Branded data e big content

Porque a revolução do big data não revolucionou a produção de conteúdo das marcas, ainda feita de uma maneira 1.0 e na base do achismo?

O melhor diagnóstico não saiu de nenhuma agência, consultoria nem diretoria de marketing, mas do Supremo Tribunal Federal. Há alguns meses, antes de apresentar uma batelada de estatísticas, o ministro Luís Roberto Barroso cravou: “Brasil é aquele país em que as pessoas acham, mesmo sem nunca ter procurado”. É a melhor descrição da forma como é feita boa parte do conteúdo para as marcas, hoje. De uma maneira 1.0, na base do achismo. “Eu sei que minha audiência vai gostar disso.”

Dados estão na base do trabalho dos mídias, das equipes de SEO, dos planejadores e diversas outras disciplinas. Mas não da produção de conteúdo, onde continua prevalecendo a lógica da superideia genial, como acontecia na criação publicitária dos tempos de Mad Men.

Claro, estamos na era do big data. Uma quantidade imensa de dados é coletada por meio de pesquisas de opinião, registros de algoritmos, interações com audiências e dispositivos. Mas pouquíssimos desses dados chegam vivos ao fim da longa jornada do dashboard, aos relatórios dos analistas e dali à cabeça dos planejadores e criadores de conteúdo. Parte da culpa é dos prazos, costuma-se dizer. Mas um tanto disso se deve ao processo dentro do qual os conteúdos são contratados e produzidos. Agências de publicidade, RP e digitais, houses, consultores de comunicação e estúdios de conteúdo mobilizam exércitos de analistas para produzir muitos relatórios e poucos insights.

Entretanto, da escolha de palavras até o design, da trilha sonora à foto do native, tudo só tem a ganhar com um banho de dados. Exemplo engraçado? Pesquisadores do Facebook decidiram saber como os americanos riem na rede social. “Haha” ou “hehe”? E o clássico “LoL”? Foi só puxar. A maioria das pessoas prefere “haha” (51%). Depois vêm os emojis (33,7%). “Hehe” em terceiro (12,7%) e “LoL” na lanterna (1,9%). O brasileiro “kkk” não entra na pesquisa, porque lá o significado da sigla — Ku-Klux-Klan — não tem graça nenhuma. A pesquisa também descobriu as diferenças demográficas. Em Chicago e Nova York, o emoji reina. Em Seattle e San Francisco, é “haha”. Jovens preferem emojis. E qual a importância disso? Pode ser considerável para quem fizer uma campanha usando “LoL” e achar que está falando a língua de sua audiência, quando na verdade está pagando de “vovô é uma brasa”.

Esse tipo de dado, que está no dia a dia de quem compra palavras-chave, tem aplicações muito importantes no mundo do conteúdo, quando se precisa trabalhar com segmentação, inclusão e nichos. Ou quando se trata de temas específicos e delicados, como saúde, questões étnicas ou de gênero. Mesmo nos veículos de comunicação que têm estúdios de native advertising, os dados de keywords e audiência levantados pelas redações raramente geram inteligência para o conteúdo produzido para marcas.

Em geral, apenas a ponta do iceberg dos dados é usada. Sabe-se qual é o perfil do público que se quer atingir, ou a posição de um produto em relação a seus concorrentes. Mais ou menos as informações usadas para fundamentar uma campanha de marketing nos anos 1990. Monitorar o sucesso de posts e o compartilhamento de vídeos é rotina. Mas a disputa pela audiência no YouTube, hoje, ainda é a mera reencarnação da guerra dos domingos de 20 anos atrás, quando Gugu Liberato e Faustão tentavam se superar imitando programas americanos e procurando atrações cada vez mais bizarras — de olho em uma única variável, o número de TVs ligadas. Os youtubers continuam produzindo conteúdo para as marcas com base em um briefing básico, uma explicação sobre a identidade da marca que os contratou, muita empolgação e nenhum método, em busca simplesmente de visualizações.

Só que hoje é possível acessar muito mais informação sobre a repercussão dos conteúdos veiculados do que em qualquer momento da história. E usar essa informação para gerar novos conteúdos de maneira mais inteligente e eficiente. Mas talvez seja pedir muito, quando muitas pesquisas não incluem nem sequer um google para saber o que o youtuber tinha postado no verão passado.

