Twitter: Um quinto de seguidores de políticos pode ser fake

As últimas eleições comprovaram a gravidade das fake news em momento de instabilidade política. A disseminação de informações vagas e difamações infundadas em redes sociais ganhou destaque na esfera pública e chamou a atenção para a importância de combater o fenômeno. Pensando nisso, a agência de reputação Bold Lion (www.boldlion.com.br) fez uma análise do Twitter de cinco importantes figuras públicas, com o objetivo de verificar a presença de perfis falsos entre seus seguidores: Jair Bolsonaro, Fernando Haddad, João Amoêdo, Tiririca e Carla Zambelli.

Em um total de 1.013 seguidores analisados, o perfil do Presidente Jair Bolsonaro (PSL) apresentou 22% de fakes, enquanto o ex-prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), teve um total de 18% de usuários-fantasma entre os membros de seu público.

“Nós coletamos aleatoriamente uma parcela do following de cada um e utilizamos uma ferramenta digital para identificar os bots, classificados como fakes”, afirma um dos sócios da Bold Lion, Gustavo De Amorim.

João Amoêdo (NOVO) teve o menor índice de seguidores falsos entre os ex-presidenciáveis, com 17% da amostragem inválida. Os demais nomes considerados foram o do humorista e atual Deputado Federal Tiririca (PR-SP) e da Deputada Federal Carla Zambelli (PSL-SP). O primeiro, apresentou um índice de 10% de seguidores falsos e a segunda, 5% – o que não configura menor gravidade para o problema.

Reação em cadeia para viralizar, diz especialista em mídias digitais

Segundo Michel Bekhor, da agência de comunicação Press Works e especialista em mídias digitais, “os bots programados para seguirem uma determinada figura pública podem, por exemplo, retuitar uma notícia falsa em favor de um indivíduo e gerar uma reação em cadeia, fazendo a informação falsa chegar a um usuário verificado que espalha o fato para milhares de pessoas. A partir daí, o estrago está feito”.

Metodologia

A pesquisa coletou uma amostra aleatória dos followers de cada personalidade e utilizou uma ferramenta digital para identificar perfis com alta chance de serem bots, classificados como fakes. Entre os critérios utilizados para verificar as contas duvidosas, estavam a presença na rede – a maioria dos bots contabilizam zero tuíte – e a utilização de nomes genéricos acompanhados de números – padrão comum entre usuários-fantasma.

“Vale lembrar que os perfis privados foram descartados da análise, uma vez que é impossível verificar suas atividades e, portando, defini-los como legítimos ou fakes”, diz

Fonte: Ecommerce News

Na economia digital, confiança de marca se torna prioridade

4ª edição do estudo global Future Focus da iProspect mostra estratégias das empresas em um ambiente de negócios digital, hipersensível e com baixa confiança e atenção

A confiança sempre foi a base dos mercados financeiros, da política e dos relacionamentos. No entanto, esta percepção vem caindo em todo o mundo: apenas um em cada quatro diz que a maioria das pessoas pode ser confiada, apenas 40% acreditam que os meios de comunicação fazem um bom trabalho para distinguir a ficção da realidade e apenas 26% acreditam que as empresas são transparentes no uso de seus dados pessoais. De outro lado, a atenção nunca foi tão escassa, com 62% das pessoas das 23 maiores economias admitindo que estão constantemente olhando para telas – segundo a Apple, usuários do iPhone destravam seus aparelhos 80 vezes ao dia em média e passam mais de 2 horas por dia em redes sociais.

Neste cenário, em 2019, a confiança de marca ganhou um papel central. É o que aponta a 4ª edição do Future Focus, estudo global da iProspect, agência de marketing digital full performance presente em 55 países. Para a análise, a iProspect entrevistou 300 clientes globais, incluindo empresas do FTSE 100 e do Fortune 500, e utilizou dados de pesquisa primárias com amostras superiores a 10 mil pessoas. O relatório também inclui entrevistas exclusivas com líderes globais de empresas como The New York Times, IBM, Microsoft, Hilton, The Economist, Rachel Zoe, Inc. e AccorHotels. O estudo aponta que 88% dos gestores de marketing entrevistados tem a confiança de marca como sua prioridade para 2019 e 76% afirmam também que a confiança é importante para manter seus clientes consumindo sua marca.

