Disposição incansável para testar e oferecer a melhor experiência para os clientes

A experiência de varejo vem mudando drasticamente. Por mais que alguns competidores mantenham aversão ao e-commerce e às novas formatações de loja e tecnologias digitais, a maior parte dos varejistas tradicionais, nascidos a partir da predominância de lojas físicas, estão adotando novas tecnologias em áreas como marketing e operações que transformam a experiência de compra on-line e nas lojas. A ideia de colaboração para criar parcerias que incorporem inovação para se conectar aos clientes de novas maneiras, é uma tendência forte. Trazer restaurantes gourmet e outros serviços para as lojas físicas é outra iniciativa. Nesta sessão, Phil Wabba, articulista sênior da Fortune conversou com Neela Montogomery, CEO da Crate & Barrelna primeira parte do painel: “Novas experiências de varejo – a visão dos líderes”, no Shoptalk. Na segunda parte, Ken Fenyo, líder de mercados de consumo da McKinsey conversou com Jocelyn Wong, a Chief Marketing Officer da Lowe’s. O tema central desses pingue-pongues, claro, foi a inovação na experiência do cliente.

A Crate and Barrel Holdings é uma varejista global de artigos para o lar com bandeiras como Crate and Barrel, Crate e Kids e CB2. A empresa, que tem mais de 100 lojas e franquias parceiras em 9 países, está abrindo seu primeiro restaurante nesta primavera. Também fez uma parceria com a Zola, um esforço para criar uma experiência mais completa para casais. A Zola é um sucesso entre casais que criam suas listas de presentes de casamento. Desde 1º de outubro de 2018, os casais podem se inscrever para sugerirem mais de 3.500 produtos exclusivos da Crate and Barrel diretamente em suas listas na Zola, juntamente com os mais de 60.000 presentes, experiências e fundos em dinheiro já oferecidos pela plataforma. A Crate and Barrel é a maior loja parceira a ser lançada no Zola e, por meio dessa colaboração, expande seu alcance digital para ainda novos potenciais clientes para seu cadastro.

Segundo Neela Montgomery, essas e outras iniciativas visam fazer com que a Crate and Barrel crie novas experiências de varejo para seus clientes, a partir de um esforço voltado para a inovação. A empresa hoje já tem 45% de suas vendas realizadas no canal on-line. Explorando o conceito de ecossistema, a Crate & Barrel oferece produtos fabricados por mais de 100 artesãos em 42 países, majoritariamente mulheres (65% do total da comunidade). Esse ecossistema é uma forma da empresa exercer seus valores. Por outro lado, esses valores estão misturados, combinados com soluções digitais que oferecem serviços personalizadas, com dicas embarcadas por mais de 40 mil designers acessíveis pelos clientes via app.

Ecossistema de varejo

“A estratégia de ecossistema trouxe outras marcas que colaboram para parceirizar conteúdo, ofertas e engajamento de clientes que assumem novos comportamentos em velocidade recorde”, afirma Neela. Ela ainda destaca que as lojas da rede recebem mais de 26 milhões de clientes com taxa de conversão superior a 25%. Para mobilizar consumidores, as lojas oferecem eventos – foram 75 emm 2018. Nesse contexto, Phil Wabba questionou a CEO sobre a estratégia para competir com diversos concorrentes, especializados ou multidisciplinares, como Amazon, Mayfair e Walmart? No entender de Neela, os consumidores entendem que a Crate & Barrel oferece design exclusivo, tendências inéditas, padrões inusitados, que fogem dos produtos comuns da concorrência. A força da marca está justamente no conceito de ecossistema, que. estimula designers criativos a atingirem a casa das pessoas.

Vale ressaltar que a Crate & Barrel também vende móveis, que não são produtos de compra recorrente. A CEO da empresa afirma que os clientes da rede são mais atentos à necessidade de renovar seus ambientes, de olharem para os espaços e buscarem novas soluções de design. Phill também manifestou interesse na Zola, empresa recém-adquirida pela varejista. O objetivo foi incorporar conhecimento para proporcionar uma experiência o mais fluida possível para os clientes e a Zola reunia as credenciais para apresentar produtos, com um sistema de registro e demonstração de produtos realmente eficiente. A motivação para redimensionar a experiência do cliente chegou até mesmo aos restaurantes das lojas, para que os menus pudessem estar integrados ao ambiente e os menus fossem mais atrativos. Essa tendência será incentivada com mais serviços e mais eventos. Phil Wabba satirizou a histeria de flagships que faz marcas criarem “lojas megalomaníacas em NY”, mas a CEO da Crate & Barrel não manifestou interesse em direcionar sua estratégia para esse formato.

O que os consumidores querem?

Jocelyn Wong, da Lowes, e Phil Wabba,
da Fortune, durante o Shoptalk 2019

A Lowe’s, uma loja de departamentos focada em artigos domésticos de US$ 71 bilhões de faturamento, por sua vez, tem estado na vanguarda do investimento em novas tecnologias e estratégias que enriquecem a experiência do cliente. É investindo em tecnologias como machine learning e inteligência artificial, que a rede consegue criar engajamento significativo com os clientes. Jocelyn Wong, explicou como a Lowe está reinventando a experiência do cliente em suas lojas e em plataformas digitais – incluindo o marketing digital – para ficar à frente das mudanças nas preferências do consumidor.

A empresa está empenhado em usar muito o Analytics para compreender o consumidor. Os dados estão no coração da estratégia, da cadeia de valor, da jornada do cliente, da jornada da oferta, o produto certo, no preço certo, para o consumidor certo na hora certa. “Se um cliente estiver buscando o tom perfeito de azul, nós temos que estar prontos a atender esse desejo. Imagine uma consumidora que busca uma smar tv, que faz uma busca no Google e que vê um resultado surpreendente: a Lowe’s tem a TV ideal. E quando a cliente acessa o site da Lowe’s, vê o produto, serviços e consegue fazer a compra de modo muito fluido. Isso é o que buscamos constantemente”, explica Jocelyn. Nesse sentido, a empresa busca tecnologias capazes de eliminar todos os pontos de fricção, sistemas de geolocalização, que impulsionem ofertas e ideias – acopladas a sistemas de machine learning – para gerar tráfego e conversões rápidas. A Lowe’s pensa obsessivamente em aumentar a eficiência e as tecnologias assumem essa função.

