu falar ou não conhece o ProXXIma, não se preocupe que a gente te explica.

Uma definição bem curtinha e simples, que está disponível no próprio site do evento:

O mais respeitado evento do setor de marketing e comunicação digital do Brasil. Reúne líderes e gestores de marca para discutir o impacto que a inovação e a tecnologia podem ter nos negócios, com apresentações de palestrantes internacionais, cases e experiências de sucesso no mundo.

Você pode ver mais informações sobre o evento, aqui no site oficial.

E nós, a convite da nossa parceira Squid (adoramos!), estivemos por lá. Aqui você vai conferir o que vimos e aprendemos no primeiro dia de evento, que acontecerá também amanhã 08/05.

Antes de falarmos sobre as palestras, é legal a gente falar sobre a estrutura do evento. O espaço é incrível e como a programação conta com palestras internacionais, os participantes tem acesso aos fones para tradução. Todo mundo conseguia consumir o conteúdo e entender do que se tratava o papo.

Mas e as palestras? Vamos ao que interessa!

TENHA MEDO. TENHA MUITO MEDO. MAS SIGA EM FRENTE.

Começamos com a palestra do Fernando Machado – CMO Global, Burger King e Ariel Grunkraut – Vice Presidente de Marketing e Vendas, Burger King Brasil.

O papo já começou com uma informação super legal sobre a marca, caso você não saiba, o Burger King foi eleito a marca mais criativa do mundo em 2018. Claro, um título merecido pelos inesquecíveis cases de sucesso criados pela marca. Em 2015 a marca passou pelo processo de entendimento, que até então estava criando campanhas genéricas. As embalagens e os espaços dos restaurantes não eram bem utilizados no sentido criativo.

Como foi o processo de mudança do Burger King?

  1. Entender a marca. Chegou a hora de ir pra rua conversar com as pessoas. A equipe perguntou para as pessoas, quando pensavam no BK o que vinha a cabeça? TODOS falavam Whopper. O BK não é o lugar onde tu vai levar alguém para um date, pois as pessoas se sujam comendo. Fast food é uma ocasião feliz. A coroa, por exemplo, tem grande significado para os clientes e para marca. Quando você coloca a coroa na pessoa, parece que a versão de 12 anos dela vem à tona <3 O tom da marca, tem que estar em toda comunicação, como por exemplo, no recente vídeo que refere-se à campanha vetada, do Banco do Brasil.
  2. Fazer um bom briefing – O bom briefing não precisa ser uma longa carta.
  3. Deixar a ideia crescer – quando um leão cresce é muito fácil de matar. Você precisa trabalhar com medo, mas não deixar que isso te impeça de fazer as coisas. Os ciclos são muito curtos, as pessoas vão comentar sobre sua campanha durante as primeiras 48hs e os seus picos de mídia espontânea serão curtos e rápidos. E você vai ver as pessoas falando de coisas que você aprovou com medo e nervoso. Isso faz parte do processo 😉
  4. O maior risco é não tomar nenhum risco.
  5. Um time – O time conta com seus criativos, mas todas as pessoas se envolvem no processo. Desde o briefing.

A partir dessas mudanças, a marca começou a ser premiada, vender e crescer ainda mais.

Depois dessa grande aula de branding e criatividade, passamos para a próxima palestra do evento.

QUEM É VOCÊ NA FILA DO PÃO? E NA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL?


Se a transformação digital é o futuro dos negócios, é essencial poder medi–la. O Isobar Brasil Group – estrutura que conta com Cosin Consulting, Isobar, LOV e Pontomobi – lança o Digital Strength Index (DSI), criado para medir qual a maturidade digital das marcas no país. Vamos conhecer a primeira versão brasileira do índice que estabelece novos parâmetros na transformação de marcas e negócios na economia digital.
Alessandro Cosin – CEO, Cosin Consulting linked by Isobar

A apresentação mostrou o modelo de medição da transformação de marcas e negócios no digital. A medição é feita através do DSI, dá uma olhada na imagem:

A medição foi realizada e testada em 300 marcas, para entender a sua maturidade digital. E como podemos ver na imagem abaixo, o Varejo encontra-se mais preparado e maduro no mercado digital, diante dos outros setores.

Aqui você pode ver quais são as líderes de cada segmento, de acordo com a medição.

Antes de mais nada, é importante levar em consideração que esse resultado é apenas uma ponta de uma grande transformação pela qual as marcas passam.

Não podemos pensar apenas no retorno financeiro ou no objetivo final. A transformação digital influencia na cultura, nos investimentos, nas metodologias, na arquitetura tecnológica, entre outros fatores. A mudança estrutural é muito maior.

Agora o papo é sobre agência 😉

 UM NOVO MODELO DE AGÊNCIA ESTÁ SURGINDO. MAS QUAL, MESMO?

