Facebook vai marcar anúncios políticos e indicar quem pagou por eles

Campanhas com fins eleitorais serão marcadas como “Propaganda Eleitoral” no Facebook e exibirão CPF ou CNPJ do responsável

Com a proximidade das eleições no Brasil, o Facebook vem adotando medidas para tratar com mais transparência as campanhas políticas divulgadas na rede social. Nesta quinta-feira (9), a companhia anunciou uma delas: vai marcar conteúdo político patrocinado e indicar quem está pagando por ele.

Mais precisamente, os anúncios com temática política deverão ter uma marcação na parte superior com os dizeres “Pago por” seguido do nome da entidade ou pessoa física responsável por promover aquele conteúdo na rede social.

 

Tem mais: se os anúncios forem marcados especificamente como eleitorais — fazem campanha direta para um candidato, por exemplo —, eles receberão a identificação “Propaganda Eleitoral”. O CPF ou CNPJ do responsável por promover anúncios desse tipo será informado junto à marcação.

Para veicular anúncios eleitorais na rede social, partidos políticos e candidatos deverão se registrar no Facebook e submeter documentos como número de CPF / CNPJ e comprovante de endereço para validação cadastral. Somente depois disso é que as campanhas serão liberadas.

Os anúncios autorizados começarão a ser veiculados em 16 de agosto. O Facebook disponibilizou esta página para registro e mais informações. A companhia também promete liberar uma “biblioteca de anúncios” que indicará gastos aproximados com propagandas eleitorais, o público-alvo destas e outras informações relacionadas.

De acordo com o Facebook, o Brasil é o segundo país em que a rede social passa a sinalizar anúncios com fins políticos. O principal objetivo com as medidas de transparência é tornar o serviço um ambiente menos tóxico, por assim dizer, durante o período de campanha eleitoral.

Mas não é só por isso que as medidas foram criadas: elas estão conciliadas com um conjunto de regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Presumivelmente, as medidas também deverão ajudar o Facebook a evitar escândalos similares ao da Cambridge Analytica.

Vale relembrar que combater fake news faz parte desses esforços. Recentemente, o Facebook removeu da rede social 196 páginas e 87 perfis brasileiros acusados de disseminar notícias falsas.

Fonte: Tecnoblog

Fake News – A fofoca na internet

“A notícia falsa é um conteúdo em geral disseminado na web, que emula uma página de jornal. Tem uma manchete, tem jeitão de notícia, mas não foi produzida conforme os protocolos do jornalismo”
Francisco Brito Cruz, diretor do InternetLab

“Gilmar Mendes mandou cancelar o BBB17”, “Governo de Goiás está distribuindo bonecas com órgãos sexuais trocados”, “Pombas são moídas junto com a cerveja”, “Projeto de Lei exigirá uniforme unissex em 2018”, “Pablo Vittar ganhará programa infantil com o apoio da Lei Rouanet”, “Filho do ex-presidente Lula é visto com uma Ferrari banhada a ouro no Uruguai”, “EUA e ONU sugerem intervenção militar no Brasil”… E por aí vai.

As frases acima foram ditas na rede mundial de computadores – internet, onde desconhecidos, por meio de perfis falsos ou não, compartilharam informações inverídicas sobre determinadas personalidades, causando dúvidas aos espectadores e prejuízos morais aos ofendidos.

Difamar personalidades, mudar a opinião pública de um político, destruir a imagem de determinada empresa ou de um produto, distorcer fatos e opiniões, são alguns dos resultados deste mundo globalizado que a cada dia é mais dependente da tecnologia para se comunicar.

A facilidade de comunicação tem possibilitado a disseminação de notícias de origem duvidosa, que vem afetando periodicamente diversos brasileiros – famosos ou anônimos. Com a Zeeng,  plataforma de Big Data Analytics, você tem a informação com segurança e qualidade, pois o sistema verifica a relevância dos portais de notícia e os classifica.

A fofoca do dia a dia ganha cada vez mais forças, já que vem sendo exposta naturalmente nas redes sociais, na sua maioria: Twitter, Facebook e WhatsApp. Comportamento que, muitas vezes ingênuo, vem causando muita dor de cabeça aos citados.

