Maturidade em data driven passa por empoderar, diz CEO

A definição é do Gartner, e vai em linha com o cenário atual da maioria das empresas, de todos os portes, do país, segundo análise de Douglas Scheibler, especialista em Business Intelligence e Business Analytics e CEO da BIMachine.

“Mesmo entre as grandes companhias, ou entre aquelas que já investem há algum tempo em tecnologias como BI, BA e Big Data, o conceito data driven ainda não é totalmente maduro e está mais na esfera do desejo do que da realização”, afirma Scheibler.

Analisar, entender, propor, melhorar: todas estas são tarefas que precisam fazer parte do cotidiano das equipes de uma empresa, sejam elas de que setores forem

Para evoluir este quadro, o executivo sugere que cada área de negócio esquadrinhe suas demandas, capacidades e defina sua própria estratégia de ação e gestão com foco em dados.

“Pode parecer um tanto radical, mas, no fundo, é bastante prático. E, o melhor: provê um conceito de liberdade para o usuário que é, sem dúvida, a ignição que muitas organizações precisam para crescer em inovação”, avalia o CEO.

O Gartner recomenda que todas as áreas de negócio enxerguem Data e Analytics como fatores críticos para a tomada de decisões – ou mesmo para a orientação de tais desígnios junto a superiores.

Do ponto de vista da tecnologia, se cada departamento tiver a liberdade para trabalhar com os dados que possui em relação às demandas com que convive e com os planos/ações que precisa definir, o resultado será uma empresa mais produtiva no geral, com foco melhor direcionado a seus mercados-alvo e maior garantia de assertividade nas decisões finais.

Para tanto, segundo Scheibler, é preciso, em primeiro lugar, dispor de ferramentas que possibilitem o exercício de tal liberdade. O especialista defende que de nada adianta imbuir equipes de uma cultura orientada ao uso dos dados se estes mesmos times não conseguirem extraí-los, organizá-los, analisá-los.

Indo nesta linha, um BI ou BA que dependa da TI para extração ou geração de todo e qualquer dashboard, gráfico, painel ou outro material afim não trará evolução, já que voltará as empresas a um modelo engessado que já está ultrapassado.

“Trata-se não apenas de dar recursos tecnológicos aos colaboradores e aos departamentos: é preciso ir além e dar-lhes também poder. Empoderar o usuário é o mote da tecnologia atual, que está realmente comprometida com os resultados de negócio”, analisa o CEO.

Não por acaso, a já citada análise do Gartner descreve o cenário atual, de imaturidade em relação ao uso de dados nas corporações, como um quadro de erros, repetições, retrabalhos e atrasos em todos os processos corporativos.

Um cenário que pode ser mudado, mas a mudança requer transformar o mindset do simples fornecimento de soluções para um mais complexo – e muito mais produtivo – envolvimento de todos com tais ferramentas.

“Analisar, entender, propor, melhorar: todas estas são tarefas que precisam fazer parte do cotidiano das equipes de uma empresa, sejam elas de que setores forem. O uso virtuoso de dados, bem como o poder para fazê-lo, precisa se tornar rotina geral para que os ganhos de negócio também se tornem”, salienta o especialista.

Fonte: Inforchannel

Data driven marketing: sua marca é orientada por dados?

marketing digital ampliou a possibilidade das empresas de possuírem uma comunicação com maior eficiência e uma maior disponibilidade de informações, além de mais conhecimento sobre o mercado e seus consumidores. Em um mundo cada vez mais tecnológico, aumentou a oportunidade de acesso e armazenamento de diversas informações referentes as empresas e clientes. Entretanto, com esses benefícios, a transformação digital trouxe uma dor de cabeça para empresas e agências, que é o grande volume de dados coletados, além disso, foi preciso se adaptar a um universo corporativo que está cada vez mais dinâmico e competitivo.

Quando se tem um enorme volume de informações armazenadas e uma grande necessidade de ser assertivo em um curto prazo para se diferenciar da concorrência, é preciso fazer esse grande volume de dados trabalhar a nosso favor, afim de aumentar a automação de processos para que as empresas possam direcionar seus esforços para a estratégia do negócio e tomar decisões através de dados. Sendo assim, grandes empresas estão adotando a estratégia de Data Driven Marketing. Mas afinal o que é isso?

A grosso modo o significado de Data Driven Marketing é: Marketing dirigido por dados. Ou seja, a tomada de decisão está relacionada através de dados que se torna o grande ponto central que influencia em toda ação da organização. O Data Driven permite ter uma visão 360 graus do seu produto, assim é possível compreender seus clientes com uma visão mais profunda e de forma completa, como seus costumes, necessidades, interesses e principalmente, saber em qual momento de compra que eles se encontram. Além de apontar novas tendências, novos canais e novas formas de consumo. Essa metodologia se baseia em algoritmos que cruzam esses dados que resultam em insights para otimizações de campanhas, investimentos de mídia e decisões de marketing. Atualmente é possível integrar diversas informações e junta-las em dashboards que ajudará a analisar de forma preditivas, as forças, oportunidades e fraquezas com informações importantes que ajudará no sucesso para sua empresa.

Para que uma empresa possa se tornar um Data Driven e alavancar seus resultados, é preciso ter os cincos (5) pilares que segundo o Google, devem ser estruturados dentro de sua empresa, que são; pessoas, processos, dados, assets e tecnologia.