Fonte: Meio & Mensagem 

Análise preditiva: o futurismo aplicado no marketing digital

A habilidade de prever o futuro seria gloriosa, imagine se pudéssemos saber o que aconteceria no dia de amanhã, poderíamos evitar muitos problemas e tomar decisões mais assertivas. Pois, saiba que no mundo corporativo o marketing digital já torna isso possível graças à inteligência artificial e análise preditiva.

A Análise Preditiva é uma forma de prever padrões comportamentais do seu público interno e externo. Essa ferramenta visa antecipar possíveis acontecimentos, como crises econômicas e picos de crescimento. Tudo isso, aliado ao uso de ferramentas com machine learningbig data, além da inteligência artificial em si.

Em uma série denominada “Prevendo o Futuro“, lançada pela empresa americana IBM –  Internacional Business Machinejá destacava“[…] a análise preditiva tem estado presente por muitas décadas. Um tema em destaque na academia por muitos anos, sua relevância no segmento de mercado cresceu juntamente com a quantidade de dados sendo capturados pelas pessoas […]”.

Qual sua relevância como estratégia aplicada no marketing digital?

Como estratégia aplicada no marketing digital a análise preditiva é essencial para gerenciar possíveis crises e identificar qual será o “ápice” de sua empresa, reduzindo gastos e ganhando tempo em relação aos concorrentes. Além de auxiliar na segmentação e nutrição de leads, pois com base nos dados de “gostos” do nosso público podemos trabalhar de maneira mais efetiva nosso marketing de conteúdo.

Análise Preditiva aplicada na prática

Imagine que estamos entrando no inverno. Trabalhamos em uma empresa focada em vender jaquetas de couro de veludo para mulheres. Nossos produtos estão em alta, porém devemos fazer um planejamento de vendas para o ano seguinte. Com auxilio da análise preditiva podemos elaborar uma estratégia examinando questões como:

  • Percentual de vendas no verão;
  • Peças a serem produzidas nesse intervalo de tempo;
  • Investimento em marketing digital.

A estratégia utilizada pode evitar que a empresa entre em colapso durante os meses de verão. Assim, chegamos a conclusão de que nesse intervalo de tempo, nosso público-alvo não está focado em adquirir nosso produto.

Além do mais, concluímos que a produção de jaquetas poderia ser menor, por conta do número de interesses, e o investimento em marketing digital poderia ser otimizado. Ou seja, a análise preditiva fez com que nossa empresa ficasse preparada para lidar com a baixa demanda de vendas, e nos ajudou a mediar nosso orçamento.

Fonte: Paraná Portal

LinkedIn anuncia campanha global para questionar o que é sucesso

O Linkedin estreia nesta segunda-feira (3), no Brasil, a campanha digital “Juntos Nessa”. A divulgação é uma adaptação da campanha global “In It Together”, lançada em janeiro, durante o intervalo comercial do Golden Globe Awards.

A campanha é a primeira da marca no Brasil e traz peças publicitárias feitas a partir de histórias reais dos usuários da rede social profissional. A criação é da agência americana Brands2Life.

Os anúncios, feitos com três usuários brasileiros, têm como objetivo estimular um debate sobre diferentes conceitos de sucesso e mostrar que o LinkedIn oferece suporte aos profissionais que ali estão para construção da sua comunidade, sejam eles de uma grande indústria, pequenos empreendedores ou com profissões que geralmente não são vistas na rede com frequência.

“Queremos mostrar que o LinkedIn é um espaço democrático, não só para pessoas com cargos de alta liderança. Para isso, buscamos nas histórias reais e inspiradoras de pessoas que encontraram no LinkedIn uma oportunidade de criar laços ou ainda, sua própria identidade como profissional”, explica Erica Firmo, gerente de comunicação do LinkedIn para a América Latina.

Dentre as histórias da campanha estão a de um grafiteiro, uma ex-publicitária que virou chef de comida vegana crua e uma trainee de marketing. Eles foram convidados para uma sessão de fotos e em seguida, criaram artigos para o LinkedIn respondendo à pergunta: “o que é sucesso para você?”.

Acompanhada da hashtag #JuntosNessa, a campanha circulará durante todo o mês de setembro, nos canais digitais da empresa, incluindo o Facebook, Instagram, Twitter e o próprio LinkedIn.

