Criar o próprio algoritmo valoriza o serviço e o negócio

Desenvolver o próprio algoritmo pode ser um diferencial para o serviço que uma empresa oferece? Especialistas dizem que sim. “Pode ser grande diferencial, porque mantém o empreendedor que desenvolve a ferramenta mais próximo do cliente para que possa fazer alterações e adaptações caso a caso. O risco de usar algoritmo pronto é trabalhar com uma solução engessada”, diz o especialista em análise de big data (pela FIA/USP) e em internet das coisas (pela Poli/USP) César Cavini Almiñana, que atua na consultoria Ekantika.

Segundo ele, é vantajoso criar o próprio algoritmo quando o modelo de negócio é voltado a um objetivo bastante específico. “Trabalhar com algoritmo pronto e genérico resolve os problemas, só que de forma mediana, enquanto o algoritmo próprio proporciona precisão e melhor desempenho.” Almiñana afirma que, até do ponto de vista de investimento, a empresa que detém o próprio algoritmo tem menos barreiras. “O motivo é que a inteligência e tecnologia estão dentro de casa e o empreendedor não é refém de terceiros.”

Professor de pós-graduação em pequenas e médias empresas e do MBA gestão empresarial na Fia/USP, Alexandre Del Rey considera que é vantajoso quando se tem equipe técnica muito capaz, que consegue ter compreensão aprofundada de um determinado mercado. “Criar algoritmos que resolvem problemas e necessidades importantes de um segmento é ótimo caminho para o sucesso.”

Ambos dizem, no entanto, que utilizar algoritmos desenvolvidos por grandes empresas de tecnologia, para criar uma arquitetura única e diferenciada, também é estratégia assertiva.

César Cavini Almiñana, consultor da Ekantika.
Foto: Beatriz Ribas/Divulgação

Antes de optar por um dos dois caminhos, o consultor diz que os empreendedores devem responder perguntas como: vou fazer um algoritmo melhor que o que já está disponível no mercado? Quanto tempo vai demorar? Vai valer à pena? Qual será o investimento?

“A falta de flexibilidade é um erro de muitos empreendedores, por resultar em soluções engessadas. Muitos desenvolvem algoritmo robusto, mas tão engessado, que adaptar uma linha do código vira um inferno.”

Construir uma ferramenta flexível foi o que estimulou Tom Canabarro a criar o próprio código e fundar a Konduto, que oferece serviços de prevenção a fraude de cartão de crédito nas lojas de e-commerce.

“Como desenvolvedor posso ajustar a solução. Essa é a principal vantagem. Trabalhar com uma ferramenta pronta deixa o empreendedor travado, ele não pode oferecer coisas novas. Ao mesmo tempo, ter a propriedade intelectual do algoritmo é uma grande força na valorização da empresa, porque na hora de levantar investimento, uma das primeiras perguntas é se o algoritmo é próprio ou se tem muitas coisas de terceiros.”

O empresário também alerta quem quer entrar nesse mercado quanto à robustez da solução. “Muita gente faz um sistema robusto para aguentar milhões de dados, sendo que no começo não terá quase nada. É melhor focar na eficiência e no resultado do algoritmo, depois pode resolver o problema de suportar mais volume. Nós seguimos esse caminho e deu certo.”

Segundo ele, no início, o mais difícil foi não ter base de dados para forçar o algoritmo a identificar o que é fraude e o que não é, para que o robô pudesse aprender a diferenciar um do outro. “Foi difícil conseguir o primeiro cliente, pois não tínhamos nada para provar que a tecnologia funcionava.”

A conquista dependeu de muita sorte e de um jogo aberto. “Falamos que estávamos começando e oferecemos a tecnologia de graça por três meses para testar. Nesse período, coletamos base de dados e fizemos ajustes. No final, o cliente gostou e nos contratou, o que facilitou a conquista de outros clientes.”

Tudo começou em janeiro de 2014. Ele e o sócio, Milton Tavares Neto, trabalharam um ano e meio com recursos próprios, depois receberam investimento anjo. Hoje, empregam 43 pessoas e atendem 200 clientes. Em 2019, querem atrair investimento para lançar novo produto, aumentar a força de vendas e entrar em outros países. “Temos clientes no México e Argentina, mas queremos atingir toda a América Latina.”

Fundadores da startup de reconhecimento facial FullFace, Danny Kabiljo e José Guerrero passaram dois anos desenvolvendo o próprio algoritmo. “Em 2015, fomos para o mercado”, diz Kabiljo, CEO da empresa. Até 2014, trabalharam com recursos próprios, depois, receberam investimento anjo e aporte do fundo Primatec. Hoje, a empresa tem 13 funcionários e até o final do ano terão 22.

Danny Kabiljo, CEO da FullFace. Foto: Laureni Fochetto

Kabiljo diz que desenvolveram diferenciais. “O primeiro foi vencer a necessidade de usar um hardware específico para fazer a identificação. Hoje, nosso algoritmo faz reconhecimento facial em smartphone, webcam ou câmera de alta resolução. Outras tecnologias estão atreladas a um equipamento específico. Quebramos essa barreira.
Entre as dificuldades, conta que quebraram a cabeça para definir o modelo comercial. “Nosso modelo principal é venda por consumo.”

Segundo ele, para desenvolver algoritmo o empreendedor tem de acreditar no projeto, porque muitos fecham as portas. “Também precisa acreditar no próprio potencial, criar diferenciais em relação às tecnologias globais, e desenvolver tecnologia estruturada para aguentar expansão internacional.”