Porém esse costume não é novidade. Ele acompanhou a virada dos séculos, distorcendo até a nossa história. Como exemplo na política podemos citar o que revelou Cesar Maia em sua obra “Política e Ciência” (Maia, Cesar. 1998. Editora Revan) “…500 pessoas espalhadas em vários botequins repetindo a mesma frase fazem um estrago e disseminam um boato”. Ele lembra o episódio das eleições municipais do Rio de Janeiro em 1996, em que deu uma ajudinha ao seu candidato a prefeito, Luiz Paulo Conde, para derrotar Sérgio Cabral — o ex-governador, hoje preso. Cesar Maia pediu a um assessor que colocasse 150 pessoas em bares tomando café e dizendo “Eu soube que o Cabral vai renunciar”. Adivinhe? Conde foi eleito.

Recentemente podemos citar o caso da vereadora do Psol, Marielle Franco, assassinada em março de 2018, que teve seu nome exposto de forma completamente leviana nas redes sociais, onde políticos “notáveis” citaram a líder comunitária Marielle como “ex-esposa do Marcinho VP”, traficante que comandava o tráfico na zona sul do Rio, “usuária de maconha” e “defensora de facção rival e eleita pelo Comando Vermelho”.

O departamento jurídico do Psol, familiares e voluntários mobilizaram uma força-tarefa para desmascarar os autores das “Fake News” que difamaram a vereadora, e junto ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) buscam punição dos autores, sendo que boa parte deles se desculparam publicamente e desmentiram os boatos.

Mas, do que vale a desculpa e o sentimento de arrependimento quando a notícia já se espalhou e já causou dor e sofrimento ao ofendido, assim como aos seus familiares, amigos e colegas de trabalho? O compartilhamento de notícia falsa pode acarretar consequências jurídicas graves para o autor da postagem, já que o abalo causado à vítima não é apenas moral ou em seu círculo de amigos, mas também material, como pode ocorrer em virtude da dispensa de um emprego.

Desta forma, além de incorrer em responsabilidade criminal, onde será apurado a conduta por crime de calúnia, injúria e difamação, a vítima ou até mesmo seus familiares (dano moral reflexo), podem buscar uma reparação civil na justiça com objetivo de recebimento de indenização.

No Brasil, em vista ao regime democrático, a verdade não é absoluta e o uso da internet é cercada por princípios, como a preservação e a garantia da neutralidade da rede (art. 3.º, inciso IV, Lei 12.965/14) e a liberdade de expressão, comunicação e manifestação de pensamento (art. 3.º, inciso I, Lei 12.965/14), e tem como objetivos o acesso à informação, ao conhecimento e à participação na vida cultural e na condução dos assuntos públicos (art. 4.º, inciso II, Lei 12.965/14).

“E ainda temos o Marco Civil na Internet – Lei nº 12.965/14 que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil, o qual deve ser observado não somente pelos usuários, mas também pelas empresas de comunicação em massa.”

Logo, todo cuidado é pouco. Sempre se deve procurar saber a fonte da informação, buscar verificar a notícia em um site jornalístico sério e de qualidade. E sempre desconfiar do apelo exagerado à sensação – sensacionalismo –, que viralizamos sentimentos de ódio, raiva, medo e revolta.

Afinal, a educação também deve estar presente na mídia e nas redes sociais, pois quem hoje compartilha, pode estar sendo um “alvo” amanhã. Devemos valorizar a liberdade conquistada em um espaço democrático, já que toda mudança de pensamento é construída com base no conhecimento ensinado, compartilhado e adquirido pelas diversas formas de expressão.

Fonte: Justificado

Preocupado com fake news, Lula desmente candidatura com Pabllo Vittar

As mídias sociais horizontalizaram a comunicação, mas também popularizaram as fake news. Em um mundo que qualquer usuário compartilha informações que podem ser vistas por milhares de pessoas, diversas postagens tomam proporções gigantescas. E em tempos eleitorais, esta forma de gerar conteúdos ganha um espectro ainda mais enviesado.

Uma das últimas demonstrações desta maneira de espalhar notícias aconteceu com Lula. Na última semana, o político anunciou que sua chapa teria Fernando Haddad como vice-presidente, porém a nota nem teve tempo de ser divulgada e a internet já correu para eleger outros presidenciáveis.