Assim como a Crate & Barrel, a empresa desenvolve parcerias e assume que aprende mais com outras parceiras para se renovar e inovar. Há novas ferramentas para serem utilizadas no arsenal de marketing, que fazem o papel dessa disciplina, de mudar os hábitos dos clientes, acontecer de fato. Jocelyn diz que o marketing deve ser efetivo, eficiente e engajador.

A executiva diz que a Lowe’s também consegue engajar o público interno. Um bom exemplo, foi a recente campainha de TV, que trouxe atores contracenando com colaboradores reais, o que mostrou claramente que eles são os heróis da marca, aqueles que fazem a magia acontecer. Dessa forma, segundo Jocelyn, o conteúdo ganha autenticidade e força.

Como mensagem final, a executiva defendeu o papel e a relevância do varejo tradicional. Segundo ela, há tantas experiências intensas e descontraídas que podem ser trazidas e muito espaço para explorar novas formas de tornar a loja física única e distinta. “Pense em montar uma cozinha. O cliente quer ver, manusear, sentir os armários, os utensílios. Essas virtudes estão nas lojas físicas. E por mais que as coisas estejam fáceis e ao alcance de nossos dedos hoje em dia, as pessoas não abrem mão do contato humano. Nós precisamos sim reforçar cada vez mais os pontos que levam as pessoas a irem para as lojas. Não acredito que lojas robotizadas sejam tendência”, concluiu.

Fonte: No Varejo

Marketing data-driven, chatbots e serviços de voz devem crescer em 2019, diz Google

O mundo está se transformando e migrando totalmente para o digital. Com o marketing, não é diferente. Esse cenário gerou uma mudança de pensamento responsável por alterar o comportamento de consumo das pessoas, o que vem exigindo algumas adequações por parte do mercado.

Com essa realidade, diversas ferramentas surgiram para auxiliar as marcas a atingirem o seu público-alvo de forma mais efetiva. Em uma previsão sobre quais delas serão destaque em 2019, o Google aponta o Marketing Data-Driven, o uso de Chatbots e de serviços de voz como algumas dos principais métodos utilizados pelas empresas para melhorar suas entregas e o seu relacionamento com o cliente. Confira:

 

Marketing Data-Driven

O uso de dados na tomada de decisões otimiza diversos processos e estratégias de marketing digital. Pensando nisso, o próprio Google prevê para 2019 o lançamento de novas estruturas acionáveis que contemplem os chamados 5A’s do Marketing Data-Driven. Segundo ela após a dominação destes 5As – audiência, assets, acesso, atribuição e automação – será possível as marcas se equiparem através da transformação digital, fornecendo experiências cada vez mais completas a seus clientes.

Chatbots

A tendência é que a nova geração de Chatbots com Inteligência Artificial agrade mais o público, já que, hoje, de acordo com uma pesquisa do Instituto Statista, apenas 34% dos entrevistados preferem conversar com Chatbots. A previsão é que essa mudança no comportamento dos robôs possibilitará uma conversação mais realista, com diálogos mais verdadeiros. E até 2020, pelo menos 85% das interações entre marcas e cliente sejam feitas por Chatbots.

 

Serviços de voz

O uso de ferramentas de voz deve ser integrado a ferramentas de marketing e estima-se que até o fim de 2019 as vendas de smart speakers cresçam 50%, movimentando US$ 2,7 bilhões nesse mercado. A tendência é que cada vez mais vejamos aplicativos que farão uso de serviços de voz, desde deliveries a portais de notícias e lojas de varejo. A loja H&M Home, por exemplo, lançou recentemente um aplicativo que, em conjunto com o Google Assistant, dá conselhos sobre a decoração de ambientes em diversos estilos e ainda ajuda a navegar no catálogo da loja e encontrar produtos adequados.

Fonte: Thinkwithgoogle, Doxxa

Como dados podem ser mais do que uma estratégia de vendas

Data is not just data. it’s the storie that you tell with data.” Esta frase mostra como podemos trabalhar com essas informações no momento atual. Para as empresas, dados são muito mais do que números, são estratégias. Usando os dados, você pode contar o que sua marca tem a dizer e o que ela representa para as pessoas. Por meio da análise de dados, é possível entender melhor o seu cliente, o que ele busca, seus desejos e suas dores e, assim, oferecer que ele realmente necessita.

O conhecimento gerado pelos dados, aliás, permite realizar uma série de ações práticas que vão muito além das vendas propriamente ditas. A venda final será uma consequência da aplicabilidade se conseguir com eles, e assim vencer a batalha ZMOT, o tão importante momento zero da verdade, pois é muito importante saber o que e quando falar com o consumidor no seu momento de pesquisa e decisão.

Com essas informações em mãos, podemos pensar em como produzir conteúdo relevante para os seus clientes, e também planejar ações B2B. Também podemos utilizá-los em ações B2B, ações de endomarketing e várias outras.  O céu é o limite para quem enxerga além das vendas. O conhecimento gerado pelos dados também pode ser usado em todas as fases do modelo See (awareness), Think (consideração), Do (comprar) e Care (fidelização). Mas lembre-se: em cada um desses estágios você precisa realizar a abordagem correta, com anúncios e formas de contato apropriadas.

O modelo que utilizamos aqui na Ad3+  é a captação de 1st e 2nd party data, para, com eles, conseguir a plena compreensão do público da campanha e traçar seu perfil de comportamento. Realizamos a captação dos dados por meio de uma DSP proprietária junto com a Lotame.. Assim, entendemos o público que foi impactado ou interagiu com as campanhas e com o site do anunciante.   Com isso, determinamos os targets primários; conhecendo os targets construímos as personas, e, sabendo o que interessa e os hábitos da persona, criamos a jornada do consumidor, mostrando o que ele faz no seu dia a dia, quais os tipos de interação realiza, seu humor em cada um dos momentos.

