Área de Customer Success cresce nas empresas

O cliente é quem dá a vida para que uma empresa possa existir. Por isso, conhecê-lo melhor, entender o que cada um deles desejam, acompanhar todos os processos durante e após uma compra se tornou obrigação para todas as empresas, independentemente da área de atuação. É importante que o cliente sinta que ele é ouvido, e mais do que isso, que é entendido.

Em meio a essa necessidade do mercado nasce a área de Customer Success, Sucesso do Cliente (em português), que tem o objetivo de se aproximar e melhorar a experiência entre os clientes e as empresas. A área busca transformar o processo de pós-venda e garantir o sucesso do consumidor e sua retenção na empresa.

Entretanto, essa área ainda não é muito praticada aqui no Brasil. Um estudo realizado pela MindMiners, startup brasileira especializada em pesquisas digitais, ouviu 300 profissionais da área de todo País e mostrou que 86% das empresas que não possuem a área de Customer Success (CS) têm o objetivo de desenvolvê-la ainda em 2018. “O estudo apontou que o conceito de Customer Success ainda é muito novo no Brasil, e não está claro que o investimento em CS pode ser tão ou mais vantajoso que a área de vendas, por exemplo” relata Diego Azevedo, Customer Success Manager da MindMiners.

Porém, já existem empresas que estão investindo no segmento e mostram resultados positivos. Na upLexis, empresa de tecnologia, a área foi implementada em 2016 com 4 profissionais e após dois anos a equipe já possui mais de 10 pessoas envolvidas no sucesso dos clientes. “Nosso foco é o cliente, entender o que ele precisa, ajudando-o no uso da nossa plataforma e mostrando o valor que existe no que ele contratou. É uma cultura que centraliza no cliente um pensamento que vai muito além de vender. É cuidar e gerir tudo que envolve o processo de compra e permanência na empresa”, comenta Eduardo Tardelli, CEO da upLexis.

Já na BizCapital, fintech que torna o crédito mais acessível e atende micro e pequenas empresas que estão fora do radar dos grandes bancos, têm a área desde maio de 2017, atualmente são 7 profissionais dedicados no departamento. “Nosso foco é ter uma atitude consultiva com ele em todas as etapas do processo, abrindo um canal de comunicação para deixá-lo mais seguro e confortável em obter o empréstimo para crescimento da sua empresa. Caso o empréstimo não seja concluído, ele perceba que possui um canal disponível para uma futura parceria”, comenta Thiago Angola, diretor de Customer Success.

A MVarandas, plataforma que desenvolve soluções de gestão operacional para estabelecimentos comerciais do ramo alimentício. Implementou o departamento há pouco mais de 5 meses na empresa, com 6 colaboradores disponíveis entre eles, Customer Success Manager, Customer Success Implementation e Customer Success Training. “A implementação da cultura de CS é essencial, pois ela visa equalizar os objetivos de todas áreas, focando na garantia da entrega dos resultados esperados pelo cliente.” explica Rafael Gouveia, coordenador de Customer Success.

Na Agrosmart, plataforma de agricultura digital, a área de Customers Sucess tem grande influência na empresa e é essencial para garantir o seu sucesso. A empresa criou a área para atender melhor o cliente, proporcionar melhores experiências e potencializar a percepção de valor do serviço do negócio para o mercado. Em pouco tempo, conquistaram uma ampliação no monitoramento nas áreas internas, impulsionando diretamente no trabalho da empresa e na retenção de clientes.

Para Eduardo Prange, CEO da Zeeng, plataforma de big data para a área de marketing e comunicação, o sucesso do cliente é o sucesso de uma empresa. “A área sempre foi tratada como crucial para o negócio, não conseguiríamos imaginar como seria se não tivéssemos a implementado. Recentemente evoluímos a área trazendo uma visão mais data driven sobre o comportamento de nossos clientes como forma de nos anteciparmos de possíveis perdas, visto que diagnosticamos que o nível de engajamento dos clientes com a Plataforma possui relação direta com a sua retenção” comenta Prange.

Já no Promobit, social commerce de promoções, a área não existia desde o começo, mas foi após a aplicação do CS que se deu escala a um hábito vital: entender quem realmente importa e melhorar sua experiência. “O hábito de escutar os usuários, colher feedbacks, compreender problemas e gerar insights sempre esteve entre nós, porém com o crescimento da plataforma, nos últimos, anos passou a ser necessária a estruturação da área de CS, bem como a utilização de ferramentas, para isso foi implementado o NPS e Ombudsman” completa Fabio Carneiro, COO do Promobit.

Para Jordão Bevilaqua, Head de Marketing da Xtech Commerce, o diálogo com os clientes está mais próximo após a implementação da área de CS na empresa. “Só com o atingimento do sucesso de nossos clientes somos capazes de mantê-los, especialmente porque passamos a dialogar de forma mais próxima. Para conseguir isso toda nossa capacidade de desenvolvimento tecnológico é utilizada associada a nossa área de CS para tornar as nossas soluções mais robusta”, revela Jordão. Para aproximar e auxiliar os clientes, a Xtech desenvolveu materiais de apoio como ebooks, vídeos e hangouts.

Para Enrico Vincioni, Head de Customer Experience da BeeTech, fintech especializada em transações cross border, a implementação desta área foi uma evolução do atendimento e a recorrência de clientes é cada vez maior. “Sempre nos preocupamos com o atendimento nos mais diversos canais de comunicação (telefone, e-mail,Whatsapp, etc) e em entregar o melhor serviço. Fomos uma das primeiras fintechs do Brasil com atendimento via chat. Investimos em treinamento e em pesquisas sobre tendências de mercado para conseguir ajudar os clientes com excelência nos mais diversos assuntos. Por mais tecnológicas que sejam nossas plataformas não queremos perder nossa característica humana, explica Vincioni.