Pessoas: É necessário que tenham pessoas especializadas neste assunto dentro da empresa. Por se tratar de um assunto complexo, as organizações devem apostar na contratação de cientista de dados (trabalha na união entre matemática, negócios e sistemas de informação), além de um CDO (Chief Data Officer) que contribuirá para essa transição.

Processos: É fundamental que aconteça uma integração completa dos dados obtidos para que não se tenha informações perdidas e que possam ser disponibilizadas na nuvem para cada funcionário de acordo com sua necessidade. E assim, agilizando o processo como um todo.

Dados: No universo digital, os dados sempre são armazenados, porém sabemos que nossos clientes vivem tanto no online e no off-line, e assim é preciso ter os dados dos dois lados para que possam ter informações de forma eficiente.

Assets: Os assets estão ligadas as propriedades digitais de sua empresa e um dos pontos mais importantes está relacionado a velocidade móvel. Pois mais da metade dos consumidores abandonam sites móveis, quando não carregam em menos de 3 segundos. Segundo o próprio Google, 75% dos sites mobile das maiores marcas do Brasil demoram mais de 20 segundos para carregar. Isso resultam em dados de clientes que não são capturados.

Link para testar a velocidade do seu site mobile: http://twixar.me/PNkn

Tecnologia: A tecnologia em prol da jornada do consumidor é necessário. Pois 60% dos consumidores passam pelo digital antes de efetuar uma compra. Sendo assim é necessário para alimentação de um big data que permite juntar diversas fontes de dados e disponibiliza-las de forma fácil e eficiente para os colaboradores da empresa, tudo isso em conjunto, aumenta o poder do seu marketing digital, sendo uma das chaves do sucesso da corporação.

Para iniciar a caminhada em direção ao data driven, não é necessário de grandes esforços. Porém, o melhor caminho é testar a velocidade de seu site e fazer as adaptações necessárias. Utilizar o Google meu negócio com o intuito de atrair mais clientes. O Google  meu negócio é uma ferramenta que permite compartilhamento de informações de sua empresa física e a possibilidade de coletar informações sobre a experiência do consumidor com a sua marca. Além disso, adotar uma plataforma de analytics para reunir dados coletados e utilizar ferramentas para dastboards como data studio por exemplo, já é um grande começo. Essa transformação é uma necessidade para que as empresas possam manter sua competitividade.

Fonte: Jornal 140

#CaseZeeng – WoW – Como acelerar uma Aceleradora?

Vídeo Case da WoW, uma das principais Aceleradoras de Startups do Brasil, que adotou o Data Driven Marketing em suas estratégias de comunicação e obteve retorno rápido e extremamente representativo.

Para nossa satisfação a gente bateu o recorde no número de inscrições na última turma, com aumento de mais de 50% no número de inscritos, em relação a turma anterior. Com certeza eu recomendo a Zeeng. Pela nossa experiência fez muita diferença para o nosso trabalho. (André Ghignatti, CEO da WoW Aceleradora).

Desafio: Como acelerar uma Aceleradora?

Estratégia: Adoção da Plataforma Zeeng para analisar e tomar decisões assertivas baseadas nas evidências informacionais de sucesso dos players atuantes no mercado de atuação.

Resultado: Duplicação do volume de inscrições, de forma qualificada, no processo seletivo das startups, ampliação da Encontrabilidade em mecanismos de busca, publicações de destaque nas Redes Sociais e evolução do posicionamento da marca no ambiente digital através do Zeeng Score, pulando da nona para a quarta posição entre os players monitorados.

Acho que o maior desafio de fazer a comunicação para uma aceleradora de startups está em equilibrar a balança entre o volume de startups inscritas nos processos de seleção e a qualidade delas. (Thiago Mohr Patusco, WoW Aceleradora)

Ficou interessado?

Como o marketing holístico reduz a distância entre a marca e o sucesso

Quem não conhece a famosa frase “A união faz a força”? Pois então, ela traduz, de forma simples, o caminho do sucesso. Afinal, ninguém consegue chegar ao êxito sozinho. Aí você me pergunta ”Como assim Prange? Eu tenho conquistas individuais!”. Claro, você tem seus méritos, mas o que eu quero dizer é que ninguém consegue alcançar grandes objetivos sem ajuda em algum momento da caminhada.

Nessa perspectiva, Steve Jobs precisou de Ronald Wayne e Steve Wozniak para fundar a Apple, a maior empresa do planeta. Entrando no mundo da internet, Larry Page precisou da parceria de Sergey Brin para criar o Google. Não está entendendo onde eu quero chegar? Quero chegar a um assunto que está transformando o mundo dos negócios, o marketing holístico. Esse conceito diz que uma empresa, assim como os personagens que citei anteriormente, não deve atuar de forma desconexa, muito menos enxergar barreiras entre departamentos internos, para alcançar assim novos patamares de produtividade.

Como o marketing holístico quebra silos

Em tempos tecnológicos, o que não faltam são fórmulas prontas para chegar ao sucesso, independente da área. Vídeos e mais vídeos no youtube prometem o dobro do faturamento em algumas semanas. Postagens nas redes sociais garantem ter o segredo das vendas. Mas na execução não é bem assim. Para aumentar o potencial de uma empresa no mercado, implementar iniciativas e inovações soltas não é o suficiente. E é aí que entra o marketing holístico.

Nessa perspectiva, não basta ter ideias específicas para atender as necessidades de cada setor se o conjunto como um todo não for alinhado. Com estratégias separadas por departamentos, os silos ganham força e a tendência é que as ações e decisões tomadas sejam desconexas e ineficazes, impedindo que a empresa cresça.

