Mais da metade das pesquisas no Google resultam em zero cliques

Segundo uma pesquisa da empresa de análise de marketing Jumpshot, mais da metade das pesquisas feitas no Google não geram cliques. O estudo mostra que, em junho de 2019, por exemplo, 50,3% das pesquisas do Google receberam um total de zero cliques.

O estudo levou em conta as 40 milhões de pesquisas feitas no Google através de computadores e dispositivos móveis nos Estados Unidos, e reforça que essa tendência de pesquisas com clique zero tem crescido desde 2016.

Por outro lado, as pesquisas com cliques orgânicos em sites que não são do Google continuam caindo, e agora representam 45% de todo o tráfego.

Não é tão surpreendente que um grande número de pesquisas não resulte em cliques, especialmente quando consideramos que o Google está voltando sua atenção para o resumo dos resultados no topo da Pesquisa.

O resultado também não é exatamente inédito. Em junho, a Search Engine Land já havia citado uma pesquisa anterior da Fishkin que sugeriu que o número de buscas com clique zero no primeiro trimestre de 2019 atingiu quase 49% de todas as consultas.

Ainda assim, a descoberta reacende as discussões sobre a conduta anticompetitiva do Google, que muitos já criticam desde sempre.

O Google ainda não se pronunciou sobre o resultado da pesquisa.

Fonte: B9

A inteligência artificial e os dados reais

A tecnologia não existe “no vácuo”, mas é fruto de escolhas sociais: uma combinação entre comportamentos, mercados e processos históricos muito mais complexa que as mais recentes “redes neurais”. Como ficam então os avanços nas áreas de análise de dados e inteligência artificial combinados com mudanças demográficas, conscientização crescente sobre a importância dos dados pessoais, crise ambiental e economia nacional estagnada? A resposta (que eu não tenho) para esta pergunta vai ser o “make or break” dos anunciantes e agências nos próximos anos no Brasil.

Nossa renda per capita ainda não se recuperou do estrago da última recessão, e tudo indica que mesmo com a aprovação de uma reforma razoável da Previdência, o fluxo de investimento necessário para gerar emprego e renda em um volume suficiente para crescermos de forma sustentada (3% – 4% ao ano) não vai se materializar tão cedo, mesmo se não tivermos grandes sustos no cenário internacional (um dos melhores estudos recentes sobre o tema foi publicado pelo FMI, “Brazil: Boom, Bust and the Road to Recovery”. A produtividade do trabalhador brasileiro é baixa e está praticamente estagnada nas últimas três décadas. A reversão deste quadro exige investimentos maciços em educação e infraestrutura, que não maturam em menos de cinco ou dez anos.

Neste cenário, podemos esperar um investimento crescente das marcas em promoções e formatos de publicidade mais direta. Segundo Marc Pritchard, CMO da P&G, em recente conferência da Associação Americana de Anunciantes, estamos assistindo uma “mudança de visualização em massa para alcance em massa, com uma precisão crescente”. O contato direto via plataformas digitais permite a obtenção de dados mais personalizados, que por sua vez alimentam a geração de conteúdo de maneira “autorreplicável” pelo consumidor. De acordo com o executivo, isso explica o melhor resultado de vendas da empresa nos últimos cinco anos, apesar de uma redução de 6% na verba de comunicação.

Não por acaso, os produtos que mais tendem a se beneficiar destes formatos são os consumidos pela parcela mais jovem da população e que também demonstram um apelo ao meio ambiente (o caso exemplar na P&G, segundo Pritchard, foi o da Pampers Pure, feita com algodão ecológico por meio de uma cadeia de fornecedores certificada, que em menos de um ano alcançou a liderança no segmento nos EUA).

Neste ambiente, não apenas a coleta de dados, mas também seu tratamento e sua contextualização são um fator decisivo para atingir a vantagem competitiva. Em um livrinho bastante interessante, “Information, a very short introduction”, o professor de Oxford Luciano Floridi menciona o conceito de “pequenos padrões”, familiar para todos nós que trabalhamos com publicidade: metade dos seus dados é lixo, o problema é saber qual metade, uma vez que a série de pontos da outra metade, se agregados, se tornam fortes preditores de comportamento. O valor deste tipo de conhecimento só vai aumentar na medida em que os consumidores e o ambiente regulatório tornarão cada vez mais complexo o uso de dados pessoais — a oportunidade da sua obtenção será cada vez “custosa” em termos da confiança no relacionamento com a marca.

Mas o grande desafio é “materializar” a informação sobre o consumidor em produtos e serviços, e aqui entram a inteligência artificial e as novas técnicas de desenvolvimento de projetos (debaixo do guarda-chuva das metodologias ágeis), produção e aprendizado organizacional. Em um contexto brasileiro de baixo crescimento de mercado e crescente pressão por resultados, se as agências não desenvolverem estas habilidades ou pelo menos conectarem seus clientes com quem as possui, veremos cada vez mais os anunciantes internalizando essas funções ou recorrendo a outras organizações que dominem essas competências (sim, me refiro às consultorias, entre outras).

Obviamente não existe uma receita de bolo, mas quando acompanho os casos bem (e mal) sucedidos de evolução digital no Brasil aqui na GV, verifico que o ponto em comum, além do decisivo apoio do CEO, é a criação de uma cultura de decisões baseadas em dados capaz de se impor sobre o processo tradicional de “silos de competências” (algumas vezes essa cultura precisa ser construída de forma quase clandestina, para então ser incorporada pelas demais áreas).

