Aliadas, tecnologia e dados de consumo ajudam marcas a otimizar sua performance em vendas

Por Ricardo Rodrigues (*)

Você sabia que, em média, menos de 2% dos visitantes que chegam a um e-commerce compram no ato? Desse dado é possível concluir muita coisa. Primeiro que nenhum negócio consegue sobreviver exclusivamente de compras por impulso. A conta de investimento em atração de público versus vendas nunca vai fechar desse jeito. O que nos leva ao segundo ponto: só porque 98% de usuários deixam um site sem comprar nada, não significa que eles não gostaram dos produtos ou não têm intenção de converter com a marca em algum momento. Essas pessoas simplesmente não estavam prontas para comprar.

E isso pode acontecer por diversos motivos – o consumidor estava sem o cartão de crédito na hora, com pressa para buscar o filho na escola ou se distraiu com um e-mail de trabalho. Isso acontece porque a jornada de compra não é linear. Ao mesmo tempo, as marcas não podem simplesmente desperdiçar todo esse volume de potenciais clientes, que entraram no site e demonstraram interesse nos produtos. Portanto as empresas precisam ajudar as pessoas a tomarem uma decisão de compra e o melhor caminho para fazer isso é através dos dados de consumo, que indicam o perfil e comportamento do público de uma empresa e podem orientar campanhas mais assertivas.

Desvendando o perfil do consumidor através dos dados

Para otimizar a estratégia de marketing digital, o primeiro passo é  identificar quem são os visitantes do site – as necessidades e desejos do consumidor. Entender com profundidade o comportamento desses usuários  enquanto navegam nas páginas do site e quais são os produtos e categorias em que tem mais interesse é essencial para que as marcas criem campanhas mais direcionadas e personalizadas, com maior potencial de conversão, fazendo com que cada consumidor se sinta especial, mais próximo e querido pela empresa.

Todo este processo, desde a primeira identificação do cliente com a marca até a fidelização e recompra, é definido pela jornada de compra.  O objetivo de qualquer negócio online é buscar a evolução do visitante nesse processo, para que se torne um comprador fiel e constante, justamente pela boa experiência vivida no e-commerce.

Uma estratégia baseada em dados

Uma vez identificados os perfis de consumo dos consumidores, é possível aplicar uma comunicação humanizada, adequada ao momento em que aquele usuário está na sua jornada de compra.

Por exemplo: resultados preliminares de uma pesquisa de neurociência e linguística, liderada pela Social Miner, mostram que quando um novo visitante entra num site e está na fase de consideração da sua jornada de compra, usar uma linguagem mais afetiva e empática pode performar até 17% melhor. Ou seja, para cadastrar mais leads, o ideal é que as marcas sejam receptivas e encantem o seu potencial cliente. Na fase de avaliação, o compartilhamento de informações sobre os produtos – utilidades e vantagens – pode garantir resultados até 23% melhores.

Já na fase de conversão, a oferta de benefícios financeiros, como descontos e condições especiais, são mais relevantes em 60% dos casos e, na fase de retenção, o cuidado com a experiência pós-compra, bem como conteúdos que proporcionam uma boa experiência garantem a fidelização.

Estudamos ainda a relação entre a navegação do usuário em um site com a sua intenção de compra. E descobrimos que quanto mais engajado esse consumidor está, visitando mais páginas, maiores são as suas chances de conversão. Isso significa que podemos prever, com baixíssimo grau de erro, a probabilidade de um visitante comprar ou não, baseado em seu comportamento de navegação. Uma boa estratégia de engajamento ajuda as marcas a guiarem a navegação dos seus visitantes dentro do site, multiplicando as oportunidades de venda.

Automação x humanização: é possível ter os dois ao mesmo tempo?

A automação, aliada à personalização, permite que as marcas tratem os seus clientes com exclusividade e melhor: faça isso de forma escalável. Ou seja, a tecnologia faz o trabalho duro de análise de dados, enquanto as equipes de marketing podem focar no que realmente importa: as pessoas e o que elas esperam das marcas.

É, portanto, um recurso essencial tanto para grandes, quanto para pequenas e médias empresas. Num cenário de grandes e-commerces, os recursos ajudam a vencer o desafio de criar campanhas humanizadas, em escala. Já para o pequeno e médio empreendedor, oferece diferencial competitivo – baseada na experiência de compra humanizada – já que nem sempre essas organizações podem brigar por preço. Chamamos essa metodologia, que garante até 3,5 vezes mais conversões para as marcas, de People Marketing.

Por fim, é sempre importante buscar parceiros de confiança para que a sua marca esteja em boas mãos, afinal é a sua reputação que está em jogo. Existem empresas que podem te ajudar nesse sentido: criando verdadeiros laços entre a sua marca e seus clientes. Nós da Social Miner promovemos uma comunicação humanizada e automatizada para e-commerces aumentarem suas vendas. Minha dica é: valorize seu consumidor e fale com ele como se fossem bons amigos. Seja autêntico e, com certeza, você irá se destacar no mercado.

(*) Ricardo Rodrigues é cofundador da Social Miner

Fonte: Proxxima

GARTNER IDENTIFICA CINCO MITOS SOBRE O USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NAS EMPRESAS

Os líderes de TI e de negócios geralmente ficam confusos sobre o que a Inteligência Artificial (IA) pode fazer por suas organizações e são frequentemente desafiados por falsas ideias sobre como aplicar os conceitos dessa tecnologia em suas organizações. O Gartner Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, avalia que os gestores de TI e negócios que desenvolvem projetos de inteligência artificial devem separar a realidade dos mitos para elaborar suas estratégias de inovação para o futuro.

“Com a tecnologia de IA ​​entrando nas companhias, é crucial que os líderes de negócios e de TI compreendam completamente como as soluções inteligentes podem criar valor para seus negócios e onde estão suas limitações”, diz Alexander Linden, Vice-Presidente de pesquisa do Gartner. “As tecnologias de Inteligência Artificial só podem gerar valor se fizerem parte da estratégia da organização e forem usadas da maneira correta”.

Para evitar concepções erradas, o Gartner anuncia cinco mitos sobre o uso da Inteligência Artificial:

Mito 1: A Inteligência Artificial funciona da mesma maneira que o cérebro humano

A Inteligência Artificial é uma disciplina de engenharia da computação. Em seu estado atual, consiste em ferramentas de software destinadas a resolver problemas. Embora algumas formas de IA sejam altamente capacitadas e habilidosas, seria impossível pensar que as aplicações inteligentes atuais são semelhantes ou equivalentes à inteligência humana.

“Algumas formas de aprendizado de máquina (ML – de Machine Learning, em inglês), que é uma categoria de inteligência artificial, podem ter sido inspiradas pelo cérebro humano, mas não são equivalentes”, afirma Linden. “A tecnologia de reconhecimento de imagem, por exemplo, é mais precisa do que a maioria dos humanos, mas não é útil quando se trata de resolver um problema de matemática. A regra com a Inteligência Artificial, hoje, é que ela resolve uma tarefa extremamente bem, mas, se as condições da tarefa mudarem um pouco, essa tecnologia falhará”.

Mito 2: Máquinas inteligentes aprendem por conta própria

A intervenção humana é necessária para desenvolver uma máquina ou um sistema baseado em Inteligência Artificial. O envolvimento pode vir de experientes cientistas de dados humanos, que são imprescindíveis para executar tarefas como definir e enquadrar quais são as questões a serem executadas, preparar os dados, determinar conjuntos de informações apropriados para a análise, remover possíveis erros (ver mito 3) e – o mais importante – para atualizar continuamente o software, permitindo a integração de novos conhecimentos e de aprendizagem para o próximo ciclo de inovação presente nas máquinas.