Porém, trabalhando com práticas holísticas de integração entre as partes, é possível criar um ambiente muito diferente do qual descrevi acima. Ou seja, muito mais sólido e preparado para integrar os setores de forma única, captar novos clientes e satisfazer os já presentes, superando os resultados esperados.

É desafiador? Muito! Vai dar trabalho? Vai! Mas só saindo da zona de conforto que se consegue avançar de forma holística. E entre os benefícios, estão não só o aumento da produtividade, mas a possibilidade de chegar a melhores resultados de negócio, transformando o trabalho das equipes, que passam a compartilhar ideias e experiências e criar juntas iniciativas muito conectadas com os princípios da empresa.

O paralelo com o sucesso

Como visto antes, o sucesso não é algo construído sozinho, assim como não cai do céu. É preciso estar sempre pronto para a colaboração e para gerar novas soluções de negócio. E, nessa mesma perspectiva, caminha o marketing, que alcança melhor os seus objetivos quando não tratado de forma solitária. A aproximação com as equipes comerciais, de vendas e de produtos, ou seja, o trabalho conjunto, promove melhorias para as iniciativas da área e, consequentemente, para a empresa como um todo.

Por outro lado, ao falar do todo, é necessário estar a par não somente do que acontece dentro da própria empresa, mas também com os concorrentes. Por exemplo, os gestores nunca podem ficar por fora das últimas ações e movimentos feitos pelas outras marcas. Isso porque, em um mercado tão competitivo, é indispensável ter uma visão 360º em relação às tendências e novidades surgidas no seu contexto de negócio.

Para isso, as informações existentes no ambiente online podem ser suas grandes aliadas. Por meio do acesso aos dados gerados no digital é possível perceber que os algoritmos nos encaminham para as respostas e que eles são ferramentas poderosas que nos auxiliam a reconhecer o que está bombando nas mídias sociais e quais estratégias estão sendo usadas pelo seu concorrente para engajar mais o público.

A partir disso, você começa a identificar o verdadeiro potencial que a coleta e a análise de informações pode ter para o seu negócio e para o desempenho das suas equipes. Percebe que elas funcionam como um instrumento essencial para as práticas holísticas ao permitir que informações precisas da concorrência ou até mesmo da performance das suas próprias ações e campanhas sejam usadas para direcionar estratégias futuras.

O futuro é integrado

Assim como em um casamento, é hora de unir as coisas. Ou seja, integrar os conhecimentos das suas equipes para fazer uma boa leitura do cenários e contextos, cruzando dados e informações da sua própria empresa, com as da concorrência e dos clientes, para que toda e qualquer iniciativa sua seja cada vez mais personalizada. Afinal, é com a junção de times que você terá informações mais completas e poderá identificar as necessidades de cada cliente, oferecendo aquilo que ele, de fato, deseja receber.

É como diz o ditado: “Duas cabeças funcionam melhor do que uma”. Então, nesse contexto, a integração entre áreas e profissionais faz com que diversas perspectivas sejam geradas, produzindo uma discussão heterogênea e mais produtiva. O conflito de ideias leva a empresa a respostas que abrangem uma maior de gama de soluções para os problemas analisados e, dessa forma, tanto a empresa quanto o cliente sai satisfeito com o trabalho exercido.

Portanto, não hesite. Modificar a cultura do negócio implementando novas formas de desenvolver ideias, gerar insights e realizar ações e campanhas é uma ótima maneira de se manter em um mercado tão competitivo. Com o marketing holístico esse poder de transformação ocorre com a agilidade que é preciso ter – o que torna o jogo dos negócios mais interessante. E aqui convido você a pensar, a sua empresa está preparada para essa mudança?

Por Eduardo Prange, Co-Founder e CEO da Zeeng – Data Driven Platform

A importância do big data na prospecção de clientes

Com o mundo em constante transformação, é preciso estar atento às novas possibilidades para se aproximar dos seus públicos de interesse. Principalmente, porque estamos falando de um mercado cada vez mais competitivo onde o diferencial se encontra nos pequenos detalhes.

Isso fica mais complicado se levarmos em consideração a área de comunicação, onde as agências e gestores de marketing têm que buscar sempre novas formas para captar novas contas. Até porque, que hoje em dia não basta escolher um cliente aleatoriamente, é importante que ele tenha fit com a sua expertise e que exista sinergia entre as marcas envolvidas. Nesse caso, uma plataforma de big data é fundamental.

É claro que não basta só captar todas essas informações, pois a grande sacada é saber analisá-las e decidir o que fazer a partir delas. Esse, na verdade, é o “pulo do gato” quando falamos em big data. As plataformas captam grande volume de dados e se não soubermos trabalhar com eles a consequência pode ser negativa. O maior desafio é aplicá-los pensando sempre em quais são os mais adequados para o contexto e as demandas. Afinal, só uma boa análise é capaz de gerar um conteúdo mais rico que atenda as expectativas dos clientes.

Uma reflexão importante que temos que fazer quando estamos prospectando um cliente é que conquistar novos pode custar sete vezes mais caro do que manter os já existentes, como um dos maiores especialistas em marketing, Philip Kotler, já afirmou, além de tomar muito tempo e energia. Sendo assim, é importante acertar o alvo de primeira. Para isso, é preciso estar a par de quem quer impactar e qual a melhor maneira de fazê-lo. Nesse sentido, a análise de dados pode contribuir e oferecer insights relevantes, tornando a proposta mais rica e criativa com as informações que a plataforma permite captar.