Se este ainda é um tema periférico na sua empresa, melhor ficar de olho: com a entrada de novos mecanismos regulatórios (a Lei Geral de Proteção de Dados, que vai vigorar a partir de agosto do ano que vem) e o cenário cada vez mais acirrado pela disputa do consumidor, pensar em maneiras de implantar esta cultura de dados sem muitos investimentos de capital será um grande desafio. Um primeiro passo que tenho recomendado é partir da seguinte pergunta: qual a experiência média que nosso consumidor espera e vai encontrar no mercado em cinco ou dez anos? Se você parar para pensar, vai ver que boa parte da proposta de valor para atender esse cliente passa por maior personalização, velocidade e custo. Concentre seus esforços de coleta de dados em cima de relações de causa e efeito dessas variáveis — é aí que aparecerão as primeiras lacunas sobre as quais sua empresa deve atuar.

Fonte: Meio&Mensagem

Na economia digital, confiança de marca se torna prioridade

4ª edição do estudo global Future Focus da iProspect mostra estratégias das empresas em um ambiente de negócios digital, hipersensível e com baixa confiança e atenção

A confiança sempre foi a base dos mercados financeiros, da política e dos relacionamentos. No entanto, esta percepção vem caindo em todo o mundo: apenas um em cada quatro diz que a maioria das pessoas pode ser confiada, apenas 40% acreditam que os meios de comunicação fazem um bom trabalho para distinguir a ficção da realidade e apenas 26% acreditam que as empresas são transparentes no uso de seus dados pessoais. De outro lado, a atenção nunca foi tão escassa, com 62% das pessoas das 23 maiores economias admitindo que estão constantemente olhando para telas – segundo a Apple, usuários do iPhone destravam seus aparelhos 80 vezes ao dia em média e passam mais de 2 horas por dia em redes sociais.

Neste cenário, em 2019, a confiança de marca ganhou um papel central. É o que aponta a 4ª edição do Future Focus, estudo global da iProspect, agência de marketing digital full performance presente em 55 países. Para a análise, a iProspect entrevistou 300 clientes globais, incluindo empresas do FTSE 100 e do Fortune 500, e utilizou dados de pesquisa primárias com amostras superiores a 10 mil pessoas. O relatório também inclui entrevistas exclusivas com líderes globais de empresas como The New York Times, IBM, Microsoft, Hilton, The Economist, Rachel Zoe, Inc. e AccorHotels. O estudo aponta que 88% dos gestores de marketing entrevistados tem a confiança de marca como sua prioridade para 2019 e 76% afirmam também que a confiança é importante para manter seus clientes consumindo sua marca.

“À medida que a tecnologia borra mais a linha entre troca de informações e de bens/serviços, a confiança do consumidor se torna ainda mais primordial. Confiança já não é mais apenas uma questão, mas sim a questão”, afirma Bruno Mosconi, diretor geral da iProspect Brasil. O executivo completa ainda que “para reconquistar a confiança, as marcas precisam adotar princípios que respeitem, respondam e valorizem a escassez de tempo das pessoas”. O Future Focus aponta que a confiança está baseada em três pilares principais: Credibilidade, Relevância e Confiabilidade. O estudo mostra também que cada pilar ganhou contornos novos, frente a um cenário de comunicação hipersensível.

A Credibilidade foi fortemente impactada pelas fake news, pela maior preocupação com dados pessoais e por novas normas de gestão de dados. “Neste novo contexto, os consumidores esperam mais responsabilidade, transparência e prestação de contas antes de dar sua confiança. As marcas precisarão redobrar seus esforços para aparecem como opções confiáveis”, ressalta o diretor geral da iProspect. Três fatores podem auxiliar a marca nesta área. Primeiro, o estabelecimento de um propósito de marca forte e o envolvimento ativo em questões sociais (a maioria da população, especialmente os milennials, considera este engajamento uma obrigação moral). Segundo, a comunicação das marcas deve se basear em estratégias de produção de conteúdo, posicionamento em buscas e presença em mídias sociais. E, por fim, as marcas devem utilizar a tecnologia, com destaque para a inteligência artificial, bots e ativação por voz, para possibilitar a entrega em larga escala e com segurança da promessa de marca.

Já a busca pela Relevância está associada ao uso correto de dados para o desenvolvimento de experiências individualizadas, a integração dos recursos digitais a vida cotidiana das pessoas e o investimento na crescente utilização das assistentes digitais acionados por voz. “Embora os profissionais de marketing possam acessar mais dados do consumidor do que nunca, eles precisarão avaliar cuidadosamente cada um para se concentrar naqueles que podem realmente ajudar a melhorar a experiência do consumidor, online e offline. Além disso, compra, pequenas tarefas e buscas por voz já são uma realidade e este ponto de contato tende a excluir os demais e as marcas não podem ficar de fora”, explica Bruno Mosconi.

