DATA DRIVEN ENTERPRISE: O PONTO DE PARTIDA PARA O SUCESSO DIGITAL

Ter bases construídas em anos de resultados consistentes é ótimo, mas, hoje, é fundamental entender que a experiência anterior das empresas não garante sucesso no mercado digital. É preciso construir a capacidade de alterar rapidamente os rumos, já que as expectativas de clientes se tornam mais altas e mudam de forma veloz. E a criação dessa articulação, entre a já estabelecida solidez e a agilidade para acompanhar a curva de expectativa de valor do público-alvo, é um grande desafio.

A hora é a de ver adiante do conhecido, e não há forma de fazer isso se a companhia não tiver informação qualificada sobre a realidade. Estamos falando de dados, sim, mas, principalmente, da habilidade de trabalhá-los.

É necessário ter uma cultura guiada por dados, uma cultura data driven, na qual as informações certas são captadas constantemente, servindo como base para as tomadas de decisão. Isso requer uso de tecnologias e ferramentas de análise de dados, como o Analytics, e o aproveitamento pleno da sua capacidade de dar subsídios para interpretar o mundo ao redor.

 

Há dados, há tecnologia. Onde está o problema?

As companhias têm uma noção equivocada sobre o que é ser data driven. Para se ter uma ideia, recentemente, a Forrester divulgou uma pesquisa sobre voice of customer que indica que 67% das empresas norte-americanas não sabem como transformar as informações que capturam dos clientes em ações efetivas.

De fato, hoje, no mercado, temos dois cenários bem comuns: no primeiro, a empresa acredita não ter dados suficientes – tem poucos, e os que têm, não estão integrados. O segundo cenário é o exato oposto. A companhia se considera data driven, possui todas as informações possíveis, bancos de dados e soluções de tecnologia, mas se perde nesse excesso. Ambas estão erradas.

E o erro das duas é o mesmo, é a forma do uso dos dados. Não adianta ter todas as ferramentas e informações, se a companhia não sabe como preparar times e interpretar dados, ela não vai avançar. E se empresa for pequena, mas trabalhar bem com as informações, terá sucesso.

É hora de construir um mindset data driven. Para isso, o primeiro passo é perceber que só as empresas verdadeiramente orientadas ao consumidor têm sucesso. Atender o público, a seus desejos e necessidades é o objetivo e a diretriz de todas as decisões dessas companhias. Entretanto, o modelo organizacional mais comum ainda é o orientado a produtos, isto é, o foco é desenvolver o produto “perfeito”. Perfeito para quem? Para os dirigentes e não para quem consome. Isso não funciona mais. O que a empresa “acha” que é melhor para o cliente, por intuição, raramente o será.

O próximo passo é definir o foco. Se não há clareza a respeito de qual é a dor do negócio a ser tratada, o que é valor para o público e onde se quer chegar, não há rumo nem resultado a ser acompanhado por dados. É preciso descobrir os reais problemas e desmembrá-los nas questões-chave que devem ser analisadas. Depois, usar dados para conhecer o consumidor, mapear necessidades não atendidas, priorizar as mais críticas e trabalhar em soluções de forma ágil. Experimente: faça testes, erre, aprenda, teste novamente e, nesse ciclo, utilize os dados para validar soluções e corrigir rumos com velocidade.

 

A inteligência de dados como base da gestão de experiências

Depois de construída a base data driven, é hora de ir além e usar essa inteligência de dados para desenvolver a capacidade de gerir, não apenas produtos satisfatórios, mas experiências surpreendentes. Isso porque, hoje, não importa se sua empresa é um banco, uma seguradora, uma marca de varejo, ela está sendo comparada à Amazon e ao Spotify no que tange à experiência que entrega.

gestão da experiência muda a direção do olhar da empresa para a centralidade do cliente. A nova ordem é ir até o consumidor, entender necessidades e, só então, desenvolver o produto. Tudo isso muito bem fundamentado na análise constante, cíclica e sistemática de dados. Só esse mindset data driven possibilitará insights certeiros e permitirá identificar como, quando e o que importa entregar para ganhar o jogo.

 

Por onde começar?

A necessidade é a de dobrar as mangas, reunir o time, refletir sobre o foco com vistas às necessidades do consumidor, conversar com clientes sobre experiências que eles desejam e quais são os pontos de satisfação e de insatisfação. E, então, começar a trabalhar os dados que a empresa tiver. Essa primeira análise clara sobre os problemas já trará insights valiosos sobre o que deve ser feito.

mindset data driven irá, naturalmente, estimular o nascimento de uma nova organização, mais aberta à experimentação, percebendo problemas como oportunidades de melhoria e cada vez mais capaz para a inovação e o sucesso digital.

