Apple e Twitter deverão revelar usuários que vendem elogios a candidatos

Rede de usuários divulgava mensagens positivas no Twitter sobre candidatos do PT e PR nas eleições 2018

Nos últimos dias, foi exposta uma rede de usuários que divulgava mensagens positivas no Twitter sobre candidatos do PT e PR, sem revelar que eram pagos por isso — o que viola a lei eleitoral. A PRE-MG (Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais) quer a ajuda da Apple para investigar o caso.

Bruno Nominato de Oliveira, procurador regional eleitoral auxiliar de MG, pediu nesta terça-feira (28) que a Apple revele todos os usuários que baixaram os aplicativos O Brasil Feliz de Novo e Follow Now. Ela tem 48 horas para responder.

Os dois apps eram usados para recrutar e coordenar elogios a candidatos do PT e PR no Twitter. A rede social, por sua vez, deverá informar os dados cadastrais dos usuários @pppholanda, @delucca, @choracuica, @cadefeminista, @joycelular e @AgenciaLajoy.

Por fim, o procurador solicitou a quebra do sigilo fiscal de seis empresas envolvidas no esquema. Isso inclui a Agência LaJoy, de Joyce Falete; Fórmula e Follow, que pertencem ao deputado petista Miguel Corrêa; e três outras empresas de parceiros de Corrêa.

Esquema de elogios coordenados no Twitter:

Na noite de sábado (25), a jornalista e militante Paula Holanda (@pppholanda) revelou o esquema. A agência de publicidade LaJoy — sem CNPJ nem endereço — prometia a partir de R$ 500 por mês para tweets positivos sobre candidatos do PT. Ela foi subcontratada pela Be Connected.

A ação era bastante coordenada. No dia 23, diversos perfis tuitaram seu apoio à petista Gleisi Hoffmann, candidata a deputada federal. No dia 24, o assunto era Luiz Marinho, candidato a governador de SP. No dia 25, a bola da vez era Wellington Dias, governador candidato à reeleição no Piauí.

 

Isso causou estranheza. Vários perfis eram de São Paulo, mas todos resolveram elogiar um candidato do Piauí ao mesmo tempo, sem motivo aparente. Paula Holanda divulgou um briefing recebido por e-mail, dizendo que “a intenção da pauta de hoje é divulgar e enaltecer a trajetória e as ações de Wellington Dias”.

TSE proíbe propaganda paga em redes sociais

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proíbe propaganda paga nas redes sociais para a campanha de 2018, exceto se for impulsionamento “identificado de forma inequívoca como tal”. A multa de até R$ 30 mil. O Twitter não está impulsionando posts nas eleições deste ano no Brasil.

Dias afirma ao Globo que os tweets pagos foram “uma estratégia de uma moçada lá da direção nacional”, diz que “nada disso foi feito por aqui”, e reconhece que “a compra de impulsionamento é contra a lei”.

Os aplicativos Follow Now e Brasil Feliz de Novo foram usados para promover ao menos 12 candidatos nestas eleições. Ao Globo, eles negam ter pago pela publicidade.

São eles:

  • o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso em Curitiba;
  • Lindbergh Farias (PT), candidato ao Senado pelo RJ;
  • Fernando Pimentel (PT), candidato ao governo de MG;
  • Wellington Dias (PT), candidato à reeleição como governador de PI;
  • Luiz Marinho (PT), candidato ao governo de SP;
  • Márcia Tiburi (PT), candidata ao governo do RJ;
  • Décio Lima (PT), candidato ao governo de SC;
  • Tiririca (PR), candidato a deputado federal por SP;
  • Gleisi Hoffmann (PT), candidata a deputada federal pelo PR;
  • Kátia Sastre (PR), candidata a deputada federal por SP;
  • Andréia Gonçalves (PR), candidata a deputada federal por SP;
  • Luciana Costa (PR), candidata a deputada federal por SP.

O aplicativo O Brasil Feliz de Novo também está disponível na Play Store, mas o Google não entrou no pedido da PRE-MG.

 

Fonte: Tecnoblog

Google rebate críticas de Donald Trump sobre resultados de busca

Na manhã desta terça-feira (28), Donald Trump usou o Twitter para descarregar a sua ira contra o Google. Para o presidente dos Estados Unidos, a companhia manipula as buscas para priorizar resultados com críticas negativas ao seu governo. Mais tarde, o Google soltou um comunicado refutando as acusações.