Uma boa ferramenta de Web Analytics pode gerar grande volume de dados que facilitem a tomada de decisão. Dessa maneira, fica mais fácil identificar o que seu cliente em potencial precisa, no momento certo e com a aproximação correta. Até porque, assim como o mundo, os consumidores podem apresentar mudanças muito velozes de comportamento devido à sua capacidade de se adaptar às novidades que o mercado oferece. Com isso, picos, quedas e curvas de crescimento são cada vez mais comuns nos gráficos de vendas das empresas.

Em linhas gerais, podemos concluir que muitas empresas já se deram conta que ter dados é essencial para os negócios e têm procurado por soluções e caminhos para fazer o melhor uso de toda essa onda de informação. Afinal “em terra de cego, quem tem olho é rei”, e é imprescindível ter diferenciais para estar sempre à frente.

Fonte: ADNEWS

Data Driven Marketing: saiba o que é e como usar essa estratégia

O uso em larga escala das tecnologias digitais gera uma tonelada de dados por meio de mídias sociais, aplicativos, blogs etc. Coletar, armazenar e decodificar essas informações é uma oportunidade pra entender profundamente o comportamento e os interesses do cliente. É aí que entra o data driven marketing.

A estratégia utiliza dados ricos sobre o consumidor e o mercado, pra tomar decisões mais certeiras. Assim, é possível atingir o cliente em cheio com uma experiência memorável e aumentar a efetividade de todas as ações de marketing.

Quer entender melhor o que é data driven marketing e como colocar essa tendência em prática na sua empresa? Então, continue a leitura!

O que é data driven marketing?

Como o próprio nome sugere, o data driven marketing — em português, marketing orientado por dados — é uma estratégia na qual todas as decisões são tomadas com base na análise de informações concisas. Ou seja, aqui nem o “achismo” nem o “feeling” têm vez. Tudo é guiado pelos dados!

Nesse modelo, o consumidor fica no centro da estratégia. O objetivo é conhecer toda a jornada do cliente e conseguir uma visão mais profunda sobre os desejos e necessidades do seu público. Com base nisso, as ações de marketing podem ser otimizadas e direcionadas pra atender cada comprador de forma individualizada.

Quais são os benefícios para o marketing?

O universo digital está crescendo, e com ele um amplo leque de oportunidades de negócios. O uso de tecnologias digitais gera uma infinidade de dados diariamente. Quando interpretadas, essas informações podem ser utilizadas pelo marketing pra gerar insights valiosos.

De acordo com um levantamento realizado pela International Data Corporation (IDC), empresa global de inteligência de mercado, a quantidade de dados gerados mais que dobra a cada dois anos. A previsão é que em 2020 o volume de dados seja de 44 trilhões de gigabytes.

Todas essas informações podem ser usadas pra otimizar as ações da sua empresa. Uma pesquisa realizada pela Google, em parceria com a Econsultancy, mostra que 93% dos profissionais de marketing concordam que a colaboração entre as equipes de marketing e análise é essencial pra gerar resultado. A seguir, você vai ver as principais vantagens da estratégia.

Segmentação mais precisa

Segmentar em marketing significa categorizar o público com base em interesses e comportamentos semelhantes. Na prática, é isso que permite que você atinja a pessoa certa, na hora certa.

O data driven marketing é uma ótima tática pra aprimorar a segmentação de consumidores. Afinal, com a análise de dados, é possível identificar quem é seu cliente, onde ele está, como ele interage com os diferentes canais e até quais são os horários em que ele está ativo.

Identificação de conteúdos relevantes

Criar ofertas relevantes é um princípio básico pra qualquer campanha na era digital. Mas como oferecer conteúdos adequados para o cliente sem sequer conhecer seus interesses e hábitos de consumo? Impossível, né?

Um dos benefícios do marketing orientado por dados está na possibilidade de identificar o que é relevante para o seu cliente ou não. Dessa forma, você consegue personalizar a comunicação e oferecer mensagens que realmente agreguem valor.

Otimização da experiência do cliente

Experiência é tudo! A vantagem mais evidente do data driven marketing é analisar todas as interações e usar esses dados pra melhorar a experiência do cliente. Afinal, as informações coletadas permitem que a comunicação seja personalizada, e ainda estreitam o relacionamento. Tudo isso resulta em um consumidor mais engajado e fiel à sua marca.

Maior retorno financeiro para a empresa

Campanhas orientadas por dados são mais certeiras, por isso apresentam um melhor Retorno sobre Investimento (ROI). De acordo com a Certain, empresas que implementaram o data driven marketing observaram um aumento entre 10 e 20% em seu ROI.

Como vimos, as vantagens de adotar a estratégia no seu negócio são incontestáveis. Mas, afinal, como colocar isso em prática? A seguir, você vai ver algumas dicas pra implementar a técnica na sua empresa.

Como usar essa estratégia?

O data driven marketing pode ser utilizado em todas as etapas da jornada de compra, desde a descoberta, passando pelo processo de reconhecimento, consideração e decisão, até as ações de fidelização.

Por isso, antes de colocar a estratégia pra rodar, o primeiro passo é fazer um planejamento a fim de definir os objetivos de cada campanha. Independentemente do propósito, é importante ficar de olho nas dicas que vêm a seguir.

Adote tecnologias adequadas

Sem tecnologias pra coletar, armazenar e interpretar os dados, o data driven marketing seria inviável. Sendo assim, a escolha de softwares especializados na governança de dados é um fator determinante para o sucesso ou o fracasso da estratégia.