Ele afirma que ter um serviço que se encaixa nas necessidades dos clientes facilita todo o processo. “Dominamos a tecnologia que é viva, está sempre sendo aprimorada. Tecnologia não pode ficar parada.”

A Zeeng, de André Saldanha e Eduardo Prange, foi criada quando eles perceberam dentre os projetos que desenvolviam, que havia vários clientes com demandas comuns. “Criamos uma plataforma para agrupar informações e entregá-las de forma consolidada, para que os clientes possam consumir os dados sem a necessidade de aguardar um projeto específico”, diz Saldanha.

A ideia surgiu em setembro de 2016 e o negócio foi lançado em março de 2017. Hoje, atende mais de 30 clientes que possuem equipes de marketing, além de agências de publicidade. “Com nossas informações eles monitoram suas campanhas na web, bem como a dos concorrentes.”

Ele explica que com o algoritmo dá para saber quando o concorrente lança algo novo, passa por uma crise, ou fez uma publicação que não foi bem vista pelos usuários, que estão fazendo críticas nas redes sociais. “Fornecemos informações e apontamentos que geram insights e permitem análises rápidas.”

André Saldanha, CTO da Zeeng. Foto: Luis Fernando Martins/Divulgação

Utilizar algoritmo próprio, segundo ele, reduz custos, porque usar os que são desenvolvidos pela IBM ou Google gera cobrança de centavos de dólar para cada utilização. “Quem utiliza algoritmo dessas grandes empresas tem de usar os parâmetros genéricos oferecidos por elas. Quando é próprio pode adaptá-lo de forma específica”, ressalta.

Conceito existe há séculos e surgiu com matemáticos

“Ao sair de casa, pegamos carteira, documentos, chave do carro, fechamos as janelas, trancamos a porta – e verificamos se, de fato, ficou trancada – para então entrar no carro. No final das contas, isso trata-se de uma sequência lógica, finita e ordenada de passos que é seguida de forma automática.

No mundo da computação e das linguagens de programação chamamos essa sequência de algoritmo. Para executar uma operação de multiplicação, por exemplo, as calculadoras executam algoritmo que calcula somas um determinado número de vezes. Um programa de computador é o que resultado de uma sequência de códigos e algoritmos trabalhando em harmonia.

O conceito de algoritmo existe há séculos e o seu uso pode ser atribuído a matemáticos gregos. Contudo, o início da formalização do conceito de algoritmo ocorreu apenas em 1936, com a Máquina de Turing, dispositivo que escrevia e interpretava símbolos durante a Segunda Guerra Mundial, criada pelo matemático Alan Turing”, explica o consultor César Almiñana.

‘Mercado é promissor e carente de boas soluções

Alexandre Del Rey, professor da FIA

Criar o próprio algoritmo é uma boa estratégia?
Pode ser uma boa estratégia para empresas que conhecem muito do negócio e das regras de negócio do segmento que pretende atender. Essas regras são fontes de vantagem competitiva. O algoritmo de busca do Google, de roteirização do Waze, de recomendação de filmes da Netflix e de precificação da Amazon, por exemplo, são e foram muito importantes para o sucesso dessas empresas.

Em que caso é mais vantajoso criar o algoritmo?
Criar seu próprio algoritmo pode ser vantajoso quando se tem uma equipe técnica muito capaz, que consegue conversar com pessoas com a compreensão muito aprofundada daquele mercado. Desenvolver algoritmos que resolvem problemas e necessidades importantes para uma determinada indústria é um ótimo caminho para o sucesso.

O que o empreendedor deve avaliar antes de definir se irá criar o negócio em plataforma própria ou não?
Ter plataforma própria não necessariamente significa usar o próprio algoritmo. Criar a sua própria plataforma traz o desafio adicional de ter que gerar público para aquela plataforma. Muitos empreendedores comercializam seus algoritmos por meio de outras plataformas bem conhecidas como a AWS da Amazon, a Bluemix da IBM, para citar algumas.

Ser detentor do código dificulta ou facilita a entrada no mercado?
Na verdade, criar o próprio algoritmo não é muito diferente do que criar novos produtos e serviços. Primeiro é preciso criar um algoritmo que consiga tratar de maneira efetiva necessidades e desejos de um determinado mercado. Depois disso é preciso que este algoritmo passe a ser conhecido por este mercado. O desafio adicional encontrado é que são poucas as empresas com pessoal capacitado para poder compreender e julgar qualidade tecnológica de algoritmos. Assim, a reputação de uma grande marca pode ajudar muito nestes casos.

O mercado nacional tem preconceito em adotar tecnologia interna?
Reputação é algo que se conquista. Startups brasileiras que desenvolveram o próprio algoritmo ou arquitetura de solução como a 99Taxi, a QuintoAndar, a Inloco Mídia e a Oiti Tech conseguiram alcançar bastante sucesso. A qualidade das soluções normalmente prevalece. Veja o caso da 99Taxi, que entrou no mercado para disputar com gigantes como a Uber e a Cabify. Isso é muito relativo. Acredito que o mercado tem preconceito com soluções ruins.

Que avaliação faz do momento pelo qual está passando esse mercado?
Empreender no desenvolvimento de algoritmo é um mercado muito promissor. Há uma carência enorme de boas soluções em várias indústrias de diversos segmentos. Do outro lado, como ainda há muita dificuldade por parte dos tomadores de decisão em compreender todo o potencial destas novas tecnologias disruptivas que envolvem inteligência artificial e blockchain, por exemplo, há o desafio adicional de educar o mercado e de mudar a mentalidade.