Mito 3: Inteligência Artificial pode ser livre de preconceito

Toda tecnologia de Inteligência Artificial é baseada em dados, regras e outros tipos de informações fornecidas por especialistas humanos. Semelhante aos humanos, as aplicações inteligentes também são intrinsecamente enviesadas por uma forma ou outra de análise.

“Hoje, não há como banir completamente o preconceito, no entanto, temos que tentar reduzi-lo ao mínimo”, diz Linden. “Além de soluções tecnológicas, como diversos conjuntos de dados, também é crucial garantir a diversidade nas equipes que trabalham com a Inteligência Artificial e fazer com que os membros da equipe revisem o trabalho uns dos outros. Esse processo simples pode reduzir significativamente o viés de seleção e confirmação”.

Mito 4: A Inteligência Artificial só substituirá trabalhos repetitivos e que não exigem graus avançados

A Inteligência Artificial permite que as empresas tomem decisões mais precisas por meio de previsões, classificações e agrupamentos da análise de dados. Essas habilidades das soluções baseadas em IA permitiram que as empresas reduzissem as demandas acerca das tarefas mais comuns, mas, por outro lado, também aumentaram a complexidade das tarefas remanescentes. Um exemplo é o uso de Inteligência Artificial na avaliação de imagens na área da saúde. Uma radiografia de tórax baseada em IA pode detectar doenças mais rapidamente que radiologistas. No setor financeiro e de seguros, robôs estão sendo usados ​​para o gerenciamento de rendas ou detecção de fraudes. Essas capacidades não eliminam o envolvimento humano nessas tarefas, mas permitem que os humanos lidem apenas com os casos incomuns ou mais específicos. Com o avanço da Inteligência Artificial ​​no local de trabalho, os líderes de negócios e de TI devem ajustar os perfis de trabalho e o planejamento das habilidades de suas equipes, além de oferecer opções de certificações e reciclagem de conhecimento para os profissionais já presentes na companhia.

Mito 5: Nem todas as empresas precisam de uma estratégia de Inteligência Artificial

Todas as organizações devem considerar o impacto potencial das soluções de Inteligência Artificial ​​em suas estratégias e investigar como essa tecnologia pode ser aplicada às demandas de suas operações. Evitar a exploração da Inteligência Artificial é o mesmo que abandonar a próxima fase da automação, o que, em última análise, poderia colocar as companhias em desvantagem competitiva.

“Mesmo que a estratégia atual de uma empresa não utilize a Inteligência Artificial, é importante que os líderes de negócios dessa companhia avaliem esse tema para tomar uma decisão consciente, baseada em muita pesquisa e avaliação do cenário. E como em relação a qualquer outra estratégia, é sempre recomendável que as companhias revisitem periodicamente seus planos, alterando suas diretrizes e rumos de acordo com as necessidades da organização. As ferramentas de Inteligência Artificial podem ser necessárias mais cedo do que o esperado”, finaliza Linden.

Fonte: Digitalks

Precisando de investimento? Saiba onde e como encontrar

Conseguir um investimento sempre é uma tarefa desafiadora para empreendedores que desejam agregar valor ao seu negócio. Para encurtar a distância entre a startup e o investimento que tanto precisa, elencamos algumas iniciativas que ajudam os empreendedores a encontrar o investidor certo, elaborar um pitch de sucesso, se conectar com os maiores players de empreendedorismo do Brasil e até mesmo ser orientado por mentores e especialistas nos temas mais relevantes para empresa.

Programas de aceleração

O InovAtiva Brasil oferece atividades online como mentorias coletivas e individuais, capacitações, eventos presenciais e a chance de se apresentar para a maior banca de investidores do Brasil, no Demoday InovAtiva que ocorre em São Paulo, gerando ainda mais visibilidade e conexão para a empresa.

Outra aceleradora que chama a atenção é a Spin. Especializada em startup indústria do Brasil, oferece mentorias com metodologias exclusivas do Vale do Silício, estrutura de escritório e salas de reunião em quatro cidades, programas exclusivos de governança corporativa para startups, coaching em grupo e individual, treinamentos, cursos, workshops e assessoria jurídica e contábil. “Nós acreditamos que a execução de um negócio é superior a ideia, por isso buscamos bons projetos e equipes com capacidade de entrega. Esses métodos ajudam as startups a se tornarem mais atrativas para os investidores, além de promover a conexão destas com possíveis clientes, indústria e grandes empresas”, conta Beny Fard, CEO da Spin.

Internacionalização

Com o StartOut Brasil, até 20 startups participam de ciclos de imersão nos mais promissores ecossistemas de empreendedorismo do mundo. A próxima edição ocorre de 24 a 29 de março em Santiago. Nela, os empreendedores irão visitar aceleradoras, incubadoras e empresas locais; participar de seminário de oportunidades, reuniões com prestadores de serviços e encontros de negócio organizados pelo programa; além de realizar uma apresentação para possíveis investidores e parceiros.

Coworkings

Os espaços de coworking têm buscado cada vez mais oferecer atividades que incentivam a conexão entre residentes com o objetivo de promover o crescimento das empresas, com a possibilidade de conquistar investimentos para o seu negócio. “Aqui no Co.W. nós sempre realizamos eventos com conteúdos direcionados aos mais diversos segmentos para criar conexões entre os empreendedores e investidores. Acreditamos que essa é a melhor maneira de fomentar o ecossistema como um todo”, afirma Renato Auriemo, CEO do Co.W., coworking que tem como objetivo conectar empresas, novas ideias e culturas diferentes em um clima voltado ao networking, inovação e a construção de um futuro cada vez mais próspero e empreendedor.

Eventos de empreendedorismo

A Summit Hub, empresa que chegou ao mercado com a missão de gerar conexões entre grandes players e novos empreendedores por meio de conteúdos e principalmente eventos, como é o caso da Gramado Summit, um dos maiores eventos para startups no Brasil. O grande objetivo do evento é alavancar o ecossistema brasileiro com a concretização de negócios e conteúdo de qualidade. Para isso, proporciona aos novos empreendedores a geração de um networking de qualidade, leads concretos e a possibilidade de ampliar seus projetos através da negociação com novos clientes e investidores.

Dicas de quem já recebeu investimento

Eduardo Prange, CEO da Zeeng, plataforma de big data analytics voltada para comunicação e marketing, participou do programa InovAtiva Brasil e compartilhou o que aprendeu: “Esteja atento e se questione sobre a real necessidade de buscar um investimento. Olhe e entenda até que ponto o capital é uma fraqueza da organização ou uma oportunidade. Se for fraqueza, linhas de crédito minimizam o impacto disso. Mas se for oportunidade, é porque você tem um negócio na mão que funciona, que pode ser tracionado e acelerado, e que só falta o dinheiro para isso acontecer”, explica Prange.

O CEO do Qranio, Samir Iásbeck, compartilha da mesma ideia. “Acredito que as startups precisam criar uma fundação sólida, para que os seu negócio seja ‘sustentável’. Os investimentos são vantajosos sim, mas entendo que a empresa deve ter um plano de negócio já consolidado, porque o crescimento acelerado pode ser um risco se ela não tiver faturamento e só estiver sobrevivendo de especulação e fundo de investimento”, afirma Iásbeck.