“À medida que a tecnologia borra mais a linha entre troca de informações e de bens/serviços, a confiança do consumidor se torna ainda mais primordial. Confiança já não é mais apenas uma questão, mas sim a questão”, afirma Bruno Mosconi, diretor geral da iProspect Brasil. O executivo completa ainda que “para reconquistar a confiança, as marcas precisam adotar princípios que respeitem, respondam e valorizem a escassez de tempo das pessoas”. O Future Focus aponta que a confiança está baseada em três pilares principais: Credibilidade, Relevância e Confiabilidade. O estudo mostra também que cada pilar ganhou contornos novos, frente a um cenário de comunicação hipersensível.

A Credibilidade foi fortemente impactada pelas fake news, pela maior preocupação com dados pessoais e por novas normas de gestão de dados. “Neste novo contexto, os consumidores esperam mais responsabilidade, transparência e prestação de contas antes de dar sua confiança. As marcas precisarão redobrar seus esforços para aparecem como opções confiáveis”, ressalta o diretor geral da iProspect. Três fatores podem auxiliar a marca nesta área. Primeiro, o estabelecimento de um propósito de marca forte e o envolvimento ativo em questões sociais (a maioria da população, especialmente os milennials, considera este engajamento uma obrigação moral). Segundo, a comunicação das marcas deve se basear em estratégias de produção de conteúdo, posicionamento em buscas e presença em mídias sociais. E, por fim, as marcas devem utilizar a tecnologia, com destaque para a inteligência artificial, bots e ativação por voz, para possibilitar a entrega em larga escala e com segurança da promessa de marca.

Já a busca pela Relevância está associada ao uso correto de dados para o desenvolvimento de experiências individualizadas, a integração dos recursos digitais a vida cotidiana das pessoas e o investimento na crescente utilização das assistentes digitais acionados por voz. “Embora os profissionais de marketing possam acessar mais dados do consumidor do que nunca, eles precisarão avaliar cuidadosamente cada um para se concentrar naqueles que podem realmente ajudar a melhorar a experiência do consumidor, online e offline. Além disso, compra, pequenas tarefas e buscas por voz já são uma realidade e este ponto de contato tende a excluir os demais e as marcas não podem ficar de fora”, explica Bruno Mosconi.

A Confiabilidade, por sua vez, se refere à percepção de qualidade na interação do consumidor com as marcas, seja ela oriunda de experiências próprias ou de terceiros. A importância deste fator vem crescendo, sendo que muitos consumidores estão dispostos a pagar mais por uma conveniência maior. A maioria dos gestores de marketing (58%), inclusive, consideram que construir uma experiência de marca mais conveniente irá alavancar mais o crescimento dos negócios do que o fortalecimento de marca. A busca por mais conveniência para o consumidor deve começar pela reanálise deste quesito em todos os canais digitais da marca. Os feeds de informação sobre produtos e serviços merecem especial atenção. Eles devem ser precisos, detalhados e constantemente enriquecidos. Se a marca conseguir manter esse padrão de informação em todos os pontos de contato, mais forte ainda será a mensagem. Por fim, os marketplaces podem alavancar os e-commerces das empresas, uma vez que eles vêm influenciando cada vez mais a decisão de compra.

“Na era conveniência, os profissionais de marketing precisarão equilibrar corretamente seus esforços entre construir suas marcas e projetar soluções altamente convenientes. Eles terão que remover o atrito em qualquer lugar onde os consumidores se envolvam com a marca: website, escritórios, mídias e plataformas de vendas”, concluiu o diretor da iProspect Brasil.

Fonte: Proxxima

Em audiência, presidente do Google é questionado sobre privacidade de dados e nega viés político na empresa

Em meio ao crescente escrutínio de empresas do Vale Silício que utilizam dados de usuário, Sundar Pichai, presidente do Google, se apresentou pela primeira vez diante de legisladores nesta quarta-feira (12).