Cada agência de propaganda do mundo busca hoje seu próprio caminho de reinvenção. Para quem investe nesse negócio em transformação, o desafio é: em qual modelo apostar? A S4, de Martin Sorrell, tem sua resposta.
Wesley ter Haar – COO, MediaMonks e Diretor Executivo, S4 Capital Group.

O momento de uma Nova Era. Novas soluções. Nova economia.

O que foi feito de diferente?

  • Mais rápido. Mais barato. Mais eficiente. Temos que destruir o modelo Mad Man e criar algo que traga valor de fato para as empresas.
  • Modelo somente digital
    A única forma de ganhar dinheiro, é ser bom e rápido. E a escola é por meio da tecnologia e não pessoas.
  • Único P&L
  • Foco no crescimento orgânico
  • Somos puramente digital
  • Vivemos na Época do ecossistema de marca
  • Geografia, idade e gênero – não querem dizer nada. Temos que misturar empatia e engenharia. As pessoas querem ser ouvidas, mas não espionadas. Conteúdo hoje é como se você tivesse que fazer uma campanha eleitoral, sem saber quando vai acontecer.
  • A grande ideia é editava e espremida em diferentes canais digitais.
  • Precisamos entender onde tem fit de formato de conteúdo entre marca e consumidor.
  • Em média vemos anúncios por 1.7 segundos – dados do Facebook.

Ufa! Muita coisa, né? Esses dados deixam a cabeça cheia de ideias. Agora, vamos falar sobre inovação?

INOVAÇÃO COMO MISSÃO


Uma conversa sobre inovação na maior cervejaria do mundo, abrangendo tanto marcas quanto processos e o papel e a importância da ZX Ventures nesse ecossistema.Ricardo Dias – Vice Presidente de Marketing, AMBEV.

80% das ideias inovadoras fracassam.

Sabe por que o Fornite é a maior ameaça pra Netflix atualmente? Pois a briga é pela atenção das pessoas. Independente do formato.

A saída das marcas é usar a tecnologia para que elas acompanhem o comportamento dos consumidores. A tecnologia está ligada diretamente à cultura e ao comportamento da sociedade.

Por isso você precisa conhecer o seu mercado e saber quem são os seus leões (os seus concorrentes diretos). Eles existem e vão existir por muito tempo, mas enquanto isso, você precisa gerar contato com o seu cliente.

Contato? Isso mesmo. O contato gera intimidade com as pessoas. Sem intimidade, não se tem nada.

Por isso, pra AMBEV hoje ter dados é essencial. O foco da empresa é ter esses dados para que a partir deles, se consiga gerar um contato e uma intimidade com as pessoas.

E funciona?

Ao que tudo indica, sim 😉

Agora é o momento da DPZ&T, o que uma grande agência de publicidade preparou?

A gente não queria ser mais agência de propaganda, mas sim agentes de mudança do negócio dos nossos clientes.”

Como eles vão fazer isso? Usando dados como inspiração (mais uma vez, os dados estão presentes nas transformações das empresas).

Assim, a agência criou um braço de performance. Dá uma olhada na imagem abaixo.

Quanto do resultado que o cliente teve, pode ser atribuído ao trabalho feito pela agência? 
Essa é a nova pergunta.

VAREJO CONECTADO
MOBILE, SOCIAL, AR/VR, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E MUITO MAIS

Diante de nós, numa velocidade acelerada, o varejo foi deixando de ser a loja da esquina para se transformar em plataformas conectadas omnichannel de ativação e vendas. E mais: integrado a marketing e comunicação. É o comércio 4.0. Sean Lyons – CEO GLOBAL R/GA (EUA)

“O digital quebrou a diferença entre MKT e vendas. Agora é tudo a mesma coisa.”

As marcas que nasceram antes da revolução digital, hoje estão tendo uma dificuldade para crescer. Por que ? Porque a tecnologia chegou e mudou tudo. E os concorrentes são aqueles que nasceram no mundo digital.

Mais da metade da lista das 500 maiores empresas do mundo de 2017, pararam de crescer.

Nós tínhamos hábitos de mídia e agora temos hábitos de tecnologia.

Por que eu deveria entrar na sua loja se não for pra comprar?

Este é o novo desafio das lojas físicas. A Apple oferece palestras dentro das lojas, a Nike oferece a experiência de você experimentar um tênis em uma situação real de corrida, a Bonobos (comprada pelo Walmart há 3 anos) vende roupas, mas você apenas experimenta na loja e recebe em casa.

O ato de comprar se tornou uma grande experiência.

A conveniência é basicamente o “facilite minha vida”.

AS MARAVILHAS E DIFICULDADES DE SER MULTIPLATAFORMA

Foi-se o tempo em que produzir conteúdo para uma só plataforma era o suficiente e que ligar um só aparelho atendia todos os nossos desejos de consumidor.