Fonte: Estadão

Como as ferramentas de marketing digital podem impulsionar as vendas durante a black friday

Mas, para que as marcas possam se destacar da concorrência e aumentar as suas vendas é preciso realizar promoções e ações para engajar os clientes. O uso de ferramentas de marketing digital tem sido um ponto fundamental nas estratégias de divulgação, pois permite que os lojistas se aproximem do seu público e estejam presentes em todos os canais de comunicação. “Proporcionar uma experiência diferenciada, surpreendente e única para os clientes é fundamental e imprescindível para melhorar a jornada de compra dos consumidores. O uso de ações de push, mala direta, sms com campanhas promocionais pode ajudar a alcançar esse objetivo”, afirma Israel Nacaxe, COO da Propz, empresa que oferece soluções de CRM, inteligência analítica e big data que entendem, predizem e reagem ao comportamento de consumo em tempo real e de forma automatizada.

Segundo dados do Google, 82% das pessoas que compram alguma coisa durante  a Black Friday, fazem isso online. Para ajudar nesse processo, alguns empreendedores do segmento mostram como as ferramentas de marketing digital podem impulsionar as vendas durante a Black Friday:

Comunicação assertiva e investimento em marketplaces Oferecem condições especiais para novas compras é também uma forma de fazer o cliente

comprar de novo. Segundo Sidney Zynger, diretor de marketing do Bling, sistema de gestão empresarial (ERP) online para micro e pequenas empresas,  a jornada do consumidor é orgânica e não guiada apenas por um evento ou promoção. “Na Black Friday, as pessoas estão mais dispostas a arriscar com marcas que não conhecem. Esse pode ser o início de uma relação com novas lojas. É importante não focar apenas nesta data, pois muitos reservam suas compras para os dias antes e depois do evento: quase 40% das vendas do período ocorrem fora da sexta-feira. Isso pode acontecer devido a ofertas pontuais, e por isso que o empreendedor deve ficar atento para aproveitar ao máximo os sinais de intenção do consumidor”, explica.

Para Dannyel Filgueiras, CEO da Epicom, plataforma para gestão de marketplaces, investir em uma ferramenta que viabiliza produtos em múltiplos ambientes simultaneamente é essencial para que o negócio dê certo. “Por meio da Epicom, por exemplo, os clientes conseguem aumentar sua exposição, vendas, além de otimizar o tempo de gestão em um único ambiente”, explica.

 

Conheça o seu público-alvo

Para Jordão Bevilaqua, Head de Marketing da Xtech Commerce plataforma que cria lojas virtuais para pequenas e médias empresas, você precisa primeiramente conhecer o seu cliente, saber onde ele está, como ele se comporta, quais são seus hábitos de compra, como ele prefere pagar e receber suas mercadorias. “O comportamento do seu cliente vai determinar como o seu negócio gira. Saiba onde ele mais te procura, por exemplo se é pelo Instagram, pense em maneiras de marketing através desta rede social”. Pense em quais mídias as ações de marketing serão veiculadas, qual é objetivo dessas ações e o público que deseja atingir.

 

Mantenha um bom relacionamento com seus clientes

Os consumidores estão cada vez mais curiosos, impacientes e exigentes. Isso significa que os esforços devem ser direcionados em entender as necessidades deste público e oferecer soluções personalizadas, de forma única e diferenciada. “As pesquisas por produtos e marcas aumentam significativamente antes da Black Friday, o que oferece uma grande oportunidade aos lojistas para chamar a atenção do seu público e iniciar a construção do relacionamento com o cliente”, explica Gustavo Hana, CEO da GhFly, agência referência em marketing digital e performance.

Outra maneira de garantir que as marcas tenham um relacionamento de confiança com os seus consumidores é agir de forma transparente e sincera. Por isso, é importante que as opiniões sobre a experiência de compra que são feitos sobre os produtos comercializados pela loja sejam publicados em todos os seus canais de comunicação. “Principalmente durante a Black Friday os consumidores investem seu tempo para buscar opiniões e histórias reais desses itens de interesse, por isso essas avaliações de produto e loja precisam ficar disponíveis, para que elas sejam usadas na tomada de decisão de compra”, ressalta Tatiana Pezoa, CEO da Trustvox, primeira certificadora de reviews.

 

Invista em conteúdos audiovisuais

Os vídeos são ferramentas poderosas para entreter e vender mais na internet. Além dos benefícios mais facilmente mensuráveis, como aumento do tempo médio de permanência no site e consequente melhoria no ranqueamento e SEO, com vídeos é possível posicionar melhor a marca no mercado e na mente do consumidor, criando uma melhor experiência de compra. “Para produzir vídeos que convertem é preciso elaborar materiais curtos e usar muito storytelling. Evite colocar preços de produtos/serviços nos vídeos, isso vai facilitar muito a manutenção dos materiais no futuro, evitando perda de tempo com edições desnecessárias. Outra dica importante é usar a Lei do Pareto: 80% de entretenimento e 20% de propaganda, conseguindo assim passar as informações mais importante para gerar engajamento”, explica Pedro Filizzola, CMO da Samba Tech.

Atenção na estratégia

Hoje já existem muitas ferramentas consagradas no meio digital para que as empresas escolham quais as melhores para a data. Mas, para Eduardo Prange, CEO da Zeeng, o cuidado a se tomar é a estratégia. “Atenção total para não lesar uma relação construída com estes novos clientes durante o período de descontos. No fim das contas falamos de baixa de preço, mas não gaste suas forças apenas oferecendo grandes descontos. É fundamental atrela-lo também à qualidade do seu serviço e à experiência desse consumidor com a sua marca”.

