Verbete Draft: o que é Marketing Holístico

Não precisa acender incenso. O Marketing Holístico leva em conta que todas as partes envolvidas com a empresa se relacionem em uma estratégia ampla e, portanto, mais eficiente. Conheça.

MARKETING HOLÍSTICO

O que acham que é:  Marketing voltado a terapias alternativas.

O que realmente é: Marketing Holístico é uma abordagem que visa contemplar partes diversas (como stakeholders, clientes, funcionários, fornecedores) ao criar e implementar estratégias de marketing. No conceito está a ideia de que a melhor solução nasce de uma perspectiva ampla e inter-relacionada. Quatro vertentes, necessariamente, precisam trabalhar juntas no Marketing Holístico: Marketing de Integração, de Relacionamento, Interno e Socialmente Responsável. Segundo Guilherme Pereira, diretor acadêmico dos MBAs da FIAP, o Marketing de Integração deve criar uma experiência unificada para o cliente, da mensagem ao entendimento. “Já o Marketing de Relacionamento visa gerar vínculo e criar envolvimento a longo prazo da marca com o cliente e o Marketing Interno é um conjunto de ações direcionadas ao público interno da organização ou empresa”, afirma. Eventualmente é possível adicionar mais vertentes como endomarketing, webmarketing, branding etc. Para Eduardo Prange, CEO da Zeeng, que analisa big data nas áreas de marketing e comunicação, o Marketing Holístico parte do pressuposto de que todas as partes envolvidas com a organização sofrem interferência e se relacionam. “Todos os processos de desenvolvimento, projeto ou a implementação de programas e atividades de marketing devem ter consciência dessa correlação.”

Quem inventou: Os acadêmicos e autores norte-americanos Philip Kotler e Kevin Lane Keller.

Quando foi inventado: Em 2006.

Para que serve: Para, por meio da sinergia criada entre todas as partes, impactar positivamente o resultado, fazendo com que o produto ou serviço venda mais. “Basicamente, o Marketing Holístico procurar enxergar o entorno de forma mais ampla e complexa, visando construir valor para a marca e para a empresa”, diz Silvio Sato, do curso de Publicidade e Propaganda da FAAP.

Quem usa: Qualquer empresa ou marca que deseje integrar estratégias.

Efeitos colaterais: Ineficiência, caso haja resistência na mudança da cultura da empresa (advinda da integração das áreas).

Quem é contra: Empresas que acreditam que a eficiência vem da segmentação. “São organizações que acreditam que o departamento de marketing é o pensador e o executor das estratégias, e não a empresa como um todo”, afirma Pereira.

Fonte: Projeto Draft

GARTNER IDENTIFICA CINCO MITOS SOBRE O USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NAS EMPRESAS

Os líderes de TI e de negócios geralmente ficam confusos sobre o que a Inteligência Artificial (IA) pode fazer por suas organizações e são frequentemente desafiados por falsas ideias sobre como aplicar os conceitos dessa tecnologia em suas organizações. O Gartner Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, avalia que os gestores de TI e negócios que desenvolvem projetos de inteligência artificial devem separar a realidade dos mitos para elaborar suas estratégias de inovação para o futuro.

“Com a tecnologia de IA ​​entrando nas companhias, é crucial que os líderes de negócios e de TI compreendam completamente como as soluções inteligentes podem criar valor para seus negócios e onde estão suas limitações”, diz Alexander Linden, Vice-Presidente de pesquisa do Gartner. “As tecnologias de Inteligência Artificial só podem gerar valor se fizerem parte da estratégia da organização e forem usadas da maneira correta”.

Para evitar concepções erradas, o Gartner anuncia cinco mitos sobre o uso da Inteligência Artificial:

Mito 1: A Inteligência Artificial funciona da mesma maneira que o cérebro humano

A Inteligência Artificial é uma disciplina de engenharia da computação. Em seu estado atual, consiste em ferramentas de software destinadas a resolver problemas. Embora algumas formas de IA sejam altamente capacitadas e habilidosas, seria impossível pensar que as aplicações inteligentes atuais são semelhantes ou equivalentes à inteligência humana.

“Algumas formas de aprendizado de máquina (ML – de Machine Learning, em inglês), que é uma categoria de inteligência artificial, podem ter sido inspiradas pelo cérebro humano, mas não são equivalentes”, afirma Linden. “A tecnologia de reconhecimento de imagem, por exemplo, é mais precisa do que a maioria dos humanos, mas não é útil quando se trata de resolver um problema de matemática. A regra com a Inteligência Artificial, hoje, é que ela resolve uma tarefa extremamente bem, mas, se as condições da tarefa mudarem um pouco, essa tecnologia falhará”.

Mito 2: Máquinas inteligentes aprendem por conta própria

A intervenção humana é necessária para desenvolver uma máquina ou um sistema baseado em Inteligência Artificial. O envolvimento pode vir de experientes cientistas de dados humanos, que são imprescindíveis para executar tarefas como definir e enquadrar quais são as questões a serem executadas, preparar os dados, determinar conjuntos de informações apropriados para a análise, remover possíveis erros (ver mito 3) e – o mais importante – para atualizar continuamente o software, permitindo a integração de novos conhecimentos e de aprendizagem para o próximo ciclo de inovação presente nas máquinas.

Mito 3: Inteligência Artificial pode ser livre de preconceito

Toda tecnologia de Inteligência Artificial é baseada em dados, regras e outros tipos de informações fornecidas por especialistas humanos. Semelhante aos humanos, as aplicações inteligentes também são intrinsecamente enviesadas por uma forma ou outra de análise.

“Hoje, não há como banir completamente o preconceito, no entanto, temos que tentar reduzi-lo ao mínimo”, diz Linden. “Além de soluções tecnológicas, como diversos conjuntos de dados, também é crucial garantir a diversidade nas equipes que trabalham com a Inteligência Artificial e fazer com que os membros da equipe revisem o trabalho uns dos outros. Esse processo simples pode reduzir significativamente o viés de seleção e confirmação”.

Mito 4: A Inteligência Artificial só substituirá trabalhos repetitivos e que não exigem graus avançados

A Inteligência Artificial permite que as empresas tomem decisões mais precisas por meio de previsões, classificações e agrupamentos da análise de dados. Essas habilidades das soluções baseadas em IA permitiram que as empresas reduzissem as demandas acerca das tarefas mais comuns, mas, por outro lado, também aumentaram a complexidade das tarefas remanescentes. Um exemplo é o uso de Inteligência Artificial na avaliação de imagens na área da saúde. Uma radiografia de tórax baseada em IA pode detectar doenças mais rapidamente que radiologistas. No setor financeiro e de seguros, robôs estão sendo usados ​​para o gerenciamento de rendas ou detecção de fraudes. Essas capacidades não eliminam o envolvimento humano nessas tarefas, mas permitem que os humanos lidem apenas com os casos incomuns ou mais específicos. Com o avanço da Inteligência Artificial ​​no local de trabalho, os líderes de negócios e de TI devem ajustar os perfis de trabalho e o planejamento das habilidades de suas equipes, além de oferecer opções de certificações e reciclagem de conhecimento para os profissionais já presentes na companhia.

Mito 5: Nem todas as empresas precisam de uma estratégia de Inteligência Artificial

Todas as organizações devem considerar o impacto potencial das soluções de Inteligência Artificial ​​em suas estratégias e investigar como essa tecnologia pode ser aplicada às demandas de suas operações. Evitar a exploração da Inteligência Artificial é o mesmo que abandonar a próxima fase da automação, o que, em última análise, poderia colocar as companhias em desvantagem competitiva.