Não é incomum Trump usar o Twitter para criticar veículos de imprensa ou serviços de mídia. Porém, nos últimos dias, essas manifestações têm sido mais frequentes. No início da semana, por exemplo, o presidente acusou as redes sociais de “silenciar milhões de pessoas”, uma aparente referência às ações do Facebook e Google para apagar contas que espalham desinformação ou interferem em eleições.

Com relação ao Google, Donald Trump declarou que 96% dos resultados do buscador para “Trump News” são de veículos nacionais de esquerda que, no seu entendimento, dão apenas informações falsas ou negativas. O presidente afirmou também que, ao mesmo tempo, notícias de veículos conservadores ou republicamos são suprimidos das buscas.

Trump não revelou detalhes sobre como chegou a essa conclusão, apenas deu a entender que irá tomar providências. O jornal The Guardian sugere, porém, que o presidente faz referência a uma pesquisa do site PJ Media que sugere que os 100 melhores resultados do Google News para “Trump” trazem “um padrão de preconceito contra conteúdo de direita”.

Se de modo suficiente ou não, companhias como Google e Facebook vêm promovendo esforços para evitar a disseminação de notícias falsas em seus serviços. É natural, portanto, que queixas surjam por parte de quem se sente prejudicado com essas ações.

O que chama atenção no caso das reclamações contra o Google é que o presidente Trump parece não entender que os resultados são dinâmicos e, portanto, podem variar rapidamente em curtos intervalos de tempo ou de acordo com os hábitos de navegação de cada usuário, por exemplo.

Além disso, não raramente, os resultados exibem links para serviços de notícias como ABC, CBS, New York Times e Washington Post. Há tempos que esses e outros veículos despertam a antipatia do presidente.

De qualquer forma, o Google tratou de rebater as acusações:

“Quando os usuários inserem termos na busca do Google, nosso objetivo é garantir que eles recebam as respostas mais relevantes em questão de segundos. O mecanismo não é usado para definir uma agenda política e nós não influenciamos os resultados em prol de nenhuma ideologia política.”

 

 

Fonte: Tecnoblog

Entenda o que pode e o que é proibido nas redes sociais na eleição

Postagens pagas por candidatos são permitidas e uso de robôs é vetado

A eleição de 2018 será a primeira com uma legislação específica que prevê o que os candidatos podem fazer e o que ilegal fazer nas redes sociais. O uso do Facebook, Twitter, Instagram e outras redes sociais são permitidos nas campanhas. Há, porém, limitações de práticas. O candidato pode, por exemplo, pagar para aumentar o alcance de postagens.

É ilegal, porém, que um eleitor financie diretamente essas postagens. Elas só podem ser pagas pela candidatura e precisa estar registradas em prestações de contas.

Veja o que é permitido e o que é proibido nas redes sociais:

  • Candidaturas podem pagar para aumentar alcance de postagens nas redes sociais?

Sim, as candidaturas podem patrocinar e aumentar o alcance de publicações pagando para empresas de redes sociais, casos de Facebook, Twitter e Instagram. Com isso, conseguem atingir mais internautas. Por exemplo: um post sem pagamento alcança um percentual de usuários que varia e é determinado pelo Facebook. Se um candidato paga para impulsionar a publicação, a rede social amplifica esse alcance e o conteúdo é exibido para mais pessoas. Esse pagamento precisa ser declarado na prestação de contas da campanha. A rede social informa aos usuários que o post é patrocinado.

  • Pessoas físicas, eleitores de um determinado candidato, podem pagar para impulsionar publicações dele nas redes sociais?

Não, apenas as campanhas estão liberadas para pagar às redes sociais. Um eleitor não pode financiar uma postagem de um candidato para que ela tenha maior alcance. Isso configura crime eleitoral e pode ser punido com multa no valor “de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 30.000,00 (trinta mil reais) ou em valor equivalente ao dobro da quantia despendida”, segundo a lei nº 13.488, de 2017, que inclui e alterou alguns pontos da lei eleitoral vigente.

  • Candidatos podem pagar a usuários com muitos seguidores para eles postarem comentários elogiosos? 

Não, isso é considerado crime eleitoral e passível de punição e multa de “de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 30.000,00 (trinta mil reais)” e processo criminal e civil, dependendo do caso, segundo o TSE. “É vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet, excetuado o impulsionamento de conteúdos”, diz o artigo 57 da lei nº 13.488.