 

O impacto do marketing digital na Black Friday

Para os lojistas está sobretudo a democratização do espaço que antigamente era apenas dos gigantes. Hoje, todos podem gerar conteúdo para a internet, agregar valor para a sua audiência, aparecer para o público e ser lembrado por ele durante o ano todo.

Até mesmo anunciar ficou mais fácil e barato. Antes a publicidade se resumia em TV, jornal e revista, o que era muito custoso para a maioria das pequenas e médias empresas. Hoje, com o Facebook Ads e o Google AdWords, por exemplo, é possível impactar sua audiência com um capital bem mais modesto, além de conseguir mensurar o que está dando mais ou menos resultado, otimizando seus investimentos e aumentando suas chances de sucesso. Tudo em tempo real e na palma da mão.

Para Roberto Rocha, CMO da leadlovers“Quanto mais presente você estiver no dia a dia do seu público durante todos os dias do ano, mais resultados terá na Black Friday ou em qualquer outra data importante para o comércio”.

Segundo Filgueiras, da Epicom, é fundamental que os lojistas se preparem para oportunidades reais. “Hoje, a Black Friday tornou-se uma ótima forma de renovação e giro de estoque parado. Lançamentos também ocorrem e são aguardados pelo consumidor. Por isso, eles têm antecipado sua atenção e monitoramento sobre itens de seu interesse. por isso, acredito que é necessário oferecer de fato alguma vantagem”, finaliza.

Fonte: adnews

O enorme poder do marketing digital

O marketing digital é hoje uma necessidade incontornável para as empresas, grandes e pequenas, em qualquer sector. Na conferência “Futura”, organizada pelo Negócios, vamos debater as grandes tendências do marketing digital.

Há conferências e palestras que não se esquecem. Nunca me hei-de esquecer da aula de Michael Wade, professor da IMD, em Lausanne, que no Verão de 2017 explicou a uma sala apinhada a estratégia de marketing digital da campanha eleitoral de Donald Trump. Como ao início o presidente escarnecia das redes sociais e como depois elas se tornaram, graças ao Facebook e à Cambridge Analytica, uma arma decisiva.

O escândalo só rebentaria meses depois, em Março deste ano, quando a jornalista do The Guardian, Carole Cadwalladr, contou ao mundo a forma como na campanha foram usados dados pessoais cedidos pela maior rede social do mundo, sem consentimento dos utilizadores. Quem esteve na sala a ouvir o Michael Wade, além de um arrepio na espinha, ficou com uma demonstração muito real do poder do marketing digital.

Nunca como antes os “marketeers” tiveram ao seu dispor ferramentas tão poderosas para conhecer o cliente, chegar ao cliente, interagir com o cliente e, o mais importante para as marcas, ganhar o cliente. O “big data“, a inteligência artificial ou o “machine learning” abriram possibilidades imensas e há novas a surgir a cada dia que passa.

O tema do marketing digital não é uma moda, é já hoje uma realidade incontornável para as empresas, transversal a toda a organização. Ciente dessa importância, o Negócios, em parceria com a Omnicom MediaGroup, organiza a Futura, uma conferência que junta oradores de prestígio internacional e nomes de grande relevo nacionais para falar sobre as grandes tendências do marketing digital.

Fonte: Jornal de Negócios

Segurança e acesso a dados preocupam times de analytics

Estudo da MicroStrategy mapeia o estágio da incorporação de boas práticas de gestão de dados em empresas no Brasil e no mundo

Cerca de 78% dos profissionais brasileiros que trabalham com dados e ferramentas de analytics acreditam que suas empresas estão utilizando tecnologias de dados de maneira efetiva. Para 75% deles, estas tecnologias tem cumprido um papel importante na transformação digital de suas organizações.

Os dados são da MicroStrategy (MSTR), empresa que oferece plataformas de análise de dados e softwares de mobilidade ao mercado. A companhia realizou um estudo com 500 profissionais das áreas de analytics e BI para descobrir o estágio da adoção de práticas da analytics nas empresas.

A pesquisa Global State of Enterprise Analytics foi realizada em abril com respondentes da Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos e Brasil, em parceria com a consultoria de pesquisa Hall & Partners. Os participantes representam empresas com entre 250 e 20 mil funcionários.

Segundo 62% dos brasileiros que participaram da pesquisa, a principal aplicação de ferramentas de analytics está na orientação de estratégias. Já 57% buscam usar dados para sistematizar processos e otimizar custos. Mais da metade usa dados para monitorar o desempenho financeiro da empresa e gerenciar riscos de mercado. Usar dados para desenvolver produtos e atrair clientes, por sua vez, está no escopo de 45% dos profissionais brasileiros.

Ainda, 6 em cada 10 profissionais brasileiros dizem obter mais eficiência e produtividade dos processos de trabalho com o apoio de dados. As áreas que mais fazem uso de ferramentas de analytics são TI, finanças e Serviços ao Consumidor.

Quando questionados sobre as tendências que terão os impactos mais significativos sobre as práticas de analytics nos próximos cinco anos, os entrevistados brasileiros ranquearam tecnologias de cloud computing, big data e inteligência artificial como as mais relevantes.

Profissionalização dos departamentos de dados

A pesquisa identificou que 62% das empresas brasileiras já contam com um chief data officer (CDO) e 17% estão considerando criar uma posição voltada para a gestão de dados. De forma a otimizar seus processos de gestão, 46% consideram migrar toda sua estrutura de TI para a nuvem e 80% planejam investir mais em analytics nos próximos anos. Ainda, 77% das empresas brasileiras planejam investir na contratação de talentos com especialidades analíticas em um futuro próximo.