Por meio de uma montagem sem autoria definida, a web trocou Haddad por Pabllo Vittar. Feita de maneira inverossímil, a imagem, que foi levada na brincadeira, demonstra como as eleições deste ano serão influenciadas pelas redes sociais e o quanto os partidos estão preocupados com o fenômeno.

Tida como uma “brincadeira” que poucas pessoas acreditariam, a fake news ativou o alerta vermelho do PT e fez com que ele chegasse até a postar uma nota oficial em suas redes. Confira abaixo o comunicado que agora pode chamar a atenção, mas, que daqui alguns meses, poderá ser praxe nas páginas oficiais de presidenciáveis:

Está circulando essa imagem na rede então vamos explicar: o vice de Lula é Fernando Haddad e não Pabllo Vittar, pessoal. #OBrasilFelizDeNovo #timeLula

Publicado por Lula em Segunda, 6 de agosto de 2018

Fonte: adnews

Conheça 7 formas de engajar o público com posts em mídias sociais

A interação do público é de grande importância para a detecção da popularidade e da saúde de uma empresa. Porém, para apresentar números sólidos provenientes de uma base ativa de seguidores é necessário que diversas medidas sejam tomadas para que essa taxa de vitalidade nas mídias sociais se concretize.

Para facilitar os caminhos e apontar as estratégias mais aceitas nas redes para engajar, separamos sete dicas que podem alterar o alcance de fanpages em diversas plataformas;

Confira a lista completa abaixo:

1- Procure postar coisas atuais e relevantes

No mundo de hoje, em que as informações chegam nos usuários de forma rápida, é importante buscar assuntos diferentes e que o público deseje ler. Feriados, não somente tradicionais como o Natal ou o Ano Novo, são boas pautas e atraem diferentes públicos.

2- Tenha sua própria personalidade

As pessoas farão julgamentos a respeito do seu conteúdo baseadas na forma em que são publicados, por isso é importante ser autêntico e ter uma marca registrada. Pense como se sua empresa fosse uma pessoa física e como agiria nas redes sociais.

3- Incorpore as imagens corretas para seus posts

O Buzzsumo, ferramenta de monitoramento de mídias sociais, mostrou que adicionar imagens a um post no Facebook aumenta em 2,3% o engajamento do público. Já os tweets que possuem alguma imagem podem gerar 150% mais interação. Investir nas imagens corretas é uma forma de disseminar seu trabalho pelas redes.

4- Seja transparente

O público mais exigente sabe quando está sendo enganado. Portanto, deixar os valores da marca claros e ser honesto com o público é um grande diferencial.

5- Seja ativo e interaja: responda aos comentários

Hoje em dia, os internautas gostam de sentir que fazem a diferença, e, de fato, fazem. Quando se trata da interação entre empresa e público é muito importante que haja contato, portanto, procurar se comunicar com os clientes faz com que eles queiram voltar.

6- Peça por feedbacks e sugestões

Para buscar melhora é importante ouvir opiniões e sugestões que saiam da zona de conforto. Solicitar feedbacks e sugestões por meio das redes sociais são formas de agregar diferentes conteúdos e trazer outras pessoas para dentro da empresa.

7- Planeje conteúdo

Organização sempre será uma das chaves do negócio. Ter uma agenda de planejamento fará com que o conteúdo esteja atualizado e não correrá o risco dele se repetir nas redes.

Fonte: adnews

IGTV – Nova Geração do Vídeo

IGTV – Saiba como usá-lo em sua estratégia de comunicação

O Instagram lançou mais um serviço e vale conhecer melhor a novidade, pois em breve ela tende a ser adotada por diversas empresas, inclusive do seu setor de atuação.

O serviço, conhecido como IGTV, é uma plataforma de vídeo integrada ao app Instagram, e permite aos usuários a publicação e visualização de vídeos longos, no formato vertical.

Sem dúvidas, este lançamento provoca uma ruptura no mercado de vídeo e grandes mudanças são aguardadas. Quer saber mais? Confira o material que nossos queridos parceiros do Grupo CDI prepararam sobre este lançamento.

Baixe o guia sobre essa nova ferramenta do Instagram e aprenda como utilizar o IGTV em sua estratégia de comunicação.