A Confiabilidade, por sua vez, se refere à percepção de qualidade na interação do consumidor com as marcas, seja ela oriunda de experiências próprias ou de terceiros. A importância deste fator vem crescendo, sendo que muitos consumidores estão dispostos a pagar mais por uma conveniência maior. A maioria dos gestores de marketing (58%), inclusive, consideram que construir uma experiência de marca mais conveniente irá alavancar mais o crescimento dos negócios do que o fortalecimento de marca. A busca por mais conveniência para o consumidor deve começar pela reanálise deste quesito em todos os canais digitais da marca. Os feeds de informação sobre produtos e serviços merecem especial atenção. Eles devem ser precisos, detalhados e constantemente enriquecidos. Se a marca conseguir manter esse padrão de informação em todos os pontos de contato, mais forte ainda será a mensagem. Por fim, os marketplaces podem alavancar os e-commerces das empresas, uma vez que eles vêm influenciando cada vez mais a decisão de compra.

“Na era conveniência, os profissionais de marketing precisarão equilibrar corretamente seus esforços entre construir suas marcas e projetar soluções altamente convenientes. Eles terão que remover o atrito em qualquer lugar onde os consumidores se envolvam com a marca: website, escritórios, mídias e plataformas de vendas”, concluiu o diretor da iProspect Brasil.

Fonte: Proxxima

Empreendedorismo e aprendizado contínuo: universidade do futuro?

Fundado em 1924, o Instituto de Tecnologia de Israel‎ – Technion é a universidade mais antiga de Israel. No início da sua atuação, a grade curricular era voltada apenas para engenharia e arquitetura e a primeira classe contava com 17 estudantes, sendo 16 homens e uma mulher. Com o passar dos anos, a entidade educacional, que é conhecida como o MIT de Israel, ampliou os temas e o jogo virou. O Technion conta agora com 54% de mulheres. “Não somos adeptos de cotas. Os que aqui ingressam são admitidos por mérito”, contou Peretz Lavie (foto), presidente do Technion, em conversa com a Computerworld.

Lavie indica que o Technion tem papel único hoje nacional e internacional e ele arrisca dizer que o Technion apoiou massivamente o progresso tecnológico israelense. Segundo ele, todo engenheiro de Israel e de grande parte da indústria de tecnologia local e global recebeu seu diploma no Instituto de Tecnologia de Israel‎. Grandes empresas, como Intel, eBay, HP e IBM têm parcerias com o Instituto.

Celeiro de startups

O país se converteu ao longo dos anos como um verdadeiro celeiro de startups e renomadas empresas de base tecnológica. Hoje, Israel tem mais de 90 empresas registradas na NASDAQ, consagrando-se como o terceiro país com mais empresas listadas na bolsa, e histórico de startups vendidas por bilhões, como foi o caso do Waze, comprado pelo Google por US$ 1,1 bilhão, e o ICQ, adquirido em 1998 pela America Online por US$ 400 milhões. Milhares de novos negócios foram estabelecido pelos ex-alunos do Technion, alguns dos quais são bem-sucedidos em escala global, observa Lavie.

Mas, afinal, como o Technion consegue ser um berço da inovação e reunir em seus 300 edifícios tantas mentes brilhantes? A base está nas atualizações constantes da prática de ensino, além de estratégias diferenciadas de integração.

Uma delas é o apoio aos alunos aprovados no processo seletivo. Eles ganham um ‘big brother’ ou uma ‘big sister’, uma espécie de mentor que ajuda os novatos a navegarem pelo campus e a ter sucesso em seus estudos. Outra iniciativa é o ensino de soft skills, que Lavie chama de ‘leadership skills’. “Educamos pessoas e não robôs. Por isso, essas competências são tão importantes”, revela.

A preocupação com a formação de talentos, portanto, é permanente, segundo Lavie, sobretudo por se tratar de uma ação conjunta com as universidades. Ele reconhece que essas instituições de ensino estão passando pelo desafio universal da reformulação dos empregos.

“Hoje, um talento não precisa mais aprender a resolver equações ou fazer cálculos. Tudo isso já pode ser feito por um smartphone, por exemplo. Como as universidades lidam com esse cenário? Como preparar estudantes para a nova revolução industrial, na qual muitas profissões irão desaparecer?”, destaca o executivo, acrescentando que as posições que são insubstituíveis pelas máquinas, não importam quão inteligentes sejam, exigem inteligência social, criatividade e percepção – características que são cultivadas no Technion.

E são essas ‘leadership skills’ a chave para fomentar o empreendedorismo, tão incentivado pela cultura israelense. “Empreender é uma arte e para isso é preciso intuição, comunicação, trabalhar em time e expressar as ideias”, observa ele. Para que os alunos desenvolvam o lado soft, o Technion fomenta diversas experiências hands on. “Não se pode ensinar apenas lendo livros. É preciso experienciar”, enfatiza ele.

Nesses momentos, os alunos aprendem a apresentar uma ideia, como chamar a atenção de investidores e a montar um time multicultural. “Um dos aspectos mais importantes para nós é assumir riscos. É preciso abraçar e entender a falha.”

Na prática

Lavie destaca que o Instituto Jacobs Technion-Cornell (JTCI), situado na Ilha Roosevelt, na cidade de Nova York (EUA), fruto da parceria entre as duas universidades, já atua com o olhar voltado para o futuro. Sua missão é fomentar a cultura de startup, mas conectar estudantes ao mercado. Toda a pesquisa e o ensino científicos estão profundamente engajados com domínios de aplicação que fornecem problemas reais, inspiradores, importantes e relevantes.

“Mudamos a forma de estudar. As aulas são em um estúdio, assim como fazem os arquitetos. Pessoas da indústria dividem o mesmo prédio com a academia, em um intercâmbio único. Essa é uma das formas de enfrentar os desafios do futuro”, contou.