Desafios

Apesar do olhar atento às disciplinas ligadas a dados, muitas empresas ainda esbarram em problemas que impedem a consolidação de práticas de analytics. De acordo com 48% dos brasileiros participantes, a principal barreira para o uso de data e analytics em suas empresas é a preocupação com a segurança de dados. Em segundo lugar, segundo 30% dos respondentes, está a falta de treinamento para os profissionais, e, em terceiro, o acesso limitado aos dados da organização, conforme apontaram 27% dos participantes.

O uso de soluções tecnológicas pouco amigáveis ao trabalho com dados é um empecilho para 23% dos profissionais. Além disso, 20% acreditam que suas empresas não possuem uma estratégia orientada para dados e que o uso de analytics não é uma prioridade para os executivos.

Fonte: Meio & Mensagem

Netshoes é empresa varejista mais digital, diz E-Consulting

A consultoria nacional E-Consulting Corp. analisou as maiores empresas com negócios no varejo para saber quais estão mais avançadas e consolidadas no que tangem aos conceitos e práticas de Transformação Digital em seus modelos de negócio.

O objetivo do estudo foi medir como o varejo usa os elementos da Transformação Digital de forma inteligente, tanto de dentro para fora, como de fora para dentro. As empresas que oferecem a tecnologia de maneira mais funcional, indo além do quesito inovação, foram as que tiveram mais destaque na análise. “Não é só adquirir novas tecnologias. É saber adotar”, diz Daniel Domeneghetti, CEO da E-Consulting e responsável pelo estudo “Régua da Transformação Digital no Varejo”.

O levantamento confirma o atual movimento do varejo brasileiro de, cada vez mais, incluir o digital no modelo de negócio, sendo considerado o “novo básico” para atender os consumidores. De acordo com o Domeneghetti, ter e-commerce ou aplicativo desintegrado não será vanguardismo nos próximos anos.

“O digital é o novo básico para o varejo. Por isso, a inovação estará ligada em saber trazer os benefícios da transformação digital no dia a dia e no relacionamento com cliente. E essa virada vai acontecer por meio de novas competências, como prototipação, design, experiência de compra, jornada, experimentação, analytics, Big Data, cloud, as a service, conexão, simultaneidade, algoritmos, colaboração e integração”, pontua o executivo.

Segundo o levantamento, a Netshoes foi considerada a organização que mais tem evidências e elementos ligados à Transformação Digital. Com DNA 100% digital, o e-commerce de calçados e artigos esportivos conquistou nota 4,0 – o máximo era nota 5,0 – por fortalecer sua atuação em marketplaces B2B, usar Blockchain em seu modelo de gestão, desenhar ofertas e serviços nativos digitais sempre com foco na melhor jornada de compra do consumidor e inserir inovação colaborativa.

A lista também reúne gigantes como: B2W (3,75), Home Refil (3,67), Supermercado Now (3,60) e Grupo Pão de Açúcar – GPA (3,40). Confira:

Metodologia

A E-consulting usou instrumentos de pesquisa como cliente oculto, enquetes on-line, inteligência competitiva, análise de mídias sociais, premiações, posições em rankings do setor. Entrevistas com executivos do varejo e com clientes, além de parceiros tecnológicos também serviram de base para concretizar os resultados do estudo “Régua da Transformação Digital no Varejo”

As notas do ranking, pontuadas de 0 a 5, foram construídas com base em diversos critérios que materializam o processo de competitividade a partir da transformação digital tanto internamente, envolvendo a apuração de sistemas de gestão, investimentos em TI, metodologias avançadas, organização produtiva e plataformas, bem como externamente. Ou seja, a partir da avaliação de seus diferentes stakeholders, tais como consumidores, clientes, funcionários e especialistas em consumo no varejo.

Fonte: ecommercebrasil

A importância da inteligência competitiva no contexto digital

Utilizada em conjunto com a inteligência competitiva, a inteligência de mercado contribui no desenvolvimento de ações inovadoras, já que a análise das informações da concorrência e das demandas dos consumidores possibilita que uma empresa inove em seus serviços ou produtos, causando impacto muito positivo diante do seu público-alvo.

 

Eduardo Prange – CEO da Zeeng

 

Você já ouviu falar em inteligência competitiva (IC)? Se está atento e acompanhando o buzz sobre temas como transformação digital e o que vem ocorrendo no mercado, no mínimo tem uma boa ideia do que estamos falando. Empresas de todos os portes e segmentos já percebem que devem ser orientadas por dados. Assim, uma das principais abordagens em qualquer organização – e que é adotada, com certeza, por aquelas que procuram aperfeiçoar sua capacidade de compreender seu ecossistema e seu público para se manterem vivas – é o uso da inteligência.

Aplicada sobre as informações relevantes do negócio, a inteligência competitiva possibilita verificar tendências, prever movimentos, encontrar oportunidades e dar forte embasamento às decisões estratégicas da companhia, em um trabalho que pode visar o longo prazo.

 

Por que falar sobre isso?

Estamos em um mundo que experimenta mudanças constantes e em altíssima velocidade – e a verdade é que nunca se gerou tanta informação quanto nos tempos atuais. Produzimos dados a todo instante, e esse imenso volume está à disposição para ser analisado e bem trabalhado pelas companhias.

Utilizada em conjunto com a inteligência competitiva, a inteligência de mercado contribui no desenvolvimento de ações inovadoras, já que a análise das informações da concorrência e das demandas dos consumidores possibilita que uma empresa inove em seus serviços ou produtos, causando impacto muito positivo diante do seu público-alvo.

