A importância de mensurar o comportamento dos seus concorrentes

Entenda como o Big Data possibilita qualificar e mensurar o perfil da concorrência e ver como ela atua nas plataformas, diminuindo erros e maximizando acertos

A nova realidade da sociedade impõe mudanças a uma velocidade inimaginável até pouco tempo atrás. E a verdade é que, independentemente do setor de atuação,  quem não estiver preocupado em acelerar sua reinvenção para estar alinhado a esse novo ambiente, vai perder relevância e ficar para trás. É hora, então, de lançar mão das ferramentas que as novas tecnologias colocam à nossa disposição para conhecer profundamente o mercado e a concorrência e qualificar a tomada de decisões.

Alguém aí pensou em Big Data? Sim, o imenso volume de dados estruturados e não estruturados gerados pelas mais diversas fontes é fundamental para atuar nesse mercado hiperdinâmico e conseguir atender com qualidade um cliente que está cada vez mais conectado e exigente. Portanto, a palavra de ordem é centrar-se nos dados para basear suas decisões de negócio. Mas – e já falamos disso em outro artigo – ter a informação não basta: se não soubermos como tirar o melhor proveito desses dados, não utilizaremos o seu real valor.

Com o Big Data Analytics, conseguimos proativamente captar e analisar informações que possam ser utilizadas de maneira estratégica, cruzando dados e percebendo as oportunidades para colocar a empresa na melhor posição neste cenário tão disputado: à frente dos seus concorrentes. Por meio da análise adequada dos dados, podemos conhecer o cliente, entender melhor o segmento de mercado e seus problemas, saber como os consumidores percebem a nossa marca, verificar tendências e acompanhar os principais players. E também conseguimos estudar e conhecer a fundo a nossa concorrência  – o assunto principal deste artigo.

Sabendo com quem competimos

Monitorar e analisar as ações de quem concorre com você no mercado é crucial não só para saber como esses competidores se comportam, mas  também para conhecer a reação dos consumidores às ações empreendidas por eles. Em plena era da informação, devemos aproveitar os dados e as evidências que nos trazem para antever movimentos e tendências. Com essa prática, vamos deixando o “achismo” e a “pura intuição” de lado. Isto é, devemos utilizar o Big Data para construir uma inteligência competitiva de verdade, que realmente contribua para empoderar a tomada de decisão.

E a melhor alternativa para qualquer negócio que deseja conhecer e entender as características, intenções e estratégias da concorrência é investir em soluções de inteligência para extrair dessa massa de dados as informações mais relevantes. Para tornar mais assertivas e consequentes as ações de marketing e comunicação, por exemplo, o acompanhamento das movimentações dos competidores e do que eles fazem nas redes sociais, nos sites e nos blogs, é duplamente valioso.

Além de conhecer suas principais ações e verificar como se comportam de acordo com as circunstâncias, possibilita também avaliar a reação do público e a comunicação entre eles, e entender o que está ou não funcionando. Com esse conhecimento, você consegue enxergar êxitos e falhas, perceber oportunidades para agir e planejar melhor suas estratégias, gerando melhores resultados em suas ações e campanhas.

Conseguir identificar o que os seus principais competidores estão fazendo nas iniciativas de marketing e comunicação e o que vem gerando melhores resultados a eles, quais os padrões de comportamento existentes em seu mercado que se mostram como oportunos ou até mesmo inoportunos são alguns dos elementos cruciais para que as ações de marketing sejam muito mais eficazes – e uma plataforma completa de big data analytics voltada para marketing e comunicação, que utiliza a inteligência em todo o processo, pode ser o elemento que você precisa.

Que tipo de campanha o concorrente faz em determinada rede social? Quais são as redes que ele utiliza em sua estratégia? Como se posiciona e se comunica em cada uma? O que oferece nas campanhas? Como ele dialoga com o público? De que maneira interagem? Como ele reage diante de um problema, uma informação equivocada, uma reclamação de um cliente? Estes são alguns dos pontos que você consegue levantar e analisar com o uso de uma solução inteligente e completa, e que são fundamentais para vencer o desafio de conquistar

Uma solução como a Zeeng consolida, em uma única plataforma, informações que antes se encontravam de modo desintegrado, dispersas em diferentes ferramentas. Com essa plataforma única, o cruzamento informacional se dá de maneira extremamente ágil, e em tempo real. Isso permite que você baseie suas tomadas de decisão em evidências reais, deixando de depender de um  “feeling” criativo.

Para agilizar, ter mais eficiência e uma atuação mais efetiva, é crucial fazer seus planejamentos a partir de dados relevantes, informações que realmente tragam valor ao que está sendo avaliado. Se o objetivo é competir com os outros players do seu mercado com iniciativas bem fundamentadas com plenas possibilidades de trazer um retorno positivo, você não deve abrir mão de utilizar uma plataforma completa e inteligente.

Porque ter conhecimento profundo sobre os seus competidores é a melhor maneira de aperfeiçoar sua extração de valor, realizar e usufruir de análises mais precisas, melhorar sua obtenção de insights e, assim, criar ações orientadas pelas evidências e muito mais bem-sucedidas.

Post escrito por Eduardo Prange – CEO da Zeeng – Data Driven Platform.