A partir de tudo isso, traçamos as premissas estratégicas, gerando insights que vão muito além da mídia paga em si, com um conhecimento que pode ajudar a criar diversos tipos de ações multidisciplinares, como below the line (eventos com temas de afinidade), marketing de conteúdo (buscando com os dados o que melhor se encaixa em uma matriz de conteúdo), relacionamento (por exemplo, se descobrimos que o público tem bastante interesse por filmes, pode-se buscar parcerias com redes de cinema) etc.

Em qualquer manual de marketing sempre é dito que nada é mais importante do que conhecer seu cliente. Ao contrário do que ocorria no passado, em que eram necessárias pesquisas de mercado caras e demoradas, hoje as plataformas de dados permitem trazer uma enorme quantidade de informação em tempo real. Com isso, também em tempo real, criamos um modelo próprio e evoluído de funil, utilizando os dados para descobrir o comportamento, mapear o target, isolar os prospects (aqueles que de alguma forma interagiram com a campanha) e os supects (aqueles com comportamentos parecidos com os prospects). Assim, podemos enviar a mensagem correta no momento certo, aumentando a probabilidade de conseguir a desejada conversão.

Tudo isso é feito como se fosse uma contada uma grande história, e ao final dela, os dados permitirão não só potencializar as conversões, mas também melhorar os indicadores de awareness e brand, fortalecendo a imagem das marcas. Com isso, seus clientes poderão não só aumentar suas vendas, como entrar no coração e mente de seus consumidores, pois é muito mais fácil conquistar uma pessoa quando se conhece muito sobre ela.

Fonte: Digitalks

O marketing digital está se adaptando às novas mídias

Se pararmos para fazer um overview do mercado de marketing digital percebemos que ele está em constante evolução. No último ano, por exemplo, sentimos que muitas empresas estavam em busca de uma ferramenta que pudesse salvar ou alavancar seu negócio e houve também uma discussão sobre o uso de chatbots e mobile marketing para criar um relacionamento mais próximo com cliente, mas acredito que essa prática será melhor utilizada e implementada pelas empresas esse ano.

Para 2019, uma das tendências está na automatização dos processos. Quanto mais as marcas conseguirem conectar todos seus canais para visualizar o fluxo de vendas e saber quais são os locais que trazem o retorno de maior qualidade, melhor. Porém, para conseguir que isso seja feito da melhor forma possível, as ferramentas precisam estar cada vez mais integradas. Aqui na leadlovers, por exemplo, nós temos diversas integrações que permitem com que os clientes possam mensurar todos seus resultados de maneira mais assertiva.

Investir em ferramentas específicas para ler seus anúncios e suas comunicações é essencial para trazer informações de leads captados e conseguir fazer uma análise mais rápida. É exatamente nesse ponto que as pessoas normalmente se perdem, pois demoram muito para fazer as análises dos dados ou muitas vezes fazem de forma errada, o que acarreta em investimento onde não tem necessidade.

A realidade é que hoje, toda comunicação é pensada para o mobile. Por isso, as marcas precisam estar preparadas para rodar suas campanhas em todos os canais possíveis, principalmente nos smartphones. Um ponto que considero extremamente importante, independente do local que você esteja fazendo uma campanha, teste primeiro e valide se aquilo que você está pensando realmente dará certo.

Segundo o estudo realizado pela Smart lnsights, 80% dos usuários da internet são conectados por meio dos smartphones.  Diante desse cenário, outra tendência que está muito forte no mercado é o mobile marketing, uma estratégia de marketing digital que capta o público-alvo em seus dispositivos móveis, desde e-mails, redes sociais e aplicativos. O investimento é praticamente certeiro e o principal objetivo é a divulgação de produtos e serviços.

O que percebo é que as marcas estão mais antenadas e melhorando suas percepções, mas que ainda não entenderam que é preciso se colocar no lugar do usuário para avaliar se aquilo que eles estão pensando em oferecer faz sentido. Quem conseguir ser mais autêntico quanto ao seu propósito e objetivo terá mais facilidade para conquistar o consumidor.

De acordo com a Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, realizada pela PwC, os investimentos em marketing digital no Brasil devem crescer 12% ao ano até 2021. Esses dados mostram o potencial de mercado que temos e acredito que quem souber se antecipar e se adaptar às tendências e as mudanças, conseguirá entregar algo mais completo para seu cliente.

Fonte: Digitalks

9 tendências de marketing digital para 2019

Os rápidos avanços tecnológicos muitas vezes fazem com que as estratégias mudem muito rápido. Por isso, estar atento às tendências é uma boa ideia para sair na frente do mercado.

Para o mercado de marketing digital, o cenário não é diferente. Confira nove tendências apontadas por especialistas desta área para munir e preparar as companhias para as transformações que o marketing tem passado.

Inteligência competitiva

Analisar dados é ponto vital para desenhar estratégias e ações de crescimento para as empresas. A inteligência competitiva te coloca a frente dos concorrentes. “Utilizar dados de concorrência é fundamental para analisar os pontos que sua empresa precisa melhorar e até criar novas oportunidades de mídia. Além de basear suas campanhas em fatos reais e não em “achismos” comenta Eduardo Prange, CEO da Zeeng.

Automação de marketing

A tecnologia na área de marketing está sendo cada vez mais usada com o objetivo de otimizar processos, melhorar os resultados e o engajamento dos consumidores com as marcas, permitindo criar estratégicas cada vez mais eficazes para o público-alvo. “Mas, para isso é importante oferecer experiências diferenciadas aos consumidores, criar um bom relacionamento entre eles e permitir que ele se torne fiel aquela marca. E, com certeza a automação de marketing sempre será um grande aliado nesse momento”, afirma Israel Nacaxe, co-fundador da Propz.