 

 

Fonte: AdNews

A revolução do Google completa 20 anos

Buscador lançado em 1998 foi o primeiro passo para uma série de inovações que a empresa fundada em uma garagem traria para o mundo

Se o Google mudou completamente a forma como pesquisas e buscas são feitas na internet, esta é apenas uma das inovações que a empresa trouxe para o mundo como hoje conhecemos. Da revolução que o YouTube gerou na forma de consumir mídia – plataforma adquirida em 2006 pelo Google – , passando pela rede social que talvez tenha sido a primeira de sucesso, o Orkut, lançado pela empresa em 2004, até o acesso mais fácil a conteúdo em outras línguas com o Google Tradutor, as transformações que o Google e suas ferramentas trouxeram para o mundo envolve diversas etapas e ainda está em curso.

A história do Google remete ao ano de 1996, quando Larry Page e Sergey Brin, ainda estudantes da Universidade de Stanford, desenvolveram a primeira versão do motor de buscas. Mas é em 4 de setembro 1998 que ele é registrado como empresa, operando ainda na garagem de uma casa de uma amiga dos dois, localizada na Califórnia. Por isso que o dia de hoje marca a data em que o buscador começou a operar, embora o Google comemore oficialmente no dia 27 de setembro.

O que vale resgatar nestas duas décadas de atividades do Google é a relevância que a empresa tem não só nas inovações tecnológicas que trouxe mas, principalmente, nas mudanças que gerou no comportamento da sociedade. “É um caso impressionante porque antes tínhamos um outro buscador, o Yahoo, e ninguém lembra mais dele. Este sistema de compartilhamento de informações trouxe uma revolução geral em termos de consumo de informações”, observa Eduardo França, coordenador de publicidade e propaganda da ESPM-Rio. Com suas ferramentas, o Google ainda impactou diretamente o marketing digital, lembra o pesquisador.

Em abril deste ano, o Google promoveu um evento já em celebração aos 20 anos de seu serviço de buscas. Nele, revelou que 15% das consultas no Google são inéditas; 130 trilhões de endereços web já foram buscados pelo Google, e 0,25 segundo é a média de tempo de resposta a uma pesquisa. Em um cenário global em que a popularização dos smartphones é crescente, hoje 50% da buscas no Google já são feitas por celulares. Com tecnologias como o Android, revolucionou ainda sistemas operacionais e hoje domina este mercado. Investindo em projetos como YouTube Space – são dez centros como este no mundo, um dos maiores deles localizado no Rio de Janeiro – mira na capacitação de produtores de conteúdo para a plataforma YouTube.

Operando no Brasil desde 2005, o Google conta com vários escritórios no País. Em São Paulo estão localizados as operações de vendas, o Google Campus para empreendedores e o Google Partner Plex, para clientes e parceiros. Em Belo Horizonte, o Google lançou um centro de engenharia e no Rio está o YouTube Space.  Segundo a assessoria de imprensa do Google, o Brasil é o único país do mundo a possuir todos esses tipos de instalações. Hoje a empresa conta com mais de 700 funcionários em São Paulo e mais 120 no centro de engenharia de Belo Horizonte.

Entre janeiro de 2017 e maio de 2018, o Google investiu R$ 700 milhões no Brasil em projetos como cabos submarinos, uma das iniciativas da empresa para melhorar a infraestrutura na América Latina. Parte da verba também foi destinada ao Cloud Region, que tem como foco os clientes que usam o a plataforma de nuvem Google Cloud; o objetivo foi processar dados e aplicações em um local mais próximo para reduzir o tempo de latência para acesso, por exemplo. O valor investido pelo Google no mercado nacional envolveu ainda o lançamento há um ano do YouTube Space no Rio de Janeiro, projeto que visa apoiar produtores de conteúdo oferecendo uma infraestrutura profissional, acesso a estúdios e workshops ligados à tecnologia e audiovisual. Com oito plataformas com mais de um bilhão de usuários –  Busca, Android, Chrome, YouTube, Maps, Play Store, Gmail e Drive –, o Brasil é hoje está entre os cinco principais mercados do Google, não apenas em tamanho, mas também em engajamento.

Fonte: Meio e Mensagem

As 100 palavras mais pesquisadas no Google

As tendências de busca sempre mudam, o que pode dificultar o acompanhamento do que acontece no mercado. Diante de tantas alterações, torna-se impossível se informar sobre as mudanças gerais, mas conhecer um quadro mais amplo pode ser útil, não apenas para ver interesses atuais, mas também para acompanhar tendências mundias.