Em audiência realizada pelo Comitê Jurídico da Câmara dos Deputados nos Estados Unidos, ele foi questionado sobre:

  • práticas de privacidade e violação de dados pessoais;
  • a maneira como a empresa lidou com campanhas de desinformação para influenciar eleições;
  • suposto viés político nos resultados de buscas;
  • interesse em voltar ao mercado chinês;
  • monopólio da plataforma
Sundar Pichai, presidente do Google, testemunha em audiência na Congresso dos Estados Unidos. — Foto: Jim Young/Reuters

Sundar Pichai, presidente do Google, testemunha em audiência na Congresso dos Estados Unidos. — Foto: Jim Young/Reuters

O executivo também foi questionado sobre violações de dados pessoais, depois que o Google anunciou que irá acelerar o processo de fechamento de sua rede social Google+, com a revelação de um erro que expôs dados de mais de 50 milhões de usuários. Pichai afirmou que o Google oferece um sistema que permite aos usuários ter controle e ajustar como seus dados são coletados pela empresa.

Apesar disso, grande parte da discussão entre Pichai e os congressistas se focou em acusações de que o Google usa sua rede de aplicativos e mecanismos de busca para suprimir vozes conservadores — uma alegação que o executivo negou com veemência. “Nós usamos uma metodologia robusta para refletir o que está sendo dito sobre qualquer tópico a qualquer hora. Posso assegurar que fazemos isso sem nenhum viés ideológico e político.”

Durante a audiência, que durou 3h30, os congressistas republicanos focaram em questionar Pichai sobre acusações de que o Google teria uma preferência em deixar sites conservadores mal posicionados nas buscas. Para isso usaram evidências, como vídeos e e-mails vazados, de que engenheiros e funcionários da empresa tinham preferência ideológica.

Outros legisladores, acusaram a empresa de dar suporte a iniciativas que convocavam eleitores latinos a votar em estados-chave. Pichai negou qualquer viés na ferramenta de anúncios, afirmando que ela é baseada em oferta e demanda.

Ele também respondeu a perguntas sobre a entrada do Google na China, um mercado que a empresa deixou em 2010. A preocupação dos congressistas é que a empresa jogue pelas regras chinesas e estabeleça censura nas buscas no país.

Pichai respondeu a essas perguntas afirmando que o Google é uma empresa que “nunca esqueceu suas raízes americanas”. Ele acrescentou que a empresa gerou, nos últimos três anos, US$ 150 bilhões para a economia americana, criando 24 mil vagas de trabalho.

Fonte: G1

Em carta à Rosa Weber, IT&E cobra combate a fake news

Instituto Tecnologia e Equidade destaca a importância da alfabetização digital da população, além de montar uma espécie de sala de monitoramento de redes sociais para as próximas eleições.

As fake news assumiram boa parte das discussões durante as Eleições deste ano. Para muitos especialistas, as notícias falsas – que geram desinformação em massa – influenciaram os resultados nas urnas. Diferentes pesquisas também apontaram que os brasileiros não sabiam discernir o que era verdade e o que era mentira do conteúdo que recebiam em apps como o WhatsApp. Pesquisa do INCT (Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação) relatou que 68,3% da população brasileira não desconfia de nada daquilo que recebe como noticioso.

Entretanto, em entrevista após o resultado do segundo turno das eleições 2018, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, afirmou que o órgão saiu vencedor no combate às notícias falsas, que estiveram em destaque ao longo dos últimos meses no processo eleitoral. O Instituto Tecnologia e Equidade parece não concordar. Nessa segunda-feira (5), o Instituto encaminhou uma carta endereçada a ministra com recomendações para o combate às fake news para as próximas eleições, pois “acreditamos que as atuais ficarão marcadas na nossa história como as eleições da polarização”, assina a entidade em comunicado compartilhado com a imprensa.

Entre as recomendações, o Instituto destaca a importância da alfabetização digital da população como parte central para a diversidade do debate democrático, além de montar uma espécie de sala de monitoramento de redes sociais, plataformas digitais, agências de checagem de fatos, partidos políticos, empresas de mídia, mediadores e observadores.

No texto abaixo, você pode conferir a carta do IT&E na íntegra e as recomendações:

Excelentíssima Ministra Rosa Weber,

Viemos por meio desta carta, oferecer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) recomendações para as próximas eleições no Brasil, pois acreditamos que as atuais ficarão marcadas na nossa história como as eleições da polarização, do discurso de ódio e da desinformação. Cremos também que é possível evitar essa situação nas próximas campanhas.