Para Roberto Rocha CMO da leadlovers, automatizar é lindo! Até o nome fica bonito quando escrevemos. Pode parecer coisa de outro mundo mas já estamos inseridos nessa realidade tem tanto tempo que nem percebemos quando estamos sendo influenciados por algum processo que é automatizado. ”Por exemplo, hoje quase todo o processo de compras é automático e somos levados até a compra acreditando que todas as escolhas foram realizadas por nós mesmos”. O melhor da automação, no marketing, é dar escala a processos que antes seriam custosamente desenvolvidos por diversas pessoas. Quando falamos escala é ter a capacidade de vender 10 e 100 com praticamente os mesmos recursos.

Influenciadores digitais

Sabemos que as parcerias com influenciadores cresceram em 2018 e, por meio da atuação junto aos micro influenciadores, diversas marcas adotaram essa estratégia, principalmente as que atuam em mercados de nicho. Segundo a agência norte-americana da MediaKix o mercado de influenciadores no Instagram movimentou mais de U$ 1 bilhão em 2018 e estimativa de aumento significativo em 2019

Segundo Sérgio Hneda,Planning Specialist for New Business da GhFly, agência referência em marketing e performance, um ponto a ser observado durante o desenho de uma estratégia com influenciadores é selecionar aqueles que mais se encaixam ao negócio a ser anunciado. “Aqui não deve-se levar em consideração somente o alcance do influenciador, mas também sua relevância no mercado que a empresa a ser anunciada está inserida e se ele tem fit com o produto”, explica Sérgio.

Humanização de marcas

Os consumidores estão interagindo cada vez mais com as marcas nas redes sociais e nas suas páginas, opinando sobre os seus produtos e compartilhando as suas experiências de compras. “Os clientes não compram mais às escuras, eles pesquisam e procuram indicações de pessoas que já tenham consumido na loja. Por isso que as marcas precisam criar ações de engajamento e se preocupar com o que está sendo falado sobre ele”, afirma Tatiana Pezoa, CEO da Trustvox.

Consultoria é fundamental

Ainda segundo Sérgio Hneda, da GhFly, o uso de machine learning e automação de lances em canais pagos, como o Google Ads tem diminuído cada vez mais a necessidade frequente de atuações manuais. “Esse cenário faz com que os anunciantes e agências possam focar em análises macro e na construção de estratégias de negócio e desenvolvimento de comunicações eficazes. Hoje o papel de uma agência deve ser mais consultivo, indo além da geração de leads via canais pagos, por exemplo.”, explica.

Sérgio explica que, normalmente o maior problema das marcas está depois da aquisição dos leads. As dúvidas mais comuns são: ‘o que faço agora, ligo para eles, incluo em um fluxo de e-mails, quanto tempo esperar para ligar?’. “É nesse momento que a agência entra com um papel consultor, entendendo qual caminho adotar, estabelecendo fluxos de comunicação e de qualificação. Isso faz com que a agência se torne de fato um parceiro de negócios da marca e parte importante do resultado conquistado”, completa Sérgio.

Marketing digital nichado

Recentemente, a Cazamba lançou uma plataforma voltada para divulgar produtos, empresas e serviços para o setor de agronegócio. A ideia de criar uma ferramenta voltada para o universo agro surgiu a partir de uma necessidade do mercado “Ouvimos de um cliente que queria muito entrar na mídia digital, mas não queria desperdiçar verba nos grandes portais. Ele precisava descobrir qual era o público do agronegócio que estava perdido na imensidão da internet, e precisava criar estratégias que pudessem engajar sua marca de forma assertiva nesse segmento”, comenta Victor Canô, CEO da Cazamba. A ideia da empresa trouxe grandes resultados e confirmou que aposta na segmentação pode ser uma grande aposta para o marketing digital para os próximos anos. Além do agro, a Cazamba já visa expandir sua atuação também para a área de saúde e educação.

Marketing Interativo é uma tendência em franca expansão

Essa ação de marketing visa a interagir com as pessoas e podemos estabelecer uma conexão infalível entre as ações de marketing e o relacionamento com o cliente, que também é beneficiado pela adequação às suas preferências. A Cazamba, oferece para o mercado formato de anúncios interativos que impulsionam esse tipo de conexão empresa e cliente que atraiu e trouxe resultados relevantes. “O nosso objetivo é veicular uma mídia diferente de forma customizada e de alto impacto no digital, para possibilitar mais interação das marcas com seus públicos. Várias montadoras exatamente por causa da flexibilidade nos formatos das campanhas. A gente coloca o carro para girar, o usuário consegue trocar de acessório, trocar de cor, de roda. Mostramos tudo o que tem no painel do veículo, que também acende, por exemplo”, destaca.

Profound marketing

Essa é uma tendência que reúne o que há de melhor no Marketing, Vendas, Negócios e Tecnologia, para identificar oportunidades e gaps dentro de uma empresa e desenvolver estratégias que ajudem a alcançar objetivos específicos. É o que oferece a DIWE, primeira agência de profound marketing do país. Segundo o CMO da empresa, Eduardo Fonseca, a grande proposta de valor do Profound Marketing é fazer uma imersão completa no cliente, partindo da área de Marketing e Vendas para entender quais são as principais barreiras que impedem seu crescimento e quais estratégias podem ser desenvolvidas para resolvê-las e que, ao final, impactam todas as áreas do negócio. “Nós saímos da esfera de comunicação, apenas, e partimos para uma disciplina essencial a uma empresa: sua performance e escala enquanto negócio”, afirma Fonseca.

Comunicação em vídeo

Com a diversidade de plataformas e novas formas de receber informações, os vídeos precisam ser extremamente atraente e informativo. Cada vez mais o brand content ganha espaço nas mídias digitais e sendo um conteúdo atraente e informativo acaba sendo impulsionado pelos próprios consumidores. “Um conteúdo de marca bem idealizado e produzido ganha distribuição gratuita em diversas novas mídias por meio do interesse do consumidor por aquele tema” comenta Celso Vergeiro, CEO da Adstream, maior plataforma de distribuição de materiais publicitários via streaming.