A BeeTech, fintech especializada em serviços digitais cross border como a Remessa Online e a BeeCâmbio, se aproxima cada vez mais do ecossistema internacional e chama atenção do mercado. Para Tatiana Delgado, Head of Business and Corporate Development, oferecer excelência aos clientes é a melhor forma de ter notoriedade. “Trabalhamos em prol do melhor serviço e, com parcerias que nos ajudam neste processo, chamamos a atenção de investidores. É inevitável que fiquemos mais conhecidos e em evidência”, explica. Em 2017 a empresa fez parte de um programa de aceleração da Visa e em 2018 recebeu um round Series A, além de firmar parceria com a Ripple para envio de remessas internacionais via blockchain.

A Agenda Edu, uma startup de educação que integra alunos, pais e escolas por meio de um app e de uma plataforma online. “Todo empreendedor, quando está captando investimento, precisa se questionar se está no momento certo para buscar investimento e se tem a maturidade necessária. Depois disso, deve encontrar um investidor que tenha uma tese de investimento aderida ao que ele está buscando. Por fim, após olhar esses pontos, tem que entender todos os riscos de uma operação como essa”, afirma Anderson Morais, CEO da empresa.

Fonte: Startupi

Grupo Vega, na Grande Belém, aumenta 30% das vendas com estratégias de marketing digital

Com atuação expressiva na Grande Belém, o Grupo de concessionárias Vega conta com reforço da Lead Force, agência de marketing digital especializada em concessionárias, há um ano e já colhe frutos dessa parceria ao registrar aumento na geração de leads e por consequência nas vendas. O Grupo tem duas lojas Volkswagen e uma Ford.

De acordo com Paulo Mutran, diretor da Vega, a concessionária registrou aumento de 30% nas vendas depois de contratar os serviços da Lead Force. A empresa realiza o trabalho de estratégia digital da marca de forma direcionada e com o objetivo de gerar e converter leads.

“O que nos impressiona é o suporte que a Lead Force nos dá, de maneira ágil. Anteriormente, perdíamos muito tempo tendo que abrir chamados para que a comunicação e as ações digitais pudessem acontecer”, analisa Paulo.

No atendimento à Vega, a Lead Force desenvolve campanhas de Google Ads, Instagram, Facebook, SMS a clientes e e-mail marketing. Para tanto, a empresa dispõe de uma equipe prestativa e que avalia cada elemento para criar a estratégia digital da concessionária. Tudo para que a Vega mantenha o relacionamento pré-venda e venda.

O Grupo Vega atende a Região Metropolitana de Belém desde 2016 e, hoje, conta com 250 funcionários. Os dois sites da empresa, Vega Ford e Vega Volkswagen, foram criados pela Lead Force que, direta e indiretamente, impacta nas vendas dos automóveis.As concessionárias ainda utilizam os serviços de CRM da Syonet, que é líder em soluções de Gestão de Relacionamento com o Cliente para concessionárias no Brasil.

“No projeto do Grupo Veja, além de seguir o guideline de criação de cada marca, focamos também em várias formas de geração de leads, como por exemplo: formulários, Chat robô, linhas de calltracking e clique e ligue, porque não adianta investir em mídias como Google e Face Ads se as “iscas digitais” não estiverem prontas para captar o lead. O próximo passo com o Grupo Vega será implantar nosso integrador de estoque GiroCar, com os anúncios de veiculos com visão 360 graus para aumentar ainda mais a geração de leads e por consequência aumentar a rentabilidade do Grupo Vega, afinal foi para isto que a Lead Force foi contratada”, complementa o diretor da Lead Force, Isac Campos.

“Estamos muito satisfeitos com essa parceria e dou nota 10 para Lead Force, que tem sido fundamental para o desenvolvimento de nossas campanhas de vendasna web”, finaliza Paulo Mutran.

Fonte: Revista Live Marketing

4 dicas para escolher uma plataforma de inteligência de dados

Os dados são nossos parceiros de negócio e essa já é uma realidade instalada no mercado atual. Há algum tempo, as pessoas, empresas e profissionais de áreas comentam sobre como as informações, geradas tanto no ambiente online quanto no off-line, têm servido para compor estratégias e mudar verdadeiramente o rumo de ações e campanhas

Artigo produzido por: Eduardo Prange

Como você já deve ter percebido: estou falando de uma nova era, a era das plataformas de inteligência de dados.

Segundo a Gartner, principal empresa de consultoria e pesquisa do mundo, 2,2 milhões de terabytes de novos dados são criados todos os dias e a expectativa é que, até 2020, exista um total de 40 trilhões de gigabytes de dados espalhados pelo mundo.

Isso quer dizer que, em pouco tempo, tudo o que conhecemos de informação será apenas uma ponta (muito pequena) do iceberg conhecido como Big Data.

A tendência é que a quantidade de dados gerados nos próximos anos seja tão grande que parecerá impossível mensurá-la e, para as empresas, fazer leituras deste cenário se torna imprescindível.

Pensando em ajudar você nessa jornada de competição acirrada, separei algumas dicas para auxiliar na escolha de uma ferramenta de inteligência que atenda tanto os seus desejos, como os dos leads, que poderão contar com um fornecedor que oferece mais do que bons produtos, mas ótimas experiências. Confira!

1. Captura de dados eficiente: As plataformas de inteligência de dados são ambientes que reúnem enormes quantidades de informações de diferentes bases públicas, mídias sociais, etc., e que precisam ser eficientes para cruzamentos e análises de conteúdo complexos.

O objetivo é que, além das grandes coletas de dados, as informações capturadas sejam eficazes do ponto de vista estratégico. Que sirvam para identificar comportamentos e conhecer os perfis dos consumidores, por meio de cruzamento de dados usando ferramentas como o Analytics de forma inteligente.

A ideia é que os dados coletados sirvam como base para melhores tomadas de decisão. Por isso, procure por uma solução que entregue: usabilidade, praticidade, organização e que também está pronta para as grandes análises de dados.

2. Gestão de dados inteligente: Além do auxílio na coleta de informações significativas para a empresa, uma plataforma de dados tem como proposta aumentar sua capacidade de gestão.

Com uma solução que faz uma leitura de dados complexa existem mil maneiras de melhorar os resultados do negócio. Em vez de despender tempo fazendo uma coleta e seleção enorme de informações, você já tem os dados mais interessantes distribuídos em dashboards e relatórios, basta fazer a leitura.

A tecnologia, portanto, facilita muito o trabalho de controle sobre o que está servindo de insumo para as estratégias da empresa.

O gerenciamento das informações – uma prática fundamental quando se lida com dados – deixa de ser uma tarefa morosa e passa a funcionar como um meio muito eficiente para geração de insights.

3. Visualização facilitada: Outro fator que deve ser levado em consideração é optar por ferramentas totalmente visuais. Ou seja, os dados precisam ser apresentados de maneira que todos tenham acesso prático, desde as pessoas de negócios até os profissionais que lidam diariamente com inteligência.

Uma boa plataforma deve ser funcional ao ponto de permitir avaliações rápidas de cenários para reverter problemas pontuais, como mudar uma campanha de marketing com o objetivo de aumentar as conversões em leads, por exemplo.

4. Análise estratégica: Uma plataforma de inteligência de dados muito completa permite que a empresa se diferencie das outras no mercado e isso está totalmente relacionado ao seu poder de análise.

Para que a empresa ganhe destaque entre seus concorrentes diretos e indiretos, é importante que ela tenha potencial analítico e encontre facilmente respostas para seus planos, ações e estratégias em dados muito valiosos.

Com o auxílio de boas plataformas é possível diminuir o risco das avaliações apressadas de cenário. Todo e qualquer levantamento feito pela sua empresa será fundamentado em dados estratégicos, pois a própria solução funciona de maneira inteligente, oferecendo relatórios comparativos, simplificando o trabalho de análise.