Facebook vai marcar anúncios políticos e indicar quem pagou por eles

Campanhas com fins eleitorais serão marcadas como “Propaganda Eleitoral” no Facebook e exibirão CPF ou CNPJ do responsável

Com a proximidade das eleições no Brasil, o Facebook vem adotando medidas para tratar com mais transparência as campanhas políticas divulgadas na rede social. Nesta quinta-feira (9), a companhia anunciou uma delas: vai marcar conteúdo político patrocinado e indicar quem está pagando por ele.

Mais precisamente, os anúncios com temática política deverão ter uma marcação na parte superior com os dizeres “Pago por” seguido do nome da entidade ou pessoa física responsável por promover aquele conteúdo na rede social.

 

Tem mais: se os anúncios forem marcados especificamente como eleitorais — fazem campanha direta para um candidato, por exemplo —, eles receberão a identificação “Propaganda Eleitoral”. O CPF ou CNPJ do responsável por promover anúncios desse tipo será informado junto à marcação.

Para veicular anúncios eleitorais na rede social, partidos políticos e candidatos deverão se registrar no Facebook e submeter documentos como número de CPF / CNPJ e comprovante de endereço para validação cadastral. Somente depois disso é que as campanhas serão liberadas.

Os anúncios autorizados começarão a ser veiculados em 16 de agosto. O Facebook disponibilizou esta página para registro e mais informações. A companhia também promete liberar uma “biblioteca de anúncios” que indicará gastos aproximados com propagandas eleitorais, o público-alvo destas e outras informações relacionadas.

De acordo com o Facebook, o Brasil é o segundo país em que a rede social passa a sinalizar anúncios com fins políticos. O principal objetivo com as medidas de transparência é tornar o serviço um ambiente menos tóxico, por assim dizer, durante o período de campanha eleitoral.

Mas não é só por isso que as medidas foram criadas: elas estão conciliadas com um conjunto de regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Presumivelmente, as medidas também deverão ajudar o Facebook a evitar escândalos similares ao da Cambridge Analytica.

Vale relembrar que combater fake news faz parte desses esforços. Recentemente, o Facebook removeu da rede social 196 páginas e 87 perfis brasileiros acusados de disseminar notícias falsas.

Fonte: Tecnoblog

Preocupado com fake news, Lula desmente candidatura com Pabllo Vittar

As mídias sociais horizontalizaram a comunicação, mas também popularizaram as fake news. Em um mundo que qualquer usuário compartilha informações que podem ser vistas por milhares de pessoas, diversas postagens tomam proporções gigantescas. E em tempos eleitorais, esta forma de gerar conteúdos ganha um espectro ainda mais enviesado.

Uma das últimas demonstrações desta maneira de espalhar notícias aconteceu com Lula. Na última semana, o político anunciou que sua chapa teria Fernando Haddad como vice-presidente, porém a nota nem teve tempo de ser divulgada e a internet já correu para eleger outros presidenciáveis.

Por meio de uma montagem sem autoria definida, a web trocou Haddad por Pabllo Vittar. Feita de maneira inverossímil, a imagem, que foi levada na brincadeira, demonstra como as eleições deste ano serão influenciadas pelas redes sociais e o quanto os partidos estão preocupados com o fenômeno.

Tida como uma “brincadeira” que poucas pessoas acreditariam, a fake news ativou o alerta vermelho do PT e fez com que ele chegasse até a postar uma nota oficial em suas redes. Confira abaixo o comunicado que agora pode chamar a atenção, mas, que daqui alguns meses, poderá ser praxe nas páginas oficiais de presidenciáveis:

Está circulando essa imagem na rede então vamos explicar: o vice de Lula é Fernando Haddad e não Pabllo Vittar, pessoal. #OBrasilFelizDeNovo #timeLula

Publicado por Lula em Segunda, 6 de agosto de 2018

Fonte: adnews

Data Driven Marketing: os dados a favor da comunicação

O valor não está mais na informação em si, mas na capacidade de tratar, analisar e contextualizar

 Nunca se produziu tanta informação no mundo. Estima-se que 90% dos dados disponíveis hoje foram criados nos últimos dois anos: nesta era digital, somos todos consumidores altamente conectados e deixamos traços por onde passamos, seja na web e fora dela.Mas esse enorme conjunto de dados complexos, estruturados ou não — o tão falado big data — que abriga informações importantes para os negócios, é inútil se as marcas não souberem como lidar com ele.

O valor não está mais na informação em si, mas na capacidade de tratar, analisar e contextualizar. Assim se faz o melhor uso dos dados, conseguindo que eles efetivamente enriqueçam nossas campanhas, inspirem nossas ideias e confiram mais relevância aos nossos projetos, resultando no sucesso dos nossos clientes.

A análise estratégica desses dados traz relevância para os negócios, além de possibilitar que sua marca fique mais próxima do cliente, chamando sua atenção e oferecendo a oportunidade de otimizar a experiência que será proporcionada a ele. Neste cenário, as agências de comunicação têm usado cada vez mais o recurso do data driven marketing ou marketing orientado por dados. Ou seja, as ideias e as decisões para ações de marketing são embasadas na análise das informações coletadas sobre o público e o mercado. Com isso, a mensagem que chega ao cliente é a que ele quer ouvir (ou ler) em qualquer canal em que ele esteja, do jeito e na hora em que ele quiser.