O Supermercado Now, plataforma de supermercado online, investe em CS desde o início. “Sabíamos que a experiência dos clientes seria fundamental para nosso sucesso. Isso gera a recorrência”, explica Denise Garcia coordenadora de relacionamento. A startup acompanha toda a jornada dos clientes uma vez que eles são seus steakholders. “Eles nos ajudam a tomarmos decisões internas. Sabemos quais são nossas fortalezas e pontos a melhorar e isso é priorizado em nosso planejamento.” explica. “Realizamos ações diferenciadas. Separamos todos os meses alguns nomes que serão prestigiados, seja aniversário ou datas especiais. Enviamos cartas assinadas à mão e até produtos que sabemos que eles gostam”, diz a coordenadora.

A Trustvox, plataforma de certificação de reviews, implantou a área de Customer Success desde o início do negócio, pois o cuidado com o cliente sempre foi prioridade para a empresa. “Nós procuramos fazer um trabalho proativo, ajudando a gerar insights estratégicos para os clientes. Devido ao trabalho que estamos realizando na área de CS sentimos uma melhora na qualidade e frequência no contato com eles, já que muitos processos foram estruturados de acordo com aquilo que ele precisava. Além disso, eles passaram a conhecer a Trustvox e por isso o índice de satisfação melhorou”, afirma Isabella Barthem, responsável pela área de Customer Success da Trustvox.

Há cinco anos, a Propz, empresa que oferece soluções de CRM, inteligência analítica e big data que entendem, predizem e reagem ao comportamento de consumo em tempo real e de forma automatizada, implementou a área de CS, que hoje conta com 18 profissionais. Na empresa, o profissional de Customer Success entra em ação, trabalhando para que cada expectativa alinhada com o cliente seja atendida, gerando satisfação e sucesso do mesmo. Para isso, fazemos disparos de campanhas, sugestões de segmentação e enviamos ofertas, pegando os desejos dos consumidores e trazendo-os para a realidade.

Fonte: Segs

Zeeng Score – Indicador que permite comparar marcas e/ou empresas no ambiente digital

Integrada a Zeeng Platform, nova funcionalidade unifica parametrização da análise competitiva de marcas no ambiente digital

Em um mundo cada vez mais complexo, onde os modelos de comunicação se fragmentam e criam um ambiente caótico que transforma rapidamente os hábitos de consumo, as marcas sofrem para se manterem ativas e competitivas. Sempre antenada ao mercado e com a missão de otimizar a gestão dos profissionais de marketing e comunicação, a Zeeng, primeira plataforma de big data analytics voltada para o setor, anuncia o Zeeng Score.

Com a ampliação de seu portfólio de funcionalidades, o Zeeng Score traduz de forma objetiva e tangível a mensuração e comparação do desempenho online de diferentes marcas, em uma única interface digital. “Antigamente, nossos clientes até tinham informações sobre as estratégias e desempenhos de seus concorrentes no ambiente online, mas de maneira mais ‘solta’ e de difícil interpretação. Por isso, o Zeeng Score chega como um parceiro estratégico no âmbito de cada negócio onde o gestor de área consegue, em poucos cliques e de modo muito intuitivo, entender o que os seus principais concorrentes estão fazendo e onde estes têm se saído melhor. E mais do que isso, consegue perceber qual é o seu real posicionamento neste ambiente competitivo”, explica Eduardo Prange, CEO da Zeeng.

Incorporado à plataforma da Zeeng, o ZS utiliza métodos estatísticos para classificar de forma qualitativa as empresas, utilizando indicativos que co-relacionam diferentes bases de análise como: melhores práticas de web analytics, presença das marcas na imprensa online e portais de comunicação bem como os comportamentos destas nas redes sociais, gerando uma nota para cada player competidor cadastrado na Plataforma.

“O Zeeng Score é fruto de um trabalho muito intenso para dar as ferramentas certas às empresas que buscam entender a atuação dos seus concorrentes no ambiente digital e como utilizar estes dados a seu favor. Possibilitamos um olhar parametrizado sobre diferentes ambientes competitivos de forma holística, robusta e sistematizada”, explica Prange.

Quer saber o score da sua empresa?

Criar o próprio algoritmo valoriza o serviço e o negócio

Desenvolver o próprio algoritmo pode ser um diferencial para o serviço que uma empresa oferece? Especialistas dizem que sim. “Pode ser grande diferencial, porque mantém o empreendedor que desenvolve a ferramenta mais próximo do cliente para que possa fazer alterações e adaptações caso a caso. O risco de usar algoritmo pronto é trabalhar com uma solução engessada”, diz o especialista em análise de big data (pela FIA/USP) e em internet das coisas (pela Poli/USP) César Cavini Almiñana, que atua na consultoria Ekantika.

Segundo ele, é vantajoso criar o próprio algoritmo quando o modelo de negócio é voltado a um objetivo bastante específico. “Trabalhar com algoritmo pronto e genérico resolve os problemas, só que de forma mediana, enquanto o algoritmo próprio proporciona precisão e melhor desempenho.” Almiñana afirma que, até do ponto de vista de investimento, a empresa que detém o próprio algoritmo tem menos barreiras. “O motivo é que a inteligência e tecnologia estão dentro de casa e o empreendedor não é refém de terceiros.”

Professor de pós-graduação em pequenas e médias empresas e do MBA gestão empresarial na Fia/USP, Alexandre Del Rey considera que é vantajoso quando se tem equipe técnica muito capaz, que consegue ter compreensão aprofundada de um determinado mercado. “Criar algoritmos que resolvem problemas e necessidades importantes de um segmento é ótimo caminho para o sucesso.”

Ambos dizem, no entanto, que utilizar algoritmos desenvolvidos por grandes empresas de tecnologia, para criar uma arquitetura única e diferenciada, também é estratégia assertiva.