Com isso, a produtividade das equipes acaba aumentando e insights diferenciados surgem para melhorar os negócios da empresa.

O tempo de retrabalho é reduzido, assim como os custos, e gestores e líderes passam a desempenhar funções ainda mais estratégicas, mudando positivamente a realidade das empresas, agora muito mais inteligentes.

Para finalizar, posso dizer que por ter acompanhado os resultados da segunda edição do estudo “Índice de Inteligência Empresarial”, realizado pela Zebra Technologies Corp., empresa inovadora na estrutura de negócios com soluções e parceiros que permitem às companhias capturar sua vantagem competitiva, percebi que o número de empresas enquadradas na categoria “smart” dobrou em 2018, em relação ao ano anterior.

Isso quer dizer que elas estão aproximando cada vez mais o mundo físico com o digital, impulsionando suas ações por meio de tecnologia e plataformas inteligentes.

*Eduardo Prange é CEO da Zeeng – Data Driven Platform, e atua com Marketing Digital há mais de doze anos, com participação em mais de cem projetos relacionados ao tema.

Fonte: Crypto ID

Como vencer o desafio de qualificar leads com conteúdo inteligente

Adotar as estratégias de marketing certas para o seu negócio, melhorar a comunicação entre a marca e o consumidor e qualificar leads é o desejo de toda organização. Mas alcançar estes objetivos nem sempre é uma tarefa fácil.

Não existe fórmula mágica ou algum tipo de receita para conquistar clientes interessados no seu produto ou serviço e ter sucesso em suas ações e campanhas. Tudo está relacionado a forma como as empresas se preparam para encarar os desafios do marketing digital, a imagem que elas apresentam para os consumidores em todos os pontos de contato, a forma como se posicionam e resolvem um problema e, principalmente, como elas entendem o conceito de produção de conteúdo inteligente.

 

O desafio de qualificar leads

Um dos desafios do marketing é qualificar leads. Chamar a atenção dos consumidores certos para o seu negócio e mantê-los interessados é uma grande  dificuldade, principalmente quando não se sabe como agir dentro das diversas possibilidades que o universo da comunicação apresenta. Mas, uma coisa é certa: para alcançar esses clientes, é preciso ir além das estratégias de marketing óbvias (ou até mesmo ultrapassadas).

  • Atrair os consumidores em potencial com informações rasas
  • Insistir em mensagens de autopromoção sem efetivamente resolver os problemas dos clientes
  • Usar os mais variados canais para conquistar leads sem calcular se os meios escolhidos são os que mais se alinham ao seu perfil

Esses são apenas alguns exemplos sobre como as empresas têm tentado melhorar a sua base de leads. O que não se sabe, muitas vezes, é que para envolver os consumidores certos – ou seja, aqueles que demonstram engajamento e tem muito potencial de compra – é necessário produzir conteúdo inteligente. E mais do que isso: saber que qualquer estratégia de conteúdo de valor exige tempo, manutenção, teste, coleta e análise de dados, segmentação, estudo e pesquisa constante sobre as Personas e muito alinhamento de discurso.

Portanto, mais do que nunca, a sua empresa deve conhecer os caminhos do marketing que levam uma organização ao sucesso. Para não somente alcançar milhares de consumidores que talvez nunca comprem ou tenham interesse pelo seu serviço e para que não se gaste mais tempo com planejamentos e produções que podem não chegar os resultados esperados.

Confira, a seguir, as três principais maneiras de qualificar leads e melhorar a sua base de clientes:

 

1. Atração

Uma das principais formas de interagir com os consumidores quando o objetivo é que eles conheçam a marca e se interessem pelas suas ofertas é usando marketing de atração, conhecido também como Inbound Marketing. Uma metodologia que, somente pelo nome, já mostra ao que veio: atrair mais leads para a base de contatos.

O mais interessante é que essa estratégia não funciona como no marketing tradicional, quando qualquer pessoa pode ser classificada como um cliente em potencial. Por meio de Inbound, a ‘atração’ acontece de forma direcionada e a panfletagem ou propaganda é substituída por campanhas e anúncios que alcançam diretamente o público-alvo da marca. Em vez de ir até os clientes para mostrar as suas ofertas e procurar atraí-lo a todo e qualquer custo, são utilizados meios mais discretos (e também mais efetivos) de chamar a atenção, conquistando e engajando leads muito mais qualificados.

A ideia é reduzir tempo de trabalho e fazer com que o consumidor venha até a marca com menos esforço. Sendo assim, a sensação é como se você estivesse pegando uma pessoa pela mão – que por alguma ação, click, comentário ou comportamento nas suas páginas de relacionamento demonstrou interesse pelo negócio -, mostrando a ela o valor do produto ou serviço, para que a mesma, naturalmente, acesse o site da marca e conheça o que ela tem a oferecer.

Para que isso dê certo, não basta ser um produtor de conteúdo vazio e criar diversas publicações sem levar em conta a construção de um planejamento e de uma estratégia de comunicação coerente – fatores essenciais para o sucesso no marketing digital.

Nessas horas, é necessário priorizar o uso de conteúdo inteligente – isto é, aquele que tem um propósito, que oferece valor para o consumidor e de forma objetiva resolve seus problemas e dúvidas. Estamos falando de postagens em mídias sociais, materiais com conteúdo mais denso, publicações com caráter educacional, anúncios nos mecanismos de buscas, e-mails marketing personalizados, entre outros formatos de entrega, produzidos com muita qualidade, que ajudam no desenvolvimento de uma estratégia de atração.

Feito isso, é essencial destacar que todo conteúdo qualificado é produzido com base em muito conhecimento e pesquisa. De nada adianta construir peças gráficas atrativas se esse conteúdo não é pensado e direcionado para as pessoas certas. O cliente deve estar sempre no centro do marketing de atração. Achar que você sabe o que ele deseja não vai levá-lo a lugar nenhum, pois conhecer seu público consumidor profundamente significa estar constantemente analisando seus comportamentos, feedbacks e comentários e interagindo ao máximo para saber se aquela pessoa é realmente um lead qualificado para o seu negócio.

 

2. Relacionamento

Outra possibilidade que o marketing permite é a de qualificar leads por meio de estratégias de relacionamento. E, aqui, não nos referimos somente aos mecanismos digitais, que podem auxiliar na atração, nutrição e fidelização de consumidores, mas aos mais tradicionais, utilizados pelas empresas há séculos para manter uma boa relação com o cliente.

É como o caso de uma equipe que trabalha no setor comercial ou de marketing, conhecidos como Inside Sellers, que pode auxiliar na construção de melhores relacionamentos. Por exemplo, durante um evento direcionado para o seu segmento de atuação, é possível conversar com diversas pessoas, mostrar o propósito da marca e capturar dados (como nome, contato e e-mail dos participantes) para depois iniciar uma estratégia de relacionamento muito efetiva, envolvendo diferentes times da organização.

Essas informações podem ser direcionadas para a equipe de marketing que, por meio do método tradicional, realiza ligações para os leads, procurando maior aproximação. A proposta aqui é começar o relacionamento de forma mais direta e com o auxílio do time de telemarketing, lembrando a pessoa qual é a oferta da empresa e afirmando que as portas estão abertas para negociações. Depois, entra em cena o setor comercial oferecendo uma demonstração do produto ou uma promoção para os consumidores que demonstraram interesse no primeiro contato. E assim começam novas parcerias para as empresas.

Outra maneira de qualificar leads é por meio de estratégias de relacionamento que envolvem a equipe de marketing digital. É possível usar os dados de campanhas de ativação para conhecer os consumidores, entender seus comportamentos e segmentá-los a partir dos seus gostos e desejos, oferecendo materiais direcionados ao interesse de cada um por meio de e-mails marketing e outras ações estratégicas.