Essa ferramenta traz subsídios valiosos para o desenvolvimento de novas ofertas em produtos, bens e serviços, além de ajudar a reduzir custos operacionais e proporcionar diversos outros benefícios. Permite inclusive que sua marca se torne mais próxima do público e você consiga fazer projeções, de acordo com o comportamento do cliente, e formular estratégias mais objetivas. Por que esperar pelo futuro se é possível antecipar tendências, comportamentos e programar o que se vai fazer amanhã?

Um estudo da consultoria BCG em parceria com o Google, aponta que empresas que adotam a cultura dos dados em sua relação com os consumidores têm receita até 20% maior e chegam a cortar os custos em 30%. Com o marketing orientado por dados, é possível ter uma visão mais ampla sobre o seu negócio e o mercado como um todo, ouvir e entender os consumidores, conhecer a concorrência e o que eles buscam. Além disso, é possível planejar e medir estratégias e resultados de suas campanhas, seus investimentos em mídia e identificar que ação ou conteúdo pode fazer mais sentido para cada segmento do seu público.

A boa notícia é que está mais fácil aplicar inteligência a todos esses processos, graças às novas tecnologias. Existem diversas plataformas e inúmeras fontes de dados disponíveis para que as agências de comunicação consigam aperfeiçoar a performance das ações – suas e dos seus clientes – além de ajudarem na criação de novas diretrizes para os negócios.

Por fim, o essencial para que tudo dê certo é você entender o posicionamento do cliente, suas dores, conhecer e comparar o ambiente competitivo em que ele se encontra. Esses e outros dados vão dar sustentação às decisões para melhorar a experiência e os resultados dos clientes. E aí, sua agência já é data driven? Não perca mais tempo!

Eduardo Prange — CEO da Zeeng – Data Driven Platform, e atua com Marketing Digital há mais de dez anos, com participação em mais de cem projetos relacionados ao tema.

Data Driven Marketing: os dados trabalhando a favor da sua agência

Na era digital, as marcas lutam para serem relevantes: com data driven marketing, as agências de comunicação ajudam a entregar o conteúdo adequado na hora e formato para o cliente certo

Nunca se produziu tanta informação no mundo. Estima-se que 90% dos dados disponíveis hoje foram criados nos últimos dois anos: nesta era digital, somos todos consumidores altamente conectados e deixamos traços por onde quer que andemos, na web e fora dela. Mas esse enorme conjunto de dados complexos, estruturados ou não – o tão falado big data -, que abriga informações importantes para os negócios, é inútil se as marcas não sabem como lidar com ele. Como eu disse em outro artigo, o valor não está mais na informação em si, mas na nossa capacidade de tratar, analisar e contextualizar essa informação. Assim se faz o melhor uso dos dados, conseguindo que eles efetivamente enriqueçam nossas campanhas, inspirem nossas ideias e confiram mais relevância aos nossos projetos, resultando no sucesso dos nossos clientes.

A análise estratégica desses dados traz relevância para os negócios, além de possibilitar que sua marca se torne mais próxima do cliente, chamando sua atenção e oferecendo a oportunidade de otimizar a experiência que será proporcionada a ele. Neste cenário, as agências de comunicação têm usado cada vez mais o recurso do data driven marketing, ou marketing orientado por dados, isto é, as ideias e as decisões para ações de marketing são embasadas na análise das informações coletadas sobre o público e o mercado. Com isso, a mensagem que chega ao cliente é a que ele quer ouvir (ou ler) em qualquer canal em que ele esteja, do jeito e na hora em que ele quiser.

O data driven marketing, portanto, traz subsídios valiosos para o desenvolvimento de novas ofertas em produtos, bens e serviços, ajuda a reduzir custos operacionais e oferece diversos outros benefícios. Permite inclusive que sua marca se torne mais próxima do público e você consiga fazer projeções, de acordo com o comportamento do cliente agora, e formular estratégias mais objetivas. Por que esperar pelo futuro se for possível antecipar tendências e comportamentos e programar o que se vai fazer amanhã?

Com o marketing orientado por dados, você consegue uma visão mais ampla sobre o seu negócio e o mercado como um todo, ouvindo e entendendo os consumidores, conhecendo a concorrência e o que eles buscam. Planeja e mede estratégias e resultados de suas campanha, seus investimentos em mídia e identifica que ação ou conteúdo pode fazer mais sentido para cada segmento do seu público.

Atuar com data driven marketing facilita e otimiza seguir e ativar campanhas e metas em diversos canais; monitorar os hábitos e as rotinas do público;  criar estratégias de aproximação com o público; personalizar a comunicação da sua marca; modificar e ajustar suas estratégias em tempo real; medir com precisão os resultados obtidos e integrar dados de diferentes fontes e perceber novos rumos.

Um exemplo de bom uso de data driven marketing pode ser visto no caso da revista The Economist, publicação internacional fundada em 1843. Em 2015, com a venda de assinaturas paralisada, a publicação percebeu que, para os não-leitores, ela parecia tratar apenas de assuntos econômicos. Então, após cuidadosa análise, tratou da segmentação do público e implantou plataformas de automação de mídia com o objetivo de mostrar a cada nicho – jovens, mulheres, gays, idosos – anúncios personalizados explicitando para estes públicos que a revista também trazia conteúdos que atendiam aos seus interesses e gostos específicos, indo muito além das temáticas econômicas.

