Para CMOs, transformação digital carece de métricas

Para 12% dos CMOs de grandes empresas brasileiras, a maior dificuldade da transformação digital é comprovar resultados dos investimentos. O dado é fruto de uma pesquisa realizada pela E-Consulting com 291 líderes de marketing entre as mil maiores empresas do País. Entre os executivos, 11% afirmaram que, no longo prazo, o desafio é obter resultados concretos que motivem acionistas a investirem no conceito.

Já para 10% dos entrevistados, a barreira está na capacidade de investimento menor do que o necessário. E, para 9%, o obstáculo é não saber lidar com o manuseio dos dados para conhecer o usuário, o cliente ou o consumidor. As entrevistas foram feitas de fevereiro a junho deste ano.

Mas, para além das dificuldades, ainda não há um consenso sobre o objetivo de transformar digitalmente uma empresa. Segundo a pesquisa, a maior parcela dos respondentes, 17%, acham que o papel da mudança é preparar os negócios das empresas para o futuro. Para um grupo também de 17%, é uma resposta tecnológica à pressão de clientes, consumidores e usuários.

“Entretanto, há uma diferença de percepção entre setores. Nos bancos, a questão digital é muito mais quente, e há uma apropriação do tema muito mais agressiva. Outros setores, como varejo ou bens e consumo, isso é bem tímido”, afirma Daniel Domeneghetti, coordenador da pesquisa e CEO da E-Consulting.

Da porta para fora

Como motores externos da transformação digital, 14% dos CMOs indicam que investiram para ampliar o relacionamento com o cliente, usando a favor o consolidado cenário de conectividade digital. Para 13% dos entrevistados, outro motivo para realocar recursos é a globalização seguida da amplificação dos padrões de escolha e consumo. Outra parcela de executivos, 13%, separa o orçamento por conta da popularização do tripé: revolução tecnológica, universalização de acesso e barateamento das tecnologias.

Ainda segundo a pesquisa, 11% dos CMOs investiriam em transformação digital como resposta à pressão do mercado, enquanto 9% poderiam aderir ao conceito para se diferenciar dos concorrentes. Para 9%, investir em tecnologias digitais teria um foco de crescimento nas vendas em função do acesso a novos mercados e segmentos.

Já 8% dos líderes enxergam no conceito a melhor maneira de conhecer o cliente, consumidor, usuário por meio da inteligência de dados. Para 7%, o principal motivo é a combinação de aumento de eficiência, sinergia e produtividade com redução de custos aliados a novos métricas produtivas.

 Fonte: Meio & Mensagem

Marketing e dados: uma combinação a favor do negócio

Com o intuito de conhecer melhor o consumidor para se comunicar da maneira mais assertiva possível, o marketing e a comunicação sempre tentaram se beneficiar de insights vindos dos dados; seja a partir de estudos prévios, como no passado, que diziam quais eram os locais em que seriam mais vistos ou teriam mais destaque, seja como é atualmente, com insumos colhidos em tempo real, mostrando quais são os usuários que consomem determinada ação, a taxa de conversão, interesse, informações básicas, entre outras.

A utilização de dados oriundos do ambiente digital é uma tendência rápida e efetiva em favor das empresas, uma vez que de acordo com informações da última pesquisa de lares brasileiros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 70,5% dos brasileiros possuem acesso à internet, ou seja, 49,2 milhões de domicílios estavam conectados em 2017.

Em linhas gerais, as ações com foco nesse mundo online também crescem. Hoje, segundo o Panorama Agências Digitais 2019 da Rock Content, empresa de marketing de conteúdo, mais de 80% das agências oferecem os serviços de compra de mídia digital e de gerenciamento redes sociais  (82% e 81,7%, respectivamente), crescendo também criação de campanhas de e-mail marketing (74,4%), marketing de conteúdo (73,7%) e criação de landing pages (72,1%).

Porém, mais do que aplicar ações online, as estratégias precisam ser desenvolvidas com base na conectividade com o cliente — como ele se comporta e quais experiências são mais relevantes para sua fidelização. Os dados, para tanto, explicam e garantem uma fonte inesgotável de insights e insumos valiosos, propondo pesquisas e otimizações contínuas.

Realizar um estudo de mercado é uma das maiores aplicações da inteligência nesse campo, podendo ser realizado rapidamente com plataformas que unam dados de empresa para gerar insumo para sua decisão, no quais é possível entender o porte da empresa, saber mais sobre a persona (público-alvo), conversar no tom que seu cliente espera. As empresas de varejo e e-commerce, por essa dependência direta e rápida com consumidor, entenderam isso mais rapidamente que o restante do mercado, saindo à frente com funções que se misturam, como, por exemplo, o caso da grande varejista Magazine Luiza, com a personagem Magalu.

Vivendo a época preparatória para uso da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), é clara a posição central e de extrema importância que os dados estão tomando! Imagine quanto será vantajoso e lucrativo ao empresariado ter a possibilidade de montar uma base que quer estar ali, sendo parte da sua rede de relacionamento por opção. Por muito tempo, a situação na internet passou despercebida e quebras em sistemas, expunham os clientes e usuários, hoje é direito de este ser informado do uso (ou mal-uso) dessas informações.

Fonte: Canal Tech