Fonte: ItForum365

 

8 tendências para empreendedores em 2019

O Brasil fechou o ano de 2018 com 10 mil startups em atividade, segundo a base de dados da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), instituição sem fins lucrativos que mapeia startups de todo Brasil. Esse mercado, portanto, está em pleno crescimento. Novas ferramentas e plataformas surgem a cada ano, e com elas novas formas de interagir com os clientes, criando assim as mais variadas possibilidades mercadológicas.

Para ajudar os empreendedores a entenderam as mudanças, o Sebrae/PR preparou o Caderno de tendências 2018/2019, analisando o mercado atual e com ênfase nas PMEs. Confira oito dessas tendências e empresas inseridas nesse contexto.

1. Cliente no controle

O jovem consumidor contemporâneo tem visto a publicidade on-line como uma inconveniência, preferindo ter o controle daquilo que consome no ambiente online. Por isso, compreender esse público, direcionando a criação de conteúdos ou ações a ele, tem se tornado essencial para o êxito de qualquer negócio.

Especializada em oferecer as principais ferramentas para o marketing digital, a leadlovers auxilia os empreendedores que queiram atrair potenciais clientes para seu negócio, sem gastar muito.

Para engajar ainda mais os consumidores, a Cazamba, empresa de tecnologia e inovação em mídia, cria formatos de anúncios customizados e de alto impacto no digital, para possibilitar mais interação das marcas com seus públicos.

Além disso, a análise de concorrência é um ponto crucial para realizar campanhas de forma eficiente. Para auxiliar neste processo, a Zeeng, primeira plataforma de big data analytics para o setor de comunicação e marketing, ajuda a monitorar seus concorrentes em três vertentes: redes sociais, imprensa e web analytics.

Outro exemplo é a GhFly, agência referência em marketing digital e líder em performance. A empresa é especializada em gestão de campanhas criativas e inovadoras com foco em resultado, aliando mídia online com um formato de consultoria.

2. Consumidores investigativos

Estudos recentes indicam que 70% dos consumidores procuram saber mais sobre as empresas que consomem. Se as organizações não fornecem dados, certamente o consumidor irá procurar tais informações na internet. Para ajudar nessa busca, muitas startups criaram tecnologias capazes de melhorar na pesquisa por informações verdadeiras sobre as marcas no ambiente online.

É o caso da Trustvox primeira e única certificadora de reviews no Brasil, que possui uma ferramenta que permite que os lojistas publiquem apenas as opiniões verdadeiras dos clientes, ou seja, daqueles que realmente compraram na loja mesmo não sendo comentários positivos, sem que haja moderação nos comentários, para que haja transparência entre o cliente e a loja.

3. Cultura de aprendizagem

As diversas mudanças no século XXI também resultaram no surgimento de uma preocupação quanto à construção de uma cultura de aprendizagem, inclusive no campo corporativo. Pesquisas apontam que empresas que exercem uma mentalidade de crescimento ao estimularem a educação e a capacitação de seus funcionários podem se tornar três vezes mais lucrativas.

Entre as empresas que oferecem tecnologias para auxiliar empresas na criação de treinamentos personalizados para seus colaboradores está a Qranio, plataforma mobile que usa gamificação para estimular seus usuários com conteúdos educacionais.

Outro exemplo é a Solides, HR Tech mineira especializada em gestão de pessoas e people analytics, que traz para o mercado o Self Coach, um software que funciona a partir da tecnologia de aprendizado de máquina, que é capaz de fornecer treinamento personalizado de funcionários sem interação humana.

4. Compradores imediatistas

Os tipos de serviço criados para facilitar e agilizar a entrega de produtos e serviços para o consumidor fizeram com que eles se acostumassem ao ritmo imediato e à “pronta-entrega”. Já habituados ao mundo digital, os clientes estão se tornando cada vez mais impacientes, fazendo com que empresas surgissem para responder a essa demanda como a MVarandas plataforma que desenvolve soluções de gestão operacional para estabelecimentos comerciais do ramo alimentício.

A startup proporciona por meio de suas ferramentas um suporte 24 horas, integração, parceria com aplicativos e adquirentes e gestão 360º: salão, cozinha, estoque e financeiro, segurança e sigilo dos dados.

5. Consumo on-the-go

Hoje, o consumidor tem buscado otimizar seu tempo, por meio da utilização aplicativos nas mais diversas ocasiões, desde o agendamento de entrega das compras de supermercado a domicílio à marcação de consultas online. Para trazer mais praticidade e conveniência aos seus consumidores, a Liv Up, startup de alimentação saudável, oferece um cardápio variado de refeições e porções ultracongeladas, snacks, além de opções de lanches doces e salgados, possibilitando que o cliente agende a entrega no horário que for mais conveniente para ele. Além disso, a empresa mantém um controle de qualidade dos ingredientes via incentivo da produção familiar e pequenos produtores.

Outro exemplo dessa tendência é o Supermercado Now, maior plataforma de supermercados online, que atende hoje mais de 1000 bairros da capital paulista além das regiões do ABC e Alphaville.

6. Caça ao desconto

Encontrar os melhores preços para itens de desejo é o que o consumidor mais procura na internet. Desde a recessão de 2008, que impactou a economia mundial, as pessoas têm buscado por ofertas baseadas em preços baixos, refletindo diretamente no crescimento de negócios baseados em descontos. É o caso da Promobit, rede social que reúne os melhores cupons e descontos do e-commerce brasileiro. Todas as ofertas passam por uma curadoria, garantindo que as lojas são seguras e os preços reais.

7. Espaço integrados e sociais

O mercado autônomo tem se desenvolvido em todo mundo. Por isso, a demanda por espaços de coworking, e de convivência em condomínios residenciais, também devem aumentar, assim como, a flexibilização dos espaços de trabalho para colaboradores. É o caso do CO.W., coworking que tem como objetivo conectar empresas, novas ideias e culturas diferentes em um clima voltado ao networking e à construção de um futuro cada vez mais próspero e empreendedor.