O resultado desse trabalho focado na análise dos dados e no aproveitamento dessas informações para personalizar a campanha foi além das expectativas: 5,2 milhões de impressões e 64 mil novos assinantes em pouco mais de um ano, significando um aumento de faturamento de 51,7 milhões de libras.

A partir da análise dos dados relacionados ao problema a ser resolvido – aumentar o número de assinaturas -, a publicação centenária soube utilizar as informações de que dispunha e foi capaz de perceber a oportunidade e planejar ações visando atender à necessidade de obter novos assinantes. Ou seja, com os dados certos, análise e contextualização adequadas, é possível criar processos de marketing que atendam as demandas dos seus clientes e que podem ser escalados e repetidos.

Inteligência + tecnologia = melhor uso de data driven marketing

A boa notícia é que está se tornando mais fácil aplicar inteligência a todos esses processos, graças às novas tecnologias. Existem diversas plataformas e inúmeras fontes de dados disponíveis para que as agências de comunicação consigam aperfeiçoar a performance das ações – suas e dos seus clientes – além de ajudarem na criação de novas diretrizes para os negócios.

Ao contar com uma plataforma de big data analytics para marketing e comunicação, sua agência consegue entender o posicionamento do cliente e suas dores, bem como conhecer e comparar o ambiente competitivo em que ele se encontra. Esses e outros dados vão dar sustentação às decisões para melhorar a experiência e os resultados dos clientes. Sua agência já é data driven? Não perca mais tempo. A Zeeng está à disposição para ajudar.

Artigo escrito por Eduardo Prange – CEO da Zeeng.

A CULTURA DE DADOS COMO FATOR DETERMINANTE PARA O SUCESSO NO DIGITAL

Em tempo de transformação digital, é fundamental construir uma estratégia apoiada em profundas, sistemáticas e efetivas análises de dados

Os clientes são sempre lindamente, maravilhosamente insatisfeitos. Mesmo quando se dizem satisfeitos e os negócios estão indo bem, eles querem algo significativamente melhor”, Jeff Bezos. Esta frase do CEO da Amazon sintetiza bem o momento no qual estamos. Não há mais espaço no mercado para oferecer experiências mornas ou produtos que achamos que os consumidores desejam com base no nosso instinto ou no histórico de comportamentos observados até agora. A hora é de mais precisão. É necessário conhecer o cliente em profundidade, seguir seu momento de vida, acompanhar cada movimento que ele faça. E isso só é possível por meio de uma análise de dados efetiva.

Porém, quando se fala em análise de dados, é muito comum observar duas reações: a primeira é a de acreditar que o suficiente já está sendo feito. As companhias têm ferramentas e equipes de analytics e, com isso, já sentem que “cumprem essa obrigação” do mundo digital. A outra, é achar que não possuem dados suficientes ou condições adequadas para embarcar nesse universo big data. Geralmente, ambas estão equivocadas.

A maioria das empresas que considera estar realizando um bom trabalho de análise não está aproveitando as potencialidades dos dados para atender seus consumidores com mais precisão. Muitas vezes, imersas em um mundo de informações e nas possibilidades que elas geram, perdem o foco das necessidades reais que devem ser atendidas. Ou, não tendo os fatos como bases reais para as tomadas de decisão, fazem uma leitura dos dados insuficiente (ou viciada), que acaba apenas por confirmar ideias de negócio pré-estabelecidas, e não atendendo o cliente a contento. Por outro lado, as empresas que acreditam que a análise de dados é “apenas para grandes companhias” perdem oportunidades fundamentais de utilizar as informações que têm disponíveis para aproximar-se de seus usuários, desenvolver ofertas mais adequadas e alcançar o crescimento.

Enquanto isso, empresas de todas as envergaduras que são verdadeiramente guiadas por dados – as chamadas data driven enterprises – conquistam o consumidor e ganham mercado com velocidade. Mas o que as diferencia? O que é ser verdadeiramente guiado por dados?

Ao contrário do senso comum citado acima, não é ter as ferramentas certas ou a quantidade ideal de dados. Hoje, existem inúmeras tecnologias de análise distintas e uma proliferação incomensurável de dados que podem direcionar a muitas abordagens diferentes – certas ou erradas – para resolver o mesmo problema de negócios. O que diferencia essas companhias então, não é ter as “condições perfeitas”, mas conseguir identificar os desafios corretos e usar os dados que se têm em mãos para criar boas hipóteses de solução.

E sobre “encontrar os desafios corretos“, eu costumo fazer a seguinte analogia: se queremos ser inovadores, devemos agir como os cientistas que revolucionaram com suas teorias. Todos eles se basearam na profunda observação dos fatos. Então, é preciso observar os fatos, analisá-los, gerar hipóteses, experimentá-las e, assim, sucessivamente, até fazer uma descoberta. Quando eu crio o ambiente, consigo observar, tenho os fatos na minha mão, passo a ter clareza sobre o desafio que preciso perseguir e tenho um primeiro passo de uma solução. E são esses pequenos passos, dados de forma sistemática, que nos levam ao resultado que será disruptivo.