César Cavini Almiñana, consultor da Ekantika.
Foto: Beatriz Ribas/Divulgação

Antes de optar por um dos dois caminhos, o consultor diz que os empreendedores devem responder perguntas como: vou fazer um algoritmo melhor que o que já está disponível no mercado? Quanto tempo vai demorar? Vai valer à pena? Qual será o investimento?

“A falta de flexibilidade é um erro de muitos empreendedores, por resultar em soluções engessadas. Muitos desenvolvem algoritmo robusto, mas tão engessado, que adaptar uma linha do código vira um inferno.”

Construir uma ferramenta flexível foi o que estimulou Tom Canabarro a criar o próprio código e fundar a Konduto, que oferece serviços de prevenção a fraude de cartão de crédito nas lojas de e-commerce.

“Como desenvolvedor posso ajustar a solução. Essa é a principal vantagem. Trabalhar com uma ferramenta pronta deixa o empreendedor travado, ele não pode oferecer coisas novas. Ao mesmo tempo, ter a propriedade intelectual do algoritmo é uma grande força na valorização da empresa, porque na hora de levantar investimento, uma das primeiras perguntas é se o algoritmo é próprio ou se tem muitas coisas de terceiros.”

O empresário também alerta quem quer entrar nesse mercado quanto à robustez da solução. “Muita gente faz um sistema robusto para aguentar milhões de dados, sendo que no começo não terá quase nada. É melhor focar na eficiência e no resultado do algoritmo, depois pode resolver o problema de suportar mais volume. Nós seguimos esse caminho e deu certo.”

Segundo ele, no início, o mais difícil foi não ter base de dados para forçar o algoritmo a identificar o que é fraude e o que não é, para que o robô pudesse aprender a diferenciar um do outro. “Foi difícil conseguir o primeiro cliente, pois não tínhamos nada para provar que a tecnologia funcionava.”

A conquista dependeu de muita sorte e de um jogo aberto. “Falamos que estávamos começando e oferecemos a tecnologia de graça por três meses para testar. Nesse período, coletamos base de dados e fizemos ajustes. No final, o cliente gostou e nos contratou, o que facilitou a conquista de outros clientes.”

Tudo começou em janeiro de 2014. Ele e o sócio, Milton Tavares Neto, trabalharam um ano e meio com recursos próprios, depois receberam investimento anjo. Hoje, empregam 43 pessoas e atendem 200 clientes. Em 2019, querem atrair investimento para lançar novo produto, aumentar a força de vendas e entrar em outros países. “Temos clientes no México e Argentina, mas queremos atingir toda a América Latina.”

Fundadores da startup de reconhecimento facial FullFace, Danny Kabiljo e José Guerrero passaram dois anos desenvolvendo o próprio algoritmo. “Em 2015, fomos para o mercado”, diz Kabiljo, CEO da empresa. Até 2014, trabalharam com recursos próprios, depois, receberam investimento anjo e aporte do fundo Primatec. Hoje, a empresa tem 13 funcionários e até o final do ano terão 22.

Danny Kabiljo, CEO da FullFace. Foto: Laureni Fochetto

Kabiljo diz que desenvolveram diferenciais. “O primeiro foi vencer a necessidade de usar um hardware específico para fazer a identificação. Hoje, nosso algoritmo faz reconhecimento facial em smartphone, webcam ou câmera de alta resolução. Outras tecnologias estão atreladas a um equipamento específico. Quebramos essa barreira.
Entre as dificuldades, conta que quebraram a cabeça para definir o modelo comercial. “Nosso modelo principal é venda por consumo.”

Segundo ele, para desenvolver algoritmo o empreendedor tem de acreditar no projeto, porque muitos fecham as portas. “Também precisa acreditar no próprio potencial, criar diferenciais em relação às tecnologias globais, e desenvolver tecnologia estruturada para aguentar expansão internacional.”

Ele afirma que ter um serviço que se encaixa nas necessidades dos clientes facilita todo o processo. “Dominamos a tecnologia que é viva, está sempre sendo aprimorada. Tecnologia não pode ficar parada.”

A Zeeng, de André Saldanha e Eduardo Prange, foi criada quando eles perceberam dentre os projetos que desenvolviam, que havia vários clientes com demandas comuns. “Criamos uma plataforma para agrupar informações e entregá-las de forma consolidada, para que os clientes possam consumir os dados sem a necessidade de aguardar um projeto específico”, diz Saldanha.

A ideia surgiu em setembro de 2016 e o negócio foi lançado em março de 2017. Hoje, atende mais de 30 clientes que possuem equipes de marketing, além de agências de publicidade. “Com nossas informações eles monitoram suas campanhas na web, bem como a dos concorrentes.”

Ele explica que com o algoritmo dá para saber quando o concorrente lança algo novo, passa por uma crise, ou fez uma publicação que não foi bem vista pelos usuários, que estão fazendo críticas nas redes sociais. “Fornecemos informações e apontamentos que geram insights e permitem análises rápidas.”

André Saldanha, CTO da Zeeng. Foto: Luis Fernando Martins/Divulgação

Utilizar algoritmo próprio, segundo ele, reduz custos, porque usar os que são desenvolvidos pela IBM ou Google gera cobrança de centavos de dólar para cada utilização. “Quem utiliza algoritmo dessas grandes empresas tem de usar os parâmetros genéricos oferecidos por elas. Quando é próprio pode adaptá-lo de forma específica”, ressalta.

Conceito existe há séculos e surgiu com matemáticos

“Ao sair de casa, pegamos carteira, documentos, chave do carro, fechamos as janelas, trancamos a porta – e verificamos se, de fato, ficou trancada – para então entrar no carro. No final das contas, isso trata-se de uma sequência lógica, finita e ordenada de passos que é seguida de forma automática.