Para ajudar nisso, as equipes da Ahrefs e da Siege Media se uniram para analisar os termos mais pesquisados no Google entre usuários nos EUA nos últimos 12 meses (terminando em 1º de junho de 2018).

Confira o infográfico:

 

 

Fonte: AdNews

Google relembra momentos marcantes da empresa em seus 20 anos de história

O Google, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, completou 20 anos nesta terça-feira (20). No entanto, dois anos antes a dupla criadora da companhia, já havia começado a idealizar alguns projetos.

No decorrer dos anos a ideia de Larry Page e Sergey Brin de construir um buscador mais inteligente se aprimorou e tornou o Google na empresa que é hoje. Confira alguns momentos:

 

Fonte: AdNews

O cuidado das marcas com interações polarizadas no digital

Estudo da Hello, que aponta que a publicidade online segue enfrentando rejeição dos internautas, corrobora a luta pela atenção dos anunciantes, preocupados com comentários negativos

Fortalecimento de pautas feministas, LGBT e políticas são alguns exemplos de manifestações sociais que eclodem, diariamente, nas redes. Segundo Davi Bertoncello, CEO da agência de pesquisa de mercado e inteligência Hello, o brasileiro já é reconhecidamente um povo sociável e conectado à internet. “O mundo online já se fundiu ao off-line”. Atentas a esse movimento, as marcas vêm construindo relacionamentos com seus consumidores no digital. No entanto, as intensas interações polarizadas, entre brandlovers e haters pressionam anunciantes, preocupados permanentemente em não cometer deslizes capazes de gerar uma enxurrada de comentários contrários e negativos às marcas.

Quase metade (49%) dos internautas possui interesse pelas redes sociais de anunciantes que admiram, 22% a mais que os números de 2016. O dado é da Hello, que, por meio do estudo Papo Digital, realizou entrevistas digitais com mais de 1.400 pessoas, maiores de 16 anos e integrantes das classes A, B e C. A pesquisa foi realizada entre 3 e 8 de maio deste ano.

Apesar da receptividade do público em relação às marcas no ambiente online, a publicidade na internet segue enfrentando rejeição. Cerca de 50% dos participantes do estudo da agência de pesquisa de mercado e inteligência admitem bloquear publicidade na internet, quando possível. De acordo com Davi, as pessoas deixam de lado anúncios ruins ou sem relevância. “Além disso, aqueles conteúdos publicitários que representam uma barreira à navegabilidade acabam não sendo aceitos”. Segundo o profissional, para que a comunicação consiga atingir o cliente, é preciso batalhar pela atenção.

O Papo Digital mostra, por exemplo, que 48% do público presta atenção em publicidade em posts das redes sociais, 35%, em banners e pequenos anúncios nos sites, e 33%, em vídeos. Mas, 56% estão compartilhando filmes publicitários se gostam de suas mensagens. O CEO da Hello explica que conteúdo audiovisual tem o maior potencial de engajamento online, “basta ver a importância de Youtube e Netflix para as audiências ou como, ao longo do tempo, serviços como Facebook e Instagram abriram cada vez mais espaço para compartilhamento de vídeos”. Diferente da TV, onde a mensagem é exibida para uma audiência de forma massificada, pela internet é possível atingir os públicos de forma segmentada, “o que demanda uma necessidade ainda maior de conhecer os clientes, seus valores, o uso que fazem em cada rede social e em qual momento da jornada online do consumidor a marca deseja impactá-lo”.

Nike (18%) e Adidas (15%), Samsung (7%) são as marcas mais admiradas, segundo estudo da Hello. Confira ranking completo dos anunciantes mais adorados pelos consumidores:

 

 

Ainda segundo o estudo da Hello, os jovens (67%) – de 16 a 24 anos – são os mais ativos na internet. Para Davi, esse público, desde cedo, está acostumado a desbravar o online. Nas redes sociais, o principal objetivo é a comunicação com amigos e familiares. “Isso explica o Instagram ser tão utilizado quanto Facebook e Whatsapp. Fora isso, ainda existe a questão intrínseca da busca de maior aceitação social que ocorre durante essa fase da vida, que gera uma necessidade de expandir a rede de contatos e competir pelo número de amigos nas redes, likes e compartilhamento”.