“Mesmo que a estratégia atual de uma empresa não utilize a Inteligência Artificial, é importante que os líderes de negócios dessa companhia avaliem esse tema para tomar uma decisão consciente, baseada em muita pesquisa e avaliação do cenário. E como em relação a qualquer outra estratégia, é sempre recomendável que as companhias revisitem periodicamente seus planos, alterando suas diretrizes e rumos de acordo com as necessidades da organização. As ferramentas de Inteligência Artificial podem ser necessárias mais cedo do que o esperado”, finaliza Linden.

Fonte: Digitalks

Grupo Vega, na Grande Belém, aumenta 30% das vendas com estratégias de marketing digital

Com atuação expressiva na Grande Belém, o Grupo de concessionárias Vega conta com reforço da Lead Force, agência de marketing digital especializada em concessionárias, há um ano e já colhe frutos dessa parceria ao registrar aumento na geração de leads e por consequência nas vendas. O Grupo tem duas lojas Volkswagen e uma Ford.

De acordo com Paulo Mutran, diretor da Vega, a concessionária registrou aumento de 30% nas vendas depois de contratar os serviços da Lead Force. A empresa realiza o trabalho de estratégia digital da marca de forma direcionada e com o objetivo de gerar e converter leads.

“O que nos impressiona é o suporte que a Lead Force nos dá, de maneira ágil. Anteriormente, perdíamos muito tempo tendo que abrir chamados para que a comunicação e as ações digitais pudessem acontecer”, analisa Paulo.

No atendimento à Vega, a Lead Force desenvolve campanhas de Google Ads, Instagram, Facebook, SMS a clientes e e-mail marketing. Para tanto, a empresa dispõe de uma equipe prestativa e que avalia cada elemento para criar a estratégia digital da concessionária. Tudo para que a Vega mantenha o relacionamento pré-venda e venda.

O Grupo Vega atende a Região Metropolitana de Belém desde 2016 e, hoje, conta com 250 funcionários. Os dois sites da empresa, Vega Ford e Vega Volkswagen, foram criados pela Lead Force que, direta e indiretamente, impacta nas vendas dos automóveis.As concessionárias ainda utilizam os serviços de CRM da Syonet, que é líder em soluções de Gestão de Relacionamento com o Cliente para concessionárias no Brasil.

“No projeto do Grupo Veja, além de seguir o guideline de criação de cada marca, focamos também em várias formas de geração de leads, como por exemplo: formulários, Chat robô, linhas de calltracking e clique e ligue, porque não adianta investir em mídias como Google e Face Ads se as “iscas digitais” não estiverem prontas para captar o lead. O próximo passo com o Grupo Vega será implantar nosso integrador de estoque GiroCar, com os anúncios de veiculos com visão 360 graus para aumentar ainda mais a geração de leads e por consequência aumentar a rentabilidade do Grupo Vega, afinal foi para isto que a Lead Force foi contratada”, complementa o diretor da Lead Force, Isac Campos.

“Estamos muito satisfeitos com essa parceria e dou nota 10 para Lead Force, que tem sido fundamental para o desenvolvimento de nossas campanhas de vendasna web”, finaliza Paulo Mutran.

Fonte: Revista Live Marketing

Big Data ou Small Data? Entenda as diferenças e saiba como usar cada um

gerenciamento de dados nunca foi tão importante quanto é hoje. Não à toa, o Big Data nasceu da necessidade cada vez maior em conseguir lidar com a grande quantidade de informações gerada a partir dos processos cotidianos de uma empresa.

Baseando-se em três princípios: volume, velocidade e variedade, o objetivo é armazenar e analisar estes dados, sendo possível, por exemplo, organizar relatórios que mostrem os comportamentos, preferências e necessidades dos clientes.

Hoje é fundamental contar com soluções de Big Data para garantir o sucesso contínuo da empresa, pois, apenas ele é capaz de lidar com tanta rapidez e eficiência com a quantidade gigantesca de dados que as companhias geram e salvam atualmente.

Já o Small Data vem ganhando protagonismo no mercado nos últimos tempos graças às expectativas e necessidades dos clientes que querem personalização e um atendimento diferenciado, o que incentiva as organizações a buscarem maneiras inovadoras de trazer algo único para seu público-alvo.

A ferramenta analisa os dados de forma qualitativa, enquanto o Big Data faz isso quantitativamente. Além disso, ainda possibilita a análise de detalhes e opiniões sobre a experiência do cliente, seus desejos e necessidades, permitindo insights e decisões que, talvez, o Big Data não pudesse proporcionar. O resultado é maior conhecimento para entregar ao cliente a melhor experiência possível e produtos desenhados exatamente de acordo com o que ele deseja.

Para entender como o Big Data e o Small Data podem ser vantajosos para o seu negócio, a seguir, listo as principais diferenças entre essas tecnologias e como elas podem gerar resultados para a sua marca:

Condições dos dados

Como o Big Data lida com uma grande quantidade de informações, estas ficam armazenadas de forma não-estruturada, exigindo um trabalho minucioso de agregação e de interpretação para que possam ser analisadas. Enquanto isso, o Small Data atua com um volume menor, o que faz com que os dados dessa ferramenta estejam prontos para análise sempre que necessário.

Localização

O Big Data opera com todas as informações da organização, colhendo-as a partir dos sistemas na nuvem, do SQL Server, dos bancos de dados, dos PCs da empresa, entre outros lugares nas quais são geradas. Já o Small Data costuma trabalhar apenas com elementos vindos dos PCs, dos CRMs, de pesquisas e das redes sociais. A partir desses meios, é possível ter acesso direto às opiniões, hábitos, dúvidas, reclamações e necessidades dos clientes.

Tamanho e complexidade

A medida que o Big Data atua com medidas como terabyte e petabyte, o Small Data — que, lembre-se, recolhe dados de poucas fontes — lida com quantidades que, além de pequenas, também são consideravelmente mais simples. Uma única venda já é capaz de gerar subsídios muito importantes para o Small Data.

Importância e utilidade

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o Small Data não chegou para substituir o Big Data. A mineração e a análise de dados continuam tendo uma importância crescente dentro das companhias, que nunca geraram tantas informações digitais como hoje.

Com isso, é possível perceber que ambas são tecnologias complementares. Elas solucionam diferentes necessidades das empresas, possibilitando melhores resultados, decisões mais embasadas e eficientes, além de um crescimento contínuo das organizações.

*Alexandre Glikas é diretor-geral da Locaweb Corp, unidade corporativa da Locaweb

Fonte: Computer World

Privacy by Design: Uma resposta inteligente para a alucinante jornada de proteção de dados pessoais e adequando à LGPD

Mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes“ — Nicolau Maquiavel 1469 – 1527.

As montadoras hoje não entregam um carro sem sistema de freios, espelhos retrovisores, ABS, airbags frontais, materiais internos não inflamáveis, dentre outros. Muitos destes não eram itens de série nos veículos há 40 anos ou não tinham seu uso aplicado em massa. Dentro do contexto da época, muitos destes itens eram considerados dispensáveis, na perspectiva do fabricante e dos proprietários. As estatísticas do trânsito demostram hoje o quão importante são.

economia de dados e toda a revolução que ela provocou nos últimos 10 anos segue um caminho similar. E essa travessia vem enlouquecendo todo o mercado – de grandes players de tecnologia a startups –  pois escancara os gapsque existem hoje em seus produtos (ou em sua implementação), do ponto de vista de segurança da informação e privacidade de dados.