Com o desenvolvimento da tecnologia, o tempo pede pressa ou somos nós que perdemos o eixo? Como estar em todos os lugares ao mesmo tempo, como acompanhar tudo o que acontece e ainda manter a sua identidade e sanidade? Vanessa Oliveira – Diretora da VIU HUB, Globosat

A VIU é a área da Globosat, a maior programadora da América Latina, focada no desenvolvimento de projetos e conteúdos digitais.

A TV está deixando de ser um lugar para programas televisivos e sim um espaço para marcas. Mesmo sendo vista como uma mídia tradicional há tempos, o crescimento dos influenciadores transformou a maneira que vemos a televisão.

O momento de levar em conta que todos somos marcas. Todos influenciamos e todos criamos é agora.

Vamos falar sobre o futuro? 😀

O FUTURO DO CONTEÚDO É TECNOLOGIA CONECTANDO GENTE


Nossa palestrante deixou sua posição de Country Manager do Google na Colômbia para a de Country Manager da Discovery no País por acreditar que o futuro passa pela curadoria de conteúdos através de plataformas tecnológicas conectadas ao consumidor final.
Carolina Angarita – Country Manager e Diretora da Operação Digital LATAM, Discovery Inc. (Colômbia).

Estamos vivendo o melhor momento da TV, agora ela é personalizada.

As marcas precisam ser obcecadas pelo consumidor. Não é apenas colocá-lo no centro.

Dá uma olhada nessas informações:

  • 60% dos consumidores da América Latina, diz que pagaria mais para marcas que se preocupa com meio ambiente.
  • As pessoas estão com obsessão por bem estar.
  • Queremos participar do dia a dia das marcas.
  • Nascemos com 78 órgãos mas agora temos mais 1 o celular. E isso fez nosso pensamento visual ficar vertical.

A Discovery possui uma ferramenta de I.A. 😉

Além de gerar ações comerciais com mais precisão, a nova solução também permite otimizações e correções em tempo real.

“Não é novidade fazer mapeamento de performance e otimizar ações em tempo real no ambiente digital, mas na TV isso ainda é uma inovação. Teremos estrutura para, junto com nossos clientes e suas agências de publicidade, fazer otimizações constantes para que os resultados e as entregas sejam efetivos”, reforça Carolina.

“Conteúdo que não é útil e relevante, não é conteúdo é paisagem.”

O QUE SUA MARCA PODE APRENDER COM AS CAMPANHAS DE TRUMP E BOLSONARO?

As últimas campanhas políticas nos mostraram como a comunicação mudou! Mas o que mudou? O que o marketing político do mundo contemporâneo tem a ensinar para as marcas do mesmo mundo contemporâneo. O que fazer. E o que não fazer…
André Torretta – Sócio Fundador, Torreta.br

A política nos trouxe a narrativa visual. Eu não preciso mais falar para ser entendido.
Em 2012 começamos com a Big Data na política e isso chegou com o Obama, dá uma olhada nesse link depois:

Com tática polêmica, página de Obama no Facebook é ‘curtida’ por 1 mi em um dia

Você sabia que para cada pessoa o Obama manda um e-mail diferente? Isso muda a experiência das pessoas, diante de uma compra, assim como diante de uma campanha eleitoral.

Até que em 2013 nasceram as Fake News na política. O que é uma bomba de semiótica.

E vale lembrar que compartilhar Fake News pode gerar consequências jurídicas aos envolvidos. Por isso tenha muito cuidado com as informações que você disponibiliza pras pessoas.

Agora o papo é de coração pra coração <3

HEARTBEATS: O FUTURO DAS EXPERIÊNCIAS HUMANAS

Depois que a tecnologia transformou as batidas do nosso coração em dados e informação, são elas que passaram a ser a nova métrica de sucesso das experiências humanas. É a biométrica da vida, da interatividade e do marketing.
Eco Moliterno – Chief Creative Officer Latam, Accenture Interactive

Já parou pra pensar que antes mesmo de nascermos, os nossos batimentos cardíacos são a nossa forma de comunicação? O ritmo dos batimentos já falam sobre o nosso estado, nossas emoções, quando ainda nem sabemos o que é respirar.

Por isso o batimento cardíaco é a linguagem mais universal do mundo.
O batimento cardíaco é a métrica mais verdadeira possível. Pois não pode ser falsa.

Estamos vivendo a evolução da personalização.

O processo começou com a impressão digital e agora é uma validação digital (leitura de iris).  Estamos indo para validação através do coração e ele é cognitivo.

A tecnologia de Segurança Cognitiva, por exemplo, conseguiria detectar se existem batimentos cardíacos no ambiente. E tudo isso não está distante dos dias atuais. Dá uma olhada:

O Apple Watch salvou alguém que estava para morrer, através de um alerta ao diagnosticar os seus batimentos que estavam fora do normal.