Nesse momento, mostrar que a empresa domina diferentes temáticas e conhece a fundo sobre assuntos relacionados ao seu segmento de atuação pode fazer toda a diferença. Além de passar muita credibilidade para os leads, que poderão perceber o nível de qualidade da sua empresa ao receber conteúdos inteligentes e muito bem produzidos, é uma forma de conquistá-los e mantê-los informados e interessados sobre o seu negócio.

 

3. Venda

A qualificação de leads tem o poder de transformar os resultados das suas equipes de marketing e comercial. Mas, como é possível chegar a esse ponto e realmente conquistar consumidores mais interessados para o negócio? Uma das estratégias mais usadas é a de marketing voltado para a promoção de produtos e serviços.

Nesse caso, o objetivo da marca é vender. Ou seja, alcançar aqueles consumidores maduros para efetuar uma compra. O foco está totalmente na oferta e todo conteúdo produzido será orientado para contribuir com essa proposta. Para isso, não é preciso envolver grandes equipes ou o setor comercial da empresa, basta ter conhecimento em produção de conteúdo inteligente e usar os recursos de marketing digital certos para alcançar os leads.

Fonte: Doxxa

Marketing data-driven, chatbots e serviços de voz devem crescer em 2019, diz Google

O mundo está se transformando e migrando totalmente para o digital. Com o marketing, não é diferente. Esse cenário gerou uma mudança de pensamento responsável por alterar o comportamento de consumo das pessoas, o que vem exigindo algumas adequações por parte do mercado.

Com essa realidade, diversas ferramentas surgiram para auxiliar as marcas a atingirem o seu público-alvo de forma mais efetiva. Em uma previsão sobre quais delas serão destaque em 2019, o Google aponta o Marketing Data-Driven, o uso de Chatbots e de serviços de voz como algumas dos principais métodos utilizados pelas empresas para melhorar suas entregas e o seu relacionamento com o cliente. Confira:

 

Marketing Data-Driven

O uso de dados na tomada de decisões otimiza diversos processos e estratégias de marketing digital. Pensando nisso, o próprio Google prevê para 2019 o lançamento de novas estruturas acionáveis que contemplem os chamados 5A’s do Marketing Data-Driven. Segundo ela após a dominação destes 5As – audiência, assets, acesso, atribuição e automação – será possível as marcas se equiparem através da transformação digital, fornecendo experiências cada vez mais completas a seus clientes.

Chatbots

A tendência é que a nova geração de Chatbots com Inteligência Artificial agrade mais o público, já que, hoje, de acordo com uma pesquisa do Instituto Statista, apenas 34% dos entrevistados preferem conversar com Chatbots. A previsão é que essa mudança no comportamento dos robôs possibilitará uma conversação mais realista, com diálogos mais verdadeiros. E até 2020, pelo menos 85% das interações entre marcas e cliente sejam feitas por Chatbots.

 

Serviços de voz

O uso de ferramentas de voz deve ser integrado a ferramentas de marketing e estima-se que até o fim de 2019 as vendas de smart speakers cresçam 50%, movimentando US$ 2,7 bilhões nesse mercado. A tendência é que cada vez mais vejamos aplicativos que farão uso de serviços de voz, desde deliveries a portais de notícias e lojas de varejo. A loja H&M Home, por exemplo, lançou recentemente um aplicativo que, em conjunto com o Google Assistant, dá conselhos sobre a decoração de ambientes em diversos estilos e ainda ajuda a navegar no catálogo da loja e encontrar produtos adequados.

Fonte: Thinkwithgoogle, Doxxa

O que você não está vendo no MWC: fim dos apps e edge computing.

Está no MWC, mas nem todo mundo está vendo.

Os apps como os conhecemos vão ir desaparecendo aos poucos, cedendo lugar a uma nova era de “aplicativos”, se é que os chamaremos assim, em que a integração com a internet será mais íntima e pervasiva, em que plataformas de interação cognitiva, anabolisadas por dados, falarão (literalmente) de forma mais próxima conosco e em que as marcas terão a sua disposição, para conversar de maneira interativa direta, recursos digitais em tempo real, one to one, como nunca tivemos antes.

Quem acompanha o MWC todos os anos está vendo isso acontecer em capítulos. De uma certa forma, quase em câmera lenta.

Embora sempre repitamos, com razão, que as transformações tecnológicas digitais avançam a uma velocidade estonteante, essa substituição dos apps, instalados em nossos celulares, por uma nova geração tecnológica de interação direta entre o emissor (qualquer emissor, aquele que aciona uma cadeia de interação) e nós, humanos consumidores e usuários, vem se dando de maneira gradual. E deverá seguir assim.

Quando digo fim dos apps, digo fim dos aplicativos que temos hoje populando a tela de início dos nos celulares, você sabe. Eles nos são hoje indispensáveis e fica difícil imaginar a vida sem eles.

Mas veja, tudo o que fazem e os benefícios que nos entregam, seguirão. E serão ainda mais sofisticados. O que fica cada vez mais claro a cada MWC é que eles irão cedendo espaço a plataformas que conversarão mais conosco, seja por voz (as assistentes de voz que viraram celebridades de dois anos para cá), que é a tendência mais clara hoje, seja por video-conf (imagem), e que estarão embarcadas em todas as coisas, a Internet das Coisas.

Até os próprios celulares, na mesma linha da câmera lenta, irão sendo substituídos aos poucos por torradeiras. If you know what I mean.

Isso está no MWC 2019 como está também, só que nas salas mais técnicas, a discussão sobre edge computing, que é mais cabeçuda e difícil para quem não é do mundo telcom, como é o seu caso e o meu, mas que vale aqui comentarmos, porque é um pedaço importante de todos os parágrafos aí de cima, aquela parte que nós leigos não vemos, mas que viabiliza a interface que chega até nós e com a qual interagimos.

Tentando facilitar nossa vida aqui, o tal edge computing é uma camada de infra-estrutura de armazenagem e transmissão de dados que vai ficar (já está ficando) entre a nuvem e nossos aparatos móveis de dia a dia. Ela vai trazer mais agilidade, eficiência e flexibilidade ao tráfego de dados e, portanto, para nossa vida em geral. Chama-se edge porque fica na franja de rede mais próxima dos devices que levamos no bolso hoje, ou de qualquer aparelho/máquina que se conecte com a internet.

É papo de infra-estrutura de rede, mas que vai possibilitar que novos e ainda mais diversificados recursos de aparelhos celulares possam ser desenvolvidos e que, por exemplo, campanhas interativas das marcas sejam resolvidas com maiores e melhores recursos digitais interativos.

Bom, se não entendeu, deixa pra lá. Quis apenas sinalizar aqui que o edge computing vai vir e que vai ajudar a nos conectarmos de forma ainda mais rápida e rica, no ambiente mobile.

Mais do que toda a nova coleção de aparelhos móveis que o MWC 2019 está exibindo, são essas transformações as que de fato vão mudar mais profundamente o mundo (cada vez mais mobile) em que vivemos.

Fonte: Proxxima

Eficiência de marketing: como deixar de jogar no escuro

A avalanche dos meios digitais, com sua ampla gama de ferramentas de medição, mudou o midset das empresas na área de comunicação e marketing. Agora, os investimentos no próprio meio digital ou mídia tradicional, eventos, brindes e ações variadas estão condicionados a provar sua real contribuição aos objetivos de negócio das empresas, sejam eles refletidos em fortalecimento de marca ou, principalmente, contribuição com as vendas.