 

“Uma marca não é mais o que nós dizemos que é, mas sim o que os consumidores dizem uns aos outros sobre elas”.

Scott Cook, fundador da Intuit

 

Nessa era do conhecimento, a informação está mais e mais acessível. E aplicando a inteligência para entender (e utilizar bem) os dados sobre o ambiente, as empresas conseguem informações que têm valor real para os seus negócios e clientes, além de garantir o conhecimento do que está acontecendo no seu mercado, o que as coloca em posição vantajosa, à frente dos seus competidores.

Afinal, é somente com uma análise mais aprofundada que se consegue conhecer bem o cliente, compreender o setor do mercado com seus problemas, desafios e oportunidades. E a IC realmente se mostra importante porque, com essa orientação, conseguimos obter informações relevantes, fazer cruzamentos interessantes e conhecer profundamente quem concorre com a nossa empresa. A partir daí, podemos antever algumas direções ou ocorrências de modo a nos posicionarmos de uma maneira melhor, mais competitiva – e isso não tem preço.

 

Inteligência para conhecer a fundo o mercado e a concorrência

É fundamental hoje poder analisar as iniciativas de quem disputa o mercado com você, tanto para saber como o competidor se comporta quanto para verificar como o público reage a essas ações. Quanto mais você atua sobre bases de conhecimento sólido, mais vai deixando o “achismo” de lado, pois a construção de uma inteligência competitiva verdadeira contribui para que sua tomada de decisão tenha mais embasamento e, consequentemente, seja mais certeira e poderosa.

Digamos que você atua numa agência de comunicação e precisa desenvolver uma estratégia de comunicação em mídias sociais para uma determinada rede de farmácias. Trata-se de um segmento altamente concorrido, portanto, a inteligência competitiva se mostra absolutamente fundamental para que, munido das melhores informações sobre o ecossistema – e o conhecimento profundo sobre a concorrência – você consiga desenvolver o que pode ser a melhor linha de ação para que a rede cliente ganhe destaque.

Perceba que, assim, ao chegar para conversar com o cliente você terá, além dos dados sobre ele, seus objetivos e demandas, um olhar sobre o ambiente de competição que ele enfrenta, entendendo o que os rivais fazem e já avaliando a reação do público e como eles se comunicam. Ou seja, você terá condições de mostrar ao cliente que conhece as circunstâncias do mercado dele, as falhas e os acertos dele e da concorrência e, a partir daí, procurar oportunidades estratégicas para atuar com destaque e ganhar mercado. Suas chances de sucesso com este cliente crescem, não é mesmo?

Portanto, o uso da inteligência competitiva é um elemento cada vez mais importante para aperfeiçoar a execução das suas iniciativas e gerar resultados muito melhores para os clientes. Para monitorar o mercado, entender o cliente e agir proativamente em relação às estratégias da concorrência, investir em soluções que contemplem a inteligência competitiva é com certeza a melhor alternativa.  

As informações estão aí, e é fundamental trabalhar bem com elas para não perder terreno e não ficar para trás. E para otimizar e tornar menos árduo esse trabalho, a tecnologia – para variar – é a melhor aliada.

 

O papel da tecnologia

Como dissemos em outro artigo, o marketing hoje é potencializado pela tecnologia, e as agências contam com ferramentas, plataformas e soluções alinhadas para o marketing digital. Surgem as Martechs, que mesclam e trabalham com os dois setores para tornar ainda melhores e mais eficientes as mais variadas iniciativas. Afinal, as ações de marketing e comunicação só têm a ganhar com o cuidadoso acompanhamento da movimentação da concorrência, verificando como ela atua nas redes sociais, nos blogs e sites, como são as interações que ocorrem, que tipo de retorno o público oferece.

A tecnologia, portanto, ajuda o trabalho humano da inteligência a identificar aquilo que, dentre os padrões verificados nos players que disputam determinado mercado, está gerando melhores resultados, o que pode ser oportuno ou não naquele momento, etc. Uma coisa é certa: negócios cujos gestores obtêm e aproveitam informações estratégicas a respeito da concorrência e do mercado ganham muito em competitividade. E, com isso, podemos afirmar que talvez o que falte para a sua agência seja simplesmente esse tipo de conhecimento.

Como se comporta o seu mercado? Seus competidores fazem que tipo de campanha? Em que redes sociais estão presentes? De que modo? Como é a interação no blog deles? De que maneira eles se comunicam em cada um dos canais em que atuam? E como interagem com o público? Qual é a resposta dos clientes às interações das marcas? Estes são alguns dos muitos pontos possíveis de serem levantados e estudados a partir de uma plataforma completa que faça uso da inteligência competitiva.

A Zeeng, por exemplo, é uma plataforma completa especialmente voltada para as áreas de comunicação e marketing, com uma interface amigável e simples que possibilita antecipar os movimentos dos concorrentes acompanhando as ações de várias marcas no ambiente digital, entendendo o comportamento do mercado.

Como a primeira plataforma de Big Data Analytics voltada para essas áreas no Brasil, a Zeeng nasceu e atua nesse contexto, gerando inteligência a partir do cruzamento das informações de diversas origens e da interação com a marca. O objetivo é, sempre, ajudar o seu negócio a evoluir.

Gostou do artigo? Então eu te convido a conhecer a Zeeng – e ver tudo o mais que nós podemos fazer pela sua empresa.

Os dados vão pagar a conta?