Facebook | Sistema de verificação de notícias chega ao Brasil na próxima semana

O Facebook anunciou que seu sistema de checagem de notícias e indicação de fake news chega na próxima semana ao Brasil. Já em operação nos Estados Unidos e diversos países da Europa, o recurso faz com que informações falsas tenham seu alcance orgânico reduzido de forma significativa, de forma a reduzir sua disseminação. O mesmo vale para as páginas que forem acusadas de compartilharem tais links repetidamente.

Por aqui, duas instituições serão responsáveis pela verificação das notícias: a Agência Lupa e a Aos Fatos. Ambas já trabalham há algum tempo no ramo da checagem de informações e, na parceria com o Facebook, lidarão principalmente com as denúncias feitas pelos usuários e indicarão links relacionados que trarão mais contexto ou contestarão as publicações originais. Ao tentar compartilhar uma nota comprovadamente falsa, os utilizadores ainda verão notificações sobre a falta de confiabilidade daquele conteúdo.

A ideia é repetir, por aqui, o sucesso da empreitada nos Estados Unidos, onde o Facebook alega que as fake news tiveram uma redução de cerca de 80% no alcance orgânico. O momento é crucial, na aproximação das eleições presidenciais, que acontecem em outubro, e faz parte das iniciativa da rede social para garantir que a manipulação ocorrida durante o pleito americano de 2016 não aconteça de novo em casa e também outros países.

Sistema de checagem de notícias do Facebook traz selos e links relacionados (Imagem: Divulgação/Facebook)

Esse caráter foi enaltecido por Tai Nalon, diretora da Aos Fatos, afirmando que a parceria é crucial para garantir o acesso à informação verificada em um “momento crítico da história brasileira”. Já Cristina Tardáguila, da Agência Lupa, se disse feliz de embarcar na empreitada junto com o Facebook, acreditando na melhora do debate público e em seu impacto junto à sociedade.

O lançamento internacional da ferramenta de checagem chega após grandes turbulências. Ao ser lançada como um método de demonstrar aos usuários que links compartilhados poderiam ser mentirosos, o Facebook percebeu que tal indicação não apenas não resolveu o problema como o amplificou, motivando usuários, movidos por posicionamentos políticos, a compartilharem os links falsos ainda mais. Daí veio a mudança, reduzindo a agressividade das notificações em prol de links relacionados verificados ou dados que tragam contexto e informação verídica.

Fora o feedback da comunidade, o Facebook também terá algoritmos que ajudarão a indicar possíveis fake news. Todas serão remetidas aos verificadores de fatos que, caso comprovem se tratar de informações falsas, reportarão de volta à rede social. Aí, então, acontece a inclusão de matérias relacionadas e a redução de alcance orgânico, ou, então, a indicação de que aquele conteúdo foi verificado pelas agências credenciadas.

Além disso, como forma de minar ainda mais a disseminação de fake news, conteúdos comprovadamente falsos, de acordo com a visão dos checadores, não poderão ter seu alcance impulsionado por meio de campanhas pagas. Administradores de páginas que compartilharem fake news também serão notificados sobre isso para que possam tomar providências, podendo, também, perder completamente a possibilidade de adquirir anúncios na plataforma.

Fonte: Facebook

Resumão do F8 – conferência anual do Facebook

Anualmente, o Facebook realiza sua conferência para anunciar posicionamentos novos, mudanças, evoluções. Em meio aos escândalos que envolvem a empresa, o F8 apresentou muitos recursos de inteligência artificial, realidade aumentada e virtual. Mas um dos temas que mais chamou a atenção foi a proposta de criar um concorrente do Facebook para o Tinder (a empresa de relacionamentos respondeu prontamente). E há quem diga que a companhia de Zuckerberg segue com os planos de dominar toda a internet. Veja sugestões de como usar as novidades em empresas de mídia. Destacamos alguns dos principais fatos tratados, caso não tenha conseguido acompanhar:

  • WhatsApp Business terá grandes empresas como foco e disponibilidade de vídeochamadas em grupo;
  • Uso do Whatsapp já é maior que do Instagram e Facebook (450 milhões de usuários/dia);
  • Conteúdos de stories devem, em breve ultrapassar os do feed;
  • Amigos continuam com prioridade de relevância na linha do tempo;
  • Investimentos e iniciativas para a disseminação de notícias locais;
  • Instagram terá videochamadas e adiciona ferramenta anti-bullying e integração com aplicativos de terceiros;
  • Possibilidade de realização de pagamentos via Messenger.