Outra técnica colocada em prática é o flipped classroom, um novo formato que muda a ordem do ensino. Em vez de ir para a sala de aula e aprender com o professor, o aluno estuda a disciplina em casa e leva suas visões sobre o tema para discussão com os colegas e o mentor do grupo.

Aprendizado contínuo

Um dos temas que ganham destaque no setor educacional é o conceito de lifelong learning, ou o aprendizado ao longo da vida. Na visão de Lavie esse é um caminho que precisa ser trilhado pelas entidades educacionais. Para ele, o estudo concluído há 30 anos hoje já está obsoleto e é preciso mudar esse quadro. “A universidade precisa fazer parte disso. Esse é um papel futuro da universidade”, concluiu.

Fonte: Computer World

Estudo revela como anda a presença digital das marcas brasileiras mais valiosas

Zeeng e Blumahub divulgam estudo inédito que aponta posicionamento das marcas mais valiosas de 2018 no ambiente digital.

Anualmente, a Interbrand, consultoria global de marca, realiza estudo em que apresenta as 25 marcas mais valiosas do mercado brasileiro.

Com o objetivo de compreender melhor como essas empresas se comportam no ambiente digital, a Zeeng, plataforma de big data analytics voltada para o setor de marketing e comunicação, em parceria com a Bluma Hub, empresa focada em estratégias digitais, preparou o estudo inédito sobre o tema.

O ranking analisa o impacto positivo de um bom posicionamento na internet na visão dos consumidores. “Essa é uma provocação para estimular a reflexão de como as marcas do estudo estão se comportando e como isso pode atribuir ainda mais valor ou apresentar uma possibilidade de crescimento para essas empresas” comenta Eduardo Prange, CEO da Zeeng.

Ao todo, as empresas foram divididas em treze setores:

Financeiro: Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Cielo e BTG Pactual Digital são as cinco marcas mais presentes digitalmente. Quando analisadas separadamente, nota-se que o Banco do Brasil demonstra um posicionamento de notícias muito mais elevado do que qualquer outra competidora, enquanto nas redes sociais o Itaú é a marca que apresenta maior ativo social.

Cerveja: As marcas mais relevantes no ambiente digital são Skol, Brahma, Itaipava, WALS e Bohemia. As marcas Brahma e Bohemia podem melhorar seus ranking de Web Analytics, onde outras marcas nacionais estão melhores posicionadas.

Higiene pessoal, perfumaria e cosméticos: Os destaques foram Natura, Salon Line, Tô de Cacho, O Boticário e Hinode. Embora a Natura seja uma empresa de relevância nacional, em relação ao trabalho no digital, ocupa o segundo lugar, perdendo para a Salon Line.

Energia: petróleo, gás, etanol, gasolina, lubrificantes e afins: as empresas que estão no top 5 são: Petrobras, Ipiranga, Atvos, Raízen, CPFL Energia. É importante levar em consideração que a Petrobrás apresenta uma grande diferença, em seu posicionamento de notícias por ter sido constantemente citada em matérias relacionadas à política nacional.

Moda e produtos de luxo:  Os destaques são Lojas Renner, Riachuelo, C&A, Marisa e Reserva, respectivamente. Delas, a Lojas Renner – que é a 11ª marca mais valiosa da pesquisa – ocupa o 1º lugar no posicionamento online. Mesmo que as empresas apresentem um ativo social muito próximo um do outro, a Renner é muito mais ativa nas plataformas de mídias sociais.

Hospital, clínicas, laboratórios e afins: Hospital Israelita Albert Eintein, Hospital São Camilo, Hospital Sírio-Líbanês, Hospital Moinhos de Vento e o Laboratório Fleury são destaques no top 5.  Os hospitais mostram-se muito estruturados em relação à seu posicionamento digital, sendo 4 dos 5. Embora apareça no ranking, a empresa Fleury ainda pode explorar ações no ambiente digital e melhorar sua posição.

Para acessar o estudo completo com todas os setores, acesse aqui.

Fonte: Proxxima, Revista Live Marketing

O marketing digital está se adaptando às novas mídias

Se pararmos para fazer um overview do mercado de marketing digital percebemos que ele está em constante evolução. No último ano, por exemplo, sentimos que muitas empresas estavam em busca de uma ferramenta que pudesse salvar ou alavancar seu negócio e houve também uma discussão sobre o uso de chatbots e mobile marketing para criar um relacionamento mais próximo com cliente, mas acredito que essa prática será melhor utilizada e implementada pelas empresas esse ano.

Para 2019, uma das tendências está na automatização dos processos. Quanto mais as marcas conseguirem conectar todos seus canais para visualizar o fluxo de vendas e saber quais são os locais que trazem o retorno de maior qualidade, melhor. Porém, para conseguir que isso seja feito da melhor forma possível, as ferramentas precisam estar cada vez mais integradas. Aqui na leadlovers, por exemplo, nós temos diversas integrações que permitem com que os clientes possam mensurar todos seus resultados de maneira mais assertiva.

Investir em ferramentas específicas para ler seus anúncios e suas comunicações é essencial para trazer informações de leads captados e conseguir fazer uma análise mais rápida. É exatamente nesse ponto que as pessoas normalmente se perdem, pois demoram muito para fazer as análises dos dados ou muitas vezes fazem de forma errada, o que acarreta em investimento onde não tem necessidade.