GDPR e LGPD são movimentos naturais que surgiram para direcionar e trazer o equilíbrio necessário entre inovação e proteção de dados. A necessidade destas leis é inquestionável. Porém, não há lei que traga sozinha resultados efetivos caso não haja disrupção na forma de como o desenvolvimento de produtos e soluções hoje tratam o tema de cybersecurity e privacidade de dados pessoais. Vale a provocação aqui de que uma plataforma ou um app, por mais cool and inspiring que seja, não sobrevive ileso a um vazamento de dados ou abuso na utilização destes. Privacidade pode não ser relevante no MVP de uma startup, porém, será essencial com a ampliação da base de clientes.

Privacy by Design é uma abordagem elaborada na década de 1990 por Ann Cavoukian, na época responsável pelo Gabinete de Informação e Privacidade do estado de Ontário/Canadá. A GDPR dedica o capítulo 25 inteiro ao tema de Privacy by Design. Curiosamente, este é um dos capítulos mais generosos da GDPR no sentido de prover direcionamento e recomendações ao mercado.

Menção feita pela autoridade de proteção de dados da Europa (ICO – Information Commissioner’s Office) sobre Privacy by Design: “Em essência, isso significa que você precisa integrar a proteção de dados em suas atividades de processamento e práticas de negócios, desde a concepção e por todo o ciclo de vida dos dados. Privacy by Design envolve considerar antecipadamente proteção de dados e privacidade em tudo que você faz. Contribuirá para a conformidade com os princípios e requisitos fundamentais do GDPR e demonstra comprometimento efetivo com o tema.”

Independentemente do método que a sua tribo utilize – agilescrum, kanban, squads, cascade, extreme go horse (!!) – o desenvolvimento de um produto ou serviço deve cuidar de questões relevantes no contexto de privacidade. Exemplos:

  1. Natureza dos dados que serão coletados ou tratados (cadastrais, transacionais, sensíveis, dados de navegação e rastreamento);
  2. O consentimento do cliente para o uso dos seus dados;
  3. A transparência com o cliente sobre como os dados serão tratados e com quem serão compartilhados;
  4. Personalização de campanhas de marketing e ofertas de produtos –  cuidados na seleção de público utilizando critérios ou algoritmos enviesados;
  5. Controle de acesso aos dados;
  6. Tracking do uso das informações (logs para monitoramento);
  7. Proteção contra vazamento ou divulgação indevida.

Product ownersscrum mastersUX designers, gestores ou especialistas de negócio, arquitetos de dados, estatísticos, desenvolvedores, testadores, times de devops e equipes do ongoing – todos estes possuem papel específico na implementação de segurança e privacidade.

Privacy by Design baseia-se em 7 princípios:

  1. Preventivo não reativo – a concepção, desenho e implementação são conduzidas contemplando requisitos para evitar incidentes de privacidade dados;
  2. Privacidade como configuração padrão – o produto é entregue tendo suas configurações iniciais setadas com a adequada privacidade;
  3. Privacidade embutida no design da solução – privacidade incorporada a modelos de negócio e arquitetura de sistemas, aplicações e bancos de dados;
  4. Full Funcionallity (no zero sum) – abordagem win win – os requisitos de negócio igualmente balanceados com os requisitos de proteção dos dados;
  5. End-to-End Security – medidas de segurança e privacidade são aplicadas em todo o ciclo de vida dos dados – da coleta, armazenamento, tratamento, processamento, uso e descarte;
  6. Visibilidade e Transparência – cliente com visão clara de como o produto trata os seus dados pessoais. Uma política de privacidade de dados bem elaborada pode salvar uma empresa. Com isso, evitamos uma abordagem “Privacy Zuckering”, uma referência aos escândalos recentes de mau uso de dados;
  7. Respeito pelo cliente – abordagem user-centric. Aqui está a alma do conceito de proteção dos dados pessoais dos cidadãos. A avaliação da user experience definitivamente passa pelo conforto que o cliente tem de que o produto zela pelos seus dados.

Privacy by Design confere um tom concreto e prático à jornada de implementação de compliance com a GDPR e LGPD. Provém um enfrentamento efetivo a impactos em processos de negócio, arquitetura de sistemas, banco de dados, nas práticas internas de segurança da informação e na forma como a empresa se relaciona com os seus clientes e parceiros.

E assim o baile seguirá nos deleitando com a deliciosa e instigante dança entre inovação e privacidade de dados, em harmonia.

Fonte: Digitalks

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Qual é o estágio de maturidade do marketing digital no Brasil? O estudo Digital Marketing Readiness da McKinsey revela seu status e propõe um roadmap para alcançá-la.

O mercado de marketing digital brasileiro é um dos mais importantes do mundo , e consiste em um vetor crítico de crescimento das empresas. Entretanto, ainda há uma grande disparidade entre a oportunidade que o marketing digital representa e o nível de maturidade nessa disciplina dentro das empresas no país.

Embora o marketing digital seja uma importante alavanca no crescimento das empresas, no Brasil, o ritmo de migração dos anunciantes das mídias tradicionais para a mídia digital ainda se encontra longe do ideal. Apesar de ser o país com maior percentual de investimentos em marketing digital na América Latina , quando comparado com a média global de 43.5% da verba total de mídia investida em marketing digital, os 24.4% do Brasil ainda refletem desafios não apenas do ponto de vista das empresas, mas também das agências de publicidade.

Mas, o que impede as empresas de avançar e tornarem-se líderes digitais? Quais são os caminhos que podem ser trilhados para acelerar o amadurecimento das empresas e colher os benefícios da plena adoção do marketing digital?

O estudo DMR – Digital Marketing Readiness – realizado pela McKinsey com o apoio da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), propõe um roadmap para que as empresas atuantes no país possam atingir a maturidade no marketing digital. O estudo contou com a participação de 79 empresas líderes de 10 setores e teve como objetivos traçar um panorama da maturidade do marketing digital no Brasil, analisar as melhores práticas adotadas pelas empresas líderes e sugerir caminhos para os anunciantes evoluírem nessa capacidade que se tornou um diferencial de negócios crítico para o sucesso das empresas.

Com base nas respostas às 54 perguntas da pesquisa em forma de autoavaliação, às quais foram dadas notas de 1 a 5, sendo 5 o mais alto, as empresas participantes foram classificadas em quatro níveis de maturidade em relação ao marketing digital dentro de cada dimensão:

  • Líderes – empresas com pontuação global superior a 4.5 de maturidade em marketing digital nas quatro dimensões;
  • Ascendentes – empresas com pontuação global acima de 3.5, mas inferior à dos líderes;
  • Emergentes – empresas com desempenho mediano e ampla oportunidade de melhoria;
  • Iniciantes – empresas com desempenho abaixo da média, que ainda não embarcaram em um processo de digitalização do marketing ou que não conseguiram capturar seus benefícios.

Os resultados obtidos foram traduzidos em um framework (Quadro 1) com quatro dimensões, descritas a seguir, e 14 alavancas que visam auxiliar as empresas a avançar rumo ao alcance da maturidade do marketing digital:

  1. Pessoas, Processo e Cultura: esta dimensão analisa os processos, as competências e a cultura que sustentam o marketing digital de alta performance.
  2. Dados e Tecnologia: refere-se à qualidade, quantidade e velocidade no uso de dados e das tecnologias de gestão e automação de marketing.
  3. Investimento e Mensuração: avalia a forma como o investimento em mídia ocorre ao longo do funil de conversão e o modo como o impacto do marketing digital é mensurado, bem como a atribuição de resultados a outros meios.
  4. Jornada e Experiência: refere-se a como a jornada e a experiência com a marca são vivenciadas pelos consumidores em todos os canais digitais das empresas5 .