Confira todos os vídeos do evento na Pagína do Facebook for Developers 😀

A face não tão bela do Big Data

Microtargeting não nos parece tão malévolo quando a Netflix nos sugere o filme perfeito para o momento, certo?

Quem não exclamou algo parecido com “é um absurdo!” sobre o recente escândalo envolvendo Facebook e Cambridge Analytica? Parece inadmissível considerar que empresas estejam usando nossas informações compartilhadas em uma rede social para nos manipular, principalmente porque não os autorizamos a usar estes dados. Mas talvez esta revolta não nos dê a visão mais completa.

No caso específico da Cambridge Analytica, tudo começou com o psicólogo e cientista de dados Michael Kosinsky, interessado em como a personalidade poderia afetar decisões, comportamentos e preferências. Ele criou um aplicativo de Facebook que prometia mapear a personalidade das pessoas a partir de suas respostas, ao mesmo tempo em que coletava dados pessoais dos usuários. A autorização era solicitada com uma frase parecida com “permitir que o aplicativo acesse seus dados de perfil” – certamente o leitor se lembra de já ter visto isso em alguma ocasião. Munido de uma gigante base de dados, Kosinsky criou um algoritmo preditivo relacionando os elementos de personalidade com o comportamento dos usuários no Facebook e divulgou o estudo. Daí ao uso deste tipo de dados e algoritmos para persuadir eleitores, foi um pulo.

Mas o que a estratégia da Cambridge Analytica tem de tão inovadora? Se entendermos eleitores como consumidores, pouca coisa. Eles usam dados individuais para gerar mensagens convincentes dentro do objetivo que têm, que poderia ser vender sabão em pó da marca A, mas é convencer a votar no candidato B. Na eleição de Trump, por exemplo, se você fosse eleitor nos Estados Unidos, poderia ter recebido mensagens dizendo “não vote em ninguém”, “vote em Trump”, “Hillary não é confiável” ou diversas outras, conforme sua propensão a concordar com isso ou aquilo. A estratégia se chama microtargeting e é a evolução da mídia de massa: em vez de enviar a mesma mensagem a muitos consumidores, o uso de dados como filtros direcionadores permite a comunicação de maneira one-to-one, em que a empresa pode dizer exatamente o que o consumidor espera ouvir.

Nós queremos que empresas armazenem nossos dados e os utilizem para gerar experiências de compra personalizadas

Veja por outro lado: microtargeting não nos parece tão malévolo quando a Netflix nos sugere o filme perfeito para o momento, certo? Ou quando buscamos algo específico no Google e a resposta ideal aparece logo no primeiro link patrocinado. Aliás, isso é justamente o que queremos hoje enquanto consumidores: customização. Esperamos que ao acessar o aplicativo de transporte nossas preferências de destino estejam salvas, que ao chegar a uma nova cidade outro aplicativo nos sugira restaurantes de acordo com nossas preferências, e que ao fazermos compras on-line possamos, na sequência, receber ofertas de produtos que “combinem”. Nós queremos justamente que empresas armazenem nossos dados e os utilizem para gerar experiências de compra personalizadas. Qual, então, o problema ético com a Cambridge Analytica, se ela fez essencialmente o mesmo? Falta de transparência? Tratar eleitores como consumidores? Ambos?

A linha limítrofe é tênue. Transparência na coleta de dados é fundamental para que a conduta seja ética e o consumidor não se sinta desrespeitado, mas não vejo, sinceramente, este fator como o centro da discussão. A busca por prazer e felicidade se tornou algo tão intenso nos últimos anos, com objetivos tão imediatistas e de curto prazo, que o risco do compartilhamento de informações parece pequeno no instante da decisão. Tornar a coleta mais transparente não fará com que deixe de acontecer. Veja a configuração do seu celular: quantos aplicativos monitoram sua localização geográfica em tempo real, oferendo em troca rapidez e customização?