A informação é o petróleo do século 21 e a análise é o motor de combustão Peter Sondergaard, vice-presidente sênior do Gartner.

Alcançando o potencial da análise de dados

Para aproveitar o potencial do big data, seja a sua empresa uma multinacional ou uma pequena operação familiar, não espere para ter tudo em mãos, comece pequeno: descubra os pontos de dor do seu value stream, do seu consumidor, uma necessidade estratégica de sua companhia e concentre-se nos dados que dizem respeito a essas questões.

Depois, crie na sua empresa uma cultura de experimentação sustentável que aproveite os insights gerados pelos dados. Aqui, o grande segredo é construir formas de cocriação com equipes multidisciplinares que tragam para a equação diferentes pontos de vista e, com essa inteligência coletiva, elaborar as hipóteses mais completas sobre os dados disponíveis. Assim, será possível chegar a soluções mais acertadas e atingir grandes resultados, além de alimentar constantemente as bases de informação da empresa.

“Em empresas tradicionais, a ‘inteligência de negócios’ é geralmente gerenciada por departamentos; as diferentes funções selecionam suas próprias ferramentas, controlam seus próprios bancos de dados e treinam seu próprio pessoal. Mas assim, o caos está instalado. (…) Por outro lado, os concorrentes que têm fortes bases de Analytics centralizam a inteligência de dados para garantir que informações críticas e outros recursos sejam bem gerenciados e que partes diferentes da organização possam compartilhar dados facilmente, sem os impedimentos de formatos, definições e padrões inconsistentes”, Thomas H. Davenport, em artigo no Harvard Business Review.

Para isso, na CI&T, por exemplo, temos como base a filosofia de gestão Lean e seu foco no que é valor para o consumidor, que estabelece e sustenta a cultura de colaboração e de aprendizado constante para atingir a melhoria contínua. E utilizamos também abordagem do design thinking – cujos pilares são a empatia, a cooperação e a experimentação – e as ferramentas de design que instrumentam esse formato.

Então, meu conselho para as lideranças nesse ambiente é: procure aprofundar-se em metodologias que sustentem um ambiente colaborativo, aplique princípios do Lean, busque respostas no design e comece de uma maneira simples. Traga para perto as pessoas envolvidas com analytics, crie grupos com diferentes habilidades e permita-se discutir os reais problemas de negócios com eles para encontrar as soluções conjuntamente a partir do que os dados retornam. E quando este processo tiver iniciado, naturalmente, outros dados de outras fontes surgirão para enriquecer as soluções nas quais os times estiverem trabalhando. O segredo é a empresa preparar suas bases e abrir-se para o mindset digital, para o mindset de crescimento e permitir-se arriscar, experimentar para adquirir aprendizado. Na segunda-feira, chame seu pessoal e comece a implementar!

Fonte: digitalks

Zeeng é destaque no projeto Draft

A Zeeng é uma plataforma de Big Data Analytics para marketing e comunicação

Nome:
Zeeng.

O que faz:
É uma plataforma de Big Data Analytics voltada para o setor de marketing e comunicação.

Que problema resolve:
Possibilita que dados obtidos por meio de sites, redes sociais e notícias sejam compilados em um mesmo lugar, auxiliando profissionais da área em brainstorms e em estudos de concorrência.

O que a torna especial:
De acordo com os fundadores, a startup permite que os gestores de marketing tenham em mãos, em tempo real, informações sobre o comportamento de suas marcas na mídia, ambiente digital e nas redes sociais, além de observar o movimento dos concorrentes.

Modelo de negócio:
A Zeeng lucra com a assinatura SaaS da plataforma que tem pacotes comerciais a partir de 1.500 reais mensais.

Fundação:
Março de 2017.

Sócios:
Eduardo Prange — CEO
André Saldanha — CTO
Cesar Paz — Advisory Board

Perfil dos fundadores:

Eduardo Prange — 33 anos, Porto Alegre (RS) — é formado em Turismo e Lazer pela Fundação Universidade Regional de Blumenau e tem MBA em Gerenciamento de Marketing pelo INPG e em Planejamento Estratégico e Marketing Interativo pela FIT-SP. Foi sócio-fundador da Seekr e ex-presidente do Comitê de Mídias Sociais da Associação Brasileira dos Agentes Digitais (ABRADI).

André Saldanha — 33 anos, Porto Alegre (RS) — é formado em Computação pelo Centro Universitário La Salle. Trabalhou na Plugar.

Cesar Paz — 53 anos, Porto Alegre (RS) — é formado em Engenharia pela PUC-RS. Atua como professor do curso de Comunicação Digital da Unisinos. Fundou a AG2 e a ABRADI e é sócio e membro do advisory board da Alright, EYXO, Delta, Zeeng, DEx01, Minovelt e Delta.