No mundo da computação e das linguagens de programação chamamos essa sequência de algoritmo. Para executar uma operação de multiplicação, por exemplo, as calculadoras executam algoritmo que calcula somas um determinado número de vezes. Um programa de computador é o que resultado de uma sequência de códigos e algoritmos trabalhando em harmonia.

O conceito de algoritmo existe há séculos e o seu uso pode ser atribuído a matemáticos gregos. Contudo, o início da formalização do conceito de algoritmo ocorreu apenas em 1936, com a Máquina de Turing, dispositivo que escrevia e interpretava símbolos durante a Segunda Guerra Mundial, criada pelo matemático Alan Turing”, explica o consultor César Almiñana.

‘Mercado é promissor e carente de boas soluções

Alexandre Del Rey, professor da FIA

Criar o próprio algoritmo é uma boa estratégia?
Pode ser uma boa estratégia para empresas que conhecem muito do negócio e das regras de negócio do segmento que pretende atender. Essas regras são fontes de vantagem competitiva. O algoritmo de busca do Google, de roteirização do Waze, de recomendação de filmes da Netflix e de precificação da Amazon, por exemplo, são e foram muito importantes para o sucesso dessas empresas.

Em que caso é mais vantajoso criar o algoritmo?
Criar seu próprio algoritmo pode ser vantajoso quando se tem uma equipe técnica muito capaz, que consegue conversar com pessoas com a compreensão muito aprofundada daquele mercado. Desenvolver algoritmos que resolvem problemas e necessidades importantes para uma determinada indústria é um ótimo caminho para o sucesso.

O que o empreendedor deve avaliar antes de definir se irá criar o negócio em plataforma própria ou não?
Ter plataforma própria não necessariamente significa usar o próprio algoritmo. Criar a sua própria plataforma traz o desafio adicional de ter que gerar público para aquela plataforma. Muitos empreendedores comercializam seus algoritmos por meio de outras plataformas bem conhecidas como a AWS da Amazon, a Bluemix da IBM, para citar algumas.

Ser detentor do código dificulta ou facilita a entrada no mercado?
Na verdade, criar o próprio algoritmo não é muito diferente do que criar novos produtos e serviços. Primeiro é preciso criar um algoritmo que consiga tratar de maneira efetiva necessidades e desejos de um determinado mercado. Depois disso é preciso que este algoritmo passe a ser conhecido por este mercado. O desafio adicional encontrado é que são poucas as empresas com pessoal capacitado para poder compreender e julgar qualidade tecnológica de algoritmos. Assim, a reputação de uma grande marca pode ajudar muito nestes casos.

O mercado nacional tem preconceito em adotar tecnologia interna?
Reputação é algo que se conquista. Startups brasileiras que desenvolveram o próprio algoritmo ou arquitetura de solução como a 99Taxi, a QuintoAndar, a Inloco Mídia e a Oiti Tech conseguiram alcançar bastante sucesso. A qualidade das soluções normalmente prevalece. Veja o caso da 99Taxi, que entrou no mercado para disputar com gigantes como a Uber e a Cabify. Isso é muito relativo. Acredito que o mercado tem preconceito com soluções ruins.

Que avaliação faz do momento pelo qual está passando esse mercado?
Empreender no desenvolvimento de algoritmo é um mercado muito promissor. Há uma carência enorme de boas soluções em várias indústrias de diversos segmentos. Do outro lado, como ainda há muita dificuldade por parte dos tomadores de decisão em compreender todo o potencial destas novas tecnologias disruptivas que envolvem inteligência artificial e blockchain, por exemplo, há o desafio adicional de educar o mercado e de mudar a mentalidade.

Fonte: Estadão

Como as ferramentas de marketing digital podem impulsionar as vendas durante a black friday

Mas, para que as marcas possam se destacar da concorrência e aumentar as suas vendas é preciso realizar promoções e ações para engajar os clientes. O uso de ferramentas de marketing digital tem sido um ponto fundamental nas estratégias de divulgação, pois permite que os lojistas se aproximem do seu público e estejam presentes em todos os canais de comunicação. “Proporcionar uma experiência diferenciada, surpreendente e única para os clientes é fundamental e imprescindível para melhorar a jornada de compra dos consumidores. O uso de ações de push, mala direta, sms com campanhas promocionais pode ajudar a alcançar esse objetivo”, afirma Israel Nacaxe, COO da Propz, empresa que oferece soluções de CRM, inteligência analítica e big data que entendem, predizem e reagem ao comportamento de consumo em tempo real e de forma automatizada.

Segundo dados do Google, 82% das pessoas que compram alguma coisa durante  a Black Friday, fazem isso online. Para ajudar nesse processo, alguns empreendedores do segmento mostram como as ferramentas de marketing digital podem impulsionar as vendas durante a Black Friday:

Comunicação assertiva e investimento em marketplaces Oferecem condições especiais para novas compras é também uma forma de fazer o cliente

comprar de novo. Segundo Sidney Zynger, diretor de marketing do Bling, sistema de gestão empresarial (ERP) online para micro e pequenas empresas,  a jornada do consumidor é orgânica e não guiada apenas por um evento ou promoção. “Na Black Friday, as pessoas estão mais dispostas a arriscar com marcas que não conhecem. Esse pode ser o início de uma relação com novas lojas. É importante não focar apenas nesta data, pois muitos reservam suas compras para os dias antes e depois do evento: quase 40% das vendas do período ocorrem fora da sexta-feira. Isso pode acontecer devido a ofertas pontuais, e por isso que o empreendedor deve ficar atento para aproveitar ao máximo os sinais de intenção do consumidor”, explica.