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Um país mais conectado, empresas não necessariamente no mesmo ritmo

Dois terços da população brasileira já está conectada à internet, no entanto, 80% das empresas pesquisadas ainda estão em estágios iniciais de maturidade em marketing digital

Com um aumento de penetração de aproximadamente 8% ao ano entre 2011 e 2017 , a internet já faz hoje parte da realidade de dois terços da população brasileira – ou seja, mais de 120 milhões de brasileiros .

A democratização do acesso à internet é reforçada pelo fato de que o conteúdo digital está presente no dia a dia de 86% dos domicílios brasileiros com renda média igual ou superior a três salários mínimos . Ademais, 74% da classe socioeconômica C e 40% das classes D/E já estão conectadas (Quadro 2). O Brasil é um dos países com maior expressividade quanto ao número de usuários de plataformas como Facebook, Instagram e Youtube , e o tempo médio de acesso diário à internet no país chega a nove horas, um valor 50% superior ao verificado nos Estados Unidos, onde a média é de seis horas diárias.

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Adicionalmente, é inegável que a internet ajuda a moldar as decisões de compras dos consumidores brasileiros – dados do terceiro trimestre de 2017 mostram que 46% dos brasileiros conectados realizaram compras online, 55% pesquisaram online antes de efetuarem uma compra, principalmente para comparar preços, e 70% realizaram transações bancárias por meio de canais digitais.

Contudo, a distribuição dos investimentos entre a mídia tradicional e digital no país ainda não acompanha a evolução do comportamento do consumidor e muitos anunciantes e agências ainda veem a mídia digital no Brasil como um canal de alcance apenas das classes sociais mais altas, apesar de que a internet está presente no dia a dia de 86% dos domicílios brasileiros com renda média igual ou superior a três salários mínimos. Embora apresente um índice de atenção 13% inferior ao da mídia digital (325 minutos por semana na TV e 375 minutos por semana no ambiente digital), a televisão ainda recebe investimentos desproporcionalmente mais altos, respondendo por 67% de todo o investimento publicitário no Brasil em 2016 .

Os resultados do estudo DMR evidenciam a baixa maturidade em marketing digital no Brasil. Oitenta por cento das empresas pesquisadas no país ainda se encontram em estágios iniciais da escala de maturidade da pesquisa – na classificação geral, 23% das empresas são classificadas como Iniciantes e 57% como Emergentes (Quadro 3).

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Pessoas, processos e cultura – para Além do universo do marketing

Mudanças em processos intrínsecos ao dia-a-dia do departamento de marketing são importantes, porém, não suficientes. A transformação da cultura empresarial de maneira mais ampla, com o objetivo de tornar a tomada de decisões mais ágil e assertiva, é chave para o amadurecimento do marketing digital.

O processo de amadurecimento em marketing digital é encabeçado pela dimensão que envolve as pessoas, os processos e a cultura da organização. Tais elementos constituem os alicerces sobre os quais as empresas poderão evoluir nas demais dimensões.

Para se obter resultados expressivos em marketing digital, é necessário o comprometimento de toda a organização para que sejam efetuadas mudanças em todos os seus âmbitos , e que as estruturas sejam pensadas de fora para dentro, focando sempre no cliente (centralidade no cliente). É essencial a criação de equipes multidisciplinares, constituídas por profissionais das áreas de produto, comercial, jurídico, financeiro e operações que trabalhem de forma coordenada, derrubando silos e desburocratizando o processo de tomada de decisões.

Nesse sentido, a dimensão “Pessoas, Processos e Cultura” da pesquisa DMR visou avaliar as empresas quanto à capacidade de transformar seus processos de trabalho e sua cultura empresarial para se tornarem mais ágeis e assertivas – seja na remuneração de equipes, no relacionamento com agências, na adoção de metodologias ágeis, seja no foco em teste e aprendizado, garantindo o impacto das decisões estratégicas de marketing.

O estudo DMR verificou que, nesta dimensão, apenas 10% das empresas se autoavaliam como Iniciantes, enquanto 60% se classificam como Emergentes.

Ao se analisar o estágio atual de maturidade em ações do dia-a-dia do marketing, nota-se que 47% das participantes das pesquisas se classificam entre Ascendentes e Líderes quanto ao aprimoramento dos processos de criação de briefing e 53% quanto à adoção da estratégia de uso das redes sociais como um canal de marketing. Ou seja, os primeiros passos das empresas entrevistadas rumo à maturidade compreenderam a adaptação dos processos offline para necessidades e possibilidades mais objetivas do marketing digital, mudanças táticas como criação de briefings, integração de equipes de marketing digital e tradicional e criação de processos de criação de conteúdo.

Por outro lado, a maior parte das empresas ainda falha em aplicar mudanças estruturais que sejam verdadeiramente “disruptivas” e não apenas “evolutivas”. A dificuldade de transpor tal barreira reflete a mentalidade predominante: o receio de obter resultados negativos em testes, a dificuldade de empoderar equipes para se auto-organizarem e a complexidade de desenvolver capacidades internas para a criação e teste de produtos mínimos viáveis (MVPs). Os resultados da pesquisa mostram que apenas 20% das empresas entrevistadas testam e criam novos produtos e jornadas em conjunto com seus clientes, e que somente 22% aplicam a metodologia de teste e aprendizado.

Além disso, verificou-se que 82% das empresas ainda utilizam métodos de remuneração tradicionais ou híbridos para suas agências, sem adoção de remuneração e bônus baseados em performance, de forma a promover avanços concretos nos objetivos de marketing.

Embora as melhorias táticas nos processos tradicionais de marketing venham preparando o terreno para o marketing digital, ainda são necessárias disrupções estruturais para alcançar a liderança nessa prática.

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Dados e tecnologia – o mantra da automatização

Cinquenta e oito por cento das empresas ainda se encontram em nível Iniciante de maturidade – não contam com estruturas de integração de dados e geram análises ad-hoc. Apenas 2% já usam visão 360º e CDP – Customer Data Plataform.

A dimensão “Dados e Tecnologia” classifica as empresas quanto à capacidade de coletar e usar dados próprios e de terceiros para alimentar em tempo real os processos de decisão de uso de ferramentas de marketing digital focadas na compra de mídia, personalização da experiência do cliente e automação de processos.

O estudo revela que 80% dos respondentes se autoavaliaram como Iniciantes ou Emergentes, refletindo uma utilização subótima de fontes de dados. Cinquenta e oito por cento das empresas se encontram em nível Iniciante em termos de integração de dados, pois ainda exportam dados e geram análises ad hoc. Isso sugere que, mesmo quando conseguem coletar dados, a alta complexidade de extraí-los e cruzá-los com outras fontes inibe a captura de valor ou insights. Em termos do uso da visão 360º e CDP – Customer Data Plataform, o percentual de empresas pesquisadas que os adotam é de meros 2% no total.

Por outro lado, o estudo mostra que já existem no Brasil empresas que, a exemplo de grandes companhias do Vale do Silício, utilizam marketing baseado em dados (data driven) estrategicamente: entre as Líderes, já integraram a visão 360º de clientes em processos, cruzando informações de diversas fontes online e offline (dados transacionais, de atendimento ao cliente, comportamento de navegação) e criando uma “fonte única da verdade” (CDP – Customer Data Plataform). Isso possibilita fácil acesso aos dados em toda a organização e captura de grande valor com a geração de insights e personalizações de campanhas online em tempo real, permitindo-lhes investir em campanhas ao longo de todo o funil de conversão e mensurar os resultados em tempo real.