 É então que chegamos à grande pergunta: mas conseguimos medir com razoável nível de solidez e de forma exequível o retorno financeiro (ou em imagem) dos investimentos em marketing? A resposta cabal é sim, mesmo nas ações off-line.

 A dúvida que fica então é “como fazer isso?”. Uma primeira resposta apressada seria realizando pesquisas de campo, o que de fato é possível, porém é custoso e demanda um tempo que, na maioria das vezes, acaba sendo lento para retroalimentar as estratégias de negócios.

 Desenvolvemos, porém, uma abordagem que mescla os conhecimentos de negócio e estatística avançada de consultorias com o conhecimento do perfil dos meios e ações das agências de comunicação para desenvolver uma solução que batizamos de Engenharia de Mídia. Nela, buscamos garantir que a estratégia e tática de marketing alcancem os melhores resultados possíveis para os clientes ao impactar mais pessoas, com o melhor uso do investimento e com foco em conversão.

 No caso de investimentos e ações no meio digital, a medição é direta, especialmente naquelas associadas a plataformas de e-commerce. Nos demais casos, utilizamos uma modelagem estatística para medir de forma indireta esse retorno. Os modelos mais usuais combinam dados de vendas e de impactos gerados por meio de ações de marketing para entender a correlação entre estes dois fatores. São cálculos estatísticos complexos, baseados em dados históricos e de mercado, para os quais contamos com o suporte de estatísticos e matemáticos experientes.

 Há ainda metodologias que alavancam o conhecimento do negócio de clientes, no qual a expertise de mídia e a comunicação das agências podem identificar e utilizar as variáveis corretas, de acordo com a realidade e o objetivo de cada cliente.

 Recentemente, tivemos um exemplo em uma grande rede de shoppings centers identificando qual a melhor forma de alavancar o negócio utilizando ações de marketing. Sabemos que shoppings não investem de forma significativa em mídia tradicional ou digital e que também as vendas não são necessariamente a melhor métrica de sucesso para o departamento de marketing desse segmento. Nesse caso, os modelos tradicionais não se aplicam.

Diante disso, foi preciso desenvolver uma modelagem customizada criando um registro histórico de eventos temáticos realizados nas diferentes unidades, informações de fluxo de pessoas e outros dados como indicadores socioeconômicos e metragem de cada unidade para construir um modelo que respondesse à seguinte pergunta: Qual o fluxo adicional de clientes gerado por cada tipo de evento em cada um dos diferentes shoppings da rede? Dessa forma, foi possível desenvolver uma ferramenta que suportasse, de forma analítica, a criação de planos de comunicação mais  eficientes para cada uma das unidades.

Para adequar as ações, esse tipo de análise suporta executivos de marketing na tomada de decisão para escolher a melhor forma de aplicar seus investimentos em comunicação nos veículos, formatos e conteúdos que geram maior potencial de resultado para o seu negócio.

Com isso, é possível construir modelos customizados utilizando indicadores e pesquisas de percepção de valor da marca para identificar quais estratégias de comunicação têm mais efetividade em gerar esse tipo de impacto nos consumidores. Tudo isso de forma analítica e baseada em dados.

 Aplicar esse tipo de modelo é um investimento que se paga e traz para os anunciantes mecanismos para “deixar de jogar no escuro”, possibilitando o modelo operacional muito mais robusto e que favorece o desenvolvimento contínuo em termos de estratégia e resultados financeiros.

 É importante ressaltar que esta abordagem não substitui o trabalho das agências, que continuam responsáveis pelo planejamento, criação e execução das ações. Trata-se de empoderar o cliente de ferramentas para que ele possa ter melhores resultados e insumos para pleitear mais recursos em sua organização.

 Fonte: Proxxima

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Qual é o estágio de maturidade do marketing digital no Brasil? O estudo Digital Marketing Readiness da McKinsey revela seu status e propõe um roadmap para alcançá-la.

O mercado de marketing digital brasileiro é um dos mais importantes do mundo , e consiste em um vetor crítico de crescimento das empresas. Entretanto, ainda há uma grande disparidade entre a oportunidade que o marketing digital representa e o nível de maturidade nessa disciplina dentro das empresas no país.

Embora o marketing digital seja uma importante alavanca no crescimento das empresas, no Brasil, o ritmo de migração dos anunciantes das mídias tradicionais para a mídia digital ainda se encontra longe do ideal. Apesar de ser o país com maior percentual de investimentos em marketing digital na América Latina , quando comparado com a média global de 43.5% da verba total de mídia investida em marketing digital, os 24.4% do Brasil ainda refletem desafios não apenas do ponto de vista das empresas, mas também das agências de publicidade.

Mas, o que impede as empresas de avançar e tornarem-se líderes digitais? Quais são os caminhos que podem ser trilhados para acelerar o amadurecimento das empresas e colher os benefícios da plena adoção do marketing digital?

O estudo DMR – Digital Marketing Readiness – realizado pela McKinsey com o apoio da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), propõe um roadmap para que as empresas atuantes no país possam atingir a maturidade no marketing digital. O estudo contou com a participação de 79 empresas líderes de 10 setores e teve como objetivos traçar um panorama da maturidade do marketing digital no Brasil, analisar as melhores práticas adotadas pelas empresas líderes e sugerir caminhos para os anunciantes evoluírem nessa capacidade que se tornou um diferencial de negócios crítico para o sucesso das empresas.

Com base nas respostas às 54 perguntas da pesquisa em forma de autoavaliação, às quais foram dadas notas de 1 a 5, sendo 5 o mais alto, as empresas participantes foram classificadas em quatro níveis de maturidade em relação ao marketing digital dentro de cada dimensão:

  • Líderes – empresas com pontuação global superior a 4.5 de maturidade em marketing digital nas quatro dimensões;
  • Ascendentes – empresas com pontuação global acima de 3.5, mas inferior à dos líderes;
  • Emergentes – empresas com desempenho mediano e ampla oportunidade de melhoria;
  • Iniciantes – empresas com desempenho abaixo da média, que ainda não embarcaram em um processo de digitalização do marketing ou que não conseguiram capturar seus benefícios.

Os resultados obtidos foram traduzidos em um framework (Quadro 1) com quatro dimensões, descritas a seguir, e 14 alavancas que visam auxiliar as empresas a avançar rumo ao alcance da maturidade do marketing digital:

  1. Pessoas, Processo e Cultura: esta dimensão analisa os processos, as competências e a cultura que sustentam o marketing digital de alta performance.
  2. Dados e Tecnologia: refere-se à qualidade, quantidade e velocidade no uso de dados e das tecnologias de gestão e automação de marketing.
  3. Investimento e Mensuração: avalia a forma como o investimento em mídia ocorre ao longo do funil de conversão e o modo como o impacto do marketing digital é mensurado, bem como a atribuição de resultados a outros meios.
  4. Jornada e Experiência: refere-se a como a jornada e a experiência com a marca são vivenciadas pelos consumidores em todos os canais digitais das empresas5 .

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Um país mais conectado, empresas não necessariamente no mesmo ritmo

Dois terços da população brasileira já está conectada à internet, no entanto, 80% das empresas pesquisadas ainda estão em estágios iniciais de maturidade em marketing digital

Com um aumento de penetração de aproximadamente 8% ao ano entre 2011 e 2017 , a internet já faz hoje parte da realidade de dois terços da população brasileira – ou seja, mais de 120 milhões de brasileiros .