Assim como qualquer outro fator, só vão pagar contas da indústria criativa se gerarem valor para os anunciantes ou para os consumidores

Dados já foram chamados de o novo petróleo, o new black, e, recentemente, ganhei uma camiseta com os dizeres “Data is the new bacon” (dado é o novo bacon). Fato é que nunca se falou tanto em dados e sua importância. Até para uma profissional como eu, que trabalho há mais de 15 anos nesta área de análise de dados e insights em empresas de mídia e consultoria, é surpreendente. Pessoas de diferentes áreas, incluindo criação e desenvolvimento de conteúdo, me abordam quase diariamente para saber mais sobre o assunto.

Porém, o enorme volume de dados disponíveis se tornou diretamente proporcional ao desconhecimento sobre o que fazer com eles — principalmente na indústria criativa. E foi exatamente o entendimento de que havia uma questão maior a ser tratada que me estimulou a dedicar meus últimos meses à análise da pergunta que se tornou minha tese na Berlin School of Creative Leadership: “Can data pay the bill? – Os dados vão pagar as contas?”.

Esse empoderamento da palavra dados é consequência das mudanças do mundo e da sociedade, bastante impactados por tecnologias como a internet das coisas (IoT) e big data. Como afirma o Fórum Econômico Mundial em seu relatório, “The future of jobs”, setores econômicos como os conhecemos irão mudar. Como resultado, modelos de negócios deverão ser reformulados, novas características profissionais serão exigidas e posições existentes no mercado de trabalho irão desaparecer.

Algumas indústrias já sentiram na pele, e no bolso, essas mudanças. A indústria criativa, que incluí mídia e agências de publicidade, é uma delas. A era digital, e o tsunami de informações que promove, colocou em xeque o bem-sucedido modelo de negócios, baseado na negociação de pontos de audiência bruta (gross rating points – GRPs) e impactos, que por anos funcionou muito bem na indústria criativa. Portanto, entender se os dados têm essa capacidade de pagar a conta é bastante relevante.

O principal objetivo da pergunta, aparentemente genérica, “os dados vão pagar as contas?” é entender qual o valor que os dados agregam para os serviços prestados pela indústria criativa aos seus clientes. Baseei-me nos conceitos de valor criado (value creation) e valor capitalizado (value capture) desenvolvidos por Paul Verdin. Neles, o autor afirma que, para ter sucesso sustentável, uma empresa ou indústria precisa criar valor para seus clientes e consumidores e, posteriormente, ser capaz de monetizá-lo. O que evidencia é que, sem valor criado, não existe monetização. Portanto, para mim, o dado assim como qualquer outro fator, só vai pagar contas da indústria criativa se ele gerar valor para os anunciantes ou para os consumidores.

Pois bem. Na pesquisa (baseada em estudos de caso), descobri que os dados têm o potencial de pagar as contas, mas tudo depende de uma combinação de fatores que vai levar ou não, à criação de valor.

Por exemplo, dados puros, sem análise, não pagam a conta. Os dados só fazem sentido se forem contextualizados, considerando o entendimento e emoção de quem os produziu: as pessoas. Quanto maior o nível de contextualização dos dados (análise não apenas dos números, mas também do comportamento do consumidor, por exemplo), mais valiosos e com maior poder de monetização serão.

Performance, por si só, também não é suficiente para pagar a conta. Monitorar a performance de uma campanha ou o desempenho de um programa contribui, sim, para otimizar investimentos, mas não paga a conta toda. Hoje, com o fácil acesso aos dados, as agências estão enfrentando a chamada comoditização dos dados e um relatório de performance deixou de ter valor, pois tornou-se um serviço operacional. Para que performance possa gerar valor e ser monetizado pelas agências, os dados precisam ser transformados em conhecimento. O time de business intelligence tem que ser capaz de não apenas extrair os números e colocá-los em um dashboard bonito, mas também e, principalmente, ter a capacidade de transformar dados em insights e insights em ação para o negócio e para o cliente.

Outro insight é que os melhores resultados e tomadas de decisões envolvendo dados vem da combinação dos algoritmos de processamento de dados com a ação e talento humanos. Isso porque o valor dos dados está na sua utilização ágil e entendimento fácil. A tecnologia contribui para rapidez da coleta dos dados, mas é fundamental saber qual é a história que eles nos contam. Ou seja, a mente humana e a criatividade continuam fundamentais na indústria criativa.

Existem outras questões que precisam ser debatidas para que os dados possam efetivamente gerar valor na indústria criativa e consequentemente gerar receita. O papel da liderança nesse processo é um deles, assim como a questão ética em relação a privacidade dos dados.

Porém, acredito que, na publicidade brasileira, a discussão deve começar com o questionamento sobre qual é o entendimento que se tem sobre dados e qual é a moeda de negociação utilizada nos modelos de publicidade.

Até hoje, os dados são encarados por essa indústria como material de suporte e performance. Audiência, GRPs, impactos, visualizações, downloads e alcance são variáveis — ou seja, dados — utilizados para dar suporte às negociações de mídia (das mais tradicionais como TV às mais modernas como os influenciadores). No entanto, a contagem dos eye balls, como falam os americanos, já não é o único dado disponível e, em tempos digitais, deixaram de ser os mais relevantes. Isso porque, além do número de impactos, é possível e necessário entender o reflexo do consumo do conteúdo de mídia na jornada ou no comportamento do consumidor para que se possa produzir conhecimento. E insights. Só assim o dado terá valor, pois tornará a comunicação com o consumidor mais efetiva e engajadora.