  • Campanhas podem usar robôs para aumentar a influência de postagens nas redes sociais?

Não, é proibido o uso de perfis falsos e robôs, programas que replicam postagens e controlam contas e imitam o comportamento de usuários nas redes sociais para influenciar assuntos mais comentados e buscas. Segundo pesquisa da FGV, 10% das interações no Twitter, relacionadas com as eleições presidenciais de 2014 foram realizadas por contas vinculadas a robôs.

 

Fonte: Folha

RedeTV! promove debate multiplataforma entre candidatos ao governo de São Paulo

A RedeTV!, em parceria com a revista IstoÉ, promoverá o debate eleitoral entre os candidatos ao governo de São Paulo, ao vivo, diretamente dos estúdios do canal, em Osasco (SP), a partir das 22h desta sexta-feira (24).

O debate terá transmissão simultânea no portal da RedeTV!, UOL, página principal do Facebook Brasil e também a página da emissora na rede social, em seu perfil no Twitter e no canal do YouTube, contando com as mais inovadoras ferramentas disponíveis em cada plataforma. A interatividade será um dos pontos altos do debate. Qualquer pessoa poderá acompanhá-lo pelo celular, tablet ou computador, inclusive reagindo e opinando sobre as ideias, posicionamentos e propostas dos candidatos.

Enio Lucciola assina a direção da cobertura eleitoral na RedeTV!, sob o comando do chefe de redação transmídia Felipe Virgili e do superintendente de Jornalismo, Esportes e Digital, Franz Vacek.

 

 

Fonte: AdNews

Google Trends – ‪‪Primeiro debate presidencial

Primeiro encontro entre os candidatos à presidência nas Eleições 2018. Acompanhe em tempo real os temas mais buscados e a reação nas buscas ao debate, realizado no dia 9 de agosto de 2018

Os dados de Google Trends mostram o nível de curiosidade e de interesse das pessoas, em torno de um determinado nome ou assunto, e não devem ser interpretados como intenção de voto

 

A Zeeng possui um módulo de Social Analytics Dashboard, onde nele você encontra uma visão “Real Time” de indicadores chave para o sucesso das marcas do seu interesse no ambiente digital.

 

Veja quem concentrou o interesse de busca e os pré-candidatos mais populares em cada região:

 


 

 

Explore dados por candidato, temas e regiões no Google Data Studio

Veja as pesquisas que mais cresceram sobre cada candidato e as regiões onde cada um despertou mais interesse

Os mapas refletem a intensidade do interesse de busca: quanto mais escuro, maior o interesse

Os números são proporcionais: regiões pequenas buscando muito sobre um tema terão peso maior que regiões muito populosas buscando pouco sobre um assunto

“Quando será o segundo turno das eleições 2018?” foi uma das principais perguntas sobre eleições nos últimos dias anteriores ao debate

Veja a variação no interesse de busca em diferentes temas políticos durante o debate

Acesse a matéria completa em: Google Trends

 

Zeeng Protagonizando nas Eleições 2018

Entender um cenário político em constante transformação no Brasil nunca foi tão importante. Por isso a Zeeng coletou uma abrangente gama de dados, apresentando uma fotografia acurada – quantitativa – da militância dos presidenciáveis na web. Trata-se de um norte, neste terreno escorregadio, para a corrida eleitoral de 2018.

Nosso primeiro estudo das Eleições 2018 foi publicado no dia  27 de novembro de 2017 e você pode conferir aqui ou na íntegra:

 

Além de inúmeros clientes candidatos nas mais diferentes esferas: presidenciáveis, deputados, senadores e governadores a nossa Plataforma também tem pautado os principais veículos de comunicação do país nesta tão importante eleição onde o digital está mais presente do que nunca.

 

Você pode conferir matérias com base no levantamento realizado pela Zeeng:

Publicado pelo El País:

Segundo Maílson da Nobrega, chances do pré-candidato vencer eleições não passam de 20%

Publicados pela Veja:

Levantamento compara o volume de conteúdo sobre o ex-presidente entre agosto de 2017 e janeiro de 2018 em sites brasileiros

Alckmin, Bolsonaro e Ciro aparecem quase o mesmo tanto em matérias jornalísticas.