Priorize a qualidade dos dados

Não basta reunir uma quantidade de dados quaisquer. Claro que é importante coletar informações vindas de diversas fontes — como mídias sociais, ferramentas de CRM, aplicativos, blogs, vídeos, imagens, relatórios de atendimento etc. Mas é bom lembrar que esses dados isolados não apresentam nenhum valor estratégico.

É necessário filtrar as informações e priorizar a qualidade. A interpretação dos dados é tão importante quanto a coleta. É no processo de cruzamento e análise de dados que um amontoado de informações vira conhecimento estratégico.

Segmente as campanhas

Quando uma pessoa se depara com um anúncio no Facebook que não tem nada a ver com seus desejos e interesses, ela vai rolar a página sem dar a mínima atenção pra ele, certo? Pode até ser que ela fique incomodada. Nesse caso, a empresa desperdiçou tempo e dinheiro com o público errado. É por isso que a segmentação é tão relevante.

Se você já conhece bem quem quer e precisa atingir, é possível aumentar a eficiência das campanhas. Assim, a comunicação é direcionada pra quem está predisposto a consumir conteúdos, produtos e serviços da sua empresa. Por consequência, as ações geram maior engajamento e resultados mais efetivos.

Personalize as ações

Anote aí: usar o data driven marketing pra fazer uma abordagem one to one é uma dica de ouro. Isso cria a sensação de que a oferta é única e foi desenvolvida especialmente para aquele cliente específico. E foi mesmo!

Portanto, invista em recursos pra compreender o que os consumidores realmente desejam. A comunicação personalizada precisa considerar gostos, interesses, hábitos e informações pessoais (como nome e data de aniversário). Quanto mais precisa ela for, maior será o valor percebido pelos compradores.

Mensure os resultados

A performance de uma campanha nesse modelo é 100% mensurável. Por isso, é importante criar indicadores de desempenho pra verificar se o plano está dando certo ou não. O acompanhamento constante dos resultados permite realizar ajustes eventuais e aprimorar a estratégia.

No data driven marketing, todas as decisões são orientadas por dados. Isso permite que você tenha um profundo conhecimento sobre os hábitos do cliente e, consequentemente, crie ações mais efetivas. Portanto, use o poder dos dados pra alavancar os resultados do seu negócio!

Fonte: Mutant

 

Como o marketing holístico pode revolucionar seu negócio

Esse novo jeito de atrair clientes tem como principal característica a visão do mercado como um todo

Dias atrás, consultando o dicionário, resolvi procurar o significado de algumas palavras. Passei pelo A e vi a definição de “análise”. Passei pelo C e observei com atenção a definição de “cliente”. Ao chegar na letra M, me deparei, é claro, com uma das palavras mais importantes do ambiente corporativo (senão a mais): “marketing”.

A definição era a seguinte: “Conjunto de recursos estratégicos e conhecimento especializado que contribuem para o planejamento, lançamento e aspectos essenciais para a sustentação de um produto no mercado.” Sucinta, não é? Isso porque o marketing, hoje, está muito além do seu conceito.

Em palavras simples, “marketing” é o meio certo para alcançar as pessoas corretas no melhor momento. Trata-se de chamar o cliente para o negócio e fazê-lo se sentir confortável a ponto de construir uma relação de fidelidade com a marca. No entanto, para isso, é preciso apostar em algumas táticas:

  1. Ter afinidade com aqueles preceitos estipulados e comprovados ao longo do tempo, conhecidos como os quatro P’s (Preço, Praça, Produto e Promoção), estratégia utilizada no boom de grandes marcas como Havaianas e Coca-Cola.
  2. Compreender que o enorme volume de dados (Big Data) existente no mundo é fundamental para as boas tomadas de decisão no marketing.
  3. E, por fim, saber que essa é uma área muito promissora, mas repleta de desafios, que podem ser minimizados quando se olha para o marketing de forma holística, ou seja, quando olhamos para o todo.

Os desafios do marketing

Mas, afinal, quais são os desafios do marketing atualmente? O principal deles é que, em um cenário de muitas ofertas, ter um diferencial que consiga se destacar está ficando cada vez mais difícil. Isso porque o número de concorrentes só aumenta e, nesse contexto de disputa, fica difícil prender a atenção de um cliente que tem infinitas opções à sua disposição.

Afinal, as soluções tecnológicas transformaram o jeito de vermos o mundo: uma pesquisa da SiriusDecisions, empresa norte-americana de consultoria de vendas e marketing, apontou que 67% da jornada do consumidor até a compra é feita online. E o marketing vem sendo fortemente influenciado pela invenção da internet, do uso de dados e das tecnologias de análise. O ambiente digital trouxe novas maneiras de lidar com anúncios, estatísticas e preferências. Daí, entra em cena o já citado Big Data, revolucionando o modo como o mundo publicitário e marketeiro funciona.

Com ele, é possível, por exemplo, analisar o seu público-alvo, que pode apresentar mudanças muito velozes de comportamento devido à sua capacidade de se adaptar às novidades que o mercado oferece. Com isso, picos, quedas e curvas de crescimento são cada vez mais comuns nos gráficos de vendas das empresas. Lembre-se: o consumidor muda, novas ofertas aparecem, e é preciso se readequar.

Mas com o uso do Big Data, é possível, principalmente, coletar informações de concorrentes e clientes de toda parte, formando um banco de dados imenso sobre os rastros das pessoas ou das empresas desejadas. Com isso, o Web Analytics tornou-se uma das ferramentas mais utilizadas para formar a base de uma campanha em qualquer canal. É ele que, a partir do dados, faz a medição dos caminhos percorridos pela concorrência e também pelos usuários.