8. Cocriação

Seja por meio de recursos físicos ou digitais, as marcas agora podem tornar suas relações com os clientes cada vez mais íntimas, informais e, consequentemente, reveladoras. Conhecer o seu cliente e saber com qual a frequência que ele vai até a sua loja, são informações importantes para melhorar a sua experiência de compra. Para isso, a Propz, empresa que oferece soluções de CRM, inteligência analítica e big data que entendem, predizem e reagem ao comportamento de consumo em tempo real e de forma automatizada.

Fonte: IDGNow

A necessidade de reaprender o marketing

Ciência, dados, análises, estatísticas, algoritmos. Essas expressões nem sempre fizeram parte do vocabulário do profissional de marketing. No entanto, nos últimos anos, elas não só compõem o repertório da área como ganharam o centro das atenções.

Desempenho e entrega eficiente são alguns dos resultados buscados com essa automatização. Michelle Peluso, CMO da IBM e Keith Weed, que em dezembro do ano passado deixou o posto de CMO da Unilever, acreditam que não dá mais para fazer marketing com a mentalidade ou as ferramentas que foram eficazes até aqui. Os dois dividiram um painel no C Space, área da CES dedicada à publicidade.

“Todo mundo ganha nessa nova configuração, o consumidor que deixa de receber anúncios de coisas que ele não quer. A marca que consegue se conectar de forma relevante, a agência que passa a ter maior retorno sobre seu trabalho, ou seja, a grande questão é, neste momento, agrupar tantas ferramentas e transformações em um mesmo cenário”, disse Weed. Ele reforça que o momento atual do marketing é resultado de décadas em que a área veio se transformando e entendendo que não seria mais suficiente permanecer como estava. “Hoje o marketing é muito mais estratégico e ganhou muito espaço no centro de decisões das grandes empresas”, afirmou.

Para Peluso, da IBM, o fato de estar em uma empresa centenária mostra que o caminho da reinvenção e, em alguns casos da reconstrução, é inevitável. “Eu adoro esse assunto, apesar do desafio e o trabalho que ele traz, ele nos dá novas perspectivas, torna o marketing mais relevante, coloca mais inteligência em nosso trabalho”, disse. Hoje o profissional de marketing precisa reaprender sobre o significado dessa palavra, adicionar metodologias ágeis, ter um olhar científico e não apenas criativo.

Em entrevista ao Meio & Mensagem, em novembro de 2017, Peluso defendeu que o marketing evoluiu de uma área pensativa e funcional focada em criatividade para um driver dinâmico, tempo real, analítico e focado em experiência do cliente e dos desempenhos da empresa. “São muitas as grandes mudanças ocorridas no marketing, moldadas, sobretudo pela preocupação em nos conectarmos com os clientes, da necessidade de gerar resultados e liderar as equipes neste contexto de mudança. O digital, sem dúvida, mudou as transações”, diz Michelle.

Keith e Peluso não falaram apenas de dados e ferramentas, mas ressaltaram a influência da diversidade e das demandas da sociedade para o marketing. “Nunca houve um momento tão bom para fazer negócios, para contar com talentos das mais variadas origens e habilidades”, reforçou Peluso.

Big techs têm ano de altos e baixos

O Facebook de Mark Zuckerberg registrou perda de 25% em 2018
CHIP SOMODEVILLA/AFP/JC

O ano para as ações das principais empresas de tecnologia pode ser dividido em valorização até meados de setembro e declínio de outubro em diante. O movimento levou companhias como o Facebook a registrar perda de 25% em 2018 – primeira queda desde a abertura de capital, em 2012.

Apesar do recuo nas bolsas norte-americanas, de multas e depoimentos ao Congresso dos Estados Unidos, 2018 foi um ano de receitas recordes para as integrantes do Faang, acrônimo de Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google (controlada pela Alphabet), ou Famg (que exclui Netflix e inclui a Microsoft).

Com destaque, Apple e Amazon conquistaram uma marca inédita. Foram as pioneiras em atingir o valor de mercado de US$ 1 trilhão (R$ 3,8 trilhões), em agosto e setembro, respectivamente. A empresa cofundada por Steve Jobs aproveitou a liderança em smartphones caros para surfar no otimismo do mercado norte-americano.

Já a Amazon dá sinais, ano após ano, de que revolucionou o varejo de forma irrevogável e de que pode se expandir mais para mercados promissores, como Índia e Brasil. Para Eduardo Glitz, sócio da StartSe, a marca da Apple foi mais uma consequência da bolsa americana do que de perspectiva de inovação, ao contrário da Amazon.

“A Apple não lançou um produto que mudou a história da empresa. Ela reposicionou o preço do iPhone, mas não entrou em um mercado completamente novo em que passou a ser relevante. A Amazon também foi positivamente impactada pela bolsa, mas ainda tem a figura de Jeff Bezos, homem mais rico do mundo, querendo inovar e pode tomar diversos mercados que não tomou.”

Entre suas novidades anuais, a Apple lançou um Apple Watch com eletrocardiograma, que capta a frequência cardíaca dos usuários pelo relógio, e fez adaptações em seus aparelhos, como aumentar a tela e a resistência à água.

Alguns pontos, entretanto, preocuparam investidores no último trimestre. A previsão de crescimento máximo de 5% de receita anual para a temporada de festas, o anúncio de cortes a fornecedores do iPhone, a decisão de não divulgar números sobre a venda de aparelhos (como smartphones e iPads) e as consequências da guerra comercial entre EUA e China estão entre os principais receios que permanecerão em 2019.

“Existe uma grande cautela sobre os impactos da tensão comercial no setor de tecnologia, até porque boa parte dos consumidores da Apple está na China. Se houver mais barreiras para chegar ao país asiático, as perspectivas das empresas que dependem desses consumidores também serão afetadas”, diz Arthur Siqueira, sócio da GEO Capital.