Apesar do engajamento dos jovens, as marcas não podem deixar de construir peças para um público mais velho – a partir de 55 anos. “Os anunciantes precisam lembrar que esse público se relaciona com o universo digital de forma diferente”, aponta o CEO. Segundo Davi, os seniores estão preocupados em postar notícias e assuntos ligados à saúde e causas sociais e menos interessados em expor seus gostos e seguir influenciadores e celebridades. “Vale lembrar também que outro público muito negligenciado pelas marcas é aquele formado por pessoas com deficiência. Apesar de formarem a maior minoria do mundo, com um bilhão de pessoas, e no Brasil serem 20% da população, nem 1% do conteúdo digital das grandes marcas brasileiras são acessíveis”, aponta.

A Hello mostra que a TV (53%) ainda é o meio que mais chama a atenção para anúncios. Diferentemente do Brasil, no mundo os investimentos de publicidade em meios digitais já superam os de televisão. “No País, a grande sacada é conseguir aproveitar essa descentralização dos canais de comunicação tradicionais e digitais para atingir seu consumidor de forma inteligente. É possível definir qual público atingir em cada meio, mas também quando, ou qual o melhor momento da jornada de um cliente para transmitir certa mensagem”, diz.

Veja os meios de publicidade que mais recebem atenção de acordo com o perfil do público (%):

Fonte: Meio e Mensagem

22% dos brasileiros deletaram uma conta de rede social nos últimos 12 meses

Percentual sobe para 27% entre os jovens de 18 a 24 anos, segundo pesquisa da Mintel. Mesmo assim, 68% dos usuários acessam de duas a quatro redes diferentes diariamente

Uma nova pesquisa divulgada pela Mintel nesta quinta-feira, 30, sobre atitudes e hábitos no uso de mídias sociais indica que mais de um em cada cinco (22%) brasileiros afirmam ter deletado alguma conta de rede social nos últimos 12 meses — período em relação a abril de 2018. Os resultados apontam, ainda, que 68% dos usuários de redes sociais acessam de duas a quatro redes diferentes diariamente. A amostra do levantamento é de 1.501 usuários de internet com 16 anos ou mais, das regiões Sudeste (53%), Nordeste (20%), Sul (13%), Centro-Oeste (7%) e Norte (7%).

“Uma das possíveis análises é a de que essa seja uma tentativa de controlar e diminuir o tempo que passam nas redes sociais, já que os brasileiros possuem uma frequência elevada de acesso às redes sociais. Uma outra hipótese é a de que, justamente por possuir perfis em diversas redes sociais, os brasileiros, especialmente os mais jovens, deletem suas contas em redes sociais que já não despertam tanto seu interesse”, comenta Ana Paula Gilsogamo, especialista em pesquisa de consumo da Mintel. A porcentagem entre os usuários de redes sociais com idade entre 18 e 24 anos que mencionaram ter deletado uma conta em rede social é de 27%.

Em relação ao uso, 83% dos respondentes mencionaram acessar o WhatsApp várias as vezes ao dia; 62%; o Facebook e 50%, o Youtube. Em outra pesquisa realizada pela Mintel, sobre o Estilo de Vida dos Millennials, 23% dos entrevistados afirmaram estar tentando ficar mais tempo desconectado do mundo digital (como, por exemplo, usar menos o celular e redes sociais), uma porcentagem próxima daquela que mencionou ter deletado alguma conta em rede social.

Conteúdo relevante
Apesar de toda a repercussão em torno das fake news e dos movimentos de verificação de conteúdo publicado na internet, o público continua habituado a se informar pelas redes. A pesquisa indica que três em cada cinco (65%) brasileiros usam as redes sociais como sua principal fonte de informação e sete em dez (73%) dizem que gostam de acompanhar notícias e artigos nessas redes.

Já 68% dos respondentes concordam que o conteúdo postado ou compartilhado por amigos e familiares são os que mais chamam a sua atenção. Um pouco mais da metade (38%) afirma que o conteúdo criado por marcas é o que mais têm interesse em acompanhar. O percentual é alto em relação a outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, 16% dos usuários de mídia social afirmaram se engajar com o conteúdo criado por marcas. Já 63% dos brasileiros entrevistados afirmaram seguir suas marcas preferidas nas redes sociais. “Isso evidencia o interesse em acompanhar o conteúdo publicado por marcas, especialmente as que são suas favoritas”, destaca Ana Paula.