Por exemplo, calcular o Retorno sobre investimento (ROI) de uma campanha se transformou em uma tarefa mais simples de ser executada. E, a partir disso, os objetivos do plano de negócio ficam mais claros, tornando-se possível traçar estratégias certeiras para bater as metas estipuladas.

Porém, nesse contexto, as empresas e os profissionais de marketing acabam com dois caminhos a serem escolhidos: atualizar-se e adaptar-se ao novo ritmo do mercado ou tornar-se obsoleto. E, para não cair no erro de ter medo da falha e desistir, mais do que nunca é possível explorar um universo pouco conhecido: o marketing visto como um verdadeiro agente de mudança na empresa. Estou falando do marketing holístico.

O poder transformador do marketing holístico

Do marketing holístico vem a solução para o desafio da concorrência, citado acima, e, consequentemente, o surgimento de milhares de resultados de sucesso.

No ecossistema super concorrido e muito veloz em que as empresas se encontram, não basta acreditar no próprio produto ou olhar somente para as ações que a sua marca deve promover. É primordial ter conhecimento amplo das estratégias utilizadas por outras empresas, avaliando o seu potencial e acompanhando a movimentação dos concorrentes para, assim, ter uma visão de 360º do mercado, especialmente dentro do seu segmento de negócio.

Ou seja, não basta apenas olhar só para o próprio negócio nem só para o engajamento nas mídias sociais. É importante acompanhar uma série de fatores ligados ao seu ramo de atuação, o seu desempenho no ambiente online e offline,  para compreender o motivo das métricas estarem deste ou de outro jeito, procurando o caminho que o público percorre até o objetivo para determinar o padrão de comportamento a ser adotado pela empresa.

Mas, não adianta apenas levar em conta o uso de dados. É preciso transformá-los em informação, formulando uma conclusão a partir da análise do material coletado. E, nesta história, o marketing holístico é aquele que não somente une diferentes processos, atividades e demandas do marketing, mas que preza pela avaliação precisa do mercado como um todo.

Ele está ligado ao monitoramento do que acontece dentro dos muros da empresa, mas também no seu entorno, com os próprios concorrentes – diretos e indiretos – e também com os consumidores. Ele é, portanto, uma revolução no mundo do marketing e também no mundo dos negócios. Permite identificar rumos e tendências e promove ofertas reais de valor ao cliente. Tudo isso por meio de análises precisas e muito complexas dos mais diversos cenários de mercado.

Se até pouco tempo, era difícil saber como uma estratégia poderia influenciar no crescimento da sua base de leads e aumentar o número de clientes e vendas, hoje, é possível reconhecer rapidamente os caminhos certos para isso. O conhecimento profundo das ações realizadas por marcas muito parecidas com a sua, assim como a análise dos seus desempenhos (número de curtidas, interações e reações, por exemplo), elevam o diferencial competitivo. E isso serve para empresas de qualquer segmento, desde o de telefonia até o bancário.

Escrito por Eduardo Prange, Co-Founder e CEO da Zeeng – Data Driven Platform.

Verbete Draft: o que é Marketing Holístico

Não precisa acender incenso. O Marketing Holístico leva em conta que todas as partes envolvidas com a empresa se relacionem em uma estratégia ampla e, portanto, mais eficiente. Conheça.

MARKETING HOLÍSTICO

O que acham que é:  Marketing voltado a terapias alternativas.

O que realmente é: Marketing Holístico é uma abordagem que visa contemplar partes diversas (como stakeholders, clientes, funcionários, fornecedores) ao criar e implementar estratégias de marketing. No conceito está a ideia de que a melhor solução nasce de uma perspectiva ampla e inter-relacionada. Quatro vertentes, necessariamente, precisam trabalhar juntas no Marketing Holístico: Marketing de Integração, de Relacionamento, Interno e Socialmente Responsável. Segundo Guilherme Pereira, diretor acadêmico dos MBAs da FIAP, o Marketing de Integração deve criar uma experiência unificada para o cliente, da mensagem ao entendimento. “Já o Marketing de Relacionamento visa gerar vínculo e criar envolvimento a longo prazo da marca com o cliente e o Marketing Interno é um conjunto de ações direcionadas ao público interno da organização ou empresa”, afirma. Eventualmente é possível adicionar mais vertentes como endomarketing, webmarketing, branding etc. Para Eduardo Prange, CEO da Zeeng, que analisa big data nas áreas de marketing e comunicação, o Marketing Holístico parte do pressuposto de que todas as partes envolvidas com a organização sofrem interferência e se relacionam. “Todos os processos de desenvolvimento, projeto ou a implementação de programas e atividades de marketing devem ter consciência dessa correlação.”

Quem inventou: Os acadêmicos e autores norte-americanos Philip Kotler e Kevin Lane Keller.

Quando foi inventado: Em 2006.

Para que serve: Para, por meio da sinergia criada entre todas as partes, impactar positivamente o resultado, fazendo com que o produto ou serviço venda mais. “Basicamente, o Marketing Holístico procurar enxergar o entorno de forma mais ampla e complexa, visando construir valor para a marca e para a empresa”, diz Silvio Sato, do curso de Publicidade e Propaganda da FAAP.

Quem usa: Qualquer empresa ou marca que deseje integrar estratégias.

Efeitos colaterais: Ineficiência, caso haja resistência na mudança da cultura da empresa (advinda da integração das áreas).