Combater a desinformação é possível e necessário para garantir um processo democrático transparente, ético e equilibrado. Isso requer conhecimento em relação à dinâmica do Sistema Propaganda Eleitoral na Internet, seus estoques (conjuntos que podem ser medidos), processos, atores e ciclos de feedback, como pode ser visto no Mapa abaixo. Com um pouco de atenção, ele se mostra compreensível para qualquer pessoa. O conteúdo faz parte do White Paper “Recomendações sistêmicas para combater a desinformação nas eleições do Brasil”. O documento foi lançado em julho pelo IT&E (Instituto Tecnologia e Equidade).

Nós, do Instituto Tecnologia e Equidade, apresentamos, abaixo, três caminhos de ação concretos para o TSE agir. Esperamos que sejam considerados e implementados até as próximas eleições municipais em 2020″.

Alfabetização Digital, Midiática e Informacional para a população brasileira: o TSE deveria oferecer conteúdos regulares em Rádio, TV, Redes Sociais, Escolas, WhatsApp, entre outros tipos de plataformas de informação, sobre como evitar a polarização radical e o discurso de ódio, fomentar os valores democráticos; ensinar como fazer checagem de fatos, como não ser manipulado por conteúdos digitais, etc. Durante o período eleitoral, esse conteúdo deveria ocupar parcela considerável do tempo eleitoral gratuito.

A mini-reforma eleitoral passou o tempo de campanha de 90 para 45 dias. Portanto, é de suma importância exigir que as Plataformas Digitais, meses antes das eleições, façam e divulguem relatórios semanais de movimentos anormais de criação de grupos de compartilhamento de mensagens, de movimentos de spam, uso de robôs e demais mecanismos que indiquem uso indevido das tecnologias para amplificação de conteúdos para além do uso natural, individual e pessoal das redes sociais. Em caso de suspeitas, solicitar que as plataformas expliquem a natureza desses movimentos ou em caso de desconhecimento ou possibilidade de alto risco de serem grupos criados para manipular o processo eleitoral, que apliquem as suas Políticas de Comunidade com rigor e suspendam contas e grupos de modo a proteger o processo democrático de forma preventiva;

Montar uma Sala de Monitoramento (Sala de Crise) com atores qualificados em monitoramento de redes sociais, plataformas digitais, agências de checagem de fatos, partidos políticos, empresas de mídia, mediadores e observadores. O objetivo é que ela contribua para monitorar, em tempo real, os processos mais virais que ocorrem durante o período da propaganda. A partir dela, tomar rápidas decisões para antecipar processos desinformativos com tendências de viralização. Essas manadas de desinformação seriam rapidamente desarticuladas, com consequências punitivas diretas aos seus autores, incluindo candidaturas, que podem ser responsabilizadas por ações de seus militantes.

No mundo virtual, tudo ocorre na velocidade da luz. Se a Justiça Eleitoral não se atualizar em suas práticas, continuará achando que esse é um problema sem solução e continuará se eximindo de suas responsabilidades como ator mais importante em todo processo eleitoral.

Constatamos, em grande medida, a hipótese que motivou e deu origem aos projetos que desenvolvemos no IT&E neste ano de eleições: “o uso da tecnologia terá um impacto maior do que os recursos financeiros no resultado eleitoral”.

O uso da nossa metodologia, com base no pensamento sistêmico, tem sido uma ferramenta essencial na análise, no entendimento e na atuação estratégica em projetos para diminuir o impacto da desinformação nas eleições 2018 e procurar caminhos para fazer frente ao principal problema enfrentado pelas autoridades eleitorais. Oferecemos esta experiência, metodologia e aprendizados para o TSE.

Trata-se de um desequilíbrio no sistema eleitoral que impacta todos os atores que participam do processo democrático. Obviamente trata-se de um problema que atinge todos os partidos de alguma ou outra forma e o principal impactado é o eleitor.

Não seremos capazes de enfrentar esse processo de desinformação – que lamentavelmente tem desequilibrado o jogo democrático – sem ações articuladas, colaborativas, estruturadas fortes e corajosas.

Fonte: idgnow

Grupo CDI traz a relação das fake news com as marcas em e-book

Nunca se falou tanto sobre fake news. Com a evolução da comunicação via internet, a circulação de notícias cresceu em larga escala, porém nem todas as informações veiculadas são verdadeiras. É aí que entra a importância de checar o fato antes de compartilhá-lo.