A saúde toma um outro rumo quanto ao acesso de informações. Por exemplo, você poderia saber exatamente com quantos dias está grávida, ao acessar os batimentos cardíacos. Quem sabe monitorar os batimentos cardíacos do seu pet e proporcionar uma experiência ainda melhor quanto ao que ele precisa? 🙂

E se você tiver acesso aos dados de outra pessoa?

Demais, né? Veja só as inúmeras possibilidades que os dados estão proporcionando para as pessoas. A nossa ideia de personalização está ficando pra trás mesmo. E são muitos exemplos onde os batimentos já foram testados e utilizados como dados de acesso.

Até hoje focamos em balancear muito o lado emocional e racional do cérebro. Agora o balanceamento é dos dois lados do corpo. Existe inteligência artificial, mas não existe emoção artificial. Então tudo que fizemos tem que ser de baixo pra cima.

A gastronomia, antes era feita apenas de olfato e paladar. Agora não, temos a visão, a audição, estamos vendo os pratos, estamos ouvindo o que os chefs tem a dizer. O chef é o novo publicitário, porque ele criou experiência humanas.

A publicidade do futuro precisa ser como na imagem acima. Ela deve se guiar por todos os sentidos 😉

Por exemplo, se eu quiser ver um filme que me deixa mais animada, eu busco o filme de 160 batimentos. Nós vamos nos guiar através das batidas dos nossos corações e assim, vamos ter ainda mais opinião e informação sobre o que consumimos.

Então qual é o papel da comunicação aqui?

Ajudar a criar experiências que toque os corações. Na verdade, esse poder sempre existiu, mas agora estamos estudando como transformar e aumentar o nível de cada uma dessas experiências. Assim, teremos conexões que nunca foram vistas. <3

Segundo dia de evento

Começamos a quarta-feira com uma palestra sensacional:

MÍDIAS SOCIAIS, O FENÔMENO HATER E NOSSOS VÍCIOS CONECTADOS

A sociedade contemporânea tem novos vícios. Digitais, a maior parte deles, explodindo globalmente nas mídias sociais. Haters ganham protagonismo. Como ser relevante nesse mundo online de conflitos em tempo real?
Brian Solis – Futurista e Principal Analista, Altimeter Group (EUA)

Uma curiosidade sobre a palestra. O Brian começou a escrever o 8º livro dele, mas ainda não conseguiu terminar, pois as coisas mudam muito rápido. Como acompanhar o ritmo das transformações?

Por isso o foco é entender o comportamento das pessoas no uso das redes sociais, pois só assim sua marca poderá aproveitar bem estes canais. Enquanto você estiver focado em tecnologias, o comportamento das pessoas estará mudando e você não vai conseguir atingir a sua audiência da melhor forma.

Entenda e estude sobre o comportamento das pessoas.

As redes sociais fazem com que seja muito difícil respirar, ela nos tira o foco. A nossa falta de concentração é muito perceptível.

“Eu estava escrevendo um livro e acabei escrevendo um artigo no meu blog sobre distração e falta de foco.”

No mundo onde todos tem acesso a tudo, aos melhores filtros, agora estamos dependendo da tecnologia para nos expressar e sermos criativos? Quanto mais a gente consome coisas, menos a gente cria, compartilhar não é criar. O ato de compartilhar, passou a ser obrigatório para quem cria. Já parou pra pensar nisso?

Qual foi a última vez que você sentou e não fez nada?

A vida vale ser compartilhada mas também precisa ser vivida. Temos que usar a tecnologia para ser útil e que traga mais benefícios para todos e não o contrário.

Imaginem um dia sem bateria? Estamos começando a nos tornar uma sociedade de narcisistas, pois pensamos que precisamos mostrar tudo que estamos fazendo para ter validação social. Curtidas se tornaram moedas.

Nós medimos o quanto somos bons, pelo quantidade de seguidores e curtidas. Se você não recebe muitas curtidas, você apaga certo? Pois não é legal, compartilhar algo que as pessoas não demonstraram que gostaram.

(sim, essa palestra mexeu bastante com a nossa cabeça)

Em meio a uma era digital, passamos dos limites e paramos de compartilhar uma vida que costumava ser real.

Ninguém nos ensinou como equilibrar a tecnologia com a vida real. Ninguém ensinou o que fazer quando você se torna um pouquinho famoso na internet. Não é mesmo?

Estamos mudando até as ruas por causa do celular. O digital está interferindo de forma drástica na vida real. E nem sempre isso acontece para melhorar a qualidade de vida.

Quando abrimos as redes sociais temos muitas notificações, elas foram criadas de propósito, pois ao vê-las nosso corpo ativa 6 estímulos de prazer e relaxamento e por isso que não conseguimos deixar de usar.

Você sabia que a tecnologia está mudando o seu cérebro?

A nossa forma de viver, com o contexto de hiperconectividade que nos encontramos atualmente, o nosso cérebro mudou a forma de operar e se conectar. Isso acontece por conta da Neuroplasticidade. Calma, vou te explicar.