*Eduardo Sangion é Senior Experience Manager da CI&T. Senior. Formado em Marketing, tem
experiência na criação de soluções criativas para ajudar companhias a impulsionar a
experiência de seus clientes e colaboradores, estimulando foco no cliente e impacto
de resultado de negócio por meio de práticas de gestão de experiência.

Fonte: Digitalks

Data-driven: vantagem competitiva com o uso produtivo dos dados

Na Nova Economia, o volume de dados disponíveis para empresas cresceu de maneira vertiginosa, não apenas em quantidade mas também em complexidade. Com o aumento do volume, diversidade, profundidade e latência, temas como Analytics, Big Data, Machine Learning, Data Science etc passaram a estar presentes no dia a dia das organizações. Apesar disso, o uso produtivo é que fica abaixo da expectativa. Destaque para “uso produtivo”. Digo isso porque é comum empresas com grandes DataLakes, ferramentas de Visualização de Dados e Dashboards não utilizarem as informações para guiar seus caminhos.

Uma recente pesquisa, realizada pela Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) em conjunto com o Google, aponta que 38% das empresas ainda utilizam a intuição para orientar suas decisões. Apenas 27% se consideram uma organização Data-driven, ou seja, que definem suas ações a partir das informações – foram ouvidos 3225 empresários. Acontece que, ao contrário do que se possa pensar, isso não ocorre pela falta de informação dentro das empresas. Um dos principais motivos que a pesquisa destaca é a falta de habilidade dos profissionais de marketing em se aprofundarem nas análises de forma a entender os fenômenos que compõem KPIs (Key Performance Indicator, em português, indicador-chave de desempenho) agregados.

Nos modelos tradicionais, a análise e disseminação dos conhecimentos gerados pelos dados ficavam centralizados em times específicos, como Planejamento, Inteligência de Marketing, CRM etc. Atualmente, as ferramentas de WebAnalytics empoderam o time de Marketing, que podem consultar as informações que precisam no momento que quiserem, inclusive de forma real-time. Porém, quando isso acontece de forma desestruturada, a consequência é uma incapacidade de desenvolver uma visão única e integrada do consumidor e dos resultados da empresa.

O que te impede de começar hoje?

Um artigo recém publicado pela eMarketer divulgou uma pesquisa realizada pela Snowflake Computing em parceria com a Harvard Business review e destacou que pessoas, 44%, e processos, 29%, são os principais impedimentos para evoluir uma cultura de tomada de decisão a partir da intuição da liderança para uma mais baseada em dados. Para começar a implementar processos novos, organizamos abaixo um roteiro que tem funcionado e auxiliado diferentes empresas. Veja as três fases da implementação de um processo de análise de KPIs orientado a objetivos de negócios:

1- Conheça e alinhe os objetivos de negócio

Não comece a montar nenhuma tabela ou gráfico ainda. Organize, em primeiro lugar, os objetivos de negócio da sua área ou do âmbito que você atender. Por exemplo: Melhorar a rentabilidade, ganhar maior penetração de mercado e melhorar a satisfação do cliente. Posteriormente, desça um nível e entenda quais ações táticas serão necessárias para entregar os objetivos de negócio.

2- Mapeie as métricas e priorize

Agora que está claro os objetivos e as ações táticas que permitirão entregar os resultados, você precisará de KPIs que te ajudem a medir o progresso sem a necessidade de esperar prazos muito longos para saber se as ações deram certo ou não. Nesse processo, você deve primeiro explorar o máximo de métricas, colete sugestões e debata sobre os principais drivers relacionados às ações, não se limite as informações que você já usa nos relatórios atuais. O segundo passo dessa etapa é priorizar, todo indicador é uma métrica, mas nem toda métrica é um KPI, apenas as mais relevantes serão destacadas.

3- Avalie a maturidade dos dados e planeje a execução

Após os objetivos de negócio, as ações táticas e os KPIs, chegou o momento de avaliar a maturidade de dados atual da sua empresa. Esse momento é importante para alinhar as expectativas, ajustar caminhos e planejar a implementação das métricas de acordo com o nível de disponibilidade das informações.

Existe no mercado muitas ferramentas disponíveis que se propõem a lidar com o volume crescente de dados, sua mineração e visualizações. No entanto, muitas empresas estão mergulhando de cabeça em um volume abundante de elementos, as discussões se tornam cada vez mais complexas e técnicas, falta para os líderes de negócios conclusões que lhes dê a confiança necessária para agir.

Ao final deste roteiro, você estará pronto para iniciar uma mudança de mindset, e construir um processo que te leve para além do data-driven, mais orientado aos insights e melhor preparado na tomada de decisão, de modo ágil e preciso. Veja que em nenhum momento falamos sobre tecnologias, pois acreditamos que, independentemente da plataforma e mecanismo, as empresas precisarão de processos e pessoas que permitam extrair o máximo potencial de suas ferramentas, uma cultura verdadeiramente insight-driven.