A existência de 3% de empresas que já usam estrategicamente dados e tecnologia no Brasil sugere a necessidade de correr contra o tempo. Um dos motivos dessa urgência é o fato de que a disponibilidade de dados para toda a organização permite a tomada de decisões – seja por pessoas, seja por sistemas automáticos – mais frequente e precisa, gerando vantagem competitiva. Segundo a pesquisa, 53% das empresas com alto grau de maturidade em marketing digital usam advanced analytics para tomar decisões em diferentes níveis e setores, enquanto entre as Iniciantes e Emergentes este número é de apenas 10%.

Outro bom motivo para uma mobilização imediata são os avanços na obtenção e disponibilização de dados, que permitem a captura de valor por meio da adoção da tecnologia de marketing. O estudo revelou que a maioria das empresas Líderes possuem um stack de marketing integrado que viabiliza a captura de valor através da compra de mídia automática e mais eficiente, personalização em massa e uso de recursos analíticos preditivos, mas isso ocorre em apenas 17% das Iniciantes e Emergentes.

Vale ressaltar que mesmo as empresas mais maduras apresentam espaço para melhoria em determinados temas desta dimensão. Um exemplo ilustrativo é o de que somente 1 em cada 20 empresas que participaram do estudo DMR automatizam suas ações de marketing totalmente, indicando que muitas das empresas que adotam a automação de ações ainda não o fazem de maneira integral, apresentando interferências manuais em alguns processos.

Investimento e mensuração do impacto – Branding & Performance

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

Anunciantes mais sofisticados estão trabalhando com modelos de atribuição que permitem cruzar o impacto de marca (branding) com a venda de amanhã (performance) – em todos os canais. Apenas 1% das empresas participantes da pesquisa adotam as melhores práticas globais.

O modelo de alocação de investimentos baseado na equação “Um clique a R$X gera R$Y de venda com ROI de Z”, foi um dos motores de crescimento do marketing digital na primeira metade desta década. Contudo, nos dias de hoje, observa-se a fusão entre geração e captura de demanda, ou branding e performance, com tecnologias que permitem mensurar a atribuição da publicidade no tempo para entender se a propaganda exibida a um consumidor em determinado momento influenciará sua decisão no futuro.

Isto significa que os anunciantes mais sofisticados estão trabalhando com modelos de atribuição que permitem cruzar o impacto de marca que a empresa gera hoje com a venda de amanhã, em todos os canais de venda. Naturalmente, tal estágio de sofisticação requer novas habilidades, pessoas, processos, tecnologia e mentalidade.

Consequentemente, “Investimento e Mensuração do impacto“ do marketing digital é a dimensão na qual se observa o menor número de empresas no nível de líder digital – apenas 1% dos participantes da pesquisa adotam as melhores práticas globais. Essa porcentagem revela que, dentre as empresas pesquisadas, pouquíssimas são capazes de administrar o orçamento de marketing maximizando o impacto de cada real investido. Isso se deve possivelmente à crença de que o marketing digital somente é eficaz nas etapas finais do funil, isto é, aquelas diretamente ligadas à conversão de vendas.

Os resultados do estudo DMR revelaram que as empresas conhecidas como “nativas digitais” foram o único subgrupo de participantes classificado como Ascendente no que diz respeito à aplicação de fluxos automáticos de campanhas ao longo de todo o funil, enquanto as demais foram classificadas como Iniciantes. Mas isso está longe de ser uma surpresa – as nativas digitais compartilham alguns comportamentos que as tornam mais bem-sucedidas em termos de marketing digital que as empresas “tradicionais”, tais como investimento em ações de marketing digital diferenciadas, granulares, com métricas, regras e ações específicas de comunicação em cada fase do funil. Ao criarem ações de marketing “sob medida” para cada estágio do funil de compras, as empresas nativas digitais são capazes de inferir o valor dessas ações em cada estágio do funil.

Em termos dos resultados gerais do estudo, os destaques mais positivos nesta dimensão estão relacionados ao uso de Search Engine Optimization e Search Engine Marketing, uma vez que 30% das empresas respondentes se classificam como líderes na integração entre as ferramentas, ou seja, compartilham métricas e processos, que são analisados com uma visão colaborativa dos resultados obtidos. Além disso, 39% das empresas já conseguem ter uma visão granular de todo o funil de conversão, com estratégias de palavra-chave e KPIs distintos.

Ainda assim, o mercado brasileiro apresenta baixa maturidade em temas complexos como a capacidade de implementação de campanhas omnicanal e respectiva mensuração de resultados, nos quais somente 6% dos respondentes afirmam ter capacidade de oferecer os mesmos serviços e identificar os seus consumidores em canais distintos.

Jornada e experiência com a marca – encantando o cliente

O Estado do Marketing Digital no Brasil: 14 alavancas para atingir a maturidade

A tecnologia não sobrevive isoladamente

Para alcançar a maturidade do marketing digital, as empresas atuantes no mercado brasileiro precisam construir um sólido alicerce na dimensão “Pessoas, Processos e Cultura”, através de concretas mudanças na mentalidade e nas estruturas vigentes que permitam a integração de equipes multidisciplinares, a tomada de decisão baseada em dados e a adoção de uma cultura centrada no cliente.

Uma vez construído o alicerce da primeira dimensão, as empresas estarão aptas a alavancar a segunda, com o uso de dados e tecnologia para desenvolver uma visão 360º de seus clientes e agilizar a tomada de decisão. Ao mesmo tempo, serão capazes de avançar na terceira dimensão, fazendo investimentos e mensurando o impacto do marketing digital a fim de tomar decisões de investimentos em tempo real, com campanhas ao longo de todos os passos do funil de conversão e capacidade de implementação e mensuração de resultados de campanhas omnicanal.

Aumentar o investimento em digital não é a única solução

A migração da verba de outras mídias para o digital por si só não é a solução. Muitas empresas com participação de investimentos no digital acima de 50% apresentam retornos inferiores se comparados a certos anunciantes que investem a metade disso. Dessa forma, é crucial que as empresas transformem seus processos e cultura, adotando uma mentalidade que abrace a migração para o marketing digital.

“Um clique a R$X gera R$Y de venda com ROI de Z” começa a perder força

O modelo de alocação de investimentos baseado na equação “Um clique a R$X gera R$Y de venda com ROI de Z”, comumente utilizada pelos pure players no passado, direcionou mais verbas para o canal digital e foi um dos motores de crescimento do marketing digital na primeira metade desta década. Mas a partir deste ano já se observa uma fusão entre a geração e a captura de demanda ou branding e performance, no jargão do mercado. Isto significa que os anunciantes mais sofisticados estão trabalhando com modelos de atribuição que permitem cruzar o impacto de marca que a empresa gera hoje com a venda de amanhã, em todos os canais de venda. Naturalmente, tal estágio de sofisticação requer novas habilidades, pessoas, processos, tecnologia e mentalidade.

Os melhores players em marketing digital atuam em todo o funil

Muitos anunciantes, principalmente os que concentram seus investimentos em mídia offline, focam nos indicadores do topo do funil de conversão referentes à geração de demanda (construção de marca, awareness, cobertura, frequência e engajamento), analisando o impacto geral em vendas apenas de forma retroativa, dado que muitas vezes não era (e ainda não é) trivial isolar as alavancas de crescimento das vendas entre publicidade e outras variáveis como preço, distribuição e incentivo.