A Neuroplasticidade é a capacidade do nosso Sistema Nervoso mudar e se adaptar às condições em que vivemos. Isso acontece de forma estrutural e funcional. Ou seja, se você é uma pessoa super conectada, o seu cérebro irá mudar a forma de funcionamento, para acompanhar o seu ritmo de vida. A tecnologia, por exemplo, tem o poder de nos deixar sem foco e com dificuldades de nos concentrarmos em uma única tarefa por mais tempo. Isso não é uma simples distração, é o seu cérebro.

Esse assunto já está na pauta de grandes líderes atuais:

A tecnologia está acabando com nossa capacidade de ter um mergulho mais profundo em nossa consciência, pois estamos esperando pelas informações e não mais indo atrás delas. Às vezes você nem recebeu uma notificação, mas pega o celular, pois está acostumado a fazer isso muitas vezes no seu dia.

É o momento de entendermos as consequências que o uso das redes sociais traz para a nossa saúde e para as nossas vidas. Criou-se a erosão da auto estima, pois nos comparamos todos os dias a muitas pessoas. E esse processo está longe de ser saudável.

Vamos deixar de usar as redes sociais?

Não! A ideia é que precisamos reaprender a usá-las, de uma forma menos agressiva.

O que compartilhamos mostra muitas vezes o queríamos ser ou nos tornar e não o que somos de fato.”

Hoje, não temos como saber se algo foi escrito por uma pessoa ou por um robô. Essa tendência só vai aumentar, nós sabemos. Isso é bom? É uma reflexão que todos devemos fazer.

Tudo isso sem falar do FOMO, né? O famoso Fear Of Missing Out, que na verdade, deveria ser:

E se deixássemos de usar TANTO as redes sociais, já pensou em fazer um DETOX? Quais seriam os benefícios?

E se um dia as nossas moedas foram LIKES, hoje elas são as nossas fotos.

Qual a reflexão da primeira palestra (que deixou a gente bem reflexivo, por sinal)?

Precisamos viver a vida, mesmo que ninguém esteja assistindo.

Depois dessa, vamos continuar falando sobre ele, o cérebro!

MARCAS, DADOS E A MAIOR TECNOLOGIA DE TODAS: O CÉREBRO HUMANO

Dados e novas tecnologias para a ativação e comunicação de marcas virou o novo normal. Mas é a cabeça de seres humanos que controla tudo. Profissionais de mídia de excelência discutem o que é Data Mindset.
Apresentador:Paulo Ilha – Media VP, DPZ&T
Debatedores: Eduardo Schaeffer – Diretor de Negócios Integrados, Globo, Marco Bebiano – Diretor de Desenvolvimento de Negócios com Agências, Google Brasil e Federico Goyret – Diretor de Marketing, Renault do Brasil

Tudo está em transformação. Veículos, Agências e Clientes.

Transformação da Agência no ponto de vista de mídia
A transformação mudou muito pelo novo mindset digital. O que não gera valor é commodite e commodite vira custo e vai ser reduzido. Não é apenas sobre comprar mídia digital. É sobre aplicar o pensamento digital, gestão e métricas em todo o processo. E evoluímos de mindset digital para um mindset de dados.

Não existe pós ação, não existe pós venda. Tudo pode ser realimentado e a venda é uma constante.

Mídia tradicional
Começava pela produção conteúdo, que gera audiência e que gera receita. Agora temos um elemento novo que são os dados. Para entender o dados individualizado, por pessoa, temos que mergulhar no digital. Com foco de alimentar o conteúdo próprio e também o conteúdo publicitário, que quanto mais fluído for, mais vai funcionar.

Com o objetivo inicial de atender à Renault, a DPZ&T anuncia a criação da VivaSix, seu novo braço de performance.

Hoje os dados podem guiar as marcas para que os resultados sejam obtidos com maior eficiência, mas é bom lembrar que a regulação sobre a privacidades de dados do consumidor, que entra em vigor em agosto de 2020.

NÃO, NOSSO MERCADO AINDA NÃO É DIGITAL!


Estudo inédito da McKinsey revela que a indústria da comunicação no Brasil ainda tem que comer muitos bites e bits para virar gente grande e forte no mundo digital. Como suplementar essa inanição?
Apresentador: Marcelo Tripoli – Digital Vice, McKinsey
Debatedores: Igor Puga – Diretor de Marketing e Marca, Banco Santander e Othon Vela – Diretor de Marketing, Via Varejo

A performance no Santander, está muito mais nos dados gerados decorrentes de testes feitos pela companhia, do que com ferramentas que tragam mais dados das pessoas na internet.