A democratização do acesso à internet é reforçada pelo fato de que o conteúdo digital está presente no dia a dia de 86% dos domicílios brasileiros com renda média igual ou superior a três salários mínimos . Ademais, 74% da classe socioeconômica C e 40% das classes D/E já estão conectadas (Quadro 2). O Brasil é um dos países com maior expressividade quanto ao número de usuários de plataformas como Facebook, Instagram e Youtube , e o tempo médio de acesso diário à internet no país chega a nove horas, um valor 50% superior ao verificado nos Estados Unidos, onde a média é de seis horas diárias.

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Adicionalmente, é inegável que a internet ajuda a moldar as decisões de compras dos consumidores brasileiros – dados do terceiro trimestre de 2017 mostram que 46% dos brasileiros conectados realizaram compras online, 55% pesquisaram online antes de efetuarem uma compra, principalmente para comparar preços, e 70% realizaram transações bancárias por meio de canais digitais.

Contudo, a distribuição dos investimentos entre a mídia tradicional e digital no país ainda não acompanha a evolução do comportamento do consumidor e muitos anunciantes e agências ainda veem a mídia digital no Brasil como um canal de alcance apenas das classes sociais mais altas, apesar de que a internet está presente no dia a dia de 86% dos domicílios brasileiros com renda média igual ou superior a três salários mínimos. Embora apresente um índice de atenção 13% inferior ao da mídia digital (325 minutos por semana na TV e 375 minutos por semana no ambiente digital), a televisão ainda recebe investimentos desproporcionalmente mais altos, respondendo por 67% de todo o investimento publicitário no Brasil em 2016 .

Os resultados do estudo DMR evidenciam a baixa maturidade em marketing digital no Brasil. Oitenta por cento das empresas pesquisadas no país ainda se encontram em estágios iniciais da escala de maturidade da pesquisa – na classificação geral, 23% das empresas são classificadas como Iniciantes e 57% como Emergentes (Quadro 3).

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Pessoas, processos e cultura – para Além do universo do marketing

Mudanças em processos intrínsecos ao dia-a-dia do departamento de marketing são importantes, porém, não suficientes. A transformação da cultura empresarial de maneira mais ampla, com o objetivo de tornar a tomada de decisões mais ágil e assertiva, é chave para o amadurecimento do marketing digital.

O processo de amadurecimento em marketing digital é encabeçado pela dimensão que envolve as pessoas, os processos e a cultura da organização. Tais elementos constituem os alicerces sobre os quais as empresas poderão evoluir nas demais dimensões.

Para se obter resultados expressivos em marketing digital, é necessário o comprometimento de toda a organização para que sejam efetuadas mudanças em todos os seus âmbitos , e que as estruturas sejam pensadas de fora para dentro, focando sempre no cliente (centralidade no cliente). É essencial a criação de equipes multidisciplinares, constituídas por profissionais das áreas de produto, comercial, jurídico, financeiro e operações que trabalhem de forma coordenada, derrubando silos e desburocratizando o processo de tomada de decisões.

Nesse sentido, a dimensão “Pessoas, Processos e Cultura” da pesquisa DMR visou avaliar as empresas quanto à capacidade de transformar seus processos de trabalho e sua cultura empresarial para se tornarem mais ágeis e assertivas – seja na remuneração de equipes, no relacionamento com agências, na adoção de metodologias ágeis, seja no foco em teste e aprendizado, garantindo o impacto das decisões estratégicas de marketing.

O estudo DMR verificou que, nesta dimensão, apenas 10% das empresas se autoavaliam como Iniciantes, enquanto 60% se classificam como Emergentes.

Ao se analisar o estágio atual de maturidade em ações do dia-a-dia do marketing, nota-se que 47% das participantes das pesquisas se classificam entre Ascendentes e Líderes quanto ao aprimoramento dos processos de criação de briefing e 53% quanto à adoção da estratégia de uso das redes sociais como um canal de marketing. Ou seja, os primeiros passos das empresas entrevistadas rumo à maturidade compreenderam a adaptação dos processos offline para necessidades e possibilidades mais objetivas do marketing digital, mudanças táticas como criação de briefings, integração de equipes de marketing digital e tradicional e criação de processos de criação de conteúdo.

Por outro lado, a maior parte das empresas ainda falha em aplicar mudanças estruturais que sejam verdadeiramente “disruptivas” e não apenas “evolutivas”. A dificuldade de transpor tal barreira reflete a mentalidade predominante: o receio de obter resultados negativos em testes, a dificuldade de empoderar equipes para se auto-organizarem e a complexidade de desenvolver capacidades internas para a criação e teste de produtos mínimos viáveis (MVPs). Os resultados da pesquisa mostram que apenas 20% das empresas entrevistadas testam e criam novos produtos e jornadas em conjunto com seus clientes, e que somente 22% aplicam a metodologia de teste e aprendizado.

Além disso, verificou-se que 82% das empresas ainda utilizam métodos de remuneração tradicionais ou híbridos para suas agências, sem adoção de remuneração e bônus baseados em performance, de forma a promover avanços concretos nos objetivos de marketing.

Embora as melhorias táticas nos processos tradicionais de marketing venham preparando o terreno para o marketing digital, ainda são necessárias disrupções estruturais para alcançar a liderança nessa prática.

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Dados e tecnologia – o mantra da automatização

Cinquenta e oito por cento das empresas ainda se encontram em nível Iniciante de maturidade – não contam com estruturas de integração de dados e geram análises ad-hoc. Apenas 2% já usam visão 360º e CDP – Customer Data Plataform.

A dimensão “Dados e Tecnologia” classifica as empresas quanto à capacidade de coletar e usar dados próprios e de terceiros para alimentar em tempo real os processos de decisão de uso de ferramentas de marketing digital focadas na compra de mídia, personalização da experiência do cliente e automação de processos.

O estudo revela que 80% dos respondentes se autoavaliaram como Iniciantes ou Emergentes, refletindo uma utilização subótima de fontes de dados. Cinquenta e oito por cento das empresas se encontram em nível Iniciante em termos de integração de dados, pois ainda exportam dados e geram análises ad hoc. Isso sugere que, mesmo quando conseguem coletar dados, a alta complexidade de extraí-los e cruzá-los com outras fontes inibe a captura de valor ou insights. Em termos do uso da visão 360º e CDP – Customer Data Plataform, o percentual de empresas pesquisadas que os adotam é de meros 2% no total.

Por outro lado, o estudo mostra que já existem no Brasil empresas que, a exemplo de grandes companhias do Vale do Silício, utilizam marketing baseado em dados (data driven) estrategicamente: entre as Líderes, já integraram a visão 360º de clientes em processos, cruzando informações de diversas fontes online e offline (dados transacionais, de atendimento ao cliente, comportamento de navegação) e criando uma “fonte única da verdade” (CDP – Customer Data Plataform). Isso possibilita fácil acesso aos dados em toda a organização e captura de grande valor com a geração de insights e personalizações de campanhas online em tempo real, permitindo-lhes investir em campanhas ao longo de todo o funil de conversão e mensurar os resultados em tempo real.

A existência de 3% de empresas que já usam estrategicamente dados e tecnologia no Brasil sugere a necessidade de correr contra o tempo. Um dos motivos dessa urgência é o fato de que a disponibilidade de dados para toda a organização permite a tomada de decisões – seja por pessoas, seja por sistemas automáticos – mais frequente e precisa, gerando vantagem competitiva. Segundo a pesquisa, 53% das empresas com alto grau de maturidade em marketing digital usam advanced analytics para tomar decisões em diferentes níveis e setores, enquanto entre as Iniciantes e Emergentes este número é de apenas 10%.