Para Dannyel Filgueiras, CEO da Epicom, plataforma para gestão de marketplaces, investir em uma ferramenta que viabiliza produtos em múltiplos ambientes simultaneamente é essencial para que o negócio dê certo. “Por meio da Epicom, por exemplo, os clientes conseguem aumentar sua exposição, vendas, além de otimizar o tempo de gestão em um único ambiente”, explica.

 

Conheça o seu público-alvo

Para Jordão Bevilaqua, Head de Marketing da Xtech Commerce plataforma que cria lojas virtuais para pequenas e médias empresas, você precisa primeiramente conhecer o seu cliente, saber onde ele está, como ele se comporta, quais são seus hábitos de compra, como ele prefere pagar e receber suas mercadorias. “O comportamento do seu cliente vai determinar como o seu negócio gira. Saiba onde ele mais te procura, por exemplo se é pelo Instagram, pense em maneiras de marketing através desta rede social”. Pense em quais mídias as ações de marketing serão veiculadas, qual é objetivo dessas ações e o público que deseja atingir.

 

Mantenha um bom relacionamento com seus clientes

Os consumidores estão cada vez mais curiosos, impacientes e exigentes. Isso significa que os esforços devem ser direcionados em entender as necessidades deste público e oferecer soluções personalizadas, de forma única e diferenciada. “As pesquisas por produtos e marcas aumentam significativamente antes da Black Friday, o que oferece uma grande oportunidade aos lojistas para chamar a atenção do seu público e iniciar a construção do relacionamento com o cliente”, explica Gustavo Hana, CEO da GhFly, agência referência em marketing digital e performance.

Outra maneira de garantir que as marcas tenham um relacionamento de confiança com os seus consumidores é agir de forma transparente e sincera. Por isso, é importante que as opiniões sobre a experiência de compra que são feitos sobre os produtos comercializados pela loja sejam publicados em todos os seus canais de comunicação. “Principalmente durante a Black Friday os consumidores investem seu tempo para buscar opiniões e histórias reais desses itens de interesse, por isso essas avaliações de produto e loja precisam ficar disponíveis, para que elas sejam usadas na tomada de decisão de compra”, ressalta Tatiana Pezoa, CEO da Trustvox, primeira certificadora de reviews.

 

Invista em conteúdos audiovisuais

Os vídeos são ferramentas poderosas para entreter e vender mais na internet. Além dos benefícios mais facilmente mensuráveis, como aumento do tempo médio de permanência no site e consequente melhoria no ranqueamento e SEO, com vídeos é possível posicionar melhor a marca no mercado e na mente do consumidor, criando uma melhor experiência de compra. “Para produzir vídeos que convertem é preciso elaborar materiais curtos e usar muito storytelling. Evite colocar preços de produtos/serviços nos vídeos, isso vai facilitar muito a manutenção dos materiais no futuro, evitando perda de tempo com edições desnecessárias. Outra dica importante é usar a Lei do Pareto: 80% de entretenimento e 20% de propaganda, conseguindo assim passar as informações mais importante para gerar engajamento”, explica Pedro Filizzola, CMO da Samba Tech.

Atenção na estratégia

Hoje já existem muitas ferramentas consagradas no meio digital para que as empresas escolham quais as melhores para a data. Mas, para Eduardo Prange, CEO da Zeeng, o cuidado a se tomar é a estratégia. “Atenção total para não lesar uma relação construída com estes novos clientes durante o período de descontos. No fim das contas falamos de baixa de preço, mas não gaste suas forças apenas oferecendo grandes descontos. É fundamental atrela-lo também à qualidade do seu serviço e à experiência desse consumidor com a sua marca”.

 

O impacto do marketing digital na Black Friday

Para os lojistas está sobretudo a democratização do espaço que antigamente era apenas dos gigantes. Hoje, todos podem gerar conteúdo para a internet, agregar valor para a sua audiência, aparecer para o público e ser lembrado por ele durante o ano todo.

Até mesmo anunciar ficou mais fácil e barato. Antes a publicidade se resumia em TV, jornal e revista, o que era muito custoso para a maioria das pequenas e médias empresas. Hoje, com o Facebook Ads e o Google AdWords, por exemplo, é possível impactar sua audiência com um capital bem mais modesto, além de conseguir mensurar o que está dando mais ou menos resultado, otimizando seus investimentos e aumentando suas chances de sucesso. Tudo em tempo real e na palma da mão.

Para Roberto Rocha, CMO da leadlovers“Quanto mais presente você estiver no dia a dia do seu público durante todos os dias do ano, mais resultados terá na Black Friday ou em qualquer outra data importante para o comércio”.

Segundo Filgueiras, da Epicom, é fundamental que os lojistas se preparem para oportunidades reais. “Hoje, a Black Friday tornou-se uma ótima forma de renovação e giro de estoque parado. Lançamentos também ocorrem e são aguardados pelo consumidor. Por isso, eles têm antecipado sua atenção e monitoramento sobre itens de seu interesse. por isso, acredito que é necessário oferecer de fato alguma vantagem”, finaliza.

Fonte: adnews

SEO é mais importante que palavra-chave

*por Betto Alves, coordenador de marketing na SEMrush

Estar em primeiro lugar nas pesquisas de sites de busca é importante, mas é preciso ser realmente a solução relevante que as pessoas procuram. É preciso oferecer mais! Por isso, o trabalho de SEO (Search Engine Optimization) se torna muito mais do que apenas o foco em palavras-chaves e, sim, um projeto que deve ser analisado continuamente, a longo prazo, dentro da sua estratégia de marketing digital.

Mas, quais técnicas de SEO são importantes além de trabalhar uma lista de palavras chave específica para o seu negócio? Conheça outros pontos importantes para destacar no seu projeto e acompanhar de perto, diariamente, para não ter problemas na hora da indexação.