A realidade é que hoje, toda comunicação é pensada para o mobile. Por isso, as marcas precisam estar preparadas para rodar suas campanhas em todos os canais possíveis, principalmente nos smartphones. Um ponto que considero extremamente importante, independente do local que você esteja fazendo uma campanha, teste primeiro e valide se aquilo que você está pensando realmente dará certo.

Segundo o estudo realizado pela Smart lnsights, 80% dos usuários da internet são conectados por meio dos smartphones.  Diante desse cenário, outra tendência que está muito forte no mercado é o mobile marketing, uma estratégia de marketing digital que capta o público-alvo em seus dispositivos móveis, desde e-mails, redes sociais e aplicativos. O investimento é praticamente certeiro e o principal objetivo é a divulgação de produtos e serviços.

O que percebo é que as marcas estão mais antenadas e melhorando suas percepções, mas que ainda não entenderam que é preciso se colocar no lugar do usuário para avaliar se aquilo que eles estão pensando em oferecer faz sentido. Quem conseguir ser mais autêntico quanto ao seu propósito e objetivo terá mais facilidade para conquistar o consumidor.

De acordo com a Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, realizada pela PwC, os investimentos em marketing digital no Brasil devem crescer 12% ao ano até 2021. Esses dados mostram o potencial de mercado que temos e acredito que quem souber se antecipar e se adaptar às tendências e as mudanças, conseguirá entregar algo mais completo para seu cliente.

Fonte: Digitalks

Gastos globais com TI chegarão a US$ 3,8 trilhões em 2019, aumento de 3,2%

Estimativas do Gartner apontam que os gastos mundiais com serviços e produtos de Tecnologia da Informação (TI) totalizem US$ 3,76 trilhões em 2019, um aumento de 3,2% em relação a 2018.

John-David Lovelock, vice-presidente de pesquisas do Gartner, comenta que, apesar da incerteza alimentada por rumores de recessão, o Brexit e guerras comerciais e tarifas, o cenário provável para os gastos com TI em 2019 é o crescimento. “No entanto, há muitas mudanças dinâmicas acontecendo em relação a quais segmentos impulsionarão o crescimento no futuro. Os gastos estão passando de segmentos saturados, como telefones celulares, PCs e infraestrutura de data center local para serviços em nuvem e dispositivos de internet das coisas (IoT). Os dispositivos de IoT, em particular, estão começando a reduzir a folga dos dispositivos. Onde o segmento de dispositivos está saturado, a IoT não está.”

Segundo ele, a TI não é mais apenas uma plataforma que permite às organizações executar seus negócios. Está se tornando o motor que move os negócios. Conforme os negócios digitais e os ecossistemas de negócios digitais avançam, a TI será o elemento que une os negócios.

Com a mudança para a nuvem, um dos principais impulsionadores dos gastos de TI, os softwares corporativos continuarão a apresentar forte crescimento, com gastos mundiais de software projetados para crescer 8,5% em 2019. Aumentará outros 8,2% em 2020, totalizando US$ 466 bilhões. Espera-se que as organizações aumentem os gastos com software de aplicativo corporativo em 2019, com mais do orçamento mudando para software como serviço (SaaS).


Smartphones

Apesar da desaceleração no mercado de telefonia móvel, o segmento de aparelhos deve crescer 1,6% em 2019. Os maiores e mais saturados mercados de smartphones, como China, Estados Unidos e Europa Ocidental, são impulsionados por ciclos de substituição. Com a Samsung enfrentando desafios que trazem smartphones premium bem diferenciados ao mercado e os altos benefícios de valor agregado da Apple para seus principais smartphones, os consumidores mantiveram seus telefones atuais e derrubaram o mercado de celulares em 1,2% em 2018.

Além de comprar mudanças de comportamento, também estamos vendo as habilidades da equipe interna começando a ficar para trás à medida que as organizações adotam novas tecnologias, como dispositivos de IoT, para impulsionar os negócios digitais”, disse Lovelock. “Quase metade da força de trabalho de TI tem necessidade urgente de desenvolver habilidades ou competências para apoiar suas iniciativas de negócios digitais. Os requisitos de habilidade para acompanhar, como inteligência artificial (AI), machine learning, API e design de plataforma de serviços e ciência de dados, estão mudando mais rápido do que já vimos antes”, completou.

Fonte: ComputerWorld

O que as melhores agências para trabalhar têm em comum?

Equipe da Mirum, avaliada como a Melhor Agência de grande porte. Foto: Divulgação

As melhores agências para se trabalhar oferecem treinamentos e mentoria a seus colaboradores, estimulam a colaboração e caminham para o equilíbrio cada vez maior entre homens e mulheres em cargos de liderança. É o que mostra a sétima edição do ranking Melhores Agências do estudo Melhores Empresas para Trabalhar, divulgado nesta segunda-feira, 14.

Relativo ao ano de 2018, o levantamento foi feito com mais de 10 mil empresas em 59 países, considerando questionários quantitativos com colaboradores, comentários dos funcionários e avaliação de cultura e práticas das empresas. Na edição mais recente do estudo, participaram agências com no mínimo 30 funcionários: ao todo, foram 52 agências inscritas, contabilizando 7,3 mil funcionários.