Alguns mercados têm mais facilidade em ter maturidade digital, porque a cultura da indústria que veio antes do digital, já pensava em comissão, em jornada, em personalização, como o mercado financeiro, por exemplo. Pois este mercado, cria o produto e vende, então não ter uma jornada do consumidor bem estabelecida o banco já tinha quebrado. O que é totalmente diferente para uma empresa de alimentos, por exemplo.

A concorrência interna, move montanhas. Uma visão de TI, por Squad e não de VP de TI, pois não é mais ele que define como cada setor crescerá.

Agências precisam ser cada dia a mais cúmplices dos problemas dos clientes. 

LIDERANDO A MUDANÇA: APRENDENDO A APRENDER

Espera-se de nós cada vez mais criatividade e inovação. Nosso maior desafio é combinar o potencial das tecnologias exponenciais e da inteligência artificial com nossas forças humanas e inteligência emocional. Aprendizagem adaptativa é a resposta, para pessoas e empresas, nesta nova humanidade aumentada.
Tim Lucas – Palestrante e Líder de Negócios, Hyper Island

Nossa capacidade de apenas observar é limitada. Partimos direto para o julgamento. A IA não sabe ler contexto, ela vê coisas literais, pois isso ainda demora essa evolução de interpretação.

As coisas acontecem na loja, só lá você irá aprender de fato o que precisa fazer.

Comece resolvendo o problema de 1 pessoa, depois escala a solução. Se tentar resolver um problema de massa, dificilmente irá conseguir.

GERAÇÃO Z E O FUTURO DO TRABALHO

A geração Z, os nascidos de 1995 a 2010, se tornará o maior grupo populacional do planeta ainda este ano. Em 2020, já ocupará mais de 20% dos postos de trabalho, demandando mudanças contundentes tanto nas estruturas e processos corporativos quanto nas relações profissionais. Como as empresas da indústria da comunicação podem continuar atraentes para os talentos dessa primeira geração totalmente nativa digital?
Cintia Gonçalves – Sócia e CSO, AlmapBBDO

Somos afetados por mudanças políticas e tecnologias, mais do que nunca. O Z da Geração Z vem de ZAP = agilidade, rapidez e energia.

Durante essa palestra, fizemos um teste ao vivo. Dá uma olhada:

Aqui estão os resultados de todas as perguntas:

O papo sobre gerações, é menos sobre rótulo, mais sobre pano de fundo. Não se prenda a esteriótipos.

3 layers que influenciam no dia a dia da Geração Z:

É uma geração mais pé no chão. 77% acredita que vai ter que se esforçar mais profissionalmente para se realizar, do que as gerações anteriores.

Querem empresas que tenha um propósito e que possibilitem a ele a eles devolverem algo para a sociedade.

Quais são os benefícios que espera da empresa:
38% cuidados com a saúde
34% mentoria
10% trabalho remoto
13.5% tempo livre

Pesquisa da: Delloite

  • 79% deseja trabalhar em médias e grandes empresas
  • 14% declaram stratup como objetivo de trabalho

“A boa empresa é aquela que investe no meu futuro” foi a respostas de muitas pessoas da Geração Z.

  • Eles são aprendizes rápidos.
  • Eles têm diferentes experiências do conhecer.
  • 96% deles acham que um bom líder é aquele que busca o desenvolvimento da sua equipe e compartilha conhecimento a todo instante.
  • É a geração mais inclusiva da história.

Diversidade no ambiente de trabalho tem muito a ver com a questão social. Além de trazer criatividade e inovação.

Hierarquia se dá pelo conhecimento e não pelo cargo. Será o líder quem entende mais sobre o assunto do que está se falando no momento.

Líder é…

  • 96% busca o desenvolvimento da equipe
  • 95% trabalha junto com o seu time
  • 95% compartilha conhecimento
  • 70% fala nós e não eu

AI para geração do passado é “quantos robos vão roubar quantos empregos”. AI para geração Z esse papo não existe.

O melhor mundo é o humano!

ABRINDO O JOGO: AGÊNCIAS EM QUESTÃO

Sem papas na língua, dois dos mais destacados líderes de agências do País, discutem onde as agências precisam buscar mais relevância e entrar como protagonistas no jogo da inovação e transformação dos negócios dos clientes.
Fernando Musa – Chief Executive, Grupo Ogilvy Brasil e Hugo Rodrigues – Chairman & CEO, WMcCann
Moderador: Alexandre Zaghi Lemos – Editor-Chefe, Meio & Mensagem

O brasil é um país de extremos, ou é zero ou é 10, nunca é 7.
Quando você está em um ecossistema de mudança as pessoas querem falar sobre mudanças, o marketing e a publicidade ficaram 50 anos de boas, mas hoje não é mais.

A gente não pode evoluir destruindo, tá tudo em transformação, não é só a publicidade. E não quer dizer que fizemos errado no passado, mas temos que fazer diferente.

As agências não podem ter o onus da culpa da mudança, a mudança é de todo mundo, agência, veículo, anunciantes.