Os dois primeiros em números de seguidores.

Mais seguidores.

Em um cenário ruim, Bolsonaro se destaca.

 

Já pensou em entender o seu posicionamento e compara-lo com o seu ambiente competitivo? Verificando a veracidade das notícias e acompanhando em tempo real suas redes e as de seus concorrentes? Experimente a primeira Plataforma de Big Data Analytics voltada para as áreas de Marketing e Comunicação do mercado brasileiro.

Fake News – A fofoca na internet

“A notícia falsa é um conteúdo em geral disseminado na web, que emula uma página de jornal. Tem uma manchete, tem jeitão de notícia, mas não foi produzida conforme os protocolos do jornalismo”
Francisco Brito Cruz, diretor do InternetLab

“Gilmar Mendes mandou cancelar o BBB17”, “Governo de Goiás está distribuindo bonecas com órgãos sexuais trocados”, “Pombas são moídas junto com a cerveja”, “Projeto de Lei exigirá uniforme unissex em 2018”, “Pablo Vittar ganhará programa infantil com o apoio da Lei Rouanet”, “Filho do ex-presidente Lula é visto com uma Ferrari banhada a ouro no Uruguai”, “EUA e ONU sugerem intervenção militar no Brasil”… E por aí vai.

As frases acima foram ditas na rede mundial de computadores – internet, onde desconhecidos, por meio de perfis falsos ou não, compartilharam informações inverídicas sobre determinadas personalidades, causando dúvidas aos espectadores e prejuízos morais aos ofendidos.

Difamar personalidades, mudar a opinião pública de um político, destruir a imagem de determinada empresa ou de um produto, distorcer fatos e opiniões, são alguns dos resultados deste mundo globalizado que a cada dia é mais dependente da tecnologia para se comunicar.

A facilidade de comunicação tem possibilitado a disseminação de notícias de origem duvidosa, que vem afetando periodicamente diversos brasileiros – famosos ou anônimos. Com a Zeeng,  plataforma de Big Data Analytics, você tem a informação com segurança e qualidade, pois o sistema verifica a relevância dos portais de notícia e os classifica.

A fofoca do dia a dia ganha cada vez mais forças, já que vem sendo exposta naturalmente nas redes sociais, na sua maioria: Twitter, Facebook e WhatsApp. Comportamento que, muitas vezes ingênuo, vem causando muita dor de cabeça aos citados.

Porém esse costume não é novidade. Ele acompanhou a virada dos séculos, distorcendo até a nossa história. Como exemplo na política podemos citar o que revelou Cesar Maia em sua obra “Política e Ciência” (Maia, Cesar. 1998. Editora Revan) “…500 pessoas espalhadas em vários botequins repetindo a mesma frase fazem um estrago e disseminam um boato”. Ele lembra o episódio das eleições municipais do Rio de Janeiro em 1996, em que deu uma ajudinha ao seu candidato a prefeito, Luiz Paulo Conde, para derrotar Sérgio Cabral — o ex-governador, hoje preso. Cesar Maia pediu a um assessor que colocasse 150 pessoas em bares tomando café e dizendo “Eu soube que o Cabral vai renunciar”. Adivinhe? Conde foi eleito.

Recentemente podemos citar o caso da vereadora do Psol, Marielle Franco, assassinada em março de 2018, que teve seu nome exposto de forma completamente leviana nas redes sociais, onde políticos “notáveis” citaram a líder comunitária Marielle como “ex-esposa do Marcinho VP”, traficante que comandava o tráfico na zona sul do Rio, “usuária de maconha” e “defensora de facção rival e eleita pelo Comando Vermelho”.

O departamento jurídico do Psol, familiares e voluntários mobilizaram uma força-tarefa para desmascarar os autores das “Fake News” que difamaram a vereadora, e junto ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) buscam punição dos autores, sendo que boa parte deles se desculparam publicamente e desmentiram os boatos.

Mas, do que vale a desculpa e o sentimento de arrependimento quando a notícia já se espalhou e já causou dor e sofrimento ao ofendido, assim como aos seus familiares, amigos e colegas de trabalho? O compartilhamento de notícia falsa pode acarretar consequências jurídicas graves para o autor da postagem, já que o abalo causado à vítima não é apenas moral ou em seu círculo de amigos, mas também material, como pode ocorrer em virtude da dispensa de um emprego.