Notícias falsas tem o poder de se disseminar facilmente. Seus produtores se aproveitam da falta de checagem de informações para alcançar seus objetivos, que na maioria das vezes visam arranhar a reputação de uma empresa ou indivíduo.

CONTEÚDO DO E-BOOK

Pensando nisso, o Grupo CDI reuniu um time de especialistas para compartilhar dicas de como prevenir a reputação das marcas contra as fake news. “Seu objetivo é ajudar a identificar conteúdos duvidosos, incentivar a avaliação crítica diante de dados recebidos e evitar a disseminação de fatos distorcidos”, explica Alexandre Alfredo, COO da CDI Comunicação Corporativa.

O que são fake news? Organizado em 16 páginas, o e-book trata do surgimento do termo e apresenta diversos temas atuais, pertinentes às marcas e indivíduos, como:

Iniciativas de fact-checking – Como os veículos da mídia estão se mobilizando para combater notícias falsas.

Na dúvida, jamais compartilhe – Artigo por Anaísa Silva, diretora de atendimento da CDI Comunicação Corporativa, que trata sobre as responsabilidades dos cidadãos na disseminação de informações.

A preocupação e o combate nas empresas – Wagner Giovanini, especialista em compliance e código de conduta corporativa, alerta para o potencial das fake news em destruir reputações.

Além desses e outros conteúdos, o e-book conta com uma entrevista exclusiva com Pollyana Ferrari, doutora em Comunicação Social pela USP, jornalista e professora da PUC-SP, que comenta sobre quais são as melhores formas de combater as tão faladas fake news.

DO FATO AO BOATO

No início de setembro, a CDI promoveu o evento “Do Fato ao Boato: como as fake news podem destruir a sua reputação”. O encontro, em forma de talk show, contou com a participação dos especialistas: Patrícia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta; Lino Gaviolli, gerente de Compliance da Compliance Total; Francisco Brito Cruz, diretor do Internet Lab e Vinícius Mota, secretário de Redação da Folha de S. Paulo.

Confira o vídeo do evento na íntegra aqui.

Reputação é coisa séria. Demora anos para ser construída e pode ser abalada em poucos minutos. É necessário que as organizações e seus indivíduos estejam preparados para identificar conteúdos duvidosos e agir de maneira rápida e efetiva na proteção da sua imagem.

Esperamos que você possa aproveitar ao máximo esse conteúdo preparado especialmente para te orientar sobre um assunto atual e extremamente importante para o futuro das marcas. Tenha uma boa leitura!

 

 

Fonte: cdicom

WhatsApp recorre à mídia impressa para alertar sobre fake news

Rede social publica mensagem com três passos para que as pessoas verifiquem a autenticidade das informações e não passem adiante mensagens inverídicas

A edição desta segunda-feira, 27, da Folha de S.Paulo, traz um anúncio do WhatsApp alertando as pessoas a respeito da importância de verificar a autenticidade das notícias que recebem e, com isso, evitar a disseminação de informações falsas.

A mensagem publicitária faz parte da estratégia da empresa de combater a disseminação das fake news, algo que vem ganhando cada vez mais importância na pauta de marketing e comunicação da rede social. No anúncio publicado no jornal, o WhatsApp usa uma linguagem didática, mostrando às pessoas três passos que devem ser tomados para evitar o compartilhamento e a disseminação de notícias falsas.

O primeiro deles, segundo a rede social, é “saber identificar que notícias podem ser falsas”. Nesse tópico, o anúncio pede as pessoas que busquem sinais que possam tirar a credibilidade daquela mensagem recebida, como o fato de ela ter vindo de um contato desconhecido, a falta de evidências ou palavras que incitem a violência. “Fotos, vídeos e até áudios podem ser manipulados para tentar te enganar”, diz o texto.

O segundo passo sugerido pelo WhatsApp é a verificação de outras fontes para validar se uma informação é mesmo verdadeira. “Faça uma busca online pelos fatos e cheque sites confiáveis de notícias para ver de onde uma história veio”, diz o texto. O último conselho dado pela rede social diz respeito diretamente ao compartilhamento de conteúdo. “Ajude a parar a divulgação. Se você se deparar com algo falso, avise as pessoas e peça para que sempre verifiquem fatos antes de compartilhá-los”, pede o anuncio.