Tem uma nova geração entrando no mercado, a agência precisa estar preparada para receber essa galera. (se liguem agências!)

O melhor modelo, é aquele que seja transparente para todos, e que seja rentável para ambos. Não tem como achar um modelo, quando você trabalha em um ecossistema que muda toda hora, pois mesmo que se ache ele agora, amanhã ele ta defasado.

O melhor modelo, é aquele que entrega o melhor para o que o cliente quer e precisa.

Temos que aprender hoje para sobreviver amanhã e não para sobreviver nos próximos anos, porque vai mudar e nós sabemos disso. As marcas estão entendendo também que serão empresas de comunicação, além do que já fazem, como a AMBEV está fazendo, por exemplo.

A agência tem que ser cada vez mais Tailor Made.

David fez a campanha do BK, chamando casting da campanha do BB que foi boicotado, acha que o que eles fizeram foi muito mais sobre os movimentos da sociedade, a publicidade tem o papel de trazer a diversidade. A publicidade tem que retratar a vida das pessoas.

O FIM DA IDADE MÉDIA E O INÍCIO DA IDADE MÍDIA

O fim da Idade Média acontece apenas agora. Antes, éramos avaliados pela média e pelos protocolos genéricos. Graças à tecnologia e à inovação, agora, cada um de nós é todo um universo à parte. Únicos, nos tornamos agentes de mídia, transformadores sociais como nunca.
Walter Longo – CEO, Unimark e Sócio, BBL Games

A idade média está acabando na verdade somente agora, porque até hoje tudo que a gente faz ou fazia, era analisado ou orientado pela média da população, tudo era pela cultura mediana.

Exemplo: as taxas de juros, são avaliadas pelo número de inadimplentes e não pelo adimplentes. E isso está mudando.

Tudo é feito pela média das pessoas. E estamos saindo para uma idade personalizada, e ai vem o fim da idade média, e tudo isso com vinda do big data. Estamos deixando a idade média e entrando na idade mídia, onde somos respeitados na nossa individualidade.

Estamos no momento Wearables, o que vamos usar para gerar dados do nosso corpo.

Inicio da idade mídia, foi o dia em que foi quebrado do software e do hardware, mais que um lançamento de um novo device, isso gerou uma nova forma de ver o mundo. Isso aconteceu com várias coisas, como o celular, por exemplo. A cada dia que passa ele vai aprendendo novos truques.

A visão que o imutável pode ser mudado e até melhorado, fez tudo mudar.

A customização mimou as pessoas, pois nos fez entender que somos indivíduos que temos temos e vontades diferentes. Agora é tudo para personalizado para todos.

Hoje temos assentos de carro que se moldam a nós, porque hoje os produtos precisam se moldar para individualização de todos nós.

Antes a gente comprava da loja mais próxima, agora podemos comprar de qualquer loja do mundo todo. E tudo vai continuar evoluindo de forma dramática.

As bicicletas antes a gente achava muito moderno poder pegar na rua e largar nos pontos do itau, agora a gente pega a bicicleta e larga onde quiser, onde acharmos que devemos e precisamos.

Antigamente usávamos P, M e G. Agora as roupas vão se adaptar ao nosso tamanho e compraremos de acordo com as nossas medidas.

Agora com a idade mídia há uma nova premissa básica, não tem como agência ter um mesmo modelo para todos, tenho que criar um modelo para aquele clientes de acordo com o que ele precisa e com a maturidade de entendimento dele do mkt da empresa.

Temos que tratar desigualmente pessoas e empresas que sempre foram aparentemente iguais.

Hoje em dia temos que correr para não sair do lugar. Não é mais só para crescer. Trocamos o mundo da atenção para o mundo da distração. O foco tá cada vez mais pulverizado. Atenção e engajamento são cada vez mais escasso.

O que queremos em uma academia?

Da customização em massa para a individualização.

Criar algo para média hoje significa criar algo para ninguém.O Big Data é a chave que abre todas as portas da idade mídia.

Pessoa não são, pessoas estão.

Como usar o bigdata neste cenário ?

Passamos de ROI para ROL – Retorn of Learning

Bom, foi INCRÍVEL mas acabou 🙁

Fonte: Share

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Pesquisadores discutem o futuro do Facebook como um cemitério digital

Não é loucura pensar que a adoção do Facebook vai diminuir drasticamente ao longo do tempo. Embora um certo membro da diretoria da empresa esteja determinado a enganar a morte, a nossa própria mortalidade é ainda mais inevitável do que o declínio da rede social. Pesquisadores agora estão investigando o cruzamento dessas duas realidades, fazendo a pergunta: será que o Facebook vai se tornar, em breve, mais um cemitério do que uma rede social? E qual é nossa responsabilidade como sociedade para documentar essa vida digital após a morte?