Desta forma, além de incorrer em responsabilidade criminal, onde será apurado a conduta por crime de calúnia, injúria e difamação, a vítima ou até mesmo seus familiares (dano moral reflexo), podem buscar uma reparação civil na justiça com objetivo de recebimento de indenização.

No Brasil, em vista ao regime democrático, a verdade não é absoluta e o uso da internet é cercada por princípios, como a preservação e a garantia da neutralidade da rede (art. 3.º, inciso IV, Lei 12.965/14) e a liberdade de expressão, comunicação e manifestação de pensamento (art. 3.º, inciso I, Lei 12.965/14), e tem como objetivos o acesso à informação, ao conhecimento e à participação na vida cultural e na condução dos assuntos públicos (art. 4.º, inciso II, Lei 12.965/14).

“E ainda temos o Marco Civil na Internet – Lei nº 12.965/14 que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil, o qual deve ser observado não somente pelos usuários, mas também pelas empresas de comunicação em massa.”

Logo, todo cuidado é pouco. Sempre se deve procurar saber a fonte da informação, buscar verificar a notícia em um site jornalístico sério e de qualidade. E sempre desconfiar do apelo exagerado à sensação – sensacionalismo –, que viralizamos sentimentos de ódio, raiva, medo e revolta.

Afinal, a educação também deve estar presente na mídia e nas redes sociais, pois quem hoje compartilha, pode estar sendo um “alvo” amanhã. Devemos valorizar a liberdade conquistada em um espaço democrático, já que toda mudança de pensamento é construída com base no conhecimento ensinado, compartilhado e adquirido pelas diversas formas de expressão.

Fonte: Justificado

Preocupado com fake news, Lula desmente candidatura com Pabllo Vittar

As mídias sociais horizontalizaram a comunicação, mas também popularizaram as fake news. Em um mundo que qualquer usuário compartilha informações que podem ser vistas por milhares de pessoas, diversas postagens tomam proporções gigantescas. E em tempos eleitorais, esta forma de gerar conteúdos ganha um espectro ainda mais enviesado.

Uma das últimas demonstrações desta maneira de espalhar notícias aconteceu com Lula. Na última semana, o político anunciou que sua chapa teria Fernando Haddad como vice-presidente, porém a nota nem teve tempo de ser divulgada e a internet já correu para eleger outros presidenciáveis.

Por meio de uma montagem sem autoria definida, a web trocou Haddad por Pabllo Vittar. Feita de maneira inverossímil, a imagem, que foi levada na brincadeira, demonstra como as eleições deste ano serão influenciadas pelas redes sociais e o quanto os partidos estão preocupados com o fenômeno.

Tida como uma “brincadeira” que poucas pessoas acreditariam, a fake news ativou o alerta vermelho do PT e fez com que ele chegasse até a postar uma nota oficial em suas redes. Confira abaixo o comunicado que agora pode chamar a atenção, mas, que daqui alguns meses, poderá ser praxe nas páginas oficiais de presidenciáveis:

Está circulando essa imagem na rede então vamos explicar: o vice de Lula é Fernando Haddad e não Pabllo Vittar, pessoal. #OBrasilFelizDeNovo #timeLula

Publicado por Lula em Segunda, 6 de agosto de 2018

Fonte: adnews

O Big Data e as eleições de 2018

EM ANO DE ELEIÇÕES, BOLSONARO, LULA E DÓRIA REGISTRAM MAIORES ATIVOS DIGITAIS NO FACEBOOK

Jair Bolsonaro, Lula e João Dória possuem o maior ativo digital no Facebook entre os potenciais candidatos à presidência, com 4,7 milhões, 3 milhões e 2,8 milhões de fãs, respectivamente. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada pela Zeeng Data Driven Platform, plataforma de Big Data Analytics voltada ao setor de Marketing e Comunicação, que tem como objetivo construir um panorama do período que antecede as eleições de 2018.

Faltando poucos meses para a próxima eleição presidencial no Brasil, o levantamento avaliou a presença de possíveis candidatos à presidência nas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram e YouTube) e também na imprensa online. Foram analisados 12 nomes que provavelmente estarão na disputa: Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Eduardo Jorge (PV), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSC), Joaquim Barbosa (sem partido), João Doria (PSDB), Luciana Genro (PSOL), Lula (PT), Marina Silva (Rede) e Ronaldo Caiado (DEM).