Quando o assunto é compartilhamento, 49% dos entrevistados dizem postar ou compartilhar conteúdo criado por outros. Enquanto 70% afirmam que postam para passar informações úteis para amigos e seguidores, de 62%, o fazem para expressar sua opinião sobre algo que discordam. Por fim, 29% dos interessados em conteúdo criado por celebridades da internet costumam compartilhar conteúdo para obter recompensas, como descontos e promoções —17% dos usuários em geral que realizam o mesmo.

Fonte: Meio e Mensagem 

Google rebate críticas de Donald Trump sobre resultados de busca

Na manhã desta terça-feira (28), Donald Trump usou o Twitter para descarregar a sua ira contra o Google. Para o presidente dos Estados Unidos, a companhia manipula as buscas para priorizar resultados com críticas negativas ao seu governo. Mais tarde, o Google soltou um comunicado refutando as acusações.

Não é incomum Trump usar o Twitter para criticar veículos de imprensa ou serviços de mídia. Porém, nos últimos dias, essas manifestações têm sido mais frequentes. No início da semana, por exemplo, o presidente acusou as redes sociais de “silenciar milhões de pessoas”, uma aparente referência às ações do Facebook e Google para apagar contas que espalham desinformação ou interferem em eleições.

Com relação ao Google, Donald Trump declarou que 96% dos resultados do buscador para “Trump News” são de veículos nacionais de esquerda que, no seu entendimento, dão apenas informações falsas ou negativas. O presidente afirmou também que, ao mesmo tempo, notícias de veículos conservadores ou republicamos são suprimidos das buscas.

Trump não revelou detalhes sobre como chegou a essa conclusão, apenas deu a entender que irá tomar providências. O jornal The Guardian sugere, porém, que o presidente faz referência a uma pesquisa do site PJ Media que sugere que os 100 melhores resultados do Google News para “Trump” trazem “um padrão de preconceito contra conteúdo de direita”.

Se de modo suficiente ou não, companhias como Google e Facebook vêm promovendo esforços para evitar a disseminação de notícias falsas em seus serviços. É natural, portanto, que queixas surjam por parte de quem se sente prejudicado com essas ações.

O que chama atenção no caso das reclamações contra o Google é que o presidente Trump parece não entender que os resultados são dinâmicos e, portanto, podem variar rapidamente em curtos intervalos de tempo ou de acordo com os hábitos de navegação de cada usuário, por exemplo.

Além disso, não raramente, os resultados exibem links para serviços de notícias como ABC, CBS, New York Times e Washington Post. Há tempos que esses e outros veículos despertam a antipatia do presidente.

De qualquer forma, o Google tratou de rebater as acusações:

“Quando os usuários inserem termos na busca do Google, nosso objetivo é garantir que eles recebam as respostas mais relevantes em questão de segundos. O mecanismo não é usado para definir uma agenda política e nós não influenciamos os resultados em prol de nenhuma ideologia política.”

 

 

Fonte: Tecnoblog

O Exército Invisível do Google que todo estrategista de SEO e conteúdo deveria conhecer

Profissionais de SEO e estrategistas de conteúdo utilizam o programa de avaliação do Google como referência para entender o que o gigante das buscas entende por relevância

Você sabia que o Google utiliza feedback de avaliadores humanos para classificar a relevância dos resultados retornados pelo buscador? Estima-se que a empresa disponha de cerca de 10.000 avaliadores de qualidade de pesquisa (search quality raters, em inglês) espalhados pelo mundo. Um verdadeiro exército oculto que pouca gente ouviu falar.

Em que consiste a avaliação de qualidade de pesquisa

A principal tarefa dos avaliadores é atribuir uma nota de relevância aos resultados de pesquisa com base em termos de busca utilizados pelos usuários. Para isso, eles se baseiam nas orientações de um documento de mais de 150 páginas conhecido como “(em inglês, general guidelines for search quality raters).

Apesar de as notas dos avaliadores não afetarem diretamente o ranqueamento dos resultados no Google, elas servem como feedback para que os engenheiros avaliem se as mudanças nos algoritmos estão retornando resultados de maior relevância e qualidade para o usuário.