Por Felipe Ladislau, consultor de CRM da aceleradora Organica

Fonte: Inforchannel

Quantas são e o que fazem as martechs brasileiras

As martechs, startups que prestam serviços de marketing, já são 194 no Brasil. A constatação é do levantamento Liga Insights MarTechs, realizado pela aceleradora Liga Ventures em parceria com a Astela Investimentos. Do montante analisado, os serviços mais comuns prestados são relacionados a atendimento, produtividade, social media e comunicação, analytics, performance e ferramentas de fidelidade do cliente. Com menor representatividade estão CRM, vendas e geração de leads.

Para chegar ao número, a Liga Ventures analisou um banco de dados com mais de 11 mil startups no país durante o ano de 2018 e selecionou as mais promissoras prestadoras de serviços de marketing. O levantamento também considerou entrevistas de especialistas de empresas como Uber, Centauro, Mercado Pago, Magazine Luiza e XP Investimentos. “Essas startups auxiliam na criação e execução de estratégias e conteúdos nas áreas de marketing, além de ajudarem no gerenciamento de grandes times focando em produtividade”, diz Raphael Augusto, startup hunter da Liga ventures e responsável pelo estudo.

“Nosso ecossistema vem amadurecendo e, com isso, várias iniciativas em diversos setores vêm se estabelecendo. Por uma questão de proximidade do dia-a-dia do potencial empreendedor, que aí consegue avaliar de uma maneira mais clara a oportunidade de empreender, alguns setores saem na frente nessa corrida – como o varejo, afinal, todos nós compramos ou vendemos quase que diariamente, independente da nossa formação ou profissão”, reforça Raphael.

Das startups mapeadas, 42% estão na cidade de São Paulo seguidos por Florianópolis, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, São José dos Campos, Recife, Londrina e Goiânia. Marcelo Sato, sócio da Astela Investimentos, explicou em artigo recente no ProXXIma, que o resultado da junção entre marketing e tecnologia impulsionou o fortalecimento dessas empresas. “O primeiro desafio das empresas é a concepção de um produto que demonstre uma proposta de valor e o seguinte é construir o canal de distribuição para seu produto. Encontrada essa combinação, temos a gêneses de negócios que prosperam e crescem exponencialmente”, observa.

Outro estudo, o “100 Startups to Watch”, fruto de uma parceria entre a Editora Globo e a Corp.vc, braço de corporate venture da consultoria EloGroup, identificou as 13 martechs brasileiras mais promissoras. Entre elas estão Contentools e Exact Sales, de Florianópolis, a Decision6 e Forebrain, do Rio de Janeiro, Meus Pedidos, de Joinville, Mindminers, SenseData, SocialMIner, Squid e Ramper, todas de São Paulo. Além de Tracksale, de Belo Horizonte, Zeeng, de Porto Alegre e Trakto, de Maceió. O estudo, que reúne outros segmentos além de marketing, demandou mais de cinco meses de análise de dados e selecionou as startups de um total de 1,3 mil inscritas.

Luiz Morcelli, CMO do Ahoy! Berlin, centro de inovação em São Paulo, afirma que as martechs são uma necessidade para as agências, consultorias e áreas de marketing das empresas. “Dentro desse ecossistema de inovação, dessa nova economia, elas complementam o trabalho das outras startups. Um exemplo próximo e recente é a InLoco e que acabou de ganhar o Caboré e passou recentemente por um programa de aceleração”, observa.

Fonte: Meio&Mensagem

“Má gestão de dados e informações relevantes são risco real para empresas”, diz Rafael Morales da TBL Manager

Empresa de Business Analytics lista principais carências apresentadas pela grande maioria das empresas, especificamente demandas do mercado de sustentabilidade e apresenta solução.

Em tempo de Big Data, termo utilizado para descrever o grande volume de dados estruturados e não estruturados que são gerados a cada segundo, é cada vez mais comum e constante a busca por soluções capazes pela disrupção de processos de gestão. Nas grandes empresas, tem sido uma constante a possibilidade de mudar como as coisas sempre foram feitas, ou seja, sair do tradicional e oferecer soluções que otimizem resultados, custos e priorizem a qualidade.

Gerir dados e informações relevantes nem sempre é tarefa fácil e a má gestão das informações pode trazer diversos riscos para uma administração corporativa saudável. No que diz respeito especificamente às demandas exigidas pelo mercado de sustentabilidade, esse cuidado deve ser ainda maior, uma vez que o desempenho ambiental e social das empresas, são aspectos de valoração do negócio.