O estudo — “Os mortos estão tomando conta do Facebook? Uma abordagem de Big Data para o futuro da morte online” — foi publicado neste mês no Big Data & Societypor pesquisadores do Instituto de Internet de Oxford. O artigo explora dois cenários possíveis, um em que o crescimento do Facebook para completamente a partir do ano passado e outro em que ele segue crescendo a uma taxa de 13% ao ano até atingir totalmente seu mercado alvo nas categorias de país, ano e idade.

Como os pesquisadores observaram no artigo, nenhuma dessas situações hipotéticas é suscetível de se desenvolver exatamente como ilustrado, mas eles apontaram que “o verdadeiro número” de perfis mortos “quase certamente cai” entre esses cenários, que servem como um teto e um piso para como a morte online pode se desdobrar. De qualquer forma, os pesquisadores concluíram que, até 2060 ou mais cedo, “o Facebook terá indubitavelmente centenas de milhões de usuários mortos”.

Os pesquisadores usaram dados da ONU para previsão das taxas de mortalidade por idade e nacionalidade, de acordo com o artigo. Eles também fizeram raspagem de dados na página Audience Insights, do Facebook, usando um script Python para dados sobre os usuários ativos mensais da rede social por idade e nacionalidade.

Mas, como os pesquisadores apontaram no estudo, há algumas ressalvas para suas conclusões, considerando a prática obscura anterior do Facebook de inflar suas métricas, assim como o fato de que os dados acessíveis publicamente da rede social excluem usuários menores de 18 anos, agrupam usuários maiores de 65 anos e excluem usuários que já morreram e que têm seus perfis ainda em serviço.

Dito isso, o estudo descobriu que “um mínimo de 1,4 bilhão de usuários falecerão antes de 2100, em um cenário em que o Facebook deixasse de atrair novos usuários a partir de 2018”. Esta hipótese é declaradamente improvável, a menos que um escândalo totalmente desastroso ocorra, visto que, mesmo depois da Cambridge Analytica, o Facebook ainda conseguiu novos usuários e muito dinheiro.

Se a rede social continuar em seu ritmo atual, o número de usuários que falecerão até 2100 “ultrapassará 4,9 bilhões”. E o estudo também descobriu que esses perfis póstumos estarão concentrados principalmente no sul da Ásia e na África.

“Em um nível social, apenas começamos a fazer essas perguntas e temos um longo caminho a percorrer”, disse o autor principal Carl Öhman à Universidade de Oxford, referindo-se a quem tem direito aos dados daqueles que faleceram e como eles devem ser mantidos eticamente.

“A gestão de nossos restos mortais digitais acabará afetando todos que usam as redes sociais, já que todos nós um dia morreremos e deixaremos nossos dados para trás. Mas a totalidade dos perfis dos usuários falecidos também equivale a algo maior do que a soma de suas partes. Ela é, ou pelo menos se tornará, parte da nossa herança digital global.”

Essa discussão está no centro do que os pesquisadores estão explorando em suas tentativas de entender o quão grave será a amplitude dos mortos em redes sociais nas próximas décadas. Não se trata simplesmente de apontar que, sim, é provável que muitos perfis existam apenas para atender às necessidades da empresa e dos entes queridos vivos em luto. Trata-se também de começar uma conversa sobre o significado dessa riqueza de dados e a quem eles pertencem. Principalmente, que não devem pertencer exclusivamente a uma corporação com fins lucrativos, ainda mais uma atolada em polêmicas.

“É importante que os dados historicamente significativos sejam preservados de forma que sirva a toda a humanidade, e isso não pode ser feito atribuindo a curadoria de registros sociais históricos a qualquer agente que opere em seu próprio interesse racional”, escreveram os pesquisadores no artigo.

O estudo serve como um guia útil para onde os especialistas podem focar suas atenções, tanto em termos do escopo da tarefa em questão quanto geograficamente, onde esses dados estão mais concentrados — o que, como mencionamos, ocorrerá em países não ocidentais.

Mas as questões permanecem: como esses dados podem ser coletados de forma a proteger a privacidade do usuário individual e quem são os melhores guardiões e coletores para esse tipo de dados que é do interesse das gerações futuras? David Watson, coautor do artigo, apresentou a ideia de historiadores, arquivistas, arqueólogos e especialistas em ética como os peritos que o Facebook deveria considerar para curar esses dados.

“E, como Orwell tão habilmente observou no livro 1984, aqueles que controlam nosso acesso ao passado também controlam como percebemos o presente”, escreveram os pesquisadores. “Assim, a fim de evitar um futuro possivelmente distópico de assimetrias de poder e narrativas históricas distorcidas, a tarefa diante de nós é projetar uma solução sustentável e digna que leve em conta múltiplos interessados e valores. Isso inevitavelmente requer uma descentralização do controle e da propriedade de nossa herança digital coletiva.”

Fonte: Gizmodo Brasil