Impactos nas estratégias de SEO e Conteúdo

O programa de avaliação do Google existe há cerca de 10 anos, mas foi somente a partir de 2015 que a empresa começou a liberar as diretrizes gerais publicamente. Desde então, profissionais de SEO e estrategistas de conteúdo do mundo todo utilizam o documento como referência para inferir o que o gigante das buscas entende por relevância.

Cada atualização das diretrizes costuma repercutir bastante entre esses profissionais no Twitter, e a mais recente ocorreu em meados de julho deste ano. O entendimento é de quando o Google inclui novas orientações aos avaliadores, é porque ocorreram atualizações nos algoritmos referentes aos pontos que foram acrescentados. Faz sentido.

E o que dizem as diretrizes gerais

Basicamente, as diretrizes de avaliação abordam dois aspectos fundamentais de todo resultado de pesquisa: Qualidade e Relevância.

Para a avaliação desses aspectos, utiliza-se uma escala que vai de 1 a 5, sendo possível a atribuição de notas intermediárias como, por exemplo, 1,5 ou 3,5.

Qualidade

De acordo com o documento, os fatores mais importantes que influenciam a qualidade de uma página são:

  • Propósito da página
  • Expertise, Autoridade e Confiabilidade
  • Qualidade e quantidade de conteúdo
  • Informação sobre quem é o responsável pelo site e pelo conteúdo
  • Reputação do site e do responsável pelo conteúdo

 

Propósito da página

Toda página deve existir pelo propósito de oferecer conteúdo que ajuda o usuário. Websites ou páginas sem nenhum tipo de finalidade benéfica, incluindo páginas que potencialmente disseminam ódio, causam danos ou desinformam ou enganam os usuários, são consideradas de pior qualidade.

Expertise, Autoridade e Confiabilidade (E-A-C)

Além do propósito da página, outro fator de qualidade extremamente importante é a expertise, autoridade e confiabilidade tanto dos responsáveis pelo site quanto dos responsáveis pelo conteúdo sendo vinculado através da página.

Na prática, isso significa que um artigo produzido por um redator generalista, por exemplo, deve ser considerado de menor qualidade quando comparado ao conteúdo produzido por um especialista no assunto de que trata aquele artigo.

 

Qualidade e quantidade de conteúdo

Para a página ser considerada de boa qualidade, é importante que haja uma quantidade suficiente de conteúdo para satisfazer o propósito daquela página. Por exemplo: Um artigo de 200 palavras, sem links ou referências, cujo título é “O que é marketing digital” provavelmente não inclui conteúdo suficiente para satisfazer seu propósito, já que este é um tema amplo que exigiria muito mais informação do que 200 palavras são capazes de entregar.

 

Informação sobre quem é o responsável pelo site e pelo conteúdo

Para que o usuário se sinta confortável ao consumir determinado conteúdo online, é essencial que haja informação sobre quem é ou quem são os responsáveis pela página ou site e pelo próprio conteúdo que está sendo publicado. Geralmente, essa informação é encontrada na seção “Sobre” ou “Contato” do site ou na biografia do autor do artigo.

Em alguns tipos específicos de páginas, como as que abordam tópicos de saúde, por exemplo, é ainda mais importante que se tenha informações sobre os responsáveis, já que o conteúdo dessas páginas impacta profundamente a vida do usuário.

Páginas onde ocorrem transações financeiras (e-commerce) precisam também incluir informações detalhadas de atendimento e suporte ao cliente para serem consideradas de alta qualidade.

 

Reputação do site e do responsável pelo conteúdo

Reputação negativa compromete a qualidade do site ou conteúdo na visão do Google. Para determinar a reputação de um site, os avaliadores são solicitados a fazer pesquisa na web, o que corrobora a importância do gerenciamento de reputação online por qualquer marca que almeja ter uma presença de destaque na rede.

 

Relevância

Diferentemente da Qualidade da página, que pode ser analisada fora do contexto de busca, para aferir a Relevância de um resultado é necessário sempre considerar o termo de pesquisa utilizado pelo usuário. Nenhum resultado é relevante por si só, mas sim em relação às intenções ou necessidades do usuário que são deduzidas a partir do termo de pesquisa.