Dentre as principais carências apresentadas pela grande maioria das empresas estão: dificuldade na gestão dos dados corporativos, a falta de eficiência das planilhas que não garantem a segurança dos dados, nem mesmo padronizam as informações; dificuldade na transparência e na busca por dados de gestão, entre outros.

Rafael Morales, diretor da TBL Manager, empresa especializada em soluções para excelência na gestão de indicadores e performance de sustentabilidade, destaca a importância de mantê-los organizados e consolidados de maneira intuitiva, clara e confortável aos diferentes públicos. “As empresas precisam ser transparentes diante das informações apresentadas para seus stakeholders. É uma cadeia de informações integradas que precisam ser apresentadas de forma consistente para definir as diretrizes e estratégias da empresa.” explica.

“Especificamente os aspectos de sustentabilidade precisam ser apresentados e gerenciados de maneira coerente, segura e eficaz, porque traduzem o comprometimento da empresa com seus diferentes stakeholders. A má gestão de dados e informações relevantes são risco real para empresas”, concluiu.

A Solução

Para atender essa necessidade do mercado, a TBL Manager criou o SIS – Sistema de Indicadores da Sustentabilidade, uma solução para excelência na gestão que possibilita a criação ou edição de indicadores e formulários de desempenho de acordo com as necessidades e demandas das empresas, para que elas façam mensuração dos seus indicadores, criando assim, uma melhor gestão dos seus aspectos de sustentabilidade.

A ferramenta permite que as empresas tangibilizem seus aspectos socioambientais, subsidiem análises e resultados das estratégias traçadas em tempo real e elaborem relatórios de desempenho, otimizando recursos, reduzindo custos e oferecendo informações para tomada de decisão por parte da alta gestão.

Sempre atenta às necessidades individuais de cada cliente e à rápida capacidade de oferecer autonomia aos usuários, a TBL mantém em sua carteira importantes clientes, como: Suzano Papel & Celulose, Amil, Copagaz, CPFL Renováveis, Even, Merck, Raízen, Lojas Renner, Banco Santander, entre outros.

Fonte: Segs

Concorrência e competência: mais que uma rima, uma solução

Analisar o cenário competidor, prever tendências e antecipar cenários pode mudar a realidade de uma empresa, tornando ela muito mais competente em suas ações.

Eduardo Prange – CEO da Zeeng – Data Driven Platform

 

Buscar o mercado ideal para o seu negócio, aquele em que você é quem comanda e dita as regras, é o desejo de toda empresa. Mas a verdade é que ser único em um ambiente de muita competição não é mais possível: sempre vai existir, em algum lugar, alguém com uma oferta igual ou parecida com a sua.

Vivemos em um mundo em que a cada dia surge uma nova companhia, startup ou fintech totalmente orientada por dados, abraçada em tecnologia e no universo digital. São competidores que chegam ocupando um espaço significativo dentro do mercado, e toda e qualquer organização para se manter ativa precisa estar atenta a essa movimentação.

Para entender o atual cenário competitivo basta lembrar que, hoje, se vive na era do Big Data, da análise de dados e da pronta-entrega, do imediatismo e também do real time marketing. Um produto ou serviço – mesmo que físico – precisa interagir com o universo digital, que é onde toda a magia entre empresa e cliente acontece atualmente. Mas, para isso, as empresas devem estar muito concentradas em tomar as melhores decisões de negócio, sabendo exatamente onde querem chegar e como podem alcançar isso.

As mais novas, por exemplo, entram no mercado mostrando todo o potencial de quem já nasce pronta para enfrentar os desafios impostos pela velocidade do digital, e acabam provocando mudanças muito rápidas em segmentos de atuação já consolidados. É como o caso de uma operadora de televisão percebendo a evasão de seus clientes para plataformas de streaming, como a Netflix. Das redes de hotéis recebendo menos hóspedes devido a ascensão do Airbnb. Ou dos motoristas de transporte urbano que usam canais digitais para encontrar seus passageiros, migrando para o mundo das ofertas ágeis, assim como a revolução que o crescimento das fintechs causou no mercado bancário.

 Nesse cenário, empresas tradicionais, de segmentos antes tidos como sólidos, como o de telefonia, hotelaria e até mesmo finanças, acabam vendo as suas ofertas se tornando obsoletas. E a única saída é rever os seus modelos de negócio, reparar processos e renovar as suas entregas. É preciso encarar o movimento das novas entrantes com olhar de quem está vendo um leão a sua frente. Afinal, não é à toa que para se manter ativo em um mercado altamente competitivo é necessário matar um leão por dia – ou até mesmo 10 ou 20 -, certo?