 

 

 

Fonte: Meio Mensagem 

Entenda o que pode e o que é proibido nas redes sociais na eleição

Postagens pagas por candidatos são permitidas e uso de robôs é vetado

A eleição de 2018 será a primeira com uma legislação específica que prevê o que os candidatos podem fazer e o que ilegal fazer nas redes sociais. O uso do Facebook, Twitter, Instagram e outras redes sociais são permitidos nas campanhas. Há, porém, limitações de práticas. O candidato pode, por exemplo, pagar para aumentar o alcance de postagens.

É ilegal, porém, que um eleitor financie diretamente essas postagens. Elas só podem ser pagas pela candidatura e precisa estar registradas em prestações de contas.

Veja o que é permitido e o que é proibido nas redes sociais:

  • Candidaturas podem pagar para aumentar alcance de postagens nas redes sociais?

Sim, as candidaturas podem patrocinar e aumentar o alcance de publicações pagando para empresas de redes sociais, casos de Facebook, Twitter e Instagram. Com isso, conseguem atingir mais internautas. Por exemplo: um post sem pagamento alcança um percentual de usuários que varia e é determinado pelo Facebook. Se um candidato paga para impulsionar a publicação, a rede social amplifica esse alcance e o conteúdo é exibido para mais pessoas. Esse pagamento precisa ser declarado na prestação de contas da campanha. A rede social informa aos usuários que o post é patrocinado.

  • Pessoas físicas, eleitores de um determinado candidato, podem pagar para impulsionar publicações dele nas redes sociais?

Não, apenas as campanhas estão liberadas para pagar às redes sociais. Um eleitor não pode financiar uma postagem de um candidato para que ela tenha maior alcance. Isso configura crime eleitoral e pode ser punido com multa no valor “de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 30.000,00 (trinta mil reais) ou em valor equivalente ao dobro da quantia despendida”, segundo a lei nº 13.488, de 2017, que inclui e alterou alguns pontos da lei eleitoral vigente.

  • Candidatos podem pagar a usuários com muitos seguidores para eles postarem comentários elogiosos? 

Não, isso é considerado crime eleitoral e passível de punição e multa de “de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 30.000,00 (trinta mil reais)” e processo criminal e civil, dependendo do caso, segundo o TSE. “É vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet, excetuado o impulsionamento de conteúdos”, diz o artigo 57 da lei nº 13.488.

  • Campanhas podem usar robôs para aumentar a influência de postagens nas redes sociais?

Não, é proibido o uso de perfis falsos e robôs, programas que replicam postagens e controlam contas e imitam o comportamento de usuários nas redes sociais para influenciar assuntos mais comentados e buscas. Segundo pesquisa da FGV, 10% das interações no Twitter, relacionadas com as eleições presidenciais de 2014 foram realizadas por contas vinculadas a robôs.

 

Fonte: Folha

WhatsApp se compromete a combater compartilhamento de informações falsas

O WhatsApp quer encarar de frente o problema das fake news, principalmente aquelas notícias que geram ataques e ondas de violência. Esse foi o compromisso firmado pelo CEO da empresa, Chris Daniels, em um encontro com o ministro da tecnologia da Índia, Ravi Shankar Prasad, que acredita que a criação de um sistema de moderação dessa categoria não é nada complicado.

De acordo com declarações do governo indiano, o WhatsApp está trabalhando em ferramentas que permitem entender como uma notícia falsa é disseminada por meio da plataforma, além de determinar sua origem. Ao mesmo tempo, a companhia colabora com autoridades na investigação das motivações por trás de tais rumores, de olho na prática de crimes que possam surgir como decorrência disso.

O mercado indiano é o maior, em número de usuários, para o WhatsApp. Mais do que isso, desde junho, dezenas de mortes já foram registradas por conta de linchamentos motivados por mensagens compartilhadas pelo mensageiro, o que motivou uma resposta das autoridades e pedidos formais para que a plataforma também tomasse atitudes para impedir a disseminação desse tipo de conteúdo.