Quem é contra: Empresas que acreditam que a eficiência vem da segmentação. “São organizações que acreditam que o departamento de marketing é o pensador e o executor das estratégias, e não a empresa como um todo”, afirma Pereira.

Fonte: Projeto Draft

Aliadas, tecnologia e dados de consumo ajudam marcas a otimizar sua performance em vendas

Por Ricardo Rodrigues (*)

Você sabia que, em média, menos de 2% dos visitantes que chegam a um e-commerce compram no ato? Desse dado é possível concluir muita coisa. Primeiro que nenhum negócio consegue sobreviver exclusivamente de compras por impulso. A conta de investimento em atração de público versus vendas nunca vai fechar desse jeito. O que nos leva ao segundo ponto: só porque 98% de usuários deixam um site sem comprar nada, não significa que eles não gostaram dos produtos ou não têm intenção de converter com a marca em algum momento. Essas pessoas simplesmente não estavam prontas para comprar.

E isso pode acontecer por diversos motivos – o consumidor estava sem o cartão de crédito na hora, com pressa para buscar o filho na escola ou se distraiu com um e-mail de trabalho. Isso acontece porque a jornada de compra não é linear. Ao mesmo tempo, as marcas não podem simplesmente desperdiçar todo esse volume de potenciais clientes, que entraram no site e demonstraram interesse nos produtos. Portanto as empresas precisam ajudar as pessoas a tomarem uma decisão de compra e o melhor caminho para fazer isso é através dos dados de consumo, que indicam o perfil e comportamento do público de uma empresa e podem orientar campanhas mais assertivas.

Desvendando o perfil do consumidor através dos dados

Para otimizar a estratégia de marketing digital, o primeiro passo é  identificar quem são os visitantes do site – as necessidades e desejos do consumidor. Entender com profundidade o comportamento desses usuários  enquanto navegam nas páginas do site e quais são os produtos e categorias em que tem mais interesse é essencial para que as marcas criem campanhas mais direcionadas e personalizadas, com maior potencial de conversão, fazendo com que cada consumidor se sinta especial, mais próximo e querido pela empresa.

Todo este processo, desde a primeira identificação do cliente com a marca até a fidelização e recompra, é definido pela jornada de compra.  O objetivo de qualquer negócio online é buscar a evolução do visitante nesse processo, para que se torne um comprador fiel e constante, justamente pela boa experiência vivida no e-commerce.

Uma estratégia baseada em dados

Uma vez identificados os perfis de consumo dos consumidores, é possível aplicar uma comunicação humanizada, adequada ao momento em que aquele usuário está na sua jornada de compra.

Por exemplo: resultados preliminares de uma pesquisa de neurociência e linguística, liderada pela Social Miner, mostram que quando um novo visitante entra num site e está na fase de consideração da sua jornada de compra, usar uma linguagem mais afetiva e empática pode performar até 17% melhor. Ou seja, para cadastrar mais leads, o ideal é que as marcas sejam receptivas e encantem o seu potencial cliente. Na fase de avaliação, o compartilhamento de informações sobre os produtos – utilidades e vantagens – pode garantir resultados até 23% melhores.

Já na fase de conversão, a oferta de benefícios financeiros, como descontos e condições especiais, são mais relevantes em 60% dos casos e, na fase de retenção, o cuidado com a experiência pós-compra, bem como conteúdos que proporcionam uma boa experiência garantem a fidelização.

Estudamos ainda a relação entre a navegação do usuário em um site com a sua intenção de compra. E descobrimos que quanto mais engajado esse consumidor está, visitando mais páginas, maiores são as suas chances de conversão. Isso significa que podemos prever, com baixíssimo grau de erro, a probabilidade de um visitante comprar ou não, baseado em seu comportamento de navegação. Uma boa estratégia de engajamento ajuda as marcas a guiarem a navegação dos seus visitantes dentro do site, multiplicando as oportunidades de venda.

Automação x humanização: é possível ter os dois ao mesmo tempo?

A automação, aliada à personalização, permite que as marcas tratem os seus clientes com exclusividade e melhor: faça isso de forma escalável. Ou seja, a tecnologia faz o trabalho duro de análise de dados, enquanto as equipes de marketing podem focar no que realmente importa: as pessoas e o que elas esperam das marcas.

É, portanto, um recurso essencial tanto para grandes, quanto para pequenas e médias empresas. Num cenário de grandes e-commerces, os recursos ajudam a vencer o desafio de criar campanhas humanizadas, em escala. Já para o pequeno e médio empreendedor, oferece diferencial competitivo – baseada na experiência de compra humanizada – já que nem sempre essas organizações podem brigar por preço. Chamamos essa metodologia, que garante até 3,5 vezes mais conversões para as marcas, de People Marketing.

Por fim, é sempre importante buscar parceiros de confiança para que a sua marca esteja em boas mãos, afinal é a sua reputação que está em jogo. Existem empresas que podem te ajudar nesse sentido: criando verdadeiros laços entre a sua marca e seus clientes. Nós da Social Miner promovemos uma comunicação humanizada e automatizada para e-commerces aumentarem suas vendas. Minha dica é: valorize seu consumidor e fale com ele como se fossem bons amigos. Seja autêntico e, com certeza, você irá se destacar no mercado.