Outro bom motivo para uma mobilização imediata são os avanços na obtenção e disponibilização de dados, que permitem a captura de valor por meio da adoção da tecnologia de marketing. O estudo revelou que a maioria das empresas Líderes possuem um stack de marketing integrado que viabiliza a captura de valor através da compra de mídia automática e mais eficiente, personalização em massa e uso de recursos analíticos preditivos, mas isso ocorre em apenas 17% das Iniciantes e Emergentes.

Vale ressaltar que mesmo as empresas mais maduras apresentam espaço para melhoria em determinados temas desta dimensão. Um exemplo ilustrativo é o de que somente 1 em cada 20 empresas que participaram do estudo DMR automatizam suas ações de marketing totalmente, indicando que muitas das empresas que adotam a automação de ações ainda não o fazem de maneira integral, apresentando interferências manuais em alguns processos.

Investimento e mensuração do impacto – Branding & Performance

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Anunciantes mais sofisticados estão trabalhando com modelos de atribuição que permitem cruzar o impacto de marca (branding) com a venda de amanhã (performance) – em todos os canais. Apenas 1% das empresas participantes da pesquisa adotam as melhores práticas globais.

O modelo de alocação de investimentos baseado na equação “Um clique a R$X gera R$Y de venda com ROI de Z”, foi um dos motores de crescimento do marketing digital na primeira metade desta década. Contudo, nos dias de hoje, observa-se a fusão entre geração e captura de demanda, ou branding e performance, com tecnologias que permitem mensurar a atribuição da publicidade no tempo para entender se a propaganda exibida a um consumidor em determinado momento influenciará sua decisão no futuro.

Isto significa que os anunciantes mais sofisticados estão trabalhando com modelos de atribuição que permitem cruzar o impacto de marca que a empresa gera hoje com a venda de amanhã, em todos os canais de venda. Naturalmente, tal estágio de sofisticação requer novas habilidades, pessoas, processos, tecnologia e mentalidade.

Consequentemente, “Investimento e Mensuração do impacto“ do marketing digital é a dimensão na qual se observa o menor número de empresas no nível de líder digital – apenas 1% dos participantes da pesquisa adotam as melhores práticas globais. Essa porcentagem revela que, dentre as empresas pesquisadas, pouquíssimas são capazes de administrar o orçamento de marketing maximizando o impacto de cada real investido. Isso se deve possivelmente à crença de que o marketing digital somente é eficaz nas etapas finais do funil, isto é, aquelas diretamente ligadas à conversão de vendas.

Os resultados do estudo DMR revelaram que as empresas conhecidas como “nativas digitais” foram o único subgrupo de participantes classificado como Ascendente no que diz respeito à aplicação de fluxos automáticos de campanhas ao longo de todo o funil, enquanto as demais foram classificadas como Iniciantes. Mas isso está longe de ser uma surpresa – as nativas digitais compartilham alguns comportamentos que as tornam mais bem-sucedidas em termos de marketing digital que as empresas “tradicionais”, tais como investimento em ações de marketing digital diferenciadas, granulares, com métricas, regras e ações específicas de comunicação em cada fase do funil. Ao criarem ações de marketing “sob medida” para cada estágio do funil de compras, as empresas nativas digitais são capazes de inferir o valor dessas ações em cada estágio do funil.

Em termos dos resultados gerais do estudo, os destaques mais positivos nesta dimensão estão relacionados ao uso de Search Engine Optimization e Search Engine Marketing, uma vez que 30% das empresas respondentes se classificam como líderes na integração entre as ferramentas, ou seja, compartilham métricas e processos, que são analisados com uma visão colaborativa dos resultados obtidos. Além disso, 39% das empresas já conseguem ter uma visão granular de todo o funil de conversão, com estratégias de palavra-chave e KPIs distintos.

Ainda assim, o mercado brasileiro apresenta baixa maturidade em temas complexos como a capacidade de implementação de campanhas omnicanal e respectiva mensuração de resultados, nos quais somente 6% dos respondentes afirmam ter capacidade de oferecer os mesmos serviços e identificar os seus consumidores em canais distintos.

Jornada e experiência com a marca – encantando o cliente

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

A tecnologia não sobrevive isoladamente

Para alcançar a maturidade do marketing digital, as empresas atuantes no mercado brasileiro precisam construir um sólido alicerce na dimensão “Pessoas, Processos e Cultura”, através de concretas mudanças na mentalidade e nas estruturas vigentes que permitam a integração de equipes multidisciplinares, a tomada de decisão baseada em dados e a adoção de uma cultura centrada no cliente.

Uma vez construído o alicerce da primeira dimensão, as empresas estarão aptas a alavancar a segunda, com o uso de dados e tecnologia para desenvolver uma visão 360º de seus clientes e agilizar a tomada de decisão. Ao mesmo tempo, serão capazes de avançar na terceira dimensão, fazendo investimentos e mensurando o impacto do marketing digital a fim de tomar decisões de investimentos em tempo real, com campanhas ao longo de todos os passos do funil de conversão e capacidade de implementação e mensuração de resultados de campanhas omnicanal.

Aumentar o investimento em digital não é a única solução

A migração da verba de outras mídias para o digital por si só não é a solução. Muitas empresas com participação de investimentos no digital acima de 50% apresentam retornos inferiores se comparados a certos anunciantes que investem a metade disso. Dessa forma, é crucial que as empresas transformem seus processos e cultura, adotando uma mentalidade que abrace a migração para o marketing digital.

“Um clique a R$X gera R$Y de venda com ROI de Z” começa a perder força

O modelo de alocação de investimentos baseado na equação “Um clique a R$X gera R$Y de venda com ROI de Z”, comumente utilizada pelos pure players no passado, direcionou mais verbas para o canal digital e foi um dos motores de crescimento do marketing digital na primeira metade desta década. Mas a partir deste ano já se observa uma fusão entre a geração e a captura de demanda ou branding e performance, no jargão do mercado. Isto significa que os anunciantes mais sofisticados estão trabalhando com modelos de atribuição que permitem cruzar o impacto de marca que a empresa gera hoje com a venda de amanhã, em todos os canais de venda. Naturalmente, tal estágio de sofisticação requer novas habilidades, pessoas, processos, tecnologia e mentalidade.

Os melhores players em marketing digital atuam em todo o funil

Muitos anunciantes, principalmente os que concentram seus investimentos em mídia offline, focam nos indicadores do topo do funil de conversão referentes à geração de demanda (construção de marca, awareness, cobertura, frequência e engajamento), analisando o impacto geral em vendas apenas de forma retroativa, dado que muitas vezes não era (e ainda não é) trivial isolar as alavancas de crescimento das vendas entre publicidade e outras variáveis como preço, distribuição e incentivo.

Com o marketing digital, a ótica publicitária foi estendida até o final do funil, ou seja, até a captura de demanda: ao observar a intenção de busca ou comportamento do consumidor nas redes sociais, é possível exibir de maneira instantânea e acionável o produto de seu interesse (com o preço e um botão para comprar). Essa tecnologia veio associada a uma forma ultragranular de mensurar o funil, focando em um consumidor específico e permitindo uma maior acuracidade das análises de cada anunciante sobre o retorno de cada real investido em propaganda em relação às vendas.

As empresas nativas digitais, especialmente as que vendem online, normalmente começam seu marketing digital pelo final do funil tentando dominar ferramentas como search marketing que buscam capturar uma intenção de compra de curto prazo. Esses dois mundos normalmente definidos como branding e performance finalmente começam a dialogar com tecnologias que permitem mensurar a atribuição da publicidade no tempo para entender se a propaganda exibida a um consumidor em determinado momento influenciará sua decisão no futuro.

Fonte: McKinsey