O encontro entre Daniels e Prasad ocorreu nesta terça-feira (21), com o executivo do WhatsApp tendo como principal intenção garantir ao governo que providências estão sendo tomadas. A preocupação se relaciona não apenas à pequena onda de violência, muitas vezes motivada por racismo e ódio de classe, mas também à aproximação das eleições presidenciais, que devem acontecer em 2019.

Mais uma vez, as fake news estão na mira, com o governo tentando garantir que adversários políticos não disseminem informações falsas de boca a boca e de forma descontrolada por meio do mensageiro. Uma de suas principais características é a criptografia de ponta a ponta, o que impediria o acesso às mensagens até mesmo pela própria companhia. É segurança para o usuário, mas também garantia de impunidade para quem é adepto de práticas desse tipo.

A situação indiana foi um dos estopins para mudanças recentes do WhatsApp, como o lançamento de campanhas de educação para os usuários sobre o compartilhamento de informações sem verificação e a indicação de que uma mensagem foi encaminhada de outra conversa. Seriam, acredita a empresa, maneiras de coibir a proliferação de fake news, mas cujo efeito foi considerado limitado. Daí o pedido governamental para que mais fosse feito.

 

Fonte: Canal Tech

Facebook classifica usuários internamente por nível de ‘confiabilidade’

No último ano, o Facebook tem implementado um sistema interno de avaliação de usuários que os classifica com base em “confiabilidade”. A ideia é identificar quais denúncias de conteúdo falso são mais confiáveis e quais nem merecem ser investigadas.

Tessa Lyons, gerente de produto do Facebook, foi quem revelou a existência da ferramenta, em entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post. Segundo ela, o sistema de reputação é uma arma no combate às informações falsas.

Qualquer usuário pode denunciar links como “fake news” na rede social. Se muita gente denuncia um mesmo conteúdo, há mais chances de que ele seja derrubado. No entanto, muitas vezes há quem tente “hackear” o sistema organizando boicotes a veículos de imprensa.

“Não é incomum que algumas pessoas nos digam que algo é falso simplesmente porque elas não concordam com a premissa de uma história ou estão tentando intencionalmente atacar um canal em particular”, disse Lyons ao jornal.

Classificar usuários por nível de confiabilidade foi a maneira encontrada pelo Facebook para avaliar se uma denúncia tem chances de ser real ou se pode ser só alguém querendo tirar uma história do ar por não gostar dela. Quanto mais “confiável” o usuário, mais chances a sua denúncia tem de ser investigada.

Lyons diz que o Facebook examina uma série de fatores comportamentais do usuário para definir seu nível de confiabilidade, entre eles a frequência com que a pessoa denuncia posts que, após investigação, são de fato considerados fake news.

O Facebook não deu mais detalhes de como o sistema funciona, mas também afirmou que a “reputação” do usuário não é o único critério levado em conta pela equipe antes de decidir investigar ou não uma denúncia de fake news ou outra violação dos termos de uso.

Fonte: Olhar Digital

Fake News – A fofoca na internet

“A notícia falsa é um conteúdo em geral disseminado na web, que emula uma página de jornal. Tem uma manchete, tem jeitão de notícia, mas não foi produzida conforme os protocolos do jornalismo”
Francisco Brito Cruz, diretor do InternetLab

“Gilmar Mendes mandou cancelar o BBB17”, “Governo de Goiás está distribuindo bonecas com órgãos sexuais trocados”, “Pombas são moídas junto com a cerveja”, “Projeto de Lei exigirá uniforme unissex em 2018”, “Pablo Vittar ganhará programa infantil com o apoio da Lei Rouanet”, “Filho do ex-presidente Lula é visto com uma Ferrari banhada a ouro no Uruguai”, “EUA e ONU sugerem intervenção militar no Brasil”… E por aí vai.

As frases acima foram ditas na rede mundial de computadores – internet, onde desconhecidos, por meio de perfis falsos ou não, compartilharam informações inverídicas sobre determinadas personalidades, causando dúvidas aos espectadores e prejuízos morais aos ofendidos.

Difamar personalidades, mudar a opinião pública de um político, destruir a imagem de determinada empresa ou de um produto, distorcer fatos e opiniões, são alguns dos resultados deste mundo globalizado que a cada dia é mais dependente da tecnologia para se comunicar.