 

A escala de relevância utilizada nas diretrizes gerais é a seguinte:

Relevância 5: O resultado atende completamente às necessidades do usuário;

Relevância 4: O resultado atende altamente às necessidades do usuário;

Relevância 3: O resultado atende moderadamente às necessidades do usuário;

Relevância 2: O resultado atende superficialmente às necessidades do usuário;

Relevância 1: O resultado falha em atender às necessidades do usuário;

 

Resultados de Relevância 5

Esta é uma categoria de classificação especial, que se aplica apenas a determinados termos de pesquisa e resultados. Todos ou quase todos os usuários seriam imediata e totalmente satisfeitos pelo resultado e não precisariam ver outros resultados para satisfazer suas necessidades.

Exemplo:

Termo de pesquisa: uol esporte

Resultado: https://esporte.uol.com.br/

Explicação: O termo de pesquisa é explícito e deixa claro o que o usuário está buscando – a página de esportes do portal UOL. O resultado apresentado é exatamente aquilo que se procura. Portanto, este resultado atende completamente às necessidades do usuário.

 

Resultados de Relevância 4

Esta classificação se aplica a resultados que são muito úteis para muitos ou a maioria dos usuários. Alguns usuários poderiam querer ver resultados adicionais.

Exemplo:

Termo de pesquisa: uol

Resultado: https://www.facebook.com/UOL/

Explicação: Este termo de pesquisa não é tão específico como no exemplo anterior, porém a interpretação dominante é a de que o usuário está buscando o site do UOL. Também é possível que ele esteja buscando notícias veiculadas pelo UOL ou até mesmo informações sobre a empresa. O resultado apresentado é a página oficial do UOL no Facebook, que lista as principais e mais recentes notícias do portal, além de informações de contato. Esse resultado seria muito útil para muitos usuários.

 

Resultados de Relevância 3

Esta classificação se aplica a resultados que são úteis para muitos usuários ou muito úteis para alguns usuários. Alguns ou muitos usuários poderiam querer ver resultados adicionais.

Exemplo:

Termo de pesquisa: uol

Resultado: https://noticias.uol.com.br/politica/

Explicação: A interpretação dominante é a de que o usuário está buscando o site do UOL, mas também é possível que ele esteja buscando notícias veiculadas pelo UOL ou até mesmo informações sobre a empresa. O resultado apresentado é a subseção de Política dentro da página de notícias do UOL, o que é um tanto específico para este termo de pesquisa. Mesmo assim, é possível que este resultado seja muito útil para alguns usuários já que este é um tema relativamente popular dentro do portal.

 

Resultados de Relevância 2

Esta classificação se aplica a resultados que são úteis para poucos usuários. Existe uma conexão entre o termo de pesquisa e o resultado, mas essa relação é fraca ou insatisfatória. Muitos ou a maioria dos usuários iriam querer ver resultados adicionais.

Exemplo:

Termo de pesquisa: uol

Resultado: https://www.alexa.com/siteinfo/uol.com.br

Explicação: A interpretação dominante é a de que o usuário está buscando o site do UOL, mas também é possível que ele esteja buscando notícias veiculadas pelo UOL ou até mesmo informações sobre a empresa. Este resultado apresenta as estatísticas de tráfego do portal UOL no site em inglês Alexa, o que é muito específico para o termo de pesquisa utilizado. Apesar de haver uma conexão entre o termo de pesquisa e o resultado, a maioria dos usuários iria querer ver resultados adicionais.

 

Resultados de Relevância 1

Esta classificação se aplica a resultados que falham completamente em atender às necessidades dos usuários. Todos ou quase todos os usuários necessitariam de resultados adicionais.

Exemplo:

Termo de pesquisa: uol esporte

Resultado: https://economia.uol.com.br/

Explicação: O usuário está buscando a página de esportes do UOL. O resultado apresentado é a página de economia do portal, que falha completamente em atender às necessidades do usuário para este termo de pesquisa. Todos os usuários necessitariam ver resultados adicionais.

 

Obviamente, as definições de relevância apresentadas acima são simplificações, pois o objetivo deste texto é mais o de conscientizar o leitor sobre a existência do programa de avaliação e das diretrizes gerais.

Ao se informar sobre o que o Google entende por qualidade e relevância através dessas diretrizes, é possível incorporar esse conhecimento nas suas próprias estratégias de presença na web. Para quem quiser ir além, este artigo (em inglês) aborda um exemplo prático de como esses conceitos de avaliação podem ser úteis na estratégia de conteúdo.

 

 

Fonte: Digitalks