Site responsivo

O acesso mobile cresce cada vez mais. Por isso, ter um site responsivo não é mais um diferencial, mas sim obrigação! Isso porque, ter um site que se adeque aos mais diferentes formatos de aparelhos, contribui para oferecer uma melhor experiência para o usuário e diminui a taxa de rejeição, por exemplo.

Ter um site responsivo, também é fundamental para uma boa indexação em sites de busca com o Google. Isso porque, quando uma busca é feita por um dispositivo móvel, ele dá preferências aos sites que tem essa opção, otimizando o tráfego orgânico.

Outro fator importante, é que desde março de 2018, o Google anunciou que prioriza a versão mobile de um site na hora de indexá-lo, tornando os sites mobile, muito mais importantes para o buscador do que o mobile.

Velocidade de Carregamento e Arquitetura de site otimizada

Além do site se adequar aos mais diferentes formatos de tela disponíveis hoje no mercado, outros dois pontos são importantes para um bom desempenho na sua estratégia de SEO. São eles: velocidade de carregamento e arquitetura de site otimizada.

O Google dá atenção a páginas que carregam mais rápido. Isso significa que de nada adianta ter um site cheio de imagens lindas e detalhes cativantes se os arquivos e imagens demoram minutos para carregar. A lentidão no carregamento do seu site, pode afetar negativamente todo o seu projeto de otimização.

Quando falamos sobre design e estrutura do site, também é preciso ficar de olho. O usuário precisa encontrar com facilidade o que ele procura. O seu site precisa ser, acima de tudo, extremamente útil. Por isso, as informações das páginas precisam estar organizadas de maneira hierárquica.

Tags

Bom SEO, é sinônimo de bom conteúdo. Por isso, é importante ficar atento aos conteúdos que você produz em sua página e principalmente as TAGs de suas páginas. Sendo elas:

Tag de título: essa tag deve ser cativante para ajudar os rastreadores a encontrá-la com mais facilidade. Na criação desta tag, você precisa se atentar a títulos duplicados que podem confundir os seus clientes.

Tag H1: esta tag também é importante para os rastreadores e usuários entenderem o seu conteúdo. Robôs de pesquisa usam o H1 para ter uma ideia do que a sua página fala. Essa tag também contribui para que o seu texto fique mais estruturado e crie um conteúdo escaneável.

Meta descrição: uma meta descrição bem feita pode ser o grande diferencial para gerar o clique para o seu site. Por isso, ela se torna tão importante para o seu negócio. Sempre que seu link aparecer em uma pesquisa, essa descrição aparecerá logo abaixo falando sobre o conteúdo daquela página. Vale também o cuidado com meta descrições duplicadas, pois elas podem atrapalhar os buscadores a entenderem o que é realmente relevante.

SSL

O seu site é um site seguro? O SSL é uma chave de segurança que cria uma conexão segura com a internet e garante que não haja problemas de invasão durante a troca de dados. Este dado agora, é um dos fatores de rankeamento do Google. Assim, hoje o HTTPS, gerado pelo certificado SSL, permite que o Google Analytics identifique a fonte de tráfego de qualquer site para qualquer endereço.

É preciso verificar se o seu certificado SSL está atualizado, se ele ainda é válido, registrado no domínio correto e se não gera notificações perturbadoras para o seu usuário. Quando falamos de adicionar este protocolo seguro para o seu site, é preciso ter cuidado para não se deparar com redirecionamentos ausentes para não resultar em ranqueamentos mais baixos.

Lembre-se: ao adicionar o SSL em seu site, atualize os links internos e seu sitemap com URLs em HTTPs.

Estratégias com links

SEO é muito mais do que palavra-chave. Ao fazer a otimização de sites é fundamental estar atento também a uma estratégia de links. Afinal, são eles que vão guiar as pessoas dentro do seu site. Desde a construção das URLs até os links de direcionamento.

Por exemplo, uma URL pode afetar negativamente a indexação e classificação do seu site. Assim, usar hífens entre as palavras, ajuda muito a construir URL amigáveis e a evitar problemas e a não atrapalhar a legibilidade para robôs e humanos.

Ao trabalhar técnicas de link building, tome cuidado também com os links quebrados, para não gerar uma experiência uma experiência ruim com os seus usuários. Busque sempre estar relacionado a sites de referência, já que, quanto mais importante o link te indicou tem, mais relevância você também terá pelo site de busca!

Fique atento também a quantidade de links em uma mesma página para que seu site não pareça um spam.

Trabalhe bem com as mídias sociais

Esteja presente nas mídias sociais. Tenha um perfil mais próximo e dinâmico no relacionamento dos seus clientes. Utilize imagens que podem viralizar e produza posts de qualidade. Investir em links externos também te ajuda, já que quando você divulga os seus conteúdos nesses canais, você é visto positivamente pelos mecanismos de busca, já que o alcance orgânico do seu material e contribuindo para que estes endereços fiquem bem posicionados.

Qualidade de Conteúdo

A qualidade e o tamanho do seu texto são extremamente importantes. O seu conteúdo precisa ser relevante para o Google, não pode ser um texto sem nexo criado com o planejador de palavra chave, que não faça sentido e faça com que o leitor desista em minutos. Ele precisa encontrar o que ele busca!

Como resultado deste bom trabalho, quanto melhor for o texto que você criar, mais chances tem dele estar no topo da busca orgânica!

Análise de concorrência

Estar de olho nos seus concorrentes pode ser um grande diferencial. Assim, você pode aproveitar todas as brechas e falhas de estratégia de SEO que ele não executa para aumentar o seu volume de buscas e alcançar melhores resultados.

Visto todos esses detalhes, fica claro que a pesquisa de palavras-chave é apenas um pequeno detalhe para otimizar o seu site e ter destaque nas páginas do Google. Para isso, é ter ferramentas que te auxiliem nesse projeto, como a SEMrush.