Além disso, a empresa chegou a um ponto de maturidade em que a perspectiva de aumentar a base instalada é baixa. Analistas dizem que, para continuar crescendo, a companhia californiana precisa criar uma camada de serviços e fazer com que as pessoas migrem de produtos diferentes na mesma plataforma, gastando recursos na Apple Pay, Apple Music e App Store.

“Mesmo que o sistema iOS tenha uma frente menor de mercado em relação ao Android, ela tem uma captura de valor muito acima da dos usuários Android. A empresa tinha cerca de US$ 200 bilhões (R$ 774 bilhões) em caixa no início do ano, suficientes para comprar a Disney. Para os investidores, o que a Apple vai fazer com o dinheiro é uma pergunta que ainda não está respondida”, diz Maximiliano Carlomagno, fundador da Innosciense, consultoria em gestão da inovação.

A Amazon, por sua vez, transcendeu o conceito de comércio eletrônico pelo qual foi reconhecida nas últimas duas décadas. Adquiriu a cadeia de supermercados Whole Foods Market, com cerca de 470 lojas, para reduzir a logística para a entrega de alimentos, e abriu lojas da Amazon Go, em que o processo é automatizado e dispensa atendentes.

Fonte: Jornal do Comercio

Quantas são e o que fazem as martechs brasileiras

As martechs, startups que prestam serviços de marketing, já são 194 no Brasil. A constatação é do levantamento Liga Insights MarTechs, realizado pela aceleradora Liga Ventures em parceria com a Astela Investimentos. Do montante analisado, os serviços mais comuns prestados são relacionados a atendimento, produtividade, social media e comunicação, analytics, performance e ferramentas de fidelidade do cliente. Com menor representatividade estão CRM, vendas e geração de leads.

Para chegar ao número, a Liga Ventures analisou um banco de dados com mais de 11 mil startups no país durante o ano de 2018 e selecionou as mais promissoras prestadoras de serviços de marketing. O levantamento também considerou entrevistas de especialistas de empresas como Uber, Centauro, Mercado Pago, Magazine Luiza e XP Investimentos. “Essas startups auxiliam na criação e execução de estratégias e conteúdos nas áreas de marketing, além de ajudarem no gerenciamento de grandes times focando em produtividade”, diz Raphael Augusto, startup hunter da Liga ventures e responsável pelo estudo.

“Nosso ecossistema vem amadurecendo e, com isso, várias iniciativas em diversos setores vêm se estabelecendo. Por uma questão de proximidade do dia-a-dia do potencial empreendedor, que aí consegue avaliar de uma maneira mais clara a oportunidade de empreender, alguns setores saem na frente nessa corrida – como o varejo, afinal, todos nós compramos ou vendemos quase que diariamente, independente da nossa formação ou profissão”, reforça Raphael.

Das startups mapeadas, 42% estão na cidade de São Paulo seguidos por Florianópolis, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, São José dos Campos, Recife, Londrina e Goiânia. Marcelo Sato, sócio da Astela Investimentos, explicou em artigo recente no ProXXIma, que o resultado da junção entre marketing e tecnologia impulsionou o fortalecimento dessas empresas. “O primeiro desafio das empresas é a concepção de um produto que demonstre uma proposta de valor e o seguinte é construir o canal de distribuição para seu produto. Encontrada essa combinação, temos a gêneses de negócios que prosperam e crescem exponencialmente”, observa.

Outro estudo, o “100 Startups to Watch”, fruto de uma parceria entre a Editora Globo e a Corp.vc, braço de corporate venture da consultoria EloGroup, identificou as 13 martechs brasileiras mais promissoras. Entre elas estão Contentools e Exact Sales, de Florianópolis, a Decision6 e Forebrain, do Rio de Janeiro, Meus Pedidos, de Joinville, Mindminers, SenseData, SocialMIner, Squid e Ramper, todas de São Paulo. Além de Tracksale, de Belo Horizonte, Zeeng, de Porto Alegre e Trakto, de Maceió. O estudo, que reúne outros segmentos além de marketing, demandou mais de cinco meses de análise de dados e selecionou as startups de um total de 1,3 mil inscritas.

Luiz Morcelli, CMO do Ahoy! Berlin, centro de inovação em São Paulo, afirma que as martechs são uma necessidade para as agências, consultorias e áreas de marketing das empresas. “Dentro desse ecossistema de inovação, dessa nova economia, elas complementam o trabalho das outras startups. Um exemplo próximo e recente é a InLoco e que acabou de ganhar o Caboré e passou recentemente por um programa de aceleração”, observa.

Fonte: Meio&Mensagem

Concorrência e competência: mais que uma rima, uma solução

Analisar o cenário competidor, prever tendências e antecipar cenários pode mudar a realidade de uma empresa, tornando ela muito mais competente em suas ações.

Eduardo Prange – CEO da Zeeng – Data Driven Platform

 

Buscar o mercado ideal para o seu negócio, aquele em que você é quem comanda e dita as regras, é o desejo de toda empresa. Mas a verdade é que ser único em um ambiente de muita competição não é mais possível: sempre vai existir, em algum lugar, alguém com uma oferta igual ou parecida com a sua.

Vivemos em um mundo em que a cada dia surge uma nova companhia, startup ou fintech totalmente orientada por dados, abraçada em tecnologia e no universo digital. São competidores que chegam ocupando um espaço significativo dentro do mercado, e toda e qualquer organização para se manter ativa precisa estar atenta a essa movimentação.

Para entender o atual cenário competitivo basta lembrar que, hoje, se vive na era do Big Data, da análise de dados e da pronta-entrega, do imediatismo e também do real time marketing. Um produto ou serviço – mesmo que físico – precisa interagir com o universo digital, que é onde toda a magia entre empresa e cliente acontece atualmente. Mas, para isso, as empresas devem estar muito concentradas em tomar as melhores decisões de negócio, sabendo exatamente onde querem chegar e como podem alcançar isso.