A facilidade de comunicação tem possibilitado a disseminação de notícias de origem duvidosa, que vem afetando periodicamente diversos brasileiros – famosos ou anônimos. Com a Zeeng,  plataforma de Big Data Analytics, você tem a informação com segurança e qualidade, pois o sistema verifica a relevância dos portais de notícia e os classifica.

A fofoca do dia a dia ganha cada vez mais forças, já que vem sendo exposta naturalmente nas redes sociais, na sua maioria: Twitter, Facebook e WhatsApp. Comportamento que, muitas vezes ingênuo, vem causando muita dor de cabeça aos citados.

Porém esse costume não é novidade. Ele acompanhou a virada dos séculos, distorcendo até a nossa história. Como exemplo na política podemos citar o que revelou Cesar Maia em sua obra “Política e Ciência” (Maia, Cesar. 1998. Editora Revan) “…500 pessoas espalhadas em vários botequins repetindo a mesma frase fazem um estrago e disseminam um boato”. Ele lembra o episódio das eleições municipais do Rio de Janeiro em 1996, em que deu uma ajudinha ao seu candidato a prefeito, Luiz Paulo Conde, para derrotar Sérgio Cabral — o ex-governador, hoje preso. Cesar Maia pediu a um assessor que colocasse 150 pessoas em bares tomando café e dizendo “Eu soube que o Cabral vai renunciar”. Adivinhe? Conde foi eleito.

Recentemente podemos citar o caso da vereadora do Psol, Marielle Franco, assassinada em março de 2018, que teve seu nome exposto de forma completamente leviana nas redes sociais, onde políticos “notáveis” citaram a líder comunitária Marielle como “ex-esposa do Marcinho VP”, traficante que comandava o tráfico na zona sul do Rio, “usuária de maconha” e “defensora de facção rival e eleita pelo Comando Vermelho”.

O departamento jurídico do Psol, familiares e voluntários mobilizaram uma força-tarefa para desmascarar os autores das “Fake News” que difamaram a vereadora, e junto ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) buscam punição dos autores, sendo que boa parte deles se desculparam publicamente e desmentiram os boatos.

Mas, do que vale a desculpa e o sentimento de arrependimento quando a notícia já se espalhou e já causou dor e sofrimento ao ofendido, assim como aos seus familiares, amigos e colegas de trabalho? O compartilhamento de notícia falsa pode acarretar consequências jurídicas graves para o autor da postagem, já que o abalo causado à vítima não é apenas moral ou em seu círculo de amigos, mas também material, como pode ocorrer em virtude da dispensa de um emprego.

Desta forma, além de incorrer em responsabilidade criminal, onde será apurado a conduta por crime de calúnia, injúria e difamação, a vítima ou até mesmo seus familiares (dano moral reflexo), podem buscar uma reparação civil na justiça com objetivo de recebimento de indenização.

No Brasil, em vista ao regime democrático, a verdade não é absoluta e o uso da internet é cercada por princípios, como a preservação e a garantia da neutralidade da rede (art. 3.º, inciso IV, Lei 12.965/14) e a liberdade de expressão, comunicação e manifestação de pensamento (art. 3.º, inciso I, Lei 12.965/14), e tem como objetivos o acesso à informação, ao conhecimento e à participação na vida cultural e na condução dos assuntos públicos (art. 4.º, inciso II, Lei 12.965/14).

“E ainda temos o Marco Civil na Internet – Lei nº 12.965/14 que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil, o qual deve ser observado não somente pelos usuários, mas também pelas empresas de comunicação em massa.”

Logo, todo cuidado é pouco. Sempre se deve procurar saber a fonte da informação, buscar verificar a notícia em um site jornalístico sério e de qualidade. E sempre desconfiar do apelo exagerado à sensação – sensacionalismo –, que viralizamos sentimentos de ódio, raiva, medo e revolta.

Afinal, a educação também deve estar presente na mídia e nas redes sociais, pois quem hoje compartilha, pode estar sendo um “alvo” amanhã. Devemos valorizar a liberdade conquistada em um espaço democrático, já que toda mudança de pensamento é construída com base no conhecimento ensinado, compartilhado e adquirido pelas diversas formas de expressão.

Fonte: Justificado