Ferramentas para a construção de estratégia

Hoje, a SEMrush possui o maior banco de dados de palavras-chaves do Mundo. São mais de 8 milhões de palavras-chaves, nos mais diferentes idiomas, para te ajudar no seu planejamento de pesquisa. Com uma rápida pesquisa, é possível uma visão geral das palavras escolhidas, a dificuldade de cada uma e insights para criar tráfego orgânico.

Mas, não é só isso, a ferramenta também contribui com um relatório completo com análise do site de seus clientes, mostrando o relatório de posições, as lacunas de palavras-chave, um relatório de backlinks dos concorrentes e uma análise de tráfego consistente.

Comentamos sobre a importância da criação de um forte portfólio de backlinks. Com a SEMrush você conseguir analisar os seus backlinks, criar uma auditoria e ainda contar com uma ferramenta especializada de linkbuilding.

Alguns detalhes em um projeto de SEO são mais difíceis de serem mapeados, entre eles erros de SEO on-page, como links quebrados, erros em tags e meta descrição. Uma maneira fácil de solucionar esse problema é o nosso Site Audit e o ON Page SEO Checker.

Conheça essa e outras ferramentas de SEO da SEMrush em nosso e-book. Você pode também baixar um checklist completo para conferir quais itens de SEO, além das palavras-chaves, precisa implementar no seu negócio.

Fonte: Canal Tech

O enorme poder do marketing digital

O marketing digital é hoje uma necessidade incontornável para as empresas, grandes e pequenas, em qualquer sector. Na conferência “Futura”, organizada pelo Negócios, vamos debater as grandes tendências do marketing digital.

Há conferências e palestras que não se esquecem. Nunca me hei-de esquecer da aula de Michael Wade, professor da IMD, em Lausanne, que no Verão de 2017 explicou a uma sala apinhada a estratégia de marketing digital da campanha eleitoral de Donald Trump. Como ao início o presidente escarnecia das redes sociais e como depois elas se tornaram, graças ao Facebook e à Cambridge Analytica, uma arma decisiva.

O escândalo só rebentaria meses depois, em Março deste ano, quando a jornalista do The Guardian, Carole Cadwalladr, contou ao mundo a forma como na campanha foram usados dados pessoais cedidos pela maior rede social do mundo, sem consentimento dos utilizadores. Quem esteve na sala a ouvir o Michael Wade, além de um arrepio na espinha, ficou com uma demonstração muito real do poder do marketing digital.

Nunca como antes os “marketeers” tiveram ao seu dispor ferramentas tão poderosas para conhecer o cliente, chegar ao cliente, interagir com o cliente e, o mais importante para as marcas, ganhar o cliente. O “big data“, a inteligência artificial ou o “machine learning” abriram possibilidades imensas e há novas a surgir a cada dia que passa.

O tema do marketing digital não é uma moda, é já hoje uma realidade incontornável para as empresas, transversal a toda a organização. Ciente dessa importância, o Negócios, em parceria com a Omnicom MediaGroup, organiza a Futura, uma conferência que junta oradores de prestígio internacional e nomes de grande relevo nacionais para falar sobre as grandes tendências do marketing digital.

Fonte: Jornal de Negócios

Segurança e acesso a dados preocupam times de analytics

Estudo da MicroStrategy mapeia o estágio da incorporação de boas práticas de gestão de dados em empresas no Brasil e no mundo

Cerca de 78% dos profissionais brasileiros que trabalham com dados e ferramentas de analytics acreditam que suas empresas estão utilizando tecnologias de dados de maneira efetiva. Para 75% deles, estas tecnologias tem cumprido um papel importante na transformação digital de suas organizações.

Os dados são da MicroStrategy (MSTR), empresa que oferece plataformas de análise de dados e softwares de mobilidade ao mercado. A companhia realizou um estudo com 500 profissionais das áreas de analytics e BI para descobrir o estágio da adoção de práticas da analytics nas empresas.

A pesquisa Global State of Enterprise Analytics foi realizada em abril com respondentes da Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos e Brasil, em parceria com a consultoria de pesquisa Hall & Partners. Os participantes representam empresas com entre 250 e 20 mil funcionários.

Segundo 62% dos brasileiros que participaram da pesquisa, a principal aplicação de ferramentas de analytics está na orientação de estratégias. Já 57% buscam usar dados para sistematizar processos e otimizar custos. Mais da metade usa dados para monitorar o desempenho financeiro da empresa e gerenciar riscos de mercado. Usar dados para desenvolver produtos e atrair clientes, por sua vez, está no escopo de 45% dos profissionais brasileiros.

Ainda, 6 em cada 10 profissionais brasileiros dizem obter mais eficiência e produtividade dos processos de trabalho com o apoio de dados. As áreas que mais fazem uso de ferramentas de analytics são TI, finanças e Serviços ao Consumidor.

Quando questionados sobre as tendências que terão os impactos mais significativos sobre as práticas de analytics nos próximos cinco anos, os entrevistados brasileiros ranquearam tecnologias de cloud computing, big data e inteligência artificial como as mais relevantes.

Profissionalização dos departamentos de dados

A pesquisa identificou que 62% das empresas brasileiras já contam com um chief data officer (CDO) e 17% estão considerando criar uma posição voltada para a gestão de dados. De forma a otimizar seus processos de gestão, 46% consideram migrar toda sua estrutura de TI para a nuvem e 80% planejam investir mais em analytics nos próximos anos. Ainda, 77% das empresas brasileiras planejam investir na contratação de talentos com especialidades analíticas em um futuro próximo.