(*) Ricardo Rodrigues é cofundador da Social Miner

Fonte: Proxxima

GARTNER IDENTIFICA CINCO MITOS SOBRE O USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NAS EMPRESAS

Os líderes de TI e de negócios geralmente ficam confusos sobre o que a Inteligência Artificial (IA) pode fazer por suas organizações e são frequentemente desafiados por falsas ideias sobre como aplicar os conceitos dessa tecnologia em suas organizações. O Gartner Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, avalia que os gestores de TI e negócios que desenvolvem projetos de inteligência artificial devem separar a realidade dos mitos para elaborar suas estratégias de inovação para o futuro.

“Com a tecnologia de IA ​​entrando nas companhias, é crucial que os líderes de negócios e de TI compreendam completamente como as soluções inteligentes podem criar valor para seus negócios e onde estão suas limitações”, diz Alexander Linden, Vice-Presidente de pesquisa do Gartner. “As tecnologias de Inteligência Artificial só podem gerar valor se fizerem parte da estratégia da organização e forem usadas da maneira correta”.

Para evitar concepções erradas, o Gartner anuncia cinco mitos sobre o uso da Inteligência Artificial:

Mito 1: A Inteligência Artificial funciona da mesma maneira que o cérebro humano

A Inteligência Artificial é uma disciplina de engenharia da computação. Em seu estado atual, consiste em ferramentas de software destinadas a resolver problemas. Embora algumas formas de IA sejam altamente capacitadas e habilidosas, seria impossível pensar que as aplicações inteligentes atuais são semelhantes ou equivalentes à inteligência humana.

“Algumas formas de aprendizado de máquina (ML – de Machine Learning, em inglês), que é uma categoria de inteligência artificial, podem ter sido inspiradas pelo cérebro humano, mas não são equivalentes”, afirma Linden. “A tecnologia de reconhecimento de imagem, por exemplo, é mais precisa do que a maioria dos humanos, mas não é útil quando se trata de resolver um problema de matemática. A regra com a Inteligência Artificial, hoje, é que ela resolve uma tarefa extremamente bem, mas, se as condições da tarefa mudarem um pouco, essa tecnologia falhará”.

Mito 2: Máquinas inteligentes aprendem por conta própria

A intervenção humana é necessária para desenvolver uma máquina ou um sistema baseado em Inteligência Artificial. O envolvimento pode vir de experientes cientistas de dados humanos, que são imprescindíveis para executar tarefas como definir e enquadrar quais são as questões a serem executadas, preparar os dados, determinar conjuntos de informações apropriados para a análise, remover possíveis erros (ver mito 3) e – o mais importante – para atualizar continuamente o software, permitindo a integração de novos conhecimentos e de aprendizagem para o próximo ciclo de inovação presente nas máquinas.

Mito 3: Inteligência Artificial pode ser livre de preconceito

Toda tecnologia de Inteligência Artificial é baseada em dados, regras e outros tipos de informações fornecidas por especialistas humanos. Semelhante aos humanos, as aplicações inteligentes também são intrinsecamente enviesadas por uma forma ou outra de análise.

“Hoje, não há como banir completamente o preconceito, no entanto, temos que tentar reduzi-lo ao mínimo”, diz Linden. “Além de soluções tecnológicas, como diversos conjuntos de dados, também é crucial garantir a diversidade nas equipes que trabalham com a Inteligência Artificial e fazer com que os membros da equipe revisem o trabalho uns dos outros. Esse processo simples pode reduzir significativamente o viés de seleção e confirmação”.

Mito 4: A Inteligência Artificial só substituirá trabalhos repetitivos e que não exigem graus avançados

A Inteligência Artificial permite que as empresas tomem decisões mais precisas por meio de previsões, classificações e agrupamentos da análise de dados. Essas habilidades das soluções baseadas em IA permitiram que as empresas reduzissem as demandas acerca das tarefas mais comuns, mas, por outro lado, também aumentaram a complexidade das tarefas remanescentes. Um exemplo é o uso de Inteligência Artificial na avaliação de imagens na área da saúde. Uma radiografia de tórax baseada em IA pode detectar doenças mais rapidamente que radiologistas. No setor financeiro e de seguros, robôs estão sendo usados ​​para o gerenciamento de rendas ou detecção de fraudes. Essas capacidades não eliminam o envolvimento humano nessas tarefas, mas permitem que os humanos lidem apenas com os casos incomuns ou mais específicos. Com o avanço da Inteligência Artificial ​​no local de trabalho, os líderes de negócios e de TI devem ajustar os perfis de trabalho e o planejamento das habilidades de suas equipes, além de oferecer opções de certificações e reciclagem de conhecimento para os profissionais já presentes na companhia.

Mito 5: Nem todas as empresas precisam de uma estratégia de Inteligência Artificial

Todas as organizações devem considerar o impacto potencial das soluções de Inteligência Artificial ​​em suas estratégias e investigar como essa tecnologia pode ser aplicada às demandas de suas operações. Evitar a exploração da Inteligência Artificial é o mesmo que abandonar a próxima fase da automação, o que, em última análise, poderia colocar as companhias em desvantagem competitiva.

“Mesmo que a estratégia atual de uma empresa não utilize a Inteligência Artificial, é importante que os líderes de negócios dessa companhia avaliem esse tema para tomar uma decisão consciente, baseada em muita pesquisa e avaliação do cenário. E como em relação a qualquer outra estratégia, é sempre recomendável que as companhias revisitem periodicamente seus planos, alterando suas diretrizes e rumos de acordo com as necessidades da organização. As ferramentas de Inteligência Artificial podem ser necessárias mais cedo do que o esperado”, finaliza Linden.

Fonte: Digitalks