Portanto, é preciso encarar a necessidade de uma quebra de paradigma. Se as negociações continuarem a utilizar os dados exclusivamente como moedas de troca de mídia, nunca irão, por si só, pagar conta alguma. O pagamento continuará sendo da forma mais tradicional e antiga de negócios e a questão recai sobre a sustentabilidade do modelo de negócio em longo prazo. Entretanto, se os dados forem encarados como parte de um projeto de inovação ou comunicação capaz de gerar conhecimento, expertise ou engajamento, aí sim, poderão não apenas pagar contas, mas contribuir de maneira efetiva para um novo modelo de negócios em uma indústria em transformação.

Fonte: Meio & Mensagem 

33% dos brasileiros já compartilharam fake news, diz estudo

Cerca de 49% das pessoas disseram que nem sempre sabem identificar o que é ou não falso.

A MindMiners, startup brasileira especializada em pesquisas digitais, realizou um estudo para entender como os brasileiros enxergam a questão da privacidade de dados na era do Big Data. Um dos pontos discutidos no estudo foram as famosas fake news. 82% dos respondentes disseram que usam as redes sociais como fonte de informação e 33% já compartilharam um conteúdo falso. O mais incrível é que 49% das pessoas disseram que nem sempre sabem identificar o que é ou não falso.

Um outro ponto alarmante desse estudo são as questões da privacidade de dados, 62% dos respondentes disseram que se preocupam com a segurança de dados, mas em contrapartida, mais da metade dos entrevistados não se importariam em compartilhar seus dados se soubessem que estariam beneficiando outras pessoas comum.

 

Fonte: ipnews

O uso estratégico do dados não está transformando só a indústria, também mudará a vida humana como a que conhecemos hoje

Charles Darwin fez múltiplas contribuições para a Teoria de Evolução, mas uma das mais importantes está relacionada à capacidade de adaptabilidade dos seres humanos. Como o cientista afirmou, “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Em outras palavras, quem não se adapta, acaba se extinguindo.

Será que hoje essa afirmação é válida? Mesmo que não precisamos ser nômades, nem caçar animais para sobreviver. Contudo, algo que continua sendo essencial é a capacidade de adaptar-se aos novos ambientes. O mundo corporativo é um claro exemplo disso, já que se uma empresa não se adapta às demandas do mercado, provavelmente vai tornar-se pouco competitiva e infelizmente pode falir diante de outros concorrentes que souberam se adaptar.

Agora, a pergunta é se os seres humanos  estão preparados para adaptar essas novas tecnologias? Ou simplesmente vão sumir assim como as outras espécies? Sem dúvidas, a humanidade não vai se extinguir, pelo menos não nos próximos séculos. O fato, contudo, é que as pessoas precisam usar a seu favor tecnologias como machine learning, inteligência artificial, big data, junto com um elemento que a acompanha desde tempos primitivos: a paixão pelos dados e métricas.

Fonte: itforum365

 

Zeeng é destaque na Liga Insights MarTechs

Zeeng é uma das startups brasileiras que está mudando o Marketing

 

Metodologia

O estudo tem como objetivo compreender como a área de Marketing está inovando e de que forma as startups que apresentam soluções para esse setor estão sendo desenvolvidas e aplicadas no Brasil. Após entendimento da cadeia e dos temas que envolvem a área, foi iniciada uma pesquisa para determinar quais são as inovações tecnológicas disponíveis atualmente e de que forma elas podem impactar os processos da área. Aqui foram considerados relatórios, estudos e informações de fontes como Statista, Forbes, IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau), Bain&Company, Martech Advisor, Conductor, Gartner, OurSocialTimes, RockContent, Adobe, Econsultancy, DM News, UOL DIVEO, Affinion, Oxford Brookes University, McKinsey, BSA, Cohn & Wolfe, KPMG, Secretaria de Direitos Humanos, Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Federação Mundial de Surdos, Business News, Business.com, Forrester, OutSocialTimes, Content Marketing Institute, MarketingProfs, TI Inside, Smart Insights, Marketo, NapcoResearch, Zendesk, ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), E-commercebrasil, Neustar, PEGN (Pequenas Empresas & Grandes Negócios), Saia do Lugar, Accenture Consulting, Gazeta do Povo, Procon, Frost & Sullivan, Sitel, Nielsen, Think With Google, Business Insider, entre outros.
Para entendermos melhor o cenário e importância das inovações na área de Marketing, tanto no mercado brasileiro quanto internacionalmente, entrevistamos mais de 30 empreendedores, profissionais e pesquisadores da área. Entre outras questões, buscamos entender como eles interpretam as startups que apresentam soluções para o setor, as oportunidades geradas, de que forma estão afetando a área e os principais desafios para o futuro. O estudo analisou 11.263 startups brasileiras e, dessas, 194 foram consideradas para a construção do landscape presente neste estudo.

Para a seleção das startups, utilizamos como critério incluir aquelas que apresentam algum tipo de atividade, serviço e/ou produto relacionados às áreas das seguintes categorias: Analytics, Data e Performance, Automação de Marketing, Conteúdos Interativos, CRM e Customer Success, Ferramentas de Comunicação, Fidelidade do Cliente, Gestão e Geração de Conteúdos, Marketing de Aproximação, Pesquisas, Reviews e Feedbacks, Plataformas de atendimento, Conectores e Produtividade, Social e Comunicação e Vendas e Geração de Leads. O mapeamento das startups foi realizado a partir de diversas fontes, como inscrições para os programas de aceleração e eventos da Liga Ventures, a plataforma DisruptBox, recomendações, notícias em portais de negócios, bases abertas e busca ativa de startups. Por se tratar de um mercado com mudanças constantes, este estudo é dinâmico e terá atualizações periódicas para contemplar esses movimentos e expor novas startups que não apareceram nesta versão.

 

 

Acesse o estudo completo aqui.