Como surgiu:
Eduardo conta que antes de empreender a Zeeng era cofundador da Seekr, empresa de monitoramento de mídias sociais no Brasil. Durante o período em que ficou à frente do negócio, ele diz que percebeu um problema comum nos projetos de marketing digital: a fragmentação de diferentes tecnologias de monitoramento de informações. A partir daí, surgiu a ideia de encontrar uma forma de consolidar em uma única plataforma esses recursos. Em setembro de 2016, já com os dois sócios, iniciou o processo de desenvolvimento do MVP e a Zeeng foi lançada no mercado em abril do ano passado.

Estágio atual:
A Zeeng conta com mais de 30 clientes ativos e cerca de 1 600 marcas monitoradas por sua plataforma.

Aceleração:
Foi acelerada pela InovatiVa Brasil e atualmente está no programa da Wow Aceleradora.

Investimento recebido:
Os sócios investiram 550 mil reais na empresa.

Necessidade de investimento:
Pretendem abrir conversas com potenciais fundos de investimento, em 2019, para captar uma rodada Série A de 3 milhões de reais.

Mercado e concorrentes:
“O ano de 2017 foi de validação de várias teses para a Zeeng. Porém, em 2018, já estamos trabalhando visando a expansão da empresa”, afirma Eduardo. Ele diz que o negócio não tem concorrentes diretos no Brasil, mas aponta alguns player internacionais que possuem semelhanças com seu produto, como SimiliarWeb, TapClicks e SocialBakers.

Maiores desafios:
“Acreditamos que o grande desafio em 2018 seja o de consolidar nosso modus operandi e gerarmos escala em todas as frentes da empresa: marketing, vendas, pesquisa e desenvolvimento e atendimento”, conta o CEO.

Faturamento:
300 mil reais (em 2017).

Previsão de break-even:
Já atingiu o break-even em outubro de 2017.

Visão de futuro:
“Já temos o título de ser a primeira plataforma de Big Data Analytics voltada para as áreas de marketing e comunicação do mercado brasileiro. Porém, queremos o reconhecimento como os líderes deste mercado. Dentro dos nossos sonhos mapeados para os próximos cinco anos está atingir a marca de 3 mil clientes e levar nosso produto para outros países”, diz Eduardo.

Onde encontrar:
Site
Contato

Fonte: Draft

Social analytics – A evolução do Monitoramento de Redes Sociais

Nos dias 04 e 05 de julho tivemos a oportunidade de participar de dois eventos, sendo um com a turma de MBA em Marketing Digital da IERGS e o outro com a turma de Pós Graduação em Marketing Digital da Feevale, organizado pela nossa querida parceira e colaboradora do nosso Blog Poli Lopes.

O tema: A evolução do monitoramento de redes sociais – Do Social Listening ao Social Brand Behavior!

Para os amigos que ficaram interessados e não conseguiram participar, segue o slideshare com a apresentação na íntegra:

Senado aprova projeto de lei sobre proteção de dados pessoais

Brasil se junta a diversos países que já têm legislação sobre o tema

O plenário do Senado aprovou terça-feira (10) o Projeto de Lei número 53, da Câmara, que disciplina a proteção dos dados pessoais e define as situações em que estes podem ser coletados e tratados tanto por empresas quanto pelo Poder Público. O texto foi aprovado nos termos do conteúdo votado na Câmara dos Deputados no fim de maio.

Caso você não tenha lido nosso post sobre: REGULAÇÃO: COMO A GDPR INFLUENCIARÁ O TRATAMENTO DE DADOS NO BRASIL?

Com isso, o Brasil se junta a diversos países do mundo, que já possuem legislação sobre o tema. O projeto agora vai a sanção do presidente Michel Temer.

O texto disciplina a forma como as informações são coletadas e tratadas, especialmente em meios digitais, como dados pessoais de cadastro ou até mesmo textos e fotos publicadas em redes sociais. A proposta foi mantida na semana passada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), conservando o conteúdo da Câmara e indicando regime de urgência para votação na casa. A urgência foi apresentada em plenário, mas não chegou a ser apreciada.

O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos, destacou que a regulação do tema já é uma realidade no resto do mundo. “Mais de 100 países já colocaram de pé leis e diretrizes de proteção de dados no ambiente da internet. A internet não pode ser ambiente sem regras. A privacidade é um valor civilizatório”, salientou.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM), nomeado relator em plenário, defendeu a importância da proposta. “Na era digital dados são considerados grande ativo e patrimônio. Dados devem receber grau mínimo de proteção jurídica. Dados trafegam pelas redes e sem consentimento acabam sendo comercializados, em contraposição aos preceitos constitucionais, que garantem o direito à vida privada”, comentou.

“Todas as entidades, sem nenhuma exceção, foram partícipes na construção do projeto de lei e estamos votando algo que é uma unanimidade”, afirmou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). “Estamos vivendo a revolução das redes sociais. Agora vamos ter marco regulatório que permite que cidadão possa acionar aqueles que fizerem mau uso de seus dados”, acrescentou o senador Jorge Viana (PT-AC).

Entenda o projeto

O PLC 53 considera dados pessoais a informação relacionada a uma pessoa que seja “identificada” ou “identificável”. Ou seja, o projeto de lei regula também aquele dado que, sozinho, não revela a quem estaria relacionado (um endereço, por exemplo) mas que, processado juntamente com outros, poderia indicar de quem se trata (o endereço combinado com a idade, por exemplo).