Com o marketing digital, a ótica publicitária foi estendida até o final do funil, ou seja, até a captura de demanda: ao observar a intenção de busca ou comportamento do consumidor nas redes sociais, é possível exibir de maneira instantânea e acionável o produto de seu interesse (com o preço e um botão para comprar). Essa tecnologia veio associada a uma forma ultragranular de mensurar o funil, focando em um consumidor específico e permitindo uma maior acuracidade das análises de cada anunciante sobre o retorno de cada real investido em propaganda em relação às vendas.

As empresas nativas digitais, especialmente as que vendem online, normalmente começam seu marketing digital pelo final do funil tentando dominar ferramentas como search marketing que buscam capturar uma intenção de compra de curto prazo. Esses dois mundos normalmente definidos como branding e performance finalmente começam a dialogar com tecnologias que permitem mensurar a atribuição da publicidade no tempo para entender se a propaganda exibida a um consumidor em determinado momento influenciará sua decisão no futuro.

Fonte: McKinsey

As empresas brasileiras estão prontas para a próxima onda digital?

Um relatório divulgado nesta ter-feira (5) pelo Pew Research Center coloca o Brasil como o líder no uso de smartphone entre os emergentes, mas esse é um número que ainda não pode ser tão comemorado, é o que diz o especialista em marketing digital, Natanael Oliveira.

A pesquisa aponta o Brasil liderando os países em desenvolvimento. O Brasil alcança a África do Sul na adoção de smartphones, porém, lá o número de cidadãos que não têm celular ou smartphone é de apenas 6%.

A pesquisa aponta que no Brasil, 60% dos adultos no país têm um smartphone, enquanto 33% têm um aparelho móvel não inteligente. Um outro dado importante mostra que 17% não têm acesso a qualquer tipo de tecnologia móvel.

Apesar da liderança entre os países em desenvolvimento, os números dos países desenvolvidos mostram uma grande desigualdade. Enquanto uma média de 76% têm smartphones nos países ricos, o número cai para 45% nas economias em desenvolvimento.

Vale ressaltar que boa parte desse percentual está entre pessoas jovens e escolarizadas. Um outro dado que mostra a desigualdade no desenvolvimento tecnológico envolve o uso da internet.

Nos países desenvolvidos, o uso da internet chega a 90%, enquanto nos países em desenvolvimento ainda gira em torno de 60%. Seguindo os mesmos dados comparativos, o uso de redes sociais é de 67% (países desenvolvidos) e de 49% nos países em desenvolvimento.

O especialista em Marketing Digital, Natanael Oliveira, apresenta o tema “Desigualdade Tecnológica” como um fenômeno que pode atrasar o avanço dos negócios digitais nos países em desenvolvimento.

De acordo com Natanael, o “encantamento digital” é o que pode atrasar todo esse avanço nos países emergentes, entre eles, o Brasil.

“Os países ricos estão mais acostumados com a tecnologia, com a internet e com o mundo digital. Isso dá uma maturidade um pouco maior no seu uso. Natanael usa como base os dados do relatório “2018 Global Digital”, da We Are Social da Hootsuite, que aponta que o Brasileiro passa mais de 3 horas e meia por dia nas redes sociais.

O relatório aponta que o Brasil está entre os três países do mundo no qual a população passa, em média, mais de 9 horas navegando na internet. O Brasil aparece como um dos dois únicos países onde o tempo diário gasto nas redes sociais supera 3 horas e meia.

Natanael defende que esse é o ponto mais preocupante com o que ele chama de a próxima onda do digital. “O brasileiro ainda está se acostumando com esse mundo.

“Nossos pais estão se acostumando com as mídias sociais, WhatsApp, grupos, “correntes”, memes, etc.

Nos EUA, o SMS é algo absolutamente comum há muitos anos. Um outro fator que impacta esse momento são as referências para os jovens e adolescentes. Muitos querem a fama das mídias sociais, do YouTube, do Instagram, do Facebook. Se não iniciarmos um movimento da próxima geração olhando para a internet e a tecnologia com outro propósito, além do entretenimento, vamos ficar para trás.”

Natanael faz um alerta: “De um lado, temos pessoas entre 60-80 anos descobrindo as mídias sociais, e dedicando horas e horas no WhatsApp, Instagram e Facebook. Do outro lado, temos jovens entre 12, 18, alguns na casa dos 30 anos, que sonham em virar celebridades nas mídias sociais. Onde fica o olhar para a inovação e a internet como plataforma? Onde fica o olhar para a internet como ambiente para inovação?

É claro que temos pessoas com esse olhar, além do entretenimento, mas esse número é muito pequeno.”

Como as empresas brasileiras devem olhar para esse cenário? Oliveira defende que as empresas não devem apenas ficar reforçando esse “encantamento digital”. E que os empresários precisam mudar boa parte da abordagem atual.

– Você pode dar exemplos de como as empresas estão reforçando o encantamento digital?

– Claro. Basta você prestar atenção nas propagandas na TV. Muitas empresas estão mais preocupadas em mostrar que agora são digitais e modernas. Você não precisa falar que a sua empresa é “digital”. Você apenas é.

– Você pode dar mais algum exemplo?

– Observe algumas redes de supermercado. Eles fazem anúncios em portais de notícias para dizer que: “Agora você pode fazer pedidos pelo aplicativo.” Quando eles já deveriam ter campanhas de vendas 100% online, com membros Vip, clube de descontos online e uma série de outras ações que já existem nos EUA.

Natanael aponta que em alguns casos, os próprios empresários estão vivendo a fase do encantamento digital.

“A primeira onda digital foi com a chegada da internet nas casas e empresas do Brasil. Mesmo que não em sua totalidade. Mas a segunda onda que está crescendo, é a consolidação da internet no bolso dos brasileiros. As companhias telefônicas criaram planos altamente agressivos para popularizar a internet. Essa foi a segunda onda.

A próxima onda que será a mais forte de todas, irá acontecer (cedo ou tarde), quando tivermos internet “móvel” de qualidade. Hoje ainda precisamos esperar carregar, ainda lidamos com “a internet está ruim”. Mas a tendência é que com o passar do tempo, iremos para um próximo nível. E essa é a grande onda que os empresários precisam ficar muito atentos.”

Se o Brasileiro usa muito a internet (mesmo sem muita qualidade), imagine o que vai acontecer? Porém, assim como aconteceu nos países desenvolvidos, o acesso à tecnologia e a internet, tendem a gerar maturidade no uso.

Ou pelo menos, um uso mais “avançado”, que não se limite apenas as mídias sociais. E é aqui que as empresas precisam ficar muito conectadas.”

Qual a sua aposta? Pergunto para Natanael.

“Eu aposto na educação. As pessoas irão equilibrar o uso da internet. Menos entretenimento e mais educação. É por isso que o mundo do EAD é tão poderoso para as empresas. Mas antes disso, existe algo que precisamos prestar atenção.”

Qual o passo? Questiono novamente.

O IBGE fez uma pesquisa que fala o seguinte: de 69 milhões de casas, só 2,8% não têm TV no Brasil. Basta olhar para os EUA. Uma integração perfeita da TV com a Internet. Empresas que usam a TV para se tornarem conhecidas na Internet. A ideia que a internet vai matar a TV, precisa ser revista urgentemente. Precisamos aprender como usar as duas mídias se quisermos aproveitar a próxima onda.