Por isso, mais certo do que qualquer outra afirmação que você vai ler neste artigo, é que as corporações que não procuram conhecer o contexto em que estão desenvolvendo as suas ofertas, não serão capazes de respirar por muito tempo. Elas podem até convencer seus consumidores de que o seu produto ou serviço, ainda assim, é o melhor, porém, não terão forças para brigar com aquelas que sabem muito bem “o que estão fazendo”, “porque estão fazendo” e “para quem estão fazendo” e entregam o máximo de valor a cada interação com o público.

Concorrência: um inimigo (nada) oculto

Contudo, não são só as novas entrantes que mexem com a competitividade do mercado e provocam esse sentimento nas empresas de querer sempre ser melhor do que a do terreno ao lado. Há séculos, sabemos que a concorrência é um inimigo nem um pouco oculto que pode, muitas vezes, derrubar a sua oferta se essa não for muito bem planejada e executada. 

O modelo das Cinco Forças de Porter, sugerido por Michael Porter, publicado no artigo “As cinco forças competitivas que moldam a estratégia”, em 1979, na Harvard Business Review, faz uma análise do cenário de competição existente entre empresas. Segundo Porter, existem algumas forças que influenciam a capacidade das empresas em atender seus clientes e ter lucros, e essas ainda mexem com todo o jogo de competição.

Entre elas estão: a ameaça de produtos substitutos, a ameaça de entrada de novos concorrentes, o poder de negociação dos clientes, o poder de negociação dos fornecedores e a rivalidade entre os concorrentes. Fatores que continuam impedindo o avanço e crescimento de muitas organizações no mercado.

O que mudou é que, hoje, não existem mais concorrentes diretos ou indiretos bem definidos. Independentemente do segmento em que a empresa atua, ela estará competindo com fatores que estão até mesmo acima das suas entregas, são eles: a agilidade e a velocidade.

 Startups como o Uber mudaram não somente a oferta de uma serviço, mas os desejos dos consumidores. O avanço do digital, o uso constante de novidades tecnológicas, ferramentas e softwares para construção de produtos e soluções de negócio, assim como o fenômeno da mobilidade, transformou o comportamento e os desejos das pessoas. Agora, elas querem ter produtos e serviços ao seu alcance com muita agilidade e priorizam aquelas organizações que conseguem resolver seus problemas em poucos minutos.

 E, nesse contexto, não se pode ficar de braços cruzados, esperando que as suas ofertas, assim como as suas ações e campanhas de marketing, sejam engolidas por outras muito mais animadoras e adequadas às expectativas dos consumidores. É preciso desenvolver uma nova mentalidade dentro da organização, transformar os processos produtivos e criativos, bem como a cultura da empresa como um todo. Começando por uma trabalho de leitura de dados que levará a um entendimento do cenário competidor, afinal, conhecer profundamente cada concorrente é fundamental para ter competência no mercado.

 

Competência: o motor por trás da competitividade

Por falar em competência, você já parou para pensar que ela é o motor por trás da competitividade? Quanto mais competentes as empresas se tornam, mais elas elevam o nível das suas entregas e sobem a régua para a concorrência. Para alcançá-las, é preciso produzir melhor, ou seja, ser mais competente a cada interação com o público. 

Nesse contexto, a minha pergunta é: o que você está fazendo, hoje, para ser mais competente? Uma das maneiras mais eficientes de conquistar boas atuações no mercado e atingir o sucesso desejado é por meio de muito conhecimento, um dos pilares da competência. Entender o cenário em que a empresa está inserida, conhecer a realidade dos competidores, assim como o comportamento dos consumidores – muito mais inseridos no ambiente online -, e combinar essa capacidade com os recursos e habilidades certas, é o que torna possível desenvolver ótimas soluções para o mercado.

No entanto, essa não é uma tarefa simples. Nem sempre as informações são fáceis de serem apuradas, coletadas e avaliadas. Além da análise de dados ser uma função complexa, exige certa preparação das empresas. Elas precisam conhecer o universo da inteligência de dados e contar com plataformas eficientes de coleta e mensuração de dados para somar resultados positivos.

Por meio delas, é possível entrar a fundo no universo do competidor, levantar informações pertinentes sobre a concorrência, antecipar possíveis cenários e tendências e reunir o conhecimento necessário para melhorar as suas estratégias. Assim, o trabalho das equipes de marketing e vendas, por exemplo, se torna muito mais prático e eficiente. Com os dados corretos em mãos, são desenvolvidos novos planejamentos, ocorrem mudanças no rumo de estratégias e a performance das ações e campanhas é aperfeiçoada, melhorando as tomadas de decisão da empresa como um todo.

Como vimos, concorrência e competência andam lado a lado quando se quer alcançar melhores desempenhos. Esses conceitos são mais que uma rima, eles são a verdadeira solução para as empresas, e você não precisa sofrer mais por falta de conhecimento ou por fazer as escolhas erradas e perder posições e clientes para os concorrentes. 