Pelo segundo ano consecutivo, a Mirum, do grupo JWT, aparece como a melhor agência de grande porte para se trabalhar no Brasil (ver ranking abaixo).  Na segunda posição está a I-Cherry, do mesmo grupo, enquanto a RMA Comunicação manteve a terceira posição. Já entre as agências de médio porte, a primeira colocada é a DP6, à frente da Netza e da Audi Comunicação.

O incentivo ao bem-estar geral e ao desenvolvimento profissional dos colaboradores parecem ser unanimidade entre as agências premiadas pelo GPTW: 35% dispõem de verbas para programas de desenvolvimento; 40% oferecem cursos internos e 65% oferecem bolsas de estudos para cursos de idiomas, graduação e pós graduação. Ainda, 6 em cada 10 agências premiadas oferecem programas de coaching e mentoria aos funcionários.

Entre todos os colaboradores das agências premiadas, 15% foram promovidos durante 2018, taxa superior à de 2017 – que foi de 11%. Além disso, apenas 5% tiveram demissões em massa nos últimos 5 anos.

Fatores de retenção

A oportunidade de crescimento é o fator que mais “segura” os colaboradores nas agências, de acordo com 52% dos funcionários das 20 melhores agências. A qualidade de vida aparece como fator relevante para 24% dos funcionários, seguida do alinhamento de valores com a agência, importante para 13% deles. Só depois são considerados os benefícios e estabilidade profissional, apontados como os mais relevantes por 8% e 2% dos colaboradores, respectivamente.

Ainda, quanto maior o número de feedbacks dado aos colaboradores, maior é o índice de confiança em uma agência: cerca de 46% dos funcionários das agências premiadas receberam mais de três feedbacks no ano passado. “Incentivamos e cobramos que nossa liderança faça conversas periódicas com os times, pois assim conseguimos identificar o clima da área, da empresa e ajudá-los no desenvolvimento e crescimento profissional”, exemplifica Guilherme Gomide, CEO da Mirum.

Em 2018, a agência implementou campanhas e treinamentos de conscientização sobre o assédio moral, sexual e o machismo no ambiente de trabalho. No período, também criou um grupo de debate sobre diversidade, uma aceleradora de talentos para estagiários e estendeu a licença maternidade e paternidade.

Escritório da DP6, considerada a melhor agência de médio porte. Foto: Divulgação

A DP6, agência de performance considerada a melhor de médio porte, faz o monitoramento constante da satisfação dos funcionários para entender se estão recebendo desafios interessantes e adquirindo novos aprendizados. “Temos um plano de carreira claro e estruturado: todos recebem feedbacks constantes e temos avaliações 360º e de desempenho a cada seis meses. Isto faz com que as pessoas percebam que estão evoluindo”, afirma Fernanda Rezende Soares, responsável pela área de RH da agência.

Após as avaliações de desempenho, todos os colaboradores constroem um plano de desenvolvimento individual, e então sentam-se com os líderes mensalmente para fazer um acompanhamento e direcionamento de carreira.

Além de programas de educação continuada e horários flexíveis, as melhores agências para trabalhar costumam dar prioridade para seus próprios colaboradores na hora de preencher vagas de destaque. “Falamos abertamente sobre carreira e reconhecemos nosso time. As oportunidades existem para quem faz a diferença”, acrescenta Guilherme.

 

Equipe da Netza, segunda colocada entre as agências de médio porte. Foto: Divulgação

A Netza, que desde a primeira edição do ranking esteve entre as 5 primeiras colocadas, busca ainda manter um sistema de gestão mais colaborativo. “Nossa política de gestão horizontal tem como princípio básico uma estrutura sem valorização de relações de poder. Nossa dinâmica é mais participativa, nas quais as decisões são tomadas em conjunto”, afirma Fabiana Schaeffer, sócia-diretora da agência.

Lideranças

Conforme aponta o estudo, a maioria das agências reconhecidas pelo Great Place to Work caminham para um ambiente de trabalho igualitário em termos de gênero. As mulheres ocupam cerca de 54% das funções de média liderança e 46% dos cargos de alta liderança nas agências premiadas. Contudo, entre as 20 principais agências da lista, o cargo de CEO é ocupado por mulheres em apenas seis. O perfil médio dos CEOs é de profissionais com cerca de 42 anos, os quais ocupam o cargo há nove anos, em média.

Na relação com os líderes, colaboradores valorizam a capacidade de gerenciamento de pessoas e negócios, o respeito às suas questões profissionais e pessoais e a imparcialidade em relação a todos os funcionários.

A DP6, por exemplo, aposta em um formato de liderança acessível. “A liderança busca deixar todos os colaboradores informados sobre a estratégia e planos futuros, conquistas e perdas. Todos os líderes são acessíveis e existe muita abertura para sugestões. Novas ideias são ouvidas e levadas em consideração, independente de cargo e tempo de empresa”, conta Fernanda.

Remuneração

Mesmo entre as agências mais atraentes, contudo, há opiniões críticas dos colaboradores sobre a remuneração e modelos de gestão. Cerca de 36% dos funcionários acham que as pessoas de sua agência não são pagas adequadamente pelo serviço que fazem. Outros 27% acreditam que chefes lançam mão do favoritismo em relação a funcionários e não envolvem os colaboradores em decisões que afetam suas atividades.