Fonte:Exame

COMO EVITAR AS ARMADILHAS DA PERSONALIZAÇÃO

Na era da hiper-personalização é possível direcionar a publicidade para consumidores específicos com base em um número quase infinito de dados, desde idade e renda até a localização e interesses. Hoje, o targeting de anúncios para segmentos específicos de público com o objetivo de maximizar o sucesso de uma campanha virou lei. É uma abordagem que funciona: de acordo com uma pesquisa global da Reuters, 63% dos consumidores dizem que conteúdos pessoalmente relevantes melhoram sua percepção com relação à marca.

Mas, acertar no targeting é muito mais do que simplesmente selecionar alguns fatores para fazer a personalização. Se não tiver cuidado, publicitários acabam correndo o risco de criar uma cultura da exclusividade, restringindo o alcance e perdendo novos clientes potenciais. É muito comum ver consumidores bombardeados por anúncios repetidos de uma determinada marca ou produto porque seu comportamento de navegação os classificaram em um segmento específico de público.

Um exemplo: após procurarem por itens para recém-nascidos, mães muitas vezes passam a receber apenas anúncios digitais de fraldas, roupas para crianças e produtos infantis. Ou seja, embora continuem tendo os mesmos interesses únicos e diversificados de antes de seus filhos nascerem, elas não veem mais anúncios relacionados a essas atividades, pois foram fixadas no segmento de mães de bebês recém-nascidos.

Este targeting descuidado faz com que os consumidores se sintam incomodados e excluídos, que não recebem mais nada de novo ou inspirador e só encontram os mesmos produtos e marcas que já conhecem de suas próprias pesquisas feitas anteriormente. Do mesmo modo, outros clientes potenciais acabam perdendo experiências relevantes e bem-vindas com a marca porque não demonstraram o comportamento de navegação específico que os colocaria naquela categoria.

Sem a menor dúvida, o targeting e a personalização continuam sendo táticas valiosas no repertório dos publicitários, mas devem ser utilizados com muito cuidado para evitar o ostracismo de públicos e a limitação do alcance. Pensando nisso, conheça a seguir três modos importantes de evitar as armadilhas da personalização:

 Os dados são tudo

Um targeting e uma personalização eficientes exigem grandes quantidades de dados originados de fontes diversificadas.Em vez de confiar demais em apenas um tipo de dado, por exemplo, no histórico de navegação, as marcas devem mesclar vários fluxos de dados contextuais, comportamentais, transacionais e demográficos para compreender de verdade o usuário.

Elas também devem se assegurar de que os dados utilizados são atuais e atualizados com frequência, uma vez que os interesses e as prioridades dos consumidores mudam com rapidez. Por exemplo, um consumidor que no ano passado planejou as férias de luxo dos seus sonhos nas Ilhas Maldivas pode este ano estar mais interessado em uns dias de descanso de última hora em uma cidade da região. Sem dados em tempo real, as empresas de turismo vão acabar perdendo dinheiro, segmentando o foco nesse consumidor com mensagens irrelevantes e ultrapassadas.

 

Quebre as regras

Para processar as grandes quantidades de dados necessárias para tomar decisões de targeting, muitos publicitários já utilizam um recurso de inteligência artificial conhecido como machine learning (ML). No entanto, os algoritmos convencionais baseados em regras do machine learning contribuem para as armadilhas da personalização, pois categorizam os consumidores com base em ações ou informações determinadas. Quando focamos em pessoas reais, a tomada de decisões baseada em regras provavelmente não será muito eficiente. Por isso, em vez de se apoiar no machine learning tradicional, as marcas devem levar em consideração o reinforcement learning (RL). Este tipo de aprendizado aprofundado permite uma tomada de decisões mais adaptável, permitindo a escolha da melhor ação dentro de um contexto específico, ao utilizar recompensas positivas e negativas.

reinforcement learning permite que as marcas ofereçam mensagens que se alinhem às necessidades únicas do usuário, em vez de no segmento mais amplo do público. Além disso, elas podem aprender com a experiência, aumentando continuamente o impacto e a ressonância das mensagens para obter um retorno maior. Em vez de sobrecarregar os consumidores com anúncios para produtos pelos quais ele já exprimiram interesse, é possível prever o que pode ter valor para eles enquanto indivíduos, com base na experiência, apresento produtos ou serviços novos ou empolgantes.

 Imponha um limite

Mesmo quando os dados são diversificados e as previsões são perfeitas, os consumidores não gostam de ver o mesmo anúncio inúmeras vezes. Aquele lindo sofá em couro pode ser perfeito para a casa nova, mas depois de vê-lo 50 vezes em feeds do Facebook, em um aplicativo móvel de jogo e no topo de um site de notícias locais, os consumidores podem se irritar e, com toda a razão, decidirem não comprá-lo.

Para evitar sobrecarregar os consumidores com anúncios repetidos ou muito semelhantes, os publicitários devem implementar limites de frequência que permitam expor um anúncio uma quantidade de vezes suficiente para a conscientização e fixação do produto, mas sem chegar ao excesso. Os limites de frequência devem estar ativos em todos os canais e dispositivos, especialmente porque a previsão é de que os dispositivos móveis sejam responsáveis por mais de dois terços dos gastos com anúncios digitais no ano que vem. Os limites de frequência não só evitam que os consumidores se irritem com a publicidade, mas também permitem que, ao serem atingidos, as marcas passem seus anúncios para novos consumidores, aumentando, assim, o seu alcance.

personalização e o targeting são táticas incrivelmente positivas na publicidade digital, oferecendo mensagens relevantes e envolventes que geram resultados reais. Ao utilizarem uma ampla gama de fontes de dados em tempo real, ao empregarem algoritmos de aprendizado profundo fundamentados na experiência, em vez de em regras, e ao implementarem limites de frequência para evitar o bombardeamento de anúncios repetidos, os publicitários podem escapar das armadilhas da personalização e otimizar suas campanhas para obter o máximo retorno.

Fonte: Digitalks

Proteção de dados e cyber security regados a muita transformação digital

Quando questionado sobre as tendências 2019, logo penso em Segurança da Informação – principalmente na Proteção de Dados – como uma crescente realidade. Temos visto empresas brasileiras e estrangeiras no sufoco para se adequarem, rapidamente, à GDPR (General Data Protection Regulation) e à sua “versão brasileira” LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Sem dúvida, a corrida para estar em conformidade será uma das tônicas de 2019, mas a busca por Continuidade dos Negócios e Cyber Segurança não ficam para trás.

Apresentei a palestra “O Lado B do Marketing: quando a sua estratégia precisa ir além dos leads e ROI, envolvendo TI na parada”, na 9ª edição do Expo Fórum Digitalks em São Paulo. A oportunidade de conversar com profissionais de Marketing, Tecnologia e Transformação Digital sobre Gestão de Riscos, Segurança e Cyber Segurança, foi bastante interessante. Atuando há mais de 20 anos em consultoria de Gestão de Riscos, geralmente, conversamos diretamente com as diretorias, e, raramente, temos contato com outras equipes que lidam, diretamente, com o bem mais valioso das empresas: os dados. No evento recebi várias perguntas: “Tenho MAC devo me preocupar?”, e outras do tipo “Meu negócio vai quebrar se eu não me adaptar?”, e ainda outras como “Estamos seguros? Privacidade é coisa do passado?”. Todas as perguntas foram importantes e relevantes e demonstraram:

  1. O interesse no tema é muito grande e crescente;
  2. Temos que falar mais sobre isso e propor painéis e discussões nos eventos e fóruns que existem;
  3. As pessoas comuns e suas famílias merecem orientação;
  4. Seu negócio não vai acabar, mas sem Gestão de Riscos, no centro da discussão, pode ser que não sobreviva tanto!