Fonte: Proxxima

Em audiência, presidente do Google é questionado sobre privacidade de dados e nega viés político na empresa

Em meio ao crescente escrutínio de empresas do Vale Silício que utilizam dados de usuário, Sundar Pichai, presidente do Google, se apresentou pela primeira vez diante de legisladores nesta quarta-feira (12).

Em audiência realizada pelo Comitê Jurídico da Câmara dos Deputados nos Estados Unidos, ele foi questionado sobre:

  • práticas de privacidade e violação de dados pessoais;
  • a maneira como a empresa lidou com campanhas de desinformação para influenciar eleições;
  • suposto viés político nos resultados de buscas;
  • interesse em voltar ao mercado chinês;
  • monopólio da plataforma
Sundar Pichai, presidente do Google, testemunha em audiência na Congresso dos Estados Unidos. — Foto: Jim Young/Reuters

Sundar Pichai, presidente do Google, testemunha em audiência na Congresso dos Estados Unidos. — Foto: Jim Young/Reuters

O executivo também foi questionado sobre violações de dados pessoais, depois que o Google anunciou que irá acelerar o processo de fechamento de sua rede social Google+, com a revelação de um erro que expôs dados de mais de 50 milhões de usuários. Pichai afirmou que o Google oferece um sistema que permite aos usuários ter controle e ajustar como seus dados são coletados pela empresa.

Apesar disso, grande parte da discussão entre Pichai e os congressistas se focou em acusações de que o Google usa sua rede de aplicativos e mecanismos de busca para suprimir vozes conservadores — uma alegação que o executivo negou com veemência. “Nós usamos uma metodologia robusta para refletir o que está sendo dito sobre qualquer tópico a qualquer hora. Posso assegurar que fazemos isso sem nenhum viés ideológico e político.”

Durante a audiência, que durou 3h30, os congressistas republicanos focaram em questionar Pichai sobre acusações de que o Google teria uma preferência em deixar sites conservadores mal posicionados nas buscas. Para isso usaram evidências, como vídeos e e-mails vazados, de que engenheiros e funcionários da empresa tinham preferência ideológica.

Outros legisladores, acusaram a empresa de dar suporte a iniciativas que convocavam eleitores latinos a votar em estados-chave. Pichai negou qualquer viés na ferramenta de anúncios, afirmando que ela é baseada em oferta e demanda.

Ele também respondeu a perguntas sobre a entrada do Google na China, um mercado que a empresa deixou em 2010. A preocupação dos congressistas é que a empresa jogue pelas regras chinesas e estabeleça censura nas buscas no país.

Pichai respondeu a essas perguntas afirmando que o Google é uma empresa que “nunca esqueceu suas raízes americanas”. Ele acrescentou que a empresa gerou, nos últimos três anos, US$ 150 bilhões para a economia americana, criando 24 mil vagas de trabalho.

Fonte: G1

Memo: onde a velha mídia acha uma nova fonte de receita

A Memo, uma startup que começa a operar em janeiro, está unindo duas grandes tendências globais — o uso de dados e os marketplaces — para criar um novo modelo de negócios que pode se revelar um alento para a indústria de notícias.

Criada por Eddie Kim, que tem mais de dez anos de experiência com analytics e big data, a Memo é um marketplace que vende os dados de matérias publicadas em grandes veículos para agências de PR, grandes empresas e qualquer um que tenha interesse em pagar por esse tipo de informação.

Funciona assim: os grupos de mídia que se cadastram na plataforma passam a disponibilizar informações como o número de visitantes, tempo médio de acesso e trechos mais lidos sobre cada uma de suas notícias, além do perfil dos leitores. Se um jornal publicar uma matéria sobre a Unilever, por exemplo, ela poderá entrar na plataforma, pagar uma taxa de cerca de US$ 100 e ter acesso aos principais dados relacionados àquela matéria.

O valor será dividido com o veículo que forneceu as informações e pode variar dependendo da popularidade da notícia. Hoje, algumas empresas já fornecem às companhias e agências de PR dados em tempo real sobre como as marcas estão repercutindo na internet. A grande sacada da Memo é oferecer insights sobre cada matéria individualmente e não uma visão geral do desempenho da marca.

Num momento em que a velha mídia busca formas alternativas para ganhar dinheiro não deve ser difícil convencer os grandes grupos do setor a aderirem à plataforma — que, além de fornecer uma nova fonte de receita sem custo adicional, pode servir como leads para novos anunciantes. “Na pspaço de relacionamento e geração de leerspectiva do publisher, é uma receita que virá de uma base completamente nova de compradores

— a indústria de relações públicas e comunicação”, o fundador da startup disse ao The Wall Street Journal. “Na plataforma, os veículos vão conseguir uma margem bruta de 100%, porque os dados já estão disponíveis.” Na outra ponta do negócio, a solução deve ter um apelo grande principalmente para as agências de relações públicas, que tem uma dificuldade histórica para conseguir mensurar os resultados de seu trabalho (apesar de serem cada vez mais cobradas por isso), e para as áreas de comunicação e marketing das grandes empresas.