Fonte: Meio&Mensagem

Cosin Consulting aponta principais desafios para as empresas com a Lei Geral de Proteção de Dados

Promulgada em agosto de 2018, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é um marco fundamental no setor de Data & Analytics e se soma a uma série de outros instrumentos legais, desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH/1948), passando pelo Marco Civil da Internet brasileira (Lei nº 12.965/2014), até a Regra Geral de Proteção de Dados Europeia (Diretiva 2016/680 & 2016/281), criando um cenário completamente novo para as empresas que operam com dados – basicamente todas, atualmente. É o que apontam os especialistas da Cosin Consulting, consultoria de negócios e tecnologia do grupo Dentsu Aegis Network (DAN) com mais de 2 mil projetos desenvolvidos, Mario Hime e Antonio Cipriano.

“Algumas práticas já eram comuns e existiam regras esparsas, mas o LGPD consolida este cenário criando leis específicas, mecanismos de controle e punições severas. Com isso, as empresas devem se preparar sob pena de riscos financeiros, jurídicos e para sua imagem. Acreditamos também que uma estrutura bem adaptada a esta nova realidade possa gerar uma vantagem competitiva, especialmente no relacionamento com o consumidor”, afirma Mario Hime, vice-presidente da Cosin Consulting. Já Antonio Cipriano, também vice-presidente da Cosin Consulting, completa que “os novos instrumentos legais trouxeram apreensão, mas é preciso ficar claro que a Lei não impõe a confidencialidade ou impossibilidade total de manipulação dos dados. O que é necessário é uma estrita proteção e a necessidade de se pedir o consentimento de pessoas físicas”.

Dentre os pontos de atenção para as empresas, os executivos destacam seis. O primeiro é o já mencionado consentimento explícito do consumidor. Esse processo precisa ser realizado de forma simples, mas efetivo e que possa ser rastreada em caso de necessidade. O segundo ponto – um dos mais descobertos no momento – é a criação de mecanismos de resposta rápida quando o consumidor retira sua autorização para a utilização de dados. O terceiro ponto é relativo à manipulação de dados sensíveis (financeiros, políticos, religiosos) e de menores de idade, que devem ter cuidados ainda mais estritos.

Uma inovação introduzida pelo LGPD (quarto ponto) é a obrigação de informar à Sociedade e às Autoridades em caso de vazamento de dados – um risco real, mesmo com todos os investimentos em segurança digital que estão sendo realizados atualmente. “Esse, talvez, seja o principal ponto de atenção da nova lei. As empresas precisam criar políticas e procedimentos a fim de viabilizar o atendimento desta norma, até para minimizar impactos em sua imagem”, ressalta Mario Hime.

Todos esses elementos trazem à tona novamente a importância de práticas sólidas de segurança da informação (quinto ponto). “Para dar conta deste grande desafio, as empresas devem ter um olhar amplo, considerando esta questão não apenas uma atribuição de TI, mas incluindo todos os departamentos, como RH, Jurídico, Vendas, Controladoria, etc. Recomendamos a criação de regulamentos internos específicos, com prazos, responsabilidade e sanções”, explica Antonio Cipriano. Os próprios dados dos colaboradores merecem atenção, ainda mais em empresas de maior porte (sexto ponto).

Os executivos concluem que “a mudança deve ser tão grande que é necessário que o atendimento à LGPD faça parte do plano de negócios da empresa”.

Fonte: Proxxima

Concorrência e competência: mais que uma rima, uma solução

Analisar o cenário competidor, prever tendências e antecipar cenários pode mudar a realidade de uma empresa, tornando ela muito mais competente em suas ações.

Eduardo Prange – CEO da Zeeng – Data Driven Platform

 

Buscar o mercado ideal para o seu negócio, aquele em que você é quem comanda e dita as regras, é o desejo de toda empresa. Mas a verdade é que ser único em um ambiente de muita competição não é mais possível: sempre vai existir, em algum lugar, alguém com uma oferta igual ou parecida com a sua.

Vivemos em um mundo em que a cada dia surge uma nova companhia, startup ou fintech totalmente orientada por dados, abraçada em tecnologia e no universo digital. São competidores que chegam ocupando um espaço significativo dentro do mercado, e toda e qualquer organização para se manter ativa precisa estar atenta a essa movimentação.

Para entender o atual cenário competitivo basta lembrar que, hoje, se vive na era do Big Data, da análise de dados e da pronta-entrega, do imediatismo e também do real time marketing. Um produto ou serviço – mesmo que físico – precisa interagir com o universo digital, que é onde toda a magia entre empresa e cliente acontece atualmente. Mas, para isso, as empresas devem estar muito concentradas em tomar as melhores decisões de negócio, sabendo exatamente onde querem chegar e como podem alcançar isso.

As mais novas, por exemplo, entram no mercado mostrando todo o potencial de quem já nasce pronta para enfrentar os desafios impostos pela velocidade do digital, e acabam provocando mudanças muito rápidas em segmentos de atuação já consolidados. É como o caso de uma operadora de televisão percebendo a evasão de seus clientes para plataformas de streaming, como a Netflix. Das redes de hotéis recebendo menos hóspedes devido a ascensão do Airbnb. Ou dos motoristas de transporte urbano que usam canais digitais para encontrar seus passageiros, migrando para o mundo das ofertas ágeis, assim como a revolução que o crescimento das fintechs causou no mercado bancário.