 

O próximo ano promete muitas emoções, começando pelo comando do país e o comportamento da economia frente a isso. Para os empresários, isso será um fator crucial de negócios e comportamento, mas independente disso, ajustar seus processos, tecnologia e cadeia de suprimentos à nova Lei Geral de Proteção de Dados não poderá ficar para 2020. Começar é preciso e necessário, e as multas podem ser pesadas.

Mesmo não estando, diretamente, sob a GDPR (lei europeia), muitas empresas estão na cadeia de suprimentos e de Valor e podem sofrer com multas de até 20 milhões de euros. E acredite, melhorar a Gestão de Segurança da Informação e adotar boas práticas em Cyber Segurança são o caminho mais adequado e recomendado para cumprir a LGPD ou atender à GDPR. Gostei dessas leis que protegem a Privacidade (muito ameaçada nesse momento), pois trouxeram todo mundo para a MESA de novo, ou seja, os velhos e cansados comitês de Gestão de Riscos ou Segurança estão tendo quórum novamente.

A última Pesquisa Nacional de Segurança da Informação, realizada em 2018, pela DARYUS, confirmou a importância do investimento em SI e Cyber nas empresas. Entre as ameaças mais temidas, os ciberataques ocupam o primeiro lugar (70%) e a proteção de dados lidera a lista de prioridades de investimento para os próximos 12 meses (48%). A Gestão de Riscos também foi muito citada e demonstra que as empresas estão revendo, reestruturando e se interessando em mudar a Governança, a Gestão de Riscos e as práticas de conformidade, pois os modelos atuais estão ficando obsoletos.

Em nossa pesquisa, quase 50% das empresas respondentes não possuem um Plano de Continuidade de Negócios e 63% nunca realizaram a BIA (Business Impact Analysis) – talvez até desconheçam esses termos – além disso, 50% nem sequer fizeram uma Análise de Riscos! Fato é que no Brasil, hoje, 60% das empresas vão à falência em seus primeiros cinco anos, por não estarem preparadas para enfrentar situações de crises ou desastres, que podem ser desde um recall, questões econômicas, fraudes, ciberataques ou, simplesmente, erros de posicionamento de produtos e serviços nas redes sociais.

Num evento recente, um painel apresentou uma “Carta pesadelo ao compliance”. Uma carta fictícia de um cliente solicitando inúmeras informações sobre como seus dados pessoais estão sendo utilizados por uma determinada empresa de acordo com tópicos da nova lei brasileira. Abaixo, cito um pequeno trecho para ilustrar o quão assustadora essa demanda pode ser para TI, Jurídico, Marketing/CRM e Diretoria:

a)“Desejo confirmação se vocês estão ou não processando meus dados pessoais. Se sim, por favor forneçam as categorias de dados pessoais que vocês têm sobre mim em seus arquivos e banco de dados.

  1. b) Por favor digam o que vocês têm sobre mim nos seus sistemas de informações, mais especificamente, o que está contido nos bancos de dados, incluindo e-mails, documentos em suas redes e/ou voz ou qualquer outra mídia.

  2. c) Adiciona-se a isto um pedido de informações sobre em quais países os meus dados pessoais estão armazenados ou são acessados. Neste caso, se você se utiliza de serviços de nuvem para armazenar e processar meus dados pessoais, informe também em quais países estão localizados os servidores onde os meus dados estão armazenados ou foram armazenados nos últimos 12 meses.

  3. c) Forneça-me uma cópia ou um acesso aos meus dados pessoais que vocês têm ou estão processando.”

 

Se algum cliente solicitar informações como essas, hoje, quem estaria de fato preparado para responder? E indo além, estendo a pergunta aos profissionais do marketing: na “caça aos leads” de todos os dias, como fica a proteção e privacidade dos dados colhidos? Qual o nível de conhecimento sobre o uso que é feito dos dados pessoais de cada lead? E como ficam as listas dos eventos? Esse é um aperitivo das “novas/velhas” preocupações que precisam ser pensadas e, principalmente, ser analisadas como questões sensíveis dentro da Gestão de Riscos e Compliance.

Portanto, para todos aqueles que foram contagiados pelo espírito empreendedor e desejam abrir novos negócios, a maior dica é ter atenção aos riscos e, principalmente, fazer um Planejamento considerando um bom Plano de Continuidade de Negócios. Por fim, a palavra de ordem: resiliência, resiliência e resiliência. Haja o que houver no mercado, tendo ciência dos riscos a que se está vulnerável, com um bom PCN em mãos e se mantendo resiliente, as empresas sobreviverão. Ninguém sai inteiro de uma grande crise, mas o importante é conseguir sair e continuar a caminhada. Essa é a dica para 2019!

Fonte: Digitalks

O marketing digital está se adaptando às novas mídias

Se pararmos para fazer um overview do mercado de marketing digital percebemos que ele está em constante evolução. No último ano, por exemplo, sentimos que muitas empresas estavam em busca de uma ferramenta que pudesse salvar ou alavancar seu negócio e houve também uma discussão sobre o uso de chatbots e mobile marketing para criar um relacionamento mais próximo com cliente, mas acredito que essa prática será melhor utilizada e implementada pelas empresas esse ano.

Para 2019, uma das tendências está na automatização dos processos. Quanto mais as marcas conseguirem conectar todos seus canais para visualizar o fluxo de vendas e saber quais são os locais que trazem o retorno de maior qualidade, melhor. Porém, para conseguir que isso seja feito da melhor forma possível, as ferramentas precisam estar cada vez mais integradas. Aqui na leadlovers, por exemplo, nós temos diversas integrações que permitem com que os clientes possam mensurar todos seus resultados de maneira mais assertiva.

Investir em ferramentas específicas para ler seus anúncios e suas comunicações é essencial para trazer informações de leads captados e conseguir fazer uma análise mais rápida. É exatamente nesse ponto que as pessoas normalmente se perdem, pois demoram muito para fazer as análises dos dados ou muitas vezes fazem de forma errada, o que acarreta em investimento onde não tem necessidade.

A realidade é que hoje, toda comunicação é pensada para o mobile. Por isso, as marcas precisam estar preparadas para rodar suas campanhas em todos os canais possíveis, principalmente nos smartphones. Um ponto que considero extremamente importante, independente do local que você esteja fazendo uma campanha, teste primeiro e valide se aquilo que você está pensando realmente dará certo.

Segundo o estudo realizado pela Smart lnsights, 80% dos usuários da internet são conectados por meio dos smartphones.  Diante desse cenário, outra tendência que está muito forte no mercado é o mobile marketing, uma estratégia de marketing digital que capta o público-alvo em seus dispositivos móveis, desde e-mails, redes sociais e aplicativos. O investimento é praticamente certeiro e o principal objetivo é a divulgação de produtos e serviços.

O que percebo é que as marcas estão mais antenadas e melhorando suas percepções, mas que ainda não entenderam que é preciso se colocar no lugar do usuário para avaliar se aquilo que eles estão pensando em oferecer faz sentido. Quem conseguir ser mais autêntico quanto ao seu propósito e objetivo terá mais facilidade para conquistar o consumidor.

De acordo com a Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, realizada pela PwC, os investimentos em marketing digital no Brasil devem crescer 12% ao ano até 2021. Esses dados mostram o potencial de mercado que temos e acredito que quem souber se antecipar e se adaptar às tendências e as mudanças, conseguirá entregar algo mais completo para seu cliente.

Fonte: Digitalks