Foi criada uma categoria especial, denominada dados “sensíveis”, que abrange registros de raça, opiniões políticas, crenças, condição de saúde e características genéticas. O uso desses registros fica mais restrito, já que traz riscos de discriminação e outros prejuízos à pessoa. Também há parâmetros diferenciados para processamento de informações de crianças, como a exigência de consentimento dos pais e a proibição de condicionar o fornecimento de registros à participação em aplicações (como redes sociais e jogos eletrônicos).

O projeto de lei abrange as operações de tratamento realizadas no Brasil ou a partir de coleta de dados feita no país. A norma também vale para empresas ou entes que ofertem bens e serviços ou tratem informações de pessoas que estão aqui. Assim, por exemplo, por mais que o Facebook recolha registros de brasileiros e faça o tratamento em servidores nos Estados Unidos, ele teria de respeitar as regras. Também é permitida a transferência internacional de dados (como no exemplo citado), desde que o país de destino tenha nível de proteção compatível com a lei ou quando a empresa responsável pelo tratamento comprovar que garante as mesmas condições exigidas pela norma por instrumentos como contratos ou normas corporativas.

Ficaram de fora das obrigações o tratamento para fins pessoais, jornalísticos e artísticos. Também não são cobertos o processamento de informações em atividades de segurança nacional, segurança pública e repressão a infrações. O texto indica que esses temas devem ser tratados em uma lei específica. O Poder Público ganhou também a possibilidade de tratar dados sem consentimento das pessoas, em determinadas situações, como na execução de políticas públicas. Para isso, o órgão deve informar em seu site em que hipótese o processamento de dados é realizado, sua finalidade e quais são os procedimentos adotados. Essas regras especiais se aplicam também aos cartórios.

Obrigações e direitos

Para coletar e tratar um dado, uma empresa ou ente precisa solicitar o consentimento do titular, que deve ser livre e informado. Essa autorização deve ser solicitada de forma clara, em cláusula específica, e não de maneira genérica. Caso uma empresa colete um dado para uma coisa e mude sua finalidade, deve obter novo consentimento. A permissão dada por alguém, entretanto, pode ser revogada se o titular assim o desejar.

O projeto prevê, contudo, algumas situações em que este não é necessário, como a proteção da vida, o cumprimento de obrigação legal e procedimento de saúde. A exceção mais polêmica é chamada de “legítimo interesse”, que na prática permite a uma empresa coletar um dado para um propósito e usá-lo para outro, desde que para “finalidades legítimas” e a “partir de situações concretas”. Nesse caso, somente os dados “estritamente necessários” podem ser manejados.

Outra obrigação das empresas incluída no relatório do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) é a garantia da segurança dos dados, impedindo acessos não autorizados e qualquer forma de vazamento. Caso haja algum incidente de segurança que possa acarretar dano ao titular da informação, a empresa é obrigada a comunicar à pessoa e ao órgão competente.

A redação prevê uma série de direitos ao titular, que pode solicitar acesso às informações que uma empresa tem dele – incluindo a finalidade, a forma e a duração do tratamento – e se houve uso compartilhado com algum outro ente e com qual finalidade. Também é possível requisitar a correção de um dado incompleto, a eliminação de registros desnecessários ou excessivos e a portabilidade para outro provedor de serviço. Ou seja, o usuário de uma conta de e-mail pode ter todas as suas mensagens, caso deseje abrir conta em outro serviço deste tipo. O titular também pode solicitar a revisão de uma decisão automatizada baseada em seus dados, como uma classificação para obtenção de crédito, por exemplo.

Fiscalização e órgão regulador

O relatório de Silva propõe a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que ficará responsável pela edição de normas complementares e pela fiscalização das obrigações previstas na lei. Essa autoridade terá poder, por exemplo, para exigir relatórios de impacto à privacidade de uma empresa, documento que deve identificar como o processamento é realizado, as medidas de segurança e as ações para reduzir riscos. Ou seja, se o órgão suspeitar que em alguma empresa há risco de problemas no tratamento dos dados, o relatório reúne informações necessárias para uma primeira apuração. Pode também fazer uma auditoria, em que se verifique no local da empresa se o manejo dos dados está sendo realizado corretamente.

Se constatar alguma irregularidade em qualquer atividade de tratamento, a autoridade pode aplicar uma série de sanções, entre as quais está prevista multa de até 2% do faturamento da empresa envolvida, com limite de R$ 50 milhões, o bloqueio ou eliminação dos dados tratados de maneira irregular e a suspensão ou proibição do banco de dados ou da atividade de tratamento. O substitutivo também institui o Conselho Nacional de Proteção de Dados, formado por 23 representantes do Poder Público, da sociedade civil, de empresas e de instituições científicas e tecnológicas. O colegiado tem como atribuições propor diretrizes estratégicas sobre o tema e auxiliar a autoridade nacional.

Apoios

O PLC tem apoio de diversas entidades, como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) e a Coalizão Direitos na Rede, que reúne entidades de defesa de direitos dos usuários de internet. Mas encontrava resistência em organizações do ramo financeiro, como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Confederação Nacional de Seguradoras.