As mais novas, por exemplo, entram no mercado mostrando todo o potencial de quem já nasce pronta para enfrentar os desafios impostos pela velocidade do digital, e acabam provocando mudanças muito rápidas em segmentos de atuação já consolidados. É como o caso de uma operadora de televisão percebendo a evasão de seus clientes para plataformas de streaming, como a Netflix. Das redes de hotéis recebendo menos hóspedes devido a ascensão do Airbnb. Ou dos motoristas de transporte urbano que usam canais digitais para encontrar seus passageiros, migrando para o mundo das ofertas ágeis, assim como a revolução que o crescimento das fintechs causou no mercado bancário.

 Nesse cenário, empresas tradicionais, de segmentos antes tidos como sólidos, como o de telefonia, hotelaria e até mesmo finanças, acabam vendo as suas ofertas se tornando obsoletas. E a única saída é rever os seus modelos de negócio, reparar processos e renovar as suas entregas. É preciso encarar o movimento das novas entrantes com olhar de quem está vendo um leão a sua frente. Afinal, não é à toa que para se manter ativo em um mercado altamente competitivo é necessário matar um leão por dia – ou até mesmo 10 ou 20 -, certo?

Por isso, mais certo do que qualquer outra afirmação que você vai ler neste artigo, é que as corporações que não procuram conhecer o contexto em que estão desenvolvendo as suas ofertas, não serão capazes de respirar por muito tempo. Elas podem até convencer seus consumidores de que o seu produto ou serviço, ainda assim, é o melhor, porém, não terão forças para brigar com aquelas que sabem muito bem “o que estão fazendo”, “porque estão fazendo” e “para quem estão fazendo” e entregam o máximo de valor a cada interação com o público.

Concorrência: um inimigo (nada) oculto

Contudo, não são só as novas entrantes que mexem com a competitividade do mercado e provocam esse sentimento nas empresas de querer sempre ser melhor do que a do terreno ao lado. Há séculos, sabemos que a concorrência é um inimigo nem um pouco oculto que pode, muitas vezes, derrubar a sua oferta se essa não for muito bem planejada e executada. 

O modelo das Cinco Forças de Porter, sugerido por Michael Porter, publicado no artigo “As cinco forças competitivas que moldam a estratégia”, em 1979, na Harvard Business Review, faz uma análise do cenário de competição existente entre empresas. Segundo Porter, existem algumas forças que influenciam a capacidade das empresas em atender seus clientes e ter lucros, e essas ainda mexem com todo o jogo de competição.

Entre elas estão: a ameaça de produtos substitutos, a ameaça de entrada de novos concorrentes, o poder de negociação dos clientes, o poder de negociação dos fornecedores e a rivalidade entre os concorrentes. Fatores que continuam impedindo o avanço e crescimento de muitas organizações no mercado.

O que mudou é que, hoje, não existem mais concorrentes diretos ou indiretos bem definidos. Independentemente do segmento em que a empresa atua, ela estará competindo com fatores que estão até mesmo acima das suas entregas, são eles: a agilidade e a velocidade.

 Startups como o Uber mudaram não somente a oferta de uma serviço, mas os desejos dos consumidores. O avanço do digital, o uso constante de novidades tecnológicas, ferramentas e softwares para construção de produtos e soluções de negócio, assim como o fenômeno da mobilidade, transformou o comportamento e os desejos das pessoas. Agora, elas querem ter produtos e serviços ao seu alcance com muita agilidade e priorizam aquelas organizações que conseguem resolver seus problemas em poucos minutos.

 E, nesse contexto, não se pode ficar de braços cruzados, esperando que as suas ofertas, assim como as suas ações e campanhas de marketing, sejam engolidas por outras muito mais animadoras e adequadas às expectativas dos consumidores. É preciso desenvolver uma nova mentalidade dentro da organização, transformar os processos produtivos e criativos, bem como a cultura da empresa como um todo. Começando por uma trabalho de leitura de dados que levará a um entendimento do cenário competidor, afinal, conhecer profundamente cada concorrente é fundamental para ter competência no mercado.

 

Competência: o motor por trás da competitividade

Por falar em competência, você já parou para pensar que ela é o motor por trás da competitividade? Quanto mais competentes as empresas se tornam, mais elas elevam o nível das suas entregas e sobem a régua para a concorrência. Para alcançá-las, é preciso produzir melhor, ou seja, ser mais competente a cada interação com o público. 

Nesse contexto, a minha pergunta é: o que você está fazendo, hoje, para ser mais competente? Uma das maneiras mais eficientes de conquistar boas atuações no mercado e atingir o sucesso desejado é por meio de muito conhecimento, um dos pilares da competência. Entender o cenário em que a empresa está inserida, conhecer a realidade dos competidores, assim como o comportamento dos consumidores – muito mais inseridos no ambiente online -, e combinar essa capacidade com os recursos e habilidades certas, é o que torna possível desenvolver ótimas soluções para o mercado.

No entanto, essa não é uma tarefa simples. Nem sempre as informações são fáceis de serem apuradas, coletadas e avaliadas. Além da análise de dados ser uma função complexa, exige certa preparação das empresas. Elas precisam conhecer o universo da inteligência de dados e contar com plataformas eficientes de coleta e mensuração de dados para somar resultados positivos.

Por meio delas, é possível entrar a fundo no universo do competidor, levantar informações pertinentes sobre a concorrência, antecipar possíveis cenários e tendências e reunir o conhecimento necessário para melhorar as suas estratégias. Assim, o trabalho das equipes de marketing e vendas, por exemplo, se torna muito mais prático e eficiente. Com os dados corretos em mãos, são desenvolvidos novos planejamentos, ocorrem mudanças no rumo de estratégias e a performance das ações e campanhas é aperfeiçoada, melhorando as tomadas de decisão da empresa como um todo.

Como vimos, concorrência e competência andam lado a lado quando se quer alcançar melhores desempenhos. Esses conceitos são mais que uma rima, eles são a verdadeira solução para as empresas, e você não precisa sofrer mais por falta de conhecimento ou por fazer as escolhas erradas e perder posições e clientes para os concorrentes. 

Fonte: Proxxima