Quando o assunto é o Twitter, Marina Silva desponta como a candidata com a maior base de fãs: 1.802.306 seguidores – um legado oriundo de sua candidatura nas eleições em 2014. A rede social, aliás, é a única onde Joaquim Barbosa possui base expressiva. O ex-ministro conquistou um ativo de mais de meio milhão de seguidores.

Já no Instagram, os destaques ficam por conta de João Dória e Jair Bolsonaro, onde isoladamente cada um possui uma base de seguidores maior do que todos os demais candidatos somados. Dória, que usou a ferramenta com bastante frequência durante sua candidatura a prefeito de São Paulo em 2016, aparece com pouco mais de 741 mil seguidores, enquanto Bolsonaro registra cerca de 612 mil.

Confira o estudo na íntegra:

YouTube: plataforma é pouco explorada

Na contramão da forte atuação dos políticos nas outras plataformas digitais, o YouTube se mostrou uma ferramenta que pouco engaja os eleitores. As visualizações totais não ultrapassam 1 milhão, um número relativamente baixo, se considerarmos que no Brasil, 95% da população online acessa a plataforma pelo menos uma vez por mês, representando 98 milhões de brasileiros, segundo dados do Google.

Vale notar que João Dória e Ronaldo Caiado não deixam aberto o volume de inscritos em seu canal, e Joaquim Barbosa e Fernando Haddad não possuem perfis na rede. Já Jair Bolsonaro construiu uma base de inscritos absolutamente superior aos outros concorrentes e possui muitas interações positivas (curtidas) em seu canal.

Lula é destaque na imprensa online

Entre os meses de setembro e outubro de 2017, Lula foi o candidato com maior evidência na imprensa online. O ex-presidente registrou um total de 6.398 notícias com o seu nome na web. Dória, Alckmin e Bolsonaro aparecem em seguida com 3.117, 2.031 e 1.542, respectivamente.

A eleição das fake news

À medida em que nos aproximamos das eleições gerais, cresce a expectativa de que a escolha de um novo presidente, legitimado pelas urnas, nos tire da confusão política em que nos metemos.

Lá se vão quatro anos de reviravoltas, crises, protestos e polarização. Um clima que, convenhamos, ninguém mais tem paciência. Um governo minimamente viável, um líder capaz de comunicar-se com a maior parte dos cidadãos, que construa uma base no Congresso estável o suficiente para conduzir o país. Não é pedir muito. Mas nesse 2018 imprevisível não se pode descartar que as cosias piorem. Porque elas sempre podem piorar. Jornalistas, analistas, partidos políticos e até o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão preocupados com o ambiente em que se dará o processo eleitoral.

Num ecossistema de mídia em que quase todos podem, além de informar-se, informar, o eleitor decidirá em quem votar no meio de um verdadeiro tiroteio. Além das notícias produzidas e veiculadas por jornalistas e veículos profissionais, agora integram a agenda eleitoral todo tipo de manifestação registrada e publicada em meios digitais. Todo esse problema foi compactado no termo da moda: as fake news, ou notícias falsas.

Há, sim, grupos e empresas obscuras prontos para atuar a favor e contra candidatos, fabricando fatos e disseminando-os online. Mas também há muita falsidade naquilo que cidadãos descuidados, ou pouco preocupados com a qualidade da informação, repassam a amigos, familiares e colegas de trabalho. O exercício da democracia exigirá mais esforço de cidadãos e de candidatos em 2018. Será necessário lançar mão de tecnologia, de sistemas inteligentes para encontrar sentido na imensidão de informações imprecisas, descontextualizadas ou apenas mentirosas.

Candidatos terão de investir em inteligência, em meios mais ágeis e eficientes de diagnosticar o sentimento do eleitorado durante a campanha. E no monitoramento das fake news, que podem ser mais danosas que uma reportagem bombástica do Jornal Nacional. Por outro lado, também serão imprescindíveis fontes qualificadas de informação. E os cidadãos têm parte na missão de selecioná-las.

Desse esforço em mão dupla pode resultar uma atmosfera política menos beligerante, que faça do Brasil um país melhor para se fazer negócios, criar filhos, projetar um futuro. Só não se pode perder de vista a chance de que as coisas piorem. Porque podem piorar.

Post escrito por Evandro de Assis, Jornalista e Pesquisador.