Segundo a Memo, grupos de mídia como o BuzzFeed e a Meredith (dona da revista People) já aceitaram fornecer seus dados para a plataforma; na outra ponta, a Unilever, a marca de lentes Vision Path e a varejista Parachute Home assinaram para usar os serviços. Para Matt Minoff, o chief digital officer da Meredith, um dos pontos mais interessantes da plataforma é que ela pode estimular marcas a anunciar nos veículos do grupo. “O benefício indireto do serviço pode se provar, de um ponto de vista de receitas, maior do que o que vamos conseguir com a venda dos dados de matérias”, disse ao WSJ.

Fonte: Brazil Journal

Zeeng estuda presença digital dos e-commerces durante a Black Friday

A Black Friday, data de maior movimentação do varejo, passou. Mas por onde olhamos, percebemos o rasto que ela deixou ao longo do mês. Pensando nisso, a Zeeng, primeira plataforma de big data analytics, mediu a presença digital das marcas Americanas, Carrefour, Casas Bahia, Centauro, Fast Shop, Magazine Luiza, Netshoes, Ponto Frio, Ricardo Eletro e Submarino durante o mês de novembro e estudou como cada uma delas se comportou em suas redes sociais, na imprensa e web analytics:

Assista o vídeo na íntegra 

A empresa com maior destaque em todos os âmbitos foi a Magazine Luiza, com nota 7,7 no Zeeng Score, indicador que leva em conta o nível de atuação da empresa nas redes sociais, imprensa e web analytics. Ao longo do mês foram 102 publicações. Seguida pela Fastshop, com 95 posts, e Ricardo Eletro, com 53 posts.

No Youtube, a Magazine Luiza também foi a marca que mais postou, com 38 vídeos, seguida por Casas Bahia, com 24, e Ponto Frio, com 23. No Instagram, a empresa postou 45 posts, seguida de Netshoes, com 20, e Americanas, com 11. A frenquência da Magazine Luiza no Twitter foi de 87 posts, seguida por Submarino, com 86, e Americanas, com 79.

O grande destaque dos e-commerces nas redes sociais está no formato de publicação utilizado neste período. “Este ano, foi forte a atuação das empresas nas redes sociais com foco na produção de conteúdos em vídeo. Vimos o que era tendência virar realidade e as marcas souberam aproveitar isso a seu favor” relata Eduardo Prange, CEO da Zeeng.

Os vídeos foram muito utilizados pelas marcas, para garantir a atenção do consumidor no tema Black Friday, com predominância desses posts Magazine Luiza.

No comportamento na imprensa, o Submarino ficou na frente, com mais de 1.700 notícias, seguido de Magazine Luiza 322 notícias e Casas Bahia 311 notícias.

Fonte: E-Commerce News

Solicitar dados públicos anonimamente se torna mais fácil no Brasil com novos mecanismos do governo e da sociedade civil

Para jornalistas brasileiros, poder preservar a identidade ao solicitar dados públicos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) tornou-se mais fácil recentemente.

Na semana passada, o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) passou a permitir que cidadãos peçam informações a órgãos federais de forma “anônima”. Isso tornou o país um dos sete no mundo a proteger a identidade dos requerentes, de acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-Rio).

Com o novo dispositivo, o solicitante ainda precisa inserir seus dados pessoais ao fazer o pedido pela LAI, mas a identidade é conhecida apenas pela CGU, de acordo com reportagem do Estadão. Isso quer dizer que o servidor público encarregado de fornecer a informação não sabe quem fez a pergunta.

Embora a mudança valha apenas para instâncias federais do governo, os jornalistas que quiserem manter o anonimato ao requisitar dados a órgãos estaduais e municipais, assim como a federais, também podem recorrer a uma nova ferramenta da Open Knowledge Brasil chamada Queremos Saber. O nome é uma homenagem ao site de pedidos de informação criado pelo grupo Transparência Hacker em 2011, antes mesmo da LAI entrar em vigor.

A plataforma funciona como um intermediador para fazer perguntas a órgãos públicos. O usuário cadastra no site seu pedido, que é encaminhado ao governo em nome da Open Knowledge. Nenhuma informação pessoal é registrada — o usuário fica apenas com um número de protocolo que, posteriormente, dá acesso à resposta, segundo explicação no site do Queremos Saber.