“Este projeto é fundamental para o desenvolvimento da economia digital no Brasil porque ele alcança equilíbrio entre a proteção do direito do cidadão em um arcabouço que ajude as empresas a inovarem”, avaliou a diretora jurídica da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

“Essa discussão contou com dezenas de entidades da sociedade civil mas também com inúmeras entidades do setor empresarial, que entenderam que a proteção de dados é princípio que deve ser garantido na legislação brasileira”, comentou Marcos Urupá, do Coletivo Intervozes, entidade integrante da Coalizão Direitos na Rede, que reúne organizações de defesa de direitos dos usuários.

Fonte: Agência Brasil

REGULAÇÃO: COMO A GDPR INFLUENCIARÁ O TRATAMENTO DE DADOS NO BRASIL?

No Brasil, com a aprovação do PL 4060/2012 pela Câmara,  a discussão avança rumo ao Senado e traz muitos conceitos parecidos com os da nova regulação europeia, a GDPR

 

A Regulação Geral de Proteção de Dados (traduzida do inglês GDPR), em vigor desde o dia 25 de maio, afeta os processos de tratamento de dados de cidadãos europeus. Mas quais são, de verdade, as consequências que isso traz para o mercado digital do Brasil?

Tanto as empresas subsidiárias, quanto as brasileiras que tratam regularmente ou esporadicamente dados europeus, já estão obedecendo as claras diretrizes sobre coleta, tratamento e armazenamento de “dados pessoais” –  tudo o que pode identificar um usuário. Mas, localmente, o debate avança e deve resultar em uma regulação de dados própria ao país.

No Brasil, são mais de 40 normas vigentes relacionadas ao assunto e nenhuma lei específica para os dados – o Marco Civil da Internet, sancionado em 2014, teve avanços tímidos nesse sentido, mas ainda existem muitos processos a serem regulados. Entretanto, com o PL 4060/2012, aprovado pela Câmara no dia 29 de maio desse ano, a discussão avança rumo ao Senado e traz muitos conceitos parecidos com os da nova regulação europeia.

Uma legislação em verde e amarelo

Segundo o PL, dados pessoais de qualquer cidadão em território brasileiro ainda recebem mais duas classificações: sensíveis (que revelam aspectos como etnia, religião e saúde), e anonimizados (com informações genéricas). Dentre as condições para que sejam tratados, destacam-se o consentimento do titular e o “interesse legítimo”, que contempla as finalidades comerciais e de marketing dirigido, como feito pela GDPR. O projeto também exige o contato das empresas com o dono do dado em situações como demandas do governo, necessidade de comunicação/compartilhamento ou pré-requisito para o oferecimento de um produto ou serviço, bem como a instituição de uma Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

Mesmo sendo um projeto maduro, nada é garantido. Após as aprovações do Senado e a sanção do Executivo, a regulação só pode entrar em vigor após um ano e meio.

Regulações locais, incertezas globais

A GDPR ainda gera muitas dúvidas. Segundo dados do site eMarketer, o tema recebeu 177 menções entre janeiro e março nas apresentações dos balanços de empresas em todo o mundo. Entretanto, os executivos se mostram otimistas: segundo pesquisa da IBV, feita esse ano, 60% deles acredita que a GDPR é uma oportunidade para desenvolver novos e melhores modelos de negócio.

Para Céline Craipeau, Solutions and Privacy Specialist da Tradelab na França, um dos desafios para a publicidade digital, principalmente para a especialidade da empresa, mídia programática, será desenvolver um conhecimento mais aprofundado sobre os diferentes tipos de dados. “Informações como coordenadas do GPS, coletadas por alguns aplicativos, podem ser consideradas mais pessoais pelo consumidor do que suas intenções de compra, mas essa é uma problemática que deverá ser explorada junto aos cidadãos, já que cabe a eles o consentimento do uso de seus dados. O que as empresas atingidas pela regulação e pertencentes ao segmento não podem fazer é, justamente, subestimar o assunto e não providenciar as pessoas e os investimentos devidos para a atender às novas regras – afinal, estão em jogo o respeito com o consumidor, a imagem da marca e sanções pesadas, de até 4% do faturamento global (ou 20 milhões de euros) para quem não agir em conformidade com a lei”, analisa a especialista.

No Brasil, as empresas também precisam estar atentas e atuantes, pois toda regulação representa uma quebra e também uma oportunidade. É o que explica Essio Floridi, Managing Director da Tradelab no país: “É importante ver essa e todas as mudanças que estão ocorrendo com as regulações locais e internacionais como uma nova maneira de fazer o marketing digital e principalmente a programática (que trabalha essencialmente com os dados), de forma a priorizar os players sérios e certificados para o tratamento de informações”. Para ele, acompanhar de perto as transformações, analisá-las e saber o que os players têm feito é fundamental. “É por isso que eventos como o Expo Fórum Digitalks somam tanto às estratégias de gestão – e nós estaremos lá para ajudar a enriquecer a discussão sobre essas mudanças de regulação que serão tão significativas”, completa.

Confira abaixo o infográfico que mostra o funcionamento da GDPR:

A Zeeng – Data Driven Platform,  a primeira Plataforma de Big Data Analytics voltada para as áreas de Marketing e Comunicação do mercado brasileiro, garante a segurança, transparência na coleta de dados e tranquilidade para seus usuários.

Fonte: digitalks