Ao lado da “irresponsabilidade” dos consumidores, a forma como os dados são adquiridos é outro dos elementos centrais. A Cambridge Analytica não coletou dados, não pediu autorização aos eleitores ou ofereceu algo em troca; ela simplesmente comprou a base de dados do Facebook, plataforma que vende diversão, e os usou para criar uma comunicação convincente. Isso não pode acontecer em um mercado pautado por respeito, e é preciso que encontremos meios legais de garantir que não se repita no futuro. Regulamentar o acesso aos dados é vital para que não desvirtuemos a essência do uso de Big Data.

Um último ponto: deveria haver um limite para a persuasão. A medida de quão longe uma empresa pode ir utilizando dados dos consumidores não está definida e não sabemos qual a distância entre oferecer um produto e direcionar um voto. Talvez a Cambridge Analytica tenha feito um favor à sociedade, ao iluminar um problema que precisa ser resolvido. É hora de desmistificar o uso de Big Data, aceitar que nossa realidade hoje está apoiada na coleta e armazenamento de dados e, juntos, construir diretrizes que regulamentem seus pormenores.

Temos de lembrar que o uso de Big Data tem seu lado positivo e ele é enorme. Na área de saúde, por exemplo, o compartilhamento de dados de pacientes gera pesquisas que auxiliam no avanço de tratamentos e na criação de condutas adequadas. No direito, há algumas iniciativas que utilizam Big Data para auxiliar advogados e juízes a tomar melhores decisões. Existem índices de violência sendo criados pelo compartilhamento de dados, aqui mesmo no Brasil, cujo objetivo é aumentar a segurança pública. Todos partem de dados individuais para, de alguma forma, influenciar positivamente a vida de outras pessoas. Usar dados para customizar ações não é um problema em si, mas pode se tornar um – e dos grandes – sem atitudes éticas.

Agora dá para procurar emprego pelo Facebook

Quem está em busca de emprego agora pode contar com o Facebook de maneira mais prática. A rede social começou a expandir sua ferramenta de pesquisa por vagas para 40 países nesta quarta-feira, 28, incluindo o Brasil. O serviço estava em testes nos Estados Unidos e Canadá desde o ano passado.

Já é possível acessar facebook.com/jobs para encontrar as vagas em anúncio no Brasil, tanto no celular quanto no PC. Porém, nem todos os usuários já têm acesso à novidade, que parece estar sendo distribuída lentamente. Ao Olhar Digital, o Facebook disse que o recurso estará acessível a todos nas próximas semanas.

Quem procura emprego pode ir até a página oficial da ferramenta, ir até o Marketplace do Facebook ou até o feed de exploração da rede social. As vagas podem ser filtradas por local, área de conhecimento ou modelo de contratação (tempo integral, estágio etc.), entre outras opções.

É mais ou menos como funciona outra rede social voltada ao mercado de trabalho, o LinkedIn, comprado pela Microsoft em 2016. O Facebook até ajuda o usuário a criar um currículo padronizado, com informações de contato, experiência e outros dados.

Quando alguém se candidata a uma vaga, apenas a empresa que fez o anúncio pode ver essa informação. Ela não aparece no perfil do usuário e nem no feed dos seus amigos. O contato entre candidato e empresa também poderá ser feito através do Messenger.

Já as empresas também ganham uma ferramenta padronizada para o anúncio de vagas, incluindo descrição das funções, exigências, salário previsto e local de trabalho, entre outros dados. Será possível até pagar para que os anúncios cheguem a mais pessoas.

Nesta concorrência com o LinkedIn, o Facebook chega pouco tempo depois que o Google também estreou no Brasil uma ferramenta de procura por emprego integrada ao serviço de Busca.

Fonte: Olhar Digital

Guia de SM 2018: Tamanhos e tipos de imagem para cada rede neste infográfico

O Facebook periodicamente muda seus algoritmos, a ordem de posts, quais tipos de páginas/relações terão maior visibilidade na TL e por aí vai. Quem trabalha com social media sabe como tantas transformações podem acabar “embananando” a cabeça. Para dar uma ajudinha a todos esses profissionais, a equipe da Make a website hub reuniu um guia de tamanhos de imagem de mídia social 2018.

O infográfico descreve todas as dimensões e detalhes da imagem atual para cada rede social, juntamente com os tipos de imagem a serem usados.

Fonte: Make a Websitehub.com