Um dos criadores da ferramenta, Vitor Baptista, reúne os pedidos, descarta aqueles que não se encaixam no formato da LAI e protocola junto aos órgãos governamentais as perguntas. “Esse processo é fácil de ser replicado em outros países, até porque esse problema não é exclusivo do Brasil. O Queremos Saber é um sistema muito simples, porque é feito de forma manual”, explica Baptista ao Centro Knight.

Para o repórter do Estado de S. Paulo especializado em LAI Luiz Fernando Toledo, garantir o anonimato dos requerentes pode evitar o enviesamento das respostas e, consequentemente, melhorar a qualidade do material enviado por órgãos públicos.

No ano passado, o jornalista revelou que um chefe de gabinete da prefeitura de São Paulo disse que iria dificultar a resposta dos pedidos feitos por Toledo e por repórteres da TV Globo e do Agora São Paulo. Em um áudio de uma reunião, o funcionário público diz querer fazer os profissionais desistirem de reportagens que poderiam ser negativas ao governo, tornando a obtenção de respostas por LAI mais trabalhosa. Após a revelação da gravação, o servidor foi exonerado do cargo. A prefeitura disse não haver irregularidades com a transparência.

Segundo a lei de transparência brasileira, os órgãos públicos não podem levar em consideração o motivo ou o autor das solicitações ao produzir as respostas. “[Nesse caso] mostramos que a prefeitura tinha dificuldade em cumprir a legislação, e isso continua sendo um problema até hoje”, diz Toledo ao Centro Knight.

Um relatório da organização Artigo 19 publicado este ano reuniu 16 ocorrências de intimidação judicial, pressão psicológica, exposição de identidade, perseguição política e sonegação de informações em pedidos de LAI.

Por essas razões, proteger a privacidade dos cidadãos que requerem informações públicas é uma reivindicação importante dos defensores da transparência no Brasil, segundo especialistas. O país já havia feito um compromisso nessa área em 2016, por meio da iniciativa internacional Open Government Partnership (OGP).

Novos desafios para liberdade de informação no Brasil

O próximo passo para a melhoria na transparência brasileira é estender a proteção da identidade de requerentes a outras esferas do poder público, diz Toledo. “No caso dos governos locais, o obstáculo é muito grande. Primeiro porque muitos nem têm canal de transparência, ou têm um canal precário. Existem problemas ainda mais básicos que a proteção de identidade. É justamente nesses casos que o problema é mais grave”, afirma.

Baptista destaca o fato de que o sistema de pedidos do Queremos Saber não pode ser automatizado pois não existe padronização na forma de registrar perguntas por meio da LAI entre as diferentes instâncias do governo. “Antes, se aceitava fazer pedidos por e-mail, o que facilitaria a automatização. Em outros países, é possível fazer perguntas dessa forma”, ressalta.

A forma com que o governo implementou a anonimização dos pedidos de LAI também é motivo de críticas. O fato de a CGU ainda conhecer a identidade dos requerentes não garante a segurança total do pedido, segundo Baptista. Especialistas apontam ainda para a necessidade de um órgão de controle independente para monitorar a qualidade das respostas.

Apesar desses fatores, Baptista percebe que, desde que a LAI foi sancionada, em 2012, houve melhoria na percepção do público sobre a importância da transparência governamental. “Lembro que pedi uma informação e os servidores imprimiram, carimbaram, assinaram, digitalizaram e me mandaram”, diz. “Para mim, o maior avanço que tivemos é a mudança cultural entre servidores público e cidadãos”.

Nota da editora: a colaboradora do Centro Knight Alessandra Monnerat, que escreveu este post, também trabalha para o jornal O Estado de S. Paulo, citado neste texto.

Fonte: Jounalism in the Americas

 

SBT cria espaço para produção de conteúdo digital

Chamado de Nano Box, estúdio servirá para a produção de lives, webséries, entrevistas e ações de branded content exibidas na plataforma online

Para ampliar a produção de conteúdo voltado às plataformas digitais, o SBT anuncia a criação do Nano Box, um espaço exclusivamente dedicação ao desenvolvimento de formatos e produção de programas, atrações, lives, webséries e outros tipos de conteúdo que serão exibidos nas plataformas digitais do canal.

De acordo com o comunicado, a emissora projeta o lançamento de várias atrações nos próximos meses como forma de ampliar a conexão com sua audiência nos meios digitais e, também, criar diferentes fontes de receita comercial. Uma das funções do Nano Box será, inclusive, ajudar a conectar creators e marcas em projetos que explorem o conteúdo da emissora.

Para estrear a área, o SBT produziu um vídeo com alguns nomes de seu elenco – como Celso Portiolli, Maísa Silva e Carlos Alberto de Nóbrega – reagindo a vídeos de câmeras escondidas exibidos pelo canal e com uma breve apresentação no novo estúdio. Veja:

Fonte: Meio & Mensagem