Desafios

Apesar do olhar atento às disciplinas ligadas a dados, muitas empresas ainda esbarram em problemas que impedem a consolidação de práticas de analytics. De acordo com 48% dos brasileiros participantes, a principal barreira para o uso de data e analytics em suas empresas é a preocupação com a segurança de dados. Em segundo lugar, segundo 30% dos respondentes, está a falta de treinamento para os profissionais, e, em terceiro, o acesso limitado aos dados da organização, conforme apontaram 27% dos participantes.

O uso de soluções tecnológicas pouco amigáveis ao trabalho com dados é um empecilho para 23% dos profissionais. Além disso, 20% acreditam que suas empresas não possuem uma estratégia orientada para dados e que o uso de analytics não é uma prioridade para os executivos.

Fonte: Meio & Mensagem

Netshoes é empresa varejista mais digital, diz E-Consulting

A consultoria nacional E-Consulting Corp. analisou as maiores empresas com negócios no varejo para saber quais estão mais avançadas e consolidadas no que tangem aos conceitos e práticas de Transformação Digital em seus modelos de negócio.

O objetivo do estudo foi medir como o varejo usa os elementos da Transformação Digital de forma inteligente, tanto de dentro para fora, como de fora para dentro. As empresas que oferecem a tecnologia de maneira mais funcional, indo além do quesito inovação, foram as que tiveram mais destaque na análise. “Não é só adquirir novas tecnologias. É saber adotar”, diz Daniel Domeneghetti, CEO da E-Consulting e responsável pelo estudo “Régua da Transformação Digital no Varejo”.

O levantamento confirma o atual movimento do varejo brasileiro de, cada vez mais, incluir o digital no modelo de negócio, sendo considerado o “novo básico” para atender os consumidores. De acordo com o Domeneghetti, ter e-commerce ou aplicativo desintegrado não será vanguardismo nos próximos anos.

“O digital é o novo básico para o varejo. Por isso, a inovação estará ligada em saber trazer os benefícios da transformação digital no dia a dia e no relacionamento com cliente. E essa virada vai acontecer por meio de novas competências, como prototipação, design, experiência de compra, jornada, experimentação, analytics, Big Data, cloud, as a service, conexão, simultaneidade, algoritmos, colaboração e integração”, pontua o executivo.

Segundo o levantamento, a Netshoes foi considerada a organização que mais tem evidências e elementos ligados à Transformação Digital. Com DNA 100% digital, o e-commerce de calçados e artigos esportivos conquistou nota 4,0 – o máximo era nota 5,0 – por fortalecer sua atuação em marketplaces B2B, usar Blockchain em seu modelo de gestão, desenhar ofertas e serviços nativos digitais sempre com foco na melhor jornada de compra do consumidor e inserir inovação colaborativa.

A lista também reúne gigantes como: B2W (3,75), Home Refil (3,67), Supermercado Now (3,60) e Grupo Pão de Açúcar – GPA (3,40). Confira:

Metodologia

A E-consulting usou instrumentos de pesquisa como cliente oculto, enquetes on-line, inteligência competitiva, análise de mídias sociais, premiações, posições em rankings do setor. Entrevistas com executivos do varejo e com clientes, além de parceiros tecnológicos também serviram de base para concretizar os resultados do estudo “Régua da Transformação Digital no Varejo”

As notas do ranking, pontuadas de 0 a 5, foram construídas com base em diversos critérios que materializam o processo de competitividade a partir da transformação digital tanto internamente, envolvendo a apuração de sistemas de gestão, investimentos em TI, metodologias avançadas, organização produtiva e plataformas, bem como externamente. Ou seja, a partir da avaliação de seus diferentes stakeholders, tais como consumidores, clientes, funcionários e especialistas em consumo no varejo.

Fonte: ecommercebrasil

33% dos brasileiros já compartilharam fake news, diz estudo

Cerca de 49% das pessoas disseram que nem sempre sabem identificar o que é ou não falso.

A MindMiners, startup brasileira especializada em pesquisas digitais, realizou um estudo para entender como os brasileiros enxergam a questão da privacidade de dados na era do Big Data. Um dos pontos discutidos no estudo foram as famosas fake news. 82% dos respondentes disseram que usam as redes sociais como fonte de informação e 33% já compartilharam um conteúdo falso. O mais incrível é que 49% das pessoas disseram que nem sempre sabem identificar o que é ou não falso.

Um outro ponto alarmante desse estudo são as questões da privacidade de dados, 62% dos respondentes disseram que se preocupam com a segurança de dados, mas em contrapartida, mais da metade dos entrevistados não se importariam em compartilhar seus dados se soubessem que estariam beneficiando outras pessoas comum.

 

Fonte: ipnews

O uso estratégico do dados não está transformando só a indústria, também mudará a vida humana como a que conhecemos hoje

Charles Darwin fez múltiplas contribuições para a Teoria de Evolução, mas uma das mais importantes está relacionada à capacidade de adaptabilidade dos seres humanos. Como o cientista afirmou, “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Em outras palavras, quem não se adapta, acaba se extinguindo.

Será que hoje essa afirmação é válida? Mesmo que não precisamos ser nômades, nem caçar animais para sobreviver. Contudo, algo que continua sendo essencial é a capacidade de adaptar-se aos novos ambientes. O mundo corporativo é um claro exemplo disso, já que se uma empresa não se adapta às demandas do mercado, provavelmente vai tornar-se pouco competitiva e infelizmente pode falir diante de outros concorrentes que souberam se adaptar.

Agora, a pergunta é se os seres humanos  estão preparados para adaptar essas novas tecnologias? Ou simplesmente vão sumir assim como as outras espécies? Sem dúvidas, a humanidade não vai se extinguir, pelo menos não nos próximos séculos. O fato, contudo, é que as pessoas precisam usar a seu favor tecnologias como machine learning, inteligência artificial, big data, junto com um elemento que a acompanha desde tempos primitivos: a paixão pelos dados e métricas.

Fonte: itforum365