 Nesse cenário, empresas tradicionais, de segmentos antes tidos como sólidos, como o de telefonia, hotelaria e até mesmo finanças, acabam vendo as suas ofertas se tornando obsoletas. E a única saída é rever os seus modelos de negócio, reparar processos e renovar as suas entregas. É preciso encarar o movimento das novas entrantes com olhar de quem está vendo um leão a sua frente. Afinal, não é à toa que para se manter ativo em um mercado altamente competitivo é necessário matar um leão por dia – ou até mesmo 10 ou 20 -, certo?

Por isso, mais certo do que qualquer outra afirmação que você vai ler neste artigo, é que as corporações que não procuram conhecer o contexto em que estão desenvolvendo as suas ofertas, não serão capazes de respirar por muito tempo. Elas podem até convencer seus consumidores de que o seu produto ou serviço, ainda assim, é o melhor, porém, não terão forças para brigar com aquelas que sabem muito bem “o que estão fazendo”, “porque estão fazendo” e “para quem estão fazendo” e entregam o máximo de valor a cada interação com o público.

Concorrência: um inimigo (nada) oculto

Contudo, não são só as novas entrantes que mexem com a competitividade do mercado e provocam esse sentimento nas empresas de querer sempre ser melhor do que a do terreno ao lado. Há séculos, sabemos que a concorrência é um inimigo nem um pouco oculto que pode, muitas vezes, derrubar a sua oferta se essa não for muito bem planejada e executada. 

O modelo das Cinco Forças de Porter, sugerido por Michael Porter, publicado no artigo “As cinco forças competitivas que moldam a estratégia”, em 1979, na Harvard Business Review, faz uma análise do cenário de competição existente entre empresas. Segundo Porter, existem algumas forças que influenciam a capacidade das empresas em atender seus clientes e ter lucros, e essas ainda mexem com todo o jogo de competição.

Entre elas estão: a ameaça de produtos substitutos, a ameaça de entrada de novos concorrentes, o poder de negociação dos clientes, o poder de negociação dos fornecedores e a rivalidade entre os concorrentes. Fatores que continuam impedindo o avanço e crescimento de muitas organizações no mercado.

O que mudou é que, hoje, não existem mais concorrentes diretos ou indiretos bem definidos. Independentemente do segmento em que a empresa atua, ela estará competindo com fatores que estão até mesmo acima das suas entregas, são eles: a agilidade e a velocidade.

 Startups como o Uber mudaram não somente a oferta de uma serviço, mas os desejos dos consumidores. O avanço do digital, o uso constante de novidades tecnológicas, ferramentas e softwares para construção de produtos e soluções de negócio, assim como o fenômeno da mobilidade, transformou o comportamento e os desejos das pessoas. Agora, elas querem ter produtos e serviços ao seu alcance com muita agilidade e priorizam aquelas organizações que conseguem resolver seus problemas em poucos minutos.

 E, nesse contexto, não se pode ficar de braços cruzados, esperando que as suas ofertas, assim como as suas ações e campanhas de marketing, sejam engolidas por outras muito mais animadoras e adequadas às expectativas dos consumidores. É preciso desenvolver uma nova mentalidade dentro da organização, transformar os processos produtivos e criativos, bem como a cultura da empresa como um todo. Começando por uma trabalho de leitura de dados que levará a um entendimento do cenário competidor, afinal, conhecer profundamente cada concorrente é fundamental para ter competência no mercado.

 

Competência: o motor por trás da competitividade

Por falar em competência, você já parou para pensar que ela é o motor por trás da competitividade? Quanto mais competentes as empresas se tornam, mais elas elevam o nível das suas entregas e sobem a régua para a concorrência. Para alcançá-las, é preciso produzir melhor, ou seja, ser mais competente a cada interação com o público. 

Nesse contexto, a minha pergunta é: o que você está fazendo, hoje, para ser mais competente? Uma das maneiras mais eficientes de conquistar boas atuações no mercado e atingir o sucesso desejado é por meio de muito conhecimento, um dos pilares da competência. Entender o cenário em que a empresa está inserida, conhecer a realidade dos competidores, assim como o comportamento dos consumidores – muito mais inseridos no ambiente online -, e combinar essa capacidade com os recursos e habilidades certas, é o que torna possível desenvolver ótimas soluções para o mercado.

No entanto, essa não é uma tarefa simples. Nem sempre as informações são fáceis de serem apuradas, coletadas e avaliadas. Além da análise de dados ser uma função complexa, exige certa preparação das empresas. Elas precisam conhecer o universo da inteligência de dados e contar com plataformas eficientes de coleta e mensuração de dados para somar resultados positivos.

Por meio delas, é possível entrar a fundo no universo do competidor, levantar informações pertinentes sobre a concorrência, antecipar possíveis cenários e tendências e reunir o conhecimento necessário para melhorar as suas estratégias. Assim, o trabalho das equipes de marketing e vendas, por exemplo, se torna muito mais prático e eficiente. Com os dados corretos em mãos, são desenvolvidos novos planejamentos, ocorrem mudanças no rumo de estratégias e a performance das ações e campanhas é aperfeiçoada, melhorando as tomadas de decisão da empresa como um todo.

Como vimos, concorrência e competência andam lado a lado quando se quer alcançar melhores desempenhos. Esses conceitos são mais que uma rima, eles são a verdadeira solução para as empresas, e você não precisa sofrer mais por falta de conhecimento ou por fazer as escolhas erradas e perder posições e clientes para os concorrentes. 

Fonte: Proxxima